Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

TÓPICO I 
 TEXTO: TEXTUALIDADE, GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS 
 
 
 
Vamos começar este tópico fazendo a revisão de alguns conceitos básicos a respeito da noção 
de texto, textualidade, discurso e paratextualidade. 
 
TEXTO 
Sequência linguística autônoma, oral ou escrita, produzida por um ou vários enunciadores em 
uma situação de comunicação determinada. (Dicionário de Maingueneau, 2000). É autônoma 
por construir um sentido reconhecível por ouvinte/leitor em situações de comunicação. 
Orienta-se para um propósito discursivo identificável: informar, divertir, persuadir, solicitar, 
debater, regulamentar, instruir, notificar, avisar, documentar, emocionar, divulgar 
conhecimento científico, registrar ocorrências, atestar, declarar, formular um convite, 
certificar, etc. 
 
O texto é, conforme esclarece Schmitd (1973), uma unidade de linguagem em uso, cumprindo 
uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa. Portanto, distingue-se 
como uma manifestação linguística que se realiza, em práticas sociais de que os falantes da 
língua participam, para cumprir uma determinada função na vida social. 
 
Resumindo: O texto é qualquer ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, 
dotada de unidade sociocomunicativa (função social), semântica (unidade de sentido) e formal 
(relações de sentido marcadas por formas da língua: léxico e gramática). 
 
Beaugrande e Dressler (1981) definem texto como uma ocorrência comunicacional que satisfaz 
critérios interdependentes (coesão, coerência, intencionalidade, aceitabilidade, 
intertextualidade, informatividade, situacionalidade), também chamados fatores de 
textualidade. Vamos rever essas noções, sucintamente: 
 
Coerência: conexão conceitual-cognitiva. Diz respeito, pois, às relações lógicas das ideias do 
texto e à compatibilidade entre a rede conceitual (rede de ideias) configurada no mundo 
textual e o conhecimento de mundo de quem processa o sentido do texto. 
 
Coesão: manifestação linguística da coerência. Conexão formal entre as unidades de 
significação do texto. A coesão contribui para a coerência e é indispensável em certos gêneros 
de texto, mas pode haver textos sem marcas de coesão sem que isso comprometa a 
construção de sentidos; nesse caso, o processamento dos sentidos depende especificamente 
de esquemas cognitivos (modelos de armazenamento de informações na memória). 
 
Intencionalidade: empenho do produtor em produzir um texto coerente, coeso, capaz de 
atender seus objetivos em determinada situação comunicativa, mesmo que ele não tenha, 
muitas vezes, consciência de que suas escolhas linguísticas são feitas estrategicamente, em 
vista de alcançar uma resposta de seu interlocutor. 
 
 Aceitabilidade: expectativa do interlocutor de que o conjunto de ocorrências linguísticas com 
que se defronta seja um texto, capaz de levá-lo a adquirir conhecimento ou a cooperar com os 
objetivos do produtor. Mesmo diante de uma ocorrência linguística que, a princípio, possa não 
fazer sentido, não se pode afirmar que não seja um texto, pois é pressuposto que as 
manifestações linguísticas servem a algum sentido, até mesmo o de criar o efeito de 
incoerência, de falta de lógica das ideias, ou de confusão mental por parte de um locutor. 
 
Informatividade: articulação de informações novas com informações presumivelmente 
conhecidas. As informações não devem ser inteiramente inusitadas nem totalmente 
previsíveis, ou seja, o texto deve manter um nível mediano de informatividade (suficiência de 
dados do texto para ser compreendido com o sentido que o produtor pretende). 
a) Informatividade de grau menor 
 
Ex.: Dê sua opinião sobre a greve dos professores 
Os professores fizeram em busca de seus direitos trabalhistas. Porque o salário já não 
é justo e o governo queria descontar 80% seria justo que eles fizessem esta greve para 
protestar contra, estes cidadãos brasileiros. 
Para mim são os professores os prejudicados com os salários injustos neste país. Todos 
nós dependemos dos professores, pois o que seria o povo sem os mestres de ensino. Eu acho 
que deveriam dar mais valor aos professores deste país principalmente estes que se dizem 
governantes. 
(redação de aluno de 1º ano E.M.) 
 
b) informatividade de grau maior 
GENÉTICA 
Ex.: Elas herdam do pai a arte do bom convívio. 
 
As mulheres têm fama de ser mais sociáveis que os homens. Elas teriam mais 
facilidade para perceber e respeitar as emoções alheias. Agora, essa fama acaba de ter um 
indício de confirmação científica, que não deixa os homens tal mal assim. Testes feitos pelo 
psiquiatra inglês David Skuse, do instituto de saúde infantil, em Londres, indicam que a 
habilidade social das moças vem de um gene localizado no cromossomo x, mas que só é 
ativado quando vem do pai. Lembre-se de que a mulher tem dois cromossomos x e um y (...), 
os meninos ganham o y do pai e, por isso, sempre recebem o x da mãe, neles, portanto, o gene 
da sociabilidade não é ativado. Já nas mulheres como tem um x vindo do pai e outro da mãe, 
nascem socialmente corretas, pelo menos o que diz a teoria de Skuse. “Esse mecanismo 
genético poderia ter sido útil em tempos remoto da humanidade”, explicou à SUPER. É que, 
naquela época, os homens precisavam mais de aptidões guerreiras do que as meninas. 
(Superinteressante, ago. 1997) 
 
Intertextualidade: relação que se estabelece entre um texto e outros. Um texto incorpora, 
explicita ou implicitamente, outros textos à medida que insere citações de obras literárias, 
enciclopédicas, trechos de música, provérbios, ditados populares, máximas, trechos bíblicos, 
etc. O conjunto de textos que podem se relacionar, pela forma ou pelo conteúdo, constitui o 
que chama intertexto. 
Situacionalidade: relação do texto com o contexto sociocomunicativo. O contexto orienta 
tanto a produção quanto a recepção do texto. Trata-se de um componente extralinguístico 
(fator pragmático) que define qual o sentido a ser processado. Por exemplo: se alguém numa 
interlocução disser “Perdi todo o dinheiro que tinha”, é o contexto que vai esclarecer o sentido 
de “perder”, que poderá ser: 1) em contexto de assalto: roubaram todo o dinheiro no assalto; 
2) em um contexto de mesa de jogo: o jogador apostou, sem retorno, todo o seu dinheiro na 
mesa de jogo; 3) em contexto de apropriação do dinheiro por um Banco: a instituição lançou 
mão do dinheiro para saldar débitos do cliente. Veja-se também como o efeito de sentido de 
textos depende do conhecimento do contexto sócio-histórico-cultural, portanto de 
determinações exteriores ao texto. É o que se observa, no texto abaixo, na determinação do 
sentido da expressão “festa de quinze anos”. 
Foi quando chegou o amigo do Manuel e o convidou: 
- Ó gajo! Estou a lhe convidaire para a festa de quinze anos de minha filha. 
-Está bem, patrício. Eu irei. Mas ficarei no máximo uns dois anos. 
 (Possenti, 1991) 
 
 
DISCURSO 
Atividade de sujeitos inscritos em contextos determinados, realizada por meio da associação 
do texto a seu contexto de produção. (Dicionário de Maingueneau, 2000). 
 
Nas palavras de Travaglia e Koch (1989): 
“O discurso é toda atividade comunicativa de um locutor, numa situação de comunicação 
determinada, englobando não só o conjunto de enunciados por ele produzido em tal situação – 
ou os seus e os de seu interlocutor, no caso do diálogo – como também o evento da 
enunciação. O texto será entendido como uma unidade linguística concreta (perceptível pela 
visão ou audição), que é tomada pelos usuários da língua (falante, escritor/ ouvinte, leitor) em 
uma situação de interação específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma 
função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente da sua extensão”. 
 
 
PARATEXTO 
Conjunto dos enunciados que contornam um texto: título, subtítulo, prefácio, posfácio, 
encarte,sumário etc. (GENETTE, 1987). 
Distinguem-se paratexto autoral (nome do autor, epígrafe, dedicatória, prefácio, nota de pé de 
página etc.) de paratexto editorial (contracapa, catálogo etc.). 
Distinguem-se ainda peritexto e epitexto. O peritexto é parte inseparável do texto (título, 
sumário etc.); o epitexto é a parte que circula fora do texto (publicidade, catálogos) 
 
ELEMENTO PARALINGUÍSTICO (OU PARAVERBAL) 
Aquele que se articula com o linguístico (verbal) como traço distintivo ou de relevo: altura 
(entonação), pausa, intensidade articulatória (acento de intensidade), duração do som. 
Pertence ao estrato fonológico da língua. 
 
 
ATIVIDADE I 
 
O TIME DO BANCO DO BRASIL: “Percorra o Brasil. Na sede, nas agências ou nos postos 
avançados de crédito rural, os profissionais do Banco estão à sua disposição. Por onde cresça o 
Brasil, eles vão junto. Modernos bandeirantes da Economia Nacional a descobrir 
potencialidade e a valorizar desempenhos rurais, comerciais e industriais. Este é o time do 
Banco do Brasil. São técnicos e consultores, gerentes e superintendentes, caixas e assessores. 
Prontos para atender à corrida rumo ao desenvolvimento. Peritos em servir ao Brasil. A alta 
qualidade exigida é um pré-requisito humano e social, além da habilitação. Bom para quem é 
selecionado, ótimo para o Banco, excelente para os clientes. Dentro da estrutura de 
atendimento do Banco do Brasil há especialistas de nível em todos os campos: rural, fundos de 
fomentos, comércio exterior, crédito pessoal, entre tantos. Quando você consulta um 
funcionário do Banco do Brasil, pode ter certeza de que está à frente do homem certo. Esta 
grande equipe defende com firmeza todas as áreas do desenvolvimento nacional. E ataca 
numa única direção: a conquista de novas riquezas para os clientes do Banco do Brasil e para o 
País. Cada expediente é uma grande atuação deste conjunto treinado para a função e pela 
própria experiência no setor. Com este time, você só tem a ganhar. Você reconheceu a 
capacidade do time do Banco do Brasil?” (Ciência Hoje, 5/25, 1986). 
 
No texto acima, os argumentos são categóricos; há listagens bastante exaustivas de 
lugares, para sugerir a totalidade: na sede, nas agências, nos postos avançados; também há 
uma extensa lista de profissionais bancários, novamente implicando a universalidade: técnicos 
consultores, gerentes, superintendentes, caixas, assessores; também os diversos níveis de 
especialização são amplamente exemplificados: rural, fundo de fomento, comércio exterior, 
crédito pessoal. Há ainda o uso explícito de expressões universais: todas as áreas de 
desenvolvimento, por onde cresça o Brasil, cada expediente. A universalidade na excelência é 
necessária numa argumentação que procura o apelo universal. Por esse motivo, também, os 
adjetivos usados são expressões que argumentam numa direção positiva, mas que podem 
significar muitas coisas diferentes para diferentes leitores: excelente para um cliente pode ser 
o serviço rápido no caixa, enquanto que para outro pode ser a obtenção de um crédito, para 
um terceiro pode ser o fácil acesso às agências, e assim sucessivamente. Há ainda um uso 
acentuado de sentenças curtas (por onde cresça o Brasil, eles vão juntos. Esse é o time do 
Banco do Brasil. Com esse time você só tem a ganhar) e ainda incompletas (prontos para 
atender a corrida rumo ao desenvolvimento, peritos em servir ao Brasil), que, por analogia 
formal com provérbios e truísmos (ao bom entendedor, poucas palavras) parecem ter a força 
daqueles, isto é, parecem expressar verdades universais, por todos aceitas. 
 
Responda: 
a) Qual a função sociocomunicativa desse texto? 
b) Que discurso está construído por meio do texto em questão? 
c) Identifique a presença de intertextualidade na construção desse texto. 
d) Como uma das estratégias persuasivas, o texto fez uso de metáfora (conexões entre 
dois diferentes domínios do mundo). Explique qual a metáfora construída no texto. 
 
 
_________________________________________________________________________ 
 
Para fins de revisão sobre as noções de gêneros e tipos textuais, leiam os dois textos abaixo. 
 
 
I Gêneros textuais: definição e funcionalidade 
 (MARCUSCHI, 2002, p. 19-21) 
 
“1. Gêneros textuais como práticas sócio-históricas Já se tornou trivial a ideia de que os gêneros 
textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social. Fruto de 
trabalho coletivo, os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas 
do dia-a-dia. São entidades sócio-discursivas e formas de ação social incontornáveis em 
qualquer situação comunicativa. No entanto, mesmo apresentando alto poder preditivo e 
interpretativo das ações humanas em qualquer contexto discursivo, os gêneros não são 
instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos textuais 
altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos. Surgem emparelhados a necessidades e atividades 
socioculturais, bem como na relação com inovações tecnológicas, o que é facilmente perceptível 
ao se considerar a quantidade de gêneros textuais hoje existentes em relação a sociedades 
anteriores à comunicação escrita. Quanto a esse último aspecto, uma simples observação 
histórica do surgimento dos gêneros revela que, numa primeira fase, povos de uma cultura 
essencialmente oral desenvolveram um conjunto limitado de gêneros. Após a invenção da 
escrita alfabética por volta do século VII A. C., multiplicam-se os gêneros, surgindo os típicos 
da escrita. Numa terceira fase, a partir do século XV, os gêneros expandem-se com o 
florescimento da cultura impressa para, na fase intermediária de industrialização iniciada no 
século XVIII, dar início a uma grande ampliação. Hoje, em plena fase da denominada cultura 
eletrônica, com o telefone, o gravador, o rádio, a TV e, particularmente, o computador pessoal e 
sua aplicação mais notável, a internet, presenciamos uma explosão de novos gêneros e novas 
formas de comunicação, tanto na oralidade como na escrita. Isto é revelador do fato de que os 
gêneros textuais surgem, situam-se e integram-se funcionalmente nas culturas em que se 
desenvolvem. Caracterizam-se muito mais por suas funções comunicativas, cognitivas e 
institucionais do que por suas peculiaridades linguísticas e estruturais. São de difícil definição 
formal, devendo ser contemplados em seus usos e condicionamentos sócio-pragmáticos 
caracterizados como práticas sócio-discursivas. Quase inúmeros em diversidade de formas, 
obtêm denominações nem sempre unívocas e, assim como surgem, podem desaparecer. (...) 
 
2. Novos gêneros e velhas bases : Como afirmado, não é difícil constatar que nos últimos dois 
séculos foram as novas tecnologias, em especial as ligadas à área da comunicação, que 
propiciaram o surgimento de novos gêneros textuais. Por certo, não são propriamente as 
tecnologias per se que originam os gêneros e sim a intensidade dos usos dessas tecnologias e 
suas interferências nas atividades comunicativas diárias. Assim, os grandes suportes 
tecnológicos da comunicação tais como o rádio, a televisão, o jornal, a revista, a internet, por 
terem uma presença marcante e grande centralidade nas atividades comunicativas da realidade 
social que ajudam a criar, vão por sua vez propiciando e abrigando gêneros novos bastante 
característicos. Daí surgem formas discursivas novas, tais como editoriais, artigos de fundo, 
notícias, telefonemas, telegramas, telemensagens, teleconferências, videoconferências, 
reportagens ao vivo, cartas eletrônicas (e-mails), bate-papos virtuais e assim por diante. 
Seguramente, esses novos gêneros não são inovações absolutas, quais criações ab ovo, sem uma 
ancoragem em outros gêneros já existentes. O fato já fora notado por Bakhtin [1997] que falava 
na ‘transmutação’ dos gêneros e na assimilação de um gênero por outro gerando novos. A 
tecnologia favorece o surgimento deformas inovadoras, mas não absolutamente novas. Veja-se 
o caso do telefonema, que apresenta similaridade com a conversação que lhe pré-existe, mas 
que, pelo canal telefônico, realiza-se com características próprias. Daí a diferença entre uma 
conversação face a face e um telefonema, com as estratégias que lhe são peculiares. O e-mail 
(correio eletrônico) gera mensagens eletrônicas que têm nas cartas (pessoais, comerciais etc.) e 
nos bilhetes os seus antecessores. Contudo, as cartas eletrônicas são gêneros novos com 
identidades próprias, como se verá no estudo sobre gêneros emergentes na mídia virtual. 
Aspecto central no caso desses e outros gêneros emergentes é a nova relação que instauram com 
os usos da linguagem como tal. Em certo sentido, possibilitam a redefinição de alguns aspectos 
centrais na observação da linguagem em uso, como por exemplo a relação entre a oralidade e a 
escrita, desfazendo ainda mais as suas fronteiras. Esses gêneros que emergiram no último século 
no contexto das mais diversas mídias criam formas comunicativas próprias com um certo 
hibridismo que desafia as relações entre oralidade e escrita e inviabiliza de forma definitiva a 
velha visão dicotômica ainda presente em muitos manuais de ensino de língua. Esses gêneros 
também permitem observar a maior integração entre os vários tipos de semioses: signos verbais, 
sons, imagens e formas em movimentos. A linguagem dos novos gêneros torna-se cada vez 
mais plástica, assemelhando-se a uma coreografia e, no caso das publicidades, por exemplo, 
nota-se uma tendência a servirem-se de maneira sistemática dos formatos de gêneros prévios 
para objetivos novos. Como certos gêneros já têm um determinado uso e funcionalidade, seu 
investimento em outro quadro comunicativo e funcional permite enfatizar com mais vigor os 
novos objetivos. Quanto a este último aspecto, é bom salientar que embora os gêneros textuais 
não se caracterizem nem se definam por aspectos formais, sejam eles estruturais ou linguísticos, 
e sim por aspectos sócio-comunicativos e funcionais, isso não quer dizer que estejamos 
desprezando a forma. Pois é evidente, como se verá, que em muitos casos são as formas que 
determinam o gênero e, em outros tantos, serão as funções. Contudo, haverá casos em que será o 
próprio suporte ou o ambiente em que os textos aparecem que determinam o gênero presente. 
Suponhamos o caso de um determinado texto que aparece numa revista científica e constitui um 
gênero denominado “artigo científico”; imaginemos agora o mesmo texto publicado num jornal 
diário e então ele seria um “artigo de divulgação científica”. É claro que há distinções bastante 
claras quanto aos dois gêneros, mas para a comunidade científica, sob o ponto de vista de suas 
classificações, um trabalho publicado numa revista científica ou num jornal diário não tem a 
mesma classificação na hierarquia de valores da produção científica, embora seja o mesmo 
texto. Assim, num primeiro momento podemos dizer que as expressões “mesmo texto” e 
“mesmo gênero” não são automaticamente equivalentes, desde que não estejam no mesmo 
suporte. Estes aspectos sugerem cautela quanto a considerar o predomínio de formas ou funções 
para a determinação e identificação de um gênero. 
Vimos, então, com a leitura do texto de Marcuschi, que os gêneros textuais são fenômenos 
históricos, porque são constituídos pelo uso coletivo que se faz da linguagem ao longo do 
tempo, e estão estreitamente vinculados às necessidades comunicativas dos interlocutores, 
contribuindo para dar forma às ações que realizamos por meio da linguagem. Um fato que 
ilustra bem o caráter sócio-histórico dos gêneros textuais é a transformação pela qual passam os 
gêneros, em razão das mudanças na vida social dos interlocutores. Um exemplo disso é o gênero 
textual e-mail. Hoje, em razão da tecnologia que temos à nossa disposição, é possível manter 
contato com pessoas distantes de maneira rápida por meio do envio de e-mails. Os e-mails 
servem hoje tanto para o contato profissional quanto para o contato pessoal. Antes, esse contato 
por escrito se dava predominantemente por meio de cartas, que são enviadas pelos correios e 
levam dias para chegar às mãos de seu destinatário, ou por meio de telegramas, que se, por um 
lado, serviam como alternativa para evitar a demora no recebimento da mensagem, tinham o 
inconveniente de não transmitir mensagens longas, pois o custo era contabilizado por caracteres, 
o que encarecia o envio da mensagem. O surgimento do gênero textual e-mail, portanto, está 
ancorado em práticas sócio-comunicativas já existentes, mas não coincidem totalmente com 
essas práticas, mantendo com elas algumas semelhanças, mas também marcando suas 
diferenças. Afinal de contas, ninguém diz, ao sentar-se à frente do computador, que escreverá 
uma carta a seu chefe ou a seu namorado. Os falantes naturais de uma língua, pela experiência 
em situações de interação autênticas, percebem as diferenças que distinguem um gênero de 
outro. O surgimento do gênero e-mail não aboliu definitivamente o uso do gênero carta, na 
comunicação a distância, porque nem todos têm acesso da mesma forma aos recursos que a 
tecnologia moderna oferece. Tem sido comum que as pessoas mais jovens estejam mais 
envolvidas com o uso das novas ferramentas, surgidas com o desenvolvimento da tecnologia, ou 
também tem sido comum que essas novas ferramentas estejam mais disponíveis para aqueles 
que vivem nos grandes centros, sendo mais escassas àqueles que vivem nas pequenas cidades 
mais afastadas das metrópoles. Todos esses comentários nos permitem ratificar que o 
surgimento e a expansão de diferentes gêneros dependem das necessidades dos sujeitos que 
vivem em sociedade. Os gêneros textuais surgem, se transformam ou desaparecem, ligados às 
demais esferas da vida social, histórica, política e cultural dos sujeitos. Por essa razão, não é 
tarefa dos estudos sobre a linguagem estabelecer uma classificação rígida, com base em critérios 
formais, dos gêneros que circulam socialmente. A tarefa daqueles que se ocupam dos 
fenômenos de linguagem é buscar compreender a funcionalidade dos gêneros e a relação que 
eles mantêm com as demais esferas da atividade humana. Outro aspecto que deve ser enfatizado 
a respeito da noção de gênero textual é a plasticidade que caracteriza essas formas. Embora os 
gêneros textuais nos sirvam de modelos, dos quais podemos lançar mão para realizar ações de 
linguagem, eles não podem ser considerados como regras inflexíveis que devem ser seguidas. 
Os gêneros textuais nos servem de orientação para a composição dos textos que constituímos 
cotidianamente, mas que permitem também diversas adaptações, todas elas ligadas às 
necessidades comunicativas daqueles que produzem os textos. Observemos, por exemplo, os 
textos a seguir: 
 
Texto 1 
texto \ê\ s. m. 1 conjunto de palavras, frases escritas 2 trecho ou fragmento da obra de um autor 
cf. testo. (Minidicionário Houaiss da língua portuguesa, 2004) 
 
Texto 2 
Texto (text) – Uma porção contínua de língua falada ou escrita, especialmente quando tem um 
começo e um fim reconhecíveis. Os linguistas usaram por muito tempo a palavra texto muito 
informalmente para denotar qualquer trecho de língua em que, por acaso, estivessem 
circunstancialmente interessados. 
Contudo, especialmente a partir da década de 1960, a noção de texto ganhou status 
teórico em vários domínios, e a análise de textos é hoje considerada um dos principais 
objetivos da investigação linguística. Porém, a concepção do que constitui um texto não é a 
mesma em toda parte. Para alguns linguistas, não há diferença entre texto e discurso. Para 
outros, um texto é mais ou menos um produto físico, aquilo que resulta de um discurso, que é, 
por sua vez, analisado como um processo, que leva à construção de um texto. Para outros, 
ainda, um texto se define em primeirolugar pelo fato de ter um propósito identificável – uma 
abordagem que leva imediatamente a classificar os textos num certo número de tipos, 
caracterizados por propósitos diferentes que, por conseguinte, também têm características 
diferentes. Outros ainda veem o texto como uma abstração, cuja realização física seria o 
discurso. Por fim, há linguistas que simplesmente consideram que os textos são escritos, ao 
passo que os discursos são falados. A análise de textos é um traço saliente de alguns tipos de 
funcionalismo, notadamente a Linguística Sistêmica, em que a análise dos textos é 
frequentemente apontada como o principal objetivo da investigação linguística, enquanto a 
análise de unidades menores, como as sentenças, é interpretada em grande medida em termos 
da contribuição que essas unidades menores fazem aos textos. 
 (...) Ver: coerência; coesão; intertextualidade; Linguística Sistêmica; linguística textual; 
textualidade 
Leituras suplementares: Crystal, 1997a: cap.20; Gramley e Pätzhold, 1992: cap.5; Schiffrin, 
1994: cap.10; van Peer, 1994. 
 
(Dicionário de Linguagem e Linguística, 2004.) 
 
 
Os dois textos destacados pertencem ao mesmo gênero, ambos são verbetes de 
dicionário. No entanto, os dois têm formatos bastante diferentes, no que diz respeito à extensão 
e às informações que neles são apresentadas. O primeiro faz parte de um dicionário cuja função 
é esclarecer ao leitor acerca do significado das palavras, indicando também informações a 
respeito da categoria gramatical da qual fazem parte, bem como indicações sobre sinônimos e 
antônimos com que essas palavras se relacionam. São, portanto, informações breves e bem 
gerais. Em algumas obras encontramos ainda exemplos de sentenças em que essas palavras 
ocorrem. O segundo faz parte de um dicionário cuja função é esclarecer ao leitor acerca dos 
conceitos de termos chaves que pertencem a uma determinada área do conhecimento, no caso de 
nosso exemplo, um dicionário de linguística. Nesse tipo de dicionário, as informações que são 
apresentadas procuram dar conta do sentido que esses termos assumem em diferentes quadros 
teóricos que se ocupam do mesmo fenômeno - em nosso exemplo, quadros teóricos que se 
ocupam da linguagem. Por isso, em dicionários especializados, como esse, os verbetes são mais 
longos, pois é preciso reunir informações de diferentes ordens e é preciso também citar a fonte 
dessas diferentes informações. No texto que nos serve de exemplo, as marcas em negrito 
indicam ainda que essas palavras também constituem verbetes do mesmo dicionário, uma vez 
que esse tipo de obra só reúne verbetes específicos da área de conhecimento a que se referem. 
Nesses dicionários, ainda cabe indicar ao leitor obras complementares, que o ajudarão a 
compreender melhor o conceito em questão. 
 
Os dois exemplos nos mostram com clareza que os gêneros textuais, mesmo servindo de 
modelo para a composição de textos que circulam cotidianamente, não podem ser encarados 
como regras inflexíveis de uma estrutura, que deve ser obedecida imperiosamente. Como nos 
afirma Marcuschi (2002), os gêneros servem de parâmetros para estabilizar as atividades 
comunicativas do dia a dia, por isso mesmo estão sujeitos às modificações impostas pelas 
peculiaridades dessas atividades comunicativas.” 
 
 
Sabemos que os gêneros textuais têm uma composição normalmente heterogênea quanto às 
sequências linguísticas (tipos textuais) que formam o texto. Não devemos confundir, portanto, 
gênero e tipo textual. Para recordar como se distinguem essas construções teóricas, vamos ler o 
texto a seguir. 
 
 
II TIPOS TEXTUAIS 
 (MUSSALIM, Fernanda. Linguagem: práticas de leitura e escrita. Volume 1. São Paulo: Global: Ação 
Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação, 2004) 
 
[...] O ensino de Língua Portuguesa esteve durante muito tempo atrelado a uma 
concepção tipológica de texto – narração, descrição, argumentação/dissertação. De um modo 
geral, o estudo do texto no contexto escolar restringiu-se a uma abordagem centrada nas 
características linguísticas das sequências verbais que compõem cada um desses tipos textuais, 
com quase nenhum vínculo com as práticas sociais de linguagem. [...] Procuramos também 
trabalhar com a noção de tipo textual porque acreditamos que os tipos textuais (narração, 
descrição, dissertação) constituem construções linguísticas necessárias para, entre outras coisas, 
garantir, por parte dos alunos, um domínio mais consciente dos gêneros, em especial dos 
gêneros que jogam com a heterogeneidade. 
Apesar de serem o ingrediente essencial do trabalho escolar, os gêneros, em função de 
sua própria diversidade e do seu número muito grande de ocorrências, não podem ser tomados 
como única base para se pensar uma progressão e um currículo. Assim, com o objetivo de 
construir progressões, Dolz e Scheneuwly (2004:60-61) propõem o seguinte agrupamento de 
gêneros com base em domínios sociais de comunicação, em certas distinções tipológicas 
bastante conhecidas e em determinadas capacidades de linguagem. 
 
DOMÍNIOS SOCIAIS DE COMUNICAÇÃO EXEMPLOS DE GÊNEROS ORAIS E 
ASPECTOS TIPOLÓGICOS ESCRITOS 
CAPACIDADES DE LINGUAGEM 
DOMINANTES 
Cultura literária ficcional 
 NARRAR 
Mimeses da ação por meio da criação da 
intriga no domínio do verossímel 
Conto maravilhoso, conto de fadas, fábula, 
lenda, narrativa de aventura, narrativa de ficção 
científica, narrativa de enigma, narrativa 
mítica, sketch ou história engraçada, biografia 
romanceada, romance, romance histórico, 
novela fantástica, conto, crônica literária, 
advinha, piada. 
Documentação e memorização das ações 
humanas 
 RELATAR 
Representação pelo discurso de 
experiências vividas situadas no tempo 
Relato de experiência, relato de viagem, diário 
íntimo, testemunho, anedota ou caso, 
curriculum vitae, memorial, notícia, 
reportagem, crônica social ou esportiva, 
histórico, relato histórico, ensaio ou perfil 
biográfico, biografia. 
Discussão e problemas controversos 
 ARGUMENTAR 
Sustentação, refutação e negociação de 
tomadas de posição 
 
Textos de opinião, diálogo argumentativo, carta 
de leitor, carta de reclamação, carta de 
solicitação, debate regrado, assembleia, 
discurso de defesa (advocacia), resenha crítica, 
artigos de opinião ou assinados, editorial, 
ensaio. 
 
É importante assinalar que, na maioria das vezes, os textos articulam mais de uma 
tipologia textual, quer dizer, descrição, narração, exposição (dissertação) podem interpolar-se 
em só texto. Portanto, não há exatamente textos em estado puro. Também se deve destacar que 
ao narrar ou relatar, podemos inserir descrições (personagens, cenários, objetos), turnos de fala 
(diálogos), citação de discurso direto ou de discurso indireto. Também a citação de discursos 
pode fazer parte da construção de textos expositivo/argumentativos, como estratégia discursiva. 
 
No quadro de Dolz e Scheneuwly (2004), mostra-se a descrição como base tipológica 
dos textos de instrução e prescrição (regulamentação mútua de comportamentos). Ressalte-se, 
no entanto, que a descrição pode também como já se disse, se apresentar encaixada em 
narrativas ou pode constituir por si só um texto literário. 
Por essa proposta de agrupamento dos gêneros, vê-se que há distinção entre gêneros da 
tipologia do narrar e gêneros da tipologia do relatar. Independentemente dessa distinção, 
podemos entender que narrar e relatar são construções linguísticas em que: 
 
 – Os fatos estão organizados numa temporalidade, que pressupõe uma relação de anterioridade 
e posterioridade na linha do tempo, ainda que esse percurso temporal possa não ser totalmente 
materializado no texto ou se possa alterar a ordem linear do tempo. 
– Tanto o narrar quanto o relatar caracterizam-se por apresentar mudanças no estado de 
coisas de mundo, que vãoocorrendo com pessoas, objetos, fatos. Há, portanto, uma 
sucessão de mudanças ao longo do tempo. 
– Há anterioridade e posterioridade entre os fatos narrados/relatados. 
– o tempo verbal base do narrar/relatar é o pretérito perfeito (responsável por indicar a 
progressão da narrativa/relato), e este se alterna com o pretérito imperfeito (empregado 
para contextualização dos fatos contados – inserção de personagens, descrição do 
tempo-espaço do evento narrado), bem como para inserir avaliações, comentários. 
Pode-se empregar também o pretérito mais que perfeito (para retornar a fatos anteriores 
ao momento em que se encontra a progressão da narrativa) e o futuro do pretérito (para 
mencionar fatos posteriores ao momento em que está a progressão da narrativa). 
 
__________________________________________________________________________ 
 
 
ATIVIDADE II 
 
Identifique, justificando sua resposta, como estão constituídos os textos abaixo quanto à 
tipologia textual. Lembre-se de que os gêneros textuais têm uma base tipológica, que pode ser a 
descrição, a narração, a exposição, a argumentação, a instrução. Mas é possível, em dado 
gênero, se articularem tipos textuais diferentes. 
 
 
Transmissão e construção de saberes 
 EXPOR 
Apresentação textual de diferentes 
formas de saberes 
Texto expositivo (em livro didático),exposição, 
seminário, conferência, palestra, entrevista com 
especialista, artigo enciclopédico, texto 
explicativo, tomada de notas, resumo de 
textos, resenha, relatório científico, relatório 
oral de experiências. 
 
Instruções e prescrições 
 DESCREVER AÇÕES 
Regulação mútua de comportamentos 
Instruções de montagem, receita médica, 
receita culinária, regulamento, regras de jogo, 
instruções de uso, bula, comandos diverso, 
textos prescritivos. 
 
Texto I 
Cidadezinha qualquer 
 
Casas entre bananeiras 
Mulheres entre laranjeiras 
Pomar amor cantar. 
 
Um homem vai devagar. 
Um cachorro vai devagar. 
Um burro vai devagar. 
 
Devagar... as janelas olham. 
Eta vida besta, meu Deus! 
 (Carlos Drummond de Andrade) 
 
 
Texto II Era uma aldeia de pescadores de onde a alegria fugira e os dias e as noites se sucediam 
numa monotonia sem fim, das mesmas coisas que aconteciam, das mesmas coisas que se 
diziam, dos mesmos gestos que se faziam, e os olhares eram tristes, baços peixes que já nada 
procuravam por saberem inútil procurar qualquer coisa, os rostos vazios de sorrisos e de 
surpresas, a morte prematura morando no enfado, só as intermináveis rotinas do dia a dia, 
prisão daqueles que se haviam condenado a si mesmos, sem esperanças, nenhuma outra praia 
para onde navegar... 
 Até que o mar, quebrando um mundo, anunciou de longe que trazia nas suas ondas coisa 
nova, desconhecida, forma disforme que flutuava, e todos vieram à praia, na espera... E ali 
ficaram, até que o mar, sem se apressar, trouxe a coisa e a depositou na areia, surpresa triste, um 
homem morto. 
(Rubem Alves. A aldeia nunca mais foi a mesma. Folha de São Paulo, 19/05/84) – crônica 
literária 
 
 
 
Texto III 
 
 
Convocação 
 
 
Texto IV O pensamento é aquilo que é trazido à existência através da actividade 
intelectual. Por esse motivo, pode-se dizer que o pensamento é um produto da mente, que pode 
surgir mediante actividades racionais do intelecto ou por abstracções da imaginação. 
O pensamento pode implicar uma série de operações racionais, como a análise, a 
síntese, a comparação, a generalização e a abstracção. Por outro lado, deve-se ter em conta que 
o pensamento não só é reflectido na linguagem, como também o determina. A linguagem trata 
de transmitir os conceitos, os juízos e os raciocínios do pensamento. 
Existem diferentes tipos de pensamento. Por exemplo, pode-se mencionar o pensamento 
dedutivo (que vai do geral a particular), o pensamento indutivo (vai do particular ao geral), o 
pensamento analítico (consiste na separação do todo em partes que são identificadas ou 
categorizadas), o pensamento sistémico (uma visão complexa de múltiplos elementos com as 
suas diversas inter-relações) e o pensamento crítico (avalia o conhecimento). 
(Texto de divugação científica) 
 Conceito de pensamento - O que é, Definição e Significado 
http://conceito.de/pensamento#ixzz3D2OoBPzM 
 
 
 
 
ATIVIDADE III 
 
3.1) O texto a seguir não apresenta na construção de seus enunciados qualquer verbo. Ainda 
assim, é possível identificar se estamos diante de uma descrição ou de uma narração. Sua 
tarefa, então, é dizer se esse texto é do tipo descritivo ou narrativo, justificando sua resposta. 
 
O SHOW 
 O cartaz 
 O desejo 
 O pai 
 O dinheiro 
 O ingresso 
 O dia 
 A preparação 
 A ida 
 O estádio 
 A multidão 
 A expectativa 
 A música 
 A vibração 
 A participação 
 O fim 
 A volta 
 O vazio 
 (Texto retirado de KOCH; TRAVAGLIA, 1990) 
 
 
3.2) Apresente um texto de cuja construção façam parte sequências injuntivas (instruções). 
 
 
3.3) Responda: Os provérbios são constituídos por qual base tipológica? Justifique. 
 
 
 
 
http://conceito.de/pensamento
http://conceito.de/pensamento#ixzz3D2OoBPzM
http://conceito.de/pensamento#ixzz3D2OoBPzM
 
 
ATIVIDADE IV 
Leia o texto do gênero piada apresentado abaixo. 
 
O sargento, no comando de seu pelotão: 
 – Pe-lo-tão, sentido! ... Avançar! Alto!... Meia volta, sentido!... Ordinário, Marche!...Direita, 
volver!... Esquerda!.... Alto!... Avançar!... 
 De repente, um recruta aspirante sai da fila. O sargento chega bem perto dele e berra: 
– Sol-da-do!! Onde pensa que vai??!! 
 – Descansar um pouco... eu volto assim que o senhor tiver tomado uma decisão... 
(SARRUMOR, Laert. Mais mil piadas do Brasil. São Paulo: Nova Alexandria, 199, p. 144) 
 
 
Responda: 
a) Como se explica o efeito de sentido de humor desse texto? 
b) Qual a base tipológica desse texto (descrever, narrar, expor, argumentar, instruir)? 
c) De que maneira se indica a inserção de diálogo nesse texto?