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Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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HELMINTOS 
CARACTERÍSTICAS GERAIS 
Os helmintos constituem um grupo muito numeroso de animais, tanto de vida livre e vida parasitária; esse grupo apresenta 
os parasitos distribuídos nos filos Platyhelminthes, Nematoda e Acanthocephala. 
 
 
 
FILO CLASSE SUBCLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO ESPÉCIES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Platyhelmintes 
 
 
 
Trematoda 
 
 
 
 
 
 
Diginea 
 
Strigeiformes 
 
 
 
Schistosomatidae 
 
Schistosoma 
 
S. mansoni 
S. japonicum 
S. haematobium 
 
Echinostomatiformes 
 
 
Fasciolidae 
 
Fasciola 
 
F. hepatica 
 
Opisthorchiformes 
 
 
Heterophyidae 
 
Ascocotyle 
 
A. longa 
 
 
 
Cestoda 
 
 
 
 
 
 
Eucestoda 
 
 
 
 
Cyclophyllidea 
 
 
 
 
 
Taniidae 
 
Taenia 
T. solium 
T. saginata 
Echinococcus E. granulosus 
 
Hymenolepididae 
 
Hymenolepis 
 
H. nana 
H. diminuta 
 
Dipylidiidae 
 
Dipylidium 
 
D. caninum 
 
 
 
Anoplocephalidae 
 
 
Bertiella 
 
 
B. mucronata 
B. studeri 
 
 
Diphyllobothridea 
(= Pseudophyllidea) 
 
 
Diphyllobothriidae 
 
Diphyllobothrium 
 
D. latum 
 
Spirometra 
 
Spirometra sp 
FILO CLASSE SUBCLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO ESPÉCIES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nematoda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cromadorea 
(= Secernentea) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Chromadoria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rhabditida 
 
 
 
 
 
 
Ascarididae 
 
Ascaris 
 
 
A. lumbricoides 
 
Toxocara 
 
 
T. canis 
 
Lagochilascaris 
 
L. minor 
 
Angyostrongylidae 
 
Angyostrongylus 
 
A. cantonensis 
A. costaricensis 
 
Oxyuridae 
 
Enterobius 
 
E. 
vermicularis 
 
Strongyloididae 
 
Strongyloides 
 
S. stercoralis 
 
 
 
 
Ancylostomatidae 
 
Ancylostoma 
 
A. duodenalis 
 
Necator 
 
N. 
americanus 
 
 
Syngamidae 
 
 
Mammomonogamus 
 
 
M. laryngeus 
 
 
 
Onchocercidae 
 
Wuchereria 
 
W. bancrofti 
 
Onchocerca 
 
O. volvulus 
 
 
Enoplea 
 (= Adenophorea) 
 
 
Dorylaima 
 
 
Trichocephalida 
Trichuridae 
 
 
Trichuris 
 
 
T. trichiura 
 
Trichinellidae 
 
Trichinella 
 
T. spiralis 
 
Capillariidae 
 
Calodium 
(= Capilaria) 
 
 
C. hepatica 
 
FILO 
 
CLASSE 
SUB 
CLASSE 
 
ORDEM 
 
FAMÍLIA 
 
GÊNERO 
 
ESPÉCIES 
 
 
Acanthocephala 
 
 
Archiacanthocephala 
 
 
 
 
- 
 
Moniliformida 
 
Moniliformidae 
 
Moniliformis 
 
M. 
moniliformis 
 
Oligacanthorhynchida 
 
Oligacanthorhynchidae 
 
 
Macracanthorhynchus 
 
M. 
hirudinaceus 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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FILO PLATYHELMINTES 
MORFOLOGIA GERAL 
Esses organismos são protostômios acelomados, ou seja, possuem simetria bilateral e três camadas germinativas, mas não 
apresentam celoma; além disso, possuem um corpo achatado dorsoventralmente, e um parênquima com células 
estreladas que envolvem todos os órgãos internos. A maioria dos platelmintos é hermafrodita (monóicos), apresentando 
órgãos reprodutores complexos. 
 O sistema digestório, quando presente, não possui abertura anal; 
 Já o sistema excretor é do tipo protonefrídico (solenócitos); 
SOLENÓCITOS / CÉLULA-FLAMA / CÉLULA-CHAMA  É um tipo de célula excretora terminal, oca, que contém um grupo 
de cílios que batem como uma chama; estas células captam excretas do espaço intracelular e as lançam em canais 
excretores, que por sua vez se abrem em poros excretores dorsais. A grande superfície de contato com o meio em 
relação ao volume dos platelmintos permite que uma estrutura simples, como a célula-flama, tenha sucesso como 
estrutura excretora de amônia. 
 Não possuem sistema esquelético (tanto exo como endoesqueleto), nem sistema circulatório, nem sistema respiratório; 
 Possui duas extremidades: a anterior, na qual estão localizados órgãos de fixação e órgãos sensitivos, e a posterior. 
 
Obs¹ Existe uma exceção quanto ao hermafroditismo, que é o platelminto Schistosoma mansoni (dióico). 
 
CLASSES 
Os platelmintos estão divididos em classes diferentes: 
1. Turbellaria - sem demais importâncias para a parasitologia humana. 
2. Trematoda - se divide em Digenea e Aspidogastrea. 
3. Monogenea - sem demais importâncias para a parasitologia humana. 
4. Cestoda 
 
CLASSE TREMATODA 
 SUBCLASSE DIGINEA  
1. Fasciola hepatica 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Trematoda 
 Subclasse: Diginea 
 Ordem: Echinostomatiformes 
 Família: Fasciolidae 
 Gênero: Fasciola 
 Espécie: F. hepatica 
 
 
 
 
MORFOLOGIA 
Apresenta-se como um parasito de grande porte, podendo 
chegar até 3 cm de comprimento x 1.5 cm de largura; possui 
um aspecto foleáceo (corpo em forma de folha) e uma 
coloração pardo-cinzenta. Além disso, seu tegumento é todo 
recoberto por espinhos. 
 Os espinhos não são ditos como estruturas de fixação, pois o 
parasita permanece livre na luz do ducto biliar. 
 A Fasciola hepatica vai se fixar a partir de suas ventosas → o 
parasita possui uma ventosa oral e uma ventosa ventral. 
 
Esses parasitas são hermafroditas (monóicos), portanto, os 
órgãos reprodutivos masculino (representado por glândulas 
vitelínicas) e feminino estarão presentes em um mesmo 
organismo. 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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 Se houver um grupo de células que estão quase se transformando em cercárias, este será envolvida por uma 
membrana, gerando a rédia - cada rédia está em um estágio de desenvolvimento diferente. A rédia, quando estiver 
desenvolvida o suficiente, vai se romper liberando cercárias. 
 
As cercárias caem na água e passam algumas horas se movimentando, podendo entrar em contato com a vegetação. A 
cercária perde a cauda algumas horas depois de ter saído do corpo do caramujo e estar livre na água, se transformando 
em metacercária, a qual, por sua vez, tem capacidade de resistir ao ambiente hostil e é a forma infectante para o bovino / 
ovino / humano. 
 O agrião é um alimento que favorece a transmissão da F. hepatica, pois: 
- É plantado em áreas alagadas, nas quais os moluscos se localizam. 
- É mais difícil de retirar as metacercárias do agrião, pois elas ficam grudadas na folha do vegetal, sendo necessário lavar 
muito bem folha por folha antes de consumir. 
 Tanto as cercárias quanto a metacercárias podem ser ingeridas pelo hospedeiro. 
 
+ A F. hepatica adulta, no humano, pode parar tanto nos alvéolos pulmonares como nas vias hepáticas. Quando o parasita 
está livre, ou seja, fora dos ductos, ela permanece esticada e com aspecto foliáceo; mas quando ela precisa permanecer 
dentro do ducto ou dos alvéolos pulmonares, ela se dobra ao meio e enrola. 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
A Fasciola hepatica vive, principalmente, dentro dos ductos biliares, os quais 
são lesados pelos espinhos que recobrem o corpo do parasita; ou seja, a F. 
hepatica gera uma ação traumática no ducto biliar do hospedeiro, podendo 
causar enrijecimento ou alargamento da estrutura anatômica. 
 
Durante o seu ciclo de desenvolvimento, o parasita vai se apresentarde 
diversas formas diferentes, de acordo com a sua fase evolutiva. O parasita 
adulto se localiza nas vias biliares (interior da vesícula e canais biliares mais 
calibrosos), principalmente de bovino e ovino, o que os torna os principais 
hospedeiros da Fasciola hepatica. 
 O homem acaba agindo como hospedeiro secundário / acidental do 
parasita. 
 
Quando adulto, o parasita se autofecunda e libera ovos, os quais possuem 
uma característica peculiar: eles possuem uma "abertura" denominada 
opérculo; diante dessa característica, os ovos da F. hepatica são ditos como 
ovos grandes e operculados. Esses ovos vão sair junto das fezes de 
hospedeiros parasitados, sejam eles humanos / ovinos / bovinos. 
 Necessariamente, o ovo da Fasciola hepatica precisa entrar em contato 
com a água, para poder liberar o miracídio, que é uma larva nadadora 
livre. 
 Em contato com a água, o miracídio que está dentro do ovo é estimulado, 
passando a forçar a sua saída pelo opérculo. 
 
O miracídio, por sua vez, permanece na água; ele precisa de um hospedeiro 
intermediário para completar o seu ciclo, o qual é o molusco aquático. 
 É necessário que o miracídio invada um molusco aquático específico, para 
que haja continuidade do seu ciclo evolutivo; caso o miracídio invada 
outros moluscos, o seu ciclo não se desenvolverá. 
 O miracídio é atraído por substâncias químicas produzidas pelos moluscos; 
ele irá invadi-los a partir de suas partes moles: antena e pés. 
 
Ao entrar no molusco, o miracídio vai se transformar em esporocisto, após 2 
semanas aproximadamente, que é um "saquinho" alongado cheio de células 
germinativas em seu interior, as quais serão posteriormente agrupadas de 
acordo com seu nível de desenvolvimento, ficando envoltas por uma 
membrana. 
1 miracídio  1 esporocisto (contém centenas de formas reprodutivas em seu interior)  8-40 rédias 
1 rédia  20 cercárias 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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+ Quando o parasita se localiza nos alvéolos pulmonares, não será possível encontrar ovos do parasita nas fezes; no 
entanto, o hospedeiro apresentará uma síndrome em decorrência da presença do parasita nos alvéolos. Somente quando 
o parasita se localizar nos ductos biliares é que será possível encontrar ovos do parasita junto das fezes. 
 
 
 
{Vetores da Fasciola hepatica} 
Os moluscos aquáticos do gênero Lymnaea são os vetores da doença / hospedeiros intermediários; são pequenos, se 
apresentando com cerca 1-2.5 cm de tamanho. Existem duas 
espécies desse gênero que possuem capacidade vetorial 
elevada, sendo elas: 
 Lymnaea columella 
 Lymnaea viatrix 
 
 
 
□ A F. hepatica possui um ciclo heteroxeno → homens, bovinos e ovinos podem agir como hospedeiros. Mesmo o homem 
se apresentando como hospedeiro acidental do parasita, ele também terá o verme adulto nos ductos biliares ou nos 
alvéolos pulmonares. 
□ A F. hepatica é um parasita eurixeno → homens, bovinos e ovinos podem ser parasitados, ou seja, o parasita possui 
ampla variedade de hospedeiros. 
Uma característica apresenta por essas duas espécies, ou 
seja, por espécies que atuam como vetores da F. hepática, é 
o fato de a concha delas apresentar a ponta espiralada, e ter 
sua abertura voltada para o lado direito. 
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TRANSMISSÃO 
A transmissão da F. hepática ocorre a partir da ingestão de água e de verduras in natura contaminados com metacercárias. 
 
2. Família Schistosomatidae 
A designação Schistosoma significa "corpo em forma de fenda". 
 
A esquistossomose no Brasil é causada pelo agente etiológico Schistosoma mansoni, que é um parasita que vai se 
desenvolver no sistema porta intra-hepático; as outras espécies, como S. haematobiu, S. japonicum, S. intercalatum e S. 
mekongi, não acontecem de forma autóctone no país. 
1. Os ovos imaturos são descarregados nos ductos biliares e nas fezes 
2. Os ovos tornam-se embrionados em água 
3. Os ovos liberam miracídios, que invade um hospedeiro intermediário de caramujos adequado, incluindo os gêneros Galba, 
Fossaria e Pseudosuccinea. 
4. No caramujo, os parasitas sofrem vários estágios de desenvolvimento - 4a. esporocistos | 4b. rédias | 4c. cercárias. 
5. As cercárias são liberadas do caracol e encistam como metacercárias na vegetação aquática ou em outras superfícies. 
6. Mamíferos adquirem a infecção comendo vegetação contendo metacercárias. Humanos podem ser infectados pela ingestão 
de plantas de água doce contendo metacercárias, especialmente agrião 
7 e 8. Após a ingestão, as metacercárias desaparecem no duodeno e migram através da parede intestinal, a cavidade peritoneal 
e o parênquima hepático para os ductos biliares, onde se desenvolvem em adultos O número 8. 
 
Em humanos, a maturação de metacercárias em vermes adultos leva aproximadamente 3 a 4 meses; os vermes residem nos 
grandes ductos biliares do hospedeiro mamífero. A Fasciola hepatica infecta várias espécies de animais, principalmente 
herbívoros. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA 
A fasciolíase ocorre em todo o mundo. Infecções humanas com F. hepatica são encontradas em áreas onde ovelhas e gado são 
criados, e onde os humanos consomem agrião cru, incluindo Europa, Oriente Médio e Ásia. Infecções com F. gigantica foram 
relatadas, mais raramente, na Ásia, África e Havaí. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Durante a fase aguda (causada pela migração da queda imatura através do parênquima hepático), as 
manifestações incluem dor abdominal, hepatomegalia, febre, vômitos, diarréia, urticária e eosinofilia, podendo durar meses. Na 
fase crônica (causada pela queda do adulto dentro dos ductos biliares), os sintomas são mais discretos e refletem obstrução 
biliar intermitente e inflamação. 
Ocasionalmente, podem ocorrer localizações ectópicas de infecção (como parede intestinal, pulmões, tecido subcutâneo e 
mucosa faríngea). Fonte: CDC 
 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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 As espécies do gênero Schistosoma são diferenciadas pela: 
a. Localização dos adultos 
b. Morfologia dos ovos 
c. Espécies diferentes de moluscos (hospedeiros) 
 
MORFOLOGIA 
Os organismos do gênero Schistosoma possuem características 
peculiares; eles não vão apresentar o corpo em forma de folha, 
além de serem dióicos, ou seja, é uma exceção quanto ao 
hermafroditismo. 
FÊMEA  Ela se aloja no canal ginecóforo do macho; ela é bem mais longa que o macho, além de ser roliça. 
MACHO  Ele possui aspecto foliáceo, mas permanece fechado, com a fenda no corpo para alojar a fêmea. 
  Não possui órgão copulador, portanto, ele vai despejar os espermatozóides no canal ginecóforo; assim, a 
 fêmea vai realizar movimentos serpentiformes dentro do canal, realizando a fecundação. 
 
Schistosoma mansoni 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Trematoda 
 Subclasse: Diginea 
 Ordem: Strigeiformes 
 Família: Schistosomatidae 
 Gênero: Schistosoma 
 Espécie: S. mansoni 
 
 
a - casal em cópula 
b - macho 
c - fêmea 
 
Os ovos são grandes e ovais, contendo em seu interior o miracídio. Eles possuem uma espícula / esporão lateral, que é 
necessário para que o parasita consiga sair do sistema porta intra-hepático e chegue à luz intestinal - a espícula funciona 
como uma faca quando o ovo vai passando pelas veias mesentéricas do hospedeiro, à medida que vai cortando seu tecido. 
 O ovo é posto nas veias mesentéricas, mas precisa chegarà luz intestinal para sair junto das fezes. 
 
O miracídio, que se encontra no interior do ovo, possui o corpo todo recoberto por cílios. É uma larva que possui um 
tempo de vida de 8-10h, sendo que somente nas 4 primeiras horas depois da eclosão do ovo é que é possível penetrar no 
molusco; essa penetração acontece nas horas mais quentes do dia, ou seja, 11h / 12h / 13h. 
 O horário de penetração corresponde ao horário de saída da cercária de dentro do molusco, que também coincide com 
o horário que as pessoas entram na água para se refrescar. 
 A penetração do miracídio no molusco depende de algumas organelas, como: 
a. Terebratorium: localiza-se na ponta. É uma organela responsável pela adesão do miracídio nas partes moles do 
molusco. 
b. Glândulas de penetração e glândulas adesivas 
c. Células sensoriais: são responsáveis por captar, na água, o lupu do molusco; a partir dele, as células vão guiar o 
miracídio até o molusco. 
 
Macroscopicamente, os moluscos podem ser 
grosseiramente diferenciados pela morfologia da concha. 
No entanto, existem chaves de identificação para chegar à 
espécie correta de molusco; para tanto, é necessário 
retirar o molusco de dentro da concha e dissecá-lo para 
observar os seus órgãos reprodutivos. 
 
Existe também chave de identificação para cercárias, 
sendo analisados: 
MORFOLOGIA 
Os machos apresentam cerca de 1 cm de comprimento. 
 Ventosa oral e ventosa ventral: essas ventosas são utilizadas 
para que o macho não seja arrastado pelo sangue que vem 
das veias mesentéricas, passa pela veia porta e vai para o 
fígado. 
- O macho tem uma força muito grande, por isso que a fêmea 
fica alojada dentro de seu canal ginecóforo; uma fêmea 
sozinha não consegue resistir ao fluxo sanguíneo, e acaba 
sendo arrastada para o fígado e para o baço. 
 Ceco ramificado; 
 Poro genital; testículo; 
 Canal ginecóforo: é muito importante para o alojamento da 
fêmea. 
 
As fêmeas apresentam cerca de 1.5 cm de comprimento. 
 Ventosa oral e ventosa ventral; 
 Vulva; útero; ovo; oótipo, ovário; glândulas vitelínicas. 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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Após penetrar no molusco, haverá o desenvolvimento de esporocisto. Esse 
esporocisto possui, em seu interior, várias células que vão se reproduzir até formar 
um esporocisto maduro, que vai liberar diversas cercárias. 
 Sua localização de preferência é hepatopancreática e no sistema reprodutivo dos moluscos 
- O molusco pode ficar estéril, caso entrem muitos miracídios neles. 
 A quantidade de miracídio que penetra, não é a mesma quantidade que sai de cercárias; no entanto, o sexo da cercária 
será o mesmo do miracídio. 
 É interessante, para o parasita, que vários miracídios penetrem no molusco, para que saiam várias cercárias, as quais 
formarão machos e fêmeas adultas no sistema porta do hospedeiro. 
 
As cercárias também possuem tempo de vida, vivendo de 8-12 horas. Além disso, conseguem penetrar no hospedeiro, 
com maior facilidade, nas primeiras 4 horas de vida, sendo o melhor horário das 11-14 horas. Ao localizar o hospedeiro, 
vai aderir à sua pele a partir da sua ventosa oral; as suas glândulas de penetração irão secretar enzimas que causarão lesão 
na pele do hospedeiro, permitindo sua penetração. 
 A cauda vai empurrar a cabeça da cercária contra a pele, forçando a sua entrada. Quando a cabeça conseguir penetrar, 
a cauda se destaca e permanece na água → quando isso acontece, a morfologia do parasita é de esquistossômulo. 
 
O esquistossômulo é a forma intermediária entra a cercária que acabou de penetrar no hospedeiro e o verme adulto. Ele 
cai na circulação, sendo capaz de migrar pelos tecidos e vasos, ativando a resposta imunológica; os esquistossômulos que 
chegarem ao sistema porta intra-hepático irão dar origem aos vermes adultos dióicos. 
 
O macho e a fêmea copulam e, quando ela estiver pronta para fazer a sua postura, o casal vai até as veias mesentéricas 
inferiores. Nesse local eles irão permanecer, e a fêmea realizará a postura dos ovos, os quais vão sendo bombeados, 
fazendo com que um ovo empurre o outro; esse bombeamento é necessário para que os ovos consigam vencer o caminho 
contrário realizado pelo sangue e cheguem ao intestino, para serem levados junto com as fezes - a espícula tem papel 
importante nessa situação, pois vai cortando os tecidos do hospedeiro. 
 São postos cerca de 300-400 ovos / dia. 
 Dos ovos postos, cerca de 50-70% ficam retidos no fígado e no baço, devido ao fluxo contrário do sangue. 
- Para cada ovo retido é gerada uma reação imunológica granulomatosa. 
 
 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
Além do homem, existem outros hospedeiros definitivos, como os roedores dos 
gêneros Holochilus, Nutreolina e Nectomys; eles são responsáveis por manter o 
ciclo do parasita em ambientes peridomiciliares. 
 
O verme adulto está no sistema porta intra-hepático. Quando a fêmea estiver pronta para botar os ovos, ambos os vermes 
irão se dirigir às veias mesentéricas inferiores; os ovos que conseguirem vencer o fluxo sanguíneo sairão junto das fezes. 
 
Uma vez no ambiente, é necessário que o ovo entre em contato com a água; caso esse contato existe, haverá liberação do 
miracídio, o qual precisa, em 4 horas, encontrar o molusco do gênero Biomphalaria. Caso o miracídio entre no molusco, 
ele se transformará em esporocisto (saco alongado cheio de células reprodutivas), que formará, futuramente, várias 
cercárias. Quando a cercária é formada, é possível que haja morte do molusco a partir do rompimento de seu corpo, 
dependendo da quantidade de organismos presentes. 
 
A cercária fica na água e precisa entrar em contato com o hospedeiro; quando entrar em contato, vai se fixar pela ventosa 
e liberará enzimas que causarão fissura na pele; então, a cauda empurrará a cabeça contra a pele do hospedeiro, e, 
Em condições laboratoriais, é possível 
manter o ciclo biológico do S. mansoni 
em hamsters e camundongos. 
1 miracídio  até 200 cercárias 
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quando esta entrar, aquela se destacará do corpo. O esquistossômulo cairá na circulação do hospedeiro, e se caso chegar 
ao sistema porta intra-hepático, amadurecerá e se desenvolverá em vermes adultos, que copularão e reiniciarão o ciclo. 
 
{Vetor do Schistosoma mansoni} 
 
 Biomphalaria straminea 
 Biomphalaria tenagophila: é a principal espécie localizada no sudeste, que é uma área de menor incidência da 
esquistossomose. 
- O Vale do Paraíba é uma região antiga quanto á transmissão da esquistossomose. O molusco ainda existe em, 
principalmente, áreas de viticultura (plantação de arroz); no entanto, é muito difícil aparecer casos e, quando acontece, 
normalmente são casos de pacientes que vieram de áreas endêmicas. 
 
 
Obs¹ A patologia de esquistossomose por S. mansoni e S. japonicum inclui: febre de Katayama, granulomas do ovo 
perisinusoidal hepático, fibrose periportal do tubo de Symmers, hipertensão portal e ocasionalmente granulomas 
embólicos de ovos no cérebro ou na medula espinhal. 
Os moluscos aquáticos do gênero Biomphalaria são os vetores 
da doença / hospedeiros intermediários do S. mansoni. São 
moluscos que apresentam a concha em forma de "umbigo", 
com dois buracos. Além disso, seu habitat é em água doce. 
 
As espécies com maior importância no Brasil são: 
 Biomphalaria glabrata: possuir a maior capacidade vetorial. 
É a principal espécie presente nas regiões norte e nordeste, 
onde estão as maiores incidências de esquistossomose. 
Os ambientes propícios para a 
reprodução dos moluscos são 
ambientes aquáticos sem 
correntezagrande. Por isso, é 
comum encontrá-los em áreas 
de plantação de arroz e áreas 
alagadas / açudes ("lagoa de 
coceira" - com a penetração da 
cercária, pode aparecer no 
hospedeiro um tipo de 
dermatite, que causa coceira e 
fica vermelha). 
 
□ O S. mansoni possui um ciclo 
heteroxeno → homens e 
roedores agem como 
hospedeiros definitivos. 
□ O S. mansoni é um parasita 
eurixeno → possui ampla 
variedade de hospedeiros. 
 
AGENTES CAUSAIS A esquistossomose é causada por trematódeos sanguíneos digenéticos. As três principais espécies que infectam 
humanos são Schistosoma haematobium, S. japonicum e S. mansoni. Duas outras espécies, mais localizadas geograficamente, são S. 
mekongi e S. intercalatum. Além disso, outras espécies de esquistossomos, que parasitam aves e mamíferos, podem causar 
dermatite cercariana em humanos. 
 
1. Os ovos são eliminados com fezes ou urina. 
2. Sob condições ideais, os ovos eclodem e liberam miracídios. 
3. Os miracídios nadam e penetram hospedeiros intermediários específicos. 
4 e 5. Os estágios do caracol incluem duas gerações de esporocistos e a produção de cercárias. 
6. Após a liberação do caramujo, as cercárias infectantes nadam, penetram na pele do hospedeiro humano, e perdem sua cauda 
bifurcada, tornando-se esquistossômulas. 
8 e 9. Os esquistossômulos migram através de vários tecidos e etapas à sua residência nas veias. 
10. Os vermes adultos em humanos 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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TRANSMISSÃO 
A infecção é por penetração ativa da cercária através da mucosa do hospedeiro. 
 
Schistosoma haematobium 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Trematoda 
 Subclasse: Diginea 
 Ordem: Strigeiformes 
 Família: Schistosomatidae 
 Gênero: Schistosoma 
 Espécie: S. haematobium 
 
ASPECTOS GERAIS 
É o agente etiológico da Esquistossomose Vesical, sendo encontrado em grande parte da África, na Bacia do Mediterrâneo 
e no Oriente Médio. 
 Em sua fase adulta, esse parasita vai habitar os ramos pélvicos do sistema porta. 
 Seus ovos são alongados e apresentam um esporão terminal. De dentro do ovo sairá um miracídio, que cairá na água e 
encontrara o seu molusco próprio; dentro deste, o miracídio passará por um ciclo reprodutivo, até formar cercárias, as 
quais voltarão para a água com a capacidade de penetrar em humanos. 
 HI: moluscos do gênero Bulinus. 
 A patologia da esquistossomose por S. haematobium inclui: hematúria, cicatrização, calcificação, carcinoma de células 
escamosas e ocasionalmente granulomas embólicos de ovos no cérebro ou na medula espinhal. 
 
 
Schistosoma japonicum 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Trematoda 
 Subclasse: Diginea 
 Ordem: Strigeiformes 
 Família: Schistosomatidae 
 Gênero: Schistosoma 
 Espécie: S. japonicum 
 
ASPECTOS GERAIS 
É o parasita causador da Esquistossomose Japônica, sendo encontrado na China, no Japão, nas Ilhas Filipinas e no Sudeste 
Asiático. 
 Em sua fase adulta, vai habitar o sistema porta intra-hepático. 
 Seus ovos são eliminados com as fezes; eles apresentam característica elipsoidal, com um rudimento de espículo lateral. 
O contato humano com a água é, portanto, necessário para a infecção por esquistossomos. 
Vários animais, como cães, gatos, roedores, porcos, cabras e horóscopos, servem como reservatórios para S. japonicum e cães para 
S. mekongi. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Muitas infecções são assintomáticas. A esquistossomose aguda (febre de Katayama) pode ocorrer semanas 
após a infecção inicial, especialmente por S. mansoni e S. japonicum. As manifestações incluem febre, tosse, dor abdominal, 
diarréia, hepatoesplenomegalia e eosinofilia. Ocasionalmente ocorrem lesões no sistema nervoso central: a doença granulomatosa 
cerebral pode ser causada por ovos do E. japonicum no cérebro, e lesões granulomatosas ao redor de ovos ectópicos na medula 
espinhal a partir de infecções por S. mansoni e S. haematobium podem resultar em mielite transversa com flacidez paraplegia. 
A infecção contínua pode causar reações granulomatosas e fibrose nos órgãos afetados, o que pode resultar em manifestações que 
incluem: polipose colônica com diarréia sanguinolenta (principalmente Schistosoma mansoni); hipertensão portal com hematêmese 
e esplenomegalia (S. mansoni, S. japonicum, S. mansoni); cistite e ureterite (S. haematobium) com hematúria, que pode evoluir para 
câncer de bexiga; hipertensão pulmonar (S. mansoni, S. japonicum, mais raramente S. haematobium); glomerulonefrite; e lesões do 
sistema nervoso central. Fonte: CDC 
 
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 HI: moluscos do gênero Oncomelania. 
 Patologia de esquistossomose por S. mansoni e S. japonicum inclui: febre de Katayama, granulomas do ovo 
perisinusoidal hepático, fibrose periportal do tubo de Symmers, hipertensão portal e ocasionalmente granulomas 
embólicos de ovos no cérebro ou na medula espinhal. 
 
 
 
Schistosoma intercalatum 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Trematoda 
 Subclasse: Diginea 
 Ordem: Strigeiformes 
 Família: Schistosomatidae 
 Gênero: Schistosoma 
 Espécie: S. intercalatum 
 
ASPECTOS GERAIS 
É o agente etiológico da Esquistossomose Intestinal no interior da África. 
 Em sua fase adulta, vai habitar o sistema porta intra-hepático. 
 Seus ovos são elipsóides com espícula terminal; eles são eliminados com as fezes. 
 HI: moluscos do gênero Bulinus. 
 
 
 
Schistosoma mekongi 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Trematoda 
 Subclasse: Diginea 
 Ordem: Strigeiformes 
 Família: Schistosomatidae 
 Gênero: Schistosoma 
 Espécie: S. mekongi 
 
+ O S. japonicum é mais freqüentemente encontrado nas veias mesentéricas superiores que drenam o intestino delgado, e 
S. mansoni ocorre mais frequentemente nas veias mesentéricas superiores que drenam o intestino grosso. No entanto, 
ambas as espécies podem ocupar qualquer localização, e são capazes de se movimentar entre locais, portanto não é 
possível afirmar inequivocamente que apenas uma espécie ocorre em um local. 
ASPECTOS GERAIS 
A sua validade é discutível, uma vez que é muito semelhante ao S. japonicu, podendo 
ser uma variação deste que encontrou outro HI; é encontrado no rio Mekongi, no rio 
Camboja e no rio Laos. 
 HI: molusco do gênero Neotricula operta. 
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+ O S. haematobium ocorre mais freqüentemente no plexo venoso da bexiga, mas também pode ser encontrada nas 
vênulas retais. 
+ As fêmeas depositam ovos nas pequenas vênulas dos sistemas porta e perivas. Os ovos são movidos progressivamente 
em direção ao lúmen do intestino (S. mansoni e S. japonicum) e da bexiga e ureteres (S. haematobium), e são eliminados 
com fezes ou urina, respectivamente. 
 
CLASSE CESTODA 
 SUBCLASSE EUCESTODA  
A classe cestoda do filo Platyhelmintes possui uma subclasse eucestoda, a qual se divide em duas ordens: Pseudophyllidea 
e Cyclophyllidea. Essas ordens, por sua vez, são divididas de acordo com o escólex do parasita. 
 
ASPECTOS GERAIS DOS VERMES ADULTOS 
O corpo dos vermes adultos é dividido em: 
1. Escólex  nessa parte se localizam as estruturas de fixação; ela corresponde à cabeça do parasita. A morfologiado 
escólex vai determinar a ordem do parasito. 
o Ventosas e / ou acúleos - ordem Cyclophyllidea; 
o Pseudobotrídias - ordem Pseudophyllidea; 
o Botrídias: bocas falsas / "ventosas esticadas". 
Ex1. 4 ventosas, rostro e acúleos - Taenia solium (ordem Cyclophyllidea). 
Ex2. 4 botrídias - Tetrarhyncha (parasita de peixe). 
Ex3. 2 pseudobotrídias - Diphyllobothrium latum (Pseudophyllidea) → sua fase larvária habita, normalmente, truta e 
salmão. 
 
 
2. Colo  é a região de crescimento; ela corresponde ao "pescoço" do parasita. 
 
3. Estróbilo  corresponde ao resto do corpo do parasito; é uma região dividida em três níveis diferentes de proglotes: 
proglote jovem, proglote maduro, e proglote grávida. 
o O conjunto de proglote é denominado estróbilo. 
o Em algumas espécies, essa região pode ser pequena, enquanto que em outras pode ser grande. 
Ex1. Echinococcus granulosus possui, no máximo, 4 proglotes; portanto, seu verme adulto chega à 5 mm. 
Ex2. A Taenia sp pode atingir até 12 metros de comprimento. 
 
1. Ordem Cyclophyllidea 
ASPECTOS GERAIS DO DESENVOLVIMENTO 
Os vermes adultos vão sempre habitar o hospedeiro definitivo; nele, haverá liberação de ovos pela proglote grávida, os 
quais sairão junto das fezes do hospedeiro ou ativamente durante o dia. Além disso, as proglotes podem também liberar 
cápsulas ovígeras, como no caso do Dypilidium caninum, que são pequenas "bolsinhas", em cujo interior podem ter até 16-
18 ovos. 
 O ovo vem, na maioria das vezes, dentro de uma proglote grávida, a qual acaba ressecando ou arrebentando, liberando 
vários ovos no ambiente; a partir desse momento, os ovos precisam chegar ao hospedeiro intermediário próprio. 
 
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No HI, o embrião vai se desenvolver em uma larva. A partir da ingestão de larvas pelo HD, ou seja, a ingestão de formas 
imaturas do parasito na carne do HI, haverá desenvolvimento destas em verme adultos no HD. 
 
* Espécies não tão importantes para a parasitologia humana. 
 
 
 
Taenia solium 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Cestoda 
 Subclasse: Eucestoda 
 Ordem: Cyclophyllidea 
 Família: Taniidae 
 Gênero: Taenia 
 Espécie: T. solium 
 
 
 
 
 
 
 
OVO LARVA - ONCOSFERA LARVAS EM HI ADULTOS EM HD 
Possui uma casca externa 
denominada embrióforo. 
 
No interior, está localizado o 
embrião hexacanto / 
oncosfera. 
 
 
Cisticerco Taenia sp 
Cisticercoide Hymenolepis sp 
Estrobilocerco * Hydatigera 
Cenuro * Coenurus 
Hidátide Echinococcus sp 
ALGUNS TIPOS DE LARVAS 
A - Cisticerco 
1 escólex, dentro de uma 
vesícula medindo cerca de 
5mm, cheia de líquido. 
 
B - Cisticercóide 
 1 escólex, com vesícula 
pequena, medindo cerca de 
1mm. 
MORFOLOGIA 
A morfologia do corpo de uma tênia adulta, independente da espécie, assume 
um caráter delgado no início e depois ela se vai se alargando. Primeiramente 
está o escólex com os órgãos de fixação, os quais, na Taenia solium, são os 
acúleos; o escólex é responsável por sustentar todo o corpo do parasita. 
 4 ventosas + rostro (pequena elevação) com coroa de espinhos 
Quanto mais próximas da cabeça, mais jovens as proglotes são; portanto, no início 
somente existem proglotes jovens, as quais não possuem nenhum tipo de órgão 
desenvolvido; depois terá as proglotes maduras, com órgãos reprodutivos femininos e 
masculinos; e no fim, as últimas proglotes, que vão se destacando do verme, são as 
proglotes grávidas, que carregam ovos. 
 
A proglote madura da T. solium possui glândulas vitelínicas, útero (não ramificado), 3 lobos 
ovarianos e testículos. 
 
Quando a proglote começa a produzir ovos (proglote grávida), o útero produz ramificações 
do tipo dendríticas para a lateral, ou seja, de uma ramificação que parte do útero sairá 
várias na lateral 
 
 Caso sejam encontrados ovos de Taenia no exame parasitológico, não é possível saber 
qual a espécie que está presente no organismo do indivíduo, uma vez que os ovos da T. 
saginata e da T. solium são idênticos. O diagnóstico completo só é possível de ser dado 
se houver reconhecimento sobre o escólex, ou sobre a proglote madura, ou sobre a 
proglote grávida, que são locais de diferenças morfológicas. 
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Os ovos das tênias são todos iguais. Por fora está o embrióforo, que é a casca do ovo - é responsável por conceder 
resistência, dando a possibilidade de o ovo permanecer viável durante alguns anos no ambiente. No interior, existem 6 
traços que correspondem ao embrião hexacanto / oncosfera. 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
Existem duas doenças que podem ser causadas pela T. solium: 
a. Teníase - quando o verme adulto está no intestino do humano. 
b. Cisticercose - quando a larva cisticerco está presente em qualquer parte do 
corpo do humano; essa doença é causada quando o humano ingeriu o ovo de Tênia, ao invés do porco fazê-lo  
fora do HI natural. 
 
{Teníase} 
 
O indivíduo que possuir o verme adulto em seu intestino delgado vai eliminar proglotes 
(junto das fezes), em cujo interior estão os ovos do parasita (até 50.000 ovos). A proglote pode arrebentar no ambiente ou 
ao longo do dia, uma vez que a pessoa pode coçar a região anal. 
 
A forma infectante para os animais pode ser o ovo isolado ou a proglote inteira. Quando o animal ingere o ovo, este passa 
pelo estômago, local onde o suco gástrico agirá sobre o embrióforo; a bile, no duodeno, vai influenciar na saída do 
embrião, assim o hexacanto vai ser liberado e penetrará na vilosidade intestinal, perfurando-a → ele vai deixar a luz do 
intestino e cairá na circulação, se alojando em qualquer lugar do hospedeiro. No local que ele se alojar, o embrião vai se 
desenvolver na forma larvária de cisticerco, que fica envolvida no interior de uma vesícula, que possui um líquido e 
promove nutrição e proteção à larva. Essa forma permanecerá no HI até que a carne desse animal, na forma crua ou mal 
cozida, seja ingerida pelo HD. 
 
Suínos têm quantidades 
maiores de cisticercos, pois 
muitos porcos podem ser 
criados a partir de uma 
alimentação que envolve fezes. 
Após a ingestão da carne 
com o cisticerco pelo HD, 
aquele passará pelo 
estômago e o suco gástrico 
estimulará o 
desincistamento do 
cisticerco, fazendo com 
que a larva no interior se 
projete para fora de 
vesícula, externalize o seu 
escólex e fixe-se à mucosa 
intestinal. Assim que 
estiver fixada, a larva pode 
crescer e torna-se verme 
adulto. 
 
A teníase é a infecção de humanos com a tênia adulta de Taenia saginata, T. solium ou T. asiatica. Os seres humanos são os únicos 
hospedeiros definitivos para essas três espécies. 
1. Ovos ou proglotes grávidas são eliminados com as fezes 
2. Os ovos podem sobreviver por dias a meses no meio ambiente. Bovinos (T. saginata) e suínos (T. solium e T. asiatica) são 
infectados pela ingestão de vegetação contaminada com ovos ou proglotes grávidas. 
3. No intestino do animal, as oncosferas eclodem, invadem a parede intestinal, e migram para os músculos estriados, onde se 
desenvolvem em cisticercos. Um cisticerco pode sobreviver durante vários anos no animal. 
4. Os seres humanos são infectados pela ingestão de carne infectada crua ou mal cozida. 
5 e 6. No intestino humano, o cisticerco se desenvolve por 2 meses em uma tênia adulta, que pode sobreviver por anos. As tênias 
adultas se ligam ao intestino delgado pelo seu escólex e reside no intestino delgado. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Taenia saginatae T. solium estão em distribuição mundial. A T. solium é mais prevalente em 
comunidades mais pobres, onde os seres humanos vivem em contato próximo com porcos e comem carne de porco mal cozida. 
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{Cisticercose} 
 
 
 
□ A T. solium possui um ciclo heteroxeno → homens agem como hospedeiros definitivos, enquanto que os suínos agem 
como hospedeiros intermediários. 
□ A T. solium é um parasita estenoxeno → afeta espécies muito próximas. 
 
Não existe cisticercose por ingestão de 
ovo de T. saginata, então, apenas os 
ovos de T. solium quando ingeridos pelo 
homem vai causar a cisticercose. 
 
O cisticerco, depois de ingerido, pode 
permanecer em qualquer tipo de tecido; 
ele é popularmente conhecido como 
"canjiquinha da carne”. 
 
No ciclo da cisticercose, o homem 
assume o papel do porco; ocorre 
ingestão de ovos do ambiente ou auto-
infecção - a partir desse estágio, haverá 
desenvolvimento do cisticerco em 
diferentes partes do organismo 
humano. 
A cisticercose é uma infecção de humanos e 
suínos com os estágios larvais do cestóide 
parasitário Taenia solium. Esta infecção é 
causada pela ingestão de ovos que saem nas 
fezes de um portador de tênia humana. 
 
2 e 7. Porcos e humanos são infectados pela 
ingestão de ovos ou proglótides gravídicos. 
Os seres humanos são infectados pela ingestão 
de alimentos contaminados com fezes ou por 
autoinfecção. Neste último caso, um humano 
infectado por T. solium adulto pode ingerir ovos 
produzidos por essa tênia, seja por 
contaminação fecal ou, possivelmente, por 
proglotes transportadas para o estômago por 
peristalse reversa. 
3 e 8. Uma vez que os ovos são ingeridos, as oncosferas eclodem no intestino, invadem a parede intestinal e migram para os 
músculos estriados, bem como para o cérebro, fígado e outros tecidos, onde se desenvolvem em cisticercos. Em humanos, os cistos 
podem causar seqüelas graves se localizarem no cérebro, resultando em neurocisticercose. 
4. O ciclo de vida do parasita é concluído, resultando em infecção humana por tênia, quando os seres humanos ingerem carne de 
porco mal cozida contendo cisticercos. 
5 e 6. As tênias vão se anexar ao intestino delgado pelos seus escólex.. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA T. solium é encontrada em todo o mundo. Como os porcos são hospedeiros intermediários do parasita, 
a conclusão do ciclo de vida ocorre em regiões onde os seres humanos vivem em contato próximo com porcos e comem carne de 
porco mal cozida. A teníase e a cisticercose são muito raras nos países muçulmanos. É importante notar que a cisticercose humana 
é adquirida pela ingestão de ovos de T. solium nas fezes de um portador da tênia humana T. solium e, portanto, pode ocorrer em 
populações que não comem carne de porco nem compartilham ambientes com porcos. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Os sintomas da cisticercose são causados pelo desenvolvimento de cisticercos em vários locais. A maior 
preocupação é a cisticercose cerebral (ou neurocisticercose), que pode causar diversas manifestações, incluindo convulsões, 
distúrbios mentais, déficits neurológicos focais e sinais de lesões intracerebrais que ocupam espaço. A morte pode ocorrer de 
repente. A cisticercose extracerebral pode causar lesões oculares, cardíacas ou espinhais com sintomas associados. Nódulos 
subcutâneos assintomáticos e nódulos intramusculares calcificados podem ser encontrados. Fonte: CDC 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA 
A teníase por Taenia solium é menos freqüentemente sintomática que a teníase por T. saginata. O principal sintoma é 
frequentemente a passagem (passiva) de proglotes. A característica mais importante da teníase por Taenia solium é o risco de 
desenvolvimento de cisticercose. Fonte: CDC 
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TRANSMISSÃO 
Ingestão de carne suína crua / carne suína má cozida. 
 
Taenia saginata 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Cestoda 
 Subclasse: Eucestoda 
 Ordem: Cyclophyllidea 
 Família: Taniidae 
 Gênero: Taenia 
 Espécie: T. saginata 
 
 
 
 
Os ovos das Tênias são todos iguais. Por fora está o embrióforo, que é a casca do ovo - é responsável por conceder 
resistência, dando a possibilidade de o ovo permanecer viável durante alguns anos no ambiente. No interior, existem 6 
traços que correspondem ao embrião hexacanto / oncosfera. 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
Após a ingestão da carne com o cisticerco pelo HD, aquele passará pelo estômago e o suco gástrico estimulará o 
desincistamento do cisticerco, fazendo com que a larva no interior se projete para fora de vesícula, externalize o seu 
escólex e fixe-se à mucosa intestinal. Assim que estiver fixada, a larva pode crescer e torna-se verme adulto. 
 
O indivíduo que possuir o verme adulto em seu intestino delgado vai eliminar proglotes ao longo do dia em cujo interior 
estão os ovos do parasita (até 100.000 ovos). A proglote pode arrebentar no ambiente ou ao longo do dia, uma vez que a 
pessoa pode coçar a região anal. 
 
A forma infectante para os animais pode ser o ovo isolado ou a proglote inteira. Quando o animal ingere o ovo, este passa 
pelo estômago, local onde o suco gástrico agirá sobre o embrióforo; a bile, no duodeno, vai influenciar na saída do 
embrião, assim o hexacanto vai ser liberado e penetrará na vilosidade intestinal, perfurando-a → ele vai deixar a luz do 
intestino e cairá na circulação, se alojando em qualquer lugar do hospedeiro. No local que ele se alojar, o embrião vai se 
desenvolver na forma larvária de cisticerco, que fica envolvida no interior de uma vesícula, que possui um líquido e 
promove nutrição e proteção à larva. Essa forma permanecerá no HI até que a carne desse animal, na forma crua ou mal 
cozida, seja ingerida pelo HD. 
MORFOLOGIA 
A morfologia do corpo de uma tênia adulta, independente da espécie, 
assume um caráter delgado no início e depois ela se vai se alargando. 
Primeiramente está o escólex com os órgãos de fixação, os quais, na Taenia 
saginata, são somente as ventosas. 
 4 ventosas, sem rostro ou coroa de acúleos. 
 Escólex com aspecto quadrangular. 
 
A proglote madura de T. saginata possui 2 lobos ovarianos. 
 
Quando a proglote começa a produzir ovos (proglote grávida), o útero produz 
ramificações do tipo dicotômicas para a lateral, ou seja, de uma ramificação 
que parte do útero sairá duas na lateral. 
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□ A T. saginata possui um ciclo heteroxeno → homens agem como hospedeiros definitivos, enquanto que os bovinos agem 
como hospedeiros intermediários. 
□ A T. saginata é um parasita estenoxeno → afeta espécies muito próximas. 
 
TRANSMISSÃO 
Ingestão de carne bovina crua / carne bovina má cozida. 
 
{T. solium versus T. saginata} 
 
Pela morfologia do ovo, não é possível dizer qual é a espécie da tênia. No entanto, os vermes adultos possuem um 
comportamento que gera impressões no paciente, o qual dirá alguns relatos que pode induzir ao diagnóstico. 
 Paciente com T. solium 
- As proglotes possuem comportamento passivo, portanto apenas sairão junto das fezes. 
ESPÉCIE T. solium T. saginata 
ESCÓLEX Globoso, com rostro e acúleos Quadrangular, sem rostro ou acúleos 
 
PROGLOTES GRÁVIDAS 
Ramificações uterinas pouco 
numerosas (7-16) e dendríticas 
Ramificações uterinas muito 
numerosas (15-30) e dicotômicas 
EXPULSÃO PROGLOTES Saem junto das fezesSaem no intervalo das defecações 
TAMANHO 2 a 8 metros 4 a 12 metros 
PROGLOTES / VERME 800 a 1.000 1.000 a 2.000 
OVOS / PROGLOTE GRÁVIDA 50.000 ovos 80.000-100.000 ovos 
TRANSMISSÃO Carne de origem suína Carne de origem bovina 
A teníase é a infecção de 
humanos com a tênia adulta de 
Taenia saginata, T. solium ou T. 
asiatica. Os seres humanos são 
os únicos hospedeiros 
definitivos para essas três 
espécies. 
1. Ovos ou proglotes grávidas 
são eliminados com as fezes 
2. Os ovos podem sobreviver 
por dias a meses no meio 
ambiente. Bovinos (T. saginata) 
e suínos (T. solium e T. asiatica) 
são infectados pela ingestão de 
vegetação contaminada com 
ovos ou proglotes grávidas. 
3. No intestino do animal, as 
oncosferas eclodem, invadem a 
parede intestinal, e migram 
para os músculos estriados, 
onde se desenvolvem em 
cisticercos. Um cisticerco pode 
sobreviver durante vários anos 
no animal. 
4. Os seres humanos são infectados pela ingestão de carne infectada crua ou mal cozida. 
5 e 6. No intestino humano, o cisticerco se desenvolve por 2 meses em uma tênia adulta, que pode sobreviver por anos. As tênias 
adultas se ligam ao intestino delgado pelo seu escólex e reside no intestino delgado. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Taenia saginata e T. solium estão em distribuição mundial. A T. solium é mais prevalente em 
comunidades mais pobres, onde os seres humanos vivem em contato próximo com porcos e comem carne de porco mal cozida. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA 
A teníase por Taenia saginata produz apenas sintomas abdominais leves. A característica mais marcante consiste na passagem 
(ativa e passiva) de proglotes. Ocasionalmente, apendicite ou colangite podem resultar de proglotes em migração. 
Fonte: CDC 
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- É possível visualizar as proglotes nas fezes; mas se o indivíduo não tiver o costume de observar suas fezes, o relato 
pode não acontecer. 
 Paciente com T. saginata 
- As proglotes possuem comportamento ativo, portanto elas sairão do corpo do hospedeiro independente dos episódios 
de defecação. 
- O indivíduo se queixa de eliminação de pedaços da Tênia ao longo do dia; além disso, ele também relata prurido anal 
ao longo do dia. 
≠ DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ≠ Indivíduos infectados por Enterobius vermicularis possuem prurido anal somente à noite. 
 
Echinococcus granulosus 
 
Hymenolepis nana 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Cestoda 
 Subclasse: Eucestoda 
 Ordem: Cyclophyllidea 
 Família: Hymenolepididae 
 Gênero: Hymenolepis 
 Espécie: H. nana 
 
MORFOLOGIA 
Possui na sua morfologia adulta o corpo dividido em: 
 Escólex - onde estão os órgãos de fixação. No caso do H. nana, o 
escólex apresenta 4 ventosas e um rosto retrátil armado com uma 
fileira de acúleos. 
 Colo - corresponde ao pescoço. 
 Estróbilo - corresponde ao restante do corpo; nele estão as proglotes jovens, maduras e grávidas. 
 
O verme adulto é bem miúdo, atingindo de 3-5 cm de comprimento, mas pode chegar a ter de 100-200 proglotes. Ele vai 
habitar o intestino delgado, principalmente o jejuno e o íleo. 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
o HI: pulgas e carunchos  larva cisticercóide está dentro desses animais. 
o HD: homem. 
 
O parasita H. nana possui dois tipos de ciclos: ciclo indireto e ciclo direto. 
 
 
 
 
Todas as proglotes de cestódeos se separam 
pelo movimento chamado apólise, que são 
contrações do corpo do verme adulto que fazem 
com que ele “destaque” cada proglote da outra. 
No ciclo direto, os insetos não 
aparecem; os ovos do parasita são 
diretamente ingeridos pelo homem, 
sem a necessidade de um HI. O verme 
adulto habita o intestino delgado do 
homem, e vai liberar ovos que podem 
estar livres ou grudados na proglote. Os 
ovos são diretamente ingeridos pelo 
hospedeiro, a partir de uma auto-
infecção, então o embrião vai crescer e 
gerar a larva cisticercóide nas 
vilosidades intestinais do homem, 
podendo evoluir para um verme adulto, 
o qual vai reiniciar o ciclo. 
 É um ciclo longo; essa característica 
faz com que o hospedeiro tenha todas 
as formas evolutivas do parasita 
dentro do seu corpo, o que causa uma 
proteção maior para o hospedeiro 
frente à reinfecções. 
 Ciclo monoxeno. 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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No ciclo indireto, as pulgas e os carunchos se fazem presentes. A larva cisticercoide desenvolve-se no interior do inseto; 
após o homem ingerir a pulga, a larva vai ser liberada dentro do intestino, onde crescerá e se tornará verme adulto. 
Ciclo heteroxeno 
 Permite reinfecções, pois a larva não se desenvolve dentro do corpo do HD. 
 
TRANSMISSÃO 
A transmissão é via alimentar, visto que os carunchos são frequentemente achados em cereais, como granola / farinha / 
massas (macarrão) / arroz / trigo... 
 
{Escólex de Taenia sp versus H. nana} 
o Rostro - O rostro do H. nana é retrátil; portanto, a coroa de acúleos pode estar pra fora ou pra dentro do escólex. 
o Ovo - Tanto Taenia sp quanto H. nana possuem embrião e embrióforo; no entanto, o H. nana tem, entre eles, a presença 
de filamentos polares que são fiozinhos que ficam soltos. 
 
Dipylidium caninum 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Platyhelmintes 
 Classe: Cestoda 
 Subclasse: Eucestoda 
 Ordem: Cyclophyllidea 
 Família: Dipylidiidae 
 Gênero: Dipylidium 
 Espécie: D. caninum 
 
É um parasita de cão, que pode infectar acidentalmente o homem. 
 
 
 
1. Ovos de Hymenolepis nana são imediatamente infecciosos quando eliminados com as fezes, mas não conseguem sobreviver 
mais de 10 dias no ambiente externo. 
2 e 3. Quando os ovos são ingeridos por um hospedeiro artrópode intermediário, desenvolvem-se em cisticercóides, que podem 
infectar seres humanos ou roedores após a ingestão e se desenvolvem em adultos no intestino delgado. 
4. Quando os ovos são ingeridos (em comida ou água contaminada ou de mãos contaminadas com fezes), as oncosferas contidas 
nos ovos são liberadas. 
5. As oncosferas (larvas de hexacanto) penetram as vilosidades intestinais e se desenvolvem em larvas de cisto cério. 
6. Após a ruptura das vilosidades, os cisticercóides retornam ao lúmen intestinal, evaginam seus escólex e se fixam na mucosa 
intestinal, podendo se desenvolver em adultos. 
7. Os vermes adultos residem na porção ileal do intestino delgado produzindo proglotes gravídicas. 
8 e 9. Os ovos saem nas fezes quando liberados de proglotes pelo seu átrio genital ou quando os proglotes se desintegram no 
intestino delgado. Um modo alternativo de infecção consiste em autoinfecção, onde os ovos liberam seu embrião hexacanto, que 
penetra na vilosidade, continuando o ciclo infeccioso sem passar pelo ambiente externo. A vida útil dos vermes adultos é de 4 a 6 
semanas, mas a autoinfecção interna permite que a infecção persista por anos . 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA H. nana é a causa mais comum de todas as infecções por cestóides e é encontrada em todo o mundo. 
Em áreas temperadas, sua incidência é maior em crianças e grupos institucionalizados. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA As infecções por H. nana são mais frequentemente assintomáticas. Infecções pesadas com H. nana podem 
causar fraqueza, dores de cabeça, anorexia, dor abdominal e diarréia. Fonte: CDC 
MORFOLOGIA 
O verme adulto mede cerca de 15-20cm. Eles possuem escólex com rostro 
retrátil e armado com 4 fileiras de acúleos; além disso, possuem 4 ventosas. 
 
O estróbilo é formado por proglotes jovens, maduras e grávidas; asproglotes são 
alongadas com aspecto de sementes de abóbora. Elas possuem 2 conjuntos de 
órgãos genitais, com um poro abrindo-se em cada borda; seus ovos saem em 
cápsulas ovígeras, sendo que cada proglote grávida pode albergar 100 cápsulas 
ovígeras, e cada uma pode conter de 3 a 30 ovos. 
 Esse parasito libera suas ultimas proglotes individualmente. 
 As vezes é possível observar a proglote presa nos pêlos e no bumbum do cão, o 
que promove coceira nessa região 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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HA: homens adquirem, acidentalmente, quando ingerem insetos com larvas cisticercóides em seu interior. A larva vai se 
desenvolver em um verme adulto no intestino e, depois de um tempo, este verme adulto liberará ovos com cápsulas 
ovígeras em seu interior. 
 
2. Ordem Pyseudophyllidea 
ASPECTOS GERAIS DO DESENVOLVIMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OVO LARVA CORACÍDIO 
LARVA PROCERCÓIDE 
1º HI - Crustáceo 
 
LARVA PLEROCERCÓIDE 
1º HI - Peixe A 
LARVA PLEROCERCÓIDE 
2º HI - Peixe B 
ADULTO 
LARVA PLEROCERCÓIDE 
3º HI Eventual - Peixe C 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
A proglote grávida está cheia de ovos 
no seu interior, os quais estão 
envolvidos pela cápsula ovígera; essa 
cápsula é sensível, portanto, ao atingir 
o ambiente, ela vai ressecar e liberar 
os ovos. Esses ovos geralmente são 
ingeridos por larvas de pulgas e em 
seu interior haverá o 
desenvolvimento da cisticercóide, que 
permanece no corpo do animal até se 
tornar adulta. 
 
HD: cães e gatos podem adquirir a 
doença a partir da ingestão de pulgas 
adultas com larvas cisticercóides em 
seu interior. 
As proglotes grávidas podem ser eliminadas intactas nas fezes ou emergir da região perianal do hospedeiro. Em seguida, eles 
liberam pacotes de ovos. Após a ingestão de um ovo pelo hospedeiro intermediário (fases larvais do cão ou pulga de gato), uma 
oncosfera é liberada no intestino da pulga. A oncosfera penetra na parede intestinal, invade a hemocele do inseto (cavidade do 
corpo) e se desenvolve em uma larva cisticercóide. A larva se desenvolve em adulto e a pulga adulta abriga o cisticercóide 
infeccioso. O hospedeiro vertebrado fica infectado ingerindo a pulga adulta contendo o cisto cíclico. 
 
O cão é o principal hospedeiro definitivo do Dipylidium caninum. Outros hospedeiros potenciais incluem gatos, raposas e seres 
humanos (principalmente crianças). Os seres humanos adquirem infecção pela ingestão de pulgas contaminadas com cisticercoide. 
Isso pode ser promulgado pelo contato próximo entre as crianças e seus animais de estimação infectados. 
 
No intestino delgado do hospedeiro vertebrado, o cisticercóide se desenvolve na tênia adulta, que atinge a maturidade cerca de 1 
mês após a infecção. As tênias adultas (medindo até 60 cm de comprimento e 3 mm de largura) residem no intestino delgado, onde 
cada uma se anexa pelo seu escólex. Elas produzem proglotes que possuem dois poros genitais; elas vão amadurecer, tornar-se 
grávidas, e depois vão se soltar do verme adulto - migram para o ânus ou são eliminadas nas fezes. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA No mundo todo. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA A maioria das infecções por Dipylidium caninum é assintomática. Animais de estimação podem apresentar 
comportamento para aliviar prurido anal (como raspagem da região anal através da grama ou carpete). Distúrbios gastrointestinais 
leves podem ocorrer. A característica mais marcante em animais e crianças consiste na passagem de proglotes. Estes podem ser 
encontrados na região perianal, nas fezes, nas fraldas e, ocasionalmente, no revestimento do piso e nos móveis. As proglotes são 
móveis quando recém-eliminadas e podem ser confundidos com larvas ou larvas de moscas. 
Fonte: CDC 
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O ovo é liberado junto das fezes do hospedeiro; o ovo, normalmente, tem um opérculo, que é uma abertura de sua casca. 
Ao entrar em contato com a água, a larva, denominada coracídio, presente no interior do ovo vai forçar o opérculo para 
ganhar liberdade; ela ficará no ambiente até ser ingerida pelo 1º hospedeiro intermediário, o qual é, geralmente, um 
crustáceo. No crustáceo, a larva coracídeo vai se desenvolver em larva procercóide, que é infectante para peixes; este 
animal, ao ingerir o crustáceo, vai ingerir também a larva, a qual vai se transformar no último estágio larvário observado 
nesse hospedeiro intermediário - a larva plerocercóide. 
 A larva plerocercóide do peixe A vai continuar nessa morfologia, mesmo este sendo digerido pelo peixe B, e este pelo 
peixe C, ser digerido por outros peixes. 
- Peixes maiores possuem maiores quantidades de larvas fixas aos seus tecidos, tendo em vista que ingerem muitos 
peixes pequenos. 
 
 
 
 
 
 
 
Diphyllobothrium latum 
 
FILO NEMATODA 
MORFOLOGIA GERAL 
Os nematódeos são parasitas que apresentam o corpo cilíndrico. 
 
Na morfologia básica, observam-se os vermes adultos com nítido dimorfismo sexual. 
 Fêmea: têm a extremidade posterior afilada; são maiores que o macho; possuem útero, vulva, espermateca e ovário. 
 Machos: têm estruturas assessórias utilizadas para cópula, como espícula, bolsa copuladora (dependendo da espécie), 
testículo, vesícula seminal, intestino posterior e intestino anterior (assim como a fêmea). 
 
Além disso, existem diferenças morfológicas observadas de acordo com o tamanho, morfologia da região posterior e da 
região anterior (esôfago e estruturas acessórias). 
 
Os nematódeos podem ser classificados em: 
a. Geohelmintos - Ascaris lumbricoides, Toxocara canis, Strongyloides stercoralis, Ancylostoma duodenale, Ancylostoma 
braziliense, Ancylostoma caninum, Necator americanus, Trichuris trichiura. 
b. Domiciliar - Enterobius vermicularis. 
c. Vetorial - Wuchereria bancrofti e Onchocerca volvulus. 
 
 Toxocara canis, Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum são espécies parasitárias de cães e gatos, mas que 
podem acidentalmente causar uma doença diferenciada em humanos. 
 
GEOHELMINTOS 
Os geohelmintos têm a necessidade de permanecer por um certo período no solo, em condições ambientais adequadas, 
para se tornar infectante; então, diferentemente de Giardia duodenalis e amebas, em que o homem já poderia ser 
infectado logo que a forma evolutiva saísse do corpo do hospedeiro, em relação 
aos geohelmintos isso não acontece. 
Ex1. Para Ascaris lumbricoides é preciso ingerir um ovo do parasita que passou pelo 
menos 15 dias no solo, com temperatura e umidade adequada para o 
desenvolvimento da forma infectante do hospedeiro. 
 
Existe, portanto, uma relação evolutiva entre os geohelmintos e o ambiente. 
Os geohelmintos atingem a forma infectante depois de passarem pelo menos 15 dias no solo com as seguintes condições: 
I. Temperatura entre 25°C-35°C 
II. Umidade mínima de 70% 
III. Oxigenação 
IV. Sombreamento 
 
Alguns geohelmintos estão relacionados exclusivamente à transmissão de doenças humanas, como: 
 Infecção passiva: Ascaris lumbricoides e Trichuris trichiura. 
 Infecção ativa: Ancilostomídeos e Strongyloides stercoralis. 
FORMA INFECTANTE HOSPEDEIRO 
Larva coracídio Crustáceo 
Larva procercóide Peixe 
Larva plerocercóide Hospedeiro definitivo 
A ocorrência de helmintos no 
homem é muito comum; segundo a 
OMS, cerca de 24% da população 
humana do mundo está infectada 
por geo-helmintos (Ancilostomídeos, 
Ascaris e Trichuris). 
Existem algumas situações pontuais em que a capacidade 
infectante é adquirida entre 3-6 horas, mas sempre com o 
restante das condições. 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicinade Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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- Dentro dos ancilostomídeos existem 4 espécies: Ancylostoma duodenalis, Necator americanus, Ancylostoma caninum* 
e Ancylostoma braziliense*. 
*A. caninum e A. braziliense são parasitas de cão e gato. Nesses animais, os parasitas causarão uma doença denominada 
ancilostomíase, a qual se caracteriza pela presença de verme adulto no intestino desses animais. No homem, esses 
parasitas não chegam a sua forma adulta, ou seja, o homem é o hospedeiro acidental, não sendo possível que os 
parasitas completem seu ciclo evolutivo; por isso, a doença, no homem, é chamada de larva migrans cutânea / bicho 
geográfico. 
 
 GEOHELMINTOS DE INFECÇÃO ATIVA  
1. Ancylostoma duodenale e Necator americanus 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Cromadorea (= Secernentea) 
 Subclasse: Chromadoria 
 Ordem: Rhabditida 
 Família: Ancylostomatidae 
 Gênero: Ancylostoma 
 Espécie: A. duodenale 
 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Cromadorea (= Secernentea) 
 Subclasse: Chromadoria 
 Ordem: Rhabditida 
 Família: Ancylostomatidae 
 Gênero: Necator 
 Espécie: N. americanus 
Esses parasitas, quando habitam o intestino, causam a ancilostomíase humana. 
 
MORFOLOGIA 
 
 
Os ovos (60-40 μm) são todos iguais, portanto não é possível diferenciar a espécie de ancilostomídeo; os ovos possuem 
uma única membrana e no interior uma massa germinativa. Dele sairá uma larva. 
 Esse ovo não possui uma resistência grande no ambiente. 
 
Para diferenciar os vermes adultos dos 
ancilostomídeos é preciso observar a cápsula bucal. 
 Todos eles causam uma anemia profunda no seu 
hospedeiro, uma vez que se alimentam 
exclusivamente de sangue; para obtê-lo, é 
preciso ferir a mucosa intestinal, e os vermes 
fazem isso a mordendo. 
 
Existe dimorfismo sexual entre os vermes adultos: 
 Fêmea: são maiores que o macho. 
- A. duodenalis  10-18 mm. 
- N. americanus  9-11 mm. 
 Machos: têm uma bolsa copuladora em sua 
extremidade posterior (parece uma "garrinha"). 
- A. duodenalis  8-11 mm. 
- N. americanus  5-9 mm. 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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Quando a L1 é formada dentro do ovo, ela vai eclodir no solo, liberando a primeira larva chamada de rabditóide, a qual 
tem como característica um esôfago do tipo rabdiforme, ou seja, um esôfago com uma expansão no final; esse tipo de 
esôfago aparece apenas nas larvas de 1° e de 2° estágio (L1 e L2). Essa larva se alimenta, se movimenta e vai crescendo: 
 
 
 
 L3, L4 e L5 têm esôfago do tipo filariforme - fino e sem expansão; elas são chamadas de larvas filarióides. L4 e L5 só vão 
aparecer quando penetrar no homem. 
 
Quando essa larva chega ao último estágio evolutivo encontrado no solo, que é a L3, ela não consegue mais se alimentar, 
pois é formada uma bainha, uma membrana protetora que fecha totalmente o vestíbulo bucal, impedindo, assim, da larva 
se alimentar. A partir desse momento, quando ela entra na fase filarióide, a larva tem pouco tempo de vida para encontrar 
seu hospedeiro, penetrar na pele dele e continuar seu ciclo. Como características dessa larva filarióide, têm-se também 
vestíbulo bucal longo, primórdio genital pouco visível, cauda pontiaguda e a presença de uma bainha, que limita o seu 
tempo de vida. Dessa forma, L3 é a forma infectante do parasita. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
O parasita vive no intestino delgado, principalmente no duodeno. 
 
Os vermes adultos copulam no intestino delgado e a fêmea faz a postura dos ovos, os quais sairão junto das fezes e, assim, 
chegam ao ambiente. No ambiente, em condições adequadas, a massa germinativa vai passando por modificações, até 
que no interior do ovo é formada uma L1 (larva rabditóide). Essa larva rabditóide rompe a membrana do ovo e vai 
permanecer no solo; ela se alimenta, cresce e vira L2, que irá se alimentar e, posteriormente, formar a bainha, 
 ANCILOSTOMÍDEOS 
 Larva rabditóide Larva filarióide 
VESTÍBULO BUCAL Longo Longo 
PRIMÓRDIO GENITAL Pouco visível Pouco visível 
BAINHA Não Sim 
CAUDA Pontiaguda Pontiaguda 
ESÔFAGO 
O ciclo evolutivo desses parasitas tem duas fases: uma de vida livra e outra de vida 
parasitária. 
o Ciclo de vida livre ocorre em função da eclosão dessa larva no solo e seu desenvolvimento 
no solo até o 3° estágio do seu ciclo evolutivo. 
o Ciclo de vida parasitária ocorre a partir do momento em que a L3 penetra na pele, sendo 
que ela ainda vai passar por 2 estágios antes de atingir a sua fase adulta. 
 
 
Os ancilostomídeos possuem um período de vida livre, durante o qual vai acontecer com a 
formação da larva que vai permanecer no solo se desenvolvendo até encontrar o seu 
hospedeiro. 
 
No ciclo evolutivo, os hospedeiros têm os vermes adultos no intestino delgado (duodeno), 
os quais vão eliminar ovos juntos das fezes - corresponde à vida parasitária. Por ser um ovo 
de geohelminto, é necessário que ele fique um tempo no ambiente sob condições 
ambientais adequadas para se desenvolver; se essas condições existirem, a massa 
germinativa do ovo vai sofrer modificações e se dividir, passando por vários estágios de 
divisão até formar uma larva de 1° estágio (L1). 
 
 
L1 → L2 → L3 → L4 → L5 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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transformando-se em L3 (larva filarióides), estágio no qual a larva não se alimenta mais. A L3 penetra na pele do 
hospedeiro, sendo também possível ingeri-la a partir de um alimento contaminado, tornando possível que a larva penetre 
pela mucosa. 
 
 
 
{Ciclo biológico Ancylostoma caninum e Ancylostoma braziliense} 
O que vai mudar? Quando a L3 atingir o hospedeiro errado, que no caso são os humanos, ao penetrar em suas peles, elas 
não conseguem sair dali, portanto não realizarão o Ciclo de Loss. Assim, elas permanecerão no local em que penetraram 
até que morram ou até acontecer aplicação de medicamento ou gelo. 
 
TRANSMISSÃO 
A transmissão clássica é a ativa, por meio da penetração de L3 através da pele (via transcutânea). No entanto, existe uma 
exceção para A. duodenale: as L3 são resistentes ao suco gástrico, então esse parasita pode fazer também infecção 
passiva, ou seja, o hospedeiro pode ingerir uma L3, pois ela não será destruída, em contrapartida, não vai acontecer 
também o ciclo hepato-pulmonar. 
 A infecção ativa que prevalece. 
 
□ O Ancylostoma duodenale e o Necator americanus possuem um ciclo monoxeno → homens agem como hospedeiros 
definitivos. 
 
2. Strongyloides stercoralis 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Cromadorea (= Secernentea) 
 Subclasse: Chromadoria 
 Ordem: Rhabditida 
 Família: Strongyloididae 
 Gênero: Strongyloides 
 Espécie: S. stercoralis 
 
É o parasito causador da doença estrongiloidíase. Ele possui um período de vida livre, durante o qual vai acontecer a 
formação da larva que permanecerá no solo se desenvolvendo até encontrar o seu hospedeiro. 
Os ovos são eliminados nas fezes, e sob condições favoráveis (umidade, calor, sombra), as larvas eclodem em 1 a 2 dias. As larvas 
rabdtóides liberadas crescem nas fezes e / ou no solo, e depois de 5 a 10 dias (e duas mudas) elas se tornam larvas filarióides 
(terceiro estágio), as quais são infecciosas. Essas larvas infectantes podem sobreviver 3 a 4 semanas em condições ambientais 
favoráveis. Em contatocom o hospedeiro humano, as larvas penetram na pele e são transportadas através dos vasos sanguíneos 
para o coração e depois para os pulmões. Eles penetram nos alvéolos pulmonares, sobem à árvore brônquica até a faringe e são 
engolidos. As larvas atingem o intestino delgado, onde residem e amadurecem em adultos. Os vermes adultos vivem no lúmen do 
intestino delgado, onde se ligam à parede intestinal com a resultante perda de sangue pelo hospedeiro. A maioria dos vermes 
adultos é eliminada em 1 a 2 anos, mas a longevidade pode chegar a vários anos. 
 
Algumas larvas de A. duodenale, após a penetração da pele do hospedeiro, podem tornar-se dormentes (no intestino ou músculo). 
Além disso, a infecção por A. duodenale provavelmente também pode ocorrer pela via oral e transmamária. N. americanus, no 
entanto, requer uma fase de migração transpulmonar. 
Fonte: CDC 
Caindo na circulação, o parasita vai fazer o 
Ciclo de Loss / Ciclo Hepato-Pulmonar; nele, 
a L3 que penetrou na pele do hospedeiro 
vai passar pelo fígado  coração  
pulmão. No pulmão, ela sofre mudas, uma 
vez que estas se concluem na presença de 
O2; para tanto, haverá rompimento de 
vários alvéolos pulmonares. Então, a L3 → 
L4 → L5, e esta, por sua vez, chegará até a 
boca por meio do muco. Se a pessoa cuspir 
/ escarrar o muco, acaba-se o ciclo do 
parasita, mas se o muco for deglutido, a L5 
passará pelo estômago como e vai para o 
intestino, onde evoluirá para macho ou 
fêmea adulto. 
 
Obs¹ O Ciclo de Loss é realizado por “AAS” - 
Ascaris lumbricoides, ancilostomídeos e 
Strongyloides stercoralis. 
 
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MORFOLOGIA 
 
 Presença de vermes adultos no ambiente. 
Existe dimorfismo sexual entre os vermes adultos de vida livre: 
 Fêmea: são maiores que o macho e possuem extremidade posterior afilada. 
 Macho: extremidade posterior curvada. 
 
A fêmea faz partenogênese, sendo chamada de fêmea partogenética; ela habita o intestino humano, e adquire um 
tamanho de 1.7-2.5 mm. Além disso, a fêmea é triplóide. 
o Tem 1/3 do seu corpo pelo menos formado por esôfago. 
o Triplóide: é capaz de produzir descendentes iguais, diplóides ou haplóides. 
- Descendentes diplóides  dá origem às fêmeas de vida livre 
- Descendentes haplóides  dá origem aos machos de vida livre. 
 
A fêmea parasita coloca ovos no intestino do hospedeiro, os quais eclodirão ali mesmo; assim, junto com as fezes há a 
presença de L1, que é uma larva rabditóide. Também é possível ter larvas rabdtóides e filarióides no solo. 
 
O macho e a fêmea de vida livre que estão no solo, vão copular e gerar um descendente 3N. 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
A fêmea partenogenética no intestino delgado vai liberar ovos, com L1 rabditóide, que sairão junto com as fezes do 
hospedeiro. Dependendo da constituição genética dessa larva, ela vai fazer o ciclo direto ou indireto do parasita. 
 Se a larva for 3N, evoluirá direto de rabditóide para filarióide, e posteriormente penetrará na pele. 
 Se a rabditóide que saiu junto com as fezes for 1N, ela vai virar um macho de vida livre. 
 Se for 2N, torna-se uma fêmea de vida livre. 
 
□ O Strongyloides stercoralis possuei um ciclo monoxeno → homens agem como hospedeiros definitivos. 
 
+ Esse parasita tem a capacidade de causar uma hiper-infecção no hospedeiro; existem alguns fatores relacionados à 
imunidade do hospedeiro, como alcoolismo, que podem favorecer a ocorrência da hiper-infecção. 
 
Os dois parasitas de vida livre se encontram no solo, copulam e de dentro do ovo sairá uma nova larva rabditóide 3N: 
Larva rabditóide 3N → larva filarióide → penetra na pele → realiza o Ciclo de Loss; ao romper os alvéolos pulmonares, 
sofre mudas → L4 → L5 → vai até a boca → o indivíduo pode tosse ou deglutir; caso degluta o muco, a larva irá para o 
intestino → fêmea partenogenética 
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TRANSMISSÃO 
 Hetero ou Primoinfecção: larvas filarióides penetram através da pele ou mucosa; corresponde ao mecanismo clássico 
de infecção. 
 Auto-infecção: as larvas partenogenéticas que produzem larvas 3N são responsáveis pelo mecanismo de autoinfecção; 
assim, essas larvas conseguem não sair do corpo do hospedeiro, evoluem para novas larvas partenogenéticas que irão 
se disseminar para outros órgãos (cérebro, pulmão, fígado, rins), o que levará o paciente a óbito. 
- Externa: larvas rabdtóides presentes na região perianal evoluem para filarióides e penetram no indivíduo.  crianças e 
idosos que usam fraldas ou por falta de higiene. 
- Interna: ainda na luz intestinal as larvas rabdtóides evoluem para filarióides que penetram na mucosa intestinal  
constipação intestinal e baixa imunidade. 
 
{Larvas de Ancilostomídeos versus S. stercoralis} 
 Ancilostomídeos S. stercoralis 
Larva rabditóide Larva filarióide Larva rabditóide 
VESTÍBULO BUCAL Longo Longo Curto Curto 
PRIMÓRDIO GENITAL Pouco visível Pouco visível Visível Visível 
O ciclo de vida de Strongyloides 
é mais complexo do que o da 
maioria dos nematóides, com 
sua alternância entre ciclos 
parasitários e de vida livre, e seu 
potencial para autoinfecção e 
multiplicação dentro do 
hospedeiro. 
 
Existem dois tipos de ciclos: 
Ciclo de vida livre As larvas 
rabdtóides eliminadas nas fezes 
podem se tornar larvas 
filarióides infecciosas 
(desenvolvimento direto) ou 
machos / fêmeas adultos de vida 
livre, que se acasalam e 
produzem ovos, a partir dos 
quais as larvas rabdtóides 
eclodem e, eventualmente, 
tornam-se larvas infectantes 
filarióides. Estas larvas 
penetram na pele do hospedeiro 
humano para iniciar o ciclo de 
parasitas. 
Ciclo parasita: larvas filarióides em solo contaminado penetram a pele humana por diversas vias, e posteriormente migram para o 
intestino delgado. Acreditava-se que as larvas L3 migravam através da corrente sanguínea para os pulmões, onde eles são 
eventualmente cuspidos e engolidos. No entanto, também há evidências de que as larvas de L3 podem migrar diretamente para o 
intestino por meio de tecidos conjuntivos. No intestino delgado eles mudam duas vezes e tornam-se vermes de fêmeas adultas. As 
fêmeas vivem enroscadas no epitélio do intestino delgado e pela partenogênese produzem ovos, que contêm larvas rabdtóides. As 
larvas rabdtóides podem ser eliminadas nas fezes, ou pode causar autoinfecção. Em autoinfecção, as larvas rabdtóides tornam-se 
larvas filarióides infecciosas, que podem penetrar tanto a mucosa intestinal (autoinfecção interna) ou a pele da área perianal 
(autoinfecção externa); em qualquer caso, as larvas filarióides podem se disseminar por todo o corpo. A autoinfecção pode explicar 
a possibilidade de infecções persistentes por muitos anos em pessoas que não estiveram em uma área endêmica e de 
hiperinfecções em indivíduos imunodeprimidos. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Áreas tropicais e subtropicais, mas os casos também ocorrem em áreas temperadas (incluindo o sul dos 
Estados Unidos). Mais freqüentemente encontrados em áreas rurais, ambientes institucionais e grupos socioeconômicos mais 
baixos. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Freqüentemente assintomático. Sintomas gastrointestinais incluem dor abdominal e diarréia. Sintomas 
pulmonares (incluindo a síndrome de Loeffler) podem ocorrer durante a migração pulmonar das larvas filariformes. Manifestações 
dermatológicas incluem erupções urticariais nas nádegas e nas áreas da cintura. A estrongiloidíase disseminada ocorre em pacientes 
imunossuprimidos, pode apresentar dor abdominal, distensão, choque, complicações pulmonares, neurológicas e septicemia, sendo 
potencialmentefatal. A eosinofilia sanguínea está geralmente presente durante os estágios agudo e crônico, mas pode estar 
ausente com a disseminação. 
Fonte: CDC 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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 GEOHELMINTOS DE INFECÇÃO PASSIVA  
A infecção passiva quer dizer que o parasita não vai gastar energia para chegar ao seu hospedeiro. Esses parasitas chegam 
ao homem através da ingestão de formas evolutivas presentes em água / alimentos, ou em contato com solo contaminado 
(uma vez que são geohelmintos), ou pela ingestão de ovos, em cujo interior tem uma larva que tem a capacidade de se 
desenvolver no organismo. 
 
 Pelo menos 21 dias no solo com temperatura, umidade, boa oxigenação e sombreamento para a forma infectante se 
desenvolver dentro do ovo. Ao ingerir a forma infectante, o homem adquire o parasita. 
 
1. Ascaris lumbricoides 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Cromadorea (= Secernentea) 
 Subclasse: Chromadoria 
 Ordem: Rhabditida 
 Família: Ascarididae 
 Gênero: Ascaris 
 Espécie: Ascaris lumbricoides 
 
É o parasita causador da ascaridíase / ascaridiose, popularmente conhecido 
como "lombriga". É uma doença de ocorrência mundial, atingindo 30% da 
população. 
 
MORFOLOGIA 
Existe dimorfismo sexual bem acentuado entre os vermes adultos, os quais, 
além disso, possuem diversas outras características: 
 Fêmeas: podem ter de 30-40 cm de comprimento, sendo maiores que o macho - elas irão atingir esse tamanho quando 
não existir uma grande quantidade de parasita no hospedeiro; a sua extremidade é afinada / retilínea. 
 Machos: tem entre 20-30 cm de comprimento. A sua extremidade posterior termina em forma de curva / “gancho”; 
nela fica o órgão copulador. 
 
 
 
 
BAINHA Não Sim Não Não 
CAUDA Pontiaguda Pontiaguda Pontiaguda Entalhada 
ESÔFAGO - - - 1/3 do corpo 
Quanto ↑ o número de vermes adultos, ↑ é 
a competição desses vermes por alimento. 
 
Quando a carga parasitária é grande, os 
vermes adultos atingem no máximo 12-13 
cm de comprimento. 
Vivem no intestino delgado, principalmente no jejuno e íleo; podem prender-se 
a mucosa intestinal com auxílio de seus fortes lábios ou migrarem pela luz 
intestinal. Nesse habitat, acontece a cópula e a fêmea, depois de copular, vai 
começar a postar os ovos; no entanto, as fêmeas postam ovos independente de 
copularem com o macho. 
 
Os ovos de A. lumbricoides são castanhos, ovais e grandes (50μm de diâmetro); 
além disso, possuem uma casca grossa, a qual permite que o ovo permaneça 
viável no solo por até 2 anos; em seu interior, está a massa germinativa, a qual 
vai se dividindo no solo ate que no interior tenha presença de uma larva que se 
tornará infectante. Quando existe infecção por fêmea de Ascaris lumbricoides, 
sempre haverá presença de ovos, os quais podem ser férteis ou inférteis: 
a. Ovo fértil: significa que a fêmea copulou e fez a postura de ovos, os quais 
irão se desenvolver no solo para adquirir capacidade infectante. 
- Somente os ovos férteis vão se desenvolver por divisões da massa 
germinativa ate formar L1, L2 e L3. 
- Quando existe cópula, os ovos são férteis e apresentarem dois tipos de 
morfologia. 
a1. 2 membranas lisas + 1 membrana mamilonada (albuminosa). 
a2. 2 membranas lisas. 
b. Ovo infértil: significa que não houve cópula; as fêmeas ainda farão postura 
de ovos, mas a morfologia destes será diferente. Mesmo que esses ovos 
passem certo período no solo, eles não irão se desenvolver no ambiente, 
uma vez que não possuem massa germinativa. 
- Não possui as 3 membranas bem definidas; 
- Não tem massa germinativa separada da casca, ou seja, é grudado; no 
interior, está tudo espalhado. 
- Formato mais retangular; 
 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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Cada fêmea posta 200.000 ovos / dias; essa tamanha quantidade é postada pois é muito difícil para o parasita completar 
seu ciclo evolutivo, tendo em vista que: 
 A fêmea tem que encontrar um macho no intestino delgado para produzir ovos férteis; 
 200.000 ovos vão para ambiente, e eles precisam encontrar condições ambientais adequadas; 
 Se o ovo for ingerido, ainda é necessário o desenvolvimento do Ciclo de Loss / Ciclo Hepato-Pulmonar. 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
Uma vez no ambiente, o ovo fértil precisa se desenvolver. A massa germinativa, se encontrar condições ambientais 
adequadas, vai começar a se dividir até formar a L1, larva rabdtóide, dentro do ovo; esta vai evoluir, ainda no solo e dentro 
do ovo, para L2, que também é uma larva rabdtóide. De L2, transforma-se em L3, que é a larva filarióide infectante. 
 
A forma infectante do A. lumbricoides para o homem é o ovo fértil que em seu interior tem L3; essa forma causa a 
infecção. 
 
 Sempre antes de chegar à forma de verme adulto, o Ascaris lumbricoides precisa atingir as formas de L4 e L5, o que só 
acontece com a presença de oxigênio. 
- Nos vermes adultos, o crescimento e a capacidade produtiva sofrem modificações. 
 Se ela for deglutida, passará pelo estômago e chegará ao intestino, desenvolvnedo em vermes adultos. 
 
 É um ciclo longo, que leva de 60-90 dias para se completar (a partir da ingestão dos ovos até a eliminação destes nas 
fezes). 
 
□ O Ascaris lumbricoides possui um ciclo monoxeno → homens agem como hospedeiros definitivos. 
Os vermes adultos vivem no lúmen do intestino delgado. Uma fêmea pode produzir aproximadamente 200.000 ovos por dia, que 
são eliminados com as fezes. Os ovos não fertilizados podem ser ingeridos, mas não são infecciosos. Os ovos férteis embrionam-se e 
tornam-se infecciosos após 18 dias a várias semanas, dependendo das condições ambientais (óptimo: solo húmido, quente e 
sombreado). Depois que os ovos infecciosos são engolidos, as larvas eclodem, invadem a mucosa intestinal e são transportados via 
portal, caindo na circulação sistêmica para os pulmões. As larvas amadurecem ainda mais nos pulmões (10 a 14 dias), penetram as 
paredes alveolares, sobem à árvore brônquica até a garganta e são engolidas. Ao atingir o intestino delgado, elas se desenvolvem 
em vermes adultos. Entre 2 e 3 meses são necessários desde a ingestão dos ovos infecciosos até a oviposição pela fêmea adulta. Os 
vermes adultos podem viver de 1 a 2 anos. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA A infecção helmíntica humana mais comum. Distribuição mundial. Maior prevalência em regiões 
tropicais e subtropicais e áreas com saneamento inadequado. Ocorre em áreas rurais do sudeste dos Estados Unidos. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Embora as infecções possam causar atraso no crescimento, os vermes adultos geralmente não causam 
sintomas agudos. Altas cargas parasitárias podem causar dor abdominal e obstrução intestinal. A migração de vermes adultos pode 
causar a oclusão sintomática do trato biliar ou a expulsão oral. Durante a fase pulmonar da migração larval, podem ocorrer sintomas 
pulmonares (tosse, dispnéia, hemoptise, pneumonite eosinofílica - síndrome de Loeffler). 
Fonte: CDC 
Ao passar pelo estômago, depois de receber o 
suco gástrico, a L3 é estimulada a sai de 
dentro do ovo; o ovo vai eclodir ao chegar ao 
intestino delgado, liberando as larvas, que 
podem se fixar ou ficar livres na luz intestinal. 
Eles se fixam porque todos os adultos têm 
três lábios que servem para o parasita poder 
beliscar a mucosa intestinal do hospedeiro, 
mas não necessariamente ele usara essa 
fixação, podendo ficar livre na luz. 
 
A L3 perfura a mucosa do duodeno, caindo na 
circulação, para poder realizar o Ciclo Hepato-
Pulmonar: 
Fígado  Coração  Pulmão 
 
No pulmão,acontece rompimento dos 
alvéolos pulmonares, além da formação de 
duas mudas, L4 e L5. A L5 sobe a traqueia, 
chegando à boca, onde precisa ser deglutida 
junto do muco para dar continuidade ao seu 
ciclo; se a larva for escarrada, o ciclo não tem 
continuidade. 
 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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TRANSMISSÃO 
Acontece pela ingestão de ovos contendo larvas filarióides / L3 (infecção passiva). 
 
 Contaminação do ambiente: 
 ◌ Falta de saneamento básico 
 ◌ Disseminação pelo vento 
 ◌ Disseminação por vetores mecânicos (mosca, barata, formiga) 
 ◌ Consumo de água e alimentos contaminados (não é a principal fonte de contaminação) 
 
+ As crianças que estão em fase oral tem maior facilidade em desenvolver ascaridíase - geofagia, mãos sujas. 
+ Ascaris lumbricoides e outros geohelmintos são utilizados para avaliar o desenvolvimento dos países. 
 
2. Toxocara canis 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Cromadorea (= Secernentea) 
 Subclasse: Chromadoria 
 Ordem: Rhabditida 
 Família: Ascarididae 
 Gênero: Toxocara 
 Espécie: T. canis 
 
É um parasita muito próximo do Ascaris lumbricoides, mas é um 
trematódeo que se desenvolve em cães e gatos (HD). A doença causada 
neles é a toxocaríase. 
 
MORFOLOGIA 
Os vermes adultos tem dimorfismo sexual: 
 Fêmeas: podem ter de 12-15 cm de comprimento, sendo maiores que o macho; a sua extremidade é afinada. 
 Machos: tem aproximadamente 10 cm de comprimento. A sua extremidade posterior termina em forma de curva. 
 
 
 
 
 
 
 Animais jovens, com menos de 7 meses: 
 ◌ Essa idade está relacionada com o desenvolvimento do sistema imunológico do animal; se eles adquirirem uma 
boa resposta, os vermes adultos param de se reproduzir. No entanto, as larvas do parasita permanecerão encistadas para 
sempre nos corpos dos animais. 
 ◌ Os vermífugos agem nos vermes adultos, mas não nas larvas encistadas. 
 ◌ Fêmeas prenhas: a gravidez causa queda do sistema imunológico, o que permite a reativação das larvas, 
fazendo com que todos os filhotes nasçam infectados. . 
Posteriomente aos animais terem sido 
vermifugados, caso eles tenham carga 
parasitária grande, os vermes começam a ser 
expulsos do organismos, inteiros e em novelos. 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
Como o parasita tem o 
desenvolvimento em animais, ele não 
completará o seu ciclo evolutivo nos 
humanos, os quais se tornam 
hospedeiros acidentais. Neles, a doença 
causada se chama Síndrome da Larva 
Migrans Visceral (SLMV) ou Síndrome da 
Larva Migrans Ocular (SLMO); tendo em 
vista que a larva infectante que está 
dentro do ovo não desenvolve no corpo 
humano, ela ficará fica migrando pelos 
órgãos do corp, ou pelo olho (pode 
causar lesões oculares). As larvas 
podem ser adquiridas acidentalmente 
quando o humano entrar em contato 
com animais parasitados. 
 
Os vermes adultos habitam o intestino 
delgado dos animais. Os ovos sairão 
com as fezes dos animais, 
permanecendo no ambiente; em seu 
interior, haverá o desenvolvimento da 
larva infectante. 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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 ◌ Machos na idade adulta com doença que pode diminuir a efetividade do sistema imunológico (por exemplo, a 
sarna): as larvas se reativam e o animal desenvolve vermes adultos. 
 
Nos humanos, as larvas permanecerão migrando por um certo período, e depois vao acabar sendo eliminadas pelo 
sistema imunológico. Ao passarem pelo pulmão, as larvas podem causar a síndrome de Loeffler, na qual o hospedeiro 
apresenta sintomas muito parecidos aos da pneumonia e bronquite, como tosse, febre e muco. Esses sintomas cessam 
quando a migração parar. 
 
Obs¹ Síndrome de Loeffler (pneumonia eosinofílica): dano no sistema respiratório; é causada por Ascaris lumbricoides, 
ancilostomídeos, Strongyloides stercoralis e Toxocara canis. 
 
TRANSMISSÃO 
O parasita pode ser transmitido pelo leite para os filhotes, o que não acontece quanto ao A. lumbricoides. 
 
3. Trichuris trichiura 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Enoplea 
 Subclasse: Dorylaima 
 Ordem: Trichocephalida 
 Família: Trichuridae 
 Gênero: Trichuris 
 Espécie: T. trichiura 
 
É o parasita responsável por causar a doença tricuríase. 
 
MORFOLOGIA 
É conhecido como "verme chicote", por conta da sua morfologia. 
Os vermes adultos tem dimorfismo sexual: 
 Fêmeas: a sua extremidade posterior é afinada; é maior que o macho. 
 Machos: sua extremidade posterior é bifurcada. Além disso, possuem um órgão copulador retrátil. 
 
O Toxocara canis realiza seu ciclo de vida em cães, com humanos adquirindo a infecção como hospedeiros acidentais. 
1. Os ovos não embrionados são liberados nas fezes do hospedeiro definitivo. 
2. Os ovos embrionam-se e tornam-se infecciosos no ambiente. 
3. Após a ingestão pelos cães, os ovos infecciosos eclodem e as larvas penetram na parede intestinal. 
4. Nos cães mais jovens, as larvas migram pelos pulmões, árvore brônquica e esôfago; vermes adultos desenvolvem e se depositam 
no intestino delgado. Em cães mais velhos, infecções patológicas também podem ocorrer, mas o envolvimento de larvas em tecidos 
é mais comum. Os estágios de desencistamento são reativados em cadelas durante o final da gravidez e infectam pelas vias 
transplacentária e transmamária os filhotes, em cujo intestino delgado se estabelecem os vermes adultos. O filhote é uma fonte 
importante de contaminação ambiental por ovos. 
 
O Toxocara canis também pode ser transmitido através da ingestão de hospedeiros paratênicos: ovos ingeridos por pequenos 
mamíferos (por exemplo, coelhos) eclodem e larvas penetram na parede intestinal e migram para vários tecidos onde eles 
encistam. O ciclo de vida é concluído quando os cães comem esses hospedeiros e as larvas se desenvolvem em vermes adultos que 
poem ovos no intestino delgado. 
 
Os seres humanos são hospedeiros acidentais que se infectam ao ingerir ovos infecciosos em solo contaminado, ou hospedeiros 
paratênicos infectados. Após a ingestão, os ovos eclodem e as larvas penetram na parede intestinal e são transportadas pela 
circulação para uma ampla variedade de tecidos (fígado, coração, pulmões, cérebro, músculo, olhos). Embora as larvas não sofram 
qualquer desenvolvimento adicional nesses locais, elas podem causar reações locais severas que são a base da toxocaríase. 
As duas principais apresentações clínicas da toxocaríase são a larva migrans visceral e a larva migrans ocular. O diagnóstico 
geralmente é feito por sorologia ou pelo achado de larvas em amostras de biópsia ou autópsia. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA No mundo todo. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Muitas infecções humanas são assintomáticas, com apenas eosinofilia e sorologia positiva. As duas 
apresentações clínicas principais da toxocaríase são a larva migrans visceral (VLM) e a larva migrans ocular (OLM). Na VLM, que 
ocorre principalmente em crianças pré-escolares, as larvas invadem vários tecidos (fígado, coração, pulmões, cérebro, músculo) e 
causam vários sintomas, incluindo febre, anorexia, perda de peso, tosse, chiado, erupções cutâneas, hepatoesplenomegalia e 
hipereosinofilia. A morte pode ocorrer raramente, por comprometimento cardíaco, pulmonar ou neurológico grave. Na OLM, as 
larvas produzem várias lesões oftalmológicas, que em alguns casos foram erroneamente diagnosticadas como retinoblastoma, 
resultando em enucleação cirúrgica. A LMO geralmente ocorre em crianças mais velhas ou adultos jovens, com apenas eosinofilia 
rara ou manifestações viscerais.Fonte: CDC 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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Os ovos parecem uma bola de futebol americano / balde com dupla membrana, massa germinativa no interior, e nos dois 
lados do ovo tem os polos (2 polos laterais que parecem uma bolha) – é o local por onde a larva formada no interior do 
ovo vai eclodir. 
 
 
 
□ O Trichuris trichiura é parasita estenoxeno → afeta espécies muito próximas. 
 
TRANSMISSÃO 
Acontece pela ingestão de ovos embrionados com larva rabditóide ou L1. 
 
 
 
 
 
O parasita introduz toda a parte mais fina 
(3/4 do corpo) do seu corpo na vilosidade 
intestinal do hospedeiro. A extremidade mais 
larga, onde ficam os órgãos reprodutivos, fica 
voltada para a luz; assim, é possível que o 
verme copule e a fêmea faça a postura dos 
ovos. 
 
A fêmea faz a postura dos ovos, os quais se 
misturam e caem no ambiente; caso haja 
condições adequadas, haverá 
desenvolvimento da massa germinativa até 
que, no interior do ovo, seja formada a L1 
rabditóide, que é infectante para humanos. 
Após a ingestão, após a passagem pelo 
estômago e duodeno, a L1 será liberada e 
migra do ID até o IG. Nesse período de 
emigração, ela sofre todas as mudas 
necessárias até L5, para depois chegar aos 
vermes adultos. 
 
 Não acontece Ciclo de Loss. 
 É um ciclo longo, levando cerca de 30-53 
dias. 
 
□ O Trichuris trichiura possui um ciclo 
monoxeno → homens agem como 
hospedeiros definitivos. 
 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
Trichuris trichiura é um geohelminto porque o ovo não é 
infectante no momento que sai com as fezes do hospedeiro, 
sendo necessário que ele permaneça no solo para que haja 
formação da L1 rabditóide em seu interior. 
 
Parasitas vivem no intestino grosso; os vermes podem habitar 
também outros lugares, dependendo da carga parasitária: 
 Cargas leves ou moderadas  ceco e cólon ascendente. 
 Cargas intensas  porção distal do íleo, cólon distal e reto - 
nessa situação, pode provocar prolapso retal, devido a alta 
resposta inflamatória. 
 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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OUTROS NEMATÓDEOS 
 TRANSMISSÃO DOMICILIAR  
1. Enterobius vermicularis 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Cromadorea (= Secernentea) 
 Subclasse: Chromadoria 
 Ordem: Rhabditida 
 Família: Oxyuridae 
 Gênero: Enterobius 
 Espécie: E. vermicularis 
 
 
É o parasita causador da doença enterobíase. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os ovos não embrionados são eliminados com as fezes. No solo, os ovos se desenvolvem no estágio 2 células e então eles 
embrionam, tornando-se infecciosos em 15 a 30 dias. Após a ingestão (mãos ou alimentos contaminados pelo solo), os ovos 
eclodem no intestino delgado e soltam larvas, que amadurece e se estabelecem como adulto no cólon. Os vermes adultos 
(aproximadamente 4 cm de comprimento) vivem no ceco e cólon ascendente; eles são fixados nesse local, com as porções 
anteriores enfiadas na mucosa. As fêmeas começam a depositar ovos 60 a 70 dias após a infecção. As fêmeas do ceco perdem entre 
3.000 e 20.000 ovos por dia. O tempo de vida dos adultos é de cerca de 1 ano. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA O terceiro verme redondo mais comum dos seres humanos. Em todo o mundo, com infecções mais 
frequentes em áreas com clima tropical e más práticas de saneamento e entre as crianças. Estima-se que 800 milhões de pessoas 
estejam infectadas em todo o mundo. A tricuríase ocorre no sul dos Estados Unidos. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Freqüentemente assintomático. Infecções pesadas, especialmente em crianças pequenas, podem causar 
problemas gastrointestinais (dor abdominal, diarréia, prolapso retal) e possivelmente retardo de crescimento. 
Fonte: CDC 
MORFOLOGIA 
O Enterobius vermicularis é um nematódeo de sexo separado: 
 Fêmea: medem de 0.8 a 1.3 cm de comprimento; possuem cauda 
pontiaguda e longa. 
 Macho: medem de 0.3 a 0.6 cm; possuem uma cauda que é 
recurvada ventralmente e espículo. 
 
Após a cópula, o macho morre e se mistura com as fezes, enquanto 
que a fêmea vira um saco cheio de ovo. Cada fêmea produz uma 
única vez 11.000 ovos, porque ela não tem capacidade de realizar 
postura; quando ela esta cheia de ovos, ela vai arrebentar e, por 
isso, ela vai pra região perianal. 
 
Os ovos medem cerca de 50 µm, e possuem forma de D / lente de 
contato. É constituído por uma membrana dupla, lisa e 
transparente; esta última é albuminosa, e confere aderência ao 
parasita. 
 Algumas horas depois que é liberado do corpo da fêmea, o ovo já 
é infectante; dentro de 6h, no interior do ovo já tem a L3 
infectante. 
- Esse tempo eh reduzido a medida que os dias ficam mais 
quentes. 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
Não é um geohelminto, mas sim um nematódeo de transmissão 
domiciliar, em função da facilidade de disseminação desses parasitas 
em domicílio. Então, se houver 1 pessoa parasitada na residência, é 
bem possível que as demais pessoas que nela morarem também 
apresentem a doença; dessa forma, o tratamento deve ser para 
todos da casa. 
 
Geralmente, a fêmea vai para a região perianal à noite, causando 
coceira, o que vai auxiliar no rompimento, juntamente do atrito. 
 
 
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 □ O Enterobius vermicularis possui um ciclo monoxeno → homens agem como hospedeiros definitivos. 
□ O Enterobius vermicularis é parasita estenoxeno → não tem grande variedade de hospedeiros. 
 
TRANSMISSÃO 
A transmissão é dividida em 2 principais mecanismos: 
 Primo / heteroinfecção: pessoasquenãotemvermesadultos e adiquirempelaingestao de ovosquesairam de outraspessoas 
 Autoinfecção: Os ovosatingemcapacidadeinfeccao em ooucas horas, entao o própriohosp pode se infectar. 
- Externa 
 ◊ Tipo oral: os ovos da região perianal são levados a boca pelo próprio HD. 
 Ex. A criança coça o bumbum e depois coloca a mão na boca. 
 ◊ Tipo anal: (anal): as larvas eclodem na região perianal, penetram pelo ânus, migram pelo intestino grosso até o 
ceco, transformando-se em vermes adultos. 
Os vermes adultos estão no intestino grosso, 
onde copularão; posteriormente à cópula, o 
macho vai morrer, enquanto que a fêmea vai 
armazenar os ovos. Quando a fêmea estiver 
pronta, ela será estimulada a descer para a 
região perianal, onde irá romper e liberar os 
ovos que, em 6 horas, serão infectantes. 
 
Os ovo se espalham facilmente, pois ele podem 
contaminar calcinha, cueca, roupa de cama, 
pijama... O simples ato de varrer a casa já 
facilita a expansão dos ovos para outros pontos. 
 
Quando o hospedeiro ingerir o ovo com L3, este 
vai eclodir depois de passar pelo estômago, 
liberando a larva no intestino delgado; até o seu 
trajeto para o intestino grosso, a larva passará 
por mais duas mudas, L4 e L5, chegando no 
intestino grosso já com os vermes adultos. 
 
 É um ciclo longo, levando cerca de 30-53 
dias. 
Os ovos são depositados nas pregas perianais. A autoinfecção ocorre pela transferência de ovos infecciosos para a boca com as 
mãos que coçaram a área perianal; a transmissão de pessoa para pessoa também pode ocorrer pelo manuseio de roupas ou roupas 
de cama contaminadas. A enterobíase também pode ser adquirida através de superfícies no ambiente que estão contaminadas com 
ovos de traça (por exemplo, cortinas, carpetes). Algumpequeno número de ovos pode ser transportado pelo ar e inalado. Estes 
seriam engolidos e seguiriam o mesmo desenvolvimento dos ovos ingeridos.Após a ingestão de ovos infecciosos, as larvas eclodem no intestino delgado, e os adultos estabelecem-se no cólon. O intervalo de 
tempo entre a ingestão de ovos infecciosos e a postura de ovos pelas fêmeas adultas é de cerca de um mês. O tempo de vida dos 
adultos é de cerca de dois meses. As fêmeas grávidas migram noturnamente para fora do ânus e ovipositam enquanto rastejam na 
pele da área perianal. As larvas contidas dentro dos ovos se desenvolvem (os ovos tornam-se infecciosos) em 4 a 6 horas sob 
condições ótimas. 
 
*Retroinfecção ou migração de larvas recém-nascidas da pele anal de volta ao reto, pode ocorrer, mas a freqüência com que isso 
acontece é desconhecida. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Em todo o mundo, com infecções mais freqüentes em escolares ou pré-escolares e em condições de 
superlotação. A enterobíase parece ser mais comum em países temperados do que tropicais. A infecção helmíntica mais comum nos 
Estados Unidos (cerca de 40 milhões de pessoas infectadas). 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA A enterobíase é freqüentemente assintomática. O sintoma mais comum é o prurido perianal, 
principalmente à noite, que pode levar a escoriações e superinfecção bacteriana. Ocasionalmente, pode ocorrer invasão do trato 
genital feminino com vulvovaginites e granulomas pélvicos ou peritoneais. Outros sintomas incluem anorexia, irritabilidade e dor 
abdominal. 
Fonte: CDC 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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 Ex. Os ovos que foram liberados na região anal podem eclodir, caso a pessoa não tenha o hábito de tomar banho 
de manhã, ficando o dia inteiro sem banho. Como a casca do ovo não é rigida, a larva pode eclodir e penetrar pelo ânus 
mesmo. 
- Interna (tipo retal): as larvas eclodem no reto e migram até o ceco, transformando-se em vermes adultos – raro; 
 Ex. A fêmea rompe dentro do intestino liberando os ovos, os quais podem eclodir; assim, a larva se desenvolverá 
em vermes adultos 
 Ex. Indivíduos com constipação intestinal - as fêmeas ficam bloqueadas no intestino, liberando os ovos. 
 
 TRANSMISSÃO VETORIAL  
1. Wuchereria bancrofti 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Cromadorea (= Secernentea) 
 Subclasse: Chromadoria 
 Ordem: Rhabditida 
 Família: Onchocercidae 
 Gênero: Wuchereria 
 Espécie: W. bancrofti 
 
É o parasita causador da filaríase linfática, sendo a elefantíase correspondente ao estágio avançado da doença. 
 
 
 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
Os vermes adultos podem viver no sistema linfático humano de 4 a 8 anos; esses vasos ficam obstruídos. 
 
o HD: humanos. 
o HI: mosquitos fêmeas do gênero Culex. 
 
Os vermes adultos copulam nos vasos linfáticos do hospedeiro, gerando como produto a microfilária / embrião; elas são 
observadas no diagnóstico, pois tem um comportamento de migração - a partir das 23h, ela sai dos vasos linfáticos e vai 
para a corrente sanguínea, voltando ao lugar de origem por volta das 2h. 
 A periocidade da migração é importante para o diagnóstico, que é necessário para se ter um resultado eficiente no 
tratamento. 
 
As microfilárias são infectantes para os mosquitos; o período de imigração delas coincide com o período de alimentação 
do deles. Ao ingeri-las, elas irão se desenvolver em 3 estágios larvais, permanecendo em L3, o qual é infectante para 
humanos; a L3 vai para a probóscide do inseto e, quando ele for exercer a hematofagia, ela penetrará na pele pelo local da 
picada e atingirá os vasos linfáticos, onde irá se desenvolver em vermes adultos. 
 
 Leva de 8-9 meses para que a L3 fique adulta e comece a produzir microfilárias. 
 
MORFOLOGIA 
Os vermes adultos tem dimorfismo sexual: 
 Fêmeas: corpo delgado e branco-leitoso; medem de 7-10 cm de 
comprimento. Possui extremidade posterior afilada. 
 Machos: corpo delgado e branco-leitoso; medem de 3.5-4 cm 
de comprimento. Além disso, possuem extremidade anterior 
afilada e posterior enrolada ventralmente. 
 
A microfilária é conhecida como "embrião", medindo cerca de 
250 a 300 μm de comprimento. Ela movimenta-se ativamente na 
corrente sanguínea do hospedeiro. 
 
Por sua vez, as larvas são encontradas no inseto vetor. Ela possui 
três estágios: L1, L2 e L3 (infectante). 
 
 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro 
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□ O Wuchereria bancrofti possui um ciclo heteroxeno → homens agem como hospedeiros definitivos, e o mosquito Culex 
age como hospedeiro intermediário. 
 
 
 
TRANSMISSÃO 
No Brasil, a filaríase é transmitida apenas pela picada da fêmea do mosquito Culex quinquefasciatus (os machos se 
alimentam de seiva, portanto somente as fêmeas picam). 
 
2. Onchocerca volvulus 
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA 
 Domínio: Eukariota 
 Reino: Animalia 
 Filo: Nematoda 
 Classe: Cromadorea (= Secernentea) 
 Subclasse: Chromadoria 
 Ordem: Rhabditida 
 Família: Onchocercidae 
 Gênero: Onchocerca 
 Espécie: O. volvulus 
 
É o parasita causador da oncocercose; é muito comum na África, na Península Arábica e nas Américas (+ 35 países), sendo 
conhecida como "cegueira dos rios". 
 
MORFOLOGIA 
São filarídeos do tecido subcutâneo humano. 
 Fêmeas: cerca de 4-50 cm de comprimento. 
 Machos: cerca 2-4 cm de comprimento. 
 Microfilárias medem 300μm de comprimento. 
 
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO 
O parasito se desenvolve nos olhos, causando cegueira permanente, mas pode também permanecer na pele. Não 
apresentam peridiocidade e em alguns casos, podem alcançar o sangue, sendo encontradas no baço, rins e também no 
sedimento urinário. 
 
Diferentes espécies dos seguintes gêneros 
de mosquitos são vetores da filariose de W. 
bancrofti dependendo da distribuição 
geográfica. Entre eles estão: Culex (C. 
annulirostris, C. bitaeniorhynchus, C. 
quinquefasciatus e C. pipiens); Anopheles (A. 
arabinensis, A. bancroftii, A. farauti, A. 
funestus, A. gambiae, A. koliensis, A. melas, 
A. merus, A. punctulatus e A. wellcomei); 
Aedes (A. aegypti, A. aquasalis, A. bellator, 
A. cooki, A. darlingi, A. kochi, A. 
polynesiensis, A. pseudoscutellaris, A. 
rotumae, A. scapularis e A. vigilax); 
Mansonia (M. pseudotitillans, M. uniformis); 
Coquillettidia (C. juxtamansonia). 
 
Durante uma refeição de sangue, um 
mosquito infectado introduz larvas de 
terceiro estágio na pele do hospedeiro 
humano, onde elas penetram na ferida da 
mordida. Elas se desenvolvem em adultos 
que comumente residem nos linfáticos; os 
vermes femininos medem 80 a 100 mm de 
comprimento e 0,24 a 0,30 mm de 
diâmetro, enquanto os machos medem 
cerca de 40 mm por 0,1 mm. 
Os adultos produzem microfilárias medindo de 244 a 296 μm por 7,5 a 10 μm, que são embainhadas e têm periodicidade noturna, 
exceto as microfilárias do Pacífico Sul, que têm ausência de periodicidade marcada. As microfilárias migram para os canais linfáticos 
e sanguíneos, movendo-se ativamente através da linfa e do sangue. Um mosquito ingere as microfilárias durante uma refeição de 
sangue; após a ingestão, as microfilárias perdem suas bainhas e algumas delas passam pela parede do ventrículo e porção cardíaca 
do intestino médio do mosquito e atingi os músculos torácicos. 
As microfilárias se desenvolvem em larvas de primeiro estágio e subsequentemente em larvas infectantes de terceiro estágio;estas 
migram do hemocele para o probóscide do mosquito e pode infectar outro humano quando o mosquito realizar a próxima refeição 
de sangue. 
Fonte: CDC 
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-HospedeiroPágina 35 de 35 
 
 
As microfilárias migram pela pele do hospedeiro, causando urticária e deixando a pele com aspecto de couro / crocodilo - a 
pele fica toda machucada em função da liberação da larva. 
 
TRANSMISSÃO 
A transmissão se dá pela picada do inseto Simulium (borrachudo) infectado com larvas do parasita, e se dissemina de 
uma pessoa a outra através da transmissão de microfilárias. Decorrido cerca de um ano, o parasita se transforma em 
verme adulto e passa a produzir um número muito grande de microfilárias, as quais se disseminam por todo o corpo e, 
eventualmente, podem causar cegueira. Além disso, é comum a presença de lesões dermatológicas e de nódulos 
subcutâneos. 
o HD: Homem 
o HI: Simulium guianense, S. incrustatum, 
S. oyapockense e S. roraimense. 
- Dependendo da região do mundo, 
esses HI preferem picar determinada 
parte do corpo; nesse local é onde se 
desenvolverão os oncocercomas. 
 
Os vermes adultos copulam e produzem 
microfilárias, as quais são infectantes para 
os mosquitos. Diferentemente da 
Wuchereria bancrofti, que os parasitos 
adultos ficam nos vasos linfáticos, no caso 
do Onchocerca volvulus, os adultos 
formam os oncocercomas, que não 
nódulos fibrosos subctuâneos, 
distribuídos pelos tecidos do hospedeiro. 
Quando esse nodulo é aberto, de dentro 
dele é retirada uma massa toda retorcida 
de vermes adultos. 
 
Durante uma refeição de sangue, uma mosca infectada (gênero Simulium) introduz larvas filariais de terceiro estágio na pele do 
hospedeiro humano, onde elas penetram na ferida da mordida. Nos tecidos subcutâneos, as larvas se transformam em filárias 
adultas, que comumente residem em nódulos em tecidos conjuntivos subcutâneos. Os adultos podem viver nos nódulos por 
aproximadamente 15 anos. Alguns nódulos podem conter numerosos vermes masculinos e femininos. Uma mosca negra ingere as 
microfilárias durante uma refeição de sangue. Após a ingestão, as microfilárias migram de o intestino médio da mosca negra através 
do hemocele para os músculos torácicos. As microfilárias se desenvolvem em larvas de primeiro estágio e subsequentemente em 
larvas infectantes de terceiro estágio. As larvas infectantes de terceiro estágio migram para a probóscide da mosca e podem infectar 
outro humano quando a mosca realizar a próxima refeição de sangue. 
 
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA O agente da cegueira dos rios, Onchocerca volvulus, ocorre principalmente na África, com focos 
adicionais na América Latina e no Oriente Médio. 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA A oncocercose pode causar prurido, dermatite, oncocercoma (nódulos subcutâneos) e linfadenopatias. A 
manifestação mais grave consiste em lesões oculares que podem evoluir para cegueira. 
Fonte: CDC

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