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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ INSTITUTO DE FÍSICA E QUÍMICA INTRODUÇÃO ÀS TÉCNICAS DE LABORATÓRIO. VIDRARIAS E MEDIDAS. DENSIDADE DE LIQUÍDOS Fabiana Lopes da Cunha 2019007510 Larissa Lauer Lopes Micheleto 2019006684 Metodologia Cientifica Para Química – QUI011 Profª. Márcia Matiko Kondo 29 de março de 2019 Introdução O processo de aprendizagem consiste em três passos sucintos: Ler, compreender e aplicar. Para o autor de Studies in Science Education, publicado em 1985, Hudson definia que um trabalho bem feito era constituído de três partes, apresentadas como A Proposta do Experimento, A Parte Experimental e os Resultados Obtidos, respectivamente. Segundo este autor, aprender está ligado a vários aspectos, como por exemplo, definir suas teorias, princípios e modelos e desenvolve-las no processo de produção e validar tais teorias.[1] Esses aspectos citados acima são fundamentais no ensino da química em um nível superior ao aprendido no ensino médio e estão diretamente, por exemplo, ligados na discussão ocorrida nos cursos de Química da UFBA em 1999[2], onde através da grade curricular do curso, o trabalho experimental evidenciado pelos alunos em laboratórios era de baixo nível de compreensão dos mesmos. Esses alunos, citados pelos professores da época, apresentavam dificuldades em manipulação dos materiais de laboratório, em compreensão dos fenômenos, além de um curto período de tempo para a realização das atividades propostas. Logo, a partir de analises mais abrangentes, conclui-se que a prática de laboratório experimental necessita inicialmente de pontos da química básica, como por exemplo, a distinção entre massas, volumes e densidades. A identificação das vidrarias utilizadas em determinados procedimentos químicos, como também, uma visão critica do aluno a partir dos resultados obtidos. A determinação das massas e volumes necessita de certa precisão e exatidão, pois erros ocorridos podem desencadear anos de pesquisa jogados fora. E esses dois termos, na química, não apresentam a mesma definição, apesar de parecerem equivalentes. Precisão refere-se a quão próximos os resultados estão um dos outros, mas não refere-se ao quão próximo do valor real das medidas está em si, analisado pela exatidão.[3]e[4] Outro fato é o uso do calculo da densidade para determinar a relação entre massas e volumes quaisquer dentro do laboratório, evidenciados pela Equação 1. 𝑑 = 𝑚 𝑣 [ 𝑘𝑔 𝑚3 ] Equação 1. Fórmula da densidade. Objetivo Desenvolver habilidades de manuseio em vidrarias volumétricas, termômetros e balanças, além de aprender a identificar a densidade dos líquidos apresentados no experimento. Como também assimilar medidas e desenvolver cientificamente por meio de valores médios, unidades e desvio; juntamente com discernir sobre os materiais usados no experimento e compreender a segurança em um laboratório de química. Resultados e discussões Procedimento 1: Medida da temperatura da ebulição da água. Resultado A água destilada foi aquecida a uma pressão atmosférica de 688 mmHg em temperatura ambiente de 27°C, na qual ouve ebulição quando completou 80% de seu aquecimento total. A temperatura obtida segue na Tabela 1. Tabela 1. Dados e temperatura da água destilada. Temperatura obtida (°C) Temperatura máxima (°C) Temperatura mínima (°C) 96°C 98°C 94°C Discussão O ar condicionado se manteve desligado durante todo o procedimento, portanto, não houve interferência no resultado. Porém, a altitude da cidade teve relevância no experimento. Se levarmos em conta a pressão atmosférica ao nível do mar que é de 760 mmHg e compararmos com a pressão obtida dentro do laboratório que foi de 688 mmHg, é possível perceber a grande diferença na temperatura obtida, totalmente ao contrario do que se encontra ao nível do mar. Comparado aos outros grupos, este experimento obteve uma temperatura máxima mais elevada. Procedimento 2: Calibração de uma pipeta volumétrica. Resultado O béquer de 100 mL ainda vazio foi pesado e resultou em 49,5488 g. Foi utilizada a pipeta para transportar a água destilada em 26°C para o béquer e o pesou o béquer juntamente com a água obtendo 74,5467 g. Através da Equação 2, calculou-se a diferença entre as pesagens obtendo assim a massa da água depositada no béquer. O resultado foi de 24,9979 g. 𝑚á𝑔𝑢𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑡𝑖𝑙𝑎𝑑𝑎 = 𝑚𝑏é𝑞𝑢𝑒𝑟 𝑐𝑜𝑚 á𝑔𝑢𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑡𝑖𝑙𝑎𝑑𝑎 − 𝑚𝑏é𝑞𝑢𝑒𝑟 Equação 2. Massa da água destilada. Repetiu-se o procedimento mais duas vezes, e os resultados obtidos encontram- se na Tabela 2. Tabela 2. Dados obtidos da repetição do experimento. Temperatura da água destilada na pipeta(°C) Peso do béquer (g) Peso do béquer com a água destilada (g) Massa obtida da água destilada 25 49, 5499 74, 5743 25, 0244 25 49, 5514 74, 5524 25, 0010 Analisando os resultados descritos juntamente com a Tabela 2 e a Tabela 3, usando a Equação 3, calculou-se o volume da pipeta, e os resultados obtidos V1, V2 e V3, como sendo o volume da pipeta do primeiro teste, o volume da pipeta do segundo teste e o volume da pipeta do terceiro teste, respectivamente. 𝑉1 = 24,9045 mL 𝑉2 = 24,7327 mL 𝑉3 = 24,8819 mL Tabela 3. Densidade da água de 15 a 29°C.[5] T (°C) d (g.mL-1) T (°C) d (g.mL-1) T (°C) d (g.mL-1) 15 0,9991 20 0, 9982 25 0, 9970 16 0, 9989 21 0, 9980 26 0, 9968 17 0, 9988 22 0, 9978 27 0, 9965 18 0, 9986 23 0, 9975 28 0, 9962 19 0, 9984 24 0, 9973 29 0, 9959 Na qual, T(ºC) = temperatura da água destilada; d (g/mL) = densidade da água destilada. 𝑉𝑝𝑖𝑝𝑒𝑡𝑎 = 𝑚á𝑔𝑢𝑎 𝑑á𝑔𝑢𝑎 Equação 3. Volume da pipeta. Utilizando os valores de volume da pipeta V1, V2 e V3, calculou-se o desvio padrão usando a Equação 4 e comparou com a Tabela 4, de acordo com a Tabela 2. 𝜎 = 0,0746 𝑉𝑝𝑖𝑝𝑒𝑡𝑎 (𝑚é𝑑𝑖𝑎) = 24,9017 𝑚𝐿 𝜎 = √ ∑ (𝑥𝑖 − 𝑥)2𝑛𝑖=1 𝑛 − 1 Equação 4. Fórmula do desvio padrão. Tabela 4. Limites de tolerância para algumas vidrarias.[6] Capacidade (mL) Limites de tolerância (mL) Pipetas volumétricos Pipetas graduadas Buretas Balões volumétricos Provetas 0,5 0,006 ---- ---- ---- ---- 1,0 0,006 0,01 ---- 0,01 ---- 2,0 0,008 0,01 ---- 0,015 ---- 3,0 0,01 ---- ---- 0,015 ---- 4,0 0,01 ---- ---- 0,02 ---- 5,0 0,01 0,02 0,02 0,02 0,05 10,0 0,02 0,03 0,02 0,02 0,08 15,0 0,03 ---- ---- ---- ---- 20,0 0,03 ---- ---- ---- ---- 25,0 0,03 0,05 0,03 0,03 0,14 50,0 0,05 ---- 0,05 0,05 0,20 100,0 0,08 ---- 0,10 0,08 0,35 200,0 0,10 ---- ---- 0,10 ---- Discussão Ao analisar os dados obtidos neste procedimento, notou-se que, a partir da Tabela 4 o limite de tolerância para uma pipeta de 25 mL é de 0,03 e mostrou que os erros pessoais cometidos acarretaram em uma grande divergência, estando muito distante do limite de tolerância, tal que uma pipeta de 100 mL apresenta um limite de tolerância igual a 0,08, próximo do valor obtido no experimento. Tais erros pessoais são descritos como: erro de analise, erro de manuseio da pipeta, não descarte do liquido da ponta de esvaziar e variação do tempo mínimo de escoamento para pipetas (normalmente de 25 segundos para uma pipeta de 25 mL). Procedimento 3: Densidade de líquidos. Resultado O experimento foi dividido em duas etapas (a) e (b). (a) Usou-se um béquer de 50 mL, uma balança analítica, água destilada e um termômetro, foram obtidos os seguintesresultados apresentados na Tabela 5. Tabela 5. Resultados obtidos do experimento 3, utilizando apenas o béquer. Análise Ta (°C) mb (g) mb + ma (g) ma (g) d (g/mL) 1 25 36,2565 45,3829 9,1264 0,9126 2 25 36,2598 45,8469 9,5871 0,9587 3 25 36,2593 46,2432 9,9839 0,9983 Na qual, Ta(ºC) = temperatura da água destilada; mb (g) = massa do béquer; mb + ma (g) = massa do béquer + massa da água destilada ; ma (g) = massa da água destilada; d (g/mL) = densidade da água destilada. A partir da Tabela 5, calculou-se o desvio padrão. 𝜎 = 0,0428 (b) Depois se repetiu o padrão anterior, porém, usando a bureta para medir a água destilada. Os resultados encontram-se na Tabela 6. Tabela 6. Resultados obtidos do experimento 3, utilizando o béquer e a bureta. Análise Ta (°C) mb (g) mb + ma (g) ma (g) d (g/mL) 1 24 36,2586 46,2377 9,9791 0,9979 2 24 36,2585 46,1789 9,9204 0,9920 3 24 36,2581 46,1857 9,9276 0,9977 Na qual, Ta(ºC) = temperatura da água destilada; mb (g) = massa do béquer; mb + ma (g) = massa do béquer + massa da água destilada ; ma (g) = massa da água destilada; d (g/mL) = densidade da água destilada. A partir dos resultados obtidos na Tabela 6, calculou-se o desvio padrão. 𝜎 = 0,0033 Discussão Analisando as etapas (a) e (b), concluiu-se que o desvio padrão ocorrido em (a) medido somente com o béquer apresentou um valor maior do que o desvio padrão de (b) medido com o béquer e a bureta. Agora, analisando apenas o item (a) que possui desvio padrão igual a 0,0428, foi possível concluir que índice de erro pessoal foi o mais significativo, pois a técnica mais importante desta etapa era a secagem e a limpeza do béquer, de modo que ele tivesse mais precisão e exatidão. E analisando apenas o item (b) que possui o desvio padrão igual a 0,0033, notou- se que diferente do item (a), que não houve precisão e exatidão, este apresentou exatidão e precisão em todas as análises, pois o limite de tolerância para a bureta de 50 mL é equivalente a 0,05. Conclusão Podemos concluir que essa primeira experiência laboratorial obteve resultados úteis e satisfatórios, além de orientar a correta forma de leitura de medidas, manuseio de equipamentos e controle de dados obtidos. Referências Bibliográficas 1. Hodson, D.; Studies in Science Education 1985, 12, 43. 2. Moradillo, E. F. Tese Final de Curso. In: A DIMENSÃO PRÁTICA NA LICENCIATURA EM QUÍMICA DA UFBA (pp. 13 - Último parágrafo) 3. Fogaça, J. R. (s.d.). Acesso em 26 de março de 2019, disponível em https://alunosonline.uol.com.br/quimica/exatidao-precisao.html 4. (23 de maio de 2018). Acesso em 26 de março de 2019, disponível em http://www.prolab.com.br/blog/equipamentos-aplicacoes/importancia-da- precisao-e-exatidao-de-vidrarias-para-procedimentos-laboratoriais/ 5. Apostila - Disciplina QUI017. (p. 8, Tab. 1) (2019). Itajubá. 6. Apostila - Disciplina QUI017. (p. 8, Tab. 2) (2019). Itajubá. Introdução Referências Bibliográficas