Prévia do material em texto
Farmacologia- 1º ciclo FARMACOLOGIA RESPIRATÓRIA Caso clínico Caso clínico: paciente iniciou uso de anti- hipertensivo da classe beta-bloqueador para controle da PAS e por ter tido um IAM recente. Após 1 semana de uso apresentou quadros graves de broncoespasmo associado ao uso desse fármaco. • A asma é uma condição inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, com grande produção de muco e broncoconstrição, caracterizada por obstrução ao fluxo aéreo altamente reversível, hiper-responsividade das vias aéreas e sintomas respiratórios episódicos, incluindo sibilância, tosse produtiva, e sensação de falta de ar e aperto no peito • Vamos entender porque o paciente teve episódios de broncoespasmos/broncoconstrição ao uso de um beta bloqueador, para isso, relembraremos alguns conceitos vistos em outros períodos SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO ● Sabemos que o SNA é dividido em simpático e parassimpático, esses sistemas estão a todo momento agindo no nosso corpo buscando um equilíbrio. Em determinadas situações o simpático prevalece e em outras o parassimpático prevalece. ● SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO: ○ É nosso sistema que prevalece em momentos de luta ou fuga. Para ativar as ações do sistema nervoso simpático a adrenalina/noradrenalina se liga aos receptores alfa e beta em diversas áreas do nosso corpo. Ou seja, os receptores do sistema simpático são alfa e beta (alfa e beta adrenérgicos) e o neurotransmissor é adrenalina/noradrenalina. ○ No nosso coração temos receptores beta 1, quando a adrenalina se liga ao receptor beta 1 no coração vai causar cronotropismo (aumento da FC), inotropismo (aumenta força de contração), aumento da PA (visto que a pressão é o débito cardíaco multiplicado da resistência vascular periférica). ○ No nosso pulmão temos principalmente beta 2 (temos o beta 1 também, mas para ele ser ativado precisa de uma inervação direta, então falamos praticamente só do beta 2). Quando a adrenalina se liga ao beta 2 no pulmão causa broncodilatação, fazendo com que aumente a circulação de O2 (isso faz todo sentido no sistema simpático, que é o de luta ou fuga, precisamos de O2 para lutar/fugir). ■ Justamente a ação do beta 2 no pulmão que nos faz entender porque o paciente do caso clínico teve broncoespasmo/broncoconstrição no uso do beta bloqueador. ■ O próprio nome do remédio já nos fala, ele é um beta bloqueador, então vai bloquear o beta 2 no pulmão, fazendo com que não haja essa broncodilatação e consequentemente favorece o broncoespasmo/broncoconstrição. Pensando em um paciente que já tenha uma doença de base, como asma ou DPOC, ou seja, eles já tem uma via aérea inflamada, com muco, com citocinas inflamatórias, com fibrose nos brônquios e bronquíolos, que passa o ar de forma mais devagar, que já tem uma broncodilatação dificultada, então ao fazer uso do fármaco beta bloqueador piora essa dificuldade de broncodilatação, causando o broncoespasmo/broncoconstrição. ○ Além dos receptores beta, temos os alfa, como vimos. Temos alfa 1 nas paredes das artérias, quando a adrenalina se liga nele causa vasoconstrição, assim causa aumento da RVP e da PA. Temos também o alfa 2, ele está no SNC (temos os anti-hipertensivos que são agonistas dele, metildopa e clonidina). Além disso, temos alfa 2 nas artérias coronárias que causa vasodilatação quando a adrenalina se liga neles, aumentando o aporte sanguíneo no coração (é de suma importância quando o sistema simpático está prevalecendo, porque aumenta demanda cardíaca, então se não houvesse esse aumento de aporte de O2 através do al 2, toda vez que o sistema simpático prevalecesse teríamos angina, pois faltaria O2 pelo aumento da demanda). ● SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO: ○ Tem como receptores os muscarínicos e nicotínicos e como neurotransmissor a acetilcolina. ○ No pulmão temos o receptor muscarínico M3. Quando a acetilcolina se liga à ele, causa broncoconstrição. Vale ressaltar que temos beta bloqueadores seletivos e não seletivos. Os não seletivos são mais propensos de causar broncoespasmo, porque bloqueiam muito os dois tipos de beta (receptor beta 1 e 2), os seletivos preferencialmente bloqueiam o beta 1 do coração. ● Temos propranolol como exemplo de não seletivo. ● O carvedilol é colocado em algumas literaturas como seletivo e em outras como não seletivos. ● Assim, nosso paciente do caso clínico poderia ter tido o caso de broncoespasmo tomando tanto propranolol quanto carvedilol. ● Abaixo veremos exemplos de beta bloqueadores: FARMACOLOGIA DA ASMA A asma é uma condição inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, onde há muita produção de muco e broncoconstrição. Temos também uma obstrução ao fluxo aéreo altamente reversível, há hiper- responsividade das vias aéreas. ● O paciente tem sintomas episódicos, como sibilância devido a dificuldade de passagem do ar, tosse produtiva porque há muco, sensação de falta de ar e aperto no peito. -> Pensando que a asma é uma inflamação, podemos usar AINES (anti-inflamatório não esteroidal) nos pacientes asmáticos? ● A resposta é não! Se usarmos AINES no paciente asmático vamos piorar a broncoconstrição dele. Vamos entender o porque: ● Na cascata inflamatória nós temos duas vias (a via das ciclooxigenase e a via das lipoxigenases). O início da cascata são fosfolipídios que se transformam em ácido araquidônico por meio da fosfolipase A2 (que é substrato), o ácido araquidônico (AA) pode seguir nas duas vias supracitadas. ● Quando o ácido o araquidônico vai para a via das ciclooxigenases (COX-1 e COX-2) ele vai formar prostaglandinas. ○ A COX-1 é constitutiva em todo nosso corpo, ou seja, necessitamos dela para manter a fisiologia. ○ A COX-2 é constitutiva nos rins, porém no restante do corpo ela vai prevalecer apenas nos momentos de inflamação, como no nosso paciente asmático que terá muita inflamação no pulmão. A partir da COX-2 será liberado no organismo prostaglandinas inflamatórias e uma prostaglandina anti- inflamatória (PGE2) para tentar evitar que a inflamação seja tão exacerbada. ● Quando o AA vai para a via das lipoxigenases haverá formação de leucotrienos (no pulmão, a lipoxigenase que temos é a 5 -> Lipo-5). Na musculatura lisa dos nossos pulmões têm receptores de leucotrieno, e quando o leucotrieno se liga neles há aumento do muco, aumento da broncoconstrição, aumento da inflamação, pensando no nosso paciente asmático, o aumento de leucotrieno no organismo é péssimo, piora o broncoespasmo. ○ O leucotrieno causa esse aumento na produção de muco nas vias aéreas e contração da musculatura lisa dos brônquios porque nas vias aéreas e na musculatura lisa dos brônquios temos os receptores de leucotrieno, os receptores cisteínicos Cys-LT1, que ao terem o leucotrieno ligado a eles provoca todo esse efeito constritor no pulmão. ○ Então se usarmos os AINEs, eles vão inibir a via das ciclooxigenases e o ácido araquidônico será desviado para via das lipoxigenases, aumentando a síntese de leucotrienos cisteínicos que apresentam ação broncoconstritora. - Vale ressaltar que a PGE2 produzida a partir da COX-2 inibe a lipo-5. Ou seja, bloqueia a lipoxigenase, impedindo a formação do leucotrieno, impedindo maior inflamação no pulmão do paciente. E a PGE2 causa relaxamento da musculatura lisa dos brônquios. ● Entendo isso, vamos pensar na ação do AINEs no paciente asmático: ao tomar um AINE o paciente vai ter bloqueado a via das ciclooxigenases, quando ele bloqueia as COXs, faz com que sobre mais ácido araquidônico, e esse ácido que está sobrando vai acabar indo para a via da lipoxigenases, aumentando assim a quantidade de leucotrienos, aumentando a inflamação pulmonar e broncoespasmo.a ação dos mecanismos de defesa celulares, a multiplicação bacilar é lenta. Esses bacilos de crescimento lento ou intermitente são denominados latentes ou persistentes, responsáveis pelas recidivas da doença. O melhor é a pirazinamida, que pega as bactérias em estado de latência • Etambutol: bactérias em estado de multiplicação HEPATOPATIAS • O tratamento só deverá ser interrompido quando os valores das enzimas atingirem até cinco vezes o valor normal em pacientes sem sintomas digestivos, três vezes o valor normal, acompanhado de sintomas dispépticos, ou logo que a icterícia se manifeste. • É recomendado encaminhar o paciente a uma unidade de referência secundária para acompanhamento clínico e laboratorial, além da adequação do tratamento, caso seja necessário. • A maioria dos fármacos causam lesão ou alterações enzimáticas • Enzimas TGO e TGP • Se icterícia: rompe tto • Após a interrupção do tratamento, se houver redução dos níveis séricos das enzimas hepáticas e resolução dos sintomas, indica-se a reintrodução do Esquema Básico da seguinte maneira: rifampicina + etambutol, seguida pela isoniazida, e por último a pirazinamida, com intervalo de três a sete dias entre elas. A reintrodução de cada medicamento deverá ser precedida da análise da função hepática GESTANTE • O Esquema Básico pode ser administrado nas doses habituais para gestantes e, dado risco de toxicidade neurológica ao feto atribuído à isoniazida, recomenda-se o uso de piridoxina (50mg/dia). • Todos os fármacos passam por barreira placentária • Colocar piridoxina no lugar da isoniazida PACIENTE HIV • Adm esquema padrão • Se usar esquema antirretroviral à base de inibidor de protease para tto do HIV, a rifabutina deve substituir a rifampicina por causa da interação entre rifampicina e inibidores da protease • Maior risco de hepatotoxicidade e a partir da isoniazida e também da pirazinamida, em razão da história da dependência crônica de álcool PRETOMANIDA • Usado em pcte de muito difícil controle da TB • Em condições aeróbicas, atua inibindo a desidrogenase do ácido hidroximicólico • Enzima responsável por oxidar os ácidos hidroximicólicos, presentes na parede celular das micobactérias, a cetomicólicos • Dessa forma, esse componente da parede celular da micobactéria não é produzido e, consequentemente, ele acaba se tornando suscetível à ação de outros fármacos • Já em condições sem a presença de oxigênio, a pretomanidai atua como uma espécie de veneno respiratório. Ocorre a libertação de espécies reativas de nitrogênio intracelular que são libertadas após a formação de metabólitos desnitro • Liberação de óxido nítrico (NO), diminuição de ATP e inibição respiratória no metabolismo impedem a atividade bactericida da TBAlém disso, ao bloquear as COX com o AINE, impede a formação da PEG2 que bloqueia a lipoxigenases 5 (ou seja, a PEG2 iria bloquear a lipo-5, impedindo a formação do leucotrieno, impedindo aumento da inflamação, não estará presente). ● Então não usamos AINE no paciente asmático porque aumentaremos a quantidade de leucotrieno agindo no pulmão dele e retiraremos a PEG2 que bloqueia a lipo-5. Isso inclui o AAS, que é um AINE que usamos como antiagregante plaquetário ● Pensando no nosso paciente do caso clínico, que começou a usar beta bloqueador depois de um IAM, o AAS também faz parte do protocolo pós infarto. Assim, é notório que alguns pacientes asmáticos vão necessitar de fazer uso de AINEs (como em doenças reumáticas) ou AAS (como em doenças cardíacas), para isso, temos algumas alternativas. ● Para os pacientes asmáticos que precisam usar AAS ou AINEs e tenham chance de aumentar o broncoespasmo, temos a opção de prescrever montelucaste. O montelucaste é um antagonista de receptores de leucotrieno, assim, ele bloqueia a broncoconstrição e reduz a inflamação, já que não deixa o leucotrieno se ligar na lipoxigenase. Outra opção que temos é realizar dessensibilização induzindo a tolerância a estes fármacos, isso é feito introduzindo doses menores dos remédios de forma gradativa, até que ele chegue na dose terapêutica e assim colocamos a dose habitual. ○ Fornece-se ao paciente doses crescentes de aspirina durante 2 a 3 dias, até atingir 400 a 650mg por dia. A dose de manutenção é 100 a 300mg por dia e deve ser mantida regularmente, caso contrário haverá regressão e o paciente vai voltar a ser sensível e ter broncoespasmo com os fármacos. ○ É claro que é um procedimento de risco para o paciente, então tem que ser feito a nível ambulatorial ou hospitalar MEDICAMENTOS SIMPATOMIMÉTICOS EPINEFRINA ● A epinefrina é um fármaco que vai agir no nosso organismo da mesma forma que a adrenalina, ou seja, age ativando ações do sistema simpático. ● Pensando no nosso paciente asmático, a adrenalina já foi a primeira escolha para resgatar esses pacientes em crise. Vamos raciocinar o motivo: a epinefrina agindo como adrenalina, vai se ligar ao receptor adrenérgico beta 2 no pulmão, fazendo com que haja broncodilatação, ela é agonista de beta-2. ● Porém, sabemos que se ela age nos receptores adrenérgicos, também vai agir em outros receptores além do beta 2: ○ Ela se liga ao receptor beta 1 no coração, causando aumento da força de contração e aumento da FC (cronotropismo positivo e inotropismo positivo). Pode gerar um pico hipertensivo no paciente. ○ Ela se liga aos receptores alfa 1 nos vasos sanguíneos, podendo causar aumento da vasoconstrição periférica. ○ Ela se liga ao alfa 2 nas coronárias e causa vasodilatação. ○ Então a epinefrina tira o paciente do broncoespasmo, mas tem efeitos colaterais preocupantes. O paciente pode ter pico de PA, taquicardia, piorar uma arritmia se existir, angina (porque a demanda do coração aumenta muito e a vasodilatação que causa para chegar mais O2 não é suficiente para suprir a demanda). ● Então hoje a epinefrina não é nossa primeira escolha para resgatar o paciente em crise asmática. Vamos usar ela nos casos em que a crise asmática, o broncoespasmo, for devido a um choque anafilático. Usamos para o choque, vasodilatação aguda e broncoespasmo causado por anafilaxia. ● Vale ressaltar que nutre a epinefrina/adrenalina e a norepinefrina/noradrenalina, para fins de paciente com broncoespasmo, escolhemos a epinefrina/adrenalina porque ela tem maior afinidade ao beta 2 do pulmão se comparar à nora. ● Então a epinefrina é um broncodilatador efetivo por via inalatória ou subcutânea, mas como não é beta seletiva (não age só em beta 2 do pulmão), pode causar taquicardia, arritmias, agravamento de angina. BETA-2-AGONISTAS DE CURTA DURAÇÃO (SABA) São os simpatomiméticos de curta duração. ● Temos a terbutalina: sulfato de terbutalina, bricanyl. ● Temos o fenoterol: bromidrato de fenoterol, berotec. ● Temos o salbutamol: sulfato de salbutamol, aerolin. ● São fármacos muito utilizados para tirar o paciente da crise. Vamos utilizar um SABA com corticóide (o corticóide pode ser inalatório ou sistêmico, depende da criava- se do paciente - sempre que der vamos evitar o sistêmico pelos efeitos colaterais). ● O SABA então, sendo agonista de beta-2, age imitando o sistema simpático. Vão se ligar ao beta-2 no pulmão e assim causar broncodilatação, retirando o paciente do broncoespasmo. Além disso, eles inibem derrame microvascular e aumentam o transporte mucociliar, o que auxilia a retirar e expectorar a secreção. ○ A broncodilatação é feita por um relaxamento da musculatura lisa e inibição da liberação de mediadores de broncoconstrição pelos mastócitos. ● Não usamos o SABA sem corticoide, eles tem ação sinérgica/combinada. Precisamos do corticoide para diminuir o processo inflamatório instalado no paciente asmático. As vias aéreas dele estão inflamadas: o leucotrieno, os mastócitos, os eosinófilos, as prostaglandinas estão agindo e provocando essa inflamação, provocando edema e produção de muco que piora o fluxo do ar no pulmão do paciente. Então o corticóide é necessário, porque ele vai bloquear a cascata de inflamação. ● O tempo de ação do SABA é de 3 a 4 horas e ele começa a agir em 1 a 5 minutos da aplicação BETA-2-AGONISTA DE LONGA DURAÇÃO (LABA) Os LABAs também vão agir no beta 2 do pulmão relaxando a musculatura lisa e inibindo a liberação de mediadores de broncoconstrição pelos mastócitos e eles também auxiliam na redução e eliminação do muco. Ou seja, a mesma ação dos SABA. ● O que diferencia é o tempo de ação, o LABA age por 12 horas. ● Eles também devem ser usados em associação com o corticóide. ● Eles são salmeterol (serevent) e formoterol (fluir) ORIENTAÇÕES PARA USO: ● Precisamos orientar corretamente ao paciente como realizar a administração dos medicamentos em puffs. ● Devemos orientar o uso do espaçador, para evitar que o fármaco fique na boca do paciente, pois quanto mais o fármaco ficar na cavidade oral, menos efeito terá no pulmão. Com o espaçador, o medicamento bate no espaçador e entra no pulmão. ● Uma opção para crianças e idosos que não conseguem realizar e deixar que realizem nela os puffs com a bombinha é a micronebulização. Neste caso o fármaco vem em gotas, deve-se diluir as gotas do remédio em soro fisiológico dentro do nebulizador e colocar para o paciente inalar até evaporar tudo. ○ Não deve-se colocar água nessa diluição, porque o vapor d'água pode ser um irritante para o pulmão e causar mais broncoconstrição. OUTRAS AÇÕES DOS BETA AGONISTAS DE CURTA E LONGA DURAÇÃO: ● Atuam nos receptores beta-2 acoplados à proteína G, estimulando a adenilato cianose a formar AMPc: isso leva à diminuição do tônus muscular. ● Aumentam a condutância de potássio: isso leva à hiperpolarização e relaxamento muscular. ● Aumentam AMPc nos mastócitos, eosinófilos, basófilos neutrófilos e linfócitos: isso reduz a liberação de citocinas. Esse efeito é rapidamente dessensibilizado, ação apenas na inflamação aguda SIMPATICOMIMÉTICOS DE CURTA DURAÇÃO • Salmeterol • Formoterol: um pouco mais rápida a ação • São agonistas dos receptores beta relaxando, assim, a musculatura lisa e inibindo a liberação de mediadores da broncoconstrição pelos mastócitos. Eles também inibem o derrame microvascular e aumentam o transporte mucociliar • Tempo de duração: 12 horas • Ação sinérgica com os corticoides (ação combinada) • Dependendo do uso com grande frequência pode ter hipocalemia, já que ele aumenta a captação do potássio para o meio extracelular • Usofrequente desses fármacos traz tolerância ao pcte? Dependendo do nível do estágio, deve fazer uso dos fármacos de forma crônica. Usa beta agonista de forma prolongada. Broncodilatação é efetiva, depois de seu uso, além da broncodilatação, reduz a broncoconstrição ao longo do tempo, fazendo com que o brônquio não reaja tanto. Com o uso crônico, perde essa bronquioproteção, mas não perde a bronquiodilatação • Efetividade como broncodilatadora se mantém! Apesar da regulação que ocorre MEDICAMENTOS SIMPATOMIMÉTICOS DE CURTA E LONGA DURAÇÃO • Atuam nos receptores B2 acoplados à proteína G, estimulando a adenilato ciclase a formar AMPc> diminuição do tônus muscular • Aumentam condutância de K+ > hiperpolarização e relaxamento muscular • Nos mastócitos, basófilos, eosinófilos, neutrófilos e linfócitos • Aumento de AMPc > reduz liberação de citocinas > efeito rapidamente dessensibilizado: ação apenas na inflamação aguda • São bons broncodilatadores, mas não tem ação central no processo inflamatório; não são usados sozinhos. MEDICAMENTO PARASSIMPATICOLÍTICO (ANTAGONISTA MUSCARÍNICO) • Ipatrópio atua em SNP, o que realmente faz ação na asma são beta 2 agonistas pelo processo inflamatório da asma • Anticolinérgico é usado para reduzir secreção e para • Sistema nervoso simpático: adrenalina e nora; se libera elas com o SNP, no pulmão esses dois neurotransmissores fazem a nível pulmonar broncodilatação, ambos atuam em receptores. Beta 2 pulmonar quando ativo, faz broncodilatação • Sistema nervoso parassimpático: acetilcolina. Faz broncoconstrição; receptor a nível pulmonar muscarínicos. N1, N2 e N3 que algum deles está em maior quantidade no pulmão • Na asma, se tem descarga simpática ajuda na broncondilatção. E é descarga parassimpática ajuda na broncoconstrição • O SNP faz ainda liberação de muco. Logo, em processo inflamatório, ativa a maior liberação de acetilcolina local, pelas células locais e por meio da fibra eferente via vagal • Sistema parassimpático fica mais ativo, com maior liberação de acetilcolina, que faz broncoconstrição e aumenta o muco. Piora o quadro do paciente • Para tirar o pcte da broncoconstrição, adm anticolinérgico. Ele entra como adjuvante para auxiliar no resgate, que quem realiza é beta 2 agonista. Ipatrópio + fenoterol; um é beta 2 agonista e outo anticolinérgico • Ipratrópio sem anticolinérgico: antagonista de receptor muscarínico. Reduz a produção de muco, o que é importante para o pcte por ser bem secretivo • Via eferente vagal estimula a liberação de acetilcolina, assim há broncoconstrição e aumento de produção de muco, logo o pcte fica mais congesto e com mais brocoespamos, por isso prescrevre ipratrópio. Também conhecido como SAMA (curta duração) • O sistema nervoso parassimpático é considerado o principal mecanismo neural broncoconstritor e apresenta um importante papel na regulação do tônus das vias aéreas. • Brometo de ipatrópio (SAMA) e brometo de tiotrópio (LAMA): antagonistas muscarínicos bloqueiam a contração da musculatura lisa das vias respiratórias e o aumento da secreção de muco que ocorre em resposta a atividade vagal. Apesar de serem menos efetivos para a reversão do broncoespasmo, a adição do ipratrópio amplifica a broncodilatação induzida pelo salbutamol nas crises agudas e graves da asma. Em alguns pacientes, a asma noturna pode ser evitada utilizando medicamentos anticolinérgicos. • Como mecanismo parassimpático não é o mecanismo principal, esses medicamentos são coadjuvantes, isto é, não são as drogas principais para o tto da asma • Principais são beta agonistas e corticoide MEDICAMENTOS CORTICOIDES INALATÓRIOS • Medicamentos que precisam estar no tto do pcte • Sua ação mais importante e a inibição da infiltração de linfócitos, eosinófilos e mastócitos nas vias respiratórias de asmáticos. • Há inalatórios, orais e venosos • Para pcte asmático é o inalatório • Beclometasona, budesonida, ciclesonida, flunisolida, fluticasona, mometasona e triancinolona • Preferência pelo inalatório em relação aos demais por conta de ação local, apesar de que mesmo assim ainda pode haver absorção sistêmica • Oral e venoso: ação sistêmica • Broncodilatar e reduzir processo inflamatório • Corticoide atua no processo inflamatório • AINE só inibe via da COX • O corticoide estabiliza membrana, o que auxilia no processo de não degranular outros agentes do sistema inato. Ademais, inibe fosfolipase A2. Inicia com fosfolipídeos de membrana. A partir da fosolipase A2 transforma fosfolipídeo de membrana em ácido araquidônico • O corticoide vai direto inibir fosfolipase A2, inibe produção de ácido araquidônico, inibe as duas vias inflamatórias, assim reprime processo inflamatório. Por isso o corticoide entra no processo e o AINE não. Há outros mecanismos associados, como por exemplo, inibe infiltração de células de defesa do sistema inato, reduz contagem de eosinófilos. Pcte com asma grave tem grande contagem de eosinófilos, e o corticoide ajuda no processo. Ademais, o corticoide inibe transcrições gênicas de processos inflamatórios, sendo um modulador da síntese de citocinas inflamatórias. Atua na transcrição gênica, reduzindo a produção de citocinas inflamatórias, processos inflamatórios, inibição de leucótico no tecido vascular, reduz permeabilidade vascular, reduzindo assim o edema, vasodilatação e a permeabilidade vascular, logo reduz o edema do pulmão do pcte Mecanismo de ação • Age na transcrição gênica: • Modulação da síntese de citocinas • Inibição do acúmulo de basófilos, eosinófilos e outros leucócitos no tecido pulmonar • Redução da permeabilidade vascular • Potencialização dos efeitos dos beta 2 agonistas • Redução da produção de muco • Controle da hiperatividade brônquica • Corticoide endógeno: diminui produção nas adrenais, por isso deve-se dar preferência ao local, inalatório • Pctes que usam corticoide cronicamente na asma: pcte com asma descontrolada; é um paciente muito hiper-reativo • Asma possui classificações; nível 4, 5 e 6 são pctes graves, que tem asma exacerbada, sendo muito hiper-reativo a qualquer coisa • Beta agonista curta duração usado para não deixar crise instalar, ou se fizer exercício físico, o esforço respiratório pode gerar crise • Pcte asmático há diferentes níveis de estimulação brônquica, assim o corticoide não fica só no momento do resgate, devendo ser usado de uso crônico • Uso crônico para pctes pode gerar hiperglicemia, osteoporose, edema, sd de Cushing, imunossupressão. No momento do resgate apenas, isso não ocorre, mas usos contínuos levam a efeitos adversos clássicos, por isso a preferência pelo corticoide. Utilizar oral por alguns dias e adm o inalatório • Aconselhar o pcte a lavar a boca após o uso, enxaguar e cuspir, isso porque no momento de inalar, principalmente quando usa a bombinha, dependendo do tamanho da partícula, fica na cavidade oral. Pode gerar candidíase oral, já que muda pH local • Usa beta 2 agonista, anti colinérgico, corticoide. Se fez nebulização com beta 2 agonista e anticolinérgico, é perigoso fazer nebulização que pegue o rosto todo pois o muscarínico pode interagir com o olho, por isso o pcte com glaucoma não pode usar máscara facial de inalação, devendo ser usado apenas o que pega nariz e boca; isso porque pode aumentar a pressão ocular do pcte. Anticolinérgico, bloqueador de receptores muscarínicos, aumenta pressão ocular Potência dos corticoides inalatórios • Budesonida • Dipropionato de beclometasona• Cidesonida • Furosto de mometasona • Propionato de fluticasona IMUNOTERAPIA ESPECÍFICA ANTI-IGE • Tto em casa para pacientes reativos; corticoide, beta 2 agonista de longa duração; dependendo do pcte fica só com corticoide e beta 2 agonista de curta duração apenas quando sentir que dará crise • Pcte que faz tto domiciliar mais resistente: acoplar outras terapias; no momento da crise antimuscarínico; pode ser colocado montelucaste, antagonista muscarínico. Se ainda assim, não conseguir controlar, pensar em terapias monoclonais, são terapias mais caras • Pcte asmático com crises mais recorrentes, observa-se IgE e eosinófilos, principalmente nos que são graves. Porvavlemnte terapias antimonoclonais pega quem está em grande qtde • Terapia clássica: anti-IgE; se inibe ele, não se liga na superfície dos mastócitos, assim não apresenta antígeno, não há degranulação, para de liberar histaminas, citocinas inflamatórias, para de recrutar eosinófilos • IgE circula, se liga a superfície de mastócitos através de um receptor, que é para reconhecer anticorpos do tipo IgE, traz agente agressor, degranulando mastócitos • Omalizumabe é uma imunoterapia inespecífica anti-IgE indicado exclusivamente para adultos e crianças (acima de 6 anos de idade) com asma alérgica persistente, moderada a grave (etapas IV e V), cujos sintomas são inadequadamente controlados apesar do uso de corticoide inalatório (CI) associado a um LABA. Liga-se com alta afinidade à IgE livre, em sua região Cε3, prevenindo a ligação da IgE ao FcεRI. Dessa forma, o omalizumabe não se liga à IgE na superfície da célula, e portanto não ativa diretamente mastócitos e basófilos. Em mastócitos, basófilos e células apresentadoras de antígeno, há regulação fina da expressão de FcεRI na superfície da célula determinada pelos níveis de IgE circulante. Administrado por via subcutanea a cada 2 a 4 semanas a pacientes asmáticos, ele baixa a IgE plasmática a níveis indetectáveis e reduz significativamente o grau de broncospasmo precoce e tardio em resposta a provocação por antígenos • Importante ligar ao IgE livre; se medicamento se ligasse à superfície dos mastócito, iria degranular mastócito. Logo, o medicamento reconhece IgE livre, deixando exposto essa fração onde o medicamento se liga ao IgE • Se usa anticorpo monoclonal, ele reduz IgE livre, reduzindo sua carga. Redução da degranulação • Como saber que terapia antimonoclonal está tendo eficácia: quando contagem de IgE cair, até chegar em níveis indetectáveis; menos basófilos e mastócitos expressam receptores para receber IgE. Não degranula e não libera histamina no processo Anticorpos monoclonais • Incidem mais em cima de eosinófilos • Cada um tem seu mecanismo de ação distinto • Mepolizumabe e benralizumabe são anticorpos monoclonais que têm como alvo a interleucina-5 (IL5), uma citocina eosinofilopoiética. Os mecanismos de ação são, no entanto, um pouco diverso: o benralizumabe se liga à subunidade alfa do receptor da IL5 inibindo sua ativação. Adicionalmente este medicamento parece induzir apoptose de basófilos e eosinófilos. Já o mepolizumabe se liga à IL5 impedindo que esta se ligue aos receptores específicos existentes nos basófilos e eosinófilos. Os dois medicamentos parecem ainda reduzir as contagens de eosinófilos. São indicados como tratamento complementar de manutenção da asma eosinofílica grave. • Ambos se ligam à interleucina 5 • A IL-5 é produzida principalmente por linfócitos T. É um fator específico de crescimento e diferenciação dos eosinófilos. Sulfato de magnésio • Uso inalatório ou venoso • Ele é usado em asma mais grave, já que possivelmente auxilia na broncodilatação, por mecanismos de ação um pouco mais distintos • Reduz acetilcolina • Inibe degranulação de mastócitos, inibindo processo inflamatório • Estimula síntese de óxido nítrico, importante para dilatação; e ainda prostaciclinas • O magnésio participa de diversas reações enzimáticas, ajudando a manter a homeostase celular • O tto inicial no departamento de emergência envolve o uso de oxigênio, B2 agonistas, agentes anticolinérgicos e corticosteróides sistêmicos. Para pctes que não respondem à terapia padrão, o sulfato de magnésio surge como opção terapêutica • O magnésio deve ser diluído em solução salina e infundido em 30 minutos. A dose pode ser repetida uma ou duas vezes após quatro a seis horas. Também pode ser administrado em infusão contínua na velocidade de 10 a 20 mg/kg/hora. Os sinais precoces de toxicidade surgem com nível sérico acima de 8 mg/dl. Dessa forma, o magnésio deve ser monitorado procurando manter a concentração sérica entre 4 e 6mg/dl. Faixa recomendada de até 2g/dose • Seu mecanismo de ação deve-se à suas propriedades espasmolíticas, ou seja, o magnésio ionizado sérico acima dos níveis fisiológicos produz um bloqueio transitório dos canais de cálcio regulados pelo receptor N- metil-D-aspartato, gerando relaxamento muscular. O bloqueio da entrada do cálcio na musculatura lisa da via aérea interfere na contração da musculatura lisa, induzindo a broncodilatação. Além disso, o sulfato de magnésio possui efeito na inibição da liberação de acetilcolina pelos terminais do nervo motor, inibindo a liberação de histamina dos mastócitos, diminuindo assim a produção de muco pelas glândulas secretoras. Também age estimulando a síntese do óxido nítrico e prostaciclina, o que pode reduzir a gravidade da asma. Estágios asma Paciente com DPOC tem a mesma terapia de pcte asmático? Farmacologia da tosse • Mecanismo de defesa, precisa dela como mecanismo de expectoração. Pode secretar o próprio muco que produzimos SECREÇÃO RESPIRATÓRIA • Funções: aquecer e umidificar o ar inspirado. Capturar e remover partículas inaladas • Produção da secreção brônquica: até 100 ml em 24 horas • Composição: - Mucoproteínas: 2% - Proteínas: 1% - Gorduras: 1% - Água: 95% - Eletrólitos: 1% CLASSIFICAÇÃO DA TOSSE • A tosse, ocorrendo por meio de ato reflexo, é o segundo mecanismo envolvido na proteção das vias aéreas inferiores, podendo ser voluntária ou involuntária. • Aguda: é a presença do sintoma por um período de até três semanas. São mais mucolíticas, sendo tosse mais produtiva • Subaguda: tosse persistente por período entre três e oito semanas. Se tosse produtiva tem processo inflamatório muito intenso. • Crônica: tosse com duração maior que oito semanas. De não produtiva tem outras patologias envolvidas • Tossimos porque há fibras, que ao serem estimuladas, mandam essa informação para a medula, há estímulos eferentes, que voltam pela tosse • O mecanismo da tosse requer um complexo arco reflexo iniciado pelo estímulo irritativo em receptores distribuídos pelas vias aéreas e em localização extratorácica. O início deste reflexo dá-se pelo estímulo irritativo que sensibiliza os receptores difusamente localizados na árvore respiratória, e posteriormente ele é enviado à medula ESTÍMULOS DA TOSSE • Mecânicos: pó, muco, insuflação/desinsuflação • Químicos: capsaicina; ácido cítrico, acético, nicotínica • Inflamatórios: é algo que produzimos; mediadores histamina prostaglandina • Há fibras de tosse no esôfago, intestino delgado e em toda a árvore do processo respiratório • Há fibras C e A-delta mielinizadas • Bradicinina estimula fibras pulmonares do tipo C • Fibras de tosse mielinizadas, o impulso vai e volta muito mais rápido ETIOLOGIA DA TOSSE AGUDA • Curta duração: até 3 semanas • Resfriado comum • Sinusite aguda • Gripe TOSSE SUBAGUDA • Etiologia pós infecciosa; asma, sd das vias aéreas superiores,DRGE e bronquite eosinofílica AGENTES MUCOLÍTICOS • Agentes que reduzem a viscosidade das secreções contribuindo assim, para sua remoção • Pcte precisa do reflexo de tosse • Para ajudar a tirar o muco do peito, pode-se usar agente mucolítico, que é aquele que tenta reduzir a viscosidade do muco. Exemplo de Acetilcisteína • Ao reduzir a viscosidade do muco, ajuda o pcte na remoção, que ele consiga cuspir para que o muco não fique naquele local • Agentes modificadores das características físico-químicas das secreções: adiciona grupos sulfidrilas que interagem com pontes dissulfetos das mucoproteínas rompendo a estrutura em cadeias menores e menos viscosas • Rompe as ligações químicas; rompe pontes dissulfetos fazendo com que o muco fique mais líquido; se rompe, o muco fica mais líquido e conseguimos expectorar de forma mais fácil • Não pode interromper a tosse do pcte • Agentes que reduzem a viscosidade das secreções contribuindo assim, para sua remoção • Exemplo de Acetilcisteína. Agentes modificadores das características físico-químicas das secreções: adiciona grupos sulfidrilas que interagem com pontes dissulfetos das mucoproteínas rompendo a estrutura em cadeias menores e menos viscosas • Exemplo: bromexina, ambroxol. Agentes modificadores das características físico-químicas das secreções: acredita-se que os fármacos promovam a liberação de enzimas lisossômicas que degradam os mucopolissacarídeos. Reduzem a viscosidade das secreções, contribuindo assim, para sua remoção. Deixam o muco mais fluido • Indicações: tto dos estados de hipersecreção mucosa dos brônquios, das vias aéreas superiores e auriculares médias • Não ajuda no processo de broncodilatação, apenas facilita a expectoração do pcte que está muito congestionado • Xarope para o diabético pode não ser indicado pelo teor de açúcar AGENTES EXPECTORANTES • Auxilia o trato respiratório para que tenha mais reflexo de expectorar, tossir, eliminar o catarro • É cuspir o catarro • Agentes que estimulam o processo de excreção das secreções • Não devem ser usados junto com antitussígenos, isso porque agente de expectoração tem reflexo de tosse para expectorar • Apesar de sua ampla utilização, seus benefícios clínicos ainda não foram bem estabelecidos • Exemplos: iodeto de potássio, guaifenesina • Iodeto de potássio: Diminui a viscosidade do muco ao aumentar a secreção do trato respiratório. Atua estimulando o nervo vago, assim estimula sistema parassimpático, aumenta produção do muco. Logo, sua intenção é sobrecarregar para o pcte expectorar. Aumentar expectoração de muco mais líquido; congestiona mais, e da mais reflexo para expectoração • Guaifenesina: Expectorante por irritar a mucosa gástrica e recrutar reflexos parassimpáticos eferentes que causam exocitose glandular de uma mistura de muco menos viscoso. Pode provocar o reflexo da tosse; recruta reflexos irritando a mucosa brônquica • Reflexo parassimpático: maior de produção de muco liquefeito • Intenção de aumentar expectoração ANTITUSSÍGENOS • São fármacos que reduzem o reflexo da tosse independente da secreção respiratória. O uso é indicado em tosses persistentes, não diagnosticadas e incômodas • Inibem reflexo de tosse • Usado para tosse crônica não secretiva; pcte com comorbidade crônica que tem reflexo da tosse que incomoda. Exemplo de pcte oncológico, uso de algum medicamento que tem reflexo de tosse como IECA CLASSIFICAÇÕES NARCÓTICOS (CODEÍNA) • Atua no tronco cerebral, nos receptores opioides da medula, produzindo a supressão da tosse, fraca analgesia e sedação. Diminui a sensibilidade do centro da tosse no SNC aos estímulos periféricos e diminui a secreção da mucosa. • Quando estimula fibra, manda reflexos para medula e SNC, e isso volta como reflexo de tosse • Começa fibra pulmonar, inicia potencial de ação, vai para medula e SNC, que volta como reflexo da tosse. Tudo inicia com estímulo que gera potencial de ação, um neurônio comunica com outro por neurotransmissor, é necessário começar um estímulo e dá início o potencial de ação. Deve-se ter uma vesícula cheia de neurotransmissor. Potencial de ação inicia e tem estímulo de neurotransmissor, liberado na fenda sináptica, o estímulo passa e continua. • Codeína biotransformada no fígado, se torna morfina • Usa codeína em dose baixa, convertida em morfina no processo. Intuito de suprimir os estímulos da tosse, por isso gera fraca analgesia e sedação • Receptores de periferia tem estímulo da tosse; nos receptores, nas fibras aferentes da tosse há receptores MI, que são receptores para opioides. Tal receptor é mais presente quando pensa-se na farmacologia de opioides, que é quando fármacos tem afinidade. Endogenamente produzimos substância que tem características de opioides • O pcte foi estimulado, ganha o estímulo que gera potencial de ação. Na hiperpolarização, as fibras nervosas ficam paradas. Assim, o opioide, depende de qual canal iônico é acoplado, pode tentar reduzir limiar do potencial de ação • Codeína tem afinidade com receptores LI, é metabolizada e se torna morfina, liga no receptor Mi, quer que potencial de ação fique mais fraco, e abre canal de potássio. Logo, primeiramente faz abertura do canal de potássio, reduz limiar do potencial de ação. É interessante que chegue para fazer exocitose de vesículas, para isso o cálcio deve entrar. O receptor Mi, quando ativado, bloqueia canal de cálcio. Assim, a exocitose de vesícula fica menor; poucos neurotransmissores chegam na fenda sináptica, e este passa o potencial de ação de uma fibra para outra, nesta ainda tem receptores de opioide (Mi), ele é ativado e abre canal de potássio. Logo, reduz chegada de potenciais de ação no SNC, assim suprime os estímulos da tosse no processo, fazendo com que eles cheguem cada vez menos • Opioide é depressor do SNC, por isso ao usá-lo, sente analgesia e sedação • Pcte usa codeína em baixa qtde, logo o efeito que sente é menor. Sente supressão da tosse, mas pode sentir um pouco de analgesia e sedação, já que há receptores Mi em todas as fibras aferentes; quando receptores são estimulados, leva à hiperpolarização • Opioide estimula mais áreas do prazer, deprime áreas cerebrais com inibição de dopamina; inibe processos que liberaria GABA, sendo liberada em grande qtde • Reações adversas: constipação, náuseas e vómitos, sedação e sonolência, pode causar depressão respiratória (contraindicado para asmático), redução da atividade mucociliar, diminui as secreções nos bronquíolos • Pode lentificar o bulbo, assim lentifica processos bulbares • Clássico que ocorra constipação, corre o risco com xarope mesmo em doses baixas. No intestino há receptores Mi, que para o peristaltismo, aumenta tônus. Bolo fecal parado reabsorve água, logo fica seco e endurecido • Supressor de tosse, muito eficaz • Pcte sente náusea ao uso do opioide: isso porque diminui esvaziamento gástrico, para um pouco de reflexos parassimpáticos. Descontrole da secreção de ácido clorídrico; digestão prejudicada no processo • Haverá incontinência urinária por conta do relaxamento do esfíncter • A depressão respiratória e a tosse do pcte é de asmático, pode agravar um quadro que já há dificuldade respiratória. Logo, contraindicado para asmático; se deprimir o centro respiratório do asmático, gera gravidade maior para esse pcte. Codeína é opioide, sendo depressora do SNC, inclui depressão dos centros respiratórios; se deprimir um pouco, já causa grande depressão do pcte • Indicações: tosse irritativa; seca; dolorosa (com fadiga). Coqueluche. Tosse associada a neoplasiasbrônquicas ou à inflamação de pleura NÃO NARCÓTICOS (CLOBUTINOL) • Atua bloqueando o reflexo da tosse, no centro da tosse, localizado no tronco encefálico, mais precisamente no bulbo. Não causa depressão respiratória e nem possui ação sedativa central. Desta forma, este fármaco tem ação supressora de tosses de todas as etiologias. Pode causar hipotensão e arritmias (risco no prolongamento do intervalo QT), já que sua atuação é a nível de SNC NÃO NARCÓTICOS (LEVODROPROPIZINA) • Age diminuindo a sensibilidade das fibras C, não exercendo ação por mecanismo de ação central • Faz com que a fibra C fique menos passível de estímulo, interessante para pcte que usa IECA; tem tosse crônica por uso de IECA, já que tem alto nível de bradicinina atuando • Nem todas as tosses serão cessadas por seu uso • Relacionada à bradicinina: fibras C da tosse DESCONGESTIONANTES NASAIS • Na congestão nasal, os vasos sanguíneos nasais se encontram dilatados e a mucosa nasal edemaciada gerando acúmulo de muco que leva à obstrução do fluxo aéreo interrompendo a passagem de ar, tendo início rápido ou não dependendo da causa existente • Pcte no processo de congestão, os vasos sanguíneos do paciente ficam muito dilatados, é um processo infeccioso/irritativo local. Assim, os vasos sg estão dilatados, isso faz área de edema, por isso fica congestionado/difícil de respirar. • O descongestionante faz vasoconstrição; • Alfa 1 estimulado tem vasoconstrição; se tem nariz vasodilatador, parte para vasoconstrição • Fármacos atuam na capacitância dos vasos, pois ação é tópica MEDICAMENTOS SIMPATOMIMÉTICOS • Atuam diretamente sobre os vasos de capacitância das conchas nasais causando vasoconstrição e melhorando a passagem do ar. Dividem-se em orais (pseudoefedrina e fenilefrina) e tópicos intranasais (fenilefrina, nafazolina e oximetazolina). • Adm tópica/local • Reações adversas: Podem produzir elevação da pressão sanguínea, agitação, cefaleia, ansiedade, insônia, tremores, palpitações, ressecamento da mucosa, retenção urinária em pacientes com hipertrofia prostática, agravamento de glaucoma e tireotoxicose • Isso porque estimula alfa 1, é agonista dele. Logo, tudo o que o alfa 1 faz, ocorre em maior qtde • Os vasoconstrictores de aplicação tópica têm rápido início de ação, ao redor de 10 minutos. Contudo, se utilizados por mais de 5 a 10 dias poderão acarretar o aparecimento de um quadro de rinite denominado rinite medicamentosa, consequência de seu efeito rebote, ocorre vasodilatação em dose máxima, por isso o pcte congestiona mais e se torna dependente do fármaco, devendo aplicar a todo momento para fazer vasodilatação • Uso prolongado: o usuário pode tornar-se dependente do descongestionante. Como consequência, a mucosa torna-se menos responsiva à droga, ocorrendo uma vasodilatação reversa ou rebote. Essa vasodilatação secundária ainda não é bem entendida, porém há atualmente três teorias aceitas: a primeira diz que a vasoconstrição prolongada causa hipóxia da mucosa nasal resultando em hiperemia reativa com vasodilatação severa. A segunda, afirma que o uso prolongado do medicamento leva a uma queda da noradrenalina endógena e após o desaparecimento do efeito do descongestionante, ocorre a vasodilatação rebote. A terceira postula que o tempo prolongado de uso estimula a atividade parassimpática, levando a um aumento da permeabilidade vascular, a formação de edema (vasodilatação reversa), altera a motilidade ciliar, prejudicando com isso, a defesa imunológica do nariz. ANTI-HISTAMÍNICOS • Anti-histamínico gera redução da liberação da histamina • Primeira e segunda geração Farmacologia da DPOC • Fisiopatologia da asma que difere da fisiopatologia da DPOC: a DPOC tem grande problema de obstrução, que não é totalmente reversível • A asma, quando reverte, é de forma fácil, já que sua broncoconstrição é inflamatória reversível; DPOC não é reversível, ocorrendo irreversibilidade • Pcte mais jovem é mais comum asma • Crise de pessoas mais velhas: DPOC ou enfisema; o enfisema pode ser consequência da DPOC, ou ele se torna DPOC • DPOC é muito ligada a pctes fumantes, e que usam fogão a lenha • Pcte com DPOC tem bronquite crônica. Assim, é uma inflamação maior, com grande chance de destruição alveolar • Bronquite mais crônica ou enfisema que leva à DPOC • Fatores inflamatórios são diferentes da asma DEFINIÇÃO • Doença crônica evitável e tratável; limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível • É algo crônico, os pctes tem brônquios mais constringidos • Limitação ao fluxo é progressiva e associada a uma resposta inflamatória anormal do pulmão à partículas ou gases nocivos FISIOPATOLOGIA • Aumenta o número de glândulas secretoras de muco • Aumento do número de células caliciformes: produção de muco • Disfunção celular • Injúria e recuperação na pequena via aérea com remodelação estrutural: colágeno + lesão cicatricial > obstrução fixa • Dilatação e destruição dos bronquíolos respiratórios e vasos capilares > enfisema + HT pulmonar e cor pulmonar TRATAMENTO • Oxigenoterapia • Corticoide presente, mas sua eficácia não é tão grande quanto para pcte asmático • Beta-2-agonista junto com anticolinérgico • Anticolinérgico tem grande eficácia, tanto o de curta duração, quanto de longa duração • Antibiótico: processo infeccioso envolvido, é mais suscetível a processos infecciosos pulmonares do que na asma. Ocorre muitas infecções oportunistas, podendo proliferar bactérias oportunistas. Geralmente, a crise de DPOC vem junta com processo infeccioso, não sendo necessário para todos os pctes, e sim de moderados a graves. Usar em casos exacerbados infectados • Beta-2-agonista • IVE fisioterapia respiratória: tapotagem e drenagem postural • Anticolinérgicos: o tônus colinérgico ou broncomotor corresponde a um grau de contração brônquica existente em repouso que depende da ação colinérgica vagal e que pode ser diminuído pelos anticolinérgicos Receptores colinérgicos - classificação: muscarínicos: m1- broncoconstrictores m2 – ativam acetilcolina → broncodilatação m3 – broncoconstrictores • Corticoide FARMACOLOGIA DO EDEMA AGUDO PULMONAR • Pode ser de origem cardiogênica ou não • Se cardiogênica: exemplo de ICC descompensada, gera congestão pulmonar. Problema é no coração, devendo controla-lo • Não cardiogênico: processo de pneumonia, pcte com DPOC FUROSEMIDA • Diurético de alça; está na alça de henle, reduzindo a reabsorção de sódio nessa região • Usada para o edema, provocando diurese mais rápida e intensa no processo • Depois que o edema regulariza, não mantém NITROGLICERINA (TRIDIL) • É um fármaco que tem como objetivo a vasodilatação • Usado para reduzir cargas cardíacas, para tentar que o vaso sg se extenda e consiga comportar um volume maior de sangue • A ativação da nitroglicerina requer ação enzimática. A nitroglicerina pode ser desnitratada pela glutationa S-transferase no músculo liso e em outras células, para que ocorra a liberação de óxido nítrico. • Toda vez que o fármaco é convertido, libera óxido nítrico, queremos vasodilatação; aumenta capacitância dos vasos sanguíneos. O aporte sg que chega aos locais é um pouco mais lento, com pressão menor • Usada para vasodilatação e aumento da capacitância de vaso sanguíneo, assim diminui PA e cargas cardíacas que chegam. A pré carga cardíaca é reduzida; faz com que o coração receba esse sangue muito pressionado • Maior capacitância do vaso: sg chega mais fluido, mais devagar EFEITOS SOBRE SISTEMAS ORGÂNICOS • Liberação de óxido nítrico na musculaturalisa • Músculo liso vascular – Todos os segmentos do sistema vascular, desde as grandes artérias até as grandes veias, relaxam em resposta à nitroglicerina. A maior parte das evidências sugere um gradiente de resposta, com as veias respondendo nas concentrações menores e as artérias em concentrações ligeiramente maiores. Com o aumento da capacitância venosa há uma redução da pré-carga cardíaca. HÁ RESPOSTA COMPENSATÓRIA • Em concentração menor, faz relaxamento das veias, reduzindo a pré carga cardíaca, o que leva sangue ao coração são as veias • Ao aumentar a dose, faz vasodilatação de artérias e veias; ao vasodilatar artérias, reduz pós carga cardíaca • Artérias coronarianas irrigam miocárdio • Coração precisa ser irrigado já que precisa funcionar, precisa de O2; vasodilatação arterial, melhora também a oxigenação da musculatura cardíaca, necessário a um pcte que está infartando, por exemplo • Redução de pré carga cardíaca. Quando estiver usando tridil deve ser monitorado. Faz vasodilatação sistêmica, começa com venosa, mas nada impede que ocorra a arterial, e o sistema compensa com o que pode, como taquicardia, sistema renina angiotensina aldosterona- ocorre retenção de líquido, reabsorção de sódio, água, libera hormônio anti diurético • Vasodilatador por ação de óxido nítrico. Vasodilatação inicia em veias, se aumenta a dose, vai também para as artérias; são as grandes veias e grandes artérias. Grandes veias que chegam no coração e grandes artérias que saem do coração Nitroprussiato de sódio (Nipride) • O fármaco exerce seu efeito inicialmente sobre os vasos sanguíneos contraídos por espasmo, enquanto que a dilatação generalizada dos vasos periféricos ocorre com doses muito mais elevadas. Esses vasos incluem tanto as arteríolas quanto o leito de capacitância (venoso) pós-capilar. O nitroprusseto de sódio atua exclusivamente na musculatura vascular, independentemente do sistema nervoso autônomo. Atua principalmente nas artérias. • Indicado para estimular o débito cardíaco e para reduzir as necessidades de oxigênio do miocárdio • Reduz a pós carga • Bom para pcte com IAM, já que reduz necessidade de O2 para o coração. Atua nas artérias coronarianas • Quando problema de edema pulmonar é de fundo cardíaco; coração debilitado de infarto, é necessário usá-lo para dilatar artérias coronarianas, além de reduzir pós carga cardíaca • Edema: sangue vai pela artéria e não volta pela veia pulmonar. O sangue fica estagnado e extravasa dos vasos • Mais usado quando tem problema cardiogênico ocorrendo, por conta de vasodilatação de artérias • Primeiro age onde está constringido para dilatar, aumentar capacitância, diminuir pós carga cardíaca Tridil faz vasodilatação venosa e arterial Nipride faz vasodilatação arterial Morfina • Usada para vasodilatação, dor, liberação de cortisol • Relaxar o pcte, quanto mais nervoso, mais o coração tenta bater, havendo descarga adrenérgica • Sensação de prazer • Inibe liberação do GABA, logo, libera dopamina, que gera extrema sensação de bem estar Noradrenalina • Aumentar frequência cardíaca, PA Dobutamina • Droga cronotrópica, faz cronotropismo positivo • Faz o coração bater com mais força, dá ritmo ao coração que está parando • Medicamento cronotrópico positivo • Pcte com edema, coração quase para naquele processo, adm dobutamina Farmacologia da tuberculose • Doença no Brasil de extrema transmissibilidade • Transmissão alta • Causada por bacilo de Koch • Bactéria gram positiva CARACTERÍSTICAS DO AGENTE • M. Tuberculosis, conhecida também como bacilo de Koch (BK), é um bacilo álcool-ácido resistente (BAAR), aeróbio estrito, com parede celular rica em lipídios (ácidos micólicos e arabinogalactano), o que lhe confere baixa permeabilidade, reduz a efetividade da maioria dos antibióticos e facilita sua sobrevida nos macrófagos • Bactéria gram-positiva • Dependendo da estrutura, atb faz ação ou não • Membrana interna e grande camada de peptídeo glicano, que muitas vezes, é o local que será o alvo do atb, se desnatura/perde camada de peptídeo glicano, perde a bactéria e pode morrer de lise celular • Bacilo de Koch é resistente pois tem membrana interna, camada de peptídeo glicano e ácidos micólicos • Não tem parede externa de ácido micólico, mas sim membrana; isso faz evasão do SI, faz com que ele confunda • Ácido micólico impede que chegue à parede de peptídeo glicano • Não tem fatores de virulência associado, não produz toxina. Logo, não produz nada tóxico ao corpo, é o bacilo • Quando tem contato com a bactéria, tem alta transmissão; inala bacilo de Koch, presente na secreção do pcte • TB na fase ativa contamina muitas pessoas, isso porque é uma bactéria gram positiva aeróbica; chega no pulmão, prolifera muito • Quando a pessoa está na fase ativa da TB, libera aerossóis grande quantidade de bacilo, capazes de infectar outras pessoas • Nem todos que entram em ctt com o bacilo adoedem. Pctes com SI comprometido podem adoecer com mais facilidade • O SI combate através de granulomas, que é o bacilo envolto em macrófagos; faz parede em volta do bacilo e tem macrófago em volta • Granuloma fica parado, não gera sintomas da TB. Mas, se algum tempo, tiver queda imunológica, gera a reincidência da TB. Há pctes que entram em ctt com o bacilo, eliminam do SI, outros pctes formam granuloma, segura bacilo de Koch, mas depois de anos, por imunossupressão, o bacilo que estava parado, ressurge novamente e o pcte começa a ter a doença da TB, com todos os sintomas característicos • O tto no Brasil é no mínimo por 6 meses, isso porque tem objetivo de matar qualquer tipo de bacilo de Koch que possa existir, inclusive intra macrófagos, que poderiam ficar no estado de latência • Teste PPD em TB que não está ativa • TB ativa em como sintomas: sudorese noturna, perda de peso, tosse persistente seca constante, cansaço • Pcte tem sintomas clássicos e consegue escarrar • Se desconfiar que o pcte possa ter TB, ou HIV +, deve solicitar o teste • Transmissão da TB: ativa; a nível pulmonar, fazendo tais sinais e sintomas, que é o clássico de TB- tosse constante, emagrecimento rápido • Pcte que precisa saber se algum dia já teve ctt: se é imunossuprimido; principalmente quem acabou de ser diagnosticado com HIV. Se positivo, pode reativar a doença. Logo, empiricamente, quando é positivo em pcte HIV, deve-se tratar SINTOMAS • Tosse crônica, pode ser acompanhada de sangue • Suor noturno • Perda de peso • Inapetência TRANSMISSÃO • TB extra pulmonar praticamente não transmite TRATAMENTO • Isoniazida • Rifampicina • Pirazinamida • Etambutol • Usado terapia com 4 atbs em 2 meses iniciais • A bactéria cria resistência. Logo, é necessário usar 4 atbs, sendo esse esquema padrão • 4 meses finais: Isoniazida e rifampicina • Para que tto seja efetivo, deve-se usar esse complexo de medicamentos • Para que o tratamento da tuberculose seja efetivo, devemos considerar algumas especificidades do desenvolvimento do Mycobacterium tuberculosis no que diz respeito ao seu metabolismo e à atuação dos medicamentos. O bacilo é dependente de oxigênio para o seu metabolismo e tem seu comportamento modulado pela concentração do gás no ambiente em que ele se encontra. • TB extrapulmonar não é necessário tratar, caso o pcte não seja imunocomprometido • Os medicamentos antiTB, em geral, interferem no sistema enzimático do bacilo ou bloqueiam a síntese de algum metabólito essencial para o seu crescimento. Os fármacos só atuam quando há atividade metabólica,ou seja, não atuam em bacilos que estão em sua fase de latência. A micobacterias têm alta capacidade de produzir resitência • Se bactéria estiver em estado bem parado, é difícil que o atb consiga matar • Alta capacidade de produzir resistência • Clássico: isoniazida. Reduz biossíntese de ácido micólico • Etambutol: interfere na síntese da parede celular da bactéria • Rigfampicina: inibe síntese de RNA • Linezolida: inibe síntese de ribossomos FÁRMACOS USADOS NA PRIMEIRA LINHA ISONIAZIDA • É o fármaco mais ativo no tto da TB causada por cepas sensíveis; tto único seria com isoniazida • Penetra nos macrófagos e é eficaz contra organismos extra e intracelulares • Pcte com TB: notificação compulsória • Macrófago fagocita e bactéria é capaz de sobreviver dentro deles e proliferar • Atua no meio intra e extracelular • Atua na formação do ácido micólico, assim tira grande fator de resistência da bactéria. O principal fator de virulência é o ácido micólico, isto é, aquilo que permite a sobrevida da bactéria naquele local • A isoniazida é um pró fármaco, logo precisa ser ativada. KatG, produzida pela bactéria, ativa a isoniazida • Se a bactéria mutar a KatG, começa a ter o primeiro fator de resistência. Necessariamente precisa da KatG Mecanismo de ação • A isoniazida é um pró-fármaco ativado pela catalase- peroxidase micobacteriana (KatG). A forma ativada da isoniazida produz um complexo covalente com uma acil- proteína transportadora (AcpM) e com a KasA, uma síntetase da proteína transportadora betacetoacil, que bloqueia a síntese de acido micólico. • Precisa ser ativada pela KatG, forma um complexo covalente com AcpM e com KasA • Isoniazida chega, é ativa pela KatG, com isso, interrompe/reduz síntese de ácido micólico. É importante, já que é fator de proteção da bactéria, assim, ela é destruída pelo SI. Logo, o ácido dentro dos macrófagos ou outro processo de fagocitose, faz destruição bacteriana • Ácido micólico é importante para as bactérias já que um fator de proteção da mesma, sendo seu maior fator de virulência; sem ácido micólico, fica exposto ao SI • A parede celular das micobactérias é composta por uma tripla camada. A mais externa é composta pelos ácidos micólicos que impedem a difusão de alguns quimioterápicos através da parede celular, induzindo uma resistência natural por exclusão. SI mata a bactéria com mais facilidade • Bactéria já está dentro de macrófagos; enzimas são liberadas e há morte bacteriana • Resistência ao medicamento: mutações de KatG, assim, nem todas as cepas, a isoniazida consegue atuar. Ela é apenas pró-fármaco Farmacocinética • Boa absorção por via oral • Não realizar a ingestão junto com refeições, principalmente alimentos ricos em gordura, já que ela é um ácido fraco. Por isso, o melhor ambiente para ser absorvida é em ambientes ácidos. É preciso que seja ingerida em jejum, para não atrapalhar processo de absorção • Dose de 300 mg (5 mg/kg em crianças) difunde-se rapidamente por todos os líquidos e tecidos orgânicos • NÃO há ajuste de dose em pctes com problema renal, já que é metabolizada pelo fígado, saindo pelos rins de forma inativa • Observar pctes com lesões hepáticas graves preexistentes, já que o fármaco provavelmente é metabolizado pelo fígado • Principal e mais grave reação adversa é a hepatite. Pode ocorrer neuropatia periférica resultado da deficiência relativa da piridoxina (a isoniazida compete com a vitamina B6 (piridoxina) na sua ação como cofator na síntese de neurotransmissores). Pode ser evitada com a suplementação de piridoxina 25-50mg por dia • Se já tem pcte com processo de comprometimento hepático, pode piorar ou acelerar o processo de hepatite; entra no protocolo padrão, já que atua nos meios extra e intra celular; inibe produção de ácido micólico, para isso ocorrer, é preciso que se torne ativa através da KatG, se torna ativa, reduz produção de ácido micólico, diminuindo processo de resistência. Um dos graves efeitos adversos pode ser hepatite; se já tem lesão hepática pré existente, o risco de lesão hepática é ainda maior • Vitamina B6 (piridoxina): sua baixa causa neuropatia periférica, assim, gera parestesia, prurido; neuropatia periférica é muito comum em pcte periférico. Se gestante, a falta para o feto é comprometedora. É preciso suplementar, mas não são todos os pctes; precisa suplementar em diabéticos e gestantes. Pcte que suplementa depois: quem apresenta sintomas • Neuropatia periférica por isoniazida: impede absorção de vitamina B6; compete com B6 na sua ação como cofator na síntese de neurotransmissores • O pcte tem falta da piridoxina, gerando neuropatia periférica • Inibe a biotransformação de carbamazepina e fenitoína. Os dois fármacos ficam mais biodisponíveis, aumenta o tempo de meia vida desses dois fármacos, que são um pouco mais críticos em relação aos efeitos adversos que têm em sua composição • A isoniazida inibe a enzima monoaminoxidase, razão pela qual se deve evitar a ingestão concomitante com alimentos ricos em tiramina e histamina, como por exemplo, certos tipos de queijo (suíço e Cheshire), peixes (atum e arenque) e álcool, especialmente o vinho tinto. Os sintomas dessas associações incluem palpitação, sudorese, rubor facial, calafrios, cefaleia, diarreia, eritema e prurido. • MAO degrada neurotransmissores, elas estão no intestino. Os atbs não adentram muito fácil o SNC, apenas quando o pcte tiver meningite causada pela micobactéria da TB, não adentram o SNC • Apenas adentram o SNC quando as meninges estão inflamadas. Logo, preocupa-se com a MAO no intestino • O primeiro lugar que chega é a nível intestinal, podendo inibir a MAO no intestino • Quando a isoniazida chega, o primeiro local que encontra são MAOs intestinais. Quando pcte faz tto para TB, usando isoniazida, deve orientá-lo, não sendo recomendado ingesta de alimentos ricos em tiramina, por exemplo • Reação do queijo e do vinho: excesso de tiramina no corpo. Isso leva à hipertensão, já que aumenta os níveis de catecolamina (noradrenalina). A tiramina vira precursor para se tornar noradrenalina. A tiramina não é degradada, vai para o SNC, e tem um controle • Reações mais brandas do que pcte que usaria IMAO, mas se tiver usando isoniazida, não metaboliza o álcool, vai ao SNC • MAO inibida: tem muita noradrenalina. No intestino, muita tiramina sobe para o SNC, tem excesso para ser metabolizado pela MAO • Elevação de PA, rubor, cefaleia, podendo levar a sintomas mais graves • Excesso de tiramina, leva a excesso de noradrenalina, SN simpático atua • Palpitação, sudorese, rubor facial, cafalafrios, cefaleia, diarreia, eritema, prurido RIFAMPICINA • Melhor absorção com estômago vazio • Estômago cheio, principalmente com alimentos gordurosos, diminui a absorção • Pcte toma apenas 1 cp ao dia, que tem os 3 fármacos de uma vez. Logo, deve ser tomado em jejum para facilitar o processo de absorção • A rifampicina liga-se a subunidade da RNA-polimerase dependente do DNA bacteriano e, assim, inibe a síntese de RNA. É bactericida para micobactérias intra e extra celular. • Se inibe a síntese de RNA, inibe a produção de proteínas • O atb atua contra substâncias da bactéria • Inibe RNA polimerase, inibindo então a síntese de proteínas • Cessa crescimento bacteriano, e provoca ainda a morte da bactéria • Faz DNA sem convertido em RNA; cessa produção de proteínas essenciais para a sobrevida bacteriana • Atb bactericida: leva à morte bacteriana • Atua intra e extracelular. Logo, entra dentro dos macrófagos • É bem absorvidapor via oral (recomendado uso com estômago vazio), distribui-se amplamente em tecidos e líquidos orgânicos. As concentrações no líquido cerebrospinal é conseguida quando há inflamação das meninges. É metabolizada pelo fígado e excretada, principalmente, pela bile. Não há necessidade de ajuste de dose quando paciente apresentar insuficiência renal ou hepática. • Dose Usual: 600mg/dia (10mg/kg/dia) • Meningites podem ser causadas pela bactéria da TB, principalmente em pctes muito imunossuprimidos. Tem adesinas, que possuem afinidade com esse tecido neuronal • Não precisa de ajuste de dose para IR nem IH, por mais que seja metabolizado pelo fígado • Acima de 10 anos!!! Criança com TB o tto padrão é outro • Deixa a coloração alaranjada inócua à urina, fezes, suor e às lágrimas. Substância da rifampicina tem cor, logo quando excreta algo, altera a coloração • Não há nenhum problema quanto à mudança de coloração • Induz a enzima do CYP450, muita interação medicamentosa. Os outros medicamentos são metabolizados e excretados mais rápidos. Acelera o metabolismo da grande maioria dos fármacos, já que inibe a CYP450, assim há muita interação medicamentosa • Pode causar icterícia colestática (ocorre por obstrução do ducto da vesícula biliar), ocasionalmente, hepatite. Também pode provocar exantemas, trombocitopenia e nefrite. • Quando utilizada administrada com frequência menor que duas vezes na semana, o paciente pode apresentar uma síndrome semelhante à gripe; ocorre por conta da reação alérgica à rifampicina • Exantema ocorre porque o corpo começa reação inflamatória contra a rifampicina, pode não reconhecê- la e iniciar processo inflamatório. São lesões de pele causadas por reação alérgica branda PIRAZINAMIDA • Só funciona em pH ácido! • O pH é ácido dentro de macrófagos, por conta de enzimas lisossomais • Atua principalmente dentro dos macrófagos por conta do pH mais ácido. Isso é importante nas bactérias de difícil controle • Ela é mais efetiva dentro do macrófago • Fica ativada e pega bactérias no estado de latência • É inativada em pH neutro mas, em pH de 5,5, inibe os bacilos da tuberculose em concentrações de aproximadamente 20mcg/ml. Esse fármaco é captado por macrófagos e exerce sua atividade contra micobactérias que residem em ambientes ácidos dos lisossomos. Importante ação nas cepas latentes. Mecanismo de ação • A pirazinamida e convertida em ácido pirazinoico – a forma ativa do fármaco – pela pirazinamidase micobacteriana, codificada pelo pncA. • Depende da bactéria para ser convertida em fármaco ativo • Grande fator de resistência é a mutação da enzima • O ácido pirazinoico interrompe o metabolismo da membrana celular das micobacterias e abala sua função de transporte. • O acúmulo de ácido pirazinoico diminui o pH intracelular a níveis que causam a inativação de enzimas, como a ácido graxo sintase I, fundamental para a síntese dos ácidos graxos e, em consequência, prejudicando a biossíntese do ácido micólico. • Usado 25mg/kg/dia • Além de interromper o metabolismo de substâncias essenciais da membrana, também mexe na síntese de ácidos micólicos • Bactérias são sensíveis à temperatura, umidade, radiação, pH • Quando menor o pH, piora o processo de crescimento bacteriano. Logo, pH ácido para bactéria pode eliminá-la mais facilmente Absorção • Bem absorvida por via oral, boa distribuição nos tecidos orgânicos, inclusive, nas meninges inflamadas Metabolização • Metabólitos excretados pelo rim, há dificuldade de excretá- los, não estão no estado de inativação • O composto original e metabolizado pelo fígado, mas os metabolitos são depurados nos rins; portanto, a pirazinamida deve ser administrada na proporção de 25 a 35 mg/kg, três vezes por semana (não diariamente) nos pacientes em hemodiálise e naqueles em que a depuração da creatinina seja inferior a 30 mL/min. Nos pacientes com função renal normal, uma dose de 40 a 50 mg/kg é utilizada para esquemas de tratamento 2 ou 3 vezes por semana. A meia vida é de 9-10 h, mas pode atingir até 26 h em pacientes com insuficiência renal se não houver a correção de doses. • Pcte com lesão renal: fazer ajuste de dose • Atua como agente de “esterilização” ativo contra os organismos intracelulares residuais que podem provocar recidiva. A pirazinamida ultrapassa a barreira meníngea e atinge concentrações no LCR similares às no plasma. Na lesão pulmonar por tuberculose, os bacilos fagocitados pelos macrófagos apresentam seu crescimento inibido pelo ambiente ácido do interior dos fagolisossomas. O crescimento também se encontra inibido nas zonas inflamatórias da parede cavitária pelo pH ácido • Essencial para chegar em local ácido, onde fica ativo, fazendo a morte da bactéria • Quando bactéria chega em um local que não é propício para proliferar, fica em estado de latência • Agente de esterilização: tenta pega o resto que sobreviveu aos atbs Efeitos adversos • Principal efeito adverso é a hepatotoxicidade. • Pode provocar, também, hiperuricemia. O mecanismo se deve ao ácido pirazinoico, principal metabólito da pirazinamida, que inibe a secreção tubular renal do ácido úrico. Esse fato raramente exige a suspensão ou o ajuste de dose da pirazinamida • A hiperuricemia é o mais comum, já que pode acumular ácido úrico no corpo • Além da função hepática, também é necessário acompanhar níveis de ácido úrico • Excreta ácido úrico nos rins, nos túbulos. A pirazinamida é excretada pelo túbulo, logo tem uma competição de quem é eliminado, geralmente quem ganha é o fármaco, e o ácido úrico não é eliminado, gerando mais a hiperuricemia ETAMBUTOL • O etambutol inibe as arabinosil- transferases das micobacterias, que são codificadas pelo operon embCAB. As arabinosil-transferases estão envolvidas na reação de polimerização do arabinoglicano, um componente essencial da parede celular das micobacterias. Muito ativo contra bacilos intra e extracelulares de multiplicação rápida. • Destrói membrana celular, e faz lise celular bacteriana • Eficácia em bactérias com alta proliferação Absorção e excreção • O etambutol é bem absorvido no intestino. • Cerca de 20% do fármaco é excretado nas fezes e 50% na urina de forma inalterada. • Acumula-se na insuficiência renal e, por isso, a dose deve ser reduzida pela metade quando a depuração de creatinina for inferior a 10ml/min. • Pcte com lesão renal agrava ainda mais o problema Efeitos adversos • Muito associado com problemas de visão • O evento adverso grave mais comum é a neurite retrobulbar, resultado em perda da acuidade visual e em cegueira para as cores vermelhas e verdes • Não usado para crianças, pois pode levar à cegueira infantil TRATAMENTO • O bacilo é dependente de oxigênio para o seu metabolismo e tem seu comportamento modulado pela concentração do gás no ambiente em que ele se encontra • Lesão pulmonar cavitária: existem condições ideais para a intensa atividade metabólica e para o crescimento bacilar rápido, como boa oferta de oxigênio, pH neutro e a presença de substâncias nutritivas. Bom meio para proliferar. Os fármacos são ótimos para atuar em tais lesões, onde o crescimento microbiano é intenso • Lesão caseosa fechada (granulomas): apresenta pH neutro ou ácido e baixa concentração de oxigênio. Nesses locais, o crescimento bacilar é intermitente. Mais eficaz é a rifampicina. Os macrófagos rodeiam o bacilo, e por fora, há linfócitos. Rifampicina entra no meio intra e extracelular • Interior dos macrófagos: onde a concentração de oxigênio é baixa, o pH é ácido e, com