Prévia do material em texto
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas Medicina Veterinária GCCA 441 Cirurgia de Pequenos Animais Docente: Natalie Borges Leite Monitoras: Clara Cardoso Leite de Paiva e Jamille Amaral Silva Estudo Dirigido – Cirurgias Otológicas 1. Os hematomas auriculares podem apresentar-se sob a forma de tumefações flutuantes, massas ou nódulos de dimensões e posições variadas, dependendo do porte físico do animal, do estágio e severidade da doença. São frequentes em cães das raças com orelhas pendulosas, e ocasionais em cães das raças com orelhas eretas e gatos. Pode existir predisposição devido à conformação da orelha ou associada à raça. Apesar de ocorrência comum a etiologia é desconhecida e o diagnóstico é baseado no exame físico e histórico do animal. Das alternativas listadas a seguir, assinale a que NÃO é uma recomendação para tratamento desta afecção: a) Uso do laser CO2 para múltiplas aberturas. b) Incisões cutâneas elípticas. c) Fixação da pele à cartilagem com pontos em Wolff. d) Incisões cutâneas longitudinais. e) Exérese do pavilhão auricular 2. Os Otohematomas podem acontecer em cães e gatos. A região interna da orelha fica normalmente aumentada de volume, podendo ser numa parte ou em toda superfície interna. As causas são variadas e podem estar associada com otite externa, com presença de dor e irritação. Muitos tratamentos medicamentosos têm sido empregados, no entanto o procedimento cirúrgico é o mais recomendado. Dentro dessa perspectiva, o tratamento cirúrgico mais indicado é: a) Fazer uma incisão elíptica na região interna da orelha, retirar todo o conteúdo e suturar a região interna da orelha ultrapassando a cartilagem e ancorando na parte externa, fazendo pontos em forma de U invertido. b) Fazer uma incisão elíptica na região externa da orelha, retirar todo o conteúdo e suturar a região externa da orelha ultrapassando a cartilagem fazendo pontos em forma de U invertido. c) Fazer uma incisão retilínea na parte externa da orelha, retirar o conteúdo e deixar cicatrizar por segunda intenção, sem aplicação de pontos. d) Fazer uma incisão retilínea na parte interna da orelha, retirar o conteúdo e proceder a sutura da parte interna da orelha com a cartilagem e a região externa com pontos em U, transversal a incisão. e) Fazer várias incisões na região interna da orelha, deixar drenar todo conteúdo até a cicatrização da ferida. 3. Em casos de Otite externa, quando se deve indicar o tratamento cirúrgico? O tratamento cirúrgico para a otite externa deve ser considerado quando não se obtém sucesso no tratamento clínico ou nos casos que envolvem crescimento proliferativo ou canais estenosados. A alternativas cirúrgicas nos animais com otite externa que não tem envolvimento com o ouvido médio incluem: Ressecção lateral do canal auditivo; ablação do canal vertical; Ablação total do canal auditivo (ATCA). 4. A otite externa é a principal doença do canal auditivo externo. Corresponde de 10 a 20% de ocorrência em cães e 2 a 6 % em gatos. Muitas vezes ocorre falha no manejo de otite externa, fazendo com que essa patologia seja recorrente. Nos pontos chaves para realização do tratamento da otite externa, é indicar o fator predisponente, que: a) Às vezes é uma alergia alimentar que predispôs prurido àquele animal. b) É o fator que faz a otite perpetuar e se cronificar. Geralmente está relacionada à infecção. c) Geralmente são bactérias. d) São condições, às vezes características do hábito de vida daquele cão ou gato, ou características inerentes à própria conformação corporal do animal. 5. Qual o objetivo da ressecção lateral do conduto auditivo? A ressecção lateral do conduto auditivo tem como objetivo aumentar a drenagem e melhorar a ventilação do canal auditivo, além de facilitar a aplicação de medicamentos tópicos. O conduto auditivo vertical é aberto com o objetivo de desfavorecer o ambiente que proporcione o crescimento e desenvolvimento dos patógenos causadores da otite. 6. Como é feita a avaliação pré-cirurgica de um paciente com alterações otológicas? Avaliação pré cirúrgica: otoscopia, radiografia pra avaliar conteúdo no ouvido médio, citologia (avaliação de presença de leveduras, bactérias e/ou leucócitos), cultura e antibiograma. Certificar-se de que o proprietário tem consciência de déficit auditivo. 7. Quais são as alternativas cirúrgicas de um paciente com otite externa concomitante com otite média? Para o paciente com otite média concomitante pode-se realizar a ressecção lateral do canal auditivo em conjunto com a osteotomia bular ventral ou a ATCA com osteotomia bular lateral. A osteotomia bular lateral expõe a cavidade timpânica para melhor remover exsudato e o epitélio secretor, o que melhora a drenagem. Deve ser realizada em conjunto com a ATCA em animais com otite externa crônica ou otopatia média.