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Tecido Epitelial
O tecido epitelial é organizado basicamente de duas formas: Como epitélio 
de revestimento (como lâminas ou camadas de células contínuas que 
cobrem as superfícies externas e revestem as superfícies internas do 
corpo) e como glândulas, que se originam a partir de invaginações de 
células epiteliais
É o único tecido que se origina dos três folhetos germinativos:
Ectoderme Origina a epiderme, as glândulas mamária, sebácea e 
salivar, as cavidades oral e nasal e a córnea
Mesoderme Origina o epitélio urogenital, endotélio e mesotélio
O endotélio refere-se ao tecido epitelial que reveste os vasos 
sanguíneos e linfáticos
O mesotélio refere-se às membranas que recobrem os orgãos → 
pleura, pericárdio e peritônio
O endotélio e o mesotélio são classificados como epitélio simples 
pavimentoso para facilitar as trocas gasosas, por ser um epitélio de 
camada única e com células achatadas
Endoderme Origina o fígado, pâncreas, glândulas tireoide e 
paratireoide e o epitélio de revestimento do trato digestivo, dos 
pulmões e da bexiga urinária.
Funções do tecido epitelial
Proteção dos tecidos subjacentes do corpo contra abrasões e lesões
Transporte transcelular de moléculas através das camadas epiteliais 
(por difusão)
Secreção de muco, hormônios, enzimas e diferentes outros tipos de 
substâncias, por várias glândulas
Absorção de substâncias a partir de um lúmen (ou luz) (p. ex., trato 
intestinal ou certos túbulos renais)
Controle de movimentos de substâncias entre compartimentos 
corporais através da permeabilidade seletiva de junções celulares 
entre células epiteliais
Tecido Epitelial 1
Percepção de sensações através de regiões epiteliais modificadas 
(conectadas a uma célula do epitélio que tem ligação com um nervo - o 
neuroepitelio), como botões gustativos, retinas dos olhos e células 
pilosas especializadas no ouvido interno.
O neuroepitélio da pele são as células de merkell, sensitivas para o 
tato e presentes em maior quantidade na ponta dos dedos
A pele possui uma camada de queratina impermeabilizante, que evita a 
penetração de água;
Características
Avascular Nutrido pelo tecido conjuntivo e pela lâmina basal por 
difusão)
Células justapostas e poliédricas
Existem estruturas que aumentam a adesão celular (desmossomos, 
junções comunicantes, zônulas de oclusão e adesão
Pouca ou nenhuma substância intercelular
Em algumas partes do tecido pode haver essa substância devido à 
presença das zônulas de oclusão, mas num geral não existe essa 
substância
Separam-se do tecido conjuntivo adjacente por uma matriz extracelular 
especializada, a lâmina basal
Tipos especiais de tecido epitelial
Revestimento: atuam na proteção e revestimento das superfícies das 
cavidades do corpo humano
Glandular: atuam na secreção de substâncias
Neuroeptélio: especializados na captação de estímulos provenientes 
do ambiente (gosto, cheiro, tato)
Critérios de classificação
Quanto ao número de camadas celulares
Tecido epitelial simples: apresentam uma única camada de células, 
como nos vasos sanguíneos
Tecido Epitelial 2
Tecido epitelial estratificado: apresentam mais de uma camada de 
células, não sendo necessário saber a quantidade exata de 
camadas (pele espessa, pele fina). Pode ser queratinizado ou não 
queratinizado
Tecido epitelial pseudoestratificado: uma só camada de células 
com tamanhos diferentes e núcleos em posições diferentes, dando 
aspecto de estratificação. Ex. Traqueia
Quanto ao formato
Tecido epitelial pavimentoso: células achatadas
Tecido epitelial cúbico: células cúbicas ou circulares
Tecido epitelial prismático ou colunar: células alongadas, altas e 
cilíndricas
Particularidade: no rim encontram-se dois tipos de epitélios, o simples 
cubico nos túbulos contorcidos distais, e o simples pavimentoso nas 
capsulas de bowman.
Quanto à função
Epitélio de revestimento
Epitélio glandular
OBS Este critério é arbitrário! Pelo nome, o tecido epitelial de 
revestimento tem função de revestir e proteger, e o glandular, de 
secretar substancias; porém, tem alguns epitélios de revestimento que 
atuam como glândula, como o epitélio estomacal, que possui uma 
célula responsável pela produção de suco gástrico (células parietais). 
Daí o critério “arbitrário :ˮ não se pode afirmar que TODO epitélio de 
revestimento tenha como função apenas revestir e proteger, pois 
alguns podem também secretar substancias. O epitélio glandular só 
secreta substancias, não podendo exercer função de revestimento e 
proteção.
Tecido Epitelial 3
Dica para identificar o tipo de epitélio na lâmina: Olhar para o núcleo, pois a 
forma dele acompanha a forma celular
Epitélio simples pavimentoso
Formado por uma única camada de células achatadas (células 
poligonais, delgadas ou de perfil baixo, fortemente aderidas
Ocorrre em locais do corpo em que a proteção mecânica é pouco 
necessária
Permite a difusão de substâncias
Exemplos: endotélio, mesotélio, alvéolos pulmonares, segmentos 
alçados da alça de Henke e a camada parietal da cápsula de Bowman 
no rim
Tecido Epitelial 4
Epitélio simples cúbico
Composto de uma única camada de células com forma semelhante a 
sólidos hexagonais truncados
Responsáveis pela absorção de nutrientes
Compõem os túbulos renais, formam a cobertura da superfície do 
ovário e os ductos de muitas glândulas do corpo
Tecido Epitelial 5
Epitélio simples prismático ou colunar
Composto por uma única camada de células altas com formato 
semelhante a sólidos hexagonais
Revestimento do estômago e intestinos, além da vesicula biliar e 
grandes ductos de glândulas
A diferença entre os dois é que no epitélio do intestino existem as 
células caliciformes (que produzem muco)
As células epiteliais do intestino são chamadas de enterócitos 
O epitélio simples cilíndrico que reveste o útero, tubas uterinas, os 
ductos eferentes e alguns bronquíolos maiores é ciliado
Epitélio pseudoestratificado
Todas as células estão em contato com a lâmina basal, mas apenas 
algumas alcançam a superfície do epitélio.
Tecido Epitelial 6
As células que não se estendem até a superfície do epitélio geralmente 
possuem uma base larga e são estreitas na região apical
As células mais altas (geralmente cilíndricas) alcançam a superfície do 
epitélio e possuem uma base estreita em contato com a lâmina basal e 
uma região apical larga
Geralmente se apresenta ciliado
É encontrado nas fossas nasais, traqueia, brônquios, na uretra 
masculina, na tuba auditiva, em parte da cavidade timpânica e no saco 
lacrimal
Tem função secretora, de lubrificação, absorção, proteção e transporte
Epitélio estratificado
São constituídos por mais de uma camada de células
Subclassificados de acordo com a forma das células da camada 
superficial ou mais externa em: 
Pavimentoso estratificado
Cúbico estratificado
Epitélio Estratificado Pavimentoso
Epitélio Pavimentoso Não Queratinizado
A maioria das células basais (mais profundas) desse epitélio 
possui formato cuboide; aquelas localizadas no meio do epitélio 
são de formato poligonal, gradativamente tendendo ao 
agachamento conforme vão atingindo níveis mais próximos à 
superfície e as células que compõem a superfície livre do 
epitélio são achatadas (pavimentosas)
Como as células superficiais são nucleadas, este epitélio é 
chamado de não-queratinizado, pois conforme as células da 
camada basal proliferam, células-filhas vão diferenciando em 
direção à superfície e acumulando progressivamente uma 
pequena quantidade de filamentos de queratinas, sem que 
ocorra a sua morte.
Geralmente este epitélio reveste superfícies úmidas e é 
encontrado nas mucosas de revestimento da cavidade oral, da 
Tecido Epitelial 7
orofaringe, do esôfago, das cordas vocais verdadeiras e da 
vagina
Epitélio Pavimentoso Queratinizado
O epitélio pavimentoso queratinizado é similar ao epitélio 
estratificado pavimentoso não queratinizado, exceto que a 
camada superficial do epitélio é constituída por camadas de 
células mortas, anucleadas e cujos citoplasmasencontrada na membrana mitocondrial.
O calor aquece osangue contido na rede capilar do tecido 
multilocular e é distribuído por todo o corpo.
Não há a transformação de adipócito unilocular em multilocular, o que pode 
ocorrer é em situação de inanição é a fragmentação do adipócito 
unilocular, mas continua sendo unilocular
O tecido adiposo unilocular e o multilocular são inervados 
por fibras simpáticas do Sistema Nervoso Autônomo
No tecido unilocular as terminações são encontradas apenas na parede 
dos vasos sanguíneos
No tecido multilocular as terminações nervosas simpáticas atingem 
diretamente as células adiposas.
Mais rápido, uma vez que o estímulo é realizado direto pelo nervo
Esta inervação desempenha um papel importante na mobilização das 
gorduras, quando os organismos são sujeitos a atividades físicas 
intensas, jejuns prolongados ou frio.
A membrana dos adipócitos possui receptores para diversos 
hormônios:
Tecido Adiposo 8
Hormônio do crescimento 
Conversão de células embrionárias em adipócitos
Glicocorticóides
Acumular gordura
Medicamentos a base de corticoide → gordura → obesidade
Insulina
Hormônio da tireóide
Mesma ação do glicocorticóide
Prolactina
Estimula o aumento das glândulas mamárias
Transforma algumas células adiposas em células da glândula 
mamária
Ação da noradrenalina
Acelera a lipólise
 A noradrenalina, quando estimula o TA, faz com que a enzima 
Lipase Sensível a Hormônio seja ativada pela adenil-ciclase.
A enzima hidroliza os TG e os ác. graxos são transportados para 
outros tecidos, onde são usados como fonte de energia. O glicerol 
volta ao fígado e é, então, reaproveitado.
Ação da Leptina
A leptina é responsável pelo controle da ingestão alimentar.
A leptina atua no hipotálamo, reduzindo a ingestão alimentar e 
aumentando o gasto energético
Em outras palavras, a leptina reduz o apetite ao informar o cérebro 
que os estoques de energia em forma de gordura estão adequados 
através da inibição da formação de neuropeptídeos relacionados ao 
apetite.
Tecido Adiposo 9
Tecido Cartilaginoso
A cartilagem possui uma matriz firme e flexível, resistente a tensões 
mecânincas;
É constituído de células denominadas condroblastos 2 e condrócitos 3 e 
uma matriz extracelular denomina da matriz cartilaginosa 4
A cartilagem é um tecido avascular e portanto, sua nutrição ocorre por:
Difusão de substâncias entre os vasos sanguíneos do tecido conjuntivo 
circunjacente e os condrócitos (pericôndrio)
Através do líquido sinovial das cavidades articulares
Funções
Suporte de tecidos moles;
São visualizados lacunas onde estariam os condrócitos; Condroblasto é maior que o 
condrócito
Tecido Cartilaginoso 1
Reveste superfícies articulares absorvendo choques e facilitando 
deslizamentos
Essencial para a formação e crescimento dos ossos longos.
Funções dependem da estrutura da matriz: colágeno ou colágeno + 
elastina, em associação com proteoglicanas e glicoproteinas adesivas.
Revestimento
Pericôndrio - bainha de tecido conjuntivo denso não modelado;
Camada externa- tem fibras colágenas em abundânciae é chamado de 
pericôndrio fibroso 1;
Camada Interna- formada por condroblastos e condrogênicas.
Condrogênicas  Célula que está presente no pericôndrio e migra 
para o tecido cartilaginoso formando condroblasto
É vascularizado
Tecido Cartilaginoso 2
Matriz Cartilaginosa
A matriz cartilaginosa 2 consiste de:
fibrilas colágenas (predominantemente colágeno tipo II;
fibras de elastina;
substância fundamental amorfa a qual é formada principalmente de 
proteoglicanas (proteinas+glicosaminoglicanas) e glicoproteínas 
adesivas. 
Estes compostos da substância fundamental fornece a cartilagem sua 
consistência firme e permite a nutrição de suas células
Isso não ocorre nos ossos pois o osso é mineralizado
Tecido Cartilaginoso 3
Células
Condrogênicas
Estreitas e fusiformes;
originárias do mesênquima ou mesoblasto;
podem se diferenciar tanto em condroblastos como em células 
osteoprogenitoras;
Condroblastos
Arredondadas e basófilas;
Originárias do mesênquima e das condrogênicas;
Rica em REG, complexo de Golgi, mitocôndrias e vesículas de 
secreção;
Condrócitos
Condroblasto circundado pela matriz;
habitam lacunas;
participam da manutenção da matriz cartilaginosa e tambem do 
crescimento do tecido.
nutrientes chegam por difusão
Tecido Cartilaginoso 4
Algumas lacunas podem estar extremamente separadas 
próximas, fina apenas por uma porção de matriz. Estes arranjos 
de lacunas chamados de grupos isogênos
Tipos de crescimento
O crescimento da cartilagem ocorre por dois mecanismos diferentes:
Crescimento intersticial 
Consiste de divisões mitóticas de condrócitos(5) e a secreção de 
nova matriz 3 entre as células filhas levando a uma expansão d a 
cartilagem.
Portanto, esse processo forma nova cartilagem no interior da massa 
cartilaginosa.
Ocorre somente na fase inicial da formação da cartilagem.
Crescimento aposicional
A cartilagem cresce através da adição de nova matriz(3) na 
superfície da cartilagem pré-existente; 
Condroblastos 2 são derivados a camada interna do pericôndrio 
1 a partir das condrogênicas; ocorre na maioria das cartilagens e 
pode continuar por toda a vida.
Os condroblastos não realizam divisões celulares, quem realiza 
são as células condrogênicas 
Classificação
Cartilagem Hialina
É o tipo mais comum e é encontrado no anel da traquéia, laringe, 
brônquio, e na superfície das articulações dos ossos.
Essa cartilagem também constitui o esqueleto fetal e realiza um 
papel importante no crescimento de muitos ossos.
Tecido Cartilaginoso 5
A matriz é dividida em duas regiões
Matriz Territorial
Pobre em colágeno e rica em condroitino-sulfato-contribui 
para sua basofilia;
Matriz Interterritorial
Rica em colágeno Il e mais pobre em proteoglicanos;
É composta de fibrilas de colágeno tipo Il associadas a 
proteoglicanas e a glicoproteínas adesivas e fluido extracelular;
Proteoglicanos hidratados preenche interstícios entre as fibrilas;
As cadeias de glicosaminoglicanas formam ligações eletrostáticas 
com o colágeno;
A associação da substância fundamental e as fibrilas formam uma 
estrutura molecular de ligações cruzadas que resiste a forças de 
tração.
Possuem condronectina- auxilia condroblastos e condrócitos a 
manter contato com os componentes da matriz.
Cartilagem elástica
É encontrada na pavilhão auricular, nas tubas auditivas, na epiglote 
e laringe
É constituída de fibrilas de colágeno tipo Il e abundante rede de 
fibras elásticas (elastina)
A elastina confere cor amarelada
Fibrocartilagem
Desprovidas de pericôndrio
Formado por feixes de fibras colágenas tipo I entre fileiras de 
condrócitos.
É encontrada nos discos intervertebrais, na sinfise púbica, nos 
meniscos da articulação do joelho, no disco articular da articulação 
temporomandibular e nas inserções dos tendões ou ligamentos.
É resistente a tensões e não possui pericôndrio.
Tecido Cartilaginoso 6
http://fibrilas.de/
Caso
Lutadores de UFC  Fibrose  Pericondrite
A cartilagem da orelha fica preenchida por tecido conjuntivo → 
processo inflamatório → deformidade → pericôndrio
Fibroblasto, proliferação de tecido conjuntivo
Tecido Cartilaginoso 7foram 
preenchidos com uma grande quantidade de filamentos de 
ceratinas.
A camada de células fortemente queratinizadas é denominada 
de camada córnea
Este epitélio constitui a epiderme da pele
Epitélio Estratificado Cúbico
Contém apenas duas camadas de células cubóides
É encontrado no revestimento dos ductos das glândulas 
sudoríparas da pele
Epitélio Estratificado Cilíndrico
Contém mais de uma camada de células e a camada mais 
superficial tem células com formato cilíndrico
Composto por uma camada profunda de células cubóides a 
poliédricas em contato com a lâmina basal e uma camada 
superficial de células cilíndricas
Encontrado apenas em poucos locais do corpo - por exemplo, a 
conjuntiva do olho, certos ductos maiores como ductos 
interlobulares de glândulas salivares e regiões da uretra 
masculina
Epitélio de transição
Muda de forma celular e número de camadas de acordo com o 
estado funcional do órgão (exemplo: bexiga cheia- epitélio 
estratificado pavimentoso e bexiga vazia- epitélio estratificado 
cúbico).
Vitamina A
Tecido Epitelial 8
Relacionada com o processo de diferenciação das células epiteliais
Sua deficiência pode determinar alterações nas etapas de morfo e 
histodiferenciação das células do epitélio odontogênico
A vitamina A atua como molécula sinalizadora para estimular a 
diferenciação de células embrionárias em células epiteliais de 
revestimento
Glicocálix
Camada glicoproteica que envolve as células epiteliais de revestimento
Funções: 
Reconhecimento célula-a-célula
Adesão
Proteção contra lesões mecânicas, físicas e químicas, evitando que 
a ação chegue diretamente na célula pois produz uma camada 
protetora
Células caliciformes
Única glândula unicelular do corpo humano
Células epiteliais modificadas
Sintetizam e secretam muco
Epitélio dos trato respiratório e gastrointestinal
Lâmina basal
É uma estrutura de suporte extracelular secretada pelo epitélio e está 
localizada no limite entre o epitélio e o tecido conjuntivo adjacente
Estrutura que separa e prende o epitélio ao tecido conjuntivo, visível 
somente ao microscópio eletrônico
Formada por colágeno tipo IV, proteoglicanas, fibronectina e heparan-
sulfato (substâncias químicas que dão esse apoio e suporte, principal 
função da LB, tanto no desenvolvimento embrionário quanto no 
indivíduo adulto)
Não é exclusiva das células epiteliais (musculares, células de Schwann 
T.N.) e céls adiposas
Tecido Epitelial 9
Sintetizada pelas células epiteliais e pelos fibroblastos, e faz a nutrição 
do tecido epitelial por ser vascularizada
A lâmina basal não é exclusiva do tecido epitelial. Ela também é 
encontrada nas células musculares lisas, células de schwann e células 
adiposas. Porém, há diferenças. No tecido adiposo, por exemplo, cada 
célula é envolvida por lâmina basal, não o tecido por inteiro. Isso 
acontece para evitar que a célula, ao acumular gordura, arrebente. A 
lâmina basal dá uma resistência para a célula, possibilitando a 
hipertrofia.
A lâmina basal é dividida em lâmina lúcida e lâmina densa
Lâmina lúcida
Consiste principalmente nas glicoproteínas extracelulares laminina 
e entactina, bem como integrinas e distroglicanos
Integrinas e distroglicanos são receptores transmembranares de 
lâmina que se projetam da superfície da célula para a lâmina 
basal
As integrinas são proteínas transmembranares, chamadas de 
ligadores transmembranares, que são semelhantes a receptores 
da membrana plasmática no sentido de que eles formam 
ligações com seus ligantes. Entretanto, ao contrário dos 
Tecido Epitelial 10
receptores, suas regiões citoplasmáticas estão ligadas ao 
citoesqueleto, e seus ligantes não são moléculas sinalizadoras, 
mas membros estruturais da MEC como o colágeno, a laminina 
e a fibronectina.
Além de seus papéis na adesão, as integrinas atuam na 
transdução de sinais bioquímicos em eventos intracelulares pela 
ativação de cascatas de sistemas de mensageiros secundários, 
estimulando diversas vias celulares que levam à ativação do 
ciclo celular, diferenciação celular, reorganização do esqueleto, 
regulação da expressão gênica e até programação da morte 
celular por apoptose
Em tecidos rapidamente congelados, a lâmina lúcida está 
frequentemente ausente, sugerindo que esta possa ser um 
artefato de fixação e que a lâmina densa pode estar muito mais 
próxima das integrinas e distroglicanos da membrana 
plasmática da superfície basal da célula que se acreditava 
anteriormente.
Lâmina densa
Uma trama de colágeno tipo IV, a qual é recoberta tanto do lado da 
lâmina lúcida quanto do lado da lâmina reticular, pelo proteoglicano 
perlecano (ou perlecan)
As cadeias laterais de heparan-sulfato GAG que se projetam da 
proteína central do perlecano formam um poliânion
Fibronectina voltada para a lâmina densa
A ancoragem da célula epitelial à lâmina basal é feita através de 
domínios da laminina que se liga ao colágeno tipo IV, ao heparan-
sulfato e às integrinas e distroglicanos da membrana plasmática da 
superfície basal da célula epitelial.
Tecido Epitelial 11
Funções da lâmina basal
Filtração de moléculas (feitas de duas formas: pela carga e por 
orifícios que se formam devido a organização do colágeno tipo IV 
para o epitélio;
Influenciar a polaridade das células (como é o caso das células de 
schwann, que interferem na polaridade dos neurônios);
Regular a proliferação e diferenciação celular (serve de caminho e 
suporte para a migração das células epiteliais);
Influir no metabolismo celular (por conta da ligação química com os 
componentes da célula epitelial – fibronectina ligando com as 
integrinas);
Organizar as proteínas nas membranas plasmáticas de células 
adjacentes, afetando a transdução de sinais, a sinalização celular 
(como os adipócitos, que possuem receptores para vários 
hormônios: ela facilita que esse hormônio a atravesse e se ligue ao 
receptor específico);
Restabelecimento das junções mioneurais, durante a regeneração 
de nervos motores (as células de schwan estão envolvidas por 
lamina basal e atuam na regeneração do nervo, pois ela reconstitui 
a bainha de mielina).
Lâmina Reticular
Produzida por fibroblastos e constituída por colágenos dos tipos I e 
III
Fixa a lâmina densa ao tecido conjuntivo
Ela é a interface entre a lâmina basal e o tecido conjuntivo 
subjacente
As fibras colágenas dos tipos I e III do tecido conjuntivo formam 
alças na lâmina reticular, onde elas interagem e estão ligadas às 
microfibrilas e fibrilas de ancoragem da lâmina reticular. Além disso, 
radicais básicos das fibras colágenas formam pontes com radicais 
ácidos de GAGs da lâmina densa. Mais ainda, a fibronectina com 
seus domínios de ligação ao colágeno e domínios de ligação aos 
GAGs auxiliam na ancoragem da lâmina basal à lâmina reticular.
Tecido Epitelial 12
Membrana basal Lâmina Basal  Lâmina Reticular)
A membrana basal é uma estrutura laminar especializada, formada por 
colágeno tipo IV, laminina, fibronectina e proteoglicanos associados a 
fibras reticulares (colágeno tipo III. 
A membrana é visível em microscopia comum. 
Atua na adesão entre epitélio e conjuntivo, barreira permeável, onde os 
nutrientes e gases podem passar, controle da diferenciação e 
proliferação celular...
Mesmas funções da lâmina basal, aumentando a aderência entre esses 
dois tecidos.
Componentes da membrana basal: proteínas da MEC (colágeno IV, 
laminina, fibronectina e proteoglicanos GAG  sulfato de heparano)
Compontentes do tecido epitelial
Tecido Epitelial 13
Características gerais
O citoesqueleto das células epiteliais é composto de três tipos 
principais de filamentos com funções independentes: os filamentos 
de actina, microtúbulos e filamentos intermediários
Os filamentos de actina e os microtúbulos atuam em conjunto para 
polarizar a célula
Os filamentos intermediários dão resistência mecânica à célula
A rede de filamentos de queratina mantém as células epiteliais 
unidas entre sim formando camadas celulares
Tecido Epitelial 14
Os filamentosde cada célula estão conectados indiretamente aos 
das células vizinhas através de estruturas de adesão 
(desmossomos)
Epidermólise Bolhosa Simples: A queratina que aumenta a adesão 
celular está deficiente, e, quando a pele é esticada, provoca 
rupturas. É uma doença genética sem cura.
Especializações da Membrana Lateral
Zônula de oclusão
Faixa circular contínua ao redor das células epiteliais, onde as 
membranas de células vizinhas parecem se fundir em intervalos 
próximos
Reduz a permeabilidade
Estão localizadas entre as membranas plasmáticas adjacentes e 
são as junções localizadas na região mais próxima da superfície 
apical entre as células do epitélio
Elas formam uma junção “semelhante a um cinturãoˮ que 
envolve toda a circunferência apical da célula, próximo ao 
domínio apical.
Embora tanto as ocludinas como as claudinas participem da 
formação da junção de oclusão, parece que as claudinas têm 
um papel mais ativo porque estas são as proteínas 
provavelmente responsáveis pela obliteração do espaço 
intercelular pela formação das faixas das junções de oclusão 
descritas anteriormente. 
Como as claudinas são independentes de cálcio, elas não 
formam adesões celulares fortes. Por isso, seu contato deve ser 
reforçado por caderinas, assim como também por proteínas 
citoplasmáticas da zônula de oclusão, tais como ZO1, ZO2 e 
ZO3.
As junções de oclusão atuam de duas formas: 
Elas previnem/impedem o movimento de proteínas de 
membrana do domínio apical para o domínio basolateral e 
vice-versa; 
Tecido Epitelial 15
Elas promovem a fusão das membranas plasmáticas de 
células adjacentes de modo a proibir que moléculas 
hidrossolúveis passem por entre as células. 
Dependendo do número e dos padrões das faixas na zônula, 
algumas junções de oclusão são ditas “impermeáveis ,ˮ 
enquanto que outras são “permeáveis .ˮ
Zônulas de adesão
Faixa circular contínua ao redor das células epiteliais onde as 
membranas vizinhas mantêm um espaço entre si, ocupado 
pelas partes extracelulares de proteínas de adesão (caderinas)
O espaço intercelular entre os folhetos externos de duas 
membranas plasmáticas adjacentes é ocupado pelos domínios 
extracelulares de caderinas
Estas proteínas integrais da membrana plasmática dependentes 
de Ca 2 são transmembranares de ligação
Os filamentos de actina estão ligados uns aos outros e à 
membrana plasmática por proteínas de ancoragem 
caracterizadas como catenina, vinculina e α-actinina
região extracelular das caderinas de uma célula forma ligações 
com as da célula adjacente, participando na formação da zônula 
de adesão. Assim, esta junção não apenas une as membranas 
plasmáticas de uma célula à outra, mas também promove uma 
associação do citoesqueleto das duas células através das 
proteínas transmembranares de ligação (por isso, as junções de 
adesão são também conhecidas como junções de ancoragem 
— neste caso, para o citoesqueleto).
A faixa de adesão é similar à zônula de adesão, mas não 
envolve toda a circunferência apical da célula. Em vez de se 
assemelhar a um cinturão, ela é semelhante a uma “fitaˮ ou 
“faixaˮ (daí o nome). As células musculares cardíacas, por 
exemplo, estão unidas umas às outras em suas extremidades 
através de faixas de adesão, entre outros tipos de junções.
Desmossomos
Tecido Epitelial 16
Cada desmossoma apresenta duas placas de adesão em 
formato de disco, de aspecto bastante elétrondenso, 
localizadas opostas uma à outra nas faces citoplasmáticas das 
membranas plasmáticas de células epiteliais adjacentes. Cada 
placa é composta de uma série de proteínas de adesão (ou 
proteínas de ancoragem), das quais as mais bem caracterizadas 
são as desmoplaquinas e as pecoglobinas.
Os filamentos intermediários de quitoqueratinas encontram-se 
inseridos na placa, onde formam alças semelhantes a um 
grampo de cabelo, em seguida se estendendo de volta para o 
citoplasma. Acredita-se que estes filamentos sejam 
responsáveis pela dispersão das forças que exercem estresse 
mecânicos sobre a célula.
Na região das placas de adesão opostas, o espaço intercelular 
tem até 30 nm de largura e contém materiais filamentosos com 
uma delgada linha densa vertical localizada no meio do espaço 
intercelular. A microscopia eletrônica de alta resolução revela 
que o material filamentoso é composto por desmogleínas e 
desmocolinas, componentes da família de caderinas, proteínas 
transmembranares de ligação Ca2+-dependentes. Na presença 
de Ca2, seus domínios extracelulares se ligam aos das células 
adjacentes. Na presença de um agente quelante de cálcio, os 
desmossomas se quebram em metades e as células se 
separam. Desta forma, duas células são necessárias para 
formação de um desmossoma. Os domínios citoplasmáticos das 
proteínas transmembranares de ligação se acoplam às 
desmoplaquinas e placoglobinas constituintes das placas 
elétron-densas.
Na região das placas de adesão opostas, o espaço intercelular 
tem até 30 nm de largura e contém materiais filamentosos com 
uma delgada linha densa vertical localizada no meio do espaço 
intercelular. A microscopia eletrônica de alta resolução revela 
que o material filamentoso é composto por desmogleínas e 
desmocolinas, componentes da família de caderinas, proteínas 
transmembranares de ligação Ca2+-dependentes. Na presença 
de Ca2, seus domínios extracelulares se ligam aos das células 
adjacentes. Na presença de um agente quelante de cálcio, os 
Tecido Epitelial 17
desmossomas se quebram em metades e as células se 
separam. Desta forma, duas células são necessárias para 
formação de um desmossoma. Os domínios citoplasmáticos das 
proteínas transmembranares de ligação se acoplam às 
desmoplaquinas e placoglobinas constituintes das placas 
elétron-densas.
Junções comunicantes GAP
São poros aquosos (conexônios) formados por 6 proteínas 
transmembrana (conexinas), que permitem a passagem deíons 
e pequenas moléculas de uma célula para outra
Os conexônios podem ser regulados (abertos ou fechados) 
dependendo do pH ou concentração de cálcio
Importantes na embriogênese e em tecidos auto-excitáveis
Elas diferem das junções de oclusão e de adesão, pois medeiam 
a comunicação intercelular por permitir a passagem de várias 
pequenas moléculas entre os citoplasmas de células 
adjacentes.
Esse canal hidrofílico permite a passagem de íons, aminoácidos, 
vitaminas, monofosfato cíclico de adenosina AMP cíclico ou 
AMPc), certos hormônios e moléculas menores do que 1 kDa de 
tamanho.
As junções comunicantes são reguladas e podem ser abertas 
ou fechadas rapidamente. Embora o mecanismo de abertura e 
de fechamento ainda não esteja completamente compreendido, 
já foi mostrado experimentalmente que uma diminuição no pH 
citoossólico ou um aumento das concentrações de Ca2 
citossólico fecha as junções comunicantes. Por sua vez, um alto 
pH ou baixas concentrações de Ca2 abrem os canais. Além 
Tecido Epitelial 18
disso, as junções comunicantes exibem diferentes propriedades 
com diversas permeabilidades de seus canais em células 
diferentes.
As junções comunicantes exibem muitas funções diferentes no 
corpo, incluindo o compartilhamento celular de moléculas para 
a continuidade da coordenação fisiológica dentro de um tecido 
em particular. Por exemplo, quando a glicose é necessária na 
corrente sangüínea, o sistema nervoso estimula células do 
fígado (hepatócitos) a iniciar a quebra do glicogênio. Como nem 
todos os hepatócitos são individualmente estimulados, o sinal é 
disparado de um hepatócito para outro através de junções 
comunicantes, desta forma acoplando os hepatócitos uns aos 
outros. As junções comunicantes também funcionam no 
acoplamento elétrico de células (i. e., no músculo cardíaco e 
nas células musculares lisas do tubo gastrointestinal durante a 
peristalse), assim coordenando as atividades destas células. As 
junções comunicantes também são importantes durante a 
embriogênese, pois permitem o acoplamento elétrico das 
células do embrião em desenvolvimento e a distribuição demoléculas informativas através das massas de células em 
migração, mantendo-as deste modo coordenadas na adequada 
via de desenvolvimento.
Hemidesmossomos
Servem para aderir a membrana plasmática da superfície basal 
à lâmina basal
Microvilos
Projeções do citoplasma recobertas por membrana, cujo 
número e forma dependem da capacidade absortiva da 
célula
Nas células intestinais e renais são altos e numerosos
Tecido Epitelial 19
Cada microvilo contém um eixo formado por 25 a 30 
filamentos de actina, contendo ligações cruzadas formadas 
por vilina, e presos a uma região amorfa na sua 
extremidade, se estendendo daí para o citoplasma, onde os 
filamentos de actina estão embebidos na trama terminal. 
A trama terminal é um complexo de moléculas de actina e 
espectrina, além de filamentos intermediários localizados no 
córtex das células epiteliais. 
Em intervalos regulares, a miosina e a calmodulina 
conectam os filamentos de actina à membrana plasmática 
dos microvilos, dando-lhes suporte. Epitélios que não atuam 
na absorção ou no transporte podem exibir microvilos sem 
eixos de filamentos de actina.
Os estereocílios (não confundir com cílios) são longos 
microvilos encontrados apenas nos epitélios de 
revestimento do epidídimo e do canal deferente, e nas 
células pilosas sensoriais da cóclea (ouvido interno). 
Acredita-se que estas estruturas não móveis geralmente 
sejam rígidas, por causa do seu eixo de filamentos de 
actina. No epidídimo, eles provavelmente funcionam 
aumentando a área de superfície; nas células pilosas do 
ouvido, eles funcionam na geração de sinais.
Cílios
Os cílios são longas estruturas móveis, semelhantes a pêlos, 
que emanam da superfície apical da célula. Seu eixo é 
composto de um complexo arranjo de microtúbulos 
conhecido como axonema.
Os cílios são especializados para a função de propulsão do 
muco e de outras substâncias na superfície do epitélio 
através de rápidas oscilações rítmicas. Os cílios da árvore 
respiratória, por exemplo, movem o muco e restos celulares 
em direção à orofaringe, onde podem ser deglutidos ou 
expectorados. Os cílios da tuba uterina movem o ovo 
fertilizado em direção ao útero.
Tecido Epitelial 20
O eixo dos cílios contém um complexo de microtúbulos 
arranjados uniformemente chamado de axonema. O 
axonema é composto de um número constante de 
microtúbulos longitudinais arranjados em uma consistente 
organização de 9  2. Esta notação representa dizer que os 
dois microtúbulos localizados centralmente (mônades) são 
regularmente circundados por nove díades (ou pares) de 
microtúbulos. Os dois microtúbulos localizados no centro do 
axonema estão separados um dos outros, e cada um 
apresenta um perfil circular em corte transversal, composto 
de 13 protofilamentos. Cada uma das nove díades é 
composta de duas subunidades (dois microtúbulos). Em 
corte transversal, a subunidade A é um microtúbulo 
composto de 13 protofilamentos, exibindo um perfil circular. 
A subunidade B possui 10 protofilamentos, exibe um perfil 
circular incompleto em cortes transversais, e compartilha 
três protofilamentos da subunidade A.
Vários complexos de proteínas elásticas estão associados 
ao axonema. Filamentos radiais se projetam da subunidade 
A do interior de cada díade em direção à bainha central que 
envolve as duas mônades. As díades vizinhas estão 
conectadas por nexina, uma outra proteína elástica, que se 
estende da subunidade A de uma díade para a subunidade 
B da díade adjacente.
O arranjo de microtúbulos 9  2 dentro do axonema 
continua ao longo da maior parte da extensão do cílio, 
exceto em sua base, onde ele é fixado ao corpúsculo basal. 
A morfologia do corpúsculo basal é similar à de um 
centríolo, que é composto por nove trincas de microtúbulos 
e nenhuma mônade.
Os corpúsculos basais se desenvolvem a partir dos 
organizadores de procentríolos. À medida que dímeros de 
tubulina são adicionados, o procentríolo se alonga para 
formar as nove trincas de microtúbulos características do 
corpúsculo basal. Após a formação, o corpúsculo basal 
migra para as proximidades da membrana plasmática apical 
e dá origem a um cílio. Nove díades de microtúbulos se 
Tecido Epitelial 21
desenvolvem das nove trincas do corpúsculo basal, e um 
único par central de microtúbulos se forma, dando ao cílio 
seu arranjo característico de microtúbulos no padrão 9  2.
Epitélio Glandular
As glândulas se originam a partir de brotamentos e invaginações de 
células epiteliais, os quais abandonam a superfície onde se 
desenvolvem e penetram no tecido conjuntivo subjacente, produzindo 
uma lâmina basal ao seu redor. As unidades secretoras, juntamente 
com os seus ductos, formam o parênquima da glândula, enquanto o 
estroma da glândula é representado pelos elementos do tecido 
conjuntivo que invadem e sustentam o parênquima.
Surgem a partir da multiplicação de células do epitélio de 
revestimento durante o desenvolvimento embrionário, sofrem 
mitoses sucessivas (se auto sinalizam para sofrer essa divisão 
celular), invadem o tecido conjuntivo acompanhadas pela lâmina 
basal e então se diferenciam. Se essa massa celular permanecer 
em contato com a lâmina de origem, formando um canal, é uma 
Tecido Epitelial 22
glândula exócrina. Se a massa celular perder esse contato e se 
aglomerar com os vasos sanguíneos, temos uma glândula 
endócrina. O ponto inicial é o mesmo, a diferenciação acontece a 
partir do momento que se tem essa massa formada.
As glândulas são classificadas como epitélio por conta de suas 
características:
possuem células poliédricas justapostas, com pouca ou nenhuma 
substancia
extracelular.
Há três tipos de glândulas: endócrinas, exócrinas e mistas
Glândula exócrina: aquela que tem comunicação com o epitélio e 
libera produto num canal/ducto excretor
Glândula endócrina: seu produto vai para a corrente sanguínea, 
logo, ela é toda circundada por vasos
Glândula mista: tem as duas funções (uma porção exócrina e uma 
endócrina). Ex: pâncreas, testículos e ovários
Glândula exócrina
Porção secretora: as células são maiores do que as que compõem o 
canal excretor e possuem distribuição diferenciada de organelas 
(polaridade). Por exemplo, há mais RER no polo basal, que está em 
contato com a lâmina basal, e mais CG no polo apical. Essa 
distribuição facilita a excreção: a substância no RER passa para o 
CG, que é transportado por vesículas de transporte e se funde à 
membrana, levando à secreção no ducto excretor (exocitose). 
Nem todas as glândulas exócrinas realizam exocitose, e há 
classificações baseadas na forma como o produto é liberado, a 
porção secretora permite a identificação da glândula.
A célula excretora só faz o revestimento da porção excretora
Células mioepiteliais: suas contrações auxiliam na secreção 
expressiva das porções secretoras e de alguns pequenos ductos.
Parênquima: formado pelas unidades secretoras, juntamente com 
os seus ductos, ou seja, as duas porções
Tecido Epitelial 23
Estroma: área preenchida por tecido conjuntivo que está presente 
ao redor da glândula exócrina, dá uma certa resistência/suporte 
estrutural a ela, é representado pelos elementos do tecido 
conjuntivo, que invadem e sustentam o parênquima
Classificação das glândulas exócrinas
De acordo com a maneira pela qual o produto de secreção sai 
das células
Merócrina: ocorre através de exocitose e os produtos saem 
da secreção. Ex: pâncreas e glândula salivar
Holócrina: quando a célula amadurece, ela se destaca da 
glândula, arrastando consigo o seu produto de secreção 
acumulado. Ex: glândula sebácea
Apócrina: intermediárias, o produto de secreção é eliminado 
juntamente com pequena parte do citoplasma apical (ex. 
algumas glândulas sudoríparas)
De acordo com a forma da porção secretora 
As glândulas são classificadas como simples, se 
apresentam um único ducto e compostas, se possuem uma 
rede ramificada de ductos
Tubulosa simples: se organizam parecendo um tubo de 
ensaio. (ex: glândulas gástricas)
Tubulosas simples ramificada:cada glândula consiste em 
várias porções tubulares secretoras que vão para um único 
tubo não ramificado. (ex: glândulas gástricas e uterinas)
Tubulosa simples enovelada: bem extensa em relação a 
porção excetora e se enrola sobre ela mesma. (ex: 
sudorípara e vesículas seminais)
Tubulosa composta
Acinosa simples ramificada: sua porção secretora se 
organiza em forma de meia lua
Acinosa composta: com vários ácinos — porção secretora é 
arredondada em formato de meia lua; composta porque tem 
Tecido Epitelial 24
mais de um ducto coletor/. Ex: parte exócrina do pâncreas e 
parótidas
De acordo com o tipo de secreção
Serosa: 
Secretam fluido enzimático aquoso
Possui núcleo cúbico/redondo, e o núcleo está na 
posição centro basal
Exemplo: pâncreas e parótida
Mucosas
Secretam mucinogênios, grandes proteínas glicosiladas 
que, sob hidratação, incham e tornam-se um espesso e 
viscoso lubrificante protetor, semelhante a um gel, 
conhecido como mucina, o principal componente do 
muco
Exemplos de glândulas mucosas incluem as células 
caliciformes e glândulas salivares menores da língua e 
do palato
Núcleo achatado e basal
Mistas
A parte serosa é representada pela meia-lua serosa e se 
encontra associada com o ácino mucoso
A meia-lua serosa dilui o produto mucoso, facilitando 
sua excreção. 
Contêm ácinos (unidades secretoras) que produzem 
secreções mucosas (ácinos mucosos) assim como 
ácinos que produzem secreções serosas (ácinos 
serosos)
Alguns dos ácinos mucosos possuem semiluas serosas, 
um grupo de células que secretam um fluido seroso.
Ex: glandula sublingual e submandibular. Essas 
glândulas se diferenciam da parótida porque nesse 
caso, ela é muco-serosa (tem mais substância mucosa e 
Tecido Epitelial 25
poucos ácinos serosos). A parótida é sero-mucosa, o 
inverso (com mais porção serosa do que mucosas)
Glândulas exócrinas unicelulares
Representadas por células secretoras isoladas em um 
epitélio, são a forma mais simples de glândula exócrina
Um exemplo principal são as células caliciformes, as quais 
se encontram dispersas individualmente no revestimento 
epitelial dos intestinos delgado e grosso e na maior parte do 
revestimento do trato respiratório; as secreções liberadas 
por estas glândulas mucosas protegem os revestimentos 
desses tratos
O nome das células caliciformes deriva de seu formato, 
que é de um cálice. Sua delgada região basal está em 
contato com a lâmina basal, enquanto sua porção apical 
expandida, a teca, está voltada para o lúmen do tubo 
digestivo ou do trato respiratório. A teca é preenchida 
com grânulos de secreção, envolvidos por membrana, 
que deslocam o citoplasma para a periferia da célula e o 
núcleo em direção à sua base. O processo de liberação 
de mucinogênio é regulado e estimulado por irritação 
química e pela inervação parassimpática, resultando em 
exocitose de todo o conteúdo de secreção da célula, 
assim lubrificando e protegendo a camada epitelial.
Glândulas exócrinas multicelulares
As glândulas multicelulares podem ter uma estrutura 
simples, exemplificada pelo epitélio glandular do útero e da 
mucosa gástrica, ou uma estrutura complexa, composta de 
vários tipos de unidades secretoras e organizadas de um 
modo ramificado composto.
As glândulas multicelulares maiores são envolvidas por uma 
cápsula de tecido conjuntivo denso, que envia septos 
(faixas de tecido conjuntivo) para o interior da glândula, 
subdividindo-a em pequenos compartimentos conhecidos 
como lobos e lóbulos. 
Tecido Epitelial 26
Elementos vasculares, nervos e ductos utilizam os septos 
de tecido conjuntivo para entrar e sair da glândula. 
Os elementos do tecido conjuntivo, os quais formam o 
estroma do órgão, promovem um suporte estrutural para a 
glândula. 
Glândulas salivares
São responsáveis pela produção de proteínas e do muco 
que vão constituir a saliva
Saliva  Importante mecanismo protetor da mucosa bucal, 
inicia a digestão, auxilia na gustação e participa da limpeza 
da cavidade bucal
A proteção fornecida pela saliva se faz presente de diversas 
maneiras:
Lubrificante das mucosas
Tem ação antimicrobiana, pela presença da lisozima e 
da lactoferrina
ação antimicrobiana por ter lisozima-altera a 
permeabilidade da parede celular da bactéria e ela 
sofre lise osmótica, ja que ela ta no meio hipotônico 
- e lactoferrina-bactérias da cavidade bucal utilizam 
ferro para produção de energia ATP, esta enzima 
impede a absorção de ferro
Pela presença de anticorpos — imunoglobulina
Capacidade tampão — manutenção de um pH 
inadequado para a colonização bacteriana e pela 
neutralização da acidez
Atua na reparação tecidual — acelerando o processo de 
coagulação
Saturada em íons cálcio e fosfato — importantes para as 
trocas iônicas que ocorrem com as superfícies dos 
dentes, participando nos processos de remineralização
Glândulas endócrinas
Tecido Epitelial 27
Não possui contato direto com o tecido epitelial de revestimento, 
lança seus produtos diretamente na corrente sanguínea ou para o 
sistema linfático
As principais glândulas endócrinas do corpo incluem as 
suprarrenais (ou adrenais), a hipófise, a tireóide, as paratireóides e 
a glândula pineal (ou epífise), além dos ovários, da placenta e dos 
testículos
As ilhotas de Langerhans e as células intersticiais de Leydig são 
diferentes porque são compostas por grupamentos de células 
abrigadas no estroma de tecido conjuntivo de outros órgãos (o 
pâncreas e os testículos, respectivamente). 
Os hormônios secretados por glândulas endócrinas incluem 
peptídeos, proteínas, aminoácidos modificados, esteróides e 
glicoproteínas.
Classificação de acordo com a morfologia
Vesicular ou folicular
Células agrupadas como vesículas, compostas por uma 
única camada de células, captura substâncias do sangue 
para a produção de outras substâncias, armazenando-as na 
luz da glândula
Formam folículos que envolvem uma cavidade que recebe e 
armazena o hormônio secretado
Quando um sinal de liberação é recebido, o hormônio 
armazenado é reabsorvido pelas células foliculares e 
liberado no tecido conjuntivo para entrar nos capilares 
sanguíneos
Um exemplo de um tipo folicular de glândula endócrina é a 
tireóide
Cordonal
Células dispostas como cordões anastomosados, separados 
por capilares sanguíneos, não armazena as substâncias e 
faz a secreção constante
Tecido Epitelial 28
O hormônio a ser secretado é armazenado dentro da célula 
e é liberado com a chegada de uma molécula sinalizadora 
apropriada ou de um impulso nervoso
Os exemplos do tipo cordonal de glândula endócrina são as 
suprarrenais, a adeno-hipófise e as paratireóides
Células que secretam proteínas
Porção basal da célula (intensa basofilia): acúmulo de retículo 
endoplasmático rugoso RER
Região Apical: Complexo de Golgi muito desenvolvido e numerosas 
vesículas ou grânulos de secreção
Ex: Nas células da porção acinosa do pâncreas (célula serosa) o CG é 
bem desenvolvido
Domínio apical das células epiteliais
É rico em: canais iônicos, proteínas transportadoras, H ATPase, 
glicoproteínas e enzimas hidrolítricas, assim como aquaporinas
É a região onde muito frequentemente produtos da via de secreção 
regulada são levados para serem secretados
Várias modificações da superfície são necessárias para que o domínio 
apical de um epitélio realize muitas de suas funções:
Microvilos — com seu glicocálix associado — e, em alguns casos, 
estereocílios e flagelos
Como vou restringir o movimento de proteínas na superfície apical de 
uma célula epitelial? Através das zônulas de oclusão que estão na 
superfície lateral da célula, o que vai restringir o movimento da proteína 
somente à região apical e também o colesterol restringe)
Tecido Epitelial 29
Tecido conjuntivo
Origem mesodérmica
Considerado o “cimentoˮ do organismo humano, está presente 
abundantemente em diversas estruturas
Características 
Diversos tipos celulares
Permanentes (fibroblastos e fibrofilos)
Células que migram (leucocito, neutrófilo, basófilo, monocito)Primeiro tecido que aparece em caso de regeneração 
Abundante material extracelular (matriz)
Fibras: colágenas, reticulares e elásticas
Fibra reticular é formada de colágeno tipo III
Vascularizado
Função nutritiva do tecido epitelial e cartilaginoso (tecidos 
avascularizados) e vascularizado (ósseo)
Nao nutre exclusivamente tecidos avascularizados)
Separa o osso do canal vascular → endósteo 
Além do endósteo, o osso possui externamente o periósteo, que 
também é vascularizado
O tecido conjuntivo reticular fica dentro das epífises dos ossos longos, 
também formado por grande quantidade de fibras que geralmente 
envolvem as células, formando uma estrutura de sustentação
O tecido conjuntivo frouxo diferencia-se do reticular por causa da sua 
localização (fica logo abaixo da epiderme) e pela organização das 
fibras com as células (as células ficam espalhadas entre as fibras)
Tecido conjuntivo 1
Classificação 
Propriamente dito
De propriedades gerais
Frouxo e denso
Denso modelado
Denso não modelado
De propriedades especiais
Adiposo, reticular, mucoso e elástico
De consistência rigida 
Cartilaginoso e ósseo (de suporte)
O tecido ósseo é rígido graças a associação química entre o 
mineral (cálcio e outros) com o componente orgânico 
(colágeno)
A cartilagem é resistente graças às fibras colágenas
Sangue e linfa
Tecido conjuntivo propriamente dito
Tecidos de maior distribuição no corpo
De propriedades gerais
Frouxo
Menos fibra e mais célula 
Denso Mais fibra e menos célula)
Tecido conjuntivo 2
Modelado e nao modelado
De propriedades especiais
Reticular ou hemocitopoietico
Adiposo
Quantidade, tipo e organização das fibras conferem mais ou menos 
resistência de um tecido
Funções do tecido conjuntivo
Suporte corpóreo é exercida pelas cartilagens, pelos ossos e pelo 
tecido conjuntivo propriamente dito
Pode fazer a nutrição de alguns órgãos, como é o caso da lâmina basal, 
que faz a nutrição do tecido epitelial de revestimento
Função de preenchimento de espaços, tanto entre órgãos como por 
entre áreas lesada, que são primeiramente recobertas por tecido 
conjuntivo propriamente dito
Auxilia na defesa do organismo, por meio de suas células
As células de defesa (leucócitos) migram do sangue para o tecido 
conjuntivo para exercer suas funções em caso de patógenos e/ou 
substâncias nocivas ao organismos
Serve de meio para trocas de resíduos metabólicos, nutrientes e 
oxigênio entre o sangue e muitas células do corpo
O fluido tissular é um liquido proveniente do vaso sanguíneo que 
nutre as células do tecido conjuntivo, e pode voltar para o sangue 
levando metabólitos (gás carbônico e excretas celulares), resíduos 
de uma digestão ou substâncias excretadas por essas células.
Matriz extracelular
O tecido conjuntivo é composto por dois componentes: um estrutural e 
a substancia amorfa 
Composta pela substancia fundamental e pelas fibras 
Proteínas podem ser classificadas: 
Estruturais: Colágeno e Elastina
O que diferencia principalmente, é a elastina
Tecido conjuntivo 3
Adesivas
Proteinas adesivas: exerce função no fenômeno de Migração Celular
Os componentes da matriz conferem resistência a forcas de 
compressão e tração
Substancia fundamental amorfa: 
Comum para todos os tipos
Glicosaminoglicana: carboidrato (polissacarídeo)
Proteoglicana: proteínas + glicosaminoglicana
Glicoproteinas adesivas
Na maioria dos tecidos conjuntivos, há a presença de mais proteínas 
estruturais do que de substância fundamental amorfa, mas em um tipo 
acontece o contrário, tanto que ele apresenta uma substância mais 
gelatinosa: o tecido do cordão umbilical (tecido mucoso)
As glicoproteínas adesivas facilitam o processo de migração celular, 
tanto no período de desenvolvimento embrionário quanto nos adultos 
(como os leucócitos, que usam para se movimentarem no tecido 
conjuntivo). Esses componentes da matriz conferem força e resistência 
contra tração, mais especificamente por conta das fibras de colágeno.
Funções da matriz
Regula a migração celular, fenômeno que vai dar origem às diversas 
regiões e aos diversos órgãos do corpo
Embriogênese
Auxilia na interação celular, pela sua característica adesiva
Glicoproteínas adesivas fixam fibroblastos e fibrócitos ao tecido
Responsável pela determinação das propriedades físicas do órgão que 
compõem 
Ex: Alvéolos (puxa, o pulmão dilata), aorta (dilata quando o coração 
bombeia o sangue)
Serve de suporte a pressões e auxilia na distribuição de nutrientes
Modifica a morfologia e as funções das celulas
Fibroblasto → jovem
Tecido conjuntivo 4
Fibrócito → adulto
Modula a sobrevivência das celulas 
Deixar passar moléculas sinalizadoras (fatores de crescimento, 
sobrevivência, etc)
Direciona a atividade mitotica das celulas
Fibras
Colágeno: rica em colágeno tipo I
Elásticas: rica em elastina
Reticulares: rica em colágeno tipo III
Tecido conjuntivo 5
Colágeno
As proteínas colágenas são os constituintes mais abundantes da MEC 
da maioria dos tecidos
É produzido nos fibroblastos, no retículo endoplasmatico rugoso, 
formado por três filamentos helicoidais organizados no complexo de 
Golgi. Antes de ser totalmente sintetizado em colágeno, se chama 
tropocolágeno, o qual possui três moléculas polipeptídicas 
entrelaçadas, com extremidades onduladas, os peptídeos de registros, 
que dão orientação para que as três camadas tenham a mesma 
direção, alinhadas. Quando ele é totalmente produzido e excretado, os 
peptídeos de registros são clivados pela enzima peptidase e libera o 
colágeno. 
Radicais (hidroxila, carboidratos) são adicionados ao colágeno para 
evitar a degradação da proteína. Uma deficiência nos radicais, acarreta 
em uma proteína defeituosa
Existem mais de 20 tipos de colágenos e cada um deles apresenta 
característica próprias, tanto de natureza quimica como no padrão de 
organização estrutural
Quanto maior a numeração, menor a resistência; o tipo I é o mais 
resistente
É encontrada na pele, ossos, cartilagem, músculo liso e laminas basais
Diminuição do colágeno e elastina na pele
Consequência biologica: 
Diminuição da forca de tensão 
Diminuição da elasticidade
Redução da espessura da pele
Classificação do colágeno 
Colágenos formadores de fibrilas/fibras (colágenos fibrilares)
Células paralelas ao colágeno
Associados à resistência
Colágenos associados às fibrilas
Tecido conjuntivo 6
Associados à sustentação 
Colágenos formadores de rede
As células ficam envolvidas pelo colágeno
Tipos de colágeno 
Defeitos na síntese do colágeno 
Tecido conjuntivo 7
Patologias relacionadas com defeitos na síntese (excesso)
Esclerose sistêmica: causada pelo acúmulo excessivo de colágeno 
(fibrose), ocorre principalmente na pele, tubo digestório, músculos 
e ris (causa principalmente amadurecimento/problemas funcionais)
Quelóide: Tipo de fibrose caracterizada pelo espessamento da pele, 
devido a um depósito excessivo de colágeno que se forma em 
cicatrizes na pele
Renovação do colágeno geralmente é muito lenta
Fibras reticulares
São formadas por colágeno tipo III associado a elevado teor de 
glicoproteinas e proteoglicanas
Tecido conjuntivo 8
Sustentação das células dos órgãos hematocipoiéticos (baco, 
linfonodos, medula óssea) das celulas musculares e das celulas de 
órgãos como: fígado, rins e glândulas endócrinas 
O pequeno diametro dessas fibras e sua disposição em rede criam 
um suporte adaptado às necessidades dos órgãos que sofrem 
modificações fisiológicas de forma e volume (arterial, baço, útero e 
camada muscular do intestino) e envolvem as fibras musculares
Camada adventicia  Fibras de colágeno tipo III e elastina
Fibras elásticas 
São ricas na glicoproteína elastina, que conferem elasticidade ao 
tecido
São produzidas nos fibroblastos, condroblastos e condrócitos (na 
cartilagem), encontrado na orelha, epiglote, tubas auditivas e 
células musculares, lisas, como aorta e pulmão 
Formam um sistema elástico com fibras elaunínicas e oxitalânicas
Substancia fundamentalamorfa
Formada por GAGS (polissacarídeos de repetição de uma única 
cadeia dissacarídea) sulfatadas, Proteoglicanas e Glicoproteínas
Trata-se de um gel altamente hidratado que funciona como barreira 
de proteção patogênica, pois dificulta a penetração de 
microorganismos
A agua nela contida é uma agua de solvatação, ou seja, uma água 
ligada a uma macromolécula, que no caso é uma GAG
Isto acontece devido à carga negativa do gel, que atrai íons Na+2, 
que por sua vez carregam consigo a água
Alta concentração de Na+2 na substância fundamental amorfa atrai 
o fluido extracelular, o qual contribui para a resistência às forças de 
compressão
Compressão SFA+água confere resistência a compressão / tração: 
colágeno que confere resistência a tração.
Glicosaminoglicanos GAGS
Longas cadeias polissacarideas, negativamente carregadas
Tecido conjuntivo 9
Formadas por repetidas unidades de dissacarideos, e com 
capacidade de se ligar a grandes quantidades de agua
Funções:
Desempenham papel na manutenção dos espaços e modulam 
as atividades dos microtúbulos durante a metáfase e anáfase da 
mitose (ácido hialurônico)
Modulam o tráfego intracelular e influenciam em quinases 
intracitoplasmáticas e intranucleares específicas
Principais glicosaminoglicanos: acido hialuronico, sulfatado de 
condroitina 4, sulfatado de condroítina 6, dermatan-sulfatado e 
heparan-sulfatado
Proteoglicanos
Possuem o aspecto semelhante a uma escova de cabelo onde o 
cabo seria um fio proteico e as especulas seriam as GAG
É uma glicosaminoglicana associada a uma proteína
GAG tem propriedade de atração de água, é hidrofílica 
Funções dos proteoglicanos
Resistem a forças de compressão
Retardam o movimento de microrganismos e de células 
metastásicas
Tecido conjuntivo 10
Facilitam a locomoção celular normal permitindo a migração de 
células no volume ocupado por estas moléculas hidratadas
Desenvolvimento embrionário e regeneração celular
Em associação com a lâmina basal, formam filtros moleculares 
com poros de diferentes tamanhos e distribuições de carga que 
seletivamente separam e retardam macromoléculas que passam 
por eles 
Função de filtração da lâmina basal, associado com o 
colágeno tipo IV
Possui sítios de ligação com moléculas sinalizadoras, que vão 
interferir ou influenciar a atividade celular
Glicoproteínas 
São grandes moléculas polipeptídicas acompanhadas de cadeias 
laterais de carboidrato
Têm sitios de ligação para vários componentes da MEC e também 
para moléculas de integrina da membrana plasmática, facilitando a 
fixação das células à MEC
Ex: fibroblastos e fibrócitos
Não fixam leucócitos, eles não são fixos
Principais tipos: laminina, fibronectina, condronectina, osteonectina 
e tenascina
Fluidos extracelular ou tissular
É o componente fluido do sangue, semelhante ao plasma, que 
atravessa o tecido lenta e continuamente por toda a substância 
fundamental, carregando nutrientes, oxigênio e outros materiais 
advindos do sangue para as células, além de CO2 e produtos de 
refugo advindos das células
O excesso desse líquido vai para o vaso linfático. Ele é extremamente 
importante porque carrega os nutrientes essenciais para as células 
trabalharem. Então, a forma de nutrição do tecido conjuntivo é por 
difusão, mas difusão por meio desse líquido
Tecido conjuntivo 11
Células do tecido conjuntivo
Fibroblasto
É a célula mais abundante no tecido conjuntivo
Sintetizam as proteínas colágeno e elastina; 
glicosaminoglicanas, proteoglicanas e glicoproteínas adesivas 
da matriz extracelular
Geralmente apresenta-se com algumas expansões 
citoplasmáticas, que se estendem para fora da célula
O citoplasma é basófilo devido à intensa atividade de síntese 
proteica desta célula
Tecido conjuntivo 12
Fibrócito
É, na verdade, um fibroblasto adulto, que já não tem uma 
produção proteica tão grande como tem o fibroblasto
Geralmente é fusiforme e tem citoplasma acidófilo, devido à 
diminuição da produção proteica
Também encontra-se cercado de fibras colágenas produzidas 
por ele mesmo e pelas células vizinhas
Tecido conjuntivo 13
Macrófago
É uma célula originada dos monócitos, um tipo de leucócito 
presente no sangue que migra por diapedese para o tecido 
conjuntivo, mudando a morfologia e nome
Sua principal função está relacionada à fagocitose de 
elementos estranhos ao organismo e de células mortas
Possui morfologia muito variada, podendo ser fixo, chamado de 
histiócito ou móvel, chamado de pseudópodos 
Outra forma de macrófago fixo são as células de Kupffer, 
encontradas no fígado; na epiderme são as células de 
langerhans; no osso é o osteoclasto
Características irregulares
Eles contêm abundantes lisossomas, necessários para a 
fragmentação de partículas fagocitadas
Macrófagos ativos possuem numerosas vesículas 
fagocíticas (ou fagossomas) para o armazenamento 
transitório de materiais ingeridos
O núcleo tem um contorno irregular
Caso haja a necessidade, o fibrócito pode voltar a ATUAR como fibroblasto, e 
não se transformar em fibroblasto
Tecido conjuntivo 14
Principais funções dos macrófagos do tecido conjuntivo 
propriamente dito
Reabsorção e degradação dos componentes da matriz 
extracelular, como fibras antigas
Apresentação de antígenos a linfócitos como parte das 
respostas inflamatórias e imunológicas (macrófago → célula 
apresentadora de antígeno)
Produção de citocinas (por exemplo a interleucina-1, um 
ativador dos linfócitos T auxiliares (helper) e o fator de 
necrose tumoral alfa, um mediador inflamatório)
Tecido conjuntivo 15
As imunoglobulinas são glicoproteínas, portanto, os plasmócitos 
(originados a partir do linfócito B possuem as três características 
estruturais de células ativas na síntese e secreção de proteínas:
Um retículo endoplasmático granular bem desenvolvido
Um extenso aparelho de Golgi
Um proeminente nucléolo
O macrófago fagocita um antígeno (substância química estranha). Um 
lisossomo se funde com a vesícula fagocítica e o antígeno é clivado em 
fragmentos menores, que se ligam a proteína do complexo principal de 
histocompatibilidade MHC. Logo em seguida, o antígeno, ainda ligado ao 
MHC é exposto, sinalizando (sinalização dependente de contato) o linfócito 
T (auxiliar), que produz interleucinas secretadas pelos linfócitos T que se 
ligam a receptores de interleucinas na superfície de um linfócito B, por 
meio de sinalização parácrina. Essa via de sinalização promove a 
multiplicação do linfócito B e um grupo de linfócito B multiplicado desse se 
transforma em plasmócito, que produz anticorpos para aquele antígeno 
específico. O grupo que não é transformado em plasmócito, vai para a 
célula B da memória imunitária 
Tecido conjuntivo 16
Para formar RNAr
Mastócitos
São células globulosas, com citoplasma repleto de grânulos 
basófilos contendo diversas substâncias que atuam no 
desencadeamento do procsso inflamatório e das reações de 
hipersensibilidade imediata
Os mastócitos e os basófilos circulantes no sangue são 
derivados de diferentes percusores de medula óssea
O mastócito é a fonte de mediadores vasoativos contidos em 
grânulos citoplasmáticos, os quais possuem 
Mediadores primários: histamina, heparina, fatores 
quimiotáticos para neutrófilos NCF, fatores quimiotáticos 
para eosinófilos ECF, proteases neutras (triptase, quimase 
e carboxipeptidase)
Mediadores secundários: leucotrienos, prostaglandinas, 
citocinas (fator ativador de plaquetas, bradicininas, 
interleucinas e o fator de necrose tumoral alfa)
Eles estão localizados no tecido conjuntivo propriamente dito ao 
longo dos vasos sanguíneos
Presentes no tecido conjuntivo subeptelial dos sistemas 
respiratório e digestivo
Existem duas populações de mastócitos: os mastócitos de mucosa 
(encontrados predominantemente no intestino e no pulmão) e os 
mastócitos do tecido conjuntivo
Ativação e degranulação dos mastócitos
Tecido conjuntivo 17
Têm em sua superfície de membrana receptores para 
imunoglobulina E, que é um anticorpo (produzidopelo 
plasmócito). Numa primeira exposição do antígeno ao 
organismo, o antígeno é apresentado do linfócito T e acontece 
toda aquela cascata de reação, o plasmócito produz o anticorpo 
que vai se ligar ao mastócito. Os antígenos livres se ligam ao 
anticorpo (complexo antígeno-anticorpo). Essa ligação 
antígeno-anticorpo é capturada por uma proteína de um 
receptor acoplado que ativa adenilato-ciclase
A adenilato ciclase ativada, produz iP3, que vai para o Retículo 
Endoplasmático Liso, aumentando a concentração de cálcio. 
Quando aumenta a quantidade de cálcio, ocorre a fusão dos 
grânulos, liberando heparina, histamina e ECFA
Essa degranulação libera mediadores primários → heparina, 
histamina e ECFA
Anti-histamínico
O EFCA é o fator quimiostático, liberado pelo mastócito, para o 
eosinófilo. O eosinófilo fagocita o complexo antígeno-anticorpo 
inteiro, interrompendo o processo de degranulação
Os mediadores secundários são produzidos a partir da ativação 
da proteína chamada fosfolipase, que se liga e transforma os 
fosfolipídios de membrana em leucotrienos, prostaglandinas e 
tromboxanos
Tecido conjuntivo 18
A liberação de histamina na asma causa dispnéia induzida pela 
contração espasmódica da musculatura lisa dos bronquíolos, e 
a hipersecreção das células caliciformes e das glândulas 
mucosas dos brônquios
Os mastócitos do tecido conjuntivo da pele liberam leucotrienos 
que induzem aumento na permeabilidade vascular associado à 
urticária, um inchaço transitório da derme na pele
Variedades do tecido conjuntivo
A classificação dos tecidos conjuntivos reflete o componente 
predominante ou a organização estrutural do tecido
Tecidos conjuntivos propriamente dito
Frouxo
Denso
Modelado/Ordenado
Nao modelado/Desordenado 
Tecidos conjuntivos especializados
Elástico
Reticular
Tecido conjuntivo 19
Mucoso
Embrionário/Mesenquimático
Adiposo
Unilocular
Multilocular
Cartilagem
Osso
Sangue
Tecido Conjuntivo Frouxo
Tecido de consistência delicada, flexível e pouco resistente a trações, 
tem mais células do que fibras
Sempre localizado abaixo do tecido epitelial
As células mais comuns são fibroblastos e fibrócitos, e macrófagos
Preenche espaços entre fibras e feixes musculares
Nos músculos estriados, cada feixe muscular é envolvido por 
camadas de tecido conjuntivo frouxo (o chamado endomisio)
Serve de apoio para os epitélios e forma uma camada em torno dos 
vasos sanguíneos (camada adventícia) e linfáticos
Encontrado na pele, nas mucosas e nas glândulas
Desempenha importante papel no isolamento de infecções localizadas 
e nos processos de cicatrização (regeneração)
Macrófago fagocitando bactérias no local da infecção, isolando-o, 
enquanto fibroblastos e fibrócitos produzem os componentes da 
matriz extracelular, regenerando o tecido. Depois do macrófago 
fagocitar o micro-organismo invasor, ele se aglomera com outros, 
morto, formando o pus
Possui muitas células transitórias, responsáveis pela inflamação, alergia 
e resposta imunológica (como mastócitos, linfócitos T, linfócitos B…), 
que migram do tecido sanguíneo por diapedese, mas nunca voltam 
para o sangue depois de atuarem no conjuntivo, devido o processo de 
Tecido conjuntivo 20
diapedese ser muito específico, precisar de sinalizadores, receptores, 
etc. *O linfócito T pode voltar, algumas vezes
Localização
Sob os epitéliios
Em torno de vasos sanguíneos
Entre fibras e feixes musculares
Circundando o parênquima das glândulas
Tecido conjuntivo denso
Tecido menos flexível do que o frouxo e mais resistente a trações, mais 
fibras do que células
Apresenta predomínio de fibras colágenas
Tecido adaptado para oferecer resistência e proteção
T.C. Denso Não Modelado
T.C. Denso Modelado
Tecido Conjuntivo Denso Não-modelado
Fibras colágenas dispostas em feixes que não apresentam 
orientação determinada. A substância fundamental é vicosa, muito 
hidratada e rica em glicoproteínas e proteoglicanas (complexo 
proteico com glicídios de elevado peso molecular). Ex: derme 
profunda da pele. ovários, rins, bainha dos nervos
Tecido Conjuntivo Denso Modelado
Tecido conjuntivo 21
Fibras colágenas dispostas em feixes paralelos e compactos, dando 
ao tecido características de resistência à tensão. Ocorre nos 
tendões e ligamentos
Tecido Conjuntivo Elástico
Formado por feixes paralelos de fibras elásticas grossas
Pouco frequente, de coloração amarelada (fibras elásticas)
Ocorre nos ligamentos amarelos da coluna vertebral, no ligamento 
suspensor do pênis e na parede de vasos de grande calibre
A artéria aorta é composta por três camadas
A que está em contato direto com o lúmen → camada íntima 
formada por tecido epitelial (endotélio)
Tecido conjuntivo 22
A outra camada é a camada média → tecido muscular liso, 
com fibras elásticas entre as células musculares lisas
Camada adventícia → tecido conjuntivo elástico
Tecido que confere grande elasticidade
Tecido Conjuntivo Reticular
As fibras colágenas (tipo III formam redes, mescladas (envolvidas) 
com fibroblastos e macrófagos
Essa mesclagem é a diferença para o tecido conjuntivo frouxo
Formado de colágeno tipo III e tem essa denominação porque o 
colágeno se organiza
em forma de rede, mas diferente do tecido conjuntivo frouxo, onde 
há poucas fibras e células espalhadas entre elas, aqui as fibras 
envolvem as células presentes no tecido, dando esse aspecto de 
redes que dão sustentação aos fibroblastos.
Fibroblastos especializados (células reticulares) ajudam a formar o 
retículo que sustenta as células livres…
Forma o arcabouço de sustentação de órgãos formadores de 
células do sangue, etc
Localizado: Sinusóides hepáticos, Tecido Adiposo, medula óssea e 
órgaos hematopoiéticos, músculo liso
Tecido conjuntivo mucoso
Tecido conjuntivo 23
Apresenta poucas fibras colágenas e raras fibras elásticas
Consistência gelatinosa com predomínio da matriz extracelular 
(ácido hialurônico)
Tipo de célula principal: fibroblasto, que produz o ácido hialurônico
Principal componente do cordão umbilical (gelatina de Wharton)
Encontrado na polpa dental jovem
O tecido mucoso apresenta predomínio de matriz extracelular
Impede a proliferação de micro-organismos e dá a condição para 
que os vasos do cordão umbilical se dilatem para que o sangue 
passe para a placenta
Degradação da matriz extracelular
Algumas células e organismos conseguem proliferar pelo tecido 
conjuntivo liberando enzimas que degradam a matriz. Esse evento 
pode ser natural: durante o desenvolvimento embrionário, as 
células embrionárias conseguem proliferar para formação de um 
tecido qualquer liberando enzimas que degradam componentes da 
matriz. Fora isso, são as células cancerígenas e os micro-
organismos. Os micro-organismos que não conseguem proliferar 
são os que não conseguem produzir metaloproteinases de matriz, 
um conjunto de enzimas que degrada todos os componentes da 
matriz extracelular, inclusive o colágeno.
A matriz extracelular pode ser degradada por metaloproteinases de 
matriz - uma família de proteases zinco-dependente secretada 
como precursores latentes, ativadas na matriz extracelular após 
proteólise
A atividade das metaloproteinases de matriz no eixo extracelular 
pode ser inibida por inibidores teciduais de metaloproteinases 
TIMPs)
A degradação da matriz extracelular ocorre normalmente durante o 
desenvolvimento, o crescimento e o reparo dos tecidos
A degradação excessiva da matriz extracelular é observada em 
condições patológicas como na artrite reumatóide, na osteoartrite e 
em doenças da pele
Tecido conjuntivo 24
Membros da família de metaloproteínas de matriz
Colagenases; degradam vários tipos de colágeno
Estromelisinas - degradam os componentes da membrana basal 
(colágeno do tipo IV,
tipo III, proteoglicanos, fibronectina, heparan-sulfato) e a elastina
Gelatinases - degradam o colágeno tipo I, são produzidas pelos 
macrófagos alveolares;
Metaloproteinases de matriz de membrana - produzidas por células 
tumorais
Muitos carcinomas produzemmembros da família de produzem
metaloproteinases da matriz para digerir vários tipos de colágenos,
Os tecidos normais produzem inibidores de metaloproteinases que 
são neutralizados pelas células do carcinoma.
Os tumores que se comportam agressivamente são capazes de 
suplantar os inibidores de proteases.
Perde as integrinas (que fixa a célula) e começam a proliferar
Tecido conjuntivo 25
Assim que as células tumorais iniciam sua fase invasiva, secretam:
� Fatores autócrinos de motilidade;
� Fatores de permeabilidade vascular - permite o acúmulo de 
proteínas plasmáticas e fatores nutricionais;
� Fator angiogênico - para aumentar a vascularização e o suporte 
nutricional do tumor em crescimento.
Muitos carcinomas produzem membros da família das 
metaloproteinases para digerir vários tipos de colágeno. Os tecidos 
normais produzem inibidores que são secretados pelas células. Os 
tumores que se comportam agressivamente são capazes de 
superar esses inibidores, ou seja, “inibir os inibidores ,ˮ aí as células 
se proliferam e se multiplicam sem controle. Além disso, essas 
células liberam fatores autócrinos (sinais que a célula produz para 
si mesma) de motilidade, de permeabilidade vascular (permite o 
acúmulo de proteínas citoplasmáticas e nutricionais, aumenta a 
absorção de nutrientes) e fator angiogênico (que aumenta a 
vascularização no local de proliferação). Assim, a célula tumoral 
Tecido conjuntivo 26
entra no vaso sanguíneo e se distribui pelo corpo, levando à 
metástase.
Tecido conjuntivo 27
Tecido Adiposo
Células: adipócitos
A célula adiposa possui triglicerídeos no interior da célula, que desloca o 
citoplasma e o núcleo para a periferia da célula
Ocorre hipertrofia e hiperplasia das células adiposas, ou seja, aumento de 
volume e aumento do número de células adiposas
A célula adiposa possui triglicerídeos no interior da célula, que desloca o 
citoplasma e o núcleo para a periferia da célula
Ocorre hipertrofia e hiperplasia das células adiposas, ou seja, aumento de 
volume e aumento do número de células adiposas
As células adiposas podem ficar isoladas ou em pequenos grupos no 
tecido conjuntivo comum, embora a maioria se agrupe no tecido adiposo 
espalhado pelo corpo.
O tecido adiposo é muito influenciado por estímulos nervosos e hormonais 
- as células adiposas são capazes de sintetizar ácidos graxos a partir da 
glicose, processo acelerado pela insulina.
Insulina → captação de glicose, a insulina transforma carboidratos em 
gordura
Cada célula adiposa é envolvida por lâmina basal e sua membrana 
plasmática mostra numerosas vesículas de pinocitose;
Protege a célula em uma hipertrofia
Armazenamento eficiente de energia sob a forma de triglicerídeos; 
Modela a superfície corporal;
Forma os coxins absorventes de choques;
Principalmente na palma das mãos e nos pés, absorvendo impactos
Contribui para o isolamento térmico do organismo;
Preenche espaços entre outros tecidos e auxilia a manter os órgãos em 
posições normais; Conjuntivo)
Os adipócitos multiloculares são especializados me produzir calor, 
ajudando na termorregulação.
Tecido Adiposo 1
Deposição emobilização dos lipídios:
Os triglicerídios originam-se da seguinte maneira:
Absorvidos da alimentação e trazidos como triglicerídeos dos 
quilomícrons;
Oriundos do fígado etransportados até otecido adiposo como 
triglicerídios das lipoproteínas de pequeno peso molecular VLDL;
A síntese das próprias células adiposas a partir da glicose.
Como o endotélio consegue captar o triglicerídeo dos quilomícrons?
Através da lipase lipoproteica
Essa enzima é produzida pelo adipócito e liberada para o endotélio
Fica aderida à parede do endotélio e consegue remover do 
quilomícron os ácidos graxos
Na forma de ácidos graxo ele entra nos adipócitos
Dentro dos adipócitos ele é reconstruído em triglicerídeos
No intestino, a lipase pancreática, liberada pelo pâncreas, que vai 
liberar gordura
Lipase lipoproteica  Quilomícron e VLDL
Lipase pancreática  Intestino
No duodeno, a degradação dos TG dá-se pela lipase pancreática em 
suas unidades básicas (ácidos graxos e glicerol), que são absorvidos 
pelo epitélio intestinal.
Tecido Adiposo 2
Nas células deste epitélio ocorre a ressíntese dos TG no REL, que 
brotam dentro de bolsas chamadas quilomicrons, junto com pequenas 
quantidades de colesterol, fosfolipídeos e proteínas.
Ao serem expulsos das células, os quilomicrons são absorvidos pelos 
vasos linfáticos, por onde são conduzidos ao sangue para serem 
levados até às células adiposas.
A membrana destas células possuem lipase lipoprotéica, que hidroliza 
os componentes dos quilomicrons. Pode ainda hidrolizar lipoproteínas 
VLDL que transportam TG oriundos do fígado
O ácido graxo degradado entra no adipócito e é adicionado ao 
glicerolfosfato existente na célula, remontando-se, assim, o GT para ser 
armazenado
Origem: Adipogênese
Mesotélio (célula mesenquimal)
As células do mesoblasto dão origem ao lipoblasto (pré adipócito)
Desse lipoblasto, um grupo forma o tecido adiposo unilocular e 
outro multilocular (estimulado pela insulina → se ligando ao 
receptor para IGF1, fator de crescimento insulínico)
Efeito antilipolídico
Tecido Adiposo 3
O acúmulo de lipídios pelos adipócitos maduros é regulado por insulina 
e prostaglandinas. 
Efeito lipolítico
A quebra e liberação de lipídios é regulada pela noradrenalina, pelo 
glucagon e pelo hormônio adrenocorticolrófico ACTH
Tecido Adiposo 4
Tecido Adiposo Unilocular
Células contém apenas uma gotícula de gordura, que ocupa quase todo 
o citoplasma;
A cor varia entre o branco e o amarelo-escuro, a coloração deve-se ao 
acúmulo de carotenóides dissolvidos na gordura;
Distribui-se por todo o corpo e seu acúmulo depende do sexo e da 
idade;
As células adiposas uniloculares possui uma delgada camada de 
citoplasma em torno do espaço deixado pela gotícula lipídica;
Tecido Adiposo 5
O tecido adiposo unilocular é ricamente vascularizado
O tecido adiposo unilocular, após período de inanição ou alimentação 
deficiente em calorias, perde quase toda sua gordura e se transforma 
em um tecido com células poligonais ou fusiformes, com raras 
gotículas lipídicas.
Nesses casos, os lipídeos são primeiro retirados dos depósitos 
subcutâneo e mesentérico; os dos coxins das mãos e pés resistem 
mais tempo.
Forma o Panículo Adiposo
Camada disposta sob a pele de espessura uniforme por todo o 
corpo do recém-nascido.
Desaparece em certas áreas com a idade, desenvolvendo-se em 
outras.
Deposição seletiva regulada pelos hormônios sexuais e hormônios 
adrenocorticais;
Tecido Adiposo Multilocular
Possui cor parda devida à vascularização abundante e aos 
citocromos presentes nas numerosas mitocôndrias.
É de distribuição limitada, no recém-nascido tem localização 
determinada:
Tecido Adiposo 6
Protege a criança contra o frio excessivo
Não cresce, tendo sua quantidade reduzida no adulto.
É encontrado no pescoço, nos ombros, no dorso, e nas regiões 
peri-renal e para-aórtica.
As células são menores e em forma de polígono, citoplasma 
carregado de gotículas lipídicas de vários tamanhos com 
numerosas mitocôndrias
As células formam massas compactas em associação com 
capilares sanguíneos - lembram glândulas endócrinas.
Tecido Adiposo 7
Sua origem é a partir de células do mesênquima que adquire 
aspecto de glândula endócrina cordonal antes de acumular gordura
Não há neoformação de tecido adiposo multilocular após o 
nascimento nem ocorre transformação de um tecido em outro.
A principal função é dissipar a energia em vez de armazená-la, 
como no tecido adiposo unilocular.
Tem como função produzir calor, com papel importante nos animais 
que hibernam.
Função de termorregulação no recém-nascido, protegendo-o 
contra o frio excessivo, tendo sua função restrita ao primeiros 
meses de vida.
É estimulado pela noradrenalina - tecido multilocular acelera sua 
lipólise e oxidação dos ácidos graxos que produz calor pela ação da 
proteína termogenina

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