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Universidade Federal de São Paulo - Campus Diadema Análise Instrumental II Eletroforese capilar (CE): Determinação de paracetamol e ácido acetilsalicílico (AAS) em comprimido Doril Giovanna Souza - 113495 Jéssica Portugal - 84641 Myrian Morihara - 55852 Diadema, 2019 1) Estimar a ordem de migração dos compostos. Justifique a resposta. Ordem de migração: A cafeína sai junto com o fluxo eletrosmótico. Após isso, o paracetamol sai primeiro, e após isso, o ácido acetilsalicílico. 2) Identificar o fluxo eletrosmótico. A parede do capilar é feita de sílica, e revestida com polimida. Como a otimização foi realizada em um experimento anterior, sabe-se que que o tetraborato pH = 9 é suficiente para separar esses compostos (eletrólito de corrida). A parede do capilar, composta por silanol, com pKa em torno de 3,5, que em pH = 9 estará quase totalmente dissociado, e por isso a parede do capilar está toda na forma de ânion. Ao aplicar um potencial positivo, (o fluxo) os cátions da solução vão se mover sentido à janela de detecção, carregando todos os compostos introduzidos no plug de amostra. A separação vai ocorrendo pela diferença de mobilidade, as substâncias vão sentir a radiação proveniente da lâmpada de UV-VIS, que ao passar pela fibra óptica, vão absorver um comprimento de onda e gerar o sinal. A fonte aplica a tensão na amostra, por meio do fio de platina, e é formado um campo elétrico. 3) Baseado nos valores de pKa e condições experimentais, justifique a ordem de migração dos compostos. As migrações dependem da magnitude das constantes de dissociação do soluto (pKa) e determina a predominância relativa das espécies num determinado pH. Neste experimento foi utilizado um tampão com pH 9. Nesse pH, o AAS que possui pKa 3,41 encontra-se cerca de 99% na forma ionizada, e o paracetamol com pKa 9,46 encontra-se cerca de 40% na forma ionizada. Conforme esquema abaixo, observa-se que o AAS, por estar totalmente iônico, deslocou-se completamente para o lado positivo, visto que a parede do capilar está negativamente carregada (devido ao silanol em pH 9), sendo assim a última substância a ser carregada pelo fluxo. Já o paracetamol, que estava numa proporção aproximada de 50% na forma iônica, tem uma atração menos intensa com o pólo positivo, sendo menos resistente ao fluxo, gerando o primeiro a ser detectado, por migrar primeiro no sentido do detector (pólo negativo). 4) Explique porque não é possível a visualização da cafeína A cafeína, por possuir pKa = -1,16, fica 100% em sua forma neutra no pH=9, não tendo nenhuma interação/atração com os íons presentes na parede do capilar. Dessa forma, não há resistência, e a cafeína sai junto com o eletrólito de migração, e seu tempo de migração é o mesmo tempo do fluxo. Por convenção, não se quantifica qualquer substância que saia junto com o fluxo. 5) Quantifique o teor de paracetamol e AAS no comprimido de Doril Construíram-se as curvas de calibração para o paracetamol e AAS e encontraram-se as equações da reta para cada analito. Equação da reta: y = 1873,1x + 1049,1 R2 = 1 Equação da reta: y = 1506,8x + 701,17 R2 = 0,9989 Para calcular as concentrações, utilizou-se a equação da reta correspondente ao analito, sendo x a concentração a ser encontrada e y a área do pico da amostra. Encontraram-se os valores da concentração do eppendorf e voltando a diluição, a concentração do balão. Foi necessário diluir 3x. Após encontrar a massa dos analitos presentes em 20 mg, através da concentração do balão, calcularam-se as massas dos analitos para o peso total do comprimido. Paracetamol (comprimido) AAS (comprimido) Área do pico 159036 187054 Concentração eppendorf (mg/L) 84,34514975 123,674562 Concentração balão (mg/L) 253,0354493 0371,023686 Massa em 20 mg 12,65177247 18,5511843 Massa em 1 comprimido (mg) 457,9941634 671,5528717 Massa do comprimido utilizado (mg) 724,0 Dados do rótulo Paracetamol AAS Massa (mg) 250 250