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Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro
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HELMINTOS
CARACTERÍSTICAS GERAIS
Os helmintos constituem um grupo muito numeroso de animais, tanto de vida livre e vida parasitária; esse grupo apresenta
os parasitos distribuídos nos filos Platyhelminthes, Nematoda e Acanthocephala.
FILO CLASSE SUBCLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO ESPÉCIES
Platyhelmintes
Trematoda
Diginea
Strigeiformes
Schistosomatidae
Schistosoma
S. mansoni
S. japonicum
S. haematobium
Echinostomatiformes
Fasciolidae
Fasciola
F. hepatica
Opisthorchiformes
Heterophyidae
Ascocotyle
A. longa
Cestoda
Eucestoda
Cyclophyllidea
Taniidae
Taenia
T. solium
T. saginata
Echinococcus E. granulosus
Hymenolepididae
Hymenolepis
H. nana
H. diminuta
Dipylidiidae
Dipylidium
D. caninum
Anoplocephalidae
Bertiella
B. mucronata
B. studeri
Diphyllobothridea
(= Pseudophyllidea)
Diphyllobothriidae
Diphyllobothrium
D. latum
Spirometra
Spirometra sp
FILO CLASSE SUBCLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO ESPÉCIES
Nematoda
Cromadorea
(= Secernentea)
Chromadoria
Rhabditida
Ascarididae
Ascaris
A. lumbricoides
Toxocara
T. canis
Lagochilascaris
L. minor
Angyostrongylidae
Angyostrongylus
A. cantonensis
A. costaricensis
Oxyuridae
Enterobius
E.
vermicularis
Strongyloididae
Strongyloides
S. stercoralis
Ancylostomatidae
Ancylostoma
A. duodenalis
Necator
N.
americanus
Syngamidae
Mammomonogamus
M. laryngeus
Onchocercidae
Wuchereria
W. bancrofti
Onchocerca
O. volvulus
Enoplea
(= Adenophorea)
Dorylaima
Trichocephalida
Trichuridae
Trichuris
T. trichiura
Trichinellidae
Trichinella
T. spiralis
Capillariidae
Calodium
(= Capilaria)
C. hepatica
FILO
CLASSE
SUB
CLASSE
ORDEM
FAMÍLIA
GÊNERO
ESPÉCIES
Acanthocephala
Archiacanthocephala
-
Moniliformida
Moniliformidae
Moniliformis
M.
moniliformis
Oligacanthorhynchida
Oligacanthorhynchidae
Macracanthorhynchus
M.
hirudinaceus
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FILO PLATYHELMINTES
MORFOLOGIA GERAL
Esses organismos são protostômios acelomados, ou seja, possuem simetria bilateral e três camadas germinativas, mas não
apresentam celoma; além disso, possuem um corpo achatado dorsoventralmente, e um parênquima com células
estreladas que envolvem todos os órgãos internos. A maioria dos platelmintos é hermafrodita (monóicos), apresentando
órgãos reprodutores complexos.
O sistema digestório, quando presente, não possui abertura anal;
Já o sistema excretor é do tipo protonefrídico (solenócitos);
SOLENÓCITOS / CÉLULA-FLAMA / CÉLULA-CHAMA É um tipo de célula excretora terminal, oca, que contém um grupo
de cílios que batem como uma chama; estas células captam excretas do espaço intracelular e as lançam em canais
excretores, que por sua vez se abrem em poros excretores dorsais. A grande superfície de contato com o meio em
relação ao volume dos platelmintos permite que uma estrutura simples, como a célula-flama, tenha sucesso como
estrutura excretora de amônia.
Não possuem sistema esquelético (tanto exo como endoesqueleto), nem sistema circulatório, nem sistema respiratório;
Possui duas extremidades: a anterior, na qual estão localizados órgãos de fixação e órgãos sensitivos, e a posterior.
Obs¹ Existe uma exceção quanto ao hermafroditismo, que é o platelminto Schistosoma mansoni (dióico).
CLASSES
Os platelmintos estão divididos em classes diferentes:
1. Turbellaria - sem demais importâncias para a parasitologia humana.
2. Trematoda - se divide em Digenea e Aspidogastrea.
3. Monogenea - sem demais importâncias para a parasitologia humana.
4. Cestoda
CLASSE TREMATODA
SUBCLASSE DIGINEA
1. Fasciola hepatica
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Trematoda
Subclasse: Diginea
Ordem: Echinostomatiformes
Família: Fasciolidae
Gênero: Fasciola
Espécie: F. hepatica
MORFOLOGIA
Apresenta-se como um parasito de grande porte, podendo
chegar até 3 cm de comprimento x 1.5 cm de largura; possui
um aspecto foleáceo (corpo em forma de folha) e uma
coloração pardo-cinzenta. Além disso, seu tegumento é todo
recoberto por espinhos.
Os espinhos não são ditos como estruturas de fixação, pois o
parasita permanece livre na luz do ducto biliar.
A Fasciola hepatica vai se fixar a partir de suas ventosas → o
parasita possui uma ventosa oral e uma ventosa ventral.
Esses parasitas são hermafroditas (monóicos), portanto, os
órgãos reprodutivos masculino (representado por glândulas
vitelínicas) e feminino estarão presentes em um mesmo
organismo.
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Se houver um grupo de células que estão quase se transformando em cercárias, este será envolvida por uma
membrana, gerando a rédia - cada rédia está em um estágio de desenvolvimento diferente. A rédia, quando estiver
desenvolvida o suficiente, vai se romper liberando cercárias.
As cercárias caem na água e passam algumas horas se movimentando, podendo entrar em contato com a vegetação. A
cercária perde a cauda algumas horas depois de ter saído do corpo do caramujo e estar livre na água, se transformando
em metacercária, a qual, por sua vez, tem capacidade de resistir ao ambiente hostil e é a forma infectante para o bovino /
ovino / humano.
O agrião é um alimento que favorece a transmissão da F. hepatica, pois:
- É plantado em áreas alagadas, nas quais os moluscos se localizam.
- É mais difícil de retirar as metacercárias do agrião, pois elas ficam grudadas na folha do vegetal, sendo necessário lavar
muito bem folha por folha antes de consumir.
Tanto as cercárias quanto a metacercárias podem ser ingeridas pelo hospedeiro.
+ A F. hepatica adulta, no humano, pode parar tanto nos alvéolos pulmonares como nas vias hepáticas. Quando o parasita
está livre, ou seja, fora dos ductos, ela permanece esticada e com aspecto foliáceo; mas quando ela precisa permanecer
dentro do ducto ou dos alvéolos pulmonares, ela se dobra ao meio e enrola.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
A Fasciola hepatica vive, principalmente, dentro dos ductos biliares, os quais
são lesados pelos espinhos que recobrem o corpo do parasita; ou seja, a F.
hepatica gera uma ação traumática no ducto biliar do hospedeiro, podendo
causar enrijecimento ou alargamento da estrutura anatômica.
Durante o seu ciclo de desenvolvimento, o parasita vai se apresentarde
diversas formas diferentes, de acordo com a sua fase evolutiva. O parasita
adulto se localiza nas vias biliares (interior da vesícula e canais biliares mais
calibrosos), principalmente de bovino e ovino, o que os torna os principais
hospedeiros da Fasciola hepatica.
O homem acaba agindo como hospedeiro secundário / acidental do
parasita.
Quando adulto, o parasita se autofecunda e libera ovos, os quais possuem
uma característica peculiar: eles possuem uma "abertura" denominada
opérculo; diante dessa característica, os ovos da F. hepatica são ditos como
ovos grandes e operculados. Esses ovos vão sair junto das fezes de
hospedeiros parasitados, sejam eles humanos / ovinos / bovinos.
Necessariamente, o ovo da Fasciola hepatica precisa entrar em contato
com a água, para poder liberar o miracídio, que é uma larva nadadora
livre.
Em contato com a água, o miracídio que está dentro do ovo é estimulado,
passando a forçar a sua saída pelo opérculo.
O miracídio, por sua vez, permanece na água; ele precisa de um hospedeiro
intermediário para completar o seu ciclo, o qual é o molusco aquático.
É necessário que o miracídio invada um molusco aquático específico, para
que haja continuidade do seu ciclo evolutivo; caso o miracídio invada
outros moluscos, o seu ciclo não se desenvolverá.
O miracídio é atraído por substâncias químicas produzidas pelos moluscos;
ele irá invadi-los a partir de suas partes moles: antena e pés.
Ao entrar no molusco, o miracídio vai se transformar em esporocisto, após 2
semanas aproximadamente, que é um "saquinho" alongado cheio de células
germinativas em seu interior, as quais serão posteriormente agrupadas de
acordo com seu nível de desenvolvimento, ficando envoltas por uma
membrana.
1 miracídio 1 esporocisto (contém centenas de formas reprodutivas em seu interior) 8-40 rédias
1 rédia 20 cercárias
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+ Quando o parasita se localiza nos alvéolos pulmonares, não será possível encontrar ovos do parasita nas fezes; no
entanto, o hospedeiro apresentará uma síndrome em decorrência da presença do parasita nos alvéolos. Somente quando
o parasita se localizar nos ductos biliares é que será possível encontrar ovos do parasita junto das fezes.
{Vetores da Fasciola hepatica}
Os moluscos aquáticos do gênero Lymnaea são os vetores da doença / hospedeiros intermediários; são pequenos, se
apresentando com cerca 1-2.5 cm de tamanho. Existem duas
espécies desse gênero que possuem capacidade vetorial
elevada, sendo elas:
Lymnaea columella
Lymnaea viatrix
□ A F. hepatica possui um ciclo heteroxeno → homens, bovinos e ovinos podem agir como hospedeiros. Mesmo o homem
se apresentando como hospedeiro acidental do parasita, ele também terá o verme adulto nos ductos biliares ou nos
alvéolos pulmonares.
□ A F. hepatica é um parasita eurixeno → homens, bovinos e ovinos podem ser parasitados, ou seja, o parasita possui
ampla variedade de hospedeiros.
Uma característica apresenta por essas duas espécies, ou
seja, por espécies que atuam como vetores da F. hepática, é
o fato de a concha delas apresentar a ponta espiralada, e ter
sua abertura voltada para o lado direito.
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TRANSMISSÃO
A transmissão da F. hepática ocorre a partir da ingestão de água e de verduras in natura contaminados com metacercárias.
2. Família Schistosomatidae
A designação Schistosoma significa "corpo em forma de fenda".
A esquistossomose no Brasil é causada pelo agente etiológico Schistosoma mansoni, que é um parasita que vai se
desenvolver no sistema porta intra-hepático; as outras espécies, como S. haematobiu, S. japonicum, S. intercalatum e S.
mekongi, não acontecem de forma autóctone no país.
1. Os ovos imaturos são descarregados nos ductos biliares e nas fezes
2. Os ovos tornam-se embrionados em água
3. Os ovos liberam miracídios, que invade um hospedeiro intermediário de caramujos adequado, incluindo os gêneros Galba,
Fossaria e Pseudosuccinea.
4. No caramujo, os parasitas sofrem vários estágios de desenvolvimento - 4a. esporocistos | 4b. rédias | 4c. cercárias.
5. As cercárias são liberadas do caracol e encistam como metacercárias na vegetação aquática ou em outras superfícies.
6. Mamíferos adquirem a infecção comendo vegetação contendo metacercárias. Humanos podem ser infectados pela ingestão
de plantas de água doce contendo metacercárias, especialmente agrião
7 e 8. Após a ingestão, as metacercárias desaparecem no duodeno e migram através da parede intestinal, a cavidade peritoneal
e o parênquima hepático para os ductos biliares, onde se desenvolvem em adultos O número 8.
Em humanos, a maturação de metacercárias em vermes adultos leva aproximadamente 3 a 4 meses; os vermes residem nos
grandes ductos biliares do hospedeiro mamífero. A Fasciola hepatica infecta várias espécies de animais, principalmente
herbívoros.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
A fasciolíase ocorre em todo o mundo. Infecções humanas com F. hepatica são encontradas em áreas onde ovelhas e gado são
criados, e onde os humanos consomem agrião cru, incluindo Europa, Oriente Médio e Ásia. Infecções com F. gigantica foram
relatadas, mais raramente, na Ásia, África e Havaí.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Durante a fase aguda (causada pela migração da queda imatura através do parênquima hepático), as
manifestações incluem dor abdominal, hepatomegalia, febre, vômitos, diarréia, urticária e eosinofilia, podendo durar meses. Na
fase crônica (causada pela queda do adulto dentro dos ductos biliares), os sintomas são mais discretos e refletem obstrução
biliar intermitente e inflamação.
Ocasionalmente, podem ocorrer localizações ectópicas de infecção (como parede intestinal, pulmões, tecido subcutâneo e
mucosa faríngea). Fonte: CDC
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As espécies do gênero Schistosoma são diferenciadas pela:
a. Localização dos adultos
b. Morfologia dos ovos
c. Espécies diferentes de moluscos (hospedeiros)
MORFOLOGIA
Os organismos do gênero Schistosoma possuem características
peculiares; eles não vão apresentar o corpo em forma de folha,
além de serem dióicos, ou seja, é uma exceção quanto ao
hermafroditismo.
FÊMEA Ela se aloja no canal ginecóforo do macho; ela é bem mais longa que o macho, além de ser roliça.
MACHO Ele possui aspecto foliáceo, mas permanece fechado, com a fenda no corpo para alojar a fêmea.
Não possui órgão copulador, portanto, ele vai despejar os espermatozóides no canal ginecóforo; assim, a
fêmea vai realizar movimentos serpentiformes dentro do canal, realizando a fecundação.
Schistosoma mansoni
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Trematoda
Subclasse: Diginea
Ordem: Strigeiformes
Família: Schistosomatidae
Gênero: Schistosoma
Espécie: S. mansoni
a - casal em cópula
b - macho
c - fêmea
Os ovos são grandes e ovais, contendo em seu interior o miracídio. Eles possuem uma espícula / esporão lateral, que é
necessário para que o parasita consiga sair do sistema porta intra-hepático e chegue à luz intestinal - a espícula funciona
como uma faca quando o ovo vai passando pelas veias mesentéricas do hospedeiro, à medida que vai cortando seu tecido.
O ovo é posto nas veias mesentéricas, mas precisa chegarà luz intestinal para sair junto das fezes.
O miracídio, que se encontra no interior do ovo, possui o corpo todo recoberto por cílios. É uma larva que possui um
tempo de vida de 8-10h, sendo que somente nas 4 primeiras horas depois da eclosão do ovo é que é possível penetrar no
molusco; essa penetração acontece nas horas mais quentes do dia, ou seja, 11h / 12h / 13h.
O horário de penetração corresponde ao horário de saída da cercária de dentro do molusco, que também coincide com
o horário que as pessoas entram na água para se refrescar.
A penetração do miracídio no molusco depende de algumas organelas, como:
a. Terebratorium: localiza-se na ponta. É uma organela responsável pela adesão do miracídio nas partes moles do
molusco.
b. Glândulas de penetração e glândulas adesivas
c. Células sensoriais: são responsáveis por captar, na água, o lupu do molusco; a partir dele, as células vão guiar o
miracídio até o molusco.
Macroscopicamente, os moluscos podem ser
grosseiramente diferenciados pela morfologia da concha.
No entanto, existem chaves de identificação para chegar à
espécie correta de molusco; para tanto, é necessário
retirar o molusco de dentro da concha e dissecá-lo para
observar os seus órgãos reprodutivos.
Existe também chave de identificação para cercárias,
sendo analisados:
MORFOLOGIA
Os machos apresentam cerca de 1 cm de comprimento.
Ventosa oral e ventosa ventral: essas ventosas são utilizadas
para que o macho não seja arrastado pelo sangue que vem
das veias mesentéricas, passa pela veia porta e vai para o
fígado.
- O macho tem uma força muito grande, por isso que a fêmea
fica alojada dentro de seu canal ginecóforo; uma fêmea
sozinha não consegue resistir ao fluxo sanguíneo, e acaba
sendo arrastada para o fígado e para o baço.
Ceco ramificado;
Poro genital; testículo;
Canal ginecóforo: é muito importante para o alojamento da
fêmea.
As fêmeas apresentam cerca de 1.5 cm de comprimento.
Ventosa oral e ventosa ventral;
Vulva; útero; ovo; oótipo, ovário; glândulas vitelínicas.
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Após penetrar no molusco, haverá o desenvolvimento de esporocisto. Esse
esporocisto possui, em seu interior, várias células que vão se reproduzir até formar
um esporocisto maduro, que vai liberar diversas cercárias.
Sua localização de preferência é hepatopancreática e no sistema reprodutivo dos moluscos
- O molusco pode ficar estéril, caso entrem muitos miracídios neles.
A quantidade de miracídio que penetra, não é a mesma quantidade que sai de cercárias; no entanto, o sexo da cercária
será o mesmo do miracídio.
É interessante, para o parasita, que vários miracídios penetrem no molusco, para que saiam várias cercárias, as quais
formarão machos e fêmeas adultas no sistema porta do hospedeiro.
As cercárias também possuem tempo de vida, vivendo de 8-12 horas. Além disso, conseguem penetrar no hospedeiro,
com maior facilidade, nas primeiras 4 horas de vida, sendo o melhor horário das 11-14 horas. Ao localizar o hospedeiro,
vai aderir à sua pele a partir da sua ventosa oral; as suas glândulas de penetração irão secretar enzimas que causarão lesão
na pele do hospedeiro, permitindo sua penetração.
A cauda vai empurrar a cabeça da cercária contra a pele, forçando a sua entrada. Quando a cabeça conseguir penetrar,
a cauda se destaca e permanece na água → quando isso acontece, a morfologia do parasita é de esquistossômulo.
O esquistossômulo é a forma intermediária entra a cercária que acabou de penetrar no hospedeiro e o verme adulto. Ele
cai na circulação, sendo capaz de migrar pelos tecidos e vasos, ativando a resposta imunológica; os esquistossômulos que
chegarem ao sistema porta intra-hepático irão dar origem aos vermes adultos dióicos.
O macho e a fêmea copulam e, quando ela estiver pronta para fazer a sua postura, o casal vai até as veias mesentéricas
inferiores. Nesse local eles irão permanecer, e a fêmea realizará a postura dos ovos, os quais vão sendo bombeados,
fazendo com que um ovo empurre o outro; esse bombeamento é necessário para que os ovos consigam vencer o caminho
contrário realizado pelo sangue e cheguem ao intestino, para serem levados junto com as fezes - a espícula tem papel
importante nessa situação, pois vai cortando os tecidos do hospedeiro.
São postos cerca de 300-400 ovos / dia.
Dos ovos postos, cerca de 50-70% ficam retidos no fígado e no baço, devido ao fluxo contrário do sangue.
- Para cada ovo retido é gerada uma reação imunológica granulomatosa.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
Além do homem, existem outros hospedeiros definitivos, como os roedores dos
gêneros Holochilus, Nutreolina e Nectomys; eles são responsáveis por manter o
ciclo do parasita em ambientes peridomiciliares.
O verme adulto está no sistema porta intra-hepático. Quando a fêmea estiver pronta para botar os ovos, ambos os vermes
irão se dirigir às veias mesentéricas inferiores; os ovos que conseguirem vencer o fluxo sanguíneo sairão junto das fezes.
Uma vez no ambiente, é necessário que o ovo entre em contato com a água; caso esse contato existe, haverá liberação do
miracídio, o qual precisa, em 4 horas, encontrar o molusco do gênero Biomphalaria. Caso o miracídio entre no molusco,
ele se transformará em esporocisto (saco alongado cheio de células reprodutivas), que formará, futuramente, várias
cercárias. Quando a cercária é formada, é possível que haja morte do molusco a partir do rompimento de seu corpo,
dependendo da quantidade de organismos presentes.
A cercária fica na água e precisa entrar em contato com o hospedeiro; quando entrar em contato, vai se fixar pela ventosa
e liberará enzimas que causarão fissura na pele; então, a cauda empurrará a cabeça contra a pele do hospedeiro, e,
Em condições laboratoriais, é possível
manter o ciclo biológico do S. mansoni
em hamsters e camundongos.
1 miracídio até 200 cercárias
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quando esta entrar, aquela se destacará do corpo. O esquistossômulo cairá na circulação do hospedeiro, e se caso chegar
ao sistema porta intra-hepático, amadurecerá e se desenvolverá em vermes adultos, que copularão e reiniciarão o ciclo.
{Vetor do Schistosoma mansoni}
Biomphalaria straminea
Biomphalaria tenagophila: é a principal espécie localizada no sudeste, que é uma área de menor incidência da
esquistossomose.
- O Vale do Paraíba é uma região antiga quanto á transmissão da esquistossomose. O molusco ainda existe em,
principalmente, áreas de viticultura (plantação de arroz); no entanto, é muito difícil aparecer casos e, quando acontece,
normalmente são casos de pacientes que vieram de áreas endêmicas.
Obs¹ A patologia de esquistossomose por S. mansoni e S. japonicum inclui: febre de Katayama, granulomas do ovo
perisinusoidal hepático, fibrose periportal do tubo de Symmers, hipertensão portal e ocasionalmente granulomas
embólicos de ovos no cérebro ou na medula espinhal.
Os moluscos aquáticos do gênero Biomphalaria são os vetores
da doença / hospedeiros intermediários do S. mansoni. São
moluscos que apresentam a concha em forma de "umbigo",
com dois buracos. Além disso, seu habitat é em água doce.
As espécies com maior importância no Brasil são:
Biomphalaria glabrata: possuir a maior capacidade vetorial.
É a principal espécie presente nas regiões norte e nordeste,
onde estão as maiores incidências de esquistossomose.
Os ambientes propícios para a
reprodução dos moluscos são
ambientes aquáticos sem
correntezagrande. Por isso, é
comum encontrá-los em áreas
de plantação de arroz e áreas
alagadas / açudes ("lagoa de
coceira" - com a penetração da
cercária, pode aparecer no
hospedeiro um tipo de
dermatite, que causa coceira e
fica vermelha).
□ O S. mansoni possui um ciclo
heteroxeno → homens e
roedores agem como
hospedeiros definitivos.
□ O S. mansoni é um parasita
eurixeno → possui ampla
variedade de hospedeiros.
AGENTES CAUSAIS A esquistossomose é causada por trematódeos sanguíneos digenéticos. As três principais espécies que infectam
humanos são Schistosoma haematobium, S. japonicum e S. mansoni. Duas outras espécies, mais localizadas geograficamente, são S.
mekongi e S. intercalatum. Além disso, outras espécies de esquistossomos, que parasitam aves e mamíferos, podem causar
dermatite cercariana em humanos.
1. Os ovos são eliminados com fezes ou urina.
2. Sob condições ideais, os ovos eclodem e liberam miracídios.
3. Os miracídios nadam e penetram hospedeiros intermediários específicos.
4 e 5. Os estágios do caracol incluem duas gerações de esporocistos e a produção de cercárias.
6. Após a liberação do caramujo, as cercárias infectantes nadam, penetram na pele do hospedeiro humano, e perdem sua cauda
bifurcada, tornando-se esquistossômulas.
8 e 9. Os esquistossômulos migram através de vários tecidos e etapas à sua residência nas veias.
10. Os vermes adultos em humanos
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TRANSMISSÃO
A infecção é por penetração ativa da cercária através da mucosa do hospedeiro.
Schistosoma haematobium
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Trematoda
Subclasse: Diginea
Ordem: Strigeiformes
Família: Schistosomatidae
Gênero: Schistosoma
Espécie: S. haematobium
ASPECTOS GERAIS
É o agente etiológico da Esquistossomose Vesical, sendo encontrado em grande parte da África, na Bacia do Mediterrâneo
e no Oriente Médio.
Em sua fase adulta, esse parasita vai habitar os ramos pélvicos do sistema porta.
Seus ovos são alongados e apresentam um esporão terminal. De dentro do ovo sairá um miracídio, que cairá na água e
encontrara o seu molusco próprio; dentro deste, o miracídio passará por um ciclo reprodutivo, até formar cercárias, as
quais voltarão para a água com a capacidade de penetrar em humanos.
HI: moluscos do gênero Bulinus.
A patologia da esquistossomose por S. haematobium inclui: hematúria, cicatrização, calcificação, carcinoma de células
escamosas e ocasionalmente granulomas embólicos de ovos no cérebro ou na medula espinhal.
Schistosoma japonicum
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Trematoda
Subclasse: Diginea
Ordem: Strigeiformes
Família: Schistosomatidae
Gênero: Schistosoma
Espécie: S. japonicum
ASPECTOS GERAIS
É o parasita causador da Esquistossomose Japônica, sendo encontrado na China, no Japão, nas Ilhas Filipinas e no Sudeste
Asiático.
Em sua fase adulta, vai habitar o sistema porta intra-hepático.
Seus ovos são eliminados com as fezes; eles apresentam característica elipsoidal, com um rudimento de espículo lateral.
O contato humano com a água é, portanto, necessário para a infecção por esquistossomos.
Vários animais, como cães, gatos, roedores, porcos, cabras e horóscopos, servem como reservatórios para S. japonicum e cães para
S. mekongi.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Muitas infecções são assintomáticas. A esquistossomose aguda (febre de Katayama) pode ocorrer semanas
após a infecção inicial, especialmente por S. mansoni e S. japonicum. As manifestações incluem febre, tosse, dor abdominal,
diarréia, hepatoesplenomegalia e eosinofilia. Ocasionalmente ocorrem lesões no sistema nervoso central: a doença granulomatosa
cerebral pode ser causada por ovos do E. japonicum no cérebro, e lesões granulomatosas ao redor de ovos ectópicos na medula
espinhal a partir de infecções por S. mansoni e S. haematobium podem resultar em mielite transversa com flacidez paraplegia.
A infecção contínua pode causar reações granulomatosas e fibrose nos órgãos afetados, o que pode resultar em manifestações que
incluem: polipose colônica com diarréia sanguinolenta (principalmente Schistosoma mansoni); hipertensão portal com hematêmese
e esplenomegalia (S. mansoni, S. japonicum, S. mansoni); cistite e ureterite (S. haematobium) com hematúria, que pode evoluir para
câncer de bexiga; hipertensão pulmonar (S. mansoni, S. japonicum, mais raramente S. haematobium); glomerulonefrite; e lesões do
sistema nervoso central. Fonte: CDC
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HI: moluscos do gênero Oncomelania.
Patologia de esquistossomose por S. mansoni e S. japonicum inclui: febre de Katayama, granulomas do ovo
perisinusoidal hepático, fibrose periportal do tubo de Symmers, hipertensão portal e ocasionalmente granulomas
embólicos de ovos no cérebro ou na medula espinhal.
Schistosoma intercalatum
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Trematoda
Subclasse: Diginea
Ordem: Strigeiformes
Família: Schistosomatidae
Gênero: Schistosoma
Espécie: S. intercalatum
ASPECTOS GERAIS
É o agente etiológico da Esquistossomose Intestinal no interior da África.
Em sua fase adulta, vai habitar o sistema porta intra-hepático.
Seus ovos são elipsóides com espícula terminal; eles são eliminados com as fezes.
HI: moluscos do gênero Bulinus.
Schistosoma mekongi
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Trematoda
Subclasse: Diginea
Ordem: Strigeiformes
Família: Schistosomatidae
Gênero: Schistosoma
Espécie: S. mekongi
+ O S. japonicum é mais freqüentemente encontrado nas veias mesentéricas superiores que drenam o intestino delgado, e
S. mansoni ocorre mais frequentemente nas veias mesentéricas superiores que drenam o intestino grosso. No entanto,
ambas as espécies podem ocupar qualquer localização, e são capazes de se movimentar entre locais, portanto não é
possível afirmar inequivocamente que apenas uma espécie ocorre em um local.
ASPECTOS GERAIS
A sua validade é discutível, uma vez que é muito semelhante ao S. japonicu, podendo
ser uma variação deste que encontrou outro HI; é encontrado no rio Mekongi, no rio
Camboja e no rio Laos.
HI: molusco do gênero Neotricula operta.
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro
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+ O S. haematobium ocorre mais freqüentemente no plexo venoso da bexiga, mas também pode ser encontrada nas
vênulas retais.
+ As fêmeas depositam ovos nas pequenas vênulas dos sistemas porta e perivas. Os ovos são movidos progressivamente
em direção ao lúmen do intestino (S. mansoni e S. japonicum) e da bexiga e ureteres (S. haematobium), e são eliminados
com fezes ou urina, respectivamente.
CLASSE CESTODA
SUBCLASSE EUCESTODA
A classe cestoda do filo Platyhelmintes possui uma subclasse eucestoda, a qual se divide em duas ordens: Pseudophyllidea
e Cyclophyllidea. Essas ordens, por sua vez, são divididas de acordo com o escólex do parasita.
ASPECTOS GERAIS DOS VERMES ADULTOS
O corpo dos vermes adultos é dividido em:
1. Escólex nessa parte se localizam as estruturas de fixação; ela corresponde à cabeça do parasita. A morfologiado
escólex vai determinar a ordem do parasito.
o Ventosas e / ou acúleos - ordem Cyclophyllidea;
o Pseudobotrídias - ordem Pseudophyllidea;
o Botrídias: bocas falsas / "ventosas esticadas".
Ex1. 4 ventosas, rostro e acúleos - Taenia solium (ordem Cyclophyllidea).
Ex2. 4 botrídias - Tetrarhyncha (parasita de peixe).
Ex3. 2 pseudobotrídias - Diphyllobothrium latum (Pseudophyllidea) → sua fase larvária habita, normalmente, truta e
salmão.
2. Colo é a região de crescimento; ela corresponde ao "pescoço" do parasita.
3. Estróbilo corresponde ao resto do corpo do parasito; é uma região dividida em três níveis diferentes de proglotes:
proglote jovem, proglote maduro, e proglote grávida.
o O conjunto de proglote é denominado estróbilo.
o Em algumas espécies, essa região pode ser pequena, enquanto que em outras pode ser grande.
Ex1. Echinococcus granulosus possui, no máximo, 4 proglotes; portanto, seu verme adulto chega à 5 mm.
Ex2. A Taenia sp pode atingir até 12 metros de comprimento.
1. Ordem Cyclophyllidea
ASPECTOS GERAIS DO DESENVOLVIMENTO
Os vermes adultos vão sempre habitar o hospedeiro definitivo; nele, haverá liberação de ovos pela proglote grávida, os
quais sairão junto das fezes do hospedeiro ou ativamente durante o dia. Além disso, as proglotes podem também liberar
cápsulas ovígeras, como no caso do Dypilidium caninum, que são pequenas "bolsinhas", em cujo interior podem ter até 16-
18 ovos.
O ovo vem, na maioria das vezes, dentro de uma proglote grávida, a qual acaba ressecando ou arrebentando, liberando
vários ovos no ambiente; a partir desse momento, os ovos precisam chegar ao hospedeiro intermediário próprio.
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No HI, o embrião vai se desenvolver em uma larva. A partir da ingestão de larvas pelo HD, ou seja, a ingestão de formas
imaturas do parasito na carne do HI, haverá desenvolvimento destas em verme adultos no HD.
* Espécies não tão importantes para a parasitologia humana.
Taenia solium
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Cestoda
Subclasse: Eucestoda
Ordem: Cyclophyllidea
Família: Taniidae
Gênero: Taenia
Espécie: T. solium
OVO LARVA - ONCOSFERA LARVAS EM HI ADULTOS EM HD
Possui uma casca externa
denominada embrióforo.
No interior, está localizado o
embrião hexacanto /
oncosfera.
Cisticerco Taenia sp
Cisticercoide Hymenolepis sp
Estrobilocerco * Hydatigera
Cenuro * Coenurus
Hidátide Echinococcus sp
ALGUNS TIPOS DE LARVAS
A - Cisticerco
1 escólex, dentro de uma
vesícula medindo cerca de
5mm, cheia de líquido.
B - Cisticercóide
1 escólex, com vesícula
pequena, medindo cerca de
1mm.
MORFOLOGIA
A morfologia do corpo de uma tênia adulta, independente da espécie, assume
um caráter delgado no início e depois ela se vai se alargando. Primeiramente
está o escólex com os órgãos de fixação, os quais, na Taenia solium, são os
acúleos; o escólex é responsável por sustentar todo o corpo do parasita.
4 ventosas + rostro (pequena elevação) com coroa de espinhos
Quanto mais próximas da cabeça, mais jovens as proglotes são; portanto, no início
somente existem proglotes jovens, as quais não possuem nenhum tipo de órgão
desenvolvido; depois terá as proglotes maduras, com órgãos reprodutivos femininos e
masculinos; e no fim, as últimas proglotes, que vão se destacando do verme, são as
proglotes grávidas, que carregam ovos.
A proglote madura da T. solium possui glândulas vitelínicas, útero (não ramificado), 3 lobos
ovarianos e testículos.
Quando a proglote começa a produzir ovos (proglote grávida), o útero produz ramificações
do tipo dendríticas para a lateral, ou seja, de uma ramificação que parte do útero sairá
várias na lateral
Caso sejam encontrados ovos de Taenia no exame parasitológico, não é possível saber
qual a espécie que está presente no organismo do indivíduo, uma vez que os ovos da T.
saginata e da T. solium são idênticos. O diagnóstico completo só é possível de ser dado
se houver reconhecimento sobre o escólex, ou sobre a proglote madura, ou sobre a
proglote grávida, que são locais de diferenças morfológicas.
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro
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Os ovos das tênias são todos iguais. Por fora está o embrióforo, que é a casca do ovo - é responsável por conceder
resistência, dando a possibilidade de o ovo permanecer viável durante alguns anos no ambiente. No interior, existem 6
traços que correspondem ao embrião hexacanto / oncosfera.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
Existem duas doenças que podem ser causadas pela T. solium:
a. Teníase - quando o verme adulto está no intestino do humano.
b. Cisticercose - quando a larva cisticerco está presente em qualquer parte do
corpo do humano; essa doença é causada quando o humano ingeriu o ovo de Tênia, ao invés do porco fazê-lo
fora do HI natural.
{Teníase}
O indivíduo que possuir o verme adulto em seu intestino delgado vai eliminar proglotes
(junto das fezes), em cujo interior estão os ovos do parasita (até 50.000 ovos). A proglote pode arrebentar no ambiente ou
ao longo do dia, uma vez que a pessoa pode coçar a região anal.
A forma infectante para os animais pode ser o ovo isolado ou a proglote inteira. Quando o animal ingere o ovo, este passa
pelo estômago, local onde o suco gástrico agirá sobre o embrióforo; a bile, no duodeno, vai influenciar na saída do
embrião, assim o hexacanto vai ser liberado e penetrará na vilosidade intestinal, perfurando-a → ele vai deixar a luz do
intestino e cairá na circulação, se alojando em qualquer lugar do hospedeiro. No local que ele se alojar, o embrião vai se
desenvolver na forma larvária de cisticerco, que fica envolvida no interior de uma vesícula, que possui um líquido e
promove nutrição e proteção à larva. Essa forma permanecerá no HI até que a carne desse animal, na forma crua ou mal
cozida, seja ingerida pelo HD.
Suínos têm quantidades
maiores de cisticercos, pois
muitos porcos podem ser
criados a partir de uma
alimentação que envolve fezes.
Após a ingestão da carne
com o cisticerco pelo HD,
aquele passará pelo
estômago e o suco gástrico
estimulará o
desincistamento do
cisticerco, fazendo com
que a larva no interior se
projete para fora de
vesícula, externalize o seu
escólex e fixe-se à mucosa
intestinal. Assim que
estiver fixada, a larva pode
crescer e torna-se verme
adulto.
A teníase é a infecção de humanos com a tênia adulta de Taenia saginata, T. solium ou T. asiatica. Os seres humanos são os únicos
hospedeiros definitivos para essas três espécies.
1. Ovos ou proglotes grávidas são eliminados com as fezes
2. Os ovos podem sobreviver por dias a meses no meio ambiente. Bovinos (T. saginata) e suínos (T. solium e T. asiatica) são
infectados pela ingestão de vegetação contaminada com ovos ou proglotes grávidas.
3. No intestino do animal, as oncosferas eclodem, invadem a parede intestinal, e migram para os músculos estriados, onde se
desenvolvem em cisticercos. Um cisticerco pode sobreviver durante vários anos no animal.
4. Os seres humanos são infectados pela ingestão de carne infectada crua ou mal cozida.
5 e 6. No intestino humano, o cisticerco se desenvolve por 2 meses em uma tênia adulta, que pode sobreviver por anos. As tênias
adultas se ligam ao intestino delgado pelo seu escólex e reside no intestino delgado.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Taenia saginatae T. solium estão em distribuição mundial. A T. solium é mais prevalente em
comunidades mais pobres, onde os seres humanos vivem em contato próximo com porcos e comem carne de porco mal cozida.
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{Cisticercose}
□ A T. solium possui um ciclo heteroxeno → homens agem como hospedeiros definitivos, enquanto que os suínos agem
como hospedeiros intermediários.
□ A T. solium é um parasita estenoxeno → afeta espécies muito próximas.
Não existe cisticercose por ingestão de
ovo de T. saginata, então, apenas os
ovos de T. solium quando ingeridos pelo
homem vai causar a cisticercose.
O cisticerco, depois de ingerido, pode
permanecer em qualquer tipo de tecido;
ele é popularmente conhecido como
"canjiquinha da carne”.
No ciclo da cisticercose, o homem
assume o papel do porco; ocorre
ingestão de ovos do ambiente ou auto-
infecção - a partir desse estágio, haverá
desenvolvimento do cisticerco em
diferentes partes do organismo
humano.
A cisticercose é uma infecção de humanos e
suínos com os estágios larvais do cestóide
parasitário Taenia solium. Esta infecção é
causada pela ingestão de ovos que saem nas
fezes de um portador de tênia humana.
2 e 7. Porcos e humanos são infectados pela
ingestão de ovos ou proglótides gravídicos.
Os seres humanos são infectados pela ingestão
de alimentos contaminados com fezes ou por
autoinfecção. Neste último caso, um humano
infectado por T. solium adulto pode ingerir ovos
produzidos por essa tênia, seja por
contaminação fecal ou, possivelmente, por
proglotes transportadas para o estômago por
peristalse reversa.
3 e 8. Uma vez que os ovos são ingeridos, as oncosferas eclodem no intestino, invadem a parede intestinal e migram para os
músculos estriados, bem como para o cérebro, fígado e outros tecidos, onde se desenvolvem em cisticercos. Em humanos, os cistos
podem causar seqüelas graves se localizarem no cérebro, resultando em neurocisticercose.
4. O ciclo de vida do parasita é concluído, resultando em infecção humana por tênia, quando os seres humanos ingerem carne de
porco mal cozida contendo cisticercos.
5 e 6. As tênias vão se anexar ao intestino delgado pelos seus escólex..
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA T. solium é encontrada em todo o mundo. Como os porcos são hospedeiros intermediários do parasita,
a conclusão do ciclo de vida ocorre em regiões onde os seres humanos vivem em contato próximo com porcos e comem carne de
porco mal cozida. A teníase e a cisticercose são muito raras nos países muçulmanos. É importante notar que a cisticercose humana
é adquirida pela ingestão de ovos de T. solium nas fezes de um portador da tênia humana T. solium e, portanto, pode ocorrer em
populações que não comem carne de porco nem compartilham ambientes com porcos.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Os sintomas da cisticercose são causados pelo desenvolvimento de cisticercos em vários locais. A maior
preocupação é a cisticercose cerebral (ou neurocisticercose), que pode causar diversas manifestações, incluindo convulsões,
distúrbios mentais, déficits neurológicos focais e sinais de lesões intracerebrais que ocupam espaço. A morte pode ocorrer de
repente. A cisticercose extracerebral pode causar lesões oculares, cardíacas ou espinhais com sintomas associados. Nódulos
subcutâneos assintomáticos e nódulos intramusculares calcificados podem ser encontrados. Fonte: CDC
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
A teníase por Taenia solium é menos freqüentemente sintomática que a teníase por T. saginata. O principal sintoma é
frequentemente a passagem (passiva) de proglotes. A característica mais importante da teníase por Taenia solium é o risco de
desenvolvimento de cisticercose. Fonte: CDC
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TRANSMISSÃO
Ingestão de carne suína crua / carne suína má cozida.
Taenia saginata
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Cestoda
Subclasse: Eucestoda
Ordem: Cyclophyllidea
Família: Taniidae
Gênero: Taenia
Espécie: T. saginata
Os ovos das Tênias são todos iguais. Por fora está o embrióforo, que é a casca do ovo - é responsável por conceder
resistência, dando a possibilidade de o ovo permanecer viável durante alguns anos no ambiente. No interior, existem 6
traços que correspondem ao embrião hexacanto / oncosfera.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
Após a ingestão da carne com o cisticerco pelo HD, aquele passará pelo estômago e o suco gástrico estimulará o
desincistamento do cisticerco, fazendo com que a larva no interior se projete para fora de vesícula, externalize o seu
escólex e fixe-se à mucosa intestinal. Assim que estiver fixada, a larva pode crescer e torna-se verme adulto.
O indivíduo que possuir o verme adulto em seu intestino delgado vai eliminar proglotes ao longo do dia em cujo interior
estão os ovos do parasita (até 100.000 ovos). A proglote pode arrebentar no ambiente ou ao longo do dia, uma vez que a
pessoa pode coçar a região anal.
A forma infectante para os animais pode ser o ovo isolado ou a proglote inteira. Quando o animal ingere o ovo, este passa
pelo estômago, local onde o suco gástrico agirá sobre o embrióforo; a bile, no duodeno, vai influenciar na saída do
embrião, assim o hexacanto vai ser liberado e penetrará na vilosidade intestinal, perfurando-a → ele vai deixar a luz do
intestino e cairá na circulação, se alojando em qualquer lugar do hospedeiro. No local que ele se alojar, o embrião vai se
desenvolver na forma larvária de cisticerco, que fica envolvida no interior de uma vesícula, que possui um líquido e
promove nutrição e proteção à larva. Essa forma permanecerá no HI até que a carne desse animal, na forma crua ou mal
cozida, seja ingerida pelo HD.
MORFOLOGIA
A morfologia do corpo de uma tênia adulta, independente da espécie,
assume um caráter delgado no início e depois ela se vai se alargando.
Primeiramente está o escólex com os órgãos de fixação, os quais, na Taenia
saginata, são somente as ventosas.
4 ventosas, sem rostro ou coroa de acúleos.
Escólex com aspecto quadrangular.
A proglote madura de T. saginata possui 2 lobos ovarianos.
Quando a proglote começa a produzir ovos (proglote grávida), o útero produz
ramificações do tipo dicotômicas para a lateral, ou seja, de uma ramificação
que parte do útero sairá duas na lateral.
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□ A T. saginata possui um ciclo heteroxeno → homens agem como hospedeiros definitivos, enquanto que os bovinos agem
como hospedeiros intermediários.
□ A T. saginata é um parasita estenoxeno → afeta espécies muito próximas.
TRANSMISSÃO
Ingestão de carne bovina crua / carne bovina má cozida.
{T. solium versus T. saginata}
Pela morfologia do ovo, não é possível dizer qual é a espécie da tênia. No entanto, os vermes adultos possuem um
comportamento que gera impressões no paciente, o qual dirá alguns relatos que pode induzir ao diagnóstico.
Paciente com T. solium
- As proglotes possuem comportamento passivo, portanto apenas sairão junto das fezes.
ESPÉCIE T. solium T. saginata
ESCÓLEX Globoso, com rostro e acúleos Quadrangular, sem rostro ou acúleos
PROGLOTES GRÁVIDAS
Ramificações uterinas pouco
numerosas (7-16) e dendríticas
Ramificações uterinas muito
numerosas (15-30) e dicotômicas
EXPULSÃO PROGLOTES Saem junto das fezesSaem no intervalo das defecações
TAMANHO 2 a 8 metros 4 a 12 metros
PROGLOTES / VERME 800 a 1.000 1.000 a 2.000
OVOS / PROGLOTE GRÁVIDA 50.000 ovos 80.000-100.000 ovos
TRANSMISSÃO Carne de origem suína Carne de origem bovina
A teníase é a infecção de
humanos com a tênia adulta de
Taenia saginata, T. solium ou T.
asiatica. Os seres humanos são
os únicos hospedeiros
definitivos para essas três
espécies.
1. Ovos ou proglotes grávidas
são eliminados com as fezes
2. Os ovos podem sobreviver
por dias a meses no meio
ambiente. Bovinos (T. saginata)
e suínos (T. solium e T. asiatica)
são infectados pela ingestão de
vegetação contaminada com
ovos ou proglotes grávidas.
3. No intestino do animal, as
oncosferas eclodem, invadem a
parede intestinal, e migram
para os músculos estriados,
onde se desenvolvem em
cisticercos. Um cisticerco pode
sobreviver durante vários anos
no animal.
4. Os seres humanos são infectados pela ingestão de carne infectada crua ou mal cozida.
5 e 6. No intestino humano, o cisticerco se desenvolve por 2 meses em uma tênia adulta, que pode sobreviver por anos. As tênias
adultas se ligam ao intestino delgado pelo seu escólex e reside no intestino delgado.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Taenia saginata e T. solium estão em distribuição mundial. A T. solium é mais prevalente em
comunidades mais pobres, onde os seres humanos vivem em contato próximo com porcos e comem carne de porco mal cozida.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
A teníase por Taenia saginata produz apenas sintomas abdominais leves. A característica mais marcante consiste na passagem
(ativa e passiva) de proglotes. Ocasionalmente, apendicite ou colangite podem resultar de proglotes em migração.
Fonte: CDC
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- É possível visualizar as proglotes nas fezes; mas se o indivíduo não tiver o costume de observar suas fezes, o relato
pode não acontecer.
Paciente com T. saginata
- As proglotes possuem comportamento ativo, portanto elas sairão do corpo do hospedeiro independente dos episódios
de defecação.
- O indivíduo se queixa de eliminação de pedaços da Tênia ao longo do dia; além disso, ele também relata prurido anal
ao longo do dia.
≠ DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ≠ Indivíduos infectados por Enterobius vermicularis possuem prurido anal somente à noite.
Echinococcus granulosus
Hymenolepis nana
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Cestoda
Subclasse: Eucestoda
Ordem: Cyclophyllidea
Família: Hymenolepididae
Gênero: Hymenolepis
Espécie: H. nana
MORFOLOGIA
Possui na sua morfologia adulta o corpo dividido em:
Escólex - onde estão os órgãos de fixação. No caso do H. nana, o
escólex apresenta 4 ventosas e um rosto retrátil armado com uma
fileira de acúleos.
Colo - corresponde ao pescoço.
Estróbilo - corresponde ao restante do corpo; nele estão as proglotes jovens, maduras e grávidas.
O verme adulto é bem miúdo, atingindo de 3-5 cm de comprimento, mas pode chegar a ter de 100-200 proglotes. Ele vai
habitar o intestino delgado, principalmente o jejuno e o íleo.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
o HI: pulgas e carunchos larva cisticercóide está dentro desses animais.
o HD: homem.
O parasita H. nana possui dois tipos de ciclos: ciclo indireto e ciclo direto.
Todas as proglotes de cestódeos se separam
pelo movimento chamado apólise, que são
contrações do corpo do verme adulto que fazem
com que ele “destaque” cada proglote da outra.
No ciclo direto, os insetos não
aparecem; os ovos do parasita são
diretamente ingeridos pelo homem,
sem a necessidade de um HI. O verme
adulto habita o intestino delgado do
homem, e vai liberar ovos que podem
estar livres ou grudados na proglote. Os
ovos são diretamente ingeridos pelo
hospedeiro, a partir de uma auto-
infecção, então o embrião vai crescer e
gerar a larva cisticercóide nas
vilosidades intestinais do homem,
podendo evoluir para um verme adulto,
o qual vai reiniciar o ciclo.
É um ciclo longo; essa característica
faz com que o hospedeiro tenha todas
as formas evolutivas do parasita
dentro do seu corpo, o que causa uma
proteção maior para o hospedeiro
frente à reinfecções.
Ciclo monoxeno.
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No ciclo indireto, as pulgas e os carunchos se fazem presentes. A larva cisticercoide desenvolve-se no interior do inseto;
após o homem ingerir a pulga, a larva vai ser liberada dentro do intestino, onde crescerá e se tornará verme adulto.
Ciclo heteroxeno
Permite reinfecções, pois a larva não se desenvolve dentro do corpo do HD.
TRANSMISSÃO
A transmissão é via alimentar, visto que os carunchos são frequentemente achados em cereais, como granola / farinha /
massas (macarrão) / arroz / trigo...
{Escólex de Taenia sp versus H. nana}
o Rostro - O rostro do H. nana é retrátil; portanto, a coroa de acúleos pode estar pra fora ou pra dentro do escólex.
o Ovo - Tanto Taenia sp quanto H. nana possuem embrião e embrióforo; no entanto, o H. nana tem, entre eles, a presença
de filamentos polares que são fiozinhos que ficam soltos.
Dipylidium caninum
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Platyhelmintes
Classe: Cestoda
Subclasse: Eucestoda
Ordem: Cyclophyllidea
Família: Dipylidiidae
Gênero: Dipylidium
Espécie: D. caninum
É um parasita de cão, que pode infectar acidentalmente o homem.
1. Ovos de Hymenolepis nana são imediatamente infecciosos quando eliminados com as fezes, mas não conseguem sobreviver
mais de 10 dias no ambiente externo.
2 e 3. Quando os ovos são ingeridos por um hospedeiro artrópode intermediário, desenvolvem-se em cisticercóides, que podem
infectar seres humanos ou roedores após a ingestão e se desenvolvem em adultos no intestino delgado.
4. Quando os ovos são ingeridos (em comida ou água contaminada ou de mãos contaminadas com fezes), as oncosferas contidas
nos ovos são liberadas.
5. As oncosferas (larvas de hexacanto) penetram as vilosidades intestinais e se desenvolvem em larvas de cisto cério.
6. Após a ruptura das vilosidades, os cisticercóides retornam ao lúmen intestinal, evaginam seus escólex e se fixam na mucosa
intestinal, podendo se desenvolver em adultos.
7. Os vermes adultos residem na porção ileal do intestino delgado produzindo proglotes gravídicas.
8 e 9. Os ovos saem nas fezes quando liberados de proglotes pelo seu átrio genital ou quando os proglotes se desintegram no
intestino delgado. Um modo alternativo de infecção consiste em autoinfecção, onde os ovos liberam seu embrião hexacanto, que
penetra na vilosidade, continuando o ciclo infeccioso sem passar pelo ambiente externo. A vida útil dos vermes adultos é de 4 a 6
semanas, mas a autoinfecção interna permite que a infecção persista por anos .
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA H. nana é a causa mais comum de todas as infecções por cestóides e é encontrada em todo o mundo.
Em áreas temperadas, sua incidência é maior em crianças e grupos institucionalizados.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA As infecções por H. nana são mais frequentemente assintomáticas. Infecções pesadas com H. nana podem
causar fraqueza, dores de cabeça, anorexia, dor abdominal e diarréia. Fonte: CDC
MORFOLOGIA
O verme adulto mede cerca de 15-20cm. Eles possuem escólex com rostro
retrátil e armado com 4 fileiras de acúleos; além disso, possuem 4 ventosas.
O estróbilo é formado por proglotes jovens, maduras e grávidas; asproglotes são
alongadas com aspecto de sementes de abóbora. Elas possuem 2 conjuntos de
órgãos genitais, com um poro abrindo-se em cada borda; seus ovos saem em
cápsulas ovígeras, sendo que cada proglote grávida pode albergar 100 cápsulas
ovígeras, e cada uma pode conter de 3 a 30 ovos.
Esse parasito libera suas ultimas proglotes individualmente.
As vezes é possível observar a proglote presa nos pêlos e no bumbum do cão, o
que promove coceira nessa região
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HA: homens adquirem, acidentalmente, quando ingerem insetos com larvas cisticercóides em seu interior. A larva vai se
desenvolver em um verme adulto no intestino e, depois de um tempo, este verme adulto liberará ovos com cápsulas
ovígeras em seu interior.
2. Ordem Pyseudophyllidea
ASPECTOS GERAIS DO DESENVOLVIMENTO
OVO LARVA CORACÍDIO
LARVA PROCERCÓIDE
1º HI - Crustáceo
LARVA PLEROCERCÓIDE
1º HI - Peixe A
LARVA PLEROCERCÓIDE
2º HI - Peixe B
ADULTO
LARVA PLEROCERCÓIDE
3º HI Eventual - Peixe C
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
A proglote grávida está cheia de ovos
no seu interior, os quais estão
envolvidos pela cápsula ovígera; essa
cápsula é sensível, portanto, ao atingir
o ambiente, ela vai ressecar e liberar
os ovos. Esses ovos geralmente são
ingeridos por larvas de pulgas e em
seu interior haverá o
desenvolvimento da cisticercóide, que
permanece no corpo do animal até se
tornar adulta.
HD: cães e gatos podem adquirir a
doença a partir da ingestão de pulgas
adultas com larvas cisticercóides em
seu interior.
As proglotes grávidas podem ser eliminadas intactas nas fezes ou emergir da região perianal do hospedeiro. Em seguida, eles
liberam pacotes de ovos. Após a ingestão de um ovo pelo hospedeiro intermediário (fases larvais do cão ou pulga de gato), uma
oncosfera é liberada no intestino da pulga. A oncosfera penetra na parede intestinal, invade a hemocele do inseto (cavidade do
corpo) e se desenvolve em uma larva cisticercóide. A larva se desenvolve em adulto e a pulga adulta abriga o cisticercóide
infeccioso. O hospedeiro vertebrado fica infectado ingerindo a pulga adulta contendo o cisto cíclico.
O cão é o principal hospedeiro definitivo do Dipylidium caninum. Outros hospedeiros potenciais incluem gatos, raposas e seres
humanos (principalmente crianças). Os seres humanos adquirem infecção pela ingestão de pulgas contaminadas com cisticercoide.
Isso pode ser promulgado pelo contato próximo entre as crianças e seus animais de estimação infectados.
No intestino delgado do hospedeiro vertebrado, o cisticercóide se desenvolve na tênia adulta, que atinge a maturidade cerca de 1
mês após a infecção. As tênias adultas (medindo até 60 cm de comprimento e 3 mm de largura) residem no intestino delgado, onde
cada uma se anexa pelo seu escólex. Elas produzem proglotes que possuem dois poros genitais; elas vão amadurecer, tornar-se
grávidas, e depois vão se soltar do verme adulto - migram para o ânus ou são eliminadas nas fezes.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA No mundo todo.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA A maioria das infecções por Dipylidium caninum é assintomática. Animais de estimação podem apresentar
comportamento para aliviar prurido anal (como raspagem da região anal através da grama ou carpete). Distúrbios gastrointestinais
leves podem ocorrer. A característica mais marcante em animais e crianças consiste na passagem de proglotes. Estes podem ser
encontrados na região perianal, nas fezes, nas fraldas e, ocasionalmente, no revestimento do piso e nos móveis. As proglotes são
móveis quando recém-eliminadas e podem ser confundidos com larvas ou larvas de moscas.
Fonte: CDC
Isabele Caroline Almeida, Turma LV, Faculdade de Medicina de Taubaté, 2018 Relação Patógeno-Hospedeiro
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O ovo é liberado junto das fezes do hospedeiro; o ovo, normalmente, tem um opérculo, que é uma abertura de sua casca.
Ao entrar em contato com a água, a larva, denominada coracídio, presente no interior do ovo vai forçar o opérculo para
ganhar liberdade; ela ficará no ambiente até ser ingerida pelo 1º hospedeiro intermediário, o qual é, geralmente, um
crustáceo. No crustáceo, a larva coracídeo vai se desenvolver em larva procercóide, que é infectante para peixes; este
animal, ao ingerir o crustáceo, vai ingerir também a larva, a qual vai se transformar no último estágio larvário observado
nesse hospedeiro intermediário - a larva plerocercóide.
A larva plerocercóide do peixe A vai continuar nessa morfologia, mesmo este sendo digerido pelo peixe B, e este pelo
peixe C, ser digerido por outros peixes.
- Peixes maiores possuem maiores quantidades de larvas fixas aos seus tecidos, tendo em vista que ingerem muitos
peixes pequenos.
Diphyllobothrium latum
FILO NEMATODA
MORFOLOGIA GERAL
Os nematódeos são parasitas que apresentam o corpo cilíndrico.
Na morfologia básica, observam-se os vermes adultos com nítido dimorfismo sexual.
Fêmea: têm a extremidade posterior afilada; são maiores que o macho; possuem útero, vulva, espermateca e ovário.
Machos: têm estruturas assessórias utilizadas para cópula, como espícula, bolsa copuladora (dependendo da espécie),
testículo, vesícula seminal, intestino posterior e intestino anterior (assim como a fêmea).
Além disso, existem diferenças morfológicas observadas de acordo com o tamanho, morfologia da região posterior e da
região anterior (esôfago e estruturas acessórias).
Os nematódeos podem ser classificados em:
a. Geohelmintos - Ascaris lumbricoides, Toxocara canis, Strongyloides stercoralis, Ancylostoma duodenale, Ancylostoma
braziliense, Ancylostoma caninum, Necator americanus, Trichuris trichiura.
b. Domiciliar - Enterobius vermicularis.
c. Vetorial - Wuchereria bancrofti e Onchocerca volvulus.
Toxocara canis, Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum são espécies parasitárias de cães e gatos, mas que
podem acidentalmente causar uma doença diferenciada em humanos.
GEOHELMINTOS
Os geohelmintos têm a necessidade de permanecer por um certo período no solo, em condições ambientais adequadas,
para se tornar infectante; então, diferentemente de Giardia duodenalis e amebas, em que o homem já poderia ser
infectado logo que a forma evolutiva saísse do corpo do hospedeiro, em relação
aos geohelmintos isso não acontece.
Ex1. Para Ascaris lumbricoides é preciso ingerir um ovo do parasita que passou pelo
menos 15 dias no solo, com temperatura e umidade adequada para o
desenvolvimento da forma infectante do hospedeiro.
Existe, portanto, uma relação evolutiva entre os geohelmintos e o ambiente.
Os geohelmintos atingem a forma infectante depois de passarem pelo menos 15 dias no solo com as seguintes condições:
I. Temperatura entre 25°C-35°C
II. Umidade mínima de 70%
III. Oxigenação
IV. Sombreamento
Alguns geohelmintos estão relacionados exclusivamente à transmissão de doenças humanas, como:
Infecção passiva: Ascaris lumbricoides e Trichuris trichiura.
Infecção ativa: Ancilostomídeos e Strongyloides stercoralis.
FORMA INFECTANTE HOSPEDEIRO
Larva coracídio Crustáceo
Larva procercóide Peixe
Larva plerocercóide Hospedeiro definitivo
A ocorrência de helmintos no
homem é muito comum; segundo a
OMS, cerca de 24% da população
humana do mundo está infectada
por geo-helmintos (Ancilostomídeos,
Ascaris e Trichuris).
Existem algumas situações pontuais em que a capacidade
infectante é adquirida entre 3-6 horas, mas sempre com o
restante das condições.
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- Dentro dos ancilostomídeos existem 4 espécies: Ancylostoma duodenalis, Necator americanus, Ancylostoma caninum*
e Ancylostoma braziliense*.
*A. caninum e A. braziliense são parasitas de cão e gato. Nesses animais, os parasitas causarão uma doença denominada
ancilostomíase, a qual se caracteriza pela presença de verme adulto no intestino desses animais. No homem, esses
parasitas não chegam a sua forma adulta, ou seja, o homem é o hospedeiro acidental, não sendo possível que os
parasitas completem seu ciclo evolutivo; por isso, a doença, no homem, é chamada de larva migrans cutânea / bicho
geográfico.
GEOHELMINTOS DE INFECÇÃO ATIVA
1. Ancylostoma duodenale e Necator americanus
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Cromadorea (= Secernentea)
Subclasse: Chromadoria
Ordem: Rhabditida
Família: Ancylostomatidae
Gênero: Ancylostoma
Espécie: A. duodenale
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Cromadorea (= Secernentea)
Subclasse: Chromadoria
Ordem: Rhabditida
Família: Ancylostomatidae
Gênero: Necator
Espécie: N. americanus
Esses parasitas, quando habitam o intestino, causam a ancilostomíase humana.
MORFOLOGIA
Os ovos (60-40 μm) são todos iguais, portanto não é possível diferenciar a espécie de ancilostomídeo; os ovos possuem
uma única membrana e no interior uma massa germinativa. Dele sairá uma larva.
Esse ovo não possui uma resistência grande no ambiente.
Para diferenciar os vermes adultos dos
ancilostomídeos é preciso observar a cápsula bucal.
Todos eles causam uma anemia profunda no seu
hospedeiro, uma vez que se alimentam
exclusivamente de sangue; para obtê-lo, é
preciso ferir a mucosa intestinal, e os vermes
fazem isso a mordendo.
Existe dimorfismo sexual entre os vermes adultos:
Fêmea: são maiores que o macho.
- A. duodenalis 10-18 mm.
- N. americanus 9-11 mm.
Machos: têm uma bolsa copuladora em sua
extremidade posterior (parece uma "garrinha").
- A. duodenalis 8-11 mm.
- N. americanus 5-9 mm.
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Quando a L1 é formada dentro do ovo, ela vai eclodir no solo, liberando a primeira larva chamada de rabditóide, a qual
tem como característica um esôfago do tipo rabdiforme, ou seja, um esôfago com uma expansão no final; esse tipo de
esôfago aparece apenas nas larvas de 1° e de 2° estágio (L1 e L2). Essa larva se alimenta, se movimenta e vai crescendo:
L3, L4 e L5 têm esôfago do tipo filariforme - fino e sem expansão; elas são chamadas de larvas filarióides. L4 e L5 só vão
aparecer quando penetrar no homem.
Quando essa larva chega ao último estágio evolutivo encontrado no solo, que é a L3, ela não consegue mais se alimentar,
pois é formada uma bainha, uma membrana protetora que fecha totalmente o vestíbulo bucal, impedindo, assim, da larva
se alimentar. A partir desse momento, quando ela entra na fase filarióide, a larva tem pouco tempo de vida para encontrar
seu hospedeiro, penetrar na pele dele e continuar seu ciclo. Como características dessa larva filarióide, têm-se também
vestíbulo bucal longo, primórdio genital pouco visível, cauda pontiaguda e a presença de uma bainha, que limita o seu
tempo de vida. Dessa forma, L3 é a forma infectante do parasita.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
O parasita vive no intestino delgado, principalmente no duodeno.
Os vermes adultos copulam no intestino delgado e a fêmea faz a postura dos ovos, os quais sairão junto das fezes e, assim,
chegam ao ambiente. No ambiente, em condições adequadas, a massa germinativa vai passando por modificações, até
que no interior do ovo é formada uma L1 (larva rabditóide). Essa larva rabditóide rompe a membrana do ovo e vai
permanecer no solo; ela se alimenta, cresce e vira L2, que irá se alimentar e, posteriormente, formar a bainha,
ANCILOSTOMÍDEOS
Larva rabditóide Larva filarióide
VESTÍBULO BUCAL Longo Longo
PRIMÓRDIO GENITAL Pouco visível Pouco visível
BAINHA Não Sim
CAUDA Pontiaguda Pontiaguda
ESÔFAGO
O ciclo evolutivo desses parasitas tem duas fases: uma de vida livra e outra de vida
parasitária.
o Ciclo de vida livre ocorre em função da eclosão dessa larva no solo e seu desenvolvimento
no solo até o 3° estágio do seu ciclo evolutivo.
o Ciclo de vida parasitária ocorre a partir do momento em que a L3 penetra na pele, sendo
que ela ainda vai passar por 2 estágios antes de atingir a sua fase adulta.
Os ancilostomídeos possuem um período de vida livre, durante o qual vai acontecer com a
formação da larva que vai permanecer no solo se desenvolvendo até encontrar o seu
hospedeiro.
No ciclo evolutivo, os hospedeiros têm os vermes adultos no intestino delgado (duodeno),
os quais vão eliminar ovos juntos das fezes - corresponde à vida parasitária. Por ser um ovo
de geohelminto, é necessário que ele fique um tempo no ambiente sob condições
ambientais adequadas para se desenvolver; se essas condições existirem, a massa
germinativa do ovo vai sofrer modificações e se dividir, passando por vários estágios de
divisão até formar uma larva de 1° estágio (L1).
L1 → L2 → L3 → L4 → L5
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transformando-se em L3 (larva filarióides), estágio no qual a larva não se alimenta mais. A L3 penetra na pele do
hospedeiro, sendo também possível ingeri-la a partir de um alimento contaminado, tornando possível que a larva penetre
pela mucosa.
{Ciclo biológico Ancylostoma caninum e Ancylostoma braziliense}
O que vai mudar? Quando a L3 atingir o hospedeiro errado, que no caso são os humanos, ao penetrar em suas peles, elas
não conseguem sair dali, portanto não realizarão o Ciclo de Loss. Assim, elas permanecerão no local em que penetraram
até que morram ou até acontecer aplicação de medicamento ou gelo.
TRANSMISSÃO
A transmissão clássica é a ativa, por meio da penetração de L3 através da pele (via transcutânea). No entanto, existe uma
exceção para A. duodenale: as L3 são resistentes ao suco gástrico, então esse parasita pode fazer também infecção
passiva, ou seja, o hospedeiro pode ingerir uma L3, pois ela não será destruída, em contrapartida, não vai acontecer
também o ciclo hepato-pulmonar.
A infecção ativa que prevalece.
□ O Ancylostoma duodenale e o Necator americanus possuem um ciclo monoxeno → homens agem como hospedeiros
definitivos.
2. Strongyloides stercoralis
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Cromadorea (= Secernentea)
Subclasse: Chromadoria
Ordem: Rhabditida
Família: Strongyloididae
Gênero: Strongyloides
Espécie: S. stercoralis
É o parasito causador da doença estrongiloidíase. Ele possui um período de vida livre, durante o qual vai acontecer a
formação da larva que permanecerá no solo se desenvolvendo até encontrar o seu hospedeiro.
Os ovos são eliminados nas fezes, e sob condições favoráveis (umidade, calor, sombra), as larvas eclodem em 1 a 2 dias. As larvas
rabdtóides liberadas crescem nas fezes e / ou no solo, e depois de 5 a 10 dias (e duas mudas) elas se tornam larvas filarióides
(terceiro estágio), as quais são infecciosas. Essas larvas infectantes podem sobreviver 3 a 4 semanas em condições ambientais
favoráveis. Em contatocom o hospedeiro humano, as larvas penetram na pele e são transportadas através dos vasos sanguíneos
para o coração e depois para os pulmões. Eles penetram nos alvéolos pulmonares, sobem à árvore brônquica até a faringe e são
engolidos. As larvas atingem o intestino delgado, onde residem e amadurecem em adultos. Os vermes adultos vivem no lúmen do
intestino delgado, onde se ligam à parede intestinal com a resultante perda de sangue pelo hospedeiro. A maioria dos vermes
adultos é eliminada em 1 a 2 anos, mas a longevidade pode chegar a vários anos.
Algumas larvas de A. duodenale, após a penetração da pele do hospedeiro, podem tornar-se dormentes (no intestino ou músculo).
Além disso, a infecção por A. duodenale provavelmente também pode ocorrer pela via oral e transmamária. N. americanus, no
entanto, requer uma fase de migração transpulmonar.
Fonte: CDC
Caindo na circulação, o parasita vai fazer o
Ciclo de Loss / Ciclo Hepato-Pulmonar; nele,
a L3 que penetrou na pele do hospedeiro
vai passar pelo fígado coração
pulmão. No pulmão, ela sofre mudas, uma
vez que estas se concluem na presença de
O2; para tanto, haverá rompimento de
vários alvéolos pulmonares. Então, a L3 →
L4 → L5, e esta, por sua vez, chegará até a
boca por meio do muco. Se a pessoa cuspir
/ escarrar o muco, acaba-se o ciclo do
parasita, mas se o muco for deglutido, a L5
passará pelo estômago como e vai para o
intestino, onde evoluirá para macho ou
fêmea adulto.
Obs¹ O Ciclo de Loss é realizado por “AAS” -
Ascaris lumbricoides, ancilostomídeos e
Strongyloides stercoralis.
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MORFOLOGIA
Presença de vermes adultos no ambiente.
Existe dimorfismo sexual entre os vermes adultos de vida livre:
Fêmea: são maiores que o macho e possuem extremidade posterior afilada.
Macho: extremidade posterior curvada.
A fêmea faz partenogênese, sendo chamada de fêmea partogenética; ela habita o intestino humano, e adquire um
tamanho de 1.7-2.5 mm. Além disso, a fêmea é triplóide.
o Tem 1/3 do seu corpo pelo menos formado por esôfago.
o Triplóide: é capaz de produzir descendentes iguais, diplóides ou haplóides.
- Descendentes diplóides dá origem às fêmeas de vida livre
- Descendentes haplóides dá origem aos machos de vida livre.
A fêmea parasita coloca ovos no intestino do hospedeiro, os quais eclodirão ali mesmo; assim, junto com as fezes há a
presença de L1, que é uma larva rabditóide. Também é possível ter larvas rabdtóides e filarióides no solo.
O macho e a fêmea de vida livre que estão no solo, vão copular e gerar um descendente 3N.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
A fêmea partenogenética no intestino delgado vai liberar ovos, com L1 rabditóide, que sairão junto com as fezes do
hospedeiro. Dependendo da constituição genética dessa larva, ela vai fazer o ciclo direto ou indireto do parasita.
Se a larva for 3N, evoluirá direto de rabditóide para filarióide, e posteriormente penetrará na pele.
Se a rabditóide que saiu junto com as fezes for 1N, ela vai virar um macho de vida livre.
Se for 2N, torna-se uma fêmea de vida livre.
□ O Strongyloides stercoralis possuei um ciclo monoxeno → homens agem como hospedeiros definitivos.
+ Esse parasita tem a capacidade de causar uma hiper-infecção no hospedeiro; existem alguns fatores relacionados à
imunidade do hospedeiro, como alcoolismo, que podem favorecer a ocorrência da hiper-infecção.
Os dois parasitas de vida livre se encontram no solo, copulam e de dentro do ovo sairá uma nova larva rabditóide 3N:
Larva rabditóide 3N → larva filarióide → penetra na pele → realiza o Ciclo de Loss; ao romper os alvéolos pulmonares,
sofre mudas → L4 → L5 → vai até a boca → o indivíduo pode tosse ou deglutir; caso degluta o muco, a larva irá para o
intestino → fêmea partenogenética
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TRANSMISSÃO
Hetero ou Primoinfecção: larvas filarióides penetram através da pele ou mucosa; corresponde ao mecanismo clássico
de infecção.
Auto-infecção: as larvas partenogenéticas que produzem larvas 3N são responsáveis pelo mecanismo de autoinfecção;
assim, essas larvas conseguem não sair do corpo do hospedeiro, evoluem para novas larvas partenogenéticas que irão
se disseminar para outros órgãos (cérebro, pulmão, fígado, rins), o que levará o paciente a óbito.
- Externa: larvas rabdtóides presentes na região perianal evoluem para filarióides e penetram no indivíduo. crianças e
idosos que usam fraldas ou por falta de higiene.
- Interna: ainda na luz intestinal as larvas rabdtóides evoluem para filarióides que penetram na mucosa intestinal
constipação intestinal e baixa imunidade.
{Larvas de Ancilostomídeos versus S. stercoralis}
Ancilostomídeos S. stercoralis
Larva rabditóide Larva filarióide Larva rabditóide
VESTÍBULO BUCAL Longo Longo Curto Curto
PRIMÓRDIO GENITAL Pouco visível Pouco visível Visível Visível
O ciclo de vida de Strongyloides
é mais complexo do que o da
maioria dos nematóides, com
sua alternância entre ciclos
parasitários e de vida livre, e seu
potencial para autoinfecção e
multiplicação dentro do
hospedeiro.
Existem dois tipos de ciclos:
Ciclo de vida livre As larvas
rabdtóides eliminadas nas fezes
podem se tornar larvas
filarióides infecciosas
(desenvolvimento direto) ou
machos / fêmeas adultos de vida
livre, que se acasalam e
produzem ovos, a partir dos
quais as larvas rabdtóides
eclodem e, eventualmente,
tornam-se larvas infectantes
filarióides. Estas larvas
penetram na pele do hospedeiro
humano para iniciar o ciclo de
parasitas.
Ciclo parasita: larvas filarióides em solo contaminado penetram a pele humana por diversas vias, e posteriormente migram para o
intestino delgado. Acreditava-se que as larvas L3 migravam através da corrente sanguínea para os pulmões, onde eles são
eventualmente cuspidos e engolidos. No entanto, também há evidências de que as larvas de L3 podem migrar diretamente para o
intestino por meio de tecidos conjuntivos. No intestino delgado eles mudam duas vezes e tornam-se vermes de fêmeas adultas. As
fêmeas vivem enroscadas no epitélio do intestino delgado e pela partenogênese produzem ovos, que contêm larvas rabdtóides. As
larvas rabdtóides podem ser eliminadas nas fezes, ou pode causar autoinfecção. Em autoinfecção, as larvas rabdtóides tornam-se
larvas filarióides infecciosas, que podem penetrar tanto a mucosa intestinal (autoinfecção interna) ou a pele da área perianal
(autoinfecção externa); em qualquer caso, as larvas filarióides podem se disseminar por todo o corpo. A autoinfecção pode explicar
a possibilidade de infecções persistentes por muitos anos em pessoas que não estiveram em uma área endêmica e de
hiperinfecções em indivíduos imunodeprimidos.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Áreas tropicais e subtropicais, mas os casos também ocorrem em áreas temperadas (incluindo o sul dos
Estados Unidos). Mais freqüentemente encontrados em áreas rurais, ambientes institucionais e grupos socioeconômicos mais
baixos.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Freqüentemente assintomático. Sintomas gastrointestinais incluem dor abdominal e diarréia. Sintomas
pulmonares (incluindo a síndrome de Loeffler) podem ocorrer durante a migração pulmonar das larvas filariformes. Manifestações
dermatológicas incluem erupções urticariais nas nádegas e nas áreas da cintura. A estrongiloidíase disseminada ocorre em pacientes
imunossuprimidos, pode apresentar dor abdominal, distensão, choque, complicações pulmonares, neurológicas e septicemia, sendo
potencialmentefatal. A eosinofilia sanguínea está geralmente presente durante os estágios agudo e crônico, mas pode estar
ausente com a disseminação.
Fonte: CDC
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GEOHELMINTOS DE INFECÇÃO PASSIVA
A infecção passiva quer dizer que o parasita não vai gastar energia para chegar ao seu hospedeiro. Esses parasitas chegam
ao homem através da ingestão de formas evolutivas presentes em água / alimentos, ou em contato com solo contaminado
(uma vez que são geohelmintos), ou pela ingestão de ovos, em cujo interior tem uma larva que tem a capacidade de se
desenvolver no organismo.
Pelo menos 21 dias no solo com temperatura, umidade, boa oxigenação e sombreamento para a forma infectante se
desenvolver dentro do ovo. Ao ingerir a forma infectante, o homem adquire o parasita.
1. Ascaris lumbricoides
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Cromadorea (= Secernentea)
Subclasse: Chromadoria
Ordem: Rhabditida
Família: Ascarididae
Gênero: Ascaris
Espécie: Ascaris lumbricoides
É o parasita causador da ascaridíase / ascaridiose, popularmente conhecido
como "lombriga". É uma doença de ocorrência mundial, atingindo 30% da
população.
MORFOLOGIA
Existe dimorfismo sexual bem acentuado entre os vermes adultos, os quais,
além disso, possuem diversas outras características:
Fêmeas: podem ter de 30-40 cm de comprimento, sendo maiores que o macho - elas irão atingir esse tamanho quando
não existir uma grande quantidade de parasita no hospedeiro; a sua extremidade é afinada / retilínea.
Machos: tem entre 20-30 cm de comprimento. A sua extremidade posterior termina em forma de curva / “gancho”;
nela fica o órgão copulador.
BAINHA Não Sim Não Não
CAUDA Pontiaguda Pontiaguda Pontiaguda Entalhada
ESÔFAGO - - - 1/3 do corpo
Quanto ↑ o número de vermes adultos, ↑ é
a competição desses vermes por alimento.
Quando a carga parasitária é grande, os
vermes adultos atingem no máximo 12-13
cm de comprimento.
Vivem no intestino delgado, principalmente no jejuno e íleo; podem prender-se
a mucosa intestinal com auxílio de seus fortes lábios ou migrarem pela luz
intestinal. Nesse habitat, acontece a cópula e a fêmea, depois de copular, vai
começar a postar os ovos; no entanto, as fêmeas postam ovos independente de
copularem com o macho.
Os ovos de A. lumbricoides são castanhos, ovais e grandes (50μm de diâmetro);
além disso, possuem uma casca grossa, a qual permite que o ovo permaneça
viável no solo por até 2 anos; em seu interior, está a massa germinativa, a qual
vai se dividindo no solo ate que no interior tenha presença de uma larva que se
tornará infectante. Quando existe infecção por fêmea de Ascaris lumbricoides,
sempre haverá presença de ovos, os quais podem ser férteis ou inférteis:
a. Ovo fértil: significa que a fêmea copulou e fez a postura de ovos, os quais
irão se desenvolver no solo para adquirir capacidade infectante.
- Somente os ovos férteis vão se desenvolver por divisões da massa
germinativa ate formar L1, L2 e L3.
- Quando existe cópula, os ovos são férteis e apresentarem dois tipos de
morfologia.
a1. 2 membranas lisas + 1 membrana mamilonada (albuminosa).
a2. 2 membranas lisas.
b. Ovo infértil: significa que não houve cópula; as fêmeas ainda farão postura
de ovos, mas a morfologia destes será diferente. Mesmo que esses ovos
passem certo período no solo, eles não irão se desenvolver no ambiente,
uma vez que não possuem massa germinativa.
- Não possui as 3 membranas bem definidas;
- Não tem massa germinativa separada da casca, ou seja, é grudado; no
interior, está tudo espalhado.
- Formato mais retangular;
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Cada fêmea posta 200.000 ovos / dias; essa tamanha quantidade é postada pois é muito difícil para o parasita completar
seu ciclo evolutivo, tendo em vista que:
A fêmea tem que encontrar um macho no intestino delgado para produzir ovos férteis;
200.000 ovos vão para ambiente, e eles precisam encontrar condições ambientais adequadas;
Se o ovo for ingerido, ainda é necessário o desenvolvimento do Ciclo de Loss / Ciclo Hepato-Pulmonar.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
Uma vez no ambiente, o ovo fértil precisa se desenvolver. A massa germinativa, se encontrar condições ambientais
adequadas, vai começar a se dividir até formar a L1, larva rabdtóide, dentro do ovo; esta vai evoluir, ainda no solo e dentro
do ovo, para L2, que também é uma larva rabdtóide. De L2, transforma-se em L3, que é a larva filarióide infectante.
A forma infectante do A. lumbricoides para o homem é o ovo fértil que em seu interior tem L3; essa forma causa a
infecção.
Sempre antes de chegar à forma de verme adulto, o Ascaris lumbricoides precisa atingir as formas de L4 e L5, o que só
acontece com a presença de oxigênio.
- Nos vermes adultos, o crescimento e a capacidade produtiva sofrem modificações.
Se ela for deglutida, passará pelo estômago e chegará ao intestino, desenvolvnedo em vermes adultos.
É um ciclo longo, que leva de 60-90 dias para se completar (a partir da ingestão dos ovos até a eliminação destes nas
fezes).
□ O Ascaris lumbricoides possui um ciclo monoxeno → homens agem como hospedeiros definitivos.
Os vermes adultos vivem no lúmen do intestino delgado. Uma fêmea pode produzir aproximadamente 200.000 ovos por dia, que
são eliminados com as fezes. Os ovos não fertilizados podem ser ingeridos, mas não são infecciosos. Os ovos férteis embrionam-se e
tornam-se infecciosos após 18 dias a várias semanas, dependendo das condições ambientais (óptimo: solo húmido, quente e
sombreado). Depois que os ovos infecciosos são engolidos, as larvas eclodem, invadem a mucosa intestinal e são transportados via
portal, caindo na circulação sistêmica para os pulmões. As larvas amadurecem ainda mais nos pulmões (10 a 14 dias), penetram as
paredes alveolares, sobem à árvore brônquica até a garganta e são engolidas. Ao atingir o intestino delgado, elas se desenvolvem
em vermes adultos. Entre 2 e 3 meses são necessários desde a ingestão dos ovos infecciosos até a oviposição pela fêmea adulta. Os
vermes adultos podem viver de 1 a 2 anos.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA A infecção helmíntica humana mais comum. Distribuição mundial. Maior prevalência em regiões
tropicais e subtropicais e áreas com saneamento inadequado. Ocorre em áreas rurais do sudeste dos Estados Unidos.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Embora as infecções possam causar atraso no crescimento, os vermes adultos geralmente não causam
sintomas agudos. Altas cargas parasitárias podem causar dor abdominal e obstrução intestinal. A migração de vermes adultos pode
causar a oclusão sintomática do trato biliar ou a expulsão oral. Durante a fase pulmonar da migração larval, podem ocorrer sintomas
pulmonares (tosse, dispnéia, hemoptise, pneumonite eosinofílica - síndrome de Loeffler).
Fonte: CDC
Ao passar pelo estômago, depois de receber o
suco gástrico, a L3 é estimulada a sai de
dentro do ovo; o ovo vai eclodir ao chegar ao
intestino delgado, liberando as larvas, que
podem se fixar ou ficar livres na luz intestinal.
Eles se fixam porque todos os adultos têm
três lábios que servem para o parasita poder
beliscar a mucosa intestinal do hospedeiro,
mas não necessariamente ele usara essa
fixação, podendo ficar livre na luz.
A L3 perfura a mucosa do duodeno, caindo na
circulação, para poder realizar o Ciclo Hepato-
Pulmonar:
Fígado Coração Pulmão
No pulmão,acontece rompimento dos
alvéolos pulmonares, além da formação de
duas mudas, L4 e L5. A L5 sobe a traqueia,
chegando à boca, onde precisa ser deglutida
junto do muco para dar continuidade ao seu
ciclo; se a larva for escarrada, o ciclo não tem
continuidade.
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TRANSMISSÃO
Acontece pela ingestão de ovos contendo larvas filarióides / L3 (infecção passiva).
Contaminação do ambiente:
◌ Falta de saneamento básico
◌ Disseminação pelo vento
◌ Disseminação por vetores mecânicos (mosca, barata, formiga)
◌ Consumo de água e alimentos contaminados (não é a principal fonte de contaminação)
+ As crianças que estão em fase oral tem maior facilidade em desenvolver ascaridíase - geofagia, mãos sujas.
+ Ascaris lumbricoides e outros geohelmintos são utilizados para avaliar o desenvolvimento dos países.
2. Toxocara canis
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Cromadorea (= Secernentea)
Subclasse: Chromadoria
Ordem: Rhabditida
Família: Ascarididae
Gênero: Toxocara
Espécie: T. canis
É um parasita muito próximo do Ascaris lumbricoides, mas é um
trematódeo que se desenvolve em cães e gatos (HD). A doença causada
neles é a toxocaríase.
MORFOLOGIA
Os vermes adultos tem dimorfismo sexual:
Fêmeas: podem ter de 12-15 cm de comprimento, sendo maiores que o macho; a sua extremidade é afinada.
Machos: tem aproximadamente 10 cm de comprimento. A sua extremidade posterior termina em forma de curva.
Animais jovens, com menos de 7 meses:
◌ Essa idade está relacionada com o desenvolvimento do sistema imunológico do animal; se eles adquirirem uma
boa resposta, os vermes adultos param de se reproduzir. No entanto, as larvas do parasita permanecerão encistadas para
sempre nos corpos dos animais.
◌ Os vermífugos agem nos vermes adultos, mas não nas larvas encistadas.
◌ Fêmeas prenhas: a gravidez causa queda do sistema imunológico, o que permite a reativação das larvas,
fazendo com que todos os filhotes nasçam infectados. .
Posteriomente aos animais terem sido
vermifugados, caso eles tenham carga
parasitária grande, os vermes começam a ser
expulsos do organismos, inteiros e em novelos.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
Como o parasita tem o
desenvolvimento em animais, ele não
completará o seu ciclo evolutivo nos
humanos, os quais se tornam
hospedeiros acidentais. Neles, a doença
causada se chama Síndrome da Larva
Migrans Visceral (SLMV) ou Síndrome da
Larva Migrans Ocular (SLMO); tendo em
vista que a larva infectante que está
dentro do ovo não desenvolve no corpo
humano, ela ficará fica migrando pelos
órgãos do corp, ou pelo olho (pode
causar lesões oculares). As larvas
podem ser adquiridas acidentalmente
quando o humano entrar em contato
com animais parasitados.
Os vermes adultos habitam o intestino
delgado dos animais. Os ovos sairão
com as fezes dos animais,
permanecendo no ambiente; em seu
interior, haverá o desenvolvimento da
larva infectante.
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◌ Machos na idade adulta com doença que pode diminuir a efetividade do sistema imunológico (por exemplo, a
sarna): as larvas se reativam e o animal desenvolve vermes adultos.
Nos humanos, as larvas permanecerão migrando por um certo período, e depois vao acabar sendo eliminadas pelo
sistema imunológico. Ao passarem pelo pulmão, as larvas podem causar a síndrome de Loeffler, na qual o hospedeiro
apresenta sintomas muito parecidos aos da pneumonia e bronquite, como tosse, febre e muco. Esses sintomas cessam
quando a migração parar.
Obs¹ Síndrome de Loeffler (pneumonia eosinofílica): dano no sistema respiratório; é causada por Ascaris lumbricoides,
ancilostomídeos, Strongyloides stercoralis e Toxocara canis.
TRANSMISSÃO
O parasita pode ser transmitido pelo leite para os filhotes, o que não acontece quanto ao A. lumbricoides.
3. Trichuris trichiura
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Enoplea
Subclasse: Dorylaima
Ordem: Trichocephalida
Família: Trichuridae
Gênero: Trichuris
Espécie: T. trichiura
É o parasita responsável por causar a doença tricuríase.
MORFOLOGIA
É conhecido como "verme chicote", por conta da sua morfologia.
Os vermes adultos tem dimorfismo sexual:
Fêmeas: a sua extremidade posterior é afinada; é maior que o macho.
Machos: sua extremidade posterior é bifurcada. Além disso, possuem um órgão copulador retrátil.
O Toxocara canis realiza seu ciclo de vida em cães, com humanos adquirindo a infecção como hospedeiros acidentais.
1. Os ovos não embrionados são liberados nas fezes do hospedeiro definitivo.
2. Os ovos embrionam-se e tornam-se infecciosos no ambiente.
3. Após a ingestão pelos cães, os ovos infecciosos eclodem e as larvas penetram na parede intestinal.
4. Nos cães mais jovens, as larvas migram pelos pulmões, árvore brônquica e esôfago; vermes adultos desenvolvem e se depositam
no intestino delgado. Em cães mais velhos, infecções patológicas também podem ocorrer, mas o envolvimento de larvas em tecidos
é mais comum. Os estágios de desencistamento são reativados em cadelas durante o final da gravidez e infectam pelas vias
transplacentária e transmamária os filhotes, em cujo intestino delgado se estabelecem os vermes adultos. O filhote é uma fonte
importante de contaminação ambiental por ovos.
O Toxocara canis também pode ser transmitido através da ingestão de hospedeiros paratênicos: ovos ingeridos por pequenos
mamíferos (por exemplo, coelhos) eclodem e larvas penetram na parede intestinal e migram para vários tecidos onde eles
encistam. O ciclo de vida é concluído quando os cães comem esses hospedeiros e as larvas se desenvolvem em vermes adultos que
poem ovos no intestino delgado.
Os seres humanos são hospedeiros acidentais que se infectam ao ingerir ovos infecciosos em solo contaminado, ou hospedeiros
paratênicos infectados. Após a ingestão, os ovos eclodem e as larvas penetram na parede intestinal e são transportadas pela
circulação para uma ampla variedade de tecidos (fígado, coração, pulmões, cérebro, músculo, olhos). Embora as larvas não sofram
qualquer desenvolvimento adicional nesses locais, elas podem causar reações locais severas que são a base da toxocaríase.
As duas principais apresentações clínicas da toxocaríase são a larva migrans visceral e a larva migrans ocular. O diagnóstico
geralmente é feito por sorologia ou pelo achado de larvas em amostras de biópsia ou autópsia.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA No mundo todo.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Muitas infecções humanas são assintomáticas, com apenas eosinofilia e sorologia positiva. As duas
apresentações clínicas principais da toxocaríase são a larva migrans visceral (VLM) e a larva migrans ocular (OLM). Na VLM, que
ocorre principalmente em crianças pré-escolares, as larvas invadem vários tecidos (fígado, coração, pulmões, cérebro, músculo) e
causam vários sintomas, incluindo febre, anorexia, perda de peso, tosse, chiado, erupções cutâneas, hepatoesplenomegalia e
hipereosinofilia. A morte pode ocorrer raramente, por comprometimento cardíaco, pulmonar ou neurológico grave. Na OLM, as
larvas produzem várias lesões oftalmológicas, que em alguns casos foram erroneamente diagnosticadas como retinoblastoma,
resultando em enucleação cirúrgica. A LMO geralmente ocorre em crianças mais velhas ou adultos jovens, com apenas eosinofilia
rara ou manifestações viscerais.Fonte: CDC
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Os ovos parecem uma bola de futebol americano / balde com dupla membrana, massa germinativa no interior, e nos dois
lados do ovo tem os polos (2 polos laterais que parecem uma bolha) – é o local por onde a larva formada no interior do
ovo vai eclodir.
□ O Trichuris trichiura é parasita estenoxeno → afeta espécies muito próximas.
TRANSMISSÃO
Acontece pela ingestão de ovos embrionados com larva rabditóide ou L1.
O parasita introduz toda a parte mais fina
(3/4 do corpo) do seu corpo na vilosidade
intestinal do hospedeiro. A extremidade mais
larga, onde ficam os órgãos reprodutivos, fica
voltada para a luz; assim, é possível que o
verme copule e a fêmea faça a postura dos
ovos.
A fêmea faz a postura dos ovos, os quais se
misturam e caem no ambiente; caso haja
condições adequadas, haverá
desenvolvimento da massa germinativa até
que, no interior do ovo, seja formada a L1
rabditóide, que é infectante para humanos.
Após a ingestão, após a passagem pelo
estômago e duodeno, a L1 será liberada e
migra do ID até o IG. Nesse período de
emigração, ela sofre todas as mudas
necessárias até L5, para depois chegar aos
vermes adultos.
Não acontece Ciclo de Loss.
É um ciclo longo, levando cerca de 30-53
dias.
□ O Trichuris trichiura possui um ciclo
monoxeno → homens agem como
hospedeiros definitivos.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
Trichuris trichiura é um geohelminto porque o ovo não é
infectante no momento que sai com as fezes do hospedeiro,
sendo necessário que ele permaneça no solo para que haja
formação da L1 rabditóide em seu interior.
Parasitas vivem no intestino grosso; os vermes podem habitar
também outros lugares, dependendo da carga parasitária:
Cargas leves ou moderadas ceco e cólon ascendente.
Cargas intensas porção distal do íleo, cólon distal e reto -
nessa situação, pode provocar prolapso retal, devido a alta
resposta inflamatória.
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OUTROS NEMATÓDEOS
TRANSMISSÃO DOMICILIAR
1. Enterobius vermicularis
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Cromadorea (= Secernentea)
Subclasse: Chromadoria
Ordem: Rhabditida
Família: Oxyuridae
Gênero: Enterobius
Espécie: E. vermicularis
É o parasita causador da doença enterobíase.
Os ovos não embrionados são eliminados com as fezes. No solo, os ovos se desenvolvem no estágio 2 células e então eles
embrionam, tornando-se infecciosos em 15 a 30 dias. Após a ingestão (mãos ou alimentos contaminados pelo solo), os ovos
eclodem no intestino delgado e soltam larvas, que amadurece e se estabelecem como adulto no cólon. Os vermes adultos
(aproximadamente 4 cm de comprimento) vivem no ceco e cólon ascendente; eles são fixados nesse local, com as porções
anteriores enfiadas na mucosa. As fêmeas começam a depositar ovos 60 a 70 dias após a infecção. As fêmeas do ceco perdem entre
3.000 e 20.000 ovos por dia. O tempo de vida dos adultos é de cerca de 1 ano.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA O terceiro verme redondo mais comum dos seres humanos. Em todo o mundo, com infecções mais
frequentes em áreas com clima tropical e más práticas de saneamento e entre as crianças. Estima-se que 800 milhões de pessoas
estejam infectadas em todo o mundo. A tricuríase ocorre no sul dos Estados Unidos.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA Freqüentemente assintomático. Infecções pesadas, especialmente em crianças pequenas, podem causar
problemas gastrointestinais (dor abdominal, diarréia, prolapso retal) e possivelmente retardo de crescimento.
Fonte: CDC
MORFOLOGIA
O Enterobius vermicularis é um nematódeo de sexo separado:
Fêmea: medem de 0.8 a 1.3 cm de comprimento; possuem cauda
pontiaguda e longa.
Macho: medem de 0.3 a 0.6 cm; possuem uma cauda que é
recurvada ventralmente e espículo.
Após a cópula, o macho morre e se mistura com as fezes, enquanto
que a fêmea vira um saco cheio de ovo. Cada fêmea produz uma
única vez 11.000 ovos, porque ela não tem capacidade de realizar
postura; quando ela esta cheia de ovos, ela vai arrebentar e, por
isso, ela vai pra região perianal.
Os ovos medem cerca de 50 µm, e possuem forma de D / lente de
contato. É constituído por uma membrana dupla, lisa e
transparente; esta última é albuminosa, e confere aderência ao
parasita.
Algumas horas depois que é liberado do corpo da fêmea, o ovo já
é infectante; dentro de 6h, no interior do ovo já tem a L3
infectante.
- Esse tempo eh reduzido a medida que os dias ficam mais
quentes.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
Não é um geohelminto, mas sim um nematódeo de transmissão
domiciliar, em função da facilidade de disseminação desses parasitas
em domicílio. Então, se houver 1 pessoa parasitada na residência, é
bem possível que as demais pessoas que nela morarem também
apresentem a doença; dessa forma, o tratamento deve ser para
todos da casa.
Geralmente, a fêmea vai para a região perianal à noite, causando
coceira, o que vai auxiliar no rompimento, juntamente do atrito.
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□ O Enterobius vermicularis possui um ciclo monoxeno → homens agem como hospedeiros definitivos.
□ O Enterobius vermicularis é parasita estenoxeno → não tem grande variedade de hospedeiros.
TRANSMISSÃO
A transmissão é dividida em 2 principais mecanismos:
Primo / heteroinfecção: pessoasquenãotemvermesadultos e adiquirempelaingestao de ovosquesairam de outraspessoas
Autoinfecção: Os ovosatingemcapacidadeinfeccao em ooucas horas, entao o própriohosp pode se infectar.
- Externa
◊ Tipo oral: os ovos da região perianal são levados a boca pelo próprio HD.
Ex. A criança coça o bumbum e depois coloca a mão na boca.
◊ Tipo anal: (anal): as larvas eclodem na região perianal, penetram pelo ânus, migram pelo intestino grosso até o
ceco, transformando-se em vermes adultos.
Os vermes adultos estão no intestino grosso,
onde copularão; posteriormente à cópula, o
macho vai morrer, enquanto que a fêmea vai
armazenar os ovos. Quando a fêmea estiver
pronta, ela será estimulada a descer para a
região perianal, onde irá romper e liberar os
ovos que, em 6 horas, serão infectantes.
Os ovo se espalham facilmente, pois ele podem
contaminar calcinha, cueca, roupa de cama,
pijama... O simples ato de varrer a casa já
facilita a expansão dos ovos para outros pontos.
Quando o hospedeiro ingerir o ovo com L3, este
vai eclodir depois de passar pelo estômago,
liberando a larva no intestino delgado; até o seu
trajeto para o intestino grosso, a larva passará
por mais duas mudas, L4 e L5, chegando no
intestino grosso já com os vermes adultos.
É um ciclo longo, levando cerca de 30-53
dias.
Os ovos são depositados nas pregas perianais. A autoinfecção ocorre pela transferência de ovos infecciosos para a boca com as
mãos que coçaram a área perianal; a transmissão de pessoa para pessoa também pode ocorrer pelo manuseio de roupas ou roupas
de cama contaminadas. A enterobíase também pode ser adquirida através de superfícies no ambiente que estão contaminadas com
ovos de traça (por exemplo, cortinas, carpetes). Algumpequeno número de ovos pode ser transportado pelo ar e inalado. Estes
seriam engolidos e seguiriam o mesmo desenvolvimento dos ovos ingeridos.Após a ingestão de ovos infecciosos, as larvas eclodem no intestino delgado, e os adultos estabelecem-se no cólon. O intervalo de
tempo entre a ingestão de ovos infecciosos e a postura de ovos pelas fêmeas adultas é de cerca de um mês. O tempo de vida dos
adultos é de cerca de dois meses. As fêmeas grávidas migram noturnamente para fora do ânus e ovipositam enquanto rastejam na
pele da área perianal. As larvas contidas dentro dos ovos se desenvolvem (os ovos tornam-se infecciosos) em 4 a 6 horas sob
condições ótimas.
*Retroinfecção ou migração de larvas recém-nascidas da pele anal de volta ao reto, pode ocorrer, mas a freqüência com que isso
acontece é desconhecida.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Em todo o mundo, com infecções mais freqüentes em escolares ou pré-escolares e em condições de
superlotação. A enterobíase parece ser mais comum em países temperados do que tropicais. A infecção helmíntica mais comum nos
Estados Unidos (cerca de 40 milhões de pessoas infectadas).
APRESENTAÇÃO CLÍNICA A enterobíase é freqüentemente assintomática. O sintoma mais comum é o prurido perianal,
principalmente à noite, que pode levar a escoriações e superinfecção bacteriana. Ocasionalmente, pode ocorrer invasão do trato
genital feminino com vulvovaginites e granulomas pélvicos ou peritoneais. Outros sintomas incluem anorexia, irritabilidade e dor
abdominal.
Fonte: CDC
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Ex. Os ovos que foram liberados na região anal podem eclodir, caso a pessoa não tenha o hábito de tomar banho
de manhã, ficando o dia inteiro sem banho. Como a casca do ovo não é rigida, a larva pode eclodir e penetrar pelo ânus
mesmo.
- Interna (tipo retal): as larvas eclodem no reto e migram até o ceco, transformando-se em vermes adultos – raro;
Ex. A fêmea rompe dentro do intestino liberando os ovos, os quais podem eclodir; assim, a larva se desenvolverá
em vermes adultos
Ex. Indivíduos com constipação intestinal - as fêmeas ficam bloqueadas no intestino, liberando os ovos.
TRANSMISSÃO VETORIAL
1. Wuchereria bancrofti
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Cromadorea (= Secernentea)
Subclasse: Chromadoria
Ordem: Rhabditida
Família: Onchocercidae
Gênero: Wuchereria
Espécie: W. bancrofti
É o parasita causador da filaríase linfática, sendo a elefantíase correspondente ao estágio avançado da doença.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
Os vermes adultos podem viver no sistema linfático humano de 4 a 8 anos; esses vasos ficam obstruídos.
o HD: humanos.
o HI: mosquitos fêmeas do gênero Culex.
Os vermes adultos copulam nos vasos linfáticos do hospedeiro, gerando como produto a microfilária / embrião; elas são
observadas no diagnóstico, pois tem um comportamento de migração - a partir das 23h, ela sai dos vasos linfáticos e vai
para a corrente sanguínea, voltando ao lugar de origem por volta das 2h.
A periocidade da migração é importante para o diagnóstico, que é necessário para se ter um resultado eficiente no
tratamento.
As microfilárias são infectantes para os mosquitos; o período de imigração delas coincide com o período de alimentação
do deles. Ao ingeri-las, elas irão se desenvolver em 3 estágios larvais, permanecendo em L3, o qual é infectante para
humanos; a L3 vai para a probóscide do inseto e, quando ele for exercer a hematofagia, ela penetrará na pele pelo local da
picada e atingirá os vasos linfáticos, onde irá se desenvolver em vermes adultos.
Leva de 8-9 meses para que a L3 fique adulta e comece a produzir microfilárias.
MORFOLOGIA
Os vermes adultos tem dimorfismo sexual:
Fêmeas: corpo delgado e branco-leitoso; medem de 7-10 cm de
comprimento. Possui extremidade posterior afilada.
Machos: corpo delgado e branco-leitoso; medem de 3.5-4 cm
de comprimento. Além disso, possuem extremidade anterior
afilada e posterior enrolada ventralmente.
A microfilária é conhecida como "embrião", medindo cerca de
250 a 300 μm de comprimento. Ela movimenta-se ativamente na
corrente sanguínea do hospedeiro.
Por sua vez, as larvas são encontradas no inseto vetor. Ela possui
três estágios: L1, L2 e L3 (infectante).
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□ O Wuchereria bancrofti possui um ciclo heteroxeno → homens agem como hospedeiros definitivos, e o mosquito Culex
age como hospedeiro intermediário.
TRANSMISSÃO
No Brasil, a filaríase é transmitida apenas pela picada da fêmea do mosquito Culex quinquefasciatus (os machos se
alimentam de seiva, portanto somente as fêmeas picam).
2. Onchocerca volvulus
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Cromadorea (= Secernentea)
Subclasse: Chromadoria
Ordem: Rhabditida
Família: Onchocercidae
Gênero: Onchocerca
Espécie: O. volvulus
É o parasita causador da oncocercose; é muito comum na África, na Península Arábica e nas Américas (+ 35 países), sendo
conhecida como "cegueira dos rios".
MORFOLOGIA
São filarídeos do tecido subcutâneo humano.
Fêmeas: cerca de 4-50 cm de comprimento.
Machos: cerca 2-4 cm de comprimento.
Microfilárias medem 300μm de comprimento.
BIOLOGIA E CICLO EVOLUTIVO
O parasito se desenvolve nos olhos, causando cegueira permanente, mas pode também permanecer na pele. Não
apresentam peridiocidade e em alguns casos, podem alcançar o sangue, sendo encontradas no baço, rins e também no
sedimento urinário.
Diferentes espécies dos seguintes gêneros
de mosquitos são vetores da filariose de W.
bancrofti dependendo da distribuição
geográfica. Entre eles estão: Culex (C.
annulirostris, C. bitaeniorhynchus, C.
quinquefasciatus e C. pipiens); Anopheles (A.
arabinensis, A. bancroftii, A. farauti, A.
funestus, A. gambiae, A. koliensis, A. melas,
A. merus, A. punctulatus e A. wellcomei);
Aedes (A. aegypti, A. aquasalis, A. bellator,
A. cooki, A. darlingi, A. kochi, A.
polynesiensis, A. pseudoscutellaris, A.
rotumae, A. scapularis e A. vigilax);
Mansonia (M. pseudotitillans, M. uniformis);
Coquillettidia (C. juxtamansonia).
Durante uma refeição de sangue, um
mosquito infectado introduz larvas de
terceiro estágio na pele do hospedeiro
humano, onde elas penetram na ferida da
mordida. Elas se desenvolvem em adultos
que comumente residem nos linfáticos; os
vermes femininos medem 80 a 100 mm de
comprimento e 0,24 a 0,30 mm de
diâmetro, enquanto os machos medem
cerca de 40 mm por 0,1 mm.
Os adultos produzem microfilárias medindo de 244 a 296 μm por 7,5 a 10 μm, que são embainhadas e têm periodicidade noturna,
exceto as microfilárias do Pacífico Sul, que têm ausência de periodicidade marcada. As microfilárias migram para os canais linfáticos
e sanguíneos, movendo-se ativamente através da linfa e do sangue. Um mosquito ingere as microfilárias durante uma refeição de
sangue; após a ingestão, as microfilárias perdem suas bainhas e algumas delas passam pela parede do ventrículo e porção cardíaca
do intestino médio do mosquito e atingi os músculos torácicos.
As microfilárias se desenvolvem em larvas de primeiro estágio e subsequentemente em larvas infectantes de terceiro estágio;estas
migram do hemocele para o probóscide do mosquito e pode infectar outro humano quando o mosquito realizar a próxima refeição
de sangue.
Fonte: CDC
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As microfilárias migram pela pele do hospedeiro, causando urticária e deixando a pele com aspecto de couro / crocodilo - a
pele fica toda machucada em função da liberação da larva.
TRANSMISSÃO
A transmissão se dá pela picada do inseto Simulium (borrachudo) infectado com larvas do parasita, e se dissemina de
uma pessoa a outra através da transmissão de microfilárias. Decorrido cerca de um ano, o parasita se transforma em
verme adulto e passa a produzir um número muito grande de microfilárias, as quais se disseminam por todo o corpo e,
eventualmente, podem causar cegueira. Além disso, é comum a presença de lesões dermatológicas e de nódulos
subcutâneos.
o HD: Homem
o HI: Simulium guianense, S. incrustatum,
S. oyapockense e S. roraimense.
- Dependendo da região do mundo,
esses HI preferem picar determinada
parte do corpo; nesse local é onde se
desenvolverão os oncocercomas.
Os vermes adultos copulam e produzem
microfilárias, as quais são infectantes para
os mosquitos. Diferentemente da
Wuchereria bancrofti, que os parasitos
adultos ficam nos vasos linfáticos, no caso
do Onchocerca volvulus, os adultos
formam os oncocercomas, que não
nódulos fibrosos subctuâneos,
distribuídos pelos tecidos do hospedeiro.
Quando esse nodulo é aberto, de dentro
dele é retirada uma massa toda retorcida
de vermes adultos.
Durante uma refeição de sangue, uma mosca infectada (gênero Simulium) introduz larvas filariais de terceiro estágio na pele do
hospedeiro humano, onde elas penetram na ferida da mordida. Nos tecidos subcutâneos, as larvas se transformam em filárias
adultas, que comumente residem em nódulos em tecidos conjuntivos subcutâneos. Os adultos podem viver nos nódulos por
aproximadamente 15 anos. Alguns nódulos podem conter numerosos vermes masculinos e femininos. Uma mosca negra ingere as
microfilárias durante uma refeição de sangue. Após a ingestão, as microfilárias migram de o intestino médio da mosca negra através
do hemocele para os músculos torácicos. As microfilárias se desenvolvem em larvas de primeiro estágio e subsequentemente em
larvas infectantes de terceiro estágio. As larvas infectantes de terceiro estágio migram para a probóscide da mosca e podem infectar
outro humano quando a mosca realizar a próxima refeição de sangue.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA O agente da cegueira dos rios, Onchocerca volvulus, ocorre principalmente na África, com focos
adicionais na América Latina e no Oriente Médio.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA A oncocercose pode causar prurido, dermatite, oncocercoma (nódulos subcutâneos) e linfadenopatias. A
manifestação mais grave consiste em lesões oculares que podem evoluir para cegueira.
Fonte: CDC