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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Unidade II
5 SISTEMAS PARA O COMÉRCIO EXTERIOR
Com o avanço da tecnologia, as atividades do cotidiano ficaram muito mais simples e rápidas. Uma 
conta, por exemplo, pode ser paga por meio de alguns toques na tela do celular. E as vantagens também 
chegaram ao comércio exterior. Apesar de a burocracia ainda atrapalhar boa parte dos processos, alguns 
sistemas foram criados justamente para diminuir esse obstáculo e tornar algumas operações mais fáceis. 
Vamos verificar aqui os mais importantes.
5.1 Siscomex 
O Siscomex, instituído pelo Decreto nº 660, de 25 de setembro de 1992, é um sistema informatizado 
responsável por integrar as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio 
exterior, através de um fluxo único e automatizado de informações. O Siscomex permite acompanhar 
tempestivamente a saída e o ingresso de mercadorias no país, uma vez que os órgãos de governo intervenientes 
no comércio exterior podem, em diversos níveis de acesso, controlar e interferir no processamento de operações 
para uma melhor gestão de processos. Por intermédio do próprio Sistema, o exportador (ou o importador) troca 
informações com os órgãos responsáveis pela autorização e fiscalização. Desse modo, o sistema têm as funções 
de auxiliar a fiscalização e tornar o processo mais ágil, menos burocrático e mais eficiente.
Em 2008, foi realizada a integração do Siscomex com o Sistema Mercante (sistema informatizado 
do Departamento de Fundos da Marinha Mercante – DEFRMM), e houve a criação do Siscomex Carga. 
Esse sistema permitiu que, além de fazer o controle das cargas, a Receita Federal também pudesse 
acompanhar todas as entradas e saídas das embarcações (navios de carga) nos portos alfandegados, 
possibilitando um maior controle na fiscalização de importações e exportações feitas por via marítima.
O Siscomex foi elaborado pelo Serviço Nacional de Processamento de Dados – Serpro, empresa 
ligada ao Ministério da Fazenda e responsável pelo desenvolvimento e controle das Tecnologias de 
Informação para o serviço público.
Resumidamente, podem-se destacar as seguintes vantagens no Siscomex: harmonização de conceitos e 
uniformização de códigos e nomenclaturas; ampliação dos pontos de atendimento; eliminação de coexistências 
de controles e sistemas paralelos de coleta de dados; simplificação e padronização de documentos; diminuição 
significativa do volume de documentos; agilidade na coleta e processamento de informações por meio 
eletrônico; redução de custos administrativos para todos os envolvidos no sistema; crítica de dados utilizados 
na elaboração das estatísticas de comércio exterior.
O módulo exportação do Siscomex foi desenvolvido pelo Banco Central do Brasil e lançado em 1993. 
O módulo importação, desenvolvido pelo Serpro, foi lançado em 1997. Em 2007 e 2008 foram lançados, 
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Unidade II
respectivamente, o Drawback Suspensão Web e o Drawback Verde-Amarelo Web, que estão vinculados ao 
Siscomex Exportação e Importação e cujos dados servem de apoio para a efetivação e baixa do ato concessório. 
Em abril de 2010, entrou em operação o módulo Drawback Integrado Web na forma da nova 
regulamentação jurídica do Drawback, isto é, aquela que abrange os regimes Verde-Amarelo, Suspensão 
Comum e o próprio Integrado na sua forma original. Apenas os atos concessórios dos regimes de 
Drawback para Embarcação e Fornecimento no Mercado Interno continuam sendo registrados e 
mantidos no módulo inicial conhecido como Drawback Suspensão.
 Saiba mais
Para saber mais acerca do Siscomex, acessse:
BRASIL. Ministério da Fazenda; Secretaria da Receita Federal. Sistema 
Integrado de Comércio Exterior – Siscomex. 17 jun. 2015. Disponível em: <http://
idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-exportacao/
sistema-integrado-de-comercio-exterior-siscomex>. Acesso em: 6 ago. 2018.
5.2 Vicomex 
O sistema Visão Integrada do Comércio Exterior – Vicomex, parte integrante do Portal Siscomex, 
objetiva simplificar o monitoramento das operações de comércio exterior, facilitando a atuação dos 
intervenientes envolvidos nessas atividades.
Ele disponibiliza aos usuários um painel de controle de suas operações, concentrando num só 
ponto informações até então dispersas em diferentes módulos do Siscomex, bem como em sistemas 
independentes dos órgãos anuentes. Assim, permite ao importador e exportador, bem como a seus 
representantes legais, realizarem consultas acerca de suas operações, em andamento e já concluídas, de 
importação e exportação, com indicação do status atual de cada processo e visualização completa de 
todas as suas etapas, sem a necessidade de consultar diversos sistemas. Além disso, é uma ferramenta 
para facilitar a gestão dos processos de importação e exportação pelos operadores no comércio exterior.
 Saiba mais
Caso queira conhecer todas as funcionalidades do Vicomex, acesse:
BRASIL. Manual de utilização: Sistema Visão Integrada e módulo Anexação 
Eletrônica de Documentos. 2. ed. Brasília: Siscomex, 2015. Disponível em: 
<http://portal.siscomex.gov.br/informativos/manual-vicomex-anexacao>. 
Acesso em: 6 ago. 2018.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
 
Figura 21 – Sistema Visão Integrada – página inicial
O sistema é capaz de consultar a situação de Registros de Exportação – RE, Licenças de Importação 
– LI, Despachos de Exportação – DE e Despachos de Importação – DI, apresentando dados como a data 
da última situação, o canal de parametrização, exigências administrativas e aduaneiras etc.
Duas são as modalidades de consulta existentes. A primeira, “operações em andamento”, exibe, de 
forma agregada, os últimos registros em que houve mudança de status, apresentando ao interveniente 
a informação mais atualizada sobre o andamento de suas operações. 
A segunda modalidade permite ao usuário consultar RE, LI, DE e DI individualmente, ou por período, 
com a possibilidade de acesso ao histórico de cada uma dessas operações.
Resta lembrar que o Vicomex permanece em desenvolvimento, com previsão de adição de novas 
funcionalidades, modalidades de consulta e dados de interesse do comércio exterior.
Na atual versão, o sistema Visão Integrada é franqueado tanto aos responsáveis quanto aos 
representantes legais de importadores e exportadores, mediante a utilização de certificado digital.
 Saiba mais
Para saber como obter o certificado digital e-CPF, acesse: 
BRASIL. Ministério da Fazenda; Secretaria da Receita Federal. Certificados 
digitais. Brasília, 15 ago. 2017. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.
gov.br/orientacao/tributaria/senhas-e-procuracoes/senhas/certificados-
digitais/certificados-digitais>. Acesso em: 30 nov. 2017.
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Unidade II
5.3 Sisprom 
O Sistema de Registro de Informações de Promoção – Sisprom é o instrumento pelo qual as 
empresas registram suas operações de promoção de produtos e serviços com redução à zero do 
Imposto de Renda, antes de efetuar as remessas para pagamento de despesas quando da participação 
em feiras e eventos no exterior e de pesquisa de mercado realizada fora do Brasil ou feita como forma 
de ampliação da inserção internacional em ambiente global de extrema competição.A divulgação de 
produtos e serviços no exterior é um dos pilares para o aumento da competitividade das empresas 
brasileiras.
Desde 2013, o acesso é feito através de Certificação Digital, por isso não é mais necessário o envio 
de documentos como contrato, estatuto social ou procuração que espelhe a representação legal da 
empresa para o reconhecimento do beneficiário do incentivo. Agora, tudo é feito através do sistema.
O cadastro é feito pela empresa utilizando seu e-CNPJ, que fornece as informações necessárias 
para a obtenção do beneficio fiscal. Esse procedimento integra todos os envolvidos com o benefício, 
propiciando celeridade, transparência e racionalidade. Ao mesmo tempo, preserva a segurança e a 
tempestividade das operações de promoção comercial.
Por ocasião do cadastro da empresa, poderão ser habilitados no próprio sistema seus representantes 
legais, que acessarão o Sisprom através do e-CPF, o que elimina a antiga necessidade de envio de 
procuração para comprovar o poder de representação da empresa. 
Após o cadastro instantâneo, a empresa estará apta a realizar seus registros de operações de 
promoção no Sisprom e efetuar a remessa para o exterior na instituição autorizada a operar no mercado 
de câmbio. 
A Lei nº 11.774, de 17 de setembro de 2008, prevê as diversas situações de redução a zero do Imposto 
sobre a Renda – IR em pagamentos, créditos, entregas, empregos ou remessas relativas a despesas 
contraídas com residentes ou domiciliados no exterior, incluída a promoção de produtos, serviços e 
destinos turísticos brasileiros. 
 Saiba mais
Obtenha mais informações consultando:
BRASIL. Lei nº 11.774, de 17 de setembro de 2008. Brasília, 2008. Disponível 
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11774.
htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
O Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009, regulamenta a aplicação da redução a zero da 
alíquota do IR incidente sobre os rendimentos de beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, 
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e dá outras providências, em conformidade com o disposto no parágrafo único do artigo 1º da Lei nº 
9.481, de 13 de agosto de 1997. 
A Instrução Normativa RFB nº 1.037, de 4 de junho de 2010, relaciona países ou dependências 
com tributação favorecida, considerando que os rendimentos recebidos por pessoas físicas ou jurídicas 
neles residentes ou domiciliadas estão sujeitos ao imposto sobre a renda na fonte à alíquota de 25%, 
conforme § 4º do art. 1º do Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2008. 
Diz esse decreto:
Art. 1º Fica reduzida a zero a alíquota do imposto sobre a renda incidente 
sobre os valores pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a 
residentes ou domiciliados no exterior, relativos a:
I - despesas com pesquisas de mercado, bem como aluguéis e arrendamentos 
de estandes e locais para exposições, feiras e conclaves semelhantes, no 
exterior, inclusive promoção e propaganda no âmbito desses eventos, 
para produtos e serviços brasileiros e para promoção de destinos 
turísticos brasileiros;
II - contratação de serviços destinados à promoção do Brasil no exterior, por 
órgãos do Poder Executivo Federal;
III - comissões pagas por exportadores a seus agentes no exterior;
IV - despesas de armazenagem, movimentação e transporte de carga e 
emissão de documentos realizadas no exterior;
V - operações de cobertura de riscos de variações, no mercado internacional, de 
taxas de juros, de paridade entre moedas e de preços de mercadorias (hedge);
VI - juros de desconto, no exterior, de cambiais de exportação e as comissões 
de banqueiros inerentes a essas cambiais; e
VII - juros e comissões relativos a créditos obtidos no exterior e destinados 
ao financiamento de exportações.
§ 1º Para os fins do disposto no inciso I do caput, consideram-se despesas 
com promoção de produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros 
aquelas decorrentes de participação, no exterior, em exposições, feiras 
e conclaves semelhantes.
§ 2º Consideram-se serviços destinados à promoção do Brasil no exterior, na 
hipótese do inciso II do caput, aqueles referentes à consultoria e execução 
de assessoria de comunicação, de imprensa e de relações públicas.
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§ 3º Para os fins do disposto no inciso IV do caput, considera-se também 
valor despendido pelo exportador brasileiro o pago, creditado, entregue, 
empregado ou remetido ao exterior por operador logístico que atue em 
nome do exportador e comprove a vinculação do dispêndio com a operação 
de exportação.
§ 4º Os rendimentos mencionados nos incisos I a V do caput, recebidos por 
pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada em país ou dependência 
que não tribute a renda ou que a tribute à alíquota inferior a vinte por 
cento, a que se refere o art. 24 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, 
sujeitam-se ao imposto sobre a renda na fonte à alíquota de vinte e cinco 
por cento (BRASIL, 2009b).
A redução da alíquota do Imposto de Renda sobre Pagamento de Despesas com Promoção no Exterior 
tem como objetivo apoiar empresas e entidades brasileiras na promoção de seus produtos e serviços no 
mercado internacional.
Estão englobadas as despesas decorrentes da participação, no exterior, em feiras, exposições e eventos 
semelhantes, propaganda realizada no âmbito desses eventos, bem como a realização de pesquisa de 
mercado no exterior, a exemplo: aluguel de espaço na feira; montagem e desmontagem do estande; 
aluguel de TV, internet, telefone, móveis que comporão o estande; contratação de profissional para 
atuar no estande (garçom, atendente etc.); tradutor; press release; dentre outras.
5.4 Siscoserv 
O Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e de Outras Operações que 
Produzam Variações no Patrimônio (Siscoserv) foi instituído pela Portaria Conjunta RFB/SCS nº 1.908, 
de 19 de julho de 2012, para registro das informações relativas às transações realizadas entre residentes 
no Brasil e no exterior compreendendo serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações 
no patrimônio das pessoas físicas, jurídicas ou dos entes despersonalizados.
O Siscoserv consiste em um sistema informatizado desenvolvido como ferramenta para o 
aprimoramento das ações de estímulo, formulação, acompanhamento e aferição das políticas públicas 
relacionadas a serviços e intangíveis, bem como para a orientação de estratégias empresariais de 
comércio exterior de serviços e intangíveis.
O sistema guarda conformidade com as diretrizes do Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (Gats) 
da Organização Mundial do Comércio (OMC), promulgado pelo Decreto no 1.355, de 30 de dezembro 
de 1994.
Ele possui dois módulos: 
• Módulo venda: devem ser registrados os serviços, intangíveis e outras operações que produzam 
variações no patrimônio, vendidos por residentes ou domiciliados no País a residentes ou 
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domiciliados no exterior. Este módulo abrange também o registro das operações realizadas por 
meio de presença comercial no exterior.
• Módulo aquisição: devem ser registrados os serviços, intangíveis e outras operações que produzam 
variações no patrimônio, adquiridos por residentes ou domiciliados no País, de residentes ou 
domiciliados no exterior.
No módulo venda do Siscoserv estão previstos os seguintesregistros:
• Registro de Venda de Serviços (RVS): contém dados referentes à venda, por residente ou domiciliado 
no País, de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio, a 
residente ou domiciliado no exterior.
• Registro de Faturamento (RF): contém dados referentes ao faturamento decorrente de venda 
objeto de prévio RVS.
• Registro de Presença Comercial (RPC): contém dados referentes às operações realizadas por meio 
de Presença Comercial no Exterior relacionada à pessoa jurídica domiciliada no Brasil.
Estão obrigados a registrar as informações no Sistema, no módulo venda, os residentes ou 
domiciliados no Brasil que realizem, com residentes ou domiciliados no exterior, operações de 
venda de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das 
pessoas físicas, jurídicas ou dos entes despersonalizados, inclusive operações de exportação 
de serviços.
Estão obrigados a efetuar registro no módulo venda do Siscoserv:
• O prestador do serviço residente ou domiciliado no Brasil.
• A pessoa física ou jurídica, residente ou domiciliada no Brasil, que transfere o intangível, inclusive 
os direitos de propriedade intelectual, por meio de cessão, concessão, licenciamento ou por 
quaisquer outros meios admitidos em direito.
• A pessoa física ou jurídica ou o responsável legal do ente despersonalizado, residente ou domiciliado 
no Brasil, que realize outras operações que produzam variações no patrimônio.
Para fins do módulo venda do Siscoserv, são considerados prestadores de serviço os residentes ou 
domiciliados no Brasil que faturam os residentes ou domiciliados no exterior.
Também são obrigados a efetuar registro no Siscoserv os órgãos da administração pública, direta 
e indireta, da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. O registro realizado por pessoa 
jurídica deve ser feito por estabelecimento.
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 Observação
O registro no Siscoserv independe da contratação de câmbio, do meio 
de pagamento ou da existência de um contrato formal.
Também devem ser registradas as operações de venda de serviços iniciadas e não concluídas antes 
das datas constantes do Anexo Único da Portaria Conjunta RFB/SCS nº 1.908, de 19 de julho de 2012. 
Para essas operações, deve ser registrada como data de início a indicada no Anexo Único, por capítulo 
da NBS. Caso haja saldo a faturar, deve ser indicado como valor da operação o saldo remanescente 
a faturar. Nos casos em que o faturamento tenha ocorrido integralmente antes da data indicada no 
anexo, deve ser registrado o valor proporcional da operação correspondente ao período remanescente 
da prestação do serviço, justificando o valor registrado no campo Informações Complementares. 
Caso tenha ocorrido o faturamento integral antes das datas constantes do Anexo Único da Portaria 
Conjunta RFB/SCS nº 1.908, de 19 de julho de 2012, e não tenha sido iniciada a prestação do serviço, o 
registro de faturamento obedecerá ao item 2.2 do Capítulo 2. 
 Saiba mais
Para consultar os manuais dos módulos venda e aquisição, consulte:
BRASIL. Ministério da Fazenda; Secretaria da Receita Federal. Siscoserv 
– Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e 
Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio. 17 maio. 2016. 
Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/
declaracoes-e-demonstrativos/siscoserv-sist-integrado-de-com-exterior-
int-e-outras-operacoes-prod-var-patrim/siscoserv-sistema-integrado-
de-comercio-exterior-de-servicos-intangiveis-e-outras-operacoes-que-
produzam-variacoes-no-patrimonio#Manuais>. Acesso em: 6 ago. 2018.
Em qualquer um dos casos, a data dos dados da Receita Federal deve ser aquela constante da nota 
fiscal ou documento equivalente. As operações iniciadas e concluídas antes das datas do Anexo Único 
não devem ser registradas, independentemente de terem sido faturadas ou não.
Não podem ser registradas operações realizadas antes do início da prestação do serviço, da 
transferência do intangível ou da realização de outra operação que produza variação no patrimônio.
A responsabilidade pelos registros de venda de serviços – RVS/RF do módulo venda do Siscoserv é 
do residente ou domiciliado no País que mantenha relação contratual com residente ou domiciliado no 
exterior e que contra este fature a prestação de serviço como “bens, mercadorias, serviços, intangíveis 
ou outras operações que produzam variações no patrimônio”, ainda que ocorra subcontratação de 
residente ou domiciliado no País ou no exterior.
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No módulo aquisição do Siscoserv estão previstos os seguintes registros:
• Registro de Aquisição de Serviços (RAS): contém dados referentes à aquisição, por residente 
ou domiciliado no País, de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no 
patrimônio, de residente ou domiciliado no exterior.
• Registro de Pagamento (RP): contém dados referentes ao pagamento relativo à aquisição objeto 
de prévio RAS.
Estão obrigados a registrar as informações no módulo aquisição do sistema os residentes ou 
domiciliados no Brasil que realizem, com residentes ou domiciliados no exterior, operações de aquisição 
de serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das pessoas físicas, 
jurídicas ou dos entes despersonalizados, inclusive operações de importação de serviços.
Estão obrigados a efetuar registro no Módulo Aquisição do Siscoserv:
• O tomador do serviço residente ou domiciliado no Brasil.
• A pessoa física ou jurídica, residente ou domiciliada no Brasil, que adquire o intangível, inclusive 
os direitos de propriedade intelectual, por meio de cessão, concessão, licenciamento ou por 
quaisquer outros meios admitidos em direito.
• A pessoa física ou jurídica ou o responsável legal do ente despersonalizado, residente ou domiciliado 
no Brasil, que realize outras operações que produzam variações no patrimônio.
Para fins do módulo aquisição do Siscoserv são considerados prestadores de serviço os residentes ou 
domiciliados no exterior que faturam os residentes ou domiciliados no Brasil.
Também são obrigados a efetuar registro os órgãos da administração pública, direta e indireta, da 
União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Assim como ocorre no módulo venda, o registro 
realizado por pessoa jurídica deve ser efetuado por estabelecimento.
 Lembrete
O registro no Siscoserv independe da contratação de câmbio, do meio 
de pagamento ou da existência de um contrato formal.
Os gastos pessoais no exterior relativos à aquisição de serviços efetuados por pessoas físicas 
residentes no País que se desloquem temporariamente ao exterior a serviço de pessoas jurídicas 
domiciliadas no País são operações da pessoa física no Siscoserv.
São exemplos de gastos pessoais a aquisição de refeições, hospedagem e locomoção no exterior em 
viagens de negócios, de treinamento, missões oficiais, participação em congressos, feiras e conclaves.
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Também devem ser registradas as operações de aquisição de serviços iniciadas e não concluídas antes 
das datas constantes do Anexo Único da Portaria Conjunta RFB/SCS nº 1.908, de 19 de julho de 2012. Para 
essas operações, deve ser registrada como data de início aquela indicada no Anexo Único, por capítulo da 
NBS. Caso haja saldo a pagar,deve ser indicado como valor da operação o saldo remanescente a pagar. 
Nos casos em que o pagamento tenha ocorrido integralmente antes da data indicada no anexo, deve 
ser registrado o valor proporcional da operação correspondente ao período remanescente da prestação 
do serviço, justificando o valor registrado no campo Informações Complementares. Em qualquer dos 
casos, a data constante dos dados do RP deve ser aquela em que ocorreu o pagamento.
As operações iniciadas e concluídas antes das datas constantes do Anexo Único não devem ser 
registradas, independentemente de terem sido ou não pagas.
Não podem ser registradas operações previamente ao início da prestação do serviço, da transferência 
do intangível ou da realização de outra operação que produza variação no patrimônio.
A responsabilidade pelos registros RAS/RP no módulo aquisição do Siscoserv é do residente ou 
domiciliado no País que mantenha relação contratual com residente ou domiciliado no exterior e que 
por este seja faturado pela prestação de serviço, ainda que ocorra a subcontratação de residente ou 
domiciliado no País ou no exterior.
Em 14 de dezembro de 2011, foi editada a Lei nº 12.546, que autoriza o Poder Executivo a instituir 
a Nomenclatura Brasileira de Serviços, Intangíveis e outras Operações que Produzam Variações no 
Patrimônio (NBS), bem como as suas respectivas Notas Explicativas (Nebs), elemento subsidiário para 
a interpretação da nomenclatura. A NBS e a Nebs foram publicadas em 2 de abril de 2012 através 
do Decreto nº 7.708, que instituiu a NBS e as Nebs. Em 29 de novembro de 2012, através da Portaria 
Interministerial MF/MDIC nº 385, foi instituída a comissão com membros da RFB e da SCS com a função 
de propor alterações na NBS e na Nebs a partir de interesses do setor público ou privado.
 Lembrete
A responsabilidade pelos registros RVS/RF do módulo venda do Siscoserv 
é do residente ou domiciliado no País que mantenha relação contratual com 
residente ou domiciliado no exterior e contra este fature a prestação de serviço.
A NBS é o classificador nacional para a identificação dos serviços e intangíveis como produtos. Ela 
viabiliza a adequada elaboração, fiscalização e avaliação de políticas públicas de forma integrada e, 
visando à competitividade do setor, propicia a harmonização de ações voltadas ao fomento empreendedor, 
à tributação, às compras públicas, ao comércio exterior, entre outras.
A NBS e as suas Nebs foram desenvolvidas a partir de 2008 por um grupo instituído por Portaria 
Conjunta Interministerial do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e 
Comércio Exterior e do Banco Central do Brasil e composto por especialistas da Secretaria da Receita 
Federal do Brasil, da Secretaria de Comércio e Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
(IBGE) e do Banco Central do Brasil. Na elaboração da nomenclatura e de suas notas explicativas, 
obedeceu-se aos padrões técnicos estabelecidos e consolidados pelos organismos internacionais 
relevantes, resultando em uma nomenclatura plenamente harmonizada com os principais classificadores 
internacionais (em especial a Central Products Classification – CPC das Nações Unidas, utilizada nas 
negociações internacionais que envolvem serviços).
Aplicações imediatas da NBS já ocorrem na Administração Pública – ela é, por exemplo, o classificador 
utilizado pelo Siscoserv. A NBS também é utilizada na definição dos serviços elegíveis ao financiamento no 
âmbito do Programa de Financiamento às Exportações (Proex) e na ampliação dos serviços elegíveis aos 
adiantamentos de contrato de câmbio (ACC) e adiantamento de cambiais entregues (ACE). 
Diante do dinamismo que caracteriza o setor de serviços, em 29 de novembro de 2012 foi publicada 
a Portaria Interministerial nº 385, do Ministério da Fazenda (MF) e do Ministério do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que estabeleceu Comissão de Representantes da Secretaria da 
Receita Federal do Brasil (RFB/MF) e da Secretaria de Comércio e Serviços (SCS/MDIC), para a promoção 
de revisão da NBS e de suas notas explicativas.
O processo de revisão, desenvolvido durante o ano de 2013, com a colaboração do Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística (IBGE) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 
buscou identificar e corrigir erros, inconsistências e omissões importantes existentes na nomenclatura. 
Como resultado, em 17 de dezembro de 2013 foi publicada a Portaria Conjunta nº 1.820, que aprovou a 
versão 1.1 da NBS. Essa versão entrou em vigor em 1º de janeiro de 2014, e contempla ajustes à versão anterior, 
publicada pelo Decreto nº 7.708, de 2 de abril de 2012. A versão 1.1 visa aprimorar a NBS e as Nebs, facilitando 
a aplicação e interpretação da Nomenclatura para as políticas e instrumentos públicos que delas se utilizam.
6 SISCOMEX WEB: SISTEMA INTEGRADO DE COMÉRCIO EXTERIOR
O Siscomex constituiu extraordinário avanço, ao informatizar os controles existentes, que eram 
realizados por meio de declarações em papel, carimbos e assinaturas. Segundo o Decreto nº 660, de 
25 de setembro de 1992, “o Siscomex é o instrumento administrativo que integra as atividades de 
registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior, mediante fluxo único, 
computadorizado, de informações” (BRASIL, 1992a). 
O Siscomex foi, portanto, projetado para ser o instrumento pelo qual a legislação de comércio 
exterior seria executada. Todas as medidas administrativas incidentes sobre as importações e sobre as 
exportações deveriam, assim, ser implementadas através do Siscomex.
O sistema inovou ao criar um fluxo único de informações, em que todos os intervenientes, públicos e 
privados, registram informações, declarações em sucessivas etapas, conforme fluxograma estabelecido, 
uniformizando, assim, os procedimentos. O Siscomex Importação entrou no ar em 1º de janeiro de 1997.
Em 6 de agosto de 2012, entrou em produção o Siscomex Importação Web, trazendo uma série de 
funcionalidades e facilidades da nova plataforma. No entanto, apenas as declarações de importação 
do tipo consumo, as quais representam quase 90% do total das declarações registradas anualmente, 
migraram para essa nova plataforma.
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Unidade II
Conforme novas necessidades foram surgindo, novos sistemas foram sendo criados e integrados 
ao Siscomex, a exemplo do Siscomex Drawback Web, para a concessão dos regimes especiais de 
drawback e do Siscomex Carga, destinado ao acompanhamento aduaneiro das cargas que ingressam 
no Brasil pela via marítima. Além disso, sistemas já existentes foram modernizados, por exemplo, o 
Siscomex Exportação. 
A importante iniciativa de criação do Siscomex fez com que o Brasil, na década de 1990, estivesse 
na vanguarda mundial em desenvolvimento de sistemas de comércio exterior. No entanto, apesar do 
sucesso de sua implementação, o sistema foi idealizado no contexto do comércio exterior brasileiro 
daquela época – e é importante ter em mente que o comércio do Brasil com o mundo aumentou 
expressivamente em seu fluxo e em sua complexidade de lá para cá. 
Aliada ao crescimento do comércio tem-se também a constante necessidade de elaboração de novas 
políticas públicas, voltadas ao desenvolvimento e à melhoria da condição de vida da população nas mais 
diversas áreas, como a saúde humana, a segurança alimentar, o meio ambiente, a segurança pública e a 
segurança do consumidor. 
Essas políticas são também implementadas mediante controles incidentessobre operações de 
comércio exterior, que demandam a criação de instrumentos específicos adequados à sua implementação.
O desenvolvimento econômico pressupõe também aumento da eficiência do setor produtivo, o 
que somente é possível com um comércio exterior competitivo. Diante da realidade atual tão distinta 
daquela em que se deu a criação da presente estrutura de controle governamental do comércio exterior, 
mesmo com as constantes atualizações e modernizações feitas pelo governo em anos recentes, urge 
uma reformulação das ferramentas presentemente utilizadas. 
O Programa Portal Único de Comércio Exterior foi, assim, lançado com o objetivo de atender de 
forma mais eficiente a demanda do comércio exterior brasileiro do contexto atual e dos próximos 
anos, de modo a fazer com que o Siscomex se mantenha efetivo no cumprimento de seus objetivos 
simplificadores e integradores, conforme traçados no momento de sua criação.
Com o desenvolvimento da nova plataforma, módulos do Siscomex que serão substituídos têm 
cronograma de desligamento aprovado em reunião com a participação do MDIC e do MF.
Exportadores de todo o Brasil terão até o dia 2 de julho de 2018 para migrar completamente suas 
operações para o Novo Processo de Exportações do Portal Único de Comércio Exterior. A decisão foi 
tomada pela Comissão Gestora do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). 
A medida foi fundamentada no compromisso assumido pelo governo federal de trabalhar em 
prol da facilitação do comércio e da previsibilidade e reflete ainda a necessidade de se conferir maior 
racionalidade aos gastos públicos. 
Também a partir de 2 de julho de 2018 serão interrompidos os novos registros nos módulos 
Novoex, DE-Hod e DE-Web, sistemas atualmente utilizados para a realização de exportações. 
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Entretanto, esses módulos permanecerão disponíveis para consultas e retificações dos registros 
previamente efetuados. 
Até que o desligamento dos referidos módulos ocorra, a Secretaria de Comércio Exterior 
(Secex) e a Receita Federal do Brasil (RFB) intensificarão as ações de divulgação e capacitação 
dos operadores de comércio exterior para garantir que a transição entre os sistemas aconteça de 
maneira segura e previsível. A data limite para a migração das operações de importação ainda será 
definida e divulgada. 
6.1 Novo processo de exportações
Dentre as facilidades disponibilizadas pelo Novo Processo de Exportações aos operadores de comércio 
exterior estão a substituição de três documentos processados nos sistemas antigos – o Registro de 
Exportação (RE), a Declaração de Exportação (DE) e a Declaração Simplificada de Exportação (DSE) – pela 
Declaração Única de Exportação (DUE), a integração da DUE com a Nota Fiscal Eletrônica (Nfe), a melhor 
rastreabilidade e controle das operações, a redução de pelo menos 60% no número de informações 
prestadas e o paralelismo dos fluxos processuais.
6.1.1 Apresentação
O Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e 
Comércio Exterior e da Receita Federal do Brasil, que visam à reformulação dos processos de exportação, 
importação e trânsito aduaneiro, e buscam estabelecer processos mais eficientes e integrados entre 
todos os envolvidos no comércio exterior. 
Com essa reformulação, busca-se estabelecer processos mais eficientes, harmonizados e integrados 
entre todos os intervenientes públicos e privados no comércio exterior. Da reformulação dos processos, o 
Programa Portal Único passa ao desenvolvimento e integração dos fluxos de informações correspondentes 
a eles e dos sistemas informatizados encarregados de gerenciá-los. Assim, o Programa Portal Único de 
Comércio Exterior nasce baseado em três pilares:
Programa Portal Único
Integração dos 
intervenientes
Redesenho dos 
processos
Tecnologia da 
informação
Figura 22 – Pilares do Programa Portal Único de Comércio Exterior
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6.1.2 Integração
O primeiro pilar é a integração entre os atores do comércio exterior. Tem-se, primeiramente, a 
cooperação entre os intervenientes de governo e do setor privado para o planejamento e desenvolvimento 
do Programa Portal Único. 
Formou-se uma grande estrutura de governança, sob coordenação conjunta da Secretaria da Receita 
Federal do Brasil e da Secretaria de Comércio Exterior e sob supervisão da Casa Civil. Essa estrutura 
compreende os órgãos de governo que atuam no comércio exterior. São eles:
• Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB);
• Secretaria de Comércio Exterior (Secex);
• Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento;
• Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
• Agência Nacional do Cinema (Ancine);
• Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
• Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP);
• Câmara de Comércio Exterior (Camex);
• Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN);
• Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
• Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz);
• Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM);
• Departamento de Polícia Federal (DPF);
• Exército Brasileiro;
• Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);
• Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro);
• Instituto Brasileiro do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan);
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• Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI);
• Ministério da Defesa;
• Ministério das Relações Exteriores (MRE);
• Secretaria de Aviação Civil;
• Secretaria de Portos (SEP);
• Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
A integração cooperativa do setor privado com o programa, mediante entidades representantes 
dos diferentes intervenientes privados nas operações de comércio exterior (importadores, exportadores, 
despachantes aduaneiros, transportadores, depositários, terminais portuários etc.), é fundamental, visto 
serem eles os beneficiários das melhorias que o Programa Portal Único trará.
Segundo o site do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC):
A integração entre órgãos de governo no âmbito do Programa Portal Único 
de Comércio Exterior é incremental. Quanto mais os órgãos se integram 
e compartilham, maior o conhecimento gerado sobre suas necessidades 
(BRASIL, [s.d.]b). 
A figura a seguir é uma ilustração dessa ideia:
Conhecimento das necessidades
Co
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rt
ilh
am
en
to
Dados
Informações
Metodologias
Ferramentas
Inteligência
Figura 23 – Integração entre órgãos intervenientes no comércio exterior
No mesmo site mencionado (BRASIL, [s.d.]b), o governo afirma que:
No desenvolvimento da integração, a etapa inicial é o simples 
compartilhamento de dados, aqueles presentes nos sistemas e documentos 
de comércio exterior, entre os intervenientes. 
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Com a evolução da mútua compreensão das necessidades das partes 
envolvidas, tendo em vista os objetivos de cada uma, podem-se identificar 
quais informações podem ser compartilhadas entre os órgãos, de modo a 
facilitar para cada um o exercíciode suas competências.
Por informações, entendem-se aqui os conjuntos de dados apresentados de 
forma organizada. Com base no conhecimento do que há de comum nas 
atividades dos órgãos, pode-se passar ao compartilhamento de metodologias 
de trabalho, trazendo maior previsibilidade aos operadores. 
O compartilhamento de metodologias leva ao compartilhamento das ferramentas 
destinadas à implementação dessas metodologias. Se dois ou mais órgãos contam 
com o mesmo tipo de necessidade de controle (inspeção física, por exemplo) e 
partilham a mesma metodologia para executá-lo, convém a todos o emprego do 
mesmo instrumento, um sistema de TI, por exemplo, para esse fim. 
Toda essa evolução conduz à última etapa: a integração da inteligência. 
Com base na ampla difusão de dados e informações entre os agentes, aliada 
ao uso de metodologias uniformes e ferramentas de gestão compartilhadas, 
é possível a criação de sistemas de inteligência capazes de identificar 
irregularidades nas operações a partir de critérios de controle e autorização 
de diversos órgãos, desde fraudes tributárias até o descumprimento de 
regulamentos técnicos e normas ambientais. 
6.1.3 Redução de prazos e custos
Conforme o Banco Mundial (BANCO MUNDIAL, 2017) o projeto Doing Business mede, analisa e 
compara as regulamentações aplicáveis às empresas e o seu cumprimento em 190 economias e cidades 
selecionadas nos níveis subnacional e regional, e apresenta índices que permitem a comparação da 
qualidade das regulamentações de negócios de diversos países. 
Pelos dados constantes no site (BANCO MUNDIAL, 2017), com relação ao tempo para exportar, em 
conformidade com obrigações na fronteira (horas), o Brasil perde 49 horas a um custo de US$ 959,00.
Esses números fazem com que o Brasil figure na 125ª posição na classificação relativa à facilidade 
para fazer negócios do Doing Business, atrás da Argentina, que está classificada na 117ª posição.
 Saiba mais
Caso queira conhecer a metodologia e os comparativos entre países, acesse: 
BANCO MUNDIAL. Sobre o Projeto Doing Business. Doing business, 2017. 
Disponível em: <http://portugues.doingbusiness.org/about-us>. Acesso em: 
26 jul. 2018.
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6.1.4 Simplificação 
O portal único funciona como interface única entre governos e operadores privados, concentrando 
em um único ponto as exigências e os serviços dos diversos órgãos intervenientes. 
A imagem a seguir ilustra a estrutura dos processos de comércio exterior. As setas verdes indicam as 
informações prestadas pelos operadores privados e as vermelhas indicam as respostas e exigências dos 
órgãos de governo:
Anuências prévias
Inspeção no porto
Logística 
portuária
Inspeção 
coordenada com 
base em análise de 
riscos
Exportador 
Importador
Transportador
Figura 24 – Estrutura dos processos de comércio exterior 
6.2 Anuente web
Os órgãos governamentais intervenientes no Siscomex classificam-se como:
• Gestores: responsáveis pela administração, manutenção e aprimoramento do sistema dentro de 
suas respectivas áreas de competência. São eles:
— Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), responsável pelas áreas aduaneira e tributária;
— Secretaria de Comércio Exterior (Secex), responsável pela área administrativa; 
— Banco Central do Brasil (Bacen), responsável pelas áreas financeira e cambial.
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• Anuentes: são todos os órgãos que necessitam efetuar uma análise complementar, dentro 
de sua área de competência, de determinadas operações de exportação, e são responsáveis 
pela autorização do processo de importação/exportação na etapa administrativa/comercial, 
de determinados bens, como: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério 
da Saúde e Ibama, entre outros. Estão interligados ao Siscomex, de modo a tornar mais ágil 
essa análise. Desse modo, para que a operação se torne efetiva, é necessário, em alguns casos, 
o estabelecimento de normas específicas por parte dos órgãos anuentes. Como exemplo, 
temos a exportação de material radiativo que necessita da anuência da Comissão Nacional de 
Energia Nuclear (CNEN), assim como a exportação de remédios, que está sujeita à anuência do 
Ministério da Saúde. Essas relações não substituem a consulta ao Tratamento Administrativo 
do Siscomex para verificação do sistema administrativo aplicado às mercadorias. As respectivas 
siglas constantes das relações são relativas aos órgãos conforme segue:
• Ancine: Agência Nacional do Cinema;
• Aneel: Agência Nacional de Energia Elétrica;
• ANP: Agência Nacional de Petróleo;
• Anvisa: Agência Nacional de Vigilância Sanitária;
• CNEN: Comissão Nacional de Energia Nuclear;
• Comexe: Comando do Exército;
• Decex: Departamento de Operações de Comércio Exterior;
• DNPM: Departamento Nacional de Produção Mineral;
• DPF: Departamento de Polícia Federal;
• ECT: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos;
• Ibama: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis;
• Inmetro: Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial;
• Mapa: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
• MCT: Ministério da Ciência e Tecnologia;
• Suframa: Superintendência da Zona Franca de Manaus.
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6.3 Cadastro aduaneiro 
O cadastro de despachantes aduaneiros e ajudantes de despachante aduaneiro no sistema de 
cadastro dos intervenientes do comércio exterior na Receita Federal, que é considerado o representante 
legal perante o Siscomex, é a pessoa física autorizada por importador/exportador (pessoa física ou 
pessoa jurídica) para atuar em seu nome, no exercício das atividades relacionadas com o despacho 
aduaneiro. De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 15 de dezembro de 2015, publicada 
no Diário Oficial da União em 16 de dezembro de 2015, poderá ser credenciado a operar o Siscomex 
como representante legal:
• despachante aduaneiro;
• dirigente ou empregado da pessoa jurídica representada;
• empregado de empresa coligada ou controlada da pessoa jurídica representada;
• funcionário ou servidor especificamente designado, nos casos de órgão da administração pública 
direta, autarquia e fundação pública, órgão público autônomo, organismo internacional e outras 
instituições extraterritoriais.
6.3.1 Cadastro de empresa exportadora/renovação 
Após a habilitação do responsável legal pela pessoa jurídica na Receita Federal, este poderá credenciar 
no Siscomex as pessoas físicas que atuarão como representantes da empresa para a prática dos atos 
relacionados com o despacho aduaneiro.
• Pessoa jurídica: o credenciamento e o descredenciamento de representantes da pessoa jurídica 
para a prática das atividades relacionadas com o despacho aduaneiro no Siscomex serão efetuados 
diretamente no sistema pelo respectivo responsável legal habilitado, no módulo “Cadastro de 
Representante Legal” do Siscomex.
• Pessoa física: o credenciamento e o descredenciamento de representante de pessoa física 
poderão ser feitos na forma mencionada ou mediante solicitação para a Unidade da Secretaria da 
Receita Federal do Brasil responsável pelo despacho aduaneiro, com a indicação do despachante 
aduaneiro, acompanhado do respectivo instrumento de outorga de poderes. Cabe lembrar que 
pessoa física não poderá importar mercadoriasem quantidades que revelem prática de comércio. 
Para importações de mercadorias destinadas ao comércio, procedentes do Paraguai por via 
terrestre, entre os municípios de Ciudad Del Este (Paraguai) e Foz do Iguaçu (Brasil), realizadas por 
Microempreendedor Individual (MEI), é possível a utilização do Regime de Tributação Unificada 
(RTU), de acordo com regras próprias de inscrição no regime, e conforme a Lei nº 11.898, de 8 de 
janeiro de 2009. Outras operações de importação ou exportação de mercadorias com destinação 
comercial devem ser realizadas por pessoa jurídica previamente habilitada no Siscomex. Segundo 
a Lei nº 11.898, de 8 de janeiro de 2009, 
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Art. 2º O Regime de que trata o art. 1º desta Lei permite a importação, por via 
terrestre, de mercadorias procedentes do Paraguai, mediante o pagamento 
unificado de impostos e contribuições federais incidentes na importação, 
observado o limite máximo de valor das mercadorias importadas por 
habilitado, por ano-calendário, fixado pelo Poder Executivo, bem como o 
disposto no art. 7º desta Lei. 
Parágrafo único. A adesão ao regime é opcional e será efetuada na forma 
estabelecida pelo Poder Executivo (BRASIL, 2009d).
O artigo 7º da mesma lei diz que:
Art. 7º Somente poderá optar pelo Regime de que trata o art. 1º desta Lei 
a microempresa optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação 
de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de 
Pequeno Porte – SIMPLES NACIONAL, de que trata a Lei Complementar nº 
123, de 14 de dezembro de 2006.
§ 1º Ao optante pelo Regime não se aplica o disposto no art. 56 da Lei 
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. 
§ 2º A operação de importação e o despacho aduaneiro poderão ser realizados 
pelo empresário ou pelo sócio da sociedade empresária, por pessoa física 
nomeada pelo optante pelo Regime ou por despachante aduaneiro. 
§ 3º A Secretaria da Receita Federal do Brasil disciplinará os termos e 
condições de credenciamento das pessoas de que trata o § 2º deste artigo 
(BRASIL, 2009d).
O interessado, pessoa física ou jurídica, somente poderá ser representado para exercer atividades 
relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias:
• por intermédio do despachante aduaneiro;
• pessoalmente, se pessoa física;
• se pessoa jurídica, também mediante:
— dirigente;
— empregado;
— funcionário ou servidor especificamente designado, no caso de órgão da administração pública, 
missão diplomática ou representação de organização internacional.
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Consequentemente, somente tais pessoas podem ser credenciadas como representantes do 
interessado para atuar em seu nome no Siscomex, conforme os artigos 808 e 809 do Decreto nº 6.759, 
de 5 de fevereiro de 2009, que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, 
o controle e a tributação das operações de comércio exterior, que diz: 
Art. 808. São atividades relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias, 
inclusive bagagem de viajante, na importação, na exportação ou na 
internação, transportadas por qualquer via, as referentes a:
I - preparação, entrada e acompanhamento da tramitação e apresentação 
de documentos relativos ao despacho aduaneiro;
II - subscrição de documentos relativos ao despacho aduaneiro, inclusive 
termos de responsabilidade;
III - ciência e recebimento de intimações, de notificações, de autos de 
infração, de despachos, de decisões e de outros atos e termos processuais 
relacionados com o procedimento de despacho aduaneiro;
IV - acompanhamento da verificação da mercadoria na conferência aduaneira, 
inclusive da retirada de amostras para assistência técnica e perícia;
V - recebimento de mercadorias desembaraçadas;
§ 1º Somente mediante cláusula expressa específica do mandato poderá 
o mandatário subscrever termo de responsabilidade em garantia do 
cumprimento de obrigação tributária, ou pedidos de restituição de indébito 
ou de compensação. 
§ 2º A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá dispor sobre outras 
atividades relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias. 
Art. 809. Poderá representar o importador, o exportador ou outro interessado, 
no exercício das atividades referidas no art. 808, bem assim em outras 
operações de comércio exterior (BRASIL, 1988b):
6.4 Siscomex Novoex
A partir de 28 de dezembro de 2017, o novo processo de exportações do Portal Único de Comércio 
Exterior passou a abranger as operações de exportação sujeitas à anuência prévia dos órgãos e entidades 
da Administração Pública Federal. A medida foi implementada pela Portaria Secex nº 52, publicada em 
28 de dezembro de 2017, no Diário Oficial da União (DOU).
Com a alteração, o tratamento administrativo do novo processo de exportações será feito através 
do Módulo Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos de Exportação (LPCO), integrado aos 
demais módulos do Portal Único. O exportador tem acesso aos formulários de pedidos de documentos 
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Unidade II
referentes aos tratamentos administrativos de cada órgão competente para autorizar a exportação, e 
deverá fazer a vinculação dos documentos à Declaração Única de Exportação (DU-E), quando pertinente.
 Saiba mais
Você pode conferir a lista de sistemas disponível no novo processo de 
exportações acessando:
BRASIL. Lista de sistemas. Portal Único Siscomex, [s.d.]. Disponível em: 
<http://portal.siscomex.gov.br/lista_sistemas_view?p_cat=8884758b-
97f2-4c57-816c-488d3f2c5f3a>. Acesso em: 7 ago. 2018.
6.5 Siscomex DE Web
O Siscomex Exportação Web - Módulo Aduaneiro (DE Web) é um sistema que disponibiliza para 
os exportadores, bem como seus representantes legais e ajudantes de despachantes aduaneiros, 
funcionalidades para a elaboração, retificação, consulta e impressão das Declarações de Exportação.
6.5.1 Conceitos e definições
De acordo com o art. 580 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 – Regulamento Aduaneiro,
Art. 580 - Despacho de exportação é o procedimento mediante o qual é 
verificada a exatidão dos dados declarados pelo exportador em relação à 
mercadoria, aos documentos apresentados e à legislação específica, com vistas 
a seu desembaraço aduaneiro e a sua saída para o exterior (BRASIL, 2009a).
Toda mercadoria destinada ao exterior, inclusive a reexportada, está sujeita a despacho de exportação, 
com as exceções estabelecidas na legislação específica.
Em geral, o despacho de exportação será processado por meio de Declaração de Exportação (DE), 
registrada no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), tendo a si vinculados um ou mais 
registros de exportação (RE). Existem também despachos que podem ser processados por meio da 
Declaração Simplificada de Exportação (DSE), prescindindo de RE, e, ainda, despachos sem registro no 
Siscomex previstos em normas específicas.
A elaboração e registro da DE poderá ser realizada no processamento centralizado num servidor de 
grande porte OS/390 (Host On-Demand – HOD) ou na web.
Será dispensada de despacho aduaneiro de exportação a saída do País de mala diplomática ou 
consular, assim considerada a que contenha tão somente documentos diplomáticos e objetos destinados 
a uso oficial (Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, art. 27, promulgada pelo Decreto nº 
56.435, de 8 de junho de 1965 e Instrução Normativa nº 338, de 2003). Diz o artigo27 desse decreto:
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
1. O Estado acreditado permitirá e protegerá a livre comunicação da Missão 
para todos os fins oficiais. Para comunicar-se com o Govêrno e demais 
Missões e Consulados do Estado acreditante, onde quer que se encontrem, 
a Missão poderá empregar todos os meios de comunicação adequados, 
inclusive correios diplomáticos e mensagens em códigos ou cifra. Não 
obstante, a Missão só poderá instalar e usar uma emissora de rádio com o 
consentimento do Estado acreditado.
2. A correspondência oficial da Missão é inviolável. Por correspondência oficial 
entende-se tôda correspondência concernente à Missão e suas funções.
3. A mala diplomática não poderá ser aberta ou retida.
4. Os volumes que constituam a mala diplomática deverão conter sinais 
exteriores visíveis que indiquem o seu caráter e só poderão conter 
documentos diplomáticos e objetos destinados a uso oficial.
5. O correio diplomático, que deverá estar munido de um documento 
oficial que indique sua condição e o número de volumes que constituam a 
mala diplomática, será, no desempenho das suas funções, protegido pelo 
Estado acreditado.
6. O Estado acreditante ou a Missão poderão designar correios diplomáticos 
“ad hoc”. Em tal caso, aplicar-se-ão as disposições do parágrafo 5 dêste 
artigo, mas as imunidades nêle mencionadas deixarão de se aplicar, desde 
que o referido correio tenha entregado ao destinatário a mala diplomática 
que lhe fôra confiada.
7. A mala diplomática poderá ser confiada ao comandante de uma aeronave 
comercial que tenha de aterrissar num aeroporto de entrada autorizada. O 
comandante será munido de um documento oficial que indique o número de 
volumes que constituam a mala, mas não será considerado correio diplomático. 
A Missão poderá enviar um de seus membros para receber a mala diplomática, 
direta e livremente, das mãos do comandante da aeronave (BRASIL, 1965). 
O despacho aduaneiro de mercadorias adquiridas no mercado interno, inclusive no comércio 
de subsistência das populações fronteiriças, residentes no exterior, de conformidade com os limites 
e condições estabelecidos na Instrução Normativa SRF nº 118, de 10 de novembro de 1992, será 
processado com base na respectiva nota fiscal, dispensado o registro no Siscomex, não gerando, para 
o vendedor, direito à isenção de tributos, nem a qualquer outro benefício ou incentivo à exportação, 
conforme art. 65 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c). Diz o 
artigo 65 dessa instrução:
Art. 65. O despacho aduaneiro de mercadorias adquiridas no mercado 
interno, inclusive no comércio de subsistência das populações fronteiriças, 
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Unidade II
residentes no exterior, de conformidade com os limites e condições 
estabelecidos na Instrução Normativa nº 118, de 10 de novembro de 1992, 
será processado com base na respectiva Nota Fiscal, dispensado o registro 
no Siscomex (BRASIL, 1994c).
A Instrução Normativa SRF nº 118 diz:
Art. 1º As unidades da Secretaria da Receita Federal deverão permitir a saída 
do território nacional, mediante a apresentação da Nota-Fiscal respectiva, 
de mercadorias nacionais adquiridas no mercado interno:
I - que se comportem no limite de valor equivalente a US$ 2.000,00 
(dois mil dólares dos Estados Unidos) e, se em valor superior, não revelem 
destinação comercial;
II - que não estejam sujeitas a controles específicos de outros órgãos da 
Administração Pública;
III - cuja exportação não se subordine ao regime de cota ou contingenciamento.
§ 1º Fica excluída, da restrição indicada no inciso II, a saída do País de 
açúcar, de qualquer tipo, quando destinado a países limítrofes, desde que 
se comporte no limite de valor equivalente a até US$ 250.00 (duzentos e 
cinquenta dólares dos Estados Unidos) semanais.
§ 2º O volume do produto que deixar o País nas condições autorizadas no 
parágrafo anterior deverá ser informado, pelas repartições aduaneiras que 
jurisdicionam os locais de saída do País, à Coordenação-Geral do Sistema de 
Controle Aduaneiro, na conformidade do Quadro em anexo.
Art. 2º A saída de mercadoria para o exterior, na forma do artigo anterior, 
não gera, para o vendedor, direito à isenção de tributos, nem a incentivos 
fiscais, a qualquer título.
Art. 3º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Ficam revogadas as Instruções Normativas SRF nos 45, de 17 de maio 
de 1983, 87, de 21 de julho de 1986, 5, de 12 de janeiro de 1988 e 52, de 19 
de maio de 1989 (BRASIL, 1992b).
6.5.2 Procedimentos preliminares
Antes do despacho de exportação, que se inicia com o registro da declaração de exportação, o 
exportador deve se habilitar para operar no Siscomex, procedimento regido pela Instrução Normativa 
RFB nº 1.603, de 15 de dezembro de 2015.
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Uma vez cadastrado, o exportador receberá uma senha para operar no Siscomex e poderá acessá-lo 
por meio do link do Portal Siscomex <http://www.portalsiscomex.gov.br/> ou de programa (emulador) 
fornecido pelo Serpro.
A exportação será submetida ao controle administrativo da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) 
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), nos termos da Portaria Secex 
nº 23, de 14 de julho de 2011.
6.5.3 Habilitação para utilizar o Siscomex 
Para que seja efetuada uma exportação ou importação de mercadorias por meio do Siscomex, 
primeiramente o interessado deve providenciar, com a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), sua 
habilitação para operação no sistema. 
Em regra geral, o despacho aduaneiro deve ser processado no Siscomex. Entretanto, para que seja 
efetuada operação de exportação ou importação de mercadorias por meio do Siscomex, seja comum ou 
simplificado, o interessado deve providenciar previamente com a Secretaria da Receita Federal do Brasil 
sua habilitação para operação no sistema e o credenciamento de seus representantes para a prática de 
atividades relacionadas ao despacho aduaneiro.
A Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 15 de dezembro de 2015, e a Portaria Coana nº 123, de 17 
de dezembro de 2015, estabelecem os procedimentos de habilitação para operação no Siscomex e de 
credenciamento de representantes de pessoas físicas e jurídicas para a prática de atividades relacionadas 
ao despacho aduaneiro.
6.5.4 Credenciamento de representante legal no Siscomex 
É o sistema que permite ao responsável legal por pessoa jurídica credenciar, no Siscomex, as pessoas 
físicas que atuarão como representantes da empresa para a prática dos atos relacionados com o 
despacho aduaneiro.
Diz a Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 15 de dezembro de 2015:
Art. 1º A habilitação da pessoa física responsável por pessoa jurídica importadora, 
exportadora ou internadora da Zona Franca de Manaus (ZFM), para a prática de 
atos no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), e o credenciamento 
dos respectivos representantes para a prática de atividades relacionadas com 
o despacho aduaneiro, perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), 
deverão ser formalizados com observância do disposto nesta Instrução Normativa.
§ 1º As disposições desta Instrução Normativa aplicam-se também aos órgãos 
da administração pública direta, autarquias, fundações públicas, órgãos 
públicos autônomos, organismosinternacionais e a outras instituições 
extraterritoriais, bem como às pessoas físicas em seus próprios nomes.
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Unidade II
§ 2º O empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 
de janeiro de 2002 (Código Civil), e o microempreendedor individual (MEI) a 
que se refere o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 
2006, serão habilitados como pessoa jurídica (BRASIL, 2015e).
 Saiba mais
Para verificação de como proceder a habilitação para utilizar o 
Siscomex, acesse:
BRASIL. Ministério da Fazenda; Secretaria da Receita Federal. Instrução 
Normativa RFB nº 1.603, de 15 de dezembro de 2015. Brasília, 2015. 
Disponível em: <http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.ac
tion?visao=anotado&idAto=70354#1590149>. Acesso em: 30 nov. 2017.
6.5.5 Comércio de diamantes – DNPM 
O Sistema Cadastro Nacional do Comércio de Diamantes – CNCD visa ao cadastramento de produtores e 
comerciantes de diamantes brutos em território nacional, ao controle das declarações de produção e venda no 
mercado interno e ao gerenciamento dos requerimentos de Certificado do Processo de Kimberley (CPK).
Implantado no Brasil em 2003, o Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (SCPK) é um 
mecanismo internacional que visa evitar que diamantes ilegais possam financiar conflitos armados 
e desacreditar o mercado legítimo de diamantes brutos. Para atender aos objetivos do SCPK, o 
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) instituiu o monitoramento e o controle do 
comércio e da produção de diamantes brutos em território nacional por meio do Cadastro Nacional do 
Comércio de Diamantes (CNCD) e do Relatório de Transações Comerciais (RTC).
6.5.6 Credenciamento de pesquisadores – CNPq
Antes de iniciar o planejamento de uma importação, é necessário definir quem será o responsável 
pela importação: 
• Instituição: podem solicitar o credenciamento instituições sem fins lucrativos, ou fundações de 
apoio ativas no fomento, na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica ou 
tecnológica para proceder a importação de bens, em conformidade com a lei.
• Pesquisador: podem solicitar o credenciamento pesquisadores com título de doutor ou perfil 
científico ou tecnológico equivalente, vinculados às instituições credenciadas pelo CNPq ou que 
preencham os requisitos para o credenciamento.
Uma vez definido o responsável pela importação, deve-se verificar se ele está com o credenciamento 
válido no CNPq, nos termos da Lei nº 8.010, de 29 de março de 1990:
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Art. 1º São isentas dos impostos de importação e sobre produtos 
industrializados e do adicional ao frete para renovação da marinha mercante 
as importações de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, 
bem como suas partes e peças de reposição, acessórios, matérias-primas e 
produtos intermediários, destinados à pesquisa científica e tecnológica.
§ 1º As importações de que trata este artigo ficam dispensadas do exame 
de similaridade, da emissão de guia de importação ou documento de efeito 
equivalente e controles prévios ao despachos aduaneiro.
§ 2o O disposto neste artigo aplica-se somente às importações realizadas 
pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, 
por cientistas, por pesquisadores, por Instituição Científica, Tecnológica e 
de Inovação - ICT e por entidades sem fins lucrativos ativos no fomento, 
na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica e 
tecnológica, de inovação ou de ensino e devidamente credenciados pelo 
CNPq. (Redação dada pela Lei nº 13.322, de 2016)
Art. 2º O Ministro da Fazenda, ouvido o Ministério da Ciência e Tecnologia, 
estabelecerá limite global anual, em valor, para as importações mencionadas 
no art. 1º.
§ 1º Não estão sujeitas ao limite global anual:
a) as importações de produtos, decorrentes de doações feitas por pessoas físicas ou 
jurídicas estrangeiras, destinados ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia; e
b) as importações a serem pagas através de empréstimos externos ou de acordos 
governamentais destinados ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia.
§ 2º A quota global de importações será distribuída e controlada pelo CNPq 
que encaminhará, mensalmente
a) à Secretaria da Receita Federal (SRF) relação das entidades e pessoas físicas 
importadoras, bem como das mercadorias autorizadas, valores e quantidades;
b) à Secretaria de Comércio Exterior - SeCEx, para fins estatísticos, relação dos 
importadores e o valor global, por pessoa física ou jurídica, das importações 
autorizadas (BRASIL, 1990).
6.5.7 Controle administrativo da Secex
No ato da primeira operação de exportação ou importação registrada no Siscomex, ocorrerá 
automaticamente a inscrição no Registro de Exportadores e Importadores (REI) da Secretaria de 
Comércio Exterior (Secex), sem maiores formalidades. Uma vez inscrito no Registro de Exportadores 
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e Importadores (REI), não será necessária qualquer providência adicional do exportador para 
manutenção do registro.
As pessoas físicas (agricultor ou pecuarista, com registro no Instituto Nacional de Colonização e 
Reforma Agrária – Incra, artesãos, artistas ou assemelhados, registrados como profissionais autônomos) 
deverão solicitar o cadastramento no REI ao Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secex.
A inscrição no REI poderá ser suspensa ou cancelada nos casos de punição em decisão administrativa 
final, impedindo o exportador de realizar novas operações no comércio exterior.
A operação de exportação se sujeita, em regra, ao controle administrativo/comercial da Secretaria 
de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, sendo 
necessária a obtenção, previamente à declaração de exportação, do respectivo Registro de Exportação (RE).
Além do Registro de Exportação (RE), a etapa administrativa/comercial de controle das exportações 
prevê para alguns casos o Registro de Operação de Crédito (RC).
Em situações tratadas na Instrução Normativa SRF 611, de 18 de janeiro de 2006, desde que não 
sujeitas a controle específico de órgãos anuentes, o exportador poderá optar pelo registro de Declaração 
Simplificada de Exportação (DSE), prescindindo do registro do RE.
Segundo a IN SRF 611, de 18 de janeiro de 2006:
Art. 30 A DSE apresentada nos termos do caput do art. 29 poderá ser 
utilizada no despacho aduaneiro de bens:
I - exportados por pessoa física, com ou sem cobertura cambial, até o limite 
de US$ 50,000.00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América) ou 
o equivalente em outra moeda; (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa 
RFB nº 846, de 12 de maio de 2008)
II - exportados por pessoa jurídica, com ou sem cobertura cambial, até 
o limite de US$ 50,000.00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da 
América) ou o equivalente em outra moeda; (Redação dada pelo(a) Instrução 
Normativa RFB nº 846, de 12 de maio de 2008)
III - sob o regime de exportação temporária, nas hipóteses previstas em 
legislação específica; (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 
1601, de 14 de dezembro de 2015)
IV - reexportados para fins de extinção do regime de admissão temporária; 
(Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1601, de 14 de dezembro 
de 2015)
V - que devam ser devolvidos ao exterior por:95
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a) erro manifesto ou comprovado de expedição, reconhecido pela 
autoridade aduaneira;
b) indeferimento de pedido para concessão de regime aduaneiro especial;
c) não atendimento a exigência de controle sanitário, ambiental ou de 
segurança exercido pelo órgão competente; ou
d) qualquer outro motivo, observado o disposto na Portaria MF no 306, de 
21 de dezembro de 1995.
VI - contidos em remessa postal internacional, até o limite de US$ 50,000.00 
(cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em 
outra moeda; (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 846, de 12 
de maio de 2008)
VII - contidos em encomenda aérea internacional, até o limite de US$ 
20,000.00 (vinte mil dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente 
em outra moeda; transportados por empresa de transporte internacional 
expresso porta a porta; ou
VII - contidos em encomenda aérea internacional, até o limite de US$ 
50.000,00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América) ou o 
equivalente em outra moeda, transportada por empresa de transporte 
internacional expresso porta a porta; ou (Redação dada pelo(a) Instrução 
Normativa RFB nº 846, de 12 de maio de 2008)
VIII - integrantes de bagagem desacompanhada.
Parágrafo único. A DSE de que trata este artigo será utilizada, ainda, no 
despacho aduaneiro de veículo para uso do viajante no exterior, exceto 
quando sair do País por seus próprios meios (BRASIL, 2006c).
6.5.8 Etapas do despacho
O despacho aduaneiro de exportação é processado, no Siscomex, em diversas etapas a serem 
executadas pelo exportador, pelo depositário, pela fiscalização aduaneira e pelo transportador.
Em linhas gerais, cabe:
• ao exportador o registro da DE ou DSE no sistema;
• ao depositário a confirmação de que a carga a ser desembaraçada encontra-se em seus armazéns;
• à fiscalização aduaneira a recepção dos documentos;
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• à fiscalização aduaneira a conferência aduaneira;
• à fiscalização aduaneira o início e conclusão do trânsito aduaneiro;
• ao transportador a informação referente à carga efetivamente embarcada com destino ao exterior.
A seguir, são apresentados três fluxogramas, da DE, da DE Web e da DSE, contendo não 
somente as diversas etapas do despacho, mas também outros procedimentos que integram o 
processo de exportação.
Despacho de exportação
Canal laranja Canal vermelho Canal verde
Validação:
• Automática
• Secex
• Órgãos anuentes
Registro de exportação - RE
Declaração de exportação
Confirmação da presença da carga
Enviar declaração para o despacho
Recepção de documentos
Conferência aduaneira
Distribuição do despacho
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Cancelam
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Retificação de
Registros dos dados de embarque vias rodoviária, fluvial e lacustre
Averbação de embarque e de transposição de fronteira
Emissão de comprovante de exportação
Seleção parametrizada
Registros dos dados de embarque vias aérea, marítima e ferroviária
Desembaraço
Início de trânsito
Conclusão de trânsito
Desembaraço automático
Solicitação de despacho no 
estabelecimento do exportador
Registro de crédito - RC
Redir Redir
Figura 25 – Roteiro de exportação
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Canal laranja Canal vermelho Canal verdeRedir.(aduana)
Redir.
(aduana)
Registro de exportação Novoex (exportador)
Despacho de exportação DE web tipo “normal”
Validação:
• Automática
• Secex
• Órgãos anuentes
Elaboração DE (exportador, ajudante)
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Cancelamento/retificação DE elaborada (exportador, ajudante)
Registro DE (exportador)
Análise da 
solicitação 
(aduana)
Análise da 
solicitação 
(aduana)
Solicitação exportação 
temporária (exportador)
Solicitação de despacho em estab. indicado 
pelo export. (exportador)
Seleção parametrizada (sistema ou aduana) 
Presença da carga (depositário, administrador Redex, exportador, sistema)
Recepção de documentos (sistema aduana)
Recepção de documentos (aduana)
Desembaraço (aduana)Desembaraço (aduana)
Início de trânsito 
(aduana)
Conclusão de trânsito 
(aduana)
Registro dos dados de embarque vias aérea ou marítima (transportador ou aduana)
Averbação de embarque e de transposição de fronteira (sistema ou aduana)
Desembaraço automático
Enviar declaração para despacho (exportador ou aduana)
Análise (aduana)
Solicitação de retificação DE ou cancelam
ento DE (exportador)
Retificação DE ou cancelam
ento DE (aduana)
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Desvinculação definitiva RE, vinculação RE (aduana)
Retificação DE (aduana)
Cancelamento DE (aduana)
Análise
(defer./indefer.) 
(aduana)
Solicitação de desvinculação definitiva RE, 
Solicitação de vinculação RE (exportador)
Solicitação de retificação DE (exportador)
Dados de embarque vias rodoviária, ferroviária, fluvial e lacustre 
(transportador, exportador)
Figura 26 – Despacho de exportação – DE Web
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Despacho simplificado de exportação
Sem armazenamento Com armazenamentoElaboração de DSE
Confirmação da presença de carga
Registro dos dados de embarque via rodoviária
Registro da DSE
Canal vermelho
Distribuição do despacho
Conferência / Desembaraço
Emissão de comprovante de exportação
Desembaraço automático
Canal verde
Registro da DSE
Seleção parametrizada
Início de trânsito
Conclusão de trânsito
Registro dos dados de embarque vias: aérea, marítima e ferroviária
Averbação de embarque ou transposição de fronteira
• Exportador
• AFRFB/ATRFB
• ECT/Courrier
• Depositário
• Transportador
• Exportador
• Exportador, AFRFB, ATRFB
• Sistema
• AFRFB supervisor
• AFRFB
• Sistema
• AFRFB, ATRFB
• Transportador
• AFRFB
• Sistema
• AFRFB
• AFRFB, ATRFB, exportador
Figura 27 – Despacho simplificado de exportação - DSE
6.5.9 Despacho a posteriori
O registro da declaraçãopara despacho aduaneiro de exportação (DE), no Siscomex, poderá ser 
efetuado após o embarque da mercadoria ou sua saída do território nacional, nos casos previstos no 
art. 52 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c), e no art. 5º da 
Instrução Normativa RFB nº 1.676, de 2 de dezembro de 2016 (BRASIL, 2016c), Registro de Exportação 
Prévio ao Embarque da Mercadoria (situações que dependem de autorização expressa).
Para as situações a seguir é necessária a autorização do chefe da unidade da RFB com jurisdição 
sobre o local de embarque para que a mercadoria seja embarcada antes do registro do DE. Trata-se da 
exportação:
• de granéis, inclusive petróleo bruto e seus derivados;
• de produtos da indústria metalúrgica e de mineração;
• de produtos agroindustriais acondicionados em fardos ou sacaria;
• de pastas químicas de madeira, cruas, semibranqueadas ou branqueadas, embaladas em 
fardos ou briquetes;
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• de veículos novos;
• realizada por via rodoviária, fluvial ou lacustre, por estabelecimento localizado em município de 
fronteira sede de unidade da SRF;
• de mercadorias cujas características intrínsecas ou extrínsecas ou de seus processos de produção, 
transporte, manuseio ou comércio impliquem variação de peso decorrente de alteração na 
umidade relativa do ar;
• de mercadorias cujas características intrínsecas ou extrínsecas ou de seus processos de produção, 
transporte, manuseio ou comércio exijam operações de embarque parcelado e de longa duração;
• de produtos perecíveis;
• de papel em bobinas.
O exportador deve apresentar ao chefe da unidade da Receita Federal de embarque um requerimento 
de pedido de embarque antecipado de mercadoria e um termo de responsabilidade para o embarque de 
mercadoria a ser amparada por DE a posteriori. Constitui requisito para a concessão dessa autorização 
a indicação do número do registro de exportação – RE correspondente, o qual deve encontrar-se na 
situação “efetivado”. Com exceção do transporte realizado via rodoviária, fluvial ou lacustre, o pedido 
deverá ser acompanhado da programação de embarque.
A autorização para o embarque desses produtos será concedida pelo chefe da unidade local da RFB 
ou por quem for por ele designado.
O exportador deve apresentar a DE dos produtos embarcados até o décimo dia corrido após a 
conclusão do embarque ou da transposição de fronteira, vinculando-a à unidade da RFB que jurisdiciona 
o local do embarque das mercadorias. Há uma exceção: na hipótese prevista no inciso IV da Instrução 
Normativa SRF nº 510, de 14 de fevereiro de 2005, relativamente a petróleo bruto e seus derivados, o 
prazo é de sessenta dias corridos após a conclusão do embarque.
O descumprimento do prazo de dez dias para a apresentação da DE impede o exportador de 
utilizar o procedimento especial, sujeitando-o à apresentação da declaração antes do embarque ou da 
transposição de fronteira da mercadoria enquanto não ocorrer a regularização do despacho aduaneiro. O 
exportador deverá apresentar requerimento dirigido ao chefe da unidade da Receita Federal, solicitando 
autorização para tal regularização.
Os registros, no Siscomex, do desembaraço aduaneiro dos produtos submetidos a despacho aduaneiro 
serão realizados à vista dos dados prestados pelo exportador, no sistema, e dos constantes das notas 
fiscais e outros documentos exigíveis.
Há diversas justificativas para a adoção de tais procedimentos, as mais comuns ligadas aos conceitos 
de simplificação do comércio internacional, redução do chamado “custo Brasil” e, ainda, a redução da 
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Unidade II
problemática da deficiente infraestrutura aeroportuária, “gargalo” das exportações. Há claras vantagens 
ao exportador, tais como a redução no tempo de permanência da mercadoria no recinto alfandegado e 
a consequente economia de tarifas de armazenagem, liberando espaço no recinto.
Em algumas unidades da Receita Federal foram estabelecidas normas locais destinadas à uniformização 
de procedimentos, com vistas a obter melhor controle e fiscalização, bem como a conferir previsibilidade 
ao exportador, para um planejamento menos dependente da discricionariedade da autoridade local. Em 
geral, trata-se de normas como “portarias” ou “ordens de serviço”.
Algumas dessas normas definem procedimentos de habilitação prévia do exportador, que a solicitará 
para produtos de naturezas diversas e sujeitos a procedimentos de controle específicos. A unidade da 
Receita Federal procede a habilitação com a emissão de despacho decisório que estabelece as regras 
vigentes para a situação solicitada. Normalmente, os despachos têm validade indeterminada, porém, em 
caso de descumprimento das regras estabelecidas, podem ser revogados ou suspensos.
A seguinte hipótese configura situação em que se pode promover o embarque antecipado com 
autorização consubstanciada na própria legislação, não sendo dispensada a apresentação de termo 
de responsabilidade e tampouco da programação de embarque: exportações de microempresas e 
empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional quando a operação for realizada por 
microempresas ou empresas de pequeno porte, conforme diz a Instrução Normativa RFB nº 1.676, de 
2 de dezembro de 2016:
Art. 5º O registro do despacho de exportação das microempresas e empresas 
de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderá ser efetuado após 
o embarque da mercadoria ou sua saída do território nacional quando a 
exportação for realizada pela própria empresa.
§ 1º O disposto no caput não dispensa a empresa da apresentação do Termo 
de Responsabilidade previsto no art. 55 da Instrução Normativa SRF nº 28, 
de 27 de abril de 1994, nem da informação prévia da programação de 
embarque, na forma prevista no Anexo Único.
§ 2º O Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) deverá 
acompanhar as mercadorias submetidas a despacho nos termos deste artigo 
(BRASIL, 2016c).
O exportador deve apresentar à unidade da Receita Federal de embarque, antes que a mercadoria 
seja embarcada, o formulário constante do anexo único da Instrução Normativa RFB nº 1.676 
(BRASIL, 2016c), devidamente preenchido, que consubstancia o termo de responsabilidade e a 
programação de embarque de mercadorias a serem amparadas por DE a posteriori. Os registros 
de exportação ali indicados devem encontrar-se na situação “efetivados”. O documento auxiliar 
da nota fiscal eletrônica (Danfe) deverá acompanhar as mercadorias submetidas a embarque 
antecipado, nesta hipótese.
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O exportador deve apresentar a DE dos produtos embarcados até o último dia do mês subsequente 
à conclusão do embarque ou à transposição de fronteira, vinculando-a à unidade da RFB que 
jurisdiciona o local de embarque das mercadorias. O descumprimento do prazo para a apresentação 
da DE impede o exportador de utilizar o procedimento especial, sujeitando-o à apresentação de 
declaração antes do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria, enquanto não ocorrer 
a regularização do despacho aduaneiro. O exportador deverá apresentar requerimento dirigido ao 
chefe da URF solicitando autorização para tal regularização.
As seguintes hipóteses configuram situações em que se pode promover o embarque antecipado com 
autorização consubstanciada na própria legislação, observados,quando for o caso, os procedimentos de 
controle instituídos pela unidade local da RFB:
• fornecimento de combustíveis e lubrificantes, alimentos e outros produtos, para uso e consumo de 
bordo em aeronave ou embarcação de bandeira estrangeira ou brasileira, em tráfego internacional;
• venda no mercado interno a não residente no país, em moeda estrangeira, de pedras preciosas 
e semipreciosas, suas obras e artefatos de joalheria, relacionados pela Secretaria de Comércio 
Exterior – Secex;
• venda em loja franca a passageiros com destino ao exterior, em moeda estrangeira, cheque de 
viagem ou cartão de crédito, de pedras preciosas e semipreciosas nacionais, suas obras e artefatos 
de joalharia, relacionados pela Secex;
• mercadoria saída do País com base em autorização de movimentação de bens submetidos ao Recof 
(Ambra) e que não retorne ao país, sendo regularizada sua exportação definitiva por registro de DE 
na forma do § 7º do art. 45 da Instrução Normativa RFB nº 1.291, de 19 de setembro de 2012. 
Diz o artigo 45 mencionado:
Art. 45. A mercadoria admitida no regime poderá ser remetida ao exterior, no 
mesmo estado em que foi importada ou incorporada a produto industrializado 
pelo beneficiário, para testes ou demonstração, bem como para reparo, 
restauração, ou agregação de partes, peças ou componentes, sem suspensão 
ou interrupção da contagem do prazo de permanência no regime.
§ 1º A solicitação de saída ou de retorno de mercadoria, nas hipóteses 
previstas neste artigo, será feita com base em “Autorização de Movimentação 
de Bens Submetidos ao Recof (Ambra)”, emitida pelo sistema informatizado 
de controle do beneficiário.
§ 2º A movimentação dos bens poderá ser autorizada pela autoridade 
aduaneira, com dispensa de verificação física, com base na confirmação da 
emissão da respectiva Ambra, mediante consulta ao sistema informatizado 
de controle do beneficiário.
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Unidade II
§ 3º A movimentação de aeronaves ou de suas partes e peças efetuada 
com dispensa de verificação física, ao amparo deste artigo, prescinde da 
autorização de que trata o § 2º.
§ 4º Na aplicação do disposto neste artigo, a saída de mercadoria do País 
e o seu retorno serão amparados com a Ambra, com a nota fiscal e com o 
conhecimento de transporte correspondentes.
§ 5º A saída temporária de aeronave em voo, para testes ou demonstração 
no exterior, poderá ser realizada sem conferência aduaneira podendo a 
Ambra, nessa hipótese, ser formalizada até o primeiro dia útil subsequente.
§ 6º A saída do País de mercadoria amparada por Ambra não constitui 
hipótese de extinção da aplicação do regime.
§ 7º Na hipótese de permanência no exterior da mercadoria saída do País 
na forma deste artigo, o beneficiário deverá, no prazo para retorno indicado 
na Ambra, apresentar declaração no Siscomex, para registrar a exportação 
ou a reexportação da mercadoria, conforme o caso, observando-se no que 
couber, os procedimentos estabelecidos na Instrução Normativa SRF nº 443, 
de 12 de agosto de 2004.
§ 8º O beneficiário deverá registrar declaração de admissão no regime, na 
forma do art. 21, se, nas operações referidas no caput, houver agregação de 
mercadoria ou substituição de parte, peça ou componente por bem diverso.
§ 9º Na saída ou no retorno de produto industrializado, será dispensada ao 
beneficiário a apresentação do conhecimento de transporte a que se refere 
o § 4º do art. 45, quando o bem produzido deixar o País, ou a ele retornar, 
por seus próprios meios (BRASIL, 2012e).
A oferta de combustíveis, alimentos e outros produtos em aeronave ou embarcação é 
chamada de “fornecimento de bordo”. O fornecedor deve comunicar previamente à Receita 
Federal a data, hora e local dos fornecimentos programados para um determinado período, para 
acompanhamento fiscal. 
A cada operação o fornecedor deve emitir a respectiva nota fiscal que identificará os 
dados da embarcação ou aeronave e a quantidade e especificação dos produtos fornecidos. 
O fornecedor deve elaborar DE que consolide os fornecimentos realizados em cada quinzena do 
mês, apresentando-a até o último dia da quinzena subsequente, à unidade da Receita Federal 
que jurisdiciona o local do fornecimento.
As vendas de pedras preciosas e semipreciosas nacionais, suas obras e artefatos de joalharia têm 
como documento hábil de saída do país o Danfe contendo carimbo padronizado, na forma estabelecida 
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pela Secex, que será apresentado à fiscalização aduaneira, quando solicitado, no aeroporto, porto ou 
ponto de fronteira alfandegado por onde sair do país, pelo comprador ou pelo transportador por ele 
designado que estiver de posse da mercadoria. 
O vendedor deve elaborar DE que consolide as vendas realizadas em cada quinzena do mês, 
apresentando-as até o último dia da quinzena subsequente, à unidade da Receita Federal que jurisdiciona 
o seu estabelecimento ou loja franca.
O descumprimento do prazo previsto para a apresentação da DE impedirá o vendedor ou fornecedor 
de utilizar o procedimento especial, enquanto não ocorrer a regularização do despacho aduaneiro. 
Deverá apresentar requerimento dirigido ao chefe da unidade da Receita Federal solicitando autorização 
para tal regularização.
Observe-se que nesses casos ocorre o embarque da mercadoria antes não somente do registro da 
DE, mas também do próprio RE.
O despacho aduaneiro de exportação de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e 
biocombustíveis (previsto na Instrução Normativa RFB n° 1.381, de 31 de julho de 2013) e de energia 
elétrica (abordado pela Instrução Normativa RFB nº 649, de 28 de abril de 2006), também será processado 
no Siscomex após o embarque da mercadoria ou sua saída do território nacional.
No caso de despacho a posteriori, a DE deverá ser apresentada no que couber:
• Até o último dia da quinzena subsequente:
— pelo fornecedor de combustíveis e lubrificantes, alimentos e outros produtos para uso e consumo 
de bordo em aeronave ou embarcação brasileira ou estrangeira em tráfego internacional, com 
base nos fornecimentos realizados em cada quinzena do mês, à unidade da Receita Federal que 
jurisdiciona o local do fornecimento;
— pelo vendedor, em relação à venda no mercado interno a não residente no país, em moeda 
estrangeira, de pedras preciosas e semipreciosas, suas obras e artefatos de joalharia, relacionados 
pela Secex e em relação à venda em loja franca, a passageiros com destino ao exterior, em 
moeda estrangeira, cheque de viagem ou cartão de crédito, de pedras preciosas e semipreciosas 
nacionais, suas obras e artefatos de joalharia, relacionados pela Secex, com base no movimento 
das vendas realizadas em cada quinzena, à unidade da Receita Federal que jurisdiciona seu 
estabelecimento ou o recinto de loja franca.
• Até o décimo dia corrido após a conclusão do embarque ou da transposição de fronteira, pelo 
exportador, à unidade da Receita Federal que jurisdiciona o local do embarque das mercadorias:
— de granéis, exclusive petróleo bruto e seus derivados; de produtos da indústria metalúrgica e 
de mineração;
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— de produtos agroindustriais acondicionados em fardos ou sacaria; de pastas químicas de 
madeira, cruas, semibranqueadas ou branqueadas embaladas em fardos ou briquetes;
— de veículos novos; realizado por via rodoviária, fluvial ou lacustre, porestabelecimento 
localizado em município de fronteira sede de unidade da Receita Federal;
— de mercadorias cujas características intrínsecas ou extrínsecas ou de seus processos de produção, 
transporte, manuseio ou comércio impliquem variação de peso decorrente de alteração na 
umidade relativa do ar; de mercadorias cujas características intrínsecas ou extrínsecas ou de 
seus processos de produção, transporte, manuseio ou comércio exijam operações de embarque 
parcelado e de longa duração;
— de produtos perecíveis.
• Até o último dia do mês subsequente à conclusão do embarque ou à transposição de fronteira, pelo 
exportador, à unidade da Receita Federal que jurisdiciona o local do embarque das mercadorias:
— de exportação de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional 
quando realizada pela própria empresa.
• Até sessenta dias corridos após a conclusão do embarque, pelo exportador:
— de petróleo bruto e seus derivados, ambos em granel, à unidade da Receita Federal que 
jurisdiciona o porto de embarque das mercadorias.
O descumprimento do prazo previsto para a apresentação da DE impedirá o exportador de utilizar o 
procedimento especial enquanto não ocorrer a regularização do despacho aduaneiro.
Para a regularização, o exportador deverá solicitá-la em requerimento dirigido ao chefe da unidade 
da Receita Federal de despacho, juntamente com a DE e os demais documentos instrutivos.
6.6 Elaboração e registro da declaração
A elaboração da DE inicia o despacho aduaneiro de exportação. Nesse momento, a declaração recebe 
uma numeração automática, única, nacional e sequencial, reiniciada a cada ano pelo Siscomex.
A DE processada no Siscomex poderá conter um ou mais RE, desde que estes se refiram, 
cumulativamente:
• ao mesmo exportador;
• às mercadorias negociadas na mesma moeda e na mesma condição de venda;
• às mesmas unidades da Receita Federal de despacho e de embarque.
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 Observação
Um RE somente poderá ser vinculado a uma única DE.
6.7 DE Grande Porte
No registro a DE recebe uma numeração automática, única, nacional e sequencial, reiniciada a cada 
ano pelo Siscomex.
Uma DE poderá englobar a participação de vários estabelecimentos da mesma empresa. Esse 
despacho será formulado por um dos estabelecimentos, que discriminará em campo próprio da DE a 
participação de todos.
Se o despacho de exportação for realizado em Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de 
Exportação – Redex de caráter eventual, o interessado deve formular, antes da DE, uma solicitação de 
despacho no Estabelecimento do Exportador. Esse pedido receberá numeração específica pelo sistema 
e, caso haja o deferimento pela autoridade competente da unidade da Receita Federal, deverá ser 
vinculado à DE, na qual haverá indicação:
• do número do RE objeto do despacho;
• da identificação de cada estabelecimento da empresa exportadora e de sua participação no 
despacho de exportação;
• dos números e séries das notas fiscais que instruem o despacho, por estabelecimento exportador;
• da quantidade total de volumes, discriminados segundo a espécie e a marcação;
• dos pesos líquido e bruto totais da mercadoria submetida a despacho;
• do valor total da mercadoria, na condição de venda e moeda de negociação, indicadas no RE;
• da via de transporte utilizada;
• de tratar-se ou não de despacho fracionado;
• de tratar-se ou não de despacho a posteriori;
• da identificação do veículo transportador, quando for o caso;
• do número da solicitação para despacho em local não alfandegado, se o despacho de exportação 
for realizado em recinto especial para despacho aduaneiro de exportação (Redex) eventual, o 
qual poderá estar localizado no estabelecimento do próprio exportador ou ser instalado em 
endereço específico;
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Unidade II
• e, se houver interesse, do número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), do Ministério 
da Fazenda, de outro mandatário que também atuará no despacho.
6.8 Casos específicos (DE Grande Porte)
Convém aqui mencionar que há alguns casos que configuram situações especiais e dos quais 
falaremos na sequência.
Se o despacho de exportação for realizado em Redex de caráter eventual, o interessado deve 
formular no Siscomex, antes da DE, uma solicitação de despacho no estabelecimento do exportador. 
Esse pedido receberá numeração específica pelo sistema e, caso haja o deferimento pela autoridade 
competente da unidade da unidade da Receita Federal de despacho, deverá ser vinculado à DE.
O despacho aduaneiro de exportação de mercadoria transportada por via terrestre, que não puder 
ser embarcada em um único veículo ou composição, poderá ser fracionado, para fins de conferência 
aduaneira e de transposição de fronteira. Saliente-se que o fracionamento só ocorrerá para despacho 
de mercadoria a ser desembaraçada na unidade de transposição de fronteira. A DE será formulada 
para o total do despacho de exportação, devendo ser apresentados como documentos instrutivos o 
conhecimento de carga e as notas fiscais emitidas para a totalidade da operação, além de outros que 
forem exigidos por legislação específica.
No caso de despacho de exportação definitiva de bens que se encontrem no exterior em regime de 
exportação temporária, devem ser adotados os seguintes procedimentos:
Art. 106. O despacho aduaneiro para fins de exportação definitiva do bem 
admitido no regime será processado com base em Declaração de Exportação 
(DE) registrada no Siscomex.
§ 1º A Declaração de Exportação (DE) deverá ser registrada com a via de 
transporte meios próprios e ser instruída com a nota fiscal e a fatura 
comercial ou outro documento que comprove a tradição da propriedade do 
bem no exterior.
§ 2º A averbação da saída definitiva do País será feita automaticamente, pelo 
Siscomex, com o desembaraço para exportação realizado à vista da Declaração de 
Exportação (DE) e dos demais documentos apresentados pelo exportador.
§ 3º O disposto no caput não implica o cancelamento da Declaração de 
Exportação (DE) que serviu de base para a admissão do bem no regime de 
exportação temporária (BRASIL, 2015d).
O exportador deverá:
• manter inalterados o RE e a DE objeto da exportação temporária;
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
• registrar, vinculados à unidade da Receita Federal que concedeu o regime, novos RE e DE com os 
enquadramentos previstos na Notícia Siscomex nº 36, de 2005 (BRASIL, 2014j);
• informar na DE o código de recinto 9999999 e via de transporte “meios próprios”;
• informar, no campo observações da DE, o nº do processo administrativo de concessão do regime 
especial e da DE da exportação temporária;
• apresentar nova nota fiscal para a exportação definitiva;
• apresentar na fatura comercial a fatura comercial respectiva ou qualquer outro documento que 
comprove a tradição de propriedade do bem no exterior.
6.9 DE Web
Em relação ao tipo de operação, inicialmente a DE Web está disponível apenas para exportações do 
tipo “normal”.
Na Web temos os momentos da elaboração e o do registro da declaração. A DE Web pode ser elaborada 
por usuário habilitado como ajudante de despachante, o qual não poderá registrar a declaração. O 
registro da DE Web apenas é realizado pelo exportador ou por despachante aduaneiro.
Quando for efetuada a vinculação do RE àdeclaração em elaboração, a DE receberá uma numeração 
automática, única, nacional e sequencial, reiniciada a cada ano pelo sistema. Portanto, a numeração é 
atribuída à DE em um momento anterior ao registro da declaração, de forma diversa ao que ocorre com 
a DE no grande porte.
Na arquitetura lógica da DE Web, cada RE representa uma adição à DE, independentemente de os REs 
possuírem a mesma numeração raiz. Destaque-se que um RE somente poderá ser vinculado a uma única DE.
De modo análogo à DE no grande porte, uma DE elaborada na DE Web poderá englobar a 
participação de vários estabelecimentos da mesma empresa. Essa declaração será formulada por um 
dos estabelecimentos. Ao tentar relacionar mais de uma nota fiscal a uma DE, o sistema verificará se 
o CNPJ básico (oito primeiros dígitos) emitente das Notas Fiscais é o mesmo do CNPJ do exportador. 
Caso a resposta seja positiva, a DE seguirá seu fluxo normal, caso contrário, o sistema não permitirá a 
vinculação da nota fiscal à DE em elaboração.
Na elaboração da DE Web, o usuário poderá indicar como local:
• recinto alfandegado;
• Redex (Redex permanente);
• estabelecimento indicado pelo exportador (Redex eventual); 
• situações especiais.
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6.10 Casos específicos (DE Web)
Se o despacho de exportação for realizado em Redex de caráter eventual, durante a elaboração 
da DE, o interessado deve indicar a opção Estabelecimento Indicado pelo Exportador no campo 
Local de Despacho da Operação Normal. Dessa forma, surgirão os seguintes campos livres para que 
ele os preencha: período proposto para conferência; endereço; justificativa e observação.
Com o registro da DE Web será gerada uma solicitação de desembaraço em estabelecimento indicado 
pelo exportador, que deverá ser analisada pela autoridade competente. Enquanto não houver a análise, 
o fluxo do despacho ficará bloqueado, portanto a DE não poderá ser enviada para despacho.
Fora isso, existem as seguintes situações especiais em despacho aduaneiro de exportação que 
merecem destaque:
• procedimento simplificado de exportação para as microempresas e empresas de pequeno porte 
optantes pelo Simples Nacional;
• consumo de bordo;
• combustíveis e lubrificantes para navios de guerra estrangeiros;
• transformação de exportação temporária em definitiva;
• exportação de pedras preciosas e joias;
• exportação de mercadorias em mãos;
• exportação de veículos por meios próprios;
• regime de entrega de embalagens no mercado interno em razão da comercialização com a empresa 
sediada no exterior;
• exportação ficta;
• exportação ficta no regime aduaneiro especial para pesquisa e lavra das jazidas de petróleo e de 
gás natural (Repetro);
• admissão no regime de depósito alfandegado certificado (DAC);
• loja franca: joias e pedras preciosas.
A declaração simplificada de exportação (DSE) elaborada e registrada recebe numeração automática, 
única, nacional e sequencial reiniciada a cada ano pelo Siscomex.
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Aos bens contidos em remessa postal internacional ou encomenda aérea internacional, até o limite 
de cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América ou o equivalente em outra moeda, será admitido 
o registro de DSE por solicitação, respectivamente, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) 
ou de empresa de transporte internacional expresso porta a porta (courier).
A DSE poderá ser elaborada por servidor da Receita Federal lotado na unidade onde será processado 
o despacho aduaneiro, quando se tratar de exportação eventual realizada por pessoa física. 
O registro da DSE somente será efetivado após:
• verificada a regularidade cadastral do exportador;
• informada a presença da carga, no Siscomex, quando sujeita a armazenamento;
• informação, no Siscomex, dos dados relativos ao embarque da mercadoria, na hipótese de 
exportação por via rodoviária.
Efetivado o registro da DSE, o Siscomex não permite nenhuma retificação dos dados da declaração.
Nos casos de utilização de DSE formulário, o seu registro será feito pela unidade de despacho 
mediante a aposição de número, composto pelo código da unidade, seguido do número sequencial de 
identificação do documento e da data.
O registro da DSE formulário somente será efetuado:
• após a manifestação favorável da autoridade competente pelo controle específico a que esteja 
sujeita a mercadoria, se for o caso, efetuada no campo próprio da declaração ou em documento 
específico por ela emitido;
• mediante requisição do Ministério das Relações Exteriores, formulada na própria declaração, 
quando se tratar de exportação realizada por missão diplomática ou semelhante.
 Saiba mais
Sobre esse tema, é muito relevante que você procure ler os anexos V, VI 
e VII da Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006: 
BRASIL. Ministério da Fazenda; Secretaria da Receita Federal. Instrução 
Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006. Brasília, 2006. Disponível 
em: <http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto
=15544&visao=anotado>. Acesso em: 30 nov. 2017.
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Unidade II
6.11 Confirmação da presença de carga
A informação da presença de carga no Siscomex consiste na confirmação da presença e localização 
da carga destinada à exportação.
O registro dessa informação é obrigatório para todos os despachos de exportação por meio de DE 
(no grande porte ou na internet), bem como nos despachos por DSE com armazenagem. No caso de DE, 
essa etapa precederá à execução da função Envio de Declaração para Despacho Aduaneiro, no Siscomex. 
Conforme diz o artigo 15-B da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994:
Art. 15-B. Depois da confirmação da presença da carga, o exportador deverá 
executar a função Envio de Declaração para Despacho Aduaneiro, no Siscomex, 
no prazo de até 15 (quinze) dias contado do início do despacho. (Incluído(a) 
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1407, de 04 de novembro de 2013)
§ 1º No caso de transporte por via rodoviária, ferroviária, fluvial ou lacustre, 
a função Envio de Declaração para Despacho Aduaneiro estará disponível 
somente após o registro dos dados de embarque da mercadoria, pelo 
transportador, para todas as vias mencionadas, ou pelo exportador, para 
as vias rodoviária, fluvial ou lacustre. (Redação dada pelo(a) Instrução 
Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
§ 2º A unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) de despacho 
poderá, em virtude de situações excepcionais, executar a função referida 
no caput, mediante solicitação do exportador. (Incluído(a) pelo(a) Instrução 
Normativa RFB nº 1.407, de 04 de novembro de 2013)
§ 3º A execução da função referida no caput, no Siscomex, marca o fim da 
espontaneidade para o exportador alterar ou cancelar a declaração para 
despacho e impede quaisquer alterações posteriores sem a prévia anuência 
da fiscalização aduaneira. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 
1407, de 04 de novembro de 2013)
§ 4º O prazo disposto no caput não se aplica na hipótese de despachos de 
exportação com embarque antecipado processados por meio de DE Web na 
forma prevista no § 2º do art. 52. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa 
RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017) (BRASIL, 1994c)
Já no caso de DSE com armazenagem, será anterior ao registro da declaração:
Art. 34. O registroda DSE somente será efetivado:
I - se verificada a regularidade cadastral do exportador;
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
II - após a informação, no Siscomex, da presença da carga, quando esta 
estiver sujeita a armazenamento; e
III - após a informação, no Siscomex, dos dados relativos ao embarque da 
mercadoria, na hipótese de exportação por via rodoviária (BRASIL, 2006c).
Os dados referentes à inclusão, retificação e exclusão da presença de carga no sistema Siscomex 
Exportação consistem, entre outras, nas seguintes informações:
• CNPJ/CPF do depositário ou do exportador;
• código da unidade, recinto e setor do despacho aduaneiro;
• localização da carga;
• quantidade de volumes;
• peso bruto total;
• tipo de unitização da carga;
• ocorrência de avarias;
• quantidade de contêineres e números de lacres.
Essa etapa compete ao:
• depositário, em recinto alfandegado, por meio de concessão, permissão ou autorização, cujo 
respectivo CNPJ esteja incluído nas tabelas de recintos da Receita Federal;
• administrador responsável por Redex, quando este for de caráter permanente;
• exportador, nos demais casos. 
Em recinto alfandegado em que não conste CNPJ associado na tabela de recintos aduaneiros do 
Siscomex, a informação de presença de carga somente poderá ser prestada pelo exportador (exemplo: 
pontos de fronteira terrestre sem depositário vinculado ao recinto).
A alteração do campo quantidade de volumes em DE com informação de presença de carga já 
registrada no sistema só será possível após a exclusão dessa informação.
Na DE grande porte, quando a espécie de volume indicada na declaração for “37 - GRANEL”, 
não será permitido o preenchimento dos campos Quantidade de Volumes, Quantidade (por 
espécie) e Marcação.
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Unidade II
Assim como o depositário, o exportador e o administrador de Redex permanente atuarão no Siscomex 
na confirmação, alteração e exclusão dos dados relativos à presença da carga por meio de transações 
específicas.
Na DE Web, se o local do despacho for Estabelecimento Indicado pelo Exportador ou Situações 
Especiais (exceto Depósito Alfandegado Certificado - DAC), a presença de carga será automática, 
efetuada pelo sistema. No primeiro caso, a presença será efetuada quando o exportador enviar a DE 
para despacho, enquanto, no segundo, a presença será automática após o registro da declaração.
A presença de carga, pelo depositário, nos casos de DSE informatizada, somente ocorrerá quando a 
opção informada pelo exportador na elaboração da declaração for “com armazenamento”.
6.12 Envio da declaração para despacho
O envio da declaração para despacho é uma função específica da DE. Essa etapa é posterior à 
confirmação da presença de carga e disponibiliza a declaração para a seleção parametrizada.
Caso o exportador não execute no Siscomex, a função Envio da Declaração para Despacho no prazo 
de quinze dias contados do registro da DE, o despacho será cancelado automaticamente.
No caso de transporte por via rodoviária, ferroviária, fluvial ou lacustre, a função Envio de Declaração 
para Despacho somente estará disponível no sistema após o registro dos dados de embarque da 
mercadoria pelo transportador ou pelo exportador.
A unidade de despacho poderá, em virtude de situações excepcionais e mediante solicitação do 
exportador, executar a função Envio de Declaração para Despacho.
O envio da declaração para despacho aduaneiro marca o fim da espontaneidade do exportador 
para alterar ou cancelar a declaração de exportação. Após ser enviada, somente poderá ser alterada ou 
cancelada pela Aduana mediante solicitação do interessado.
Na DE Web também não será possível o envio da declaração para despacho se houver:
• solicitação pendente de análise;
• desvinculação temporária de RE;
• aba de imposto de exportação com mercadoria sujeita ao imposto sem informação de recolhimento;
• aba de exportação temporária sem o número do processo preenchido;
• nota fiscal eletrônica com situação diversa de “autorizada”;
• solicitação indeferida de despacho em estabelecimento indicado pelo exportador, enquanto o 
exportador não alterar o local para “Recinto alfandegado” ou “Redex”.
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6.13 Seleção parametrizada
A seleção parametrizada é a função que estabelece níveis diferenciados de conferência aduaneira 
para a declaração de exportação.
A execução da seleção parametrizada no caso de DE ocorre após o envio da declaração para despacho, 
enquanto que para a DSE ocorre após o seu registro.
A seleção parametrizada poderá ser executada de forma automática, em horários previamente 
estabelecidos pela unidade da Receita Federal, ou de forma imediata a qualquer momento, a critério do 
supervisor do recinto aduaneiro.
Há três canais de conferência para a DE:
• Canal Verde: o sistema procederá ao desembaraço automático da declaração, não sendo 
obrigatória a conferência aduaneira.
• Canal Laranja: procedimento obrigatório: exame documental. Dizem os artigos 22 a 24 da 
Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994, sobre o tema:
Art. 22. Os documentos instrutivos das declarações para despacho de 
exportação, selecionadas nos termos do art. 15-C, devem ser examinados 
à vista das informações registradas, no Siscomex, antes do desembaraço da 
mercadoria. (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1525, de 09 
de dezembro de 2014)
Art. 23. À vista da mercadoria submetida a despacho e das circunstâncias do 
caso concreto. a fiscalização aduaneira poderá dispensar a apresentação de 
documentos arrolados pelo Sistema, ou exigir outros, de conformidade com 
a legislação em vigor
Parágrafo único. Em qualquer das hipóteses de que trata este artigo, a 
ocorrência deverá ser registrada no Sistema, nos termos dos parágrafos 2º e 
4º do art. 18, ou do art. 24.
Art. 24. As divergências apuradas, as exigências formuladas e o seu 
atendimento pelo exportador, no curso do exame documental, serão 
registradas no Siscomex, sem prejuízo de outras medidas previstas na 
legislação vigente.
Art. 24-A. As retificações de divergências em informações prestadas na 
DE Web serão autorizadas por Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, 
mediante solicitação de retificação de DE Web pelo exportador, ou de 
ofício. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de 
setembro de 2017)
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Unidade II
Parágrafo único. Divergências envolvendo dados de RE vinculado à DE Web 
deverão ser corrigidas mediante solicitação de desvinculação de RE e, após a 
alteração do RE, no Siscomex Exportação Web - Módulo Comercial (Novoex), 
solicitação de sua vinculação à DE Web, podendo também haver solicitação 
de vinculação de novo RE à DE Web. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa 
RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017) (BRASIL, 1994c)
• Canal Vermelho: procedimentos obrigatórios: exame documental (arts. 22 a 24 da Instrução 
Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994) e verificação da mercadoria (arts. 25 a 28, também 
da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994), efetuados pela fiscalização aduaneira. 
Dizem os arts. 25 a 28 da instrução mencionada:
Art. 25. A verificação da mercadoriaconsiste na sua identificação e 
quantificação, à vista das informações constantes do despacho e dos 
documentos que o instruem. (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa 
SRF nº 63, de 2 de julho de 1998)
§ 1º O Siscomex indicará, segundo critérios definidos pela administração 
aduaneira, os despachos cujas mercadorias deverão ser objeto de verificação. 
(Redação dada pelo(a) Instrução Normativa SRF nº 63, de 2 de julho de 1998) 
(Revogado(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1407, de 04 de novembro 
de 2013)
§ 2º A verificação física será realizada por Auditor-Fiscal da Receita 
Federal do Brasil ou, sob a sua supervisão, por Analista-Tributário da 
Receita Federal do Brasil, na presença do exportador ou de quem o 
represente. (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 
22 de setembro de 2017)
§ 3º O Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil informará, no sistema, 
para cada despacho aduaneiro de exportação, a quantidade de volumes 
e o percentual de verificação física sobre a quantidade de volumes 
efetivamente verificada, devendo indicar, em caso de dispensa ou 
quando não forem objeto de verificação, o nível correspondente a 0% 
(zero por cento). (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 
1742, de 22 de setembro de 2017)
§ 4º Para fins do que se refere o caput, poderão ser utilizados, entre outros, 
os seguintes documentos: (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB 
nº 1266, de 13 de abril de 2012)
I - relatórios e termos de verificação lavrados por outras autoridades na 
fase de autorização administrativa da exportação; ou (Incluído(a) pelo(a) 
Instrução Normativa RFB nº 1266, de 13 de abril de 2012)
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II - registros de imagens das mercadorias, obtidos: (Incluído(a) pelo(a) 
Instrução Normativa RFB nº 1266, de 13 de abril de 2012)
a) por câmeras; ou (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1266, de 
13 de abril de 2012)
b) por meio de equipamentos de inspeção não invasiva. (Incluído(a) pelo(a) 
Instrução Normativa RFB nº 1266, de 13 de abril de 2012)
§ 5º Nas hipóteses referidas no § 4º, a verificação física direta só deverá 
ser realizada pela fiscalização aduaneira se as informações ou as imagens 
disponíveis forem insuficientes para os propósitos referidos no caput. (Redação 
dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1266, de 13 de abril de 2012)
§ 6º A Coana poderá editar disposições complementares ao estabelecido 
neste artigo. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1266, de 13 de 
abril de 2012)
Art. 26. Nos casos de mercadoria cuja natureza exija assistência técnica 
para sua identificação, o Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil poderá 
determinar a coleta de amostra e solicitar laudo técnico, registrando a 
ocorrência no sistema. (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 
1742, de 22 de setembro de 2017)
§ 1º O exame ou laudo cujo resultado não seja imediato, não impede a 
continuidade do despacho e o embarque da mercadoria.
§ 2º A classificação fiscal definitiva da mercadoria, será registrada, no 
Sistema à vista do resultado do exame laboratorial ou do laudo técnico, 
antes da averbação de embarque.
Art. 27. A quantificação das mercadorias exportadas a granel consiste na 
determinação do seu peso, expresso em quilogramas, e será feita mediante 
pesagem, medição direta ou arqueação.
Art. 28. As divergências apuradas, as exigências formuladas e o seu 
atendimento pelo exportador, no curso da verificação da mercadoria, 
serão registradas, no Sistema, sem prejuízo de outras medidas previstas na 
legislação vigente. DESEMBARAÇO ADUANEIRO
Art. 28-A. As retificações de divergências em informações prestadas na DE Web 
serão autorizadas por Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, mediante 
solicitação de retificação de DE Web pelo exportador, ou de ofício. (Incluído(a) 
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
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Unidade II
Parágrafo único. Divergências envolvendo dados de RE vinculado à DE Web 
deverão ser corrigidas mediante solicitação de desvinculação de RE e, após a 
alteração do RE, no Novoex, solicitação de sua vinculação à DE Web, podendo 
também haver solicitação de vinculação de novo RE à DE Web. (Incluído(a) pelo(a) 
Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017) (BRASIL, 1994c).
A DE selecionada para o canal verde ou laranja poderá ser redirecionada, pela autoridade aduaneira, 
para o canal vermelho quando forem identificados indícios de irregularidade pelo auditor-fiscal da 
Receita Federal do Brasil responsável por essa atividade.
O exportador pode verificar o resultado da parametrização ou o canal de conferência do seu despacho 
de exportação no sistema Siscomex por meio da consulta do Histórico do Despacho.
Os despachos aduaneiros cujo documento base é a DSE podem ser parametrizados para os canais 
verde ou vermelho de conferência aduaneira (arts. 38 a 41 da Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de 
janeiro de 2006). Dizem os artigos 38 a 41 da Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006:
Art. 38. Após o registro no Siscomex, as DSEs serão submetidas ao módulo 
de seleção parametrizada do sistema, para fins de identificação daquelas a 
serem objeto de conferência aduaneira.
Art. 39. A seleção para conferência a que se refere o artigo 38 será efetuada 
de acordo com parâmetros e critérios estabelecidos pela Coana e pela 
Unidade local da SRF.
Parágrafo único. A conferência aduaneira de mercadoria objeto de DSE, 
selecionada nos termos deste artigo, deverá ser concluída no prazo máximo 
de seis horas, contado do dia seguinte ao da entrega dos documentos que a 
instruem, salvo quando a conclusão depender de providência a ser cumprida 
pelo exportador.
Desembaraço Aduaneiro
Art. 40. A mercadoria cuja DSE, registrada no Siscomex, tenha sido selecionada 
para o canal verde de conferência aduaneira será desembaraçada mediante 
procedimento automático do sistema.
Art. 41. O desembaraço da mercadoria cuja declaração tenha sido selecionada 
para o canal vermelho será registrado no Siscomex pelo AFRF designado 
para realizar a conferência aduaneira.
Parágrafo único. Após o desembaraço aduaneiro, os documentos instrutivos 
da DSE serão devolvidos ao exportador, que deverá mantê-los em seu poder 
pelo prazo previsto na legislação (BRASIL, 2006c).
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6.14 Entrega e recepção dos documentos
A fim de dar andamento ao despacho de DE que tenha sido selecionada para os canais laranja 
e vermelho de conferência aduaneira, o exportador deverá apresentar os documentos instrutivos do 
despacho aduaneiro à unidade da Receita Federal de despacho.
Os documentos deverão ser entregues em envelope papel padrão ofÍcio, na cor parda, contendo 
a indicação do número da DE, o canal de conferência atribuído e a identificação do exportador e do 
despachante, além da palavra “fracionado”, caso o despacho seja referente a essa modalidade, no prazo 
de até quinze dias a partir da seleção parametrizada, conforme art. 18 da Instrução Normativa SRF 
nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c). Diz o mencionado artigo:
Art. 18. Os documentos para instrução das declarações para despacho 
selecionadas para os canais laranja e vermelho de conferência aduaneira 
deverão ser entregues à unidade da RFB de despacho no prazo de até 
15 (quinze)dias, contado da seleção parametrizada, em envelope papel 
padrão ofício, com 22 x 33 cm, na cor parda, contendo a indicação do 
número atribuído à declaração para despacho, o canal de conferência e 
a identificação do exportador e do despachante. (Redação dada pelo(a) 
Instrução Normativa RFB nº 1407, de 04 de novembro de 2013)
§ 1º Constatada a falta de qualquer documento necessário ao despacho, no 
momento de sua entrega na unidade da SRF de despacho, estes serão devolvidos 
ao exportador para complementação, registrando-se o fato no Sistema.
§ 2º A Coana poderá estabelecer hipóteses de dispensa da apresentação 
de documentos instrutivos da declaração de exportação ou autorizar sua 
apresentação em meio digital. (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa 
RFB nº 1525, de 09 de dezembro de 2014)
§ 3º No caso da declaração ser parametrizada para o canal verde, o 
exportador estará dispensado da apresentação dos documentos de que trata 
o art. 16, ficando obrigado a mantê-los em boa guarda e ordem, pelo prazo 
previsto na legislação tributária, para fins de apresentação à RFB sempre que 
solicitados. (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1407, de 04 
de novembro de 2013)
§ 4º A identificação dos documentos não arrolados; pelo Sistema, e entregues 
pelo exportador, espontaneamente ou por exigência da fiscalização 
aduaneira, deverá ser registrada nos . campos da tela do Siscomex reservados 
para esse fim.
§ 5º Depois do desembaraço aduaneiro, os documentos entregues serão 
devolvidos ao exportador ou seu representante, que fica obrigado a mantê-
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los, em boa guarda e ordem, pelo prazo previsto na legislação tributária, 
para fins de apresentação à RFB sempre que solicitados. (Incluído(a) pelo(a) 
Instrução Normativa RFB nº 1266, de 13 de abril de 2012) (BRASIL, 1994c)
Caso a entrega não ocorra no prazo, a DE será cancelada de ofício pela Aduana e o Registro de 
Exportação (RE) ficará liberado para utilização em nova DE, desde que ainda válido.
Na DE Web, em se tratando de nota fiscal eletrônica, quando da validação do código de acesso, o 
sistema verificará se a nota corresponde ao CNPJ básico do exportador e se está autorizada. Em caso 
afirmativo, os campos de CNPJ do estabelecimento emitente da NF, ano de emissão da NF, série e número 
serão preenchidos automaticamente e a DE Web poderá ser registrada. Na recepção, caso a nota fiscal se 
encontre em situação diversa de autorizada, a declaração ficará bloqueada, impedindo o registro da etapa.
Na DE Web, caso seja informada a dispensa de nota fiscal, o sistema exigirá que seja informada a 
base legal da dispensa e o registro de outro documento instrutivo do despacho.
O registro da recepção documental é efetuado por auditor-fiscal ou analista-tributário da Receita 
Federal no Siscomex, após a entrega. Esse registro somente é possível após a seleção parametrizada 
do sistema.
Constatada a falta ou incorreção de qualquer documento necessário ao despacho, no momento 
de sua entrega, os documentos entregues serão devolvidos ao exportador para complementação ou 
correção, registrando-se o fato no sistema.
No caso de transporte realizado por via rodoviária, fluvial ou lacustre, os documentos somente 
poderão ser recepcionados após registro, no sistema, dos dados de embarque da mercadoria pelo 
transportador ou pelo exportador.
O registro da recepção de documentos no sistema pode ser realizado mais de uma vez, mesmo após 
a averbação de embarque, no caso de apresentação de novos documentos.
No caso de despacho de exportação processado com base em DSE, a apresentação física dos 
documentos somente é necessária para despachos selecionados para conferência aduaneira, e não há, 
em qualquer caso, a função de registro da recepção no sistema.
6.15 Documentos de instrução do despacho por DE
A seguir correlacionaremos os documentos que deverão instruir o despacho de exportação por meio 
de DE, conforme art. 16 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
Na DE Web, a nota fiscal eletrônica – NFe será informada por meio do código de acesso, podendo 
ser consultada na aba Documentos Instrutivos. Na DUE (exportação via Portal Único Siscomex), a 
numeração da NFe também é informada no próprio sistema. Assim, em ambos os casos é dispensada a 
apresentação do Danfe. 
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Desde 2010, é obrigação do exportador emitir a NFe, modelo 55, em substituição à Nota Fiscal, 
modelo 1 ou 1-A, independentemente da atividade econômica exercida. A obrigação em análise não 
se aplica ao microempreendedor individual – MEI, de que trata o art. 18 da Lei Complementar nº 123, 
de 14 de dezembro de 2006 e às operações realizadas por produtor rural não inscrito no CNPJ, que 
apresentarão a nota fiscal em formulário próprio para instrução da DE. Diz o mencionado artigo 18, da 
Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006:
Art. 18. O valor devido mensalmente pela microempresa ou empresa de 
pequeno porte optante pelo Simples Nacional será determinado mediante 
aplicação das alíquotas efetivas, calculadas a partir das alíquotas nominais 
constantes das tabelas dos Anexos I a V desta Lei Complementar, sobre a 
base de cálculo de que trata o § 3º deste artigo, observado o disposto no 
§ 15 do art. 3º (Redação dada pela Lei Complementar nº 155, de 2016).
§ 1o Para efeito de determinação da alíquota nominal, o sujeito passivo 
utilizará a receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao do período 
de apuração. (Redação dada pela Lei Complementar nº 155, de 2016) 
(BRASIL, 2006a).
É necessário apresentar via original do conhecimento e do manifesto internacional de carga, nas 
exportações por via terrestre, fluvial ou lacustre. Quando se tratar de país membro do Cone Sul (Uruguai, 
Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia e Peru), o manifesto internacional de carga será substituído:
• pelo Manifesto Internacional de Carga Rodoviária/Declaração de Trânsito Aduaneiro (MIC/DTA), 
quando se tratar de transporte rodoviário.
• pelo Conhecimento – Carta de Porte Internacional/Declaração de Trânsito Aduaneiro (TIF/DTA), 
quando se tratar de transporte ferroviário.
Fora isso, outros documentos que deverão instruir o despacho de exportação por meio de DE são:
• Certificado Kimberley, no caso de exportação de diamantes.
• Certificado de origem, no caso de exportação de café, a ser visado pela aduana.
• Darf relativo a pagamento de imposto de exportação, ou declaração de compensação.
• Certificado de padronização para: 
— pedras de cantaria ou de construção e mármores, em blocos compatíveis com os requisitos do 
comércio internacional;
— cauda de lagosta congelada.
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Unidade II
• Manifestação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para bens culturais 
tombados, do período monárquico, arqueológicos ou livros e documentos raros.
• Relação de notas fiscais, no caso de despacho de exportação, com mais de dez notas fiscais e com 
registro consolidado desses documentos, conforme Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril 
de 1994 (BRASIL, 1994c). Diz o art. 61 da referida instrução normativa:
Art. 61. Nos despachos de exportação com mais de dez Notas Fiscais 
vinculadas, cuja identificação pormenorizada desses documentos, 
na declaração, tornar-se difícil ou impraticável, poderá ser utilizada 
Relação de Notas Fiscais parao registro consolidado desses documentos 
no Sistema.
§ 1º A relação de que trata este artigo terá numeração sequencial por 
estabelecimento da empresa exportadora, que deverá ser registrada, no 
Siscomex, no momento da apresentação da declaração para despacho, no 
campo reservado à indicação do número e da série da Nota Fiscal.
§ 2º A Relação de Notas Fiscais será entregue juntamente com os documentos 
pertinentes ao despacho e deverá conter, pelo menos:
I - a identificação do exportador e do despacho; e
II - a indicação da quantidade de Notas Fiscais correspondentes ao despacho 
e de seus números, série e datas de emissão.
§ 3º O disposto no caput não se aplica aos despachos aduaneiros de 
exportação processados por meio de DE Web. (Incluído(a) pelo(a) Instrução 
Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017) (BRASIL, 1994c)
• Fatura comercial ou outro documento que comprove a tradição de propriedade do bem no 
exterior, no caso de despacho aduaneiro de exportação de bens que se encontrem fora do Brasil 
em regime de exportação temporária que se tornou definitiva, inclusive no caso de veículos de 
transporte comercial brasileiro, aéreo ou marítimo, que se encontrem no exterior sob amparo do 
inciso II do art. 443 do Regulamento Aduaneiro, conforme a Instrução Normativa RFB nº 1.600, 
de 14 de dezembro de 2015:
Art. 106. O despacho aduaneiro para fins de exportação definitiva do bem 
admitido no regime será processado com base em DE registrada no Siscomex.
§ 1º A DE deverá ser registrada com a via de transporte meios próprios e ser 
instruída com a nota fiscal e a fatura comercial ou outro documento que 
comprove a tradição da propriedade do bem no exterior.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
§ 2º A averbação da saída definitiva do País será feita automaticamente, 
pelo Siscomex, com o desembaraço para exportação realizado à vista da DE 
e dos demais documentos apresentados pelo exportador.
§ 3º O disposto no caput não implica o cancelamento da DE que serviu de base 
para a admissão do bem no regime de exportação temporária (BRASIL, 2015d).
• Licença Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens 
em Perigo de Extinção) emitida pelo Ibama para exportação de espécimes, produtos e subprodutos 
da flora e fauna exótica brasileira.
• Guia de Tráfego, no caso de exportação de armas. O Exército emite esse documento, que 
contém o número das notas fiscais, para amparar a movimentação da carga no território 
brasileiro e a exportação.
Em todos os documentos instrutivos do despacho deverá constar o número atribuído à DE, inclusive 
no conhecimento e manifesto de carga, conforme art. 16, § 3°, Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de 
abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
A documentação que instrui o despacho deverá ser entregue à Receita Federal em um envelope de 
papel pardo, com 22 cm x 33 cm, tamanho ofício, com o número da DE fornecido pelo sistema, o canal 
de conferência e a identificação do exportador e do despachante, o qual será devolvido ao exportador 
após o desembaraço.
É dispensada apresentação dos documentos de embarque, conhecimento e manifesto de carga, 
quando se tratar de despacho das seguintes mercadorias, conforme art. 45 da Instrução Normativa SRF 
nº 28 (BRASIL, 1994c):
• aeronaves, embarcações ou outros veículos que saírem por seus próprios meios;
• mercadorias transportadas em veículo do próprio exportador ou importador e outros 
veículos dispensados de emissão de documentos de embarque, na forma da legislação de 
transporte vigente;
• mercadorias transportadas em mãos ou despachadas por via postal;
• fornecimento de combustíveis e lubrificantes, alimentos e outros produtos, para uso e consumo de 
bordo em aeronave ou embarcação de bandeira estrangeira ou brasileira, em tráfego internacional;
• venda, no mercado interno, a não residentes no país, em moeda estrangeira, de pedras preciosas 
e semipreciosas; suas obras e artefatos de joalharia, relacionados pela Secex;
• venda, em loja franca, a passageiros com destino ao exterior, em moeda estrangeira, cheque de 
viagem ou cartão de crédito, de pedras preciosas e semipreciosas nacionais, suas obras e artefatos 
de joalharia, relacionados pela Secex.
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Unidade II
É dispensada a apresentação de nota fiscal conforme o art. 17 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 
27 de abril de 1994, que diz:
Art. 17. É dispensada a apresentação de Nota Fiscal:
I - nos casos de reexportação de mercadoria importada a título não 
definitivo, que se encontra no País em regime aduaneiro especial ou atípico, 
cuja circulação seja feita:
a) sob controle aduaneiro, do recinto alfandegado em que se encontra, até 
o Local de saída do País, através de outro documento definido em norma 
específica do regime;
b) com base na própria Declaração de Importação-DI de admissão no regime, 
quando apresentada por promotores de feiras, exposições e outros eventos 
semelhantes, de caráter internacional, desobrigados de Inscrição Estadual 
ou de emissão de Nota Fiscal, nos termos da legislação vigente; e
II - nas exportações realizadas por pessoa física em que, comprovadamente, 
a legislação vigente dispense a emissão do documento.
§ 1º O exportador deverá informar, no campo reservado à indicação do 
número e série da Nota Fiscal da declaração para despacho de exportação, 
o número da DI de admissão no regime, do documento a que se refere a 
alínea «a» do inciso I ou da relação das mercadorias exportadas, que instruirá 
o despacho em substituição àquele documento.
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica aos despachos de reexportação 
de mercadorias submetidas ao regime aduaneiro especial de admissão 
temporária cujo beneficiário seja empresa obrigada à emissão de Nota Fiscal.
§ 3º No despacho aduaneiro de exportação processado por meio de DE Web, 
deverá ser informada, em campo próprio dessa declaração, a base legal da 
dispensa da Nota Fiscal. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 
1742, de 22 de setembro de 2017) (BRASIL, 1994c).
DSE será instruída com os seguintes documentos (art. 36 da Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 
de janeiro de 2006):
• nota fiscal eletrônica, com apresentação do Danfe.
• via original do conhecimento de carga ou documento equivalente nas exportações por via 
terrestre, fluvial ou lacustre;
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
No caso de DSE não informatizada, o formulário da declaração será apresentado juntamente com 
os documentos instrutivos. 
As DE selecionadas para conferência aduaneira serão distribuídas, no Siscomex, para auditor-fiscal 
da Receita Federal, que efetuará:
• o exame documental, no canal laranja; ou
• o exame documental e a verificação da mercadoria, no canal vermelho.
A DSE parametrizada no canal vermelho será distribuída para o auditor-fiscal da Receita Federal, no 
Siscomex, para sua devida conferência (exame documental e verificação da mercadoria).
A conferência aduaneira na exportação tem por finalidade identificar o exportador, verificar a 
mercadoria e a correção das informações relativas a sua natureza, classificação fiscal, quantificação 
e preço, e confirmar o cumprimento de todas as obrigações, fiscais e outras, exigíveis em razão da 
exportação, conforme art. 589 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009:
Art. 589. A conferência aduaneira na exportaçãotem por finalidade 
identificar o exportador, verificar a mercadoria e a correção das 
informações relativas a sua natureza, classificação fiscal, quantificação e 
preço, e confirmar o cumprimento de todas as obrigações, fiscais e outras, 
exigíveis em razão da exportação. 
Parágrafo único. A fim de determinar o tipo e a amplitude do controle a 
ser efetuado na conferência aduaneira, serão adotados canais de seleção 
(Norma Relativa ao Despacho Aduaneiro de Mercadorias, Artigos 64 e 65, 
aprovada pela Decisão CMC nº 50, de 2004, e internalizada pelo Decreto nº 
6.870, de 2009). (Incluído pelo Decreto nº 8.010, de 2013) (BRASIL, 2009a).
A conferência aduaneira é composta por duas etapas:
• exame documental: para as DE parametrizadas nos canais laranja e vermelho e DSE no 
canal vermelho;
• verificação da mercadoria: para as DE e DSE parametrizadas no canal vermelho.
A verificação da mercadoria, no curso da conferência aduaneira ou em qualquer outra ocasião, 
será realizada por auditor-fiscal da Receita Federal ou por analista-tributário sob a sua supervisão. É 
obrigatória a presença do exportador ou de seu representante (conforme art. 50 do Decreto-lei nº 37, de 
18 de novembro de 1966). Diz o artigo 50 do Decreto-lei nº 37, de 18 de novembro de 1966:
Art. 50. A verificação de mercadoria, na conferência aduaneira ou em outra 
ocasião, será realizada por Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil ou, sob a 
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Unidade II
sua supervisão, por Analista-Tributário, na presença do viajante, do importador, 
do exportador ou de seus representantes, podendo ser adotados critérios de 
seleção e amostragem, de conformidade com o estabelecido pela Secretaria 
da Receita Federal do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010)
§ 1º Na hipótese de mercadoria depositada em recinto alfandegado, a 
verificação poderá ser realizada na presença do depositário ou de seus 
prepostos, dispensada a exigência da presença do importador ou do 
exportador. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003)
§ 2º A verificação de bagagem ou de outra mercadoria que esteja sob a 
responsabilidade do transportador poderá ser realizada na presença deste 
ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do viajante, do 
importador ou do exportador. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003)
§ 3º Nas hipóteses dos §§ 1o e 2o, o depositário e o transportador, ou seus 
prepostos, representam o viajante, o importador ou o exportador, para 
efeitos de identificação, quantificação e descrição da mercadoria verificada. 
(Incluído pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) (BRASIL, 1966)
A fiscalização poderá exigir a comprovação da legitimidade do representante do exportador.
Se a mercadoria destinada à exportação estiver depositada em recinto alfandegado, a verificação 
poderá ser realizada na presença do depositário ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença 
do exportador. Nesse caso, para efeitos de identificação, quantificação e descrição da mercadoria 
verificada, o depositário ou seus prepostos representam o exportador conforme art. 590 do Regulamento 
Aduaneiro (BRASIL, 2009a): 
Art. 590. A verificação da mercadoria, no curso da conferência aduaneira 
ou em outra ocasião, será realizada por Auditor-Fiscal da Receita Federal 
do Brasil, ou sob a sua supervisão, por Analista-Tributário, na presença do 
viajante, do exportador ou de seus representantes (Decreto-Lei nº 37, de 
1966, art. 50, caput, com a redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010, art. 40).
§ 1º Na hipótese de mercadoria depositada em recinto alfandegado, a verificação 
poderá ser realizada na presença do depositário ou de seus prepostos, dispensada 
a exigência da presença do exportador (Decreto-Lei nº 37, de 1966, art. 50, 
§ 1º, com a redação dada pela Lei no 10.833, de 2003, art. 77). 
§ 2º A verificação de bagagem ou de outra mercadoria que esteja sob a 
responsabilidade do transportador poderá ser realizada na presença deste 
ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do viajante ou do 
exportador (Decreto-Lei nº 37, de 1966, art. 50, § 2º, com a redação dada 
pela Lei no 10.833, de 2003, art. 77). 
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
§ 3º Nas hipóteses dos §§ 1o e 2o, o depositário e o transportador, ou 
seus prepostos, representam o viajante ou o exportador, para efeitos 
de identificação, quantificação e descrição da mercadoria verificada 
(Decreto-Lei nº 37, de 1966, art. 50, § 3º, com a redação dada pela Lei no 
10.833, de 2003, art. 77) (BRASIL, 2009a).
A verificação de bagagem ou de outros bens que estejam sob a responsabilidade do transportador 
poderá ser realizada na presença deste ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do 
exportador. Nesse caso, para efeitos de identificação, quantificação e descrição da mercadoria verificada, 
o transportador ou seus prepostos representam o exportador (BRASIL, 2009a).
O inc. III do art. 10 da Instrução Normativa RFB nº 1.598, de 9 de dezembro de 2015, determina 
que haja prioridade do processamento do despacho aduaneiro de exportação realizado por empresa 
certificada OEA, observada a modalidade de sua certificação. Tal prioridade aplica-se, na exportação, às 
etapas de recepção documental, distribuição, conferência aduaneira e desembaraço, tanto no despacho 
normal quanto fracionado ou a posteriori.
Uma vez designado, o auditor-fiscal procederá o exame documental do despacho que tenha sido 
selecionado para o canal laranja ou vermelho, conferindo os dados constantes do RE e da declaração, 
tendo em conta as informações da documentação apresentada.
Em todos os documentos instrutivos do despacho, deverá constar o número atribuído à DE, inclusive 
no documento conhecimento e manifesto de carga. Sobre isso diz o artigo 16 § 3°, da Instrução 
Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994:
Art. 16. O despacho de exportação será instruído com os seguintes documentos:
§ 3º O número atribuído à declaração para despacho de exportação deverá 
constar de todos os documentos que interessam ao despacho, inclusive do 
Conhecimento e do Manifesto de Carga (BRASIL, 1994c).
À vista da mercadoria submetida a despacho e das circunstâncias do caso concreto, a fiscalização 
aduaneira poderá dispensar a apresentação de documentos arrolados no sistema, ou exigir outros, em 
conformidade com a legislação em vigor (BRASIL, 1994c). 
As divergências apuradas, a exigência formulada e o seu atendimento, pelo exportador, no curso 
do exame documental, serão registradas no Siscomex, sem prejuízo de outras medidas previstas na 
legislação vigente.
A verificação da mercadoria consiste na sua identificação e quantificação, à vista das 
informações constantes da declaração e dos documentos que a instruem. Conforme o art. 25 da 
Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994, “a verificação da mercadoria consiste na sua 
identificação e quantificação, à vista das informações constantes do despacho e dos documentos 
que o instruem” (BRASIL, 1994c). 
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A identificação deve possibilitar a confirmação da classificação fiscal declarada e da descrição 
apresentada no RE.
 Lembrete
No curso da conferência aduaneira ou em qualquer outra ocasião, a 
verificação física será realizada por auditor-fiscal da Receita Federal ou por 
analista-tributário sob a sua supervisão.
A verificação ocorrerá na presença do exportador oude seus representantes, podendo ser adotados 
critérios de seleção e amostragem em conformidade com o estabelecido pela Receita Federal.
Na hipótese de mercadoria depositada em recinto alfandegado, a verificação poderá ser realizada na 
presença do depositário ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do exportador. 
 Observação
A verificação de bagagem ou de outros bens que estejam sob a 
responsabilidade do transportador poderá ser realizada na presença 
deste ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do 
exportador, conforme art. 590 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 
2009 (BRASIL, 2009a).
O exportador, pessoa física ou jurídica, somente poderá ser representado para exercer atividades 
relacionadas com o despacho aduaneiro pelas pessoas a seguir relacionadas (BRASIL, 2009a):
• Pessoa física:
— por intermédio do despachante aduaneiro, munido de procuração específica;
— pessoalmente.
• Pessoa jurídica de Direito Privado:
— por intermédio do despachante aduaneiro, munido de procuração específica;
— por intermédio de dirigente ou empregado com vínculo empregatício exclusivo com a empresa, 
munido de procuração que lhe outorgue poderes específicos e não contenha cláusulas 
excludentes da responsabilidade da outorgante por ato ou omissão do outorgado.
• Órgão da administração pública direta ou autárquica, missão diplomática ou repartição consular 
de país estrangeiro ou representação de órgãos internacionais:
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— por intermédio do despachante aduaneiro, munido de procuração específica;
— por intermédio de funcionário ou servidor especialmente designado.
A manipulação e abertura de volumes e embalagens, a pesagem, a retirada de amostras e outros 
procedimentos similares, necessários à perfeita identificação e quantificação dos bens, poderão ser 
realizados por terceiros, sob comando ou orientação da autoridade aduaneira, conforme § 1º do art. 2º 
da Instrução Normativa SRF nº 205, de 25 de setembro de 2002 (BRASIL, 2002c).
6.16 Divergências e exigências
As divergências apuradas poderão ter tratamento diferenciado por parte da fiscalização aduaneira 
se o despacho for efetuado por DE Grande Porte ou por DE Web.
As exigências formuladas e o seu atendimento pelo exportador, no curso da conferência, serão 
registradas no Siscomex, sem prejuízo de outras medidas previstas na legislação vigente, conforme 
arts. 24 e 28 da Instrução Normativa RFB nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c), e artigo 42 da 
Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c).
Se, após a verificação, for constatada divergência ou infração não impeditiva do embarque 
da mercadoria, o auditor-fiscal registrará no Siscomex Exportação Grande Porte o desembaraço da 
mercadoria, sem prejuízo da formalização de exigências, desde que assegurados os meios de prova 
necessários, conforme parágrafo único do art. 591 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 
(BRASIL, 2009a). 
No Siscomex Exportação Grande Porte, quando houver divergências em relação ao peso bruto, 
tipo e quantidade de volumes, ou número de notas fiscais, o exportador ou seu representante 
legal poderá solicitar, via Siscomex, alteração na DE, a ser submetida à anuência da autoridade 
aduaneira. Ela poderá ser realizada entre o registro da recepção documental e a averbação.
Depois de cumprida a exigência, ela será baixada pelo auditor-fiscal no Siscomex. No caso de DSE em 
formulário, as divergências apuradas e as exigências relacionadas serão registradas no campo próprio 
do formulário da DSE.
 Observação
Para a fiscalização, havendo divergência entre o conhecimento de carga 
e o manifesto de carga, prevalecerá o primeiro.
A assinatura do emitente é obrigatória nas averbações, ressalvas, emendas ou entrelinhas lançadas 
nos manifestos e conhecimentos de carga, conforme art. 50 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 
2009 (BRASIL, 2009a).
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A fiscalização registrará no sistema a exigência de apresentação de carta de correção para erros 
verificados na conferência aduaneira e que forem passíveis de correção ao amparo daquele documento, 
conforme definições do Ajuste Sinief nº 1, de 30 de março de 2007 (BRASIL, [s.d.]c).
O Ajuste Sinief (Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais, do Conselho Nacional 
de Política Fazendária – Confaz) nº 1, de 30 de março de 2007, estabelece:
§ 1º - A - Fica permitida a utilização de carta de correção, para regularização 
de erro ocorrido na emissão de documento fiscal, desde que o erro não 
esteja relacionado com:
I - as variáveis que determinam o valor do imposto tais como: base de 
cálculo, alíquota, diferença de preço, quantidade, valor da operação ou 
da prestação;
II - a correção de dados cadastrais que implique mudança do remetente ou 
do destinatário (BRASIL, [s.d.]c);
Enquanto não for implementada a carta de correção eletrônica, será aceita a carta de correção 
impressa, observadas as condições contidas no Ajuste Sinief nº 1, de 30 de março de 2007 (BRASIL, [s.d.]c).
O despacho de exportação será interrompido quando, conforme art. 30 da Instrução Normativa SRF 
nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c):
• se tratar de tentativa de exportação de mercadoria com saída proibida, vedada ou suspensa, de 
acordo com a legislação vigente (interrupção em caráter definitivo);
• as divergências apuradas caracterizarem, de forma inequívoca, fraude relativa a preço, a peso, à 
medida, à classificação e à qualidade da mercadoria (interrupção do despacho até o cumprimento 
das exigências legais).
Para consultar exigências formuladas pela fiscalização aduaneira nos despachos de exportação, o 
exportador poderá acessar a função correspondente no Siscomex.
6.17 Desembaraço
O desembaraço aduaneiro na exportação é o ato pelo qual é registrada a conclusão da conferência 
aduaneira e autorizado o embarque de carga aérea ou marítima, ou ainda a transposição de fronteira, 
no caso de transporte rodoviário ou ferroviário, conforme art. 591 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro 
de 2009 (BRASIL, 2009a).
De acordo com o parágrafo único do art. 29 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril 
de 1994: 
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Constatada divergência ou infração que não impeça a saída da mercadoria 
do País, o desembaraço será realizado, sem prejuízo da formalização de 
exigências (que deverão ser cumpridas antes da averbação), ou de outras 
medidas legais cabíveis (BRASIL, 1994c).
O embarque (vias aérea ou marítima) ou a transposição de fronteira (vias rodoviária ou ferroviária) 
de mercadoria destinada à exportação somente poderá ocorrer após o seu desembaraço, salvo nas 
hipóteses previstas no art. 52 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c), 
cujos procedimentos específicos de controle deverão ser observados pelo exportador: 
Art. 52. O registro da declaração para despacho aduaneiro de exportação, no 
Siscomex, poderá ser efetuado após o embarque da mercadoria ou sua saída 
do território nacional, nos seguintes casos:
I - fornecimento de combustíveis e lubrificantes, alimentos e outros 
produtos, para uso e consumo de bordo em aeronave ou embarcação de 
bandeira estrangeira ou brasileira, em tráfego internacional;
II - venda no mercado interno, a não residenteno País, em moeda estrangeira, 
de pedras preciosas e semipreciosas, suas obras e artefatos de joalharia, 
relacionados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex); (Redação dada 
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
III - venda em loja franca, a passageiros com destino ao exterior, em moeda 
estrangeira, cheque de viagem ou cartão de crédito, de pedras preciosas e 
semipreciosas nacionais, suas obras e artefatos de joalharia, relacionados 
pela Secex; (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 
de setembro de 2017)
IV - reexportação de mercadorias admitidas no regime aduaneiro especial de 
depósito afiançado (DAF), na forma prevista na Instrução Normativa SRF nº 
409, de 19 de março de 2004; (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB 
nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
V - venda de energia elétrica para o exterior, na forma prevista na Instrução 
Normativa SRF nº 649, de 28 de abril de 2006; (Incluído(a) pelo(a) Instrução 
Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
VI - permanência no exterior de mercadoria saída do País com base em 
Autorização de Movimentação de Bens Submetidos ao Recof (Ambra), na 
forma prevista na Instrução Normativa RFB nº 1.291, de 19 de setembro 
de 2012; e (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de 
setembro de 2017)
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Unidade II
VII - exportação realizada por microempresas e empresas de pequeno porte 
optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e 
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte 
(Simples Nacional), obedecido o disposto na Instrução Normativa RFB nº 
1.676, de 2 de dezembro de 2016. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa 
RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
§ 1º A critério do chefe da unidade local da RFB, o registro da declaração 
poderá ser efetuado após o embarque da mercadoria ou sua saída do território 
nacional, na exportação: (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB 
nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
I - de granéis, inclusive petróleo bruto e seus derivados; (Redação dada 
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
II - exportação de granéis;
II - de produtos da indústria metalúrgica e de mineração; (Redação dada 
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
III - de produtos agroindustriais acondicionados em fardos ou sacaria; 
(Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro 
de 2017)
IV - de pastas químicas de madeira, cruas, semibranqueadas ou branqueadas, 
embaladas em fardos ou briquetes; (Redação dada pelo(a) Instrução 
Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
V - de veículos novos; (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB 
nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
VI - realizada por via rodoviária, fluvial ou lacustre, por estabelecimento 
localizado em município de fronteira sede de unidade da RFB; (Redação 
dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
VII - de mercadorias cujas características intrínsecas ou extrínsecas ou de 
seus processos de produção, transporte, manuseio ou comércio impliquem 
variação de peso decorrente de alteração na umidade relativa do ar; (Redação 
dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
VIII - de mercadorias cujas características intrínsecas ou extrínsecas ou 
de seus processos de produção, transporte, manuseio ou comércio exijam 
operações de embarque parcelado e de longa duração; (Redação dada 
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
IX - de produtos perecíveis; ou (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa 
RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017)
X - de papel em bobinas. (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 
1742, de 22 de setembro de 2017)
§ 2º Nas hipóteses tratadas no § 1º, quando o despacho de exportação 
for processado por meio de DE Web, esta deverá ser registrada antes do 
embarque das mercadorias, o que implicará a geração automática, no 
Siscomex Exportação Web, de uma solicitação de embarque antecipado. 
(Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro 
de 2017)
§ 3º O deferimento da solicitação de que trata o § 2º, ou seu indeferimento, 
será registrado no Siscomex Exportação Web para ciência dos intervenientes 
na operação. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de 
setembro de 2017)
§ 4º O gerenciamento das solicitações de embarque antecipado de que 
trata o § 2º serão processados no Siscomex Exportação Web. (Incluído(a) 
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1742, de 22 de setembro de 2017) 
(BRASIL, 1994c)
Quando o embarque ocorrer em recinto aduaneiro diverso do de despacho, o embarque ou a 
transposição de fronteira somente poderá ser feito após a conclusão do procedimento de trânsito 
aduaneiro de exportação (posterior ao desembaraço), salvo na hipótese prevista no art. 36 da Instrução 
Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994, que diz: 
Art. 36. O transportador internacional de carga em trânsito aduaneiro no 
modal aéreo poderá promover o embarque da mercadoria para o exterior, 
dispensada a conclusão prévia do trânsito (BRASIL, 1994c).
Em caso de saída do país de mercadoria não desembaraçada, os responsáveis sujeitar-se-ão à 
aplicação de sanções fiscais e administrativas.
A reexportação de mercadoria à qual tenha sido aplicado o regime de admissão temporária, quando 
descumprido o regime, será efetuada somente após o recolhimento da multa de 10% do valor aduaneiro 
da mercadoria prevista no inciso I do caput do art. 72 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
Na hipótese de seleção para conferência aduaneira de declarações para despacho aduaneiro de 
exportação apresentadas por pessoa jurídica habilitada à Linha Azul, o desembaraço aduaneiro das 
mercadorias será realizado em caráter prioritário, inclusive no caso de despacho de exportação feito em 
recinto não alfandegado.
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Unidade II
6.17.1 Desembaraço com divergência
Quando na verificação aduaneira forem constatadas divergências, o auditor-fiscal poderá registrar 
no Siscomex o desembaraço com divergência.
Podem ocorrer as seguintes situações:
• Divergência em nível de despacho: ocorre quando as diferenças se relacionarem ao peso bruto, à 
quantidade de volumes ou a qualquer outra informação que não influa no RE.
• Divergência em nível de RE: acontece quando as diferenças forem relativas ao peso líquido, à 
quantidade na unidade de medida de comercialização ou a outros dados do RE.
Nos casos em que for constatada variação na quantia de mercadorias, no momento do desembaraço, 
será informada a quantidade na unidade de medida de comercialização efetivamente desembaraçada. 
Essa informação migrará para o campo 28-b do RE (que somente passará a existir após a averbação).
Tratando-se de DE Web, a constatação de divergências impede que se faça o desembaraço: a 
fiscalização exigirá que o exportador efetue o ajuste necessário. A correção ocorrerá por meio de 
solicitação de desvinculação temporária de RE, após o deferimento da solicitação por auditor-fiscal, 
retificação dos dados do RE no Novoex, solicitação de revinculação de RE e deferimento por 
auditor-fiscal da Receita Federal. 
Após a desvinculação temporária de RE, poderá também haver solicitaçãode transformação de 
desvinculação temporária em definitiva. Poderá ainda existir solicitação de desvinculação definitiva 
de RE. É possível a Aduana, de ofício, realizar desvinculação definitiva de RE e transformação de 
desvinculação temporária em definitiva.
 Observação
Divergências encontradas em campos da DE Web poderão ser corrigidas 
por solicitação de retificação pelo exportador ou de ofício.
6.18 Devolução de documentos
Realizado o desembaraço aduaneiro, os documentos porventura apresentados à fiscalização para 
conferência aduaneira serão devolvidos ao exportador ou ao seu representante, que fica obrigado a 
mantê-los, em boa guarda e ordem, pelo prazo previsto na legislação tributária, para fins de apresentação 
à RFB sempre que solicitados, conforme § 5º, art. 18 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril 
de 1994 (BRASIL, 1994c).
Em trânsitos aduaneiros realizados para transporte rodoviário ou ferroviário, a mercadoria exportada 
será acompanhada apenas com MIC/DTA ou com TIF/DTA até o ponto alfandegado de saída do país. É 
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
obrigatório o registro do trânsito aduaneiro no Sistema Siscomex Exportação, conforme § 1º e 2º, art. 20 
da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
Em DE Web instruída apenas com Nota Fiscal Eletrônica, uma vez que ela é acessada na própria 
declaração, não há que se falar em devolução.
Após o desembaraço aduaneiro, os documentos instrutivos da D.S.E. serão devolvidos ao exportador, 
que deverá mantê-los em seu poder pelo prazo previsto na legislação, de acordo com o previsto no 
parágrafo único, art. 41 da Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c).
6.18.1 Trânsito aduaneiro
O regime especial de trânsito aduaneiro controla o transporte de mercadoria que, desembaraçada 
para exportação em determinado local, deve seguir até outro local sob controle aduaneiro para seu 
embarque ou transposição de fronteira.
O regime subsiste desde o registro do início do trânsito aduaneiro pela unidade de origem até o 
momento em que a unidade de destino certifica a chegada da carga, concluindo-o. As definições dos 
pontos desse percurso se dão conforme segue:
• local de origem é aquele em que, sob controle aduaneiro, constitui-se o ponto inicial do itinerário 
do trânsito;
• local de destino é aquele em que, sob controle aduaneiro, constitui-se o ponto final do itinerário 
de trânsito;
• unidade de origem é a unidade da Secretaria da Receita Federal que tem jurisdição sobre o local 
de origem e na qual se processa o despacho aduaneiro de exportação e se registra o início do 
trânsito aduaneiro;
• unidade de destino é a unidade da Secretaria da Receita Federal que tem jurisdição sobre o local 
de destino e na qual se registra a conclusão do trânsito aduaneiro para possibilitar o embarque ou 
a transposição de fronteira da mercadoria.
Poderá ter procedimento simplificado, a ser estabelecido pela autoridade aduaneira local, 
a operação de trânsito aduaneiro que tiver os locais de origem e de destino jurisdicionados à 
mesma unidade da Secretaria da Receita Federal, conforme art. 336 do Decreto nº 6.759, de 5 de 
fevereiro de 2009:
Art. 336. Poderá ser objeto de procedimento especial de trânsito aduaneiro, 
na forma a ser estabelecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil:
I - o despacho para trânsito nas modalidades referidas nos incisos II e VII do 
art. 318; e
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Unidade II
II - a operação de transporte que envolva situações específicas caracterizadas 
por peculiaridades regionais ou sub-regionais. 
Parágrafo único. Poderá ter procedimento simplificado, a ser estabelecido 
pela autoridade aduaneira local, o trânsito aduaneiro que tiver os locais de 
origem e de destino jurisdicionados à mesma unidade (BRASIL, 2009a).
Quando da elaboração da DE Web, após a informação das unidades de despacho e de embarque, bem 
como da via de transporte, há um campo próprio na declaração para o exportador informar se haverá 
trânsito ou não. Se a unidade de despacho for diferente da de embarque, o sistema automaticamente 
assumirá a condição de declaração de exportação com trânsito, aguardando que se dê o comando 
de início de trânsito no momento apropriado. Somente se a unidade de despacho for idêntica à de 
embarque, a marcação de trânsito estará disponível.
O trânsito aduaneiro de mercadoria desembaraçada para exportação poderá ser realizado por 
qualquer empresa transportadora de livre escolha do beneficiário, atendida a legislação pertinente em 
matéria de transporte, conforme art. 87 da Instrução Normativa RFB nº 248, de 25 de novembro de 2002 
(BRASIL, 2002b).
O regime de trânsito aduaneiro aplica-se também às exportações amparadas por DSE – Siscomex 
Grande Porte.
Não haverá registro de trânsito aduaneiro:
• Nas exportações realizadas por via postal, ou seja, em armazéns alfandegados de encomendas 
postais internacionais. Nesse caso, a unidade da Secretaria da Receita Federal que jurisdiciona 
a unidade da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos será considerada a unidade da Receita 
Federal de despacho e de embarque da mercadoria, conforme Notícia Siscomex nº 18, de 10 de 
janeiro de 1994 (BRASIL, 2014d);
• Nas declarações a posteriori de que trata o art. 52 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de 
abril de 1994 (BRASIL, 1994c), pois a unidade de embarque será sempre a unidade de despacho, 
não havendo necessidade de se falar em trânsito aduaneiro.
Nas exportações admitidas em depósito alfandegado certificado – DAC, não haverá trânsito de 
exportação, as mercadorias serão movimentadas via Declaração de Trânsito de Transferência – DTT 
acompanhadas de notas de expedição – NE emitida pelo depositário.
Depois do desembaraço da mercadoria objeto da DE ou DSE, a autoridade responsável iniciará o 
trânsito aduaneiro no sistema Siscomex, identificando o veículo utilizado no transporte, as unidades de 
carga ou volumes e seus respectivos elementos de segurança, se aplicados.
A autoridade poderá aplicar elementos de segurança tais como lacres ou cintas, ou mesmo 
dispensá-los, conforme a natureza, característica ou condições de embalagem da mercadoria. Os 
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dispositivos de segurança somente poderão ser rompidos ou suprimidos na presença da fiscalização, 
conforme art. 333 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 (BRASIL, 2009a).
A impressão da tela de confirmação do início do trânsito no Siscomex, carimbada e assinada pelo 
servidor responsável, deverá acompanhar a mercadoria em trânsito aduaneiro, para apresentação à 
unidade da Secretaria da Receita Federal, conforme art. 32, § 2º, da Instrução Normativa SRF nº 28, de 
27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
Nos casos relacionados no art. 33 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 
1994c), será exigido termo de responsabilidade do exportador ou do beneficiário do trânsito, e do 
transportador, para garantia dos tributos devidos.
Após o início do trânsito e antes de sua conclusão, autoridades aduaneiras tanto da URF de despacho 
quanto da URF de embarque da mercadoria poderão alterar a informação do código da URF de embarque 
no Siscomex. Diz o art. 33 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994:
Art. 33. Além dos procedimentos estabelecidos no artigo anterior,será 
exigido Termo de Responsabilidade, a ser firmado pelo exportador ou pelo 
beneficiário do regime especial e pelo transportador credenciado, para 
garantia dos tributos devidos, e baixado quando da conclusão do trânsito:
I - Na internação da mercadoria, na hipótese de não se confirmar o embarque 
ou a transposição de fronteira, em despacho de exportação realizado na 
Zona Franca de Manaus, com indicação de embarque em unidade da SRF 
sediada fora de seus limites geográficos; e
II - na importação, no caso de reexportação de mercadoria importada a 
título não definitivo, admitida em regime aduaneiro especial, exceto o 
regime de admissão temporária (BRASIL, 1994c).
Há dois casos particulares:
• em trânsitos aduaneiros realizados para transporte rodoviário ou ferroviário, a mercadoria 
exportada será acompanhada apenas com MIC/DTA ou com TIF/DTA até o ponto alfandegado de 
saída do país. É obrigatório o registro no Sistema Siscomex Exportação do trânsito aduaneiro, de 
acordo com o previsto nos parágrafos 1º e 2º do art. 20 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 
de abril de 1994 (BRASIL, 1994c);
• foi instituído o modelo de Declaração de Trânsito Aduaneiro Internacional Brasil - Venezuela 
(DTAI), aprovado no âmbito do acordo entre os dois países, conforme Instrução Normativa RFB nº 
570, de 29 de setembro de 2005 (BRASIL, 2005b).
A mercadoria chega ao local de destino com seu desembaraço já efetuado, necessitando da 
finalização do trânsito para permitir seu embarque ao exterior (ou a transposição de fronteira, se for 
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Unidade II
o caso). Após sua chegada ao local de destino, serão conferidos os dados informados no registro de 
trânsito aduaneiro no Siscomex e os respectivos elementos de segurança, se houver. Não havendo 
divergências, será concluído o trânsito, conforme art. 34 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de 
abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
A fiscalização poderá autorizar que um trânsito de exportação concluído seja reiniciado, registrando 
o feito no Siscomex. Desde que a URF de despacho seja distinta da URF de embarque, poderá haver o 
reinício com alteração para uma terceira URF como unidade de conclusão do trânsito.
O transportador internacional de carga em trânsito aduaneiro no modal aéreo poderá promover o 
embarque da mercadoria para o exterior, dispensada a conclusão prévia do trânsito. Entretanto, deverá 
apresentar previamente à unidade da RFB de embarque os documentos instrutivos da declaração de 
exportação, acompanhados de cópia da tela de confirmação do início do trânsito, conforme art. 36 da 
Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
No procedimento de embarque com conclusão automática de trânsito, o transportador deverá:
• proceder ao registro dos dados de embarque no Siscomex no prazo de dois dias contado da data 
do efetivo embarque;
• manter em sua guarda, pelo prazo de cinco anos contados da data da chegada da aeronave 
em seu destino no exterior, documentos públicos ou privados, emitidos no país de destino, 
comprobatórios da entrega da mercadoria.
No trânsito aduaneiro pelo modal aéreo, se a via de transporte internacional informada na DE ou na 
DSE for também aérea, o trânsito aduaneiro de exportação poderá ser concluído automaticamente pelo 
sistema, no momento da informação dos dados de embarque, conforme art. 36 da Instrução Normativa 
SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
No caso da conclusão automática, o sistema impede que o transportador altere ou exclua os dados 
de embarque, assim como impede o reinício do trânsito.
Se houver violação dos elementos de segurança ou qualquer outro indício de violação da carga, a 
fiscalização aduaneira poderá efetuar sua verificação física, fazendo o registro do ocorrido no Siscomex 
e, se for o caso, da exigência de justificativa por parte do transportador, baixando-a quando do seu 
cumprimento, em acordo com o previsto no parágrafo único do art. 34 da Instrução Normativa SRF nº 
28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
O registro de conclusão de trânsito “com exigência” impossibilita a averbação do despacho até 
sua baixa.
Em DE Web, não é possível a conclusão de trânsito com divergência, devendo o resultado ser 
informado na conclusão com exigência. Uma vez que a DE Web pode ser totalmente ajustada, 
o exportador deve solicitar a retificação da DE Web ou desvinculação do RE para fins de 
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
correção dos dados necessários, que serão submetidos à anuência da fiscalização aduaneira 
(e, conforme o caso, com a posterior revinculação ou desvinculação definitiva do RE, ambas 
dependentes de anuência). 
 Observação
A conclusão pode ser feita com ou sem interrupção do despacho.
Se ocorrer furto/roubo de mercadoria em trânsito aduaneiro de exportação, o exportador/transportador 
deve comunicar o fato formalizando processo na unidade da Secretaria da Receita Federal de despacho, 
instruindo-o com os seguintes elementos:
• requerimento do interessado solicitando o cancelamento do despacho no Siscomex, com relato 
sucinto dos fatos;
• cópia dos documentos que instruíram o despacho;
• cópia autenticada do boletim de ocorrência policial;
• termo de ocorrência – ou documento equivalente – lavrado pela repartição fiscal jurisdicionante 
que atendeu a ocorrência.
6.18.2 Embarque
O embarque (por vias aérea ou marítima) ou a transposição de fronteira (vias rodoviária ou ferroviária) 
de mercadoria destinada à exportação somente poderá ocorrer após o seu desembaraço, salvo nas 
hipóteses previstas no art. 52 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c), 
cujos procedimentos específicos de controle deverão ser observados pelo exportador.
Quando o embarque ocorrer em recinto aduaneiro diverso do recinto de despacho, o embarque 
ou a transposição de fronteira somente poderá ocorrer após a conclusão do procedimento de trânsito 
aduaneiro de exportação (posterior ao desembaraço), salvo na hipótese de conclusão automática de 
trânsito. Em caso de saída do país de mercadoria não desembaraçada, os responsáveis sujeitar-se-ão à 
aplicação de sanções fiscais e administrativas.
No despacho de exportação, considera-se data de embarque da mercadoria, conforme art. 39 da 
Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c): 
• por via marítima, a data da cláusula shipped on board ou equivalente, constante do conhecimento 
de carga;
• por via aérea, a data do voo;
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Unidade II
• por via terrestre, fluvial ou lacustre, a data da transposição de fronteira da mercadoria, que 
coincide com a data de seu desembaraço ou da conclusão do trânsito registrada no Siscomex pela 
fiscalização aduaneira;
• pelas demais vias de transporte, nas destinadas a uso e consumo de bordo e nas transportadas 
em mãos ou por meios próprios, a data da averbação automática do embarque pelo sistema, que 
coincide com a data do desembaraço aduaneiro;
• sob o regime de depósito alfandegado certificado DAC, a data da averbação automática, pelo 
Sistema, que coincide com a data do desembaraço aduaneiro para o regime.
Na hipótese de embarque de mercadoria em viagem internacional, por via rodoviária, fluvial ou 
lacustre, o registro de dados do embarque, no Siscomex, será de responsabilidade do exportador 
ou do transportador, e deverá ser realizado antes da apresentaçãodos documentos na unidade da 
RFB de despacho.
Para as demais vias, o registro dos dados de embarque é realizado posteriormente ao desembaraço 
da mercadoria ou à conclusão do trânsito aduaneiro, se for o caso, conforme arts. 35 a 45 da Instrução 
Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
Os dados de embarque são retificáveis até o momento da averbação do despacho, no caso de 
transporte aéreo e marítimo, ou até a recepção dos documentos nos demais casos.
O prazo regulamentar para o registro desses dados é de sete dias contados a partir da data de 
embarque das mercadorias. No caso de DE posterior ao embarque, o prazo será contado da data do 
registro da declaração.
Os prazos mínimos para a prestação das informações de embarque no Siscomex Carga são, 
de acordo com o inciso II a/b, artigo 22 da Instrução Normativa RFB nº 800, de 27 de dezembro de 
2007 (BRASIL, 2007b), com a Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.473, de 2 de junho 
de 2014 (BRASIL, 2014c):
• dezoito horas antes da saída da embarcação, para os manifestos de cargas estrangeiras com 
carregamento em porto nacional, exceto quando se tratar de granel; 
• cinco horas antes da saída da embarcação, para manifestos de cargas estrangeiras com 
carregamento em porto nacional, quando toda a carga for granel; 
• cinco horas antes da saída da embarcação, para os manifestos de cargas nacionais; quarenta 
e oito horas antes da chegada da embarcação, para os manifestos de cargas estrangeiras com 
descarregamento em porto nacional, ou que permaneçam a bordo.
O atraso ou a omissão no registro de dados de embarque sujeita o responsável às sanções legais.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Será admitido mais de um registro de embarque para o mesmo despacho de exportação nos casos em 
que a mercadoria já desembaraçada não for transportada por um único veículo na viagem internacional.
Caso o transporte seja realizado por mais de um transportador, o registro no sistema será realizado 
pelo transportador final, após o transbordo da carga para o veículo que fará a viagem internacional.
O Siscomex impede a indicação de pessoa física como transportador quando do registro dos dados 
de embarque nas vias aérea, marítima e ferroviária, conforme prevê a Notícia Siscomex nº 24, de 13 de 
abril de 2005 (BRASIL, 2014e).
Nas exportações por via terrestre em despacho fracionado, os dados de embarque registrados no 
Siscomex serão os correspondentes ao conhecimento de carga emitido para o global da exportação 
submetida a despacho.
Nas exportações aquaviárias, após a implantação do Siscomex Carga, na função informação de 
dados de embarque, deverá ser registrado o número do conhecimento eletrônico (CE). O campo “nº do 
conhecimento” deverá ser preenchido com os quatro primeiros dígitos do CE, e no campo “nº do filhote”, 
deverão ser informados os demais dígitos. 
Estão dispensadas do registro dos dados de embarque no Siscomex as seguintes exportações, 
conforme art. 45 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c):
• de aeronaves, embarcações ou outros veículos que saírem do país por seus próprios meios;
• de mercadorias transportadas em veículos do próprio exportador ou importador e em outros 
veículos dispensados de emissão de documentos de embarque, na forma da legislação de 
transporte vigente;
• de mercadorias transportadas em mãos;
• realizadas por via postal.
Quando o registro da declaração de exportação for posterior ao embarque da carga, as exportações 
estão dispensadas nos seguintes casos:
• fornecimento de combustíveis e lubrificantes, alimentos e outros produtos para uso e consumo de 
bordo em aeronave ou embarcação de bandeira estrangeira ou brasileira, em tráfego internacional;
• venda no mercado interno a não residente no país, em moeda estrangeira, de pedras preciosas e 
semipreciosas, suas obras e artefatos de joalharia, relacionados pela Secex;
• venda, em loja franca, a passageiros com destino ao exterior, em moeda estrangeira, cheque de 
viagem ou cartão de crédito, de pedras preciosas e semipreciosas nacionais, suas obras e artefatos 
de joalharia, relacionados pela Secex.
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Unidade II
O transportador deverá manter uma cópia do manifesto de carga e uma via não negociável de cada 
um dos respectivos conhecimentos de carga em boa guarda e ordem, pelo prazo de cinco anos, contados 
do 1º (primeiro) dia do ano seguinte àquele em que tenha sido efetuado o embarque da mercadoria. 
Essa obrigação não se aplica aos manifestos e conhecimentos de carga informados à Receita Federal em 
forma eletrônica.
Nas exportações por via terrestre, fluvial ou lacustre, os documentos de embarque serão entregues 
juntamente com os demais documentos que instruem o despacho.
6.18.3 Averbação
A averbação é o ato final do despacho de exportação e consiste na confirmação, pela fiscalização 
aduaneira, do embarque ou da transposição de fronteira da mercadoria.
O desembaraço na exportação caracteriza-se pela autorização de embarque ou de transposição 
de fronteira. Para que seja considerada exportada, no entanto, não basta que a mercadoria tenha sido 
desembaraçada, sendo necessária a confirmação do seu embarque ou transposição de fronteira.
Portanto, somente despachos de exportação averbados podem confirmar a efetiva exportação da 
mercadoria para o exterior, para todos os fins.
A averbação do embarque ou da transposição de fronteira, no Siscomex Grande Porte, confirma e 
valida a data de embarque ou de transposição de fronteira e a data de emissão do conhecimento de 
carga, registradas naquele sistema pelo transportador ou exportador.
Excluem-se da regra geral da necessidade de saída efetiva da mercadoria do país as exportações 
previstas nos arts. 233 e 234 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009:
Art. 233. A exportação de produtos nacionais sem que tenha ocorrido sua 
saída do território aduaneiro somente será admitida, produzindo todos os 
efeitos fiscais e cambiais, quando o pagamento for efetivado em moeda 
nacional ou estrangeira de livre conversibilidade e o produto exportado seja 
(Lei no 9.826, de 23 de agosto de 1999, art. 6º, caput, com a redação dada 
pela Lei no 12.024, de 27 de agosto de 2009, art. 8º; e Lei no 10.833, de 2003, 
art. 61, parágrafo único, com a redação dada pela Lei nº 12.024, de 2009, art. 
7º): (Redação dada pelo Decreto nº 7.213, de 2010).
I - totalmente incorporado a bem que se encontre no País, de propriedade 
do comprador estrangeiro, inclusive em regime de admissão temporária sob 
a responsabilidade de terceiro;
II - entregue a órgão da administração direta, autárquica ou fundacional da 
União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, em cumprimento 
de contrato decorrente de licitação internacional;
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III - entregue, em consignação, a empresa nacional autorizada a operar o 
regime de loja franca;
IV - entregue, no País, a subsidiária ou coligada, para distribuição sob a 
forma de brinde a fornecedores e clientes;
V - entregue a terceiro, no País, em substituição de produto anteriormente 
exportado e que tenha se mostrado, após o despacho aduaneiro de 
importação, defeituoso ou imprestável para o fim a que se destinava;
VI - entregue, no País, a missão diplomática, repartição consular de caráter 
permanente ou organismo internacionalde que o Brasil seja membro, ou a 
seu integrante, estrangeiro;
VII - entregue, no País, para ser incorporado à plataforma destinada à pesquisa e 
lavra de jazidas de petróleo e gás natural em construção ou conversão contratada 
por empresa sediada no exterior, ou a seus módulos; ou
VIII - utilizado exclusivamente nas atividades de pesquisa ou lavra de jazidas 
de petróleo e gás natural, quando vendida a empresa sediada no exterior e 
conforme definido em legislação específica, ainda que se faça por terceiro 
sediado no País. 
§ 1º Nas operações de exportação sem saída do produto do território 
nacional, com pagamento a prazo, os efeitos fiscais e cambiais, quando 
reconhecidos pela legislação vigente, serão produzidos no momento da 
contratação, sob condição resolutória, aperfeiçoando-se pelo recebimento 
integral em moeda nacional ou estrangeira de livre conversibilidade (Lei no 
10.833, de 2003, art. 61, caput, com a redação dada pela Lei no 12.024, de 
2009, art. 7º). (Redação dada pelo Decreto nº 7.213, de 2010).
§ 2º As operações previstas no caput estarão sujeitas ao cumprimento de 
obrigações e formalidades de natureza administrativa e fiscal, conforme 
estabelecido em ato normativo da Secretaria da Receita Federal do Brasil (Lei 
nº 9.826, de 1999, art. 6º, parágrafo único; e Lei nº 10.833, de 2003, art. 92). 
Art. 234. Será considerada exportada, para todos os efeitos fiscais, creditícios 
e cambiais, a mercadoria nacional admitida no regime aduaneiro especial 
de depósito alfandegado certificado (Decreto-Lei nº 2.472, de 1988, art. 6º) 
(BRASIL, 2009a).
Trata-se, nesse caso, de previsão legal de venda ao exterior em moeda nacional ou estrangeira de 
livre conversibilidade com os benefícios da exportação, sem a saída da mercadoria exportada, que pode 
permanecer no país. Embora não ocorra a saída efetiva em tais casos, há a averbação no despacho de 
exportação, ao que se denomina “saída ficta”.
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Unidade II
A averbação é efetuada pelo próprio sistema, sem a interferência da autoridade aduaneira. Nas 
exportações por via aérea ou marítima, a averbação será feita no sistema após a confirmação do efetivo 
embarque da mercadoria e do registro dos dados pertinentes pelo transportador, de acordo com o § 1º 
do art. 46 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
Nas exportações por via terrestre, fluvial ou lacustre, a averbação dar-se-á no momento da 
transposição de fronteira da mercadoria, que coincide com a data de seu desembaraço ou da conclusão 
do trânsito registrada no sistema pela fiscalização aduaneira, conforme art. 39 da Instrução Normativa 
SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c). 
Dentre outras situações, a averbação automática não ocorrerá quando houver:
• divergências entre os dados informados;
• exigência pendente (não baixada);
• solicitação de retificação de despacho pendente de análise. 
A averbação automática não prejudica a apuração da responsabilidade por eventuais erros ou 
fraudes constatados após o desembaraço e o embarque da mercadoria, e a aplicação aos responsáveis 
das sanções cabíveis, conforme o parágrafo único do art. 48 da Instrução Normativa SRF nº 28, de 27 
de abril de 1994 (BRASIL, 1994c).
Para os casos em que as exportações estão dispensadas de apresentação de documentos de embarque 
e do registro desses documentos, no Siscomex, nos termos do artigo 45 da Instrução Normativa SRF 
nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c), a averbação ocorrerá após o desembaraço da mercadoria 
ou da conclusão do trânsito aduaneiro.
A averbação será com divergência sempre que houver diferença de dados na declaração 
desembaraçada (mercadoria autorizada) e dados da mercadoria efetivamente embarcada para o exterior. 
Havendo registro de exigência pela aduana, a averbação do despacho não será possível enquanto não 
for baixada a exigência.
Tratando-se de DE Web, não haverá averbação manual, pela fiscalização, com divergência, pois os 
dados da DE ou do RE poderão ser retificados pelo exportador.
Já a averbação com divergência em nível de despacho ocorre quando há divergência no peso bruto 
ou quantidade de volumes constantes na DE em relação aos dados de embarque/transposição de 
fronteira informados sem, contudo, haver variação na quantidade na unidade de comercialização das 
mercadorias efetivamente exportadas.
Quando a quantidade efetivamente embarcada na unidade de medida de comercialização é diferente 
da registrada no RE, por sua vez, ocorre averbação com divergência em nível de RE. Essa divergência será 
informada e migrará para o RE em que se processou o embarque com quantidades diferentes.
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Esse último tipo de averbação é comum na ocorrência de embarque parcial de carga, conhecida por 
quebra de lote, provocada por excesso de peso no contêiner, avaria na carga, rejeição de qualidade ou 
quantidade por empresas especializadas em certificação de mercadoria, entre outros.
No processo de averbação podem ser exigidos os seguintes documentos: 
• notas fiscais complementares, de entrada ou cartas de correção;
• romaneio de carga (packing-list), que é o documento de embarque que discrimina todas 
as mercadorias embarcadas ou todos os componentes de uma carga em quantas partes 
estiver fracionada;
• fatura comercial;
• conhecimento de embarque e carta de correção;
• outros.
A averbação de embarque para DSE é realizada, via de regra, de forma automática pelo Siscomex. 
Havendo divergência de dados, a averbação será realizada pela fiscalização, de ofício ou a pedido do 
interessado, após as devidas correções.
Caso a divergência ocorra por erro do transportador no registro de embarque, tais dados poderão ser 
por ele retificados, podendo o despacho passar à condição de averbado.
6.19 Retificação
6.19.1 DE Grande Porte
Os dados do RE vinculados à DE Grande Porte só podem ser alterados pelo exportador após a averbação 
do despacho, por meio de solicitação de retificação de RE averbado no sistema de informações do Banco 
Central (Sisbacen) ou no Novoex e formalização de processo administrativo.
 Observação
Os dados da declaração podem ser alterados pelo exportador antes do 
envio da DE para despacho.
No caso da quantidade de volumes da DE, a retificação pelo exportador só é possível anteriormente 
à informação da presença de carga. O exportador pode solicitar ao depositário a exclusão de tal 
informação no Siscomex, para viabilizar a retificação do dado, para posterior nova inclusão da presença 
de carga e prosseguimento do despacho.
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Unidade II
Após o envio da declaração para despacho e antes da averbação, o exportador poderá solicitar no 
sistema a retificação dos dados da declaração relativos a:
• peso bruto;
• tipo e quantidade de volumes;
• inclusão ou exclusão do CNPJ dos estabelecimentos participantes do despacho;
• inclusão ou exclusão de notas fiscais.
Após a averbação do despacho, o exportador poderá solicitar, mediante processo administrativo, a 
alteração dos seguintes dados:
• campos “quantidade na unidade de comercialização” e “descrição da divergência” constantes da 
tela de desembaraço/averbação, quando registrados com divergência pela aduana;
• dados de embarque da DE.
6.19.2 DE Web
Se o RE estiver vinculado à DE Web, poderá, até antes da averbação, ter seus dados retificados pormeio de desvinculação temporária de RE, alteração no Novoex e revinculação do RE à DE. Antes do 
envio da DE para despacho, a desvinculação pode ser feita diretamente pelo exportador. Depois do envio 
da DE para despacho e execução da seleção parametrizada, é necessário solicitação de desvinculação 
temporária de RE e, depois da alteração do RE no Novoex, solicitação de revinculação de RE.
Depois da averbação do despacho, os dados do RE poderão ser alterados por meio de solicitação de 
retificação de RE averbado, no Novoex, e formalização de processo administrativo.
Os campos da DE podem ser alterados diretamente no sistema pelo exportador antes do envio da 
DE para despacho.
Após o envio da DE para despacho e execução da seleção parametrizada, os dados da declaração 
poderão ser retificados por solicitação de retificação de DE, feita pelo exportador no sistema ou 
de ofício.
Inexiste no Siscomex função para retificação da DSE já registrada. As retificações para DSE eletrônica 
ou via formulário, quando cabíveis, serão efetuadas diretamente nos extratos destes documentos.
A retificação de RE será efetuada pelo exportador ou seu representante antes do envio da declaração 
para despacho e desde que o RE não esteja vinculado a uma DE. Havendo vinculação, a DE deverá ser 
cancelada para liberação do RE.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Os registros de exportação poderão estar alojados em dois bancos de dados: Sistema de Informações 
do Banco Central – Sisbacen (versão anterior) e Serpro-Novo EX (versão atual).
A análise de proposta para retificação de RE efetuada pelo exportador será realizada pela Secex, 
Receita Federal e órgãos anuentes, de acordo com os campos a serem alterados.
Quando a proposta for rejeitada, o exportador poderá refazer o pedido de retificação, desde que 
atendidas as exigências efetuadas pelos órgãos responsáveis pelo deferimento.
Na retificação de RE envolvendo “unidade de embarque”, “condição de venda” e “moeda”, o exportador 
deverá solicitar o cancelamento da DE mediante processo administrativo protocolizado na unidade da 
Secretaria da Receita Federal de despacho, a ser instruído com a documentação que comprove as razões 
de sua pretensão.
Os registros de exportação poderão estar alojados em dois bancos de dados: Sisbacen e Serpro-Novo EX.
Para solicitar retificação de RE após a averbação do despacho, o exportador ou seu representante 
deverá acessar o endereço: <http://portal.siscomex.gov.br/>.
De acordo com as retificações solicitadas, o exportador poderá submeter à apreciação da unidade da 
Secretaria da Receita Federal, dentre outros elementos de provas, documentos tais como:
• nota fiscal complementar referente a erros na quantidade de mercadoria ou valor;
• relação contendo discriminação de pesos, quantidades e valores embarcados por RE;
• conhecimento de carga;
• declarações do depositário ou do comandante da embarcação;
• laudos técnicos de quantificação ou qualificação da mercadoria embarcada.
A Receita Federal pode não acolher a documentação apresentada, se considerá-la insuficiente ou 
inadequada para provar a materialidade das alterações pretendidas.
O exportador deverá comprovar dentro do prazo de até 720 dias, contados da data do embarque, a 
efetiva venda ao exterior da mercadoria ou seu retorno.
Nas situações enumeradas a seguir, o exportador deverá solicitar a alteração do RE, mediante 
proposta de alteração de RE averbado no Siscomex, apresentando documentos comprobatórios, 
caso solicitado:
• no retorno total ou parcial, ao país, da mercadoria embarcada, por meio da apresentação dos 
valores e quantidades e a indicação no campo “observação” da ficha dados da mercadoria do RE 
(versão atual) dos dados relativos ao desembaraço aduaneiro de importação;
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Unidade II
• na venda da mercadoria por valor superior ou inferior ao originalmente consignado no RE, 
mediante a alteração desses valores;
• na inviabilidade de retorno, ao país, de parte ou da totalidade da mercadoria, através da alteração 
dos valores e quantidades que efetivamente permaneceram no exterior.
Cabe ao exportador ou seu representante legal, responsável pela elaboração da DE, efetuar as 
alterações para as declarações não enviadas para despacho no Siscomex.
 Observação
Para as DE com informação de presença de carga já registrada no 
sistema, a alteração do campo quantidade de volumes só será possível após 
a exclusão da referida informação.
Desde o momento do envio da declaração para despacho até antes da averbação, o exportador ou 
seu representante legal responsável pela elaboração da DE poderá solicitar a retificação do:
• peso bruto;
• tipo e quantidade de volumes;
• nº de notas fiscais;
• CNPJ dos estabelecimentos participantes do despacho.
A efetivação da retificação depende da anuência da RFB, via sistema.
No momento da anuência da retificação solicitada, os valores migram para a DE e serão utilizados, 
entre outros, para a averbação do despacho aduaneiro de exportação.
Enquanto não for deferida a retificação, são válidos os valores informados inicialmente na DE e 
o exportador ou seu representante legal pode cancelar as solicitações de retificações de despacho de 
exportação pendentes de anuência.
A consulta de solicitação de retificação de DE pode ser realizada pelo exportador ou seu representante 
legal responsável por sua elaboração, informando-se o nº do despacho de exportação ou o período 
e o exportador.
Caso o usuário não seja o responsável pela elaboração da DE, será exibida a mensagem “EX0104 – 
despacho não pertence ao usuário”.
A tela de consulta é exibida abrangendo o período dos últimos 90 dias, mas permite a alteração das 
datas inicial e final, desde que o período total da consulta não ultrapasse esse intervalo de três meses.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Para a consulta pelo número do despacho, será exibido o histórico de todas as solicitações de retificações, 
independentemente dos resultados obtidos, mesmo para despachos já cancelados pela aduana.
No caso de consulta efetuada pela combinação período/exportador, será mostrada a listagem com 
todos os despachos que tiveram solicitação de retificação no período consultado. Assinalando um ou 
mais despachos, será exibido o histórico de todas as solicitações de retificação.
É possível à fiscalização aduaneira a alteração, no despacho já averbado, de todos os dados de 
embarque informados pelo transportador, com exceção do CNPJ/CPF do transportador e de seu 
representante. O sistema também permite a inclusão/exclusão de conhecimento de carga nos dados de 
embarque de despacho já averbado. 
Também é possível a alteração dos campos “quantidade na unidade de comercialização” e “descrição 
da divergência”, constantes da tela de desembaraço ou de averbação, registrados com divergência.
A retificação dos dados do despacho será feita mediante solicitação do exportador ou interessado, 
ou de ofício, por meio de processo administrativo.
A retificação dos dados (de embarque e do desembaraço/averbação), em caso de trânsito aduaneiro, 
deverá ser executada pela unidade da Receita Federal de embarque, independentemente do responsável 
pelo registro dos dados a serem alterados ter sido a unidade da Receita Federal de despacho (divergência 
registrada no desembaraço).
 Observação
Nos casos de despacho de exportaçãopara países do Cone Sul, vias 
rodoviária/fluvial/lacustre, a retificação dos dados deverá ficar a cargo da 
unidade da Receita Federal de despacho.
6.19.3 Retificação DSE
A retificação dos dados da DSE, após sua elaboração e antes de seu registro, é efetuada pelo exportador.
Todos os dados informados na DSE pelo exportador podem ser retificados antes do registro da 
presença de carga, após o qual não poderá haver retificação dos campos tipo de exportador, natureza 
da operação, quantidade total, espécie e marcação dos volumes. Para alterá-los, deverá haver exclusão 
da presença de carga antes do registro da DSE, pois, uma vez que ele tenha sido feito, o Siscomex não 
permite mais nenhuma retificação dos dados da declaração.
A retificação de informações prestadas na DSE decorrente de incorreções constatadas será formalizada 
pelo auditor-fiscal da Receita Federal responsável pela análise da solicitação de retificação, no extrato 
impresso da declaração, em duas vias, uma das quais ficará arquivada na unidade da Secretaria da 
Receita Federal e outra, entregue ao exportador.
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Unidade II
No caso de DSE em formulário, a retificação será formalizada no verso pelo auditor-fiscal da 
Receita Federal responsável pela análise da solicitação de retificação, conforme o artigo 43 da Instrução 
Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c).
O exportador poderá solicitar à autoridade aduaneira a alteração da representação no despacho 
quando houver troca de representante legal e for necessário inserir no Siscomex proposta de 
retificação de despacho ou emitir o comprovante de exportação de declarações elaboradas pelo 
representante anterior.
A DE poderá ser cancelada nas seguintes hipóteses, conforme artigos 31 e 35 da Instrução Normativa 
SRF nº 28, de 27 de abril de 1994 (BRASIL, 1994c):
• pelo exportador, antes do envio da declaração para despacho no Siscomex;
• automaticamente, após 15 dias do registro da DE sem que tenha sido enviada a declaração 
para despacho;
• pela fiscalização aduaneira, a pedido formal do exportador, quando constatado erro involuntário 
em registro, não passível de correção no Siscomex;
• pela fiscalização aduaneira, a pedido formal do exportador, quando ocorrer desistência do 
embarque, acompanhada de comprovação documental;
• pela fiscalização aduaneira, de ofício, quando constatado, em qualquer etapa da conferência 
aduaneira, descumprimento das normas de exportação;
• pela fiscalização aduaneira, no caso de pedido de retificação de RE, integrante de despacho com 
mais de um RE, que envolva campos de consistência do despacho de exportação;
• pela fiscalização aduaneira, no caso de pedido de retificação de CNPJ informado incorretamente;
• pela fiscalização aduaneira, sempre que o depositário liberar para embarque mercadoria 
não desembaraçada;
• pela fiscalização aduaneira, quando o transportador realizar operação de embarque, transbordo, 
baldeação ou transposição de fronteira de mercadoria não desembaraçada, sem a pertinente conclusão 
de trânsito aduaneiro de exportação ou sem expressa autorização da fiscalização aduaneira.
O cancelamento de despacho averbado será efetuado mediante solicitação do exportador, formalizada 
em processo administrativo fiscal.
A DSE poderá ser cancelada nas seguintes hipóteses:
• pelo exportador, após a elaboração, mas antes de seu registro no Siscomex;
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
• automaticamente, após 15 dias de sua elaboração sem que tenha ocorrido seu registro no Siscomex;
• pela fiscalização aduaneira, de ofício, ou por solicitação justificada do exportador, mesmo após a 
conclusão do despacho aduaneiro.
O cancelamento da declaração não exime o exportador da responsabilidade por eventuais infrações.
A Noticia Siscomex nº 36, de 7 de junho de 2005 (BRASIL, 2014j), informa que não haverá cancelamento 
da DE ou DSE do regime de exportação temporária na hipótese de conversão para exportação definitiva.
6.20 Drawback Isenção Web
A Secex do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior lançou, em 15 de 
dezembro de 2017, o novo módulo: Siscomex Drawback Isenção WEB. O sistema foi desenvolvido 
para informatizar os procedimentos de solicitação, análise, concessão e controle das operações de 
comércio exterior amparadas pelo regime de drawback, na modalidade isenção, que até então era 
administrada por meio de formulários em papel. A entrega faz parte da segunda etapa do programa 
Portal Único de Comércio Exterior.
O Drawback Isenção permite a reposição de estoques de insumos importados e adquiridos no 
mercado interno, que são usados na industrialização de produto final já exportado. O regime concede 
ao exportador a isenção de Imposto de Importação (II) e a redução a zero da alíquota do Imposto sobre 
Produtos Industrializados (IPI) da contribuição para: 
• PIS/Pasep; 
• Financiamento da Seguridade Social (Cofins);
• PIS/Pasep – Importação; 
• Cofins-Importação.
Com o novo sistema, serão automatizados os procedimentos desde a comprovação das operações 
já realizadas, envolvendo as aquisições de insumos, importados ou adquiridos no mercado nacional, 
utilizados no processo produtivo, as exportações ou vendas equivalentes das mercadorias produzidas, 
até o controle da reposição dos estoques com a isenção de tributos.
Além disso, qualquer documento necessário para a análise do ato concessório (AC) deverá ser 
encaminhado eletronicamente, anexado ao respectivo processo. Com isso, será eliminada a apresentação 
de documentos em papel na utilização do regime. O acompanhamento de vigência, saldos, alterações 
e demais procedimentos relativos aos atos concessórios serão controlados pelo sistema, com maior 
previsibilidade e transparências às operações.
O novo sistema irá reduzir significativamente os custos operacionais e os prazos de análise e 
concessão, tornando-se mais uma medida de incentivo às exportações brasileiras. O módulo Siscomex 
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Unidade II
Drawback Isenção WEB é parte integrante das ações previstas no Programa Portal Único de Comércio 
Exterior, iniciativa que envolve a reformulação dos processos de importação e exportação do Brasil, 
visando racionalizar a atuação dos órgãos governamentais intervenientes e reduzir os custos e prazos 
incorridos para realização dessas operações.
Para que as empresas possam utilizar o sistema não será necessário adotar qualquer providência 
especial. Para acesso, não será preciso possuir habilitação específica, bastando estar credenciado a 
utilizar o Siscomex como exportador na Receita Federal e possuir certificação digital.
O sistema Drawback tem vários tipos, de acordo com sua finalidade:
• Drawback Embarcação e Fornecimento Mercado Interno: pensado para fazer o registro e o 
acompanhamento de AC de drawback, na modalidade suspensão. Atualmente é permitido o 
registro de novos AC apenas dos tipos embarcação e fornecimento no mercado interno, além da 
variação genérica de ambos. Restam, legados, outros tipos de AC para consulta.
• Drawback Embarcação e Fornecimento Mercado Interno – Suspensão – Integrado: feito para 
registro e acompanhamento de AC de Drawback na modalidade suspensão – integrado. Viabiliza 
a aquisição de matéria-prima no mercado com suspensão de tributos, diferentemente da 
modalidade suspensão, mas não permite AC dos tipos embarcação e fornecimento no mercadointerno, nem da variação genérica de ambos.
• Drawback Integrado Suspensão: voltado a fazer o registro e o acompanhamento de atos 
concessórios de drawback na modalidade suspensão – integrado. Possibilita a aquisição de 
matéria-prima no mercado com suspensão de tributos, diferentemente da modalidade suspensão, 
mas não permite AC dos tipos embarcação e fornecimento no mercado interno, nem da variação 
genérica de ambos.
• Drawback Isenção Web: cuida do registro eletrônico e do acompanhamento por ambiente 
on-line de AC de drawback na modalidade isenção. Permite a reposição, com isenção de tributos, 
de insumos já utilizados no processo produtivo de bem exportado, tenham tais insumos sido 
importados ou adquiridos no mercado interno.
O exercício da administração aduaneira compreende a fiscalização e o controle sobre o comércio exterior, 
essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais, em todo o território aduaneiro (BRASIL, 1988a).
O controle aduaneiro promovido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil não tem caráter 
arrecadatório. Nesse controle, o bem tutelado pelo Estado não é o tributo, mas a segurança da sociedade.
A fiscalização aduaneira verifica, por exemplo, se a mercadoria recebeu as devidas anuências, 
oferecendo, portanto, condições de sanidade e segurança para o uso do consumidor.
De semelhante forma, são verificados a observação das normas pelos importadores e exportadores 
e os recolhimentos devidos, o que redunda, dentre outras consequências, na redução da competição 
desleal e, quando for o caso, na proteção às empresas nacionais.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Um instrumento-chave para a execução desse controle é o despacho aduaneiro.
Despacho de importação é o procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados 
declarados pelo importador em relação à mercadoria importada, aos documentos apresentados e à 
legislação específica, com vistas ao seu desembaraço aduaneiro.
A partir das etapas do despacho (setores da unidade aduaneira) e/ou conteúdos (fundamentação 
legal versus etapa) previamente cadastrados e do canal de conferência aduaneira determinado pela 
seleção parametrizada (amarelo, vermelho e cinza), é estabelecido o caminho a ser percorrido pela DI 
na unidade aduaneira.
Veja a figura a seguir sobre o fluxograma do processo de despacho de DI:
Direcionamento 
do despacho 
(from despacho DI)
Recepção de 
documento 
(from despacho DI)
Cancela DI 
(from despacho DI)
Distribuição 
(from despacho DI)
Consultas do 
despacho 
(from despacho DI)
Conferência DI 
(from despacho DI)
Acompanhamento 
do despacho (from 
despacho DI)
Comprovante de 
importação 
(from despacho DI)
Desembaraço 
(from despacho DI)
Autorização de 
entrega 
(from despacho DI)
Despacho de DI
Figura 28 – Fluxograma do processo de despacho de DI
Toda mercadoria procedente do exterior, importada a título definitivo ou não, sujeita ou não ao 
pagamento do imposto de importação, deverá ser submetida a despacho de importação, que será realizado 
com base em declaração apresentada à unidade aduaneira sob cujo controle estiver a mercadoria.
 Saiba mais
O despacho aduaneiro de importação encontra-se basicamente 
disciplinado pela Instrução Normativa SRF nº 680, de 2 de outubro de 2006, 
e Instrução Normativa SRF n° 611, de 18 de janeiro de 2006. Consulte-as:
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Unidade II
BRASIL. Ministério da Fazenda; Secretaria da Receita Federal. Instrução 
Normativa SRF nº 680 de 2 de outubro de 2006. Brasília, 2006. Disponível 
em: <http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao
=anotado&idAto=15618>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Ministério da Fazenda; Secretaria da Receita Federal. Instrução 
Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006. Brasília, 2006. Disponível 
em: <http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto
=15544&visao=anotado>. Acesso em: 30 nov. 2017.
O despacho aduaneiro de importação é processado com base em declaração e, em regra geral, 
é realizado no Siscomex. No entanto, existem exceções, em razão da natureza da mercadoria, da 
operação e da qualidade do importador, em que o despacho de importação é processado sem 
registro no Siscomex.
O despacho de importação poderá ser efetuado em zona primária ou em zona secundária. Tem-se 
por iniciado o despacho de importação na data do registro da DI, que consiste em sua numeração pela 
Receita Federal do Brasil, por meio do Siscomex.
O despacho de importação deverá ser iniciado, de acordo com o art. 546 do Decreto nº 6.759, de 5 
de fevereiro de 2009 (BRASIL, 2009a):
• até noventa dias da descarga, se a mercadoria estiver em recinto alfandegado de zona primária;
• até quarenta e cinco dias após esgotar-se o prazo de permanência da mercadoria em recinto 
alfandegado de zona secundária;
• até noventa dias, contados do recebimento do aviso de chegada da remessa postal.
Em relação a bagagens, acompanhadas ou desacompanhadas, o despacho aduaneiro deve ser 
iniciado em até 45 dias da chegada ao país.
Para alguns produtos sujeitos à selagem na importação, o importador terá o prazo para registro da 
declaração de importação contado a partir da data de fornecimento do selo de controle pela Secretaria 
da Receita Federal do Brasil.
Os arts. 348 e 352 do Decreto 7.212, de 15 de junho de 2010 (BRASIL, 2010a), determinam que 
o importador de cigarros e cigarrilhas classificados nos códigos 2402.20.00 e 2402.10.00 terá o 
prazo de 90 dias, a partir da data do fornecimento do selo de controle, para efetuar o registro da 
declaração de importação.
Já o importador de produtos classificados no código 2208.30 (uísques) terá o prazo de 180 dias, 
contados da data de fornecimento do selo de controle, para efetuar o registro da declaração de 
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
importação, conforme os arts. 49 e 51, § 4° da Instrução Normativa RFB nº 1.432, de 26 de dezembro de 
2013 (BRASIL, 2013b).
A legislação prevê hipóteses de penalidades no caso de registro de DI com ausência de licenciamento 
quando a operação estiver sujeita a licenciamento. Também há previsão de penalidades se o embarque 
ocorrer antes de o licenciamento ser obtido ou se for feito após vencido o prazo de validade do 
licenciamento. Em todos esses casos, as penalidades serão aplicadas por auditores-fiscais da Receita 
Federal em atos de conferência ou revisão aduaneira.
Além disso, a vinculação do licenciamento de importação (LI) com uma adição de DI faz com 
que os campos da adição correspondentes aos campos do LI sejam preenchidos automaticamente 
com o conteúdo declarado no LI. Isto é, a informação fornecida no LI será utilizada pelo Siscomex 
para a DI vinculada, de maneira que não haja incompatibilidade entre LI e DI. O preenchimento 
do LI com informações completas e corretas será refletido em correção, também na DI, nos 
campos correspondentes. 
O sistema administrativo das importações brasileiras compreende as seguintes modalidades, de 
acordo com a Portaria Secex nº 23, de 14 de julho de 2011 (BRASIL, 2011b):
• importações dispensadas de licenciamento;
• importações sujeitas a licenciamento automático;
• importações sujeitas a licenciamento não automático.
Como regra geral, as importações estão dispensadas de licenciamento, devendo os importadores 
apenas efetuar o registro daDI no Siscomex para dar início aos procedimentos do despacho aduaneiro 
na unidade da Receita Federal.
Entretanto, em alguns casos, a importação de mercadoria pode estar sujeita, de acordo com a 
legislação específica, ao licenciamento, que pode ocorrer de forma automática ou não. Sobre o tema, 
diz o art. 14 da Portaria Secex nº 23, de 14 de julho de 2011:
Art. 14. Estão sujeitas a Licenciamento Automático as importações:
I - de produtos relacionados no Tratamento Administrativo do Siscomex; 
também disponíveis no endereço eletrônico do Ministério do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio Exterior (MDIC), para simples consulta, prevalecendo o 
constante do aludido Tratamento Administrativo; e
II - as efetuadas ao amparo do regime aduaneiro especial de drawback.
§1º Na hipótese do inciso I, mensagem de alerta no tratamento administrativo 
do produto informará que a licença exigida é automática.
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Unidade II
§2º Caso o produto, identificado pela Nomenclatura Comum do MERCOSUL 
da Tarifa Externa Comum (NCM/TEC), possua destaque, e a mercadoria a 
ser importada não se referir à situação descrita no destaque, o importador 
deverá apor o código 999, ficando a mercadoria dispensada daquela 
anuência (BRASIL, 2011b).
O pedido de licença de importação deverá ser registrado no Siscomex pelo importador ou seu 
representante legal, ou ainda por agentes credenciados pelo Decex, da Secex, e pela Receita Federal 
(operação licenciamento). Menciona o art. 18 da Portaria Secex nº 23, de 14 de julho de 2011:
Art. 18. O pedido de licença deverá ser registrado no Siscomex pelo importador 
ou por seu representante legal ou, ainda, por agentes credenciados pelo 
DECEX e pela RFB.
§1º A descrição da mercadoria deverá conter todas as características do 
produto e estar de acordo com a NCM.
§2º É dispensada a descrição detalhada das peças sobressalentes que 
acompanham as máquinas ou equipamentos importados, desde que 
observadas as seguintes condições:
I - as peças sobressalentes devem figurar na mesma licença de importação 
que cobre a trazida das máquinas ou equipamentos, inclusive com o mesmo 
código NCM, não podendo seu valor ultrapassar 10% (dez por cento) do 
valor da máquina ou do equipamento; e
II - o valor das peças sobressalentes deve estar previsto na documentação 
relativa à importação – contrato, projeto, fatura e outros.
§3º Quando a importação pleiteada for objeto de redução tarifária prevista 
em acordo internacional firmado com países da Associação Latino-
Americana de Integração (ALADI), será também necessária a indicação da 
classificação e descrição da mercadoria na Nomenclatura Latino-Americana 
baseada no Sistema Harmonizado (NALADI/SH).
§4º O campo “informações complementares” da licença de importação deverá 
ser utilizado para a prestação de informações adicionais e esclarecimentos 
sobre o pedido de licenciamento, sendo consideradas inválidas quaisquer 
informações preenchidas nesse campo que venham a descaracterizar dados 
constantes dos demais campos da licença.
§5º O pedido de licença receberá numeração específica e ficará disponível 
para fins de análise pelos órgãos anuentes.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
§6º Mediante consulta ao Siscomex, o importador poderá obter, a qualquer 
tempo, informações sobre o seu pedido de licença (BRASIL, 2011b).
A manifestação dos órgãos anuentes ocorre por meio do Siscomex. Todas as verificações de 
cumprimento de formalidades legais ou regulamentares exigidas na importação serão sempre 
efetuadas pelos respectivos órgãos anuentes na fase de licenciamento, que é anterior ao início do 
despacho aduaneiro.
No caso de despacho de importação realizado sem registro de declaração no Siscomex, 
a manifestação dos órgãos anuentes ocorrerá em campo específico da declaração ou em 
documento próprio.
Considere a situação a seguir, que usamos como exemplo: supondo que, numa importação 
de cigarros, a carga tenha chegado ao porto no dia 1º de fevereiro de 2012, a DI teria que ser 
registrada até o dia 1º de maio de 2012, ou seja, no prazo de 90 dias da chegada. Entretanto, caso 
os selos de controle tenham sido fornecidos no dia 15 de janeiro de 2012, isto é, antes da chegada 
da carga, então o prazo de 90 dias para registro da DI deverá ser contado do fornecimento do selo 
e não da chegada.
Caso o importador não registre a declaração de importação no prazo de 90 dias, a contar do 
fornecimento dos selos de controle, ficará sujeito às penalidades previstas na legislação aplicáveis 
às hipóteses de uso indevido de selos de controle, conforme art. 586 do Decreto nº 7.212, de 15 de 
junho de 2010 (BRASIL, 2010a). Isso porque diz o artigo 586 “sujeita-se às penalidades previstas 
na legislação, aplicáveis às hipóteses de uso indevido de selos de controle, o importador que não 
efetivar a importação no prazo estabelecido no art. 352”, que diz que o importador terá o prazo 
de noventa dias a partir da data de fornecimento do selo de controle para efetuar o registro da 
declaração de importação.
Está dispensada de despacho de importação a entrada, no País, de mala diplomática, assim 
considerada a que contenha tão somente documentos diplomáticos e objetos destinados a uso 
oficial (Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, art. 27, promulgada pelo Decreto 
nº 56.435, de 8 de junho de 1965).
6.21 Tipos de despacho
6.21.1 Despacho normal
O registro da DI é realizado após a chegada da mercadoria no recinto alfandegado de zona primária 
ou secundária, onde é processado o despacho de importação.
Para criar uma nova solicitação de DI, deve-se acessar a funcionalidade através do passo a passo 
conforme imagem a seguir:
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Unidade II
Figura 29 – Elaborar uma nova solicitação de DI
O passo seguinte é selecionar o tipo de DI a ser elaborada, conforme as seguintes opções:
Para as declarações de “nacionalização/saída/internação”, existem os seguintes tipos, conforme 
imagem seguinte:
Figura 30 – Tipos de DI
E para as declarações de admissão em regime, existem os seguintes tipos, enumerados na 
imagem a seguir:
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Figura 31 – Declarações de admissão em regime
6.21.2 Despacho antecipado
Na modalidade “registro antecipado”, a DI relativa à mercadoria que proceda diretamente do exterior 
poderá ser registrada antes da sua descarga na unidade da RFB de despacho nas seguintes situações, de 
acordo com o artigo 17 da Instrução Normativa SRF nº 680, de 2 de outubro de 2006 (BRASIL, 2006f):
• mercadoria transportada a granel, cuja descarga deva se realizar diretamente para terminais de 
oleodutos, silos ou depósitos próprios, ou veículos apropriados;
• mercadoria inflamável, corrosiva, radioativa ou que apresente características de periculosidade;
• plantas e animais vivos, frutas frescas e outros produtos facilmente perecíveis ou suscetíveis de 
danos causados por agentes exteriores;
• papel para impressão de livros, jornais e periódicos;
• órgão da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal, inclusive 
autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas;
• mercadoria transportada por via terrestre, fluvial ou lacustre;• outras situações ou outros produtos, conforme estabelecido em normas específicas;
• casos justificados.
O desembaraço aduaneiro, ressalvados os casos estabelecidos em norma específica, será realizado 
somente após a complementação ou retificação dos dados da DI no Siscomex e o pagamento de eventual 
diferença de crédito tributário relativo à declaração.
No caso de registro antecipado da DI, o desembaraço somente será possível depois que o depositário 
informar a presença de carga e o importador realizar uma retificação complementar da DI, informando 
os dados da chegada da carga. 
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Unidade II
7 TIPOS DE DI
O despacho aduaneiro de importação será processado com base em declaração a ser apresentada 
à unidade aduaneira sob cujo controle estiver a mercadoria, na zona primária ou na zona secundária.
A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá estabelecer diferentes tipos de apresentação da 
DI, apropriados à natureza dos despachos, ou a situações específicas em relação à mercadoria ou a 
seu tratamento tributário. Disporá ainda sobre as condições necessárias ao registro da declaração de 
importação e sobre a dispensa de seu registro no Siscomex.
A DI pode ser processada no Siscomex (DI e DSI eletrônica), regra geral, ou fora do Siscomex (DSI 
em formulário, declaração de remessa expressa – DRE-I –, nota de tributação simplificada – NTS –, a 
qual não se aplica a bebidas alcoólicas, a fumo e a produtos de tabacaria, e a declaração de regime de 
tributação unificado – DRTU).
A declaração de importação deverá conter a identificação do importador e a identificação, 
classificação, valor aduaneiro e origem da mercadoria; além de outras informações exigidas pela 
Secretaria da Receita Federal do Brasil em conformidade com o artigo 551 do Decreto nº 6.759, de 5 de 
fevereiro de 2009 (BRASIL, 2009a).
As declarações do importador subsistem para quaisquer efeitos fiscais, ainda que o despacho de 
importação seja interrompido e a mercadoria abandonada, conforme mencionado no artigo 549 do 
Decreto Nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 (BRASIL, 2009a). 
As operações são disponibilizadas de acordo com o perfil do usuário. O fluxo normal de criação de 
uma DSI é iniciado seguindo fluxo descrito na figura a seguir:
Elaborar solicitação 
de DSI
Excluir solicitação 
de DSI
Recuperar solicitação 
de DSI
Registrar DSI
Consultar DSI Imprimir extrato DSIConsultar diagnóstico
Elaborar 
solicitação a partir de 
uma DSI registrada
Figura 32 – Fluxograma das funcionalidades
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
7.1 Declarações de importação realizadas no Siscomex
Veja a seguir um modelo de comprovante de importação:
Figura 33 – Comprovante de importação
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Unidade II
7.1.1 Declaração de Importação 
A DI será formulada pelo importador no Siscomex e consistirá na prestação das informações 
constantes do anexo I da Instrução Normativa SRF nº 680, de 2 de outubro de 2006 (BRASIL, 2006f), de 
acordo com o tipo de declaração e a modalidade de despacho aduaneiro.
Essas informações estão separadas em dois grupos:
• gerais: correspondentes à operação de importação;
• específicas (na adição): contendo dados de natureza comercial, fiscal e cambial sobre as mercadorias.
O tratamento aduaneiro a ser aplicado à mercadoria importada será determinante para a escolha do 
tipo de declaração a ser preenchida pelo importador.
7.1.2 Declaração Simplificada de Importação – DSI eletrônica
A DSI poderá ser utilizada no despacho aduaneiro de bens, de acordo com o art. 3º da Instrução 
Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c):
• importados por pessoa física, com ou sem cobertura cambial, em quantidade e frequência que não 
caracterize destinação comercial, cujo valor não ultrapasse três mil dólares dos Estados Unidos da 
América ou o equivalente em outra moeda;
• importados por pessoa jurídica, com ou sem cobertura cambial, cujo valor não ultrapasse três mil 
dólares dos Estados Unidos da América ou o equivalente em outra moeda;
• recebidos, a título de doação, de governo ou organismo estrangeiro por:
— órgão ou entidade integrante da administração pública direta, autárquica ou fundacional, de 
qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;
— instituição de assistência social.
• submetidos ao regime de admissão temporária, nas hipóteses previstas em legislação específica;
• reimportados no mesmo estado ou após conserto, reparo ou restauração no exterior, em 
cumprimento do regime de exportação temporária;
• que retornem ao país em virtude de:
— não efetivação da venda no prazo autorizado, quando enviados ao exterior em consignação;
— defeito técnico, para reparo ou substituição;
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
— alteração nas normas aplicáveis à importação do país importador;
— guerra ou calamidade pública;
— contidos em remessa postal internacional cujo valor não ultrapasse três mil dólares dos Estados 
Unidos da América ou o equivalente em outra moeda;
— contidos em encomenda aérea internacional cujo valor não ultrapasse três mil dólares dos 
Estados Unidos da América ou o equivalente em outra moeda, transportada por empresa de 
transporte internacional expresso porta a porta, nas seguintes situações:
- a serem submetidos ao regime de admissão temporária, nas hipóteses de que trata o inciso 
IV do art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 611 de 18 de janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c);
- reimportados, nas hipóteses de que trata o inciso V do art. 3º da Instrução Normativa SRF 
nº 611 de 18 de janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c);
- a ser objeto de reconhecimento de isenção ou de não incidência de impostos;
- destinados à revenda.
— integrantes de bagagem desacompanhada;
— importados para utilização na Zona Franca de Manaus (ZFM) com os benefícios do Decreto-lei 
nº 288, de 28 de fevereiro de 1967 (BRASIL, 1967), quando submetidos a despacho aduaneiro 
de internação para o restante do território nacional, até o limite de três mil dólares dos Estados 
Unidos da América ou o equivalente em outra moeda;
— industrializados na ZFM com os benefícios do Decreto-lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967 
(BRASIL, 1967), quando submetidos a despacho aduaneiro de internação para o restante 
do território nacional, até o limite de três mil dólares dos Estados Unidos da América ou o 
equivalente em outra moeda;
— importados para utilização na ZFM ou industrializados nessa área incentivada, com os 
benefícios do Decreto-lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967 (BRASIL, 1967), quando submetidos 
a despacho aduaneiro de internação por pessoa física, sem finalidade comercial;
— importados com isenção, com ou sem cobertura cambial, pelo Conselho Nacional de 
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ou por cientistas, pesquisadores ou entidades 
sem fins lucrativos, devidamente credenciados pelo referido Conselho, em quantidade ou 
frequência que não revele destinação comercial, até o limite de US$ 10.000,00 (dez mil dólares 
dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra moeda.
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7.2 Declarações de importação realizadas sem registro no Siscomex
7.2.1 DSI formulário
Poderão ser utilizados os formulários de DSI, folha suplementar e demonstrativo de cálculo dos 
tributos, nos modelos constantes respectivamente dos anexos II a IV da Instrução Normativa SRF nº 611, 
de 18 de janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c), instruídos com os documentos próprios para cada caso, 
quando se tratar do despacho aduaneiro de:
• amostras sem valor comercial;
• livros, jornais, periódicos, documentos, folhetos, catálogos, manuais e publicações semelhantes, 
inclusive gravados em meio magnético, importados sem finalidade comercial, desde que não 
estejam sujeitos ao pagamento de tributos;
• outros bens importados por pessoa física, sem finalidade comercial, de valor não superior a 
quinhentos dólares dos Estados Unidos da América;
• bens importados ou industrializados na ZFM com os benefícios do Decreto-lei nº 288 de 28 de 
fevereiro de 1967 (BRASIL, 1967), cujo valor não ultrapasse o limite de quinhentos dólares dos 
Estados Unidos da América ou o equivalente em outra moeda, submetidos a despacho aduaneiro 
de internação por pessoa física;
• bens importados por missão diplomática, repartição consular de carreira e de caráter permanente, 
representação de organismo internacional de que o Brasil faça parte ou delegação acreditada no 
governo brasileiro;
• órgãos e tecidos humanos para transplante;
• animais de vida doméstica, sem cobertura cambial e sem finalidade comercial;
• importações previstas no art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 611 de 18 de janeiro de 2006 
(BRASIL, 2006c), quando não for possível o acesso ao Siscomex, em virtude de problemas de 
ordem técnica, por mais de quatro horas consecutivas;
• doações referidas no inciso III, alínea “a”, do art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 611 de 18 de 
janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c);
• bens submetidos ao regime de admissão temporária, nas hipóteses previstas em legislação específica;
• bens importados por órgão ou entidade integrante da administração pública direta, autárquica ou 
fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, 
cujo valor não ultrapasse o limite de quinhentos dólares dos Estados Unidos da América ou o 
equivalente em outra moeda;
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• medicamentos sob prescrição médica importados por pessoa física;
• bens trazidos por equipe esportiva estrangeira ou a ela destinados, para seu uso ou consumo;
• bens trazidos por grupo artístico estrangeiro ou a ele destinados, para seu uso ou consumo;
• equipamentos de rádio, televisão e para a imprensa em geral, no regime de admissão temporária;
• bens retornando ao país, cujo despacho aduaneiro de exportação tenha sido realizado por meio da declaração 
de que trata o art. 31 da Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006 (BRASIL, 2006c);
• outros casos não previstos, mediante autorização do chefe da unidade responsável pelo despacho 
aduaneiro, nos termos do art. 52 da Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006 
(BRASIL, 2006c).
Os formulários de DSI, bem como os demais documentos de instrução do despacho, deverão ser 
anexados a dossiê digital de atendimento.
O pagamento dos impostos incidentes na operação, relativos a despacho aduaneiro de importação 
processado com base em DSI formulário será efetuado previamente ao registro da DSI mediante a 
utilização de documento de arrecadação de receitas federais (Darf).
É possível registrar uma solicitação de DSI que tenha sido formatada através de um arquivo xml por 
software de terceiros. Para tanto, deve-se acessar a funcionalidade através do percurso: “declaração de 
importação/simplificada/registro/estrutura própria/xml”, conforme mostrado a seguir: 
Figura 34 – Registrar uma solicitação de DSI
Será então exibida a seguinte tela:
 
Figura 35 – O botão “escolher arquivo” – surgirá a caixa de diálogo 
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Unidade II
Ao clicar em “escolher arquivo”, surgirá a caixa de diálogo do sistema para que o arquivo seja 
selecionado. Uma vez feito isso, é necessário clicar no botão “enviar”. Será então iniciado o processo de 
transmissão da solicitação. 
Quando uma solicitação de DSI é submetida para transmissão, uma tela de carregamento é exibida 
conforme se vê a seguir:
Figura 36 – Solicitação de DSI é submetida para transmissão
Nessa etapa será gerado um número de protocolo correspondente à transmissão dessa solicitação 
de DSI e ele poderá ser usado posteriormente para consulta de diagnóstico, caso o tempo de resposta 
durante a transmissão exceda 30 segundos. Se a transmissão for encerrada antes, será apresentada uma 
página informando a identificação da nova DSI registrada:
Figura 37 – Número de protocolo desta solicitação de DSI
Veja a seguir, um modelo de extrato de DSI:
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Figura 38 – Extrato da DSI
7.2.2 Declaração de Importação de Remessa Expressa – Dire
Remessa expressa consiste em documento ou encomenda internacional transportada em um ou 
mais volumes, por via aérea, por empresa de transporte expresso internacional, porta a porta.
Atualmente, o despacho de importação de remessa expressa deve ser processado com base em Dire 
registrada no Sistema Informatizado de Controle de Remessa Expressa, denominado sistema “remessa”, 
por solicitação da empresa de transporte expresso internacional (empresa de courier), mediante sua 
numeração automática única, sequencial e nacional, reiniciada a cada ano, disponibilizada pela Receita 
Federal. O despacho é processado com base em Dire, quando contiver:
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Unidade II
• documentos;
• livros, jornais e periódicos, cujo valor total não seja superior a três mil dólares dos Estados Unidos 
da América ou o equivalente em outra moeda;
• importações promovidas por pessoas físicas, em quantidade, frequência, natureza ou variedade 
que não permitam presumir operação com fins comerciais ou industriais, cujo valor não seja 
superior a três mil dólares dos Estados Unidos da América;
• bens destinados à pessoa jurídica estabelecida no país, na importação, para uso próprio ou em 
quantidade estritamente necessária para dar a conhecer a sua natureza, espécie e qualidade, cujo 
valor total não seja superior a três mil dólares dos Estados Unidos da América;
• bens enviados ao exterior como remessa expressa que retornem ao Brasil quando não permitido 
seu ingresso no país de destino por motivos alheios à vontade do exportador, sem a restrição 
quanto ao limite de valor previsto para importação.
Não podem ser enviados por remessa expressa, de acordo com a Receita Federal (BRASIL, 2015b):
I - bens cuja importação ou exportação esteja suspensa ou vedada;
II - bens usados ou recondicionados, exceto: (Redação dada pela Instrução 
Normativa RFB nº 1.475, de 20 de junho de 2014)
a) os meios físicos que compreendam circuitos integrados, semicondutores e 
dispositivos similares, gravados com o conteúdo previsto no inciso I do caput; e 
(Incluído pela Instrução Normativa RFB nº 1.475, de 20 de junho de 2014)
b) os destinados a uso ou consumopessoal; (Incluído pela Instrução 
Normativa RFB nº 1.475, de 20 de junho de 2014)
III - bebidas alcoólicas, na importação;
IV - moeda corrente; (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 
1.195, de 26 de setembro de 2011)
V - armas e munições, bem como suas partes, peças e simulacros; (Redação 
dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.475, de 20 de junho de 2014)
VI - fumo e produtos de tabacaria, exceto a exportação de amostras de 
fumo, classificadas na posição 2401 da Nomenclatura Comum do Mercosul 
(NCM), desde que a operação seja realizada por estabelecimento autorizado 
a exportar o produto, nos termos do art. 347 do Decreto nº 7.212, de 15 de 
junho de 2010;
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
VII - animais da fauna silvestre;
VIII - vegetais da flora silvestre;
IX - pedras preciosas e semipreciosas; e
X - outros bens, cujo transporte aéreo esteja proibido, conforme a legislação 
específica.
Nos casos em que não seja possível o acesso ao sistema Remessa, em virtude de problema de ordem 
técnica, por mais de duas horas consecutivas, reconhecido pela unidade local da Receita Federal de 
despacho, no âmbito de sua jurisdição, o despacho aduaneiro de importação será realizado com base 
em Declaração de Remessa Expressa de Importação (DRE-I), conforme modelo constante do Anexo V e 
demais procedimentos especiais estabelecidos na Instrução Normativa RFB nº 1.073, de 1º de outubro 
de 2010 (BRASIL, 2010e).
Devem ser apresentadas DRE-I distintas para cada uma das situações a seguir especificadas:
• documentos transportados sob conhecimento de carga;
• encomendas transportadas sob conhecimento de carga, tributável e não tributável;
• documentos transportados por mensageiro internacional (on board courier);
• encomendas transportadas por mensageiro internacional (on board courier).
Os bens procedentes do exterior submetidos a despacho aduaneiro de remessa expressa, ao amparo 
de DRE-I ou por meio do Sistema Remessa estão sujeitos ao Regime de Tributação Simplificada (RTS), 
disciplinado pela Portaria MF nº 156, de 24 de junho de 1999 (BRASIL, 1999d), e regulamentado 
pela Instrução Normativa SRF nº 96, de 4 de agosto de 1999 (Brasil, 1999c). No RTS, em regra, as 
mercadorias são tributadas à alíquota de 60% do valor aduaneiro, a título de Imposto de Importação, 
independentemente de sua classificação tarifária.
7.3 Nota de Tributação Simplificada – NTS
O despacho aduaneiro de remessas postais internacionais destinadas a pessoas físicas ou jurídicas, até 
quinhentos dólares dos Estados Unidos da América, submetidas ao Regime de Tributação Simplificada – 
RTS, regulamentado pela Instrução Normativa SRF nº 96, de 4 de agosto de 1999, terá por base a Nota 
de Tributação Simplificada – NTS, de que trata a Instrução Normativa DPRF nº 101, de 11 de novembro 
de 1991 (BRASIL, 1991b). Por meio da NTS, o importador será notificado quanto aos bens tributados pela 
fiscalização aduaneira.
O despacho aduaneiro de remessas postais internacionais independe de prova de propriedade pelo 
destinatário, que será o contribuinte do Imposto de Importação.
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Unidade II
A postagem de remessa como presente ou amostra, assim como o envio de bens a título gratuito 
não exclui a incidência de tributos, que serão recolhidos nas agências postais, por meio de comprovante 
impresso pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ou em agência bancária autorizada, por meio 
de Darf, emitida em substituição ao comprovante não quitado, pelo destinatário, no prazo de vencimento 
nele fixado.
De acordo com o Decreto nº 1.789, de 12 de janeiro de 1996: 
Art. 7º – É permitido ao destinatário verificar o conteúdo da remessa, antes 
de seu recebimento ou do pagamento de tributo, na presença de funcionário 
da Secretaria da Receita Federal (BRASIL, 1996a). 
O despacho de importação de urna funerária será realizado em caráter prioritário e mediante rito 
sumário, logo após a sua descarga, com base no respectivo conhecimento de carga ou em documento 
de efeito equivalente. O desembaraço aduaneiro da urna será efetuado somente após a manifestação 
favorável da autoridade sanitária competente.
O controle aduaneiro possui três vertentes principais, que são o controle das mercadorias, dos 
veículos que transportam estas mercadorias e dos locais por onde elas transitam ou ficam armazenadas.
Com relação aos locais, uma das formas utilizadas para exercer esse controle é a restrição de locais 
por onde as mercadorias importadas ou a serem exportadas podem transitar ou ficar armazenadas.
Para fins de controle aduaneiro, o território nacional é dividido em zona primária e zona secundária. 
A zona primária é constituída pelos portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados e a 
secundária é o restante do território nacional.
O alfandegamento de portos, aeroportos e pontos de fronteira é formalizado por meio de ato 
declaratório de competência da Receita Federal e autoriza que nesses lugares possam:
• estacionar ou transitar veículos procedentes do exterior ou a ele destinados;
• ser efetuadas operações de carga, descarga, armazenagem ou passagem de mercadorias 
procedentes do exterior ou a ele destinadas;
• embarcar, desembarcar ou transitar viajantes procedentes do exterior ou a ele destinados. 
 Observação
A entrada ou a saída de mercadorias procedentes do exterior ou a ele 
destinadas pode efetuar-se somente nos portos, aeroportos e pontos de 
fronteira alfandegados, conforme prevê o art. 8º do Decreto nº 6.759, de 5 
de fevereiro de 2009 (BRASIL, 2009a).
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Outra restrição adotada é a referente aos recintos aonde as mercadorias importadas podem ficar, 
aguardando o despacho aduaneiro, que têm que ser alfandegados. 
Os recintos alfandegados serão assim declarados pela autoridade aduaneira competente, na 
zona primária ou na zona secundária, a fim de que neles possam ocorrer, sob controle aduaneiro, 
movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de:
• mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime aduaneiro especial;
• bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados;
• remessas postais internacionais.
Consoante o estabelecido no art. 544 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 (BRASIL, 
2009a), o despacho de importação poderá ser efetuado em zona primária (portos, aeroportos e 
pontos de fronteira alfandegados) ou em zona secundária (portos secos e armazéns de encomendas 
postais internacionais).
Temos então as definições de unidade de entrada e de despacho: 
• unidade da Receita Federal de entrada no país: tem jurisdição sobre o local de entrada da 
mercadoria no território nacional;
• unidade da Receita Federal de despacho: é responsável pelo local onde a mercadoria está sendo 
submetida a despacho aduaneiro. 
O deslocamento de mercadorias da unidade de entrada (zona primária) para algum recinto, que 
tanto pode ser de zona primária como secundária, jurisdicionado por outra unidade da Receita Federal, 
onde ocorrerá o despacho, é realizado mediante o regime especial de trânsito aduaneiro. 
Destaque-se que a etapa da conferência aduaneira, quando realizada na zona secundária, poderá ser 
feita, conforme art. 565, § 1º do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 (BRASIL, 2009a):
• em recintos alfandegados;
• no estabelecimento do importador:a) em ato de fiscalização;
b) como complementação da iniciada na zona primária;
• excepcionalmente, em outros locais, mediante prévia anuência da autoridade aduaneira.
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Unidade II
7.4 Cadastro de lotação
Lotação é o local onde o despacho é realizado. É definida por: unidade da Receita Federal de despacho; 
recinto alfandegado e setor.
É na unidade da Receita Federal jurisdicionante do recinto que a mercadoria é depositada (alfândegas, 
inspetorias, delegacias). 
Existem os seguintes tipos de recinto:
• Recintos alfandegados: são os locais habilitados a efetuarem operações de comércio exterior. O 
despacho de importação de energia elétrica, de que trata a Instrução Normativa SRF nº 649, de 
28 de abril de 2006 (BRASIL, 2006b), será processado na unidade da RFB com jurisdição aduaneira 
sobre o estabelecimento importador, com base em DI registrada no Siscomex.
• Recinto 888.888-8 – estabelecimento do importador: podem ser criados para possibilitar o 
desembaraço no estabelecimento do importador. Somente o importador poderá informar a 
presença de carga para este recinto.
• Recinto 999.999-9 – outros locais de despacho: podem ser criados para agrupar outros locais, 
alfandegados ou não, desde que estejam localizados na jurisdição da unidade da Receita Federal 
e que não sejam estabelecimentos do importador.
• Recinto 222.222-2 – entrada ficta: ampara o despacho aduaneiro de importação com dispensa 
de entrada física da mercadoria do território nacional. A presença de carga será informada 
pelo importador.
Cada recinto, por sua vez, poderá ser subdividido em setores representativos de áreas geográficas 
onde estejam situados armazéns ou estabelecimentos de importadores.
Considere como exemplo o caso a seguir: por exportação ficta entende-se a operação de venda de 
produtos nacionais a empresas sediadas no exterior ou entidade de governo estrangeiro ou organismo 
internacional sem que ocorra sua saída do território brasileiro, contra pagamento em moeda estrangeira de 
livre conversibilidade. Essa operação comercial produz todos os efeitos fiscais e cambiais de uma exportação. 
O despacho aduaneiro de exportação e o consequente despacho aduaneiro de importação de 
mercadoria, sem saída do país, deverão ser efetuados normalmente, quando vendida a: 
• órgão ou entidade de governo estrangeiro, ou organismo internacional de que o Brasil seja 
membro, para ser entregue, no país, à ordem do comprador; 
• empresa sediada no exterior, para ser totalmente incorporada, no território nacional, 
a produto final exportado para o Brasil; ou ainda totalmente incorporada a bem que se 
encontre no país, de propriedade do comprador, inclusive em regime de admissão temporária 
sob a responsabilidade de terceiro. 
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Por exemplo, uma empresa brasileira pode produzir um determinado equipamento para uma 
empresa no exterior que explore petróleo em território brasileiro. No entanto, o equipamento será 
utilizado em território brasileiro. A exportação produz todos os efeitos fiscais e cambiais de uma 
exportação, mas o equipamento permanece em território nacional.
7.5 Pagamento de tributos
A DI é registrada pelo importador no Siscomex, o qual lhe atribui numeração automática única, 
sequencial e nacional, reiniciada a cada ano, conforme arts. 14 a 16 da Instrução Normativa SRF nº 680, 
de 28 de abril de 2006 (BRASIL, 2006f), e consiste na prestação das informações correspondentes à 
operação de importação contendo dados de natureza comercial, fiscal e cambial sobre as mercadorias, 
de acordo com o art. 551 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 (BRASIL, 2009a).
O registro da DI caracteriza o início do despacho de importação e a perda da espontaneidade do 
sujeito passivo, inclusive em caso de declaração retificada antes de sofrer parametrização.
O registro da DI somente é efetivado:
• se verificada a regularidade cadastral do importador;
• após o licenciamento da operação de importação, quando exigível, e a verificação do atendimento 
às normas cambiais, conforme estabelecido pelos órgãos e agências da administração pública 
federal competente;
• após o registro da chegada da carga, exceto na modalidade de registro antecipado da DI.
Se a carga não estiver em situação que impeça a vinculação da DI ao conhecimento de carga 
correspondente no Mantra ou no Siscomex Carga (BRASIL, 1994d):
• após a confirmação, pelo banco, da aceitação do débito relativo aos tributos, contribuições e 
direitos devidos, inclusive da taxa de utilização do Siscomex;
• se não for constatada qualquer irregularidade impeditiva do registro. 
 Observação
É irregularidade impeditiva do registro da DI aquela decorrente da 
omissão de dado obrigatório ou o seu fornecimento com erro, assim como 
a que decorra de impossibilidade legal absoluta.
O registro de DI de mercadorias consideradas abandonadas, quando autorizado, deve observar o 
disposto na Instrução Normativa SRF nº 69/1999 (BRASIL, 1999b).
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Unidade II
Nas importações de produtos sujeitos a selos de controle, o importador terá um prazo para efetuar 
o registro da correspondente declaração de importação, contado da data de fornecimento do selo 
de controle. Atualmente, tal prazo é de 90 dias, na importação de cigarros e cigarrilhas dos códigos 
2402.20.00 e 2402.10.00 da Tipi, conforme art. 352 do Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010 (BRASIL, 
2010a), e de 180 dias, na importação de uísques do código 2208.30 da Tipi, de acordo com o art. 51, 
§ 4º, da Instrução Normativa RFB nº 1.432, de 26 de dezembro de 2013 (BRASIL, 2013b). Esse prazo 
de 180 dias também é aplicável às demais bebidas alcoólicas relacionadas no Anexo I da Instrução 
Normativa RFB nº 1.432/2013 (BRASIL, 2013b), acondicionadas em recipiente de capacidade superior a 
180 ml, no interesse do estabelecimento importador.
Nas importações de produtos sujeitos a selos de controle, a DI deverá atender aos prazos do 
Regulamento Aduaneiro (BRASIL, 2009a). Por exemplo: numa importação de cigarros em que a carga 
tenha chegado ao porto no dia 25 de maio de 2015, a DI teria que ser registrada no prazo de 90 dias da 
descarga; entretanto, caso os selos de controle tenham sido fornecidos no dia 5 de maio de 2015, isto é, 
antes da chegada da carga, então o prazo de 90 dias para registro da declaração deverá ser contado do 
fornecimento dos selos e não da descarga na zona primária.
Caso o importador não registre a DI no prazo estabelecido, a contar do fornecimento dos selos de 
controle, ficará sujeito às penalidades previstas na legislação aplicáveis às hipóteses de uso indevido de 
selos de controle, conforme art. 586 do Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010 (BRASIL, 2010a) e art. 
53 da Instrução Normativa RFB nº 1.432, de 26 de dezembro de 2013 (BRASIL, 2013b).
As declarações do importador subsistem para quaisquer efeitos fiscais, ainda que o despacho de importação 
seja interrompido e a mercadoria abandonada. Não é admitido agrupar, numa mesma DI, mercadoria que 
proceda diretamente do exterior e mercadoria que se encontre no país submetida a regime aduaneiro especial 
ou aplicado em áreas especiais, em acordo ao que estabelece o § 1º do art. 4º da Instrução Normativa SRF 
nº 680, de 2 de outubro de 2006 (BRASIL, 2006f).
É admitida a formulação de uma única DI para o despacho de mercadorias que, procedendo 
diretamentedo exterior, tenha uma parte destinada a consumo e outra a ser submetida ao regime 
aduaneiro especial de admissão temporária ou a ser reimportada (BRASIL, 2006f).
Não é permitido agrupar, numa mesma adição, mercadorias cujos preços efetivamente pagos ou a 
pagar devam ser ajustados de forma diversa, em decorrência das regras estabelecidas pelo Acordo de 
Valoração Aduaneira, em acordo com o parágrafo 3º do art. 4º da Instrução Normativa SRF nº 680, de 2 
de outubro de 2006 (BRASIL, 2006f).
Na importação por conta e ordem de terceiro, além da prévia habilitação no Siscomex, para o 
importador atuar por conta e ordem do adquirente, este deverá ser indicado na DI.
Na importação por encomenda, além da prévia vinculação do importador por encomenda ao 
encomendante, no Siscomex, nos termos da Instrução Normativa SRF nº 634, de 24 de março de 2006, 
o encomendante deverá ser indicado na DI.
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O pagamento dos tributos e contribuições federais devidos na importação de mercadorias, assim 
como os demais valores exigidos em decorrência da aplicação de direitos antidumping, compensatórios 
ou de salvaguarda, será efetuado no ato do registro da respectiva DI, ou da sua retificação se efetuada 
no curso do despacho aduaneiro, por meio de documento de arrecadação de receitas federais (Darf) 
eletrônico, mediante débito automático em conta-corrente bancária, em agência habilitada de banco 
integrante da rede arrecadadora de receitas federais .
Para a efetivação do débito, o declarante deverá informar, no ato da solicitação do registro da DI, os 
códigos do banco e da agência e o número da conta-corrente. Não há obrigatoriedade do pagamento dos 
tributos, por intermédio de débito automático, ser feito na conta bancária do próprio importador, pois 
eles são debitados automaticamente na conta-corrente indicada pelo importador na DI. Na importação 
por conta e ordem de terceiros, os tributos podem ser debitados na conta do adquirente.
As exceções à regra do débito automático, onde os recolhimentos podem ser feitos via Darf, são a DI 
vinculada a “processo judicial exclusivo Darf” e a “declaração preliminar”. Esta última deve ser utilizada 
nas seguintes situações:
• no caso de não ser possível o acesso ao Siscomex;
• quando for autorizado o início ou a retomada do despacho de importação de mercadoria 
considerada abandonada. Nessa hipótese, o pagamento dos tributos incidentes na importação 
deve ser efetuado com juros e multa de mora, nos termos e condições estabelecidos na Instrução 
Normativa SRF nº 69, de 16 de junho de 1999 (BRASIL, 1999b).
Imediatamente após o registro da DI, antes de sua parametrização, é necessário:
• verificar o valor do antidumping calculado pelo Siscomex (ficha tributos da adição, campo valor devido);
• retificar a ficha “pagamento” da DI, efetuando o pagamento dos valores calculados e não recolhidos;
• retificar a ficha “informações complementares” da DI, com informações relativas aos direitos 
antidumping devidos.
Em se tratando de exigência de crédito tributário efetuada no curso do despacho, não há necessidade 
de formalização de processo. Havendo, no entanto, manifestação de inconformidade, por parte do 
importador, essa exigência deve ser formalizada em auto de infração ou notificação de lançamento.
Os depósitos administrativos efetuados no curso do despacho de importação para liberação de 
mercadorias devem ser objeto de confirmação no sistema da RFB.
 Observação
O importador deve observar os detalhes relativos ao recolhimento dos 
tributos no caso de admissão temporária para utilização econômica no país.
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Unidade II
Os tributos ou contribuições devidos no momento do registro da DI não poderão ser compensados 
com créditos apurados pelo importador.
Caso os direitos antidumping ou compensatórios tenham efeitos retroativos, o importador poderá 
pagar os referidos direitos, provisórios ou definitivos, no prazo de 30 dias, sem a incidência de quaisquer 
acréscimos moratórios, conforme o art. 789 do Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, que menciona:
Art. 789. Os direitos antidumping ou compensatórios, provisórios ou 
definitivos, somente serão aplicados sobre bens despachados para consumo 
a partir da data da publicação do ato que os estabelecer, excetuando-se os 
casos de retroatividade previstos nos Acordos Antidumping e nos Acordos 
de Subsídios e Direitos Compensatórios (Lei nº 9.019, de 1995, art. 8º, caput). 
Parágrafo único. Nos casos de retroatividade, a Secretaria da Receita Federal 
do Brasil intimará o contribuinte ou responsável para pagar os direitos 
antidumping ou compensatórios, provisórios ou definitivos, no prazo de 
trinta dias, sem a incidência de quaisquer acréscimos moratórios (Lei nº 
9.019, de 1995, art. 8º, § 1º, com a redação dada pela Lei no 10.833, de 2003, 
art. 79) (BRASIL, 2009a).
7.5.1 Registrar ICMS de uma DI
Esta funcionalidade permite registrar o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de 
Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de 
Comunicação – ICMS, para uma determinada DI. Para fazê-lo, deve-se acessar percorrer o caminho 
“operações/declaração de importação/completa/registro/ICMS” no site do Siscomex importação, 
conforme mostra a imagem a seguir:
 
Figura 39 – Registrar ICMS de uma DI
Será exibida uma tela na qual deve ser informado o tipo de recolhimento. Os possíveis tipos são:
• recolhimento bancário mediante documento de arrecadação;
• exoneração de ICMS;
• mandado judicial sem pagamento.
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Figura 40 – Tipo de Recolhimento do ICMS
Figura 41 – Recolhimento bancário – documento de arrecadação 
7.5.2 Exoneração de ICMS
Nesta tela, todos os campos são obrigatórios, com exceção do campo “mandado judicial”. Após o 
preenchimento dos campos, clique no botão “registrar”:
Figura 42 – Exoneração de ICMS
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Unidade II
Cabe aqui lembrar que o Artigo 155, § 2º, inc. IX, da Constituição Brasileira, descreve o seguinte:
Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
[...]
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de 
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, 
ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
[...]
§ 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:
[...]
IX - incidirá também:
a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por 
pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do 
imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o serviço 
prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado 
o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem 
ou serviço; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) 
(BRASIL, 1988a);
Com efeito, a parte final do texto legal mencionado estabelece a competência para arrecadação 
do ICMS incidente sobre operações de importação. A legislação é clara, sendo necessário apenas 
que se identifique qual é o estabelecimento destinatário em umaoperação de importação, para 
que se tenha a definição do estado que tem competência para cobrar o tributo. Estamos diante 
do aspecto pessoal.
Isso significa, portanto, que o estabelecimento destinatário legal da operação é aquele que 
importou a mercadoria – o importador/adquirente. Nesse caso, o importador é aquele que realizou 
o negócio no exterior, que contraiu direitos e obrigações, que foi o responsável juridicamente por 
promover o ingresso das mercadorias estrangeiras em território brasileiro.
Desse modo, quem tem legitimidade ativa para exigir o cumprimento da obrigação tributária 
decorrente da operação de importação é unicamente o estado no qual se encontra localizado o sujeito 
passivo do tributo. Note que, desse modo, o ICMS incidente na importação da mercadoria é devido ao 
ente federativo em que está situado o estabelecimento importador-adquirente.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
8 SISCOMEX CARGA
O sistema de controle da movimentação de embarcações, cargas e contêineres vazios transportados 
por via aquaviária em portos brasileiros é chamado de Siscomex Carga. 
Implantado desde 2008, tem o objetivo de facilitar o cumprimento das obrigações previstas na 
legislação aduaneira. Para isso, o sistema mercante do Departamento do Fundo da Marinha Mercante 
(DEFMM), que existe desde 2001, foi modernizado para receber as informações das embarcações, cargas 
e unidades de carga, sendo integrado ao Siscomex Carga.
Assim, todas as informações prestadas pelo transportador sobre escalas, manifestos e conhecimentos 
para a Receita Federal e o DEFMM devem ser efetuadas no sistema Mercante, servindo ao mesmo tempo 
para atender os controles da Receita Federal através do Siscomex Carga.
O sistema, dessa forma, torna mais fácil os procedimentos, uma vez que, prestadas as informações 
ao Siscomex Carga, não haverá necessidade de realizar qualquer procedimento ou passar qualquer 
informação ao Sistema Mercante.
Algumas alterações ocorreram desde a implantação do Siscomex Carga e a primeira e mais importante 
é a obrigatoriedade do uso de certificado digital por parte dos transportadores que tenham de prestar 
informações à Receita Federal no Sistema Mercante.
Assim, alguns dados que não eram solicitados anteriormente passaram a ser de informação 
obrigatória na implantação do Siscomex Carga integrado com o Sistema Mercante:
• Código NCM, como a Nomenclatura Comum do Mercosul, que deve ser informado com quatro 
dígitos, podendo o transportador informar também o código completo, com oito dígitos;
• relação dos contêineres vazios que devem ser identificados pelos seus respectivos números;
• número dos contêineres que entram, saem ou transitam pelo país através da via aquaviária 
transportando mercadorias;
• número dos chassis de veículos automotores que sejam objeto de importação ou de exportação;
• escala da embarcação, com datas e portos brasileiros de atração;
• manifestos e conhecimentos de cargas que permanecem a bordo da embarcação ou estejam 
somente de passagem pelo território aduaneiro.
As informações que devem ser prestadas no Sistema Mercante refletem exatamente aquelas 
constantes dos documentos de emissão obrigatória do transportador, tanto no manifesto quanto no 
conhecimento de transporte, somadas a outras de interesse da fiscalização aduaneira, com o fim de 
controlar melhor as embarcações e suas cargas.
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Unidade II
Para prestar as informações no Sistema Mercante, as empresas de navegação ou agências 
marítimas que sejam suas representantes deverão utilizar o certificado digital, podendo optar por 
duas maneiras diferentes:
• ferramenta de upload (transferência de dados de um computador para a rede) ou EDI – eletronic 
data interchange (intercâmbio eletrônico de dados), ou seja, via pacote de dados;
• internet, na qual a informação dos dados dos manifestos, conhecimentos de transporte e relação 
de contêineres deve ser preenchida manualmente.
Nos processos de importação, os consignatários devem informar os respectivos endossos de 
conhecimento de transporte no Sistema Mercante somente através do Siscomex Carga. O operador 
portuário e o depositário farão os lançamentos somente no Siscomex Carga, com a possibilidade de 
fazer o download dos dados de documentos nos quais figurem diretamente como interessados.
Para o transportador, ficou a obrigação de informar a pendência do frete, quando necessário, no 
Siscomex Carga, também através da internet.
O Siscomex Carga (também chamado Siscarga) equivale ao manifesto eletrônico de carga de 
importação e exportação por via marítima, fluvial ou lacustre. A Instrução Normativa RFB nº 800, de 27 
de dezembro de 2007, disciplina essa operação e no seu artigo primeiro dispõe:
Art. 1º O controle aduaneiro de entrada e saída de embarcações e de 
movimentação de cargas e unidades de carga nos portos, bem como de 
entrega de carga pelo depositário, serão efetuados conforme o disposto 
nesta Instrução Normativa e serão processados mediante o módulo de 
controle de carga aquaviária do Sistema Integrado de Comércio Exterior 
(Siscomex), denominado Siscomex Carga. 
Parágrafo único. As informações necessárias aos controles referidos no 
caput serão prestadas à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) pelos 
intervenientes na forma e prazos estabelecidos nesta Instrução Normativa, 
mediante o uso de certificação digital:
I - no Sistema de Controle da Arrecadação do Adicional ao Frete para 
Renovação da Marinha Mercante (Sistema Mercante); e 
II - no Siscomex Carga (BRASIL, 2007b).
E no artigo 35 dispõe:
Do Armazenamento
Art. 35. O depositário de mercadoria procedente do exterior pela via marítima, 
fluvial ou lacustre deverá informar, no sistema, o armazenamento da carga 
destinada ao seu recinto.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Parágrafo único. Enquanto a função de controle de armazenamento não 
estiver disponível no Siscomex Carga, a informação do número identificador 
da carga (NIC) sob a sua custódia deverá ser prestada pelo depositário, no 
Siscomex Presença de Carga, exceto nos casos de carga: (Redação dada 
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1473, de 02 de junho de 2014)
I - em baldeação para outra embarcação, como complementação do seu 
transporte internacional; e
II - não armazenada no local de descarga, com tratamento de “carga pátio” 
no Siscomex Trânsito (BRASIL, 2007b).
Seis são os modais de transporte internacional, nos quais é obrigatório o uso de manifesto de carga:
• marítimo: disciplinado pelo Siscarga;
• fluvial: disciplinado pelo Siscarga;
• lacustre: disciplinado pelo Siscarga;
• aéreo: disciplinado pelo Mantra;
• terrestre: disciplinado pelo Manifesto Terrestre;
• dutoviário: disciplinado pelo Manifesto Dutoviário.
O conceito de mercante vamos extrair do Decreto nº 5.543, de 20 de setembro de 2005, que, em seu 
art. 2º, dispõe:
Art. 2º Para os fins deste Decreto, considera-se:
[...]
VII – Mercante: sistema eletrônico de controle da arrecadação do Adicional 
ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante – AFRMM (BRASIL, 2005a).
O Sistema Mercante fornece ao Departamento do Fundo da Marinha Mercante do Ministério dos 
Transportes o suporte informatizado para o controle do adicional ao frete para renovação da marinha 
mercante (AFRMM), na parte que lhe concerne, uma vez que a arrecadação e fiscalização passoupara 
a Receita Federal. Os dados lançados vão desde o registro do conhecimento de embarque (CE), até ao 
efetivo crédito nas contas vinculadas do Fundo de Marinha Mercante (FMM).
Entende-se por armador a pessoa física ou jurídica que, em seu nome ou sob sua responsabilidade, 
apresta a embarcação para sua utilização no serviço de transporte, agência de navegação, como a agência 
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Unidade II
marítima, pessoa jurídica nacional que represente a empresa de navegação em um ou mais portos no 
país e o agente de carga como qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate 
o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços.
O conhecimento de carga é também denominado conhecimento de frete, conhecimento de embarque 
ou conhecimento de transporte.
No modal marítimo, o conhecimento de carga, conforme o emissor e o consignatário, classifica-se em: 
• único, se emitido por empresa de navegação, quando o consignatário não for um desconsolidador; 
• genérico ou master, quando o consignatário for um desconsolidador; 
• agregado, house ou filhote, quando for emitido por um consolidador e o consignatário não for 
um desconsolidador.
O conhecimento de carga emitido por consolidador estrangeiro e consignado a um desconsolidador 
nacional, comumente denominado co-loader, para efeitos da norma do AFRMM, será considerado 
genérico e caracteriza consolidação múltipla. Entende-se co-loader como o agente consolidador 
de cargas no exterior, que figura como embarcador ou remetente no conhecimento denominado 
“sub-master”, emitido pelo agente embarcador principal executor da consolidação total da carga no 
exterior e que permanece como responsável por tal procedimento.
O conhecimento de transporte multimodal de cargas evidencia o contrato de transporte 
multimodal e rege toda a operação de transporte desde o recebimento da carga na origem até a sua 
entrega no destino.
Como representantes das empresas de navegação, as agências de navegação detentoras das 
informações contidas nos conhecimentos de embarque, transmitem eletronicamente, por meio do 
Sistema Mercante, os dados das operações de transporte aquaviário. Os agentes de carga, por sua 
vez, efetuam a desconsolidação eletrônica de seus conhecimentos master informando os respectivos 
houses/filhotes no Sistema Mercante.
Se os dados estiverem corretos, o Sistema Mercante efetua o cálculo do valor do AFRMM de cada 
conhecimento de embarque e registra na base de dados o valor apurado.
Os consignatários/importadores, responsáveis pelo recolhimento do AFRMM obtém junto no Sistema 
Mercante o valor do adicional relativo ao seu conhecimento de embarque e promovem o débito em suas 
contas correntes.
Além disso, têm acesso ao Sistema Mercante para realizar pesquisas diversas sobre os seus 
conhecimentos de embarque, podendo obter informações sobre a situação de cada um deles quanto a 
concessões de isenção ou suspensão solicitadas por seus representantes.
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As empresas de navegação utilizam o Sistema Mercante para consultar as informações referentes às 
suas operações, em diversos formatos, bem como sobre os valores recolhidos e creditados nas respectivas 
contas vinculadas.
As bases de dados do sistema proporcionam a formulação de estatísticas do transporte aquaviário, 
com informações de cunho gerencial e operacional, que são disponibilizadas pelo DEFMM aos diversos 
segmentos do setor público e privado interessados nesse tipo de transporte.
São objetivos do sistema:
• Promover a integração entre os diversos sistemas de informação institucionais do governo 
federal, no âmbito do comércio exterior, em especial os diversos sistemas da família Siscomex e 
o Siscomex Carga.
• Sistematizar o tratamento das informações provenientes das operações de transporte de cargas 
por via marítima.
• Desburocratizar as ações e reduzir os custos operacionais referentes aos métodos e procedimentos 
para liberação de cargas nos portos.
• Automatizar a arrecadação do AFRMM e aprimorar o desempenho das unidades regionais a partir 
do estabelecimento de mecanismos de controle automático.
• Propiciar total gestão dos processos de concessão dos benefícios fiscais previstos em lei.
O Sistema Mercante, em última instância decisória, é dirigido por um comitê, que foi criado com 
base no Decreto nº 8.257, de 29 de maio de 2014, que diz o seguinte:
Art. 21. A Secretaria da Receita Federal do Brasil e o Departamento da Marinha 
Mercante constituirão Comitê Gestor para administrar o aprimoramento e 
o desenvolvimento de funcionalidades no Sistema Mercante, para atender a 
seus interesses e de outros órgãos e entidades da Administração.
§ 1º O Comitê Gestor será presidido por membro da Secretaria da Receita 
Federal do Brasil.
§ 2º Poderão ser convidados a participar das reuniões do Comitê e de 
seus grupos técnicos outros órgãos e entidades da administração pública 
e entidades do setor privado interessados nos temas objeto de análise ou 
deliberação nas respectivas reuniões.
§ 3º As demandas de aprimoramento e desenvolvimento de novas 
funcionalidades do Mercante formuladas para interesse específico dos 
órgãos mencionados no caput serão custeadas por recursos oriundos de 
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Unidade II
seus respectivos orçamentos.
§ 4º Portaria conjunta da Secretaria da Receita Federal do Brasil e do 
Departamento da Marinha Mercante disporá sobre a organização interna do 
Comitê Gestor do Mercante (BRASIL, 2014a).
A Lei nº 10.893, de 13 de julho de 2004, instituiu a taxa mercante nos seguintes termos:
Art. 37. Fica instituída a Taxa de Utilização do MERCANTE.
§ 1º A taxa a que se refere este artigo será devida na emissão do número 
“conhecimento de embarque do MERCANTE - CE-MERCANTE”, à razão de R$ 
50,00 (cinquenta reais) por unidade, e cobrada a partir de 1o de janeiro de 2005.
§ 2º Fica o Poder Executivo autorizado a reduzir o valor da Taxa de Utilização 
do MERCANTE fixado no § 1o deste artigo e a aumentá-lo, até o limite 
definido no referido parágrafo. 
§ 3º A taxa de que trata o caput não incide sobre:
I - as cargas destinadas ao exterior; e
II - as cargas isentas do pagamento do AFRMM, conforme previsto no art. 14.
III - as cargas submetidas à pena de perdimento, nos termos do inciso II do 
parágrafo único do art. 4º.
§ 4º O produto da arrecadação da taxa de que trata o caput fica vinculado 
ao Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de 
Fiscalização - FUNDAF, instituído pelo art. 6º do Decreto-Lei nº 1.437, de 17 
de dezembro de 1975 (BRASIL, 2004a).
O artigo 37, que acabamos de citar, foi regulamentado pelo Decreto nº 8.257, de 29 de maio de 2014, 
cujo artigo 11 dispõe:
Art. 11. O sujeito passivo efetuará, no Sistema de Controle de Arrecadação 
do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante - Sistema 
Mercante, o pagamento do AFRMM acrescido da Taxa de Utilização do 
Mercante - TUM, antes da:
I - autorização de entrega da mercadoria correspondente pela Secretaria da 
Receita Federal do Brasil, na hipótese de descarregamento sujeito a controle 
aduaneiro; ou
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
II - efetiva retiradada mercadoria da área portuária, na hipótese de 
descarregamento não sujeito a controle aduaneiro.
§ 1º O interessado deverá adotar, na forma disciplinada pela Secretaria da 
Receita Federal do Brasil, providências específicas para o pagamento do 
AFRMM nas seguintes situações:
I - quando for realizado após trinta dias da ocorrência do fato gerador; e
II - nas hipóteses referentes a mercadorias submetidas a regimes aduaneiros 
especiais, observado o disposto no art. 12.
§ 2º A TUM é devida por ocasião da emissão do Conhecimento Eletrônico - 
CE - Mercante, à razão de R$ 20,00 (vinte reais) por unidade.
§ 3º A TUM não incide sobre a carga: 
I - destinada ao exterior:
II - isenta do pagamento do AFRMM, conforme previsto no art. 14 da Lei nº 
10.893, de 2004; e
III - submetida à pena de perdimento, nos termos do inciso II do parágrafo 
único do art. 4º da Lei nº 10.893, de 2004.
§ 4º Nos casos de suspensão e não incidência do AFRMM, a TUM será 
recolhida isoladamente, através do Sistema Mercante, ressalvada a hipótese 
prevista no inciso III do § 3º.
§ 5º O produto da arrecadação da TUM fica vinculado ao Fundo Especial 
de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização - 
Fundaf, instituído pelo art. 6º do Decreto-Lei nº 1.437, de 17 de dezembro 
de 1975.
§ 6º A Secretaria da Receita Federal do Brasil editará normas complementares 
referentes à TUM (BRASIL, 2014a).
A Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana) editou o Ato Declaratório Executivo 
Coana nº 13, de 5 de junho de 2014, para incluir os intervenientes usuários do Sistema Mercante 
no Siscarga. 
O art. 8º da Portaria Coana nº 123, de 17 de dezembro de 2015, que cuida do acesso ao Siscomex, 
introduziu o usuário do Sistema Mercante na condição de interveniente. Diz o artigo:
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Art. 8º Nos casos de dispensa de habilitação do responsável legal 
previstos nos incisos II e IV (BAGAGEM DESACOMPANHADA E CONSULTA/
RETIFICAÇÃO DI) do art. 10 da Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 2015, 
o credenciamento dos intervenientes e representante(s) para a prática das 
atividades relacionadas com o despacho aduaneiro no Siscomex poderá 
ser solicitado, mediante requerimento disponível no sítio da Secretaria 
da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br – Orientação Aduaneira – 
Manual de Habilitação no Siscomex), por:
I – pessoa física que pretenda realizar importações, exportações ou internações 
em que a legislação faculte a transmissão da declaração simplificada por 
servidor da RFB, inclusive nos casos de bagagem desacompanhada; ou
II – pessoa jurídica que tenha operado anteriormente no comércio exterior 
e que pretenda retificar ou consultar declaração.
§ 1º O requerimento previsto no caput deverá ser apresentado nos termos 
do disposto na Instrução Normativa RFB nº 1.412, de 22 de novembro de 
2013, e ser instruído com:
I - cópia do documento de identificação do(s) representante(s) a ser(em) 
credenciado(s) e do signatário do requerimento, se forem pessoas distintas;
II - instrumento de outorga de poderes (procuração) para representação da 
pessoa física ou jurídica interessada, quando for o caso;
III - cópia do contrato social ou estatuto onde constem poderes para 
representar a pessoa jurídica interessada, quando for o caso; e
IV - cópia do documento que comprove o exercício da função ou o vínculo 
empregatício, quando for o caso.
§ 2º Nos casos de fusão, cisão ou incorporação, a pessoa jurídica sucessora 
poderá requerer o credenciamento de representante em nome da pessoa 
jurídica sucedida.
§ 3º O requerimento a que se refere o caput será formalizado em Dossiê 
Digital de Atendimento (DDA), nos termos da Instrução Normativa RFB nº 
1.412, de 2013, e será encaminhado para análise da unidade da RFB:
I - onde será realizado o despacho aduaneiro, nos casos do inciso I do caput.
II - de jurisdição aduaneira do requerente, nos casos do inciso II do caput.
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§ 4º O requerimento previsto no caput não se confunde com os 
procedimentos previstos na Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 2015, 
e não será submetido à análise fiscal, tendo em vista a expressa dispensa 
de habilitação para tais casos, nos termos dos incisos II e IV do art. 10 da 
referida Instrução Normativa.
§ 5º Será indeferido o requerimento de credenciamento de representante 
apresentado em desacordo com o disposto neste artigo (BRASIL, 2015f).
O art. 10º da Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 15 de dezembro de 2015, fala da dispensa do 
interveniente no Sistema Mercante:
Art. 10. A pessoa física ou jurídica está dispensada da habilitação de que 
trata esta Instrução Normativa para a realização das seguintes operações:
I - importação, exportação ou internação não sujeita a registro no Siscomex, 
ou quando o importador ou o exportador optar pela utilização de formulários 
de Declaração Simplificada de Importação ou Declaração Simplificada de 
Exportação;
II - importações ou exportações de bagagem desacompanhada, realizadas 
por pessoa física;
III - importação, exportação ou internação realizada por intermédio da 
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ou de empresa de transporte 
expresso internacional; ou
IV - retificação ou consulta de declaração, caso tenha operado anteriormente 
no comércio exterior.
§ 1º Estão dispensados da habilitação de que trata esta Instrução Normativa, 
também, o depositário, o agente marítimo, a empresa de transporte expresso 
internacional, a ECT, o transportador, o consolidador e o desconsolidador de 
carga, bem como outros intervenientes não relacionados no art. 1º, quando 
realizarem, no Siscomex, operações relativas à sua atividade-fim.
§ 2º Os intervenientes referidos no § 1º estarão sujeitos à habilitação e 
às demais regras previstas nesta Instrução Normativa, quando realizarem 
operações de importação, exportação ou internação da ZFM, destinadas às 
suas próprias atividades (BRASIL, 2015e).
É obrigatório o uso de certificado digital para a prestação de qualquer informação no Sistema 
Mercante relativa à disponibilização de dados de escala, de manifesto de carga, de conhecimento de 
embarque e de desconsolidação, bem como para as transações relativas a endosso eletrônico. Além 
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disso, são necessários o cadastramento e a obtenção de perfil de acesso ao Sistema Mercante na 
Receita Federal.
8.1 Integração do Sistema Mercante com o Siscarga 
Inicialmente o Sistema Mercante era administrado pelo Ministério dos Transportes, contudo, como 
lida com arrecadação de tributo federal, a cobrança passou para o Ministério da Fazenda, e é disciplinada 
pela Secretaria da Receita Federal. Assim, paulatinamente o Sistema Mercante foi integrado ao Siscarga.
A Coana editou o Ato Declaratório Executivo Coana nº 13, de 5 de junho de 2014, para incluir os 
intervenientes usuários do Mercante no Siscarga. Deu, então, a esses artigos a seguinte redação:
Art. 7º Nos casos de dispensa de habilitação do responsável legal previstos 
nos incisos II e IV do caput e no § 1º do art. 10 da Instrução Normativa RFB 
nº 1.288, de 2012, o credenciamento dos intervenientes e representante(s) 
para a prática das atividades relacionadas com o despacho aduaneiro no 
Siscomex ou de acesso ao Sistema Mercante poderá ser solicitado mediante 
requerimento disponível no sítio da Secretariada Receita Federal (www.
receita.fazenda.gov.br), por:
I – pessoa física que pretenda realizar importações, exportações ou internações 
em que a legislação faculte a transmissão da declaração simplificada por 
servidor da RFB, inclusive nos casos de bagagem desacompanhada; 
II – pessoa jurídica que tenha operado anteriormente no comércio exterior 
e que pretenda retificar ou consultar declaração; ou 
III – pessoa física ou jurídica que seja interveniente do Sistema Mercante. 
§ 1º O requerimento previsto no caput deverá ser apresentado nos termos 
do disposto na Instrução Normativa RFB nº 1.288, de 22 de novembro de 
2013 e ser instruído com: 
I - cópia do documento de identificação do(s) representante(s) a ser(em) 
credenciado(s) e do signatário do requerimento, se forem pessoas distintas; 
II - instrumento de outorga de poderes (procuração) para representação da 
pessoa física ou jurídica interessada, quando for o caso; 
III - cópia do contrato social ou estatuto onde constem poderes para 
representar a pessoa jurídica interessada, quando for o caso; 
IV - cópia do documento que comprove o exercício da função ou o vínculo 
empregatício, quando for o caso; 
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V - carta de representação do(s) armador(es), ou equivalente, que comprove 
a representação, se agência de navegação; ou 
VI - carta de Apontamento do “NVOCC” ou “Freight Forwader” que 
representa no território nacional, com indicação da área geográfica de 
atuação e cópia do modelo de Conhecimento de Embarque, se agente de 
carga (BRASIL, 2014b).
A implementação das medidas e definição do cronograma é conduzida pela Comissão Nacional das 
Autoridades nos Portos – Conaportos. A comissão foi instituída pelo Decreto nº 7.861, de 6 de dezembro 
de 2012 (BRASIL, 2012), e tem a finalidade de integrar as atividades desempenhadas pelas entidades e 
órgãos públicos nos portos e instalações portuárias.
A habilitação para operar o Sistema Mercante está disciplinada pela Portaria Coana nº 123, de 17 
de dezembro de 2015 (BRASIL, 2015f), e pela Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 15 de dezembro de 
2015 (BRASIL, 2015e), que cuida da habilitação no Siscomex.
Diz a Portaria da Coana:
Art. 1º A habilitação da pessoa física responsável por pessoa jurídica 
importadora, exportadora ou internadora da Zona Franca de Manaus (ZFM) 
no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), o credenciamento 
dos representantes nos casos de dispensa de habilitação e o credenciamento 
de representantes no Sistema Mercante observarão o disposto nesta Portaria, 
em complementação ao que estabelece a Instrução Normativa RFB nº 1.603, 
de 15 de dezembro de 2015.
DA HABILITAÇÃO DE ENTIDADES NÃO PERSONIFICADAS
Art. 2º O disposto na Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 2015, e nesta 
Portaria aplica-se também às entidades não personificadas que estejam 
inscritas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), nos termos da 
Instrução Normativa RFB nº 1.470, de 30 de maio de 2014.
§ 1º Para fins de Habilitação no Siscomex, considera-se entidade não 
personificada:
I - Sociedade em Conta de Participação;
II - Grupo de Sociedades;
III - Empresa Domiciliada no Exterior;
IV - Serviço Notarial e Registral (Cartório);
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V - Condomínio Edilício;
VI - Fundação ou Associação Domiciliada no Exterior;
VII - Empresa Individual Imobiliária;
VIII - Produtor Rural (Pessoa Física); e
IX - Representação Diplomática Estrangeira.
§ 2º Poderá ser habilitada como responsável no Siscomex por entidade não 
personificada a pessoa física com a qualificação indicada na tabela do Anexo 
V da Instrução Normativa RFB nº 1.470, de 2014.
§ 3º As entidades não personificadas poderão ser habilitadas em quaisquer 
das modalidades previstas no inciso I do art. 2º da Instrução Normativa RFB 
nº 1.603, de 2015, conforme o resultado das análises preliminar e fiscal 
previstas nos arts. 4º e 6º da mesma Instrução Normativa, quando aplicáveis.
§ 4º Para fins do disposto no § 2º do art. 3º da Instrução Normativa RFB 
nº 1.603, de 2015, os documentos a serem apresentados pelas entidades 
não personificadas são aqueles que constam no Anexo VII da Instrução 
Normativa RFB nº 1.470, de 2014 (BRASIL, 2015f).
A Instrução Normativa RFB nº 1.603, de 15 de dezembro de 2015, menciona:
Art. 1º A habilitação da pessoa física responsável por pessoa jurídica 
importadora, exportadora ou internadora da Zona Franca de Manaus (ZFM), 
para a prática de atos no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), 
e o credenciamento dos respectivos representantes para a prática de 
atividades relacionadas com o despacho aduaneiro, perante a Secretaria da 
Receita Federal do Brasil (RFB), deverão ser formalizados com observância 
do disposto nesta Instrução Normativa.
§ 1º As disposições desta Instrução Normativa aplicam-se também aos órgãos 
da administração pública direta, autarquias, fundações públicas, órgãos 
públicos autônomos, organismos internacionais e a outras instituições 
extraterritoriais, bem como às pessoas físicas em seus próprios nomes.
§ 2º O empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 
de janeiro de 2002 (Código Civil), e o microempreendedor individual (MEI) a 
que se refere o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 
2006, serão habilitados como pessoa jurídica.
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Art. 2º A habilitação de que trata o art. 1º poderá ser requerida pelo 
interessado para uma das seguintes modalidades:
I - pessoa jurídica, nas seguintes submodalidades:
a) expressa, no caso de:
1. pessoa jurídica constituída sob a forma de sociedade anônima de capital 
aberto, com ações negociadas em bolsa de valores ou no mercado de balcão, 
bem como suas subsidiárias integrais;
2. pessoa jurídica certificada como Operador Econômico Autorizado;
3. empresa pública ou sociedade de economia mista;
4. órgãos da administração pública direta, autarquia e fundação pública, 
órgão público autônomo, organismo internacional e outras instituições 
extraterritoriais;
5. pessoa jurídica que pretenda realizar operações de exportação, sem 
limite de valores, e de importação, cujo somatório dos valores, em cada 
período consecutivo de 6 (seis) meses, seja inferior ou igual a US$ 50.000,00 
(cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América); e
6. pessoa habilitada para fruir dos benefícios fiscais concedidos para a 
realização dos Jogos Olímpicos de 2016 e dos Jogos Paralímpicos de 2016, 
previstos na Lei nº 12.780, de 9 de janeiro de 2013, inclusive a contratada 
para representar os entes referidos no § 2º do art. 4º da referida Lei.
b) limitada, no caso de pessoa jurídica cuja capacidade financeira comporte 
realizar operações de importação cuja soma dos valores, em cada período 
consecutivo de 6 (seis) meses, seja superior a US$ 50.000,00 (cinquenta mil 
dólares dos Estados Unidos da América) e igual ou inferior a US$ 150.000,00 
(cento e cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América); ou
c) ilimitada, no caso de pessoa jurídica com capacidade financeira que permita 
realizar operações de importação cuja soma dos valores seja superior a US$ 
150.000,00 (cento e cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América);
II - pessoa física, no caso de habilitação:
a) do próprio interessado, inclusive quandoqualificado como produtor rural, 
artesão, artista ou assemelhado; ou
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b) de contratada para representar os entes envolvidos na organização e 
realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, relacionados no 
§ 2º do art. 4º da Lei nº 12.780, de 2013.
§ 1º A estimativa da capacidade financeira para o enquadramento das 
pessoas jurídicas a serem habilitadas será apurada mediante sistemática 
de cálculo definida em ato normativo expedido pela Coordenação-Geral de 
Administração Aduaneira (Coana).
§ 2º A pessoa física habilitada no Siscomex poderá realizar tão somente:
I - operações de comércio exterior para a realização de suas atividades 
profissionais, inclusive na condição de produtor rural, artesão, artista 
ou assemelhado;
II - importações para seu uso e consumo próprio;
III - importações para suas coleções pessoais; e
IV - importações para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, com 
fundamento nos arts. 4º e 5º da Lei nº 12.780, de 2013.
§ 3º Nos casos de habilitação de que tratam os itens 1, 3 e 5 da alínea “a” 
do inciso I do caput na submodalidade expressa prevista na referida alínea 
“a”, o pedido será feito no Portal Habilita, disponível no endereço https://
portalunico.siscomex.gov.br/portal (BRASIL, 2015e).
O Ministério dos Transportes, ao mesmo tempo em que administrava o AFRMM, baixou a Norma 
Complementar nº 1, de 24 de março de 2006, que, em seu art. 3º, prevê:
DO CADASTRAMENTO E HABILITAÇÃO NO MERCANTE
Art. 3º Para o seu cadastramento e habilitação de acesso ao MERCANTE, 
o responsável pelo transporte aquaviário, o agente desconsolidador e o 
consignatário da mercadoria deverão apresentar a um dos Serviços de 
Arrecadação - SERARR, do Departamento do Fundo da Marinha Mercante - 
DEFMM, do Ministério dos Transportes, a documentação a seguir especificada:
I - Cartão do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ/MF ou Cadastro 
de Pessoa Física - CPF/MF, no caso de pessoa física;
II - Contrato Social, Estatuto Social ou Declaração de Firma Individual, conforme 
o caso, com a última alteração, devidamente registrados na Junta Comercial ou 
Registro Geral e comprovante de residência, no caso de pessoa física;
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III - Cadastro de Pessoa Física - CPF/MF do Administrador ou Sócio-Gerente 
da empresa;
IV - procuração, por instrumento público ou particular, com firma 
reconhecida, constituindo representante legal, com poderes específicos 
para os fins de que trata esta Norma. No caso de agente desconsolidador, 
deverá ser apresentada a Carta de Nomeação, emitida pelo Non Vessel 
Operating Common Carrier - NVOCC com reconhecimento da assinatura 
por autoridade competente do respectivo país, bem como modelo do 
Conhecimento de Transporte e informação do tráfego a ser utilizado; e
V - solicitação de Cadastramento e Habilitação ao MERCANTE e Termo de 
Compromisso e de Responsabilidade para recebimento das senhas de acesso 
ao MERCANTE, na forma do Anexo I desta Norma.
Parágrafo único. No transporte de carga em contêiner na cabotagem, 
é facultativo ao consignatário o cadastramento de que trata este artigo 
(BRASIL, 2006g).
O Sistema Mercante é utilizado para que os usuários possam obter e fornecer informações. Sobre 
isso, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil informa:
A partir da implantação em 31 de março de 2008 da integração do 
Sistema Mercante com o módulo de controle de carga aquaviário 
do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), denominado 
Siscomex-Carga, o Sistema Mercante passará a receber todas 
as informações necessárias à RFB para o controle aduaneiro de 
embarcações, cargas e unidades de carga no transporte aquaviário.
A integração com o Siscomex-Carga propiciará um enorme ganho para 
o controle da arrecadação do AFRMM realizado pelo DEFMM, tendo em 
vista a maior confiabilidade e complexidade dos dados informados e 
em virtude da introdução de diversos mecanismos e procedimentos 
automáticos de crítica e controle entre os Sistemas envolvidos.
Dentre as principais alterações no Sistema Mercante, destacamos os novos 
dados informados pelas agências de navegação: escala, ampliação dos tipos 
de manifestos com a possibilidade de relacionamento de conhecimento de 
embarque a vários manifestos, e o completo detalhamento dos itens de carga 
do conhecimento de embarque.
Para os agentes de carga a integração trará a inovação de permitir que os 
dados da desconsolidação sejam antecipados e informados no Sistema antes 
mesmo da disponibilização do respectivo conhecimento máster no Mercante 
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pela agência de navegação responsável pelo transporte, concedendo maior 
autonomia de ação ao desconsolidador de carga.
Outra inovação relevante é a introdução da função de endosso eletrônico 
do conhecimento de embarque, que ao ser registrado no Mercante pelo 
consignatário, é automaticamente captado pelo Siscomex-Carga, o que 
permite agilizar procedimentos de controle aduaneiro (BRASIL, 2014k).
Cabe ainda salientar que o conhecimento eletrônico (CE) é a declaração eletrônica das informações 
constantes do conhecimento de carga (bill of lading – BL) informado à autoridade aduaneira na forma 
eletrônica, mediante certificação digital do emitente, também denominado CE-mercante.
8.2 Siscomex Mantra 
O Sistema Integrado da Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento – Mantra consiste 
em um sistema integrado eletrônico que possibilita o controle aduaneiro sobre os veículos, as cargas 
procedentes do exterior, os trânsitos pelo território brasileiro e a colocação e movimentação dessas 
cargas em armazéns alfandegados.
O Mantra destina-se ao controle informatizado das cargas procedentes diretamente do exterior 
e das procedentes de trânsito aduaneiro, desde a sua chegada até a sua saída da zona primária, nos 
aeroportos internacionais do país.
A seguir incluímos algumas definições importantes:
• carga de armazenamento: aquela que permanecerá no recinto alfandegado sob custódia 
do depositário;
• carga pátio: aquela que permanecerá em local próprio, sob controle aduaneiro e sem 
armazenamento, no aguardo do desembaraço para movimentação imediata;
• local Mantra: recintos alfandegados (armazém, terminal, pátio etc.) controlados pelo 
Sistema Mantra;
• local não Mantra: recinto alfandegado (seja de zona primária ou secundária) não controlado pelo 
Sistema Mantra.
A ementa e o artigo 1º da Instrução Normativa SRF nº 102, de 20 de dezembro de 1994, sinalizam 
que o Mantra corresponde ao Manifesto de Carga Aérea:
Art. 1º O controle de cargas aéreas procedentes do exterior e de cargas 
em trânsito pelo território aduaneiro, excetuando-se aquelas controladas 
pelo Siscomex Trânsito, será processado através do Sistema Integrado de 
Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento - Mantra e terá 
por base os procedimentos estabelecidos por este Ato. 
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§ 1° O MANTRA constitui parte do Sistema Integrado de Comércio Exterior - 
Siscomex instituído pelo Decreto nº 660, de 25 de setembro de 1992.
§ 2° A manifestação de carga referida no art. 6º, bem como o registro de 
armazenamento efetivadopelo depositário e o correspondente visto dessa 
armazenagem realizado pela fiscalização aduaneira, cumulativamente, 
desobrigam a utilização da Folha de Controle de Carga - FCC de que trata o 
item 1 da Instrução Normativa SRF nº 63, de 22 de junho de 1984.
§ 3° Nos casos de inatividade do Sistema, o controle de cargas terá por base 
a citada FCC e será lavrado termo de entrada no momento da chegada de 
veículo, quer esteja ou não transportando carga.
§ 4° As operações realizadas durante o período de inatividade do Sistema 
deverão ser nele registradas imediatamente após o reinício de seu 
funcionamento, dispondo cada usuário, para tal, de até doze horas contadas:
I - para o transportador, a partir do reinício do funcionamento do Sistema;
II - para o desconsolidador de carga, após a conclusão da operação 
do transportador;
III - para o depositário, após o têrmino da operação do transportador e, 
quando houver, da operação do desconsolidador de carga (BRASIL, 1994d).
Portanto, entende-se como manifesto de carga informatizado o conjunto de registro feito no Mantra 
relativo à importação destinada a determinado ponto alfandegado de descarga de aeroporto, tais como o 
registro de saída e chegada da aeronave, dados sobre a carga, número do conhecimento de carga, beneficiário, 
consolidador e desconsolidador (quando for o caso). Nesse caso, a baixa do manifesto é eletrônica.
O Ato Declaratório Executivo Coana nº 13, de 21 de março de 2003, autoriza os prestadores de 
serviço terceirizados de companhias aéreas a terem acesso ao Mantra. O artigo primeiro diz:
Art. 1º Para os efeitos do disposto no art. 2º, inciso II, da Instrução Normativa 
SRF nº 102, de 20 de dezembro de 1994, os transportadores aéreos poderão 
executar as funções que lhes são próprias, no Sistema Integrado de Gerência 
do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento - MANTRA, bem como 
no Sistema de Trânsito Aduaneiro - Siscomex Trânsito, por intermédio de 
empregados de empresa contratada, desde que estejam expressamente 
autorizados a acessar o referido Sistema em nome e sob a responsabilidade 
do contratante, nos termos do respectivo contrato de prestação de serviços.
§ 1º O disposto no caput aplica-se também aos Depósitos Afiançados sob a 
responsabilidade dos transportadores aéreos (BRASIL, 2003d. 
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O registro no Mantra exige funcionário especializado, pois é cheio de detalhes e códigos, sujeitos 
a mutações. 
O Ato Declaratório Executivo Coana nº 13, de 21 de março de 2003, estabelece o tratamento a 
prestadores de serviço terceirizados de companhias aéreas, conforme segue: 
Art. 1º Para os efeitos do disposto no art. 2º, inciso II, da Instrução 
Normativa SRF nº 102, de 20 de dezembro de 1994, os transportadores 
aéreos poderão executar as funções que lhes são próprias, no Sistema 
Integrado de Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento - 
MANTRA, bem como no Sistema de Trânsito Aduaneiro - Siscomex Trânsito, 
por intermédio de empregados de empresa contratada, desde que estejam 
expressamente autorizados a acessar o referido Sistema em nome e sob 
a responsabilidade do contratante, nos termos do respectivo contrato de 
prestação de serviços.
§ 1º O disposto no caput aplica-se também aos Depósitos Afiançados sob a 
responsabilidade dos transportadores aéreos (BRASIL, 2003d).
A manifestação da carga é o procedimento pelo qual o transportador, antes da chegada do veículo 
em aeroporto internacional, informa no sistema as cargas procedentes diretamente do exterior ou em 
trânsito aduaneiro, com a finalidade de:
• identificar o veículo transportador e sua previsão de chegada;
• identificar e quantificar cargas no sistema; e
• constituir o manifesto informatizado (rol de conhecimentos do veículo destinados ao aeroporto), 
sobre o qual se controlará a descarga, permanência e saída da carga.
A informação da carga de trânsito é o procedimento pelo qual o transportador de cargas em trânsito 
aduaneiro informará ao Sistema Mantra os dados da carga já constantes do Siscomex Trânsito, no caso 
do trânsito aduaneiro de recinto de origem não Mantra para recinto de destino Mantra.
No caso de trânsito de origem Mantra para destino Mantra, o sistema gera automaticamente a 
manifestação de carga para o destino, não necessitando nova informação dos dados da carga, os quais 
já haviam sido inseridos na chegada da carga do exterior.
Registro da chegada efetiva é o procedimento pelo qual o transportador – ou, na sua ausência, a 
Receita Federal – registrará, no sistema, a chegada efetiva do veículo aéreo ou rodoviário.
O registro da chegada deverá ser efetuado tanto para veículos procedentes diretamente do exterior 
quanto para veículos que transportem cargas em trânsito aduaneiro.
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Informada a chegada do veículo, o sistema automaticamente gerará o número do termo de entrada 
(TE), que passará a identificar o manifesto informatizado. O armazenamento é procedimento pelo qual 
o depositário informa no sistema os dados da carga sob sua custódia.
No registro do armazenamento, o depositário procede à conferência da carga recebida e informa, no 
sistema, dados como quantidade, peso e eventuais avarias.
O último passo do armazenamento é a declaração do depositário de que toda a operação de 
armazenagem foi concluída, ou seja, que nada mais tem a informar com relação ao recebimento 
daquela carga.
Encerrada essa fase, o sistema faz uma conferência entre os dados do armazenamento com e os 
de informação da carga prestados pelo transportador, de forma a identificar os casos de falta, excesso 
ou avaria.
No caso de divergência, o transportador pode concordar com a informação (função “avaliza sem 
ressalva”) ou discordar dela (função “avaliza com ressalva”). A Receita Federal toma ciência da divergência 
detectada (função “visa”), que pode ser objeto de procedimento específico, tal como vistoria aduaneira 
ou conferência final de manifesto.
No caso de carga sem divergências, os comandos “avaliza” e “visa” serão automáticos. Indisponibilização 
da carga é o procedimento de segurança que permite bloqueá-la no sistema até a análise da Receita 
Federal, impedindo que seja submetida a despacho ou entregue.
A Receita Federal efetua a indisponibilização da carga ao detectar indícios de infração, ou 
automaticamente, pelo sistema, caso sejam detectadas divergências ou inconsistências entre as 
informações prestadas pelo transportador e pelo depositário.
A carga pode ser redisponibilizada tanto pela Receita Federal, após avaliação e saneamento dos indícios 
detectados, como pelo sistema, quando cumpridas as condições exigíveis para a redisponibilização.
No momento do registro da DI, ocorre a vinculação da carga disponível à declaração, evitando que 
uma mesma carga seja vinculada a mais de uma declaração. O desembaraço realizado no Siscomex é 
informado automaticamente ao Mantra, autorizando a entrega da carga.
O NIC é o número identificador da carga e está disciplinado no parágrafo único do art. 35 da Instrução 
Normativa RFB nº 800, de 27 de dezembro de 2007, nesses termos:
Art. 35. O depositário de mercadoria procedente do exterior pela via 
marítima, fluvial ou lacustre deverá informar, no sistema, o armazenamento 
da carga destinada ao seu recinto.
Parágrafo único. Enquanto a função de controle de armazenamento não 
estiver disponível no Siscomex Carga, a informação do número identificador 
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da carga (NIC) sob a sua custódia deverá ser prestada pelo depositário, no 
Siscomex Presença de Carga, exceto nos casos de carga:
I - em baldeação para outra embarcação, como complementação do seu 
transporte internacional; e
II - não armazenada no local de descarga, com tratamento de “carga pátio” 
no Siscomex Trânsito (BRASIL, 2007b).
Já o Ato Declaratório Executivo Corep nº 2, de 20 de março de 2008, por sua vez, assim dispõe 
sobre o NIC:
O COORDENADOR ESPECIAL DE VIGILÂNCIA E REPRESSÃO, no uso das 
atribuições que lhe confere o art. 116 do Regimento Interno da Secretaria 
da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 95, de 30 de abril 
de 2007, e tendo em vista o disposto no art. 5º da Instrução Normativa SRF 
nº 680, de 2 de outubro de 2006, declara:
Art. 1º As regras de formação do Número Identificador da Carga (NIC) 
importada são as constantes do Anexo I a este Ato Declaratório Executivo.
Art. 2º A informação do NIC observará as seguintes regras:
I - no caso de via aérea, serão considerados apenas os 11 (onze) primeiros 
dígitos de cada campo;
II - no caso de carga marítima, o sistema somente permitirá o registro do NIC 
se o Número do Conhecimento Eletrônico (CE) existir no sistema Mercante e 
não estiver bloqueado para armazenamento no sistema Carga.
III - o depositário responsável pelo local alfandegado de descarga também 
registrará NIC para as cargas objeto de descarregamento direto para local 
não alfandegado;
IV - a transmissão por meio de EDI (Electronic Data Interchange) obedecerá 
à estrutura de dados constante do Anexo II;
V - o importador informará o NIC na Declaração de Importação (DI) ou na 
Declaração Simplificada de Importação (DSI);
VI - o registro de Declarações de Trânsito Aduaneiro (DTA) dos tipos DTA-
EC, DTA-EE, DTA-PC e MIC-P para cargas aquaviárias é condicionado à 
existência do CE no sistema Mercante e, quando se tratar de trânsito com 
armazenamento na origem, a sua disponibilidade no Siscomex.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Art. 3º Este Ato Declaratório Executivo entra em vigor na data de sua 
publicação, produzindo efeitos a partir do dia 31 de março de 2008 
(BRASIL, 2008b).
 Saiba mais
Para conhecer as Regras de Formação do NIC, Via Marítima, Via 
Aérea, Via Ferroviária ou Via Rodoviária, acesse o Ato Declaratório 
Executivo Corep nº 2:
BRASIL. Ministério da Fazenda; Secretaria da Receita Federal. Ato 
Declaratório Executivo Corep nº 2, de 20 de março de 2008. Sistema 
Normas, 2008. Disponível em: <Acesso em: 30 nov. 2017. Disponível em: 
<http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?visao=an
otado&idAto=3222>. Acesso em: 31 jan. 2018.
8.3 Retificação de dados
A Instrução Normativa RFB nº 841, de 28 de abril de 2008, disciplina a retificação de dados no 
Siscarga da seguinte maneira:
Art. 1º As retificações de dados dos manifestos e conhecimentos de carga, 
solicitadas pelo transportador, conforme previsto no art. 26 da Instrução 
Normativa RFB nº 800, de 27 de dezembro de 2007, serão realizadas por 
deferimento automático, até 30 de junho de 2008.
§ 1º O disposto no caput não se aplica aos dados indicados nos incisos I, II e 
III do § 4º do mesmo artigo, relativos a Conhecimentos Eletrônicos (CE) que 
acobertam cargas procedentes do exterior, que deverão ser precedidas da 
correspondente análise fiscal.
§ 2º O deferimento automático das retificações referidas no caput 
não prejudica eventual ação fiscal posterior para a verificação de sua 
conformidade.
Art. 2º O caput do art. 6º da Instrução Normativa RFB nº 835, de 28 de março 
de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 6º Os procedimentos estabelecidos nos arts. 3º e 4º poderão ser 
aplicados, até 30 de junho de 2008, a critério do chefe da unidade da RFB 
com jurisdição sobre o porto alfandegado, em outras situações justificadas” 
(NR) (BRASIL, 2008c).
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Unidade II
Cabe mencionar que inicialmente o Sistema Mercante era administrado pelo Ministério dos 
Transportes. Como se trata de arrecadação de tributo federal, a cobrança passou para o Ministério 
da Fazenda e é disciplinada pela Secretaria da Receita Federal. Assim, foi integrado ao Siscarga de 
maneira paulatina.
Em junho de 2014, a Coana editou o Ato Declaratório Executivo Coana nº 13, de 5 de junho de 2014, 
para incluir os intervenientes usuários do Sistema Mercante no Siscarga. Deu a esses artigos a seguinte 
redação:
Art. 7º Nos casos de dispensa de habilitação do responsável legal 
previstos nos incisos II e IV do caput e no § 1º do art. 10 da Instrução 
Normativa RFB nº 1.288, de 2012, o credenciamento dos intervenientes 
e representante(s) para a prática das atividades relacionadas com o 
despacho aduaneiro no Siscomex ou de acesso ao Sistema Mercante 
poderá ser solicitado mediante requerimento disponível no sítio da 
Secretaria da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), por: 
I – pessoa física que pretenda realizar importações, exportações ou internações 
em que a legislação faculte a transmissão da declaração simplificada por 
servidor da RFB, inclusive nos casos de bagagem desacompanhada; 
II – pessoa jurídica que tenha operado anteriormente no comércio exterior 
e que pretenda retificar ou consultar declaração; ou 
III – pessoa física ou jurídica que seja interveniente do Sistema Mercante. 
§ 1º O requerimento previsto no caput deverá ser apresentado nos termos 
do disposto na Instrução Normativa RFB nº 1.288, de 22 de novembro de 
2013 e ser instruído com: 
I - cópia do documento de identificação do(s) representante(s) a ser(em) 
credenciado(s) e do signatário do requerimento, se forem pessoas distintas; 
II - instrumento de outorga de poderes (procuração) para representação da 
pessoa física ou jurídica interessada, quando for o caso; 
III - cópia do contrato social ou estatuto onde constem poderes para 
representar a pessoa jurídica interessada, quando for o caso; 
IV - cópia do documento que comprove o exercício da função ou o vínculo 
empregatício, quando for o caso; 
V - carta de representação do(s) armador(es), ou equivalente, que comprove 
a representação, se agência de navegação; ou VI - carta de Apontamento do 
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“NVOCC” ou “Freight Forwader” que representa no território nacional, com 
indicação da área geográfica de atuação e cópia do modelo de Conhecimento 
de Embarque, se agente de carga (BRASIL, 2003d).
Em 27 de agosto de 2013, a Secretaria dos Portos fornecia a seguinte informação: 
A Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos) anuncia 
que entra em funcionamento em 27/08/2013, o primeiro nível de 
integração dos sistemas de informações referentes a cargas do Fisco, do 
Departamento de Marinha Mercante (DMM) e da Secretaria de Portos 
(SEP). A integração tem como objetivo impedir uma duplicidade na 
prestação de informações referentes a cargas inseridas nos sistemas 
Siscomex Mercante e Porto Sem Papel (PSP). Estas antes eram comuns 
aos dois sistemas (Manifestos de Carga, Conhecimentos de Embarques 
e Itens de Carga), mas com a unificação será informada uma única vez 
no Siscomex Mercante que as transmitirá automaticamente ao Porto 
Sem Papel. A implementação das medidas e definição do cronograma 
é conduzida pelaConaportos. A Comissão foi instituída pelo Decreto 
7.861, de 06 de Dezembro de 2012, e tem a finalidade é de integrar 
as atividades desempenhadas pelas entidades e órgãos públicos nos 
portos e instalações portuárias (BRASIL, 2013e).
O Ministério dos Transportes nos fornece cinco informações relativas à integração do Sistema 
Mercante com o Siscarga:
1) Avisos Importantes sobre Modificações na informação de dados no 
Mercante:
A partir da implantação da integração entre o Mercante e o Carga, em 
31/03/2008, os usuários responsáveis pela informação de dados de 
escala, manifesto de carga, conhecimento de embarque, desconsolidação 
e endosso eletrônico do conhecimento, somente poderão realizar 
essas transações mediante o acesso ao Sistema Mercante por uso de 
certificação digital.
– Não será mais permitido o cadastramento de agente de carga pessoa física.
– Para o cadastramento de empresa como agente de carga será verificado se 
esta finalidade consta no Objeto do Contrato Social da empresa.
– A desconsolidação de conhecimento de embarque somente será 
permitida se o agente de carga estiver devidamente incluído no cadastro de 
Representação NVOCC X Agência Desconsolidadora.
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Unidade II
– A desconsolidação por representante de agência desconsolidadora 
somente será permitida se o agente de carga representante estiver 
devidamente incluído no cadastro de Representação de Desconsolidador, 
devendo também ser obedecida a condição anterior para o representado. A 
atualização desses cadastros deverá ser providenciada o mais brevemente 
possível e antes da implantação da Integração junto ao SERARR de jurisdição 
do Agente de Carga.
2) Documentos de interesse dos transportadores:
– Layout EDI, versão 3.2: Documento que apresenta as regras para que os 
transportadores (agências, empresas de navegação e desconsolidadores) 
possam prestar as informações de cargas sob sua responsabilidade através 
do sistema Mercante, por EDI. Encontra-se disponível na página do Mercante 
(www.mercante.transportes.gov.br), acesso público ou usuário cadastrado, 
na aba DOWNLOAD.
3) Perguntas e Respostas sobre o Mercante e o Siscomex Carga.
– Documento em fase de elaboração.
4) Informações sobre treinamento dos intervenientes externos
– O treinamento para os intervenientes externos será ministrado 
conjuntamente pelo DEFMM e RFB com o apoio da ESAF – Escola Superior 
de Administração Fazendária, no período de 03/03/2008 à 15/03/2008 
(BRASIL, 2014k).
A Portaria Coana nº 6, de 19 de janeiro de 2016, estabelece parâmetros no Siscomex Carga para o 
registro e alteração do boletim de carga e descarga:
Art. 1º Ficam estabelecidos os seguintes parâmetros nacionais no sistema 
Siscomex Carga a serem utilizados a partir de 19 de janeiro de 2016:
I - O prazo máximo para o Registro do Boletim de Carga/Descarga de 
Contêiner e Veículos é até a emissão do passe de saída da embarcação;
II - O prazo máximo para o Registro do Boletim de Carga/Descarga de Carga 
Solta, Granel e Sobressalentes, é de 72 horas após a emissão do passe de 
saída da embarcação;
III - O prazo máximo para a Alteração do Boletim de Carga/Descarga de 
Contêiner e Veículos, é de 03 horas após a emissão do passe de saída da 
embarcação; e
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
IV - O prazo máximo para a Alteração do Boletim de Carga/Descarga de 
Carga Solta, Granel e Sobressalentes, é de 120 horas após a emissão do passe 
de saída da embarcação.
Art. 2º Fica a critério de cada unidade estabelecer parâmetros locais que irão 
sobrepor os parâmetros nacionais (BRASIL, 2016b).
O Decreto nº 6.870, de 4 de junho de 2009, divulga o texto de decisões sobre o despacho aduaneiro 
do Mercosul, entre elas sobre a declaração de chegada da mercadoria ao destino, que, como se vê, é o 
manifesto de carga submetido ao exame da declaração de chegada:
DA DECLARAÇÃO DE CHEGADA
ARTIGO 3: Considera-se declaração de chegada a informação prestada à 
autoridade aduaneira dos dados relativos ao meio de transporte, às cargas e 
à mercadoria transportada, contidos nos documentos de transporte, efetuada 
pelo transportador ou por quem resulte responsável por tal informação.
Toda mercadoria introduzida no território aduaneiro do MERCOSUL deverá 
ser apresentada à autoridade aduaneira mediante declaração de chegada, 
imediatamente após a sua introdução. Não obstante isso, a apresentação 
da declaração de chegada ou das informações que a constituam poderá ser 
exigida previamente à introdução da mercadoria no território aduaneiro 
do MERCOSUL.
A declaração de chegada será efetuada mediante sistemas informatizados 
que permitam a transmissão e o processamento imediato dos dados.
Na impossibilidade de cumprir com a apresentação da declaração de chegada, 
por motivo de força maior ou caso fortuito, o responsável deverá comunicar 
tal fato à autoridade aduaneira, informando os dados relativos à situação da 
mercadoria, com as devidas justificativas.
A mercadoria que chegue sem meio de transporte - por seus próprios meios, 
por dutos, por condutores elétricos ou outros meios - também poderá estar 
sujeita a uma declaração de chegada (BRASIL, 2009c).
O manifesto é um rol dos conhecimentos contendo mercadorias para um mesmo ponto de destino 
(porto, aeroporto, local de fronteira, ou seja, zona primária). 
Os conhecimentos dizem conter mercadorias que são destinadas a despacho aduaneiro seja para 
consumo, seja para regimes aduaneiros especiais. Concluída a descarga e atracação, cabe à repartição 
aduaneira proceder à baixa do manifesto ou conferência final de manifesto com o propósito de confirmar 
a correção dos conhecimentos, quantidade de volumes e eventuais faltas ou acréscimo.
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Unidade II
O Decreto-lei nº 37, de 18 de novembro de 1966, assim dispõe sobre a conferência final de manifesto:
Art. 658. A conferência final do manifesto de carga destina-se a constatar 
extravio ou acréscimo de volume ou de mercadoria entrada no território 
aduaneiro, mediante confronto do manifesto com os registros, informatizados 
ou não, de descarga ou armazenamento.
Art. 659. No caso de mercadoria a granel transportada por via marítima, em 
viagem única, e destinada a mais de um porto no País, a conferência final de 
manifesto deverá ser realizada na unidade da Secretaria da Receita Federal 
do Brasil com jurisdição sobre o último porto de descarga, considerando-se 
todas as descargas efetuadas (BRASIL, 1966).
Por sua vez, o Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 (BRASIL, 2009a), assim dispõe: “Art. 
53. O manifesto será submetido à conferência final para apuração da responsabilidade por eventuais 
diferenças quanto a extravio ou a acréscimo de mercadoria”.
Atualmente, com a adoção do sistema eletrônico, na via aérea a conferência final do manifesto é 
feita pelo Mantra e, na via marítima, pelo Siscarga.
8.4 Penalidades aplicáveis: perda da mercadoria
Com relação a penalidades aplicáveis à perda da mercadoria, o Decreto-lei nº 37, de 18 de novembro 
de 1966, sentencia:
Art. 105 - Aplica-se a pena de perda da mercadoria:
I - em operação de carga ou já carregada, em qualquer veículo ou dele 
descarregada ou em descarga, sem ordem, despacho ou licença, por escrito 
da autoridade aduaneira ou não cumprimento de outra formalidade especial 
estabelecida em texto normativo;
II - incluída em listas de sobressalentes eprevisões de bordo quando em 
desacordo, quantitativo ou qualificativo, com as necessidades do serviço 
e do custeio do veículo e da manutenção de sua tripulação e passageiros;
III - oculta, a bordo do veículo ou na zona primária, qualquer que seja o 
processo utilizado;
IV - existente a bordo do veículo, sem registro um manifesto, em documento 
de efeito equivalente ou em outras declarações;
V - nacional ou nacionalizada em grande quantidade ou de vultoso valor, 
encontrada na zona de vigilância aduaneira, em circunstâncias que tornem 
evidente destinar-se a exportação clandestina;
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VI - estrangeira ou nacional, na importação ou na exportação, se qualquer 
documento necessário ao seu embarque ou desembaraço tiver sido 
falsificado ou adulterado;
VII - nas condições do inciso anterior possuída a qualquer título ou para 
qualquer fim;
VIII - estrangeira que apresente característica essencial falsificada ou 
adulterada, que impeça ou dificulte sua identificação, ainda que a falsificação 
ou a adulteração não influa no seu tratamento tributário ou cambial;
IX - estrangeira, encontrada ao abandono, desacompanhada de prova de 
pagamento dos tributos aduaneiros, salvo as do art. 58;
X- estrangeira, exposta à venda, depositada ou em circulação comercial no 
país, se não for feita prova de sua importação regular;
XI - estrangeira, já desembaraçada e cujos tributos aduaneiros tenham sido 
pagos apenas em parte, mediante artifício doloso;
XII - estrangeira, chegada ao país com falsa declaração de conteúdo;
XIII - transferida a terceiro, sem o pagamento dos tributos aduaneiros e 
outros gravames, quando desembaraçada nos termos do inciso III do art. 13;
XIV - encontrada em poder de pessoa natural ou jurídica não habilitada, 
tratando-se de papel com linha ou marca d’água, inclusive aparas;
XV - constante de remessa postal internacional com falsa declaração 
de conteúdo;
XVI - fracionada em duas ou mais remessas postais ou encomendas aéreas 
internacionais visando a elidir, no todo ou em parte, o pagamento dos 
tributos aduaneiros ou quaisquer normas estabelecidas para o controle das 
importações ou, ainda, a beneficiar-se de regime de tributação simplificada; 
XVII - estrangeira, em trânsito no território aduaneiro, quando o veículo 
terrestre que a conduzir, desviar-se de sua rota legal, sem motivo justificado;
XVIII - estrangeira, acondicionada sob fundo falso, ou de qualquer 
modo oculta;
XIX - estrangeira, atentatória à moral, aos bons costumes, à saúde ou ordem 
públicas (BRASIL, 1966).
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Unidade II
Já com relação a multas, de acordo com a Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003:
Art. 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas:
I - de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), por contêiner ou qualquer veículo 
contendo mercadoria, inclusive a granel, ingressado em local ou recinto sob 
controle aduaneiro, que não seja localizado;
II - de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), por contêiner ou veículo contendo 
mercadoria, inclusive a granel, no regime de trânsito aduaneiro, que não 
seja localizado;
III - de R$ 10.000,00 (dez mil reais), por desacato à autoridade aduaneira;
IV - de R$ 5.000,00 (cinco mil reais):
a) por ponto percentual que ultrapasse a margem de 5% (cinco por cento), 
na diferença de peso apurada em relação ao manifesto de carga a granel 
apresentado pelo transportador marítimo, fluvial ou lacustre;
b) por mês-calendário, a quem não apresentar à fiscalização os documentos 
relativos à operação que realizar ou em que intervier, bem como outros 
documentos exigidos pela Secretaria da Receita Federal, ou não mantiver os 
correspondentes arquivos em boa guarda e ordem;
c) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, 
dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso 
de não-apresentação de resposta, no prazo estipulado, a intimação em 
procedimento fiscal;
d) a quem promover a saída de veículo de local ou recinto sob controle 
aduaneiro, sem autorização prévia da autoridade aduaneira;
e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, 
ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos 
pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte 
internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional 
expresso porta-a-porta, ou ao agente de carga; e
f) por deixar de prestar informação sobre carga armazenada, ou sob sua 
responsabilidade, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo 
estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada ao depositário ou 
ao operador portuário;
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
V - de R$ 3.000,00 (três mil reais), ao transportador de carga ou de passageiro, 
pelo descumprimento de exigência estabelecida para a circulação de veículos 
e mercadorias em zona de vigilância aduaneira;
VI - de R$ 2.000,00 (dois mil reais), no caso de violação de volume ou 
unidade de carga que contenha mercadoria sob controle aduaneiro, ou de 
dispositivo de segurança;
VII - de R$ 1.000,00 (mil reais):
a) por volume depositado em local ou recinto sob controle aduaneiro, que 
não seja localizado;
b) pela importação de mercadoria estrangeira atentatória à moral, aos bons 
costumes, à saúde ou à ordem pública, sem prejuízo da aplicação da pena 
prevista no inciso XIX do art. 105;
c) pela substituição do veículo transportador, em operação de trânsito 
aduaneiro, sem autorização prévia da autoridade aduaneira;
d) por dia, pelo descumprimento de condição estabelecida pela 
administração aduaneira para a prestação de serviços relacionados com o 
despacho aduaneiro;
e) por dia, pelo descumprimento de requisito, condição ou norma operacional 
para habilitar-se ou utilizar regime aduaneiro especial ou aplicado em áreas 
especiais, ou para habilitar-se ou manter recintos nos quais tais regimes 
sejam aplicados;
f) por dia, pelo descumprimento de requisito, condição ou norma operacional 
para executar atividades de movimentação e armazenagem de mercadorias 
sob controle aduaneiro, e serviços conexos; e
g) por dia, pelo descumprimento de condição estabelecida para utilização de 
procedimento aduaneiro simplificado;
VIII - de R$ 500,00 (quinhentos reais):
a) por ingresso de pessoa em local ou recinto sob controle aduaneiro sem a 
regular autorização, aplicada ao administrador do local ou recinto;
b) por tonelada de carga a granel depositada em local ou recinto sob controle 
aduaneiro, que não seja localizada;
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Unidade II
c) por dia de atraso ou fração, no caso de veículo que, em operação de 
trânsito aduaneiro, chegar ao destino fora do prazo estabelecido, sem 
motivo justificado;
d) por erro ou omissão de informação em declaração relativa ao controle de 
papel imune; e
e) pela não apresentação do romaneio de carga (packing-list) nos documentos 
de instrução da declaração aduaneira;
IX - de R$ 300,00 (trezentos reais), por volume de mercadoria, em regime 
de trânsito aduaneiro, que não seja localizado no veículo transportador, 
limitada ao valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais);
X - de R$ 200,00 (duzentos reais):a) por tonelada de carga a granel em regime de trânsito aduaneiro que não 
seja localizada no veículo transportador, limitada ao valor de R$ 15.000,00 
(quinze mil reais);
b) para a pessoa que ingressar em local ou recinto sob controle aduaneiro 
sem a regular autorização; e
c) pela apresentação de fatura comercial em desacordo com uma ou mais de 
uma das indicações estabelecidas no regulamento; e
XI - de R$ 100,00 (cem reais):
a) por volume de carga não manifestada pelo transportador, sem prejuízo da 
aplicação da pena prevista no inciso IV do art. 105; e
b) por ponto percentual que ultrapasse a margem de 5% (cinco por cento), 
na diferença de peso apurada em relação ao manifesto de carga a granel 
apresentado pelo transportador rodoviário ou ferroviário.
§ 1º O recolhimento das multas previstas nas alíneas e, f e g do inciso VII 
não garante o direito a regular operação do regime ou do recinto, nem 
a execução da atividade, do serviço ou do procedimento concedidos a 
título precário.
§ 2º As multas previstas neste artigo não prejudicam a exigência dos impostos 
incidentes, a aplicação de outras penalidades cabíveis e a representação 
fiscal para fins penais, quando for o caso (BRASIL, 2003c).
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
O Sistema de Informações Gerenciais do Trânsito Internacional de Produtos e Insumos Agropecuários 
(SIGVIG) foi instituído pela Instrução Normativa nº 7, de 13 de abril de 2012 (BRASIL, 2012c), e é um 
sistema eletrônico utilizado para gerenciamento técnico, administrativo, operacional e de controle dos 
procedimentos de importação, exportação e trânsito de animais e vegetais, seus produtos, subprodutos 
e derivados, insumos agrícolas e pecuários, embalagens e suportes de madeira, bem como no trânsito 
internacional de passageiros. Além disso, é utilizado como sistema de controle, recebimento, protocolo, 
acompanhamento, emissão, divulgação, tramitação e arquivamento de documentos, pareceres técnicos, 
relatórios e informações referentes aos procedimentos técnicos, administrativos e operacionais. 
Sua finalidade é informatizar os procedimentos técnicos e operacionais da Vigilância Agropecuária 
Internacional, sendo seu uso obrigatório em todas as unidades do Mapa envolvidas no trânsito 
internacional. Além disso, ele pode ser utilizado também como instrumento para controle dos 
procedimentos prévios e posteriores aos controles aduaneiros, em conformidade com os regulamentos 
técnicos do Mapa.
 Saiba mais
O sistema Radar Comercial foi descontinuado e desligado 
permanentemente a partir do dia 1º de janeiro de 2018. As informações 
disponíveis no sistema podem ser obtidas através das indicações a seguir:
Exportações e importações brasileiras:
<http://comexstat.mdic.gov.br/pt/home>
<http://www.mdic.gov.br/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-
exterior/comex-vis>. 
Exportações e importações dos países da Associação Latino-
americana de Integração – Aladi:
<http://consultawebv2.aladi.org/sicoexV2/jsf/home.seam>
Exportações e importações dos demais países do mundo:
<http://atlas.cid.harvard.edu/>
<http://decoder.thegfcc.org/>
<http://globe.cid.harvard.edu/>
<http://www.intracen.org/>
<https://atlas.media.mit.edu/en/>
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<https://comtrade.un.org/>
<https://comtrade.un.org/labs/>
<https://ghemawat.com/>
<https://innovation.thomsonreuters.com/en/labs.html> 
<https://resourcetrade.earth/>
<https://unite.un.org/services/unite-analytics>
<https://wits.worldbank.org/>
<https://www.bertelsmann-stiftung.de/en/our-projects/global-
economic-dynamics/>
<https://www.chathamhouse.org/>
<https://www.gov.uk/government/organisations/department-for-
international-trade> 
<https://www.gsmlondon.ac.uk/global-oil-map/>
<https://www.sas.com/pt_br/software/visual-analytics.html>
<https://www.trademap.org/Index.aspx?AspxAutoDetectCookieSupport=1/>
<https://www.unescap.org/>
 Resumo
Vimos que, com o avanço da tecnologia, as atividades do 
cotidiano ficaram muito mais simples e rápidas. Operar no comércio 
internacional é mais complexo em função de diversos fatores, sendo 
um deles a necessidade de conhecer esses sistemas e como eles operam. 
Procuramos abordar os sistemas como o Siscomex e o Vicomex, que 
é parte integrante do Portal Siscomex, sistema este que permite ao 
importador ou ao exportador e seus representantes legais realizarem 
consultas acerca de suas operações, em andamento e já concluídas, 
de importação e exportação, com indicação do status atual de cada 
processo e visualização completa de todas as suas etapas, sem a 
necessidade de consultas a diversos sistemas.
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
Vimos ainda o Sistema de Registro de Informações de Promoção 
(Sisprom), instrumento pelo qual as empresas registram suas operações 
de promoção de produtos e serviços, que é um dos pilares para o aumento 
da competitividade das empresas brasileiras. Também vimos o Siscoserv, 
cuja finalidade é o registro das informações relativas às transações 
realizadas entre residentes no Brasil e no exterior compreendendo 
serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no 
patrimônio das pessoas físicas, jurídicas ou dos entes despersonalizados.
Também pudemos verificar toda a evolução da plataforma eletrônica 
de controle chamada de Siscomex, que é responsável por armazenar e 
controlar todas as etapas e documentos necessários aos processos de 
importação e exportação, as necessidades dos registros, da anuência 
de órgãos reguladores através do portal que funciona como interface 
única entre governos e operadores privados, concentrando em um único 
ponto as exigências e os serviços dos diversos órgãos intervenientes. 
Toda a evolução dos sistemas de comércio exterior nos conduz à 
última etapa, que é a integração da inteligência. Com base na ampla 
difusão de dados e informações entre os agentes, aliada ao uso de 
metodologias uniformes e ferramentas de gestão compartilhadas, é 
possível a criação de sistemas de inteligência capazes de identificar 
irregularidades nas operações a partir de critérios de controle e 
autorização de diversos órgãos, desde fraudes tributárias até o 
descumprimento de regulamentos técnicos e normas ambientais.
 Exercícios
Questão 1. (Copeve-Ufal, adaptada) Uma companhia de abastecimento e saneamento oferece 
a possibilidade de emissão de segundas vias de contas pela internet. Qual sistema de informação é 
utilizado para realizar a solicitação e a emissão da segunda via de uma conta? 
A) Sistema de Informações Gerenciais. 
B) Sistema de Apoio à Decisão. 
C) Sistema de Trabalhadores do Conhecimento. 
D) Sistema de Apoio Executivo. 
E) Sistema de Processamento de Transações.
Resposta correta: alternativa E.
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Unidade II
Análise das alternativas
A) Alternativa incorreta. 
Justificativa: os sistemas de informação gerencial fornecem as informações necessárias para gerenciar 
com eficácia as organizações. Eles geram produtos de informação que apoiam muitas necessidades de 
tomada de decisão administrativa e são o resultado da interação colaborativa entre pessoas, tecnologias 
e procedimentos que ajudam uma organização a atingiras suas metas.
B) Alternativa incorreta. 
Justificativa: os sistemas de apoio à decisão são uma classe de sistemas de informação ou 
sistemas baseados em conhecimento. Referem-se a um modelo genérico de tomada de decisão que 
analisa um grande número de variáveis para que seja possível o posicionamento com relação a uma 
determinada questão.
C) Alternativa incorreta. 
Justificativa: o sistema dos trabalhadores do conhecimento recebe dados da base operacional, que 
os decodifica, criando novos conhecimentos e informações a partir disso. Situa-se no segundo nível da 
pirâmide “níveis principais de hierarquia”. Os trabalhadores do conhecimento são pessoas que usam as 
suas capacidades intelectuais no desempenho de uma atividade profissional.
D) Alternativa incorreta. 
Justificativa: o sistema de apoio ao executivo é um sistema de informações no nível estratégico 
de uma organização. Ele reúne dados de toda a organização, permitindo aos gerentes selecioná-los e 
ajustá-los para os fins necessários e aos executivos analisá-los de maneira única e padronizada.
E) Alternativa correta. 
Justificativa: os sistemas de processamento de transação são sistemas de suporte, em nível 
operacional, às atividades do dia a dia da organização. São utilizados na automação de tarefas repetitivas 
e transacionais, como as de controle de estoques, contabilidade, sistemas de cobrança e pagamento 
de contas, folha de pagamento etc. São o mais antigo tipo de sistema de informação e geralmente 
costumam ser padronizados, isto é, devem ser operados da mesma forma. Como eles suportam as 
operações da empresa, as respostas do sistema devem ser rápidas e ele deve ser confiável.
Questão 2. O Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior (Alice Web) divulga as 
estatísticas brasileiras de exportações e importações. Ele é atualizado mensalmente e é encerrado entre 
3 e 10 dias após o final do mês, e tem como base das informações o Siscomex. Qual o formato do arquivo 
que o Alice Web-Mercosul utiliza, caso você opte pela geração de arquivos, e o que caracteriza o arquivo 
independente da escolha? 
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SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA COMÉRCIO EXTERIOR
A) O usuário pode escolher entre gerar o arquivo em Excel ou Txt. Contudo, qualquer que seja o 
formato escolhido, ele deverá ser compactado com WinZip.
B) O usuário pode escolher entre gerar o arquivo em Excel ou Word. Contudo, qualquer que seja o 
formato escolhido, ele deverá ser compactado com WinRAR.
C) O usuário pode escolher entre gerar o arquivo em Doc ou Txt. Contudo, qualquer que seja o 
formato escolhido, ele deverá ser compactado com 7-Zip.
D) O usuário pode escolher entre gerar o arquivo em Excel ou PDF. Contudo, qualquer que seja o 
formato escolhido, ele deverá ser compactado com WinZip.
E) O usuário pode escolher entre gerar o arquivo em PDF ou Txt. Contudo, qualquer que seja o 
formato escolhido, ele deverá ser compactado com WinRAR.
Resolução desta questão na plataforma. 
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FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 1
WEILL, P.; ROSS, J. W. Governança de TI: como as empresas com melhor desempenho administram os 
direitos decisórios de TI na busca por resultados superiores. São Paulo: M. Books, 2006. p. 38.
Figura 2
REZENDE, D. A.; ABREU, A. F. de. Tecnologia da informação: aplicada a sistemas de informação empresariais. 
São Paulo: Atlas, 2003. p. 58.
Figura 3
STALLINGS, W. Organização e arquitetura de computadores. São Paulo: Prentice Hall, 2010. p. 51. Adaptada.
Figura 4
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10. ed. São Paulo: Pearson Pratice 
Hall, 2013. p. 117. Adaptada.
Figura 5
MEDEIROS, J. C. O. Princípios de telecomunicações: teoria e prática. São Paulo: Érica, 2012. p.12.
Figura 6
LAURINDO, F. J. B. Tecnologia da Informação: planejamento e gestão de estratégias. São Paulo: Atlas, 2008. p. 35.
Figura 7
FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. Implantando a governança de TI. Rio de Janeiro: Brasport, 2012. p. 25.
Figura 8
FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. Implantando a governança de TI. Rio de Janeiro: Brasport, 2012. p. 26.
Figura 9
FERNANDES, A. A.; ABREU, V. F. Implantando a governança de TI. Rio de Janeiro: Brasport, 2012. p. 19.
Figura 10
STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. 9. ed. São Paulo: Cengage 
Learning, 2011. p. 6. Adaptada.
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Figura 11
COSTA, I. et al. Qualidade em Tecnologia da Informação: conceitos de qualidade nos processos, produtos, 
normas, modelos e testes de software no apoio às estratégias empresariais. São Paulo: Atlas, 2012. p. 2.
Figura 13
STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 
2011. p. 9. Adaptada.
Figura 14
ELEUTÉRIO, M. A. N. Sistemas de informações gerenciais na atualidade. Curitiba: Intersaberes, 2015. p. 96.
Figura 15
ELEUTÉRIO, M. A. N. Sistemas de informações gerenciais na atualidade. Curitiba: Intersaberes, 2015. p. 98.
Figura 16
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10. ed. São Paulo: Pearson Pratice 
Hall, 2013. p. 325. Adaptada.
Figura 17
CAIÇARA JUNIOR, C. Sistemas Integrados de Gestão – ERP: uma abordagem gerencial. Curitiba: 
Intersaberes: 2015. p. 83.
Figura 18
LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 10. ed. São Paulo: Pearson Pratice 
Hall, 2013. p. 296.
Figura 20
STAIR, R. M.; REYNOLDS, G. W. Princípios de sistemas de informação. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning, 
2011. p. 45.
Figura 21
BRASIL. Manual de utilização: Sistema Visão Integrada e módulo Anexação Eletrônica de Documentos. 
2. ed. Brasília: Siscomex, 2015. p. 5. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/informativos/
manual-vicomex-anexacao>. Acesso em: 6 ago. 2018.
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Figura 22
PILARES-DO-PORTAL. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/conheca-o-portal/programa-
portal-unico-de-comercio-exterior-1/programa-portal-unico-de-comercio-exterior>. Acesso em: 7 
ago. 2018.
Figura 23
ETAPAS-DA-INTEGRACAO. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/biblioteca-de-arquivos/
banco-de-imagens/etapas-da-integracao>. Acesso em: 7 ago. 2018.
Figura 24
ESQUEMAPORTALUNICO.PNG. Disponível em: <http://portal.siscomex.gov.br/biblioteca-de-arquivos/
banco-de-imagens/EsquemaPortalUnico.png>. Acesso em: 7 ago. 2018.
Figura 25
FLUXODODESPACHODEEXPORTAO.PNG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/
manuais/despacho-de-exportacao/topicos/procedimentos-preliminares/FluxodoDespachodeExportao.PNG>. 
Acesso em: 7 ago. 2018.
Figura 26
IMAGE-FLUXO-DE-WEB.PNG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/
manuais/despacho-de-exportacao/topicos/etapas-do-despacho/image-fluxo-de-web.png>. Acesso 
em: 7 ago. 2018.
Figura 27
FLUXO_DSE.GIF. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-
exportacao/arquivos-e-imagens/fluxo_dse.gif> Acesso em: 26 jan. 2018.
Figura 28
FIG1.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/despacho-de-
importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/despacho-importacao/fig1.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 29
1ELABORANDO_NOVA_SOLICITACAO.JPG. Disponívelem: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/
aduaneira/manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/declaracao-de-
importacao/funcionalidades/imagens-elaborar-uma-solicitacao-de-di/1elaborando_nova_solicitacao.
jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
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Figura 30
2ELABORANDO_NOVA_SOLICITACAO_1.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/
aduaneira/manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/declaracao-de-
importacao/funcionalidades/imagens-elaborar-uma-solicitacao-de-di/2elaborando_nova_solicitacao_1.jpg>. 
Acesso em: 14 ago. 2018. 
Figura 31
3ELABORANDO_NOVA_SOLICITACAO_2.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/
aduaneira/manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/declaracao-de-
importacao/funcionalidades/imagens-elaborar-uma-solicitacao-de-di/3elaborando_nova_solicitacao_2.jpg>. 
Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 32
VG1.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/despacho-
de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/copy_of_declaracao-simplificada-de-importacao/
arquivos-e-imagens/vg1.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 33
COMPROVANTEDI_IMPRESSO-5.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/
aduaneira/manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/declaracao-de-
importacao/funcionalidades/imagens-imprimir-um-comprovante-de-importacao/comprovantedi_
impresso-5.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 34
REGISTR02.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/
despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/copy_of_declaracao-simplificada-de-
importacao/arquivos-e-imagens/registr02.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 35
ESTRUTURAPROPRIA.PNG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/
manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/copy_of_declaracao-
simplificada-de-importacao/arquivos-e-imagens/EstruturaPropria.png>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 36
REGISTR05.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/
despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/copy_of_declaracao-simplificada-de-
importacao/arquivos-e-imagens/registr05.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
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Figura 37
REGISTR06.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/
despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/copy_of_declaracao-simplificada-de-
importacao/arquivos-e-imagens/registr06.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 38
IMPRIMIR04.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/manuais/
despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/copy_of_declaracao-simplificada-de-
importacao/arquivos-e-imagens/imprimir04.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 39
ICMS_FIGURA01.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/
manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/declaracao-de-importacao/
funcionalidades/imagens-registrar-icms-de-uma-di/icms_figura01.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 40
ICMS_FIGURA02.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/
manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/declaracao-de-importacao/
funcionalidades/imagens-registrar-icms-de-uma-di/icms_figura02.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 41
ICMS_FIGURA03.JPG. Disponível em: < http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/
manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/declaracao-de-importacao/
funcionalidades/imagens-registrar-icms-de-uma-di/icms_figura03.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
Figura 42
ICMS_FIGURA04.JPG. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/
manuais/despacho-de-importacao/sistemas/siscomex-importacao-web/declaracao-de-importacao/
funcionalidades/imagens-registrar-icms-de-uma-di/icms_figura04.jpg>. Acesso em: 14 ago. 2018.
REFERÊNCIAS
Textuais
AKABANE, G. K. Gestão estratégica da tecnologia da informação: conceitos, metodologias, 
planejamento e avaliações. São Paulo: Atlas, 2012.
BANCO MUNDIAL. Sobre o Projeto Doing Business. Doing business, 2017. Disponível em: <http://
portugues.doingbusiness.org/about-us>. Acesso em: 26 jul. 2018.
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BANZATO, E. Tecnologia da Informação aplicada à logística. São Paulo: Iman, 2005.
BEAL, A. Gestão estratégica da informação: como transformar a informação e a Tecnologia da Informação 
em fatores de crescimento e de alto desempenho nas organizações. São Paulo: Atlas, 2004.
BERNAL, P. S. M. Voz sobre o protocolo IP: a nova realidade da telefonia. São Paulo: Erica, 2007.
BERTELSMANN STIFTUNG. Global economic dynamics (GED). 2018. Disponível em: <https://www.
bertelsmann-stiftung.de/en/our-projects/global-economic-dynamics/>. Acesso em: 30 nov. 2017.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 
1988a. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso 
em: 30 nov. 2017.
___. Decreto Legislativo nº 30, de 15 de dezembro de 1994. Câmara dos Deputados, 1994a. Disponível 
em: <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decleg/1994/decretolegislativo-30-15-dezembro-1994-
358328-acordo-1-pl.html>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 660, de 25 de setembro de 1992. Brasília, 1992a. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/d0660.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 1.355, de 30 de dezembro de 1994. Brasília, 1994b. Disponível em: <http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/antigos/d1355.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 1.789, de 12 de janeiro de 1996. Brasília, 1996a. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/decreto/1996/d1789.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 4.089, de 15 de Janeiro de 2002. Brasília, 2002a. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4089.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 5.543, de 20 de setembro de 2005. Brasília, 2005a. Disponível em: <http://www2.
camara.leg.br/legin/fed/decret/2005/decreto-5543-20-setembro-2005-538568-norma-pe.html>. 
Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009 – Regulamento Aduaneiro. Brasília, 2009a. Disponível 
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6759.htm>. Acesso em: 30 
nov. 2017.
___. Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009. Brasília, 2009b. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6761.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 6.870, de 4 de junho de 2009. Brasília, 2009c. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6870.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
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___. Decreto 7.212, de 15 de junho de 2010. Brasília, 2010a. Disponível em: <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7212.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 7.708, de 2 de abril de 2012. Brasília, 2012a. Disponível em: <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/d7708.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.___. Decreto nº 7.861, de 6 de dezembro de 2012. Brasília, 2012b. Disponível em: <http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/d7861.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 8.257, de 29 de maio de 2014. Brasília, 2014a. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/decreto/D8257.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 56.435, de 8 de Junho de 1965 – Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. 
Brasília, 1965. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D56435.htm>. 
Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Brasília, 1972. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/decreto/d70235cons.htm>. Acesso em: 30 nov. 2017.
___. Decreto-lei nº 37, de 18 de novembro de 1966. Brasília, 1966. Disponível em: <http://www.
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