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Unidade III
Unidade III
5 PROJETO DE INTERIORES DE SERVIÇOS, INSTITUCIONAL E COMERCIAL
A complexidade do mundo contemporâneo, em virtude da globalização e do crescimento tecnológico, 
modificou o modo de trabalho nos escritórios. A forma de comunicação foi alterada com os avanços 
do computador (GURGEL, 2014), com a implementação das redes internas, da internet etc., gerando 
modificações em mobiliário, iluminação e layout e, por consequência, alterando também o modo de 
projetar escritórios.
Devido a essa complexidade da contemporaneidade – na qual os avanços tecnológicos são constantes 
– e a uma sociedade competitiva, as estratégias de projeto se tornam mais complexas e os ambientes se 
tornam inovadores, criativos e flexíveis (figura 20).
Figura 20 – Novas formas de trabalhar e de projetar espaços interiores para escritórios – Nokia Headquarters
5.1 Projeto de Interiores de Serviços e Institucional: estrutura organizacional e espacial
Os espaços corporativos e institucionais, normalmente, são compostos por no mínimo seis 
departamentos: o Executivo, o Legal, o Financeiro, o Operacional, o de Marketing e o Administrativo 
(GURGEL, 2014).
• O departamento Executivo cuida da política, da administração e do planejamento financeiro da empresa 
no tocante a projeto de interiores. Nas grandes empresas, este departamento deve apresentar uma 
linguagem estética que cause impacto visual e estético, simbolizando, assim, poder, força e dinheiro.
• O departamento Legal é encarregado da proteção jurídica, pela legislação, pelas taxas, pelas 
propriedades, pelos seguros etc. Ou seja, este departamento pode conter diversas subdivisões e é 
responsável pelos interesses da empresa, nas relações de trabalho e na compra e venda de produtos.
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DESIGN DE INTERIORES (INTERVENÇÃO)
• O departamento Financeiro cuida da contabilidade e realiza a gestão financeira da empresa.
• O departamento Operacional cuida das tarefas relacionadas à produção de bens e serviços. Nas 
lojas, é a área onde acontecem as vendas. Nos restaurantes, é subdividido em dois setores: o setor 
de alimentação e o de preparo.
• O departamento de Marketing cuida da divulgação e da tática de vendas.
• O departamento Administrativo fornecerá serviços aos outros departamentos. Ele cuida da análise 
de desempenho e da produção de informação para todos os setores. Gerencia manutenção, 
recepção, almoxarifado, copiadoras etc.
Essa estrutura organizacional ditará a organização funcional da empresa. Os requisitos de projeto de 
interiores para cada um dos setores serão descritos a seguir.
 Saiba mais
Para saber a lotação de cada espaço de uma edificação, veja o 
exemplo da cidade de São Paulo, ditado pela Lei nº 11.228, de 26 de junho 
de 1992, em:
GURGEL, M. Projetando espaços: guia de arquitetura de interiores para 
áreas comerciais. 5. ed., rev. São Paulo: Editora Senac, 2014. p. 160‑161.
5.1.1 Entrada, recepção e sala de espera
A entrada ou a recepção (figura 21) em um espaço corporativo, assim como qualquer hall de entrada, 
deve ser o ponto focal do projeto, pois é o que estabelece o limite entre o espaço público e o privado, 
delimitando onde termina o espaço público e onde começa o espaço da empresa.
A recepção da empresa deve ser um espaço convidativo e ter relação íntima com a identidade 
empresarial, pois é o próprio “cartão de visitas”.
Figura 21 – Entrada – Saguão principal da sede da empresa Nokia
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Unidade III
A entrada deve ser acessível e respeitar as dimensões impostas pela NBR 9050:2015, possuindo 
materiais antiderrapantes principalmente quando se tratar de ligação direta com o espaço exterior.
 Saiba mais
Para as indicações quanto à acessibilidade nos espaços projetados, leia:
GURGEL, M. Projetando espaços: guia de arquitetura de interiores para 
áreas comerciais. 5. ed., rev. São Paulo: Editora Senac, 2014. p. 164‑165.
Quanto à iluminação, ela deve seguir a atmosfera desejada no projeto, atender à identidade da 
empresa e seguir o conceito do projeto; porém, ela deve ser clara o suficiente e destacada na posição 
de atendimento, para facilitar a localização de quem adentra no recinto e para viabilizar as tarefas de 
quem lá trabalha.
Outro ponto de destaque a ser observado no projeto da recepção da empresa é a quantidade 
de pessoas que lá trabalham. Normalmente é provida de balcão, então é necessário entender 
quantas pessoas trabalharão lá, em que posição – se sentadas ou de pé –, com qual função e de quais 
equipamentos precisarão.
Além dos equipamentos de uso direto, é necessário saber quais equipamentos de apoio necessitarão, 
como impressoras, fax, scanners etc. e qual a relação espacial, se estarão no balcão ou em um apoio 
distinto, por exemplo.
O balcão (figura 22) tem duplo uso, pois é utilizado pelas pessoas que lá trabalham e pelos clientes. 
Ou seja, é necessário entender se o cliente desenvolverá alguma atividade, como preencher documentos, 
por exemplo, para que o projeto atenda a atividade de forma ergonômica.
Tampo do móvel em MDF com aplicação 
de laca branca
Estrutura do móvel em MDF com 
aplicação de laca branca
Corte
Figura 22 – Balcão com dimensões
As salas de espera (figura 23) normalmente estão integradas à recepção e seguem a identidade e 
o conceito projetivo, mas podem também estar em ambientes distintos. Devem ser confortáveis, pois 
podem comportar pessoas por diversas horas e devem estar dimensionadas de acordo com o fluxo 
de pessoas. Devem ser dotadas de materiais de fácil limpeza e de fácil manutenção pelo alto fluxo de 
pessoas que ocupam o espaço.
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DESIGN DE INTERIORES (INTERVENÇÃO)
Por ser um local que possa atender os clientes durante curta permanência mas que pode 
também atender por uma longa permanência, o conforto térmico deve ser contemplado 
neste ambiente. Dessa forma, deve‑se evitar a incidência solar direta, prevendo uma eventual 
indisponibilidade do ar‑condicionado.
Deve‑se entender também o Programa de Necessidades deste espaço e quais são os móveis e 
equipamentos necessários: sofás, longarinas, porta‑revistas, mesas de apoio, máquina de café, TV, 
geladeira etc. Dessa forma, o profissional consegue também vislumbrar e contemplar em projeto os 
tipos de pontos e de instalações necessárias, bem como o posicionamento e a altura em função da 
dimensão destes equipamentos. Por exemplo, uma TV necessita de pontos de instalação elétrica e de 
antena ou de pontos de dados. Para uma máquina de café, dependendo do modelo, são necessários 
pontos de elétrica e pontos de instalação hidrossanitárias.
 Lembrete
O designer de interiores precisa verificar todos os equipamentos que 
serão utilizados em cada área, a fim de prover os tipos de pontos de 
instalações necessários e seus respectivos posicionamentos.
Figura 23 – Sala de espera
5.1.2 Banheiros
A quantidade e as dimensões dos banheiros necessários em um projeto, bem como a quantidade de 
sanitários, são determinados pelos códigos de obra, sendo que os projetos devem contemplar banheiros 
para pessoas com deficiência, atendendo a NBR 9050:2015.
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 Lembrete
Para melhor adequação de projetos respeitando a NBR 9050:2015, é 
importante estar atualizado e consultar a norma na íntegra.
Quando da implantação dos banheiros acessíveis, o interessante é, sempre que possível, contemplar 
banheiros masculinos e banheiros femininos individuais. Muito embora exista a possibilidade de 
alocá‑los dentro do banheiro coletivo, vale lembrar que o uso destes banheiros pode ser feito com 
acompanhantes, enfermeiros ou enfermeiras, e caso o ambiente esteja fora do uso coletivo, pode evitar 
desconfortos destes.
Para projetos de banheiros acessíveis, ou mesmo para garantir a mínima acessibilidade em banheiros 
coletivos de forma geral, valem algumas observações (GURGEL, 2014):
• as portas devem abrir para fora ou devem ser deslizantes;
• mictórios devem contar com barras dos dois lados;
• as torneiras devem ter sensor ou ser de alavanca ou de pressão;
• as pias devem ser dotadas de barras ao redor;
• espelhos devem ser inclinados ou ter altura máxima de 90 cm;
• acessórios como papeleira, entre outros, devem ser projetados e instalados com altura máxima 
de 1,20 m;
• quando dispor de chuveiro, o boxe deve contemplar banco de 70 x 45 cm – ao lado do qual deve 
estar instalada saboneteira e chuveirinho – basculante, sem arestas e não escorregadio;
• quando da existência de vestiários, estes devem ter maca para troca de roupa.
 Observação
Para o projeto de banheiros devem ser consultados os códigos de obra 
de cada localidade.
Shopping centers e grandes complexos já possuem banheiros; portanto, muitas vezes, os designers 
de interiores, quando contratados para projetar as lojas ou os conjuntos comerciais, não se ocuparão do 
projeto destas unidades, uma vez que os banheiros já existirão e seguirão o conceito do empreendimento 
como um todo.
Quando do projeto de banheiros de shopping centers e de grandes complexos, vale destacar que esses 
ambientes normalmente seguirão a temática do projeto como um todo e, assim como nas residências, 
representam poder e sofisticação. Alguns poderão até ter espaços adjacentes para descanso (GURGEL, 
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2014). Espaços menores ou privativos projetarão banheiros coletivos e acompanharão o conceito do 
projeto como um todo.
Nos projetos para banheiros coletivos, de uma forma geral, devem ser utilizados materiais que tragam 
segurança com fácil manutenção, além de serem previstos pontos para secadores de mão e de cabelo, 
acionamento automático de luz, entre outros. É interessante prever também ganchos e/ou prateleiras 
para bolsas, casacos, carteiras e mochilas.
Nos banheiros coletivos, as bancadas com pia e espelho devem estar separadas do local das 
bacias e dos mictórios, podendo estar tanto encostadas na parede como em disposição do tipo “ilha”. 
No caso dos banheiros masculinos, isso trará privacidade. Mictórios dispostos entre divisórias 
também favorecem a privacidade.
Espelhos nos banheiros são importantes, refletem a luz, podem trazer a sensação de mais claros 
e limpos e também ampliam o espaço quando o banheiro for pequeno. Em muitos banheiros, 
principalmente de escritórios, os lavatórios são utilizados para higiene bucal e para atividades como 
barbear ou maquiar. A altura do espelho em relação aos olhos do usuário e à iluminação, portanto, é 
importante (de pé: 1,60 m de eixo, cadeirante: 0,90 m). A iluminação ideal para espelho é aquela que 
ilumina o espelho (wall wash) ou aquela frontal, que ilumina a face do usuário. Iluminação sobre a 
bancada não é interessante pois cria sombras na face, prejudicando uma maquiagem, por exemplo. 
A melhor lâmpada é a de luz branca, com 4500 kelvins pelo menos, não causando, assim, interferência 
com a iluminação dos espelhos.
Alguns escritórios de grandes corporações contam com banheiros mais privativos, tipo executive 
washrooms, os quais devem ser projetados com a máxima comodidade. A questão do espelho, portanto, 
não deve deixar de ser considerada nesta situação.
Mesmo sendo guiado pela quantidade imposta pelo código de obras, vale ter em mente que banheiros 
coletivos são utilizados por várias pessoas ao mesmo tempo. Portanto, cores, materiais, texturas e 
disposições em geral devem considerar o máximo de conforto aos usuários. No geral, um bom banheiro 
deve ter em ordem: funcionalidade, praticidade e estética.
 Lembrete
Iluminação para espelho deve iluminar o espelho (wall wash) ou deve 
ser frontal, que ilumina a face do usuário. Iluminação sobre a bancada não 
é interessante pois cria sombras na face.
5.1.3 Escritórios e áreas de staff
O modo de trabalho foi alterado em função da complexidade do mundo globalizado e dos avanços 
tecnológicos, principalmente da informática. A organização das empresas em escritórios começou após 
a Revolução Industrial, quando as grandes organizações que se tornariam as grandes corporações de 
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hoje surgiram e cresceram, fazendo‑se necessária a estruturação administrativa. Nessa época, porém, os 
escritórios eram rígidos e possuíam estrutura hierárquica. No século XX, por volta da década de 50, os 
modelos de escritório eram organizados no sistema Bull Pen, no qual as chefias ficavam localizadas na 
periferia do andar e o staff no centro; já no sistema Executive Core, a chefia ficava no meio. Este último 
modelo não obteve muito sucesso.
Na Alemanha desta época, surgia o modelo de escritório panorâmico – Bürolanschft – mais humano, 
no qual as relações de trabalho eram viabilizadas por meio de uma distribuição de mesas seguindo um 
layout mais orgânico; era o fim do modelo de segregação imposta pelo taylorismo do fim do século 
XIX. Na década de 60, o escritório panorâmico já estava integralizado com o advento de novas peças 
de mobiliário em sistemas modulares integrados e com as divisórias baixas. Nessa época, os escritórios 
já não seguiam mais a arquitetura do edifício e sua organização já era mais flexível, atendendo o 
dinamismo das empresas.
Com a gestão de qualidade surgida no Japão na década de 70, se alterou a organização das 
empresas e novas especialidades foram incorporadas à estrutura do escritório, que neste ponto 
necessitava de maior espaço e de maior flexibilidade, com corredores largos e dentro de um conceito 
modular, organizados dentro de uma planta livre – a “Open Plan” (figuras 24 e 25) –, com prioridade 
projetiva ao funcionário, na qual o conceito de ergonomia do mobiliário, hoje prioritário, começava 
a ser levado à tona.
No mercado competitivo dos anos 80, com a disseminação dos computadores, a terceirização, a 
redução das empresas e a globalização, os escritórios começaram a misturar espaços abertos e fechados. 
Na década de 90, se alteraram novamente, quando a tecnologia se desenvolveu, avançando também 
a liberdade, a flexibilidade e a possibilidade de as pessoas trabalharem em diversos lugares. As relações 
mudaram quando surgiram novos conceitos e com o cuidado com a cultura do corporativismo e com 
a relação entre os funcionários.
O escritório contemporâneo segue a demanda das alterações proporcionada pela inovação 
tecnológica com um layout mais dinâmico e orgânico em que muitas vezes o funcionário já não tem 
mais uma estação de trabalho fixa – começa a difusão do home office e de cafés com Wi‑Fi –; com isso, 
as empresas ganharam um ar mais despojado, descontraído, aliado a espaços de lazer, trazendo assim 
maior conforto aos usuários e unindo a linguagem estética contemporânea.
Gurgel acrescenta que é
 […] o advento do escritóriovirtual, associado a uma nova dinâmica social, 
que está por concretizar uma das maiores mudanças estruturais nos 
escritórios. Uma preocupação cada vez maior com a qualidade de vida e no 
ambiente de trabalho e com as relações sociais está direcionando o novo 
conceito que vem se desenvolvendo, em que a capacidade intelectual dos 
indivíduos é cada vez mais considerada o maior bem das empresas. A relação 
entre o poder empresarial e o apelo visual dos escritórios ainda é, porém, um 
forte condutor de propostas de projeto […] (GURGEL, 2014, p. 169).
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Sendo assim, no conceito do escritório contemporâneo, o projeto de design deve considerar todos 
no espaço e garantir a acessibilidade e o bom convívio destes, além de traduzir a imagem da empresa.
Figura 24 – Layout – Open plan space
Figura 25 – Escritório em open plan space
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5.1.3.1 Escritório convencional
Escritórios fechados com salas individuais que atendam a gerência, os funcionários e a secretária 
são uma proposta mais antiga que pode ser ainda encontrada e pode atender perfeitamente pequenas 
empresas com estrutura minimizada ou mesmo uma empresa cuja postura seja mais convencional, 
como os escritórios de advocacia.
5.1.3.2 Escritório de planta livre
Este conceito surgiu há mais de 60 anos e se atualizou com os avanços tecnológicos.
A funcionalidade é marcante nas divisórias baixas e nos mobiliários modulares e componíveis. 
O espaço articulado em planta livre (figura 26) garante flexibilidade, adaptabilidade, interatividade 
dos funcionários e produtividade. É economicamente viável para a empresa, já que otimiza ar‑
condicionado e iluminação.
 Observação
Existe uma discussão entre especialistas sobre a funcionalidade desse 
tipo de layout – “open space” ou “planta livre” – em função de questões de 
privacidade, acústica e maior disseminação de doenças.
A B
Figura 26 – Open plan space
5.1.3.3 Escritórios contemporâneos
Os escritórios contemporâneos aliam espaços livres integrativos a salas que são fechadas quando 
necessário (reuniões privadas) (figura 27), espaços para os funcionários que não passam todo o tempo 
na empresa (free adress) ou de outras localidades (visitors), salas para videoconferências/conference call, 
espaços sociais ou reuniões despojadas, áreas de repouso, academias, café e muita flexibilidade.
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DESIGN DE INTERIORES (INTERVENÇÃO)
Figura 27 – Layout despojado contemporâneo de escritórios
6 PROJETO DE INTERIORES DE SERVIÇOS E INSTITUCIONAL: OUTRAS FORMAS 
DE ESCRITÓRIO
6.1 Home office
Os avanços tecnológicos e as mudanças culturais propiciaram o trabalho “de qualquer lugar do 
mundo”, e é neste conceito que surgem os home offices (figura 28). Esse tipo de espaço pode ser 
utilizado por um tempo muito exíguo ou até por uma longa jornada de trabalho e depende de um 
levantamento apropriado do programa de necessidades, por meio do qual será feito um entendimento 
mais próximo da forma real de como as atividades serão realizadas.
Existem duas modalidades: extensão da empresa e escritório autônomo e/ou de prestador de serviços. 
Este funciona se existirem, no espaço, as facilidades necessárias de uma empresa. Portanto, o designer 
deve levantar os equipamentos necessários e a forma de trabalho para a verificação dos tipos de móveis 
adequados ao uso. Os quesitos são os que envolvem qualquer área de trabalho: equipamentos, acústica, 
iluminação, ventilação.
É importante verificar adequadamente o Programa de Necessidades: privacidade, sala para reunião etc.
A B
Figura 28 – Home office
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Unidade III
6.2 Coworking
O coworking é um espaço de trabalho contemporâneo que segue a linha das startups e que reúne 
diversas pequenas empresas, profissionais autônomos e profissionais independentes. Esse espaço abriga 
a independência sem o isolamento que ocorre no home office ou sem a distração que vem dos cafés e 
espaços públicos, unido à criação uma rede de contatos.
Segue na concepção espacial a ideia do escritório contemporâneo, ou seja, um espaço despojado e 
dinâmico, inspirador, que mistura estações de trabalho com áreas livres, algumas salas fechadas para 
videoconferências/conference call, espaços sociais ou para reuniões despojadas, áreas de repouso, 
academias, café e muita flexibilidade. Os espaços devem ter uma identidade contemporânea que 
desperte a criatividade.
Exemplo de aplicação
Faça uma pesquisa de pelo menos três plantas de escritório e tente entender qual modelo cada uma 
delas segue.
 Resumo
Esta unidade tratou do Projeto de Interiores Institucionais e de Serviços, 
principalmente os escritórios, apresentando um contexto histórico, os setores 
que constituem um escritório e os modelos de implantação: escritórios 
contemporâneos, tradicionais, open plan, home office e coworking.
Foram ainda detalhadas as áreas constituintes dos Projetos de Interiores 
Institucionais e de Serviços. Desta forma, foram contemplados entrada, 
recepção, sala de espera, banheiros e áreas de staff.
Quando no tratamento das especificidades de cada área, contemplaram‑se 
as premissas básicas, bem como as normativas básicas, para o desenvolvimento 
de cada projeto.
 Exercícios
Questão 1. A NBR 9050:2015 estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto 
ao projeto, à construção, à instalação e à adaptação do meio urbano e rural, e de edificações às condições 
de acessibilidade. No estabelecimento desses critérios e parâmetros técnicos foram consideradas diversas 
condições de mobilidade e de percepção do ambiente, com ou sem a ajuda de aparelhos específicos, 
como próteses, aparelhos de apoio, cadeiras de rodas, bengalas de rastreamento, sistemas assistivos de 
audição ou qualquer outro que venha a complementar necessidades individuais.
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DESIGN DE INTERIORES (INTERVENÇÃO)
Analise a imagem da figura a seguir:
Figura
Fonte: <https://suadecoracao.com/wp‑content/uploads/ 
2018/03/projeto‑recepcao‑escritorio‑1.jpg>
A recepção da imagem atende aos critérios de acessibilidade estabelecidos na NBR 9050:2015, pois:
A) O espaço é acessível, de fácil circulação e permite a utilização por pessoas que fazem uso de 
cadeira de rodas.
B) O espaço é acessível, pois no piso é possível notar a presença de materiais com característica 
antiderrapante.
C) O espaço não atende ao estabelecido pela NBR 9050:2015, pois não é possível observar locais 
em que os cadeirantes possam aguardar o atendimento de forma adequada e não há espaço 
suficiente para que eles consigam acessar a porta que está no fundo da imagem.
D) O espaço não atende ao estabelecido pela NBR 9050:2015, pois a iluminação não é natural.
E) O espaço não atende ao estabelecido pela NBR 9050:2015, pois não há como as pessoas portadoras 
de necessidades especiais acessarem a mesa de café que se encontra na esquerda da imagem.
Resposta correta: alternativa C.
Análise das alternativas
A) Alternativa incorreta.
Justificativa: o espaço não é acessível.
B) Alternativa incorreta.
Justificativa: oespaço não é acessível.
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Unidade III
C) Alternativa correta.
Justificativa: o espaço não é acessível, pois não há como os cadeirantes se movimentarem pelo 
espaço sem a ajuda de outras pessoas.
A NBR 9050:2015 visa proporcionar a utilização de maneira autônoma, independente e segura do 
ambiente, edificações, mobiliário, equipamentos urbanos e elementos à maior quantidade possível de 
pessoas, independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade ou percepção.
Quando se observa a figura apresentada na questão, é possível notar que um cadeirante, por exemplo, 
não consegue acessar a porta que está no fundo da imagem, pois não existe espaço para que ele passe 
entre a cadeira e o balcão. Além disso, as revistas que estão na prateleira superior também não são 
acessíveis para essas pessoas.
Tomando‑se como base a largura da porta e considerando que ela atenda aos requisitos da norma 
(largura = 0,80 m), observa‑se, também, que o espaço não é suficiente para que um cadeirante possa 
manobrar a cadeira de rodas.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: o espaço não é acessível pelas condições de movimentação. Não há na norma 
especificação quanto a iluminação ser natural, ou não.
E) Alternativa incorreta.
Justificativa: a mesa de café é acessível aos cadeirantes.
Questão 2. Os home‑offices são espaços destinados à atividade laboral localizados, em geral, nas 
residências das pessoas que os utilizam. A figura a seguir é um exemplo de um home‑office.
Figura
Fonte: <https://fotos.vivadecora.com.br/decoracao‑home‑office‑home‑office‑ 
star‑wars‑doobarquitetura‑146059‑square_cover_xsmall.jpg>
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DESIGN DE INTERIORES (INTERVENÇÃO)
Os quesitos básicos que devem ser atendidos por um home office são:
A) Os quesitos são os que envolvem a área de trabalho e as áreas de descanso que devem existir 
na residência.
B) Os quesitos são os que envolvem qualquer área de trabalho: equipamentos, acústica, iluminação 
e ventilação.
C) Os quesitos são os que envolvem a interação entre o espaço de trabalho e o da residência, tais 
como lavanderia e garagem.
D) Os quesitos são os que envolvem, além da área de trabalho, os banheiros e a área destinada 
à alimentação.
E) Os quesitos são os que envolvem os acessos ao home office, a partir da entrada da residência.
Resolução desta questão na plataforma.

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