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Tricomonoses Parasitologia ALUNAS Cínthia de Souza Guerra Maíza da Silva Paula Parasitos Protozoários que fazem parte do Filo Parabasalia Família Trichomonadidae Espécies comensais e patogênicas: Trichomonas vaginalis: o único com poder patogênico em humanos - capaz de infectar o aparelho geniturinário. Trichomonas tenax e Pentatrichomonas hominis: considerados comensais do aparelho bucal e intestino grosso respectivamente. Parasitos Diferentes espécies de Trichomonas parasitam vários grupos de animais: Trichomonas gallinae: acomete o trato digestivo superior e vários órgãos de diferentes grupos de aves, particularmente comum nos columbiformes (pombos). Outras espécies de Trichomonas parasitam répteis, peixes e anfíbios. Tritrichomonas suis: pode ser encontrado na cavidade nasal, estômago, ceco, colo e ocasionalmente no intestino delgado de porcos domésticos. Tritrichomonas foetus: encontrado no trato genital de bovinos e zebuínos e mais recentemente identificado como patógeno intestinal de gatos domésticos. Parasitos A seqüência de RNA dos parasitos de fezes de gatos e de cães demonstraram que estes animais estão sendo parasitados por Tritrichomonas foetus e P. hominis. (LEVY et al., 2003) (GOOKIN et al., 2005) Pentatrichomonas hominis por possuir cinco flagelos e ser encontrado nas fezes de cães e gatos pode ser facilmente confundido com trofozoítas de Giardia lamblia. Parasitos Estudo na Univerisade Estadual de Londrina: Presença de Pentatrichomonas hominis em 3,3% das amostras positivas provenientes de cães com diarreia 1,3% dessas amostras o protozoário foi encontrado em infecção única 1,3% em associação comEntamoeba sp. 0,7% em associação com Entamoeba sp. e Giardia sp. A falta de relatos anteriores - falhas nas técnicas empregadas no diagnóstico Ocorrência de amostras positivas em animais com menos de um ano e na maioria das vezes em associação a outros agentes, o que reafirma a característica oportunista de Pentatrichomonas hominis. Gênero Tritrichomonas Gênero Trichomonas Tricomonose Aviária Trichomonas gallinae Está presente em aves criadas em cativeiro e em animais silvestres. Acomete 18 outras espécies de Columbiformes, 26 de Falconiformes e nove de Stringiformes. Os surtos são mais frequentes no verão e outono, mas a afecção pode ocorrer em qualquer época do ano (BUNBURY et al., 2007). A gravidade da doença e o surgimento da mesma dependem da família do parasita, idade e da imunidade do indivíduo. Trichomonas gallinae : Ciclo de vida direto - não há necessidade de hospedeiros intermediários. Tempo de incubação - 14 dias Sobrevive durante cinco dias em alimentos, normalmente em grãos e ossadas de aves mortas, também é sensível as temperaturas elevadas Tricomonose Aviária Trichomonas gallinae TRANSMISSÃO: Contato direto dos indivíduos Tricomonose Aviária Trichomonas gallinae SINAIS CLÍNICOS: Úlcera na mucosa à grandes nódulos caseosos que acabam bloqueando o esôfago, e podem impedir que a ave feche a bico. Pode haver acumulo de fluido no bico; descarga ocular aquosa que pode resultar em cegueira. As aves perdem peso rapidamente e ficam fracas e apáticas. A morte ocorre dentro de 8 a 10 dias. Tricomonose Aviária Trichomonas gallinae DIAGNÓSTICO: Exame físico Observação do parasita ao microscópio Técnica com maior sensibilidade e especificidade Técnicas moleculares como o PCR TRATAMENTO: fármacos da família dos nitroimidazóis Metronidazol: evita a mortalidade Dimetridazol: é descrito como supressor da doença Tricomonose Aviária Trichomonas gallinae Tricomonose Bovina Tritrichomonas foetus Doença infecciosa sexualmente transmissível que afeta os bovinos Comum em países que utilizam a monta natural. Brasil: 1947, Rio Grande do Sul Impactos econômicos graves Quando desconfiar de TGB? Tritrichomonas foetus Machos: o parasito é encontrado no pênis, na cavidade prepucial, e, algumas vezes, no orifício uretral. Fêmeas: o parasito é encontrado na vagina, posteriormente alcança as pregas da cérvix e útero. Feto: líquido gástrico Muito sensível ao calor, aos raios ultravioletas e aos desinfetantes comuns; sobrevive ao congelamento; no meio ambientes sobrevive por até 7 dias Tempo de incubação - 15 dias todo o trato genital já está contaminado. Tricomonose Bovina Tritrichomonas foetus TRANSMISSÃO: Venérea Não venérea Tricomonose Bovina Tritrichomonas foetus Tricomonose Bovina Tritrichomonas foetus SINAIS CLÍNICOS: Touros: Assintomático Fêmeas: Inflamações do sistema reprodutivo. Pode ocorrer reabsorção fetal, aborto ou maceração fetal Outros sinais clínicos: piometra, vaginite, cervicite, endometrite, repetição de cio e infertilidade. 16 Tricomonose Bovina Tritrichomonas foetus 17 Tricomonose Bovina Tritrichomonas foetus Diagnóstico Esmegma prepucial; material fetal; muco vaginal Método direto e indireto Uso de meios de cultura e PCR Podem ser utilizados como meios de cultivo Rieck, Líquido amniótico, Merck, Lactopep. (MEDEIROS & FIGUEIREDO, 1971; FERNANDES & DUTRA, 1979; LOPES ., 1996; PELLEGRIN ,. 1998; OLIVEIRA ., 2000; PELLEGRIN & LEITE, 2003; JESUS ., 2004). Tricomonose Bovina Tritrichomonas foetus Tratamento e Profilaxia: Fêmeas: Eliminam o parasita naturalmente e se tornam imunes. Sintomas devem ser tratados Machos: Resultados variáveis; geralmente descartados Produtos específicos a base de Triplafavina, Dimetridazole, Acriflavina (GUIDA & LANGENEGGER, 1989; PELLEGRIN ,. 1998). Vacinação em novilhas antes do início da estação de monta; testes para diagnóstico e descarte prévio 19 Tricomonose Felina Tritrichomonas foetus Tritrichomonas foetus: Barreira à infecção cruzada entre hospedeiros TRANSMISSÃO: Contato direto dos animais (gatis) e possui via fecal-oral SINAIS CLÍNICOS: Sinal característico é diarreia de intestino grosso Diarreia sanguinolenta, presença de muco e dor ao defecar DIAGNÓSTICO: Esfregaços de fezes (pode ser confundido com Giardia pela semelhança estrutural) Técnicas moleculares como o PCR que identifica o tipo de genótipo do hospedeiro, teriam resultados mais confiáveis TRATAMENTO: Ronidazol (família dos nitroimidazóis). Em caso de recidivas, repete-se o uso. Tricomonose Felina Tritrichomonas foetus Bibliografia Referência: ALMEIDA, Anna et al. TRICHOMONOSE UMA DOENÇA SILENCIOSA E DE GRANDE IMPORTÂNCIA. Enciclopédia Biosfera, [s.l.], v. 15, n. 27, p.90-105, 20 jun. 2018. Centro Cientifico Conhecer. http://dx.doi.org/10.18677/encibio_2018a78 BATISTA, A. L.; BORGES, M. T. Trichomoniasis. Revista Panamericana de Infectología. São Paulo. v. 7, n. 2, p. 33-38, Abr-Jun 2005. AMARAL, V. do; SANTOS, S.M. Tricomoníase bovina. São Paulo: Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, 1974. 140p.