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Prévia do material em texto

REFRIGERAÇÃO COMERCIAL E
CLIMATIZAÇÃO INDUSTRIAL
JOSÉ DE CASTRO
• Desde 2009 é professor do colegiado de engenharia mecânica da UNIVASF (Universidade
Federal Do Vale Do São Francisco) • Doutorando em engenharia agrícola (Área: máquinas
agrícolas/refrigeração) – UNICAMP • Mestre em engenharia mecânica (Área: Sistemas Térmicos) 
– UFPE (2008) • Engenheiro de produção mecânica – UNIBAHIA (2003) • Técnico em
refrigeração e ar condicionado – CEFET-PE (1994) • Experiência de 15 anos (indústrias, SENAI, 
manutenção industrial, projetos).
REFRIGERAÇÃO COMERCIAL E
CLIMATIZAÇÃO INDUSTRIAL
Copyright © 2011 by Prof José de Castro Silva
Copyright © 2011 by Leopardo
Mediante Contrato firmado com o autor
Editor: Maxim Behar
Produção Gráfica: MCT Books
Revisão de Texto: Alex Giostri
Capa: Sergio Ng
Todos os direitos adquiridos
e reservada a propriedade literária desta publicação pela
LEOPARDO EDITORA LTDA
Av Divino Salvador, 736 - Moema
04078-012 São Paulo - SP - BRASIL
Fone: 011-5093-7822
Fax: 011-5044-6366
www.leopardoeditora.com.br
Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático:
1. Climatização industrial : Engenharia
mecânica 621.56
2. Refrigeração comercial : Engenharia
mecânica 621.56
Castro, José de
Refrigeração comercial, climatização industrial / 
José de Castro. — 1. ed. — São Paulo : Leopardo
Editora, 2010. — (Coleção hemus mecânica)
ISBN 978-85-62953-32-3
1. Ar condicionado 2. Refrigeração I. Título.
II. Série.
10-07508 CDD-621.56
Sumário
PREFÁCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Capítulo 1
CIRCUITO FRIGORÍGENO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Capítulo 2
CIRCUITO FRIGORÍGENO TERMODINÂMICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Capítulo 3
TIPOS DOS COMPONENTES BÁSICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
Capítulo 4
COMPONENTES AUXILIARES DE PROTEÇÃO E CONTROLE. . . . . . . . . . 59
Capítulo 5
REFRIGERAÇÃO COMERCIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
Capítulo 6
CONDICIONADORES DE AR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101
Capítulo 7
SISTEMA DE ÁGUA GELADA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121
Capítulo 8
CAPACIDADE TÉRMICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153
Capítulo 9
UMIDADE E QUEIMA DE MOTORES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
Capítulo 10
LIMPEZA DE CIRCUITOS FRIGORÍGENOS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
Capítulo 11
TESTE DE VAZAMENTO DO FLUIDO REFRIGERANTE . . . . . . . . . . . . . 177
Capítulo 12
EVACUAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 181
Capítulo 13
CARGA DE FLUIDO REFRIGERANTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189
Capítulo 14
BALANCEAMENTO DO CIRCUITO FRIGORÍGENO . . . . . . . . . . . . . . . . 197
Capítulo 15
CÁLCULO DE DESBALANCEAMENTO DE VOLTAGEM . . . . . . . . . . . . . 207
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209
ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 211
ÍNDICE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229
8
PREFÁCIO
O livro continua apresentando uma breve coletânea de manuais e
catálogos de alguns fabricantes de componentes e equipamentos e
opiniões sobre alguns assuntos técnicos. Recomenda-se a leitura deste
livro aos estudantes dos cursos de Mecânico de Refrigeração e Técnico
em Refrigeração e Ar-Condicionado, Técnico em Mecânica ou
Eletromecânica, Técnico em Automação, Arquitetura e Engenharias
(Mecânica, Agrícola, de Produção e Civil), que tenham disciplinas
relacionadas às áreas abordadas e aos estudantes afins, visto que
contém um resumo simplificado do funcionamento e detalhes técnicos
básicos dos equipamentos de refrigeração comercial e climatização
industrial.
José de Castro
Doutorando em Engenharia Agrícola (Área: Máquinas
Agrícolas/Refrigeração) na UNICAMP (Universidade Estadual de
Campinas).
Mestre em Engenharia Mecânica (Área: Sistemas Térmicos) pela
UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) (2008).
Engenheiro de Produção Mecânica pela UNIBAHIA (Unidade
Baiana de Ensino, Pesquisa e Extensão) (2003). 
Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado pela ETFPE (Escola
Técnica Federal de Pernambuco) (1994). 
9
Tem experiência nas áreas de Docência e Consultoria Técnica
(SENAI-BA), Manutenção Industrial, Engenharia Térmica, Refrigeração 
(Comercial e Industrial) e Climatização (Ar Condicionado). 
Atualmente é Professor do Colegiado de Engenharia Mecânica da
UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco) na área de
Máquinas e Sistemas Térmicos.
10
CAPÍTULO 1
Circuito Frigorígeno
Circuito frigorígeno = circuito de refrigeração = sistema de
refrigeração.
Vamos interpretar o funcionamento mostrado na figura 1.1 com as
funções dos quatro componentes básicos que formam o circuito
frigorígeno. 
O compressor (1) promove a circulação do fluido, ou gás refri ge -
rante, por todo o sistema (circuito) e, com o auxílio do dispositivo de
expansão (3), eleva a pressão no condensador (2) e reduz a pressão no
evaporador (4). As setas da figura 1.2 indicam o sentido de circulação do
fluido, ou gás refrigerante.
O condensador (2), ou serpentina condensadora, tem a função de
eliminar (rejeitar) o calor absorvido pelo evaporador (4) somado ao calor
promovido pela compressão do compressor (1); com essa eliminação de
calor, o fluido refrigerante que penetra (entra) no condensador, no
estado físico “vapor”, se transforma em “líquido”.
O evaporador (4) absorve calor do ambiente interno, e com essa
absorção de calor, o fluido refrigerante que sai do dispositivo de ex -
pansão (3) e entra neste no estado físico “líquido” evapora, ou seja,
transforma-se em “vapor”.
O dispositivo de expansão (3), que pode ser o tubo capilar, o pistão
ou a válvula de expansão termostática (VET), restringe ou dificulta a
passagem do fluido refrigerante “líquido” que vem do condensador para 
o evaporador e, com essa restrição, provoca uma elevação de pressão no
condensador e uma redução brusca de pressão no evaporador.
11
12 CAPÍTULO 1
Figura 1.1 – Sistema básico de refrigeração.
Figura 1.2 – Sistema básico de refrigeração.
A condensação se dá com a rejeição de calor do fluido refrigerante
no estado físico “vapor” e a evaporação, com a absorção de calor pelo
fluido no estado físico “líquido”. Então, o condensador rejeita calor e o
evaporador absorve calor. A figura 1.3 mostra as transformações de
estados físicos que ocorrem nos circuitos de refrigeração ou circuitos
frigorígenos.
O capítulo 2 demonstra o funcionamento do circuito frigorígeno
com detalhes mais aprofundados e o capítulo 3, os principais tipos dos
componentes básicos que formam o circuito frigorígeno.
É importante uma revisão dos princípios termodinâmicos para uma 
melhor compreensão dos temas tratados. O livro Refrigeração e clima -
tização residencial apresenta os princípios básicos de refrigeração. Todo
profissional que atua na área de refrigeração e climatização deve ter
aptidão para a termodinâmica, uma das subdivisões da física.
Circuito Frigorígeno 13
Figura 1.3 – Mudanças de estados físicos do fluido refrigerante.
CAPÍTULO 2
Circuito Frigorígeno
Termodinâmico
 2.1 Circuito Teórico Simples
Um circuito térmico real qualquer deveria ter como referência o
circuito de Carnot, por ser este o de maior rendimento térmico possível.
Entretanto, dadas as peculiaridades do circuito frigorígeno, ou circuito
de refrigeração por compressão de vapor, define-se umoutro cir cuito
chamado de circuito teórico, no qual os processos são mais similares aos
do circuito real, e, portanto, torna-se mais fácil comparar o circuito real
com esse circuito teórico. Esse circuito teórico ideal é aquele que terá
melhor desempenho operando nas mesmas condições do circuito real.
O circuito teórico simples de refrigeração por compressão de vapor
é mostrado na figura 2.1, construído sobre um diagrama de Mollier no
plano PH (Pressão-Entalpia). A figura 2.2 é o esquema básico com os
componentes principais de um sistema frigorígeno ou de refrigeração
suficientes, teoricamente, para realizar o circuito teórico mostrado na
figura 2.1. Os equipamentos esquematizados na figura 2.2 representam,
genericamente, o circuito frigorígeno de qualquer equipamento de refri -
ge ração ou ar-condicionado (climatização) capaz de realizar o processo
específico indicado.
15
Os processos termodinâmicos que constituem o circuito teórico em
seus respectivos equipamentos são:
• Processo [1] Ú [2], que ocorre no compressor; o fluido refrigerante
entra no compressor à pressão do evaporador, Po. O fluido refrige ran -
te é, então, comprimido até atingir a pressão de condensação e, nesse
estado, está superaquecido com temperatura maior que a tem pe ratura 
de condensação.
• Processo [2] Ú [3], que ocorre no condensador, é um processo de
rejeição de calor do fluido refrigerante para o meio de resfriamento
(água ou ar) à pressão constante. Nesse processo, o fluido refrige rante
é resfriado até a temperatura de condensação e, a seguir, condensado
até se tornar líquido saturado.
• Processo [3] Ú [4], que ocorre no dispositivo de expansão, que pode
ser uma válvula de expansão termostática (VET) ou tubo capilar, é
uma expansão irreversível à entalpia constante, processo isoentál pico, 
desde a pressão de condensação e líquido saturado, até a pres são de
vaporização.
16 CAPÍTULO 2
Figura 2.1 – Diagrama pressão-entalpia (PH).
• Processo [4] Ú [1], que ocorre no evaporador, é um processo de trans -
fe rência de calor à pressão constante, conseqüentemente à tempera tu -
ra constante, desde vapor úmido no estado 4 até atingir o estado de
vapor saturado seco. 
Circuito Frigorígeno Termodinâmico 17
Figura 2.2 – Circuito frigorígeno.
Figura 2.3 – Diagrama pressão-entalpia (PH).
2.2 Circuito Real Simples
As principais diferenças entre o circuito real e o circuito teórico
simples são a perda de carga e a queda de pressão tanto nas linhas de
des carga, líquido e de sucção como no condensador e no evaporador.
Essas perdas de carga ∆Pd e ∆Ps estão demonstradas na figura 2.3.
Outras diferenças são o sub-resfriamento do fluido refrigerante na
saída do condensador (nem todos os sistemas são projetados com sub-
res friamento) e o superaquecimento na sucção, que tem a finalidade de
evitar a entrada de líquido no compressor.
2.3 Entalpia e Pressão
2.3.1 Entalpia (H)
Ao se discutir sobre calor, há dois fatores a serem considerados. O
primeiro é que a temperatura é uma indicação de intensidade de calor e
o segundo é que kJ (quilojoule), kcal e BTU são quantidades de calor
(energia térmica).
A entalpia é uma propriedade das substâncias que indica sua quan -
ti dade de energia térmica ou “calor total”. Quando o fluido refri gerante
absorve energia (calor), sua entalpia aumenta; quando o fluido refrige -
rante perde (libera) energia (calor), sua entalpia diminui.
2.3.2 Pressão (P)
 Toda força exercida sobre uma área tem a pressão como resul tado. 
Sempre que uma força for distribuída igualmente sobre uma área dada,
a pressão será a mesma em qualquer ponto da superfície de con tato e
poderá ser calculada dividindo-se a força total exercida pela área total
sobre a qual a força é aplicada. Essa relação é expressa pela equação a
seguir:
p F
A
=
18 CAPÍTULO 2
p = pressão em unidades de F por unidades de A;
F = força total em qualquer unidade de força;
A = área total em qualquer unidade de área.
2.4 Diagramas Pressão × Entalpia
Nas figuras 2.4, 2.5, 2.6 e 2.7 serão demonstrados alguns diagramas
PH dos fluidos refrigerantes:
• R – 134a
• R – 404a
• R – 407C
• R – 22 
O capítulo 3 apresentará os principais fluidos (gases) refrigerantes e 
suas famílias.
Circuito Frigorígeno Termodinâmico 19
20 CAPÍTULO 2
Figura 2.4 – Diagrama pressão-entalpia (PH) do R-134a.
Circuito Frigorígeno Termodinâmico 21
Figura 2.5 – Diagrama pressão-entalpia (PH) do R-404a.
22 CAPÍTULO 2
Figura 2.6– Diagrama pressão-entalpia (PH) do R-407C.
Circuito Frigorígeno Termodinâmico 23
Figura 2.7– Diagrama pressão-entalpia (PH) do R-22.
24 CAPÍTULO 2
Figura 2.8– Diagrama pressão-entalpia (PH) do R600a.
Circuito Frigorígeno Termodinâmico 25
Figura 2.9– Diagrama pressão-entalpia (PH) do R-22.
26 CAPÍTULO 2
Figura 2.10– Diagrama pressão-entalpia (PH).
CAPÍTULO 3
Tipos dos Componentes
Básicos
O compressor, o condensador, o dispositivo de expan são e o
evaporador formam o circuito frigorígeno ou circuito/sistema de re fri -
geração, conceito tradicional visto nos capítulos ante riores. Esses quatro 
componentes principais, estando em perfeitas con dições e bem conec -
tados ou instalados, constituirão o “circuito frigorígeno”. Contudo, este
não funcionará se um “gás” não estiver contido no interior dos com -
ponentes e tubos que formam o circuito frigorígeno, e não basta apenas
ter o “gás”, visto que este deve ser o correto e estar em quantidade
adequada para evitar danos, principalmente ao “coração” do circuito,
que é o compressor (capítulo 14). Dada a importância de se ter um “gás”
circulando adequadamente no circuito, e se um componente básico é
aquele que não deve faltar justamente por ser básico, trataremos o flui do 
refrigerante como um componente básico do circuito frigorígeno, tota -
lizando, então, cinco componentes básicos.
3.1 Fluidos ou Gases Refrigerantes
Todos os fluidos são afetados pela temperatura e pressão que
atuam simultaneamente. A água é um dos fluidos mais comuns para
ilustrar este ponto. Ao nível do mar e em condições normais de pressão
atmosférica em todos os valores de temperatura entre 0°C e +100°C, a
água se encontra no estado físico líquido. Se a temperatura for redu zi da
27
abaixo de 0°C, a água congelará, mudando seu estado físico de líquido
para sólido. Se a água for aquecida acima de +100°C, ferverá, passando
do estado físico líquido para o estado gasoso. Se a pressão for diminuída, 
o ponto de ebulição (evaporação) diminui. Se a pressão da água for au -
men tada, o ponto de ebulição (evaporação) aumenta.
Uma substância pode absorver grandes quantidades de calor com
um aumento de seu calor sensível se a diferença de temperatura é gran -
de ou se o peso da substância é elevado. Contudo, em uma mudança de
estado físico, uma fração do peso necessário para absorver certa quanti -
dade de calor sensível absorverá uma quantidade de calor latente equi -
valente.
Os sistemas de refrigeração e climatização (ar-condicionado) neces -
sitam transmitir grandes quantidades de calor que possam repetir-se
continuamente. Praticamente qualquer líquido pode ser usado para
absor ver calor por evaporação. A água é ideal em muitos aspectos, mas
como visto anteriormente, ferve a temperaturas muito altas, para ser
usada em operações normais de resfriamento, e congela-se a tempe -
raturas altas, para usos em sistemas de baixas temperaturas. Um fluido
refrigerante deve satisfazer oito importantes requisitos básicos:
• Não agredir a camada de ozônio, pois essa camada atmosférica nos
protege dos raios solares, funcionando como uma espécie de filtro
solar.
• Deve absorver o calor rapidamente à temperatura requerida pela
carga térmica.
• O sistema deve utilizar o mesmo fluido refrigerante constantemente,
por razões de economia e para resfriamento contínuo.• Não deve agredir a saúde humana.
• Não deve ser inflamável nem explosivo.
• Ser miscível com o óleo do compressor, ou seja, deve se misturar com
o óleo.
• Ter temperaturas críticas altas.
• Não alterar suas condições químicas durante toda a sua vida útil.
Nas primeiras instalações de refrigeração se empregavam, em
geral, o amoníaco, o dióxido de enxofre, o propano, o etano e o cloreto
metílico. Entretanto, apenas a amônia, ou R-717, é ainda utilizada. Sua
aplicação é específica em grandes sistemas frigoríficos e in dus triais
28 CAPÍTULO 3
distantes do perímetro urbano, pois apenas equipes treinadas devem
manuseá-la, visto que o contato com essa substância pode ser mortal
caso não se usem equipamentos de proteção adequados.
3.1.1 Famílias de Fluidos Refrigerantes
CFC
Família de compostos químicos que possuem os ele mentos cloro,
flúor e carbono em sua composição. Atualmente não se fabrica nenhum
gás CFC; o cloro, que faz parte de sua composição, destrói a camada de
ozônio. Um equipamento de refrigeração ou climatização (ar-condi -
cionado), cujo sistema funciona com um fluido refrigerante que possui
cloro na sua composição, está tecnicamente ultrapassado. Esse equi pa -
mento deve ser atualizado e o profissional de refrigeração tem de en -
contrar uma alternativa para esse problema. 
Como alternativa à falta de CFC, existem os chamados “gases
alternativos” que pertencem à família dos HCFCs.
A seguir, os principais fluidos refrigerantes da família dos CFCs:
• R-12, ou refrigerante 12 (utilizado em refrigeradores, freezers, câ ma ras 
frigoríficas e condicionadores de ar de carros, todos antigos).
• R-11, ou refrigerante 11 (utilizado em grandes sistemas com com pres -
sores centrífugos e como fluido para limpeza de circuitos frigo -
rígenos).
HCFC
Família de compostos químicos que possui os elementos hidro -
gênio, cloro, flúor e carbono em sua composição. Atualmente se fa bri -
cam os HCFCs como gases alternativos que podem substituir os CFCs.
Os principais fluidos refrigerantes da família dos HCFCs são:
• R-22, ou refrigerante 22 (utilizado em condicionadores de ar de jane la, 
splits e centrais).
• R-401A, ou refrigerante 401A (substitui o R-12).
• R-409A, ou refrigerante 409A (substitui o R-12).
• R-401B, ou refrigerante 401B (substitui o R-12 e o R-500).
Tipos dos Componentes Básicos 29
• R-402A, ou refrigerante 402A (substitui o R-502).
• R-408A, ou refrigerante 408A (substitui o R-502).
• R-402B, ou refrigerante 402B (substitui o R-502).
No processo de substituição de um CFC por um HCFC, o fabricante 
de fluidos refrigerantes deverá consultar o fabricante do equipamento.
Esse procedimento requer uma análise apurada de todos os dados de
funcionamento do equipamento (temperaturas, pressões, tipo do óleo
etc). A DuPont, que detém as marcas Suva e Freon e é um dos grandes
fabricantes de fluidos refrigerantes, chama essa atualização de CFC para 
HCFC de retrofit.
HFC
Família de compostos químicos que possui os elementos hidro -
gênio, flúor e carbono em sua composição. Atualmente os novos equi -
pamentos são fabricados com HFCs.
A seguir, os principais fluidos refrigerantes da família dos HFCs:
• R-134a, ou refrigerante 134a (utilizado em refrigeradores, freezers,
câmaras frigoríficas, condicionadores de ar de carros e equipa men tos
do tipo Chiller).
• R-404a, ou refrigerante 404a (utilizado em câmaras frigoríficas).
• R-507, ou refrigerante 507 (utilizado em equipamentos de refrigeração 
comercial).
• R-407C, ou refrigerante 407C (utilizado em equipamentos de clima -
tiza ção (ar-condicionado).
• R-410A, ou refrigerante 410A (utilizado em equipamentos de climati -
za ção (ar-condicionado).
Sobre a questão de destruir a camada de ozônio, os cientistas
criaram um índice que mede em pontos percentuais o poder de des -
truição de cada fluido refrigerante. Esse índice é chamado de ODP
(Ozone Depleting Potential) ou poder de destruição da camada de ozônio. 
Exemplo: o R-12 tem um ODP de 100%, o R-22 tem um ODP de 5,5% e o
R-134a tem um ODP de 0%.
30 CAPÍTULO 3
3.1.2 Diagrama PH dos Fluidos Refrigerantes
Como visto no capítulo 2, o diagrama PH (Pressão-En tal pia) é
muito útil no estudo dos circuitos frigorígenos, pois indica graficamente
colunas de valores de diversas tabelas; assim é fácil visualizar as va -
riações que ocorrem quando o fluido refrigerante passa de uma parte do
circuito para outra. 
Cada fluido refrigerante possui o seu diagrama PH específico e nele 
estão traçadas várias das propriedades físicas do fluido. Para se estudar
o comportamento de um equipamento, deve-se analisar o diagra ma PH
do seu fluido refrigerante (capítulo 7).
3.2 Motocompressores e Compressores
O compressor succiona o fluido refrigerante do evaporador e com -
prime-o no condensador, circula-o por todo o circuito frigorígeno e, com
auxílio do dispositivo de expansão, promove a elevação de pressão no
condensador e a redução de pressão no evaporador. 
Quando perguntamos quais os tipos de compressores que realizam
essa tarefa, muitos res pon dem incorretamente: alternativos, herméticos, 
parafusos, semi- her mé ticos etc. Nessa resposta, há uma mistura do tipo
de compressão com o tipo de acoplamento. 
Tipos dos Componentes Básicos 31
Figura 3.1 – Sistema básico de refrigeração.
Então os compressores se dividem em duas categorias, que são a
“categoria de compressão” e a “categoria de acoplamento”, e a pergunta 
quanto aos tipos de compressores tem de se relacionar ao tipo de ca -
tegoria.
3.2.1 Categoria de Compressão
Alternativo
Os compressores dessa categoria possuem o “pistão” que executa
movimentos alternados — sobe e desce ou vai-e-vem. Observe que na
figura 3.2 o fluido refrigerante penetra (entra), pela linha de sucção, em
um espaço criado pelo curso de descida do pistão e o fluido é forçado
para a linha de descarga pelo pistão no seu curso de subida.
Quando o pistão desce, faz a “placa de válvula de sucção” abrir e a
“placa de válvula de descarga” fechar; a pressão no cilindro, nesse
momento, é menor que na linha de sucção, então o fluido entra no
cilindro. 
Quando o pistão sobe, faz a “placa de válvula de descarga” abrir e a 
“placa de válvula de sucção” fechar; a pressão no interior do cilindro,
nesse momento, é maior que na linha de descarga, então o fluido sai do
interior do cilindro.
O virabrequim gira e, com o auxílio da biela, move o pistão com
movimentos alternados, daí o nome compressor alternativo.
32 CAPÍTULO 3
Figura 3.2 – Detalhe da subida e descida do pistão.
Rotativo
Este tipo de compressor é muito utilizado em condicionadores de ar 
do tipo janela e em bombas de vácuo. 
Em bombas de vácuo, o compressor é o rotativo palheta e a sucção
e a compressão ocorrem em virtude do movimento de lâminas em
relação a uma câmara de bomba (figura 3.6).
Já os rotativos para condicionadores de ar do tipo janela (figuras 3.4 
e 3.5) realizam a sucção e a descarga do fluido refrigerante por meio do
movimento do “rolete” no interior do cilindro. O rolete se movimenta
através de um eixo excêntrico e, com o auxílio da “lâmina divisória”, cria 
regiões de baixa e de alta pressão. Muitos técnicos recla mam das altas
temperaturas da carcaça dos compressores rotativos, pois os comparam
com os alternativos que possuem temperaturas de carcaça me nor. Veja
na figura 3.5 que o interior do cárter do compressor é descarga, ou seja,
altas pressão e temperatura, e a sucção está canalizada interna mente; é
o inverso dos motocompressores herméticos, em que o seu cárter é a
sucção e a descarga é que está canalizada internamente. Mais adiante
será abordado o acoplamento hermético.
Tipos dos Componentes Básicos 33
Figura 3.3 – Detalhe dos principais componentes internos de um compressor
alternativo.
34 CAPÍTULO 3
Figura 3.4 – Motocompressores herméticosrotativo e rotativo em corte.
Figura 3.5 – Detalhe dos componentes internos de um compressor rotativo.
Scroll
Este motocompressor possui dois caracóis: um é fixo e o outro é
móvel (figura 3.9). O móvel executa um movimento orbital dentro do fixo 
e, com isso, cria bolsas de gás. Essas bolsas vão diminuindo de volume e
a pressão do fluido refrigerante aumenta, sendo este descar regado para
o condensador. Simultaneamente, dois bolsões de gás são formados a
baixa pressão, efetuando a sucção do evaporador (fi gura 3.10).
Tipos dos Componentes Básicos 35
Figura 3.6 – Detalhe das palhetas de um compressor “rotativo palheta”.
Figura 3.7 – Detalhe do interior de uma “bomba de vácuo”.
36 CAPÍTULO 3
Figura 3.8 – Detalhe do interior de um motocompressor hermético Scroll.
Figura 3.9 – Caracóis do motocompressor Scroll.
Caracol fixo Caracol móvel
Figura 3.10 – Caracol móvel orbitando dentro do caracol fixo.
Parafusos
Os compressores recebem essa definição porque seus principais
componentes, que são os “rotores ou fusos”, parecem grandes roscas de
parafusos (figuras 3.12 e 3.13).
O rotor, ou fuso, com quatro convexos curvados é chamado rotor
macho e com seis côncavos, rotor fêmea. Geral mente os motores elé -
tricos movimentam o compressor através do rotor macho e sua rotação
fica em torno de 3.600 rpm. O rotor fêmea gira em torno de 2.400 rpm.
Os rotores possuem um desgaste insignificante em virtude da boa
lubrificação nos convexos e côncavos e nas bordas principais dos ro -
tores, que não ficam em contato mecanicamente.
Tipos dos Componentes Básicos 37
Figura 3.11 – Motocompressor Scroll em corte com duplos caracóis.
Figura 3.12
No processo de sucção, o convexo do rotor macho e o côncavo do
rotor fêmea engrenam-se helicoidalmente, e as bordas dos rotores são
seladas pela carcaça. O ponto de sucção atingirá gradualmente o espaço
longi tudinal do côncavo do rotor com o giro, até o encontro da extremi -
dade do convexo com a do côncavo dos rotores, que forma a bolsa de
relação volumétrica, ou seja, a pressão do fluido refrigerante é baixa e
este é succionado (sugado) do evaporador. A figura 3.14 ilustra o
processo de sucção.
No processo de compressão, continuando o giro, convexo com côn -
cavo se engrenam helicoidalmente e inicia-se o deslocamento e a redu -
ção do volume da bolsa, gradualmente a direcionando para a descarga.
38 CAPÍTULO 3
Figura 3.13
Figura 3.14 – Fase de sucção.
No processo de descarga, como a descrição anterior, forma-se a
bolsa de relação volumétrica e o espaço vai se reduzindo até o encontro
com o ponto de descarga; se o volume diminui, a pressão do fluido refri -
gerante aumentará e, então, o compressor empurrará o fluido com pri -
mido para o condensador.
Os compressores parafusos efetuam seu controle de capacidade por 
uma “válvula redutora deslizante” de mais carga e menos carga, a qual
se move paralela ao rotor e modifica a área de compressão do rotor. Isto
prolonga ou encurta a região de compressão do rotor e soma o ato do
retorno de gás para o lado da sucção enquanto o fluido comprimido é
desviado. 
Tipos dos Componentes Básicos 39
Figura 3.15 – Fase de compressão.
Figura 3.16 – Fase de descarga do fluido refrigerante vapor para o condensador.
Centrífugo
Este tipo de compressor é uma máquina relativamente de alta velo -
ci dade, na qual um jato contínuo de fluido refrigerante é succionado e
comprimido por uma força centrífuga. O compressor centrífugo pode ser 
de simples ou múltiplos estágios. Nas figuras 3.18 e 3.19 constam os
rotores internos do compressor.
Os Chillers de médio e grande portes são os equipamentos que
mais utilizam esses compressores, pois o rendimento é muito superior
ao dos alternativos.
40 CAPÍTULO 3
Figura 3.17
Figura 3.18 – Rotores de um compressor centrífugo.
Tipos dos Componentes Básicos 41
Figura 3.19 – Compressor centrífugo.
Figura 3.20 – Circuito de um Chiller com compressor centrífugo.
A seguir, os principais tipos de compressores quanto à categoria de
compressão:
• Alternativo.
• Rotativo.
• Scroll.
• Parafuso.
• Centrífugo.
3.2.2 Categoria de Acoplamento
Nessa categoria, analisa-se como o motor elétrico está instalado
com o compressor propriamente dito, que é a parte mecânica que exe -
cuta a sucção e a compressão.
O motor elétrico pode estar junto do compressor em uma mesma
carcaça, e por essa carcaça não possibilitar consertos (manutenção), cha -
ma remos esse componente de “motocompressor hermético” (figuras 3.4, 
3.8 e 3.21).
O motor elétrico pode estar junto ao compressor em uma mesma
carcaça, e se essa carcaça possibilitar consertos (manutenção), chama -
remos esse componente de “motocompressor semi-hermético” (fi gu -
ra 3.22).
Se o motor elétrico não estiver junto do compressor em uma
mesma carcaça, e se essa carcaça que contém apenas a parte de
compressão, ou seja, o compressor, possibilitar consertos (manutenção),
chamaremos esse componente de “compressor aberto” (figura 3.23).
42 CAPÍTULO 3
Figura 3.21 – Motocompressores herméticos alternativos.
A bomba de vácuo da figura 3.7 é um “compressor aberto pa lhe ta”,
que, como veremos adiante, é utilizada como equipamen to/ferramenta
indispensável nos reparos de circuitos frigorígenos. Essa bomba não é
um compressor utilizado para circular o fluido refrigerante como os
demais compressores.
A seguir, os principais tipos de compressores quanto à categoria de
acoplamento:
• Herméticos.
• Semi-herméticos.
• Abertos.
Tipos dos Componentes Básicos 43
Figura 3.22 – Motocompressor semi-hermético alternativo.
Figura 3.23 – Compressores abertos alternativos.
3.3 Condensadores
Como visto no capítulo 1, o condensador tem a função de eli minar
(rejeitar) o calor do fluido refrigerante. Com essa eliminação de calor, o
fluido refrigerante que penetra (entra) no condensador, no estado físico
“vapor”, se transforma em “líquido”.
O condensador elimina o calor para outro “fluido” que pode ser o ar 
ou a água, e sabe-se que o calor se transfere do fluido com tempe ratura
maior para o com temperatura menor. 
Se for o ar que estiver absorvendo (recebendo) calor do fluido refri -
gerante, o condensador será a ar. Se for a água que estiver absorvendo
(recebendo) calor do fluido refrigerante, o condensador será a água.
Se forem ambos, o ar e a água, que estiverem absorvendo (rece -
bendo) calor do fluido refrigerante, o condensador será chamado eva -
porativo.
3.3.1 Condensadores a Água 
A seguir, os principais tipos de condensadores a água:
• Carcaça e Tubo (Shell & Tube).
• Tubo e Tubo.
• Placas.
44 CAPÍTULO 3
Figura 3.24 – Condensador a água Shell & Tube.
O capítulo 7 mostra o funcionamento detalhado desse tipo de con -
densador a água. O calor que o fluido refrigerante retirou no evaporador 
mais o calor injetado pelo compressor é transferido para a água, pois a
água está com temperatura menor que a do fluido refrigerante “vapor”
no condensador. A água por ter absorvido (recebido) calor do fluido
refri gerante “vapor” precisa perder (liberar) calor para, novamente,
penetrar nos tubos do condensador com temperatura menor.
A figura 3.25 mostra o condensador Tubo e Tubo e a figura 3.27, o
condensador a Placas. Em ambos, o princípio é fazer com que a água
retire calor do fluido refrigerante.
Independentemente do tipo do condensador a água, este deve estar 
ligado a uma torre de resfriamento, que fará o resfriamento da água que
aqueceu no condensador por ter retirado calor do fluido refrigerante. 
Para a água circular pelo(s) condensador(es) e pela(s) torre(s), have -
rá bombas de água, como bombas de água de condensação (BAC). A
interligação entre condensador, torre de resfriamento e BAC é
apresentada em detalhes no capítulo 7.
Tipos dos Componentes Básicos 45
Figura 3.25 – Condensadora água Tubo e Tubo.
Figura 3.26 – Condensador a água Tubo e Tubo.
3.3.2 Condensador a Ar
Os condensadores a ar podem ser com convecção natural ou con -
vec ção forçada. Na linha residencial, a maioria dos refrigeradores utiliza 
condensadores com circulação natural de ar (convecção na tural). 
Já na linha de refrigeração e climatização comercial, câmaras frigo -
ríficas, centrais de ar-condicionado e centrais de água gelada, os con -
densadores recebem a circulação forçada do ar por meio de um mo to -
ventilador (convecção forçada). Esses condensadores utilizam “ale tas”
que fazem com que o ar retire calor com mais facilidade do fluido refri -
gerante que passa no interior da tubulação, sendo, por isso, denomi -
nados “con densadores aletados com convecção forçada de ar”.
46 CAPÍTULO 3
Figura 3.27 – Condensador a água do tipo Placas.
Figura 3.28 – Aletas do condensador a ar.
3.3.3 Condensador Evaporativo
Este tipo de condensador consiste em uma torre de resfriamento de 
água pelo sistema de ar forçado, combinada com um condensador for -
mado por uma serpentina de tubo liso. Na figura 3.31 vemos que a
super fície do condensador é umidificada por meio de orifícios pul ve -
rizadores de água, ao mesmo tempo em que sobre estes se dirige a
corrente de ar promovida pelo motoventilador. A finalidade é ativar a
evaporação da água iniciada no processo de condensação do flui do
refrigerante que atua como fonte de calor. Os sistemas de refrigeração
industriais são os grandes utilizadores desse tipo de condensador.
Tipos dos Componentes Básicos 47
Figura 3.29 – Detalhe das aletas e motoventilador do condensador a ar.
Figura 3.30 – Condensador a ar.
3.4 Dispositivos de Expansão
São basicamente redutores de pressão e controladores do fluxo do
fluido refrigerante liquefeito no condensador para o evaporador. Nos
equipamentos de refrigeração e climatização comercial, o dispositivo de
expansão mais utilizado é a válvula de expansão termostática (VET).
Como visto no capítulo 1, o dispositivo de expansão, que pode ser o
tubo capilar, o pistão ou a válvula de expansão termostática, restringe ou 
dificulta a passagem do fluido refrigerante “líquido” que vem do
condensador para o evaporador e, com essa restri ção, provoca elevação
da pressão no condensador e redução brusca de pressão no evaporador.
O capítulo 6 mostra os tipos de equi pamentos que mais utilizam o
dispositivo pistão.
Dos dispositivos citados anteriormente, a VET é o único que faz a
regu lagem ou dosagem do fluido líquido para o evaporador. Essa
regulagem é feita em virtude da temperatura do fluido refrigerante
“vapor” que sai do evaporador. A temperatura do vapor que sai do
evaporador é percebida pelo “bulbo sensor” da VET.
48 CAPÍTULO 3
Figura 3.31 – Condensador evaporativo.
Na figura 3.32 vemos a VET recebendo o fluido refrigerante
liquefeito no condensador e o enviando a baixas pressão e temperatura
para o evaporador; na saída do evaporador encontra-se o bulbo sensor
da válvula identificando a temperatura do fluido refrigerante “vapor”
que está saindo do evaporador e indo para o compressor.
Na figura 3.33 há um diagrama esquemático de uma VET. Como se
vê, a válvula consiste em um corpo A, haste da válvula B, mola C,
diafragma D e bulbo sensor remoto E.
O bulbo sensor remoto e o espaço acima do diafragma estão ligados 
por um tubo capilar. O bulbo contém um fluido volátil. O fluido utilizado
é normalmente o mesmo que se utiliza como refrigerante no sistema.
Como se sabe, quando se aplica calor ao bulbo sensor remoto, a pressão
do fluido (gás) que está dentro do tubo aumenta. Essa pressão
transmite-se através do tubo capilar para o espaço sobre o diafragma. A
pressão aplicada faz empurrar o diafragma para baixo, contra a pressão
da mola. Isto faz mover a haste para fora da sede da válvula, abrindo-a.
Tipos dos Componentes Básicos 49
Figura 3.32
Quando se retira calor do bulbo sensor remoto (resfriando), a pres -
são do fluido (gás) que está dentro do tubo diminui. Essa baixa pressão
transmite-se através do tubo capilar para o espaço sobre o diafragma. A
baixa pressão aplicada faz o diafragma ir para cima e a pressão da mola
vence a pressão que está sobre o diafragma. Isto faz mover a haste para
dentro da sede da válvula, fechando-a. Assim, a quantidade de calor
(temperatura) do bulbo determina a posição da haste, a qual, por sua
vez, controla a quantidade de fluido refrigerante que vai para o
evaporador. A maioria das VETs possui um ajuste que varia a tensão da
mola. Ao se modificar a tensão da mola, varia-se o grau de calor
necessário no bulbo sensor remoto para dar posição à haste da válvula.
Esse ajuste é conhecido como “superaquecimento” (capítulo 14).
Verificando novamente a figura 3.32, vemos o bulbo sensor na linha 
de sucção; se o local onde o bulbo será instalado na sucção estiver na
vertical, a preocupação será apenas com a isolação térmica deste, mas se 
a linha de sucção estiver na horizontal, como na figura 3.32, deve-se
tomar o cuidado de não colocar o bulbo sensor na parte inferior do tubo,
ou seja, embaixo do tubo de sucção, pois pode haver vestígios de óleo e
isso ocasionará uma pequena isolação térmica entre o fluido refrigerante 
vapor que passa na linha de sucção e o gás que está no bulbo sensor. 
50 CAPÍTULO 3
Figura 3.33 – VET com equalização interna.
Verificando a figura 3.34, vemos as melhores posições para instalar
um bulbo numa linha de sucção na horizontal. Ao visualizar o tubo de
sucção como um relógio (analógico), as posições seriam em 10 ou 14
horas. Como comentamos antes, se o tubo de sucção estiver na hori -
zontal, poderá haver óleo na parte inferior deste, então não será acon -
selhável colocar o bulbo sensor na posição 18 horas.
A fim de compensar uma excessiva queda de pressão por meio de
um evaporador, a VET deve ser do tipo equalizador externo, com o tubo
equalizador externo ligado logo após a saída do evaporador, ou seja,
ligado na linha de sucção, próximo ao bulbo sensor. 
A queda de pressão real da saída do evaporador é imposta sob o
dia fragma (figuras 3.35 e 3.36) da VET. As pressões de operação no
diafragma estão agora livres de qual quer efeito da queda de pressão no
evaporador, e a VET responderá ao superaquecimento do fluido refri -
gerante vapor que sai do evaporador. A VET deve ser aplicada o mais
próximo possível do eva porador e em situação tal que seja acessível para 
ajustes e manutenção.
Tipos dos Componentes Básicos 51
Figura 3.34 – Bulbo sensor na posição 14 horas.
A figura 3.37 mostra as forças que atuam numa válvula de ex -
pansão termostática com equalização externa. Todos os sistemas de
refri geração e climatização de médio e grande portes utilizam VET com
equalização externa.
52 CAPÍTULO 3
Figura 3.36 – VET com equalização externa.
Figura 3.35 – VET com equalização externa.
• Força (1) — Pressão do gás do bulbo sensor (sobre o diafragma).
• Força (2) — Pressão do evaporador captada pelo tubo equalizador
externo.
• Força (3) – Pressão da mola (sob o diafragma).
• Válvula abrindo — “Força (1)” maior que a soma das “Forças (2)+(3)”
• Válvula fechando — soma das “Forças (2)+(3)” maior que a da “Força
(1)”
Sendo do tipo equalização interna ou equalização externa, sabe -se
que a válvula de expansão termostática recebe o fluido refrigerante
“líquido” do condensador a alta pressão, e logo após a VET, o fluido
refrigerante já está imediatamente a baixas pressão e tem peratura.
O fluido refrigerante flui através da VET para a baixa pressão do
evaporador. O fluido refrigerante “líquido” resfria para a temperatura
de evaporação correspondente a essa pressão mais baixa. Para realizar
esse resfriamento, o fluido refrigerante “líquido” deve ceder calor, sendo 
este cedido para o meio mais próximo, que são as moléculas adjacentes
do próprio fluido refrigerante. Aoceder esse calor a uma pressão mais
bai xa, ocorre (ainda na VET) a evaporação de parte do fluido refri -
gerante “líquido” até o ponto em que a mistura de vapor e líquido tenha
atingi do a temperatura de saturação (evaporação) correspondente a essa 
pres são mais baixa.
O fluido refrigerante “vapor” resultante dessa evaporação é chama -
do “flash gás” e sua quantidade é referida como “percentual de flash
gás”. Esse percentual aos níveis de temperaturas de climatização do ar
Tipos dos Componentes Básicos 53
Figura 3.37 – Forças que atuam na VET com equalização externa.
está na faixa de 20% a 30%. A figura 3.38 mostra esse fenômeno no dia -
grama PH, em que quanto menor o flash gás, haverá mais fluido
refrigerante “líquido” no evaporador para retirar calor e o rendimento
do equi pa mento aumentará.
O flash gás é um componente indispensável, visto que o fluido
refrigerante necessita utilizá-lo para que sua temperatura permaneça
reduzida no evaporador; o fluido refrigerante, vindo a altas pressão e
temperatura do condensador (quente), tem de “perder” parte de sua
quantidade no estado líquido para ficar a baixa temperatura (frio) ao
penetrar (entrar) no evaporador.
Este é um processo inerente ao circuito frigorígeno, e uma vez que
o flash gás é diminuído da capacidade útil do equipamento, é desejável
que o fluido refrigerante líquido tenha um baixo calor específico, o que
diminuirá o flash gás ao mínimo.
O capítulo 1 descreve o circuito frigorígeno no diagrama PH, sendo
o ponto 4 a entrada do evaporador e o ponto 1 a saída. O compressor
corresponde ao ponto 1 ao 2, o condensador, ao ponto 2 ao 3, e a VET, ao 
ponto 3 ao 4.
54 CAPÍTULO 3
Figura 3.38 – Diagrama PH evidenciando o flash gás.
Além das válvulas de expansão termostáticas “termomecânicas”
mostradas anteriormente, os equipamentos de refrigeração ou clima -
tização podem utilizar também as válvulas de expansão eletrônicas.
Estas são comandadas por um microprocessador com o objetivo espe -
cífico de manter o superaquecimento com uma maior precisão. Essas
VETs não possuem o bulbo sensor externo com gás internamente, mas
há um sensor (termistor) na linha de sucção do compressor e esse sensor 
envia sinal ao microprocessador, que, por sua vez, aciona o “motor” da
válvula eletrônica fazendo-a aumentar ou diminuir a passagem de fluido 
refrige rante líquido para o evaporador.
A figura 3.39 mostra:
1. motor de passo;
2. parafuso rosca sem fim;
3. bucha deslizante;
4. conjunto orifício calibrado.
Tipos dos Componentes Básicos 55
Figura 3.39 – VET eletrônica.
3.5 Evaporadores
Como visto no capítulo 1, o evaporador absorve calor do am biente
interno. Com essa absorção de calor, o fluido refrigerante que sai da
válvula de expansão e entra nela no estado físico “líquido” evapora, ou
seja, transforma-se em “vapor”.
O evaporador absorve o calor de outro “fluido” que pode ser o ar ou 
a água, e o calor se transfere do fluido com temperatura maior para o
com temperatura menor. 
Se for o ar que estiver liberando (rejeitando) calor para o fluido
refrigerante se evaporar, o evaporador será do tipo expansão direta,
(capítulos 6 e 7).
O evaporador a ar (figura 3.40) é construído com aletas, semelhan -
temente aos condensadores a ar.
Se for a água que estiver liberando (rejeitando) calor para o fluido
refrigerante se evaporar, o evaporador será do tipo Shell & Tube (Car -
caça e Tubo) (figuras 3.41 e 3.42 e o capítulo 7).
56 CAPÍTULO 3
Figura 3.40
Tipos dos Componentes Básicos 57
Figura 3.41 – Evaporador Carcaça e Tubo.
Figura 3.42 – Evaporador Carcaça e Tubo.
CAPÍTULO 4
Componentes Auxiliares
de Proteção e Controle
4.1 Filtro Secador ou Desidratante
Os filtros são os componentes auxiliares mais importantes em qual -
quer sistema de refrigeração ou climatização. Eles estão localizados
estra tegicamente antes do dispositivo de expansão, pois o dispositivo é o
ponto de menor diâmetro do sistema e onde pode haver obstrução (entu -
pimento). A finalidade dos filtros desidratantes é a de reter as im pu rezas 
contidas no interior do circuito frigorígeno e absorver a umida de de
acordo com o tipo de filtro desidratante. Cada filtro possui uma capa -
cidade higroscópica diferente, a qual se refere à absor ção de umidade
(consulte o fabricante). Nesses filtros deverá ser obedecida a posição
quanto à colocação. A figura 4.1 mostra um filtro em corte e a figura 4.2,
um recarregável.
Figura 4.1
59
4.2 Visor de Líquido
São componentes que num sistema de refrigeração, principalmente 
em máquinas de médio e grande portes, desempenham um importante
tra balho: a visualização da passagem do líquido na linha de líquido a alta 
pressão, além de permitir, em alguns casos, a constatação de umidade
no sistema.
O visor de líquido serve para indicar falta de líquido na válvula de
expansão termostática. Bolhas de vapor no visor indicam, por exemplo,
falta de carga, sub-resfriamento baixo ou obstrução parcial do filtro
secador.
4.2.1 Visor com Indicador de Umidade
O visor está equipado com um indicador de cor que passa de verde
para amarelo quando o teor de umidade do refrigerante excede o valor
crítico. A indicação de cor é reversível, isto é, a cor passa novamente de
amarelo para verde quando a instalação está seca, por exemplo, reno -
vando o secador de linha. Ao montar o secador da linha de líquido numa
posição vertical, é preciso certificar-se de que a entrada ficará em cima e 
a saída, embaixo. Desta maneira, haverá sempre líquido refrigerante no
filtro, de modo que a capacidade de secagem é utilizada da melhor
manei ra possível.
60 CAPÍTULO 4
Figura 4.2 – Substituição do cartucho.
4.3 Válvula de Retenção
São dispositivos que permitem a passagem do fluido refrigerante
somente no sentido da seta de indicação. É uma válvula unidirecional.
4.4 Válvula Solenóide da Linha de Líquido
A válvula solenóide é uma válvula eletromagnética servo coman -
dada. Se a bobina recebe corrente, abre-se o orifício piloto. Esse orifício
tem uma seção de passagem superior à do conjunto de todos os orifícios
de equalização de pressão. A pressão sobre o diafragma é reduzida por
escape, através do orifício piloto para a saída da válvula, e o diagrama é
levantado pelo aumento da pressão de entrada no lado inferior. Quando
a bobina não recebe corrente, o orifício piloto está fechado e o diafragma 
é empurrado de encontro à sede da válvula, porque a pressão sobe o
diafragma e aumenta os orifícios de equalização de pressão.
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 61
Figura 4.3
Figura 4.4 – Válvula de retenção com rosca.
Esse tipo de válvula é geralmente instalado na linha de líquido para 
retenção de fluido refrigerante, quando estiver desenergizada. A
figura 4.6 mostra a solenóide fechada e a figura 4.7, esta abrindo.
62 CAPÍTULO 4
Figura 4.5 – Válvula solenóide.
Figura 4.6 – Solenóide fechada.
Figura 4.7 – Solenóide abrindo.
4.5 Válvula de Serviço
Estas válvulas são utilizadas para executar servi ços de medições de
pressão, evacuação e carga de fluido refrigerante. A válvula de serviço
pode ser aberta e fechada com o uso de uma chave catraca (figura 4.9). O 
conjunto Manifold está detalhado no capítulo 12.
De acordo com a figura 4.8, quando se gira a “haste” da válvula
toda para cima, fecha-se a leitura da pressão para o manô metro do con -
junto Manifold (fechado para serviço). Quando se gira a “haste” da
válvula toda para baixo, fecha-se a passagem do fluido refrigerante (fe -
chado para o sistema). 
A posição apresentada na figura 4.8 mostra a abertura da válvula de 
serviço e a instalação de um conjunto Manifold para verificar a pressão
de sucção do motocompressor, ou seja, aberto para serviço e sistema. O
conjunto Manifold está detalhado no capítulo 12.
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 63
Figura4.8 – Válvula de serviço na sucção.
Figura 4.9 – Chave catraca para abrir e fechar a válvula de serviço.
4.6 Válvula do Tipo Schrader
Esta válvula utiliza o princípio das válvulas de ar usadas nas
câmaras de pneus de carros, motos ou bicicletas e é semelhante a estas.
Deve possuir uma tampa para assegurar um funcionamento à prova de
va zamento.
Com as “válvulas Schrader”, pode-se verificar as pressões do siste -
ma e recarregá-lo sem alterar o funcionamento do motocom pressor.
Para abrir a válvula, é necessário utilizar o lado da mangueira do con -
junto Manifold que possua um pino central para empurrar o pino da
válvula.
4.7 Válvula ou Registro Manual
Esta válvula é utilizada de modo que se possa isolar partes do
circuito frigorígeno para reparos ou manutenção. É fechada ao ser
girada no sentido horário e aberta, no anti-horário.
64 CAPÍTULO 4
Figura 4.10 – Válvula Schrader.
4.8 Válvula de Segurança do Tipo Plugue Fusível
Nos circuitos frigorígenos, durante paralisações, incêndios ou altas
temperaturas causadas por falhas nos controles elétricos, poderão ocor -
rer danos ao sistema ou mesmo uma explosão, em virtude do aumento
de pressão. Para a máxima segurança da instalação, deve-se montar no
tanque de líquido ou no condensador a válvula de alívio do tipo plugue
fusível PSA ou PSB.
Quando a temperatura ultrapassar a prefixada, o núcleo do plugue
fundirá (derreterá), deixando fluir o fluido refrigerante e evitando,
assim, danos à instalação — PSA (70ºC a 77ºC) ou PSB (93ºC a 98ºC).
4.9 Válvula de Segurança do Tipo Alívio
É utilizada em qualquer vaso de pressão, mas o limite prefixado de
pressão não deve ser excedido, pois poderiam ocorrer sérios danos ao
sistema, como, por exemplo, uma explosão.
Nos circuitos frigorígenos, a válvula de segurança deverá ser
instala da no tanque de líquido ou no condensador a água.
Nessa válvula constituída basicamente de um corpo, onde estão alo -
ja dos um pistão com assento de neoprene, mola e parafuso de regu -
lagem, atuam, de um lado, a pressão do recipiente onde a válvula está
instalada e, do outro, as pressões atmosféricas e de uma mola, cuja
tensão é calibra da por meio do parafuso de regulagem, para o valor
desejado.
Quando a pressão ultrapassar o limite prefixado no condensador ou 
tanque de líquido, a válvula abrirá, deixando fluir o fluido refrige rante
até a normalização, quando, então, voltará a fechar.
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 65
Figura 4.11 – Plugue fusível em corte.
É esta a sua grande vantagem sobre os plugues fusíveis. Quando os
plugues se abrem, deixam fluir todo o fluido refrigerante, devendo, por
isso, ser substituídos.
Veja na figura 4.12 que uma válvula possui rosca e, por segurança,
deve-se canalizar essa saída para fora da casa de máquinas do equi -
pamento.
4.10 Acumulador de Sucção
O acumulador de sucção exerce as mesmas funções que o acumu -
lador de líquido ou o separador de líquido, ou seja, evitar que o fluido
refrigerante líquido que não evaporou no evaporador seja succionado
pelo motocompressor. Veja na figura 4.13 que a linha de sucção é
separada no interior do acumulador. 
66 CAPÍTULO 4
Figura 4.12 – Válvulas de alívio.
Figura 4.13 – Separador de líquido.
Os equipamentos que mais utilizam esse tipo de componente auxi -
liar (acessório) são os de refrigeração (freezers, câma ras e balcões fri -
goríficos) em virtude de as temperaturas de evaporação serem muito
baixas.
4.11 Intercambiador de Calor
Basicamente exerce a mesma função que o acumulador de sucção:
evitar que o fluido refrigerante líquido que não evaporou no evaporador
seja succionado pelo motocompressor. Isso ocorre porque a linha de
líquido transfere energia (calor) para a linha de sucção; se na sucção
estiver passando fluido refrigerante líquido, isso irá evaporá-lo. Os
equipamentos para climatização (ar-condicionado) não utilizam esse
acessório. Assim como os acumuladores de sucção, os que mais utilizam
esse tipo de componente auxiliar (acessório) são os equipamentos de
refrigeração (freezers, câmaras e balcões frigoríficos) em virtude de as
temperaturas de evaporação serem muito baixas.
4.12 Separador de Óleo
Como mostrado na figura 4.15, esse separador promove o retorno
de óleo para o cárter do motocompressor. Isso evita que o óleo vá para
todo o circuito. No interior do separador, há uma bóia que só abre o
retorno quando o nível de óleo sobe; deve-se abastecer o separador com
óleo antes de instalá-lo. A quantidade de óleo depende da capacidade do
sistema, devendo-se consultar o fabricante do equipamento. Equipa -
men tos de climatização (ar-condicionado) não utilizam esse tipo de com -
po nente (acessório), apenas sistemas de resfriamento ou congelamento,
ou seja, sistemas de refrigeração que possuem problemas críticos de
retor no de óleo.
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 67
Figura 4.14 – Intercambiador de calor.
4.13 Tanque de Líquido
Como está ilustrado na figura 4.16, o tanque de líquido localiza-se
imedia tamente na saída do condensador, por ser um componente
auxiliar (aces sório) importante. Caso se deseje realizar uma manutenção 
em todo o circuito frigo rígeno, o tanque de líquido tem capacidade de
armazenar todo o fluido refrigerante do circuito; além disso, se houver
uma defi ciência momentânea de condensação, o tanque de líquido
manterá a linha de líquido totalmente preenchida de “líquido”.
68 CAPÍTULO 4
Figura 4.15 – Separador de óleo.
4.14 Tubo Flexível
Estes tubos podem ser utilizados nas linhas de sucção e descarga
com o objetivo de evitar a transmissão de vibração do motocompressor
para todo o equipamento.
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 69
Figura 4.16 – Tanque de líquido.
Figura 4.17 – Tubo flexível.
4.15 Pressostatos Eletromecânicos
São dispositivos de proteção. O pressostato de baixa é utilizado
também como controle. Se a pressão de sucção do compressor cair e
atingir o limite mínimo permitido, o pressostato de baixa desliga o mo tor 
elétrico do compressor. Se a pressão de descarga do compressor subir e
atingir o limite máximo permitido, o pressostato de alta desliga o motor
elétrico do compressor. A figura 4.18 mostra um pres sostato de alta e
baixa (PAB) conjugado e regulável, mas os pressostatos po dem vir
separados, sendo reguláveis ou não reguláveis.
Os pressostatos não reguláveis são chamados de pré-calibrados ou
miniaturizados. Os ajustes de desarme e rearme são efetuados pelo
fabricante do equipamento, não possibilitando ajustes durante a manu -
tenção. No caso de defeito desse tipo de pressostato, pode-se adaptar os
reguláveis como o mostrado na figura 4.18. A regulagem do PAB será
exemplificada na figura 4.19.
De acordo com a figura 4.19, há:
• Ponteiro 1 — Escala do rearme do pressostato de baixa. A regula gem
é feita no parafuso de ajuste do rearme mostrado na figura 4.18.
• Ponteiro 2 — Escala do diferencial do pressostato de baixa. A regula -
gem é feita no parafuso de ajuste do diferencial mostrado na figu -
ra 4.18.
70 CAPÍTULO 4
Figura 4.18 – Pressostato de alta e baixa regulável.
• Ponteiro 3 — Escala do desarme do pressostato de alta. A regulagem é 
feita no parafuso de ajuste do desarme mostrado na figura 4.18.
O valor do desarme por alta pressão é regulado diretamente na
escala do pressostato de alta; o ponteiro 3 mostra esse valor. O rearme é
manual por meio do botão 4. Alguns pressostatos de alta possuem o rear -
me automático, mas isso não é muito aconselhável, visto que se houve
desarme por alta pressão, deve-se forçar o mecânico, técnico ou enge -
nheiro a verificar o problema.
O pressostato de baixa possui duas escalas, a de rearme (ponteiro 1) 
e a do diferencial (ponteiro 2). O pressostato de baixa não possui uma
escala em que se regula diretamente o desarme como no pressostato de
alta. O valor dodesarme por baixa é a diferença entre o “valor regulado
no rearme” e o “valor regulado no diferencial”.
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 71
Figura 4.19 – Pressostato de alta e baixa regulável.
Exemplo de regulagem de um PAB:
• Pressão de sucção do compressor de uma central de condicio na men to
de ar = 65 PSIg.
• Pressão de descarga do compressor de uma central de condiciona -
men to de ar = 250 PSIg.
Valor do desarme regulado na escala do pressostato de alta
(ponteiro 3) = 300 PSIg.
Se a pressão de descarga do compressor atingir o valor de 300 PSIg, 
os contatos elétricos do pressostato irão se abrir, desligando, assim, o
motor elétrico do compressor.
Para regular um valor de 40 PSIg de desarme por baixa, pode-se
regular (ponteiro 1) o rearme para 70 PSIg e um diferencial (ponteiro 2)
para 30 PSIg (70 - 30 = 40).
Se a pressão de sucção do compressor atingir o valor de 40 PSIg, os
contatos elétricos do pressostato irão se abrir, desligando o motor elétri -
co do compressor. Se a pressão subir até 70 PSIg, os contatos elétricos
do pressostato irão se fechar, ligando o motor elétrico do compressor.
Além de monitorar as pressões de “sucção” e “descarga” do moto -
com pressor de um equipamento, pode-se monitorar também a situação
da lubrificação do óleo quando o compressor utiliza uma bomba de óleo.
Os motocompressores herméticos (capítulo 3), independentemente
do ta ma nho e da capacidade, e os compressores abertos de pequeno e
médio portes possuem uma lubrificação do tipo “por salpico”, sem o uso
de uma bomba de óleo.
Já os compressores abertos de grande porte e os motocom pres sores 
semi-herméticos realizam lubrificação forçada com o uso de uma bomba 
de óleo.
O fabricante do compressor deve ser consultado para saber o valor
mínimo da pressão do óleo; a pressão do óleo deve ser superior ao
valor mínimo para evitar travamento ou desgastes por defi ciên cia de
lubri ficação.
A “pressão do óleo” é a diferença entre a “pressão de descarga
(HP)” e a “pressão de sucção (LP)” da bomba de óleo. Exemplo, se a
pressão de sucção da bomba de óleo for 60 PSIg e a pressão de descar ga
desta for 110 PSIg, a pressão do óleo será igual a 50 PSIg.
Com o uso de um pressostato de óleo, este desligará o motor
elétrico do compressor caso a pressão do óleo atinja o valor mínimo
recomendado pelo fabricante do compressor.
72 CAPÍTULO 4
O pressostato de óleo contém um mecanismo temporizador,
acionado pelo aquecimento (um resistor). Quando a pressão do óleo é
igual ou menor que o valor regulado no pressostato (valor recomendado
pelo fabri cante), o mecanismo temporizador é acionado. Se a pressão
normal de óleo não se normalizar dentro do período de atraso (ex.:
120 segundos), o temporizador fará com que os contatos que desligam o
comando do motor elétrico do compressor se abram.
O mecanismo temporizador dá à bomba de óleo tempo tanto para
desen volver a pressão normal de operação do óleo quando da partida
como para normalizar a pressão do óleo se esta tiver sido interrompida
temporariamente durante a operação normal do compressor. Na fi -
gura 4.21, vê-se que a diferença de pressão é medida por foles opostos. 
A pressão de descarga da bomba de óleo é “sentida” por um fole,
enquanto a pressão de sucção é “sentida” pelo outro. Como já men -
cionado, a diferença é a pressão do óleo. 
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 73
Figura 4.20 – Esquema de uma bomba de óleo com o pressostato de óleo.
74 CAPÍTULO 4
Figura 4.21 – Pressostato de óleo.
Figura 4.22 – Exemplo da ligação interna de um pressostato de óleo.
Quando há deficiência de lubrificação, o pressostato de óleo não
des li ga o motor do compressor imediatamente. O pressostato liga o
tempo rizador (resistor) que se aquece e, durante cerca de 120 segundos,
por exemplo, se a pressão de óleo não se normalizar, aí, sim, um
bimetálico que se aqueceu com o resistor irá empurrar os contatos que
estavam mantendo o motor do compressor ligado, ou seja, os contatos se 
abrem porque o temporizador (resistor) permaneceu os 120 segundos
energizado.
Como a bomba de óleo succiona (puxa) o óleo do cárter do com -
pres sor e como o cárter dos compressores abertos e semi-herméticos é
sucção, as pressões de sucção do compressor e da bomba de óleo são
iguais.
É incorreto afirmar tecnicamente que a pressão de descarga da
bom ba de óleo é a pressão do óleo. A pressão do óleo é um diferencial
(∆P).
• LP — Low pressure (baixa pressão).
• HP — High pressure (alta pressão).
4.16 Termostatos
Os termostatos eletrônicos ou termomecânicos têm a fun ção de
manter uma temperatura ambiente média preestabelecida, seja para
refrigeração ou climatização (ar condicionado).
Quando a temperatura no “bulbo sensor” atinge o valor mínimo, o
termostato abre seus contatos elétricos desligando, assim, o contato do
comando do motor elétrico do compressor, ou em alguns equipamentos
de refrigeração (câmaras frigoríficas), em que o termostato não desliga
diretamente o motor do compressor, desligando, sim, a válvula solenóide 
da linha de líquido, ocorrerão recolhimento do fluido refri gerante e
redução da pressão de sucção. Com essa redução, o motor do
compressor será desligado pelo pressostato de baixa. Havendo qualquer
obstrução na linha de líquido, que é a linha que liga a saída do conden -
sador ao dispositivo de expansão, ocorrerá desarme por baixa.
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 75
Um termostato termomecânico basicamente funciona em virtude
da ação da pressão do gás que pressiona o diafragma (fole). A pressão do 
gás do bulbo sensor se eleva quando a temperatura do ar ambiente no
bulbo sensor aumenta e, então, o contato móvel 1 (figura 4.24) encosta
no contato fixo 2 e o contato móvel é movimentado pelo diafragma. A
pressão do gás do bulbo sensor decresce quando a temperatura do ar
ambiente no bulbo sensor também diminui e, então, o contato móvel 1
(figura 4.24) se afasta do contato fixo 2 (abrindo os contatos).
Os termostatos são termomecânicos e o custo desses dispositivos é
menor que o dos dispositivos eletrônicos, como o termostato da figura
4.25 e os “sensores eletrônicos” mostrados no final do capítulo 7. 
A vantagem de um controle digital consiste na maior precisão no
liga/desliga; o circuito eletrônico contido no interior de um termostato
digital (figura 4.25) recebe a informação da temperatura ambiente por
meio de um sensor.
76 CAPÍTULO 4
Figura 4.23 – Termostato termomecânico.
Componentes Auxiliares de Proteção e Controle 77
Figura 4.25 – Termostato digital eletrônico.
Figura 4.24 – Termostato termomecânico em corte.
CAPÍTULO 5
Refrigeração Comercial
Este capítulo traz uma abordagem básica dos equipamentos da
linha de refrigeração comercial, sendo extremamente importante a con -
sulta dos catálogos técnicos dos fabricantes de evaporadores e unidades
con den sadoras. Esses catálogos mostram detalhes de instalação, dimen -
sio namento de linhas de sucção e líquido, esquemas elétricos, seleção de 
VET, montagem dos tubos etc.
5.1 Câmaras Frigoríficas
As câmaras são ambientes usados geralmente para armazenar
grandes quantidades de alimentos ou produtos químicos, podendo ser
denominadas grandes freezers. São muito utilizadas em supermercados,
hotéis, restaurantes, açougues, indústrias etc. Conforme as necessida -
des, são fabricadas em alvenaria ou em painéis pré-moldados. Podem
ser fixas ou desmontáveis (figura 5.2).
De acordo com o produto, a estocagem e as temperaturas de
conservação (armazenagem), a câmara pode possuir antecâmara ou
cortina de ar; as temperaturas de conservação definirão se é uma
câmara de resfriados ou uma câmara de congelados. O item 5.1.5 deste
capítulo demonstra o funcionamento de um sistema atendendo a esses
dois tipos de câmara.
79
As necessidades da antecâmara devem-se a dois fatores impor-
tantes:
• Evitar a entrada de calor externo conduzido pelo ar exterior.
• Obter uma temperatura média entre as temperaturas da câmara e do
ar externo.
80 CAPÍTULO 5
Figura 5.1 – Câmara frigorífica ou câmara fria.
Figura 5.2 – Câmara frigorífica pré-moldada.
5.1.1 Aproveitamento Total da Câmara Frigorífica
A porta não pode ficar aberta
Com a entrada e a saída de funcionários, a porta da câmara
permanece aberta durante muito tempo. E há, também, aqueles que se
esquecem de fe chá-la.
Deve-se respeitar a dimensão para armazenamento
Alguns usuários colocam mais carga do que a capacidade per -
mitida. O resul tado pode ser desde produto estragado até danificação do
equipamento. Além de dimensionar a câmara de acordo com a neces -
sidade, é preciso respeitar o limite de armazenamento.
Deve haver espaçamento entre os produtos
Às vezes, para ganhar espaço, o usuário lota a câmara, esque cendo
que os produtos não podem ficar encostados.
Refrigeração Comercial 81
Figura 5.3 – Circuito frigorígeno de uma câmara frigorífica.
Deve-se utilizar prateleiras
A organização do espaço interno da câmara pode significar econo -
mia, além de agilidade no serviço.
Deve-se sempre verificar se os trincos estão funcionando bem
Não basta encostar a porta; cheque se real men te está trancada.
A gacheta (borracha da porta) tem que ter flexibilidade para preservar a
vedação
A câmara deve ser lavada e estar sempre seca
O usuário brasileiro não tem o hábito de lavar a câmara e, quando o 
faz, não a seca corretamente.
Não se deve misturar produtos
Carnes devem estar separadas de frutas. Os produtos têm neces -
sidades térmicas diferentes.
Deve-se respeitar o objetivo inicial da câmara
Uma instalação projetada para carne não pode ser utilizada para
verduras.
5.1.2 Evaporadores 
Como visto no capítulo 1, o evaporador retira calor do ar interno e
transfere-o para o fluido refrigerante. O fluido refrigerante recebe
(retira) calor do ar que está no interior da câmara frigorífica e, com isso,
os pro dutos ou alimentos serão resfriados ou congelados por estarem
cedendo calor ao ar interno.
82 CAPÍTULO 5
Figura 5.4 – Evaporador de teto.
5.1.3 Unidades Condensadoras
Unidade condensadora é um termo técnico para definir uma uni da -
de que contém juntos o compressor e o condensador do circuito frigo -
rígeno. 
As unidades condensadoras das figuras 5.7 e 5.8 possuem moto -
compressor hermético e são as mais adequadas para montagem em
câmaras ou balcões frigoríficos. Existem unidades que possuem com -
pressor aberto e, nesse caso, o motor elétrico move o compressor com o
auxílio de uma correia. O número de defeitos nesse tipo de unidades,
como folga na correia e vazamento no compressor, é muito superior ao
dos motocompressores herméticos.
Refrigeração Comercial 83
Figura 5.5 – Evaporador de parede.
Figura 5.6 – Evaporador de teto.
84 CAPÍTULO 5
Figura 5.8 – Principais componentes de uma unidade condensadora.
Figura 5.9 – Instalação incorreta.
Figura 5.7 – Unidade condensadora.
A instalação das unidades condensadoras deve ser feita em:
• piso nivelado;
• ambiente limpo;
• local onde não exista nada que possa comprometer a circulação do ar
pelo condensador e com espaço suficiente para manutenção (con -
sertos).
Depois de definidos os equipamentos a serem utilizados, consulte
os fabricantes destes quanto à demanda de carga térmica. Em relação
aos compressores unitários, não em paralelos, existem disponíveis no
mercado unidades condensadoras com compressores herméticos de
½ HP a 10 HP, com semi-hermético de ¾ HP a 12 HP.
Há três faixas de temperaturas de evaporação na refrigeração co -
mercial:
• Baixa temperatura para congelados (-40°C a -20°C).
• Média temperatura para resfriados (-15°C a -10°C).
• Alta temperatura para resfriados (-5°C a +2°C).
As aplicações das unidades condensadoras estão divididas de acor -
do com o tipo do motocompressor:
• Motocompressor hermético — Aplicado aos regimes de baixas, médias 
e altas temperaturas.
• Motocompressor semi-hermético — Aplicado aos regimes de conge la -
dos, médias e altas temperaturas.
• Motocompressor hermético Scroll — Aplicados aos regimes de
congela dos, médias e altas temperaturas.
Como visto anteriormente, a escolha do local de instalação das uni -
da des condensadoras (figuras 5.10, 5.11 e 5.12) deve ser criteriosa, pois o
local é um dos grandes responsáveis pelo funcionamento inadequado de
uma instalação. 
O mecânico ou técnico em refrigeração é o responsável direto pela
realização dessa análise.
Sabe-se que toda energia retirada na forma de calor dos alimentos
dentro das câmaras, dos balcões frigoríficos, dos freezers etc., adicionada 
ao calor in jeta do pelo compressor, será rejeitada no condensador. Para
que essa rejeição (eliminação) de calor ocorra bem é indispensável o
espaço para a ventilação, entrada e saída de ar com qualidade e quan -
tidade suficien tes para que o condensador consiga executar essa troca
de calor.
Refrigeração Comercial 85
86 CAPÍTULO 5
Figura 5.10 – Instalação correta com o auxílio de um motoventilador.
Figura 5.11 – Instalação correta com o auxílio de um motoventilador.
Figura 5.12 – Instalação correta.
5.1.4 Tubulações
É fundamental que o técnico em refrigeração esteja ciente de que
todo motocompressor envia óleo e fluido refrigerante para o circuito.
Essa quantidade de óleo variará em função das condições de trabalho do 
motocompressor, porém o retorno desse óleo para o motocompressor é
de inteira responsabilidade do projeto da instalação. Diâmetros de
tubulações muito grandes provocam velocidades baixas e acúmulo
de óleo nas linhas. Diâmetros de tubulações muito pequenos geram altas 
velocidades, provocando ruídos, possíveis desgastes prema turos em
sedes de válvulas, vibrações excessivas e perda de potência no com -
pressor.
O mecânico ou técnico deve praticar as soldas dos tubos com um
fluxo de nitrogênio ou outro gás inerte não inflamável, a fim de expulsar
o oxigênio do interior da tubulação, evitando a formação de óxido cupro -
so, que é um sério contaminante do sistema. Para a limpeza dos tubos,
pode ser utilizado o mesmo fluido refrigerante do equipamento (capí -
tulo 10).
Para assegurar uma boa distribuição do fluido refrigerante líquido
nos evaporadores e evitar o retorno do líquido ao motocompressor é
necessário, além do selecionamento correto da VET, utilizar o recurso
do prolongamento da tubulação com o sifão invertido, que impedirá a
ida do líquido para o motocompressor.
Refrigeração Comercial 87
Figura 5.13
Quando o evaporador ou evaporadores estiver(em) localizado(s)
acima do motocompressor, um sifão invertido deverá ser usado a fim de
evitar a migração de fluido refrigerante líquido ao motocompressor nos
momentos de parada. A utilização de um acumulador de sucção é viável
nessas situações.
Nas tubulações de descargas verticais para cima (figura 5.15), tam -
bém deve ser previsto o sifão invertido, para evitar o escorrimento de
óleo ou líquido condensado sobre o cabeçote do motocompressor, pois
este não dará partida inundado de óleo e fluido. Outro recurso é o uso da 
válvula de retenção na descarga, cujo funcionamento foi descrito no
capítulo 4.
Todos os detalhes do item 5.1.4 sobre instalações de tubulações não
se resumem apenas aos equipamentos de refrigeração, podendo-se usar
essas recomendações também em equipamentos de climatização
(ar-con dicionado) que serão vistos no capítulo 6. 
88 CAPÍTULO 5
Figura 5.14
O diâmetro das conexões das unidades condensadoras e dos
evaporadores não poderá servir de parâmetro para o selecionamento
dos diâmetros do restante do circuito frigorígeno. Para o seleciona -
mento correto das tubulações, deve-se seguir as tabelas de fabricantes
conhe cidos, como Danfos e McQuay. Algumas dessastabelas estão
anexas no final do livro.
Em instalações onde o motocompressor está posicionado acima do
evaporador (figura 5.17) é necessária a instalação do sifão a cada 3
metros, com o objetivo de auxiliar o arraste do óleo de volta ao
motocompressor. Veja na figura 5.16 que o sifão promove o arraste do
óleo mediante a redução do diâmetro do tubo provocada pela presença
do óleo; com isso, a velocidade do fluido refrigerante no sifão aumentará, 
provocando o arraste do óleo.
Refrigeração Comercial 89
Figura 5.15
Figura 5.16
Nas instalações que funcionam com temperatura de evaporação
abai xo de -15EC, faz-se necessária a instalação de um separador de óleo
na descarga do motocompressor, isto porque a miscibilidade do fluido
refrigerante com o óleo diminui consideravelmente com a queda da tem -
peratura.
90 CAPÍTULO 5
Figura 5.17
Figura 5.18
5.1.5 Exemplo do Funcionamento de uma Câmara Frigorífica
A figura 5.19 representa um sistema de refrigeração composto de
câmara de congelados e câmara de resfriados com componentes da
marca Danfos. 
Há o evaporador da câmara de resfriados B, um motocompressor C, 
um condensador D e um tanque de líquido E. O fluido refrigerante che -
ga às válvulas de expansão termostáticas TE, passando pelo filtro seca -
dor DX e o visor de líquido com indicador de umidade SGI. Antes de
cada válvula de expansão termostática TE, encontram-se as válvulas
sole nóide EVR, controladas pelos termostatos KP 61. Os termostatos
controlam a abertura e o fechamento das válvulas solenóides, de acordo
com a tempe ratura no sensor F do termostato, montado em cada câmara 
frigorífica.
Uma válvula de retenção NVR está montada na linha de sucção do
evaporador da câmara de congelados A. Essa válvula evita o retorno de
fluido refrigerante para o evaporador da câmara de congelados durante
os períodos de parada do motocompressor.
Um regulador de pressão KVP está montado na linha de sucção do
evaporador da câmara de resfriados. O regulador KVP mantém uma
pressão de evaporação constante, correspondente à temperatura reque -
ri da na câmara de resfriados. O capítulo 13 apresentará essa relação
quando se mencionar a carga de fluido numa câmara frigorífica.
O regulador de pressão e sucção KVL, montado antes do moto -
compressor, protege o seu motor contra sobrecargas que podem ocorrer
durante as partidas.
O pressostato de óleo MP promove a parada do motocompressor se
a pressão do óleo atingir um valor abaixo do especificado neste. O
capítulo 4 demonstrou detalhadamente o funcionamento de um pres -
sostato de óleo. O PAB KP 15 protege o moto compressor quando as
pressões de sucção e descarga estiverem fora dos valores recomendados
pelo fabricante do motocompressor. O capítulo 4 apresentou o funciona -
mento e a regulagem de um PAB.
É importante que, sob quaisquer condições, haja pressão suficiente
na linha de líquido (linha que liga o condensador às VETs) para ali -
mentar as válvulas de expansão. Para manter tal pressão, essa instalação 
ilus trada na figura 5.19 possui um regulador de pressão de conden sação
KVR e uma válvula de pressão diferencial NRD.
Além dos acessórios mostrados no capítulo 4, serão citados outros
como as válvulas KVP, KVL, NRD e KVR.
Refrigeração Comercial 91
De acordo com a figura 5.19, se o diferencial dos evaporadores ∆T
for igual a 6°C, o fluido refrigerante terá uma temperatura de evapo ra -
ção na câmara de resfriados igual a -1°C, em virtude de a temperatura
inter na ser +5°C. E a temperatura de evaporação na câmara de congela -
dos será -26°C, em virtude de a temperatura interna ser -20°C.
A figura 5.20 ilustra outro circuito frigorígeno de uma câmara fria,
onde:
VR — Válvula de retenção VAT — Válvula tanque
S-10 — Válvula de segurança EVS — Válvula solenóide
FD/ST — Filtro secador VU — Visor de líquido com
indicador de umidade
RD/TRF — Registro IC — Intercambiador de calor
TADX — Válvula de expansão TF — Termostato 
Termostática com equalização 
externa
LS — Acumulador de sucção SO — Separador de óleo
PO – Pressostato de óleo VSE – Válvula de serviço
D – Distribuidor de líquido PAB — Pressostato de alta e baixa 
92 CAPÍTULO 5
Figura 5.19
Refrigeração Comercial 93
Figura 5.20 – Circuito frigorígeno de uma câmara fria.
5.1.6 Unidades Plug-In
As unidades do tipo plug-in reúnem o evaporador, o compres sor, o
dispositivo de expansão e o condensador juntos dentro do gabine te da
unidade, ou seja, é um circuito frigorígeno completo pré-montado e
ajustado, necessitando apenas de uma abertura em uma das paredes
laterais da câmara frigorífica e da instalação de alimentação elétrica; os
controles de temperatura, de degelo (descongelamento) e pressões
também já estão contidos no plug-in.
94 CAPÍTULO 5
Figura 5.21 – Plug-in.
Figura 5.22 – Vista laretal do plug-in instalado.
5.1.7 Controles Digitais
As câmaras e balcões frigoríficos podem ter uma maior precisão no
controle da temperatura, da umidade e do descongelamento (degelo) dos 
evaporadores de congelados. A figura 5.24, por exemplo, mostra dois
modelos de controladores de temperatura e umidade.
Refrigeração Comercial 95
Figura 5.23 – Plug-in instalado.
Figura 5.24 – Controladores digitais.
5.2 Balcões e Expositores Frigoríficos
Os balcões e expositores frigoríficos podem ser independentes e
usar uma unidade condensadora como a apresentada na figura 5.26 ou
pertence r a um sistema de balcões chamado “ilhas”. Os balcões e exposi -
to res independentes são mais encontrados em pequenos estabe leci -
mentos comerciais, já as “ilhas” são um conceito de sistema de re fri ge -
ração utilizado em um grande supermercado. 
Nos grandes supermercados, há uma central de refrigeração (fi -
gura 5.27) que coleta o fluido refrigerante vapor do evaporador de todos
os balcões e expositores e envia o fluido refrigerante líquido dos con -
densadores da central para todos os dispositivos de expansão dos bal -
cões e expositores. Nesse tipo de sistema quem retira calor dos ali -
mentos é o próprio fluido refrigerante. 
Existem outros sistemas de refrigeração para supermercados, em
que o evaporador do circuito frigorígeno da central de refrigeração
resfria um “fluido” e este é bombeado para as serpentinas dos balcões e
expositores. Nesse caso quem retira calor dos alimentos nos balcões
e expositores é o “fluido” (etilenoglicol), que cede calor ao fluido refri -
gerante que está no evaporador da central de refrigeração.
96 CAPÍTULO 5
Figura 5.25 – Balcão frigorífico.
 
Refrigeração Comercial 97
Figura 5.27 – Grupo de motocompressores de uma central de refrigeração.
Figura 5.26 – Unidade condensadora.
5.3 Racks com Compressores em Paralelo
Em grandes sistemas de refrigeração comercial, o termo "Rack" é
muito comum e faz referência a um grupo de compressores de um
sistema de Congelados ou de Resfriados.
As figuras a seguir mostram modelos de Racks utilizados em
grandes instalações de Hipermercados e Supermercados.
98 CAPÍTULO 5
Figura 5.28 – Expositor frigorífico.
Figura 5.29 – Balcão frigorífico.
5.4 Fabricador de Gelo Comercial
Existem vários tipos, tamanhos e modelos de fabricadores de gelo,
que são basicamente alimentados com água. O controle dessa água de
entra da é feito por uma válvula solenóide e essa água é bombeada para a 
parte externa do evaporador, com o objetivo de gerar os cubos de gelo
(figu ra 5.31). O fabricador mostrado na figura 5.30 é popularmente
chamado de “DropsGelo”, sendo muito utilizado em restaurantes, bares, 
supermer cados etc.
Refrigeração Comercial 99
Figura 5.30 – Racks com Compressores em Paralelo.
Figura 5.31 – Racks com Compressores em Paralelo.
Figura 5.32 – Racks com Compressores em Paralelo.
100 CAPÍTULO 5
Figura 5.33 – Fabricador de gelo comercial.
Figura 5.34 – Detalhes do evaporador e dos cubos de gelo.CAPÍTULO 6
Condicionadores de Ar
Este capítulo enfocará condicionadores de ar comerciais, sendo
extre mamente importante a consulta dos catálogos técnicos dos fabri -
cantes desses aparelhos. Esses catálogos apresentam detalhes de ins -
talação, dimensionamento de linhas de sucção, descarga e líquido,
esquemas elétricos, montagem dos tubos etc.
Condicionar significa impor condições. Um aparelho pode deter -
minar as condições do ar de um respectivo ambiente, como resfriamento 
ou aquecimento, desumidificação ou umidificação, filtragem etc. Esse
“ar” é um ar condicionado e o aparelho é o condicionador de ar.
O condicionador de ar que é instalado em paredes ou janelas não
será tratado nesse livro, e, sim, no livro Refrigeração e climatização
residencial.
6.1 Condicionador de Ar — Self Contained
Um modelo de condicionador de ar central do tipo Self Contained é 
apresentado na figura 6.1. O Self pode climatizar um ou mais ambientes, 
como é o caso do Self da figura 6.1. Este possui uma caixa plenum que
insufla o ar condicionado diretamente no ambiente.
A figura 6.3 mostra um desenho em vista lateral de um Self com
condensação a ar incorporado.
101
102 CAPÍTULO 6
Figura 6.1
Caixa plenum
Condensador
incorporado
Figura 6.2 – Rede de dutos para distribuição do ar condicionado.
Self Contained (auto-suficiente) é um aparelho compacto prepa -
rado para condicionar o ar, isto é, filtrar, aquecer, refri gerar, umidificar
ou desumidificar o ar.
Os condicionadores de ar do tipo Self Contained podem ser for -
necidos com condensadores resfriados a ar ou com condensação a água.
Atendem, pois, a uma ampla gama de possibilidades de aplicação:
instalação em lojas, restaurante, centros de computação de dados, em
edifícios industriais, em bancos, em grandes residências etc. Podem
tam bém completar sistemas centrais de ar-condicionado.
O condicionador de ar do tipo Self Contained, com condensação de
ar, utiliza ventilador centrífugo (figura 6.4) para movimentar o ar entre
as aletas do condensador. O ar exterior do ambiente, ao passar entre as
ale tas do condensador, retira o calor do fluido refrigerante no estado de
vapor. Este se condensa, passando do estado de vapor para o líquido.
Condicionadores de Ar 103
Figura 6.3
Os condicionadores de ar do tipo Self Contained podem ser insta -
lados diretamente no recinto a receber o ar condicionado. O insuflamen -
to de ar pode ser feito mediante o uso da caixa plenum.
A caixa plenum (figura 6.1) é indicada quando o aparelho é insta la -
do no ambiente a ser condicionado, proporcionando insuflamento dire to 
do ar.
Na caixa plenum encontra-se instalado o conjunto de aquecimento,
mas este só deve ser utilizado nos casos em que é preciso reduzir o
índice de umidade relati va do ar ou simplesmente aquecer o ambiente.
104 CAPÍTULO 6
Figura 6.5 – Ventilador centrífugo ou conjunto de ventilação.
Figura 6.4 – Self Contained com condensação a ar incorporada.
O condicionador de ar do tipo Self Contained, com condensação a
água, precisa de uma torre para resfriá-la. Essa água, ao passar pelo
condensador, retira o calor do fluido refrigerante.
O fluido refrigerante, ao perder calor para a água, conden sa-se e
muda o seu estado de vapor para o estado líquido.
A água que sai do condensador, aquecida, é movimentada (bom -
beada) até a torre de resfriamento por uma bomba, para liberar o calor
retirado do fluido refrigerante para o ar atmosférico. Os condensadores
a água podem ser do tipo Shell & Tube (Carcaça e Tubo), Placas ou
Tubo e Tubo. Esses condensadores foram apresentados no capítulo 3.
A figura 6.7 e a figura 6.8 demonstram os cuidados e detalhes de
uma instalação de um Self Contained com condensação a ar remota. É
indispensável consultar os catálogos técnicos dos fabricantes para
verificar as distâncias máximas de instalação.
Condicionadores de Ar 105
Figura 6.6 – Self Contained.
Atenção: Nos condicionadores de ar do tipo Self Contained, o
motocompressor está junto do evaporador na unidade evaporadora.
Veremos no item 6.2 que o condicionador de ar que possui o motocom -
pressor na unidade condensadora é o Split System.
106 CAPÍTULO 6
Figura 6.7 – Instalação de um Self Contained com condensação a ar remota.
A figura 6.9 representa um Self com um único circuito frigorígeno
internamente no gabinete. Na figura 6.10 estão representados dois cir -
cui tos frigorígenos independentes que ficam juntos dentro de um único
gabinete do Self Contained.
Condicionadores de Ar 107
Figura 6.8 – Instalação de um Self Contained com condensação a ar remota.
108 CAPÍTULO 6
Figura 6.9 – Circuito frigorígeno de um Self de 5 TR.
Figura 6.10 – Circuitos frigorígenos de um Self de 15 TR.
6.2 Condicionador de Ar – Separado ou Split System
Split system significa “sistema separado”, mas um condicionador
de ar só é classificado de Split pelos fabricantes quando há uma uni da de 
condensadora. 
Como visto em refrigeração comercial (capítulo 5), o conceito “uni -
da de condensadora” é um termo técnico para definir uma unidade que
contém juntos o compressor e o condensador do circuito frigo rígeno.
Então, um condicionador de ar, mesmo tendo separados o evaporador e
o condensador, só poderá ser chamado de Split se o equi pa mento
possuir, independentemente da capacidade térmica (BTU/h ou TR),
uma unidade condensadora.
A figura 6.11 mostra uma unidade interna, que contém o evapo -
rador e um motoventilador, e uma unidade externa, que é a unidade
condensa dora. O dispositivo de expansão poderá estar na unidade in -
terna ou na unidade condensadora, dependendo do modelo do Split,
pois a insta la ção do dispositivo de expansão ainda na unidade condensa -
dora evita o barulho da expansão do fluido refrigerante líquido no
evaporador da unidade interna, o que poderia provocar reclamações dos 
usuários.
As figuras 6.12, 6.13 e 6.14 mostram os detalhes básicos para a
instalação de um Split quando a unidade condensadora está acima da
unidade evaporadora e vice-versa.
Quando a unidade evaporadora está acima da unidade condensa -
dora (figura 6.13), deve-se colocar um sifão invertido (sifão bengala) na
linha de sucção, pois, quando o motocompressor parar, o fluido refri ge -
rante líquido do evaporador não irá em direção à sucção do moto -
compressor, evitando-se, dessa forma, que este volte a funcionar
inundado de líquido.
Como visto no item 5.14, é aconselhável a instalação do sifão a cada
3 metros de desnível entre as unidades. Em instalações onde o moto -
compressor está instalado acima do evaporador (figura 6.15), é neces -
sária a instalação do sifão a cada 3 metros, com o objetivo de auxiliar o
arraste do óleo de volta ao motocompressor. Quem realizará o arraste do 
óleo será o próprio fluido refrigerante do circuito frigorígeno do Split.
Observe na figura 6.14 que o sifão promove o arraste do óleo mediante a
redução do diâmetro do tubo provocada pela presença do óleo. Com isso, 
a velocidade do fluido refrigerante no sifão aumentará, provocando o
arraste do óleo.
Condicionadores de Ar 109
110 CAPÍTULO 6
Figura 6.11 – Unidades evaporadora e condensadora de um Split.
É indispensável a consulta aos fabricantes dos Splits para verificar
a distância (comprimento) e o desnível máximo em que se deve instalar
as unidades. Se o comprimento e/ou desnível forem ultra passados, o
Split terá seu funcionamento e retorno de óleo para o motocompressor
comprometidos.
Quanto aos dispositivos de expansão, a maioria dos Splits de até
24.000 BTU/h utiliza o tubo capilar. A partir de 30.000 BTU/h, a expan -
são nos Splits de médio porte é realizada por meio de um disposi tivo
chamado piston, ou “pistão”. Esse sistema com pistão, conforme a fi -
gura 6.17, contém uma pequena peça com orifício calibrado fixo, de fácil
remoção, no interior de um nipple, para conexãoporca-flange 3/8″ na
linha de líquido.
Nos Splits de grande porte, usa-se a VET. Esse é o dispositivo de
expansão mais preciso, cujo funcionamento foi descrito no item 3.4. Os
Splits de grande porte podem ser chamados de “Splits de alta capa -
cidade” ou “Splitões”, os quais trabalham com rede de dutos.
Condicionadores de Ar 111
Figura 6.12 – Instalação das unidades evaporadora e condensadora.
Nas regiões onde a temperatura externa é muito baixa, os Splits são 
dotados de circuito frigorígeno reverso, há uma válvula reversora que
inverte o sentido do fluxo do fluido refrigerante, o evaporador passa a
ser o condensador e vice-versa (figura 6.19).
A evacuação de um Self Contained ou de um Split é padrão a todos
os equipamentos de climatização ou refrigeração. Deve-se seguir as
recomendações do capítulo 12.
Os procedimentos para a carga de fluido refrigerante em um Self
Contained estão descritos no capítulo 13 e podem ser adota dos também
para Splits. 
Um bom mecânico ou técnico em refrigeração e climatização neces -
sita de conhecimentos de eletricidade e eletrônica. Esses conheci mentos 
devem ser aliados às orientações técnicas contidas nos manuais dos
equipamentos, e, se houver dúvidas, deve-se contatar as empresas cre -
denciadas ou o departamento de engenharia dos fabricantes.
É impossível tratar neste livro do universo de equipamentos de
climatização ou refrigeração, mas desse assunto foi abordada uma base
112 CAPÍTULO 6
Figura 6.13 – Instalação do sifão invertido.
mínima necessária para que o profissional comece a pesquisar e
aprenda o que é tecnicamente correto, não se tornando mais um dentre
os inúmeros profissionais irresponsáveis que colocam, por exemplo,
para funcionar, Splits com as chamadas “gambiarras” em instalações de
péssima qualidade.
Condicionadores de Ar 113
Figura 6.14 – Sifão.
114 CAPÍTULO 6
Figura 6.16
Figura 6.15 – Instalação do sifão na sucção.
Condicionadores de Ar 115
Figura 6.17 – Pistão.
116 CAPÍTULO 6
Figura 6.18 – Circuito de um Split com ciclo reverso.
Figura 6.19 – Circuito de um Split com ciclo frio sem válvula reversora.
Seguem algumas amostras de unidades evaporadoras de Splits.
Condicionadores de Ar 117
Figura 6.20 – Unidades evaporadoras para parede ou teto com 
controle remoto sem fio.
Figura 6.21 – Unidade evaporadora apenas para parede.
Figura 6.22 – Unidade evaporadora para embutir no forro.
Seguem algumas amostras de unidades condensadoras de Splits.
118 CAPÍTULO 6
Figura 6.23 – Unidade evaporadora Slim.
Figura 6.24 – Unidade condensadora.
Condicionadores de Ar 119
Figura 6.25 – Unidade condensadora.
Figura 6.26 – Unidade condensadora com saída de ar vertical (por cima).
Exemplo de um controle remoto sem fio.
120 CAPÍTULO 6
Figura 6.27 – Unidade condensadora.
Figura 6.28 – Controle remoto sem fio.
CAPÍTULO 7
Sistema de Água Gelada
Este capítulo apresenta os princípios básicos do resfriador de
líquido mais comumente denominado Chiller. Este texto foi redigido
com base em materiais de treinamento da Springer Carrier e explica as
diferenças entre o sistema de expansão direta (DX) visto no capítulo 6 e
o sistema de água gelada, bem como as características de um resfriador
de água gelada.
7.1 O Resfriador de Água ou Líquido (Water Chiller)
O Chiller é uma máquina que sai de fábrica pronta para operar e
que utiliza um circuito frigorígeno (ciclo de refrigeração mecânica) para
produzir água gelada ou salmora (brine). O resfriador é o coração de
qualquer sistema de condicionamento de ar, uma vez que cumpre uma
função essencial entre a captação e a rejeição do calor da edificação
(figura 7.1).
121
7.2 O Sistema de Expansão Direta (DX)
A figura 7.2 mostra um sistema típico de condicionamento de ar.
Uma unidade evaporadora de expansão direta supre ar frio para absor -
ver o calor que entra no espaço a ser condicionado. O calor absorvido é,
então, transportado pelo ar de retorno a uma serpentina na unidade.
Em sistemas de menor capacidade, essa serpentina é o evaporador
de um ciclo mecânico de refrigeração conhecido como evaporador de
expansão direta (DX). Essa denominação associa-se ao fato de o refri -
gerante líquido evaporar na serpentina e absorver calor diretamente do
ar que passa por ela.
O restante do circuito frigorígeno ou ciclo de refrigeração (com -
pres sor e condensador) é usualmente localizado separado do evapora -
dor. O compressor e o condensador (chamado de unidade con den sa -
dora) são conectados ao evaporador por uma tubulação instalada em
campo.
122 CAPÍTULO 7
Figura 7.1 – Chiller.
À medida que o número de unidades evaporadoras servidas por
uma mesma unidade condensadora aumenta (figura 7.3), surgem dois
problemas que tornam o sistema de expansão direta menos atrativo. São 
eles:
• Controle da capacidade do sistema em cargas parciais.
• Retorno de óleo para o compressor.
Sistema de Água Gelada 123
Figura 7.3 – Sistema de expansão direta com múltiplos evaporadores.
Figura 7.2 – Sistema de condicionamento típico.
Uma vez que a carga térmica em cada unidade evaporadora não
terá seu pico ao mesmo tempo, o sistema de expansão direta terá dificul -
tada a distribuição da capacidade de refrigeração de forma que uma
temperatura constante do ar de insuflamento seja mantida em cada
serpentina.
Além disso, à medida que a capacidade de refrigeração se reduz, a
velocidade do fluido refrigerante através da serpentina e da tubulação
também diminui, acarretando problemas de retorno de óleo. Um grande
sistema de expansão direta irá necessitar de um complexo e oneroso
siste ma para assegurar uma operação eficiente e estável.
7.3 O Sistema de Água Gelada
Para eliminar os problemas crescentes do circuito frigorígeno (sis -
te ma de refrigeração), quando do aumento do número de evaporadores,
foi desenvolvido o sistema de água gelada (figura 7.4). Todas as ser -
pentinas evaporadoras dispersas nas várias unidades evaporadoras são
consolidadas em um dispositivo – um resfriador (cooler). O res fria dor é,
então, uma parte da unidade condensadora formando um “resfria dor de
líquido”. O circuito frigorígeno (sistema de refrigeração) fica, então,
centralizado. O evaporador (resfriador) produz água gelada que, por sua
vez, é circulada pelas bombas de água gelada aos Fan Coils.
124 CAPÍTULO 7
Figura 7.4
Ambos os problemas de expansão direta foram resolvidos. A
capacidade em cada Fan Coil é facilmente ajustada, estrangulando ou
desviando o fluxo de água gelada para a serpentina. O resfriador de
líquido, por sua vez, carrega ou descarrega em resposta à carga do bloco
ou à carga mista que percebe estar retornando dos Fan Coils. Já que o
sistema de refrigeração (circuito frigorígeno) é consolidado e centra -
lizado, problemas de retorno de óleo são isolados e controlados pelo
projeto do equipamento. O retorno de óleo torna-se mais simples e mais
fácil de se prognosticar.
Uma vantagem adicional do sistema de água gelada é o uso de
tubulações de ferro ou plástico PVC especial, mais baratas, em vez de
cobre. Além disso, vazamentos de água são mais fáceis de detectar
e consertar que vazamentos de fluido refrigerante, caso venham ocorrer.
Assim, o Chiller (figuras 7.1 e 7.5) consiste em um resfriador, um
condensador resfriado a água, um compressor alternativo, dispositivos
de segurança, acessórios de ciclo de refrigeração e chaves de partida.
Uma torre de arrefecimento é geralmente usada com esse tipo de
resfriamento para rejeitar o calor absorvido para o meio externo.
Sistema de Água Gelada 125
Figura 7.5
7.4 O Resfriador Dividido
Em algumas áreas, a água pode ser escassa ou não disponível, ou os 
proprietários podem preferir não se envolver com o tratamento de água
e o custo de manutenção das torres de resfriamento. Essas situações en -
se jamo uso de um condensador refrigerado a ar. Neste caso, o resfriador 
de líquido alternativo pode ser adquirido sem o condensador normal.
Esse Chiller sem condensador é, então, conectado a um condensador re -
mo to refrigerado a ar (figura 7.6), com linhas de descarga (vapor quente) 
e de líquido instaladas no campo. A parte resfriadora desse sistema divi -
dido normalmente se localiza internamente ao prédio onde as tarefas de
manutenção podem ser mais facilmente executadas, independendo das
condições de tempo externas.
126 CAPÍTULO 7
Figura 7.6 
7.5 O Resfriador Refrigerado a Ar 
(Condensação a Ar)
Em áreas que impõem o uso de condensadores resfriados (refrige -
rados) a ar, os custos de instalação podem ser oportunamente reduzidos
pelo uso de resfriadores de líquido compactos a ar (figura 7.7). Este
Chiller combina o Chiller sem condensador com um condensador
refrige rado a ar, em uma unidade para localização no teto ou outra no
exterior do prédio. São necessárias apenas conexões de água gelada e
energia elétrica para completar a instalação.
7.6 Circuito Frigorígeno do Chiller 
(o Ciclo de Refrigeração)
O interior de um Chiller (resfriador de líquido) com condensação a
água (resfriado a água) será apresentado para demonstrar como o
circuito frigorígeno (sistema de refrigeração) absorve e rejeita calor do
sistema (figura 7.8). A água gelada retornando do Fan Coil entra no
cooler (evapo rador) (1). À medida que a água faz um vai-e-vem ao longo
Sistema de Água Gelada 127
Figura 7.7
do evapora dor, o calor dos tubos vai sendo entregue ao fluido
refrigerante líquido mais frio (à baixa temperatura) que circula dentro
dos tubos. Uma mistu ra de fluido refrigerante líquido frio e fluido
evaporado (flash gás) (2) entra nos tubos do evaporador (resfriador).
À medida que essa mistura passa através dos tubos, o fluido
refrigerante líquido transforma-se em vapor (3), absorvendo calor da
água. O fluido refrigerante evaporado sai do evaporador (resfriador ou
cooler) (4) superaquecido por absorver uma parcela adicional de calor da 
água.
O fluido refrigerante no estado “vapor” frio superaquecido entra
pela sucção do compressor em (5). No compressor (6), o fluido refri -
gerante “vapor” é comprimido, elevando sua temperatura e pressão
para as condições de descarga.
O fluido refrigerante vapor quente deixa, então, o compressor (7),
passa pela linha de descarga e pela mufla e entra no condensador (8). No 
condensador (sub-resfriador) (9), o fluido refrigerante “vapor” quente se
condensa para o estado líquido à medida que cede calor para a água
mais fria que passa dentro dos tubos.
128 CAPÍTULO 7
Figura 7.8
O fluido refrigerante líquido condensado entra, então, no conden -
sador (10). No condensador, o fluido refrigerante é resfriado abaixo da
temperatura do líquido saturado (11), uma vez que cede calor para a
água circulando em contrafluxo dentro dos tubos. 
A água mais fria é admitida no condensador no intuito de sub -
resfriá-la ao máximo. O sub-resfriamento ocorre tipica mente por volta
de 8ºC.
O fluido refrigerante líquido sub-resfriado deixa o condensador,
pas sa através de um filtro secador e um visor de líquido com indicador
de umidade e entra na válvula de expansão termostática com equaliza -
dor externo (12). Enquanto o fluido refrigerante líquido sub-resfriado
passa através da válvula de expansão termostática, ele cai para a tempe -
ra tura e a pressão de evaporação. Ao fazê-lo, um pouco de líquido
evapora ins tan taneamente para vapor (flash gás). O bulbo de controle
(13) da válvu la de expansão termostática modula a quantidade de
refrigerante que entra no evaporador no intuito de manter um valor
predeter mi nado de superaquecimento – normalmente de 7ºC a 9ºC.
Após passar pela válvula de expansão termostática, o líquido e o vapor
evaporado en tram nos tubos do evaporador e o ciclo se repete.
A figura 7.9 mostra como o circuito frigorígeno (sistema de refri ge -
ração) apareceria em um diagrama PH. Os números dentro dos círculos
correspondem aos mostrados na figura 7.8.
O ciclo é caracterizado pela condição do vapor entrando no com -
pres sor (5). Este ponto está adequadamente na região de superaqueci -
men to para prevenir a entrada de fluido refrigerante líquido nos
cilin dros do compressor. O compressor do tipo alternativo é um dispo -
sitivo de deslocamento positivo e uma possível avaria nas válvulas, no
pistão ou no cabeçote poderia ocorrer se o fluido refrigerante líquido
entrasse no cilindro duran te o curso de compressão.
O ponto (12) também indica que o fluido refrigerante que entra na
válvula de expansão termostática deve estar apropriadamente na região
de líquido saturado, de forma a assegurar o funcionamento adequado da 
válvula. 
Essa condição é assegurada se a perda de carga (pressão) devida
aos acessórios não exceder a margem de segurança proporcionada pelo
sub-resfriamento.
Sistema de Água Gelada 129
7.7 Componentes do Resfriador
7.7.1 Compressor
O principal componente de um resfriador de líquido é o compres -
sor. Resfriadores com compressores do tipo alternativo usam habitual -
men te um compressor do tipo semi-hermético (figuras 7.10 e 7.11)
variando entre 4 e 6 cilindros.
É importante que os compressores sejam equipados com aquece -
dores de cárter (7) para prevenir a absorção de fluido refrigerante líqui -
do pelo óleo durante a parada. 
O motor é refrigerado pelo vapor de sucção que vem do evapora -
dor, e todas as partes são lubrificadas por bomba de óleo acionada pelo
eixo de manivelas (1). Adicionalmente, o compressor é protegido contra
alta pressão de descarga (9) e alta temperatura do vapor de descarga
(10).
130 CAPÍTULO 7
Figura 7.9
Os resfriadores de líquido (Chillers) são equipados também com
compressores do tipo parafusos ou Scroll, aumentando a eficiência tér -
mi ca e diminuindo o consumo elétrico. O capítulo 3 apresentou mais
detalhes desses tipos de compressores.
Sistema de Água Gelada 131
Figura 7.10
Figura 7.11
7.7.2 Evaporador (Cooler ou Resfriador)
Os evaporadores usados são do tipo expansão seca, onde o fluido
refri ge rante líquido evapora dentro dos tubos enquanto a água ou
salmoura a ser resfriada é circulada dentro da carcaça, em contato com
a parte externa dos tubos.
132 CAPÍTULO 7
Figura 7.12 – Compressor parafuso em corte.
Figura 7.13 – Chiller equipado com quatro compressores Scroll.
A figura 7.14 mostra o espelho dos tubos do evaporador, os tubos e
o arranjo das chicanas. Os tubos de cobre de superfície lisa são meca -
nicamente expandidos contra os espelhos em ambas as extremidades
para prover um selo entre os lados do refrigerante e da água do troca -
dor. Os fabricantes oferecem também tubos de resfriador com aletamen -
to interno para aumentar a transferência de calor. Os tubos são subs -
tituí veis por ambos os lados do evaporador e também removíveis, per -
mitindo acesso para inspeção dos tubos.
Os tubos atravessam determinados números de chicanas que são
usualmente feitas em algum tipo de polipropileno. As chicanas dire -
cionam a água para a frente e para cima e para baixo, à medida que esta
se desloca através da carcaça de uma a outra extremidade. Isto pro por -
ciona uma situação ideal de transferência de calor. Tanto a velocidade
como a perda de carga de água variam com o espaçamento menor das
chicanas.
Geralmente as perdas de carga maiores que 15 PSI (≈ 1 kg/cm2) são
consideradas muito altas. Velocidades da água maiores que 3 FPS
(≈ 0,9 m/s) resultarão em perdas de carga maiores que 17 PSIg
(≈ 1,2 kg/cm2). Portanto, normalmente são usadas velocidades de 0,5 m/s
a 0,8 m/s.
Sistema de Água Gelada 133
Figura 7.14
Externamente, o evaporador configura-se como mostra a figu -
ra 7.15. Conexões com flanges de entrada e saída de água estão situadas
na parte superior da carcaça. As tubulações de águagelada do sistema
devem ser conectadas a esses flanges. Todas as superfícies externas do
evaporador são cobertas com uma barreira de vapor e uma isolação de
¾″, com células fechadas para impedir a condensação de umidade em
condições de ambiente úmido. O evaporador mostrado na figura 7.8
contém dois circuitos de refrigerante distintos. Isto fica evidenciado
pelas duas conexões menores da linha de líquido e pelas maiores da
linha de sucção.
O fluido refrigerante circulando através dos tubos contém também
óleo retornando ao compressor. À carga parcial, quando a velocidade do
fluido refrigerante diminui, um circuito de refrigerante do evaporador é
desativado. Isto aumenta a velocidade do fluido refrigerante através do
circuito ativo remanescente e assegura que o óleo retorne ao com -
pressor.
134 CAPÍTULO 7
Figura 7.15
7.7.3 Condensador
Os condensadores (Figura 7.16) são do tipo Carcaça e Tubo (Shell
& Tube), com um condensador para cada circuito de refrigerante da
máquina.
O fluido refrigerante vapor quente (figura 7.17) que sai do com pres -
sor condensa no exterior dos tubos enquanto a água está circulando
internamente neles. Tubos de cobre com aletamento externo são expan -
di dos mecanicamente nos espelhos, em ambas as extremi dades, para
pro por cionar um selo entre os lados do refrigerante e da água do
trocador. Os tubos são substituíveis ou limpáveis por ambos os lados do
conden sador, removendo-se as tampas aparafusadas.
Ao contrário do evaporador, o condensador é usado em um circuito
aberto de água com uma torre de resfriamento. Conseqüentemente, o
interior dos tubos é continuamente sujeito à formação de incrustações
que devem ser periodicamente removidas por escovação.
A água que sai do condensador é bombeada para a torre de res fria -
mento (figura 7.18). Na torre, a água perde calor para o ar externo e
novamente retorna (entrada por baixo) ao condensador para retirar ca -
lor do fluido refrigerante “vapor”, para que este se transforme em
líquido, indo para a VET. O circuito de circulação da “água de conden -
sação” está mais bem demonstrado na figura 7.19.
O uso de defletores nas tampas do condensador permite que a água 
realize até oito passes dentro dos tubos. Quanto maior o número de
passes (figura 7.17), tanto maiores serão a velocidade e a perda de carga
da água e mais bem realizada será a troca de calor. Como no cooler, as
perdas de carga acima de 1 kg/cm2 (15 PSI) são consideradas muito altas.
Sistema de Água Gelada 135
Figura 7.16
136 CAPÍTULO 7
Figura 7.17
Figura 7.18 – Modelos típicos de torre de resfriamento.
As velocidades da água são mantidas entre 0,9 m/s e 3,7 m/s para
minimizar a perda de carga e erosão dos tubos em virtude de partículas
dis per sas na água.
Quando mais de um condensador é usado em um Chiller, as cone -
xões de água são em paralelo. Uma conexão acessória (figura 7.20) pode
ser comprada do fabricante para permitir essa conexão paralela de con -
den sadores e conexões singulares de entrada e de saída para o sistema
de tubulações externas.
Sistema de Água Gelada 137
Figura 7.19 – Chiller – condensação a água.
7.7.4 Acessórios e VET
Cada circuito frigorígeno é equipado com uma válvula de expansão
termostática (VET), um visor de líquido, uma válvula solenóide e um
filtro secador. Esses componentes acessórios estão localizados nas linhas 
de líquido (figura 7.21).
À medida que a máquina vai “descarregando”, a quantidade de
refrigerante fluindo pelo sistema e sua velocidade diminuem. Isto
ocasiona problemas relacionados à estabilidade da válvula de expansão
termostática e ao retorno de óleo. A um ponto apropriado da carga
parcial, os controles desativam metade da superfície do evaporador pelo
fecha mento de uma válvula solenóide. Na metade ativa remanescente do 
eva porador, a velo cidade é aumentada e a válvula de expansão termos -
tática é carregada para dentro do seu regime estável.
 
 
 
 
 
 
138 CAPÍTULO 7
Figura 7.20
Sistema de Água Gelada 139
Figura 7.21
Figura 7.22
7.8 Condicionador de Ar Central do Tipo Fan Coil
Como visto anteriormente no item 7.3, o Fan Coil é um condiciona -
dor de ar que recebe a água gelada pro du zi da no evaporador do Chiller.
A figura 7.23 mostra um Fan Coil com a linha de água gelada ligada a
um evaporador (resfriador ou cooler) e a figura 7.24 mostra uma rede de
dutos que conduz o ar até os ambientes. Esse ar está sendo condicionado 
(resfriado) pela água gelada que passa na serpentina do Fan Coil.
140 CAPÍTULO 7
Figura 7.23
Figura 7.24
As figuras 7.25 e 7.26 mostram alguns tipos de condicionadores de
ar Fan Coil.
Sistema de Água Gelada 141
Figura 7.25 – Fan Coil do tipo horizontal.
Figura 7.26 – Fan Coil do tipo vertical.
7.9 Duplo Circuito do Fluido Refrigerante
Para evitar baixas velocidades do fluido refrigerante e subali men -
tação da válvula de expansão termostática, o evaporador (resfriador) é
dividido em dois circuitos distintos de circulação de fluido refrigerante.
Cada circuito (figura 7.27) do Chiller contém dois compressores, seu
próprio condensador, uma VET, filtro secador, visor de líquido e válvula
sole nóide. Em cargas baixas (30% a 40%), um dos circuitos é desativado,
aumen tando por meio disso tanto a velocidade do fluido refrigerante no
evaporador como a “carga” na VET remanescente. Bom retorno de óleo
e operação da VET estão assim assegurados.
7.10 Fluxo de Água no Evaporador
 O mais simples e mais fácil controle para uma instalação múlti -
pla de resfriadores é controlar cada resfriador pela temperatura da água
de retorno, como mostrado na figura 7.28, e utilizá-lo sem pre que pos -
sível. É essencial localizar o bulbo de con trole de cada unidade na linha
de retorno da água gelada e realizar ajustes idênticos das escalas dos
142 CAPÍTULO 7
Figura 7.27
controladores de temperatura (set point e dife rencial). Apesar de os
controladores das máquinas estarem ajustados com o mesmo diferencial 
total (throttling range)*, tolerâncias inerentes aos termostatos tornarão
improvável que ambas as máquinas venham a descar regar simulta -
neamente. Portanto, esse método de controle resul tará em um número
de estágios de controle igual à soma dos estágios das máquinas indivi -
dualmente, com uma operação muito estável.
É muito usual projetar o sistema de água gelada para manter um
fluxo constante através do Chiller. O fluxo constante elimina proble mas
operacionais devidos a controles oscilantes.
A figura 7.29 ilustra o problema potencial de controle que existe
quando se admite variar o fluxo através do Chiller. À plena carga
(100 TR), o Chiller apenas iguala a carga térmica. O controle da tempe -
ratura da água de retorno a 13ºC resulta em uma temperatura de saída
de 7ºC. Na serpentina do Fan Coil, a água a 7ºC é aquecida para 13ºC. O
sistema está balanceado.
Para dramatizar a instabilidade de controle, diminui-se a car ga
térmica para 50 TR com uma correspondente redução de fluxo através
do sistema de 27,36 m3/h (120 GPM). Na serpentina do Fan Coil, a água a 
7ºC será aquecida para 13ºC, já que o diferencial de tempera tura da
serpentina permanecerá em 6ºC.
Sistema de Água Gelada 143
Figura 7.28
* Throttling range é a diferença entre o set point e a operação da máquina com todos os
estágios acionados.
No início dessa redução de fluxo, ao alcançar o evaporador do Chil -
ler, a temperatura de retorno permanece inalterada. Desta maneira, o
Chiller continuará removendo 100 TR de capacidade dos 27,36 m3/h. A
água de retorno a 13ºC irá conseqüentemente ser resfriada para 1,7ºC. 
Efetivamente, o evaporador (resfriador) não perceberia que a carga 
havia mudado até que a água completasse o segundo percurso pelo
circui to. Isto resultaria em contínua oscilação dos controles, já que o
Chiller estaria invariavelmente fora de fasecom a carga térmica. Des li -
gamentos incômodos do Chiller também ocorreriam em virtude de
baixas tempe raturas da água na saída.
O tipo de válvula de controle usada no Fan Coil (serpentina) (figu -
ra 7.30) determina se o fluxo é constante ou variável. O uso de válvula de 
três vias do tipo “aberto-fechado” resulta em fluxo constante no sistema. 
O fluxo é dirigido tanto através como por fora da serpentina e retorna ao 
Chiller.
Se é usada uma válvula de três vias do tipo modulante, o fluxo não
é constante no sistema. Quando parte do fluxo está passando pelo
by-pass, o fluxo total do sistema tenderá a aumentar. Isto ocorrerá em
virtude da menor perda de carga do circuito paralelo (by-pass e ser -
pentina), compa rada ao fluxo total através da serpentina ou do by-pass.
144 CAPÍTULO 7
Figura 7.29
Válvulas de duas vias do tipo aberto-fechado” (on-off), modulantes
ou proporcionais, resultam em fluxo variável no sistema dado que
reduzem o fluxo a cargas parciais.
Visto que em grandes sistemas de água gelada são usadas com -
binações dos métodos de controle por válvulas anteriormente men cio -
nadas, um fluxo variável pode geralmente ser esperado no Chiller.
7.11 Pressões do Lado de Alta nos Chillers
Os Chillers operam de acordo com um circuito frigorígeno (ciclo de
refrigeração) como o apresentado na figura 7.31. O ciclo representa as
con dições de operação de projeto. A válvula de expansão termostática é
selecionada para a carga térmica de projeto e a perda de carga através
dela (P12 – P2). À plena carga, a VET é tipicamente selecionada próxima
de uma posição de abertura total.
 
Sistema de Água Gelada 145
Figura 7.30
Nesta posição próxima da abertura total, a válvula atua como um
orifício entre a pressão de entrada (P12) e a pressão de saída (P2). A
capacidade (figura 7.32), portanto, varia de acordo com a raiz quadrada
da perda de carga através dela.
Em uma aplicação normal de condicionamento de ar, a carga come -
ça a cair à medida que a temperatura do ambiente externo diminui. A
perda de carga através da VET também decresce com o ambiente, em
virtude das baixas temperaturas de condensação.
Como mostra a figura 7.32, a capacidade da VET, por conseqüência, 
cairá à medida que a perda de carga através dela caia — exatamente o
que se deseja para igualar o decréscimo de carga térmica no evaporador
(resfriador). O único problema é que a capacidade da VET tende a cair
muito mais rapidamente que a redução da carga.
Com menos fluido refrigerante passando através da VET (figu -
ra 7.33) que o requerido, o superaquecimento tende a subir. A VET
então se abre para igualar a carga e reduzir o superaquecimento ao
normal.
146 CAPÍTULO 7
Figura 7.31
Com a VET abrindo o máximo possível, a válvula torna-se um
simples orifício cuja capacidade de passagem de fluido refrigerante é
limitada pelo ∆P através da válvula. Com a válvula totalmente aberta e
incapaz de passar fluido refrigerante líquido suficiente para atender à
demanda do evaporador (resfriador), o compressor irá baixar a pressão
do evaporador. O Chiller irá se desligar pelo pressostato de baixa
pressão.
Usando uma torre de resfriamento (figura 7.34) e um condensador
resfriado a água, a temperatura da água na entrada do condensador é
tipicamente mantida no mínimo, 11,1ºC (20ºF), sendo mais alta que a
tempe ratura de projeto da água na saída do evaporador (resfriador). 
Sistema de Água Gelada 147
CAPACIDADE DA VET
(abertura)
DP através da válvula
Ca
pa
ci
da
de
Ca
rg
a
pa
rc
ia
l
Ca
rg
a
de
 
pr
o
jet
o
Figura 7.32
Superaquecimento
aumenta
Entalpia
Pr
e
ss
ão
Figura 7.33
Chillers equipados com condensadores resfriados a ar geralmente
mantêm controle da pressão de descarga ciclando (ligando e desligando) 
os motoventiladores do condensador (figura 7.35). Dependendo da carga
e do projeto da unidade, a ciclagem dos ventiladores pode permitir ao
Chiller operar satisfatoriamente a temperaturas externas muito baixas.
148 CAPÍTULO 7
Figura 7.34
Figura 7.35
7.12 Chillers com Controles Eletrônicos
Atualmente, há Chillers com dispositivos eletrônicos incorporados
denominados Chillers microprocessados. Os comandos são efe tua dos
por uma placa eletrônica que substitui os termostatos, pres sos tatos,
termômetros etc. 
A temperatura é lida por meio de sensores (termistores) e as
pressões, por meio de transdutores. Essas informações são enviadas
para a placa eletrônica que efetua os comandos nos compressores, na
válvula de expan são eletrônica e nos ventiladores dos condensadores. A
seguir, a figura 7.36 apresenta um painel de controles de Chillers.
Os sensores (termistores) são todos idênticos quanto ao funcio na -
men to, e a oscilação de temperatura sobre os sensores altera sua
resistência ôhmica (Ω). Essa variação de resistência provoca uma queda
de tensão (voltagem), a placa eletrônica do Chiller recebe essa infor -
mação de variação de tensão (voltagem) e, por meio de seu programa,
conclui qual é o valor de temperatura no sensor. Com isso, a placa
eletrônica tomará suas decisões. A figura 7.37 mostra um modelo de um
sensor (termistor).
A figura 7.38 apresenta um modelo de evaporador com as posições
dos sensores:
• Sensor de saída de água gelada do evaporador — Localizado no bocal
de saída da água, a sonda é imersa diretamente na água.
Sistema de Água Gelada 149
Figura 7.36
• Sensor de entrada de água gelada no evaporador — Localizado na
carcaça do evaporador próximo da primeira chicana ou defletora.
• Sensor de temperatura do ar externo — Localizado na parte inferior
do aletado dos condensadores a ar.
• Sensor do motocompressor — cada motocompressor possui no seu
interior um sensor que serve para a placa eletrônica monitorar sua
temperatura de trabalho.
Os transdutores de pressão são todos idênticos quanto ao funcio na -
mento, e a oscilação de pressão sobre os transdutores altera sua
resistência ôhmica. Essa variação de resistência provoca uma queda de
tensão (voltagem), a placa eletrônica do Chiller recebe essa informação
de varia ção de tensão (voltagem) e, por meio de seu programa, conclui
qual é o valor da pres são no local onde o transdutor está instalado. Cada
trans dutor é ali mentado com 5 V (corrente contínua). Com isso, a placa
eletrônica decidirá desligar o Chiller em virtude das altas ou baixas
pressões. A figu ra 7.39 apresenta um modelo de transdutor — o que
estiver identificado com um ponto vermelho será o de alta pressão e o
que tiver um ponto branco será o de baixa pressão.
150 CAPÍTULO 7
Figura 7.37 – Sensor de temperatura.
Figura 7.38
Sistema de Água Gelada 151
Figura 7.39 – Modelo de transdutor de pressão.
Ponto branco ou vermelho
Figura 7.40 – Caixa de comando elétrico de um Chiller microprocessado.
CAPÍTULO 8
Capacidade Térmica
Este cálculo se destina ao técnico que deseja avaliar se o con -
dicionador de ar está tendo o rendimento térmico projetado. Exemplo:
um Fan Coil ou Self Contained tem 10 TR de capacidade, mas será que
está rendendo sua capacidade total? 
8.1 Rendimento Térmico ou Capacidade Térmica
Fórmula básica:
A – Massa de Ar Recirculado 
(no Evaporador com Convecção Forçada)
É a multiplicação da vazão (m3/h) pela massa espe cífica (kg/m3).
Vazão
Obtém-se por meio do cálculo da vazão de ar que passa no evapo -
rador. A vazão é a multiplicação da velocidade do ar (m/h), obtida com
Capacidade térmica kcal/H
Massa de ar
recirculado
Variação de
entalpia
A B
= ´
153
um anemômetro (figura 8.1), pela área da face do aletado do eva porador
(m2). Veja o item 8.2.
 Q V A= ×
Q = Vazão (m3/h) 
V = Velocidade do ar (m/s × 3.600 = m/h) 
A = Área da face do aletado do evaporador (m2)
Massa Específica
Para obtê-la é necessário verificar a temperatura do ar de saída doevaporador, com um psicrômetro (termômetro de bulbo seco e outro de
bulbo úmido) (figura 8.2), que deve ser posicionado na saída de ar do
evaporador (Self) ou na saída de ar do Fan Coil.
154 CAPÍTULO 8
Figura 8.1 – Anemômetro.
De posse dos valores das temperaturas de bulbos seco e úmido,
trans fira-os para o gráfico psicrométrico e relacione-os; no ponto de
interseção, trace uma paralela às “linhas da massa específica”, encon -
trando o valor.
B – Variação de Entalpia
Tendo medido com um termômetro de bulbo úmido a tempera tura
do ar que entra no evaporador e a do ar que sai deste, coloque esses
valores no gráfico e determine, respectivamente, os valores de entalpia.
Observe que os valores estão em kcal/kg. Trata-se de dois valores de
entalpia, um valor para cada valor de temperatura de bulbo úmido.
A seguir, subtraia o valor da entalpia do ar de saída do evaporador
(aletado) do valor da entalpia do ar de entrada. O resultado dessa
diferença será a variação de entalpia.
Fórmula:
Capacidade
térmica
Vazão 
Massa
específica
En
= ×




×
talpia do ar
na entrada
do evaporador
Entalpia do ar
− na saída
do evaporador










 Massa de ar recirculado Variação de entalpia
Capacidade Térmica 155
Figura 8.2 – Psicrômetro.
156 CAPÍTULO 8
Exemplo de procedimento e uso do gráfico psicrométrico para
verificar a capacidade térmica de um condicionador de ar do tipo 
Self Contained de 15 TR
Dados:
• Vazão de ar no evaporador = 8.200 m³/h.
• Temperatura do termômetro de bulbo úmido do ar na entrada do
evapo rador = 20EC.
• Temperatura do termômetro de bulbo úmido do ar na saída do evapo -
rador = 11,7EC.
• Temperatura do termômetro de bulbo seco do ar na saída do evapo -
rador = 12,5EC.
Cálculo da Massa Específica (Densidade)
Transfira as temperaturas do termômetro de bulbo úmido e do
termôme tro de bulbo seco (na saída do ar do evaporador) para o gráfi co
psicrométrico e relacione-as, tendo por resultado a “massa espe cí fi ca”.
Neste caso, o resultado será de 0,896 kg/m³ (isto é, 1 m³ de ar, sob essas
tempe raturas, possui uma massa de 0,896 kg).
Massa de Ar Recirculado
É a multiplicação da vazão = 8.200 m³/h pela massa especí -
fica = 0,896 kg/m³.
Daí vem:
8.200 m³/h × 0,896 kg/m³ = 7.347,2 kg/h
 (isto é, 7.347,2 kg de ar recirculado no intervalo de 1 hora)
Variação de Entalpia
• Temperaturas de bulbo úmido:
a) Do ar na entrada do evaporador = 20EC.
b) Do ar na saída do evaporador = 11,7EC.
Efetuando a correspondência desses valores no gráfico psicromé -
trico, obtêm-se:
a) 14,3 kcal/kg (na temperatura de 20EC, 1 kg de ar recirculado cor res -
ponde a 14,3 kcal).
b) 8,3 kcal/kg (na temperatura de 11,7EC, 1 kg de ar recirculado cor res -
ponde a 8,3 kcal).
Capacidade Térmica 157
Subtraindo o valor de entalpia de entrada do valor de entalpia de
saída, obtêm-se:
14,3 kcal/kg – 8,3 kcal/kg = 6 kcal/kg
Cálculo da Capacidade Térmica do Condicionador de Ar
Multiplicando o resultado da massa de ar recirculado (7.347,2 kg/h)
pela variação de entalpia (6 kcal/kg), obtêm-se:
Capacidade térmica = 7.347,2 kg/h × 6 kcal/kg = 44.083,2 kcal/h
Como 1 TR = 12.000 BTU/h = 3.024 kcal/h
44 083 2
3 024
14 57. ,
.
,= TR
8.2 Cálculo da Vazão de Ar
Procedimento utilizado em condicionadores de ar, que consiste em
verificar a vazão do ar que passa através do evaporador, no caso de um
Self Contained e Split, e através da serpentina de água gelada, no caso
de um Fan Coil.
Normalmente, os fabricantes trabalham com os valores de vazão
expressos em m3/h. A seguir será demonstrado o método de como encon -
trar o valor da vazão em m3/h. Tomar-se-á, como exemplo, o Self Con -
tained da figura 8.4.
Passos:
1º — Mede-se a área da serpentina = largura × altura (figura 8.3)
Largura = _______ m 
Altura = _______ m
Área = _______ m2
158 CAPÍTULO 8
2º — Com o anemômetro, mede-se a velocidade do ar em 6 pontos da
serpentina e, depois, efetua-se a média.
Velocidade = _______m/s
3º — Multiplica-se a velocidade (m/s) pela área (m2) e encontra-se a
vazão em m3/s.
Vazão (Q) = _________m/s × ________m2 = __________m3/s
4º — Com a vazão em m3/s, esta é multiplicada por 3.600 para ser
convertida em m3/h.
Vazão = _______m3/s × 3.600 = __________m3/h
Para transformar a vazão de m3/s para m3/h, deve-se multiplicá-la
por 3.600.
Q = vazão 
V = velocidade 
A = área
Q = V × A
m = metro
m/s = metros por segundo
m2 = metro quadrado
m3 = metro cúbico
m3/s = metro cúbico por segundo
m3/h = metro cúbico por hora
Capacidade Térmica 159
Serpentina
Retorno do ar condicionado
Altu
ra
Largura
Figura 8.3
160 CAPÍTULO 8
Figura 8.4 – Profissional medindo a largura do evaporador
de um Self Carrier 5 TR.
Capacidade Térmica 161
Figura 8.5 – Profissional medindo a altura do
evaporador de um Self Carrier 5 TR.
162 CAPÍTULO 8
Figura 8.6 – Profissional medindo a velocidade do ar que passa pelo aletado do
evaporador, com o auxílio de um anemômetro digital.
Exemplo de um cálculo do volume de ar recirculado no
evaporador (vazão de ar)
1º — Área da serpentina:
Largura = 1,2 m 
Altura = 70 cm = 0,7 m
Área = 1,2 × 0,7 = 0,84 m2
2º — Com o anemômetro, a velocidade média foi de 4,2 m/s.
3º — Multiplica-se a velocidade (m/s) pela área (m2) e encontra-se a
vazão em m3/s.
Vazão (Q) = 4,2 m/s × 0,84 m2 = 3,528 m3/s
4º — Com a vazão em m3/s, esta é multiplicada por 3.600 para ser
convertida em m3/h.
Vazão (Q) = 3,528 m3/s × 3.600 = 12.701 m3/h
Capacidade Térmica 163
CAPÍTULO 9
Umidade e Queima de Motores
9.1 Umidade no Circuito Frigorígeno
A umidade no interior do circuito frigorígeno, misturada ao fluido
refrigerante e ao óleo, a altas temperaturas, provoca os problemas
mencionados a seguir no circuito.
9.1.1 Congelamento na Sede da Válvula de Expansão Termostática
O congelamento impede a passagem de fluido refrigerante líquido
para o evaporador e o equipamento tende a desarmar por baixa. Uma
vez desligada a válvula, o gelo é derretido, a temperatura e a pressão
próximas à válvula se elevam, o pressostato de baixa rearma, o moto -
com pres sor volta a funcionar e o ciclo se repete. Com partidas e desliga -
mentos freqüentes, o motor do compressor tende a queimar.
9.1.2 Formação de Ácidos Clorídrico e Fluorídrico 
Os ácidos clorídrico e fluorídrico atacam partes metálicas do circui -
to, visores de vidro e verniz de isolação, ocorrendo, então, deposição de
cobre que provoca defeitos mecânicos e enfraquecimento da isolação do
motor, o que resulta em sua queima.
9.1.3 Decomposição do Óleo Lubrificante: 
O óleo decomposto forma uma lama espessa que entope os canais
de lubrificação e pode causar o travamento das peças móveis do com -
pres sor. O resultado disso é o gripamento ou queima do motor do
compressor.
165
9.1.4 Deposição de Cobre
O cobre é removido dos tubos em pequenas partículas e posterior -
mente se deposita em zonas de altas temperaturas, como virabrequim,
válvulas de descarga e bomba de óleo. Este acréscimo de material nas
partes móveis diminui as folgas provocando falhas mecânicas.
Cuidados:
• Use de preferência visores de líquido com indicador de umidade.
• Ao constatar umidade no circuito frigorígeno, substitua imediata men -
te o filtro secador da linha de líquido.
• Não use filtros secadores da linha de líquido sem componente
secador.
9.2 Queima de Motores
Uma vez que o motor elétrico está instalado na mesma carcaça com 
o compressor, uma queima significa que o compressor deverá ser con -
ser tado, assim como o motor elétrico. Isto é possível quando o motocom -
pressor é do tipo semi-hermético. 
Na indústria, já se generalizou a experiência de que uma boa
percen tagem de defeitos emmotores de compressores ocorre quando
estes estão entravados no arranque, isto é, quando são acionados pelo
elemento de controle (termostato, por exemplo), requerendo o início de
um novo ciclo de operação, porém o compressor não funciona por causa
de alguma falha na isolação dos fios que constituem o bobinado, no fio
de ligação ou no terminal.
É nesse momento de partida que a isolação do motor elétrico é mais 
vulnerável a danos de abrasão. É também aí que estão em seu ponto
máximo os esforços elétrico e físico.
Se os esforços elétrico e físico são demasiadamente violentos, a
isolação falhará em algum ponto e, assim, ocorrerá um curto-circuito e o
motor queimará — antes mesmo de entrar em funcionamento. Esses
acidentes acontecem quase que instantaneamente.
No caso de uma falha como a descrita anteriormente, depósitos de
fuligem da isolação do fio do bobinado e do óleo carbonizados geral -
mente não vão além do compressor propriamente dito.
166 CAPÍTULO 9
Quando o motor está entravado no arranque, os pistões e as válvu -
las de descarga dos motocompressores alternativos protegem a parte de
alta pressão do sistema de conta mina ção. Em motocompressores cen trí -
fugos scroll e parafusos, naturalmente os produtos da decom posi ção
podem atingir todas as partes do circuito frigorígeno (sistema de
refrigeração).
Entretanto, a tubulação de sucção é normalmente ligada à extremi -
dade onde fica o motor do compressor. O fluxo da parte (ou para a parte) 
de baixa pressão do sistema é desimpedido, de modo que a fumaça e a
fuligem da isolação e do óleo transitarão pela tubulação de sucção.
Ocasionalmente, o motocompressor pode funcionar um pouco e
bom bear os depósitos para a tubulação de descarga, mas esses depósitos 
raramente se movem mais que alguns centímetros em cada direção.
Talvez o melhor conselho a se dar, em se tratando de moto res
queimados, é o de que é preciso fazer uma minuciosa investigação
preliminar antes de começar qualquer trabalho de reparo.
É extremamente importante que o profissional técnico responsável
pela manutenção esteja em condições de avaliar o sistema contaminado,
assim que se abrirem quaisquer conexões com o moto com pressor. Ele
deve, também, estar preparado para tampar ou vedar todas as aberturas 
para o sistema, ao se finalizar a inspeção inicial. A finalidade disso é
evitar a entrada de ar ou de umida de. Geralmente, métodos inade -
quados de manutenção causam maior dano a um sistema como um todo
do que a própria falha do motor. 
Uma vez que as superfícies internas metálicas tenham sido expos -
tas aos produtos da decomposição do refrigerante e do óleo, a entrada de 
ar e de umidade provocará forte corrosão dessas superfícies. Logo, o
problema de limpeza do sistema complica-se.
A exposição geral anterior aplica-se a todos os tipos e tamanhos de
circuitos frigorígenos (sistemas de refrigeração) mecânicos em que se
empregam fluidos refrigerantes fluorcarbonados.
Aconselha-se que o circuito frigorígeno não seja aberto enquanto as 
peças e os acessórios necessários para proceder ao reparo não se encon -
trarem no lugar de trabalho e um quadro completo de equipe técnica
não estiver a postos para a manutenção corretiva (reparo) no circuito
dentro do menor prazo possível. Enquanto o motocompressor esti ver
sendo consertado, as aberturas para o condensador e o evaporador
devem ser vedadas de alguma maneira.
Umidade e Queima de Motores 167
Na figura 9.1 tem-se um motor exposto de um grande moto com -
pres sor semi-hermético depois da queima. Depósitos de carvão cobrem
todas as superfícies internas. Na figura 9.2 verifica-se o interior de um
cilindro queimado. A área acima de um pistão está parcialmente coberta 
de fuli gem. Isto mostra como, de maneira rápida, uma queima geral -
mente ocorre.
Neste caso, o motocompressor não realizou mais que meia rotação
e a inspeção mostrou que a tubulação de descarga estava relativamente
li vre de depósitos.
168 CAPÍTULO 9
Figura 9.1
Figura 9.2
Um esboço simples (figura 9.3) demonstra até onde os depósitos da
queima do motor geralmente se assentam na linha de sucção de um
sistema com motocompressor alternativo semi-hermético. Estes rara -
men te ultrapassam a primeira curva na linha.
Os depósitos na linha de sucção do sistema queimado fre qüen -
temente param no primeiro cotovelo. Para comparação, veja uma secção 
da linha nova a seguir (figura 9.4). Se for removida a secção da linha com 
os depósitos de fuligem (sujeira), o restante do sistema geral mente
estará limpo.
Umidade e Queima de Motores 169
Figura 9.3
Figura 9.4
Em geral, os motocompressores semi-herméticos são equipados
com válvulas de serviço na sucção e na descarga. Os herméticos podem
ser ou não equipados dessa maneira. Um procedimento de inspeção
para sistemas com válvulas de serviços consiste em simplesmente remo -
ver tais válvulas e observar se nas passagens de sucção e descarga do
motocompressor há carvão ou outros resíduos. Antes de remover as
válvu las, feche cada uma hermeticamente e remova o fluido refrigerante 
contaminado para um cilindro.
Aconselha-se utilizar um pano ou papel branco para inspecionar as
linhas de sucção e descarga. Nos motocompressores semi-herméticos,
pode-se efetuar a substituição do estator queimado e das peças do com -
pressor.
Os fabricantes de motocompressores herméticos (capítulo 3) não
recomendam o reparo desses instrumentos, sendo estes então des car -
táveis.
9.3 Teste de Acidez
Um kit para teste de acidez é disponibilizado por vários fabri cantes
para medir o nível de acidez do óleo, sendo capaz de realizar uma
medição exata da acidez. Todavia, se não estiverem disponíveis, uma
revi são do óleo por aparência e odor poderá indicar se a contaminação
permanece no sistema. 
170 CAPÍTULO 9
Figura 9.5 – Motocompressor hermético (em corte).
CAPÍTULO 10
Limpeza de Circuitos
Frigorígenos
Limpar o circuito frigorígeno é um processo de importância fun da -
mental em refrigeração e condicionamento de ar, que consiste em
manter os cicuitos livres de contaminação.
Os circuitos frigorígenos atuais usam motocompressores que tra ba -
lham com altas rotações, elevadas temperaturas e pequenas tole rân cias.
Assim, deve-se evitar a contaminação dos sistemas a todo custo. Os
principais causadores de problemas são:
• ar;
• anticongelantes (álcool metílico, dryzon etc.);
• fluxo de solda pastoso;
• solventes clorados (tricloroetileno, tetracloreto de carbono etc.);
• óxido de ferro vermelho (Fe2O3);
• óxido de ferro preto (Fe2O4);
• óxido de cobre preto (CuO);
• fragmentos metálicos e impurezas.
A combinação dos elementos relacionados com óleo, fluidos refrige -
rantes e altas temperaturas provoca os transtornos mencionados a
seguir.
171
10.1 Sedimentação Carbonosa do Óleo
Consiste na decomposição do óleo, cujo resultado é uma massa
escura e viscosa (lama) que tende a inutilizar telas, filtros e sistemas de
lubrificação. Não raro, ocorre gripamento da bomba de óleo e mancais.
A decomposição do óleo será mais intensa quanto maiores forem as
tempe raturas, quantidades de ar, água e impurezas no circuito.
Os meios de evitar a sedimentação carbonosa do óleo são:
• uso de óleo de refrigeração adequada;
• sistema isento de ar;
• sistema limpo e seco;
• operação com temperaturas adequadas.
10.2 Corrosão
Novamente, altas temperaturas, ar, água e impurezas, como ácidos, 
pasta de solda, álcool metílico etc., são fatores que aceleram o processo
de corrosão dos circuitos de refrigeração. Os meios de atenuar a corro -
são são:
• dimensionamento adequado dos condensadores;
• vazão de ar e água de condensação adequada;
• condensadores mantidos limpos e desobstruídos;
• regulagem adequada da válvula de expansão para limitar o supera -
que cimento;
• baixa taxa de compressão;
• conservar os sistemaslimpos e secos.
10.3 Plaqueamento de Cobre
É o resultado de duas reações separadas. Na primeira, o óleo de má 
qualidade ou contaminado dissolve o cobre, o óxido de cobre existente
em solução com óleo sobre mancais, os selos de eixo, as placas de
172 CAPÍTULO 10
válvulas e ou tros pontos onde as temperaturas são elevadas. A precipi -
tação ocorre em virtude das altas temperaturas ou da existência de água, 
ar, álcool etc. Os meios de evitar o plaqueamento de cobre são:
• circular nitrogênio seco nas tubulações durante as soldagens;
• não usar filtros que contenham celulose (papel);
• evitar contaminar o circuito com pasta de solda, solventes clorados e
outros elementos que possam formar sais de cobre;
• usar óleo de alta qualidade do tipo e viscosidade apropriados;
• evitar elevadas temperaturas de operação.
10.4 Queima de Motores
Basicamente a queima de motores dos compressores se classifica
em moderada e grave.
10.4.1 Moderada
Os depósitos de fuligem da isolação carbonizada não ultrapassam o
motocompressor. Normalmente ocorre durante a partida e pode ser
constatada obser vando-se os tubos de sucção e descarga próximos ao
motocompressor, que não devem apresentar muita fuligem e o óleo não
deve apresentar típico odor ácido. O estator não deve estar totalmente
carbonizado.
10.4.2 Grave
Todo o circuito apresenta espessa camada de fuligem, o que signi -
fica que o motocompressor realizou várias rotações durante a queima. O
estator apresenta-se totalmente carbonizado e o óleo, escuro e com odor
altamente ácido. Neste caso, o fluido refrigerante, com o óleo, contém
muito ácido e deve ser manuseado com luvas de borracha, para evitar
queimaduras nos técnicos envolvidos nos serviços. Em ambos os casos,
antes do início da recuperação do equipamento, é necessário realizar
minuciosa investigação das causas da queima.
Limpeza de Circuitos Frigorígenos 173
10.5 Limpeza dos Circuitos após Queima com Circulação 
de Fluido Refrigerante HCFC-141b ou Vertrel
De modo geral, pressupõe-se que todo circuito em que tenha havi do 
queima do motor do compressor deverá ser limpo antes da instala ção do 
novo motocompressor. Tanto o HCFC-141b como o Vertrel apresentam
alto ponto de ebulição (32,1°C e 55°C, respectivamente), o que significa
que haverá pequena perda de fluido refrigerante durante a limpeza à
temperatura ambiente. O processo consiste em circular o HCFC-141b ou 
o Vertrel através do evaporador e condensador com auxílio de uma
bomba, um filtro e um tanque de armazenamento. Após sucessivas
trocas do filtro, o evaporador e o condensador estarão limpos quando
aquele não apresentar mais impurezas. O fluido refrigerante deve ser
removido do evaporador e condensador com nitrogênio seco e o circuito
frigorígeno, evacuado e carregado. O filtro secador da linha de líquido
deve ser substituído antes da evacuação. Deve-se ligar o motocompres -
sor à plena carga e observar as pressões e a aparência do óleo no visor
bem como se há diferença de temperatura entre a entrada e a saída do
filtro secador da linha de líquido. É fundamental substituir o óleo, filtros
de óleo e de fluido refrigerante sempre que necessário.
Este processo apresenta as seguintes desvantagens:
• Equipamento de limpeza caro e de grande porte.
• O processo é demorado e durante o processo de limpeza o equipa -
mento permanece parado.
• Permanecem resíduos de carvão em pontos de baixa velocidade do
fluido refrigerante utilizado na limpeza.
• Há a possibilidade de grande perdas de fluido refrigerante HCFC-
 141b ou Vertrel.
Observação:
Os fluidos refrigerantes HCFC-141b e Vertrel são os substitutos do
R-11 para limpeza de circuitos, portanto com a eliminação dos CFCs,
não se deve mais usar o R-11. 
174 CAPÍTULO 10
10.6 Limpeza dos Circuitos após Queima 
com Filtros de Sucção (HH)
10.6.1 Sem Reaproveitamento do Fluido Refrigerante
O equipamento com o circuito altamente contaminado não deve ter 
seu fluido refrigerante reaproveitado. A tubulação para extrair o fluido
refrigerante deve ser ligada para fora da casa de máquinas ou, de prefe -
rência, deve-se utilizar uma recuperadora. O técnico encarregado dos
serviços não deve tocar no fluido refrigerante ou no óleo do circuito,
visto que podem conter ácidos que podem causar queimaduras graves.
Deve-se desmontar válvula de expansão, solenóide, visores e outros 
acessórios e limpá-los com fluido refrigerante HCFC-141b ou Vertrel.
Deve-se instalar um filtro de sucção adequadamente dimen -
sionando-o o mais próximo possível da válvula de sucção do moto -
compressor. O filtro deve ser dotado de registros para tomada de
pressão na entrada e na saída. Instalar, ainda, um filtro da linha de
líquido maior que o original.
Deve-se substituir o elemento secante (cartucho) do filtro de sucção 
sempre que a diferença de pressão através do filtro atingir 15 PSIg (para 
circui tos com R-22). Ao mesmo tempo, substituir o óleo do motocom -
pressor (semi-hermético) e o filtro secador da linha de líquido.
Quando o circuito não mais apresentar diferença de pressão atra -
vés do filtro de sucção (abaixo de 2 PSIg), recolher o fluido refrigerante
no condensador (ou tanque), remover o filtro de sucção, realizar teste de
vazamento no lado de sucção e no motocompressor, evacuar o lado de
baixa do circuito e colocá-lo em operação definitiva. Nesta ocasião,
recomenda-se que o filtro da linha de líquido original seja instalado e o
óleo e filtro de óleo do motocompressor (semi-hermético), substituídos.
10.6.2 Com Reaproveitamento do Fluido Refrigerante
Equipamentos grandes (acima de 5 TR), independentemente do
grau de contaminação, podem ter o fluido refrigerante do seu circuito
reapro veitado. Deve-se fechar os registros de serviço de sucção e
descarga do motocompressor queimado, confinando-se assim o fluido
refrigerante no circuito. Aliviar lentamente o fluido refrigerante do
moto compressor, evi tan do-se contato direto do fluido com a pele. Remo -
Limpeza de Circuitos Frigorígenos 175
ver o motocom pres sor queimado e instalar um novo. Abrir os registros
de serviço de sucção e descarga.
Acionar (ligar) o motocompressor e proceder ao recolhimento do
fluido refrigerante.
Neste ponto, pode parecer um contrasenso colocar um moto com -
pressor novo em contato com o fluido refrigerante contaminado. Entre -
tanto, o período em que o motocompressor opera com o fluido
refri gerante contaminado é pequeno e não há possibilidade de ocorrer
danos ao motocompressor.
176 CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 11
Teste de Vazamento do Fluido
Refrigerante
O teste de vazamento é efetuado em equipamentos de refrigeração
e condicionamento de ar com o objetivo de se obter um sistema total -
mente estanque. Em sistemas que trabalham com pressões positivas, os
testes têm como finalidade evitar prejuízos decorrentes de perda de
fluido refrigerante e mau funcionamento, ou falhas devidas à diminuição 
do fluxo do refrigerante. Em sistemas que trabalham com pressões
negativas (vácuo), os testes de vazamentos evitam prejuízos, mau fun -
ciona mento ou falhas devidas à infiltração de ar (umidade) no equi -
pamento.
Com pressurização (pressão positiva recomendada pelo fabricante), 
pode-se constatar o vazamento de fluido refrigerante por meio dos
procedimentos a seguir.
11.1 Espuma de Sabão
Deve-se fazer uma espuma densa, porém contendo água com sabão 
ou detergente. Envolver soldas, juntas, conexões visores, válvulas e ou -
tros pontos suspeitos de vazamentos. Verifica-se o vazamento mediante
a formação de bolhas. É um excelente método, visto que permite a visua -
lização do vazamento.
177
11.2 Detector Eletrônico
Existem vários tipos de detectores eletrônicos, porém todos fun -
cionam de modo similar. Os detectores (figura 11.1) dispõem de um
sensor que, ao entrar em contato com o fluido refrigerante halogenado,
cria uma correnteque aciona um miliamperímetro ou uma lâmpada de
sinalização, ou, ainda, um alarme sonoro. A resposta (corrente, brilho da 
lâmpada, ruído de buzina) é proporcional ao tamanho do vazamento. O
uso e os cuidados de manutenção devem ser feitos de acordo com as
instru ções de cada fabricante.
Observação:
Nos testes em sistemas pressurizados somente com nitrogênio se co, 
só se pode utilizar o método de espuma de sabão. Nos testes em sistemas 
pressurizados com nitrogênio seco e fluido refrigerante, pode- se usar os
dois métodos.
11.3 Sob Vácuo (Teste de Estanqueidade)
Consiste em evacuar o sistema até uma pressão absoluta próxima
de 1.000 mícrons de Hg. Após a obten ção do vácuo, a bomba de vácuo é
desconectada e o circuito deve ser mantido sob vácuo por, pelo menos, 5
horas, depois se realiza nova medida do vácuo e verifica-se sua variação.
178 CAPÍTULO 11
Figura 11.1 – Detector eletrônico de vazamento de HFC, CFC e HCFC.
Este teste indica a existência de vazamentos, porém não o local do
vazamento. Caso seja con firmada a existência de vazamentos por este
processo, o circuito frigorí geno deve ser pressurizado e os vazamentos
devem ser localizados pelos métodos descritos anteriormente.
Cuidados:
No teste com espuma de sabão:
• Não o realize dentro de quadros elétricos.
• Não o efetue sobre terminais de motores.
• Deve ser usado para confirmar vazamentos encontrados por outros
métodos.
No teste com detector eletrônico:
• Não exponha o sensor diretamente a jatos de fluidos refrigerantes,
pois isto diminuirá a vida útil do detector ou danificará o sensor.
• Não sopre o sensor.
• Não permita a entrada de impurezas no tubo do sensor.
• Não o utilize em atmosferas explosíveis.
• O uso e os cuidados de manutenção devem ser feitos de acordo com as 
instruções de cada fabricante.
No teste com nitrogênio seco e fluido refrigerante:
• Use sempre regulador de nitrogênio para pressurizar o sistema.
• Não exceda a pressão de teste indicada pelo fabricante.
• Use conexões e mangueiras adequadas a altas pressões.
• Nunca use oxigênio ou acetileno para pressurizar o circuito frigorí -
geno, pois poderá ocorrer violenta explosão.
Sob vácuo (teste de estanqueidade): 
• Use, preferencialmente, vacuômetro eletrônico.
• Use sempre este método após o processo de evacuação.
Teste de Vazamento do Fluido Refrigerante 179
CAPÍTULO 12
Evacuação
É um dos processos mais importantes em refrigeração. No circuito
frigorígeno, a função da evacuação é remover o ar e a água antes de se
efetuar a carga de fluido refrigerante. Um circuito que não tenha sido
corretamente evacuado apresentará problemas de altas pressões, em
virtude dos gases não condensáveis, e problemas de ataques químicos a
partes metálicas do circuito, ao verniz dos motores e decomposição do
óleo decorrente da reação química entre a água e o refrigerante. Ao
nível do mar, a pressão atmosférica é de 14,7 (PSIg) (libras por pole ga -
das quadradas). Chama-se pressão absoluta (PSIa) a pressão manomé -
trica (PSIg) soma da a 1 (uma) atmosfera (14,7 PSIg). Em refrigeração, é
comum usar-se o sistema inglês, em que pressões positivas (acima da
atmosférica) são ex pres sas em PSI (Pounds per Square Inch = libras
por polegadas qua dradas) e polegada de mercúrio, ou mícrons de
mercúrio, para expressar pressões abaixo da atmosférica (vácuo).
Quanto mais profundo o vácuo obtido, melhor para o circuito
frigorígeno. Normalmente os fabricantes dos equipamentos de refri ge -
ração e condicionamento de ar recomendam vácuo inferior a 500 mí -
crons de Hg (medido com um vacuômetro eletrônico) para processo de
simples evacuação. A figura 12.1 representa o conjunto Manifold.
O “manômetro de baixa” possui escala até 30″ Hg, não devendo ser
usado para medição de vácuo no processo de simples evacuação. Isto
porque é impossível observar no manômetro valores precisos da ordem
de 29,9 polegadas de Hg, que corresponde a 500 mícrons de mer cúrio
(Hg). 
181
Conforme descrito anteriormente, o vácuo deve ser medido em
mícrons de Hg preferencialmente. No entanto, não é raro ouvir que um
determinado sistema foi evacuado por tantas horas ou até mesmo dias.
Associar tempo de evacuação ao valor do vácuo não tem sentido algum. 
O tempo de evacuação de um circuito frigorígeno dependerá dos
itens listados a seguir.
12.1 Tamanho do Equipamento
É evidente que quanto maior for o equipamento, maior será o
tempo de evacuação para uma mesma bomba de vácuo.
182 CAPÍTULO 12
Figura 12.1 – Conjunto Manifold (Robinair).
Figura 12.2 – Conjunto Manifold em corte.
12.2 Capacidade da Bomba de Vácuo
Quanto maior a capacidade da bom ba de vácuo, menor o tempo de
evacuação para um mesmo sistema. Normalmente, no campo, adota-se
uma bomba de vácuo que seja por tátil em vez de bombas de grande
porte e difíceis de serem trans portadas, pois a diferença de tempo de
evacuação é compensada pelo transporte da bomba.
12.3 Vazamento nas Conexões da Bomba de Vácuo
Supondo-se que um equipamento tenha sido devidamente testado e 
que não apresente vazamento, se as conexões da bomba ao circuito
tiverem vazamentos, o vácuo não será bem feito, pois a bomba estará
succio nando não apenas do circuito frigorígeno, mas também o ar
ambiente.
12.4 Dimensões das Linhas que Ligam a Bomba de
Vácuo ao Circuito Frigorígeno
As linhas devem ser mais curtas e com o maior diâmetro possível.
Por exemplo, gasta-se cerca de oito vezes mais tempo para evacuar um
cir cui to com uma linha de ¼″ do que com uma linha de ½″ de igual com -
primento. Leva-se duas vezes mais tempo para se obter o mesmo vácuo
com uma linha de 2 m do que com uma linha de 1 m de mes mo
diâmetro.
Evacuação 183
Figura 12.3 – Óleo específico para bomba de vácuo.
Cuidados:
• Não use manômetros de baixa comuns para medir vácuos.
• Não meça vácuo por horas de funcionamento da bomba de vácuo.
• Sempre faça o teste de estanqueidade (vazamento) antes da eva -
cuação.
• Para medir o valor do vácuo, use sempre o vacuômetro eletrônico.
• Utilize conjuntos Manifolds exclusivos para fluidos da família dos
HFCs.
• Não use conjuntos Manifolds de CFC e HCFC em sistemas com HFC.
• Não utilize óleo para compressores nas bombas de vácuo.
• Não meça o isolamento dos motores do circuito frigorígeno sob vá cuo,
pois isto pode provocar uma leitura errônea por meio do megaohme -
tro; deve-se medir o isolamento com o motocompresor em condições
normais de instalação.
184 CAPÍTULO 12
Figura 12.4 — Bomba de vácuo Robinair (em corte).
 
Evacuação 185
Figura 12.5 – Vacuômetros (Robinair).
Figura 12.6 – Minivacuômetro (Robinair).
12.5 Procedimentos Técnicos para 
Executar a Evacuação
1) Depois do problema sanado e o(s) componente(s) defeituoso(s) subs -
tituído(s), troque o filtro secador da linha de líquido e instale o con -
jun to Manifold.
2) Instale a mangueira de baixa do conjunto Manifold na válvula de
serviço da sucção do motocompressor (figuras 12.7 e 12.8).
3) Instale a mangueira de alta do conjunto Manifold na válvula de ser vi -
ço da descarga do motocompressor ou na válvula de serviço da linha
de líquido (figura 12.8).
4) Instale a mangueira de serviço (a do meio) do conjunto Manifold na
sucção da bomba de vácuo (figuras 12.7 e 12.8).
5) Coloque o sensor do vacuômetro eletrônico em qualquer ponto do
circuito.
6) Ligue a bomba de vácuo e abra os registros de baixa e de alta do
conjunto Manifold.
7) Leia o valor do vácuo no vacuômetro e, caso esteja igual a ou menor
que 500 mícrons/Hg, feche primeiro os registros de baixa e de alta do
con jun to Manifold antes de desligar a bomba de vácuo.
186 CAPÍTULO 12
Figura 12.7 – Processo de evacuação pela linha de sucção.
8) Desligue a bomba de vácuo se certificando de que os registros de
baixa e de alta do conjunto Manifold estão fechados.
9)Retire a mangueira de serviço (a do meio) do conjunto Manifold da
bomba de vácuo e instale-a no registro da garrafa de fluido refri ge -
rante. Nesse ponto, a evacuação estará completa e a carga de fluido
refri ge rante (gás) será descrita no capítulo 13.
Evacuação 187
Figura 12.8 – Processo de evacuação pelas duas linhas.
Figura 12.9 – Manifold digital (Robinair).
188 CAPÍTULO 12
Início
Fazer e conectar tubulações
de refrigerante
Testar estanqueidade
Quebrar vácuo com R-22
Carregar R-22 (carga parcial)
Acionar equipamento
Completar carga R-22
Fim
Nunca carregue refrigerante no estado líquido pelo
lado de baixa pressão do sistema
Conectar engates rápidos (S, SE) ou 
abrir válvulas de serviços das linhas 
de líquido e descarga (SEP/B-T)
Fazer vácuo até 250 mícrons Hg
nas tubulações
ATENÇÃO
Figura 12.10 – “Passo a passo” da Carrier para o vácuo e 
a carga de fluido refrigerante.
CAPÍTULO 13
Carga de Fluido Refrigerante
É o processo de abastecer o circuito frigorígeno do equipamento
com o tipo e a quantidade corretos de fluido refrigerante. O primeiro
pon to a ser observado é a placa de identificação do equipamento onde o
fabricante indica o tipo e a quantidade de fluido refrigerante.
Quando a carga de fluido refrigerante está correta e o circuito
frigorígeno do equipamento funciona em condições normais, o visor da
linha de líquido apresenta fluxo suave de líquido sem bolhas. A presença 
de bolhas no visor pode indicar:
• falta de fluido refrigerante no circuito;
• filtro secador da linha de líquido parcialmente obstruído (entupido);
• válvula de expansão termostática (VET) demasiadamente aberta ou
superdimensionada.
Portanto, visor borbulhando não significa necessariamente falta de
fluido refrigerante no circuito. Um circuito que tenha falta de fluido
refrigerante apresentará um superaquecimento excessivamente alto e
bai xa pressão de sucção do motocompressor.
Cuidados:
• Antes de ligar motocompressores Scroll, verifique se as fases (R-S-T)
não estão invertidas, pois se estiverem, o motocompressor emitirá um
barulho estranho e as pressões de baixa e de alta no conjunto
Manifold não se alterarão.
189
• Em resfriadores de água (Water Chiller), a carga de fluido refri ge ran te 
deve ser feita com água circulando pelo evaporador e pelo conden -
sador.
• Durante a carga, ajuste o superaquecimento e o sub-resfriamento, até
ficarem dentro das faixas que os fabricantes recomendam.
• Antes de adicionar (completar) fluido refrigerante ao circuito frigo -
rígeno do equipamento, verifique todos os sintomas da falta do fluido.
• Use somente o fluido refrigerante recomendado pelo fabricante do
equipamento.
• Não carregue fluido refrigerante no circuito frigorígeno sem que te -
nham sido efetuados uma perfeita evacuação (máximo 500 mí -
crons/Hg) e teste de estanqueidade.
• Não aplique chamas de maçarico sobre linhas que contenham fluidos
refrigerantes. Sob a ação do calor, os fluidos refrigerantes se decom -
põem e formam vapores ácidos altamente tóxicos.
• Sendo necessário retirar o fluido refrigerante do circuito frigorígeno,
utilize uma transferidora de fluido para evitar a liberação dele na
atmosfera.
• Não role cilindros no chão.
• Não transfira fluido refrigerante de um cilindro para outro reci pien te
que não seja adequado para tal uso, principalmente os descar táveis de 
13,6 kg.
• Não misture fluidos refrigerantes de tipos diferentes.
• Durante a carga com o motocompressor em funcionamento, evite a
carga de fluido refrigerante líquido por meio da sucção, pois poderá
danificar os compressores que possuem placas de válvulas e com -
prometer a lubrificação.
190 CAPÍTULO 13
13.1 Procedimentos para Executar a 
Carga de Fluido Refrigerante
13.1.1 Em Self Contained, Split ou Chiller
1) Supõe-se que o circuito tenha sido devidamente testado contra
vazamentos e evacuado corretamente.
2) Veja a figura 13.1.
3) Após fechar os registros de baixa e de alta do conjunto Manifold e
desligar a bomba de vácuo, retire a mangueira de serviço (a do meio)
do conjunto Manifold da bomba de vácuo e instale-a na válvula do
cilindro de fluido refrigerante.
4 ) Retire o sensor do vacuômetro.
5) Abra primeiro o registro do cilindro de fluido refrigerante.
6) Folgue a mangueira de serviço do conjunto Manifold para retirar o ar 
desta (purgar) e aperte-a novamente.
7) Com o motocompressor desligado, abra o registro de baixa do con -
junto Manifold até a pressão ficar em 40 PSIg (quebrar o vácuo).
8) Faça um jamper no pressostato de baixa.
9) Ligue o motocompressor.
10) Através do registro de baixa do conjunto Manifold, adicione aos pou -
cos o fluido refrigerante.
11) Pare de adicionar fluido refrigerante quando os valores do supera -
quecimento e do sub-resfriamento estiverem dentro das faixas reco -
mendadas pelo fabricante. Se a carga estiver sendo efetuada para
ve ri fi car a massa do fluido refrigerante em gramas (g), pare quando o 
valor adicionado for o mesmo que o do manual do equipamento.
12) Retire o jamper do pressostato e do restante dos equipamentos. 
Observação:
Quando o Self Contained possuir condensação a ar remoto, deve-se
dimensionar os diâmetros da linha de descarga e da linha de líquido
(quadro 13.1) e calcular a quantidade de fluido refrigerante que será
adicionada a cada metro de distância (quadro 13.2). Essa quantidade
adicional será somada às cargas que o Self (compressor + evapo rador) e
o condensador suportam.
Carga de Fluido Refrigerante 191
Quadro 13.1 – Diâmetros recomendados por circuito de 5 TR ou 7,5 TR
Unidade
sistema
Nº de bitola das
conexões
Comprimento da linha em m
0-10 10-30
5 TR
ou
7,5 TR
L D L D L D
1×1/2″ 1×1/2″ 1×1/2″ 1×3/4″ 1×5/8″ 1×7/8″
O comprimento indicado no quadro 13.1 já inclui os compri mentos
equivalentes por válvulas, cotovelos, conexões “T”, reduções etc.
192 CAPÍTULO 13
Figura 13.1
Quadro 13.2 – Carga adicional de fluido refrigerante para as linhas de 
líquido e de descarga em um Self com condensador remoto.
Peso do R-22 nas tubulações de interligação
Diâmetro externo Líquido saturado55°C
Descarga superaq.
86°C
Cobre g/m g/m
1/2″ 100 —
5/8″ 160 —
3/4″ — 16
7/8″ — 23
13.1.2 Para Dar Carga em Câmaras Frigoríficas
1) Supõe-se que o circuito tenha sido devidamente testado contra vaza -
mentos e evacuado corretamente.
2) Após fechar os registros de baixa e de alta do conjunto Manifold e
desligar a bomba de vácuo, retire a mangueira de serviço (a do meio)
do conjunto Manifold da bomba de vácuo e instale-a na válvula do
cilindro de fluido refrigerante.
4) Retire o sensor do vacuômetro.
5) Abra primeiro o registro do cilindro de fluido refrigerante.
6) Folgue a mangueira de serviço do conjunto Manifold para retirar o ar 
desta (purgar) e aperte-a novamente.
7) Com o motocompressor desligado, abra o registro de baixa do con -
jun to Manifold até a pressão ficar em 40 PSIg (quebrar o vácuo).
8) Verifique no catálogo do fabricante qual o valor do )T do evapo rador 
(exemplo: )T = 8).
9) Consulte qual a temperatura interna da câmara (exemplo: tempe -
ratura interna = -1ºC).
10) Nesse exemplo com a temperatura interna de -1ºC e com o )T do
evaporador igual a 8 (oito), o fluido refrigerante a ser utilizado terá
que evaporar 8ºC a menos que a temperatura interna, ou seja, a
temperatura de evaporação será igual a -9ºC.
Carga de Fluido Refrigerante 193
10) Verifique o tipo de fluido refrigerante utilizado. Utilize a tabela ou
régua de converssão (pressão para temperatura) e converta a tempe -
ratura de evaporação em pressão (exemplo: se o fluido utilizado for
R-22, com uma temperatura de evaporação de -9ºC, a pressão de
sucção será igual a 39 PSIg).
8) Faça um jamper no pressostato de baixa.
9) Ligue o motocompressor.10) Através do registro de baixa do conjunto Manifold, adicione aos pou -
cos o fluido refrigerante e monitore a temperatura interna, a pressão
de sucção e a temperatura de evaporação.
11) De acordo com o exemplo, a carga de fluido refrigerante estará
completa quando simultaneamente forem registrados:
• Temperatura interna da câmara = -1ºC.
• Pressão de sucção = 39 PSIg (temperatura de evaporação = -9ºC).
12) Retire o jamper do pressostato e dos demais equipamentos. 
13.1.3 Recuperação do Fluido Refrigerante
Se não houve contaminação do fluido refrigerante, pode-se realizar
antes da evacuação o processo de recuperação do fluido refrigerante.
Para isso, deve-se utilizar uma “recuperadora de gás” conforme a
ilustrada na figura 13.2. Com a recuperação do fluido, há economia na
recarga.
194 CAPÍTULO 13
Figura 13.2 – Recuperadora de gás.
Carga de Fluido Refrigerante 195
Figura 13.3 – Esquema da recuperação do fluido refrigerante.
CAPÍTULO 14
Balanceamento do Circuito
Frigorígeno
O balanceamento do circuito frigorígeno consiste no ajuste do
supera que cimento e do sub-resfriamento.
14.1 Superaquecimento
É um dos ajustes mais importantes nos equipamentos de refri ge ra -
ção e condicionamento de ar. É o responsável pela proteção do compres -
sor contra golpes de líquidos, pelo resfriamento adequado do motocom -
pressor e pela eficiência do equipamento. Consiste em um aqueci mento
adicional do vapor que se formou no evaporador para assegurar a
inexistência de líquido no refrigerante succionado pelo com pressor. O
valor do superaquecimento em um circuito frigorígeno é regu lado pela
válvula de expansão.
Aplica-se o ajuste a todo equipamento que utilize válvulas de
expansão termostática.
14.1.1 Verificações em um circuito com 
fluido refrigerante R-22
• Instale o manômetro de baixa com escala em PSIg na conexão da
válvula de serviço ou válvula “Schrader” (sucção do compressor).
197
• Lixe o tubo de sucção o mais próximo possível do bulbo da válvula de
expansão.
• Instale neste ponto o sensor do termômetro eletrônico e isole-o termi -
camente.
• Após cinco minutos, verifique a pressão de baixa e a temperatura de
sucção (t2).
• Verifique na tabela de refrigerante R-22 ou na régua de conversão a
pressão em temperatura com a pressão de sucção e encontre a tem -
peratura de evaporação (t1).
• Determine o superaquecimento subtraindo a temperatura da sucção
(medida com um termômetro) da temperatura de evaporação (t2 – t1).
Caso seja necessário, regule a válvula de expansão atuando no
parafuso de regulagem até que o superaquecimento esteja na faixa reco -
mendada pelo fabricante. As leituras devem ser efetuadas, pelo menos,
um minuto após cada atuação no parafuso de regulagem. Isto permite
que o sistema se estabilize.
Exemplo:
Considere que o sistema configurado na figura 14.1 funcione com
R-22. 
Medições efetuadas:
Pressão de sucção = 70 PSIg
Temperatura de sucção = 12°C (medida no bulbo da válvula de 
 expansão)
Da tabela de vapor saturado de R-22 ou régua de conversão de
pressão em temperatura obtém-se a temperatura de evaporação a 70
PSIg = 5°C. O superaquecimento desse equipamento é 12 - 5 = 7°C. A
consta tação do superaquecimento fora da faixa de recomendação do
fabricante pode ser decorrente dos seguintes fatores, entre outros:
• Carga inadequada de fluido refrigerante no circuito frigorígeno: no
caso de falta de refrigerante, o líquido no evaporador se trans forma
em vapor muito antes de deixar o evaporador, porém esse vapor
198 CAPÍTULO 14
continua a ser aquecido pelo ar que atravessa o evaporador e, com
isso, o superaquecimento se eleva. À medida que se acrescenta
refrigerante ao sistema, o superaquecimento diminui sem que seja
necessário atuar na regulagem da válvula de expansão.
• Filtro secador da linha de líquido obstruído: neste caso, o refri ge ran te
fica confinado no condensador e o evaporador é subali men ta do. Como 
no caso anterior, o superaquecimento é alto, porém nem sempre é
necessário acréscimo de fluido refrigerante ao circuito frigorígeno.
• Excesso ou escassez de carga térmica no evaporador: no caso de
excesso de carga, o fluido refrigerante no interior do evaporador se
transforma em vapor muito antes de atingir a sua saída. O su pera -
quecimento é alto. No caso de escassez de carga térmica, mesmo com
a válvula de expansão procurando sua posição mais fechada, a quan -
tidade de líquido que passa pela válvula pode ser excessiva e o supera -
quecimento tende a diminuir, podendo em casos extremos permitir a
ida de fluido refrigerante líquido ao compressor. Exemplos típicos
desse caso são o de congelamento do evaporador, quebra da correia
do ventilador do evaporador, ventilador com rotação inver tida, aletas
do evaporador obstruídas, filtros de ar sujos etc.
Balanceamento do Circuito Frigorígeno 199
Figura 14.1 – Efetuando o cálculo do superaquecimento.
• Válvula de expansão super ou subdimensionada: uma válvula de
expansão superdimensionada poderá funcionar satisfatoriamente se o 
sistema estiver à plena carga, porém sob cargas térmicas reduzidas, o
evaporador será superalimentado. Neste caso, o superaquecimento
será baixo. Por outro lado, uma válvula de expansão subdimen sio nada 
poderá funcionar satisfatoriamente se o sistema estiver sob carga
térmica reduzida, porém sob condições à plena carga, o evapo rador
será subalimentado. Neste caso, o superaquecimento será elevado.
• Válvula solenóide da linha de líquido obstruída: os efeitos são seme -
lhantes aos do filtro da linha de líquido obstruído.
• Refrigerante contendo óleo em excesso: o óleo que circula com o
refrigerante em qualquer sistema de refrigeração cria um filme
isolante nos tubos do evaporador, dificultando a evaporação do fluido
refrigerante. Em certos casos, o fluido refrigerante líquido po de
atingir a linha de sucção. Neste caso, o superaquecimento diminui.
Cuidados:
• Isole termicamente o bulbo do termômetro e o da válvula de ex -
pansão.
• Não permita que o equipamento funcione com superaquecimento fo ra 
da faixa recomendada pelo fabricante.
• Regule a válvula de expansão com o equipamento à plena carga.
200 CAPÍTULO 14
Figura 14.2 – Visualização do superaquecimento no evaporador.
14.2 Sub-resfriamento
É o resfriamento adicional que se dá ao fluido refrigerante lique -
feito no condensador. Teoricamente, quanto maior o sub-resfriamento
para uma determinada pressão de condensação, maior é a capacidade
do equipamento. Geralmente os fabricantes de equipamentos indicam
para sistemas com fluido refrigerante R-22 um mínimo de 4°C.
Aplica-se o ajuste a todos os equipamentos com condensação a ar
ou a água.
14.2.1 Verificações em um circuito com 
fluido refrigerante R-22
• Instale o manômetro de alta com escala em PSIg na conexão da
válvula de serviço ou válvula Schrader (descarga do compressor ou
linha de líquido).
• Lixe o tubo da linha de líquido o mais próximo possível da válvula de
expansão (após o filtro secador se a linha de líquido for longa) ou na
saída co condensador (se a linha de líquido for curta).
• Instale neste ponto o sensor do termômetro eletrônico e isole-o termi -
camente.
• Após cinco minutos, verifique a pressão de alta e a temperatura da
linha de líquido (t1).
• Verifique na tabela de refrigerante R-22 ou régua de conversão a
pressão em temperatura com a pressão de alta e encontre a tempe -
ratura de condensação (t2).
• Determine o sub-resfriamento subtraindo-se a temperatura de satu -
ração (condensação) da temperatura da linha de líquido medida com o 
termômetro) (t2 – t1).
Exemplo:
Considere que o sistema configurado na figura 14.3 funcione com
R-22.
Balanceamento do Circuito Frigorígeno 201
Medições efetuadas:
Pressão de descarga ou linha de líquido = 190 PSIg
Temperatura da linhade líquido = 31°C (medida com um termômetro 
próximo à VET)
Por meio da tabela ou régua de conversão da pressão em tem -
peratura de R-22, obtém-se a temperatura de condensação a 190 PSIg =
37°C.
O sub-resfriamento desse equipamento é 37 - 31 = 6°C, que é satis -
fatório. 
A constatação do sub-resfriamento fora da faixa de recomendação
do fabricante pode ser decorrente dos seguintes fatores, entre outros:
• vazão da água ou do ar no condensador excessiva;
• vazão da água ou do ar no condensador abaixo do projeto;
• condensador a água ou a ar sujo;
202 CAPÍTULO 14
Figura 14.3 – Efetuando o cálculo do sub-resfriamento.
• válvula de expansão desregulada;
• falta ou excesso de fluido refrigerante no circuito;
• condensador Shell & Tube com vazamento;
• válvula solenóide da linha de líquido obstruída;
• filtro da linha de líquido obstruído;
• fluido refrigerante contendo excessiva quantidade de óleo;
• presença de não-condensáveis no circuito frigorígeno.
Cuidados:
• Isole termicamente o bulbo do termômetro.
• Regule a válvula de expansão termostática com o equipamento à
plena carga.
• Mantenha a temperatura e a vazão de água ou de ar de condensação
nas condições de projeto.
Observações:
Ao abrir a válvula de expansão termostática (VET)
Baixam-se o superaquecimento e o sub-resfriamento.
Ao fechar a válvula de expansão termostática (VET)
Elevam-se o superaquecimento e o sub-resfriamento.
Ao adicionar fluido refrigerante
Baixa-se o superaquecimento e eleva-se o sub-resfriamento
Ao retirar fluido refrigerante
Eleva-se o superaquecimento e baixa-se o sub-resfriamento
Motocompressores herméticos 
Superaquecimento = 6 a 9°C
Balanceamento do Circuito Frigorígeno 203
Motocompressores semi-herméticos 
Superaquecimento = 7 a 11°C
Self Contained e Water Chiller — condensação a água 
Sub-resfriamento = 6 a 11°C
Self Contained e Water Chiller — condensação a ar 
Sub-resfriamento = 7 a 13°C
204 CAPÍTULO 14
Tabela 14.1 — Conversão pressão (PSIg) × temperatura (°C) R-22
PSIg 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 PSIG
 30 -14,0 -13,4 -13,3 -12,1 -11,6 -11,1 -10,5 -10,0 -9,5 -8,9 30
 40 -8,4 -7,8 -7,3 -6,8 -6,3 -5,8 -5,3 -4,9 -4,4 -3,9 40
 50 -3,5 -3,0 -2,6 -2,1 -1,6 -1,2 -0,8 -0,4 0,0 0,4 50
 60 0,8 1,2 1,6 2,0 2,4 2,8 3,2 3,6 4,0 4,4 60
 70 4,8 5,1 5,5 5,8 6,2 6,5 6,9 7,2 7,6 8,0 70
 80 8,3 8,7 9,0 9,4 9,7 10,1 10,4 10,7 11,0 11,3 80
 90 11,6 11,9 12,2 12,5 12,8 13,1 13,5 13,8 14,1 14,4 90
100 14,7 15,0 15,3 15,6 15,9 16,2 16,5 16,8 17,0 17,3 100
110 17,6 17,9 18,2 18,4 18,7 19,0 19,3 19,6 19,8 20,1 110
120 20,4 20,7 21,0 21,2 21,5 21,7 21,9 22,2 22,4 22,7 120
130 22,9 23,1 23,4 23,6 23,9 24,1 24,4 24,6 24,9 25,1 130
140 25,4 25,6 25,9 26,1 26,4 26,6 26,8 27,0 27,3 27,5 140
150 27,7 27,9 28,2 28,4 28,6 28,8 29,1 29,3 29,5 29,7 150
160 30,0 30,2 30,4 30,6 30,8 31,1 31,3 31,5 31,7 32,0 160
170 32,2 32,4 32,6 32,8 33,0 33,2 33,4 33,6 33,8 34,0 170
180 34,2 34,4 34,6 34,8 35,0 35,2 35,4 35,6 35,8 36,0 180
190 36,2 36,4 36,6 36,7 36,9 37,1 37,3 37,5 37,7 37,9 190
200 38,1 38,3 38,4 38,6 38,8 39,0 39,2 39,4 39,5 39,7 200
210 39,9 40,1 40,3 40,4 40,6 40,8 41,0 41,2 41,4 41,5 210
220 41,7 41,9 42,1 42,3 42,4 42,6 42,8 43,0 43,2 43,4 220
230 43,5 43,7 43,8 44,0 44,2 44,4 44,5 44,7 44,9 45,0 230
240 45,2 45,4 45,5 45,7 45,9 46,0 46,2 46,4 46,5 46,7 240
250 46,8 47,0 47,1 47,3 47,5 47,6 47,8 47,9 48,1 48,2 250
260 48,4 48,6 48,7 48,9 49,0 49,2 49,3 49,5 49,6 49,8 260
270 50,0 50,1 50,3 50,4 50,6 50,7 50,9 51,0 51,2 51,4 270
280 51,5 51,6 51,8 51,9 52,1 52,2 52,4 52,5 52,7 52,8 280
290 53,0 53,1 53,3 53,4 53,6 53,7 53,9 54,1 54,2 54,4 290
300 54,5 54,6 54,8 54,9 55,0 55,2 55,3 55,5 55,6 55,7 300
310 55,9 56,0 56,1 56,3 56,4 56,6 56,7 56,8 57,0 57,1 310
320 57,2 57,4 57,5 57,6 57,8 57,9 58,0 58,1 58,3 58,4 320
330 58,5 58,7 58,8 58,9 59,1 59,2 59,3 59,4 59,6 59,7 330
340 59,8 60,0 60,1 60,2 60,4 60,5 60,6 60,7 60,6 61,0 340
350 61,1 61,2 61,4 61,5 61,6 61,8 61,9 62,0 62,2 62,3 350
360 62,4 62,6 62,7 62,8 62,9 63,0 63,1 63,2 63,4 63,5 360
370 63,6 63,7 63,8 63,9 64,0 64,1 64,2 64,4 64,5 64,6 370
380 64,7 64,8 64,9 65,0 65,1 65,3 65,4 65,5 65,6 65,7 380
PSIG 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 PSIG
Balanceamento do Circuito Frigorígeno 205
RÉGUA — PRESSÃO × TEMPERATURA
206 CAPÍTULO 14
Figura 14.4
 CAPÍTULO 15
Cálculo de Desbalanceamento 
de Voltagem
A voltagem fornecida deve estar de acordo com a voltagem na placa 
de identificação do equipamento (câmara fria, Self Contained ou Water
Chiller). A voltagem entre as fases deve ser equilibrada dentro de 2% de
desbalanceamento e a corrente dentro de 10%, com o motocompressor
em funcionamento. 
Cálculo:
D: desbalanceamento de voltagem (%)
M: maior diferença em relação à voltagem média
V: voltagem média (V)
D= M
V
207
Exemplo: Suprimento de força nominal
380 V — 3 φ — 60 Hz
Medições: 
AB = 383 V
BC = 378 V
AC = 374 V
Voltagem média = 383 + 378 +374 V
3
378=
Diferenças em relação à voltagem média:
AB = 383 – 378 = 5
BC = 378 – 378 = 0
AC = 378 – 374 = 4
A maior diferença é 5 V.
Logo o desbalanceamento de voltagem % é:
D = M
V
onde M = 5; V = 378
D = 5
378
= × =0 0132 100 1 32, , % ( )OK
Observação:
Deve-se efetuar o cálculo do desbalanceamento de corrente da mes -
ma forma que o de desbalanceamento de voltagem.
208 CAPÍTULO 15
Bibliografia Consultada
Manual de ar condicionado Trane. La Crosse: Trane, 1980. 458 p. il.
Manual de instalação, operação e manuntenção. São Paulo: Danfoss, [s.d]. 39 p. il.
Mycom Compressor Parafuso. São Paulo: Mycom Mayekawa do Brasil, [s.d]. 
42 p. il.
Santos, Afonso Henriques Moreira. Conservação de energia: eficiência ener gética de
instalações e equipamentos. 2ª ed. Itajubá: Fupai, 2001. 467 p. il.
Springer Carrier. Programa de desenvolvimento técnico: fundamentos de condiciona -
mento do ar. [s.l], [s.d].
———. Programa de desenvolvimento técnico: projeto de sistemas de ar condi cionado. 
[s.l], [s.d].
209
Anexos
211
Anexos 213
Quadro 1 – Conversão de unidades.
Anexos 214
Quadro 2 – Conversão de unidades.
Anexos 215
Figura 1 – Pressão da linha de líquido × temperatura da linha de líquido.
216
Figura 2 – Exemplo de um cálculo do superaquecimento (superheat)
 com as forças atuantes numa válvula de expansão 
termostática (VET) Sporlan.
Anexos 217
Figura 3 – Forças atuantes, a faixa do superaquecimento (superheat)
 e temperaturas do bulbo e evaporador numa válvula de 
expansão termostática (VET) Sporlan.
218
Figura 4 – Válvula de expansão termostática (VET) Sporlan em corte.
Anexos 219
Quadro 3 – Faixas de trabalho para pressões de sucção e 
linha de líquido em Splits de 18.000 BTU/h até 60.000 BTU/h.
220
Figura 5 – Self Contained Carrier – 
Green com fluido refrigerante R-407c (HFC).
Anexos 221
Figura 6 – Exemplo de um comando elétrico de um Self 
Contained Carrier 5 TR com condensação a ar.
Legenda:
BF – Borneira de força
C – Contator do motocompressor
CLO – Relé de proteção do motocompressor
IFM – Motoventilador do evaporador
OFM – Motoventilador do condensador
OFC – Contator do motor do condensador
OLOF – Relé de sobrecarga do ventilador 
do condicionador
OLIF – Relé de sobrecarga do ventilador 
do evaporador
T – Termostato
SW – Chave de 4 posições
LPS – Pressostato de baixa
HPS – Pressostato de alta
IFC – Contator do motor do evaporador
RSF – Relé de seqüência de fase
222
Figura 7 – Exemplo de um diagrama elétrico de força de 
um Self Contained Carrier 5 TR com condensação a ar.
CLO (COMPRESSOR LOCK-OUT)
O CLO é um dispositivo de proteção contra ciclagem automática do
compressor quando houver o desligamento por elementos de segurança
(pressos tato de alta ou baixa, line break, termostato interno erelê de
sobrecarga).
O CLO monitora a corrente que passa no laço sensor, acionando ou
não um relê se a condição lógica for falsa ou verdadeira. Após o desli ga -
men to pelo dispositivo de proteção, o CLO impede o religamento auto -
mático quando houver normalização da situação, evitando assim a
ciclagem do compressor. Uma corrente abaixo de 4A± 1 através do laço
sensor faz abrir o contato normalmente fechado entre os terminais 2 e 3
do CLO. Os terminais 1 e 2 são da fonte de alimentação 24V ± 10% em
todas as unidades.
Uma vez verificada e sanada a causa do desarme, o religamento
(reset) pode ser feito desligando e religando a unidade no termos -
tato/chave de controle ou mediante a restauração da força através do
laço sensitivo.
Anexos 223
Figura 8 – Dispositivo de proteção CLO.
224
Figura 9 – Gráfico psicrométrico ou carta psicrométrica.
Anexos 225
Tabela 1 – Dados que o técnico ou mecânico em refrigeração deve consultar para o
dimensionamento das linhas de sucção e líquido em um sistema de refrigeração
comercial com R-134a.
226
Figura 10 – Exemplo de um esquema para realizar a evacuação e a carga de fluido
refrigerante em um Split System.
Anexos 227
Figura 11 – Retrofit ® DuPont – Atualização tecnológica e ecológica.
PROGRAMA (SOFTWARE FREE) PARA ANÁLISE DE
SISTEMAS
O link abaixo é utilizado para "baixar" o Programa (Software Free)
CoolPack, este programa serve para analisar os diversos tipos de
sistemas e equipamentos de refrigeração ou ar condicionado, a figura a
seguir mostra a página do Departamento de Engenharia Mecânica da
Universidade de Denmark.
http://www.et.web.mek.dtu.dk/Coolpack/UK/download.html
228
Figura 12
Índice
PREFÁCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Capítulo 1
CIRCUITO FRIGORÍGENO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Capítulo 2
CIRCUITO FRIGORÍGENO TERMODINÂMICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.1 Circuito Teórico Simples . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.2 Circuito Real Simples . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.3 Entalpia e Pressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.3.1 Entalpia (H) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.3.2 Pressão (P) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.4 Diagramas Pressão × Entalpia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Capítulo 3
TIPOS DOS COMPONENTES BÁSICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
3.1 Fluidos ou Gases Refrigerantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
3.1.1 Famílias de Fluidos Refrigerantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
CFC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
HCFC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
HFC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.1.2 Diagrama PH dos Fluidos Refrigerantes . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
3.2 Motocompressores e Compressores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
3.2.1 Categoria de Compressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Alternativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Rotativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Scroll . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
Parafusos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Centrífugo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
3.2.2 Categoria de Acoplamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
3.3 Condensadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
231
3.3.1 Condensadores a Água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
3.3.2 Condensador a Ar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
3.3.3 Condensador Evaporativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
3.4 Dispositivos de Expansão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
3.5 Evaporadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
Capítulo 4
COMPONENTES AUXILIARES DE PROTEÇÃO E CONTROLE. . . . . . . . . . 59
4.1 Filtro Secador ou Desidratante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
4.2 Visor de Líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
4.2.1 Visor com Indicador de Umidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
4.3 Válvula de Retenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
4.4 Válvula Solenóide da Linha de Líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
4.5 Válvula de Serviço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
4.6 Válvula do Tipo Schrader . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
4.7 Válvula ou Registro Manual. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
4.8 Válvula de Segurança do Tipo Plugue Fusível . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
4.9 Válvula de Segurança do Tipo Alívio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
4.10 Acumulador de Sucção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
4.11 Intercambiador de Calor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
4.12 Separador de Óleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
4.13 Tanque de Líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
4.14 Tubo Flexível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
4.15 Pressostatos Eletromecânicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
4.16 Termostatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
Capítulo 5
REFRIGERAÇÃO COMERCIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
5.1 Câmaras Frigoríficas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
5.1.1 Aproveitamento Total da Câmara Frigorífica . . . . . . . . . . . . . . 81
5.1.2 Evaporadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
5.1.3 Unidades Condensadoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
5.1.4 Tubulações. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
5.1.5 Exemplo do Funcionamento de uma Câmara Frigorífica . . . . . . . 91
5.1.6 Unidades Plug-In . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
5.1.7 Controles Digitais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
5.2 Balcões e Expositores Frigoríficos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
5.3 Rack com Compressor em Paralelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
274
5.4 Fabricador de Gelo Comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
Capítulo 6
CONDICIONADORES DE AR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101
6.1 Condicionador de Ar — Self Contained . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101
6.2 Condicionador de Ar – Separado ou Split System . . . . . . . . . . . . . . 109
Capítulo 7
SISTEMA DE ÁGUA GELADA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121
7.1 O Resfriador de Água ou Líquido (Water Chiller). . . . . . . . . . . . . . . 121
7.2 O Sistema de Expansão Direta (DX) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
7.3 O Sistema de Água Gelada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124
7.4 O Resfriador Dividido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126
7.5 O Resfriador Refrigerado a Ar (Condensação a Ar). . . . . . . . . . . . . . 127
7.6 Circuito Frigorígeno do Chiller (o Ciclo de Refrigeração). . . . . . . . . . 127
7.7 Componentes do Resfriador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
7.7.1 Compressor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
7.7.2 Evaporador (Cooler ou Resfriador) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
7.7.3 Condensador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
7.7.4 Acessórios e VET . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
7.8 Condicionador de Ar Central do Tipo Fan Coil . . . . . . . . . . . . . . . . 140
7.9 Duplo Circuito do Fluido Refrigerante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
7.10 Fluxo de Água no Evaporador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
7.11 Pressões do Lado de Alta nos Chillers . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145
7.12 Chillers com Controles Eletrônicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
Capítulo 8
CAPACIDADE TÉRMICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153
8.1 Rendimento Térmico ou Capacidade Térmica . . . . . . . . . . . . . . . . 153
8.2 Cálculo da Vazão de Ar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 158
Capítulo 9
UMIDADE E QUEIMA DE MOTORES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
9.1 Umidade no Circuito Frigorígeno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
9.1.1 Congelamento na Sede da Válvula de Expansão Termostática . . . 165
9.1.2 Formação de Ácidos Clorídrico e Fluorídrico . . . . . . . . . . . . . 165
9.1.3 Decomposição do Óleo Lubrificante. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
9.1.4 Deposição de Cobre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
9.2 Queima de Motores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 166
Índice 275
9.3 Teste de Acidez . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170
Capítulo 10
LIMPEZA DE CIRCUITOS FRIGORÍGENOS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
10.1 Sedimentação Carbonosa do Óleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172
10.2 Corrosão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172
10.3 Plaqueamento de Cobre . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172
10.4 Queima de Motores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
10.4.1 Moderada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
10.4.2 Grave. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
10.5 Limpeza dos circuitos após queima com circulação de fluido 
refrigerante HCFC-141b ou Vertrel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 174
10.6 Limpeza dos circuitos após queima 
com filtros de sucção (HH) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 175
10.6.1 Sem reaproveitamento do fluido refrigerante. . . . . . . . . . . . . 175
10.6.2 Com reaproveitamento do fluido refrigerante . . . . . . . . . . . . 175
Capítulo 11
TESTE DE VAZAMENTO DO FLUIDO REFRIGERANTE . . . . . . . . . . . . . 177
11.1 Espuma de Sabão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177
11.2 Detector Eletrônico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178
11.3 Sob Vácuo (Teste de Estanqueidade) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178
Capítulo 12
EVACUAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 181
12.1 Tamanho do Equipamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182
12.2 Capacidade da Bomba de Vácuo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183
12.3 Vazamento nas Conexões da Bomba de Vácuo . . . . . . . . . . . . . . . 183
12.4 Dimensões das Linhas que Ligam a Bomba de Vácuo 
 ao Circuito Frigorígeno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183
12.5 Procedimentos Técnicos para Executar a Evacuação. . . . . . . . . . . . 186
Capítulo 13
CARGA DE FLUIDO REFRIGERANTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 189
13.1 Procedimentos para Executar a Carga de Fluido Refrigerante. . . . . . . 191
13.1.1 Em Self Contained, Split ou Chiller . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
13.1.2 Para dar Carga em Câmaras Frigoríficas . . . . . . . . . . . . . . . 193
276
13.1.3 Recuperação do Fluido Refrigerante. . . . . . . . . . . . . . . . . . 194
Capítulo 14
BALANCEAMENTO DO CIRCUITO FRIGORÍGENO . . . . . . . . . . . . . . . . 197
14.1 Superaquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
14.1.1 Verificações em um circuito com fluido refrigerante R-22: . . . . . 197
14.2 Sub-resfriamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201
14.2.1 Verificações em um circuito com fluido refrigerante R-22: . . . . . 201
CAPÍTULO 15
CÁLCULO DE DESBALANCEAMENTO DE VOLTAGEM . . . . . . . . . . . . . 207
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209
ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 211
CLO (Compressor Lock-out) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223
Cool Pack . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229
Índice 277

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