Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ANTIPROTOZOÁRIOS COCCIDIOSE AVIÁRIA - Não são separados por grupos e sim pela doença que tratam
Protozoário do gênero Eimeria 
Multiplicam-se nas células epiteliais do intestino delgado – lesões 
Diminui conversão alimentar e permite infecções oportunistas 
 Problema de grande impacto econômico (Doença cara, se gasta muito)
 Anticoccidianos: compostos amplamente utilizados como aditivos alimentares 
*Principalmente em granjas de produção
*Coccidiose: Se o intestino não estiver bem colonizado com boas bactérias, (flora completa do animal), este animal vai ter a conversão alimentar reduzida e não vai ter defesa para outras bactérias que se instalarem ali.
Mais utilizados:
1. Diclazurila 
 ação potente 
 completa eliminação das eimerias 
 seguro para as aves – Usar quando tiver surto
 usado para o tratamento 
*Eliminação das eimeirias- nem sempre é bom eliminar as eimeirias completamente, pois elas são um problema endêmico em nossa região, então ex: Foi em uma granja e tratou a eimeiria e acabou com tudo que tinha na granja, ai veio um técnico nesta granja e trouxe uma cepa, aquelas aves não terão resistência nenhuma, então vai morer todas. O mais adequado é utilizar uma quantidade menor como aditivo zootécnico e geralmente um produto que não acabe totalmente com a eimeiria, e sim controle ela para que fique subclínica, pois os animais terão certa resistência.
*Diclozuria- utilizada geralmente quando se tem um surto grande porque ela tem ação de acabar com todas as eimeirias, porém não serve para controle
2. Amprólio 
 Período de retirada de 3 dias (Período de carência)
 seguro para as aves 
 usado para o tratamento - Não para controle
-Muito utilizado
3. Nicarbazina 
Não utilizar: frangos de corte (estresse calórico) e poedeiras (qualidade do ovo) - O estresse calórico é a maior causa de mortes em granjas de corte.
Período de retirada: 9 dias 
Usado na prevenção- diferente do Diclozuria e do amprólio
 4. Monensina - Mais utilizada
Não utilizar em poedeiras: resíduos no ovo 
Período de carência de 3 dias 
Usado na prevenção
*Mais utilizado na granja de corte 
 *Lembrando: Só realiza tratamento quando se tem surtos grandes. Na rotina o que mais se utiliza é para o controle/prevenção.
TOXOPLASMOSE 
 Protozoário: Toxoplasma gondii 
 Parasita o intestino delgado 
 Tratamento – Clindamicina (usada como antibiótico)
 via oral 
 cães: 10 a 40 mg/kg – 3 a 4 vezes por dia 
 gatos: 40mg/kg – 3 vezes por dia * 14 dias de tratamento
BABESIOSE 
 Protozoário do gênero: Babesia 
 Parasita as hemácias 
 Transmitida por carrapatos (Controle dos carrapatos).
*Sinais clínicos: mucosa hipocorada, petequias (Hematoma, ponto hemorragico).
1. Diminazeno 
Interfere na síntese do DNA do parasito 
Toxicidade: lesões nervosas graves, degeneração gordurosa no fígado, rins, miocárdio e musculatura esquelética 
Efeitos colaterais: tremor muscular, salivação, taquicardia, diarreia. 
Bovinos: 3,5 mg/kg SC / IM – dose única
Equinos: 5mg/kg IM por 2 dias consecutivos
*Não se utiliza em pequenos 
*Não utiliza muito, menos utilizado 
2. Dipropionato de imidocarb - Mais utilizado em clínicas de pequenos e grandes animais
 Atua no núcleo do parasito 
 Período de carência de 30 dias para animais destinados ao consumo 
Efeitos colaterais: hipersalivação, taquicardia, vômito, inquietação, diarreia (estimulação colinérgica) 
Controle com sulfato de atropina (0,04mg/kg) 10 minutos antes- Observar o animal depois da aplicação
Izoot- Muito utilizado na clínica de pequenos, é o único que não doí na aplicação.
*Por ter essa estimulação colinérgica consegue manter com a atropina,o protocolo geralmente faz se a atropina antes, esperar 10 min, e logo após aplica o Imidiocarb, que não terá a estimulação. Faz mais em pequenos.
Dose para o imidocarb: 
 Bovinos: 1,2mg/kg SC, IM – dose única 
 Equinos: 2mg/kg IM – 2 dias consecutivos 
 Cães: 5mg/kg IM, SC – repetir após 15 dias
ANAPLASMOSE
 Bactéria Anaplasma 
 Geralmente associada à Babesiose 
 Transmitida por carrapatos
 Controle dos carrapatos!!! 
TRATAMENTO 
1. Dipropionato de imidocarb 
2. Tetraciclinas – Elas têm um efeito na babesiose, apesar de que utilizadas separadamente não é indicado
2. Tetraciclinas 
 Eficaz contra a anaplasmose clínica - Sinais clinicos: Mucosas pálidas, depressão, anemia profunda, dificuldade respiratória...
 Estágio precoce da doença – alto índice de recuperação 
 Baixos valores de hemoglobina (< 10%) Transfusão sanguínea - Serve para babesiose também. 
*Associação do tratamento medicamentoso com transfusão sanguínea tanto para babesia quanto para anaplasma.
GIARDÍASE 
 Protozoário Giardia sp. 
Se prende às células epiteliais do intestino delgado – lesões ou tapetamento (Tapetamento porque vai aderir no epitélio e lesionar para ficar colada
 Diarreia com muco e sangue- Principalmente com muco, pois na hora que ela faz esse tapete ela impede a absorção dessa gordura, então essa gordura sai nas fezes.
*Tapetamento: quando a giardia entra no intestino delgado ela começa a se prender em todo o epitélio, ela vai se multiplicando e se prendendo até cobrir aquele epitélio, até não ter mais espaço de penetração do que o animal come.
TRATAMENTO
 1. Metronidazol -(Antibiótico) mais utilizado
Interage com o DNA do protozoário quebrando as alças dessa estrutura – perda da forma helicoidal- (Perde o formato e ela não consegue grudar no intestino)
Administração VO, EV 
Toxicidade em cães (altas doses): ataxia, tremores, nistagmo, opistótono, cauda caída. 
Cães: 25mg/kg BID – 5 dias 
Gatos: 12 a 25mg/kg BID – 5 dias
*Existem vermífugos que prometem o tratamento, como o Dontral, utilizado por 3 dias consecutivos, ou o Endogard plus
LEISHMANIOSE VISCERAL (POSSÍVEL DE CAIR NA PROVA)
Protozoário da espécie Leishmania infantum 
Transmitido por insetos flebotomíneos (Mosquito palha)
Parasitam medula óssea, linfonodos, fígado e baço 
Repelentes!!!- Pra quem tem a doença e para quem não tem
*Já saiu do consultório com o animal positivo, sempre com repelente.
TRATAMENTO (liberado em setembro/2016) 
1. Alopurinol análogo das purinas incorporado ao RNA do parasito impede sua replicação-(As purinas são utilizadas para formar o DNA).
Leishmaniostático- (Para o crescimento/Multiplicação do parasito)
 10mg/kg BID, VO – uso contínuo (Para manter este protozoário parado)
*Medicamento de uso humano.
2. Milteforan 
Inibe a biossíntese dos fosfolipídios da membrana do parasito –Deixa a membrana pobre, pouco maleável, aí ela quebra e o parasito morre. 
Leishmanicida (Mata o parasita)
 Disponível para venda em 30, 60 e 90ml 
 2mg/kg SID, VO – 28 dias 
 Efeito colateral: vômito e diarreia (raros) 
 Segurança renal e hepática 
 Não utilizar em gestantes
*Deve ser utilizado com o Aluporinol, pois se utilizar só o Aluporinol o animal vai ter uma carga parasitária, ele vai manter essa carga parasitária, nem aumentando nem diminuindo. O ideal é utilizar os dois pois o Milteforan mata o parasito e vem o Aluporinol e mantém a carga baixa.
ANTIINFLAMATÓRIOS – ESTEROIDAIS E NÃO ESTEROIDAIS Aula- 23/04
AINE = Anti-inflamatório Não Esteroidal 
Não são derivados de esteroides-Hormônios (≠ glicocorticoides) 
 Ação: anti-inflamatória, antiálgica (dor), e antitérmica.
 Inibidores de COX e/ou LO
 COX = ciclo-oxigenase 
LO = lipo-oxigenase (enzimas)
 A característica principal destes anti-inflamatórios é que eles são inibidores de COX e LO, A COX ( Cicloxigenase) e a LO (Lipoxigenase) são enzimas que fazem parte do processo inflamatório.
 
 Em uma inflamação temos Calor, rubor, tumor e dor. Possui duas fases, a fase vascular e a fase celular.
• FASE VASCULAR: (Mediadores: aminas vasoativas, citocinas, sistema complemento...). Os mediadores atuam nestafase causando: 
 Vasodilatação 
 Aumento da permeabilidade vascular
 Está fase não é o alvo dos AINES, pois é na fase celular que eles iram agir, por isso é necessário entender estas duas fases da inflamação.
• FASE CELULAR: 
Fase onde os AINEs atuam 
 Formação de eicosanoides = mediadores inflamatórios
 EICOSANOIDES PROPRIEDADES INFLAMATÓRIAS
Prostaglandinas PGD Vasodilatação arteriolar
Prostaglandina PGE Potencializa a dor e a permeabilidade vascular
 Prostaglandina PGI Inibe a agregação plaquetária 
Tromboxanos TXA, TXB Promove a agregação plaquetária, vasoconstritora Leucotrienos LTA, LTB, LTC, LTD, LTE Processos anafiláticos
Os eicosanoides são responsáveis por promover os sinais da inflamação, Calor, dor, rubor e tumor.
 Como o processo de inflamação acontece: A membrana celular possui fosfolipídeos, que são quebrados pela enzima fosfolipase em ácido araquidônico, este ácido por sua vez vai sofrer ação da COX e da LO, estas duas enzimas transformam o ácido araquidônico em mediadores inflamatórios. (Os AINES vão impedir a ação da COX e da LO, fazendo com que não haja a formação dos mediadores inflamatórios, evitando assim a formação dos sinais da inflamação).
* A COX sempre leva a formação de prostaglandinas e tromboxanos e a LO a formação de leucotrienos.
FEBRE: Quando algum patógeno invade o organismo do animal, a primeira ação do sistema de defesa os leucócitos iram fagocitar esta partícula (bactéria, vírus, parasito...), com a fagocitose eles liberam pirogênios endógenos (citocinas), estas citocinas vão percorrer a corrente circulatória e vão para o cérebro se ligar à receptores cerebrais, a partir daí se tem a formação de ácido araquidônico. Esta citocina é que vai estimular a cascata da inflamação. No cérebro existe um tipo específico de COX, que é a COX-3 responsável pelo mecanismo de febre, ela forma sempre a prostaglandina-E, que aumenta a temperatura corporal por desregular o hipotálamo. Existem medicamentos que inibem a COX-3, como a dipirona.
Febre:
Leucócitos fagocitam partículas estranhas
 Liberam pirogênios endógenos (citocinas)
 Ligam-se a receptores cerebrais 
Ativam formação de ácido araquidônico (FLA) COX cerebral produz PGE
PGE Aumenta temperatura corporal por desregular o hipotálamo.
DOR: Estes anti-inflamatórios também têm efeito também na dor. A dor é sempre amplificada pela ação das prostaglandinas (A prostaglandina é formada pela COX, que quebra o ácido araquidônico), existem prostaglandinas que estão ligadas a dor, principalmente a prostaglandina-I. Os AINES possuem um efeito maior em dor somática do que em dor visceral. Possuem grande vantagem como analgésico por não causarem dependência farmacológica.
Dor:
 Amplificada pela ação das Prostaglandinas (associadas a processos inflamatórios) 
Hiperalgia imediata e de curta duração = PGI 
Hiperalgia longa = PGE 
AINE: efeito melhor em dor somática do que visceral 
Não promovem tolerância ou dependência farmacológica
AINE 
Processos inflamatórios de tecidos moles = muscular (Têm uma melhor ação nestes tecidos moles)
Muito utilizados: Desordens musculoesqueléticas 
Alguns pioram a degradação articular (ibuprofeno, naproxeno) 
Absorção rápida, exceção dos equinos (Têm em geral uma rápida absorção, em equinos é um pouco mais lenta)
Os AINES são ácidos fracos, sendo assim eles têm uma maior afinidade pelos locais inflamados, pois estes locais têm um pH mais baixo, ou seja, quando este medicamento está circulando na circulação sanguínea a tendência é que eles sejam atraídos para os locais que estão inflamados, o que o torna mais benéfico ainda, pois agem no local correto. Outra coisa interessante é que como eles são ácidos, são excretados na urina básica, então se houver um problema de superdosagem pode acelerar a eliminação, fazendo com que a urina fique mais básica. No geral estes anti-inflamatórios podem inibir só a COX, só a LO ou então podem inibir as duas (AINES de dupla ação). Estas enzimas existem para promover as reações inflamatórias e também fazem parte de mecanismos fisiológicos, sendo necessário entender isso para compreender os efeitos colaterais que estes medicamentos podem causar. Existem três tipos de COX:
COX 1: prostaglandinas relacionadas a reações fisiológicas renais, gastrintestinais e vasculares. (Ela participa principalmente da vasodilatação que acontece nestes locais).
COX 2: prostaglandinas que participam dos eventos inflamatórios, álgicos e térmicos. 
COX 3: cerebral. (responsável principalmente por produzir prostaglandina-E, que leva a febre, pois desregula a temperatura corporal).
*Os AINES impedem os sinais inflamatórios, eles vão impedir a ação da COX e da LO, impedindo que elas formem os mediadores inflamatórios, como todo medicamento isso vai ter um efeito negativo, os rins e o estômago são mais afetados quando se usam eles. 
 EFEITOS COLATERAIS 
 RIM: As prostaglandinas tem sempre efeito vasodilatador, sendo benéfico em alguns casos, já no caso da inflamação é maléfico, pois para controlar a inflamação não pode haver esta vasodilatação. Então esta prostaglandina lá do rim é responsável por esta dilatação, ela participa do processo de liberação de renina, garantindo um fluxo sanguíneo bom a nível renal. Quando se utiliza um anti-inflamatório não esteroidal, obriga o animal a parar de produzir prostaglandina, pois vai inibir COX. Na ausência da prostaglandina não terá o efeito vasodilatador, tendo uma diminuição do fluxo sanguíneo renal, havendo uma diminuição da filtração glomerular, com isso se tem secundariamente um dano renal grave. (o rim fica prejudicado em seu aporte sanguíneo). Contraindicado para animais com problemas renais.
MUCOSA ESTOMACAL: A prostaglandina produzida no estômago, em um animal com inflamação é ruim, mas em um animal saudável é importante, pois a vasodilatação no estômago causa o aumento do suporte sanguíneo que o animal precisa para fazer o sistema de tamponamento pelo bicarbonato para atenuar os efeitos do HCL. (Então o animal necessita deste suporte sanguíneo no estômago para ter que este órgão seja bem oxigenado e receba o que ele vai precisar para que possa fazer o tamponamento, o ácido clorídrico é produzido para digerir substâncias, sendo assim ele é muito agressivo para a mucosa do estômago, então a mucosa estomacal se defende pelo tamponamento, necessitando deste sangue suporte para fazer. Se não tiver a prostaglandina, não haverá a vasodilatação, fazendo com que o estômago não tenha o aporte sanguíneo necessário para o tamponamento). Se não houver o tamponamento o ácido vai se acumular e corroer a mucosa estomacal, causando úlceras. Além disso, o acumulo do princípio ativo dentro das células gástricas, gerando a morte dessa célula (toxicidade para a célula).
RECOMENDAÇÕES: Quando for utilizar os AINES, os pacientes precisam estar bem hidratados, em bom estado pressórico (Pressão normal, pois a pressão altera a vasodilatação e a vasoconstrição). Não utilizar em fêmeas prenhes.
Princípios ativos: No geral eles são divididos em dois grandes grupos
 Ácidos carboxílicos X Ácidos enólicos 
 ÁCIDOS CARBOXÍLICOS: 
Diclofenaco: Pode ser oral ou injetável (usa-se muito em grandes, não deve ser utilizado em cães.
 alta potência anti-inflamatória e analgésica (muito potente nestas duas ações)
 bovinos: miosite e atrite 
 cães: restrito, sangramentos gástricos (em cães se evita ao máximo, é contraindicado pois o sangramento é causado por úlceras que por sua vez é causada pela falta do tamponamento, devido à falta de prostaglandina). 
*a úlcera é causada quando se usa o AINESpor mais dias, mas no caso do Diclofenaco está úlcera pode ser causada com até dois dias de uso.
Carprofeno: (ação muito boa na redução de edema, é o AINE que melhor reduz edema e tem boa ação analgésica).
seguro (menos efeitos colaterais) 
 Cães: usado para efeito analgésico, osteoartrite.
 Cetoprofeno: 
 inibidor de dupla ação (inibe COX e LO)
 potente e seguro 
 Equinos: problemas musculoesqueléticos, cólica (IV) 
Flunixino meglumina: (Não se utiliza em pequenos, mais utilizados em grandes, principalmente equinos)
 potente ação analgésica e anti-inflamatória 
 Equinos: cólica e distúrbios musculoesqueléticos (Mais utilizado em casos de cólica em equinos)
 Cães: baixa segurança (toxicidade renal aguda) -acelera a toxicidade renal.
ÁCIDOS ENÓLICOS: 
 Meloxicam: 
antipirético e analgésico (antipirético= tira a febre)
 afecções musculoesqueléticas 
 pode causar vômito, diarreia e inapetência 
 muito utilizado em CÃES (seguro para cães)
Antipirético que controla a temperatura
AINEs- com baixa ação anti-inflamatória 
DIPIRONA – inibidor de COX-3 cerebral (por isso não tem uma ação anti-inflamatória boa)
 antipirética e analgésica 
 dores leves, moderadas e viscerais 
PARACETAMOL : Em gatos não é indicadopor causar necrose hepática, pois eles não conseguem realizara sua correta eliminação, eles não conseguem excretar o paracetamol. O paracetamol é excretado pelas fezes por isso tem necrose hepatica, pois ele se aumula antes de ser eliminado.
(se não secreta--->intoxica-----> necrose)
 antipirético e analgésico 
Felinos: não realiza correta eliminação = necrose hepática
*pode ser associada tranquilamente
COX-----> PgE----> Desrregula a temperatura no hipotálamo 
*não têm boa ação em COX-1 e COX-2
*geralmente não associa com outros porque eles já são analgésicos (ex: Meloxican).
Os dois tem o mesmo mecanismo de ação (COX-3), tem mesmo efeito antipirético e analgésico, não têm bom efeito anti-inflamatório, apesar de ser considerado anti-inflamatório (mas isso é por causa do mecanismo de ação).
COXIBES: (grupo)
 inibidores seletivos da COX 2----> voltada para inflamação
 COX 2: também ligada a fisiologia do rim (vasodilatação)
 usar os Coxibes somente para evitar lesão gastrointestinal (ex: gastrite crônica, já é mais sensível)
Recomenda-se o uso inicial dos AINEs convencionais e com ação farmacológica consagrada
*criou este grupo de anti-inflamatórios, por que se eles focam só em COX-2 pra não ter um tanto de problema, porém depois disso veio a informação que a COX-2 também faz parte da fisiologia do rim. Sendo assim prejudica o rim, por isso os coxibes só devem ser utilizados quando precisar muito evitar uma lesão gastrointestinal. Por que quando se usa os coxibes irá bloquear a COX-2-----> ela faz parte da fisiologia renal -----> o rim sofre mais com intensidade do que o COX-1.
LEMBRAR:
COX-1: Fisiogia renal
COX-2: ligada aos efeitos inflamatórios, efeitos álgicos.
COX-3: cerebral
AIE -Anti-inflamatório Esteroidal = (Corticoides)
Glândulas adrenais = produção de hormônios esteroides, a partir de colesterol 
 Mineralocorticoides, glicocorticoides e esteroides sexuais= (Fundamentais para o bom funcionamento do organismo)
O anti-inflamatório esteroidal (corticoide) é um analágo do glicocorticoide, que são prodzidos pela adrenal.
1. Mineralocorticoides: manutenção do equilíbrio hídrico eletrolítico (aldosterona) ---> regulação de vasodilatação, vasoconstrição, etc...
2. Glicocorticoides: afetam o metabolismo de carboidrato e proteínas (cortisol) ----> AÇÃO ANTI-INFLAMATÓRIA E IMUNOSSUPRESSORA.
3. Esteroides sexuais: características sexuais (andrógenos) *Não é o foco da aula
*Prolongada: geralmente dose única (utiliza uma vez e a ação dura por mais tempo)
*Rápida: O animal produziu ou recebeu por via oral, rapidamente ele já circula e faz o efeito.
*Intermediária: Ação que não vai durar tanto tempo e também não é imediata (demora um tempo pra ocorrer).
*OBS: Dose única não tem efeito colateral
*O de ação prolongada não quer dizer que age por dias e dias.
AIE – FISIOLOGIA DOS ESTEROIDES ADRENAIS
São sintetizados e liberados quando necessários, não são estocados na adrenal – A glândula sempre produz quando ela é estimulada, quando o animal precisa.
GLICOCORTICOIDES: 
1. Principal estímulo: ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) - HIPÓFISE 
2. ACTH é regulado: CRH (hormônio liberador de corticotropina) – HIPOTÁLAMO 
Concentrações sanguíneas de glicocorticoides
3. CRH é controlado por: 
 Nível de glicocorticoides
 Estímulos do SNC 
Níveis de ACTH 
MINERALOCORTICOIDES: (Produzido constantemente)
Não sofrem influência do eixo hipotalâmico 
Liberação depende do sistema renina-angiotensina
 
 
*Realiza feedback negativo parando a produção do CRH, fazendo com que não produza ACTH que não produz glicocorticoides.
QUAL O CORTICOIDE VOU ESCOLHER ÁPOS O DIÁGNOSTICO?
*Se eu preciso de um efeito rápido, se eu preciso que um animal responda rapidamente, ex:
Hipoadenocorticismo (É uma baixa na produção dos corticoides, por algum motivo as glândulas adrenais não produzem os glicocorticoides) o tratamento para esta patologia é anti-inflamatório esteroidal, porque ele é um análogo, que vai repor o que ele não vai produzir, vai fazer uma terapia de uso contínuo tendo a escolha do RÁPIDO, por que toda vez que o animal tomar, rapidinho ele vai ser disponibilizado para ele.
 *Intermediário: Para problemas crônicos, alterações articulares, reação alérgica.
*Prolongada: alteração aguda, quando quer fazer uma dose só (ex: Bovino de corte) - animais de grande porte.
Indicações Terapêuticas para os anti-inflamatórios esteroidais:
Reposição
Tratamento de inflamação, como a imunossupressão
Hipoadenocorticismo: Causa atrofia da glândula adrenal, pelo excesso de uso de corticoides e Tumor no Hipotálamo (onde estimula).
COMO OCORRE A PRODUÇÃO?
Existe o eixo Hipotálamo-Hipófise, adrenal que estão interligados. O principal estímulo para ela produzir vem do hormônio ACTH que é produzido pela hipófise, então quando ela precisa produzir ela é sinalizada por este hormônio e vai produzir o glicocorticoide. Esse ACTH é por sua vez, regulado pelo hipotálamo; quais as formas dele regular: por um outro hormônio chamado CRH ou pela própria concentração sanguínea de glicocorticoide (que é o feedback negativo). A adrenal produz glicocorticoide, ela não estoca, ela sempre produz quando o organismo precisa, ela sabe quando precisa quando é estimulada pelo ACTH que foi produzido pela hipófise, a hipófise sabe que tem que produzir o ACTH quando ela é estimulada pelo hipotálamo através do CRH ou pelo feedback do próprio glicocorticoide. O feedback é: Tem pouco glicocorticoide estimula a cascata.
MECANISMO DE AÇÃO: 
 Atravessam a membrana celular (lipossolúveis)
 Ligam-se a proteínas receptoras, no núcleo (encontrados em todos os tecidos) 
 Inibem o ativador de transcrição do DNA chamado AP-1 
 Envolvido na produção de vários genes:
 Colagenase, Interleucina2, Receptor da IL-2, ciclo-oxigenase
*O anti-inflamatório esteroidal penetra na célula de qualquer tecido e quando entra no núcleo ele inibe o ativador da AP-1 no final da históriaresume: não produz COX.
*Colagenase leva a produção de colágeno, por isso que anti-inflamatório PREJUDICA A CICATRIZAÇÃO! (Sendo contraindicado em caso de úlcera ocular (Porque todo processo cicatricial envolve colágeno, (Anti-inflamatório---> Inibe a AP-1----> Inibe a Colagenese----> atrapalhando a cicatrização).
AIE
São metabolizados no fígado (70%) 
Cortisona e prednisona: usam as vias metabólicas hepáticas para se tornarem ativas (hidrocortisona e prednisolona) - Por isso não tem via tóxica
 IMPORTANTE para as necessidades fisiológicas básicas: 
 adequação ao metabolismodistribuição do volume extracelular 
 atividade cerebral 
 tônus muscular cardíaco e esquelético 
Animais necessitam de certa quantidade de corticosteroides Cão – 05 a 1,1mg/kg/dia (cortisol)- Dose basal
*Cortisona e Prednisona não são ativados enquanto eles não passam pelo fígado; tem que passar no fígado pela via metabólica hepática para se tornarem moléculas ativas. Quando elas passam por lá eles vão transformar em Hidrocortisona e Predisinolona.
EFEITOS METABÓLITOS GERAIS: 
GLICOSE: Agentes hiperglicemiantes
inibição da captação da glicose, promoção da gliconeogênese, antagoniza a ação da Insulina 
 CARBOIDRATOS: promovem a síntese de glicogênio hepático. 
 PROTEÍNAS: aumentam o catabolismo e diminuem sua síntese. (Quebra da proteína principalmente a nível celular).
 MINERAIS: podem promover retenção de sódio, excreção de potássio e expansão do volume extracelular.
FÍGADO: aumenta produção de Fosfatase Alcalina. (Por ser metabolizado).
PELE: inibem a síntese de material conjuntivo (colágeno), diminui a espessura dérmica, dificulta a cicatrização. Exposição excessiva leva a atrofia das glândulas sebáceas e folículo piloso. 
MÚSCULOS: atrofia devido ao efeito proteolítico. (Efeito catabolico das proteínas).
 SISTEMA ENDÓCRINO: efeito supressor na sua própria produção (feedback negativo). Administração prolongada pode levar a atrofia adrenal. (interferência dos hormônios hipofisários) - Quando tem alterações conjuntas com hipo e hipertiroidismo, tem que avaliar muito bem este tratamento.
*Os corticoides tem muitos efeitos colaterais (sistêmico), diferentemente do anti-inflamatório não esteroidal ele é ácido, então ele é chamado para os locais de inflamação, ele é atraido para estes locais.
O anti-inflamatório esteroidal circula o corpo todo, ele penetra em todas as células, por isso tem muitos efeitos colaterais. Desta forma, não se deve utiliza-lo por via oral quando se tem úlcera de córnea.
*Hoje no mercado tem a predinisolona que é interessante por pular uma etapa, o animal já toma ela com a molécula ativa.
*Glicose: impede o animal de utilizar a glicose circulante da corrente sanguínea, com isso o animal precisa fazer a gliconeogênese para retirar a glicose armazenada no fígado para utilizar ----> Energia
 TODO ANTI-INFLAMATÓRIO ESTEROIDAL É UM AGENTE HIPERGLICEMIANTE
*animal com diabetes não pode ser tratado com predinisona, dexametasona, hidrocortisona. Pois vai desregular completamente.
AIE – INDICAÇÃO TERAPÊUTICA
 Terapia de reposição para insuficiência adrenal
 (hipoadrenocorticismo)
 &
 Fins anti-inflamatórios e imunossupressores 
 Dose única é desprovida de efeitos colaterais 
A interrupção abrupta em terapias longas leva ao aparecimento de sinais clínicos de privação de cortisol
*O que muda na dose é que todos eles podem ser utilizados para tudo isso. Não significa que a Prednisona seja anti-inflamatória ou seja imunossupressora. Ela pode ser utilizada para repor, para anti-inflamatória ou imunossupressora, depende da dose (A dose é que muda todo o efeito).
1º Reposição hormonal: Os hormônios corticotrópicos eles são fundamentais para o funcionamento do organismo todo, então quando o animal não tem essa produção ele precisa repor.
2º Anti-inflamatório: Conseguimos isso porque ele inibe a AP-1 que tem ligação com a COX e por isso ele acaba com o efeito também anti-inflamatório, esse é um outro curso terapêutico desse grupo.
3º Imunossupressor: Que é diferente de um efeito anti-inflamatório. (O efeito anti-inflamatório o paciente não terá dor, rubor, calor, edema... e no efeito imunossupressor irá controlar uma defesa exacerbada do organismo).
*A utilização de dose única é muito utilizada na medicina veterinária pois não tem efeito colateral nenhum, seja em pequenos ou grandes. Mas se estou fazendo um tratamento, a partir de 4 dias (Que é considerado um tratamento), a interrupção abrupta pode causar sinais. Se está fornecendo para este animal um corticoide o organismo vai fazer um feedback, então vai parar sua produção, e aí eu fiz isso por 4 dias, o que é suficiente para realizar o feedback negativo, aí ao parar o tratamento de uma vez isso vai demorar muito, o animal vai chegar a ficar em torno de 3 dias sem produção nenhuma de cortisol, até entender que ele precisa voltar a produção. Por isso faz o desmame, para ir diminuindo a dose ou diminui a frequência (de 12/12h para uma vez ao dia).
*Quanto mais longo o tratamento (se tratou por exemplo por 15 dias), mais lentamente deve ser o desmame. Geralmente 4 dias de tratamento se faz o desmame em 3 ou 4 dias. Pode sempre usar o dobro (tratou 5 dias + 5 dias de desmame).
Tem como base de comparação que é pra começar com uma dose bem baixa que é a dose fisiológica. Quando precisar repor, ou seja, o organismo do animal precisa daquilo para fazer a dose fisiológica que é o natural então essa é a dose fisiológica (dose baixa).
*se aumentar a dose 10x, já se tem uma dose anti-inflamatória.
*se dobrar a dose anti-inflamatória se tem a dose imunossupressora- dose cavalar, dose alta
*dose única geralmente é dose anti-inflamatória.
INSUFICIÊNCIA ADRENAL (HIPOADRENOCORTICISMO) -Adrenal não consegue produzir os hormônios corticotrópicos.
 Prednisona 0,1 a 0,2mg/kg SID 
 Quando há diminuição da aldosterona: hidrocortisona 0,5 a 1,1 mg/kg SID (repoem a aldosterona)
*dose fisiológica- terapia de reposição
DOENÇAS AUTOIMUNES
 Anemia hemolítica (Lise das hemácias) / trombocitopenia autoimune (baixa das plaquetas) / lúpus eritrematoso sistêmico/ pênfigos/ polineuropatias/ poliomiosites 
 Doses de imunossupressão: prednisona 2,2 a 6,6 mg/kg SID. (Para controlar essa resposta inflamatória)
 Após estabilização, tentar dose mais baixa- Se não pode ter outros problemas, se não abaixar pode ter uma atrofia dessa adrenal. Essa adrenal vai receber tanto feedback negativo que ela vai ficar tanto tempo sem produzir corticotropicos que ela não vai funcionar mais, mesmo depois que parar de dar e fazer o desmame, ela nunca mais vai voltar a produzir.
 Se possível administrar em dias alternados (3 dias)
*Doenças que não tem cura, uso contínuo. Importante dar uma dose alta porque o animal precisa deste efeito e vai reduzindo essa dose depois que o animal está estável até no mais baixo que conseguir.
CONDIÇÕES ALÉRGICAS 
Dermatopatias alérgicas: atopia, DAP, de contato, hipersensibilidade alimentar. 
Picadas de animais peçonhentos 
Prednisona 0,5 a 1,1 mg/kg SID (2 a 7 dias)- Dose antiflamatória! 
 Reduzindo os sintomas, fase de manutenção com 50% da dose inicial
*Dose anti-inflamatória (Pode dependendo do caso utilizar até dose imunossupressora, mas geralmente a dose anti-inflamatória já ajuda).
*A maioria das vezes que se utilizar AIE entra neste grupo
*Não precisa manter até o resto da vida do animal
*Doenças alérgicas- fazer o desmame, reduzir esses sintomas vai partir para o desmame (baixar esta dose para 50%), ele vai passar para a dose de manutenção, onde vai permanecer sem os sinais clínicos e depois faz a retirada desse fármaco.
DOENÇAS BRÔNQUIAS E PULMONARES 
Bronquite crônica e asma (felinos) 
 Reação imunológica de hipersensibilidade 
 Glicocorticoides: Benefícios
 reduzem a inflamação 
 estabilizam os mastócitos (Baixa ação anti-inflamatória e imunossupressora)
 diminuem a produção de muco “como se fosse um efeito colateral” - positivas para essas patologias.
 apresentam efeitos sinérgicos com os broncodilatadores - melhora a respiração
TRAUMAS E EDEMAS CEREBROESPINHAIS 
São necessárias altas doses (Consegue impedir principalmente EDEMA!)
Terapia deve ser instituída rapidamente 
Curta duração: 5 a 7 dias(Pois tem efeito anti-inflamatório)
 Realizar diminuição gradativa após 24 horas de tratamento
*Ele não reduz o edema já formado, só reduz a formação de edema
*Válido se o trauma tiver sido até 12hs, para não ocorrer a formação de edema e ter a ação anti-inflamatória, se não nem adianta usar dose alta (é porque é para prevenir o aparecimento).
*Dose anti-inflamatória (porque é sempre rápido, reduz os sintomas e pronto).
CHOQUES 
Comum na clínica de cães e gatos 
Choque hemorrágico e séptico 
CHOQUE: má perfusão de órgãos e tecidos 
CORTICOTERAPIA: preserva a microvasculatura íntegra e inibe os eventos que levam a citotoxicidade. 
Uso rápido e em doses altas 
Choque em equinos: uso duvidoso
Quando tem o choque esses vasos mais finos e temos eles em lugares muito importantes (ex:Rins), eles sofrem danos em qualquer situação de choque.
*Utiliza-se corticoides no tratamento da Erliquiose, porque a doença causa deposição de imunocomplexos tendo rompimentos de microvasos (ex: sangramento nasal- epistaxe).
AIE – CONTRAINDICAÇÕES Não se deve utilizar!!
PRECAUÇÃO 
 DOENÇAS INFECCIOSAS: imunossupressão (Herpes, Felv, Cinomose, Parvovirose). Pode até ser utilizada doses anti-inflamatórias, mas mesmo assim pode causar uma imunossupressão, nem que seja pequena; o animal já está debilitado, ele já produz seu próprio cortisol, já está em uma situação de estresse e entra com uma dose a mais, vai ficar muito perto de uma dose imunossupressora, sendo melhor não utilizar, para não baixar a imunidade
 PERFURAÇÕES: diminui cicatrização (Fratura, úlcera de córnea, pós-cirúrgico)
 DIABETES MELITO: hiperglicemiante e antagônico a ação da insulina (Ele acaba fazendo com que a glicose suba no sangue, por que o animal não consegue guardar, não consegue ter o efeito da insulina).
 DOENÇAS RENAIS: catabolismo proteico, agravamento de azometia (Rim: vai ter mais proteína para esse rim e para ele eliminar. (aumento de proteína, que sobrecarrega o rim). 
Qual o problema da insuficiência renal na erliquiose e na leishmaniose?
Por causa da deposição de imunocomplexos (quebra esses imunocomplexos com corticoide). Claro que vai depender da fase da doença que este animal se encontra, vai examinar este rim primeiro, se ele estiver normal pode utilizar sim corticoide e no caso é até bom pois ele quebra esses imunocomplexos e evita os problemas renais que podem ter a frente.
 ALTERAÇÃO DOS HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS: TSH, GH e gonadotrofina - Alteração dos hormônios hipofisários porque eles podem ser evoluídos por feedback, Apesar de não serem o alvo, quando o corticoide faz feedback na hipófise por exemplo, pode acabar interferindo na produção dos hormônios dela também.
* Então ter cautela ao utilizar corticóide, porque na hora que tiver o feedback ele não para a produção só do ACTH e CRH que está envolvido no estímulo da aldosterona, ele acaba interferindo na produção de toda a hipófise, então se já tem um hipotiroidismo e utilizar o anti-inflamatório esteroidal por exemplo, vai fazer um feedback negativo na hipófise que vai diminuir ainda mais a produção de todos os hormônios que a glândula produz.
*Adrenal só produz quando precisa
*Casos de imunossupressão em relação à atrofia da adrenal é o único caso que justifique o veterinário acabar causando este problema, qualquer outro caso é erro médico.
*Não percebe esta atrofia, o que acontece é que o animal vai ter sinais desta falta de cortisol, que são os mesmos sinais do hipoadrenocorticismo, ou começa a desestabilizar (a doença volta. exemplo: anemia hemolítica, porque o cortisol diminui).
AIE – INDICAÇÃO TERAPÊUTICA
INSUFICIÊNCIA ADRENAL IATROGÊNICA (Doença autoimune) -uso contínuo, dose fisiológica
 Causa: terapia prolongada com glicocorticoides –Causada pelo erro veterinário
 Supressão de CRH e ACTH pelo feedback negativo 
 Deficiência de ACTH = atrofia das adrenais (nunca mais vai produzir)
 Terapia interrompida bruscamente: animal incapaz de suprir suas demandas de cortisol 
DESMAME EVITA!!
*Quando fornece este corticoide demais ou em doses muito altas e para de uma vez, mesmo fazendo por exemplo um desmame curto quando se forneceu demais este corticoide (Tomar várias vezes em tempos diferentes, acontece que a adrenal para a produção por que ela não acumula).
HIPERADRENOCORTICISMO IATROGÊNICO (Dose fisiológica, sem causa) - não tem nada a ver com o veterinário e sim com o próprio animal).
Causa: uso repetido de corticosteroides, ou qualquer administração: oral, tópica, oftálmica e óticas (ligado a uma predisposição).
 Sinais: poliúria, polidipsia, polifagia, abdome abaulado, apatia, estritor respiratório, atrofia muscular, lesões cutâneas, ciclo estral irregular ou diminuição da libido 
 Diabetes melito: resistência à insulina provocada pelo glicocorticoide
A adrenal para de produzir glicocorticoide em geral.
*O feedback anula completamente e não produz mais.
*O tratamento precisa fornecer o animal o que ele não tem.
Caso de atrofia da adrenal em uma doença iunossupressora: No caso precisa entrar com uma dose um pouco maior, pois na verdade aquilo que você for adicionar vai ser uma reposição e não tem a ver com seu tratamento de imunossupressão, o tratamento de imunossupressão continua o mesmo, você aumenta por que além de tratar a imunossupressão você agora tem que fornecer, porque infelizmente como efeito colateral a adrenal atrofiou.
*O uso da hidrocortisona tem a vantagem de fazer a reposição da aldoesterona.
TRATO GASTROINTESTINAL
*Pavovirose: Maiores causas de morte, desidratação e septicemia. (Tem destruição dos enterócitos e vilosidades, não terá mais flora bacteriana que é uma barreira de proteção natural, “quebra” a parede das bactérias que caem na corrente sanguínea).
ESTIMULANTES DO APETITE
 OXERÍGENOS ou OREXIGÊNICOS 
Combate a inapetência = IMPORTANTE! 
Dois mecanismos que regulam a ingestão de alimentos:
Longo prazo – estoques de nutrientes 
Curto prazo – regula a fome
*rotina clínica felinos que não se alimentam e desenvolvem lipidose hepática.
*qualquer doença gastrointestinal, se o animal não come, ele não vai ter funcionamento da flora adequada e vai abrir porta para bactérias.
ESTIMULANTES DO APETITE 
 Tônicos amargos 
 Noz-vômica 
 Alimentos altamente palatáveis, em pequena quantidade, com maior frequência 
 Anti-histamínicos H1 = CIPRO-HEPTADINA
Mecanismo desconhecido
 Usada em cães e gatos
*Não te veterinário
*Age no centro da fome estimulando o animal a se alimentar
ESTIMULANTES DO APETITE 
 Benzodiazepínicos: -Sua ação maior é anticonvulsivante
 Usados em bovinos e ovinos
*Não funciona para cães com estimulante
 DIAZEPAM
 Usado em gatos
 Dose estimulante de apetite:
 0,05 a 0,15 mg/Kg – EV, SID 
1mg/animal – VO, SID
*Ótimo para gatos
*Dose muito baixa
ADSORVENTES 
Substâncias que por meio de forças eletrostáticas, atraem outras, fixando-as sobre sua superfície. 
 CARVÃO ATIVADO 
Mais eficiente adsorvente
Obtido pela queima controlada de madeira
Estrutura porosa 
Grade área de absorção: 1g adsorve até 100m²
*Sem efeito colateral
*Gruda em outras substâncias que estão no estômago, impedindo assim que essa substância seja absorvida
*Utilizados para intoxicações e envenenamentos
*Impede a mucosa estomacal de absorver
ANTIESPUMANTES -Remédios para gases
Medicamentos que em pequena quantidade, alteram a tensão superficial dos líquidos digestivos, impedindo a formação de bolhas ou rompendo as já formadas, favorecendo a eliminação de gases no TG.
 DIMETICONA ou SIMETICONA
 Baixo efeito colateral 
 ACETIL TRIBUTIL ACETATO:
 Timpanismo espumoso dos bovinos
*Grande importância para grandes animais
*Maior aplicação de pequenos: Gastroenterites em geral e preparação para exames de imagem (U.S).
*Sem efeitos colaterais (Passa e não é absorvido).
PRÓ-CINÉTICOS- Estimula o peristaltismo
 Estimulam,ordenam e restauram a motilidade do trato gastrointestinal. 
 METOCLOPRAMIDA - Plasil
Aumenta o tônus e a amplitude da contração gástrica, e aumenta o peristaltismo do duodeno e jejuno. 
 Acelera o trânsito na porção intestinal do intestino 
 Promove esvaziamento gástrico 
 DOMPERIDONA- Estimula peristaltismo
 Semelhante a metocloramida
*Plasil ele é pró-cinetico e anti-emético
*Usado principalmente quando quer eliminar corpos estranhos (Mas antes é feito exame clínico, e exames complementares para saber como é esse corpo estranho, se ele não é perfurante, saber se pode estimular).
*Tem que saber quem é pró-cineticos, pois tem que saber não só quando deve utilizar e sim também quando não se deve utilizar, como por exemplo intussepção, pode precisar de um anti-émetico, não pode utilizar o plasil pois ele vai estimular esse peristaltismo, podendo causar torção ou rompimento intestinal.
PLASIL- Anti-emetico e pró-cinético 
*O plasil promove o esvaziamento, acelera o peristaltismo (Ou seja, esvaia rápido o estômago). Ex: Maior causa de vômito na parvovirose é acúmulo de líquido no estômago, o plasil vai acelerar esse peristaltismo, vai esvaziar o estômago.
ANTIÁCIDOS 
Aumentam o pH gástrico neutralizando o ácido clorídrico. 
Mais utilizado: 
BICARBONATO DE SÓDIO 
HIDRÓXICO DE MAGNÉSIO 
ÓXIDO DE MAGNÉSIO 
CARBONATO DE MAGNÉSIO 
CARBONATO DE CÁLCIO 
HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO
*Aumenta o pH----- deixa mais básico. Tamponamento
BLOQUEADORES DE SECREÇÃO DE HCL – Protetores de mucosa
1. Antagonistas histaminérgicos do tipo H2: RANITIDINA 
 Bem absorvida VO
 BID (2 vezes)
Existe forma injetável
*Hcl: causa erosão na mucosa gastrica quando está em excesso.
Ranitidina: Impede a ligação da histamina com o receptor impedindo a cascata de produção do Hcl, então ela inibe de certa forma a produção do ácido.
 
2. Inibidor da bomba gástrica de HCl
: OMEPRAZOL, PETPRAZOL, LANSOPRAZOL 
 Bloqueia reversivelmente a bomba da membrana das células responsáveis pela secreção de HCl.
O Hcl é produzido neste caso, diferente da ranitidina ele não é produzido, mas ele fica retido.
 
O HCL é produzido dentro da célula e jogado para o lúmen, e quem faz isso é a bomba de próton-ele joga esse ácido clorídrico para fora, para dentro do lúmen do estômago, se inibe essa bomba, não tem ácido clorídrico fora.
Omeprazol: É usado mais o omeprazol, porque a ação dele é um pouco mais rápida, porque já vai parar a liberação imediatamente, a ranitidina vai parar a produção, então o que já está circulando ainda vai continuar circulando por algum tempo.
Prostaglandina* não tem slide: Misoprostol, analogo da prostaglandina.
A prostaglandina também inibe a produção de HCL, e ela estimula a produção de muco protetor.
A prostaglandina é fundamental para a saúde do estômago (Lembrar do anti-inflamatório mão esteroidal ele bloqueia COX--->não tem prostaglandina---> estômago sofre lesões).
Usar oanalogo da prostaglandina é uma maneira de garantir a proteção da mucosa.
Porém não é muito utilizado por que vai ter efeito na motilidade uterina (Efeito no sistema reprodutor).
O ANIMAL FOI INTOXICADO, O QUE SE FAZ? INDUZ O VÔMITO OU DÁ CARVÃO? (porque os dois vão ajudar)
Tudo depende do tempo, se tiver ocorrido de 20 a 30 min mais ou menos, se fazer vomitar as vezes não vai surgir efeito. Desta forma utiliza direto o carvão, pois o que ainda não tiver sido absorvido pode ser eliminado. Se tiver menos tempo utiliza-se os dois, primeiro o emético.
3. Sucralfato: 
 SUCRAFILM 
 Sacarose sulfatada + hidróxido de alumínio 
 Forma um complexo com o tecido lesado: barreira protetora sobre a mucosa lesada
*Pode ter associação com o Omeprazol ou a Ranitidina
*Úlceras (Vômito com sangue---úlcera crônica) - não age nem na produção e nem na liberação de HCL.
*forma um complexo como se fosse uma placa, uma barreira, um curativo para o tecido lesado.
EMÉTICOS 
Utilizados para a produção da êmese (vômito) Muito utilizados em intoxicações
 Espécies que não têm êmese: equinos, ruminantes, roedores, cobaias e coelhos. (Eméticos não funcionam)
Duas maneiras de estimular:
 1. Estímulo local da mucosa gástrica (substâncias irritantes) CENTRO DO VÔMITO
2. Estímulo de origem central (toxemias, febre) CENTRO DO VÔMITO
*Se o animal comeu algo que não deveria dar o emético, esperar até 30 à 40 min.
1- estimulo local é o mais utilizado. 
IRRITANTES: 
 CLORETO DE SÓDIO: via oral, solução concentrada morna. 
 ÁGUA OXIGENADA 10V: via oral, causa distensão estomacal -Melhor
Dose: 1 a 2 ml/Kg A dose pode ser repetida caso o vômito não ocorra dentro de 20 minutos da administração
*Solução hiperconcentrada- água morna com sal, vai dissolvendo.
*Água oxigenada- faz a primeira dose espera 5 min, se não vômitar repete; até umas 3 ou 4 vezes pode repetir.
AÇÃO CENTRAL:
 APOMORFINA
 Opioide 
 Atua no centro do vômito: zona deflagadora 
 Dose: 0,04 a 0,08 mg/Kg (VO, EV)
 Vômito ocorre de 2 a 3 minutos depois
*Não é muito utilizado 
*Analgésico muito forte
XILAZINA 
 Êmese posteriormente acompanhada de sedação
 Dose: 0,05mg/Kg (SC, IM) 
 Mais utilizada em gatos (Por causa da administração VO de água oxigenada).
 Ioimbina pode reverter o efeito emético da xilazina
Loimbina- antagônico, fármaco que remete a ação da Xilazina
ANTI-EMÉTICOS
 
ESCOPOLAMINA
 - É utilizada como anti-emético mas não é recomendada para gatos
 
ONDASETRONA
- É amplamente utilizada na clinica de pequenos.
 
- O mecanismos dela é antagonista de receptor de serotonina que interfere na (zona deflagadora-do vômito). Por isso tem essa ação anti-emética.
 
Esses dois casos são mais usados para Cinetose: é um tipo de vômito que vem pelo enjôo, por movimentos, cheiros fortes que vem do exterior.
 
- O outro mecanismo que temos é causado por toxinas, doenças onde usamos mais os próximos.
 
- Por isso na veterinária não utilizamos muito esses medicamentos, por não tratamos muito cinetose.
 
METOCLOPRAMIDA
- É um pro-cinético, nome comercial é o Plasil
- Mecanismo de ação: Bloqueador de receptor dopaminérgico (dopamina estimula a êmese). Participa da ação da êmese – que é o vômito. 
-Bloqueando a dopamina ele consegue esse efeito anti-emético
- Potente antiemético, por isso é muito utilizado
- Pode causar sedação por causa do seu mecanismo de ação. Depende do animal, depende da resposta da situação do animal, não é regra.
- Um efeito secundário dele é que estimula a secreção de prolactina. Ajuda na descida do leite após parto.
•ATENÇÃO: animais convulsivos. Tem que ter cautela para usar em animais epitéticos, porque assim como pode causar sedação, alguns podem ter efeito reverso e ter uma estimulação no animal. 
 
CERÊNIA
Citrato de Maropitant
- Utiliza muito e tem ganhado espaço na veterinária e o plasil tem caído em desuso por causa dele.
 
- Base – Citrato de Maropitant (principio ativo)
 
- Como age: é um antagonista dos receptores da neurocinina – inibe a ligação da substância P –neurotransmissor chave do vômito. 
- Na verdade essa neurocinina proporciona a ligação da substância P. Se eu tenho um antagonista dos receptores dela, eu consigo inibir a ligação dessa substância P que é um neurotransmissor chave do vômito. Lá no centro do vômito no cérebro temos as sinapses que acontecem para que aconteça o vômito. Nessa sinapse essa substancia P é o principal neurotransmissor que ao se ligar ao receptor vai estimular o vômito. Assim paro essa cadeia de transmissão de vômito.
- Como posso utilizá-los: 
Via Oral - comprimidos e
Via Sub-cutânea SC: (aplicação dói) . Seconservar na geladeira essa aplicação dói menos.
 Via Intravenosa: é utilizada, mas não é indicada.
- Pode ser usado por até 5 dias consecutivos 
- A maior utilização é em cães e gatos.
 
 
HEPATOPROTETORES
 
Tratamento da insuficiência hepática
 
- Não é anti-tóxico
 
- A indicação terapêutica é para tratar insuficiência hepática.
 
- Pode utilizar em intoxicações por que ele é um hepatoprotetor, ajuda a preservar o fígado. Mas não trata a intoxicação.
 
- Anti-tóxico: é tudo que vai neutralizar a toxina, vai impedir de ser absorvida, se for absorvida cuidar para não causar problema. (carvão aditivado).
 
Composição :
 
Agentes lipotrópicos: apressam a remoção de lipídios ou reduzem sua deposição no fígado. Uma das funções do fígado é fazer a metabolização, armazenar as gorduras. Posso ajudar o fígado trabalhar se eu oferecer esses agentes lipotrópicos que ajudam na metabolização, armazenamento de lipídeo.
 
- COLINA , - LECITINA e BETAÍNA, - VITAMINA B12
 
- METIONINA: favorece a metilação de diferentes substâncias químicas. Muitas substancias químicas precisam passar pelo fígado para serem biotransformadas e eliminadas. Ajuda o fígado na metabolização de substancias químicas, principalmente medicamentos.
 
- VITAMINA E e SELÊNIO: efeito antioxidante, medicamentos antinecróticos. Vão ajudar nas células hepáticas em si. Ajudam as células se regenerarem, se manterem funcionando normalmente. Vão ajudar para não serem destruídas.
 
- Esses hepatoprotetores ajudam o fígado de três formas: 
 
Agentes lipotrópicos: metabolização de lipídeos
Metionina: ajuda a biotransformar as substancias químicas que vão passar pelo fígado
Vitamina E e Selênio : proteção das células hepáticas 
 
- Chama de antioxidante no mercado, mas não chega a ser um antioxidante e sim um hepatoprotetor.
HepVet: é um hepatoprotetor bem completo
 
PROBIÓTICOS e PREBIÓTICOS
 
•Probióticos: são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro, porque vou montar a flora do animal de novo.
- Ofereço para o animal o microrganismo prontinho, vivo.
 
•Prebióticos: são carboidratos não-digeríveis, que afetam beneficamente o hospedeiro, por estimularem seletivamente a proliferação e/ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon. 
- Ofereço alimento para as bactérias benéficas. Ajudo essas bactérias trabalharem melhor ou se desenvolverem. 
 
•Simbiótico é aquele no qual um probiótico e um prebiótico estão combinados
PROBIÓTICOS e PREBIÓTICOS
- Oferece os dois produtos juntos. Produto que já tem a bactéria e o produto que ainda tem esses carboidratos que vão estimular a proliferação da flora intestinal do animal.
 
O que preciso saber desses Probióticos e Prebióticos ?
- São fundamentais na saúde dos enterócitos – células intestinais.
- Enterócitos vivem apenas três dias, precisam ser nutridos de maneira correta porque o animal precisa estar em constante produção de células novas. Por isso é tão importante fornecer probióticos e prebióticos para ajudar.
- Muitas vezes são o bastante para tratar enterites: inflamação intestinal.
- Zeolita: composto mineral. Aumenta a digestibilidade da dieta, aumenta a consistência fecal e reduz o odor fecal de cães. Esta sendo incorporada nas rações. Não é probiótico e nem prebiótico. É um mineral que pode ser um componente da dieta.
- Probiótico e prebiótico melhora muito a imunidade. 
 
 
TERAPÊUTICA DO SISTEMA CARDÍACO
 
FISIOLOGIA CARDÍACA
- Fluxo sanguíneo: Veia cava superior, átrio direito, válvula tricúspede, ventrículo direito, artéria pulmonar, pulmão. Volta para o coração pelas veias pulmonares, átrio esquerdo, válvula mitral, ventrículo esquerdo, artéria aorta, corpo.
 
- CONCEITOS para medicar um animal cardiopata:
 
•Pré-carga: comprimento inicial da fibra cardíaca, enchimento ventricular. É o primeiro movimento, é o enchimento ventricular. O sangue entra no ventrículo esquerdo e o ventrículo de expande para encher. Isso se chama pré-carga. 
 
•Pós-carga: exatamente o contrário da pré-carga. Pressão da aorta durante a sístole (saída de sangue do ventrículo), durante o comprimento secundário desse coração. Comprime para encher e depois comprime para esvaziar. 
 
- Pressão da Aorta, por onde o sangue sai para o corpo.
 
•Inotropismo: força de contração cardíaca, é o fator que altera o desempenho do coração.
POSITIVO= desempenho maior que o previsto
NEGATIVO= desempenho menor que o previsto
 
•Débito cardíaco: volume de sangue ejetado pelo ventrículo esquerdo na aorta, em um minuto. 
- Está totalmente relacionado com pós-carga (pressão na aorta, capacidade que o coração tem de se esvaziar)
 
- Pós-carga esta ligada com o inotropismo porque se não tiver força a pós-carga diminui. E esta ligada com o debito cardíaco que é a quantidade de sangue que eles perdem.
 
 
 
- Débito cardíaco é esse vermelhinho: que representa o sangue que o coração está expulsando. E na hora que expulsa faz essa movimentação na aorta que é uma artéria elástica, na hora que ele faz a pós-carga, ele manda todo esse debito, a artéria tem capacidade de receber e segue o fluxo.
 
- Os três estão interligados : Pré-carga: capacidade dele encher; se ele não encheu vai interferir no pós-carga e no débito.
- Tudo isso esta interligado no funcionamento da fisiologia normal do coração.
- Esses três pontos são o alvo da terapêutica cardiovascular. A terapêutica vai tentar mexer nesses fatores quando estão desregulados.
 
 
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA –ICC
 
- Coração está incapaz de manter o equilíbrio circulatório.
 3 coisas que acontecem:
- Diminuição do Débito cardíaco: porque não consegue expelir o sangue
 
- Aumento da Frequência cardíaca: para compensar a oxigenação
 
- Vasoconstrição: para manter circulação nos órgãos vitais (cérebro, coração e pulmão) e quem mais sofre com a vasoconstrição são os rins.
 
- São mecanismos compensatórios. Todos acontecem com o objetivo da manutenção da pressão arterial e para tentar adequar as perfusões miocárdia e cerebral. Tentar chegar oxigênio nos órgãos vitais.
 
TRATAMENTO DA ICC
 
•Reestabelecer o débito cardíaco: aumentar a quantidade de sangue que o coração bombeia
•Rearranjo da pré e pós-carga: vou devolver a capacidade dele se encher e esvaziar; regular
•Remover excesso de líquido: congestão, aumento da pressão hidrostática. 
•Aumentar a contração miocárdica 
 
 
Quais os medicamentos que tenho disponível para fazerem todo esse esquema de tratamento que eu preciso:
 
Inotrópicos: aumentam a forma de contração. 
 
Diuréticos: ajuda o animal eliminar o excesso de liquido.
 
Vasodilatadores: para bloquear o mecanismo de vasoconstrição que o organismo faz.
 
 
DIGITÁLICOS
 
- São medicamentos inotrópicos que aumentam a força de contração do miocárdio.
 
- Efeito estimulante sobre o músculo cardíaco. (é inotrópico)
 
- Uso terapêutico adequado prevenindo intoxicações = índices terapêuticos são muito estreitos. Dose de tratamento é muito perto da dose de intoxicação.
 
- São muito importantes porque são os Únicos agentes inotrópicos viáveis para uso prolongado por via oral em pacientes com ICC.
 
- Se o animal tem insuficiência cardíaca, ele vai ter que fazer tratamento pelo resto da vida. Por ser crônico.
 
- Só tem disponível como inotrópico de uso crônico, os digitálicos. Só eles podem ser usados para o resto da vida.
 
 
 Distribuição dos digitálicos depende de fatores:
 
- Esses medicamentos são muito fáceis de causar intoxicação.
 
- Dependem de diversos fatores, preciso tomar cuidado antes de c, meçar a medicar o animal.
 
- Hiperpotassemia: elevação do potássio sanguíneo; diminui a fixação do digitálico na fibra miocárdica. 
- Se tenho um animal que o potássio sanguíneo está alto. 
- Preciso tratar com digitálico. Se entrar naquele momento,não vai funcionar. Porque o potássio inibe que o digitálico se fixe à fibra cardíaca. 
- Hipopotassemia: se o potássio estiver baixo vou ter uma hipopotassemia; aumenta a fixação do digitálico na fibra miocárdica, aumenta o efeito inotrópico. Vou ter uma intoxicação. 
- Exemplo do gato com o paracetamol, ele não consegui eliminar e ai se intoxica e morre.
- Se eu tenho uma baixa de potássio, ele vai se fixando, fixando muito mais do que deveria e esse animal intoxica.
- O Potássio é um problema quando está alto ou baixo. Fiz um diagnóstico, a primeira coisa que tenho que fazer é dosar o potássio antes de entrar com o tratamento.
Hipomagnesemia: outro componente é o magnésio, se ele estiver baixo e aí tenho uma quadro de hipomagnesemia vai aumentar a fixação do digitálico na fibra miocárdica, predispõe a intoxicação. Mesmo caso da baixa de potássio. Tenho que dosar Magnésio e Potássio.
 
- Esse Potássio e Magnésio só vão cair ou aumentar com patologias concomitantes. Por exemplo numa diarréia, vai ter uma baixa significativa de Potássio. O animal que está em tratamento com insuficiência cardíaca positiva, pegou uma parvovirose, vai ter baixa de potássio, aí é um caso que vai ter que ter mais atenção, baixar a dose de digitálico, às vezes até suspender alguns dias.
 
 
Contraindicados: quando não devo utilizar ou não posso utilizar esse digitálico:
 
- obstruções do fluxo ventricular esquerdo: se o coração está obstruído e eu vou dar um medicamento que aumenta a força de contração, vou lesionar. Então não pode de jeito nenhum.
- pericardite: preciso tratar primeiro e avaliar se realmente é necessário ou não.
-tamponamento cardíaco (efusão pericárdica): acúmulo de liquido dentro do saco pericárdio, o coração vai estar comprimido por causa desse liquido. Se eu dou medicamento que aumenta a força de contração, não vai dar certo.
- doença cardíaca sem sinais de ICC: porque aí não tem nem indicação de tratá-la. O nome já fala, o coração não está dando conta, ai vou precisar de um inotrópico para ele passar dar conta do que precisa. Se não for o caso, não vou utilizar. 
 
 
 
 
 
 
MEDICAMENTOS DIGITÁLICOS
 
 
DIGOXINA
 
•Absorção :
 
VO: se ofereço por meio de comprimidos a absorsão é só de 60%
 Se ofereço por meio de elixir a absorção sobe para 85%. 
 
- Por isso tem mais formulações em forma de elixir.
 
IM: causa dor, absorção lenta e irregular. Totalmente fora de mão. Nunca vai ser a primeira opção.
 
 
•Níveis séricos reduzidos por:
 
- se tem problemas digestivos;
- se for administrada depois da refeição;
- se usar junto com ela a neomicina que é um antibiótico; vão baixar o nível sérico disponível.
 
- Não sofre biotransformação: ou seja, do grosso modo, do jeito que é ingerido, ele é eliminado.
 
 
DIGITOXINA
 
- Principal diferença entre Digoxina e Digitoxina, é que esta sofre biotransformação e aquela não.
 
•Sofre biotransformação hepática: eliminação renal 85% sob a forma de metabólitos inativos = INDICADA PARA PACIENTES NEFROPATAS. Isso preserva o rim, porque quando ela passa pelo fígado e sofre essa biotransformação ela é inativada, passa a ser metabólicos inativos e para eliminação é muito bom. Ela preserva o parênquima renal.
 
 
O que ainda precisa saber dos digitálicos: 
 
•Determinação da dose: feita para cada paciente, é particular; se o animal está com diarréia, devo suspender ou diminuir o digitálico dele, porque está perdendo potássio.
•Não se usa mais dose de ataque: é quando faz a dose máxima no primeiro dia e depois passa utilizar a dose mínima nos próximos dias. Não usa mais por causa de intoxicação.
•Avaliar os níveis séricos dos digitálicos após 3 a 5 dias do início do tratamento para saber se a dose não está alta demais para não intoxicar o animal.
 
•Diminuir a dose nos seguintes casos:
- Animais que têm distúrbios eletrolíticos: sódio, potássio e cálcio
- Hipo ou hipertireoidismo: doenças endócrinas tem que ter cuidado com o que vai administrar concomitante porque o metabolismo todo está prejudicado.
- Insuficiência renal ou hepática : pela questão da intoxicação
- Pacientes obesos ou caquéticos: isso em qualquer droga, porque vai mudar a capacidade de absorção.
 
SUCESSO NO TRATAMENTO:
 
- Menor dose possível: por causa da intoxicação, manter sempre na dose mínima.
 
- Monitorar com eletrocardiograma: para ver se o objetivo está senso atingido
 
- Avaliação dos níveis séricos do digitálico: enquanto tiver dúvida, deve medir o nível sérico.
 
- Orientar o tutor dos sinais de intoxicação: anorexia, vômitos, diarréia. Para o tutor ficar ciente que isso pode ser uma intoxicação e precisa procurar ajudar logo que começar.
 
 
 
SINAIS DO EFEITO POSITIVO DOS DIGITÁLICOS: 
 
- Sinais que está dando certo o tratamento com digitálicos
 
- Aumento da diurese
- Diminuição da frequência cardíaca: 
 
- Redução do edema
 
 
Intoxicação!
 
•25% dos cães tratados apresentam quadro de intoxicação
•Níveis séricos superiores a 2,5 ng/mL: quando dosa o nível sérico para saber a quantidade de digitálico que está circulando e se estiver superior a 2,5 ng/ml está alta.
- se tiver um caso de intoxicação devo:
•Suspender a terapia temporariamente: visando a remoção dos sintomas
•Determinação dos níveis séricos: potássio (hipopotassemia exacerba a intoxicação) que é o maior causador de intoxicação.
DIURÉTICOS
FISIOLOGIA RENAL 
Funções renais: 
Excreção de metabólitos tóxicos - Os metabolitos que vem de fora e os que o próprio organismo produz ------> Úreia e creatinina
Síntese de hormônios (eritropoetina, renina) 
Manutenção do equilíbrio acidobásico, eletrolítico e hídrico (reabsorção de água). -Controle do volume sanguíneo (Se está alto ou baixo ele controla) 
 Funcionamento adequado requer um GRANDE afluxo sanguíneo.
*Se esse órgão não for bem vascularizado ele não recebe este aporte e não vai trabalhar bem.
*Córtex parte mais externa
*Medula- parte mais interna um pouco
*Cálice até chegar em nível de ureter
*O néfron é repartido em várias estruturas e cada diurético vai agir em uma porção diferente dele.
FILTRADO GLOMERULAR (FA): formado pela filtração do plasma pelo glomérulo 
FA = plasma sem proteínas
 * filtrado glomerular: é o que resulta quando passa no rim, é o que foi parado no ducto coletor----> é o plasma sem proteínas
Por isso o pH urinário reflete no pH sanguíneo, o pH encontrado na urina é o mesmo pH do sangue. Porque a urina nada mais é que um plasma sem as proteínas, porque as proteínas não passam no rim, então o resto vai todo embora.
*Lembrando da Anfotencina: ela faz vasoconstrição da arteríola aferente e não terá um filtrado adequado porque não chega sangue para filtrar.
 
O sangue chega pela arteríola aferente, vai passar por esse mecanismo de filtração, então o plasma sem as proteínas, por que não passam, vai seguir o caminho do néfron (todas as porções), aí o sangue já filtrado vai embora pela arteriola eferente
* a urina não é simplesmente o resultado daquele filtrado, tem quatro etapas para formação da urina: filtração------> o filtrado glomerular segue seu caminho e o sangue filtrado segue próximo do néfron-----> reabsorção de substâncias que foram embora no filtrado mas que depois voltam para o sangue ou secreção de substâncias que estão no sangue e que não foram filtradas, mas que vão embora------> Excreção na bexiga no ducto coletor.
Substâncias que podem ser reabsorvidas
Água 
Sódio 
Cloreto 
Potássio 
Glicose 
Aminoácidos 
Vitaminas 
Fosfato 
Bicarbonato 
Cálcio
*A etapa que mais vai ser trabalhada vai ser a reabsorção
*Reabsorção principalmente de sódio, porque está reabsorção acontece naturalmente, ela é normal de que aconteça.
 
 
*Foco: sódio, é ele que vai movimentar a água.
* quando acontece a filtração 100% do sódio é filtrado, 100% dele “tecnicamente” vaiembora.
* o túbulo proximal é o lugar onde ele é mais reabsorvido, volta então para o organismo.
 * olhando essa imagem, sabendo que esse sódio saindo do filtrado voltou para corrente sanguínea, ele vai levar com ele a água. Os diuréticos vão inibir esta reabsorção, para que esse sódio fique dentro do filtrado e levar a água embora com ele.
Olhando esta imagem e sabendo que tem diurético que age em lugares diferentes qual o lugar é melhor para agir?
 Tecnicamente era para ser no túbulo proximal, mas é na alça de Henle (60% é reabsorvido no proximal, se não for reabsorver, grande parte vai ficar na alça de Henle).
DIURÉTICOS
 Fármacos que aumentam a taxa de fluxo da urina
 
 MECANISMO DE AÇÃO: Aumentam a excreção urinária do íon sódio (Na⁺) e água. 
 
 Atuam diretamente no epitélio tubular renal em locais específicos do néfron
*Os diuréticos vão trabalhar para que este sódio vai embora no filtrado porque ele vai levar junto a água e assim aumenta a quantidade urinária.
FISIOLOGIA RENAL – Túbulo contorcido proximal
Troca de sódio depende: 
 Bomba de sódio (Na⁺/K⁺- ATPase) 
 Anidrase Carbônica: produção de hidrogênio que é trocado por Na⁺
Bomba de sódio (Na⁺/K⁺-ATPase) 
Proteína transmembrana (Atravessa a membrana) cuja atividade enzimática utiliza a energia proveniente da degradação do ATP em ADP e fosfato inorgânico para transportar íons de potássio e sódio contra os respectivos gradientes de concentração.
 
*Independente se o meio externo tem mais sódio, ela consegue jogar mais sódio ainda para fora.
*Se um sai o outro entra
Anidrase Carbônica 
Proteína transmembrana de superfície celular que catalisa a conversão de dióxido de carbono e água em ácido carbônico (H2CO3) 
O ácido carbônico acaba por se dissociar espontaneamente em prótons (H+) e íons bicarbonato (HCO3-)
 
1° coisa que ela faz é a formação do ácido carbônico -Prótons H+
 - íons bicarbonto} 2° etapa – produtos final da anidrase
*Acontece logo após disso, que o próton H+ ele é jogado no lúmen lá no túbulo, dentro do lúmen, do túbulo do nefron tem filtrado glomerular, então ela joga o íon lá para o filtrado e ela capta de volta o sódio, esse sódio passando dentro dessa proteína, leva junto com ele bicabornato. No final das contas a anidriase carbônica faz: forma o íon e bicabornato, ela joga íon para dentro do nefron e traz o sódio, o sódio junto com o bicabornato vai para a corrente sanguínea.
**Repetindo a explicação
A anidriase carbônica é uma proteína que está na transmembrana do mesmo jeito que a bomba de sódio/potássio vírgula ela forma o ácido carbônico que é o precursor do íon e do bicarbonato, o íon joga para o lúmen, para o filtrado glomerular para ir embora e ela traz com isso o sódio, o sódio vai vir junto com bicarbonato que está dentro dela para corrente sanguínea. Anidriase carbônica então recupera o sódio e fornece também bicarbonato para corrente sanguínea.
*A água é sempre consequencia do meio que tem mais sódio, nenhum deles vai trazer a água junto, sempre é movimentando o sódio para a água vir átras.
*Lembrar então da anidriase: reabsorve sódio, importância no pH porque ela manda na corrente sanguínea bicabornato.
*Existe diuréticos que inibem a Anidriase e que acaba também inibindo bicabornato.
FISIOLOGIA RENAL – Alça de Henle- Melhor local para os diuréticos agirem
Ramo descendente é permeável a água - Fluído desce por ele
Ramo ascendente é impermeável -Sobe fluido para passar no distal
 Reabsorção de Cl¯ e Na⁺ 
 Cria um meio hiperosmótico na região medular 
 “Diuréticos que atuam na Alça de Henle são mais eficientes”
*Descendente: Permeável a água que pode entrar ou sair.
*Ascendente: não é permeável a água, ocorre naturalmente a reabsorção de cloro e sódio
*Se o meio está hipertônico à água “vem” para este
*Cria um meio hiperósmotico na região medular: O nefron é localizado passando nas duas repartições- córtex e medula do rim.
Na medula só tem alça de Henle, e ela junto com o ducto (Mas não tendo importância nessa fase pois é mais condutor do produto final), as únicas porções do nefron que está na medula renal.
A medula fica mais concentrada porque nessa região tem a reabsorção de sódio e de cloro (meio hipertônico), por estar tendo reabsorção.
FISIOLOGIA RENAL – Túbulo contorcido distal
Impermeável a água - Ramo ascendente da alça de Henle
Reabsorção de Na⁺ e Cl¯ 
Maior número de receptores para a aldosterona
*Nessa porção também tem uma importante reabsorção de sódio e de cloro (processos naturais)
*É o local onde teoricamente onde mais a aldosterona vai exercer sua função
*A aldosterona (produzida na adrenal) - Mesma coisa que o hormônio antidiurético, diminui a diurese com a reabsorção de sódio (estimula) por que se o sódio volta para a corrente sanguínea.
Aldosterona: promove a reabsorção de sódio.
Fármacos diuréticos
INIBIDORES DA ANIDRASE CARBÔNICA
A anidrase carbônica está presente em todo o néfron 
Maior ação: Túbulo contorcido proximal 
Retardam a troca de íons (Na⁺ por H⁺) ---->Se inibir ela
Inibe a reabsorção de Na⁺ 
Inibem também a reabsorção de Bicarbonato 
Acetazolamida, etoxzolamida, diclorfenamida e metozolamida ---->Bases dos fármacos 
*Não se utiliza tanto
*A anidriase carbônica existe em outros lugares do néfron, em outros órgãos, mas no néfron na porção que ela é mais encontrada é no túbulo contorcido proximal. 
Lembrando: H+ vai para o filtrado glomerular vem Na+ para a corrente sanguínea junto com o bicabornato. Bloquear a anidrase não tem essa troca. O sódio vai permanecer no filtrado, não vai ser reabsorivido tendo pH baixo, não entra bicabornato no sangue atravez dele que é um meio de tamponamento.
DIURÉTICOS DE ALÇA - mais utilizados
 Ácido etacrínico, furosemida, bumetanida 
Atuam na Alça de Henle (ramo ascendente) 
Reabsorção ativa de Na⁺ e Cl¯ 
 cerca de 20% do Na⁺ filtrado 
Diuréticos potentes!
*Segundo local de maior reabsorção de todo néfron
*O ácido etacrínico não é muito utilizado
*A furosemida é o mais disseminado e a bumetamida é 10x mais potente que a furosemida
TODOS OS DIURETÍCOS VÃO INIBIR A REABSORÇÃO QUE O SÓDIO PERMANECE NO FILTRADO
DIURÉTICOS DE ALÇA
Por provocar maior oferta de Na⁺ no Túbulo contornado distal, leva a maior excreção de potássio.
Facilmente absorvidos por VO 
Mais utilizado na veterinária: Furosemida 
Esse diurético não é formador de potássio, os mecanismos são esses por que a alça de henle o próximo local que esse filtrado passa é o túbulo distal, lá no distal tem todos os mecanismos já ditos que estão presentes em todos os locais do néfron (bomba de sódio e potássio, anidriase) só que está mais concentrado nas porções. Se chegou no túbulo contorcido distal um fluido glomerular muito rico em sódio pode acontecer troca da bomba sódio e potássio, esse sódio vai embora e o potássio entra no rim.
FUROSEMIDA 
Ácido fraco, se liga a proteínas plasmáticas 
Pouco dela é metabolizado, restante excretado nos túbulos contorcidos proximais 
Eliminação: urina 65%, fezes 35%
 
Como o túbulo contorcido proximal é antes da alça de henle, ela é secreta neste e cai no néfron diretamente (túbulo contorcido proximal), como ele vem antes da alça de henle vai chegar lá na alça e fazer normalmente sua atividade
* se sua eliminação fosse ao contrário (maior quantidade nas fezes), provavelmente não iríamos conseguir utilizar pois ela ia embora muito mais nas fezes, teríamos que aumentar a dose terapêutica e ela ficaria perto da dose tóxica
Tiazídicos
Derivados das benzotiazinas - Diuretícos antigos, não se utilizam mais
VO e EV – VO mais efetiva: absorção maislenta, não é eliminada rapidamente. - O efeito dura mais tempo
Na⁺ excretado não ultrapassa 10% do filtrado 
Ação no Túbulo contornado distal (ação)
Uso prolongado: hipopotassemia
Clorotiazida----> Hidroclorotiazida 
Benzotiazida, Ciclotiazida, flumetiazida
*O sódio não passa de 10% (no túbulo distal), significando que ele é um diurético mais fraco (Só barra a reabsorção de 10 %). Não tendo tanto sódio no filtrado para puxar tanta água assim
DIURÉTICOS POUPADORES DE POTÁSSIO
ESPIRONOLACTONA 
 Antagonista da aldosterona: age inibindo seu efeito (reabsorção de Na⁺ para a corrente sanguínea) 
 Ação no Túbulo contornado distal 
 Efetiva por VO 
 Cão: pico de ação após 2 a 3 dias do início do tratamento (Demora)
 É necessário altas doses pois grande parte sobre biotransformação
*Utilizado na medicina veterinária
Aldosterona promove a reabsorção de sódio.
 Barra a reabsorção de sódio (antagonista), lembrando que ele é muito importante quando aldosterona é secretada.
Qual patologia por exemplo que estimula a secreção da aldosterona? Insuficiência cardíaca, principalmente à direita que estimula secundariamente a produção de aldosterona, sendo neste caso é interessante o uso desse diurético, porque aí tira a secreção de aldosterona e vai ter um antagonista que vai barrar a ação dela, mas nem sempre é interessante porque se não tiver aldosterona ela não vai agir
 ** explicando novamente: aldosterona é um hormônio antidiurético, para ela fazer este efeito ela estimula a reabsorção de sódio (tira o sódio do filtrado glomerular que vai gerar a urina e traz de volta para a corrente sanguínea). Com isso ela traz junto água (pressão osmótica). Então se não tem o efeito da aldosterona se esse efeito é barrado esse sódio não vai ser estimulado a ser reabsorvido, não vai ter esse estilo mais, ele vai permanecer no filtrado e vai embora na urina levando água junto com ele, mas não é um processo fisiológico "teoricamente" aldosterona faz parte da fisiologia, mas quando vai ser interessante usar esse diurético: quando eu tiver aldosterona em níveis elevados que vem geralmente de processos patológicos, que é no caso da insuficiência cardíaca direita(ela é estimulada, aumenta sua produção) aí usa o antagonista para manter o efeito que ela faria.
DIURÉTICOS OSMÓTICOS
GLICOSE E MANITOL 
Exclusivamente por VIA INTRAVENOSA 
Ambas filtradas livremente pelos glomérulos Glicose: excesso eliminado na urina Manitol: farmacologicamente inativa 
Permanecem no lúmen tubular em concentração elevada - Porque ela é filtrada
Aumento da pressão osmótica intratubular: diminui reabsorção de água
 Essas duas substâncias fazem a mesma função que o sódio faz, elas vão estar presentes no filtrado e por uma questão osmótica vão puxar água e levar embora junto com elas, não é uma questão farmacológica de buscar sódio, ela já é a própria substância que vai puxar essa água com ela.
* se aumenta a pressão osmótica a água vai para o túbulo e fica lá ou até vai então ela diminui a reabsorção de água, essa água não sai do filtrado para corrente sanguínea, ela faz o caminho inverso que o filtrado tem uma pressão osmótica maior por causa da presença de qualquer uma das duas.
 
O Manitol tem efeito em todo néfron, porém seu maior defeito é no túbulo contorcido proximal (maior índice de reabsorção)
A espironolactona é no túbulo contorcido distal e ducto coletor, pois ela é antagonista da aldosterona, e esses dois locais são onde tem maior número de receptores para aldosterona
Indicações Terapêuticas dos Diuréticos
INSUFICIÊNCIA RENAL 
Fase oligúrica/anúrica 
Diurese rápida: estabilização de parâmetros. 
Furosemida- Porque ela é rápida
 2 a 4mg/Kg EV, caso não tenha a ação desejada: (20 a 30 min)
 4 a 8mg/Kg EV - reaplica
Manitol: rápida expansão do volume intravascular – edema pulmonar, se predisposto.
*Oligúrica: Pouca produção de úrina
*Anúria: Ausência da produção de úrina
Precisa de uma diurese rápida, não pode demorar ou produzir, para ter uma estabilização dos parâmetros.
* Manitol dois-pontos injeta ele na corrente sanguínea, ele faz a mesma função do sódio, puxa por osmose a água e então ele promove uma expansão Rápida desse volume intravascular. Se esse animal já for predisposto a edema pulmonar eu vou causar um edema pulmonar por causa deste volume intravascular aumentado. (aumento da pressão osmótica vai "sugar" essa água e aumentar o volume intravascular) não utiliza Manitol por conta desse risco.
Indicações Terapêuticas dos Diuréticos
EDEMA CEREBRAL 
Diuréticos de alça: reduz rapidamente pressão intracraniana.
Furosemida: 1mg/Kg EV ou 2mg/Kg IM, seguidos de 0,5mg/Kg a cada 2 a 4horas (quadro clínico)
Manitol: indicado por manter um gradiente osmótico, para mover a água presente no cérebro para o meio intravascular.
No caso de edema cerebral o Matinol é indicado, muitas vezes sendo de primeira escolha, porque ele mantém o gradiente osmótico o tempo inteiro na corrente sanguínea, então consegue remover a água que está no cérebro, causando este edema, para o meio intravascular mais rápido continuamente.
INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA 
Crônica: ascite e edema (Formação)
Diminuição da síntese de albumina – diminuição da pressão oncótica 
Quadro clínico: espironolactona mais dieta hipossódica ou furosemida.
Edema: diminuição da pressão oncótica, este líquido vai passar e sair do meio intravascular para o meio extravascular acumulando-se principalmente no abdômen. 
(Em casos de edema sempre vai passar furosemida, lembre-se disso (ação rápida, seguro, potente).
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA 
Esquerda: 
Edema pulmonar agudo e congestão pulmonar 
Furosemida: 1 a 4mg/Kg EV em bolus a cada 1 a 6 horas (podendo chegar até 8mg/Kg) *a partir de 4mg/Kg deve-se monitorar sódio e potássio. mantida a terapia por outras vias a cada 8, 12 ou 24 horas. 
Felinos: mais sensíveis! Dose: 0,9 a 1,8 mg/Kg EV. Resistência! - Doses baixas
*O que está sendo mais utilizado é de infusão continua, porém ela Depende de ter uma bomba de infusão, se não, não consegue fazer este controle. Por isso às vezes utiliza bolus (são aplicações repetidas distribuídas), que tem mesma função da infusão contínua.
* Tratamento prolongado com furosemida em felinos pode levar a resistência
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA 
Direita: 
Ascite, efusão pleural e efusão pericárdica 
Aldosterona mais elevada 
Espironolactona: 1 a 2mg/Kg VO BID, geralmente associados a diuréticos de alça.
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 
Nos animais secundária a uma doença base 
Diuréticos apenas não tem bom efeito 
Associação de furosemida com anti-hipertensivos (inibidores da enzima conversora de angiotensina, outros vasodilatadores)
*Diuréticos sozinhos nessa patologia não têm tanto efeito, tem que associar aos anti-hipertensivos