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Prévia do material em texto

Curso 
PSICOMOTRICIDADE 
 
Disciplina 
CRIATIVIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso 
PSICOMOTRICIDADE 
 
Disciplina 
CRIATIVIDADE 
Dina Lúcia Chaves ROCHA 
 
 
www.avm.edu.br 
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Olá, me chamo DINA LÚCIA CHAVES ROCHA, foi com grande 
satisfação que preparei este material sobre Criatividade, para 
você. Antes de iniciarmos os nossos estudos sobre este tema que 
é tão rico, gostaria de relatar a minha trajetória, falar um pouco 
das minhas experiências e qual a minha relação com a 
Psicomotricidade e a Criatividade. 
Em 1994, me graduei em Psicologia no Centro Universitário Celso 
Lisboa. Durante a graduação fiz formação em Orientação 
Vocacional. 
Em 2000 concluí uma Pós-Graduação em Psicomotricidade, nesta 
instituição. 
Em 2001 Iniciei o Mestrado em Ciências Pedagógicas, no ISEP – 
Instituto Superior de Estudos Pedagógicos. Paralelamente ao 
Mestrado, fui convidada para atuar como professora no antigo 
AVM, atualmente IAVM – Instituto a Vez do Mestre. 
Terminei o Mestrado em dezembro de 2003, desenvolvendo uma 
pesquisa na área de Educação e Psicomotricidade. Minha tese teve 
como tema: “A Importância das Atividades Psicomotoras Escolares 
na Educação Infantil”. 
Em 2004 iniciei uma formação em Arteterapia, na clínica Pomar, 
com Ângela Philippini. Comecei a pesquisar sobre a criatividade e 
suas implicações na vida do ser humano. 
Atualmente, continuo atuando como Psicóloga Clínica (consultório 
particular) e como Professora em alguns cursos de Pós-Graduação 
do IAVM – Presencial, como: 
Arteterapia, Psicomotricidade, Psicopedagogia, Educação Inclusiva, 
Docência do Ensino Superior, Docência do Ensino Fundamental e 
Médio, Administração Escolar, Supervisão e Orientação 
Educacional, entre outros. 
Espero que este material didático possa contribuir com a sua 
formação e na sua prática como Psicomotricista e/ou Educadora. 
 
 
 
 
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07 Apresentação 
 
09 
Aula 1 
O que é criatividade? 
 
41 
Aula 2 
A pessoa criativa 
 
67 
Aula 3 
Processo do pensamento criativo 
 
83 
Aula 4 
O ambiente criativo 
 
99 
Aula 5 
Educação emocional e a 
personalidade criativa 
 
117 
Aula 6 
Atividades práticas I 
 
137 
Aula 7 
Atividades práticas II 
 
157 
AV1 
Estudo dirigido da disciplina 
 
160 
AV2 
Trabalho acadêmico de 
aprofundamento 
 
162 Referências bibliográficas 
 
Criatividade 
 
 
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É com enorme prazer que bordaremos neste caderno um conceito 
que vem se destacando em todas as áreas: na educação, na 
empresa, na vida... 
A Criatividade está inerente em todos os seres humanos e o seu 
exercício trás realização pessoal, bem estar, saúde mental, 
flexibilidade, liberdade de pensamento e imaginação, possibilidade 
de ver a vida e as coisas de uma forma diferente. A Criatividade 
por si só, já é curativa. 
Entre os principais fatores que contribuem para o processo 
criativo, está a relação do indivíduo com sua motivação afetiva 
direcionada para a experiência. Entender este processo e a 
importância da motivação interna e externa irá facilitar a sua 
atuação na construção da escola criativa. 
Neste caderno poderemos entender qual a importância da 
criatividade, como trabalhar a criatividade, como se dá o processo 
criativo, a importância da criatividade no ambiente escolar, entre 
outros. 
 
 
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Este caderno de estudos tem como objetivos: 
 
 Apresentar o termo CRIATIVIDADE, sua origem, seu significado 
e algumas definições. 
 Discutir sobre a pessoa criativa e as características da 
personalidade criativa. 
 Analisar o processo criativo e suas diferentes fases. 
 Demonstrar a importância e a influência que o ambiente 
criativo tem sobre o indivíduo, os estímulos, a motivação. 
 Relatar alguns direcionamentos ligados a educação. 
 Favorecer a você a oportunidade de exercitar a sua criatividade 
ao vivenciar as técnicas criativas sugeridas, nas duas últimas 
aulas. Depois de vivenciar, aplique em seus alunos e/ou 
clientes. 
O que é criatividade? 
 
Dina Lúcia Chaves Rocha 
 
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Nesta aula iniciaremos um contato com este tema que é tão 
importante e foco de nossos estudos: A Criatividade. 
Muitas são as pesquisas em todas as áreas que tem interesse em 
desvendar sua origem, de que forma se estruturou e como é 
abordada e definida. 
Cada pesquisador e teórico explica a relação do homem com o seu 
potencial criativo de acordo com as suas abordagens teóricas. 
Cada abordagem teórica tenta dar uma explicação para o homem 
ser criativo. Todas têm em comum uma verdade que permeia o 
entendimento sobre este tema que é tão polemico. 
 
 
 
 
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Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja 
capaz de: 
 
 Informar a sobre a origem e significado da palavra criatividade; 
 Identificar o período em que o homem iniciou as suas 
manifestações criativas e analisar de que forma têm se 
desenvolvido os estudos que envolvem este tema; 
 Conhecer os conceitos e definições de criatividade e seus 
devidos autores; 
 Conhecer as diferentes abordagens e teorias sobre a 
criatividade e ser capaz de associá-las as suas definições. 
 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 10 
Origem da Palavra Criatividade 
 
A palavra “CRIATIVIDADE” tem sua origem 
etimológica na palavra “CRIAR”, derivada do Latim. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Considerações Históricas Sobre a 
Criatividade – Linha do Tempo 
 
Podemos observar a manifestação da 
criatividade do homem, tendo sua origem, na época da 
pré-história, período anterior ao aparecimento da 
escrita. Os desenhos nas paredes das cavernas, era a 
forma encontrada, pelo homem pré-histórico, para 
comunicar, expressar, representar a sua realidade. 
 
O homem a partir das suas necessidades se viu 
motivado a criar, inventar, dar respostas e soluções 
criativas. Tinha o objetivo de facilitar as suas atividades 
diárias de caça de animais, pesca, coleta de frutos e 
raízes, que garantiam a sua sobrevivência. 
 
Os arqueólogos nos ajudam a ter provas desta 
época, onde o homem iniciou suas invenções. As 
escavações descobrem machados, lanças, esculturas, 
vasos e potes de barro, já nas cavernas descobriram as 
pinturas e muitas outras formas de “Arte Rupestre”. 
 
A criação de artefatos, a descoberta do fogo, a 
invenção da roda, do barco demonstraram a capacidade 
inventiva do ser humano, já na pré-história. Hoje em 
CRIATIVIDADE 
 
Tem sua origem na palavra 
 
“CRIAR” 
 
Derivada do Latim 
 
“CRIARE” 
Importante 
 
 
Sousa (in Sousa, 
2005) afirma que as 
palavras criar e 
criatividade, 
também, são ligadas 
etimologicamente ao 
termo grego 
“GREER” que 
significa fazer, 
produzir, criar. 
 
 
::CRIAR: 
 
 
É fazer e ser. 
 
 
Quer 
saber mais? 
 
 
Arte Rupestre 
Pintura encontrada 
nas cavernas. 
Fonte: 
http://pt.wikipedia.o
rg/wiki/arte_rupestr
e 
 
 
Origem da palavra criatividade 10 
Considerações históricas sobre 
a criatividade – Linha do 
tempo 10 
Linha do tempo 12 
Conceitos e definições de 
criatividade 17 
Abordagens e teorias sobre 
criatividade20 
Aula 1 | O que é criatividade? 11 
dia o homem continua criando, mas as suas 
necessidades e motivações são outras. 
 
Agora, vamos dar um salto na História... 
Avançando no tempo... Iremos para uma época onde já 
existe a escrita... Livros... A comunicação se 
estabeleceu de várias formas. O homem já é capaz de 
questionar e pesquisar sobre a criatividade, a 
criação, seu processo, seu produto. 
 
É apontado pela literatura que os 
questionamentos sobre a criatividade tiveram início na 
Grécia Antiga. 
 
Com o objetivo de fornecer, a você leitor, um 
panorama histórico sobre a época que iniciou os 
questionamentos, época em que se desenvolveram os 
estudos sobre a criatividade, construímos uma linha 
do tempo. 
 
Os autores muitas das vezes fornecem poucos 
dados históricos, sendo assim reunimos ‘vários’ autores 
para ir construindo a Linha do Tempo da 
Criatividade¹ e poder perceber a sua evolução, as 
interferências sofridas, as implicações de outras teorias, 
e principalmente identificar os pesquisadores e suas 
contribuições. Vale lembrar que algumas datas são 
marcadas pela publicação de algumas pesquisas ou 
estudos. 
 
Para construir esta linha do tempo contamos 
com as pesquisas de alguns autores como: Sternberg e 
Lubart (1999 e 2003), Lubart (2003), Albert e Runco 
(1999), Kneller (1978), Chiesa (2004), Sens (2006), 
Wechsler (1993 e 2002), entre outros. 
Para 
navegar 
 
 
Uma ótima dica é o 
site: 
www.historiadaarte.
com.br 
 
Leia mais sobre a 
história da arte e 
seus 
desdobramentos. 
 
 
Dica da 
professora 
 
 
Mais detalhes destas 
publicações na 
Bibliografia. 
 
 
Importante 
 
 
¹A Linha do Tempo 
da Criatividade 
apresentada 
posteriormente foi 
criada pela autora 
deste caderno, as 
datas e 
acontecimentos 
históricos foram 
obtidos em 
pesquisas 
bibliográficas. 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 12 
Linha do Tempo 
 
 Grécia Antiga – A literatura aponta, esta 
época, como marco na origem dos estudos 
sobre criatividade. Neste período a 
criatividade era associada ao misticismo, 
inspiração divina, dádiva de Deus¹. 
 Império Romano – Durante o 
fortalecimento da igreja católica na 
sociedade, os questionamentos filosóficos e 
os estudos para compreensão da criatividade 
foram abafados, deixados de lado. 
 Século XVII – (Período Renascentista) 
Criatividade volta a ser discutida e tornar-se, 
mais uma vez, objeto de estudos e 
discussões. 
 Século XVIII – Kant em sua “Crítica do 
Juízo” associou criatividade à genialidade. 
 
Este período foi marcado pelos debates 
filosóficos sobre os “Gênios Criativos”, nesta época o 
assunto se fortaleceu. 
 
 Século XIX – Marca o ínício dos estudos 
empíricos sobre a criatividade. 
 
Os pensadores reforçam os estudos sobre os 
gênios criativos, e questionam: Quem é criativo? O 
que é criatividade? Quais as características das 
pessoas criativas? 
 
Francis Galton – Foi um dos teóricos que, 
nesta época, desenvolveu estudos sobre os “Gênios 
Criativos”. 
 
 Século XX – Os estudos sobre a criatividade 
são aprofundados por diversos autores e 
diferentes correntes teóricas. 
GRÉCIA ANTIGA 
Aula 1 | O que é criatividade? 13 
Estudos de Alfred Binet mostravam que nesta 
época a criatividade encontrava-se associada ao 
conceito de inteligência. 
 
Freud definia criatividade como resultado de 
uma tensão entre realidade consciente e pulsões 
inconscientes. 
 
 1923 – Osório César fez uso da arte com 
intuito terapêutico. 
 1926 – Wallas Deu início aos estudos sobre 
processo criativo e suas fases (preparação, 
incubação, iluminação e verificação). 
 1946 – Nise da Silveira também fez uso da 
arte com intuito terapêutico e marcou sua 
época com os trabalhos que desenvolveu. 
 1950 – Guilford relaciona criatividade com 
as capacidades intelectuais, posteriormente 
com pensamento divergente. 
 1953 – Osborn desenvolveu técnica 
“BRAINSTORM” (Tempestade de Idéias), para 
estimular a criatividade. 
 1960 à 1965 – Neste período Osborn, 
Parnes, Gordon e outros trabalhavam com 
estudos direcionados à estimular a 
criatividade. Aprofundavam seus 
conhecimentos das técnicas: “Brainstorming e 
Creative Problem Solving”. 
 1961 – Gordon desenvolveu “Técnica 
Sinética” para estimular a criatividade. 
 1962- Mednick disse em sua publicação 
“The associative basics ofthe creative 
process”, que criar é fazer conexões. Mais 
detalhes sobre esta publicação na bibliografia. 
 1963 – Nesta época, Gelzels e Jackson 
estudaram a distinção entre criatividade e 
inteligência. 
Aula 1 | O que é criatividade? 14 
 1965 - Wallach & Kogan desenvolveram, 
também, um estudo sobre criatividade e 
inteligência. 
 
Torrance apresentou seus estudos sobre os 
processos do pensamento criativo. 
 
 1966 – Torrance criou o “Teste de 
Criatividade Verbal e Figurativo”. 
 1968 – A. Maslow fez uma escala das 
características encontradas em pessoas 
criativas, da personalidade criativa. 
 1970 – Edward De Bono Desenvolveu 
estudos sobre o pensamento lateral. 
 1971 – Eberle criou a técnica “SCAMCEA”, 
que favorece o desenvolvimento da 
criatividade. 
 1974 – Adams estuda os bloqueios e as 
falsas crenças que dificultam a expressão da 
criatividade. 
 1976 – A. Maslow em sua publicação fala 
sobre a importância da Arte-educação e 
criatividade; 
 1977 – Parnes, Noller & Bione 
desenvolveram a técnica criativa de 
“Resolução de Problemas”. 
 1978 – D. Mackinnon assim como Maslow 
em 1968, fez uma escala das características 
encontradas em pessoas criativas. Pesquisou, 
também, sobre as especificidades dos 
hemisférios cerebrais no pensamento criativo. 
Depois outros autores contribuíram com o 
desenvolvimento desse assunto em suas 
publicações. 
 1980 à 1990 – É desenvolvido pesquisas 
sobre traços de personalidade, estilos 
cognitivos, motivação. 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 15 
Amabile estuda o papel da motivação intrínseca 
na criatividade. 
 
 1980 - Torrance & Ball criaram um sistema 
de avaliação da criatividade com figuras. 
 1981 – Wechsler verificou a importância da 
analogia para a criatividade verbal. 
 1982 – N. Rogers desenvolveu um trabalho 
chamado “Conexão Criativa” (Relação com 
o universo). 
 1983 – Von Oech, também, desenvolveu 
estudos sobre bloqueios e as falcas crenças 
que dificultam a expressão da criatividade. 
 1984 – Torrance, Taggart & Taggart 
criaram um instrumento para medir os estilos 
de pensar a fim de verificar a predominância 
do hemisfério direito, esquerdo ou integrado. 
 1985 - Shallcross dá exemplos de barreiras 
perceptuais. 
 1986 – Adams publica trabalho sobre seus 
estudos iniciados em 1974. 
 
Wechsler & Guerreiro a partir das pesquisas 
de Bruch (1981) identificaram as características da 
mulher criativa brasileira. 
 
 1987 – Kirton criou instrumento de 
avaliação dos estilos adaptador e inovador - 
“Teste de Kirton sobre Avaliação e Inovação” 
= (KIrton Adaptation – Innovation Inventory). 
Estudou a relação existente entre estilo 
inovador e hemisfério direito. 
 
Ostrower em sua obra declara que a 
criatividade envolve toda a sensibilidade do ser 
humano, sendo assim, o processo criativo articula com 
a sensibilidade. 
 
Você sabia? 
 
 
A Conexão 
Criativa foi 
desenvolvida por 
Natalie Rogers, a 
partir do trabalho de 
seu pai, o 
humanista, Carl 
Rogers. Ela é 
baseada no processo 
de permitirque uma 
forma de expressão 
artística influencie 
diretamente outra. 
Por exemplo, 
quando escutamos 
uma música e 
dançamos, esse 
envolvimento 
influencia em 
seguida, a cor e o 
traço do desenho 
que fizermos. 
(Rogers, 1982) 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 16 
Dunn & Dunn desenvolveram estudos sobre 
estilos preferenciais de aprender. Desenvolveram, 
também, uma lista sobre idéias errôneas entre 
educadores. 
 
 1989 – Miller detalhou a relação entre estilo 
inovador e criatividade. 
 1993 - Jones pesquisa sobre barreiras 
culturais e bloqueios emocionais. 
 
Alencar faz distinção entre os termos inovação 
e criatividade. 
 
 1990 e 1998 – Nesse período foi estudada a 
relação da criatividade com traços de 
personalidade. Estilos cognitivos. Motivação e 
criatividade. 
 
Amabile Pesquisou sobre a motivação 
intrínseca. Influência do meio cultural na criatividade, 
no cognitivo, nas representações mentais. 
 
 1995 – Ciornai concebeu saúde ligada à 
criatividade. 
 1996 – Csikszentmihalyi estudou como a 
criatividade ocorre nos indivíduos e que tipo 
de influência recebem para criar. Concluiu 
com suas pesquisas que criatividade está na 
interação entre os pensamentos e o contexto 
sociocultural. 
 1998 – Alencar fala da necessidade de se 
estudar criatividade nas organizações. 
 1999 – Sternberg lança o livro “Handbook 
of Creativity” onde reúne artigos sobre a 
história, métodos de pesquisa, a origem, o 
indivíduo e o meio ambiente, cultura e 
criatividade. 
Aula 1 | O que é criatividade? 17 
 2001 – Becker relatou que o conceito de 
criatividade pode adotar diferentes 
conotações, dependendo da perspectiva em 
que é estudado. 
 2003 – Lubart publicou estudos sobre a 
compreensão das influências culturais, sociais 
e tecnológicas na criatividade. 
 2004 – Colossi se propõe a identificar 
aspectos considerados facilitadores ou 
restritivos à criatividade. 
 2005 – Egan publicou trabalho sobre os 
fatores que influenciam a criatividade 
individual no ambiente de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceitos e definições de criatividade 
 
O que é Criatividade? 
 
Como os teóricos conceituam e definem a 
Criatividade, o ato de criar, o pensamento criativo? 
 
O que eles pensam sobre a Criatividade? 
 
Aqui teremos a oportunidade de ler algumas 
definições e conceitos sobre a criatividade. 
Abordaremos o entendimento de alguns autores sobre 
este tema, tão rico e importante. 
 
Iniciaremos com definições encontradas em 
alguns dicionários: 
Os registros encontrados mostraram como a 
criatividade era vista. 
Muitos foram os pesquisadores que se interessaram 
pelo assunto e desenvolveram trabalhos 
maravilhosos. 
Limitamos-nos aos registros encontrados pela 
pesquisadora. 
Dê continuidade a esta pesquisa, colha mais dados 
sobre os estudos, as pesquisas, as publicações feitas 
sobre criatividade, principalmente as mais recentes. 
 
 
 
 
 
 
 
::CRIAR: 
 
 
É expressão 
simbólica dos seus 
sentimentos, das 
suas sensações, em 
fim, de tudo o que 
constitui o seu 
universo interior. 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em Sens (2006) encontramos definições de 
criatividade de outras culturas, veja como a criatividade 
é definida no grego, no alemão, entre outras culturas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rhodes Mel (1961, p.307) nos mostrou que as 
definições de criatividade pertencem a quatro 
categorias ou perspectivas: do criador, dos processos 
mentais, das influências ambientais e culturais e do 
produto. 
 
 Do ponto de vista da pessoa que cria (do 
Criador) - isto é, em termos de fisiologia e 
temperamento, inclusive atitudes pessoais, 
hábitos e valores. As definições têm como 
foco o Criador. 
Qualidade ou característica de quem ou do que é 
criativo. Inventividade, inteligência e talento, natos 
ou adquirido, para criar, inventar, inovar, quer no 
campo artístico, quer no científico, esportivo, etc. 
(Dicionário Houaiss) 
Qualidade de criativo, capacidade criadora. 
(Dicionário Aurélio) 
Modo de dar vida, dar existência, tirar do nada, 
conceber, inventar, produzir, fazer algo que ainda 
não existe (Dicionário Petit Robert). 
Tirar do nada, fazer, mudar, transformar, ajudar a 
crescer, educar, gerar, inventar, produzir, cultivar, 
instituir, fundar (Dicionário Escolar Silveira Bueno). 
Qualidade ou estado de ser criativo, capacidade de 
criar (Dicionário Michaelis). 
Em HEBREU, também 
aparecem dois sentidos. 
Um ‘positivo’, relacionado a 
inventar, imaginar, e outro 
‘negativo’, relacionado a 
mentir. 
No GREGO ANTIGO, 
criatividade significa 
fazer, criar, produzir, 
compor. 
Em ALEMÂO, a criatividade 
consiste em invenção, 
inspiração. 
CRIATIVIDADE 
No ÁRABE, a criatividade 
está relacionada à 
originalidade, inovação, 
mas também à heresia. 
Aula 1 | O que é criatividade? 19 
Fliegler (1961) dá uma definição que está de 
acordo com esta categoria: 
 
Todos os indivíduos são criadores por 
diversas maneiras e em diversos 
graus. A natureza da criatividade 
permanece a mesma quer se produza 
um novo jogo ou uma sinfonia (...). A 
criatividade situa-se na região que em 
cada indivíduo depende da área de 
expressão e capacidade dele. 
 (p.14) 
 
 Por meio dos processos mentais – 
motivação, percepção, aprendizado, 
pensamento e comunicação – que o ato de 
criar modifica. As definições têm como foco o 
processo do pensamento criativo. 
 
O pensamento criador é, pois a 
ativação de conexões mentais, e 
continua até que surja a combinação 
certa ou até que o pensador desista. 
Daí decorre que quanto mais 
associações adquiriu uma pessoa, mais 
idéias terá ela a sua disposição, e mais 
criativa será. 
 (Kneller, 1978, p.39) 
 
 Por influências ambientais e culturais – 
As definições focalizam as influências que a 
criatividade (pessoas criativas ou produtos 
criativos) tem sob o meio e sua cultura. 
 
A criação requer técnica, que pode ser 
bruta ou refinada conforme a natureza 
do meio. 
 (Kneller, 1978, p.66) 
 
 Em função de seus produtos – Neste caso 
a criatividade é entendida em função de seus 
produtos. Que seriam os resultados obtidos: 
teorias, invenções, pinturas, esculturas, 
poemas, prosas, rimas, versos, músicas. As 
definições têm como foco o resultado de 
todos os processos criativos, o produto. 
::CRIAR: 
 
 
É expressar, 
registrar sua marca 
pessoal, seu estilo, 
seu modo de ver e 
estar no mundo. 
 
 
Importante 
 
 
Acreditamos que a 
influência aconteça 
de duas formas: 
 
-Influências que as 
pessoas criativas 
podem exercer sob o 
meio, até mesmo 
através de seu 
produto; 
 
-Influências que o 
meio pode exercer 
sob a pessoa criativa 
e seu produto 
criativo. 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 20 
Criamos quando descobrimos e 
exprimimos uma idéia, um artefato ou 
uma forma de comportamento que 
seja nova para nós. 
(Kneller, 1978, pp. 15 e 16) 
 
As citações, definições podem pertencer a uma 
das categorias citadas por Rhodes Mel e ainda estar de 
acordo com uma das abordagens teóricas apresentadas 
a seguir. 
 
Abordagens e teorias sobre criatividade 
 
ABORDAGENS FILOSÓFICAS 
 
Numa visão antiga do velho mundo, é defendida 
a idéia de que a criatividade é um presente de Deus, 
dom divino, uma inspiração divina, uma prenda divina, 
tudo o quenão podia ser explicado e esclarecido pelos 
seres humanos, atribuía-se aos Deuses. 
 
O processo criativo é um caminho 
espiritual. E essa aventura fala de nós, 
de nosso ser mais profundo, do criador 
que existe em cada um de nós, da 
originalidade, que não significa o que 
todos nós sabemos, mas que é plena e 
originalmente nós. 
 (Nachmanovitch, 1993, p. 24) 
 
Uma outra tendência encontrada, ainda na 
abordagem filosófica, associa a criatividade a alguma 
forma de loucura, já que o indivíduo ao criar demonstra 
ruptura com maneiras tradicionais de agir (com o 
convencional), destoa das regras e do comportamento 
pré-estabelecido e esperado pelo grupo social em que 
vive. Esses artistas eram muitas vezes trancafiados e 
isolados da sociedade por serem considerados seres 
esquisitos e anormais. As pessoas muito criativas 
eram tratadas como anormais, como se pudessem de 
alguma forma contaminar as outras pessoas, como se 
pudesse fazer mal aos outros. Na verdade a sociedade 
Para pensar 
 
 
“O criador é 
divinamente 
inspirado.” 
(Hallman, 1964, pp. 
15 – 17) 
 
 
Quer 
saber mais? 
 
 
ESQUISITO - De 
acordo com 
Michaelis (2000) - 
Extravagante, 
incomodado, 
estranho (p.251). 
 
ESQUISITO - De 
acordo com Bueno 
(2004)- Raro, 
incomum, 
extravagante, 
excêntrico (p.243). 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 21 
não sabia como lidar com as pessoas ditas “diferentes”, 
“criativas”. 
 
Numa visão filosófica moderna o artista passa a 
ser visto como um gênio (passa a ser admirado) e a 
criatividade como forma saudável e altamente 
desenvolvida de intuição. O criador apesar de não ser 
mais visto como anormal ou doente, ainda é visto como 
um tipo de pessoa diferente e rara. 
 
Visão de alguns filósofos, em relação a 
criatividade: 
 
 ARISTÓTELES – Contrariava a concepção da 
Grécia Antiga. Dizia que a criatividade vinha 
do próprio homem, das suas associações 
mentais; 
 
 PLATÃO – Via a criatividade como forma de 
loucura; 
 
 SÓCRATES – Afirmava que a criatividade era 
uma inspiração divina; 
 
 DESCARTES – Definia a criatividade como 
forma de intuição, vinda da alma; 
 
 KANT – Explicava a criatividade como um 
processo natural que obedecia a leis 
imprevisíveis. 
 
ABORDAGENS BIOLÓGICAS 
 
A criatividade é vista como força criadora 
inerente a vida, já que a mesma está em constante 
renovação e criação. A vida está continuamente 
gerando novidades, na busca de um equilíbrio e 
harmonia se auto-regula e se auto-organiza. 
Quer 
saber mais? 
 
 
ANORMAL - 
Segundo Michaelis 
(2000) - Que faz 
exceção à regra 
comum, anômalo, 
irregular, diz-se da 
pessoa cujo 
desenvolvimento 
físico, ou intelectual, 
ou social é 
defeituoso, pessoa 
que não é normal 
(p.41). 
 
ANORMAL - 
Segundo Bueno 
(2004) - Sem norma, 
contrário às regras, 
anômalo, irregular, 
anormalidade (p.41). 
 
 
KANT 
DESCARTES 
SÓCRATES 
PLATÃO 
ARISTÓTELES 
Aula 1 | O que é criatividade? 22 
A vida, é criativa porque se organiza e 
regula a si mesma e porque está 
continuamente originando novidades. 
(Sinnott in Kneller, 1978, p.36) 
 
Numa Segunda visão, a criatividade sendo 
percebida como algo fora do controle pessoal, tendo a 
hereditariedade como explicação para a transmissão 
interna dos códigos genéticos capazes de determinar a 
criatividade em um determinado ser humano, não 
deixando a possibilidade de ser educável ou estimulada 
pelo ambiente. 
 
Algumas pessoas tentam justificar a sua 
provável falta de capacidade criadora com frases do 
tipo: 
 
- Eu não nasci para criar; 
- É uma pena, mas não puxei aos meus pais que 
são criativos. 
 
Ou na tentativa de achar uma explicação para a 
sua criatividade, dizem: 
 
- Puxei à minha mãe, pois filha de peixe, 
peixinho é. 
 
Hoje em dia fica fácil questionar tais afirmativas, 
já que, sabemos que a criatividade assim como todas 
as habilidades podem ser desenvolvidas e estimuladas 
pelo meio. Todos nós possuímos um potencial criativo 
nato, basta desenvolvê-lo. O meio tem um papel 
importantíssimo, quando nos estimula ao 
desenvolvimento. 
 
A criatividade é decorrente de reorganizações, 
de novas estruturações e possibilidades de algo já 
existente. 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 23 
ABORDAGENS PSICOLÓGICAS 
 
Dentro das abordagens psicológicas temos as 
teorias: Associativas, Comportamental, Gestaltista, 
Psicanalista, Neopsicanalista, Desenvolvimentais, 
Humanistas. 
 
ASSOCIATIVA - Que segundo Hilgard (1966) 
faz um paralelo entre as sensações e as idéias. Corpo e 
mente se inter-relacionam e a repetição é o princípio 
fundamental de toda associação. 
 
O pensamento consiste em associar idéias, 
derivadas da experiência. Ao adquirir conhecimentos, 
informações, podemos fazer associações entre eles. 
 
Ante um problema, o pensador apela 
para combinações de idéias, umas 
após outras, até chegar a um arranjo 
que resolva a situação. Essa 
combinação é a nova idéia. O 
pensamento criador é pois a ativação 
de conexões mentais, e continua até 
que surja a combinação certa ou até 
que o pensador desista. Daí decorre 
que quanto mais associações adquiriu 
uma pessoa, mais idéias terá ela a sua 
disposição, e mais criativa será. 
 (Kneller, 1978, p. 39) 
 
COMPORTAMENTAL - Liderando a teoria 
comportamental tivemos Skinner, que explicava o 
comportamento humano como sendo uma relação 
basicamente de estímulo-resposta. Se formos 
estimulados a ser criativos, responderemos com 
comportamentos criativos. 
 
GESTALTISTA - O ato criativo é visto como a 
procura de uma resposta para o fechamento de uma 
gestalt, de uma forma incompleta ou deficiente. 
 
O indivíduo criativo perceberia a situação 
problema, como um todo, e tentaria achar a resposta 
::CRIAR: 
 
 
É um despertar para 
as emoções e 
concretizá-las. 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 24 
adequada para fechar esta gestalt e restaurar a 
harmonia do todo. 
 
Forma incompleta 
 
 
 
 
 
 
Falta 
Situação sem resposta ou produto criativo 
 
 
 
 
 
 
Resposta 
Produto criativo advindo de um impulso inato. 
 
Forma completa 
 
 
 
 
 
 
 
Busca da restauração e harmonia. 
 
A resposta, produto e/ou solução para o 
fechamento da gestalt (forma completa) surge como 
um clique ou insight. 
 
A literatura sobre a criatividade está 
cheia de histórias sobre experiências 
de rupturas, de insight. São momentos 
que ocorrem quando nos libertamos de 
algum impedimento ou medo e bum! Al 
 
Gestalt 
 
 
 
Gestalt 
 
Gestalt 
 
 
 
Gestalt 
 
 
Gestalt 
 
 
 
Gestalt 
Quer 
saber mais? 
 
 
IMPULSO - Ato de 
impelir, impulsão, 
ímpeto, movimento 
comunicado a um 
corpo, força que 
determina esse 
movimento, 
estímulo. 
 
INATO - Que 
nasceu com o 
indivíduo, congênito, 
inerente. 
 
(Dicionário 
Michaelis, 2000, 
p.326) 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 25 
guma coisa imprevisível salta de 
dentro do ser e sentimos a clareza, o 
poder e a liberdade. 
(Nachmanovitch, 1993, p. 22) 
 
Wertheimer (1959), diz que é necessário um 
pensamento produtivo para se ter um pensamento 
criativo. E neste caso a experiência é crucial no 
preenchimento da gestalt. 
 
O pensamento produtivo se origina de 
combinações deexperiências passadas, as combinações 
levariam ao pensamento criativo, enquanto que, o 
pensamento reprodutivo seria a lembrança por si só. 
 
PSICANALISTAS - Referiam-se ao processo 
criativo como uma força emergente do inconsciente 
para a consciência. 
 
Vêem a criatividade como um meio de reduzir 
tensão, de aliviar certos impulsos. 
 
Esta força inconsciente, não sendo vivenciada de 
forma positiva, pode reverter em neuroses. 
 
 Para Freud (in Kneller, 1978) o processo 
criativo se utilizaria e se alimentaria da energia 
deslocada através da sublimação dos instintos sexuais 
primitivos. A criatividade teria sua fonte no 
inconsciente. 
 
Para Jung (in Woodman, 1981) o processo 
criativo se daria pela ativação do inconsciente coletivo 
ou pessoal. Os processos criativos não dependeriam 
somente do inconsciente, mas também da energia física 
que possibilitava o resgate dos pensamentos 
inconscientes para a consciência. 
 
NEOPSICANALISTAS - A criatividade não teria 
como fonte o inconsciente e sim o pré-consciente, pois 
SIGMUND FREUD 
CARL JUNG 
Aula 1 | O que é criatividade? 26 
é neste que existe maior facilidade e flexibilidade para 
trabalhar com idéias. 
 
DESENVOLVIMENTAIS - A criatividade não 
diminuiria com a idade, mas sim, seria integrada com a 
inteligência. 
 
Numa outra visão, a criatividade dependeria de 
amar e ser amado, ou seja, a criatividade surgiria da 
inspiração de ser amado. 
 
HUMANISTAS - A criatividade é vista como um 
caminho para a auto-realização, de levar o indivíduo ao 
desafio e a descoberta. Caminho que favorece a 
comunicação com o mundo e permanecer aberto a 
este. 
 
Na visão de Carl Rogers (1977) é necessária a 
existência de certas condições internas para que o 
potencial criativo desabroche. 
 
Segundo Rogers a pessoa criativa possui como 
características: Tolerância às ambigüidades; Ausência 
de rigidez nos comportamentos e pensamentos; 
Confiança em seus sentimentos e percepções; Procura 
da auto-realização, desfrutando o momento presente e 
adaptando-se ao meio; Busca de organização 
continuada da personalidade. 
 
A criação do novo não é conquista do 
intelecto, mas do instinto de prazer 
agindo por uma necessidade interior. A 
mente criativa brinca com os objetos 
que ama. 
(Jung in Nachmanovitch, 1993, p.49) 
 
A criatividade é comparada com saúde mental, 
ou como meio para tal, a auto-realização seria 
conseguida através de um indivíduo criativo. 
 
CARL ROGERS 
Para pensar 
 
 
“Todos temos o 
direito de criar, o 
direito a realização e 
a satisfação 
pessoal.” 
(Nachmanovitch, 
1993, p.22) 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 27 
CRIATIVIDADE 
 
 
INDIVÍDUO CRIATIVO 
 
 
AUTO-REALIZAÇÃO 
 
 
SAÚDE MENTAL 
 
 
ABORDAGENS PSICOEDUCACIONAIS 
 
TEORIA COGNITIVISTA - O cognitivista 
Guilford (1967) propôs o estudo da mente humana, de 
forma tridimensional. Ele compõe o mecanismo do 
pensamento da seguinte forma: Operações, Conteúdo e 
Produto. 
 
Operações - Que são desenvolvidas ao se 
pensar; 
 
Conteúdo - O que se pensa; 
 
Produto - É o resultado do processo. 
 
Segundo Guilford (op. cit) ao pensar podemos 
desenvolver várias operações mentais (cognição, 
memória, produção convergente, produção divergente, 
avaliação) em cima de um conteúdo (figural, 
simbólico, semântico, comportamental), que nos dá 
como resposta um produto (unidade, classes, relação, 
sistemas, transformações, inspirações). Ao fazer 
diferentes combinações entre os itens classificados da 
operação, com os do conteúdo e dos produtos, 
iremos obter 120 combinações diferentes. 
 
:: CRIAR: 
 
 
É interagir com o 
mundo. 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 28 
Para Guilford (1967) a criatividade estaria nas 
combinações que tivessem em sua formula a operação 
mental do tipo produção divergentes (que é a 
formulação de alternativas variadas a partir da 
informação dada, procura de diferentes soluções para o 
problema). 
Ex. 
 
 
 
 
 
 
A criatividade está na operação do tipo 
produção divergente, podendo ter qualquer 
conteúdo ou produto nas suas combinações. 
 
TEORIA EDUCACIONAL - Paul Torrance (1965) 
um dos maiores estudiosos da educação na área de 
criatividade. Ele definiu a criatividade como processo 
de: 
 
 Tornar-se sensível a falhas, deficiências na 
informação ou desarmonias (ter 
conhecimentos básicos sobre o problema); 
 Identificar as dificuldades ou elementos 
faltantes (identificar várias facetas e priorizar 
a essência deste problema); 
 Formular hipóteses sobre as deficiências 
encontradas (pensamento divergente - 
abre inúmeras possibilidades, idéias soltas e 
flexíveis, sem julgamentos ou críticas); 
 Testar e re-testar essas hipóteses e 
comunicar os resultados (pensamento 
convergente - analítico, crítico, procura a 
melhor solução ou resposta para a questão à 
resolver ). 
 
 
Produção 
Divergente 
Importante 
 
 
A criatividade não 
é exclusividade nem 
privilégio de alguns, 
ela pode e deve ser 
estimulada e 
desenvolvida em 
todos! 
 
Você não acha esta 
uma dica importante 
para o educador? 
 
 
::CRIAR: 
 
 
É descoberta. 
Ampliação da 
consciência de mim 
mesma, do outro, do 
mundo. 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 29 
Nas colocações, anteriores, de Torrance (1965) 
encontramos a combinação do pensamento 
convergente e pensamento divergente. 
 
Para ele a comunicação de resultados é 
importantíssimo e crucial no processo criativo, pois 
através dela o indivíduo criativo poderá avaliar o 
impacto de sua criação nas pessoas. 
 
Torrance (op cit) fez um estudo sobre a 
criatividade na escola e concluiu que a criatividade é 
punida em sala de aula, pois os professores preferem 
crianças obedientes e passivas ao invés de crianças 
curiosas e questionadoras. A escola premia e reforça o 
raciocínio lógico e convergente. 
 
Torrance propõe a aprendizagem através da 
criatividade, trabalhando com o interesse do indivíduo e 
sua motivação interna, que tem efeito duradouro. 
 
ABORDAGENS PSICOFISIOLÓGICAS 
 
A psicofisiologia tem contribuído para os estudos 
e as pesquisas sobre os hemisférios cerebrais e a 
criatividade. Um dos objetivos é localizar a origem do 
pensamento criativo nos hemisférios cerebrais, para tal, 
se fez necessário estudar as especificidades de cada 
lado do cérebro. 
 
Tucker & Williamson (1984), McCallum & Glynn 
(1979), Wechsler (2002), Katz (1978), Torrance 
(1982), Torrance & Mourad (1979), são alguns dos 
estudiosos e pesquisadores que contribuíram com seus 
estudos, sobre a especificidade dos hemisférios 
cerebrais no pensamento criativo. 
 
Veja algumas conclusões das pesquisas feitas 
sobre o funcionamento do hemisfério cerebral 
esquerdo: 
Dica da 
professora 
 
 
Na bibliografia você 
encontra detalhes 
sobre as obras 
destes 
pesquisadores. 
 
 
Para 
navegar 
 
 
Pesquise mais sobre 
o Pensamento 
Lateral em: 
www.giselakassoy.c
om.br 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 30 
O hemisfério esquerdo processa 
melhor as informações de maneira 
seqüencial, lógica, linear, detalhista, 
organizada e analítica. A aprendizagem 
que se realiza nesse hemisfério refere-
se às expressões verbais, leitura, 
escrita, matemática, computaçãoou 
aritmética. 
(Mc Callum & Glynn in Wechler, 2002, 
p. 43) 
 
Também é específico, do funcionamento, do 
hemisfério esquerdo: 
 
(...) recordação de fatos ou situações 
passadas com o uso de material 
verbal, como frases e siglas verbais 
onde a facilidade para recordar nomes, 
datas e outros tipos de material verbal 
são auxiliares desse processo. 
Verificação, descrição verbal dos 
acontecimentos, delineamento de 
linhas conclusivas de pensamento, 
estabelecimento de seqüências e 
outras estratégias do mesmo tipo 
completam as estratégias de elaborar 
e processar a informação desse 
hemisfério. 
 (Wechsler, 2002, p. 43) 
 
Quanto ao funcionamento do hemisfério direito, 
Wechsler (2002), faz as seguintes observações: 
 
O funcionamento do hemisfério direito, 
por outro lado, ficou sendo 
caracterizado pelo processamento da 
informação de maneira global, 
emocional, não linear, ou sem lógica. 
O hemisfério direito é então 
responsável pelos seguintes 
comportamentos: apreensão das idéias 
globais e principais dos problemas, 
lidar intuitivamente com fatos e 
situações de modo simultâneo, 
apreender através da experiência e do 
contato direto com o material, elaborar 
pensamentos através de imagens ou 
sonhar acordado, responder 
positivamente a apelos emocionais, 
usar analogias e metáforas, sumarizar 
o material estudado, lembrar 
facilmente de rostos, interpretar 
linguagem corporal, usar de humor, im 
Dica da 
professora 
 
 
Já conhecemos as 
especificidades do 
hemisfério cerebral 
esquerdo, agora 
vamos conhecer as 
especificidades do 
hemisfério cerebral 
direito. 
 
Você vai se 
surpreender quando 
perceber a dimensão 
da atuação dos dois 
hemisférios e a 
importância deles 
para o pensamento 
criativo. 
 
 
CÉREBRO 
HUMANO 
Aula 1 | O que é criatividade? 31 
provisar, desenhar as próprias idéias, 
sintetizar imagens e outros 
processamentos da mesma natureza. 
(pp.43, 44) 
 
Os resultados de várias pesquisas confirmaram 
que há o envolvimento dos dois hemisférios cerebrais 
no pensamento criativo, no trabalho com a criatividade. 
 
O hemisfério direito é o lado da emoção, 
intuição, fluência e flexibilidade, humor, improviso, não 
tem lógica, elabora pensamentos através de imagens, 
se arrisca para colocar em prática suas idéias, etc. 
 
O hemisfério esquerdo deve suceder a essa 
etapa analisando, modificando, avaliando as soluções 
encontradas e organizando-as para a produção final. 
 
O hemisfério cerebral esquerdo e o 
hemisfério cerebral direito se completam se inter-
relacionam. O funcionamento dos dois hemisférios deve 
acontecer de forma equilibrada, pois a predominância 
de um dos dois poderá prejudicar a produção criativa. 
 
A criatividade sempre envolve uma 
certa dose de disciplina, autocontrole e 
sacrifício. Planejamento e 
espontaneidade se tornam uma coisa 
só. Razão e intuição passam a ser 
duas faces da mesma verdade. 
(Nachmanovitch, 1993, p.169) 
 
Na maioria de nossas escolas é valorizado o 
raciocínio lógico, racional, a transmissão de conteúdos 
ordenados e massificantes, que faz parte do raciocínio 
do tipo do hemisfério esquerdo. 
 
Deveríamos proporcionar aos nossos alunos a 
possibilidade de compreender a realidade de modo 
intuitivo, através de fantasias e brincadeiras sensoriais 
que facilitam o acesso ao raciocínio do tipo hemisfério 
direito. 
Importante 
 
 
Promova para os 
seus alunos ou 
clientes atividades 
que exercite os dois 
hemisférios 
cerebrais, já que o 
ato criativo depende 
da relação 
estabelecida entre 
eles. 
 
 
Dica da 
professora 
 
 
È impressionante 
como eles se 
completam e se 
inter-relacionam 
favorecendo o 
pensamento criativo 
e a criação de um 
produto criativo. 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 32 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABORDAGENS SOCIOLÓGICAS 
 
O sociólogo tem estudado o ambiente facilitador 
ao desenvolvimento da produção criativa. 
 
A abordagem sociológica associa o produto 
criativo ao meio social em que o indivíduo pertence. A 
sociedade estabelece o que é criativo e sua utilidade. 
Muitos foram os testes criados com o objetivo de 
investigar a origem do pensamento criativo, a 
predominância cerebral, qual o estilo de pensamento 
da pessoa criativa. A seguir, apresentamos um 
pequeno exemplo de um instrumento de avaliação: 
 
Torrance, Taggart & Taggart (1984) criaram um 
instrumento para medir estilos de pensar e a 
predominância cerebral, intitulado “Human 
Information Processing Survey”, veja alguns itens 
deste instrumento de avaliação: 
 
1a) Gosta de ler romances (estilo hemisfério direito). 
1b) Gosta de ler reportagens (estilo hemisfério 
esquerdo). 
1c) Não tem preferência entre romance e 
reportagens (estilo hemisfério integrado). 
 
2a) É bom para lembrar de nomes (estilo hemisfério 
esquerdo). 
2b) É bom para lembrar de rostos (estilo hemisfério 
direito). 
2c) É igualmente bom para lembrar de rostos e 
nomes (estilo hemisfério integrado). 
 
3a) Gosta de organizar coisas seqüencialmente 
(estilo hemisfério esquerdo). 
3b) Gosta de mostrar relações entre coisas (estilo 
hemisfério direito). 
3c) Não tem preferências entre organizar de 
maneira seqüencial ou relacional (estilo hemisfério 
integrado). 
 
4a) Prefere aprender através de demonstrações 
(estilo hemisfério direito). 
4b) Prefere aprender através de instrução verbal 
(estilo hemisfério esquerdo). 
4c) Não tem preferência definida por nenhuma das 
modalidades acima (estilo hemisfério integrado). 
 
Com esses exemplos podemos facilmente perceber a 
atuação dos hemisférios cerebrais de acordo com as 
classificações dadas anteriormente. 
Aula 1 | O que é criatividade? 33 
Um produto criado e/ou ideia, pode ser útil e 
criativo para uma determinada sociedade e para outra 
não. A sociedade tenta definir as formas de se canalizar 
e definir a criatividade, de acordo com suas 
necessidades, costumes, valores. 
 
Faz-se necessário lembrar que os grupos sociais 
sofrem modificações e influências, ao longo do tempo, 
em seus valores, necessidade, ideais, costumes. A 
época é um dos fatores que poderá determinar um 
produto criativo ou não. 
 
Temos produtos que foram criados em outras 
épocas, quando criados não foram julgados pela 
sociedade como criativo, útil, inovador, etc. Mas hoje 
em dia podem estar sendo vistos como Obras de Arte. 
 
Amabile (1983) diz que o ambiente social pode 
ter diversos efeitos como: estimulador, recompensador, 
repressor ou punidor. Esta autora também define como 
fatores determinantes na criatividade a motivação 
intrínseca e a motivação extrínseca. 
 
MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA - Sua energia, 
estímulo e vontade de criar derivam de fatores 
internos. Há o desejo da auto-realização através do ato 
criativo. É movida pelo desejo, pela paixão e pelo 
prazer em realizar algo. 
 
Lowen (1984) define o processo criativo da 
seguinte forma: “(...) do princípio ao fim todo o 
processo criativo é motivado pela busca do prazer” 
(p.26). 
 
MOTIVAÇÃO EXTRÍNSECA - Sua vontade de 
criar deriva do desejo de obter sucesso ou de ser 
reconhecida pelo meio em que vive (grupo familiar, 
amigos, colegas de trabalho, etc.). Sua energia 
Importante 
 
 
“Em uma sociedadeque não se importe 
com a arte, o artista 
automaticamente 
passa a se esforçar 
menos. A pior coisa 
que pode acontecer 
para qualquer 
linguagem é que ela 
fique isolada e a 
pessoa não tenha 
com quem interagir. 
É imperativo que 
possamos dialogar 
com alguém para 
que a linguagem e a 
expressão se 
desenvolvam.” 
(Olafur Eliasson in 
Holm, 2007, p.13) 
 
 
:: CRIAR: 
 
 
É projetar a verdade 
interior. 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 34 
criadora é estimulada por influência externa. Há o 
desejo de ser notado, admirado por sua criatividade ou 
produto criativo. 
 
ABORDAGENS PSICODÉLICAS 
 
Procura-se enfatizar a expansão da consciência, 
com o objetivo de abrir novas fontes de inspiração e 
criação. 
 
Os processos de relaxamento e meditação são 
tidos como formas eficazes para um afrouxamento das 
barreiras perceptivas. 
 
A surpresa criativa quase sempre 
ocorre quando as pressões se 
dissolvem num momento de 
relaxamento ou rendição. 
 (Nachmanovitch, 1993, p.140) 
 
Questiona-se o uso de drogas, para a expansão 
da consciência, já que causa dependência física e 
psicológica, causando um descontrole do sujeito sobre 
seu processo criativo. 
 
ABORDAGEM INSTRUMENTAL 
 
Criatividade como propósito, analisada segundo 
os seus objetivos e finalidades. Nessa teoria, a 
criatividade è entendida através de seu produto. 
 
Sternberg & Lubart (1991) fazendo analogias 
com o mercado financeiro cria a "teoria da criatividade 
como investimento", dessa forma, de acordo com a 
teoria do investimento, o indivíduo criativo é aquele 
que compra baixo e vende alto. 
 
Várias são as abordagens teóricas que tentam 
dentro do seu entendimento explicar o que é 
criatividade e como ela se dá. As contribuições são 
Aula 1 | O que é criatividade? 35 
muitas e todas têm a sua verdade, já que, criatividade 
é um conceito dinâmico e mutável, varia em função do 
campo de conhecimento, da formação acadêmica do 
teórico/pesquisador, do momento, da época, do 
ambiente, da sociedade, da cultura, e principalmente 
do indivíduo. 
 
 
 
 
 
THE LITTLE BOY - (Helen E. Bucklay) 
 
Era uma vez um menino que ia à escola. Ele era 
bastante pequeno, e ela era uma grande Escola. Mas 
quando o menino descobriu que podia ir à sua sala 
sozinho, caminhando através da porta da rua, ele 
ficou feliz. E a escola não mais parecia tão grande 
quanto antes. Uma manhã, quando o garotinho 
estava na escola, a professora disse: “Hoje nós 
iremos fazer um desenho”. Que bom! pensou o 
menino. Ele gostava de fazer desenhos. Ele podia 
fazê-lo de todos os tipos: leões, tigres, galinhas e 
vacas, trens e barcos. E ele pegou uma caixinha de 
lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse: 
“Ainda não é hora de começar”. E ela esperou até 
que todos estivessem prontos. “Agora, disse a 
professora, nós iremos desenhar flores”. Que bom! 
pensou o menino. Ele gostava de desenhar flores. E 
ele começou a desenhar bonitas flores com seus 
lápis rosa, laranja e azul. Mas a professora disse: 
“esperem, vou mostrar como fazer”. E A FLOR ERA 
VERMELHA, COM O CAULE VERDE. Assim disse a 
professora: “Agora vocês podem começar”. O 
menino olhou a flor da professora, então olhou para 
a sua flor. Ele gostava mais de sua flor, mas não 
podia dizer isso. Ele virou o papel e desenhou uma 
flor IGUAL a da professora. ERA VERMELHA COM O 
CAULE VERDE. Num outro dia, quando o menino 
estava em aula ao ar livre, a professora disse: “Hoje 
iremos fazer alguma coisa com o barro”. Que bom! 
pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia 
fazer todos os tipos de coisas com o barro. : 
elefantes, e camundongos, carros e caminhões. E 
ele começou a amassar o barro. Mas a professora 
disse: “Esperem não é hora de começar”. E ela 
esperou até todos estarem prontos. “Agora, disse a 
professora, nós iremos fazer um prato”. Que bom! 
pensou o menino. Ele gostava de fazer pratos. E 
começou a fazer pratos de todas as formas e 
tamanhos. Mas a professora disse: “Esperem, vou 
mostrar como fazer”. E ela começou a mostrar a 
todos como fazer um prato fundo. “Assim”, disse a 
professora. O menino olhou o prato da professora. 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIO 1 
 
Correlacione as abordagens teóricas com as afirmativas 
sobre a criatividade: 
 
1- Abordagens Filosóficas 
2- Abordagens Psicológicas: Gestaltista 
3- Abordagem Sociológica 
Então olhou para o próprio prato. Ele gostava mais 
do seu próprio prato, do que do da professora. Mas 
ele não podia dizer isso. Ele amassou o seu barro 
numa grande bola novamente. Ele fez um prato 
igual ao da professora. Era um prato fundo. E mais 
cedo o menino aprenderia, a olhar, e a fazer coisas 
exatamente como as da professora. E muito mais 
cedo ele não fazia coisas por si próprio. 
Então aconteceu que o menino e sua família 
mudaram-se para outra casa em outra cidade. E o 
menino tinha que ir a outra escola. Esta escola era 
ainda maior do que a outra. Não havia porta da rua 
para sua sala. Ele tinha que subir grandes degraus, 
até sua sala. 
E, no primeiro dia ele estava lá. A professora disse: 
_ “Hoje nós vamos fazer um desenho.” 
_ Que bom! pensou o menininho. E ele esperou que 
a professora dissesse o que fazer. 
Mas, a professora não disse nada. Ela apenas 
andava pela sala. Quando veio até o menininho, 
disse: 
_ “Hoje nós vamos fazer um desenho.” 
_ Que bom! pensou o menininho. E ele esperou que 
a professora dissesse o que fazer. 
Mas, a professora não disse nada. Ela apenas 
andava pela sala. Quando veio até o menininho e 
disse: 
_ “Você não quer desenhar?” 
_ “Sim, disse o menininho, o que nós vamos fazer?” 
_ “Eu não sei até que você o faça”, disse a 
professora. 
_ “Como eu posso fazê-lo?”, perguntou o menino. 
_ “Da maneira que você gostar”, disse a professora. 
_ “E de que cor?”, perguntou o menininho. 
_ “Se todo mundo fizer o mesmo desenho, e usar a 
mesma cor, como eu posso saber quem fez o quê, e 
qual o desenho de cada um?” 
_ “Eu não sei”, disse o menininho. 
 
E ELE COMEÇOU A FAZER UMA FLOR VERMELHA, 
COM O CAULE VERDE. 
Aula 1 | O que é criatividade? 37 
4- Abordagens Psicoeducacionais: Cognitivista 
5- Abordagens Psicológicas: Psicanalistas 
6- Abordagens Psicológicas: Humanistas 
7- Abordagens Biológicas 
8- Abordagens Psicológicas: Comportamental 
9- Abordagem Instrumental 
10- Abordagens Psicodélicas 
 
(aaa) A criatividade está nas combinações que tem em 
sua fórmula operação mental do tipo produção 
divergente. 
(aaa) Se formos estimulados a ser criativos, 
responderemos de forma criativa. 
(aaa) Processo criativo = meio de reduzir tensões, 
aliviar certos impulsos. 
(aaa) A sociedade estabelece o que é criativo e sua 
utilidade. 
(aaa) A vida é criativa, se auto-regula, se auto-
organiza. 
(aaa) Ato criativo = procura de uma resposta para 
fechar uma gestalt. 
( ) Criatividade é um dom Divino. 
(aaa) Criatividade é o caminho para a auto-realização. 
(aaa) Expansão da consciência abre fontes de 
inspiração e criação. 
(aaa) A criatividade é entendida em função de seu 
produto. 
 
 
EXERCÍCIO 2 
 
Preencha as lacunas abaixo usando (A) para as 
funções do hemisfério esquerdo e (B) para as 
funções do hemisfério direito: 
 
(aaa) Recordações de fatos ou situações passadas. 
(aaa) Uso de analogias e metáforas. 
(aaa) Analisa, avalia, modifica,organiza. 
Aula 1 | O que é criatividade? 38 
(aaa) Processa melhor as informações de maneira 
seqüencial, lógica, linear, detalhista, organizada e 
analítica. 
(aaa) Apreende através da experiência e do contato 
direto com o material. 
(aaa) Processamento da informação de maneira global, 
emocional, não linear, sem lógica. 
(aaa) Emoção, intuição, fluência, flexibilidade, humor. 
 
 
 
EXERCÍCIO 3 
 
A criatividade é vista e sentida de várias formas. Como 
você definiria a criatividade? Por quê? 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
EXERCÍCIO 4 
 
Em sua opinião, quais as abordagens teóricas que 
explicam e justificam, de forma mais adequada, a 
criatividade do homem? Justifique a sua escolha: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
 
 
 
 
Aula 1 | O que é criatividade? 39 
RESUMO 
 
Vimos até agora: 
 
 A palavra “CRIATIVIDADE” tem sua origem 
etimológica na palavra “CRIAR”, derivada do 
Latim; 
 
 A manifestação da criatividade do homem 
tem sua origem, na época da pré-história, 
período anterior ao aparecimento da escrita; 
 
 Os questionamentos sobre a criatividade 
iniciaram no período da Grécia antiga; 
 
 Muitos são os teóricos e várias são as formas 
de conceituar e definir a criatividade; 
 
 As definições de criatividade pertencem a 
quatro categorias: do ponto de vista da 
pessoa que cria, por meio dos processos 
mentais, por influências ambientais e 
culturais, em função de seus produtos; 
 
 Existem diferentes abordagens e teorias que 
explicam a criatividade, são elas: Abordagens 
filosóficas, biológicas, psicológicas, 
psicoeducacionais, psicofisiológicas, 
sociológicas, psicodélicas, instrumental; 
 
 No processo criativo temos a atuação dos 
hemisférios cerebrais esquerdo e direito. Eles 
têm atuações diferentes e se inter-
relacionam; 
 
 Existe dois tipos de motivação que são 
determinantes na criatividade: motivação 
intrínseca e motivação extrínseca. 
 
 
 
 
A Pessoa Criativa 
 
Dina Lúcia Chaves Rocha 
 
A
U
L
A
 
2 
 
 
A
p
re
s
e
n
ta
ç
ã
o
 
 
Nesta aula iremos perceber a interferência que a criatividade tem 
sob o indivíduo. Conhecer as características que constituem uma 
personalidade criativa irá facilitar a identificação de um indivíduo 
criativo e qual atitude devemos incentivar e estimular para que a 
pessoa possa acessar a sua criatividade. Vale ressaltar que todos 
nós somos criativos, uns mais, outros menos. Mas, a criatividade 
é uma habilidade que pode ser estimulada e desenvolvida em sua 
plenitude. 
Ao estimular e trabalhar com a criatividade poderá perceber seus 
benefícios para a formação do autoconceito, da auto-estima e 
saúde mental. 
A pessoa criativa deve desenvolver a sua capacidade de expressão 
e comunicação através da arte ou técnicas criativas, favorecendo 
assim, a sua auto realização. 
 
 
O
b
je
ti
v
o
s
 
 
 
 
 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja 
capaz de: 
 
 Identificar e descrever sobre as características da 
personalidade criativa; 
 Entender de que forma algumas técnicas podem acessar e 
aumentar a criatividade do indivíduo. Saber como aplicá-las; 
 Reconhecer de que forma o trabalho criativo vai favorecer a 
construção de uma adequada auto-estima e saúde mental; 
 Desvendar a relação existente entre arte, lúdico e criatividade. 
Aula 2 | A pessoa criativa 42 
Introdução 
 
Podemos encontrar pessoas criativas em todas 
as partes, já que todos nós somos criativos. A 
criatividade é um potencial existente em todos os 
indivíduos. Cada pessoa tem uma forma de criar, de 
vivenciar o processo criativo, de acordo com as suas 
necessidades, motivações, interesses. 
 
Todos os seres humanos são criativos, uns mais 
outros menos. A criatividade, enquanto habilidade pode 
ser desenvolvida, estimulada, trabalhada. 
 
A pessoa criativa é aquela que constantemente 
se renova, se recria. Ao superar obstáculos e barreiras 
rapidamente reformula, re-significa, abandonando 
antigos conceitos e buscando novas possibilidades 
 
O indivíduo que busca a criatividade em si “deve 
estar pronto para abandonar o convencional e escolher 
novos caminhos.” (Thomas Holl – 
http://www.overmundo.com.br/overblog/trabalhando-
com-a-criatividade) 
 
Pessoas criativas têm níveis de 
consciência e atenção maior que as 
demais. Isto dá a elas uma 
sensibilidade elevada, além de estarem 
sempre dispostas a enxergar novas 
possibilidades e buscar relações entre 
as coisas. 
(Filho, 2005) 
 
Muitos são os autores que listam características 
das pessoas criativas, veja se você se identifica com 
alguma destas: Curiosidade, intuição, humor, 
originalidade, imaginação, flexibilidade, percepção, 
inteligência, questionador, comportamento 
investigativo, busca respostas detalhadas, persistência 
diante de obstáculos, determinação para explorar 
soluções alternativas, facilidade em gerar idéias, 
Para pensar 
 
 
A pessoa que usa a 
sua criatividade tem 
mais sucesso na 
vida, é mais feliz, 
tem uma vida mais 
engraçada e feliz. 
(Neto, 2004) 
 
 
Quer 
saber mais? 
 
 
Algumas destas 
características foram 
retiradas do artigo 
“Entendendo a 
Criatividade: o 
comportamento de 
pessoas criativas.” 
[http://www.espaco
academico.com.br/0
53/53silvafilho.htm] 
Mais detalhes na 
bibliografia. 
 
 
Introdução 42 
Características da 
personalidade criativa 43 
Como acessar e aumentar a 
criatividade? 51 
Estilos cognitivos – Estilo 
inovador e estilo adaptador 54 
Os sete pilares da criatividade 55 
Criatividade e auto-estima 56 
Criatividade e saúde mental 59 
Criatividade, arte e ludicidade 61 
Aula 2 | A pessoa criativa 43 
buscam soluções inovadoras, são ousados na busca de 
soluções, facilidade em abstrair e conceituar novas 
idéias, são independentes em suas atitudes, 
desenvoltura e desembaraço na execução de 
atividades, tolerância a situações de ambigüidade e 
desordem, mobilidade de raciocínio. 
 
Características da personalidade criativa 
 
FLUÊNCIA E FLEXIBILIDADE DE IDÉIAS 
 
Entende-se por fluência a capacidade de gerar 
grande número de idéias ou soluções, sem preocupação 
com os resultados, sem colocar barreiras. As idéias 
fluem. 
 
Osborn (1953) desenvolveu uma metodologia 
que favorece a fluência do pensamento. Este método é 
chamado BRAISTORM = “Tempestade de Idéias”. O 
objetivo desta técnica é fazer com que se exprima as 
idéias a medida que elas ocorram. Este método deixa 
fluir as idéias sem autocensura. 
 
Osborn (op cit.) acredita que quanto mais idéias 
concebermos, maiores serão as possibilidades de 
termos soluções inovadoras para as nossas questões, 
pois para ele quantidade conduz à qualidade. 
 
Já a flexibilidade possibilita a mudança de 
perspectiva, ou seja, mudança na classe ou nas 
categorias. Capacidade de mudar ou interpretar algo de 
forma diferente. Os conceitos rígidos restringem a 
liberdade de criar. 
 
Podemos distinguir a fluência da flexibilidade 
dando o seguinte exemplo: 
 
Questão:De que forma podemos trabalhar as 
técnicas criativas em sala de aula? 
Importante 
 
 
Pode-se classificá-la 
segundo o lugar de 
origem e a forma 
como se manifesta. 
Um exemplo de 
classificação por 
lugar de origem é a 
seguinte: 
 
 Criatividade 
individual: é a 
forma criativa 
expressa por um 
indivíduo 
 Criatividade 
coletiva ou de 
grupo: é a forma 
criativa expressa 
por uma 
organização, 
equipe ou grupo. 
Ela surge 
geralmente da 
interação de um 
grupo com o seu 
exterior ou de 
interações dentro 
do próprio grupo. 
 
http://pt.wikipedia.o
rg/wiki/Criatividade
#Processo_criativo 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 44 
Resposta com fluência: Podemos oferecer 
materiais para pintura com guache, pintura com 
aquarela, tinta acrílica, hidrocor, pintura a dedo 
(Grande número de idéias, porém, dadas no mesmo 
sentido – pintura). 
 
Resposta com fluência e flexibilidade: 
Trabalhar a espontaneidade através do desenho com 
carvão, giz de cera, pastel, pintura de madeiras, 
pintura com diversas tintas, modelagem com argila, 
massinha de modelar, música, dança, teatro de 
bonecos, fantoches, dedoches, escrita criativa, poemas, 
poesias, rimas, versos, recorte e colagem, tecelagem 
(Grande número de idéias, como também, observamos 
mudanças nas técnicas, classes, categorias). 
 
A diversidade e a flexibilidade surgem 
do intercâmbio entre um máximo de 
variáveis que servem ao nosso 
propósito. 
(Nachmanovitch, 1993, p.110) 
 
Diversas estratégias foram elaboradas para 
desenvolver a fluência e a flexibilidade no pensamento 
criativo. 
 
SCANCEA = Estratégia criada por Eberle (1971) 
com o objetivo de favorecer o olhar do indivíduo sob 
diferentes aspectos, exercitando a fluência e 
flexibilidade de idéias no pensamento criativo. 
 
S= substituir – Que outro material? 
Outro local? Outro processo? 
C= combinar – Juntar idéias? Juntar 
propósitos? Juntar aparências? 
A= adaptar – O que mais em lugar 
disso? O que e aumentar isso lembra? 
O que mais adicionar? Tornar maior? 
Mais freqüente? Multiplicar? Exagerar? 
M= modificar – Outra cor? Outro som? 
Outra forma? Outro sabor? 
C= colocar para – Que outras pessoas 
podem usar isso? outros usos Em que 
lugares posso fazer uso disto? 
Para 
navegar 
 
 
Neste site você pode 
pesquisar sobre: 
Brainstorming na 
educação 
 
[http://pt.wikipedia.
org/wiki/Brainstormi
ng#Brainstorming_n
a_educa.C3.A7.C3.A
3o] 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 45 
E= eliminar – Diminuir? Subtrair? 
Condensar? Dividir? 
A= Mudar de padrões? Outra 
aparência? Outra seqüência? Outra 
fórmula? 
 (Wechsler, 2002, p.75) 
 
Brainstorm e Scancea são as duas técnicas mais 
conhecidas entre as pessoas que trabalham e 
pesquisam sobre a criatividade. 
 
IDÉIAS ORIGINAIS E INOVADORAS 
 
A pessoa criativa tem como característica 
formular idéias originais e incomuns, inusitadas, 
diferentes e raras para uma determinada situação. 
 
A originalidade pode ser entendida 
como: novidade, quebra de padrões 
habituais de pensar, capacidade para 
produzir idéias raras ou incomuns, uso 
de situações ou conceitos de modo não 
– costumeiro, habilidade para 
estabelecer conexões distantes e 
indiretas ou resposta infreqüente 
dentro de um determinado grupo de 
pessoas. 
(Torrance in Wechsler, 2002, p.76) 
 
SENSIBILIDADE INTERNA E EXTERNA 
 
A sensibilidade interna nos permite entrar em 
contato com nossos sentimentos e desconforto interno. 
Já a sensibilidade externa, nos possibilita a descoberta 
de falhas na informação dada ou adquirida. 
 
Ser sensível aos movimentos externos e internos 
é primordial para o início do processo criativo, onde 
percebemos a necessidade de uma resposta, solução, 
criação. 
 
Torrance (1979) enfatiza a importância da 
emoção. Fala também, da importância de estarmos 
apaixonados por um projeto. 
Importante 
 
 
Todo ser humano 
possui criatividade 
em diferentes 
habilidades. 
Acredita-se que a 
habilidade criativa 
das pessoas estejam 
de certa forma 
ligadas a seus 
talentos. 
 
 
Para 
navegar 
 
 
No site: 
www.pensediferente
.com.br, você 
poderá pesquisar 
mais sobre 
criatividade. 
 
 
Para pensar 
 
 
“(...) o elemento 
que de fato cozinha 
o refogado criativo é 
a paixão.” 
(Goleman, Kaufman 
e Ray, 1992, p.26) 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 46 
A paixão “é como o fogo sob a panela”, explica 
Amabile. “Ele realmente aquece tudo, mistura os 
sabores e faz o tempero penetrar nos ingredientes 
básicos a fim de produzir algo que tenha um sabor 
maravilhoso.” (Amabile in Goleman, Kaufman e Ray, 
1992, p.27) 
 
Ainda em Torrance (op.cit) encontramos 
comentários sobre a importância das técnicas de 
relaxamento para entrar em contato consigo mesmo e 
sua influência sobre a produção criativa. O relaxamento 
favorece o fluxo criativo. 
 
FANTASIA E IMAGINAÇÃO 
 
Um dos principais “combustíveis para a 
criatividade” é, sem dúvida, a imaginação. Muitos são 
os autores que reforçam esta idéia e enfatizam, em 
seus trabalhos de pesquisa, a importância de trabalhar 
a imaginação da criança a fim de favorecer a sua 
criatividade. 
 
A fantasia, desde a mais tenra 
infância, pode ser observada como 
uma oportunidade para a resolução de 
problemas. Situações como a 
necessidade de ter amigos, ocasiões 
de medo ou a identificação com os 
papéis masculino e feminino são 
basicamente trabalhadas através de 
jogos imaginários, histórias e 
dramatizações. 
(Klinger in Wechsler, 2002, p.82) 
 
Podemos trabalhar a imaginação e a fantasia das 
crianças, desde cedo, através dos contos de fadas, das 
histórias, dos desenhos infantis, das cantigas, das 
cirandas, das lendas folclóricas, na criação de 
personagens, nas representações, na criação de 
máscaras, fantoches, dedóches, etc. 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 47 
ABERTURA AS NOVAS EXPERIÊNCIAS, 
INDEPENDÊNCIA DE JULGAMENTOS E 
INCONFORMISMO 
 
Ao permanecermos flexíveis e abertos a novas 
possibilidades, novas experiências, vivenciamos 
facilmente momentos de criatividade. 
 
As características do inconformismo e 
independência de julgamento fazem com que o 
indivíduo acredite nas suas idéias, independente do que 
o outro pensa ou acredita. O indivíduo criativo não se 
conforma com as ‘verdades inquestionáveis’ e 
‘absolutas’, tem dificuldade em obedecer aos ‘padrões 
habituais de pensar’. Sendo assim, segundo Rogers 
(1977) o indivíduo criativo busca um “lugar interno de 
avaliação”. 
 
O conformismo acarreta falta de 
confiança em si próprio e enfraquece o 
poder criativo da pessoa ao lhe retirar 
a fé nos pensamentos e poder de 
imaginação. O conformismo inibe a 
habilidade de sentir e pensar sobre a 
realidade e a falta de contato com o 
real arruína totalmente o pensamento 
criativo. 
 (Crutchfield, 1963, p.120) 
 
USO DE ANALOGIAS OU COMBINAÇÕES 
INCOMUNS 
 
O pensamento criativo é possível a partir da 
combinação, aproximação, da junção, conexão, 
correlação, combinação, justaposição. 
 
Muitas inovações são resultado da 
justaposição de elementos ou idéias 
que comumente não aparecem juntos, 
ou da descoberta de um padrão oculto 
de conexões entre as coisas. Analogias 
e comparações ajudam a inserir as 
coisas num contexto novo ou a 
contemplá-las de um ponto de vista in- 
Importante 
 
 
A inflexibilidade e a 
rigidez dificultam o 
processo criativo do 
ser humano. 
 
 
Importante 
 
 
ANALOGIAS= 
Semelhança depropriedades, 
funções, etc., sem 
igualdade completa. 
(p.36) 
 
 
METÁFORAS= Uso 
de uma palavra em 
sentido diferente do 
próprio e que se 
fundamenta numa 
relação de 
semelhança 
subentendida entre 
o sentido próprio e o 
figurado: Esta 
cantora é um 
rouxinol (a analogia 
está na beleza do 
canto). (p.402) 
 
(Dicionário 
Michaelis, 2004) 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 48 
teiramente original. 
(Goleman, Kaufman e Ray, 1992, 
p.30) 
 
A mente humana é capaz de brincar com as 
idéias, com os conceitos, com as formas, cores e obter 
sobreposições improváveis invertendo as coisas na 
mente e imaginando possibilidades diversas. 
 
Gordon (1961) sistematiza através da “Técnica 
Sinética” a importância de buscar conexões para o 
processo do pensamento criativo. 
 
Técnica Sinética = Á partir de diferentes tipos 
de analogias, fazemos o que é familiar parecer estranho 
e o que é estranho, parecer familiar. 
 
As pessoas criativas apresentam uma 
‘mobilidade’ de raciocínio incrível. Elas 
conseguem, facilmente, perceber e 
encontrar novas abordagens e 
perspectivas onde idéias e soluções 
podem ser empregadas. Também, elas 
têm a tendência de trabalhar com 
idéias contrárias e não relacionadas 
durante o processo criativo. Além 
disso, elas fazem uso de analogias e 
metáforas quando em busca de uma 
solução ou quando tentam contestar 
alguma suposição. 
(Filho, 2005) 
 
IDÉIAS ENRIQUECIDAS E ELABORADAS 
 
As idéias que surgem do “insight”, muitas das 
vezes, são confusas e incompletas. A elaboração e o 
enriquecimento transformam a idéia em produto. 
 
O enriquecimento seria o embelezamento 
necessário para tornar a idéia ou produto atraente. 
Valorizar o produto (resultado) do pensamento criativo. 
A elaboração viria completar esse processo vendendo 
o produto ou procurando a sua aceitação. 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 49 
Segundo Wechsler (2002) a elaboração: 
 
É uma característica criativa 
importante a ser desenvolvida, pois, 
muitas vezes, o indivíduo tem um 
grande número de idéias diferentes, 
mas as expressa de maneira rude ou 
sem trabalhar as suas formas finais, 
podendo perder a possibilidade de 
conseguir a sua aceitação. 
 (p.91) 
 
PREFERÊNCIA POR SITUAÇÕES DE RISCO, 
MOTIVAÇÃO E CURIOSIDADE 
 
A pessoa criativa se sente motivada pelos 
desafios, muitas das vezes, corre riscos para investigar, 
pesquisar sobre algo e até para colocar as suas idéias 
em prática. 
 
A curiosidade motiva os questionamentos, as 
buscas a criação de possibilidades e respostas para as 
questões. 
 
A motivação e a curiosidade são 
componentes essenciais da coragem 
de se arriscar. Nesse sentido, o 
indivíduo está tão curioso e motivado 
para saber que não se importa com os 
riscos que possa correr na procura da 
verificação de suas idéias. 
(Torrance apud wechsler, 2002, p.96) 
 
Confiar em si e ter fé nas suas idéias faz com 
que não tenha medo de se arriscar. O medo de 
decepcionar, de errar, de fracassar, faz com que 
algumas pessoas desistam e abandonem seus projetos. 
A coragem é primordial para a auto-realização criativa. 
 
HUMOR, IMPULSIVIDADE E ESPONTANEIDADE 
 
Brincar com as idéias fazendo combinações, 
comparações e associações incomuns e engraçadas faz 
parte da espontaneidade e impulsividade, 
Aula 2 | A pessoa criativa 50 
características necessárias ao momento de criação. 
 
Impulsividade e espontaneidade levam ao 
inesperado, ao elemento surpresa, que é essencial para 
as situações de humor. 
 
CONFIANÇA EM SI MESMO E SENTIDO DE 
DESTINO CRIATIVO 
 
O indivíduo que tem um autoconceito positivo 
se sente seguro, acredita mais em si, nos seus valores 
e nas suas ideias. Não tem medo de se arriscar. Sabe 
aonde quer chegar o que pretende realizar, criar. 
Acreditar nas suas ideias e ter a devida noção do que 
fazer e como, é resultado do sentido de destino 
criativo. 
 
Uma pessoa segura sabe onde quer e precisa 
chegar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maslow (1968) & Mackinnon (1978), também 
fizeram uma escala das características encontradas 
em pessoas criativas: 
 
 habilidade para expressar emoções; 
 habilidade para realizar suas fantasias, inspirações; 
 habilidade de corer riscos/coragem; 
 não conformistas/ individualistas; 
 dificuldade a submeterem-se a regras rígidas, 
horários; 
 receptivas a pensamentos que a sociedade 
considerada anormais ou excêntricos; 
 automotivados; 
 persistentes/qualidade indestrutível; 
 habilidade para abordar um problema por uma 
variedade de pontos de vista; 
 gostam de fazer as coisas de maneira diferentes; 
 curiosos; 
 aventureiros; 
 envolvidos apaixonadamente em seu projeto; 
 senso de destino criativo – acreditam que têm de 
fazer alguma coisa; 
 inovadores; um sentido de missão; 
 impulsivos; 
 habilidade de acessar regiões mais profundas do 
inconsciente; 
 habilidade de sentir imensamente; 
Aula 2 | A pessoa criativa 51 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como acessar e aumentar a criatividade? 
 
Daniel Brown (s/d, pp. 14 à 18), em seu livro 
“Série Fundamentos da Arteterapia”, aponta: Sete 
caminhos para acessar e aumentar a criatividade. 
 
1º Zele por Você 
 
O autor diz que para ser criativo é preciso 
sentir-se relaxado e livre. A meditação é muito útil para 
isto, assim como fazer pausas para descansar da 
agitação incessante do dia a dia. Sempre que possível, 
reserve um tempinho para você, sem exigências nem 
interrupções, assim vai poder escolher se quer ouvir 
música ou curtir o silêncio, a forma como iluminar o 
ambiente, luz elétrica ou de velas. 
 
 tentam usar o tempo produtivamente – valorizam 
cada momento; 
 geralmente otimistas e abertos a novas idéias; 
 criar novos modelos; 
 ingênuos; 
 capacidade para gerar um grande numero de 
idéias a partir de um dado problema ou situação; 
 habilidade para ir além da essência de algo, vendo 
além de todas as abstrações intelectuais; 
 habilidade de ultrapassar fronteiras do pensamento 
tradicional para alargar e quebrar fronteiras; 
 perceptivas às necessidades do futuro, habilidade 
par pensar globalmente; 
 abertos a novas experiências; 
 idealistas em vez de práticos; 
 amplitude de interesses; 
 não aceitam comportamento sexual estereotipado; 
 usam o humor como meio de expressar idéias; 
 habilidade de pensar simbolicamente e expressar o 
self interior; 
 habilidade de expandir estimulação sensorial: 
visual, tátil, olfativa, sinestésica, gustativa e 
auditiva; 
 habilidade de apreciar a solidão; 
 habilidade de pensar metaforicamente. (D. 
Mackinnon & A. Maslow apud Bello, 2003, p.222) 
Aula 2 | A pessoa criativa 52 
2º Quebre Padrões Pré-Estabelecidos 
 
Faça algo diferente: diga “oi” a um estranho; 
volte para casa por um caminho diferente; assista ao 
filme que normalmente não assistiria. Se você não tem 
o hábito de ouvir música, vá a um concerto; se você 
costuma ouvir músicas clássicas, vá a um show de 
rock. Visite uma galeria de arte; compre um livro sobre 
arquitetura; experimente uma comida diferente. 
Expanda os limites do que você faz. Quebrar a rotina 
pode ser ótimo. 
 
3º Aproveite os Relacionamentos Criativos 
 
Freud descreveu a criatividade como sendo uma 
energia sexual sublimada e canalizada para a 
criatividade. Algumas pessoas acreditam que são mais 
criativas quando não estão se relacionandosexualmente, como se toda a energia sexual estivesse 
alimentando a criatividade. 
 
Gayle Delaney, autora do livro “Sexual Dreams: 
Why We Have Them And What They Mean (Sonhos 
sexuais, por que os temos e o que significam), diz: 
 
Não se trata de uma questão de 
desperdício de energia sexual, mas sim 
de um problema interpessoal, que 
drena tanto tempo quanto energia em 
geral. Dependendo de sua natureza e 
qualidade, um relacionamento pode 
ser um exemplo de esforço criativo ou 
uma fonte de energia criativa. 
 
4º Use Seus Sonhos 
 
Observe seus pensamentos e sentimentos em 
relação aos seus sonhos. Pense a respeito: 
 
 Dos personagens – são gatunos misteriosos, 
cavalos, seu ex relacionamento, ou seu 
chefe?; 
Dica da 
professora 
 
 
No final desta aula 
tem um texto de 
Clarisse Lispector, 
que enfatiza a 
mudança de hábitos 
pré-estabelecidos, 
leia e reflita. 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 53 
 Do cenário; 
 Dos objetos presentes no sonho – identifique-
os e faça associações livres com qualquer 
coisa que lhe venha à mente quando você 
pensa em cada um deles; 
 Das ações no sonho – quem fez o quê? 
Quando? 
 
5º Desperte Seus Sentidos 
 
Não importa onde você esteja ou o que esteja 
fazendo, sempre está acontecendo alguma coisa ao seu 
redor e dentro de você. Use seus sentidos para 
responder ao seu ambiente: procure padrões nas 
formas e cores ao seu redor, e nos ritmos dos sons que 
você escuta. 
 
6º Experimente Todas as Formas de Arte 
 
É importante explorar todas as formas de arte e 
experimentar as diferentes maneiras de ver as coisas. 
 
Se você praticar diferentes formas de arte, ficará 
mais apto em cada uma delas. 
 
Permita que a criatividade permeie todas as 
áreas de sua vida. 
 
Como Robert Henri (in Brown, s/d, pp. 17 e 18) 
disse em seu livro The Art Spirit (O Espírito da Arte): 
“Quando o espírito artístico está vivo dentro de alguém, 
qualquer que seja seu tipo de trabalho, ele se torna 
mais criativo, curador, realizador e expressivo.” 
 
7º Cuidado com as Críticas 
 
Muitas pessoas começam a pintar ainda 
crianças. Elas jogam cores e formas em um pedaço de 
papel, fazem bagunça e ninguém liga. Podem até ser 
:: Objeto Criativo: 
 
 
É espelho da auto-
expressão. 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 54 
elogiadas. É muito divertido! Então elas crescem e a 
liberdade desaparece. As críticas chegam e mostram 
como devem ficar envergonhadas consigo mesmas e 
com o seu trabalho. 
 
Ganhe coragem! Não deixe seu crítico interior 
dominá-lo. 
 
Estilos cognitivos – Estilo inovador e 
Estilo adaptador 
 
Após conhecer os estilos cognitivos apontados 
pelo pesquisador Kirton (1987) em seu livro: “Adaptors 
and Innovator Cognitive Style and Personality”, 
poderemos conhecer melhor a dinâmica individual de 
nossos alunos. Guzzo (1987) concluiu em suas 
pesquisas que a maioria dos professores desconhecem 
os estilos de aprender de seus alunos. 
 
A conceituação de estilos de aprender 
vem modificar a noção de dificuldades 
de aprendizagem. Ao invés de vermos 
a patologia, procuramos entender mais 
a saúde, ou seja, quais são os estilos 
ou maneiras preferenciais de aprender 
dos estudantes e como entendê-los 
nas salas de aula. 
(wechsler, 2002, p.160) 
 
Kirton (1987) ao pesquisar sobre estilos 
cognitivos e criatividade, concluiu que existem dois 
estilos, o estilo adaptador e o estilo inovador. Através 
do instrumento avaliativo que criou chegou a algumas 
características destes dois estilos, são elas: 
 
Para refletir 
 
 
Já conseguiu 
identificar qual o seu 
estilo? E do seu 
aluno? Qual o estilo 
do seu cliente? 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 55 
 
ESTILO ADAPTADOR ESTILO INOVADOR 
 
O indivíduo é mais detalhista, procura 
aperfeiçoar os produtos já existentes. 
Gosta de precisão, eficiência, 
prudência, disciplina. 
Preocupa-se mais em resolver 
problemas do que encontrar novos. 
É lógico, seguro, dependente. 
Raramente quebra as regras e 
somente o faz quando tem apoio 
grupal. 
O indivíduo tem pensamento mais 
global, idéias originais, diferentes, mas 
apresenta alguma dificuldade em 
elaborá-las e executá-las. 
É indisciplinado, gosta de arriscar-se, 
inconformista. 
Gosta de descobrir problemas e novas 
maneiras de solucioná-los. 
É pouco prático, ilógico. 
Tem pouco respeito por hábitos e 
padrões. 
(Kirton in Wechsler, 2002, pp.154, 155) 
 
Os sete pilares da criatividade 
 
Kohl e Gainer (2002, p.10) fazem as seguintes 
citações, sobre o que chamam de pilares da 
criatividade, no livro Fazendo Arte com as Coisas da 
Terra: 
 
1º Pilar: Autoconfiança - Respeite as ideias e 
os esforços da criança. Deixe que ela sinta o gosto de 
ter realizado algo, proporcionando-lhe tempo e espaço 
para usar sua criatividade. Ela precisa de movimentos 
livres, para trabalhar suas ideias e soltar a imaginação. 
 
A mente que se abre para uma nova 
idéia, jamais volta ao tamanho natural. 
(Albert Einstein) 
 
2º Pilar: Permitir Demonstrações de 
Individualidade - Diga à criança que não está errado 
ela querer dançar em um compasso diferente. É bom 
que tente romper com a trivialidade, com o lugar-
comum. 
 
3º Pilar: Explorar e Pensar - Estimule a 
criança a pensar em todos os aspectos e possibilidades 
do projeto, mas, antes, deixe que ela o explore e 
experimente, sem receber críticas. Depois testar, à 
vontade – com materiais e ideias – o projeto que ela 
tem em mente: ele e seu plano de ação irão ajustar-se. 
Quer 
saber mais? 
 
 
“PILAR – Estrutura 
vertical que sustenta 
uma construção; 
coluna.” (Bueno, 
2004) 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 56 
4º Pilar: Participar - Pôr a criança em contato 
com novas experiências e atividades, eventos culturais 
ou jogos, estimula sua imaginação e originalidade. 
Providencie materiais para a criança explorar, sem que 
haja um objetivo determinado. 
 
5º Pilar: Respeitar - A criança deve ser 
estimulada a respeitar suas próprias ideias e as ideias 
das pessoas que a cercam, para que outras propostas 
possam surgir. Ficar vigiando uma criança, provocar 
competição, ou restringir escolhas pode provocar-lhe 
inibição. 
 
6º Pilar: Dar Liberdade à Imaginação - 
Deixe a criança dar asas à imaginação, sem receios de 
críticas ou controle. As pessoas criticadas, quando 
soltam à imaginação, bloqueiam a criatividade. Trate a 
imaginação como algo positivo e divertido. 
 
7º Pilar: Pensar e Inovar - Encoraje a criança 
a encontrar novos caminhos. A inovar, experimentar e 
explorar... e até errar! Aprender com erros, em plena 
atividade, é a melhor experiência que uma criança pode 
ter. A cada dia, novas descobertas irão surgir! 
 
Criatividade e auto-estima 
 
Através da prática criativa temos a oportunidade 
de trabalhar a auto-estima dos nossos alunos. A cada 
produção a criança vai se sentindo capaz e feliz por 
realizar algo, vai se sentindo valorizada, 
autoconfiante. 
 
A auto-estima é a aceitação que o indivíduo 
tem de si mesmo. As críticas positivas e os elogios 
possibilitam a construção de um autoconceito e uma 
auto-estima positiva. O indivíduo que tem uma 
auto-estima inadequada se sente inútil, insuficiente, 
incapaz, culpado, inferior, inadequado, é extremamente 
Importante 
 
 
A criatividade deve 
ser vista como um 
processo a ser 
cultivado, que 
conduz ao 
autoconhecimento e 
a liberdade interior. 
 
 
Quer 
saber mais?Branden (1997) “vê 
a auto-estima como 
a saúde da mente e 
uma necessidade 
humana 
fundamental, pois o 
ser humano sem 
auto-estima não 
pode realizar o seu 
potencial (...).” (in 
Golinelli & Santos, 
2002, p. 46) 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 57 
passivo, não se aceita, não acredita e não confia em si, 
não se valoriza, não se ama. 
 
AUTO-CONCEITO POSITIVO 
 
 
AUTO-ESTIMA 
ADEQUADA/POSITIVA 
 
 
AUTOCONFIANÇA 
(CONFIANÇA EM SI MESMO) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Auto-realização “A presença no ser humano de 
uma necessidade de crescer numa direção que pode 
ser sumarizada em geral como auto-realização, quer 
dizer, ele tem dentro de si uma pressão para 
caminhar em direção à unidade da personalidade, 
em direção à expressividade espontânea, em 
direção à completa identidade e individualidade, em 
direção à criatividade, à bondade e muito mais. Isto 
é, o ser humano é constituído de uma tal maneira 
que se encaminha para ser mais e mais completo e 
isso significa uma pressão para se orientar no 
caminho daquilo que as pessoas chamam de bons 
valores, serenidade, benevolência, coragem, 
honestidade, amor, altruísmo e bondade.” (Maslow, 
1968, p. 155) 
Auto-estima é a vivência de sermos apropriados à 
vida e às exigências que ela coloca. Mais 
especificamente, auto-estima é... 
1. A confiança em nossa capacidade de pensar e 
enfrentar os desafios básicos da vida. 
2. A confiança em nosso direito de ser feliz, a 
sensação de que temos valor, de que somos 
merecedores, de temos o direito de expressar 
nossas necessidades e desejos de desfrutar os 
resultados de nossos esforços (Branden in Golinelli & 
Santos, 2002, pp. 48 e 49) 
“Autoconceito diz respeito à imagem subjetiva que 
cada pessoa tem de si mesma e que passa a vida 
tentando manter e melhorar. Ele é formado pelas 
crenças e atitudes que as pessoas têm a respeito de 
si próprio, sendo altamente influenciado pela sua 
percepção do que os outros pensam dela. Constitui 
um determinante importante da pessoa que somos; 
determina ainda o que pensamos a respeito de nós 
mesmos, o que fazemos e o que acreditamos que 
podemos fazer e alcançar.” (Alencar apud Virgolim, 
Fleith & Pereira, 2003, p. 22) 
Aula 2 | A pessoa criativa 58 
Valorize cada produção de seu aluno, cada 
movimento, cada pensamento, cada realização, por 
mais simples que seja. Não temos como objetivo 
criações de “obras de arte”, mas sim de transformar o 
trabalho com a criatividade, em um canal de auto-
realização e auto-expressão. 
 
Os conceitos de criatividade e o de 
uma pessoa saudável e auto-realizada, 
ou de uma pessoa totalmente 
desenvolvida, parecem estar se 
tornando, cada vez mais e mais, 
próximos um do outro e podem 
mesmo acabar por ser uma só coisa. 
(Maslow in Yau, 1991, p.54) 
 
Johnson (1991) nos chama a atenção para 
quatro elementos básicos que favorecem a auto-
estima: O pertencer (sentimento de ser amado, ser 
respeitado, fazer parte - inclusão); O ser único 
(sentimento de ser especial e gostar de ser diferente - 
unicidade); O poder (segurança em resolver 
problemas, em assumir responsabilidades – atitude); 
Ter modelos (pessoas que sirvam de modelos nos 
seus objetivos e atitudes perante a vida – referências). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os Seis Pilares da Auto-Estima 
 
Branden (1997) em seus estudos determina a 
sustentação da auto-estima por seis pilares, são 
eles: 
Primeiro Pilar - A prática de viver 
conscientemente = Ter consciência das nossas 
necessidades, dos nossos objetivos, assumi-los e 
prioriza-los. 
“(...) viver conscientemente significa querer estar 
ciente de tudo o que diz respeito a nossas ações, 
nossos propósitos, valores e objetivos – ao máximo 
de nossa capacidade, qualquer que seja ela – e 
comportar-nos de acordo com aquilo que vemos 
conhecemos.” (Branden, 1995, p.98) 
Segundo Pilar - A auto-aceitação = Ter 
consciência dos nossos pontos negativos, não só os 
positivos. Não posso mudar e melhorar o que 
desconheço. 
Terceiro Pilar - A prática da auto-
responsabilidade = Ter a responsabilidade de 
resolver nossos próprios problemas, não criar a 
expectativa de ser salvo por alguém. 
Aula 2 | A pessoa criativa 59 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Criatividade e saúde mental 
 
Através de alguns autores poderemos perceber 
os benefícios obtidos com a prática criativa. Já que a 
criatividade, por si só, já é curativa. 
 
Uma das mais recentes aplicações da 
arte é o seu uso terapêutico. Como foi 
possível observar, através das páginas 
anteriores, a arte tem uma relação 
muito bem definida com a 
personalidade do seu criador. Essas 
influências da arte sobre o indivíduo 
têm aplicações terapêuticas. 
Compreende-se facilmente a utilização 
da arte como saída emocional. Assim 
como nos sentimos melhor depois de 
havermos falado com alguém, a 
respeito dos nossos problemas, as 
pessoas se sentem melhor, quando 
podem libertar-se de suas tensões, por 
meio da expressão artística. Para 
entender e interpretar as fases do 
processo terapêutico, é necessário 
estudar o significado psicológico e 
terapêutico das artes. 
(Lowenfeld, 1954, p.222) 
 
O trabalho criativo faz com que o indivíduo ao 
criar entre em contato com sentimentos, sensações, 
conteúdos internos, muitas das vezes desconhecidos. O 
trabalho com a criatividade favorece o fluxo de 
informações, imagens, sentimentos, sensações do 
inconsciente para o consciente, o mesmo acontece do 
consciente para o inconsciente. Este fluxo é saudável, 
Quarto Pilar - A prática da auto-afirmação = 
Sustenta a auto-estima como é a manifestação da 
mesma. 
Quinto Pilar - Atitude de viver 
intencionalmente = Corresponde à auto-
responsabilidade. Caracteriza ter controle da própria 
vida, tomar atitudes quando e se necessário. 
Sexto Pilar - A prática da integridade pessoal = 
Traduz a integração das idéias, das convicções, das 
crenças e do comportamento. A quebra da 
integridade fere a auto-estima, só a prática da 
integridade poderá curá-la. 
Quer 
saber mais? 
 
 
Transmutar – 
transmudar. 
 
Transmudar – 
Fazer passar a 
outro, tornar 
diferente, alterar, 
mudar. 
 
Transmutação – 
Ação ou efeito de 
transmutar. 
 
Transformar - Dar 
nova forma, tornar 
diferente do que 
era, metamorfosear, 
transfigurar. 
 
Transcender- Ser 
superior, exceder, 
ultrapassar,elevar-
se. 
 
(Bueno, 2004) 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 60 
já que possibilita a troca de imagens, sentimentos, 
sensações, informações desagradáveis, dolorosas, 
negativas, por positivas. 
 
Quando criamos colocamos um pouco de nós, do 
nosso universo interior no que fazemos, na nossa 
criação, dessa forma, temos a oportunidade de entrar 
em contato com o nosso universo interior e conhecê-lo 
um pouco mais. Só assim poderemos entender, mudar, 
transformar, significar, re-significar, transmutar, 
transcender, se e quando necessário. 
 
Caminhar criativamente é ter a 
possibilidade de concretizar, de dar 
forma às sensações, aos sentimentos 
ou às imagens que estão inconscientes 
ou reprimidas. E, ao ganhar 
concretude, podem transmutar, 
transformar, ou transcender. 
(Chieza, 2004, p. 40) 
 
Achterberg em seus estudos constatou que: 
“(...) quando uma pessoa está imersa em um processo 
criativo, produz o mesmo tipo de onda cerebral que se 
produz nos processos de cura.” (apud Chieza, 2004, p. 
44) 
 
Ciornai(2000) diz que o novo traz vida. Em seu 
livro enfatiza a importância da atividade criativa, que 
pode ser muito curativa, pois aponta novos caminhos e 
explora aspectos positivos de qualquer pessoa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nise da Silveira (Psiquiatra) em seus trabalhos, 
com doentes mentais, fez uso da arte com fins 
terapêuticos. 
Nise estudava as relações entre a arte e loucura. Ela 
acreditava que pela arte, pessoas privadas da 
consciência conseguiriam se comunicar e se 
expressar, o que lhes ia na alma. Trabalhou no 
Hospício da Praia Vermelha e no Centro Psiquiátrico 
Pedro II, nesses hospitáis montou oficinas de 
criação artística e em vez de dar eletrochoques, 
remédios e coloca-los em camisas-de-força, ela pôs 
seus clientes para pintar, fazer teatro, modelar. 
Aula 2 | A pessoa criativa 61 
 
 
 
 
 
 
 
 
Criatividade, arte e ludicidade 
 
A arte é um meio de comunicação, não verbal, 
que possibilita a expressão dos sentimentos, do 
conhecimento, dos conteúdos internos. 
 
Ao lidar com a arte, vamos despertando, pouco 
a pouco, a nossa imaginação, percepção, cognição, 
criatividade, e a sensibilidade de se expressar 
livremente através das linhas, das cores, das formas, 
da música, da dança, poesia, da pintura, entre outras 
técnicas. Dessa forma se torna altamente lúdico o 
trabalho com a arte. 
 
Ao comparar as atividades lúdicas das crianças e 
as atividades artísticas encontraremos mais igualdades 
do que diferenças: 
 
 Ambas constituem atividades 
desinteressadas, sem qualquer fim utilitário, 
que não seja o da ação em si; 
 Ambas proporcionam prazer as quem as 
pratica; 
 Ambas brotam espontaneamente, emergindo 
do mais profundo do ser psíquico, como 
pulsões com imperiosa necessidade de ser 
satisfeitas; 
 Ambas produzem envolvimento afetivo-
emocional, delícia, paixão, êxtase, estados de 
exaltação; 
Fundou o Museu da Imagens do Inconsciente para 
abrigar as obras de seus clientes. Atualmente este 
Museu conta com mais de 350 mil obras de arte. 
Nise da Silveira faleceu no dia 31 de outubro de 
1999, aos 94 anos. Seu trabalho se tornou 
referência no mundo inteiro. 
Quer saber mais sobre esta mulher brilhante e seu 
trabalho? 
Visite o site: www.ccs.saude.gov.br 
Dica da 
professora 
 
 
Quando falamos em 
ARTE, estamos nos 
referindo às 
produções. Sejam 
elas “simples 
técnicas” aplicadas 
em uma sala de 
aula, atelier, 
consultório, ou as 
obras de arte 
encontradas em 
museus, exposições. 
 
 
Aula 2 | A pessoa criativa 62 
 Ambas requerem imaginação, invenção, 
criatividade, estando estreitamente ligadas ao 
novo, à inovação, ao original ao inédito, ao 
fora do vulgar; 
 Ambas se dirigem para algo espiritual, para 
algo que é belo, que é bom, que é o bem, que 
satisfaz plenamente. 
 
 
 
 
A Bela Perspectiva da Mudança 
(Clarice Lispector) 
 
Mude, mas comece devagar porque a direção é mais 
importante que a velocidade; 
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa, 
mais tarde,mude de mesa; 
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua, 
depois, mude de caminho, ande por outras ruas, 
calmamente, observando com atenção, os lugares 
por onde você passa; 
Tome outro ônibus, mude por uns tempos o estilo 
das roupas, dê os seus sapatos velhos, procure 
andar descalço alguns dias; 
Tire uma tarde inteira para passear livremente na 
praia ou no parque e ouvir o canto dos passarinhos; 
Veja o mundo de outras perspectivas, abra e feche 
as gavetas e portas com a mão esquerda; 
Durma no outro lado da cama... depois procure 
dormir em outras camas; 
Assista a outros programas de TV, compre outros 
jornais... leia outros livros, viva outros romances; 
Não faça do habito, um estilo de vida, ame a 
novidade, durma mais tarde, durma mais cedo; 
Aprenda uma palavra nova por dia, numa outra 
língua, corrija a postura; 
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, 
novos temperos, novas cores, novas delicias; 
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, 
o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo 
amor, a nova vida; 
Tente, busque novos amigos, tente novos amores, 
faca novas relações; 
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, 
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra 
padaria, almoce mais cedo, jante mais tarde ou 
vice-versa; 
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, 
outro creme dental... tome banho em novos 
horários; 
Use caneta de outras cores, vá passear em outros 
lugares, ame muito, cada vez mais, de modos 
diferentes; 
Aula 2 | Nome da aula 63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIO 1 
 
Use (V) para as frases verdadeiras e (F) para as frases 
falsas: 
 
(aba) Uma das mais recentes aplicações da arte é o seu 
uso terapêutico. 
(aba) Ao estimular e trabalhar com a criatividade 
poderá perceber seus benefícios para a formação do 
auto-conceito, da auto-estima e saúde mental. 
(aba) A arte não possibilita a comunicação e a 
expressão dos sentimentos, conhecimentos e conteúdos 
internos. 
(aba) Estilo cognitivo inovador - O indivíduo é mais 
detalhista, procura aperfeiçoar os produtos já 
existentes. 
(aba) Elementos básicos que favorecem a auto-estima: 
o pertencer, o ser único, o poder, ter modelos. 
 
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de 
carro, compre novos óculos, escreva outras poesias; 
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente 
esses horrorosos despertadores; 
Abra conta em outro banco, vá a outros cinemas, 
outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos 
museus; 
Mude, lembre-se de que a vida é uma só e pense 
seriamente em arrumar um outro emprego, uma 
nova ocupação, um trabalho mais "light", mais 
prazeroso, mais digno, mais humano; 
Se você não encontrar razões para ser livre, 
invente-as, seja criativo; 
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, 
longa, se possível, sem destino; 
Experimente coisas novas, troque novamente, mude 
de novo, experimente outra vez; 
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas 
piores do que as já conhecidas, mas isso não é o 
que importa, o mais importante é a mudança, o 
movimento, o dinamismo, a energia; 
Só o que está morto não muda! 
Repito por pura alegria de viver, a salvação é pelo 
risco, sem o qual a vida não vale a pena! 
Aula 2 | Nome da aula 64 
 
EXERCÍCIO 2 
 
São características da Personalidade Criativa: 
 
( A ) Auto crítico, rigidez. 
( B ) Bloqueio dos sentimentos, das emoções. 
( C ) Fluência, flexibilidade, humor, imaginação. 
( D ) Não rompe com a trivialidade, com o lugar 
comum. 
( E ) Mal humor, não quebra padrões pré-
estabelecidos. 
 
EXERCÍCIO 3 
 
Crie e descreva uma atividade onde seja utilizada a 
técnica do “Brainstorm”: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
EXERCÍCIO 4 
 
Dentro das 15 características da personalidade criativa, 
apontadas por WECHSLER, enumere as que você 
identifica em sua personalidade. Justifique a sua 
identificação com tais características: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________Aula 2 | Nome da aula 65 
 
RESUMO 
 
Vimos até agora: 
 
 Todo ser humano é criativo, uns mais, outros 
menos; 
 
 São características da personalidade criativa: 
Fluência e flexibilidade de ideias; ideias 
originais e inovadoras; sensibilidade interna e 
externa; fantasia e imaginação; abertura as 
novas experiências, independência de 
julgamentos e inconformismo; uso de 
analogias ou combinações incomuns; Ideias 
enriquecidas e elaboradas; Preferência por 
situações de risco, motivação e curiosidade; 
humor, impulsividade e espontaneidade; 
confiança em si mesmo e sentido de destino 
criativo; 
 
 BRAINSTORM = “Tempestade de Ideias”, 
metodologia que favorece a fluência do 
pensamento; 
 
 SCANCEA = Estratégia criada com o objetivo 
de favorecer o olhar do indivíduo sob 
diferentes aspectos, exercitando a fluência e 
flexibilidade de ideias no pensamento criativo; 
 
 Técnica Sinética = à partir de diferentes tipos 
de analogias, fazemos o que é familiar 
parecer estranho e o que é estranho, parecer 
familiar; 
 
 Caminhos para acessar e aumentar a 
criatividade: Zele por você; quebre padrões 
pré-estabelecidos; aproveite os 
relacionamentos criativos; use seus sonhos; des 
Aula 2 | Nome da aula 66 
perte seus sentidos; experimente todas as 
formas de arte; cuidado com as críticas; 
 
 São estilos cognitivos: estilo inovador e estilo 
adaptador; 
 
 Formam os sete pilares da criatividade: 
Autoconfiança; permitir demonstrações de 
individualidade; explorar e pensar; 
participação; respeito; dar liberdade à 
imaginação; pensar e inovar; 
 
 Auto-conceito positivo leva a uma auto 
estima adequada, a uma autoconfiança; 
 
 Formam os seis pilares da auto-estima: A 
prática de viver conscientemente; a auto-
aceitação; a prática da auto-
responsabilidade; a prática da auto-
afirmação; atitude de viver intencionalmente; 
a prática da integridade pessoal; 
 
 O trabalho com a criatividade favorece a 
saúde mental; 
 
 Ao comparar as atividades lúdicas das 
crianças e as atividades artísticas 
encontramos mais igualdades do que 
diferenças. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo do 
pensamento criativo 
 
Dina Lúcia Chaves Rocha 
 
A
U
L
A
 
3 
 
 
A
p
re
s
e
n
ta
ç
ã
o
 
 
Nesta aula tentaremos entender de que forma se dá o 
pensamento criativo, suas fases ou etapas. Autores falam da 
importância do pensamento criativo ser estruturado de forma que 
favoreça tal processo, que tem como objetivo um produto ou 
resultado criativo. 
Quando estamos criando passamos por um processo e cada um 
poderá vivenciá-lo de forma diferenciada. Cada pessoa tem um 
ritmo e um tempo diferente, a forma como se relaciona com as 
situações, com seus sentimentos, com suas dificuldades, com as 
barreiras é que fará a diferença na busca de um resultado. 
Somente entendendo o processo do pensamento criativo, suas 
fases e etapas, como se dá, é que poderemos tentar favorecer o 
processo de nossos alunos e/ou clientes. 
 
 
O
b
je
ti
v
o
s
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja 
capaz de: 
 
 Identificar e descrever as diferentes fases ou etapas do 
processo criativo, descritas pelos autores; 
 Perceber a importância e a diferença dos pensamentos 
convergente e divergente para o processo do pensamento 
criativo; 
 Entender de que forma a criatividade pode ser bloqueada e 
identificar características das barreiras culturais, emocionais e 
perceptuais; 
 Identificar quais as características de um produto considerado 
criativo. 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 68 
Introdução 
 
O processo do pensamento criativo tem sido 
estudado por diversos autores, na tentativa de 
entender as relações que estabelecemos com cada fase 
ou processo. Já que, condições favoráveis ao momento 
de inspiração variam, de acordo com cada indivíduo. 
 
Nachmanovitch (1993) complementa este 
pensamento e diz: “(...) as personalidades são 
diferentes e o processo criativo de uma pessoa não é 
igual ao de outra.” (p. 22) 
 
A hora do dia, posição corporal, 
temperatura e iluminação ambiental, 
presença ou não de pessoas, animais 
ou objetos, mobiliário ao redor, 
barulho ou silêncio necessidade ou não 
de alimentação, movimentação etc., 
variam de acordo com os estilos 
preferenciais de pensar de cada 
pessoa. 
(Wechsler, Torres & Polônia in 
Wechsler, 2002, p. 52) 
 
Fases do processo criativo 
 
Cada fase ou etapa do processo criativo é 
vivenciada de forma extremamente pessoal. O processo 
criativo depende do estado emocional, de seus 
interesses, da sua motivação, do seu envolvimento, do 
empenho e da dedicação dispensada pelo criador. Cada 
indivíduo poderá apresentar tempo diferenciado ao 
vivenciar as fases/etapas. 
 
Vamos abordar as fases descritas pelos 
seguintes autores, em seus estudos: Kneller, Torrance 
e Osborn. 
 
Iniciaremos com Kneller (1978), que aponta 
cinco fases para sequênciar o processo criativo, são 
eles: 
Quer 
saber mais? 
 
 
“O processo criativo 
não pode se 
desenvolver numa 
situação fechada. 
Quando se cria, é 
preciso fugir da 
necessidade de ser 
bem sucedido o 
tempo todo. Temos 
que retornar à 
criação como um 
elemento integrado, 
uma convivência 
comum, sem 
esperar resultados”. 
(Holm, 2007, p.18) 
 
 
Importante 
 
 
As condições 
ambientais, sociais e 
culturais, também, 
têm um papel 
relevante no 
processo criativo. 
 
As influências 
sofridas, pelo 
indivíduo, vão atuar 
diretamente na 
forma que o 
indivíduo vai 
vivenciar este 
processo e suas 
fases. 
 
 
Introdução 68 
Fases do processo criativo 68 
Pensamentos convergentes e 
divergentes 72 
Como a criatividade pode ser 
bloqueada? 74 
O produto criativo 78 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 69 
 Apreensão 
 
Nesta fase, há a percepção ou sensação do 
problema a ser resolvido. 
 
 Preparação 
 
Investiga-se, de diferentes maneiras, sobre o 
problema em questão. 
 
Ler, anotar, discutir, indagar, explorar, faz com 
que o indivíduo vá se informando e se familiarizando 
com as ideias existentes, com o que já foi feito ou 
investigado sobre a questão a ser solucionada. Logo 
depois, deve-se colocar de lado o material investigado 
e abrir espaço para que suas ideias surjam e se 
desenvolvam. 
 
 Incubação 
 
Trabalha-se com hipóteses a nível inconsciente, 
após investigar, ler e obter informações sobre a 
questão a ser resolvida. Neste momento as informações 
obtidas na fase anterior, podem ser cruzadas. 
 
A mente funciona como uma incubadora. O 
período de incubação varia de indivíduo para indivíduo 
e é tida como, a etapa ou fase, mais importante. 
 
 Iluminação 
 
A idéia iluminadora surge. Vem 
espontaneamente, após a incubação. É o “clímax” do 
processo criativo, o momento do “Aha!”, “Já sei!”, 
“Heureca!”. 
 
A mente se ilumina e vem a descoberta, a 
resposta, o “insight” e tudo se encaixa, passa a fazer 
sentido. 
Quer 
saber mais? 
 
 
Wallas (1926) 
também 
desenvolveu estudos 
sobre o processo 
criativo e 
estabeleceu quatro 
fases, que no seu 
entendimento, 
constituem tal 
processo: 
 
 Preparação; 
 Incubação; 
 Iluminação; 
 Verificação. 
 
 
ILUMINAÇÃO 
“INTEGRAÇÃO” 
Importante 
 
 
Para Murphy (1947) 
a iluminação leva a 
integração. 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 70 
 Verificação 
 
Esta fase conclui o processocriativo, sendo 
assim, o indivíduo dá forma à solução encontrada. 
Neste momento é verificado pelo criador se suas ideias 
são executáveis, se são válidas. Este processo pode 
durar anos, meses, semanas, dias, horas, não há regra, 
até que o indivíduo consiga executá-la e dar a forma 
final desejada. 
 
O criador verifica qual o impacto que seu 
produto causa no meio em que vive, na sociedade, e 
recebe a sua avaliação. 
 
Já para Torrance o processo do pensamento 
criativo se dá da seguinte forma: 
 
(...) tornar-se sensível a falhas ou 
deficiências na informação; identificar 
as dificuldades ou os elementos 
faltantes; formular hipóteses a 
respeito das deficiências encontradas; 
testar e retestar essas hipóteses; e, 
por último, comunicar os resultados 
encontrados. 
(Torrance in wechsler, 2002, p. 53) 
 
Em Osborn (1953) encontramos como maneira 
sistematizada de exercitar o processo criativo, três 
fases a serem percorridas, na obtenção de um produto 
ou solução criativa: 
 
 Procura de Fatos 
 
Nesta fase é definido o problema, destacam-se 
aspectos relevantes e, depois se procura adquirir 
informações. 
 
 Procura de Ideias 
 
Já nesta fase o indivíduo procura produzir 
inúmeras ideias, combinando, modificando, 
transformando. 
Dica da 
professora 
 
 
Saiba mais sobre as 
fases do processo 
criativo, segundo 
Torrance, lendo: 
“Rewarding Creative 
Behavior”. 
 
Mais informações 
sobre esta 
publicação, você 
encontra na 
bibliografia. 
 
 
Quer 
saber mais? 
 
 
“Nada pode deter o 
criativo. Se a vida 
está cheia de 
alegria, a alegria 
alimenta o processo 
criativo. Se a vida 
está cheia de dor, a 
dor alimenta o 
processo criativo.” 
(Nachmanovitch, 
1993, p.175) 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 71 
 Procura de Soluções 
 
Nesta fase final, as ideias obtidas na fase 
anterior serão avaliadas e verificadas, sob diferentes 
aspectos. 
 
Neto (2004) e Von Frange (1971) não falam em 
Processo Criativo, falam em Processo de 
Resolução de Problemas. 
 
Neto (op. cit.) determina as fases do processo 
de resolução de problemas da seguinte forma: 
 
1ª Fase: Aquecimento - Caracteriza-se por 
uma busca, em que você estuda o problema e tenta 
diversas soluções, geralmente racionais. 
 
2ª Fase: Inspiração – Usando os métodos 
para facilitar o pensamento criativo, ou mesmo por 
acaso, você encontra uma idéia brilhante, que foge dos 
padrões anteriores que vinha usando, e que não o 
levavam à solução. 
 
3ª Fase: Aperfeiçoamento da Idéia – Com 
processos racionais e criativos, você aperfeiçoa a sua 
solução. 
 
Na bibliografia pesquisada para a produção 
deste caderno encontramos várias formas de classificar 
as fases ou etapas que compõem o processo criativo. 
Os autores nomeiam de forma diferenciada, mas 
possuem basicamente o mesmo conteúdo. 
Para pensar 
 
 
Qual a ligação da 
criatividade e 
solução de 
problemas? 
 
Alguns profissionais 
da Psicologia vêem 
criatividade como 
um tipo especial de 
solução de 
problemas. 
 
Já os Psicanalistas 
rejeitam esta 
opinião. 
 
“É óbvio a qualquer 
pessoa que há 
certas soluções de 
problema que são 
criativas. Mas é 
injustificado 
pressuposto ver em 
toda criatividade um 
caso de solução de 
problema”. (kneller, 
1978, p.24) 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 72 
 
Autores Fases Classificação dada pelos Autores 
Osborn 3 1. Procura de Fatos; 2. Procura de Ideias; 3. Procura de 
Soluções. 
Von Frange 
Fases de 
solução de 
problemas 
 
3 
1. Investigação da direção a ser seguida; 2. Definição 
dos limites e prazos para avaliar soluções; 3. Criação de 
métodos para solucionar problemas. 
Neto 
Fases de 
solução de 
problemas 
3 
 
1. Aquecimento; 2. Inspiração; 3. Aperfeiçoamento da 
idéia. 
 
Simon 
3 1. Inteligência; 2. Projeto; 3. Escolha. 
Helmhotz 3 1. A saturação; 2. Incubação; 3. Iluminação. 
 
Poincaré 
3 1. Fase reflexiva e de cálculo; 2. Fase inconsciente de 
amadurecimento; 3. Fase final de verificação de ideias. 
 
Wallas 
4 1. Preparação; 2. Incubação; 3. Iluminação; 
4.Verificação. 
 
Kneller 
5 
1. Apreensão; 2. Preparação; 3. Incubação; 4. 
Iluminação; 5. Verificação. 
 
Parnes 
 
5 
1. Procura de dados; 2.Procura de estabelecimento do 
problema; 3. Procura de ideias; 4. Procura de solução; 
5. Procura de Aceitação. 
 
Torrance 
 
 
5 
1. Percepção das falhas ou deficiências na informação; 
2. Identificação das dificuldades ou elementos faltantes; 
3. Formulação de hipóteses; 4. Testar e retestar 
hipóteses; 5.Comunicação dos resultados. 
 
Morgan 
 
5 
1. Definição do problema; 2. Coleta de informações; 
3.Pesquisa de ideias; 4.Incubação; 5. Avaliação. 
Brightman e 
Van Gudy 
 
5 
1. Pesquisar; 2. Avaliar; 3. Gerar; 4.Projeto; 5. Escolha. 
 
Mirshawka 
6 
1. Questionamento; 2. Coleta de Dados; 3. Incubação; 
4. Iluminação; 5. Verificação; 6. Comunicação. 
 
Leontiev e 
Smirnou 
 
3 
Na Arte 1. Preparação; 2. Criação da obra; 
3. Elaboração. 
 
3 
Na Criação 
Científica 
1. Preparação; 2. Fase da própria 
criação; 3.Solução do problema. 
 
Pensamentos convergentes e divergentes 
 
Pesquisas apontam para a importância dos 
pensamentos convergentes e divergentes, para o 
processo criativo. Mostram também a ligação direta 
com o ato criativo. 
 
Pensamentos convergentes = Pensamento 
criador = Raciocínio convergente. 
 
Pensamento divergente = Pensamento não 
criador = Raciocínio divergente. 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 73 
Um tipo tende para reter o conhecido, 
aprender o predeterminado e 
conservar o que é. O segundo tende 
para rever o conhecido, explorar o 
indeterminado e construir o que possa 
ser. A pessoa para a qual seja primário 
o primeiro tipo ou processo, tende 
para o usual e esperado. A que tenha 
como primário o segundo modo tende 
para o novo e especulativo. O primeiro 
prefere a certeza, o segundo o risco. 
(Getzels & Jackson, 1962, pp. 13 e 14) 
 
Neste quadro temos um breve panorama sobre 
autores e suas colocações sobre os tipos de 
pensamentos e raciocínios. Nele podemos perceber a 
ligação direta que estes pesquisadores fazem com 
alguns tipos de pensamento ou raciocínio e o ato de 
criar. 
 
 
 
WECHSLER 
(2002) 
 
Pensamento 
Divergente 
Produz inúmeras soluções apropriadas e 
reconhece-as como possibilidades. 
 
Pensamento 
Convergente 
Busca ou produz uma única resposta, idéia ou 
solução correta. Foca somente em uma 
alternativa, possibilidade. 
 
 
KNELLER 
(1978) 
 
Pensamento 
Criador 
È inovador, exploratório, aventuroso. 
Impaciente ante a convenção, é atraído pelo 
desconhecido e indeterminado. O risco e a 
incerteza estimulam-no. 
 
Pensamento 
não Criador 
È cauteloso, metódico, conservador. Absorve o 
novo no já conhecido e prefere dilatar as 
categorias existentes a inventar novas. 
 
 
 
 
 
 
FILHO 
(2005) 
 
 
 
 
Raciocínio 
Divergente 
Faz parte da natureza humana. Os indivíduos 
criativos utilizam-se de ‘gatilhos’ ou ideias 
simples para desenvolver ideias mais 
complexas. Durante o processo criativo, eles 
fazem uso de componentes da criatividade que 
auxiliam o momento criativo. 
 
 
 
Raciocínio 
Convergente 
É um modo de pensar no qual o indivíduo 
procura a solução correta para um problema. 
Neste modo de pensar, o indivíduo fazuso do 
raciocínio lógico e avaliativo a fim de identificar 
o real escopo do problema e reduzir o universo 
de soluções adequadas ao problema. Isto 
implica em tentar encontrar critérios que 
delimitem quais soluções são apropriadas ao 
problema que se tem em mãos. 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 74 
Como a criatividade pode ser bloqueada? 
 
Durante o processo de desenvolvimento da 
criatividade ou na prática criativa, podem ser 
encontradas algumas barreiras, atitudes desfavoráveis 
que acabam bloqueando a criatividade em 
desenvolvimento. 
 
A criação espontânea nasce de nosso 
ser mais profundo e é imaculadamente 
e originalmente nós. O que temos que 
expressar já existe em nós, é nós, de 
forma que trabalhar a criatividade não 
é uma questão de fazer surgir o 
material, mas de bloquear os 
obstáculos que impedem seu fluxo 
natural. 
(Nachmanovitch, 1993, p.21) 
 
Podemos chamar de barreiras, bloqueios, 
obstáculos, dificuldades, todos são fatores que 
dificultam o processo do pensamento criativo. Veja 
alguns desses fatores: rigidez, conformismo, apatia, 
falta de imaginação, Medo de errar, impaciência, 
perfeccionismo, preconceito, falta de humor, falta de 
compromisso, preguiça mental, falta de apoio, medo de 
mudanças, medo do novo, falta de percepção, falta de 
intuição, vaidade, insegurança, intolerância, controle 
excessivo, competição, pressão psicológica, falta de 
tempo, excesso de recompensas, excesso de 
vigilância, excesso de avaliações, excesso de regras, 
padronização, adestramento ao invés de 
desenvolvimento, falta de reconhecimento, entre 
outros. 
 
Há quem diga que a fórmula da criação é se 
livrar de obstáculos. 
 
Wechsler (2002) em seus estudos fala sobre as 
barreiras culturais, perceptuais e emocionais. Os 
pesquisadores classificaram as barreiras de acordo com 
a sua origem. 
Para 
navegar 
 
 
Neste endereço 
virtual você poderá 
pesquisar. 
 
http://books.google.
com/books?id=qLZ3
nMUPsyYC&dq=%22
Treffinger%22+%22
Creative+Problem+
Solving:+An+Introd
uction%22&lr=&hl=
pt-
BR&source=gbs_su
mmary_s&cad=0 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 75 
BARREIRAS CULTURAIS 
 
A sociedade muitas das vezes é a primeira a 
bloquear o pensamento ou comportamento criativo. O 
ambiente tem um papel fundamental tanto para 
emergência da criatividade, como para a repressão. 
 
Isaksen & Treffinger (1985) elaboraram uma 
lista de frases ou comentários capazes de matar ideias 
criativas em casa e no trabalho, são elas: 
 
 Esta idéia é ridícula; 
 Nós nunca tentamos isso antes; 
 Vai custar muito caro; 
 Este problema não é nosso; 
 É uma mudança muito radical; 
 Nós não temos tempo; 
 Somos muito poucos para fazer isso; 
 Não é prático para a nossa situação; 
 Os outros membros do grupo não vão gostar; 
 Vamos voltar à realidade; 
 Do jeito antigo sempre deu certo; 
 Isso é coisa para pensar no futuro; 
 Não estamos prontos para isso; 
 Não está no nosso orçamento; 
 A direção não vai achar uma boa idéia; 
 Se não der certo vamos parecer ridículos; 
 Deixe esse assunto para outro dia; 
 Vamos fazer uma comissão para estudar isso; 
 Já funcionou para alguém conhecido?; 
 Não é adequado para a nossa cidade. 
 
Neto (2004) enumera 8 barreiras à criatividade 
criadas pela nossa educação: 
 
1. Buscar sempre a resposta correta. 
2. Manter tudo dentro da lógica. 
3. Seguir normas e regras. 
4. Não complicar as coisas – ser 
prático. 
Dica da 
professora 
 
 
A lista criada por 
Isaksen & Treffinger, 
cabe também, para 
o ambiente escolar. 
 
 
Dica da 
professora 
 
 
Não permita que 
essas barreiras 
atrapalhem a sua 
relação com o 
processo criativo. 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 76 
5. Evitar ambiguidades. 
6. Evitar o erro. 
7. Ser sério – Brincar, seria falta de 
seriedade. 
8. Não ser bobo. 
 (p. 89) 
 
BARREIRAS PERCEPTUAIS 
 
Assim como todas as outras barreiras, as 
barreiras perceptuais criam uma dificuldade, uma 
limitação. A percepção está diretamente ligada aos 
órgãos dos sentidos (visão, audição, tato, paladar, 
olfato) uma barreira, um obstáculo ou um bloqueio, 
neste caso, me impediria de perceber além do óbvio. 
 
Você pode olhar e não ver; 
Você pode escutar e não ouvir; 
Você pode tocar e não sentir... 
 
As barreiras Perceptuais que mais trazem 
bloqueios à criatividade são: 
 
 Não perceber ou não ser sensível a problemas; 
 Buscar soluções rápidas ou imediatas; 
 Pensamento inflexível; 
 Não conseguir ver os problemas sob um 
enfoque diferente; 
 Julga e critica constantemente. 
 
Shallcross (1985) nos dá um exemplo de 
barreira perceptual, através de um exercício, veja: 
 
Na figura abaixo, responda: Quantos quadrados 
existem neste quadrado? 
 
 
 
 
 
Dica da 
professora 
 
 
Material retirado do 
livro: Criatividade: 
Descobrindo e 
Encorajando. 
Mais detalhes na 
Bibliografia. 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 77 
Qual a sua resposta? Dezesseis? Se você 
estivesse em uma sala de aula tradicional, teria a 
melhor nota. Entretanto, você pode, pelo menos, ver 
30 quadrados, se considerar os quadrados 2 por 2, 3 
por 3 e assim por diante. 
 
BARREIRAS EMOCIONAIS 
 
Impossibilitam a exploração e a manipulação de 
ideias. 
 
As barreiras emocionais vão se constituindo 
através da história de vida do indivíduo. A forma como 
interagimos com o mundo, a sociedade, a família pode 
ser facilitador na construção dessas barreiras. 
 
Jones (1993) em suas pesquisas identificou as 
seguintes barreiras emocionais, capazes de dificultar as 
manifestações criativas: 
 
 Medo do fracasso – Não se arriscar, tentar 
menos para não sofrer ou ter vergonha; 
 Medo de brincar – Estilo sério e lógico de 
resolver problemas. Medo por parecer bobo 
por estar fazendo algo diferente; 
 Miopia de recursos – Não conseguir 
enxergar os seus próprios aspectos positivos 
ou pontos fortes, persistir em um 
comportamento que não tem mais função, 
não questionar as próprias atitudes; 
 Evitação da frustração – Desistir muito 
rápido frente aos obstáculos, evitar a dor ou 
desconforto que estão sempre associados à 
mudanças e situações novas; 
 Imaginação empobrecida – Desvalorizar 
ou ignorar a vida inteira o poder das imagens. 
Preferência por coisas ou situações objetivas; 
:: CRIAR: 
 
 
Articula com a 
sensibilidade. 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 78 
 Medo do desconhecido – Medo de situações 
ambíguas, onde não há probabilidade certa de 
ter sucesso, necessidade de saber o futuro 
antes de ir em frente; 
 Necessidade de equilíbrio – Dificuldade de 
tolerar desordem, confusão, deseja simetria. 
Detesta complexidade; 
 Medo de exercer influência – Receio de ser 
muito agressivo ou de influenciar outras 
pessoas, medo de falar o que acredita. 
Dificuldade de ser ouvido. Pavor em ser líder; 
 Medo de perder o controle - Necessidade 
de encontrar soluções rápidas para 
problemas, dificuldade de deixar tempo para 
a incubação, deixar que as coisas aconteçam 
naturalmente. Descrença na sua capacidade e 
na da humanidade. 
 
O produto criativo 
 
Para ser considerado criativo e único o produto 
deve satisfazer vários critérios. Mackinnon (1978) em 
seus estudos estabeleceu cinco critérios, que julgava 
necessário para se avaliar o produto criativo: 
 
Originalidade – Os produtos mais criativossão 
aqueles que são originais entre toda a civilização ou 
história da humanidade. Produtos originais são 
produtos incomuns. 
 
Segundo Mackinnon (1978) o fato de ser original 
não garante que seja considerado criativo. 
 
Adaptação à realidade – Ter uma utilidade ou 
função. 
 
Mackinnon (1978) relata a importância do 
produto servir para resolver uma questão ou alcançar 
um objetivo. 
Quer 
saber mais? 
 
 
O PRODUTO 
CRIATIVO 
 
É todo resultado, ou 
tudo que resulta, de 
uma atividade 
criativa. 
 
 
Importante 
 
 
Solução Elegante e 
Transformação de 
Princípios Antigos, 
são opcionais, nem 
sempre precisam 
aparecer. Mas 
quando isso 
acontece, os 
produtos poderão 
ser considerados 
muito mais criativos. 
 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 79 
Elaborado – O produto deve ser elaborado, 
desenvolvido e comunicado para os outros. 
 
Solução elegante – A solução deve ser 
simples, porém estética. 
 
Transformação de Princípios antigos 
(opcional) – Requer que o produto, de uma certa 
forma, transcenda, transforme ou revolucione princípios 
antigos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“A VOLTA DE UM PROFESSOR DO SÉCULO XVI 
AO BRASIL”. 
(Ficção – autor desconhecido) 
 
Em pleno século XXI, o Sr. Teixeira, um grande 
professor brasileiro do século XVI, voltou ao Brasil e, 
chegando à sua cidade, ficou abismado com que viu: 
as casas eram altíssimas e cheias de janelas; as 
ruas eram pretas e passavam umas sobre as outras, 
com uma infinidade de máquinas andando em 
velocidade; o povo falava muitas palavras que o 
professor Teixeira não conhecia (poluição, telefone, 
avião, rádio, barato, cinema, televisão...); as roupas 
deixaram o professor Teixeira ruborizado. Tudo 
havia mudado. Muito surpreso e preocupado, o 
professor visita a cidade inteira e, cada vez, 
compreendia menos o que estava acontecendo. 
Resolveu então visitar uma igreja, mas, que susto 
levou!!! O padre rezava missa, não mais em latim, 
mas em português e de costas para o altar; o órgão 
estava parado e um grupo de cabeludos tocava, nas 
guitarras, uma música estranha, ao invés de canto 
gregoriano. O desespero do professor aumentava. 
Resolveu ainda, visitar algumas famílias. Mas... O 
que significava aquilo? Depois do jantar todos se 
reuniam, durante muitas horas para ADORAR um 
aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O 
professor Teixeira ficou impressionado com tanta 
capacidade de concentração e de adoração!!! 
Ninguém falava uma palavra diante do aparelho. 
Tudo havia mudado completamente e o professor 
Teixeira desanimava cada vez mais, até que 
resolveu visitar uma escola. Foi uma idéia 
sensacional!!! Porque quando lá chegou, sentiu o 
que procurava: uma escola onde tudo continuava da 
mesma forma como ele havia deixado: as carteiras, 
uma atrás da outra; o professor falando, falando, 
falando... E os alunos escutando, escutando, 
escutando... 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 80 
 
EXERCÍCIO 1 
 
Faça a correspondência da primeira fileira com a 
segunda: 
 
( A ) Barreiras Culturais. 
( B ) Barreiras Perceptuais. 
( C ) Barreiras Emocionais. 
 
(aaa) Falta de tempo e de dinheiro. 
(aaa) Não perceber ou não ser sensível a problemas. 
(aaa) Seguir normas e regras, manter tudo dentro da 
lógica. 
(aaa) Evitação da frustração. 
(aaa) Receio de ser agressivo ou de influenciar outras 
pessoas, medo de falar o que acredita. 
(aaa) Não conseguir ver os problemas sob um enfoque 
diferente. 
 
EXERCÍCIO 2 
 
Correlacione, os cinco critérios descritos por Macknonn 
(1978) para identificar o produto criativo: 
 
( 1 ) Originalidade. 
( 2 ) Adaptação à realidade. 
( 3 ) Elaborado. 
( 4 ) Solução elegante. 
( 5 ) Transformação de princípios antigos. 
 
(oba) O produto tem uma finalidade ou função. 
(oba) O produto deve transcender, transformar ou 
revolucionar princípios antigos. 
(oba) O produto deve ser elaborado, desenvolvido e 
comunicado. 
(oba) Solução simples. 
(oba) Produtos incomuns. 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 81 
 
EXERCÍCIO 3 
 
O que Jones (1993) fala sobre as seguintes barreiras 
emocionais? 
 
 Medo do fracasso -___________________________ 
 Medo de brincar -____________________________ 
 Imaginação empobrecida -_____________________ 
 Medo do desconhecido -_______________________ 
 Medo de perder o controle -____________________ 
 
 
EXERCÍCIO 4 
 
Analise e comente cada fase do processo criativo 
apontado por Kneller(1978): 
 
 Apreensão-_________________________________ 
 Preparação-________________________________ 
 Incubação-_________________________________ 
 Iluminação-________________________________ 
 Verificação-_________________________________ 
 
 
RESUMO 
 
Vimos até agora: 
 
 O processo do pensamento criativo tem sido 
estudado por diversos autores na tentativa de 
entender as relações que estabelecemos com 
cada fase ou processo. Cada autor denomina 
essas fases de forma diferente; 
 
 O processo criativo para KNELLER possui 
cinco fases: apreensão; preparação; 
incubação; iluminação; verificação; 
 
Aula 3 | Processo do pensamento criativo 82 
 Para TORRANCE o processo do pensamento 
criativo se dá da seguinte forma: tornar-se 
sensível a falhas ou deficiências na 
informação; identificar as dificuldades ou os 
elementos faltantes; formular hipóteses a 
respeito das deficiências encontradas; testar 
e re-testar essas hipóteses; e, por último, 
comunicar os resultados encontrados; 
 
 OSBORN fala em: procura de fatos; procura 
de ideias; procura de soluções; 
 
 Muitas das vezes a criatividade está associada 
a resolução de problemas, desta forma NETO 
cita três fases deste processo: aquecimento; 
inspiração; aperfeiçoamento da idéia; 
 
 O pensamento pode ser classificado como 
sendo convergentes e divergentes; 
 
 Muitos são os bloqueios à criatividade, entre 
eles podemos citar as barreiras culturais, 
perceptuais e emocionais; 
 
 Para ser considerado criativo e único o 
produto criativo deve satisfazer a cinco 
critérios, segundo MACKINNON, são eles: 
originalidade; adaptação à realidade; 
elaborado; solução elegante; transformação 
de princípios antigos. 
 
 
 
 
O ambiente criativo 
 
Dina Lúcia Chaves Rocha 
 
A
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A
p
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s
e
n
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o
 Sofremos interferências diretas do ambiente em que vivemos, se 
este ambientes nos oferecer a oportunidade de estimularmos, 
desenvolvermos, trabalharmos a nossa criatividade, o nosso 
potencial criativo será bem maior. 
O ser humano inicialmente faz parte do grupo familiar onde nosso 
potencial criativo deve ser despertado. É na infância que 
começamos a construir um autoconceito e estruturar a nossa 
auto-estima. 
Já o segundo grupo do qual a criança faz parte, o escolar, deve 
continuar a explorar e trabalhar a criatividade. 
Uma atuação criativa, por parte do professor tem um papel 
fundamental na construção de uma escola criativa. Deve-se 
abandonar ideias errôneas que acabam assassinado a criatividade 
 
 
O
b
je
ti
v
o
s
 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja 
capaz de: 
 
 Definir qual a importância do lar, e da escola para o 
desenvolvimento do potencial criativo; 
 Saber como tornar uma escola criativa, livrando-a dos 
assassinos da criatividade; 
 Perceber que ideias antigas e errôneas não estão de acordocom as atitudes de um professor criativo; 
 Relatar a importância da prática, de vivenciar técnicas criativas 
e expressivas. 
 
Aula 4 | O ambiente criativo 84 
O ser humano permeia vários ambientes, 
pertence a vários grupos (familiar, escolar, trabalho, 
entre outros). Favorecer a imaginação, a construção, a 
liberdade de pensamento e de expressão, é de 
fundamental importância para que estes ambientes 
sejam férteis para desenvolver a criatividade. 
 
O Lar 
 
Um ambiente familiar saudável é muito 
importante para o desenvolvimento da arte infantil, 
para o desenvolvimento do seu potencial criativo. 
 
O potencial criativo é despertado ainda na 
infância. Podendo ser influenciado, diretamente, pela 
família, pela escola ou mesmo pela observação 
individual. Todos esses elementos são importantíssimos 
na formação do autoconceito e da auto-estima da 
criança. 
 
A partir dos primeiros contatos com a família, a 
criança começa a se perceber, o que os pais e 
familiares dizem ou pensam sobre ela irá formar os 
seus primeiros conceitos sobre si mesma. Tais 
conceitos, somente serão acrescidos de outros, a partir 
do momento que a criança estabelecer novas relações. 
 
A maioria das crianças se expressa livremente, 
de forma original, não interferir nesse processo natural 
e rico, é favorecer o seu desenvolvimento e a sua 
criatividade. 
 
Participar das atividades criadoras dos filhos é 
ter a oportunidade de conhecê-los cada vez mais. 
Nesses momentos criativos as crianças (e os adultos) 
revelam facetas de suas personalidades. 
 
Importante 
 
 
O AMBIENTE 
CRIATIVO 
 
Deve oferecer 
suporte para que a 
criatividade floresça. 
 
 
Para 
navegar 
 
 
Pesquise em: 
www.4.inep.gov.br e 
leia algumas 
monografias sobre 
Orientação pela 
Criatividade. 
 
É simplesmente 
Espetacular! 
 
 
O lar 84 
A escola 86 
Aula 4 | O ambiente criativo 85 
As manifestações artísticas, iniciadas 
nos primeiros anos de vida, podem 
significar para nossos filhos a diferença 
que existe entre indivíduos adaptados 
e felizes e outros que, apesar de toda 
a capacidade, continuam, às vezes, 
desequilibrados e encontram 
dificuldades em suas relações com o 
próprio ambiente. 
(Lowenfeld, 1954, p.19) 
 
ALGUMAS COISAS QUE OS PAIS DEVEM E 
NÃO DEVEM FAZER1: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1
 Lowenfeld (1954, pp. 75 e 76) 
Os Pais Devem Fazer 
 
Considerar a expressão artística da criança como um 
registro de sua personalidade em formação. 
Compreender que, enquanto trabalha, a criança está 
adquirindo experiências importantes para seu 
desenvolvimento. 
Sensibilizar a criança em suas relações com o 
ambiente. 
Apreciar o esforço da criança, quando esta consegue 
transmitir sua própria experiência. 
Compreender que as proporções “erradas” 
exprimem, freqüentemente, uma experiência. 
Aprender que as percepções da criança, a respeito 
de sua arte, são diferentes das dos adultos. 
Apreciar os trabalhos artísticos da criança de acordo 
com seus próprios méritos. 
Colocar à disposição da criança um local apropriado, 
onde possa trabalhar. 
Ensinar a criança a respeitar as manifestações de 
arte dos outros. 
Encorajar o espírito de competição, que nasce da 
própria necessidade de a criança expressar-se por si 
mesma. 
Na colaboração com as crianças em tarefas 
criadoras, estimular a tolerância e o respeito para 
com o trabalho alheio. 
Matricular a criança num curso de arte infantil. 
Pendurar os trabalhos dos filhos nas paredes, 
somente quando todas as crianças puderem 
participar, e não apenas um só trabalho. 
Deixar que a criança desenvolva sua própria técnica, 
mediante a experimentação. 
Aula 4 | O ambiente criativo 86 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Escola 
 
O sistema educacional estimula, muita das 
vezes, o pensamento que converge, que analisa 
logicamente, que é objetivo, em detrimento da 
imaginação criativa, intuitiva e subjetiva, própria do 
pensamento que diverge. 
 
As crianças ficam presas ao mesmo modo de 
expressão. Nenhuma diferença individual é tolerada. 
 
(...) os cadernos de figuras para colorir 
transformam a criança num ser cujo 
pensamento é dirigido (não lhe deixam 
liberdade para criar o que deseja); a 
criança torne-se inflexível, porque tem 
que seguir o modelo que lhe foi dado; 
este não lhe proporciona alívio 
emocional, pois não lhe dá 
oportunidade de expressar sua própria 
experiência, com a qual daria vazão às 
suas emoções; não favorece sequer a 
destreza e a disciplina, uma vez que o 
Os Pais não Devem Fazer 
 
“Corrigir” ou “ajudar” a criança em seu trabalho, 
procurando impor-lhe uma personalidade de adulto. 
Considerar que o “produto final” do esforço infantil 
tenha alguma importância. 
Entregar à criança cadernos de figuras para colorir 
ou modelos de desenhos que a tornariam insensível 
ao ambiente. 
Demonstrar apreço por tudo o que a criança faça 
indiscriminadamente. 
Corrigir as desproporções dos trabalhos. 
Esperar que as manifestações artísticas da criança 
sejam sempre agradáveis aos olhos dos adultos. 
Preferir o trabalho de uma criança ao de outra. 
Limitar a atividade infantil, deixando de dar à 
criança um local apropriado para trabalhar. 
Fazer comparações entre os resultados dos 
trabalhos das crianças. 
Apoiar concursos ou competições que utilizam 
prêmios, recompensas, como estímulo. 
Impor os padrões de adultos, quando trabalham 
com as crianças. 
Conservar a criança em casa, “chegadinha” a eles. 
Pendurar unicamente o “melhor” trabalho de um 
filho. 
Mostrar à criança “como se pinta”. 
Importante 
 
 
CRIATIVIDADE 
 
É entendida como 
uma técnica que 
proporciona um 
diferencial. 
 
 
Aula 4 | O ambiente criativo 87 
desejo e o impulso da criança para 
aperfeiçoar-se nascem do seu próprio 
anseio de expressar-se; finalmente, 
esse modelo condiciona a criança aos 
conceitos dos adultos, os quais ela é 
incapaz de produzir por si só e que, 
portanto, frustram as suas próprias 
ambições criativas. 
(Lowenfeld, 1954, p.26) 
 
Quando a criança repete ou trabalha em cima de 
modelos, formas ou comportamentos pré-estabelecidos 
ela não comunica, não se expressa adequadamente, 
não há espaço para que ela se coloque. Quando 
praticada com autenticidade e liberdade, a expressão é 
capaz de revelar o ser. 
 
A ESCOLA CRIATIVA 
 
A escola criativa deve proporcionar um clima 
confiável e facilitador do desenvolvimento de potenciais 
criativos, que determinará uma autoconsciência do 
processo vivenciado, do produto e potenciais próprios 
do aluno. A escola criativa ensina a criança a brincar 
com seus pensamentos e as suas próprias ideias. 
 
Para desenvolver a criatividade de nossos alunos 
devemos dotar o aluno da capacidade de criar, 
transformar, produzir, gerar novos conhecimentos, 
novos produtos. Na escola criativa a ênfase sai da 
reprodução para a produção de conhecimentos, não 
tem como objetivo a simples memorização, mas sim o 
uso da imaginação, do entendimento e compreensão de 
fatos e situações. 
 
Para que o indivíduo expresse a sua criatividade, 
é necessário que ele possua o motivo, os meios e a 
oportunidade (Talbot, 1993). 
 
:: CRIAR: 
 
 
É ser livre para ter 
idéias, é crescer 
interiormente, é 
abrir-se para a vida. 
 
 
Aula 4 | O ambiente criativo 88 
COMOTORNAR A ESCOLA CRIATIVA 
 
Se tiveres como objetivo estimular o 
desenvolvimento da criatividade na escola, na sala de 
aula, aí vai algumas dicas: 
 
 Crie um projeto para tornar as suas aulas 
mais criativas, lúdicas, que 
consequentemente, promova a criatividade de 
seus alunos. É primordial que você esteja 
apaixonada pela idéia; 
 Fuja do óbvio, da mesmice, inove, quebre 
barreiras, gere ideias fluidamente, sem 
julgar; 
 Observe e promova a observação da 
realidade e os acontecimentos sob outros 
ângulos; 
 Promova o aprendizado com eventuais erros; 
 Incentive e dê suporte às ideias originais e 
inovadoras de seus alunos; 
 Respeite as individualidades, aceite e concilie 
os opostos; 
 Estimule ações ousadas, de desafio, trabalhe 
a imaginação; 
 Promova a colaboração, o companheirismo, 
troca de afeto; 
 Permita o acesso às diferentes informações, 
incentive a busca de várias possibilidades 
para uma mesma questão, trabalhe com as 
diferentes visões, perspectivas, não 
estabeleça verdades absolutas; 
 Crie condições favoráveis ao desenvolvimento 
de uma relação de equilíbrio entre o 
pensamento convergente ou lógico e o 
pensamento divergente ou intuitivo, eles se 
complemental e são a base do pensamento 
criativo; 
Dica da 
professora 
 
 
Estimule a 
criatividade sem 
podar, sem fazer 
críticas negativas, 
valorizando e 
estimulando, 
respeitando até 
onde o grupo pode 
chegar. 
 
 
Aula 4 | O ambiente criativo 89 
 Valorize os alunos questionadores, 
independentes, com espírito de busca, 
curiosos, intuitívos, que querem sempre ir 
àlem. Esses comportamentos caracterizam 
um indivíduo criativo; 
 Pergunte diretamente aos seus alunos: O que 
eles necessitam para desempenhar melhor as 
suas atividades? O que eles pensam sobre a 
criatividade? Como imaginam um ambiente 
criativo? Depois, estruture a sua forma de 
atuar, busque a sua verdade e a dos seus 
alunos, trabalhe de acordo com o seu grupo e 
as necessidades deles. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IDEIAS ERRÔNEAS ENTRE EDUCADORES 
 
Com o objetivo de facilitar a atuação do 
professor em sala de aula, Dunn & Dunn (1987) 
apresentaram uma lista de ideias errôneas entre 
educadores. Estes autores desenvolveram pesquisas 
com o objetivo de investigar o estilo cognitivo e os 
estilos preferenciais de aprender. 
Manifesto para crianças: 
 
 Não tenha medo de se apaixonar por alguma coisa 
e sair intensivamente à sua procura. 
 Conheça, compreenda, orgulhe, pratique, 
desenvolva, use, explore e desfrute de seus 
maiores potenciais. 
 Aprenda a se livrar da expectativa dos outros para 
poder seguir o seu próprio caminho. Fuja dos 
papéis que outros querem lhe impor. 
 Liberte-se para poder jogar o seu próprio jogo. 
 Procure por mentores ou professores que possam 
ajudá-lo. 
 Não gaste suas energias tentando ser ajustado, 
certinho. 
 Faça o que você ama e pode fazer bem. 
 Seja independente tendo amigos. 
 Solte-se totalmente para o infinito do seu potencial 
criativo. 
(Torrance, 1983, p.78) 
Aula 4 | O ambiente criativo 90 
Ao analizar esta lista podemos perceber que 
ideias antigas e errôneas não respeitam a 
individualidade, trata dos alunos como se fossem iguais 
e respondessem aos estímulos externos da mesma 
forma. Devemos ter em mente que cada ser humano é 
único, o que é bom para um, pode ser péssimo para o 
outro. 
 
 A aprendizagem é mais rápida quando existe 
silêncio absoluto no ambiente. 
 Estudantes aprendem melhor sentados à 
mesa ou carteira. 
 Salas bastante iluminadas são ideais para a 
aprendizagem. 
 A hora ideal para ensinar tópicos difíceis é 
pela manhã, bem cedo. 
 Alunos que ficam se movendo na sala não 
conseguem aprender. 
 Ensinar grupos de alunos é mais eficaz. 
 A temperatura ideal da sala de aula é entre 
24 e 26 graus centígrados. 
 O ensino de cada tópico deve ser partido em 
pequenos blocos para cada aluno. 
 Beber, comer ou mastigar na sala de aula 
atrapalham a aprendizagem. 
 O tempo ideal para cada aula é de 45 a 50 
minutos. 
 Os alunos que não conseguem se lembrar 
bem do que lhes foi falado são menos 
inteligentes. 
 Tarefas escritas devem ser pedidas como 
dever de casa para reforçar o ensino da sala 
de aula. 
 Qualquer material novo deve ser lido antes 
pelo professor. 
 É bom para o aluno quando seus pais podem 
corrigir o seu dever de casa (Dunn & Dunn in 
Wechsler, 2002). 
Dica da 
professora 
 
 
Essas regras (idéias 
errôneas) seriam 
válidas com você? 
 
Será que 
funcionariam com 
todos os seus 
alunos? 
 
 
Para pensar 
 
 
Será que você está 
precisando rever 
seus conceitos? 
Pense nisso! 
 
 
Aula 4 | O ambiente criativo 91 
Para se perceber, perceber cada aluno, sua 
dinâmica, seu rítmo, seu tempo, suas limitações, só é 
possível à partir do momento em que queremos 
estabelecer contato com o que somos, e com, o que o 
outro é. 
 
Torrance & Myers (1970) enfatizaram a 
importancia da relação estabelecida entre professor e 
aluno como elemento primordial para o ensino criativo. 
Falam que o professor pode e deve criar um ambiente 
favorável à criatividade. 
 
O desenvolvimento da criatividade na 
educação passa necessáriamente pelo 
nível de criatividade dos profissionais 
que nela atuam. Conhecer as barreiras 
que enfrentam constitui uma condição 
necessária para superá-las. 
(Alencar e Marínez, 1998, p.31) 
 
CARACTERÍSTICAS DO PROFESSOR CRIATIVO 
 
Torrance & Myers (op cit) como resultado de 
suas pesquisas apresentaram uma lista com as 
características do professor criativo. 
 
 Reconhece as possibilidades do potencial 
escondido do aluno; 
 É capaz de inibir o seu lado censor, a fim de 
permitir a ocorrência de respostas criativas; 
 É capaz de encorajar seu aluno a seguir em 
frente e ter sucesso na área de seu interesse 
e da maneira que lhe for possível; 
 Tem flexibilidade no currículo, permitindo que 
seja diferente para atender às diferenças 
individuais; 
 É capaz de concretizar as ideias criativas dos 
alunos; 
 Oferece ao seu aluno um ambiente não-
punitivo, com redução de pressões; 
Dica de 
filme 
 
 
Dicas de filmes onde 
professores criativos 
e corajosos 
tentaram 
abordagens não-
convencionais no 
processo de educar. 
 
» Ao mestre com 
carinho (Sidney 
Poitier); 
 
» A voz do coração 
(Gerard Jugnot); 
 
» A escola da vida 
(Ryan Reynolds); 
 
» O triunfo (Mathew 
Perry); 
 
» Mentes Perigosas 
(Michelle Pfeiffer); 
 
» Vem dançar 
(Antonio Banderas). 
 
 
Aula 4 | O ambiente criativo 92 
 Declara a beleza existente nas diferenças 
individuais dos alunos; 
 Demonstra entusiasmo pela idéia dos alunos; 
 Apoia os alunos quando estão contra as 
pressões que objetivam o conformismo; 
 Coloca um aluno pouco produtivo em contato 
ou colaboração com outro aluno mais 
produtivo; 
 Faz uso da habilidade de fantasia para manter 
contato com a realidade; 
 Aproveita os interesses individuais e o 
entusiasmo próprio de cada aluno; 
 Tem tolerância à complexibilidade e à 
desordem, pelo menos por algum período; 
 Usa as avaliações ou provas de maneira 
estimulante e provocativa. 
 
Os professores criativos possibilitam o 
aparecimento de atitudes e pensamentos criativos na 
sala de aula. Lembre-se que você é exemplo! 
 
ASSASSINOS DA CRIATIVIDADE 
 
Drª Amabile (in Goleman, Kaufman & Ray, 1992, 
p.53 e 54) identificouem suas pesquisas, a vigilância, 
avaliação, recompensas, competição, controle 
excessivo, restrição de escolhas e a pressão como 
sendo capazes de assassinar a criatividade. 
 
Vigilância: rondar as crianças, fazendo-as 
sentir que estão sendo constantemente observadas 
enquanto trabalham. Sob observação constante, a 
criança não mais assume riscos e o impulso criativo se 
retrai. 
 
Avaliação: consiste em fazer as crianças se 
preocuparem com o julgamento alheio de seu trabalho. 
Elas devem, primariamente, ficar satisfeitas com suas 
Dica da 
professora 
 
 
Você se considera 
um professor 
criativo? 
 
Veja se faz parte da 
sua atuação como 
professor as 
características 
apresentadas por 
Torrance & Myers. 
 
Lembre-se você é 
responsável por um 
ambiente favorável 
ao desenvolvimento 
da criatividade de 
seus alunos em sala 
de aula. 
 
 
Para 
navegar 
 
 
Mais uma dica da 
internet. Está 
disponível on-line 
um Laboratório de 
Criatividade com 
técnicas, artigos, 
atividades, livros, 
além de uma 
linguagem visual 
dinâmica e 
agradável. 
 
Acesse: 
www.poli.usp.br/cria
tividade 
 
Boa Navegação! 
 
 
Aula 4 | O ambiente criativo 93 
realizações em vez de se inquietarem com avaliações, 
notas ou opiniões de colegas. 
 
Recompensas: uso excessivo de prêmios, como 
medalhas, dinheiro ou brinquedos. Em excesso, as 
recompensas privam a criança da própria atividade 
criativa. 
 
Competição: consiste em colocar as crianças na 
contigência desesperada de vencer ou perder, quando 
apenas uma galgará o topo. Deve-se consentir que a 
criança progrida segundo o seu próprio ritmo. (Existem, 
é claro, competições saudáveis que fortalecem o 
espírito de grupo ou equipe). 
 
Controle excessivo: dizer às crianças, 
minuciosamente, o que devem fazer. Pais e professores 
frequentemente confundem esse tipo de 
microgerenciamento com seu dever de instruir. Isso 
leva a criança a sentir que toda originalidade é um erro, 
toda exploração uma perda de tempo. 
 
Restrição de escolhas: dizer às crianças quais 
atividades devem empreender em vez de deixar que se 
encaminhem para onde as levam a curiosidade e a 
paixão. O melhor é permitir que escolham o que lhes 
interessa e apoiar essa inclinação. 
 
Pressão: alimentar esperanças grandiosas 
quanto ao desempenho da criança. 
 
A IMPORTÂNCIA DE VIVENCIAR TÉCNICAS 
 
Descobrir e explorar os diferentes materiais, 
vivenciar as inúmeras possibilidades de técnicas, torna 
o profissional mais capaz de lidar com os improvisos e 
as diferentes dinâmicas pessoais. 
 
Importante 
 
 
Uma competição 
desleal ou sem 
sentido pode 
prejudicar a auto-
estima de um aluno. 
 
 
Importante 
 
 
Para criar, é preciso 
ter técnica e 
libertar-se da 
técnica. Para isso, 
precisamos praticar 
até que a técnica se 
torne inconsciente. 
Parte da alquimia 
gerada pela prática 
é uma espécie de 
livre trânsito entre 
consciente e 
inconsciente. 
(Stephen 
Nachmanovitch, 
1993) 
 
 
Aula 4 | O ambiente criativo 94 
Quando experimentamos os materiais 
aprendemos como eles se comportam quando utilizados 
sozinhos ou quando misturados ou associados a outros 
materiais. 
 
(...) sem o aprendizado das técnicas 
de uma atividade, até o mais 
promissor dos talentos se embota, já 
com o treinamento apropriado, mesmo 
um talento mediano pode tornar-se a 
base da criatividade. 
(Goleman, Kaufman & Ray, 1992, 
p.25) 
 
É importante para o profissional vivenciar e 
testar as técnicas que pretende aplicar em seus alunos, 
ou clientes. Esta pratica pode apontar possíveis 
dificuldades e possibilitar os ajustes necessários. 
 
Trabalhar os nossos sentimentos, as nossas 
dificuldades, a nossa criatividade e as nossas 
habilidades, é de suma importância para que sejamos 
capazes de perceber e entender o movimento dos 
indivíduos ao vivenciarem as técnicas criativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Verdadeiro Educador (Autor Desconhecido) 
 
O professor apenas instrui, o educador simplesmente 
educa; 
O professor indica á direção, o educador acompanha 
fia jornada; 
O professor expõe o conteúdo exigido, o educador 
explora além do desconhecido; 
O professor se restringe ao plano de aula, o 
educador prioriza as necessidades do aluno, 
independente do planejamento; 
O professor ignora o aluno enquanto indivíduo, o 
educador valoriza a contribuição pessoal do 
educando; 
O professor corrige, o educador avalia; 
O professor unicamente desempenha obrigações, o 
educador ultrapassa o cumprimento dos deveres; 
O professor se sente insignificante diante dos 
problemas educacionais, o educador transforma-se 
constantemente, na senda ilimitada do saber; 
O professor limita-se em sua emoção, o educador 
amplia as fronteiras de seu próprio sentimento; 
O professor investe no aspecto cognitivo, o 
educador harmoniza as potencialidades do ser; 
Aula 4 | O ambiente criativo 95 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIO 1 
 
Correlacione colocando (A) para as afirmativas que os 
pais devem fazer e (B) para as que os pais não 
devem fazer: 
 
(oba) Fazer comparações entre os resultados dos 
trabalhos das crianças. 
(oba) Sensibilizar a criança em suas relações com o 
ambiente. 
(oba) Mostrar a criança como se pinta. 
(oba) Colocar à disposição da criança um local 
apropriado, onde possa trabalhar. 
(oba) Matricular a criança num curso de arte infantil. 
 
 
EXERCÍCIO 2 
 
Coloque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) 
para as falsas: 
 
(oba) O desenvolvimento da criatividade na educação 
não passa pelo nível de criatividade dos profissionais 
que nela atuam. 
(oba) O potencial criativo é despertado ainda na 
infância. 
(oba) Vigilância, avaliação, recompensas, competição, 
pressão, estimulam a criatividade. 
(oba) A escola criativa é inovadora, quebra barreiras, 
incentiva a busca de várias possibilidades para uma 
mesma questão, valoriza os alunos questionadores, 
respeita e aceita as individualidades, trabalha a 
imaginação criativa. 
O professor envolve-se parcialmente, o educador 
ama incondicionalmente; 
O professor torna-se uma pequena lembrança, o 
educador é um modelo a ser seguido. 
Aula 4 | O ambiente criativo 96 
(oba) Para que o indivíduo expresse a sua criatividade, 
é necessário que ele possua o motivo, os meios e a 
oportunidade. 
 
 
EXERCÍCIO 3 
 
Qual a importância de vivenciarmos as técnicas 
expressivas criativas? 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
 
EXERCÍCIO 4 
 
São características do professor criativo, segundo 
TORRANCE & MYERS, cite no mínimo três relatadas 
pelos autores: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
 
 
RESUMO 
 
Vimos até agora: 
 
 O ambiente familiar é importantíssimo para 
desenvolver o potencial criativo da criança, 
seu auto conceito, sua auto-estima; 
Aula 4 | O ambiente criativo 97 
 Algumas atitudes dos pais não são adequadas 
para desenvolver na criança a sua arte. Vimos 
uma lista de atitudes que os pais devem ter e 
uma outra queos pais devem evitar, se 
desejam criar um clima propício para o 
desenvolvimento da criatividade, no lar; 
 
 A escola é o segundo grupo que a criança faz 
parte e este deve dar continuidade ao 
trabalho de estimulação, desenvolvimento e 
aprimoramento do potencial criativo; 
 
 A escola tradicional é diferente da escola 
criativa. Para tornar a escola criativa 
devemos repensar nossos conceitos e 
atitudes. A autora deste caderno dá algumas 
dicas; 
 
 Muitas são as ideias errôneas entre os 
professores, que em nada colaboram para o 
trabalho criativo. O professor deve 
desenvolver a sua criatividade, ter atitudes, 
pensamentos, ideias criativas, se deseja 
tornar a escola criativa; 
 
 Algumas atitudes desenvolvidas na escola, na 
sala de aula, ajudam a assassinar a 
criatividade, como: vigilância, avaliação, 
recompensas, competição, controle excessivo, 
restrição de escolhas, pressão; 
 
 Praticar, vivenciar as técnicas expressivas, 
ajuda a trabalhar nossos sentimentos, nossos 
valores, nossos conteúdos internos e nos 
torna mais seguros na hora de aplicá-las. 
Pratique! 
 
 
 
 
Educação emocional e 
a Personalidade 
criativa 
 
Dina Lúcia Chaves Rocha 
 
A
U
L
A
 
5 
 
 
A
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Nesta aula teremos alguns direcionamentos citados por Susan 
Bello em seu livro “Pintando sua Alma: Método de 
desenvolvimento da personalidade criativa”. Nele, Susan Bello, 
fala da importância de expandir o potencial emocional e criativo 
das pessoas para que possa deixar suas marcas, sua contribuição 
criativa; ajudar as pessoas a serem mais espontâneas e 
autênticas; fortalecer a identidade das pessoas e a expressão 
emocional criativa. 
Questiona o sistema educacional e a formação dos professores, 
que a seu ver, deveriam ter interesse em expandir o 
autoconhecimento e o potencial criativo. Favorecer um 
aprendizado simbólico, intuitivo, e emocional; livre de críticas 
destrutivas, julgamentos e da não aceitação. 
 
 
O
b
je
ti
v
o
s
 
 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja 
capaz de: 
 
 Perceber a importância dos direcionamentos sugeridos para a 
educação criativa e emocional; 
 Conhecer e relatar sobre os direcionamentos apresentados; 
 Entrar em contato com a técnica da pintura espontânea, seus 
objetivos, seu processo. 
 
 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 100 
Alguns dos direcionamentos propostos 
por Susan Bello para a educação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Incentive a cooperação e a autoconfiança - 
Permitimos que a auto confiança se manifeste quando 
valorizamos e aceitamos a natureza intrínseca de cada 
pessoa, em vez de valorizá-la pelas tarefas que pode 
executar. Valorizamos também seu esforço e 
perseverança e não apenas o resultado final de sua 
produção. As crianças precisam de encorajamento. Elas 
precisam ser tocadas com afeição e compaixão. 
 
Apóie e incentive mais as pessoas e critique-as 
menos. Reforce, em lugar de enfatizar erros. Preste 
atenção ao número de respostas certas, em vez de 
concentrar-se no número de respostas erradas. Elogie o 
que é especial de cada um. Os estudantes podem 
internalizar esse comportamento e tomá-lo como um 
modelo para tratarem-se uns aos outros. A crítica não 
dá bons resultados, mesmo quando tem a melhor das 
Biografia da Autora 
 
Susan Bello nasceu no Brooklyn, Nova Iorque. 
Recebeu o Ph.D pelo Union Institute, Cincinatti, Ohio. 
 
É uma terapeuta expressiva, cujo trabalho está na 
linha de frente desse movimento em expansão. 
 
Ela passou os últimos 30 anos vivendo na índia, 
Indonésia, Cingapura e no Brasil, estudando a 
consciência humana e pesquisando abordagens 
interculturais para desenvolver a personalidade 
criativa. A Drª. Bello continua dando cursos de 
Pintura Espontânea no Brasil e nos Estados Unidos. 
Seus quadros já foram expostos em várias 
exposições internacionais. 
 
Atualmente, ela reside em Nova Iorque e vem ao 
Brasil para apresentar Workshops e cursos de 
formação em Pintura Espontânea. 
 
Se desejar saber mais sobre a autora e seus 
trabalhos, pesquise: 
 
http://www.spontaneouspainting.com/indexp.html 
Quer 
saber mais? 
 
 
Tendo em vista a 
importância dos 
direcionamentos 
sugeridos por Susan 
Bello (2003, pp.41 à 
66) para o 
desenvolvimento da 
inteligência 
emocional, e da 
personalidade 
criativa na 
educação, 
colocamos alguns 
parágrafos na 
integra para que 
você tenha a 
oportunidade de 
dialogar diretamente 
com a autora Susan 
Bello e suas idéias. 
 
Saiba mais lendo o 
livro: Pintando sua 
Alma. 
 
 
Alguns dos direcionamentos 
propostos por Susan Bello 
para a educação 100 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 101 
intenções. 
Acompanhe cada um no seu próprio 
ritmo. Em lugar de tentar alterar seu 
comportamento, demonstre-lhes que 
você entende e aceita sua maneira de 
ver o mundo e tente falar-lhes em sua 
própria linguagem, antes de se 
apressar em tentar muda-los. 
(D. Gordon apud Bello, 2003, p.42) 
 
Incentive os estudantes a verbalizarem 
seus sentimentos positivos/Canalizarem 
sentimentos agressivos em expressões criativas 
(ex.: pintura, escrita criativa), em vez de agir 
agressivamente - O educador tenta passar um 
conceito positivo dos sentimentos e considera cada 
sentimento como uma mensagem importante a ser 
avaliada e estudada. Os estudantes são encorajados a 
colocar seus pensamentos e sentimentos em 
palavras, em vez de agir de acordo com eles. 
 
Raiva, ansiedade, vergonha, culpa e medo são 
emoções notoriamente negativas que as pessoas 
escondem. Os sentimentos são sentimentos, nada 
mais. Embora alguns possam parecer melhores que 
outros, nenhum deve ser eliminado. É também 
importante respeitar os limites daqueles 
estudantes/pessoas que não querem expressar seus 
sentimentos. Muitos tiveram que sacrificar seus 
sentimentos verdadeiros para sobreviver numa família 
psicologicamente doente e vão se livrar de suas defesas 
gradualmente, no seu ritmo próprio. 
 
A expressão honesta dos sentimentos, mesmo a 
raiva ou o limite, cria a intimidade. 
 
A maioria de nós não entra em contato 
profundo com as pessoas. 
Simplesmente olhamos um ao outro 
superficialmente (...). Precisamos 
expandir a percepção de quem 
somos... e sentir a intensidade de cada 
momento. 
 (R.Toro apud Bello, 2003, p.44) 
ADÃO E EVA 
(junho, 1990, 
Óleo e acrílico 
sobre tela) 
Quer 
saber mais? 
 
 
Esta é uma das telas 
de Susan Bello, 
entre no endereço 
virtual e veja outras 
telas. 
 
http://www.spontan
eouspainting.com/pt
npgobj0.htm 
 
 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 102 
É muito comum ficarmos reticentes ou 
embaraçados por expressar a alguém nosso afeto ou 
dizer a uma pessoa que gostamos de algo nela. Não é 
triste isso? Nosso medo de rejeição e ridículo nos 
impede de viver nossa vida integralmente e a tona 
desassociada de nossos sentimentos autênticos. 
 
Incentive o amor-próprio - Perceba-se como 
tendo valor intrínseco e tenha compaixão por suas 
falhas. 
 
Se começarmos valorizando o indivíduo e 
ensinando-lhe a valorizar a si próprio em primeiro 
lugar, estamos reconhecendo e ensinando amor-
próprio. 
 
Temos sido condicionados a procurar nossas 
necessidades fora de nós mesmos, inclusive o amor. 
Quem preencherá o vazio de alguém que nunca teve aoportunidade de aprender como amar e perdoar a si 
mesmo? Primeiro, necessitamos ser nosso próprio 
amante interior. (V. Harms apud Bello, 2003, p.45) 
Como posso amar maduramente e dar meu amor à 
outra pessoa, se não desenvolvi esse amor primeiro 
dentro de mim? Não posso dar o que não tenho ou não 
vi. 
 
Incentive as pessoas a serem diferentes. 
Ensine-as como aceitar a crítica e o ridículo, que 
sempre acontece quando se é diferente - Incentive 
o comportamento não-conformista e a abertura a novas 
e inusitadas experiências. Certas técnicas e exercícios 
de comunicação como, por exemplo, ensinar as pessoas 
a acreditarem em si mesmas e a não definir sua 
identidade nos termos das expectativas e críticas dos 
outros, precisam ser discutidas e praticadas na sala de 
aula. A expressão da visão individual, frequentemente, 
encontra desaprovação, porque é inovadora. As 
Dica da 
professora 
 
 
Faça anotações para 
não esquecer 
detalhes 
importantes! 
 
 
:: CRIAR: 
 
 
Favorece o 
entendimento, o 
relacionamento e a 
significação. 
 
 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 103 
pessoas se sentem desconfortáveis, quando suas zonas 
de conforto são ameaçadas pela mudança. A parte 
nossa que necessita aceitação acha muito difícil receber 
crítica e desaprovação de outros. A personalidade 
criativa se sentirá confiante em provocar transformação 
e defender suas ideias singulares e geralmente 
visionárias. 
 
Pessoas criativas têm ideias inovadoras e 
originais. Essas ideias podem não ser óbvias para a 
maior parte das pessoas e podem ser encaradas com 
crítica e resistência no início. Proporcione uma 
atmosfera criativa e motivadora, onde todas as ideias e 
emoções possam ser livremente expressas sem 
julgamento (a começar da autocrítica) ou medo de ser 
ridicularizado por ser diferente. Nossas diferenças têm 
de ser valorizadas. 
 
Crie na sala de aula uma atmosfera de 
aceitação, que admite as diferenças individuais e 
encoraje as potencialidades a aparecerem e revelarem-
se espontaneamente. 
 
Trabalhe com o medo da rejeição e do ridículo 
das pessoas em parecerem tolas aos olhos dos outros. 
 
Incentive as pessoas a encarar seus erros 
como parte do processo de aprendizagem – No 
processo do crescimento pessoal, receber um “Não” ou 
uma resposta incorreta é tão válido quanto receber um 
“Sim”. O “Não” indica outras possibilidades. Mantenha 
uma atitude de abertura e investigação às perguntas. 
Não criamos espaço para mudanças quando exigimos 
resposta certa. 
 
Matamos o ímpeto criativo e o substituímos pelo 
sentimento de terror por ganhar nota baixa. 
Enfatizamos a necessidade de acertar a todo custo, 
Quer 
saber mais? 
 
 
“A convivência 
durante os 
momentos de 
criação é o mais 
importante quando 
se trabalha com arte 
e bebês; não existe 
o fazer certo ou 
errado.” (Holm, 
2007, p.31) 
 
 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 104 
porque boas notas são mais importantes que a 
habilidade de criar, explorar, arriscar, errar, aprender, 
e tentar novamente. A personalidade criativa pode ter 
medo de arriscar, porém tem a coragem de perseverar. 
Coragem significa caminhar com o medo e com a 
perseverança para realizar seus objetivos. 
 
Esteja aberto a novas ideias. 
 
Harmonize possibilidades complementares 
- Incentive o modelo de pensar “alem de” em vez de 
“ou isso/ou aquilo”. 
 
Como posso criar um espaço em minha vida 
para fazer tanto X como Y? Crie uma solução que não 
existia antes, integrando informações contraditórias 
com um sentido novo. Faça uma abordagem mais 
global. 
 
Estamos educando gente que pode memorizar 
informação, mas não sabe como pensar originalmente e 
criar alguma coisa nova. As pessoas precisam ser 
educadas para aprender como pensar. Precisamos 
ensinar às crianças a pensar globalmente, vendo 
interconexões e sistemas completos, em vez de 
compartimentação. É também necessário educar as 
crianças a terem em vista os efeitos de longo alcance 
de suas próprias ideias e decisões. Quando 
encorajamos respostas variadas e diferentes maneiras 
de ver as coisas, estamos dando oportunidade para que 
esse novo modelo de aprender e pensar possa 
florescer. 
 
Pense em termos de unir duas ou mais 
possibilidades para criar uma terceira. Pode não ser 
minha idéia ou sua idéia, mas uma solução ou 
sugestão, harmonizando várias ideias e possibilidades. 
 
O NOVO CAMINHO 
(agosto, 1988, 
acrílico sobre 
tela) 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 105 
Aprenda que o caos é uma fase natural do 
processo criativo e confie em seu processo - O 
caos é uma reorganização das ideias para alcançar um 
nível superior de complexidade e consciência. 
(Prigigone apud Bello, 2003, p.53) Temos medo ou 
somos impedidos de viver a vida completamente. O 
medo nos setencia a permanecer em nossa zona de 
segurança e a não nos aventurar fora dela. 
Experimente o sentimento de existir na fronteira 
incômoda do crescimento e dê boas–vindas às 
mudanças. Na educação simbólica, a morte e a 
destruição significam novos começos. 
 
Isso cria um estado de ansiedade, porque as 
pessoas não foram ensinadas a confiar ou acreditar que 
um nível mais profundo de percepção está guiando 
suas ações. Aprenda como abandonar o processo de 
consciência racional para que outros estados de 
consciência fiquem liberados. 
 
Temos de estar preparados para enfrentar o 
desconhecido e o caos, aprender a confiar no processo 
criativo e aceitar viver em situações ambíguas, 
observando-as com equilíbrio. 
 
Espalhe citações interessantes na sala de 
aula para estimular pensamentos profundos e 
discussão - “Você é seu próprio amigo e seu próprio 
inimigo.” (Bhagavad Gita in Bello, 2003, p.54) Discuta 
em grupo o que isso significa. Abra um espaço para 
comunicação pessoal na sala de aula. 
 
Ajude os estudantes a escreverem suas próprias 
afirmaçãoe positivas e mensagens inspiradoras e 
coloque-as pela sala. 
 
Acostume-se a enfrentar as dificuldades e 
as alegrias da vida com equilíbrio e desapego - A 
Quer 
saber mais? 
 
 
Bello (2003, p.54) 
sugere outras frases 
capazes de 
estimular o 
pensamento 
profundo e a 
discussão em grupo: 
 
“Confio em minhas 
habilidades 
intuitivas.” 
 
“Tudo que acontece 
em minha vida é 
para melhor. Mesmo 
o desafio que 
aparece me ajuda a 
crescer. Cada 
tempestade 
fortalece minhas 
raízes.” 
 
“Meu compromisso 
na vida é ser 
autêntico comigo 
mesmo.” 
 
 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 106 
vida nunca ficará, de repente, sem problemas. Cada dia 
sempre traz suas alegrias e frustrações. Como podemos 
nos exercitar a ver tanto as coisas boas quanto as más 
num estado mais equilibrado de consciência? Muitos 
estímulos externos influenciam nossos sentidos a cada 
momento, mas permanecemos observadores calmos, 
trilhando o caminho do meio. 
 
O melhor exercício que conheço para disciplinar 
a mente e mantê-la centrada é a Meditação. A prática 
da meditação nos ensina como observar nossos 
pensamentos e não reagir aos pensamentos limitadores 
e aos indesejáveis dramas internos que direcionamos e 
produzimos. 
 
Desenvolvendo a consciência observadora, não 
ficamos à mercê de qualquer encanto compulsivo ou de 
estímulos externos. Praticamos concentrando-nos em 
um ponto, o que é muito difícil, porque a mente está 
acostumada a responder a variados estímulos que 
aparecem e desaparecem por todos os lados. Usamos a 
respiraçãocomo nosso foco de concentração. 
Concentramo-nos na inspiração e na expiração. 
 
Compreenda os sentimentos induzidos 
pelos outros - Sentimentos induzidos são sentimentos 
ou reações que os alunos estimulam no professor, 
através de seus comportamentos verbais e não-verbais. 
As pessoas frequentemente projetarão seus 
sentimentos e necessidades no líder do grupo. 
 
Nosso objetivo não é condenar ou punir alguém, 
mas entender. Que sentimentos estão sendo induzidos 
em mim, e por que essa pessoa está agindo dessa 
maneira? 
 
Temos algumas abordagens para trabalhar com 
sentimentos induzidos em nós. Uma é desenvolver 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 107 
nosso observador atento. Uma outra prática é: 
identifica-los; entender de onde vem; entender o que 
significam. 
 
Dissolvemos a negatividade recontextualizando-
a, em vez de atacá-la. 
 
Relaxe a voz interior da mente crítica - A 
autocrítica é um dos maiores bloqueios aos esforços 
criativos. Por meio da observação, e não da reação, 
diminuímos a intensidade do poder da autocrítica sobre 
nós. 
 
Todos nós temos uma autocrítica. Muitas 
pessoas podem sentir-se aliviadas em saber que elas 
não são as únicas que têm uma autocrítica. Abrindo um 
espaço para compartilhar, num nível emocional, 
entendemos que a autocrítica existe em cada um de 
nós. 
 
Talvez seu crítico seja tão exigente, porque não 
recebeu amor e carinho suficiente. Aprenda a amar 
tudo o que você gera. Receba as mensagens de seu 
crítico interno com pensamentos amorosos e observe o 
efeito que isso tem em dissolver o poder cáustico de 
suas palavras críticas. Fazendo isso, uma pessoa pode 
testemunhar a crítica e não reagir a ela. 
 
O educador pode ajudar seus estudantes, 
fazendo com que expressem seus sentimentos e 
ajudando-os a observar quais são os pensamentos 
limitadores. 
 
Nachmanovitch (1993) diz que existem dois 
tipos de críticas: a construtiva e a obstrutiva. 
 
A crítica construtiva ocorre 
paralelamente no tempo da criação, na 
forma de um feedback contínuo, uma es 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 108 
pécie de trilho paralelo consciente que 
facilita a criação. A crítica obstrutiva 
atua perpendicularmente à linha de 
ação, interpondo-se antes (bloqueio) 
ou depois (rejeição ou indiferença) da 
criação. A habilidade de um pessoa 
criativa está em ser capaz de perceber 
a diferença entre os dois tipos de 
crítica e cultivar a crítica construtiva. 
(p. 124) 
 
Conheça e respeite seus limites. Faça-os 
serem compreendidos - Necessitamos praticar como 
estabelecer limites internos e limites externos. 
Estabelecer limites internos significa dizer não aos 
pensamentos que queremos transformar. Chamo-os de 
pensamentos limitadores. Podemos começar a 
estabelecer nossos limites interiores dizendo não a 
esses velhos e destrutivos padrões, que nos mantêm 
infelizes numa prisão feita por nós mesmos. Não 
queremos atacar-nos a nós mesmos ou identificar-nos 
com esses pensamentos limitadores. 
 
Nossos limites são estabelecidos em nossas 
primeiras reações a necessidades de sobrevivência. 
Eles são definidos como resultado do tratamento que 
recebemos das primeiras pessoas que tomaram conta 
de nós e do ambiente. 
 
Incentive os alunos a colocarem em palavras 
suas necessidades emocionais e físico-materiais, sem 
brigar ou jogar a culpa no outro. Conseguir que as 
pessoas conversem sobre seus sentimentos significa 
criar um espaço seguro, onde elas não serão julgadas 
por estarem certas ou erradas. Quando entendemos 
enfaticamente por que as pessoas fazem certas coisas e 
não as julgamos por isso, estamos agindo com paixão. 
 
Encontre alternativas para o estilo não-
tradicional de ensino - É importante que o educador 
trabalhe em comunidade, com colegas de mentalidade 
parecida e receba apoio. É uma tarefa formidável 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 109 
confrontar esses vastos mecanismos antigos que 
resistem a mudanças. A educação é somente uma parte 
de um processo maior de instituições culturais em 
declínio, necessitando renovação. As pessoas 
interessadas em moldar novas maneiras de 
pensamento, diferentes do modelo tradicional, 
precisam olhar o modo como pensamos e promover 
diferentes maneiras de pensar – intuitiva, imaginativa, 
emocional, corporal, artística – incorporando-as de 
forma integrada às lições acadêmicas. Lembre-se que o 
desenvolvimento da personalidade criativa dos 
estudantes é nosso desafio atual. 
 
 Encoraje as características da personalidade 
criativa; 
 Brainstorm com seus colegas: como posso 
desenvolver as características da 
personalidade criativa em minha sala de aula? 
 De que maneiras posso trazer a educação 
emocional para minha sala de aula? 
 
É hora de olhar para a maneira como ensinamos 
as crianças a pensar. De muitas maneiras, reduzimos a 
aprendizagem a fazer trabalhos escritos, memorização 
e a pensar em abstrações que nos distanciam de 
experiências palpáveis e reais. Este tipo de 
aprendizagem confina as crianças a aprender na sala de 
aula e a estarem presos a outros procedimentos 
“normais” que estão profundamente enraizados e 
mantêm o modelo patriarcal. Precisamos preparar-nos 
para o Século XXI. 
 
Confie na voz de sua intuição – Reconheça o 
fato de que sua intuição existe. Reconheça que ela é 
uma forma válida de conhecimento, que necessita ser 
explorada e cultivada. Torne-se mais sensível para 
reconhecer quando a intuição está ocorrendo. 
 
Quer 
saber mais? 
 
 
A técnica 
“Brainstorming” = 
Tempestade de 
idéias foi criada por 
A. Osborn (1953) 
 
 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 110 
O aprendizado criativo estimula respostas 
variadas. Pratique a técnica de Brainstorming - De 
quantas maneiras você pode se imaginar fazendo...? 
Comece fazendo brainstorming com uma lista de todas 
as possibilidades que aparecem como resposta. Nosso 
objetivo é conseguir uma nova perspectiva, algo que 
não tinha sido considerado nem visto antes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não censure as ideias que surjam do fluxo da 
consciência, pois, assim, você obstruirá a corrente. 
Nesse estágio de brainstorming, não avaliamos, apenas 
registramos toda e qualquer idéia relacionada com o 
assunto. 
 
Ensine o conceito de que todas as formas 
de vida estão inter-relacionadas 
 
Julgamo-nos independentes e superiores a 
outras formas de vida. Vivemos num sistema 
antropocêntrico, em vez de um sistema ecologicamente 
orientado. Antes de sermos educados para uma nova 
ordem econômica, talvez tenhamos de ser educados 
sobre o que realmente significa ser um ser humano. 
 
Podemos começar procurando entender o 
conceito de interesse próprio versus interesse no bem-
estar da vida. O que é viver num pais saudável? 
Alguns exemplos de tópicos de brainstorming 
seriam: 
 
 Descobrir novas opções para trabalhar num 
modelo não-autoritário; 
 Mostrar meu trabalho criativamente; 
 Expressar meu afeto por alguém; 
 Ensinar e integrar aprendizagem emocional e 
cognitiva ao meu conteúdo escolar; 
 Criar uma solução para um problema ou situação 
X; 
 Desenhe um objeto a partir de seis pontos de vista 
diferentes – imagine olhar para ele de cima, de 
baixo, dos lados, à distância, de perto, com luz e 
sombra, etc. 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 111 
Nós salvamos aquilo que amamos. Como 
tratamos aquilo que amamos? 
 
Existe umconceito filosófico que diz que há uma 
energia unindo todos os seres vivos, apesar da 
aparente diversidade. Amor universal promove um 
sentimento de afeição, respeito e solidariedade com a 
força vital da criação. 
 
Persiga sua paixão. 
 
“Siga aqueles interesses que instilam satisfação, 
dedicação, paixão e prazer em você”. (J. Campbell in 
Bello, 2003, p. 65) Quando você persegue esse 
caminho, você se conecta com seu coração, sua 
essência divina e seu propósito único de vida. Quando 
você seguir sua voz interior e alimentá-la, ela lhe dirá o 
que é preciso fazer em sua vida. 
 
Seguindo a voz do coração, alinhamo-nos com o 
processo criativo, a pulsação do coração do universo. 
 
Quando as pessoas sentem como se estivessem 
encontrado seu caminho na vida, que estão fazendo 
aquilo para que foram designadas, então pode-se dizer 
que encontraram seu objetivo existencial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dica da 
professora 
 
 
Parabéns, você está 
chegando ao final de 
mais uma aula. 
Consulte o material 
das aulas 
novamente sempre 
que precisar reciclar 
seus conhecimentos. 
 
 
Susan Bello (2002), em seu livro, fala da criação da 
técnica “Pintura Espontânea” e sua importância para 
o desenvolvimento do potencial criativo. 
Inicialmente esta técnica se aplicava a arteterapia, 
mas atualmente se desenvolve em oficinas criativas. 
 
O que é Pintura Espontânea? Qual o objetivo 
desta técnica criada por Susan Bello? 
 
A Pintura Espontânea é um trabalho pioneiro no 
campo da Terapia Expressiva, introduzido no Brasil 
pela sua criadora, a arte-terapeuta e PhD Susan 
Bello. É um processo de auto-transformação e uma 
abordagem em arteterapia, que desenvolve a 
personalidade criativa e alinha a pessoa com a 
essência, sua verdadeira identidade. 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 112 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vivencie suas emoções 
Diminua a distância entre o dedo e a lua 
Penetre no arco-íris, no espectro da luz 
Dialogue com seu inconsciente 
Abra um outro canal pra língua sem palavras 
Mostre o que existe por debaixo dos panos 
Monte a sua tela 
Risque, arrisque corajosamente 
Renasça, semeie e replante 
Explore seu potencial criativo 
Dance seu corpo-mente-espírito 
Contacte o seu sonho 
Nutra sua criança interior 
Siga a intuição 
Medite 
Entregue a si mesmo 
Esclareça os limites 
Seja seu Van Gogh 
Pinte espontaneamente. 
(Oscar Caiado) 
FONTE: 
http://www.spontaneouspainting.com/pproposta.ht
ml 
O processo da Pintura Espontânea objetiva: 
 
 Estimular a inteligência criativa, pelo engajamento 
em várias atividades como a pintura, escrita 
criativa, visualizações, formas de expressão 
corporal, meditação e outras vias de estimulação 
do pensamento criativo; 
 A familiarização de vários estados de consciência, 
inteligências naturais e sistemas de linguagem 
além daqueles da percepção racional e intelectual, 
como por exemplo: cinestésica, emocional, 
intrapessoal, interpessoal, musical, lingüística, 
lógica, espacial (espaço-temporal) e espiritual; 
 Promover oportunidades aos participantes, de 
transmitir para a tela as emoções que vivenciam 
em um nível inconsciente, despertando a auto-
consciência; 
 Encorajar as pessoas no desenvolvimento de um 
"locus" interno de controle, de forma que tenham a 
auto-confiança para explorar o que atrai sua voz 
intuitiva, e maior compreensão de suas vocações e 
de seus propósitos de vida; 
 Facilitar o desenvolvimento criativo e espiritual do 
Ser Total. 
 
Quando a consciência não está dominada pela razão, 
podemos desenvolver nossos potenciais e múltiplas 
inteligências através da expressão criativa, tais 
como inteligência corporal, emocional, intuitiva, 
criativa, espiritual e simbólica. 
(http://www.spontaneouspainting.com/ptnpgobj0.ht
m) 10/10/08 02:52h 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 113 
 
EXERCÍCIO 1 
 
O que é “Pintura Espontânea”, segundo Susan Bello? 
 
( A ) É um mapa e uma abordagem em arteterapia, 
que desenvolve a personalidade criativa e alinha a 
pessoa com a essência, sua verdadeira 
identidade. 
( B ) É um processo que bloqueia o desenvolvimento 
da personalidade criativa e alinha a pessoa com a 
essência, sua verdadeira identidade. 
( C ) É um processo que desenvolve a personalidade 
criativa e desalinha a pessoa com a sua essência. 
( D ) É um processo inibidor da personalidade criativa e 
desalinha a pessoa com a essência, sua 
verdadeira identidade. 
( E ) É um processo de auto-transformação e uma 
abordagem em arteterapia, que desenvolve a 
personalidade criativa e alinha a pessoa com a 
essência, sua verdadeira identidade. 
 
 
EXERCÍCIO 2 
 
Coloque (V) para as frases verdadeiras e (F) para as 
frases falsas. São objetivos da técnica “Pintura 
Espontânea”: 
 
(oba) Estimular a inteligência criativa, pelo 
engajamento em várias atividades como a pintura, 
escrita criativa, visualizações, formas de expressão 
corporal, meditação e outras vias de estimulação do 
pensamento criativo; 
(oba) A familiarização de vários estados de consciência, 
inteligências naturais e sistemas de linguagem além 
daqueles da percepção racional e intelectual, como por 
exemplo: cinestésica, emocional, intrapessoal, interpes- 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 114 
soal, musical, linguística, lógica, espacial (espaço-
temporal) e espiritual; 
(oba) Promover oportunidades aos participantes, de 
transmitir para a tela as emoções que vivenciam em 
um nível inconsciente, despertando a auto-consciência; 
(oba) Encorajar as pessoas no desenvolvimento de um 
"lócus" interno de controle, de forma que tenham a 
auto-confiança para explorar o que atrai sua voz 
intuitiva, e maior compreensão de suas vocações e de 
seus propósitos de vida; 
(oba) Facilitar o desenvolvimento criativo e espiritual 
do Ser Total. 
 
EXERCÍCIO 3 
 
O que Susan Bello fala sobre: 
 
Relaxar a voz interior da mente crítica. 
Encontrar alternativas para o estilo não-tradicional de 
ensino. 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
EXERCÍCIO 4 
 
Qual direcionamento você achou mais importante? 
Justifique a sua escolha: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 115 
 
RESUMO 
 
Vimos até agora: 
 
 Ao trabalhar com as técnicas expressivas 
estamos favorecendo uma educação criativa e 
consequentemente trabalhando o lado 
emocional, educando emocionalmente. 
 
 Os direcionamentos sugeridos por Susan 
Bello, favorecem o exercício das 
características que compõem a personalidade 
criativa. 
 
 A pintura espontânea é uma técnica que tem 
como objetivo: 
 
 Estimular a inteligência criativa, pelo 
engajamento em várias atividades como a 
pintura, escrita criativa, visualizações, 
formas de expressão corporal, meditação e 
outras vias de estimulação do pensamento 
criativo; 
 A familiarização de váriosestados de 
consciência, inteligências naturais e 
sistemas de linguagem além daqueles da 
percepção racional e intelectual, como por 
exemplo: cinestésica, emocional, 
intrapessoal, interpessoal, musical, 
linguística, lógica, espacial (espaço-
temporal) e espiritual; 
 Promover oportunidades aos participantes, 
de transmitir para a tela as emoções que 
vivenciam em um nível inconsciente, 
despertando a auto-consciência; 
 Encorajar as pessoas no desenvolvimento de 
um "locus" interno de controle, de forma 
que tenham a auto-confiança para explorar o 
Aula 5 | Educação emocional e a Personalidade criativa 116 
que atrai sua voz intuitiva, e maior 
compreensão de suas vocações e de seus 
propósitos de vida; 
 Facilitar o desenvolvimento criativo e 
espiritual do Ser Total. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades Práticas I 
 
Dina Lúcia Chaves Rocha 
 
A
U
L
A
 
6 
 
 
A
p
re
s
e
n
ta
ç
ã
o
 
Nesta parte do caderno sugerimos atividades práticas, vivências, 
técnicas expressivas que possibilitarão exercitar a sua criatividade 
e quando aplicadas exercitar a criatividade de seus alunos. 
Em primeiro lugar se familiarize com as técnicas, vivencie cada 
uma delas, trabalhe com seus sentimentos, suas sensações, com 
a sua imaginação criativa, com o seu pensamento criativo, 
produza criativamente. Assim estará pronta para ter mais êxito ao 
aplicar estas técnicas em seus alunos. 
Nesta aula teremos a oportunidade de entrar em contato com a 
prática e abrir espaço para a teoria aprendida. 
Fizemos uma pesquisa sobre os materiais mais utilizados em 
escolas (aulas de artes, aulas de arte-educação, aulas criativas), 
consultórios, instituições, entre outros. Para realizar as técnicas 
sugeridas, usaremos muitos materiais desta lista. 
Sugerimos algumas formas de aplicar o relaxamento. Muitos são 
os autores que afirmam a eficácia de um relaxamento antes de 
uma atividade expressiva para abrir a mente e deixar as ideias 
fluírem. 
Enquanto profissionais e educadores, devemos criar um clima 
propício e acolhedor. Neles os materiais utilizados funcionam 
como possibilitadores da comunicação e da expressão. 
Devemos favorecer, criar meios e dar condições! 
 
 
O
b
je
ti
v
o
s
 
 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja 
capaz de: 
 
 Identificar os materiais mais utilizados, perceber as suas 
diferenças e a importância de cada um na construção de uma 
atividade. 
 Vivenciar as técnicas sugeridas e criar um conceito sobre elas, 
baseado na teoria vista anteriormente. 
 Criar atividades, à partir das sugestões vivenciadas. 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 118 
Lista de materiais mais utilizados 
 
Papéis / Folhas 
 
Papel ofício, papel A4 (várias cores), papel A3, 
papel crepom, papel vegetal, papel glacê, papel seda, 
papel metalizado, papel celofane, papel pedra, papel 
craft, papel alumínio, folhas de lixa, papel vegetal, 
cartolina, papelão, papel 40 k, papel pardo, mistura 
para papel marche, papel camurça, folha de acetato. 
 
Material Seco 
 
Lápis de cor, lápis grafite (B/HB/H), giz de cera, 
pastéis à óleo, pastéis à seco, canetas hidrográficas, 
lápis de carvão, bastão de grafite. 
 
Tintas 
 
Aquarela, guache, tinta acrílica, tinta para 
pintura a dedo, cola colorida, anilina, nanquim, betume, 
tinta vitral, tinta de tecido, tinta plástica, tinta PVA, 
pigmentos em pó e líquido (tipo xadrez) de várias 
cores. 
 
Materiais Tridimensionais 
 
Argila, massa de modelar, plastilina, massa de 
biscuit, sucata. 
 
Para Colagem 
 
Revistas, jornais, tecidos, TNT, EVA, purpurina, 
gliter, lantejoulas, contas, miçangas, canutilhos, fitas, 
barbante, lã, linha, fotos, todos os tipos de papéis 
mencionados anteriormente. 
 
Dica da 
professora 
 
 
Os papéis são, 
muitas das vezes, 
utilizados como base 
para os trabalhos 
expressivos. 
 
Se for utilizar por 
cima do papel um 
material líquido, 
pastoso, úmido, 
tenha o cuidado de 
utilizar um papel 
capaz de suportar, 
que não desmanche 
com facilidade. 
 
 
Lista de materiais mais utilizados 
 118 
Atividades práticas 119 
Aula 6 | Atividades práticas I 119 
Materiais Complementares 
 
Pincéis, brochuras, espátulas, tesouras, estilete, 
cola, goma, durex, fita dupla face, borracha, atadura 
gessada, rendas, flores e folhas secas, canudo, areia 
(várias cores), conchas, pedrinhas de aquário, 
 
Atividades Práticas 
 
As atividades expressivas são aquelas 
que melhor permitem a espontânea 
expressão das emoções, que dão mais 
larga oportunidade para os afetos 
tomarem forma e se manifestarem, 
seja na linguagem dos movimentos, 
dos sons, das formas e das cores. 
(Nise da Silveira, 1994, p.13) 
 
Para reunir essas atividades/técnicas nos 
utilizamos de vários autores, como: Virgolim, Fleith & 
Pereira (2003), Liebmann (2000), Reis (2004), Kohl & 
Solga (2001), Kohl & Gainer (2002) e muitas atividades 
vivenciadas, criadas e transformadas pela autora deste 
caderno. 
 
ATIVIDADES COM RELAXAMENTO 
 
Estas atividades com relaxamento servem para 
iniciar qualquer trabalho criativo, elas além de relaxar 
mobilizam sentimentos e favorecem o fluxo do 
pensamento criativo. 
 
Relaxamento simples 
 
Sempre que for trabalhar com visualização e 
exercícios de imaginação, comece com esta técnica de 
relaxamento: 
 
 Sentado ou deitado, procure uma posição 
confortável para o seu corpo. 
Quer 
saber mais? 
 
 
“Atividades criativas 
ampliam as 
possibilidades de 
desenvolvimento 
tanto da criança 
quanto do adulto.” 
(Holm, 2007, p.95) 
 
 
Importante 
 
 
Os relaxamentos 
mais simples 
trabalham apenas 
com a respiração. O 
individuo é 
convidado a se 
conscientizar da sua 
respiração para 
melhor controlá-la. 
 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 120 
 Feche os seus olhos e passeie pelo seu corpo 
com sua mente. Observe cada parte do seu 
corpo com muita atenção. 
 Tente identificar se há alguma parte do seu 
corpo que esteja incomodada, tensa ou 
dolorida. Se houver, preste atenção nessa 
parte e converse mentalmente com ela, 
pedindo-lhe que relaxe que se solte 
completamente. Sinta que seu corpo lhe 
obedece mansamente e que a tensão começa 
a sumir. Você sente o corpo cada vez mais 
pesado, como se fosse afundar no chão. 
Quando sentir que seu corpo se aquietou, 
esqueça-o. 
 Observe agora sua respiração. Como ela se 
apresenta? Lenta ou apressada? Com que 
parte do seu corpo você respira? Em que local 
você percebe sua respiração? Ponha sua mão 
direita no local do seu corpo onde você 
respira. Fique assim por uns instantes. 
 Agora, ponha sua mão direita na sua barriga, 
um pouquinho abaixo do umbigo. Traga sua 
respiração para este local. Sina o ar 
empurrando sua barriga para cima quando 
você inspira e para baixo quando expira. 
Respire 10 vezes pela barriga, imaginando 
cada número à medida que inspira e expira: 
um, dois, três, quatro... Quando completar a 
contagem, esqueça sua respiração que 
permanece na barriga. 
 Com o corpo e a respiração bem calminhos e 
suaves, fique quieto por um tempinho. Se 
surgirem pensamentos na sua mente, deixe 
que eles entrem e saiam. Apenas observe. 
 Aos pouquinhos, quando der vontade, comece 
a mexer com seu corpo suavemente, abrindo 
os olhos e levantando-se. Tudo isso bem 
devagar, em silêncio e com muita calma. 
Dica da 
professora 
 
 
O ambiente deve ser 
arejado,limpo, 
amplo, sem barulhos 
externos ou cheiros 
fortes. 
 
Lembre-se muitos 
estímulos poderão 
funcionar como 
empecilho para o 
relaxamento, estude 
o ambiente antes de 
começar e veja se 
tem algo que poderá 
comprometer o seu 
trabalho. 
 
Se preferir a luz 
(claridade) pode ser 
reduzida. 
 
Você poderá, ainda, 
optar pelo uso de 
uma música calma e 
suave para conduzir 
o relaxamento. 
 
 
Importante 
 
 
Cada pessoa tem 
um movimento 
diferente da outra. 
Cada membro do 
grupo é singular e 
único. 
 
Uns relaxam mais, 
se entregam mais... 
outros menos. 
Uns levam mais 
tempo para 
relaxar... outros 
menos tempo. 
Uns voltam mais 
rápido do 
relaxamento... 
outros levam mais 
tempo. 
Uns se sentem mais 
criativos após o 
relaxamento... 
outros nem tanto! 
 
Aprenda a aceitar os 
diferentes 
movimentos e fique 
atento (a) a todos 
eles! 
 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 121 
Relaxamento e passeio pelo arco-íris 
 
Feche os olhos, respire profundamente e relaxe 
o corpo. 
 
Vamos embarcar em um arco-íris e fazer uma 
linda viagem pelo mundo das cores. Procure estar 
atento às sensações que surgirem e a todas as imagens 
que se formarem na sua mente, enquanto viajamos 
pelo mundo das cores. 
 
Imagine que de repente, você ganhe um lindo 
par de asas, assim como os anjos. De posse dessas 
asas, você pode voar bem alto, para o meio das 
nuvens. Você está voando agora. Está se sentindo 
leve... feliz... tranquilo... Bem na sua frente aparece 
um arco-íris. Ele é tão bonito e suas cores tão vibrantes 
que você não resiste e... mergulha nele, bem na cor 
vermelha. Agora tudo em volta de você é puro 
vermelho, forte, grandioso. Observe bem esse espaço 
vermelho onde você está agora. O que você sente? A 
cor vermelha lembra... Como é estar no vermelho? 
Continue andando por esse mundo vermelho... Preste 
atenção, pois o vermelho está se transformando... Você 
está mudando de faixa no arco-íris. Agora tudo está 
ficando... laranja. Observe bem a cor laranja. Que 
sensações essa cor lhe transmite? Qual o sentimento de 
estar no laranja? Pense em alguns objetos ou coisas 
que tenham essa cor. Olhe para as suas mãos. Você 
tem um pincel na mão neste momento. O que você 
pintaria de laranja? O laranja é engraçado e divertido. 
Brinque na faixa laranja do arco-íris... Ao seu lado, eis 
que surge uma lata de tinta, aberta. Você pega o pincel 
e mergulha na lata... Quando o retira, vê que ele está 
molhado de tinta amarela. Tudo agora é amarelo. Você 
mudou novamente de faixa no arco-íris. Observe o 
amarelo. Veja como é forte essa cor. Como você se 
sente em um mundo amarelo? Quais são seus 
pensamentos? Qual é a coisa mais amarela que você 
Importante 
 
 
Mantenha a sua voz 
suave e firme 
durante todo o 
relaxamento. 
Qualquer mudança 
no tom da sua voz 
será percebida pelas 
pessoas que estão 
sendo relaxadas. 
 
Calcular o tempo 
necessário para a 
atividade vai te 
deixar mais 
seguro(a) para 
desempenhar o seu 
papel. Perceber que 
o tempo está 
acabando pode fazer 
com que você 
acelere a leitura e as 
pessoas tenham 
uma percepção 
desagradável e 
entendam este 
momento como 
angustiante e não 
agradável e 
relaxante. 
 
A forma como as 
atividades são 
propostas e 
oferecidas, nos 
garante se ela vai 
ser bem sucedida. 
 
 
Importante 
 
 
Muitos são os 
autores que 
acreditam que o 
relaxamento 
favorece o fluxo 
criativo. 
 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 122 
conhece? Quais os sentimentos que são amarelos? Que 
animais deveriam ser amarelos? Mais uma vez tudo 
começa a mudar de cor. Olhe bem à sua volta e veja a 
nova cor que chega. É o... verde. Quais são os 
sentimentos verdes? E o gosto do verde, qual é? Como 
você se sente em um espaço totalmente verde? A cor 
verde acalma, traz silêncio. Nesse momento a calma 
toma conta do local onde você está. Bem devagar, você 
percebe que está. Bem devagar, você percebe que está 
mudando de faixa no arco-íris, novamente. O verde vai 
embora e dá espaço para o... azul. Que delícia... Que 
tranquilidade... Agora você entende por que as pessoas 
falam “está tudo azul”! Que emoções você sente nesse 
mundo azul? Que pessoas você acha que deveriam 
morar em um mundo azul? Que objeto, coisa, elemento 
ou ser, que são azuis, você mais gosta de olhar? O azul 
começa a se transformar. Nova cor está chegando. Sua 
viagem pelo arco-íris continua. O mundo começa a 
ficar... roxo. O roxo é a cor que surge quando 
misturamos o azul com o vermelho. É uma cor forte, 
vibrante, com cara de... Se você fosse desenhar um 
rosto para a cor roxa, como ele seria? Quais são os 
seus sentimentos na faixa roxa do arco-íris? Quais 
seriam seus pensamentos? O roxo começa a se 
modificar. Você vai conhecer agora a última faixa do 
arco-íris. É como se gotinhas brancas começassem a 
cair na faixa roxa e ela se transformasse em... lilás. O 
lilás é tão clarinho, que às vezes se confunde com o 
branco. Você está nessa faixa lilás. O que você sente? 
Que pensamentos chegam à sua mente? Qual a 
emoção nesse momento? Qual é a cara do lilás? Quem 
é lilás? Que objetos a cor lilás lhe faz lembrar? 
 
Agora sua viagem pelo arco-íris chegou ao fim. 
Escorregue nele, como se fosse um enorme 
escorregador colorido, e chegue na Terra. Ponha os pés 
no chão e observe à sua frente. Há um objeto no final 
do arco-íris. Ele é seu. Pegue-o e vá embora. 
 
 
Importante 
 
 
Sempre que utilizar 
um relaxamento que 
conduz a algum 
lugar fique atento 
(a) ao tempo que 
você tem. Você deve 
conduzir 
calmamente na ida e 
na volta. 
 
Sempre que levar 
alguém a algum 
lugar... traga de 
volta! 
 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 123 
Lentamente, volte ao local onde está, abrindo os 
olhos e mexendo o corpo, bem devagar e em silêncio. 
 
Procure se lembrar de todas as sensações que 
você teve em seu arco-íris e, sem palavras, faça um 
desenho do que mais gostou em sua experiência e o 
que encontrou no final do arco-íris. Depois compartilhe 
essa experiência com alguém. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abaixo, seguem sugestões de outras tarefas que 
podem ser realizadas após o exercício do arco-íris. Você 
também pode inventar alguns exercícios a partir de 
suas próprias ideias. 
 
SUGESTÕES 
 
 Pegue uma folha de papel em branco e pinte. 
Pinte todas as cores que você visitou no arco-
íris. Pinte do jeito que quiser, usando as 
formas que quiser. 
 Tente fotografar um arco-íris. 
 Faça uma pesquisa científica sobre o arco-íris. 
Descubra que fenômenos da natureza 
promovem esse espetáculo tão bonito. 
 Com as três cores primárias (azul, amarelo e 
vermelho), realize experiências misturando 
cores e observando o resultado. Experimente, 
brinque, invente cores diferentes. 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 124 
 Procure na natureza as cores do arco-íris. 
Registre esses dados com fotos ou com os 
próprios objetos/elementos que você 
encontrar. 
 
MINHAS ANOTAÇÕES 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
RELAXAMENTO E VISUALIZAÇÃO COM MÚSICA 
 
Use os seguintes recursos para este exercício: 
 
 Um aparelho de som, fitas ou CDs com 
diferentes estilos de música, como: música 
popular, clássica, sertaneja, músicas suaves, 
alegres, tristes, etc. 
 Use também papel, lápis de cor, giz de cera, 
canetas coloridas, tinta,o que quiser para 
pintar e desenhar. 
 
Passo 1: Escolha três músicas com estilos bem 
diferentes, como por exemplo: uma música suave, 
outra agressiva e outra em ritmo alegre. 
 
Passo 2: Procure uma posição confortável e 
faça um relaxamento (como o sugerido no relaxamento 
simples). 
 
Passo 3: Após o exercício de relaxamento, ouça 
a primeira música selecionada. Se preferir, coloque a 
música duas vezes para tocar; procure escutar com 
muita atenção a melodia, tente “viajar”, “entrar”, 
“perceber” o sentido da canção, o que ela representa 
para você. 
Aula 6 | Atividades práticas I 125 
Passo 4: Ao término das duas apresentações da 
primeira música, em silêncio, desenhe a música que 
escutou. Procure colocar no desenho toda a emoção 
que a música despertou em você. 
 
Passo 5: O mesmo procedimento deverá ser 
realizado com as outras duas músicas escolhidas. Ao 
final, coloque seus desenhos na parede e comente suas 
experiência com alguém ou escreva as sensações que 
elas lhe causaram. 
 
1ª Música 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Música 
 
 
 
 
 
 
 
 
3ª Música 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 126 
A lojinha mágica 
 
Procure uma posição bem confortável e se 
prepare para mais uma viagem ao mundo da fantasia... 
Deixe seu corpo ficar bem leve... leve... tão leve que 
você se sente como uma pena... E você vai subindo 
pelo céu até chegar a uma nuvem... Deite-se na 
nuvem... Sinta que ela o envolve completamente, e 
uma sensação de segurança e liberdade toma conta de 
você... A nuvem o leva para uma viagem muito 
agradável pelo céu... Você, deitado, consegue ver bem 
a paisagem lá em baixo... os rios... os campos... o 
verde das plantações... o mar... Você sente uma brisa 
gostosa, o calorzinho do sol... e continua seu passeio... 
Mas aos poucos a paisagem vai mudando... e você 
começa a ver sinais de queimadas lá em baixo... A 
paisagem torna-se sombria, escura, triste... E você 
percebe que a vida, toda a vida do mundo, acabou. 
Apenas você restou, lá em cima, observando tudo... 
Você sabe que alguma coisa precisa ser feita... De 
repente, você enxerga lá em baixo as luzes de uma 
cidadezinha... Luzes que lhe chamam a atenção, como 
se alguma coisa muito diferente pudesse estar 
acontecendo naquela cidadezinha... A nuvem começa a 
abaixar e você dá um sinal mental a ela para ir até o 
chão... Você desce da nuvem e começa a andar, 
olhando tudo ao seu redor. Como é essa cidade? O que 
você observa? Você continua a andar... segue por uma 
ruazinha... até que uma luz saindo de uma casa chama 
sua atenção... Você se aproxima e percebe que é uma 
lojinha... Na frente há uma vitrine... Chegue perto, 
passe a mão na vitrine para enxergar melhor o que 
está lá dentro... De repente, a porta se abre com um 
barulhinho... e sai lá de dentro um velhinho muito 
simpático... Ele olha para você com um sorriso nos 
lábios, e se aproxima... Ele está dando boas-vindas, e 
diz: “Que bom que você chegou! Eu estava justamente 
esperando por você! Venha, entre, vou lhe mostrar 
Aula 6 | Atividades práticas I 127 
minha loja...” E você entra na lojinha, muito curioso(a) 
sobre o que está lá dentro... E o velhinho continua a 
falar: “Você viu que o mundo acabou, não é mesmo? 
Toda a vida foi exterminada do planeta Terra, e você foi 
a única pessoa que sobrou... Mas nem tudo está 
perdido... Na verdade, eu venho de um outro planeta, e 
fui designado para uma missão muito importante: 
ajudá-lo a salvar a Terra. Você é a única pessoa que 
pode fazê-lo. Para isso, você vai escolher um objeto 
aqui na minha lojinha... Esse objeto que você escolher 
vai ajudá-lo a trazer a vida de volta ao seu planeta ... 
Vá, olhe tudo e faça sua escolha...”. Você então começa 
a olhar em volta, e percebe que a loja tem dezenas de 
prateleiras, cheias dos mais diferentes objetos... Você 
anda pela loja, e observa que ali existem todos os 
objetos que sua imaginação é capaz de pensar... 
objetos do presente, do passado, e mesmo do futuro... 
Caixinhas de sentimentos... Passe um tempo olhando 
cada coisa, suas formas e cores, sua textura, sabor... 
Olhe tudo com cuidado e faça sua escolha... Qual 
desses objetos poderá ajudá-lo em sua missão? 
Quando você sentir que está diante do objeto certo, 
pegue-o, e leve-o até o velhinho. Mostre a ele o objeto, 
e diga-lhe que esta é a sua escolha... O velhinho olha 
para você, e com um sorriso, diz: “Você fez a escolha 
certa! Eu sabia que poderia contar com você! Mas para 
levar esse objeto, você deve deixar alguma coisa em 
troca, desde que não seja dinheiro.” Então você pensa: 
o que poderá dar ao velhinho em troca do objeto que 
vai lhe ajudar a salvar o mundo? Pense no que você 
poderia dar a ele e faça a troca... O velhinho fica muito 
contente e vocês se despedem um do outro... Você sai 
da loja, carregando seu objeto... e faz o mesmo 
caminho de volta... Chega até a nuvem, que estava lhe 
esperando... Sobe na nuvem... Ela carrega você de 
volta aos mesmos locais por onde havia passado... 
Sinta que o objeto que você traz consigo começa a 
fazer efeito... A vida lentamente volta ao que era 
Aula 6 | Atividades práticas I 128 
antes... Você pede então à nuvem que sobrevoe sua 
cidade... Você vê sua casa... Vê as pessoas das quais 
você gosta... Sente que finalmente a paz volta a 
reinar... A nuvem então sobrevoa esse local e você 
pede a ela que desça até onde você se encontra 
agora... Sinta que você volta ao seu corpo... Sinta cada 
músculo do seu corpo, mexa as mãos, os pés... Quando 
sentir que é seu momento, abra os olhos bem 
devagar... Não converse. 
 
 Pegue lápis de cor ou canetinhas hidrocor e 
faça um desenho do objeto que você trouxe 
para salvar o mundo. 
 Compartilhe sua viagem e seus sentimentos 
com outras pessoas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADES DIVERSAS 
 
Sentenças incompletas 
 
Complete as seguintes sentenças sobre você e 
seus sentimentos: 
 
 A coisa que eu mais gosto que as pessoas 
notem em mim é ______________________. 
 Eu gostaria que meus alunos _____________ 
____________________________________. 
 Eu gosto de __________________________. 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 129 
 Eu gostaria de estar ________________ 
____________________________________. 
 Eu sei que posso ______________________ 
____________________________________. 
 Eu não posso _________________________. 
 Eu me imagino fazendo _________________ 
____________________________________. 
 Eu admiro uma pessoa _________________ 
____________________________________. 
 Acho muito engraçado __________________ 
____________________________________. 
 
Usos diferentes 
 
Pense e escreve o maior número de usos 
possíveis: 
 
 Uma Revista 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 Fio de Telefone 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 Porta Copos 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 Bolinhas de isopor 
____________________________________________ 
________________________________________________________________________________________ 
____________________________________________ 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 130 
Semelhanças e diferenças 
 
Liste o maior número possível de semelhanças e 
diferenças que pode haver entre: 
 
 Lobo Mau e Papai Noel 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 O Fantástico e a Novela das Oito 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 A Moto e o Helicóptero 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 O Bandido e o Padre 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 O Médico e o Professor 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 
Fazendo analogias 
 
Fazer analogia significa comparar duas coisas 
que são diferentes, buscando o que poderiam ter em 
comum. 
 
Solte a sua imaginação e complete as sentenças 
abaixo, usando analogias: 
Dica da 
professora 
 
 
Crie outras 
combinações 
incomuns e monte 
atividades como 
esta para seus 
alunos. 
 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 131 
 O martelo é como um caracol, 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 O gato é como uma pipa, 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 O coração é como chocolate, 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 A amizade é como um biscoito, 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 O telefone é como uma vela, 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 
Códigos interessantes 
 
Você que é muito curioso, resolveu dar uma 
espiada nos livros da estante de um arqueólogo. E você 
encontra um misterioso livro, todo escrito em códigos. 
Que interessante! O que poderia estar escrito ali? Que 
segredos misteriosos você está a ponto de descobrir? 
 
Algumas das frases do livro estão escritas 
abaixo. Use a cabecinha e tente decifrá-las! Mas 
atenção! Cada frase foi escrita com um tipo de código. 
Você será capaz de descobri-los? 
 
Então vamos lá! A cada código descoberto, 
escreva na linha abaixo sua tradução e qual é a regra 
para se descobrir o código. Esta é uma tarefa para um 
verdadeiro Sherlock Holmes! 
 
1º) A scriança sadora mtoma rsorvet ed emorang oco 
mchocolat e. 
TRADUÇÃO:__________________________________ 
___________________________________________. 
Para refletir 
 
 
A curiosidade 
impulsiona e motiva 
as buscas por 
soluções e 
descobertas. 
 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 132 
REGRA:______________________________________ 
____________________________________________. 
 
2º) uE airatsog ed rahlabart mu aid an anames e 
rasnacsed sies. 
TRADUÇÃO: __________________________________ 
____________________________________________. 
 
REGRA: _____________________________________ 
____________________________________________. 
 
3º) Tqnhq qm cqchqrrqnhq qqq qdqrq cqrrqr q rqlqr nq 
grqmq. 
TRADUÇÃO: __________________________________ 
____________________________________________. 
 
REGRA:______________________________________ 
____________________________________________. 
 
Imagine-se... 
 
 Se você ganhasse duas araras, três macacos, 
uma vaca, duas galinhas e um porquinho da 
índia, o que faria? 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 
 Uma fada irá realizar um desejo seu. O que 
vai pedir? 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 
 Foi criada uma máquina do tempo e você será 
tele-transportado(a) para o ano de 2550. Que 
tipo de pessoa será você? Onde estará 
vivendo? Como será a sua família? 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
Aula 6 | Atividades práticas I 133 
 Se você pudesse ser um artista por um dia, 
quem seria? O que faria? 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 
 Você está participando de um concurso de 
criatividade, terá que criar uma roupa com 
sucatas. Que tipo de roupa faria? Qual o 
material? 
____________________________________________ 
____________________________________________ 
 
Desenhando 
 
Complete os rabiscos abaixo formando figuras. 
Escreva o nome de cada figura que você formar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1) 2) 
Aula 6 | Atividades práticas I 134 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIO 1 
 
Qual a importância do Relaxamento? 
 
( A ) Agitar os participantes da atividade. 
( B ) Momento ideal para dormir e se desligar do que 
está sendo proposto. 
( C ) Além de relaxar, mobilizam sentimentos e 
favorecem o fluxo do pensamento criativo. 
( D ) Neutralizar os pensamentos e os sentimentos. 
( E ) Bloquear sentimentos e o fluxo criativo. 
 
 
5) 6) 
3) 4) 
Aula 6 | Atividades práticas I 135 
 
 
EXERCÍCIO 2 
 
Qual a importância de fazer analogias ou combinações 
incomuns para exercitar a criatividade? 
 
( A ) Analogias e comparações ajudam a inserir as 
coisas num contexto novo ou a contemplá-las de 
um ponto de vista inteiramente original. 
( B ) Analogias e comparações impedem de inserir as 
coisas num contexto novo ou a contemplá-las de 
um ponto de vista inteiramente original. 
( C ) Analogias e comparações ajudam a inserir as 
coisas num contexto novo ou a contemplá-las de 
um ponto de vista nada original. 
( D ) Analogias e comparações ajudam a inserir as 
coisas num contexto antiquado ou a contemplá-
las de um ponto de vista único. 
( E ) Analogias e comparações dificultam e atrapalham 
o trabalho criativo. 
 
 
 
EXERCÍCIO 3 
 
Crie uma técnica que utilize o uso de analogias: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
 
Aula 6 | Atividades práticas I 136 
 
 
EXERCÍCIO 4 
 
Crie uma técnica que utilize, no mínimo, 5 
componentes da lista de materiais sugeridos: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
 
RESUMO 
 
Vimos até agora: 
 
 Existem materiais capazes de favorecer o 
exercício da criatividade; 
 
 É importância de vivenciar as atividades, 
exercícios que trabalham a criatividade; O relaxamento é uma técnica muito utilizada 
e valorizada no trabalho criativo; 
 
 Como a teoria baseia a construção das 
atividades, nada é por acaso, as técnicas 
aplicadas tem sempre um objetivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades Práticas II 
 
Dina Lúcia Chaves Rocha 
 
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s
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o
 Nesta aula sugerimos atividades práticas, vivências, técnicas 
expressivas que possibilitarão exercitar outras formas de trabalhar 
a expressão criativa, como: técnicas com pinturas e desenhos, 
recorte e colagem, modelagem, esculturas. 
Pesquisamos receitas que poderão ser produzidas pelo profissional 
e até mesmo pelos alunos e/ou clientes. Em algumas regiões o 
acesso a alguns materiais é difícil, sendo assim, produza você 
mesmo! 
Lembre! Enquanto profissionais e educadores, devemos criar um 
clima propício e acolhedor. Neles os materiais utilizados funcionam 
como possibilitadores da comunicação e da expressão. 
Devemos favorecer, criar meios e dar condições! 
 
 
O
b
je
ti
v
o
s
 
 
 
 
Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja 
capaz de: 
 
 Produzir alguns dos materiais utilizados, perceber as suas 
diferenças e a importância de cada um na construção de uma 
atividade. 
 Vivenciar as técnicas sugeridas e criar um conceito sobre elas, 
baseado na teoria vista anteriormente. 
 Criar atividades, à partir das sugestões vivenciadas. 
Aula 7 | Atividades práticas II 138 
Algumas receitas: Produza você mesmo, 
alguns materiais. 
 
TINTAS 
 
Para desenvolver técnicas com tintas, utilize os 
papéis mais grossos. 
 
Tinta para Pintura a Dedo Comestível: 
 
Desmanche 2 colheres (sopa) de maisena em 
125 ml (1/2 copo) de água e junte 1/2 litro (2copos) de 
água fervente; 
 
Mexa sem parar até obter a consistência de 
mingau (3 minutos), desligue o fogo e deixe esfriar um 
pouco; 
 
Divida a pasta em 5 recipientes plásticos, em 
cada um misture um pacotinho de 6 gramas de refresco 
em pó (cada sabor, uma cor diferente); 
 
Use a tinta ainda morna sobre o papel. 
 
Tinta para Pintura a Dedo: 
 
Desmanche 1 xícara de polvilho ou farinha de 
trigo em 1 e 1/2 xícara de água fria; 
 
Junte 2 xícaras de água fervente, mexa 
rapidamente para não embolar; 
 
Leve ao fogo e continue mexendo até ficar como 
um mingau; 
 
Deixe esfriar um pouco e junte 1/2 xícara de 
sabão em pó, 1 colher de sobremesa de vinagre ou 
suco de limão; 
Algumas receitas: Produza 
você mesmo, alguns materiais 138 
Atividades práticas 144 
Técnicas com esculturas 151 
Aula 7 | Atividades práticas II 139 
Coloque guache até atingir a cor desejada. 
 
Tinta para Pintura a Dedo (textura): 
 
Desmanche 1 xícara de farinha de trigo em 2 
xícaras de água fria; 
 
Leve ao fogo até que engrosse e forme um 
mingau consistente (sempre mexendo para não 
embolar); 
 
Quando o mingau estiver morno misture tinta 
guache até atingir a tonalidade desejada. Dependendo 
da quantidade de guache colocada a tinta poderá ficar 
menos consistente. Caso deseje uma tinta consistente 
coloque mais farinha de trigo ou menos água. 
 
Tinta com Papel Crepom: 
 
Coloque em uma vasilha o papel crepom picado 
na cor desejada, 1 copo de álcool, 1/4 de copo de água, 
tampe a vasilha; 
 
Deixe de molho por 12 horas, depois coe e 
esprema o papel crepom; 
 
Armazene o líquido em um recipiente fechado. 
 
Tinta Prateada ou Dourada: 
 
Coloque em um recipiente de vidro 70 gramas 
de goma líquida dissolvida em um pouco de água; 
 
Acrescente 10 gramas de purpurina prateada ou 
dourada, e um copo de álcool 90°; 
 
Tampe o recipiente de vidro, agite e guarde. 
 
Dica da 
professora 
 
 
Se desejar uma tinta 
mais brilhosa, mais 
suave, utilize 
maisena no lugar da 
farinha de trigo. A 
tinta com farinha de 
trigo fica fosca. 
 
 
Importante 
 
 
Esta tinta tem uma 
consistência 
diferente das 
demais, por isso ela 
é ideal para produzir 
texturas nas folhas 
de papel. 
 
 
Importante 
 
 
Proteja suas mãos, 
utilize luvas para 
espremer o papel 
crepom. 
 
 
Dica da 
professora 
 
 
A purpurina em pó 
pode ser encontrada 
nas seguintes cores: 
dourado, prata e 
bronze. Aproveite e 
produza! 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 140 
Tinta Guache: 
 
Em um recipiente (impermeável) coloque 1 
xícara de pó xadrez; 
 
Acrescente 1 xícara de água; 
 
1/2 xícara de goma arábica; 
 
1 colher de café de óleo de cozinha; 
 
Misture bem e cozinhe em banho-maria, 
mexendo sempre. Quando for usar, dissolva a 
quantidade desejada em um pouco de água até que 
atinja a consistência ideal. 
 
Tinta Creme: 
 
Misture primeiro os ingredientes secos, 2 xícaras 
de farinha de trigo, 1 xícara de açúcar, 1 xícara de 
amido de milho; 
 
Adicione água fria e forme uma pasta, logo em 
seguida acrescente água quente e mexa até engrossar; 
 
Acrescente anilina da cor desejada. 
 
Tinta Acrílica: 
 
Misture cola plástica (ou resina sintética - 
aglutinante) e pigmento, até atingir a tonalidade 
desejada. 
 
GIZ – LÁPIS 
 
Giz de Cera: 
 
Derreta 250 gramas de parafina, misture pó 
xadrez (na cor desejada) e um pouco de solvente até 
obter uma massa; 
Dica da 
professora 
 
 
A tinta acrílica, 
brilhante, fácil de 
preparar e usar, é a 
porta de entrada 
ideal para o universo 
das tintas. 
Quando for trabalhar 
com tintas, inicie por 
essa! 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 141 
Coloque essa massa em um cilindro feito de 
papel e espere endurecer; 
 
Assim que endurecer, rasgue o cilindro, se 
necessário, para desinformar. 
 
Lápis Pastel 
 
Em um copo de massa corrida misture pó xadrez 
até chegar a uma consistência que permita enrolar 
lápis; 
 
Molde todos os lápis e os deixe secar na sombra. 
 
Giz Pastel Seco 
 
Em cada litro de água coloque 200g de gel 
fixador para cabelo, bata no liquidificador; 
 
Em um prato coloque pó xadrez ou anilina em 
pó, aos poucos vá acrescentando a mistura de gel com 
água até dar o ponto para enrolar; 
 
Modele os gizes e os enrole em jornal, deixe-os 
secar bem. 
 
MASSAS 
 
Massa de Farinha 
 
Em uma vasilha misture 2 xícaras de sal a 4 
xícaras de farinha de trigo, deixe reservado; 
 
Em outra vasilha misture os ingredientes 
líquidos: 1 xícara de água, depois, 1 xícara de óleo de 
cozinha, e aproximadamente, 1 xícara de anilina 
comestível; 
 
Dica da 
professora 
 
 
Não produza 
cilindros de papel 
muito fino, para 
evitar que o lápis 
produzido quebre 
facilmente. 
 
 
Dica da 
professora 
 
 
Misture duas ou 
mais cores de pó 
xadrez para atingir 
tonalidades 
diferentes; 
Faça lápis com 2 
cores ou mais, o 
resultado na hora da 
utilização é 
surpreendente. 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 142 
Adicione lentamente o líquido à mistura de 
farinha e açúcar e amasse bem; 
 
Para conservá-la, basta colocar em um saco 
plástico, sem ar e guarde na geladeira; 
 
Esta massa, depois de ser modelada, endurece e 
pode ser pintada. 
 
Massa de Modelar 
 
Misture 2 xícaras de farinha de trigo à 1/2 xícara 
de sal, acrescente aos poucos, menos que, uma xícara 
de água; 
 
Amasse bem e divida a massa em pedaços (um 
para cada cor). Para colorir você pode utilizar pó de 
refresco, anilina comestível, guache; 
 
Conserve a massa na geladeira.Massa de Sabonete 
 
Rale 1 sabonete (branco, de 90 gramas) no lado 
mais fino do ralador, junte 4 colheres de sopa de água, 
deixe amolecer por algum tempo; 
 
Quando estiver derretido acrescente 4 colheres 
(de sopa) de cola branca, 4 colheres (de sopa) de 
fécula de batata; 
 
Amasse tudo, muito bem, se for necessário 
acrescente mais fécula de batata até atingir uma massa 
homogênea; 
 
Depois de modelar, deixe secar. Depois de seco, 
pinte com guache, tinta para tecido ou plasticor. 
 
Dica da 
professora 
 
 
Esta massa pode 
virar tinta, basta 
acrescentar água até 
que ela vire um 
creme. 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 143 
Massa de Miolo de Pão 
 
Amasse o miolo de alguns pães com um pouco 
de água até obter uma massa homogênea; 
 
Aos poucos coloque guache, para colorir; 
 
Para que a massa tenha mais plasticidade, junte 
pequenas quantidades de cola branca; 
 
Pingue também um pouco de vinagre ou 
detergente, para conservar. 
 
Massa de Jornal e Cola (Papel Maché) 
 
Pique uma quantidade de papel (os papéis mais 
adequados são: jornal, papel toalha – não são 
adequados papéis plastificados), deixe de molho na 
água por 24 horas; 
 
Bata este papel no liquidificador, com bastante 
água; 
 
Depois coe e esprema para retirar o excesso de 
água; 
 
Coloque em uma bacia a polpa de papel, 
adicione farinha de trigo, e cola branca aos poucos e 
forme uma massa homogênea; 
 
Para finalizar coloque uma colher de 
desinfetante ou vinagre ou formol, para aumentar a 
durabilidade da massa. 
 
 
 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 144 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades práticas 
 
TÉCNICAS COM PINTURA E/OU DESENHO 
 
 Desenho e pintura livre 
 
Materiais: 
Qualquer papel; 
Giz de cera; 
Tintas; 
Canetas hidrocor; 
Lápis. 
 
Processo: 
Desenhe e pinte livremente, deixe a inspiração 
fluir... Deixe-se envolver pelas cores e formas que aos 
poucos vão surgindo. 
Durante anos, venho pesquisando e juntando 
receitas, textos, atividades, dinâmicas que possam 
auxiliar e promover um trabalho criativo. 
 
Na tentativa de minimizar custos e oportunizar a 
utilização de diversos materiais por pessoas que 
moram em regiões que não tem acesso, 
disponibilizo algumas destas receitas caseiras para 
você. 
 
Aproveite e mãos à obra! 
 
Caso tenha algumas receitas, textos, atividades 
criativas e queira colaborar com a minha pesquisa, 
peço que envie para o seguinte e-mail: 
dinalucia.iavm.ucam@gmail.com 
 
Você poderá ainda fazer parte da seguinte 
comunidade no Orkut: 
IAVM - Profissionais Criativos 
 
Esta comunidade está sendo criada para os nossos 
alunos do IAVM, nela você poderá acrescentar e 
copiar receitas, textos, atividades, dinâmicas, etc. 
Participe e faça deste espaço virtual um local de 
troca e crescimento. 
Importante 
 
 
Para os trabalhos 
com tintas, colas e 
outros materiais 
líquidos, lembre-se: 
 
 Forre a mesa com 
jornal; 
 Tenha sempre 
copos plásticos 
com água para 
lavar os pincéis; 
 Deixe disponíveis 
pedaços de pano 
para qualquer 
necessidade de 
secar algo. 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 145 
 Desenho feito com jornal 
 
Materiais: 
Papel; 
Jornal; 
Tinta guache; 
Pincéis; 
Tesoura; Giz de cera; 
Cola branca; 
 
Processo: 
1º Pinte no papel, um fundo de cena. 
2º Deixe de lado para secar. 
3º Desenhe no jornal e recorte. 
4º Após o fundo de cena ter secado, cole nele o 
desenho recortado. Use giz de cera para acrescentar 
detalhes, se desejar. 
 
Variações: 
1ª No lugar do jornal, pode ser usado outro tipo 
de papel (papel glacê, papel camurça, etc.). 
2ª Podemos substituir o jornal por revista. 
3ª O fundo de cena pode ser feito com giz de 
cera, assim não precisa secar a folha antes de colar o 
jornal recortado. 
 
 Pintura feita com areia 
 
Materiais: 
Areia de praia seca (em copos de papel ou 
recipientes pequenos); Cola branca; 
Papel ou papelão; 
Jornal; 
Lápis; 
Giz de cera. 
 
Processo: 
1º Utilize um lápis para desenhar ou pintar 
levemente no papel. 
Aula 7 | Atividades práticas II 146 
2º Aplique a cola ao longo das linhas a lápis. 
3º Salpique a areia, levemente, sobre a cola 
úmida. 
4º Incline o papel e deixe o excesso de areia cair 
sobre uma folha de jornal aberta. 
5º Deixe secar. 
6º Utilize giz de cera, para acrescentar outros 
detalhes ou para colorir a pintura feita com areia (a 
areia depois de seca pode ser pintada com o giz de cera 
ou tinta guache, acrílica, plástica). 
 
Variações: 
1ª Tente fazer um desenho espontâneo, sem 
usar o lápis. Esprema rapidamente um pouco de cola 
por sobre o papel ou utilizando um pincel, dê umas 
pinceladas de cola e veja o que você pode criar! 
2ª No lugar da areia, use purpurina colorida. 
3ª A areia utilizada pode ser as coloridas. 
 
 Pintura feita em pedra 
 
Materiais: 
Pedras pequenas e lisas; 
Tinta guache, ou acrílica ou plástica; 
Pincéis. 
 
Processo: 
1º Lave e seque as pedras. 
2º Observe o formato das pedras e veja o que 
elas te sugerem, desenhe e pinte (ex. joaninha, um 
rosto). 
3º Deixe secar. 
4º As pedras pintadas podem ser usadas para 
decorar e/ou como peso para papéis. Se a pedra for 
grande, pode ser utilizada como peso de porta. 
 
Variações: 
1ª Cole as pedras em uma lasca de madeira ou 
pedaço de papelão. Decore ou pinte, fazendo uma 
composição. 
Aula 7 | Atividades práticas II 147 
2ª Pinte as pedras com giz de cera. Coloque no 
forno, em temperatura baixa, até o giz de cera derreter 
(a criança nesta técnica precisa da ajuda de um 
adulto). 
3ª Coloque as pedras no jardim como enfeite. 
 
TÉCNICAS COM RECORTE E COLAGEM 
 
 Colagem de imagens e/ ou palavras 
 
Materiais: 
Papel para a base das colagens. Pode ser: folhas 
A3, A4, ofício, cartolina, papel cartão, papel pardo, 
etc.; 
Revistas, jornais, gibis, para recortar; 
Cola; 
Tesoura. 
 
Processo: 
1º Escolha um tema a ser trabalhado. 
2º Comece a garimpar imagens e/ou palavras 
associadas ao tema. 
3º Retire os excessos das imagens. 
4º Organize e comece a colar, respeitando o 
formato das imagens, vá preenchendo os espaços entre 
uma imagem e outra, a folha deve ficar coberta com as 
imagens. Uma imagem deve completar a outra, evite a 
sobreposição. 
 
Variações: 
1ª Podemos preparar a folha antes da colagem 
das imagens. Pinte-a com guache, ou tinta acrílica, ou 
tinta plástica (no caso de utilizar tinta o papel para a 
base deve ser grosso). Passe o giz de cera deitado, 
para dar cor. Desta forma, o espaço entre uma imagem 
e outra pode ficar vazio. 
2ª As imagens e/ou palavras pode ser rasgadas 
com os dedos. Não utilizar a tesoura. 
Aula 7 | Atividades práticas II 148 
3ª Colagem de papéis. Papéis de vários tipos e 
cores, decorados, reciclados, com texturas e 
espessuras diferentes. 
 
 Colagem de grãos e/ou sementes 
 
Materiais: 
Papel para a base das colagens. Pode ser: 
cartolina, papel cartão, prato de papelão, neste caso, a 
base tem que ser grossa para sustentar; 
Cola; 
Tesoura. 
 
Processo: 
1º Escolha grãos e/ou sementes coloridas, de 
formatos e tamanhos diferentes; 
2º Recorte a base a ser preenchida, passe 
bastante cola e comece a colar as sementes e/os grãos. 
Vá formando desenhos ou trabalhando com o abstrato, 
não importa.Somente tenha a preocupação de criar 
uma harmonia entre os materiais utilizados. 
3º Depois de finalizar as colagens espere secar 
bem e com um pincel dê uma demão de cola branca 
sobre o trabalho. Este processo vai dar um brilho todo 
especial, além de proteger a sua obra. 
 
Variações: 
1ª Podemos fazer quadros; 
2ª Mandalas; 
3ª Velas; 
 
 Colagem feita com fios 
 
Materiais: 
Pedaços de fios de lã, linha, barbante, corda, 
palha da costa, sisal, ráfia; 
Goma líquida de amido; 
Papelão; 
Dica da 
professora 
 
 
Antes de utilizar os 
grãos e/ou sementes 
dê uma aquecida 
para evitar que dê 
bichinhos. 
Pegue um tabuleiro 
e espalhe os grãos e 
as sementes, tome 
cuidado para não 
misturá-los. 
Ligue o forno no 
máximo e deixe ficar 
bem quente e 
coloque o tabuleiro 
dentro e desligue o 
forno. O tabuleiro 
vai permanecer 
dentro do forno até 
que ele esfrie. 
Este processo é o 
suficiente para 
evitar bichinhos 
característicos de 
grãos e sementes. 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 149 
Bandeja ou tigela; 
Tesoura. 
 
Processo: 
1º Corte os fios em pedaços de 30 cm 
aproximadamente (ou em tamanhos variados). 
2º Embeba-os em uma bandeja cheia de goma 
líquida. 
3º Retire um fio engomado da bandeja e 
posicione-o no papelão, formando uma composição. 
4º Repita a operação com os outros fios de cores 
e tamanhos diferentes. 
5º Deixe secar por uma noite. 
6º Com um pincel, passe uma camada de cola 
branca sobre o trabalho. A cola branca dá um brilho e 
ajuda na conservação do material. 
 
Variações: 
1ª A colagem com fios pode ser feita em pratos 
de papelão, sobras de papel de parede, cartazes velhos 
ou papel de presente. 
2ª Acrescente outros itens à colagem com fios, 
como contas, botões, etc. 
3ª Esta técnica pode ser utilizada para fazer 
texturas em paredes, em caixas de madeira, caixas de 
sapato. Neste caso, não utilize goma, mergulhe os fios 
na cola branca Cascorez Extra. 
 
Observação: 
A cola branca indicada para que os trabalhos 
fiquem resistentes é a cola branca, Cascorez Extra, de 
rótulo azul. 
 
TÉCNICAS COM MODELAGEM 
 
Sugerimos que as atividades de modelagem 
sejam desenvolvidas com massinha de modelar, argila, 
entre outras massas sugeridas neste caderno. 
 
Para 
navegar 
 
 
Mais informações 
sobre esta cola no 
site: 
www.albaadesivos.c
om.br 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 150 
 Modelagem com cera de abelha 
 
Materiais: 
Cera de abelha para modelar. 
 
Processo: 
1º Amoleça a cera (cerca de ¼ da pedra de 
cera) segurando-a entre as duas mãos, até que fique 
maleável (com o calor das mãos). 
2º Comece a modelar a cera. Puxe, enrole ou 
achate. Use a imaginação! 
3º Quando a cera esfriar, ela endurecerá e 
manterá a forma recebida. 
4º Para usar novamente a cera, amoleça-a e crie 
algo novo. 
 
Variações: 
1ª Faça pétalas finas de cera, para criar flores 
delicadas e translúcidas. 
2ª Modele uma pessoa, um boneco ou um 
animal. 
3ª Com um rolo de massa, faça uma folha de 
cera. Depois pegue um pavio de vela e coloque no 
comprimento da folha e vá enrolando. Você pode fazer 
velas de diferentes tamanhos e grossuras. O pavio tem 
que estar por dentro de toda a vela, assim ela 
queimará até o final. Se preferir, pegue uma vela fina 
(pronta) e envolva-a com a cera, para decorar. 
 
Observação: 
Modelar cera de abelha é maravilhoso, porque 
ela é um presente natural sem qualquer composição 
artificial. Encontra-se disponível em pedras, por quilo, 
em apiários e lojas de produtos naturais. Peça, também 
ao seu ortodontista, um pouco de cera dental. 
 
Atenção! 
Cera derrete. Não deixe a cera de abelha 
exposta ao sol, no carro, ou perto de uma fonte de 
calor. 
Aula 7 | Atividades práticas II 151 
Técnicas com esculturas 
 
 Esculturas feitas com sabonete ou sabão 
(entalhes) 
 
Materiais: 
Sabonete ou sabão; 
Faca sem corte (No caso de crianças, utilizar as 
de plástico); 
Palitos com tamanhos e grossuras diferentes; 
Descascador de batata. 
 
Processo: 
1º Use o descascador de batata para retirar o 
excesso das pontas do sabonete, entalhar e formar, no 
sabonete, uma figura qualquer. 
2º Use uma faca para cortar fora as áreas 
maiores. 
3º Exponha sua escultura de sabonete, ou use 
na banheira ou pia. 
 
Variações: 
1ª Tente desenhar uma cena na superfície do 
sabonete, com um prego ou palito de dente. 
2ª Umedeça várias figuras de sabonete e uma-
as, formando uma escultura única. 
3ª Umedeça as sobras do entalhe e aperte-as, 
formando bolas de sabonete. 
 
 Escultura feita com jornal (ou com 
sucatas) 
 
Materiais: 
Jornal; 
Fita crepe; 
Tintas guache ou acrílica ou plástica; 
Pincéis. 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 152 
Processo: 
1º Enrole ou amasse o jornal em qualquer 
formato e envolva-o com a fita crepe. 
2º Junte diferentes formas, com fita crepe, para 
formar uma escultura interessante. 
3º Acrescente cor, usando tintas, se desejar. 
4º Deixe secar. 
 
Variações: 
1ª Experimente fazer um polvo, um cão, um 
dragão, uma cobra ou uma outra criatura fantástica. 
2ª Acrescente itens decorativos, tais como 
purpurina, gliter, miçangas, lã, palha, botões, etc. 
3ª Esculturas com materiais diversos e sucata. 
No lugar do jornal, pode ser utilizados tubos de toalha 
de papel, de papel higiênico ou embrulhos, caixas de 
pasta de dentes, caixas e embalagens de sabonetes, 
caixas de remédio, de sapato, copos de papel, de 
plástico, (sucatas), fitas, lã, linhas, contas, miçangas, 
lantejoulas, papéis, tecidos, TNT, EVA, canudos de 
macarrão, grãos, palitos de churrasco, de dente, de 
sorvete (materiais diversos). 
4ª Podemos utilizar para fazer esculturas, 
objetos encontrados na natureza, como: conchinhas, 
folhas, flores, galhos de árvore, pinhas, sementes, 
grãos, areia e terra com cores diferentes, pedras. 
 
Atenção! 
Quando for re-utilizar algumas embalagens, 
recipientes, lave-os adequadamente, se necessário com 
água quente. Quando for utilizar sucata com seus 
alunos, faça a limpeza das peças antes. Se for pedir 
que os alunos levem sucata para a escola, mande uma 
circular informando a importância de se manipular 
materiais limpos. 
 
 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 153 
 
EXERCÍCIO 1 
 
Correlacione às técnicas expressivas aos materiais. 
Atenção! Colocamos dois materiais para cada técnica: 
 
( A ) Modelagem 
( B ) Recorte e colagem 
( C ) Pintura 
( D ) Desenho 
 
(oba) Lápis grafite; 
(oba) Argila; 
(oba) Guache; 
(oba) Massinha de modelar; 
(oba) Jornais; 
(oba) Lápis de carvão; 
(oba) Revistas; 
(oba) Aquarela. 
 
 
EXERCÍCIO 2 
 
Pesquise e/ou crie uma receita diferente das sugeridas 
neste caderno: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
Aula 7 | Atividades práticas II 154 
 
EXERCÍCIO 3 
 
Pesquise e/ou crie uma atividade que envolva desenho, 
recorte e colagem: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
EXERCÍCIO 4 
 
Terminamos o caderno de criatividade, fale sobre as 
suas vivências. Dê seu parecer sobreas atividades 
vivenciadas na aula 6 e 7: 
 
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________ 
 
 
RESUMO 
 
Vimos até agora: 
 
 Existem materiais que podemos produzir; 
 
 A importância de vivenciar as atividades 
antes de aplicá-las; 
 
 Existem outras formas de trabalhar a 
expressão criativa, como: técnicas com 
pinturas e desenhos, recorte e colagem, 
modelagem, esculturas, entre outras; 
Aula 7 | Atividades práticas II 155 
 Como a teoria baseia a construção das 
atividades, nada é por acaso, as técnicas 
aplicadas tem sempre um objetivo. 
 
 
 
 
 
GABARITO DAS QUESTÕES OBJETIVAS: 
AULA 1 – 1 (4;8;5;3;7;2;1;6;10;9.); 2 (A;B;A;A;B;B;B.). AULA 2 – 1 (V;V;F;F;V.); 2C. 
AULA 3 – 1 (A;B;A;C;C;B.); 2 (2;5;3;4;1.). AULA 4 – 1 (B;A;B;A;A.); 2 (F;V;F;V;V.). 
AULA 5 – 1E; 2 (V;V;V;V;V.). AULA 6 – 1C; 2A. AULA 7 – 1 (4;1;3;1;2;4;2;3.) 
 
 
 
AV1 – Estudo Dirigido da Disciplina 
CURSO: Psicomotricidade 
DISCIPLINA: Criatividade 
ALUNO(A): MATRÍCULA: 
 
NÚCLEO REGIONAL: DATA: _____/_____/___________ 
 
QUESTÃO 1: Dentro das 15 características da personalidade criativa, apontadas por 
WECHSLER, enumere as 05 que você considera mais relevante na composição do 
perfil do educador. Justifique suas escolhas: 
Indicação da página do módulo onde este assunto é apresentado: 
 
Indicar referências de pesquisa complementar (livros: bibliografia e sites: 
endereço eletrônico) – OPCIONAL: 
 
 
Resposta (com as suas palavras): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 2: O que Jones (1993) fala sobre as seguintes barreiras emocionais? 
 Medo do fracasso - 
 Medo de brincar - 
 Imaginação empobrecida - 
 Medo do desconhecido - 
 Medo de perder o controle - 
Indicação da página do módulo onde este assunto é apresentado: 
 
Indicar referências de pesquisa complementar (livros: bibliografia e sites: 
endereço eletrônico) – OPCIONAL: 
 
 
Resposta (com as suas palavras): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 3: São características do professor criativo, segundo TORRANCE & 
MYERS, cite no mínimo três relatadas pelos autores: 
Indicação da página do módulo onde este assunto é apresentado: 
 
Indicar referências de pesquisa complementar (livros: bibliografia e sites: 
endereço eletrônico) – OPCIONAL: 
 
 
Resposta (com as suas palavras): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 4: Crie uma atividade prática que utilize, no mínimo, 5 componentes da 
lista de materiais sugeridos na aula 6, indicando: Atividade; Objetivo; Recursos. 
Indicação da página do módulo onde este assunto é apresentado: 
 
Indicar referências de pesquisa complementar (livros: bibliografia e sites: 
endereço eletrônico) – OPCIONAL: 
 
 
Resposta (com as suas palavras): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO: 
 
Na realização das avaliações (AV1 e AV2), procure desenvolver uma 
argumentação com suas próprias palavras. 
Observe que é importante você realizar uma pesquisa aprofundada para atender 
aos objetivos propostos consultando diferentes autores. No entanto, é 
fundamental diferenciar o que é texto próprio de textos que possuem 
outras autorias, inserindo corretamente as referências bibliográficas 
(citações), quando este for o caso. 
Vale lembrar que essa regra serve inclusive para os nossos módulos, utilizados 
com freqüência para as respostas das avaliações. 
Em caso de dúvidas, consulte o material sobre como realizar as citações diretas 
e indiretas ou entre em contato com o tutor de sua disciplina. 
AS AVALIAÇÕES QUE DESCONSIDERAREM ESTE PROCEDIMENTO ESTARÃO 
SEVERAMENTE COMPROMETIDAS. 
 
 
 
AV2 – Trabalho Acadêmico de Aprofundamento 
CURSO: Psicomotricidade 
DISCIPLINA: Criatividade 
ALUNO(A): MATRÍCULA: 
 
NÚCLEO REGIONAL: DATA: _____/_____/___________ 
ATIVIDADE SUGERIDA: Contando uma história 
OBJETIVO: Tendo como objetivo geral entender como ocorre o processo criador, a 
imaginação criadora e capacidade criadora (temas de aulas dessa disciplina), 
selecione uma história, reescreva-a em uma nova versão e indique a forma como 
deve ser contada. 
INSTRUÇÕES: 
Uma vez selecionada a história: 
a) Analise-a e reescreva em uma nova versão. Use a imaginação. Acredite. Você 
consegue! 
b) Indique a forma ideal para que a história seja contada, possibilitando a 
exploração das emoções e imaginação (com imagens, mudança de voz, mímicas, 
fantasias...) 
c) Descreva as sensações despertadas durante a atividade e o que deseja despertar 
no ouvinte. 
ALGUMAS DICAS: 
 Você precisará nos entregar a história original junto de sua nova versão. 
 Evite preocupações, deixe a imaginação fluir. 
 Você poderá mudar o nome dos personagens ou não. Mas a história deverá 
tomar outro rumo, tendo(ou não) outro final. 
 Para melhorar sua percepção, utilize um gravador primeiro para depois 
transcrever o que contou, assim é mais fácil pra você movimentar sua 
imaginação. 
CONTANDO UMA HISTÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Recursos / Procedimentos para contar a estória 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Sensações despertadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Sensações que almeja despertar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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