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* Desenvolvimento da Criança * Desenvolvimento da Criança Evolução do processo geral de comunicação Linguagem não é uma conduta independente – relacionada ao desenvolvimento da inteligência e das habilidades de interação social Relações entre comunicação, inteligência e socialização * Desenvolvimento da Criança A partir das coisas próprias com que já nascemos (temperamento, o tipo físico, os reflexos dentre outros ) que são chamados de hereditárias, vamos aprendendo o mundo todo. De início aprendemos pelas pessoas mais próximas (os pais), depois pela família, pelos vizinhos, pela escola, pela Igreja. Toda a comunidade ajuda a educar. Cientistas estão descobrindo que o tipo de cuidado e atenção que são dedicadas as crianças exerce um efeito muito maior do que supunha sobre o desenvolvimento cerebral das mesmas. Sabe-se hoje que uma complicada mistura de hereditariedade e experiências vividas dão forma ao desenvolvimento cerebral. * Desenvolvimento da Criança As pesquisas mostram que experiências positivas nos campos emocional, físico e intelectual vivida pelas crianças em seus primeiros anos de vida são tão necessárias para o adequado desenvolvimento do seu cérebro quanto a boa alimentação é para o adequado e saudável crescimento de seu corpo. Ao nascimento, o cérebro tem cerca de 100 bilhões de células nervosas ou neurônios. Os neurônios crescem e conectam-se com outros, em sistemas que controlam diversas funções, como ver, ouvir, mover-se e expressar emoções. Estes sistemas, ativados por experiências repetidas fornecem substrato pra a organização e o funcionamento do cérebro ao longo da vida. O cérebro é a parte do corpo que nos permite sentir alegria ou desespero, responder aos outros de forma amorosa ou agressiva, usar a razão ou reagir. * Desenvolvimento da Criança Foi realizada uma pesquisa nos Estados Unidos que conclui que crianças que recebem cuidados calorosos são mais curiosas, se relacionam melhor com outras crianças, tem melhor desempenho na escola e lidam com as dificuldades da vida adulta com mais facilidade do que as crianças que não tem uma “conexão segura”. Não basta somente amarmos as crianças, o toque é importante e estimula a necessária liberação hormonal ao crescimento. Estudos revelam que a forma como os adultos estabelecem a disciplina, é crucial no desenvolvimento da criança. * Desenvolvimento da Criança Ao nascimento – cérebro possuindo cerca de 100 bilhões de células nervosas ou neurônios Controle de funções como ver, ouvir, mover-se e expressar emoções Experiências repetidas – fornecimento de substrato para a organização e o funcionamento do cérebro ao longo da vida * DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR Mielinização do SNC – período de maior atuação até os 2 anos de idade – estreita relação com o desenvolvimento das atividades motoras Leis gerais do desenvolvimento do SNC: Do geral para o específico Do céfalo para o caudal Do próximo para o distal * DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR Desenvolvimento neuropsicomotor satisfatório – desenvolvimento perceptual e sensorial Gênese do Processo de Cognição - Ação – interação organismo/meio (objetos e pessoas) Desenvolvimento considerado como um todo cognitivo linguagem motor emocional * DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO PRÉ-VERBAL A criança necessita ter uma razão ou motivo para se comunicar: uma intenção Há necessidade de se ter algo para comunicar: um conteúdo É também necessário um meio de comunicação: uma forma Há necessidade de ter pessoas com quem se comunicar: um parceiro Há de se ter condições favoráveis para a interação: uma situação ou contexto A criança também necessita ter capacidades cognitivas favoráveis: para atuar sobre o mundo e compreendê-lo. * Desenvolvimento da Comunicação Organização de experiências, construção de conhecimentos, sentimentos de desejos, elaboração dos conteúdos da atividade mental – atividade cognitiva Forma de comunicação – verbal ou não verbal. A comunicação possui função social. Importância do papel do adulto * NÍVEL I – COMUNICAÇÃO NÃO-INTENCIONAL- COMPORTAMENTOS REATIVOS Dois primeiros meses de vida Comportamentos caracterizados por reações determinadas por organizações nervosas reflexas Bebê mais reage ao mundo do que age sobre ele Não se constitui como sujeito * NÍVEL II – COMUNICAÇÃO NÃO INTENCIONAL- COMPORTAMENTOS ATIVOS Dos dois aos oito meses Maior capacidade de organizar procedimentos para explorar o mundo Coordenação sensório-motoras (mão/boca, visão/ audição, atividade manual com a atividade visual ) Pessoas e coisas tornam-se centros de grande interesse de exploração e de conhecimento para a criança. * Maior interesse pelos objetos e pessoas, maiores recursos para interagir e maior domínio motor compõem características importantes desta etapa A criança não é capaz de organizar procedimentos comunicativos intencionais Adultos – capazes de atribuir valores comunicativos aos comportamentos dos bebês Pode começar a prever resultados -descoberta de suas potencialidades expressivas -comunicação intencional usando recursos gestuais e verbais. * NÍVEL III – COMUNICAÇÃO PRÉ-LINGUÍSTICA INTENCIONAL ELEMENTAR Caracterizado pelo aparecimento de condutas comunicativas novas e que revelam a intencionalidade da criança Dos 8 aos 12 meses de idade Dirige comportamentos comunicativos intencionais ainda elementares Começa a compreender a possibilidade da utilização de recursos vocais na comunicação * NÍVEL III – COMUNICAÇÃO PRÉ-LINGUÍSTICA INTENCIONAL ELEMENTAR A criança dirige atitudes comunicativas aos outros, procurando dar início à interação ou respondendo às tentativas dos outros; Persiste no comportamento comunicativo até que o adulto responda e fica aguardando que o outro responda aos seus esforços. Progressos significativos no aspecto cognitivo * NÍVEL IV – COMUNICAÇÃO PRÉ-LINGUISTÍCA INTENCIONAL CONVENCIONAL Dos 12 aos 18 meses de idade Desdobramento da fase anterior A criança já é capaz de organizar atitudes comunicativas intencionais – começa a incorporar novas formas ou atos comunicativos que tem caráter convencional – observação do outro – comportamento imitativo, inclusive sons. Capacidade de identificação * NÍVEL IV – COMUNICAÇÃO PRÉ-LINGUISTÍCA INTENCIONAL CONVENCIONAL Aumento do poder de comunicação – comunicação verbal e não verbal Linguagem – conduta simbólica (caracterizada pelo uso de símbolos verbais, ou significantes, que representam realidades ausentes, ou também pelo uso de significados Nesta fase a linguagem ainda não atingiu um grau de simbolismo propriamente dito, está ligada à situação presente, dependência de indícios concretos * NÍVEL IV – COMUNICAÇÃO PRÉ-LINGUISTÍCA INTENCIONAL CONVENCIONAL A linguagem começará a configurar-se como uma conduta verdadeiramente simbólica à proporção que vai se consolidando uma capacidade mais representativa em geral – além da função social também tem uma função representativa A capacidade simbólica global tem um efeito marcante sobre o desenvolvimento da comunicação Linguagem sendo utilizada para descrever ações no presente e no passado imediato A representação verbal somente se consolida quando ocorre um desligamento entre a linguagem e a atividade momentânea da criança * NÍVEL IV – COMUNICAÇÃO PRÉ-LINGUISTÍCA INTENCIONAL CONVENCIONAL Os enunciados assumem a configuração de narrativas que se estendem à reconstituição, manutenção e orientação de ações Evolução da inteligência – elaboração gradual das operações mentais – ligada às relações interpessoais Trocas que permitem a descentralização típica do comportamento infantil Linguagem, brincadeira simbólica, imagens mentais, imitação e resolução de problemas por combinação mental de ações = função simbólica * AS ETAPAS INICIAIS DO DESENVOLVIMENTOINFANTIL Período Sensório-Motor ( 0 a 2 anos) – característica principal – formação de uma inteligência prática, baseada na ação e que se apoia em percepções e movimentos. Não tem consciência do EU. Predomina nela a repetição. Período Representativo ( 2 aos 7 ou 8 anos)– passagem do plano de ação para o de representação. É a fase do ¨faz de conta¨, sendo predominante também nesta fase a curiosodade. Período lógico-concreto ( dos 7 ou 8 anos aos 11/12 anos) operações lógicas limitadas ao que é mais concreto Período lógico formal - a partir dos 11/12 anos - coordenações do pensamento atingem o caráter da lógica formal. A transformação agora dirige-se a sociedade. * Transtornos Invasivos do Desenvolvimento Autismo Infantil Síndrome de Asperger Síndrome de Rett Transtorno Desintegrativo da Infância Transtorno Invasivo do Desenvolvimento sem outra Especificação Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), da Associação Americana de Psiquiatria (APA, 1995) – As crianças com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento possuem prejuízo severo e invasivo em diversas áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social recíproca, de comunicação e atividades * TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA Principal característica – Déficit considerável na interação social, no comportamento e na comunicação (na maioria dos casos ausente) Autismo leve e Síndrome de Asperger – melhor a comunicação, dificuldade na pragmática O termo Autismo foi utilizado pela primeira vez por E. Bleuler em 1911,para designar a perda de contato com a realidade, que acarretaria em uma dificuldade ou impossibilidade de se comunicar com os demais. * TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA A criança Autista apresenta perturbações antes dos 3 anos de idade e persistindo até a idade adulta Cerca de 75% destas crianças apresentam deficiência intelectual e 30% convulsões Acreditava-se que o Autismo era uma ocorrência relativamente rara, mas atualmente, o autismo atinge 0,2% da população em geral e, portanto, é cinco a dez vezes mais comum do que se acreditava nos anos 1960 e 1970, atingindo mais os meninos que as meninas na proporção 4:1 Principais Diagnósticos diferenciais do Autismo - Esquizofrenia de início na infância, Retardo Mental com sintomas comportamentais, Surdez Congênita ou Transtorno Severo da Audição e Privação Psicossocial (Kaplan, 1997 ) * TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA Kanner em 1943 – Abordou a diferença entre Autismo e Esquizofrenia Isolamento Social Autista diferente do Evitamento Social do Esquizofrênico Observou também diferença na idade de aparição dos sintomas e não constatou alucinações no Autismo * TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA Hans Asperger (1944), pediatra austríaco descreve em sua tese um conjunto de sinais semelhantes dos descritos por Kanner e o denominou de Psicopatia Autista (hoje conhecido com Síndrome de Asperger). As crianças com Síndrome de Asperg apresentam dificuldades no contato visual e graves problemas de interação social. Fala descrita como pedante e com pouca modulação, interesses profundos por alguma área específica, capacidade de raciocínio e memória muito acima da média e pouco comprometimento de linguagem e do cognitivo, o que ainda é bastante questionável Durante os anos 50 e 60 a comunidade médica passou a acreditar que o autismo era uma perturbação psicológica e resultava do suposto abandono da relação não afetiva mãe-filho Rutter em 1978 demonstrou a origem biológica do autismo e a contribuição genética do mesmo. Ocorre alteração no neurodesenvolvimento, porém com causas ainda não são conhecidas * TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA Anos 80 conceito mais alargado do Autismo –Perturbações do Espectro do Autismo Lorna Wing Psiquiatra Inglesa e mãe de Autista – inclui a Síndrome de Asperger neste grupo e descreveu a tríade de características que auxiliam no diagnóstico clínico até hoje: Dificuldade na interação social, no comportamento e na comunicação As ideias de Kanner servem até hoje como característica da etiologia, intervenção terapêutica, tratamento clínico e prognóstico * CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO As crianças com Autismo apresentam distúrbios na área de sociabilidade – prejuízos nos comportamentos não verbais, na interação social (ausência ou diminuição do contato ocular, gestos, expressões faciais e sinais convencionais expressivos de desejo ou emoções), impossibilidade de desenvolvimento de relações sociais apropriadas, especialmente indivíduos da mesma idade, inabilidade em compartilhar interesses e satisfação com os outros e falha na reciprocidade social emocional * CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO Na área da comunicação - prejuízos incluem atraso ou ausência da fala e inadequação da linguagem. Crianças autistas podem verbalizar, mas não utilizar a fala para se comunicar. A ecolalia (repetição de frases ditas por outras pessoas) é uma manifestação muito comum e não tem função comunicativa. Falta a habilidade de iniciar ou manter uma conversa, a linguagem apresenta-se repetitiva e estereotipada. As brincadeiras imaginativas e atividades sociais são restritas ou mesmo ausentes. * CARACTERÍSTICAS DO AUTISMO Na categoria interesses e atividades - comportamento estereotipado, incluindo rituais, rotinas não funcionais, maneirismos motores (dedos/mãos, “flapping” ou movimentos com o corpo) e preocupações com partes dos objetos (rodinhas, mecanismos, olhos de boneca). Pode apresentar foco excessivo em detalhes. Algumas crianças exibem forte impulsividade. Os indivíduos com quadro de Autismo podem mostrar pouco ou nenhum interesse por outras pessoas, falhar na relação empática e na percepção do desejo do outro (não se interessam pelo pensamento do outro). * Comportamentos típicos de crianças com desenvolvimento normal Fazer contato ocular; “ler” intenções na expressão de outra pessoa. Ex.: um estranho entra no ambiente e a criança olha para o pai para saber se esta pessoa é bem-vinda. Apontar objetos para pedi-los e para demonstrar seu interesse por eles. Responder quando chamam seu nome. Se interessar por outras crianças. Brincar de faz-de-conta. Brincar com pequenos brinquedos, como carrinhos Olhar para objetos apontados por outras pessoas. * Síndrome de Rett Andréas Rett – 1966 Síndrome de Rett é uma doença genética rara não-hereditária que afeta, na esmagadora maioria dos casos, pessoas do sexo feminino e a maneira como o cérebro dessas pessoas se desenvolve. Sexo feminino predominante Deterioração global e progressiva Brasil – Foi mais divulgada entre1986 e 1987 * Síndrome de Rett Estudos genéticos – alteração genética ligada ao cromossomo X dominante Padrão normal de desenvolvimento entre os 6 e 18 meses Redução gradativa – preensão proposital, linguagem e comunicação (verbal e gestual) Estereotipias manuais constantes Na forma clássica atinge predominantemente meninas, com uma incidência de 1:10.000 a 1:15.000. * * Síndrome de Rett Estágio 1 - Entre 06 a 18 meses . Desenvolvimento motor começa a regredir e estagna. Perda progressiva da atenção, prejuízo no interesse das brincadeiras. Estereotipia das mãos alternadas com o uso funcional. Crescimento craniofacial desacelerado. Estágio 2 – Entre 1 e 3 anos. Deterioração geral do desenvolvimento. Perda ou regressão das habilidades adquiridas. Retraimento, isolamento. Perda da linguagem e do uso funcional das mãos. Apraxia,(incapacidade para realizar tarefas que exijam recordar padrões ou sequencias de movimento), episódios de hiperventilação e prejuízo no padrão do sono. * Síndrome de Rett Estágio 3 - Longa duração – estabilização do nível de desenvolvimento – melhor contato emocional –alterações da coordenação motora grossa, ataxia (falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e de equilíbrio), apraxia – hiperflexãoe aumento do tônus muscular – convulsões – perda de peso – hiperventilação e bruxismo Estágio 4 – Melhoria evidente do contato emocional – aumento da deterioração da coordenação motora grossa – perda de peso e espasticidade – pé equino e escoliose – perda da capacidade de marcha * Critérios necessários (presentes em todas as pacientes) Desenvolvimento Pré-natal (antes do nascimento) e Perinatal (pouco tempo depois de nascer) aparentemente normal; Desenvolvimento psicomotor normal até os 6 meses de idade; Perímetro cefálico (circunferência da cabeça) normal ao nascimento; Desaceleração do perímetro cefálico após 6 meses de idade; Perda do uso proposital das mãos; Movimentos manuais estereotipados (torcer, apertar, agitar, esfregar, bater palmas, "lavar as mãos" ou levá-las à boca); Afastamento do convívio social, perda de palavras aprendidas, prejuízos na compreensão, raciocínio e comunicação. * Critérios de suporte (presentes em algumas pacientes) Distúrbios respiratórios em vigília (hiperventilação, apneia, expulsão forçada de ar e saliva, aerofagia); Bruxismo (ranger os dentes); Distúrbios do sono; Tônus muscular anormal; Distúrbios vaso - motores periféricos (pés e mãos frios ou cianóticos); Cifose/escoliose progressiva; Retardo no crescimento; Pés e mãos pequenos e finos * Critérios de exclusão (ausentes nas pacientes) Evidência de dano cerebral antes ou após o nascimento; Presença de doença metabólica ou outra doença neurológica progressiva; Doença neurológica resultante de infecção grave ou trauma craniano * Síndrome de Rett Retardo mental severo Ternudo e Maciel (2002) Hunter (2002) e Negrón e Nunez (2002) – comunicação através do olhar * Transtorno Desintegrativo da infância Descrito por Heller em 1908 – “Dementia Infantilis” Condição não comparável à demência ( perda de memória e de habilidades executivas, causa orgânica encontrada) DSM-III – Sistema de Classificação Psiquiátrica – categoria abrangente de TID pela perda das habilidades sociais e comunicativas Regressão dramática no início, não caracterizada em seu curso pela deterioração continuada * Transtorno Desintegrativo da Infância Condição rara – 32 pesquisas epidemiológicas sobre autismo e TDI (Transtorno Desintegrativo da Infância) - mencionado em apenas 4 estudos – prevalência de 1,7 por 100.000 Diferenciação do autismo – TDI desenvolvimento próximo do normal nos primeiros 1 ou 2 anos em até 30% de todos os casos Etiologia desconhecida * Transtorno Desintegrativo da Infância Tratamento – abordagem multidisciplinar – complicações neurológicas (epilepsia) – nível de grave a profundo retardo mental Progresso em crianças com transtorno do espectro do autismo diferente Estudo de acompanhamento em 39 casos, pareados com controles autistas, durante 22 anos (Mouridsen) – pacientes com TDI funcionamento global pior, mais ausentes e grande incidência de epilepsia como comorbidade * Transtornos Invasivos do Desenvolvimento sem outra Especificação (TID-SOE) Categoria diagnóstica de exclusão Pacientes podem preencher critérios no domínio social e mais um dos dois outros domínios Possível considerar a condição mesmo se houverem menos do que 6 sintomas, ou idade de início maior do que 3 anos * Transtornos Alimentares: Anorexia e Bulimia nervosa Anorexia – extrema perda de peso, medo intenso de engordar e imagem corporal distorcida Paciente chega aos cuidados do Sistema de Saúde após uma redução drástica de peso Hábitos alimentares bizarros (esconder e armazenar comida, recusa de comer com a família e em público) Sintomas de depressão, perturbação no sono, crises de choro, ideia de suicídio, amenorreia, perda do interesse na atividade sexual Sinais físicos – hipotermia, bradicardia, desidratação e hipotensão * Bulimia nervosa – consumo fora de hora, descontrolado e rápido de alimentos em curto período de tempo Dores abdominais, vômitos, afastamento do convívio social Peso corporal normal ou levemente acima daquele esperado Paciente mostra-se extrovertido, mas em geral apresenta baixa autoestima e auto depreciação, sintomas de depressão e medo de perder o controle Sinais físicos – desequilíbrio eletrolítico, irregularidades cardíacas, edema e desidratação * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Apresenta-se de forma atípica – humor irritável com “tempestades afetivas”, curso da doença é mais crônico, sintomas mistos com depressão e mania concomitantes. Alta prevalência de comorbidades – TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) Poucos estudos epidemiológicos – maior parte nos Estados Unidos e Canadá * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade É um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Também chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção É o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos. * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: 1) Desatenção 2) Hiperatividade-impulsividade O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “vivendo no mundo da lua” . Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São frequentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande frequência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão. * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento do sistema de substâncias químicas - neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios). Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões. * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Uma das causas da TDAH pode ser a hereditariedade. Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais frequente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familiar). * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Hoje, apesar de não haver cura para o TDAH, existe uma infinidade de abordagens terapêuticas que permitem que as pessoas com o transtorno de déficitde atenção e hiperatividade desenvolvam diferentes habilidades, vivam com qualidade, sejam socialmente inseridos e alcancem grandes objetivos. Os medicamentos para o tratamento TDAH têm potencial para reduzir a hiperatividade e impulsividade, além de melhorar a capacidade dos pacientes de concentração, trabalho e aprendizado. A medicação também pode melhorar a coordenação física das pessoas com TDAH. * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade De acordo com o Instituto para Pesquisas Cerebrais, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), cerca de 50% das crianças carregam os sintomas do TDAH para a vida adulta. Quando não tratado de forma adequada, algumas das manifestações do TDAH nesta fase são: Aproveitamento insatisfatório do tempo; Desorganização com compromissos; Dificuldade na execução de tarefas; Sensação de inquietude; Impulsividade, tanto no trabalho quanto das relações interpessoais; Prejuízo na autoestima; Brigas constantes com superiores no trabalho; Alta frequência na mudança de empregos; Abuso/dependência de drogas. * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Principais manifestações do TDAH em cada etapa do desenvolvimento: * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Raramente o TDAH se manifesta de forma isolada nos pacientes. Há um grande número de doenças que se relacionam ao TDAH – as chamadas comorbidades. Entre as mais comuns, estão: Transtornos de tiques, incluindo Tourette, estão presentes em até 50% dos casos); Transtornos por uso de drogas ocorrem de 9 a 40% dos casos; Transtorno afetivo bipolar; Transtornos de ansiedade; Depressão; Transtornos de aprendizagem, como dislexia. * TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Afeta seriamente o desenvolvimento e o crescimento emocional dos pacientes Associado com altas taxas de tentativa de suicídio, dificuldades escolares, comportamentos de alto risco como promiscuidade sexual e abuso de substâncias, dificuldades nas relações interpessoais, problemas legais e múltiplas hospitalizações Mudança de paradigma – constatação do problema na infância - vinte anos atrás menos de um décimo dos estudos realizados hoje Difícil diagnóstico * Pacientes de Terceira Idade Quantos anos você teria se não soubesse quantos anos tem? SATCHEL PAIGE * Pacientes de Terceira Idade Definição de 3ª Idade – OMS A 3ª idade caracteriza-se por mudanças físicas em todo o organismo do individuo, alterando suas funções e comportamentos, percepções, sentimentos, ações e reações. Há também alterações dos papeis sociais que resultam das mudanças bio-psicológicas relacionadas ao avanço da idade. 65 anos (países desenvolvidos) 60 anos (países em desenvolvimento) * Pacientes de Terceira Idade Causas do Envelhecimento: redução do coeficiente de mortalidade global e infantil redução da taxa de fecundidade redução da mortalidade causada por doenças infecciosas e parasitárias * Aspectos Biológicos do Envelhecimento Processo de envelhecimento Após os 25 anos de idade começa aos poucos o processo de envelhecimento no organismo O envelhecimento pode ser definido da seguinte forma: É progressivo e degenerativo É universal nas espécies É intrínseco Distingue-se das doenças e patologias que são muitas vezes reversíveis e não observadas igualmente em todas as pessoas Considerado também como fenômeno individual * Aspectos Biológicos do Envelhecimento Idade cronológica e idade biológica – velhice definida pelas condições físicas, funcionais, mentais e de saúde Por que envelhecemos? Recentes estudos da biologia celular do envelhecimento atribuem as bases principais do fenômeno a causas endógenas, que interferem com os mecanismos moleculares que conservam ou transmitem a informação provocando efeitos sobre as células do organismo * Aspectos Biológicos do Envelhecimento Envelhecimento – percebido e entendido de várias maneiras – globalidade de seus fatores: Ordem social – cultura da sociedade Ambiental Econômico – leva-se em conta a produtividade Cultural Psicológico Biológico – inicia cedo e contínuo * Aspectos Biológicos do Envelhecimento Brasil – até 2025 sexto país do mundo em número de idosos – 32 milhões de pessoas acima de 60 anos Paradoxo da modernidade O envelhecimento traz Consequências Sociais, Econômicas e Médicas Deve haver uma mudança por parte do Poder Público e da Sociedade sobre o envelhecimento * Aspectos Biológicos do Envelhecimento Envelhecimento cronológico – importância menor do que o conceito de envelhecimento funcional Envelhecimento sob a ótica biológica, social, intelectual,econômica e funcional Mudança da expectativa de vida – controle ambiental –medidas de saneamento básico – surgimento dos antibióticos, vacinas e cirurgias Aumento da expectativa de vida – decorrente da melhoria das condições de vida e trabalho, do nível educacional e de escolaridade, e do atendimento às necessidades de saúde dessa população * Demografia e Epidemiologia Transição demográfica ocorreu originalmente na Europa – consequência do desenvolvimento social gerado pela Revolução industrial Ocorreu em épocas de profundo investimentos na área Social e de Saúde Expectativa média de vida no início da era cristã –em torno de 30 anos, permanecendo assim até a Idade Média. Após o Renascimento – em 1750 – 35 anos, em 1800 – 40 anos e início do sec. XX 45 anos * Demografia e Epidemiologia Alterações demográficas no Brasil ocorrem de maneira diferente da Europa – processo de urbanização e não por conta do desenvolvimento social Expectativa de vida média do brasileiro aumentou quase 25 anos, nos últimos 50 anos Diferença existente entre homens e mulheres, sendo que os homens morrem antes pois não atuam com PREVENÇÃO. Preocupação sobre os gastos previdenciários e com os custos da utilização dos Serviços de Saúde – desafio para o País * Aspecto psicológico No tempo da 3ª idade modificações ocorrem no individuo sem que ele possa contar com a ação protetora da sociedade Adaptação irá favorecer o equilíbrio Adaptação à velhice (um dos aspectos psicológicos mais importantes) * Instituições Os Asilos antigamente eram muito utilizados para a mendicância Atualmente – existe outro caráter de internação Doenças crônico-degenerativas Portaria 810/89 – normas para o funcionamento das instituições para idosos –serviços de saúde Portaria 73/01 – serviço de assistência social ao idoso * Instituições Fatores precipitantes de institucionalização Demência, depressão Os Idosos institucionalizados possuem necessidades e características peculiares (diferença da população idosa de uma maneira geral) Necessidade de uma nova visão do trabalho em equipe Muitas vezes o atendimento oferecido limita-se ao tratamento clínico das doenças, sem o planejamento adequado do cuidado * Instituições Componentes da equipe necessitam de treinamento contínuo, orientação e supervisão. Estudos que avaliaram o treinamento oferecido para auxiliares de enfermagem, constataram que houve melhoria na comunicação com pacientes demenciados Consequências – diminuição do estado depressivo dos idosos e o aumento da competência dos funcionários A assistência a idosos é um trabalho desgastante, levando muitas vezes a alta rotatividade dos profissionais de enfermagem * ENVELHECIMENTO CEREBRAL DEMÊNCIAS Estudos modernos – cognitivo sem importante expressão funcional em idosos normais Alterações neuroanatômicas (diminuição do volume cerebral, perda de mielina e do número total de neurônios) Alterações neuroquímicas (diminuição de neurotransmissores, alterações enzimáticas e na densidade de receptores centrais) Exclusão de fatores de risco – “envelhecimento harmonioso” * ENVELHECIMENTOCEREBRAL - DEMÊNCIAS Envelhecimento normal – declínio com instalação paulatina – estratégias compensatórias com pequena importância no funcionamento diário Queixa cognitivas no idoso – ponderadas cautelosamente – erro a expressão “esperado para a idade” Mais comuns – distúrbios de memória (esquecimento benigno do idoso) eventos recentes mais esquecidos – recordação de informação aprendida pode ser afetada – memória imediata normal –percepção viso espacial diminuída – mantida capacidade de aprendizagem * ENVELHECIMENTO CEREBRAL DEMÊNCIAS Dados bioquímicos – continuum de modificações no cérebro humano – consideradas como parte do processo fisiológico do envelhecimento Quadro de demência – perda significativa de funções cognitivas que comprometem o desempenho social e/ou profissional DSM-IV – síndrome de deterioração de funções cognitivas, habitualmente mas nem sempre progressiva, que compromete o funcionamento cotidiano do indivíduo * ENVELHECIMENTO CEREBRAL DEMÊNCIAS Demência – não degenerativas e degenerativas Diagnóstico – clareza do estado de consciência Para o diagnóstico – necessário existir um déficit cognitivo persistente em diferentes áreas Pacientes podem apresentar: alterações do humor ( depressão) alterações psicóticas (delírios, alucinações) modificações da personalidade pré-mórbida * ENVELHECIMENTO CEREBRAL DEMÊNCIAS Doenças Degenerativas: - Demência Senil do tipo Alzheimer - Doença de Pick - Coréia de Huntington - Doença de Parkinson - Paralisia Supra Nuclear Progressiva * Demência do Tipo Alzheimer Alois Alzheimer –Patologista Alemão – 1906 – paciente de 51 anos cuja necropsia mostrou Placas Senis e Degeneração Neurofibrilar O Diagnóstico desta doença é realizado normalmente entre 70 e 79 anos de idade O Cérebro de pacientes com Alzheimer – Alterações Morfológicas e Neuroquímicas – Dilatação Ventricular Difusa, Atrofia e Redução Neuronal na Substância Branca e Cinza – alterações bem extensas, porém com maior prevalência em determinadas áreas. * Demência do Tipo Alzheimer A demência afeta entre 5-8% de todas as pessoas acima de 60 anos de idade, aumentando para cerca de 40% das pessoas com mais de 90 anos. As lesões típicas de Alzheimer começam a se desenvolver no cérebro entre 10 a 20 anos antes dos primeiros sintomas (a fase pré-sintomática da doença). Somente quando a lesão neuronal evolui e a reserva cognitiva diminui, os sintomas começam a se manifestar. * Demência do Tipo Alzheimer Diagnóstico só é certo à necropsia – O Diagnóstico é sugerido pela história clínica e por sinais característicos apoiados por exames negativos que excluem outras causas de demência. A doença é diagnosticada em primeiro lugar, através de um exame neurológico clínico, uma avaliação cognitiva e de uma imagem estrutural e/ou funcional do cérebro para identificar atrofia cerebral e hipometabolismo das regiões do cérebro que geralmente são afetadas pela doença. O cérebro destes pacientes apresentam Alterações Histológicas – Emaranhamento de Neurofibrilas, Placas Senis e Degeneração do Grânulo Vascular Emaranhamento de Neurofibrilas – Neurofibrilas no interior dos Neurônios se retorcem – alteração no Transporte de Elementos Intracelulares dos Neurônios * Demência do Tipo Alzheimer Alterações Histológicas citadas –interferem na transmissão do Impulso Nervoso a Nível Celular –Alterações Cognitivas Causas das Alterações Morfológicas desconhecidas – recentes pesquisas apontam mau funcionamento do Sistema Colinérgico ( Retículo Neuronal que transmite impulsos nervosos através da Acetilcolina) Doença de Alzheimer – redução de 80% do nível de enzimas envolvidas na produção da Acetilcolina * Demência do Tipo Alzheimer Progressão da doença – dificuldade de memória mais acentuada – memória recente Alteração do ambiente familiar, mudança de casa, viagem – piora do quadro – Confusão Mental Dificuldades práxicas – família acha que é distração O Tratamento consiste em Medicamentos que aumentam a Cognição do paciente * Demência do Tipo Alzheimer Fator Hereditário – maior probabilidade – 4 vezes maior Critérios de Diagnóstico – cuidadosa História Clínica Dificuldade de Memória – critério fundamental do Diagnóstico Nos estágios iniciais, a doença só provoca sintomas menores, como confusão mental leve, dificuldade de encontrar as palavras certas e de se lembrar de acontecimentos recentes, alterações de Afeto – passa por estágios de Depressão e Irritabilidade – traço de personalidade ou percepção de algo errado * Demência do Tipo Alzheimer No Estágio Intermediário, como a doença progride, as limitações ficam mais claras e mais graves. A pessoa com Demência tem dificuldade com a vida no dia a dia, ocorre uma perda total da autonomia do paciente, incapacidade de lembrar e reconhecer pessoas, objetos, lugares, grande dificuldade de fixação, dificuldade no manejo de material recentemente aprendido, pode ficar extremamente dependente de um membro da familiar e do cuidador. Necessita de ajuda para a higiene pessoal. * Demência do Tipo Alzheimer O Estágio Avançado é o mais próximo da total dependência e da inatividade. O indivíduo apresenta distúrbios de memória que são muito sérios e o lado físico da doença torna-se mais óbvio. A pessoa pode ter dificuldades para comer, ficar incapacitada para comunicar-se, não reconhecer parentes, amigos, objetos familiares, ter dificuldade de entender o que acontece ao seu redor, ter dificuldade na deglutição, ter incontinência urinária e fecal e ficar confinada a uma cadeira de rodas ou cama. * Doença de Pick Bem menos comum que a Demência da Síndrome do Tipo Alzheimer (DSTA) – distinção difícil em bases clínicas – Histologicamente Placas Senis e Degeneração Neurofibrilar não são encontradas – mais comprometidas Regiões Frontal e Temporal, podendo haver também acometimento dos Gânglios da Base Ocorre na faixa etária pré-senil Instalação - alterações de humor e de comportamento * Doença de Pick Geralmente afeta o lobo frontal ou/e o lobo temporal danificando a capacidade de raciocínio, expressão de linguagem e auto-controle. Presença de estereotipias verbais e motoras Presença de atividade compulsiva e tendências orais exacerbadas Perseveração evidenciada nos testes neuropsicológicos e na fala Hipertonia Muscular e aparecimento de Reflexos Patológicos (Reflexo de Preensão forçada e de Sucção) * Doença de Pick Fisiopatologia discutível Lesões anatômicas iniciais aparecem no Hipocampo – principal neurotransmissor – Glutamato Correlação entre Glutamato e Zinco observada no Cérebro normal Níveis de Zinco elevados no Hipocampo e na Urina – teoria de que na doença de Pick há um defeito no transporte de Zinco – consequência acúmulo de metal em tecidos, inclusive no Cérebro – excesso de Zinco, produção de Lesão Neuronal * Doença de Pick O tratamento é sintomático, voltado a melhorar o bem estar do paciente e das pessoas significativas em sua vida podendo incluir analgésicos, anticolinérgicos Além disso é importante tratar os transtornos psiquiátricos associados. Pode ser necessário diminuir ou trocar remédios que possam estar agravando os sintomas. * Coréia de Huntington Característica – presença de Movimentos Involuntários do tipo Coréico ou Córeo-Atetósico, e Alterações Mentais – Nas formas juvenis - rigidez Manifestações Psíquicas em geral se tornam evidentes após as Hipercinesias – doença que comumente aparece na quarta ou quinta década de vida Distúrbios afetivos podendo ocorrer anos antes das alterações motoras Incidência de suicídios elevada * Coréia de Huntington Alterações Neuropsicológicas evoluindo para Demência Ocasionalmente – pacientes procuram o médicopor conta dos movimentos anormais – intelectualmente parecendo normais – avaliação neuropsicológica mostrando Alterações Cognitivas, com linguagem e Praxia relativamente preservadas Neuropatologia evidenciando – Degeneração com perda Celular de Estruturas Subcorticais, especialmente do Núcleo Caudado – Atrofia do Núcleo caudado Evolução lenta – sobrevida média- 15 anos * Doença de Parkinson 40 a 50 % dos indivíduos com Doença de Parkinson evoluem para Demência Moderada e 20 a 40% dos casos para Demência Severa. Apresentam Distúrbios de Memória, de Capacidade Visoespaciais e do Pensamento Abstrato Observação de correlação entre severidade dos distúrbios motores e disfunção intelectual Se o paciente apresente Parkinson e Demência – tendência a apresentar doença de evolução mais rápida e com menor resposta à Levodopa que é um dos medicamentos utilizados. * Doença de Parkinson Doença de Parkinson ou Mal de Parkinson – doença degenerativa, crônica e progressiva Perda de Neurônios do SNC – Substância Negra – sintetizam o neurotransmissor dopamina – diminuição – sintomas principalmente motores. Ocorre uma diminuição na produção de Dopamina e o Tratamento é é feito por meio do uso de medicamentos para aumentar a Dopamina. Principais sintomas motores – tremor, rigidez, dificuldade de engolir, diminuição da velocidade dos movimentos e distúrbios do equilíbrio e da marcha * Doença de Parkinson Depressão é comum – cerca de 90% dos casos Distúrbio da dopamina ou de outros neurotransmissores – substrato bioquímico para a Depressão Drogas benéficas no tratamento da doença – podem desencadear alterações mentais – risco menor – nos pacientes mais jovens, nas fases iniciais da doença e nos pacientes que não possuem passado de Doença Psíquica * Doença de Parkinson Demência parkinsoniana – possibilidade de ser secundária à terapêutica pela L-Dopa Demência pode ocorrer antes do uso de qualquer medicação Melhora mental no início do tratamento com L-Dopa, seguida de posterior deterioração Com menor frequência, a cirurgia pode ser uma opção para pacientes com Parkinson Severo que já não respondem a muitos medicamentos. * Paralisia Supranuclear Progressiva Demência Leve, Disartria, Postura Distônica de Pescoço e Tronco Síndrome demencial – esquecimento, lentificação do pensamento, apatia, choro e riso imotivados Tendência a alterações mentais evolutivas Ao se realizar o Diagnóstico esta doença pode ser confundida com a Doença de Parkinson porque o indivíduo apresenta problemas motores também. * Paralisia Supranuclear Progressiva Quedas frequentes geralmente para trás Distúrbios Motores do Tipo Piramidal e Extrapiramidal Alterações Patológicas – Perda Celular, Degeneração Neurofibrilar e Glicose em Gânglios da Base, Tronco Cerebral e Cerebelo Doença que se inicia por volta da sexta década de vida, predomina no sexo masculino * * * * * * * * * * * * * * * * * * A categoria “transtorno invasivos do desenvolvimento” inclui o autismo, a síndrome de Asperger, a síndrome de Rett, o transtorno desintegrativo da infância e uma categoria residual denominada transtornos invasivos do desenvolvimento sem outra especificação . Ho j e em di a , o s pr o t ó t ipo s de TID, transtorno autista (TA) e síndrome de Asperger são bem con h e c i d o s e d u a s c a t e g o r i a s q u e n ã o s e a s s e m e l h a m a o autismo, a síndrome de Rett e o transtorno desintegrativo, t amb ém e s t ã o b em c a r a c t e r i z a d a s . A c a t e g o r i a r e s i d u a l é denominada TID-SOE (transtorno invasivo de desenvolvimento - s em out r a e spe c i f i c a ç ã o ) e nã o po s sui c r i t é r i o s e spe c í f i - c o s . * * * * * * * * * A síndrome de Rett é uma condição clínica descrita inicialmente por Andréas Rett, pediatra austríaco, em 1966, que afeta pacientes do sexo feminino, instalando-se um quadro de deterioração global e progressiva. Ao final de 1983, Dr. Bengt Hagberg da Suécia junto com outros colegas de França e de Portugal publicaram em inglês, numa revista de grande difusão, uma revisão da Síndrome, que compreendia 35 casos. Em Janeiro de 1985, Dr. Rett visitou o Instituto John F. Kennedy para meninos inválidos em Baltimore, Maryland, onde o Dr. Hugo Moser organizou a primeira conferência nos Estados Unidos. A Associação Internacional da Síndrome de Rett conseguiu que o Dr. Rett examinasse 42 meninas diagnosticadas como casos ponteciais da síndrome. A reunião levou a um aumento intenso do conhecimento da síndrome e seus formatos, e mais suas formas de manifestações nos Estados Unidos. No Brasil, os primeiros casos foram identificados por Rosemberg e colaboradores, que publicaram suas observações em 1986 e 1987 * A razão pela qual o sexo feminino é mais afetado não foi esclarecida. No que diz respeito aos aspectos genéticos, a concordância entre gêmeas monozigóticas é de 100%. O mecanismo de transmissão também não é conhecido. A causa do transtorno de Rett é desconhecida. O desenvolvimento inicial, aparentemente normal ou quase normal, é seguido por um curso deteriorante, por perda total ou parcial das habilidades manuais adquiridas e da fala e com uma desaceleração do crescimento do crânio (Kaplan, 1997). Muitos estudos têm sido desenvolvidos para investigar a etiologia da síndrome de Rett, sendo vários deles voltados para a etiologia genética, embasados em três hipóteses principais: “mutação ligada ao “X”, onde o cromossomo X alterado poderia ser de origem paterna ou materna; mutação no zigoto, sendo que, nesse caso, os genitores não apresentariam qualquer alteração cromossômica; inativação completa do cromossomo X , o que complicaria o fato de as mães de meninos com a síndrome serem assintomáticas” (Zoghbi ; Percy ; Schultz ; Fill, 1990). Considerando os critérios do diagnóstico, segundo o DSM-IV (1995), o desenvolvimento pré-natal e perinatal nos primeiros 5 meses é aparentemente normal. Somente no ano de 1999 foi descoberta uma mutação no cromossomo X, no gene MecP 2 , assim encontrando-se um marcador biológico à síndrome. Mas, infelizmente, 80 % dos casos de Síndrome de Rett têm alteração no gene MecP 2 ; os restantes, não apresentam alteração especificamente neste gene. Entre os seis e dezoito meses de idade, começa a ocorrer uma redução gradativa de aquisições como, por exemplo, a preensão proposital, a linguagem e a comunica- ção (verbal e gestual). O quadro começa a se manifestar com estereotipias manuais constantes, com as mãos juntas ou separadas, sendo o sinal mais comum da Síndrome de Rett, um movimento de lavar as mãos. Negrón e Nuñez (2002) afirmam que a compreensão das meninas com Síndrome de Rett, não é maior aos doze meses do desenvolvimento, que elas não possuem um vocabulário útil, poucas podem apresentar ecolalia, mas têm capacidade de compreender alguma linguagem. Estes autores acrescentam ainda que estas meninas necessitam comunicar-se e o fazem através do olhar, com o corpo, ou com um aumento das estereotipias. s. Somente no ano de 1999 foi descoberta uma mutação no cromossomo X, no gene MecP 2 , assim encontrando-se um marcador biológico à síndrome. Mas, infelizmente, 80 % dos casos de Síndrome de Rett têm alteração no gene MecP 2 ; os restantes, não apresentam alteração especificamente neste gene. Me smo c om a i d e n t i f i c a ç ã o d o o g e n e , o s me c a n i smo s env o l v ido s na SR a inda s ã o de s c onhe c ido s . Reduç õ e s s i g - n i f i c a t i v a s n o l o b o f r o n t a l , n o n ú c l e o c a u d a t o e n o me s enc é f a l o t êm s ido de s c r i t a s e há a l guma s e v idênc i a s de que pode r i a ha v e r uma de f i c i ênc i a pó s -na t a l no de s env o l - v iment o s inápt i c o . * Estágio 1: Começa aproximadamente entre os seis e dezoitomeses de idade e geralmente tem duração de vários meses. Nesta etapa o desenvolvimento motor começa a regredir e estagna. Até este momento, a menina estava apresentando seu desenvolvimento aparentemente normal, talvez um pouco mais lento. Começa-se a notar uma perda progressiva da atenção e a menina parece mais inativa, com um prejuízo no interesse pelas brincadeiras. Surgem episódios de estereotipias das mãos, alternadas com o uso funcional das mesmas. O crescimento do diâmetro cranial se desacelera nesta etapa. Estágio 2: Esta etapa ocorre entre um e três anos de idade e pode durar semanas ou meses. Caracteriza-se por uma deterioração geral do desenvolvimento e perda ou regressão das habilidades adquiridas. Nesta etapa, a menina parece retraída, isolada. Existe, além de uma perda do balbucio, a da linguagem adquirida e torna-se evidente a perda do uso funcional das mãos. Aparecem movimentos incoordenados (apraxia), episódios de hiperventilação, convulsões e perda do padrão do sono. * Estágio 3: Pode durar muitos anos, desde a idade pré-escolar, até os dez ou onze anos de idade. Não existe regressão, estabiliza-se o nível de desenvolvimento alcançado, a menina demonstra melhor contato emocional. Mantêm-se as alterações da coordenação motora grossa, ataxia, apraxia. Observa-se hiperflexão e aumento do tono muscular. As convulsões são muito mais freqüentes, a perda de peso, hiperventilação e o bruxismo. Estágio 4: Esta etapa se caracteriza por uma melhoria evidente do contato emocional. As convulsões podem ser controladas com maior facilidade. Aumentam a deterioração da coordenação motora grossa, a debilidade, perda de peso e espasticidade, as complicações como o pé eqüino e a escoliose, que conduzem a uma perda da capacidade de marcha. Alguns autores como Schwartzman (no prelo), Temudo e Maciel (2002), afirmam que pacientes com Síndrome de Rett apresentam retardo mental severo. P * * * * Alguns autores como Schwartzman (no prelo), Temudo e Maciel (2002), afirmam que pacientes com Síndrome de Rett apresentam retardo mental severo. Porém Hunter (2002) discute a afirmação de alguns pais, de que suas filhas podem entender muito mais do que são capazes de comunicar. As meninas, segundo esses pais, riem apropriadamente com brincadeiras realizadas por familiares e podem dirigir um olhar breve para uma pessoa ou para algum objeto, como resposta a um questionamento. Ou seja, estes familiares afirmam que suas filhas conseguem se comunicar através do olhar. A menina com Síndrome de Rett quase sempre parece saber o que quer dizer, mas, devido à sua apraxia verbal, não pode planejar os movimentos necessários para expressá-lo. Além disso, podem existir problemas motores subjacentes ao nível oral, que afetam a fala, assim como a mastigação ou a deglutição. Sua capacidade para comunicar-se mediante a linguagem de sinais, gestos ou outro tipo de linguagem corporal está impedida pela falta de uso voluntário das mãos e por sua apraxia. Ainda que saiba o que quer fazer, é muito difícil o uso de computadores, comutadores e outros aparatos, já que requerem muita coordenação viso-manual. Inclusive seu olhar está afetado pela apraxia, pelo que sinalizar algo com seu olhar pode resultar-lhe difícil. Compreensivelmente, isso pode ser muito frustrante para ela, de forma que a motivação é muito importante. Se ela crer que pode conseguir o que deseja sem comunicar-se, provavelmente não se esforçará, já que lhe é muito difícil. Tomará o caminho mais fácil e só terá que esperar que os outros lhe ofere- çam o que quer ou necessita. A comunicação é uma necessidade humana essencial, e sua falta pode dar lugar a sensações de complacência, frustração, isolamento social ou a graves problemas de conduta (HUNTER, 2002, p. 212). Hunter (2002) apresenta depoimentos de familiares que relatam a ‘comunica- ção alternativa’ de suas crianças com Síndrome de Rett. A autora apresenta alguns caminhos para auxiliar a compreensão da comunicação com a menina com Síndrome de Rett. Denomina-os de ‘estratégias de comunicação’, que se manifestam através de choros, emissão de sons, aumento do ritmo das estereotipias manuais, movimentos corporais; o olhar é enfatizado como sendo uma das principais estratégias como, expressar sentimentos através do olhar, assinalar o objeto desejado, apontando-o com um olhar fixo. Negrón e Nuñez (2002) apresentam em seu trabalho a possibilidade da comunicação das meninas com Síndrome de Rett através do olhar. Com o contato visual, segundo estas autoras, as meninas podem manifestar seus desejos ao olhar para os objetos, ou ao fixar seu olhar para cartões. Citam ainda, o uso de acessórios especiais desenhados para o manuseio de computadores que são acionados a partir do contato visual de ícones e utilizando o piscar, como instrumento de execução. As autoras acrescentam, ainda, que o contato visual nestas meninas é extremamente relevante, pois, através do olhar, elas podem expressar sua emoção e podem comunicar-se. * Tr a n s t o r n o d e s i n t e g r a t i v o d a i n f â n c i a O transtorno desintegrativo da infância (TDI) possui um histórico mais longo do que o autismo. Foi inicialmente descrito por Heller, em 1908. Heller relatou seis casos de crianças jovens que, após um desenvolvimento aparentemente normal nos primeiros três a quatro anos de vida, apresentaram uma perda muito grave das habilidades sociais e comunicativas. Heller denominou a condição “dementia infantilis”. Essa def ini ç ã o é ins a t i s f a t ó r i a : pr ime i r o , po rque a c ondi ç ã o nã o é comparável à demência, no sentido de que as características de perda de memória e de habilidades executivas não são proeminentes; e, em segundo lugar, porque nenhuma causa orgânica da trajetória do prejuízo pode ser encontrada. No DSM-III, a síndrome de Heller foi, pela primeira vez, introduzida em um sistema de classificação psiquiátrica. Foincluída sob a categoria abrangente de TID, pois a perda das habilidades sociais e comunicativas era muito proeminente. No ent ant o , o TDI nã o é c a r a c t e r i z ado em s eu cur s o pe l a deterioração continuada nem por nenhum progresso. Em outras palavras, após a regressão dramática no início, chega-se a um status quo, mas um tremendo impacto no desenvolvimento pode ser observado durante toda a vida. * O TDI é uma condição extremamente rara. Fombonne revisou 32 pesquisas epidemiológicas sobre autismo e TDI. 15 O TDI foi mencionado somente em quatro estudos. A prevalência da estimativa total nesses estudos foi de 1,7 por 100.000 Deve também ser diferenciado do autismo em que se observa um desenvolvimento próximo do normal nos primeiros um ou dois anos em até 30% de todos os casos A etiologia ainda é desconhecida. Portanto, é possível que o TDI esteja fadado a desaparecer como categoria quando os ins t rument o s di a gnó s t i c o s t o rna r em po s s í v e l de t e rmina r a s causas genéticas, metabólicas ou infecciosas envolvidas nesses casos ainda inexplicados. Um relato de caso aponta para um possível vínculo genético com o autismo em um caso em que o autismo e o TDI ocorreram em dois meio-irmãos. * Não existe tratamento para TDI. Como as complicações neur o l ó g i c a s , e spe c i a lment e a epi l eps i a , s ã o c omuns e e s s a s crianças funcionam no nível de grave a profundo retardo ment a l , é ne c e s s á r i o uma abo rda g em mul t idi s c ipl ina r. Os pa i s ne c e s s i t a r ã o de ps i c o educ a ç ã o f o c ada ne s s a c ondi ç ã o . Na maioria das vezes, quando os pais de crianças com TDI aderem a associações de pais de crianças com autismo ficam extremamente desapontados, pois o progresso visto em outras crianças com transtornos do espectro do autismo não ocorre com seu filho. Sabe-se pouco sobre o desfecho. O maior estudo de acomp a n h ame n t o f o i r e a l i z a d o p o r Mo u r i d s e n, em 3 9 c a s o s pareados com controles autistas em um período de mais de 22 anos. Verificou-se que os indivíduos com TDI possuíam um funcionamento global pior, estavam mais ausentes e tiveram uma grande incidência de epilepsia como comorbidade. Isso confirma a noção de que o desfecho no TDI é pior do que nos transtornos do espectro autista em geral. * O T I D - S O E é u m a c a t e g o r i a d i a g n ó s t i c a d e e x c l u s ã o e nã o po s sui r e g r a s e spe c i f i c ada s pa r a sua apl i c a ç ã o . Al guém pode s e r c l a s s i f i c ado c omo po r t ado r de TID-SOE s e pr e enche r c r i t é r i o s no domíni o s o c i a l e ma i s um do s do i s out r o s domíni o s ( c omuni c a ç ã o ou c ompo r t ament o ) . Al ém di s s o , é po s s í v e l c ons ide r a r a c ondi ç ã o me smo s e a pe s s o a po s sui r meno s do que s e i s s int oma s no t o t a l ( o mínimo r eque r ido pa r a o di a gnó s t i c o do aut i smo ) , ou idade de iní c i o ma i o r do que 36 me s e s . * * * O reconhecimento do transtorno do humor bipolar (THB) em crianças e adolescentes tem aumentado significativamente nos últimos anos. O THB, nessa faixa etária, parece freqüentemente se apresentar de forma atípica, assim, humor irritável com "tempestades afetivas" são mais freqüentes do que euforia, o curso da doença é mais crônico do que episódico e sintomas mistos com depressão e mania concomitantes são comuns. Alta prevalência de comorbidades, em especial com transtorno do déficit de atenção/hiperatividade, parece ser a regra. A maioria dos estudos sobre transtorno de humor bipolar (THB) em crianças e adolescentes foi realizada nos Estados Unidos e Canadá. Poucos estudos epidemiológicos têm examinado a prevalência e/ou a incidência do THB em crianças e adolescentes. * * É importante salientar que, apesar de existirem incertezas no diagnóstico do transtorno de humor bipolar (THB) em crianças e adolescentes, este transtorno afeta seriamente o desenvolvimento e o crescimento emocional desses pacientes. Ele está associado com altas taxas de tentativa de suicídio, dificuldades escolares, comportamento de alto risco como promiscuidade sexual e abuso de substâncias, dificuldades nas relações interpessoais, problemas legais e múltiplas hospitalizações * * * * * * * * * * * * * * Os estudos modernos não confirmam a existência de um declínio cognitivo significativo que tenha importante expressão funcional em idosos normais, até idades avançadas. Apesar de as alterações neuroanatômicas e neuroquímicas serem demonstradas em grupos de idosos, diferenças significativas com a idade são pequenas, ou até mesmo ausentes quando se estudam grupos de indivíduos sadios. Processos secundários ao envelhecimeto (doenças clínicas, traumatismo etc. podem ter papel importante naquilo que se convencionou chamar de envelhecimento. Quando são excluídos idosos com fatores de risco para disfunção cognitiva (por ex. hipertensão arterial e diabetes), o seu desempenho se aproxima bastante daquele de adultos jovens. Esse último aspecto é denominado de “envelhecimento harmonioso” * O declínio que se observa com o envelhecimento normal tem instalação paulatina, permitindo o aparecimento de estratégias compensatórias diversas e tem pequena impoirtância no funcionamento diário até que se alcance uma idade mais avançada. Segundo alguns autores a partir dos 80 anos. Assim, queixas cognitivas num indivíduo idoso devem ser ponderadas cautelosamente e nunca admitidas de pronto como expressão do esperado para a idade. Dentre todas as funções cognitivas, a memória é aquela que tem recebido maior atenção. * Apesar de incompletos, os dados bioquímicos apontam para a existência de um continuum de modificações no cérebro humano ao longo de sua vida. Algumas alterações começam relativamente cedo e, mesmo assim, devem ser consideradas como parte do processo fisiológico do envelhecimento. Ao contrário do que ocorre no envelhecimento normal, indivíduos que apresentam quadro de demência evidenciam perda significativa de funções cognitivas que comprometem seu desempenho social e/ou profissional Deve-se ter extrema cautela com o que se convencionou denominar “demencia” O sistema americano DSM-IV coloca que.... Demência seria uma síndrome de deteriorização de funções cognitivas (no plural, ou seja, pelo menos duas), habitualmente mas nem sempre progressiva, de natureza persistente (excluindo delirium e causas reversíveis * As demências podem ser classificadas em não degenerativas e degenerativas, estas últimas podendo ou não associar-se à disfunção motora. Para o diagnóstico de demência exige-se clareza do estado de consciência, isto é. Ausência de delirium. Deve-se ter muito cuidado com o diagnóstico de demênciaem pacs apresentando afasia ou depressão significativa, pois em ambos os casos o exame neuropsicológico pode se apresentar comprometido globalmente sem que haja um déficit do tipo demencial. Para se fazer o diagnóstico de demência é preciso existir um déficit cognitivo presistente em diferentes áreas (pelo menos 2) tasi como memória, linguagem, funções viso espaciais, capacidade deabstração etc. Pacientes com demência podem ainda apresentar alterações de humor( depresão principalmente) alterações ditas psicóticas (delírios, alucinações) e modificações de personalidade pré-mórbida. * * * * * * * * A doença de Pick é bem menos comum que a doença de Alzheimer. A distinção entre essa afecção e DSTA pode ser difícil em bases clínicas. Histologicamente, placas senis e degeneração neurofibrilar não são encontradas na doença de Pick. São mais comprometidas as regiões frontal e temporal, podendo haver acometimento dos gânglios da base. A doença se inicia por alterações de humor e de comportamento. * Perseveração e estereotipias verbais e motoras são comuns, bem como a presença de atividade compulsiva e tendências orais exacerbadas. A perseveração é evidenciada nos testes neuropsicológicos: o paciente tem dificuldade em cessar uma atividade inicada, a qual muitas vezes reaparecerá em testes subsequentes. O mesmo padrão iterativo aparece na fala: o doente tende a repetir o que lhe é dito ou a sua própria resposta. Ele pode repetir a última sílaba, a última palavra, ou mesmo a frase inteira. Hipertonia muscular do tipo paratonia e o aparecimento de reflexos patológicos (reflexo de preensão forçada e reflexo de sucção), são achados frequentes. Ocorre óbito após 5 a 10 anos do início da doença. * A fisiopatologia é discutível. As lesões anatomopatológicas inicais aparecem no hipocampo, onde o principal neurotransmissor é o glutamato. Os níveis de zinco são elevados no hipocampo e urina de pacientes com essa enfermidade. Esses dados originaram a teoria segundo a qual haveria na doença de Pick um defeito no transporte de zinco pelas proteínas plasmáticas, com consequente acúmulo de metal em tecidos, inclusive no cérebro. Este excesso de zinco produziria lesão neuronal. * A doença de Huntington pode se apresentar antes dos 20 anos de idade, porém, mais comumente, as manifestações ocorrem na quarta ou quinta década de vida. Caracteriza-se pela presença de movimentos involuntários do tipo coréico ou córeo-atetósico, e alterações mentais. Nas formas juvenis rigidez costuma ser predominante. Em geral, as manifestações psíquicas se tornam evidentes após o aparecimento das hipercinesias, mas podem ser concomitante a elas ou precedê-las. Quase todos os pacientes são acometidos por distúrbio afetivo, especialmente do tipo depressivo, que pode aparecer anos antes das alterações motoras e intelectuais. A incidência de suicídio é elevada. * Alterações neuropsicológicas que evoluem para demência estão invariavelmente presentes. Ocasionalmente podem ser observados casos de pacientes que procuram o médico em virtude dos movimentos anormais, e que parecem intelectualmente normais. A avaliação neuropsicológica,no entanto, irá demonstrar a presença de déficits cognitivos e de memória, estando a linguagem, praxia e gnosia relativamente preservadas. A neuropatologia evidencia degeneração com perda celular de estruturas subcorticais, especialmente do núcleo caudado. A tomografia demnstra, em muitos casos, a presença de atrofia do núcleo caudado. A evolução da doença é lenta. A sobrevida média após o início da doença é de 15 anos. * * A doença de Parkinson (DP) ou Mal de Parkinson, é uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que acomete em geral pessoas idosas. Ela ocorre pela perda de neurônios do SNC em uma região conhecida como substância negra (ou nigra). Os neurônios dessa região sintetizam o neurotransmissor dopamina, cuja diminuição nessa área provoca sintomas principalmente motores. Entretanto, também podem ocorrer outros sintomas, como depressão, alterações do sono, diminuição da memória e distúrbios do sistema nervoso autônomo. Os principais sintomas motores se manifestam por tremor, rigidez muscular, diminuição da velocidade dos movimentos e distúrbios do equilíbrio e da marcha. A doença de Parkinson (DP) ou Mal de Parkinson, é uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que acomete em geral pessoas idosas. Ela ocorre pela perda de neurônios do SNC em uma região conhecida como substância negra (ou nigra). Os neurônios dessa região sintetizam o neurotransmissor dopamina, cuja diminuição nessa área provoca sintomas principalmente motores. Entretanto, também podem ocorrer outros sintomas, como depressão, alterações do sono, diminuição da memória e distúrbios do sistema nervoso autônomo. Os principais sintomas motores se manifestam por tremor, rigidez muscular, diminuição da velocidade dos movimentos e distúrbios do equilíbrio e da marcha. * * * *