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Farmacologia- 1º ciclo 
FARMACOLOGIA RESPIRATÓRIA 
Caso clínico 
Caso clínico: paciente iniciou uso de anti-
hipertensivo da classe beta-bloqueador 
para controle da PAS e por ter tido um IAM 
recente. Após 1 semana de uso apresentou 
quadros graves de broncoespasmo 
associado ao uso desse fármaco. 
• A asma é uma condição 
inflamatória crônica das vias aéreas 
inferiores, com grande produção de 
muco e broncoconstrição, 
caracterizada por obstrução ao 
fluxo aéreo altamente reversível, 
hiper-responsividade das vias 
aéreas e sintomas respiratórios 
episódicos, incluindo sibilância, 
tosse produtiva, e sensação de falta 
de ar e aperto no peito 
• Vamos entender porque o paciente 
teve episódios de 
broncoespasmos/broncoconstrição 
ao uso de um beta bloqueador, para 
isso, relembraremos alguns 
conceitos vistos em outros períodos 
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 
● Sabemos que o SNA é dividido em 
simpático e parassimpático, esses sistemas 
estão a todo momento agindo no nosso 
corpo buscando um equilíbrio. Em 
determinadas situações o simpático 
prevalece e em outras o parassimpático 
prevalece. 
● SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO: 
○ É nosso sistema que prevalece em 
momentos de luta ou fuga. Para ativar as 
ações do sistema nervoso simpático a 
adrenalina/noradrenalina se liga aos 
receptores alfa e beta em diversas áreas do 
nosso corpo. Ou seja, os receptores do 
sistema simpático são alfa e beta (alfa e 
beta adrenérgicos) e o neurotransmissor é 
adrenalina/noradrenalina. 
○ No nosso coração temos receptores beta 
1, quando a adrenalina se liga ao receptor 
beta 1 no coração vai causar cronotropismo 
(aumento da FC), inotropismo (aumenta 
força de contração), aumento da PA (visto 
que a pressão é o débito cardíaco 
multiplicado da resistência vascular 
periférica). 
○ No nosso pulmão temos principalmente 
beta 2 (temos o beta 1 também, mas para 
ele ser ativado precisa de uma inervação 
direta, então falamos praticamente só do 
beta 2). Quando a adrenalina se liga ao beta 
2 no pulmão causa broncodilatação, 
fazendo com que aumente a circulação de 
O2 (isso faz todo sentido no sistema 
simpático, que é o de luta ou fuga, 
precisamos de O2 para lutar/fugir). 
■ Justamente a ação do beta 2 no pulmão 
que nos faz entender porque o paciente do 
caso clínico teve 
broncoespasmo/broncoconstrição no uso 
do beta bloqueador. 
■ O próprio nome do remédio já nos fala, 
ele é um beta bloqueador, então vai 
bloquear o beta 2 no pulmão, fazendo com 
que não haja essa broncodilatação e 
consequentemente favorece o 
broncoespasmo/broncoconstrição. 
Pensando em um paciente que já tenha 
uma doença de base, como asma ou DPOC, 
ou seja, eles já tem uma via aérea 
inflamada, com muco, com citocinas 
inflamatórias, com fibrose nos brônquios e 
bronquíolos, que passa o ar de forma mais 
devagar, que já tem uma broncodilatação 
dificultada, então ao fazer uso do fármaco 
beta bloqueador piora essa dificuldade de 
broncodilatação, causando o 
broncoespasmo/broncoconstrição. 
○ Além dos receptores beta, temos os alfa, 
como vimos. Temos alfa 1 nas paredes das 
artérias, quando a adrenalina se liga nele 
causa vasoconstrição, assim causa aumento 
da RVP e da PA. 
Temos também o alfa 2, ele está no SNC 
(temos os anti-hipertensivos que são 
agonistas dele, metildopa e clonidina). Além 
disso, temos alfa 2 nas artérias coronárias 
que causa vasodilatação quando a 
adrenalina se liga neles, aumentando o 
aporte sanguíneo no coração (é de suma 
importância quando o sistema simpático 
está prevalecendo, porque aumenta 
demanda cardíaca, então se não houvesse 
esse aumento de aporte de O2 através do al 
2, toda vez que o sistema simpático 
prevalecesse teríamos angina, pois faltaria 
O2 pelo aumento da demanda). 
● SISTEMA NERVOSO 
PARASSIMPÁTICO: 
○ Tem como receptores os muscarínicos e 
nicotínicos e como neurotransmissor a 
acetilcolina. 
○ No pulmão temos o receptor muscarínico 
M3. Quando a acetilcolina se liga à ele, 
causa broncoconstrição. Vale ressaltar que 
temos beta bloqueadores seletivos e não 
seletivos. Os não seletivos são mais 
propensos de causar broncoespasmo, 
porque bloqueiam muito os dois tipos de 
beta (receptor beta 1 e 2), os seletivos 
preferencialmente bloqueiam o beta 1 do 
coração. 
● Temos propranolol como exemplo de não 
seletivo. 
● O carvedilol é colocado em algumas 
literaturas como seletivo e em outras como 
não seletivos. 
● Assim, nosso paciente do caso clínico 
poderia ter tido o caso de broncoespasmo 
tomando tanto propranolol quanto 
carvedilol. 
● Abaixo veremos exemplos de beta 
bloqueadores: 
 
FARMACOLOGIA DA ASMA 
A asma é uma condição inflamatória crônica 
das vias aéreas inferiores, onde há muita 
produção de muco e broncoconstrição. 
Temos também uma obstrução ao fluxo 
aéreo altamente reversível, há hiper-
responsividade das vias aéreas. 
● O paciente tem sintomas episódicos, 
como sibilância devido a dificuldade de 
passagem do ar, tosse produtiva porque há 
muco, sensação de falta de ar e aperto no 
peito. 
-> Pensando que a asma é uma inflamação, 
podemos usar AINES (anti-inflamatório não 
esteroidal) nos pacientes asmáticos? 
● A resposta é não! Se usarmos AINES no 
paciente asmático vamos piorar a 
broncoconstrição dele. Vamos entender o 
porque: 
● Na cascata inflamatória nós temos duas 
vias (a via das ciclooxigenase e a via das 
lipoxigenases). O início da cascata são 
fosfolipídios que se transformam em ácido 
araquidônico por meio da fosfolipase A2 
(que é substrato), o ácido araquidônico (AA) 
pode seguir nas duas vias supracitadas. 
● Quando o ácido o araquidônico vai para a 
via das ciclooxigenases (COX-1 e COX-2) ele 
vai formar prostaglandinas. 
○ A COX-1 é constitutiva em todo nosso 
corpo, ou seja, necessitamos dela para 
manter a fisiologia. 
○ A COX-2 é constitutiva nos rins, porém no 
restante do corpo ela vai prevalecer apenas 
nos momentos de inflamação, como no 
nosso paciente asmático que terá muita 
inflamação no pulmão. A partir da COX-2 
será liberado no organismo prostaglandinas 
inflamatórias e uma prostaglandina anti-
inflamatória (PGE2) para tentar evitar que a 
inflamação seja tão exacerbada. 
● Quando o AA vai para a via das 
lipoxigenases haverá formação de 
leucotrienos (no pulmão, a lipoxigenase que 
temos é a 5 -> Lipo-5). Na musculatura lisa 
dos nossos pulmões têm receptores de 
leucotrieno, e quando o leucotrieno se liga 
neles há aumento do muco, aumento da 
broncoconstrição, aumento da inflamação, 
pensando no nosso paciente asmático, o 
aumento de leucotrieno no organismo é 
péssimo, piora o broncoespasmo. 
○ O leucotrieno causa esse aumento na 
produção de muco nas vias aéreas e 
contração da musculatura lisa dos 
brônquios porque nas vias aéreas e na 
musculatura lisa dos brônquios temos os 
receptores de leucotrieno, os receptores 
cisteínicos Cys-LT1, que ao terem o 
leucotrieno ligado a eles provoca todo esse 
efeito constritor no pulmão. 
○ Então se usarmos os AINEs, eles vão inibir 
a via das ciclooxigenases e o ácido 
araquidônico será desviado para via das 
lipoxigenases, aumentando a síntese de 
leucotrienos cisteínicos que apresentam 
ação broncoconstritora. - Vale ressaltar que 
a PGE2 produzida a partir da COX-2 inibe a 
lipo-5. Ou seja, bloqueia a lipoxigenase, 
impedindo a formação do leucotrieno, 
impedindo maior inflamação no pulmão do 
paciente. E a PGE2 causa relaxamento da 
musculatura lisa dos brônquios. 
● Entendo isso, vamos pensar na ação do 
AINEs no paciente asmático: ao tomar um 
AINE o paciente vai ter bloqueado a via das 
ciclooxigenases, quando ele bloqueia as 
COXs, faz com que sobre mais ácido 
araquidônico, e esse ácido que está 
sobrando vai acabar indo para a via da 
lipoxigenases, aumentando assim a 
quantidade de leucotrienos, aumentando a 
inflamação pulmonar e broncoespasmo.a ação dos 
mecanismos de defesa celulares, a 
multiplicação bacilar é lenta. Esses 
bacilos de crescimento lento ou 
intermitente são denominados 
latentes ou persistentes, 
responsáveis pelas recidivas da 
doença. O melhor é a pirazinamida, 
que pega as bactérias em estado de 
latência 
 
• Etambutol: bactérias em estado de 
multiplicação 
HEPATOPATIAS 
• O tratamento só deverá ser 
interrompido quando os valores das 
enzimas atingirem até cinco vezes o 
valor normal em pacientes sem 
sintomas digestivos, três vezes o 
valor normal, acompanhado de 
sintomas dispépticos, ou logo que a 
icterícia se manifeste. 
• É recomendado encaminhar o 
paciente a uma unidade de 
referência secundária para 
acompanhamento clínico e 
laboratorial, além da adequação do 
tratamento, caso seja necessário. 
• A maioria dos fármacos causam 
lesão ou alterações enzimáticas 
• Enzimas TGO e TGP 
• Se icterícia: rompe tto 
• Após a interrupção do tratamento, 
se houver redução dos níveis 
séricos das enzimas hepáticas e 
resolução dos sintomas, indica-se a 
reintrodução do Esquema Básico da 
seguinte maneira: rifampicina + 
etambutol, seguida pela isoniazida, 
e por último a pirazinamida, com 
intervalo de três a sete dias entre 
elas. A reintrodução de cada 
medicamento deverá ser precedida 
da análise da função hepática 
GESTANTE 
• O Esquema Básico pode ser 
administrado nas doses 
habituais para gestantes e, 
dado risco de toxicidade 
neurológica ao feto atribuído à 
isoniazida, recomenda-se o uso 
de piridoxina (50mg/dia). 
• Todos os fármacos passam por 
barreira placentária 
• Colocar piridoxina no lugar da 
isoniazida 
PACIENTE HIV 
• Adm esquema padrão 
• Se usar esquema antirretroviral à 
base de inibidor de protease para 
tto do HIV, a rifabutina deve 
substituir a rifampicina por causa da 
interação entre rifampicina e 
inibidores da protease 
• Maior risco de hepatotoxicidade e a 
partir da isoniazida e também da 
pirazinamida, em razão da história 
da dependência crônica de álcool 
PRETOMANIDA 
• Usado em pcte de muito difícil 
controle da TB 
• Em condições aeróbicas, atua 
inibindo a desidrogenase do ácido 
hidroximicólico 
• Enzima responsável por oxidar os 
ácidos hidroximicólicos, presentes 
na parede celular das 
micobactérias, a cetomicólicos 
• Dessa forma, esse componente da 
parede celular da micobactéria não 
é produzido e, consequentemente, 
ele acaba se tornando suscetível à 
ação de outros fármacos 
• Já em condições sem a presença de 
oxigênio, a pretomanidai atua como 
uma espécie de veneno 
respiratório. Ocorre a libertação de 
espécies reativas de nitrogênio 
intracelular que são libertadas após 
a formação de metabólitos desnitro 
• Liberação de óxido nítrico (NO), 
diminuição de ATP e inibição 
respiratória no metabolismo 
impedem a atividade bactericida da 
TBAlém disso, ao bloquear as COX com o AINE, 
impede a formação da PEG2 que bloqueia a 
lipoxigenases 5 (ou seja, a PEG2 iria 
bloquear a lipo-5, impedindo a formação do 
leucotrieno, impedindo aumento da 
inflamação, não estará presente). 
● Então não usamos AINE no paciente 
asmático porque aumentaremos a 
quantidade de leucotrieno agindo no 
pulmão dele e retiraremos a PEG2 que 
bloqueia a lipo-5. Isso inclui o AAS, que é um 
AINE que usamos como antiagregante 
plaquetário 
● Pensando no nosso paciente do caso 
clínico, que começou a usar beta 
bloqueador depois de um IAM, o AAS 
também faz parte do protocolo pós infarto. 
Assim, é notório que alguns pacientes 
asmáticos vão necessitar de fazer uso de 
AINEs (como em doenças reumáticas) ou 
AAS (como em doenças cardíacas), para 
isso, temos algumas alternativas. 
● Para os pacientes asmáticos que precisam 
usar AAS ou AINEs e tenham chance de 
aumentar o broncoespasmo, temos a opção 
de prescrever montelucaste. O 
montelucaste é um antagonista de 
receptores de leucotrieno, assim, ele 
bloqueia a broncoconstrição e reduz a 
inflamação, já que não deixa o leucotrieno 
se ligar na lipoxigenase. Outra opção que 
temos é realizar dessensibilização induzindo 
a tolerância a estes fármacos, isso é feito 
introduzindo doses menores dos remédios 
de forma gradativa, até que ele chegue na 
dose terapêutica e assim colocamos a dose 
habitual. 
○ Fornece-se ao paciente doses crescentes 
de aspirina durante 2 a 3 dias, até atingir 
400 a 650mg por dia. A dose de manutenção 
é 100 a 300mg por dia e deve ser mantida 
regularmente, caso contrário haverá 
regressão e o paciente vai voltar a ser 
sensível e ter broncoespasmo com os 
fármacos. 
○ É claro que é um procedimento de risco 
para o paciente, então tem que ser feito a 
nível ambulatorial ou hospitalar 
MEDICAMENTOS 
SIMPATOMIMÉTICOS 
EPINEFRINA 
● A epinefrina é um fármaco que vai agir no 
nosso organismo da mesma forma que a 
adrenalina, ou seja, age ativando ações do 
sistema simpático. 
● Pensando no nosso paciente asmático, a 
adrenalina já foi a primeira escolha para 
resgatar esses pacientes em crise. Vamos 
raciocinar o motivo: a epinefrina agindo 
como adrenalina, vai se ligar ao receptor 
adrenérgico beta 2 no pulmão, fazendo com 
que haja broncodilatação, ela é agonista de 
beta-2. 
● Porém, sabemos que se ela age nos 
receptores adrenérgicos, também vai agir 
em outros receptores além do beta 2: 
○ Ela se liga ao receptor beta 1 no coração, 
causando aumento da força de contração e 
aumento da FC (cronotropismo positivo e 
inotropismo positivo). Pode gerar um pico 
hipertensivo no paciente. 
○ Ela se liga aos receptores alfa 1 nos vasos 
sanguíneos, podendo causar aumento da 
vasoconstrição periférica. 
○ Ela se liga ao alfa 2 nas coronárias e causa 
vasodilatação. 
○ Então a epinefrina tira o paciente do 
broncoespasmo, mas tem efeitos colaterais 
preocupantes. O paciente pode ter pico de 
PA, taquicardia, piorar uma arritmia se 
existir, angina (porque a demanda do 
coração aumenta muito e a vasodilatação 
que causa para chegar mais O2 não é 
suficiente para suprir a demanda). 
● Então hoje a epinefrina não é nossa 
primeira escolha para resgatar o paciente 
em crise asmática. Vamos usar ela nos casos 
em que a crise asmática, o broncoespasmo, 
for devido a um choque anafilático. Usamos 
para o choque, vasodilatação aguda e 
broncoespasmo causado por anafilaxia. 
● Vale ressaltar que nutre a 
epinefrina/adrenalina e a 
norepinefrina/noradrenalina, para fins de 
paciente com broncoespasmo, escolhemos 
a epinefrina/adrenalina porque ela tem 
maior afinidade ao beta 2 do pulmão se 
comparar à nora. 
● Então a epinefrina é um broncodilatador 
efetivo por via inalatória ou subcutânea, 
mas como não é beta seletiva (não age só 
em beta 2 do pulmão), pode causar 
taquicardia, arritmias, agravamento de 
angina. 
BETA-2-AGONISTAS DE CURTA 
DURAÇÃO (SABA) 
São os simpatomiméticos de curta duração. 
● Temos a terbutalina: sulfato de 
terbutalina, bricanyl. 
● Temos o fenoterol: bromidrato de 
fenoterol, berotec. 
● Temos o salbutamol: sulfato de 
salbutamol, aerolin. 
● São fármacos muito utilizados para tirar o 
paciente da crise. Vamos utilizar um SABA 
com corticóide (o corticóide pode ser 
inalatório ou sistêmico, depende da criava-
se do paciente - sempre que der vamos 
evitar o sistêmico pelos efeitos colaterais). 
● O SABA então, sendo agonista de beta-2, 
age imitando o sistema simpático. Vão se 
ligar ao beta-2 no pulmão e assim causar 
broncodilatação, retirando o paciente do 
broncoespasmo. Além disso, eles inibem 
derrame microvascular e aumentam o 
transporte mucociliar, o que auxilia a retirar 
e expectorar a secreção. 
○ A broncodilatação é feita por um 
relaxamento da musculatura lisa e inibição 
da liberação de mediadores de 
broncoconstrição pelos mastócitos. 
● Não usamos o SABA sem corticoide, eles 
tem ação sinérgica/combinada. Precisamos 
do corticoide para diminuir o processo 
inflamatório instalado no paciente 
asmático. As vias aéreas dele estão 
inflamadas: o leucotrieno, os mastócitos, os 
eosinófilos, as prostaglandinas estão agindo 
e provocando essa inflamação, provocando 
edema e produção de muco que piora o 
fluxo do ar no pulmão do paciente. Então o 
corticóide é necessário, porque ele vai 
bloquear a cascata de inflamação. 
● O tempo de ação do SABA é de 3 a 4 horas 
e ele começa a agir em 1 a 5 minutos da 
aplicação 
BETA-2-AGONISTA DE LONGA 
DURAÇÃO (LABA) 
Os LABAs também vão agir no beta 2 do 
pulmão relaxando a musculatura lisa e 
inibindo a liberação de mediadores de 
broncoconstrição pelos mastócitos e eles 
também auxiliam na redução e eliminação 
do muco. Ou seja, a mesma ação dos SABA. 
● O que diferencia é o tempo de ação, o 
LABA age por 12 horas. 
● Eles também devem ser usados em 
associação com o corticóide. 
● Eles são salmeterol (serevent) e 
formoterol (fluir) 
ORIENTAÇÕES PARA USO: 
● Precisamos orientar corretamente ao 
paciente como realizar a administração dos 
medicamentos em puffs. 
● Devemos orientar o uso do espaçador, 
para evitar que o fármaco fique na boca do 
paciente, pois quanto mais o fármaco ficar 
na cavidade oral, menos efeito terá no 
pulmão. Com o espaçador, o medicamento 
bate no espaçador e entra no pulmão. 
● Uma opção para crianças e idosos que não 
conseguem realizar e deixar que realizem 
nela os puffs com a bombinha é a 
micronebulização. Neste caso o fármaco 
vem em gotas, deve-se diluir as gotas do 
remédio em soro fisiológico dentro do 
nebulizador e colocar para o paciente inalar 
até evaporar tudo. ○ Não deve-se colocar 
água nessa diluição, porque o vapor d'água 
pode ser um irritante para o pulmão e 
causar mais broncoconstrição. 
OUTRAS AÇÕES DOS BETA 
AGONISTAS DE CURTA E LONGA 
DURAÇÃO: 
● Atuam nos receptores beta-2 acoplados à 
proteína G, estimulando a adenilato cianose 
a formar AMPc: isso leva à diminuição do 
tônus muscular. 
● Aumentam a condutância de potássio: 
isso leva à hiperpolarização e relaxamento 
muscular. 
● Aumentam AMPc nos mastócitos, 
eosinófilos, basófilos neutrófilos e 
linfócitos: isso reduz a liberação de 
citocinas. Esse efeito é rapidamente 
dessensibilizado, ação apenas na 
inflamação aguda 
SIMPATICOMIMÉTICOS DE CURTA 
DURAÇÃO 
• Salmeterol 
• Formoterol: um pouco mais rápida 
a ação 
• São agonistas dos receptores beta 
relaxando, assim, a musculatura lisa 
e inibindo a liberação de 
mediadores da broncoconstrição 
pelos mastócitos. Eles também 
inibem o derrame microvascular e 
aumentam o transporte mucociliar 
• Tempo de duração: 12 horas 
• Ação sinérgica com os corticoides 
(ação combinada) 
• Dependendo do uso com grande 
frequência pode ter hipocalemia, já 
que ele aumenta a captação do 
potássio para o meio extracelular 
• Usofrequente desses fármacos 
traz tolerância ao pcte? 
Dependendo do nível do estágio, 
deve fazer uso dos fármacos de 
forma crônica. Usa beta agonista 
de forma prolongada. 
Broncodilatação é efetiva, depois 
de seu uso, além da 
broncodilatação, reduz a 
broncoconstrição ao longo do 
tempo, fazendo com que o 
brônquio não reaja tanto. Com o 
uso crônico, perde essa 
bronquioproteção, mas não perde 
a bronquiodilatação 
• Efetividade como broncodilatadora 
se mantém! Apesar da regulação 
que ocorre 
MEDICAMENTOS SIMPATOMIMÉTICOS 
DE CURTA E LONGA DURAÇÃO 
• Atuam nos receptores B2 acoplados 
à proteína G, estimulando a 
adenilato ciclase a formar AMPc> 
diminuição do tônus muscular 
• Aumentam condutância de K+ > 
hiperpolarização e relaxamento 
muscular 
• Nos mastócitos, basófilos, 
eosinófilos, neutrófilos e linfócitos 
• Aumento de AMPc > reduz 
liberação de citocinas > efeito 
rapidamente dessensibilizado: ação 
apenas na inflamação aguda 
• São bons broncodilatadores, mas 
não tem ação central no processo 
inflamatório; não são usados 
sozinhos. 
MEDICAMENTO 
PARASSIMPATICOLÍTICO 
(ANTAGONISTA MUSCARÍNICO) 
• Ipatrópio atua em SNP, o que 
realmente faz ação na asma são 
beta 2 agonistas pelo processo 
inflamatório da asma 
• Anticolinérgico é usado para 
reduzir secreção e para 
• Sistema nervoso simpático: 
adrenalina e nora; se libera elas 
com o SNP, no pulmão esses 
dois neurotransmissores fazem 
a nível pulmonar 
broncodilatação, ambos atuam 
em receptores. Beta 2 
pulmonar quando ativo, faz 
broncodilatação 
• Sistema nervoso 
parassimpático: acetilcolina. 
Faz broncoconstrição; receptor 
a nível pulmonar muscarínicos. 
N1, N2 e N3 que algum deles 
está em maior quantidade no 
pulmão 
• Na asma, se tem descarga 
simpática ajuda na 
broncondilatção. E é descarga 
parassimpática ajuda na 
broncoconstrição 
• O SNP faz ainda liberação de 
muco. Logo, em processo 
inflamatório, ativa a maior 
liberação de acetilcolina local, 
pelas células locais e por meio 
da fibra eferente via vagal 
• Sistema parassimpático fica 
mais ativo, com maior liberação 
de acetilcolina, que faz 
broncoconstrição e aumenta o 
muco. Piora o quadro do 
paciente 
• Para tirar o pcte da 
broncoconstrição, adm 
anticolinérgico. Ele entra como 
adjuvante para auxiliar no 
resgate, que quem realiza é 
beta 2 agonista. Ipatrópio + 
fenoterol; um é beta 2 agonista 
e outo anticolinérgico 
• Ipratrópio sem anticolinérgico: 
antagonista de receptor 
muscarínico. Reduz a 
produção de muco, o que é 
importante para o pcte por ser 
bem secretivo 
• Via eferente vagal estimula a 
liberação de acetilcolina, assim 
há broncoconstrição e aumento 
de produção de muco, logo o 
pcte fica mais congesto e com 
mais brocoespamos, por isso 
prescrevre ipratrópio. Também 
conhecido como SAMA (curta 
duração) 
• O sistema nervoso 
parassimpático é considerado o 
principal mecanismo neural 
broncoconstritor e apresenta 
um importante papel na 
regulação do tônus das vias 
aéreas. 
• Brometo de ipatrópio (SAMA) e 
brometo de tiotrópio (LAMA): 
antagonistas muscarínicos 
bloqueiam a contração da 
musculatura lisa das vias 
respiratórias e o aumento da 
secreção de muco que ocorre 
em resposta a atividade vagal. 
Apesar de serem menos 
efetivos para a reversão do 
broncoespasmo, a adição do 
ipratrópio amplifica a 
broncodilatação induzida pelo 
salbutamol nas crises agudas e 
graves da asma. Em alguns 
pacientes, a asma noturna pode 
ser evitada utilizando 
medicamentos 
anticolinérgicos. 
• Como mecanismo 
parassimpático não é o 
mecanismo principal, esses 
medicamentos são 
coadjuvantes, isto é, não são as 
drogas principais para o tto da 
asma 
• Principais são beta agonistas e 
corticoide 
MEDICAMENTOS CORTICOIDES 
INALATÓRIOS 
• Medicamentos que 
precisam estar no tto do 
pcte 
• Sua ação mais importante e 
a inibição da infiltração de 
linfócitos, eosinófilos e 
mastócitos nas vias 
respiratórias de asmáticos. 
• Há inalatórios, orais e 
venosos 
• Para pcte asmático é o 
inalatório 
• Beclometasona, 
budesonida, ciclesonida, 
flunisolida, fluticasona, 
mometasona e 
triancinolona 
• Preferência pelo inalatório 
em relação aos demais por 
conta de ação local, apesar 
de que mesmo assim ainda 
pode haver absorção 
sistêmica 
• Oral e venoso: ação 
sistêmica 
• Broncodilatar e reduzir 
processo inflamatório 
• Corticoide atua no 
processo inflamatório 
• AINE só inibe via da COX 
• O corticoide estabiliza 
membrana, o que auxilia no 
processo de não degranular 
outros agentes do sistema 
inato. Ademais, inibe 
fosfolipase A2. Inicia com 
fosfolipídeos de 
membrana. A partir da 
fosolipase A2 transforma 
fosfolipídeo de membrana 
em ácido araquidônico 
• O corticoide vai direto inibir 
fosfolipase A2, inibe 
produção de ácido 
araquidônico, inibe as duas 
vias inflamatórias, assim 
reprime processo 
inflamatório. Por isso o 
corticoide entra no 
processo e o AINE não. Há 
outros mecanismos 
associados, como por 
exemplo, inibe infiltração 
de células de defesa do 
sistema inato, reduz 
contagem de eosinófilos. 
Pcte com asma grave tem 
grande contagem de 
eosinófilos, e o corticoide 
ajuda no processo. 
Ademais, o corticoide inibe 
transcrições gênicas de 
processos inflamatórios, 
sendo um modulador da 
síntese de citocinas 
inflamatórias. Atua na 
transcrição gênica, 
reduzindo a produção de 
citocinas inflamatórias, 
processos inflamatórios, 
inibição de leucótico no 
tecido vascular, reduz 
permeabilidade vascular, 
reduzindo assim o edema, 
vasodilatação e a 
permeabilidade vascular, 
logo reduz o edema do 
pulmão do pcte 
 
Mecanismo de ação 
• Age na transcrição gênica: 
• Modulação da síntese de citocinas 
• Inibição do acúmulo de basófilos, 
eosinófilos e outros leucócitos no 
tecido pulmonar 
• Redução da permeabilidade 
vascular 
• Potencialização dos efeitos dos 
beta 2 agonistas 
• Redução da produção de muco 
• Controle da hiperatividade 
brônquica 
 
• Corticoide endógeno: diminui 
produção nas adrenais, por isso 
deve-se dar preferência ao local, 
inalatório 
• Pctes que usam corticoide 
cronicamente na asma: pcte com 
asma descontrolada; é um paciente 
muito hiper-reativo 
• Asma possui classificações; nível 4, 
5 e 6 são pctes graves, que tem 
asma exacerbada, sendo muito 
hiper-reativo a qualquer coisa 
• Beta agonista curta duração usado 
para não deixar crise instalar, ou se 
fizer exercício físico, o esforço 
respiratório pode gerar crise 
• Pcte asmático há diferentes níveis 
de estimulação brônquica, assim o 
corticoide não fica só no momento 
do resgate, devendo ser usado de 
uso crônico 
• Uso crônico para pctes pode gerar 
hiperglicemia, osteoporose, 
edema, sd de Cushing, 
imunossupressão. No momento do 
resgate apenas, isso não ocorre, 
mas usos contínuos levam a efeitos 
adversos clássicos, por isso a 
preferência pelo corticoide. Utilizar 
oral por alguns dias e adm o 
inalatório 
• Aconselhar o pcte a lavar a boca 
após o uso, enxaguar e cuspir, isso 
porque no momento de inalar, 
principalmente quando usa a 
bombinha, dependendo do 
tamanho da partícula, fica na 
cavidade oral. Pode gerar 
candidíase oral, já que muda pH 
local 
• Usa beta 2 agonista, anti 
colinérgico, corticoide. Se fez 
nebulização com beta 2 agonista e 
anticolinérgico, é perigoso fazer 
nebulização que pegue o rosto todo 
pois o muscarínico pode interagir 
com o olho, por isso o pcte com 
glaucoma não pode usar máscara 
facial de inalação, devendo ser 
usado apenas o que pega nariz e 
boca; isso porque pode aumentar a 
pressão ocular do pcte. 
Anticolinérgico, bloqueador de 
receptores muscarínicos, aumenta 
pressão ocular 
Potência dos corticoides inalatórios 
• Budesonida 
• Dipropionato de 
beclometasona• Cidesonida 
• Furosto de mometasona 
• Propionato de fluticasona 
IMUNOTERAPIA ESPECÍFICA ANTI-IGE 
• Tto em casa para pacientes 
reativos; corticoide, beta 2 agonista 
de longa duração; dependendo do 
pcte fica só com corticoide e beta 2 
agonista de curta duração apenas 
quando sentir que dará crise 
• Pcte que faz tto domiciliar mais 
resistente: acoplar outras terapias; 
no momento da crise 
antimuscarínico; pode ser colocado 
montelucaste, antagonista 
muscarínico. Se ainda assim, não 
conseguir controlar, pensar em 
terapias monoclonais, são terapias 
mais caras 
• Pcte asmático com crises mais 
recorrentes, observa-se IgE e 
eosinófilos, principalmente nos que 
são graves. Porvavlemnte terapias 
antimonoclonais pega quem está 
em grande qtde 
• Terapia clássica: anti-IgE; se inibe 
ele, não se liga na superfície dos 
mastócitos, assim não apresenta 
antígeno, não há degranulação, 
para de liberar histaminas, citocinas 
inflamatórias, para de recrutar 
eosinófilos 
• IgE circula, se liga a superfície de 
mastócitos através de um receptor, 
que é para reconhecer anticorpos 
do tipo IgE, traz agente agressor, 
degranulando mastócitos 
• Omalizumabe é uma imunoterapia 
inespecífica anti-IgE indicado 
exclusivamente para adultos e 
crianças (acima de 6 anos de idade) 
com asma alérgica persistente, 
moderada a grave (etapas IV e V), 
cujos sintomas são 
inadequadamente controlados 
apesar do uso de corticoide 
inalatório (CI) associado a um LABA. 
Liga-se com alta afinidade à IgE 
livre, em sua região Cε3, 
prevenindo a ligação da IgE ao 
FcεRI. Dessa forma, o omalizumabe 
não se liga à IgE na superfície da 
célula, e portanto não ativa 
diretamente mastócitos e basófilos. 
Em mastócitos, basófilos e células 
apresentadoras de antígeno, há 
regulação fina da expressão de 
FcεRI na superfície da célula 
determinada pelos níveis de IgE 
circulante. Administrado por via 
subcutanea a cada 2 a 4 semanas a 
pacientes asmáticos, ele baixa a IgE 
plasmática a níveis indetectáveis e 
reduz significativamente o grau de 
broncospasmo precoce e tardio em 
resposta a provocação por 
antígenos 
• Importante ligar ao IgE livre; se 
medicamento se ligasse à superfície 
dos mastócito, iria degranular 
mastócito. Logo, o medicamento 
reconhece IgE livre, deixando 
exposto essa fração onde o 
medicamento se liga ao IgE 
• Se usa anticorpo monoclonal, ele 
reduz IgE livre, reduzindo sua carga. 
Redução da degranulação 
• Como saber que terapia 
antimonoclonal está tendo eficácia: 
quando contagem de IgE cair, até 
chegar em níveis indetectáveis; 
menos basófilos e mastócitos 
expressam receptores para receber 
IgE. Não degranula e não libera 
histamina no processo 
Anticorpos monoclonais 
• Incidem mais em cima de 
eosinófilos 
• Cada um tem seu mecanismo 
de ação distinto 
• Mepolizumabe e 
benralizumabe são anticorpos 
monoclonais que têm como 
alvo a interleucina-5 (IL5), uma 
citocina eosinofilopoiética. Os 
mecanismos de ação são, no 
entanto, um pouco diverso: o 
benralizumabe se liga à 
subunidade alfa do receptor da 
IL5 inibindo sua ativação. 
Adicionalmente este 
medicamento parece induzir 
apoptose de basófilos e 
eosinófilos. Já o mepolizumabe 
se liga à IL5 impedindo que esta 
se ligue aos receptores 
específicos existentes nos 
basófilos e eosinófilos. Os dois 
medicamentos parecem ainda 
reduzir as contagens de 
eosinófilos. São indicados como 
tratamento complementar de 
manutenção da asma 
eosinofílica grave. 
• Ambos se ligam à interleucina 5 
• A IL-5 é produzida 
principalmente por linfócitos T. 
É um fator específico de 
crescimento e diferenciação 
dos eosinófilos. 
Sulfato de magnésio 
• Uso inalatório ou venoso 
• Ele é usado em asma mais grave, já 
que possivelmente auxilia na 
broncodilatação, por mecanismos 
de ação um pouco mais distintos 
• Reduz acetilcolina 
• Inibe degranulação de mastócitos, 
inibindo processo inflamatório 
• Estimula síntese de óxido nítrico, 
importante para dilatação; e ainda 
prostaciclinas 
• O magnésio participa de diversas 
reações enzimáticas, ajudando a 
manter a homeostase celular 
• O tto inicial no departamento de 
emergência envolve o uso de 
oxigênio, B2 agonistas, agentes 
anticolinérgicos e corticosteróides 
sistêmicos. Para pctes que não 
respondem à terapia padrão, o 
sulfato de magnésio surge como 
opção terapêutica 
• O magnésio deve ser diluído em 
solução salina e infundido em 30 
minutos. A dose pode ser repetida 
uma ou duas vezes após quatro a 
seis horas. Também pode ser 
administrado em infusão contínua 
na velocidade de 10 a 20 
mg/kg/hora. Os sinais precoces de 
toxicidade surgem com nível sérico 
acima de 8 mg/dl. Dessa forma, o 
magnésio deve ser monitorado 
procurando manter a concentração 
sérica entre 4 e 6mg/dl. Faixa 
recomendada de até 2g/dose 
• Seu mecanismo de ação deve-se à 
suas propriedades espasmolíticas, 
ou seja, o magnésio ionizado sérico 
acima dos níveis fisiológicos produz 
um bloqueio transitório dos canais 
de cálcio regulados pelo receptor N-
metil-D-aspartato, gerando 
relaxamento muscular. O bloqueio 
da entrada do cálcio na 
musculatura lisa da via aérea 
interfere na contração da 
musculatura lisa, induzindo a 
broncodilatação. Além disso, o 
sulfato de magnésio possui efeito 
na inibição da liberação de 
acetilcolina pelos terminais do 
nervo motor, inibindo a liberação 
de histamina dos mastócitos, 
diminuindo assim a produção de 
muco pelas glândulas secretoras. 
Também age estimulando a síntese 
do óxido nítrico e prostaciclina, o 
que pode reduzir a gravidade da 
asma. 
Estágios asma 
 
Paciente com DPOC tem a mesma terapia 
de pcte asmático? 
 
Farmacologia da 
tosse 
• Mecanismo de defesa, precisa dela 
como mecanismo de expectoração. 
Pode secretar o próprio muco que 
produzimos 
SECREÇÃO RESPIRATÓRIA 
• Funções: aquecer e umidificar o ar 
inspirado. Capturar e remover 
partículas inaladas 
• Produção da secreção brônquica: 
até 100 ml em 24 horas 
• Composição: 
- Mucoproteínas: 2% 
- Proteínas: 1% 
- Gorduras: 1% 
- Água: 95% 
- Eletrólitos: 1% 
CLASSIFICAÇÃO DA TOSSE 
• A tosse, ocorrendo por meio de ato 
reflexo, é o segundo mecanismo 
envolvido na proteção das vias 
aéreas inferiores, podendo ser 
voluntária ou involuntária. 
• Aguda: é a presença do sintoma por 
um período de até três semanas. 
São mais mucolíticas, sendo tosse 
mais produtiva 
• Subaguda: tosse persistente por 
período entre três e oito semanas. 
Se tosse produtiva tem processo 
inflamatório muito intenso. 
• Crônica: tosse com duração maior 
que oito semanas. De não produtiva 
tem outras patologias envolvidas 
• Tossimos porque há fibras, que ao 
serem estimuladas, mandam essa 
informação para a medula, há 
estímulos eferentes, que voltam 
pela tosse 
• O mecanismo da tosse requer um 
complexo arco reflexo iniciado pelo 
estímulo irritativo em receptores 
distribuídos pelas vias aéreas e em 
localização extratorácica. O início 
deste reflexo dá-se pelo estímulo 
irritativo que sensibiliza os 
receptores difusamente localizados 
na árvore respiratória, e 
posteriormente ele é enviado à 
medula 
ESTÍMULOS DA TOSSE 
• Mecânicos: pó, muco, 
insuflação/desinsuflação 
• Químicos: capsaicina; ácido cítrico, 
acético, nicotínica 
• Inflamatórios: é algo que 
produzimos; mediadores histamina 
prostaglandina 
• Há fibras de tosse no esôfago, 
intestino delgado e em toda a 
árvore do processo respiratório 
• Há fibras C e A-delta mielinizadas 
• Bradicinina estimula fibras 
pulmonares do tipo C 
• Fibras de tosse mielinizadas, o 
impulso vai e volta muito mais 
rápido 
ETIOLOGIA DA TOSSE AGUDA 
• Curta duração: até 3 semanas 
• Resfriado comum 
• Sinusite aguda 
• Gripe 
TOSSE SUBAGUDA 
• Etiologia pós infecciosa; asma, sd 
das vias aéreas superiores,DRGE e 
bronquite eosinofílica 
AGENTES MUCOLÍTICOS 
• Agentes que reduzem a viscosidade 
das secreções contribuindo assim, 
para sua remoção 
• Pcte precisa do reflexo de tosse 
• Para ajudar a tirar o muco do peito, 
pode-se usar agente mucolítico, 
que é aquele que tenta reduzir a 
viscosidade do muco. Exemplo de 
Acetilcisteína 
• Ao reduzir a viscosidade do muco, 
ajuda o pcte na remoção, que ele 
consiga cuspir para que o muco não 
fique naquele local 
• Agentes modificadores das 
características físico-químicas das 
secreções: adiciona grupos 
sulfidrilas que interagem com 
pontes dissulfetos das 
mucoproteínas rompendo a 
estrutura em cadeias menores e 
menos viscosas 
• Rompe as ligações químicas; rompe 
pontes dissulfetos fazendo com que 
o muco fique mais líquido; se 
rompe, o muco fica mais líquido e 
conseguimos expectorar de forma 
mais fácil 
• Não pode interromper a tosse do 
pcte 
• Agentes que reduzem a viscosidade 
das secreções contribuindo assim, 
para sua remoção 
• Exemplo de Acetilcisteína. Agentes 
modificadores das características 
físico-químicas das secreções: 
adiciona grupos sulfidrilas que 
interagem com pontes dissulfetos 
das mucoproteínas rompendo a 
estrutura em cadeias menores e 
menos viscosas 
• Exemplo: bromexina, ambroxol. 
Agentes modificadores das 
características físico-químicas das 
secreções: acredita-se que os 
fármacos promovam a liberação de 
enzimas lisossômicas que 
degradam os mucopolissacarídeos. 
Reduzem a viscosidade das 
secreções, contribuindo assim, para 
sua remoção. Deixam o muco mais 
fluido 
• Indicações: tto dos estados de 
hipersecreção mucosa dos 
brônquios, das vias aéreas 
superiores e auriculares médias 
• Não ajuda no processo de 
broncodilatação, apenas facilita a 
expectoração do pcte que está 
muito congestionado 
• Xarope para o diabético pode não 
ser indicado pelo teor de açúcar 
 
 
 
AGENTES EXPECTORANTES 
• Auxilia o trato respiratório para que 
tenha mais reflexo de expectorar, 
tossir, eliminar o catarro 
• É cuspir o catarro 
• Agentes que estimulam o processo 
de excreção das secreções 
• Não devem ser usados junto com 
antitussígenos, isso porque agente 
de expectoração tem reflexo de 
tosse para expectorar 
• Apesar de sua ampla utilização, 
seus benefícios clínicos ainda não 
foram bem estabelecidos 
• Exemplos: iodeto de potássio, 
guaifenesina 
• Iodeto de potássio: Diminui a 
viscosidade do muco ao aumentar a 
secreção do trato respiratório. Atua 
estimulando o nervo vago, assim 
estimula sistema parassimpático, 
aumenta produção do muco. Logo, 
sua intenção é sobrecarregar para o 
pcte expectorar. Aumentar 
expectoração de muco mais líquido; 
congestiona mais, e da mais reflexo 
para expectoração 
• Guaifenesina: Expectorante por 
irritar a mucosa gástrica e recrutar 
reflexos parassimpáticos eferentes 
que causam exocitose glandular de 
uma mistura de muco menos 
viscoso. Pode provocar o reflexo da 
tosse; recruta reflexos irritando a 
mucosa brônquica 
• Reflexo parassimpático: maior de 
produção de muco liquefeito 
• Intenção de aumentar 
expectoração 
ANTITUSSÍGENOS 
• São fármacos que reduzem o 
reflexo da tosse independente da 
secreção respiratória. O uso é 
indicado em tosses persistentes, 
não diagnosticadas e incômodas 
• Inibem reflexo de tosse 
• Usado para tosse crônica não 
secretiva; pcte com comorbidade 
crônica que tem reflexo da tosse 
que incomoda. Exemplo de pcte 
oncológico, uso de algum 
medicamento que tem reflexo de 
tosse como IECA 
CLASSIFICAÇÕES 
NARCÓTICOS (CODEÍNA) 
• Atua no tronco cerebral, nos 
receptores opioides da medula, 
produzindo a supressão da tosse, 
fraca analgesia e sedação. Diminui a 
sensibilidade do centro da tosse no 
SNC aos estímulos periféricos e 
diminui a secreção da mucosa. 
• Quando estimula fibra, manda 
reflexos para medula e SNC, e isso 
volta como reflexo de tosse 
• Começa fibra pulmonar, inicia 
potencial de ação, vai para medula 
e SNC, que volta como reflexo da 
tosse. Tudo inicia com estímulo que 
gera potencial de ação, um 
neurônio comunica com outro por 
neurotransmissor, é necessário 
começar um estímulo e dá início o 
potencial de ação. Deve-se ter uma 
vesícula cheia de neurotransmissor. 
Potencial de ação inicia e tem 
estímulo de neurotransmissor, 
liberado na fenda sináptica, o 
estímulo passa e continua. 
• Codeína biotransformada no 
fígado, se torna morfina 
• Usa codeína em dose baixa, 
convertida em morfina no 
processo. Intuito de suprimir os 
estímulos da tosse, por isso gera 
fraca analgesia e sedação 
• Receptores de periferia tem 
estímulo da tosse; nos receptores, 
nas fibras aferentes da tosse há 
receptores MI, que são receptores 
para opioides. Tal receptor é mais 
presente quando pensa-se na 
farmacologia de opioides, que é 
quando fármacos tem afinidade. 
Endogenamente produzimos 
substância que tem características 
de opioides 
• O pcte foi estimulado, ganha o 
estímulo que gera potencial de 
ação. Na hiperpolarização, as fibras 
nervosas ficam paradas. Assim, o 
opioide, depende de qual canal 
iônico é acoplado, pode tentar 
reduzir limiar do potencial de ação 
• Codeína tem afinidade com 
receptores LI, é metabolizada e se 
torna morfina, liga no receptor Mi, 
quer que potencial de ação fique 
mais fraco, e abre canal de potássio. 
Logo, primeiramente faz abertura 
do canal de potássio, reduz limiar 
do potencial de ação. É interessante 
que chegue para fazer exocitose de 
vesículas, para isso o cálcio deve 
entrar. O receptor Mi, quando 
ativado, bloqueia canal de cálcio. 
Assim, a exocitose de vesícula fica 
menor; poucos neurotransmissores 
chegam na fenda sináptica, e este 
passa o potencial de ação de uma 
fibra para outra, nesta ainda tem 
receptores de opioide (Mi), ele é 
ativado e abre canal de potássio. 
Logo, reduz chegada de potenciais 
de ação no SNC, assim suprime os 
estímulos da tosse no processo, 
fazendo com que eles cheguem 
cada vez menos 
• Opioide é depressor do SNC, por 
isso ao usá-lo, sente analgesia e 
sedação 
• Pcte usa codeína em baixa qtde, 
logo o efeito que sente é menor. 
Sente supressão da tosse, mas pode 
sentir um pouco de analgesia e 
sedação, já que há receptores Mi 
em todas as fibras aferentes; 
quando receptores são 
estimulados, leva à 
hiperpolarização 
• Opioide estimula mais áreas do 
prazer, deprime áreas cerebrais 
com inibição de dopamina; inibe 
processos que liberaria GABA, 
sendo liberada em grande qtde 
• Reações adversas: constipação, 
náuseas e vómitos, sedação e 
sonolência, pode causar depressão 
respiratória (contraindicado para 
asmático), redução da atividade 
mucociliar, diminui as secreções 
nos bronquíolos 
• Pode lentificar o bulbo, assim 
lentifica processos bulbares 
• Clássico que ocorra constipação, 
corre o risco com xarope mesmo 
em doses baixas. No intestino há 
receptores Mi, que para o 
peristaltismo, aumenta tônus. Bolo 
fecal parado reabsorve água, logo 
fica seco e endurecido 
• Supressor de tosse, muito eficaz 
• Pcte sente náusea ao uso do 
opioide: isso porque diminui 
esvaziamento gástrico, para um 
pouco de reflexos parassimpáticos. 
Descontrole da secreção de ácido 
clorídrico; digestão prejudicada no 
processo 
• Haverá incontinência urinária por 
conta do relaxamento do esfíncter 
• A depressão respiratória e a tosse 
do pcte é de asmático, pode agravar 
um quadro que já há dificuldade 
respiratória. Logo, contraindicado 
para asmático; se deprimir o centro 
respiratório do asmático, gera 
gravidade maior para esse pcte. 
Codeína é opioide, sendo 
depressora do SNC, inclui 
depressão dos centros 
respiratórios; se deprimir um 
pouco, já causa grande depressão 
do pcte 
• Indicações: tosse irritativa; seca; 
dolorosa (com fadiga). Coqueluche. 
Tosse associada a neoplasiasbrônquicas ou à inflamação de 
pleura 
NÃO NARCÓTICOS (CLOBUTINOL) 
• Atua bloqueando o reflexo da tosse, 
no centro da tosse, localizado no 
tronco encefálico, mais 
precisamente no bulbo. Não causa 
depressão respiratória e nem 
possui ação sedativa central. Desta 
forma, este fármaco tem ação 
supressora de tosses de todas as 
etiologias. Pode causar hipotensão 
e arritmias (risco no prolongamento 
do intervalo QT), já que sua atuação 
é a nível de SNC 
NÃO NARCÓTICOS 
(LEVODROPROPIZINA) 
• Age diminuindo a sensibilidade das 
fibras C, não exercendo ação por 
mecanismo de ação central 
• Faz com que a fibra C fique menos 
passível de estímulo, interessante 
para pcte que usa IECA; tem tosse 
crônica por uso de IECA, já que tem 
alto nível de bradicinina atuando 
• Nem todas as tosses serão cessadas 
por seu uso 
• Relacionada à bradicinina: fibras C 
da tosse 
 
 
DESCONGESTIONANTES NASAIS 
• Na congestão nasal, os vasos 
sanguíneos nasais se encontram 
dilatados e a mucosa nasal 
edemaciada gerando acúmulo de 
muco que leva à obstrução do fluxo 
aéreo interrompendo a passagem 
de ar, tendo início rápido ou não 
dependendo da causa existente 
• Pcte no processo de congestão, os 
vasos sanguíneos do paciente ficam 
muito dilatados, é um processo 
infeccioso/irritativo local. Assim, os 
vasos sg estão dilatados, isso faz 
área de edema, por isso fica 
congestionado/difícil de respirar. 
• O descongestionante faz 
vasoconstrição; 
• Alfa 1 estimulado tem 
vasoconstrição; se tem nariz 
vasodilatador, parte para 
vasoconstrição 
• Fármacos atuam na capacitância 
dos vasos, pois ação é tópica 
MEDICAMENTOS SIMPATOMIMÉTICOS 
• Atuam diretamente sobre os vasos 
de capacitância das conchas nasais 
causando vasoconstrição e 
melhorando a passagem do ar. 
Dividem-se em orais 
(pseudoefedrina e fenilefrina) e 
tópicos intranasais (fenilefrina, 
nafazolina e oximetazolina). 
• Adm tópica/local 
• Reações adversas: Podem produzir 
elevação da pressão sanguínea, 
agitação, cefaleia, ansiedade, 
insônia, tremores, palpitações, 
ressecamento da mucosa, retenção 
urinária em pacientes com 
hipertrofia prostática, agravamento 
de glaucoma e tireotoxicose 
• Isso porque estimula alfa 1, é 
agonista dele. Logo, tudo o que o 
alfa 1 faz, ocorre em maior qtde 
• Os vasoconstrictores de aplicação 
tópica têm rápido início de ação, ao 
redor de 10 minutos. Contudo, se 
utilizados por mais de 5 a 10 dias 
poderão acarretar o aparecimento 
de um quadro de rinite 
denominado rinite medicamentosa, 
consequência de seu efeito rebote, 
ocorre vasodilatação em dose 
máxima, por isso o pcte 
congestiona mais e se torna 
dependente do fármaco, devendo 
aplicar a todo momento para fazer 
vasodilatação 
• Uso prolongado: o usuário pode 
tornar-se dependente do 
descongestionante. Como 
consequência, a mucosa torna-se 
menos responsiva à droga, 
ocorrendo uma vasodilatação 
reversa ou rebote. Essa 
vasodilatação secundária ainda não 
é bem entendida, porém há 
atualmente três teorias aceitas: a 
primeira diz que a vasoconstrição 
prolongada causa hipóxia da 
mucosa nasal resultando em 
hiperemia reativa com 
vasodilatação severa. A segunda, 
afirma que o uso prolongado do 
medicamento leva a uma queda da 
noradrenalina endógena e após o 
desaparecimento do efeito do 
descongestionante, ocorre a 
vasodilatação rebote. A terceira 
postula que o tempo prolongado de 
uso estimula a atividade 
parassimpática, levando a um 
aumento da permeabilidade 
vascular, a formação de edema 
(vasodilatação reversa), altera a 
motilidade ciliar, prejudicando com 
isso, a defesa imunológica do nariz. 
ANTI-HISTAMÍNICOS 
• Anti-histamínico gera redução da 
liberação da histamina 
• Primeira e segunda geração 
Farmacologia da 
DPOC 
• Fisiopatologia da asma que difere 
da fisiopatologia da DPOC: a DPOC 
tem grande problema de obstrução, 
que não é totalmente reversível 
• A asma, quando reverte, é de forma 
fácil, já que sua broncoconstrição é 
inflamatória reversível; DPOC não é 
reversível, ocorrendo 
irreversibilidade 
• Pcte mais jovem é mais comum 
asma 
• Crise de pessoas mais velhas: DPOC 
ou enfisema; o enfisema pode ser 
consequência da DPOC, ou ele se 
torna DPOC 
• DPOC é muito ligada a pctes 
fumantes, e que usam fogão a lenha 
• Pcte com DPOC tem bronquite 
crônica. Assim, é uma inflamação 
maior, com grande chance de 
destruição alveolar 
• Bronquite mais crônica ou enfisema 
que leva à DPOC 
• Fatores inflamatórios são 
diferentes da asma 
DEFINIÇÃO 
• Doença crônica evitável e tratável; 
limitação do fluxo aéreo que não é 
totalmente reversível 
• É algo crônico, os pctes tem 
brônquios mais constringidos 
• Limitação ao fluxo é progressiva e 
associada a uma resposta 
inflamatória anormal do pulmão à 
partículas ou gases nocivos 
FISIOPATOLOGIA 
• Aumenta o número de glândulas 
secretoras de muco 
• Aumento do número de células 
caliciformes: produção de muco 
• Disfunção celular 
• Injúria e recuperação na pequena 
via aérea com remodelação 
estrutural: colágeno + lesão 
cicatricial > obstrução fixa 
• Dilatação e destruição dos 
bronquíolos respiratórios e vasos 
capilares > enfisema + HT pulmonar 
e cor pulmonar 
TRATAMENTO 
• Oxigenoterapia 
• Corticoide presente, mas sua 
eficácia não é tão grande quanto 
para pcte asmático 
• Beta-2-agonista junto com 
anticolinérgico 
• Anticolinérgico tem grande eficácia, 
tanto o de curta duração, quanto de 
longa duração 
• Antibiótico: processo infeccioso 
envolvido, é mais suscetível a 
processos infecciosos pulmonares 
do que na asma. Ocorre muitas 
infecções oportunistas, podendo 
proliferar bactérias oportunistas. 
Geralmente, a crise de DPOC vem 
junta com processo infeccioso, não 
sendo necessário para todos os 
pctes, e sim de moderados a graves. 
Usar em casos exacerbados 
infectados 
• Beta-2-agonista 
• IVE fisioterapia respiratória: 
tapotagem e drenagem postural 
• Anticolinérgicos: o tônus 
colinérgico ou broncomotor 
corresponde a um grau de 
contração brônquica existente em 
repouso que depende da ação 
colinérgica vagal e que pode ser 
diminuído pelos anticolinérgicos 
Receptores colinérgicos 
- classificação: muscarínicos: m1- 
broncoconstrictores m2 – ativam 
acetilcolina → broncodilatação m3 
– broncoconstrictores 
• Corticoide 
FARMACOLOGIA DO EDEMA 
AGUDO PULMONAR 
• Pode ser de origem cardiogênica ou 
não 
• Se cardiogênica: exemplo de ICC 
descompensada, gera congestão 
pulmonar. Problema é no coração, 
devendo controla-lo 
• Não cardiogênico: processo de 
pneumonia, pcte com DPOC 
FUROSEMIDA 
• Diurético de alça; está na alça de 
henle, reduzindo a reabsorção de 
sódio nessa região 
• Usada para o edema, provocando 
diurese mais rápida e intensa no 
processo 
• Depois que o edema regulariza, não 
mantém 
NITROGLICERINA (TRIDIL) 
• É um fármaco que tem como 
objetivo a vasodilatação 
• Usado para reduzir cargas 
cardíacas, para tentar que o vaso sg 
se extenda e consiga comportar um 
volume maior de sangue 
• A ativação da nitroglicerina requer 
ação enzimática. A nitroglicerina 
pode ser desnitratada pela 
glutationa S-transferase no 
músculo liso e em outras células, 
para que ocorra a liberação de 
óxido nítrico. 
• Toda vez que o fármaco é 
convertido, libera óxido nítrico, 
queremos vasodilatação; aumenta 
capacitância dos vasos sanguíneos. 
O aporte sg que chega aos locais é 
um pouco mais lento, com pressão 
menor 
• Usada para vasodilatação e 
aumento da capacitância de vaso 
sanguíneo, assim diminui PA e 
cargas cardíacas que chegam. A pré 
carga cardíaca é reduzida; faz com 
que o coração receba esse sangue 
muito pressionado 
• Maior capacitância do vaso: sg 
chega mais fluido, mais devagar 
EFEITOS SOBRE SISTEMAS 
ORGÂNICOS 
• Liberação de óxido nítrico na 
musculaturalisa 
• Músculo liso vascular – Todos os 
segmentos do sistema vascular, 
desde as grandes artérias até as 
grandes veias, relaxam em resposta 
à nitroglicerina. A maior parte das 
evidências sugere um gradiente de 
resposta, com as veias 
respondendo nas concentrações 
menores e as artérias em 
concentrações ligeiramente 
maiores. Com o aumento da 
capacitância venosa há uma 
redução da pré-carga cardíaca. HÁ 
RESPOSTA COMPENSATÓRIA 
• Em concentração menor, faz 
relaxamento das veias, reduzindo a 
pré carga cardíaca, o que leva 
sangue ao coração são as veias 
• Ao aumentar a dose, faz 
vasodilatação de artérias e veias; ao 
vasodilatar artérias, reduz pós 
carga cardíaca 
• Artérias coronarianas irrigam 
miocárdio 
• Coração precisa ser irrigado já que 
precisa funcionar, precisa de O2; 
vasodilatação arterial, melhora 
também a oxigenação da 
musculatura cardíaca, necessário a 
um pcte que está infartando, por 
exemplo 
• Redução de pré carga cardíaca. 
Quando estiver usando tridil deve 
ser monitorado. Faz vasodilatação 
sistêmica, começa com venosa, mas 
nada impede que ocorra a arterial, 
e o sistema compensa com o que 
pode, como taquicardia, sistema 
renina angiotensina aldosterona- 
ocorre retenção de líquido, 
reabsorção de sódio, água, libera 
hormônio anti diurético 
• Vasodilatador por ação de óxido 
nítrico. Vasodilatação inicia em 
veias, se aumenta a dose, vai 
também para as artérias; são as 
grandes veias e grandes artérias. 
Grandes veias que chegam no 
coração e grandes artérias que 
saem do coração 
Nitroprussiato de sódio (Nipride) 
• O fármaco exerce seu efeito 
inicialmente sobre os vasos 
sanguíneos contraídos por 
espasmo, enquanto que a dilatação 
generalizada dos vasos periféricos 
ocorre com doses muito mais 
elevadas. Esses vasos incluem tanto 
as arteríolas quanto o leito de 
capacitância (venoso) pós-capilar. O 
nitroprusseto de sódio atua 
exclusivamente na musculatura 
vascular, independentemente do 
sistema nervoso autônomo. Atua 
principalmente nas artérias. 
• Indicado para estimular o débito 
cardíaco e para reduzir as 
necessidades de oxigênio do 
miocárdio 
• Reduz a pós carga 
• Bom para pcte com IAM, já que 
reduz necessidade de O2 para o 
coração. Atua nas artérias 
coronarianas 
• Quando problema de edema 
pulmonar é de fundo cardíaco; 
coração debilitado de infarto, é 
necessário usá-lo para dilatar 
artérias coronarianas, além de 
reduzir pós carga cardíaca 
• Edema: sangue vai pela artéria e 
não volta pela veia pulmonar. O 
sangue fica estagnado e extravasa 
dos vasos 
• Mais usado quando tem problema 
cardiogênico ocorrendo, por conta 
de vasodilatação de artérias 
• Primeiro age onde está 
constringido para dilatar, aumentar 
capacitância, diminuir pós carga 
cardíaca 
Tridil faz vasodilatação venosa e arterial 
Nipride faz vasodilatação arterial 
Morfina 
• Usada para vasodilatação, dor, 
liberação de cortisol 
• Relaxar o pcte, quanto mais 
nervoso, mais o coração tenta 
bater, havendo descarga 
adrenérgica 
• Sensação de prazer 
• Inibe liberação do GABA, logo, 
libera dopamina, que gera extrema 
sensação de bem estar 
Noradrenalina 
• Aumentar frequência cardíaca, PA 
Dobutamina 
• Droga cronotrópica, faz 
cronotropismo positivo 
• Faz o coração bater com mais 
força, dá ritmo ao coração que está 
parando 
• Medicamento cronotrópico 
positivo 
• Pcte com edema, coração quase 
para naquele processo, adm 
dobutamina 
Farmacologia da 
tuberculose 
• Doença no Brasil de extrema 
transmissibilidade 
• Transmissão alta 
• Causada por bacilo de Koch 
• Bactéria gram positiva 
CARACTERÍSTICAS DO AGENTE 
• M. Tuberculosis, conhecida 
também como bacilo de Koch (BK), 
é um bacilo álcool-ácido resistente 
(BAAR), aeróbio estrito, com 
parede celular rica em lipídios 
(ácidos micólicos e 
arabinogalactano), o que lhe 
confere baixa permeabilidade, 
reduz a efetividade da maioria dos 
antibióticos e facilita sua sobrevida 
nos macrófagos 
• Bactéria gram-positiva 
• Dependendo da estrutura, atb faz 
ação ou não 
• Membrana interna e grande 
camada de peptídeo glicano, que 
muitas vezes, é o local que será o 
alvo do atb, se desnatura/perde 
camada de peptídeo glicano, perde 
a bactéria e pode morrer de lise 
celular 
• Bacilo de Koch é resistente pois tem 
membrana interna, camada de 
peptídeo glicano e ácidos micólicos 
• Não tem parede externa de ácido 
micólico, mas sim membrana; isso 
faz evasão do SI, faz com que ele 
confunda 
• Ácido micólico impede que chegue 
à parede de peptídeo glicano 
• Não tem fatores de virulência 
associado, não produz toxina. Logo, 
não produz nada tóxico ao corpo, é 
o bacilo 
• Quando tem contato com a 
bactéria, tem alta transmissão; 
inala bacilo de Koch, presente na 
secreção do pcte 
• TB na fase ativa contamina muitas 
pessoas, isso porque é uma bactéria 
gram positiva aeróbica; chega no 
pulmão, prolifera muito 
• Quando a pessoa está na fase ativa 
da TB, libera aerossóis grande 
quantidade de bacilo, capazes de 
infectar outras pessoas 
• Nem todos que entram em ctt com 
o bacilo adoedem. Pctes com SI 
comprometido podem adoecer 
com mais facilidade 
• O SI combate através de 
granulomas, que é o bacilo envolto 
em macrófagos; faz parede em 
volta do bacilo e tem macrófago em 
volta 
• Granuloma fica parado, não gera 
sintomas da TB. Mas, se algum 
tempo, tiver queda imunológica, 
gera a reincidência da TB. Há pctes 
que entram em ctt com o bacilo, 
eliminam do SI, outros pctes 
formam granuloma, segura bacilo 
de Koch, mas depois de anos, por 
imunossupressão, o bacilo que 
estava parado, ressurge novamente 
e o pcte começa a ter a doença da 
TB, com todos os sintomas 
característicos 
• O tto no Brasil é no mínimo por 6 
meses, isso porque tem objetivo de 
matar qualquer tipo de bacilo de 
Koch que possa existir, inclusive 
intra macrófagos, que poderiam 
ficar no estado de latência 
• Teste PPD em TB que não está ativa 
• TB ativa em como sintomas: 
sudorese noturna, perda de peso, 
tosse persistente seca constante, 
cansaço 
• Pcte tem sintomas clássicos e 
consegue escarrar 
• Se desconfiar que o pcte possa ter 
TB, ou HIV +, deve solicitar o teste 
• Transmissão da TB: ativa; a nível 
pulmonar, fazendo tais sinais e 
sintomas, que é o clássico de TB- 
tosse constante, emagrecimento 
rápido 
• Pcte que precisa saber se algum dia 
já teve ctt: se é imunossuprimido; 
principalmente quem acabou de ser 
diagnosticado com HIV. Se positivo, 
pode reativar a doença. Logo, 
empiricamente, quando é positivo 
em pcte HIV, deve-se tratar 
 
SINTOMAS 
• Tosse crônica, pode ser 
acompanhada de sangue 
• Suor noturno 
• Perda de peso 
• Inapetência 
TRANSMISSÃO 
• TB extra pulmonar praticamente 
não transmite 
TRATAMENTO 
• Isoniazida 
• Rifampicina 
• Pirazinamida 
• Etambutol 
• Usado terapia com 4 atbs em 2 
meses iniciais 
• A bactéria cria resistência. Logo, é 
necessário usar 4 atbs, sendo esse 
esquema padrão 
• 4 meses finais: Isoniazida e 
rifampicina 
• Para que tto seja efetivo, deve-se 
usar esse complexo de 
medicamentos 
• Para que o tratamento da 
tuberculose seja efetivo, devemos 
considerar algumas especificidades 
do desenvolvimento do 
Mycobacterium tuberculosis no 
que diz respeito ao seu 
metabolismo e à atuação dos 
medicamentos. O bacilo é 
dependente de oxigênio para o seu 
metabolismo e tem seu 
comportamento modulado pela 
concentração do gás no ambiente 
em que ele se encontra. 
• TB extrapulmonar não é necessário 
tratar, caso o pcte não seja 
imunocomprometido 
• Os medicamentos antiTB, em geral, 
interferem no sistema enzimático 
do bacilo ou bloqueiam a síntese de 
algum metabólito essencial para o 
seu crescimento. Os fármacos só 
atuam quando há atividade 
metabólica,ou seja, não atuam em 
bacilos que estão em sua fase de 
latência. A micobacterias têm alta 
capacidade de produzir resitência 
• Se bactéria estiver em estado bem 
parado, é difícil que o atb consiga 
matar 
• Alta capacidade de produzir 
resistência 
 
• Clássico: isoniazida. Reduz 
biossíntese de ácido micólico 
• Etambutol: interfere na síntese 
da parede celular da bactéria 
• Rigfampicina: inibe síntese de 
RNA 
• Linezolida: inibe síntese de 
ribossomos 
FÁRMACOS USADOS NA PRIMEIRA 
LINHA 
ISONIAZIDA 
• É o fármaco mais ativo no tto da TB 
causada por cepas sensíveis; tto 
único seria com isoniazida 
• Penetra nos macrófagos e é eficaz 
contra organismos extra e 
intracelulares 
• Pcte com TB: notificação 
compulsória 
• Macrófago fagocita e bactéria é 
capaz de sobreviver dentro deles e 
proliferar 
• Atua no meio intra e extracelular 
• Atua na formação do ácido 
micólico, assim tira grande fator de 
resistência da bactéria. O principal 
fator de virulência é o ácido 
micólico, isto é, aquilo que permite 
a sobrevida da bactéria naquele 
local 
• A isoniazida é um pró fármaco, logo 
precisa ser ativada. KatG, produzida 
pela bactéria, ativa a isoniazida 
• Se a bactéria mutar a KatG, começa 
a ter o primeiro fator de resistência. 
Necessariamente precisa da KatG 
Mecanismo de ação 
• A isoniazida é um pró-fármaco 
ativado pela catalase-
peroxidase micobacteriana 
(KatG). A forma ativada da 
isoniazida produz um complexo 
covalente com uma acil-
proteína transportadora 
(AcpM) e com a KasA, uma 
síntetase da proteína 
transportadora betacetoacil, 
que bloqueia a síntese de acido 
micólico. 
• Precisa ser ativada pela KatG, 
forma um complexo covalente 
com AcpM e com KasA 
• Isoniazida chega, é ativa pela 
KatG, com isso, 
interrompe/reduz síntese de 
ácido micólico. É importante, já 
que é fator de proteção da 
bactéria, assim, ela é destruída 
pelo SI. Logo, o ácido dentro 
dos macrófagos ou outro 
processo de fagocitose, faz 
destruição bacteriana 
• Ácido micólico é importante 
para as bactérias já que um 
fator de proteção da mesma, 
sendo seu maior fator de 
virulência; sem ácido micólico, 
fica exposto ao SI 
• A parede celular das 
micobactérias é composta por 
uma tripla camada. A mais 
externa é composta pelos 
ácidos micólicos que impedem 
a difusão de alguns 
quimioterápicos através da 
parede celular, induzindo uma 
resistência natural por 
exclusão. SI mata a bactéria 
com mais facilidade 
• Bactéria já está dentro de 
macrófagos; enzimas são 
liberadas e há morte bacteriana 
• Resistência ao medicamento: 
mutações de KatG, assim, nem 
todas as cepas, a isoniazida 
consegue atuar. Ela é apenas 
pró-fármaco 
Farmacocinética 
• Boa absorção por via oral 
• Não realizar a ingestão junto com 
refeições, principalmente 
alimentos ricos em gordura, já que 
ela é um ácido fraco. Por isso, o 
melhor ambiente para ser 
absorvida é em ambientes ácidos. É 
preciso que seja ingerida em jejum, 
para não atrapalhar processo de 
absorção 
• Dose de 300 mg (5 mg/kg em 
crianças) difunde-se rapidamente 
por todos os líquidos e tecidos 
orgânicos 
• NÃO há ajuste de dose em pctes 
com problema renal, já que é 
metabolizada pelo fígado, saindo 
pelos rins de forma inativa 
• Observar pctes com lesões 
hepáticas graves preexistentes, já 
que o fármaco provavelmente é 
metabolizado pelo fígado 
• Principal e mais grave reação 
adversa é a hepatite. Pode ocorrer 
neuropatia periférica resultado da 
deficiência relativa da piridoxina (a 
isoniazida compete com a vitamina 
B6 (piridoxina) na sua ação como 
cofator na síntese de 
neurotransmissores). Pode ser 
evitada com a suplementação de 
piridoxina 25-50mg por dia 
• Se já tem pcte com processo de 
comprometimento hepático, pode 
piorar ou acelerar o processo de 
hepatite; entra no protocolo 
padrão, já que atua nos meios extra 
e intra celular; inibe produção de 
ácido micólico, para isso ocorrer, é 
preciso que se torne ativa através 
da KatG, se torna ativa, reduz 
produção de ácido micólico, 
diminuindo processo de resistência. 
Um dos graves efeitos adversos 
pode ser hepatite; se já tem lesão 
hepática pré existente, o risco de 
lesão hepática é ainda maior 
• Vitamina B6 (piridoxina): sua baixa 
causa neuropatia periférica, assim, 
gera parestesia, prurido; 
neuropatia periférica é muito 
comum em pcte periférico. Se 
gestante, a falta para o feto é 
comprometedora. É preciso 
suplementar, mas não são todos os 
pctes; precisa suplementar em 
diabéticos e gestantes. Pcte que 
suplementa depois: quem 
apresenta sintomas 
• Neuropatia periférica por 
isoniazida: impede absorção de 
vitamina B6; compete com B6 na 
sua ação como cofator na síntese de 
neurotransmissores 
• O pcte tem falta da piridoxina, 
gerando neuropatia periférica 
• Inibe a biotransformação de 
carbamazepina e fenitoína. Os dois 
fármacos ficam mais 
biodisponíveis, aumenta o tempo 
de meia vida desses dois fármacos, 
que são um pouco mais críticos em 
relação aos efeitos adversos que 
têm em sua composição 
• A isoniazida inibe a enzima 
monoaminoxidase, razão pela qual 
se deve evitar a ingestão 
concomitante com alimentos ricos 
em tiramina e histamina, como por 
exemplo, certos tipos de queijo 
(suíço e Cheshire), peixes (atum e 
arenque) e álcool, especialmente o 
vinho tinto. Os sintomas dessas 
associações incluem palpitação, 
sudorese, rubor facial, calafrios, 
cefaleia, diarreia, eritema e prurido. 
• MAO degrada neurotransmissores, 
elas estão no intestino. Os atbs não 
adentram muito fácil o SNC, apenas 
quando o pcte tiver meningite 
causada pela micobactéria da TB, 
não adentram o SNC 
• Apenas adentram o SNC quando as 
meninges estão inflamadas. Logo, 
preocupa-se com a MAO no 
intestino 
• O primeiro lugar que chega é a nível 
intestinal, podendo inibir a MAO no 
intestino 
• Quando a isoniazida chega, o 
primeiro local que encontra são 
MAOs intestinais. Quando pcte faz 
tto para TB, usando isoniazida, deve 
orientá-lo, não sendo recomendado 
ingesta de alimentos ricos em 
tiramina, por exemplo 
• Reação do queijo e do vinho: 
excesso de tiramina no corpo. Isso 
leva à hipertensão, já que aumenta 
os níveis de catecolamina 
(noradrenalina). A tiramina vira 
precursor para se tornar 
noradrenalina. A tiramina não é 
degradada, vai para o SNC, e tem 
um controle 
• Reações mais brandas do que pcte 
que usaria IMAO, mas se tiver 
usando isoniazida, não metaboliza 
o álcool, vai ao SNC 
• MAO inibida: tem muita 
noradrenalina. No intestino, muita 
tiramina sobe para o SNC, tem 
excesso para ser metabolizado pela 
MAO 
• Elevação de PA, rubor, cefaleia, 
podendo levar a sintomas mais 
graves 
• Excesso de tiramina, leva a excesso 
de noradrenalina, SN simpático 
atua 
• Palpitação, sudorese, rubor facial, 
cafalafrios, cefaleia, diarreia, 
eritema, prurido 
RIFAMPICINA 
• Melhor absorção com estômago 
vazio 
• Estômago cheio, principalmente 
com alimentos gordurosos, diminui 
a absorção 
• Pcte toma apenas 1 cp ao dia, que 
tem os 3 fármacos de uma vez. 
Logo, deve ser tomado em jejum 
para facilitar o processo de 
absorção 
• A rifampicina liga-se a subunidade  
da RNA-polimerase dependente do 
DNA bacteriano e, assim, inibe a 
síntese de RNA. É bactericida para 
micobactérias intra e extra celular. 
• Se inibe a síntese de RNA, inibe a 
produção de proteínas 
• O atb atua contra substâncias da 
bactéria 
• Inibe RNA polimerase, inibindo 
então a síntese de proteínas 
• Cessa crescimento bacteriano, e 
provoca ainda a morte da bactéria 
• Faz DNA sem convertido em RNA; 
cessa produção de proteínas 
essenciais para a sobrevida 
bacteriana 
• Atb bactericida: leva à morte 
bacteriana 
• Atua intra e extracelular. Logo, 
entra dentro dos macrófagos 
• É bem absorvidapor via oral 
(recomendado uso com estômago 
vazio), distribui-se amplamente em 
tecidos e líquidos orgânicos. As 
concentrações no líquido 
cerebrospinal é conseguida quando 
há inflamação das meninges. É 
metabolizada pelo fígado e 
excretada, principalmente, pela 
bile. Não há necessidade de ajuste 
de dose quando paciente 
apresentar insuficiência renal ou 
hepática. 
• Dose Usual: 600mg/dia 
(10mg/kg/dia) 
• Meningites podem ser causadas 
pela bactéria da TB, principalmente 
em pctes muito imunossuprimidos. 
Tem adesinas, que possuem 
afinidade com esse tecido neuronal 
• Não precisa de ajuste de dose para 
IR nem IH, por mais que seja 
metabolizado pelo fígado 
• Acima de 10 anos!!! Criança com TB 
o tto padrão é outro 
• Deixa a coloração alaranjada inócua 
à urina, fezes, suor e às lágrimas. 
Substância da rifampicina tem cor, 
logo quando excreta algo, altera a 
coloração 
• Não há nenhum problema quanto à 
mudança de coloração 
• Induz a enzima do CYP450, muita 
interação medicamentosa. Os 
outros medicamentos são 
metabolizados e excretados mais 
rápidos. Acelera o metabolismo da 
grande maioria dos fármacos, já 
que inibe a CYP450, assim há muita 
interação medicamentosa 
• Pode causar icterícia colestática 
(ocorre por obstrução do ducto da 
vesícula biliar), ocasionalmente, 
hepatite. Também pode provocar 
exantemas, trombocitopenia e 
nefrite. 
• Quando utilizada administrada com 
frequência menor que duas vezes 
na semana, o paciente pode 
apresentar uma síndrome 
semelhante à gripe; ocorre por 
conta da reação alérgica à 
rifampicina 
• Exantema ocorre porque o corpo 
começa reação inflamatória contra 
a rifampicina, pode não reconhecê-
la e iniciar processo inflamatório. 
São lesões de pele causadas por 
reação alérgica branda 
PIRAZINAMIDA 
• Só funciona em pH ácido! 
• O pH é ácido dentro de macrófagos, 
por conta de enzimas lisossomais 
• Atua principalmente dentro dos 
macrófagos por conta do pH mais 
ácido. Isso é importante nas 
bactérias de difícil controle 
• Ela é mais efetiva dentro do 
macrófago 
• Fica ativada e pega bactérias no 
estado de latência 
• É inativada em pH neutro mas, em 
pH de 5,5, inibe os bacilos da 
tuberculose em concentrações de 
aproximadamente 20mcg/ml. Esse 
fármaco é captado por macrófagos 
e exerce sua atividade contra 
micobactérias que residem em 
ambientes ácidos dos lisossomos. 
Importante ação nas cepas 
latentes. 
Mecanismo de ação 
• A pirazinamida e convertida em 
ácido pirazinoico – a forma ativa do 
fármaco – pela pirazinamidase 
micobacteriana, codificada pelo 
pncA. 
• Depende da bactéria para ser 
convertida em fármaco ativo 
• Grande fator de resistência é a 
mutação da enzima 
• O ácido pirazinoico interrompe o 
metabolismo da membrana celular 
das micobacterias e abala sua 
função de transporte. 
• O acúmulo de ácido pirazinoico 
diminui o pH intracelular a níveis 
que causam a inativação de 
enzimas, como a ácido graxo 
sintase I, fundamental para a 
síntese dos ácidos graxos e, em 
consequência, prejudicando a 
biossíntese do ácido micólico. 
• Usado 25mg/kg/dia 
• Além de interromper o 
metabolismo de substâncias 
essenciais da membrana, também 
mexe na síntese de ácidos micólicos 
• Bactérias são sensíveis à 
temperatura, umidade, radiação, 
pH 
• Quando menor o pH, piora o 
processo de crescimento 
bacteriano. Logo, pH ácido para 
bactéria pode eliminá-la mais 
facilmente 
Absorção 
• Bem absorvida por via oral, boa 
distribuição nos tecidos 
orgânicos, inclusive, nas 
meninges inflamadas 
Metabolização 
• Metabólitos excretados pelo 
rim, há dificuldade de excretá-
los, não estão no estado de 
inativação 
• O composto original e 
metabolizado pelo fígado, mas 
os metabolitos são depurados 
nos rins; portanto, a 
pirazinamida deve ser 
administrada na proporção de 
25 a 35 mg/kg, três vezes por 
semana (não diariamente) nos 
pacientes em hemodiálise e 
naqueles em que a depuração 
da creatinina seja inferior a 30 
mL/min. Nos pacientes com 
função renal normal, uma dose 
de 40 a 50 mg/kg é utilizada 
para esquemas de tratamento 
2 ou 3 vezes por semana. A 
meia vida é de 9-10 h, mas 
pode atingir até 26 h em 
pacientes com insuficiência 
renal se não houver a correção 
de doses. 
• Pcte com lesão renal: fazer 
ajuste de dose 
• Atua como agente de 
“esterilização” ativo contra os 
organismos intracelulares 
residuais que podem provocar 
recidiva. A pirazinamida 
ultrapassa a barreira meníngea 
e atinge concentrações no LCR 
similares às no plasma. Na 
lesão pulmonar por 
tuberculose, os bacilos 
fagocitados pelos macrófagos 
apresentam seu crescimento 
inibido pelo ambiente ácido do 
interior dos fagolisossomas. O 
crescimento também se 
encontra inibido nas zonas 
inflamatórias da parede 
cavitária pelo pH ácido 
• Essencial para chegar em local 
ácido, onde fica ativo, fazendo 
a morte da bactéria 
• Quando bactéria chega em um 
local que não é propício para 
proliferar, fica em estado de 
latência 
• Agente de esterilização: tenta 
pega o resto que sobreviveu 
aos atbs 
Efeitos adversos 
• Principal efeito adverso é a 
hepatotoxicidade. 
• Pode provocar, também, 
hiperuricemia. O mecanismo se 
deve ao ácido pirazinoico, principal 
metabólito da pirazinamida, que 
inibe a secreção tubular renal do 
ácido úrico. Esse fato raramente 
exige a suspensão ou o ajuste de 
dose da pirazinamida 
• A hiperuricemia é o mais comum, já 
que pode acumular ácido úrico no 
corpo 
• Além da função hepática, também é 
necessário acompanhar níveis de 
ácido úrico 
• Excreta ácido úrico nos rins, nos 
túbulos. A pirazinamida é excretada 
pelo túbulo, logo tem uma 
competição de quem é eliminado, 
geralmente quem ganha é o 
fármaco, e o ácido úrico não é 
eliminado, gerando mais a 
hiperuricemia 
ETAMBUTOL 
• O etambutol inibe as arabinosil-
transferases das micobacterias, que 
são codificadas pelo operon 
embCAB. As arabinosil-transferases 
estão envolvidas na reação de 
polimerização do arabinoglicano, 
um componente essencial da 
parede celular das micobacterias. 
Muito ativo contra bacilos intra e 
extracelulares de multiplicação 
rápida. 
• Destrói membrana celular, e faz lise 
celular bacteriana 
• Eficácia em bactérias com alta 
proliferação 
Absorção e excreção 
• O etambutol é bem absorvido no 
intestino. 
• Cerca de 20% do fármaco é 
excretado nas fezes e 50% na urina 
de forma inalterada. 
• Acumula-se na insuficiência renal e, 
por isso, a dose deve ser reduzida 
pela metade quando a depuração 
de creatinina for inferior a 
10ml/min. 
• Pcte com lesão renal agrava ainda 
mais o problema 
Efeitos adversos 
• Muito associado com problemas de 
visão 
• O evento adverso grave mais 
comum é a neurite retrobulbar, 
resultado em perda da acuidade 
visual e em cegueira para as cores 
vermelhas e verdes 
• Não usado para crianças, pois pode 
levar à cegueira infantil 
 
TRATAMENTO 
• O bacilo é dependente de oxigênio 
para o seu metabolismo e tem seu 
comportamento modulado pela 
concentração do gás no ambiente 
em que ele se encontra 
• Lesão pulmonar cavitária: existem 
condições ideais para a intensa 
atividade metabólica e para o 
crescimento bacilar rápido, como 
boa oferta de oxigênio, pH neutro e 
a presença de substâncias 
nutritivas. Bom meio para 
proliferar. Os fármacos são ótimos 
para atuar em tais lesões, onde o 
crescimento microbiano é intenso 
• Lesão caseosa fechada 
(granulomas): apresenta pH neutro 
ou ácido e baixa concentração de 
oxigênio. Nesses locais, o 
crescimento bacilar é intermitente. 
Mais eficaz é a rifampicina. Os 
macrófagos rodeiam o bacilo, e por 
fora, há linfócitos. Rifampicina 
entra no meio intra e extracelular 
• Interior dos macrófagos: onde a 
concentração de oxigênio é baixa, o 
pH é ácido e, com

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