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CURSO www.cursoadsumus.com.br – adsumus@cursoadsumus.com.br - ESTUDE COM QUEM APROVA! 
 
 
QOA-AA-AFN 
2018/2019 
 
CONHECIMENTOS GERAIS 
 
MÓDULO – I 
 
OUTUBRO - NOVEMBRO DE 2018 
 
 
PORTUGUÊS E REDAÇÃO Prof. Rafael Dias; e 
 Profª. Bernadete Rocha 
MATEMÁTICA Prof. César Loyola 
GEOGRAFIA ECÔNOMICA Prof. Odilon Lugão; 
HISTÓRIA MILITAR NAVAL Prof. Vagner Souza 
 
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MATERIAL INTERNO DE USO EXCLUSIVO DOS ALUNOS 
Proibida a reprodução total ou parcial 
 
Unidade Olaria: 
Rua Dr. Nunes, 1283 
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Unidade Centro: 
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Próximo ao 1ºDN e ao Túnel 450. 
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MÓDULO 1 – 2018/2019 - Prof. Rafael Dias e Bernadete Rocha - CURSO ADSUMUS 
1 
REDAÇÃO 
Tipos de argumentos / parágrafos 
 
1. Argumento de autoridade: ajuda a sustentar 
o ponto de vista, pois lança mão da voz de um 
especialista, uma pessoa respeitável (líder, artista, 
político) ou uma instituição de pesquisa considerada 
autoridade no assunto em debate. 
Ex: O cinema nacional conquistou, nos últimos anos, 
qualidade e faturamento nunca vistos antes. “Uma 
câmera na mão e uma ideia na cabeça” - a famosa frase-
conceito do diretor Gláuber Rocha virou uma fórmula 
eficiente para explicar os R$ 130 milhões que o cinema 
brasileiro faturou no ano passado. (Adaptado de Época, 
14/04/2004). 
2. Argumento por exemplificação: pretende-se 
levar o leitor a admitir a tese ou a conclusão justificando-
a por meio de exemplos de um fato ocorrido, mostrando 
que aquilo que se defende é válido. 
Ex: Vejam os exemplos de muitas experiências positivas 
— Jundiaí (SP), Campinas (SP), São Caetano do Sul 
(SP), Campina Grande (PB) — sistematicamente 
ignoradas pela grande imprensa. Tantos exemplos levam 
a acreditar que existe uma tendência predominante na 
grande imprensa do Brasil de só noticiar fatos negativos. 
3. Argumento por comparação: O 
argumentador pretende levar o leitor a aderir a sua tese 
de modo a mostrar diferenças e semelhanças entre dois 
ou mais lados. 
Ex: A quebra de sigilo nas provas do Enem 2009, 
denunciada pela imprensa, faz todos indagarem quem 
seriam os responsáveis. O sigilo de uma prova de 
concurso deve pertencer ao âmbito das autoridades 
educacionais e não da mídia. Assim como a imprensa é 
responsável por seus próprios sigilos, as autoridades 
educacionais devem ser responsáveis pelo sigilo do 
Enem. 
4.Argumento de provas concretas ou de 
princípio: comprova seus argumentos com 
informações incontestáveis: dados estatísticos, fatos 
históricos, acontecimentos notórios. 
Ex: De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de 
Domicílio (PNAD) de 2008, o telefone, a televisão e o 
computador estão entre os bens de consumo mais 
adquiridos pelas famílias brasileiras. Esses dados 
mostram que boa parte desses bens de consumo é ligada 
ao desejo de se comunicar. A presença desses três meios 
de comunicação entre os bens mais adquiridos pelos 
brasileiros é uma evidência desse desejo. 
5.Argumentação por causa e consequência: a 
tese ou a conclusão é aceita justamente por ser uma causa 
ou uma consequência dos fatos apresentados, ou seja, um 
fato ocorre em decorrência de outro. 
Ex: Ao se desesperar num congestionamento em São 
Paulo, daqueles em que o automóvel não se move nem 
quando o sinal está verde, o indivíduo deve saber que, 
por trás de sua irritação crônica e cotidiana, está uma 
monumental ignorância histórica. São Paulo só chegou a 
esse caos porque um seleto grupo de dirigentes decidiu, 
no início do século, que não deveríamos ter metrô. Como 
cresce dia a dia o número de veículos, a tendência é 
piorar ainda mais o trânsito. 
 
EXEMPLOS: Tema: Televisão 
 
1. Argumentação por exemplificação 
Já foi criada até uma campanha – Quem financia a 
baixaria é contra a cidadania – para que sejam divulgados 
os nomes das empresas que anunciam nos programas que 
mais recebem denúncias de desrespeito aos direitos 
humanos. O mais importante nessa iniciativa é que a 
participação da sociedade pode fazê-la abandonar a 
passividade e interferir na qualidade da programação que 
chega às casas dos brasileiros. 
2. Argumentação histórica 
Quem assiste à televisão hoje talvez nem imagine 
que seu compromisso inicial, quando chegou ao país, há 
pouco mais de meio século, fosse com educação, 
informação e entretenimento. Não se pode negar que ela 
evoluiu – transformou-se na maior representante da 
mídia, mas, em contrapartida, esqueceu-se de educar –, 
informa relativamente e entretém de maneira discutível. 
3. Argumentação por constatação 
Para além daquilo que a televisão exibe, deve-se 
levar em conta também seu papel social. Quem já não 
renunciou um encontro com amigou ou a um passeio com 
a família para não perder a novela ou a participação de 
algum artista num programa de auditório? Ao que tudo 
indica, muitos têm elegido a televisão como companhia 
favorita. 
4. Argumentação por comparação 
Enquanto países com Inglaterra e Canadá têm leis 
que protegem as crianças da exposição ao sexo e à 
violência na televisão, no Brasil não há nenhum controle 
efetivo sobre a programação. Não é de surpreender que 
muitos brasileiros estejam a defender alguma forma de 
censura sobre esse meio de comunicação. 
5. Argumentação por autoridade 
Conforme citado pelo jornalista Nelson Hoineff, "o 
que a televisão tem de mais fascinante para quem a faz é 
justamente o que ela tem de mais nocivo para quem a vê: 
sua capacidade aparentemente infinita de massificação". 
De fato, mais de 80% da população brasileira tem esse 
veículo como principal fonte de informação e referência. 
 
 
 
MÓDULO 1 – 2018/2019 - Prof. Rafael Dias e Bernadete Rocha - CURSO ADSUMUS 
2 
 RECONHECIMENTO DA IDEIA 
PRINCIPAL E DO ARGUMENTO DE APOIO DE 
UMA DISSERTAÇÃO 
Quando opinamos a respeito de alguma coisa, temos o 
objetivo de convencer nosso interlocutor ou leitor de que 
estamos corretos. Para atingir esse objetivo não basta 
emitir a opinião, é preciso argumentar, ou seja, 
desenvolver raciocínios, apresentar provas, exemplificar 
de forma a sustentar nosso ponto de vista. 
Esses argumentos podem ser desenvolvidos em etapas: 
· frases que propõem a CONFIRMAÇÃO ou 
JUSTIFICATIVAS do que foi proposto anteriormente; 
· frases que propõem a CONTESTAÇÃO da mesma 
ideia central; 
· na conclusão, a RETOMADA DA IDEIA CENTRAL 
proposta na DECLARAÇÃO INICIAL. 
 
EXEMPLO: “VIVER EM SOCIEDADE’’ 
“Sem a vida em sociedade, as pessoas não conseguiriam sobreviver, pois o ser humano, durante muito tempo, 
necessita de outros para conseguir alimentação e abrigo’’. 
IDEIA PRINCIPAL = 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
ARGUMENTO DE APOIO= 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
A) “Os seres humanos não vivem juntos, não vivem em sociedade, apenas porque escolhem esse modo de vida, mas 
porque a vida em sociedade é uma necessidade da natureza’’. 
IDEIA PRINCIPAL= ___________________________________________________________________________ 
ARGUMENTO DE APOIO= _____________________________________________________________________ 
 
B) “A televisão é prejudicial, pois torna os modos de pensar dos espectadores muito parecidos, uniformiza-os’’. 
IDEIA PRINCIPAL= ____________________________________________________________________________ 
ARGUMENTO DE APOIO= _____________________________________________________________________C) “A violência mostrada na televisão não tem o mesmo efeito em todos os países; por exemplo, a televisão japonesa é 
de uma violência terrível e os índices de criminalidade são baixíssimos no Japão’’. 
IDEIA PRINCIPAL = ____________________________________________________________________________ 
ARGUMENTO DE APOIO=______________________________________________________________________ 
 
Identificar a IDEIA PRINCIPAL (tese) e os 
argumentos nos parágrafos 
 
1) Nos parágrafos abaixo, sublinhe a tese e coloque os 
argumentos entre parênteses. 
 
a) As leis já existentes que limitam o direito de porte de 
arma e punem sua posse ilegal são os instrumentos que 
efetivamente concorrem para o desarmamento, e foram 
as responsáveis pelo grande número de armas devolvidas 
por todos os cidadãos responsáveis e cumpridores da lei, 
independentemente de sua opinião a favor ou contra o 
ambíguo e obscuro movimento denominado 
desarmamento. Os cidadãos de bem obedecem às leis 
independentemente de resultados de plebiscito, enquanto 
os desonestos e irresponsáveis só agem de acordo com 
seus interesses desobedecendo a todos os princípios 
legais e sociais, e somente podem ser contidos através da 
repressão. (Opinião, site o Globo. In: 
http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/04/12/a-
quem-interessa-um-plebiscito-sobre-desarmamento-
924221689.asp) 
 
b) As ditaduras militares foram uma infeliz realidade na 
América do Sul dos anos 1960 e 1970. Em todas elas 
houve drástica repressão às oposições e dissidências, com 
a adoção da tortura e da perseguição como política de 
governo. Ao fim desses regimes autoritários adotaram-se 
formas semelhantes de transição com a aprovação das 
chamadas leis de impunidade, as quais incluem as 
anistias a agentes públicos. (Eugênia Augusta Gonzaga e 
Marlon Alberto Weichert, Carta capital. In: 
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-brasil-
promovera-justica) 
 
c) Todos os palestrantes concordaram que a participação 
da sociedade civil é fundamental para que qualquer 
debate sobre a comunicação avance no Congresso. “Se 
dependermos apenas do conservadorismo da Câmara e do 
Senado, será muito difícil avançar”, discursou o deputado 
Ivan Valente. Ele destacou o fato de que existem 
parlamentares no Congresso que tem fortes vínculos ou 
até mesmo são proprietários de meios de comunicação. 
“Até os Estados Unidos, o país mais liberal do mundo, 
estabelece limites para evitar monopólios e define que 
quem tem rádio não pode ter televisão, e vice-versa. 
http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/04/12/a-quem-interessa-um-plebiscito-sobre-desarmamento-924221689.asp
http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/04/12/a-quem-interessa-um-plebiscito-sobre-desarmamento-924221689.asp
http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/04/12/a-quem-interessa-um-plebiscito-sobre-desarmamento-924221689.asp
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-brasil-promovera-justica
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-brasil-promovera-justica
 
 
MÓDULO 1 – 2018/2019 - Prof. Rafael Dias e Bernadete Rocha - CURSO ADSUMUS 
3 
Precisamos pautar-nos em propostas como essas”. 
(Ricardo Carvalho. Regulação da mídia é pela liberdade 
de expressão. Carta capital. In: 
http://www.cartacapital.com.br/politica/regulacao-da-
midia-e-pela-liberdade-de-expressao) 
 
d) Para a presidente do Conselho Federal de 
Nutricionistas, Rosane Nascimento, não é necessário que 
o Brasil lance mão de práticas baseadas no uso de 
agrotóxicos e mudanças genéticas para alimentar a 
população. "Estamos cansados de saber que o Brasil 
produz alimento mais do que suficiente para alimentar a 
sua população e este tipo de artifício não é necessário. A 
lógica dessa utilização é a do capital em detrimento do 
respeito ao cidadão e do direito que ele tem de se 
alimentar com qualidade", protesta. (Raquel Júnia. 
Agronegócio não garante segurança alimentar. Caros 
Amigos. In: http://carosamigos.terra.com.br/) 
 
e) A leitura de jornais e revistas facilita a atualização 
sobre a dinâmica dos acontecimentos e promove o 
enriquecimento do debate sobre temas atuais. A rapidez 
com que a notícia é veiculada por esses meios é clara, 
garantindo a complementaridade da construção do 
conhecimento promovida pelas aulas e pelos livros 
didáticos. O apoio didático representado pelo uso de 
jornais e revistas aproxima os alunos do mundo que os 
cerca. (Ana Regina Bastos - Revista Eletrônica UERG. 
Mundo vestibular. In: 
http://www.mundovestibular.com.br/articles/4879/1/Com
o-se-preparar-para-o-vestibular-utilizando-jornais-e-
revistas/Paacutegina1.html) 
 
 
OPINIÕES DIFERENTES SOBRE UM MESMO TEMA TEMA = TELEVISÃO 
IDEIA DEFENDIDA (TESE) 
 
1ª IDEIA (TESE) = A TELEVISÃO INFLUENCIA DE FORMA NEGATIVA A FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS, 
POIS OS CONTEÚDOS DE SEUS PROGRAMAS SÃO ABUSIVOS. 
 
2ª IDEIA (TESE) = A TELEVISÃO NÃO INFLUENCIA DE FORMA NEGATIVA A FORMAÇÃO DAS 
CRIANÇAS, EMBORA ALGUNS PROGRAMAS DEVAM SER COMBATIDOS. 
 
ARGUMENTOS 
01.ACUSAR A TELEVISÃO DE SER PERNICIOSA É UMA ATITUDE SEMELHANTE AO QUE SE FAZIA NO 
PASSADO EM RELAÇÃO A ALGUMAS PUBLICAÇÕES POLÊMICAS (DANDO A ENTENDER QUE ESSA 
ATITUDE É NATURAL E PASSAGEIRA ). 
 
02.AS CRIANÇAS TÊM IMITADO, NA VIDA REAL, OS ROTEIROS PRODUZIDOS PARA SEUS ÍDOLOS 
TELEVISIVOS. 
 
03.OS PERSONAGENS QUE PRATICAM CRIMES TÊM ESTIMULADO A VIOLÊNCIA ENTRE AS 
CRIANÇAS E OS JOVENS. 
 
04.MOSTRAR NA TELEVISÃO UM MUNDO TOTALMENTE HARMÔNICO SERIA TÃO ERRÔNEO 
QUANTO O QUE SE TEM MOSTRADO DE FATO. 
 
05.A TELEVISÃO NÃO PODE ABRIR MENTES OU FECHÁ-LAS PARA INCUTIR NAS CRIANÇAS 
VALORES HORRENDOS. 
 
06.AS CENAS DE SEXO, SEM ORIENTAÇÃO, FAZEM COM QUE OS JOVENS BUSQUEM O PRAZER DE 
FORMA EQUIVOCADA. 
 
TAREFA : SEPARE OS ARGUMENTOS QUE CONCORDAM E DISCORDAM DAS IDEIAS 
APRESENTADAS SOBRE O TEMA PROPOSTO. 
Objetivos: Desenvolver a habilidade de redação de parágrafos dissertativos com o emprego dos elementos de coesão 
ou articuladores textuais próprios para a expressão de determinadas ideias. Proposta: 2 parágrafos Obs.: 
Cada parágrafo pode conter, no mínimo, 3 períodos. 
 
Proposta estrutural: 1º parágrafo: afirmativa / argumentação 1 (Isso ocorre porque) / argumentação 2 (Também) 
/ argumentação 3 (Além disso) 
 
http://www.cartacapital.com.br/politica/regulacao-da-midia-e-pela-liberdade-de-expressao
http://www.cartacapital.com.br/politica/regulacao-da-midia-e-pela-liberdade-de-expressao
http://carosamigos.terra.com.br/
 
 
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4 
2º parágrafo: conclusão (Portanto, logo, por isso) 
 
Exemplo: Escapando das drogas 
É muito importante que os jovens não comecem a fumar. Isso ocorre porque o cigarro faz muito mal à saúde, 
o que pode causar até a morte. Também as pesquisas mostram que os gastos anuais com o vício equivalem ao que se 
poderia juntar para uma viagem de férias. Além disso, ninguém para de fumar sem muito sofrimento, após um longo 
período de abstinência. 
Todos os meios de comunicação devem, portanto, intensificar as campanhas antidrogas. É preciso reforçar a 
ideia de que fumo e álcool — as chamadas drogas lícitas — precisam ser evitadas a todo custo. O governo, então, 
deve incentivar a mídia com alguns subsídios fiscais. 
 
AS RELAÇÕES DE CAUSA E CONSEQUÊNCIA NA DISSERTAÇÃO 
 
Como encontrar a causa e a consequência? 
 
tema: Constatamos que, no Brasil, existe um grande 
número de correntes migratórias que se deslocam do 
campo para as pequenas ou grandes cidades. 
causa ( POR QUÊ?) : A zona rural apresenta 
inúmeros problemas que dificultam a permanência do 
homem no campo. 
consequência (O QUE ACONTECE EM RAZÃO 
DISSO?) :As cidades encontram-se despreparadas para 
absorver esses migrantes e oferecer-lhes condições de 
subsistência e de trabalho. 
 
Alguns exemplos: 
1. Tema: Muitas pessoas mais velhas são analfabetas 
eletrônicas, pois nãoconseguem operar nem mesmo um 
computador. 
Causa: As pessoas mais velhas têm medo do novo, elas 
são mais conservadoras, até em assuntos mais prosaicos. 
Consequência: Elas se tornam desajustadas, pois 
dependem dos mais jovens até para ligar um forno 
micro-ondas, elas precisam acompanhar a evolução do 
mundo. 
 
2.Tema: É de fundamental importância a preservação 
das construções que se constituem em patrimônios 
históricos. 
Causa: A nação que deixa depredar as construções 
consideradas como patrimônios históricos destrói parte 
da história de seu país. 
Consequência: Essa situação demonstra claramente o 
subdesenvolvimento de uma nação, pois, quando não se 
conhece o passado de um povo e não se valorizam suas 
tradições, despreza-se a herança cultural deixada pelos 
antepassados. 
 
3.Tema: A maior parte da classe política não goza de 
muito prestígio e confiabilidade por parte da população. 
Causa: A maioria dos parlamentares preocupa-se muito 
mais com a discussão dos mecanismos que os fazem 
chegar ao poder do que com os problemas reais da 
população. 
Consequência: Caos na saúde e na educação. 
 
4.Tema: Muitos jovens deixam-se dominar pelo vício em 
diversos tipos de entorpecentes, mal que se alastra cada 
vez mais em nossa sociedade. 
Causa: Algumas pessoas refugiam-se nas drogas na 
tentativa de esquecer seus problemas. 
Consequência: Formam-se dependentes dos psicóticos 
dos quais se utilizam e, na maioria das vezes, 
transformam-se em pessoas inúteis para si mesmas e para 
a comunidade. 
Exercícios: Apresentaremos alguns temas e você se incumbirá de encontrar uma causa e uma consequência para cada 
um deles. Escreva-as, seguindo o modelo apresentado acima: 
1 Tema: As linhas de ônibus que percorrem os bairros das grandes metrópoles não têm demonstrado muita eficiência 
no atendimento a seus usuários. 
Causa:_________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
Consequência:___________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
 
2 Tema:A convivência familiar está muito difícil. 
Causa:_________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
 
Consequência:___________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
 
 
 
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5 
3 Tema: As novelas de televisão passaram a exercer uma profunda influência nos hábitos e na maneira de pensar da 
maioria dos telespectadores. 
Causa:_________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
Consequência:___________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
 
4 Tema: As doenças infectocontagiosas atingem particularmente as camadas mais carentes da população. 
Causa:_________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
Consequência:___________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
 
5 Tema: Apesar de alertados por ecologistas, os lavradores continuam a utilizar produtos agrotóxicos 
indiscriminadamente. 
Causa:_________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
Consequência:___________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________ 
 
Frases de Apoio 
Frases para parágrafos causas e consequências: Ao se examinarem alguns ..., verifica-se que ... Pode-se 
mencionar, por exemplo, ...Em conseqüência disso, vê-se, a todo instante, ... 
 
Frases para parágrafos prós e contras: Alguns argumentam que .... Além disso ...Outros, porém, ..... Há registros 
históricos de ... que .... 
 
Frases para parágrafos sobre trajetória histórica: Antigamente, quando ... , percebia-se que ...Atualmente, 
observa-se que ...Em consequência disso, nota-se ... 
 
Outras frases: Dentre os inúmeros motivos que levaram o ... é incontestável que ...A observação crítica de fatos 
históricos revela o porquê de ...Ao fazer um estudo de ... , percebe-se, por meio de ...... 
 
Ligação entre os parágrafos do desenvolvimento: É muito importante que esses parágrafos de desenvolvimento 
tenham ligação. 
Segue, a seguir, uma série de frases para a ligação entre os parágrafos. Além disso ...Outro fator existente ...Outra 
preocupação constante ... Ainda convém lembrar ...Por outro lado ...Porém, mas, contudo, todavia, no entanto, 
entretanto ... 
 
Elementos de coesão: Algumas palavras e expressões facilitam a ligação entre as ideias, estejam elas num mesmo 
parágrafo ou não. Não é obrigatório, entretanto, o emprego destas expressões para que um texto tenha qualidade. 
Seguem algumas sugestões e suas respectivas relações: 
assim, desse modo - têm valor exemplificativo e complementar. A sequência introduzida por eles serve normalmente 
para explicitar, confirmar e complementar o que se disse anteriormente. 
 
ainda - serve, entre outras coisas, para introduzir mais um argumento a favor de determinada conclusão; ou para 
incluir um elemento a mais dentro de um conjunto de ideias qualquer. 
 
ademais, além do mais, além de tudo, além disso - introduzem um argumento decisivo, apresentado como 
acréscimo. 
 
mas, porém, todavia, contudo, entretanto... (conj. adversativas) - marcam oposição entre dois enunciados. 
 
embora, ainda que, mesmo que - servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento, 
diminuir sua importância. Trata-se de um recurso dissertativo muito bom, pois sem negar as possíveis objeções, 
afirma-se um ponto de vista contrário. 
 
 
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6 
Exercício de texto 1: 
1. Gravidez Precoce 
A gravidez precoce é considerada como um problema de saúde pública no Brasil e em outros países. No 
Brasil, uma em cada quatro mulheres que dão à luz nas maternidades tem menos de 20 anos de idade. Essas meninas, 
que não são mais crianças, nem tão pouco adultas, estão em processo de transformação e, ao mesmo tempo, prestes a 
serem mães. O papel de criança que brinca de boneca e de mãe na vida real confunde-se. Na hora do parto é onde 
tudo acontece. A fantasia deixa de existir para dar lugar à realidade. É um momento muito delicado para essas 
adolescentes, o qual gera medo, angústia, solidão e rejeição. 
As adolescentes grávidas vivenciam dois tipos de problemas emocionais: um pela perda de seu corpo infantil, 
e outro por um corpo adolescente recém-adquirido, que se está modificando novamente pela gravidez. Essas 
transformações corporais, rapidamente ocorridas, de um corpo em formação para o de uma mulher grávida são vividas 
muitas vezes com certo espanto pelas adolescentes. Por isso é muito importante a aceitação e o apoio quanto às 
mudanças que estão ocorrendo, por parte do companheiro, dos familiares, dos amigos e, principalmente, pelos pais. 
A escola muitas vezes não dispõe de estrutura adequadapara acolher uma adolescente grávida. O resultado é 
que a menina acaba abandonando os estudos durante a gestação, ou após o nascimento da criança, o que traz 
consequências gravíssimas para o seu futuro profissional. 
Os riscos de complicações para a mãe e a criança são consideráveis quando o atendimento médico pré-natal é 
insatisfatório. Isso ocorre porque, normalmente, a adolescente costuma esconder a gravidez até a fase mais adiantada, 
o que impede uma assistência pré-natal desde o início da gestação. É muito comum também o uso de bebidas 
alcoólicas e cigarros, o que, consequentemente, aumenta os riscos de surgimento de problemas. ( Lúcia Helena 
Salvetti De Cicco / Diretora de Conteúdo e Editora Chefe 
Fonte: http://www.saudevidaonline.com.br/gravprec.htm ) 
 
FICHA DOCUMENTADA DA LEITURA ARGUMENTATIVA 
 
01.Na sua opinião, o que o título da leitura está sugerindo ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
02.Qual é a tese ( ponto de vista ) apresentado pelo autor no texto ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
03. Qual é o tema apresentado no texto ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
04. Segundo os argumentos apresentados pela autora no 1º parágrafo, ela aprova ou critica a gravidez na adolescência? 
Identifique os argumentos da autora, justificando a sua resposta. 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
05. A autora não cita exemplos, isso interfere na compreensão do leitor? Justifique sua resposta. 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
06. Qual é a sua posição sobre o assunto do texto? Concorda com a autora? Por quê? Escreva um parágrafo de 5 a 7 
linhas, com 3 frases, no mínimo, na folha separada de redação do curso. 
 
07. Marque, no texto, os elementos ( conectivos ) que servem de ligação entre os argumentos apresentados no texto . 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
08. Observe que o texto foi escrito em quatro parágrafos e, em cada um deles foi apresentada uma ideia nova. 
Reescreva com suas palavras a ideia apresentada em cada parágrafo. 
1º parágrafo : __________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
2º parágrafo : _________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
3º parágrafo : __________________________________________________________________________________ 
http://www.saudevidaonline.com.br/gravprec.htm
 
 
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7 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
4º parágrafo : __________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
Exercício de texto 2: Buscando esperanças em meio ao sofrimento 
As principais consequências do desemprego no 
Brasil se agravam a cada dia, principalmente nos grandes 
centros urbanos, onde se pode observar o número 
excessivo de pessoas que vive na mais completa miséria, 
a expansão de favelas nesses grandes centros e o 
aumento da criminalidade. 
Movidas pela ideia de que, nos grandes centros, 
o ser humano conta com melhores condições para a sua 
subsistência, populações inteiras imigram do interior. O 
sonho termina logo que essas pessoas chegam e 
começam a procurar emprego. São inúmeros os 
problemas com os quais se deparam e a resposta é 
sempre a mesma: "Não há vaga", ou ainda "A vaga já foi 
preenchida". 
Sem terem para aonde ir, essas pessoas se alojam 
em favelas, o que as aumenta em sua extensão territorial, 
ou se formam outras que crescem do mesmo modo e 
vivem de maneira degradante. A luta agora é outra - com 
a fome, a total miséria. O pouco que conseguem mal dá 
para a sua sobrevivência e a de suas crianças. Toda essa 
situação explica a existência de tantos meninos que 
tentam vender balas, chocolates e outras pequenas 
mercadorias aos motoristas que param à espera do sinal 
abrir. Junto com a miséria e a fome, surgem doenças, 
muitas vezes sem a possibilidade da cura, pois, se 
conseguem atendimento médico gratuito, não têm como 
comprar os remédios. 
Diante de todos esses problemas, pode-se 
acrescentar mais um: o da criminalidade. Bastaria citar a 
grave situação desencadeada nas favelas entre os 
denominados traficantes que lá se instalam e os policiais. 
Todavia esse é apenas um dos mais graves exemplos. 
Além da conotação que se tem com relação a quem mora 
em uma favela - a de bandido -, há ainda o forte impulso 
da miséria que, com o desemprego, faz com que muitos 
roubem aqui e acolá, de pequenos a grandes roubos, de 
um simples furto a assaltos à mão armada, e provocam a 
morte de inocentes. 
Portanto pode-se confirmar a gravidade das 
consequências geradas pelo desemprego; consequências 
essas que tendem a aumentar diariamente, pois não há 
muito comprometimento por parte dos governantes e da 
sociedade. Enquanto cada cidadão estiver preocupado 
apenas com seus direitos, a taxa de desemprego 
continuará a crescer, e também a miséria, as favelas e a 
criminalidade. 
 
FICHA DOCUMENTADA DA LEITURA ARGUMENTATIVA 
 
01. Na sua opinião, o que o título da leitura está sugerindo ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
02.Qual é a tese ( ponto de vista ) apresentado pelo autor no texto ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
03. Qual é o tema apresentado no texto ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
04. Identifique os argumentos apresentados sobre o tema proposto da dissertação. 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
05. Marque, no texto, os elementos ( conectivos ) que servem de ligação entre os argumentos apresentados no texto . 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
06. Observe que o texto foi escrito em cinco parágrafos e , em cada um deles foi apresentada uma ideia nova. 
Reescreva com suas palavras a ideia apresentada em cada parágrafo. 
1º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
 
 
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2º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
3º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________4º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
5º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
Exercício de texto 3: Cidadania virtual 
Assistimos hoje ao fenômeno da expansão das 
redes sociais no mundo virtual, um crescimento que 
ganha atenção por sua alta velocidade de propagação, o 
que traz como consequência, diferentes impactos para o 
nosso cotidiano. Nesse sentido, faz-se necessário um 
cuidado, uma cautelosa discussão a fim de encarar essa 
nova realidade com uma postura crítica e cidadã para 
então se desfrutar dos benefícios que a globalização dos 
meios de comunicação pode oferecer. 
A internet abre uma ampla porta de acesso aos 
mais variados fatos, verbetes, imagens, sons, gráficos etc. 
Um universo de informações de forma veloz e prática 
permite que cada vez mais pessoas, de diferentes partes 
do mundo, diversas idades e das mais variadas classes 
sociais, possam conectar-se e fazer parte da grande rede 
virtual que integra nossa sociedade globalizada. Dentro 
desse contexto, as redes sociais simbolizam de forma 
eficiente e sintética como é o conviver no século XXI, 
como se estabelecem as relações sociais dentro da nossa 
sociedade pós-industrial, fortemente integrada ao mundo 
virtual. 
Toda a comodidade que a rede virtual oferece é, 
no entanto, acompanhada pelo desafio de ponderar aquilo 
que se publica na internet, de modo que fica evidente a 
instabilidade que existe na tênue linha entre o público e o 
privado. Afinal, a internet se constitui também como um 
ambiente social que, à primeira vista, pode trazer a falsa 
ideia de assegurar o anonimato. A fragilidade dessa 
suposição se dá na medida em que causas originadas no 
meio virtual podem sim trazer consequências para o 
mundo real. Crimes virtuais, processos jurídicos, 
disseminação de ideias, organização de manifestações 
são apenas alguns exemplos da integração que se faz 
entre o real e o virtual. 
Para um bom uso da internet, sem cair nas 
armadilhas que esse meio pode eventualmente nos 
apresentar, é necessária a construção da criticidade, o 
bom senso entre os usuários da rede, uma verdadeira 
educação capaz de estabelecer um equilíbrio entre os dois 
mundos, o real e o virtual. É papel de educar tanto das 
famílias, dos professores como da sociedade como um 
todo, só assim estaremos exercendo de forma plena nossa 
cidadania
 
 
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FICHA DOCUMENTADA DA LEITURA ARGUMENTATIVA 
 
01. Na sua opinião, o que o título da leitura está sugerindo ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
02.Qual é a tese ( ponto de vista ) apresentado pelo autor no texto ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
03. Qual é o tema apresentado no texto ? 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
04. Identifique os argumentos apresentados sobre o tema proposto da dissertação. 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
05. Marque, no texto, os elementos ( conectivos ) que servem de ligação entre os argumentos apresentados no texto . 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
06. Observe que o texto foi escrito em cinco parágrafos e , em cada um deles foi apresentada uma ideia nova. 
Reescreva com suas palavras a ideia apresentada em cada parágrafo. 
1º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
2º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
3º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
4º parágrafo : 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
_______________________________________________________________________________________________ 
 
O TEXTO DISSERTATIVO 
 
I. Assunto, tema e título 
Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, é necessário reconhecer a diferença que existe entre o 
assunto, o tema e o título. 
 
Assunto: é a definição da área sobre a qual versará o texto. É uma macroideia. 
 Ex: A violência (há diversos tipos) 
 
Tema: é uma ideia menor, específica. É um recorte do assunto. 
 Ex: A violência urbana 
 
Título: é uma referência ao tema que será abordado. Recomenda-se que seja curto e, se possível, demonstre 
criatividade. 
 Ex: Dias de incerteza 
 
 
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Observação 
 Há concursos que não exigem colocação de título. Ainda assim, recomenda-se que sempre seja colocado devido ao 
seu caráter funcional de delimitação do tema. 
 
II. A dissertação é um texto que se caracteriza pela defesa de uma ideia, de um ponto de vista. Ou, então, pelo 
questionamento acerca de um determinado assunto. O autor do texto dissertativo trabalha com argumentos, com fatos, 
com dados, utilizados por ele para reforçar ou justificar o desenvolvimento de suas ideias. 
Para se obter uma exposição clara e ordenada, a dissertação é geralmente organizada em três partes: 
 
1. Introdução – constituída geralmente de um parágrafo, deve conter a ideia principal a ser desenvolvida, ou seja, 
denotar os objetivos do texto, o ângulo da análise e hipótese ou a tese a ser defendida. Há diversas e flexíveis 
maneiras de se começar uma dissertação. O importante é que o parágrafo da introdução seja sucinto e conciso e 
que deixe claras as diretrizes do texto. 
 
2. Desenvolvimento ou argumentação – exposição de elementos que vão fundamentar a ideia principal que pode vir 
especificada através da argumentação, de pormenores, de causa e de consequência, definições, dados estatísticos, 
ordenação cronológica etc. 
 
3. Conclusão – é a retomada da ideia principal, que agora deve aparecer de forma muito mais convincente, uma vez 
que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação. 
 
 
A dissertação objetiva 
 A dissertação objetiva caracteriza-se pelo texto escrito em terceira pessoa. Embora o autor esteja transmitindo 
ao leitor sua visão pessoal a respeito do tema, ele jamais aparecepara o leitor como uma pessoa definida. 
 Nas dissertações objetivas, o autor expõe os argumentos de forma impessoal e objetiva, não se incluindo na 
exploração, o que confere ao texto um caráter imparcial, facilitando a aceitação, por parte do leitor, das ideias expostas 
(prova da MB). 
 
A dissertação subjetiva 
 A dissertação subjetiva caracteriza-se pelo texto escrito em primeira ou segunda pessoa. Com isso, o texto 
perde seu caráter impessoal e assume, de forma explícita, um caráter pessoal. 
 
III. Critérios básicos de avaliação 
1. Abordagem do tema 
2. Tipo textual 
3. Coerência 
4. Coesão 
5. Modalidade escrita 
 
IV. Modelos dissertativos 
1) Expositivo: panorama imparcial de ideias, informações. 
2) Argumentativa: defesa de um ponto de vista. 
 OBS: texto argumentativo ≠ texto opinativo → Sustentar opinião ≠ parafrasear opinião 
 
V. Qualidades de um bom texto dissertativo-argumentativo 
 1. Objetividade 
 * Análises objetivas, mesmo nos temas abstratos. 
 * Análises científicas, sem tom emotivo. 
 * Análise racional, sem uso de argumentos religiosos. 
 * Análise universal, sem uso de experiências pessoais. 
 * Tom ponderado / seguro: evitar radicalismos. 
 
Obs.: Evitar pontuação expressiva (exclamações, reticências) e expressões radicais (“é um absurdo” / “é ridículo”). 
 
 
 
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VI. Linguagem impessoal 
Usar a terceira pessoa do singular (Sabe-se que...; Reconhece-se que..., É evidente que...) 
 
VII. Uso de fatos e não de opiniões 
 Pessoal Impessoal 
Fato x A Marinha é uma instituição secular 
Opinião 
Eu acho a Marinha uma ótima instituição secular. A Marinha é uma ótima instituição 
secular. 
Logo, escrever de forma impessoal é uma forma de expressar opiniões como se elas fossem fatos (impessoalidade ≠ 
imparcialidade) 
 
* Imparcialidade ≠ impessoalidade 
 * Objetivo: evitar redundâncias + aumentar credibilidade. 
 
VIII. Exigências da modalidade escrita 
 * Padrão culto, com simplicidade e clareza 
 * Ausência de traços de oralidade 
- gírias (“desde que o mundo é mundo”) 
- contrações (“pra”, “né”) 
- “internetês” 
- vocabulário impreciso (“coisa”) 
- abreviatura 
- períodos longos ou curtos demais 
 
IX. Estrutura na prova da MB 
* Mínimo: quatro parágrafos 
* Máximo: cinco parágrafos 
 Cada parágrafo deverá conter o mínimo de dois 
períodos. 
 Um bom parágrafo deverá ter de cinco a nove linhas. 
 
 
ESQUEMA BÁSICO TEXTO ARGUMENTATIVO 
 
COMO COMEÇAR 
 Imagine que você possua um determinado tema sobre o qual deve redigir um texto argumentativo. A sua 
primeira providência é reescrever o tema e perguntar POR QUÊ? Ao iniciar sua reflexão sobre o tema proposto e 
sobre uma possível resposta para a questão, procure recordar-se do que já leu ou ouviu a respeito dele. É quase certo 
que você tenha ao menos uma noção de qualquer tema que lhe vier apresentado. O ideal, para que seu texto explore 
suficientemente o assunto, é que você obtenha duas ou três “respostas” para a questão formulada; estas respostas 
chamam-se argumentos. Veremos um exemplo. 
 
TEMA: Ao chegar ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a 
todos. 
 
 Existem populações imersas em completa miséria 
POR QUÊ? A paz é interrompida por conflitos internacionais 
 O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico 
 
Repare que essas respostas são exaustivamente noticiadas pelos meios de comunicação, evidentemente você 
encontrará mais respostas para sua pergunta, isso significa mais argumentos para seu texto, mas atente-se para o 
tamanho do texto, dependendo do objetivo da redação, o texto não pode ser MUITO longo. Lembre-se também de que 
cada argumento será desenvolvido e argumentos demais podem deixar seu texto complexo e extenso. 
 
Uma vez que você estabeleceu o número de argumentos (baseado no número de respostas), você já dispõe do 
necessário para iniciar ser texto. Um texto argumentativo (dissertação) deve constar de três partes: INTRODUÇÃO, 
DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. Com os dados acima, você já é capaz de escrever o primeiro parágrafo de 
seu texto. Esse parágrafo traz uma visão geral do seu texto, apresenta o tema e os argumentos. Esse parágrafo é a 
INTRODUÇÃO. 
 
 
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 Ao chegar ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a 
todos, POIS existem populações imersas em completa miséria E, EM MUITOS PAÍSES, a paz é interrompida por 
conflitos internacionais. ALÉM DISSO, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico. 
 
Note que o TEMA foi acrescido dos TRÊS argumentos com a utilização de CONECTIVOS. Esses conectivos 
(geralmente conjunções) tornam o texto COESO. Aprender a utilizar conectivos é importante para a construção de 
textos, já que o texto começou com frases isoladas que foram CONECTADAS de forma COESA. 
Após a Introdução, você fará a argumentação propriamente dita, ou seja, você irá desenvolver seu texto, de 
modo a expandir os argumentos apresentados na Introdução. Essa fase do seu texto é chamada de 
DESENVOLVIMENTO. Logo o próximo parágrafo tratará sobre o seu primeiro argumento. Veja o exemplo: 
 
Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis, existem legiões de famintos em pontos específicos da 
Terra. Nos países chamados subdesenvolvidos, sobretudo em certas regiões da África, há um numeroso contingente de 
pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. No Brasil, tal questão é visível em diversas regiões, tanto em zonas 
rurais do Nordeste quanto nas zonas urbanas em morros e favelas de grandes cidades. É preciso, por isso, que os 
líderes mundiais busquem soluções para retroceder esse mal. 
 
Depois disso, você deverá entrar com o segundo argumento. Lembre-se de que, como começará um novo 
ARGUMENTO, você deve iniciar um novo parágrafo, mas não se esqueça da CONTINUIDADE do texto, então use 
um conectivo para manter a COERÊNCIA do texto. A coerência é a relação lógica das ideias do texto, sem ela, os 
argumentos pareceriam fragmentos soltos e sem sentido. Vejamos como ficaria a continuação do texto com a entrada 
de um novo argumento. 
Além disso, nas últimas décadas, têm sido frequentes os conflitos internacionais. Dois exemplos de tal 
situação foram os atentados terroristas contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 e, mais recentemente, a 
crise sociopolítica da Líbia e de outros países da África. Há também a crescente violência urbana que tem gerado 
sentimentos de pânico e insegurança nos brasileiros, os quais são facilmente notados na ocupação das favelas 
ocorridas no Rio de Janeiro. 
Note que as ideias apresentadas são bastante atuais, ao utilizar dados da contemporaneidade, você mostra que 
é uma pessoa bem informada e preocupada com as questões de seu tempo. Ademais, falar de fatos passados só vale a 
pena se forem essenciais a sua argumentação. Repare também que o novo argumento foi iniciado com ALÉM DISSO, 
que é uma expressão que dá uma ideia de adição e continuidade. Você deverá apresentar seu último argumento para 
manter a continuidade, por isso utilize mais um parágrafo, mas não repita o ALÉM DISSO. 
Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela utilização desenfreada dos recursos 
não renováveis, o que tem causado o desmatamento de florestas e a poluição de rios e mananciais. Tais atitudes 
contribuem para que o meio ambiente se desgaste mais rápido e diminua seu poder de autorrenovação. 
Consequentemente,a natureza tem entrado em estado de desequilíbrio, o que afeta a qualidade de vida das pessoas e 
dos animais e plantas. 
 Você incluiu mais um argumento e note que a expressão que inicia o parágrafo dá essa ideia. Após essa 
argumentação, você escreverá a CONCLUSÃO, com base no que foi dito no DESENVOLVIMENTO. 
Percebe-se, portanto, que, embora o terceiro milênio seja caracterizado como a época de avanços tecnológicos, 
o homem está longe de solucionar os graves problemas que afligem grande parcela da humanidade. Novas tecnologias 
são criadas para solucionar problemas novos, entretanto velhas questões como fome, guerras e devastação ambiental 
continuam insolúveis. O ideal seria utilizar os avanços de hoje como ferramentas para salvar o planeta de seu declínio 
para que as gerações futuras usufruam, pelo menos, de um local suficientemente habitável. 
Na conclusão, você reafirmou o tema e deu sua opinião com base nos argumentos. Na maioria das vezes, é 
importante construir perguntas e sugerir soluções para os problemas, pelo menos, de forma abrangente. É bom mostrar 
preocupação com a persistência do problema e enfatizar que você é capaz de compreender a problemática e propor 
soluções. A conclusão deve iniciar com palavras que deem ideia de que você está finalizando o texto como o 
“portanto”. 
 
 
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O passo a passo de um texto dissertativo-argumentativo 
 
Primeiro passo: entender bem o tema do texto e retirando dele uma expressão central 
Exemplo: TEMA: “O adolescente, hoje, precisa de limites?” 
 
Segundo passo: a introdução do texto 
Exemplo: Definindo a expressão “limite para os adolescentes” : O que é, ou o que significa dar limites aos 
adolescentes? 
A sociedade constitui-se de pessoas que se transformam ao longo do tempo, mudam a forma de pensar e 
agir. Isso faz com que uma geração de adolescentes não seja, necessariamente, igual a uma anterior, assim 
como são diferentes as regras e os valores sociais de cada geração. No entanto, independentemente da época, 
sempre existirão regras e valores que moldarão o pensamento, o comportamento, as atitudes dos jovens na 
sociedade – são os chamados limites, que podem apresentar-se de maneiras diversas, com maior ou menor 
rigor. 
 
Exemplo: Definindo a argumentação, através da expressão ‘’limite para os adolescentes’’: 
Hoje, questiona-se se esses limites devem ser impostos aos adolescentes ou se estes devem ser mais livres para 
estabelecerem seus próprios limites. 
 
Terceiro passo: o desenvolvimento do texto 
O objetivo é saber se os adolescentes precisam ou não de limites, argumentando de várias formas sobre os principais 
argumentos e estabelecendo uma ligação entre esses parágrafos. 
 
Exemplos: 
OPÇÃO 1: defender a ideia de que os adolescentes precisam de limites e apresentar justificativas para isso: 
Esquema: Os adolescentes precisam de limites porque, nessa fase da vida, 
 
a) ainda se estão moldando valores que os farão indivíduos íntegros, com caráter. 
 
 
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b) eles ainda não têm total discernimento para distinguir tudo que é certo e errado, segundo um modelo de vida sadio e 
com respeito à moral. 
 
OPÇÃO 2: defender a ideia de que os adolescentes precisam de limites, apresentando exemplo(s) que 
comprove(m) isso: 
Sobre os exemplos: apresentar valores que se aprendem na adolescência e são levados para a vida inteira, sendo tais 
valores passados por meio dos limites impostos. Apresentar exemplo(s) de atitudes de jovens que mostram a falta de 
discernimento para distinguir certo e errado. 
 
OPÇÃO 3: defender a ideia de que os adolescentes NÃO precisam de limites e apresentar justificativas para 
isso: 
Esquema: Os adolescentes não precisam de limites, 
a) mas de carinho dos pais, que, em muitos casos, mostram-se ausentes. Os limites impostos afastam pais e filhos. 
b) porque eles já são capazes de entender as regras sociais, e os limites serviriam apenas para inibir a criatividade, a 
liberdade, a capacidade do adolescente de “amadurecer” sozinho, de encarar a realidade tal como ela é. 
 
OPÇÃO 4: defender a ideia de que os adolescentes precisam de limites, mas estes não devem ser impostos com 
muito rigor: 
a)Os adolescentes precisam de limites porque todo ser humano deve saber lidar com regras, ter disciplina para 
enfrentar todo tipo de situação, e isso se constrói ao longo da vida, principalmente, quando se é jovem. 
b)Por outro lado, esses limites não precisam ser impostos com tanto rigor, porque pode tolher a criatividade do 
adolescente. 
 
Quarto passo: a conclusão 
 
Exemplo: apresentar uma solução para o problema tratado ou uma sugestão relacionada à questão desenvolvida. 
 
1) Uma sugestão para os pais: mostrar uma maneira de impor limites apropriada para a geração de adolescentes atual. 
Assim, diante da dúvida se deve impor limites aos adolescentes hoje, pode-se afirmar que a sociedade precisa de 
indivíduos de bom caráter e que tenham noção de disciplina. Para se ter isso, é preciso que os jovens saibam seguir 
regras, internalizar valores e distinguir o melhor caminho a ser percorrido. 
 
2) Uma sugestão para os próprios adolescentes: mostrar uma maneira de entender a imposição de limites como algo 
positivo. 
Portanto, os adolescentes não devem enxergar os limites impostos como uma forma de perseguição ou como uma 
maneira de evitar que eles “vivam a vida", mas sim como uma autodefesa diante da liberdade exagerada, da falta de 
humanidade, do modismo em detrimento do amor próprio e do excesso de suaves armadilhas que a realidade 
apresenta. 
 
O texto completo sobre o tema : “O adolescente, hoje, precisa de limites?” 
 A sociedade constitui-se de pessoas que se transformam ao longo do tempo, mudam a forma de pensar e 
agir. Tal situação faz com que uma geração de adolescentes não seja, necessariamente, igual a uma anterior, 
assim como são diferentes as regras e os valores sociais de cada geração. No entanto, independentemente da 
época, sempre existirão regras e valores que moldarão o pensamento, o comportamento, as atitudes dos 
jovens na sociedade – são os chamados limites, que podem apresentar-se de maneiras diversas, com maior ou 
menor rigor. Hoje, questiona-se se esses limites devem ser impostos aos adolescentes ou se estes devem ser 
mais livres para estabelecerem seus próprios limites. 
Os jovens entre doze e dezoito anos vivem uma fase em que os valores morais e sociais ainda se 
estão moldando. Trata-se de um período em que o adolescente encontra-se em meio às regras impostas pela 
escola, pela família, pela sociedade em geral, e essas regras estabelecem limites que, mais tarde, ajudarão 
esse adolescente de hoje a tornar-se um cidadão íntegro, com caráter e disciplinado. Logo é preciso que todos 
esses agentes transformadores trabalhem em prol da juventude. 
Ademais, nessa fase bem jovem da vida, não há total discernimento para distinguir tudo que é certo e 
errado segundo um modelo de vida sadio e com respeito à moral. O adolescente vive cercado de bons e maus 
exemplos, e estes últimos são bastante atraentes, tendo em vista o “glamour” da transgressão. Nessa 
 
 
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realidade, diferir o que é interessante momentaneamente e o que é correto e promissor não é uma tarefa fácil 
para o adolescente, por isso é necessário impor limites para que ele aprenda estabelecer essa distinção. 
 Assim, diante da dúvida se deve impor limites aos adolescentes hoje, pode-se afirmar que a sociedade 
precisa de indivíduos de bomcaráter, que demonstrem noção de disciplina. Para haver essa ação, é preciso 
que os jovens saibam seguir regras, internalizar valores e distinguir o melhor caminho a ser percorrido. 
Portanto os adolescentes não devem enxergar os limites impostos como uma forma de perseguição ou como 
uma maneira de evitar que eles vivam a vida, mas sim como uma autodefesa diante da liberdade exagerada, 
da falta de humanidade, do modismo em detrimento do amor próprio e do excesso de suaves armadilhas que 
a realidade apresenta. 
 
GRAMÁTICA 
Noções de Sintaxe 
 
1. FRASE, PERÍODO E ORAÇÃO 
 
1.1. Frase: enunciado de sentido completo (Que calor hoje! O calor está infernal hoje.) 
1.2. Período: frase com verbo; pode ser simples ou composto. (O calor está infernal hoje e não tenho 
vontade de demorar aqui.) 
1.3. Oração: estrutura com verbo que expressa uma ideia, nem sempre de sentido completo. No exemplo 
“Ele gostaria de que fôssemos ao cinema hoje”, há duas orações e nenhuma delas, separadamente, tem o 
sentido completo. É necessária a leitura de ambas para obter-se o sentido desejado. 
 
1. Separe as orações e indique quantas orações há nestes períodos: 
a) Pedro saiu cedo, fez as compras, voltou para casa e foi dormir. ( ) 
b) As colinas ficavam distantes, e todos pareciam preocupados com isso; o professor resolveu, então, 
procurar um lugar para o pernoite. ( ) 
c) Certa manhã, Joana observou as gaivotas na praia: constatou sua leveza, agilidade e formosura; eram, 
sem dúvida, absolutamente livres. ( ) 
d) Os grevistas ocupavam as ruas agitados, davam ordens como comandantes, organizavam grupos e 
distribuíam tarefas: eram os senhores da cidade naquele momento. ( ) 
 
2. ORAÇÃO 
2.1. TERMOS ESSENCIAIS 
2.1.1. SUJEITO 
 
a) SIMPLES: um só núcleo (substantivo / pronome / numeral / palavra substantivada) 
 Ex.: Pedro foi ao cinema sozinho. 
 Resolvemos tudo logo. (sujeito simples / desinencial) 
 
b) COMPOSTO: dois ou mais núcleos. 
Ex.: Iremos meu tio e eu ao cinema. 
 
c) INDETERMINADO: é aquele que existe, mas não se pode ou não se quer identificar. Isto ocorre em 
duas situações: 
1ª - oração iniciada por verbo na terceira pessoa do plural (sem referente, ou seja, sem sujeito expresso). 
Ex.: Roubaram meu carro. 
 
2ª - oração com verbo intransitivo, transitivo indireto ou verbo de ligação (sempre terceira pessoa do 
singular), ligado à partícula se, indeterminador do sujeito. 
Ex.: Vive-se bem no Rio de Janeiro. 
Assiste-se a filmes ótimos nos cinemas da capital. 
Era-se feliz naquele lugar. 
 
 
 
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OBSERVAÇÃO: no caso de voz passiva pronominal, há uma ideia de indeterminação, mas não um sujeito 
indeterminado. 
Ex.: Vendem-se duas casas. Duas casas são vendidas. (sujeito simples, paciente) 
 
d) ORAÇÃO SEM SUJEITO: oração que apresenta verbo impessoal (esses verbos concordam no singular). 
Podem ser 
* verbos que expressam fenômenos da natureza: nevar, gear, trovejar. 
Ex.: Choveu dias e dias. Está nevando durante as últimas semanas em Gramado. 
 
OBSERVAÇÃO: quando estes verbos estiverem empregados no sentido figurado, eles admitem sujeito. 
Ex.: Choveu canivete lá em casa. Choveram canivetes lá em casa. 
 
* verbos fazer (quando se refere a tempo) e haver (quando se refere a tempo ou quando significa existir ou 
acontecer); verbo ser (quando se refere a tempo ou lugar); verbo estar (quando significa tempo ou clima). 
Ex.: Faz meses que não o vejo. 
Havia muitos candidatos. 
São oito horas agora. 
Era aqui que morávamos. 
Está quente. 
 
OBSERVAÇÃO: o sujeito de uma oração pode ser expresso por uma outra oração (sujeito oracional); o 
verbo da oração principal é empregado na 3ª pessoa do singular. 
Ex.: É urgente que entreguem essa mercadoria. Convém que eles saiam agora. 
 
1) Sublinhe o sujeito e identifique o(s) núcleo(s); depois diga se o sujeito é simples ou composto: 
a) A batucada continuou madrugada afora. _____________________________________________ 
b) A animada orquestra volta de novo à cidade. _________________________________________ 
c) Patrões e empregados continuam as negociações. ______________________________________ 
d) Deixou rápido o palco o engraçado palhaço. __________________________________________ 
e) Greves e passeatas são formas de luta dos estudantes. ___________________________________ 
f) O longo desabafo trouxe-lhe a paz. _________________________________________________ 
g) A psicóloga, o professor e a diretora analisaram o caso. _________________________________ 
h) As duas meninas passeavam pela calçada. ____________________________________________ 
i) Todos os atletas foram homenageados. _______________________________________________ 
j) O prefeito e os vereadores se reuniram na Câmara. _____________________________________ 
 
2) Classifique o sujeito das orações abaixo em: determinado (oculto) ou indeterminado: 
a) Quebraram a vidraça da Dona Maria. ________________________________________________ 
b) Vou ao cinema na sessão das dez. __________________________________________________ 
c) Amanhã, viajaremos bem cedo. ____________________________________________________ 
d) Roubaram meu talão de cheques. ___________________________________________________ 
e) Andam pichando os muros lá de casa. _______________________________________________ 
f) Cumprirei a promessa. ___________________________________________________________ 
g) Dizem que a Gracinha vai casar. ___________________________________________________ 
h) Esqueci a chave do carro em casa. __________________________________________________ 
i) Ficamos tristes com a notícia. ______________________________________________________ 
 
 
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17 
j) Contaram a história errada. ________________________________________________________ 
k) Que alegria! Fizeste a tarefa. ______________________________________________________ 
l) Procuraram você por todos os lugares. _______________________________________________ 
m) Levaram minha carteira. _________________________________________________________ 
n) Falarei com ele a respeito desta história. _____________________________________________ 
o) Resolveram o problema. __________________________________________________________ 
p) Instalaram novas máquinas na fábrica. _____________________________________________
3) Numere de acordo com o seguinte código: 
( 1 ) Sujeito Simples 
( 2 ) Sujeito Composto 
( 3 ) Sujeito Oculto 
( 4 ) Sujeito Indeterminado 
( 5 ) Oração sem sujeito 
 
( ) Vou viajar hoje. 
( ) Faz muitos anos que ele partiu. 
( ) A chuva impediu-lhe a saída. 
( ) Estão aí fora o repórter e o fotógrafo. 
( ) Assaltaram a loja da esquina. 
( ) Precisamos de bons médicos. 
( ) Há bons filmes em exibição. 
( ) Aquele mecânico está procurando emprego. 
( ) A velhinha e o fiscal fizeram um acordo. 
( ) Tomaram a bicicleta do garoto. 
( ) Ventou muito ontem à noite. 
 
4) Os livros escolares devem ser tratados com carinho. Nesta oração o tipo de sujeito é: 
a) composto 
b) indeterminado 
c) simples 
d) oração sem sujeito 
 
5) Meu amigo José estuda à noite. Nesta oração o tipo de sujeito é: 
a) indeterminado 
b) composto 
c) simples 
d) nenhuma das anteriores 
 
6) Entusiasmo e disciplina caracterizaram o desfile. Nesta oração o tipo de sujeito é: 
a) indeterminado 
b) composto 
c) oração sem sujeito 
d) simples 
 
7) A oração sem sujeito caracteriza-se por: 
a) O sujeito está indeterminado. 
b) Não se atribui o fato a nenhum ser. 
c) O sujeito está simplesmente oculto. 
d) O fato é atribuído a um ser determinado. 
 
8) Defina o tipode sujeito desta oração: Faz dez anos que cheguei aqui. 
a) Sujeito oculto. 
b) Sujeito simples. 
c) Sujeito indeterminado. 
d) Oração sem sujeito. 
 
9) Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. Qual é o sujeito e o tipo de sujeito desta oração? 
a) Nunca ninguém / composto. 
b) Ninguém / simples. 
c) Ninguém /indeterminado. 
d) Nunca / simples. 
 
10) Amanhecia silenciosamente. Nesta oração temos: 
a) Sujeito simples 
b) Oração sem sujeito. 
 
 
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18 
c) Sujeito indeterminado. 
d) Sujeito oculto. 
 
2.2. PREDICADO 
 O predicado de uma oração pode ser nominal, verbal ou verbo-nominal. Para entender o tipo de 
predicado, é preciso analisar o tipo de verbo e de estrutura. Para saber o tipo de predicado, é necessário 
reconhecer o valor do verbo, isto é, identificar se é verbo de ação (intransitivo, transitivo direto, transitivo 
indireto, transitivo direto e indireto) ou verbo de ligação (verbo que não expressa ação; liga o sujeito a uma 
característica ou qualidade, termo chamado de predicativo do sujeito). 
Exemplos: Pedro faleceu. Pedro mora neste bairro. Pedro trabalha muito. (intransitivos). 
Pedro trabalha a madeira como ninguém. (transitivo direto) 
Pedro precisa da madeira encomendada. (transitivo indireto). 
Pedro pagou a madeira ao fornecedor. (transitivo direto e indireto). 
Pedro é artesão. Pedro está embriagado. (verbos de ligação) 
Resumo: 
• Predicado nominal (verbo de ligação mais predicativo do sujeito) 
 Ex.: Pedro estava cansado. 
 
• Predicado verbal ( verbo de ação com ou sem complemento) 
 Ex.: Pedro chegou ontem. 
 
• Predicado verbo-nominal (verbo de ação com predicativo do sujeito ou do objeto). 
 Ex.: Pedro chegou cansado. 
 
(Importante: os principais verbos de ligação são ser, estar, parecer, continuar, permanecer, tornar-se, ficar, 
andar) 
 
1) Classifique os termos grifados em: objeto direto, objeto indireto ou predicativo do sujeito: 
a) Ponha o livro sobre a mesa. ( ) 
b) Não gostei desse filme. ( ) 
c) Ana ficou furiosa com a brincadeira. ( ) 
d) Quero descobrir meu erro. ( ) 
e) É preciso confiar em alguém. ( ) 
f) A prisão deles parecia inevitável. ( ) 
g) Eu não o encontrei na escola. ( ) 
h) A cidade resistiu ao ataque. ( ) 
i) Estas observações são úteis para nós. ( ) 
j) Desconfio de pessoas como ele. ( )
2) Separe o sujeito do predicado nas frases abaixo e classifique o predicado em: predicado verbal, predicado nominal 
ou predicado verbo nominal. 
 
a) O rapaz estava inquieto. 
 
 
 
 
b) Nós precisamos de você aqui. 
 
 
 
 
c) Muitas pessoas brasileiras veem essa desertificação irritadas. 
 
 
 
 
 
 
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19 
d) A economia daquele país continua atrasada. 
 
 
 
 
e) A menina abandonou a sala revoltada. 
 
 
 
 
f) Renata olhava o mar pela janela. 
 
 
 
 
g) Nós achamos o filme engraçado. 
 
 
 
2.3. TERMOS INTEGRANTES 
 
a) Predicativo do sujeito: termo que expressa um estado ou qualidade do sujeito.(com predicado nominal ou verbo-
nominal): 
Ex.: Elas são belíssimas. 
 
b) Objeto direto: complemento verbal sem preposição obrigatória (predicado verbal ou verbo-nominal). Ex.: Ele 
comprou um carro novo. O chefe nomeou Pedro gerente geral. 
 
c) Objeto indireto: complemento verbal com preposição obrigatória (predicado verbal ou verbo-nominal). Ex.: Maria 
obedece à mãe sempre. João chamou a José de bobo. 
d) Predicativo do objeto: termo que expressa um estado ou qualidade do objeto, atribuídos pela ação do verbo da 
oração. 
Ex.: O juiz julgou o réu inocente. 
 
e) Complemento nominal: termo preposicionado que completa o sentido de nomes (adjetivos, substantivos e 
advérbios). 
Ex.: Não foi obediente a nós. Eu não tenho medo de escuro. 
 
f) Agente da passiva: termo preposicionado que indica aquele que pratica a ação do verbo, quando este está 
empregado na voz passiva. 
Ex.: Esse trabalho foi feito por mim. 
(IMPORTANTE: corresponde ao sujeito na voz ativa. Ex.: Eu fiz esse trabalho.) 
 
2.4. TERMOS ACESSÓRIOS 
 
a) Adjunto adverbial: termo que indica uma circunstância, modifica um verbo ou intensifica o sentido desse, de um 
adjetivo ou de um outro advérbio. 
Ex.: Ele caminha muito. Ele está muito triste. Ele mora muito longe. 
 
Principais circunstâncias: modo, tempo, lugar, intensidade, dúvida, negação, afirmação, condição, concessão, 
condição, finalidade, instrumento, companhia, matéria, assunto. 
 
b) Vocativo: termo usado para chamamento (sempre entre vírgulas). 
Ex.: Pedro, venha cá. (vocativo: Pedro; sujeito : você) 
 
c) Aposto: termo que se junta a um nome para explicá-lo, ou para servir-lhe de resumo, equivalente ou identificação. 
 
 
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20 
Ex.: Maria , líder da greve, foi demitida ontem. (aposto explicativo) 
 A cidade de Niterói é linda. (aposto especificativo) 
 Conhecemos várias cidades: Roma, Paris, Londres. (aposto enumerativo) 
 Eram dois bons atletas: um no futebol e o outro na natação (aposto distributivo) 
 Brinquedos, roupas novas, passeios, nada o fazia feliz.(aposto resumitivo) 
 
d) Adjunto adnominal: termo de valor adjetivo que modifica um substantivo. Pode ser expresso por artigo, numeral, 
adjetivo (Os dois livros didáticos eram bons.); por locução adjetiva (Comprava material de guerra .) ; por pronomes 
(Este carro é bonito.) . 
 
4) Os verbos das frases abaixo são verbos transitivos diretos e indiretos, logo, possuem dois objetos: um direto e outro 
indireto. Identifique-os: 
a) O pai emprestou o carro ao filho. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
b) A palavra do médico deu ao doente uma esperança de cura. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
c) Aos vencedores daremos prêmios valiosos. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
d) O garoto escreveu uma carta ao irmão. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
e) A avó contou histórias aos netinhos. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
f) Nós entregamos ao lojista o dinheiro. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
g) Meu tio enviou as cartas para mim. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
h) O pai dedicou o livro ao filho. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
i) O professor pediu-lhe o caderno. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
j) O mestre entregou-me um maço de provas. 
objeto direto: ___________________________ objeto indireto: ____________________________ 
 
5) Classifique os verbos usando as indicações abaixo: 
▪ VI = verbo intransitivo 
▪ VTD = verbo transitivo direto 
▪ VTI = verbo transitivo indireto 
▪ VTDI = verbo transitivo direto e indireto 
▪ VL = verbo de ligação 
a) ( ) O local parece agradável. 
b) ( ) A bomba destruiu a loja. 
c) ( ) Crianças gostam de brinquedos. 
d) ( ) Ele escreveu uma carta ao filho. 
e) ( ) O telhado desabou de repente. 
f) ( ) As negociações foram complicadas. 
 
 
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21 
6) Classifique o predicado das orações do exercício anterior: 
a) ___________________________________________________. 
b) ___________________________________________________. 
c) ___________________________________________________. 
d) ___________________________________________________. 
e) ___________________________________________________. 
f) ___________________________________________________. 
 
7. Utilize o seguinte código para indicar os adjuntos adverbiais das frases: 
 
(1) assunto 
(2) causa 
(3) companhia 
(4) concessão 
(5) condição 
(6) conformidade 
(7) dúvida 
(8) fim 
(9) instrumento 
(10) lugar 
(11) intensidade 
(12) modo 
(13) tempo 
(14) negação 
( ) Saiu às pressas . 
( ) Voltaram apesar do escuro. 
( ) Escreveu a carta com lápis. 
( ) Sairá imediatamente. 
( ) Fez a casa conforme a planta. 
( ) Falou assim. 
( ) Jamais mentiu. 
( ) Chorou muito. 
( ) Conversamos sobre música. 
( ) Morreu de fome. 
( ) Saía com os amigos. 
( ) Entrará com autorização. 
( ) Talvez melhore o tempo. 
( ) Preparou-se para o concurso. 
( ) Veio dali. 
( ) Não lerá sem os óculos. 
( ) Com chuva, não iremos. 
 
8. Substitua a oração assinalada por uma estrutura nominal (ou nominalização): 
a) Meu desejo é que ele seja aprovado. Ex.: Meu desejo é a aprovação dele. 
b) Convém que aceites o projeto._____________________________________________________________ 
c) Ele pediu que resolvam os assuntos pendentes. ________________________________________________ 
d) Tinha a firma necessidade de que investíssemos . ________________________________________________ 
e) As meninas não gostariam de que as amigas chegassem naquele momento. 
________________________________________________ 
f) É proibido que agrotóxicos sejam usados. ______________________________________________________ 
g) É urgente que os acionistas devolvam a cota. __________________________________________________ 
h) Seria necessário que encomendássemos a torta. __________________________________________________ 
i) É bom que enviem o documento solicitado. ____________________________________________________ 
 
9. Transforme os termos sublinhados em orações: 
a) Começou a chorar no início da missa. _____________________________________________________________ 
b) Trabalhou muito por necessidade. _______________________________________________________________ 
c) Saiu para o vice assumir. _____________________________________________________________________ 
d) Fez tudo o que podia mesmo na doença. _________________________________________________________ 
e) Marcílio Dias, simples marinheiro, é considerado um herói. __________________________________________ 
f) Embora forte, João cambaleava aos socos do adversário. ______________________________________________ 
g) O leão, mamífero carnívoro, necessita de quilos de alimento por dia. ___________________________________ 
 
M 
A 
T 
E 
M 
Á 
T 
I 
C 
A 
 
 
 
 CURSO ADSUMUS 
 
Profº César Loyola 
 
Matemática – Prof. César Loyola 1/78 curso adsumus 
Matemática Básica - Módulo I – QOAM 2018-2019 
 
 
1 - REGRA DOS SINAIS 
 
a) Não envolvendo multiplicação ou divisão 
 
Sinais iguais – Somam-se e dá-se o mesmo sinal. 
Ex.: + 5 + 7 = + 12 e - 5 – 7 = - 12 
Sinais diferentes – Subtraem-se e dá-se o sinal do maior módulo. 
Ex.: - 5 + 7 = + 2 e + 5 – 7 = - 2 
 
b) Envolvendo multiplicação ou divisão 
 
Sinais iguais – Após a operação o resultado será positivo (+). 
Ex.: (+5).(+7) = + 35 e (- 5).(- 7) = + 35 
Resumo: (+).(+) = (+) ( - ).( - ) = ( + ) 
 (+):(+) = (+) ( - ):( - ) = ( + ) 
 
Sinais diferentes – Após a operação o resultado será negativo ( - ). 
Ex.: (+ 5).(- 7) = - 35 e (- 5).(+ 7) = - 35 
Resumo: (+).( - ) = ( - ) ( - ).(+) = ( - ) 
 (+):( - ) = ( - ) ( - ):(+) = ( - ) 
 
 
2 - DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS 
 Todo número natural, maior que 1, pode ser decomposto num produto de dois ou mais 
fatores. 
 Decomposição do número 24 num produto: 
 24 = 4 x 6 
 24 = 2 x 2 x 6 
 24 = 2 x 2 x 2 x 3 = 23 x 3 
 No produto 2 x 2 x 2 x 3 todos os fatores são primos. 
 Chamamos de fatoração de 24 a decomposição de 24 num produto de fatores primos. 
Então a fatoração de 24 é 23 x 3. 
De um modo geral, chamamos de fatoração de um número natural, 
maior 
que 1, a sua decomposição num produto de fatores primos. 
• Regra prática para a fatoração 
 Existe um dispositivo prático para fatorar um número. Acompanhe, no exemplo, os passos 
para montar esse dispositivo: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 2/78 Curso Adsumus 
1º) Dividimos o número pelo seu menor divisor 
primo; 
2º) a seguir, dividimos o quociente obtido pelo 
menor divisor primo desse quociente e assim 
sucessivamente até obter o quociente 1. 
A figura ao lado mostra a fatoração do número 
630. 
 
 Então 630 = 2 x 3 x 3 x 5 x 7. 
 630 = 2 x 32 x 5 x 7. 
 
 
3 - FRAÇÕES 
 O símbolo significa a:b, sendo a e b números naturais e b diferente de zero. 
 Chamamos: 
 de fração; 
 a de numerador; 
 b de denominador. 
Adição e subtração de números fracionários 
 Temos que analisar dois casos: 
 1º) denominadores iguais 
 Para somar frações com denominadores iguais, basta somar os numeradores e conservar o 
denominador. 
 Para subtrair frações com denominadores iguais, basta subtrair os numeradores e 
conservar o denominador. 
 Observe os exemplos: 
 
 
 2º) denominadores diferentes 
 Para somar frações com denominadores diferentes, uma solução é obter frações 
equivalentes, de denominadores iguais ao mmc dos denominadores das frações. Exemplo: somar 
as frações . 
 Obtendo o mmc dos denominadores temos mmc(5,2) = 10. 
http://www.somatematica.com.br/fundam/mmc.php
 
Matemática – Prof. César Loyola 3/78 Curso Adsumus 
 (10:5).4 = 8 (10:2).5 = 25 
 
 Resumindo: utilizamos o mmc para obter as frações equivalentes e depois somamos 
normalmente as frações, que já terão o mesmo denominador, ou seja, utilizamos o caso 1. 
 
Multiplicação e divisão de números fracionários 
 Na multiplicação de números fracionários, devemos multiplicar numerador por numerador, e 
denominador por denominador, assim como é mostrado nos exemplos abaixo: 
 
 Na divisão de números fracionários, devemos multiplicar a primeira fração pelo inverso da 
segunda, como é mostrado no exemplo abaixo: 
 
 
 
4 - NUMERAÇÃO DECIMAL 
Introdução 
 A figura nos mostra um paralelepípedo com suas principais dimensões em centímetros. 
 
Essas dimensões são apresentadas sob a forma de notação decimal, que corresponde a uma 
outra forma de representação dos números racionais fracionários. 
A representação dos números fracionária já era conhecida há quase 3.000 anos, enquanto a 
forma decimal surgiu no século XVI com o matemático francês François Viète. 
O uso dos números decimais é bem superior ao dos números fracionários. Observe que nos 
computadores e nas máquinas calculadoras utilizamos unicamente a forma decimal. 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 4/78 Curso Adsumus 
Frações Decimais 
Observe as frações: 
 
Os denominadores são potências de 10. 
Assim: 
 Denominam-se frações decimais, todas as frações que apresentam 
potências de 10 no denominador. 
 
Numeração decimal 
Números Decimais 
 O francês Viète (1540 - 1603) desenvolveu um método para escrever as frações decimais; no 
lugar de frações, Viète escreveria números com vírgula. Esse método, modernizado, é utilizado 
até hoje. 
 Observeno quando a representação de frações decimais através de números decimais: 
Fração Decimal = Números Decimais 
 
= 0,1 
 
= 0,01 
 
= 0,001 
 
= 0,0001 
 Fração Decimal = Números Decimais 
 
= 0,5 
 
= 0,05 
 
= 0,005 
 
= 0,0005 
 Fração Decimal = Números Decimais 
 
= 11,7 
 
Matemática – Prof. César Loyola 5/78 Curso Adsumus 
 
= 1,17 
 
= 0,117 
 
= 0,0117 
 
 Os números 0,1, 0,01, 0,001; 11,7, por exemplo, são números decimais. 
 Nessa representação, verificamos que a vírgula separa a parte inteira da parte decimal. 
 
 
 
Leitura dos números decimais 
 No sistema de numeração decimal, cada algarismo, da parte inteira ou decimal, ocupa uma 
posição ou ordem com as seguintes denominações: 
Centenas Dezenas Décimos Centésimos Milésimos 
Décimos 
milésimos 
Centésimos 
milésimos 
Unidades 
Milionésimos 
Partes inteiras Partes decimais 
 
 Leitura 
 Lemos a parte inteira, seguida da parte decimal, acompanhada das palavras: 
 décimos ........................................... : quando houver uma casa decimal; 
 centésimos....................................... : quando houver duas casas decimais; 
 milésimos......................................... : quando houver três casas decimais; 
 décimos milésimos ........................ : quando houver quatro casas decimais; 
 centésimos milésimos ................... : quando houver cinco casas decimais e, assim 
sucessivamente. 
 Exemplos: 
 1,2: um inteiro e dois décimos; 
 2,34: dois inteiros e trinta e quatro centésimos 
 Quando a parte inteira do número decimal é zero, lemos apenas a parte decimal. 
 Exemplos: 
 0,1 : um décimo; 
 0,79 : setenta e nove centésimos 
Observação: 
1. Existem outras formas de efetuar a leitura de um número decimal. Observe a leitura do 
http://www.somatematica.com.br/fundam/decimais/decimais3.php
http://www.somatematica.com.br/fundam/decimais/decimais3.php
 
Matemática – Prof. César Loyola 6/78 Curso Adsumus 
número 5,53: 
 Leitura convencional: cinco inteiros e cinquenta e três centésimos; 
 
 Outras formas: quinhentos e cinquenta e três centésimos; 
 cinco inteiros, cinco décimos e três centésimos. 
 
2. Todo números natural pode ser escrito na forma decimal, bastando colocar a vírgula após o 
último algarismo e acrescentar zero(s). Exemplos: 
4 = 4,0 = 4,00 75 = 75,0 = 75,00 
 
Transformação de números decimais em frações decimais 
 Observe os seguintes números decimais: 
• 0,8 (lê-se "oito décimos"), ou seja, . 
• 0,65 (lê-se "sessenta e cinco centésimos"), ou seja, . 
• 5,36 (lê-se "quinhentos e trinta e seis centésimos"), ou seja, . 
• 0,047 (lê-se "quarenta e sete milésimos"), ou seja, 
 Verifique então que: 
 
 
 Assim: 
 Um número decimal é igual à fração que se obtém escrevendo para numerador o 
número sem vírgula e dando para denominador a unidade seguida de tantos zeros 
quantas forem as casas decimais. 
 
 
 
http://www.somatematica.com.br/fundam/decimais/decimais4.php
http://www.somatematica.com.br/fundam/decimais/decimais4.php
 
Matemática – Prof. César Loyola 7/78 Curso Adsumus 
 Transformação de fração decimal em número decimal 
 Observe as igualdades entre frações decimais e números decimais a seguir: 
 
 
 Podemos concluir, então, que: 
 Para se transformar uma fração decimal em número decimal, basta 
dar ao numerador tantas casas decimais quantos forem os zeros do 
denominador. 
 
Decimais equivalentes 
 As figuras foram divididas em 10 e 100 pares, respectivamente. A seguir foram coloridas de 
verde escuro 4 e 40 destas parte, respectivamente. Observe: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Verificamos que 0,4 representa o mesmo que 0,40, ou seja, são decimais equivalentes. 
 Logo, decimais equivalentes são aqueles que representam a mesma quantidade. 
Exemplos: 
0,4 = 0,40 = 0,400 = 0,4000 8 = 8,0 = 8,00 = 8,000 
2,5 = 2,50 = 2,500 = 2,5000 95,4 = 95,40 = 95,400 = 95,4000 
 Dos exemplos acima, podemos concluir que: 
http://www.somatematica.com.br/fundam/decimais/decimais3.php
http://www.somatematica.com.br/fundam/decimais/decimais3.php
 
Matemática – Prof. César Loyola 8/78 Curso Adsumus 
 Um número não se altera quando se acrescenta ou se suprime um 
ou mais zeros à direita de sua parte decimal. 
 
Comparação de números decimais 
 Comparar dois números decimais significa estabelecer uma relação de igualdade ou de 
desigualdade entre eles. Consideremos dois casos: 
 1º Caso: As partes inteiras 
O maior é aquele que tem a maior parte inteira. 
 Exemplos: 
 3,4 > 2,943, pois 3 >2. 10,6 > 9,2342, pois 10 > 9. 
 
 2º Caso: As partes inteiras são iguais 
 O maior é aquele que tem a maior parte decimal. É necessário 
igualar inicialmente o número de casas decimais acrescentando 
zeros. 
 Exemplos: 
• 0,75 > 0,7 ou 0,75 > 0,70 (igualando as casas decimais), pois 75 > 70. 
8,3 > 8,03 ou 8,30 > 8,03 (igualando as casas decimais ), pois 30 > 3. 
 
 
 
5 - NÚMEROS RACIONAIS 
 
 Racionais Positivos e Racionais Negativos 
 O quociente de muitas divisões entre números naturais é um número racional absoluto. 
 
 
 Números racionais positivos e números racionais negativos que sejam quocientes de dois 
negativos que sejam quocientes de dois números inteiros, com divisor diferente de zero. 
 Por exemplo: 
 (+17) : (-4) = 
 
 é um número racional negativo 
 Números Racionais Positivos 
 Esses números são quocientes de dois números inteiros com sinais iguais. 
 (+8) : (+5) 
 
Matemática – Prof. César Loyola 9/78 Curso Adsumus 
 (-3) : (-5) 
 
 Números Racionais Negativos 
 São quocientes de dois números inteiros com sinais diferentes. 
 (-8) : (+5) 
 (-3) : (-5) 
 
 Números Racionais: Escrita Fracionária 
 
 
 têm valor igual a e representam o número racional . 
 
 Obs.: Todo número inteiro é um número racional, pois pode ser escrito na forma fracionária: 
 
 
 Denominamos número racional o quociente de dois números inteiros (divisor diferente de zero), 
ou seja, todo número que pode ser colocado na forma fracionária, em que o numerador e 
denominador são números inteiros. 
 
Conjunto dos números racionais 
 O conjunto dos números racionais é uma ampliação do conjunto dos números inteiros. 
 O conjunto formado pelos números racionais positivos, os números racionais negativos e o 
zero são um novo conjunto que chamamos de conjunto dos números racionais e é 
representado por Q. 
 Exemplos: 
 
 
 
 
 
 Observe o desenho abaixo:
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 10/78 Curso Adsumus 
 O conjunto de Q é uma ampliação do conjunto Z. 
 Outros subconjuntos de Q: 
• Q* é o conjunto dos números racionais diferentes de zero; 
• Q+ é o conjunto dos números racionais positivos e o zero; 
• Q- é o conjunto dos números racionais, negativos e o zero; 
• Q+* é o conjunto dos números racionais e positivos; 
• Q-* é o conjunto dos números racionais negativos. 
 
Operações com números racionais 
 Adição e Subtração 
 Para simplificar a escrita, transformamos a adição e subtração em somas algébricas. 
Eliminamos os parenteses e escrevemos os números um ao lado do outro, da mesma forma 
como fazemos com os números inteiros. 
 Exemplo 1: Qual é a soma: 
 
 
 
 
 Exemplo 2: Calcule o valor da expressão 
 
 
 
 
 Multiplicação e divisão 
 Na multiplicação de números racionais, devemos multiplicar numerador por numerador, e 
denominador por denominador, assim como é mostrado nos exemplos abaixo:Na divisão de números racionais, devemos multiplicar a primeira fração pelo inverso da 
segunda, como é mostrado no exemplo abaixo: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 11/78 Curso Adsumus 
 
 
 Potenciação e radiciação 
 
 
Na potenciação, quando elevamos um número racional a um determinado expoente, estamos 
elevando o numerador e o denominador a esse expoente, conforme os exemplos abaixo: 
 
 Na radiciação, quando aplicamos a raiz quadrada a um número racional, estamos aplicando 
essa raiz ao numerador e ao denominador, conforme o exemplo abaixo: 
 
 
 
 
6 - OPERAÇÕES COM NÚMEROS RACIONAIS DECIMAIS 
 Adição 
 Considere a seguinte adição: 
 1,28 + 2,6 + 0,038 
 Transformando em frações decimais, temos: 
 
 
Método prático 
1º) Igualamos o números de casas decimais, com o acréscimo de zeros; 
2º) Colocamos vírgula debaixo de vírgula; 
3º) Efetuamos a adição, colocando a vírgula na soma alinhada com as demais. 
Exemplos: 
1,28 + 2,6 + 0,038 35,4 + 0,75 + 47 6,14 + 1,8 + 0,007 
 
Subtração 
 
Matemática – Prof. César Loyola 12/78 Curso Adsumus 
 Considere a seguinte subtração: 
 3,97 - 2,013 
 Transformando em fração decimal, temos: 
 
Método prático 
1º) Igualamos o números de casas decimais, com o acréscimo de zeros; 
2º) Colocamos vírgula debaixo de vírgula; 
3º) Efetuamos a subtração, colocando a vírgula na diferença, alinhada com as 
demais. 
Exemplos: 
3,97 - 2,013 17,2 - 5,146 9 - 0,987 
 
Multiplicação 
 Considere a seguinte multiplicação: 3,49 · 2,5 
 Transformando em fração decimais, temos: 
 Método prático 
 Multiplicamos os dois números decimais como se fossem naturais. Colocamos a 
vírgula no resultado de modo que o número de casas decimais do produto seja igual 
à soma dos números de casas decimais do fatores. 
 
Exemplos: 
3,49 · 2,5 
 
 
1,842 · 0,013 
 
 Observação: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 13/78 Curso Adsumus 
 1. Na multiplicação de um número natural por um número decimal, utilizamos o método 
prático da multiplicação. Nesse caso o número de casas decimais do produto é igual ao número 
de casas decimais do fator decimal. Exemplo: 
 5 · 0,423 = 2,115 
 2. Para se multiplicar um número decimal por 10, 100, 1.000, ..., basta deslocar a vírgula para a 
direita uma, duas, três, ..., casas decimais. Exemplos: 
 
 
 
 
 
3. Os números decimais podem ser transformados em porcentagens. Exemplos 
0,05 = = 5% 1,17 = = 117% 5,8 = 5,80 = = 580% 
 
Divisão 
 1º: Divisão exata 
 Considere a seguinte divisão: 1,4 : 0,05 
 Transformando em frações decimais, temos: 
Método prático 
1º) Igualamos o números de casas decimais, com o acréscimo de zeros; 
2º) Suprimimos as vírgulas; 
3º) Efetuamos a divisão. 
Exemplos: 
• 1,4 : 0,05 
 
Igualamos as 
casa 
decimais: 
1,40 : 0,05 
 
Suprimindo 
as vírgulas: 
140 : 5 
Efetuado a divisão 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 14/78 Curso Adsumus 
 Logo, o quociente de 1,4 por 0,05 é 28. 
 
• 6 : 0,015 
 Igualamos as casas 
decimais 
6,000 : 0,015 
 Suprimindo as vírgulas 6.000 : 15 
 Logo, o quociente de 6 por 0,015 é 400. 
 
Efetuando a divisão 
 
 
• 4,096 : 1,6 
 Igualamos as casas decimais 4,096 : 1,600 
 Suprimindo as vírgulas 4.096 : 1.600 
 
Efetuando a divisão 
 
Observe que na divisão acima o quociente inteiro é 2 e o resto corresponde a 896 unidades. 
Podemos prosseguir a divisão determinando a parte decimal do quociente. Para a determinação 
dos décimos, colocamos uma vírgula no quociente e acrescentamos um zero resto, uma vez que 
896 unidades corresponde a 8.960 décimos. 
 
 Continuamos a divisão para determinar os centésimos acrescentando outro zero ao novo resto, 
uma vez que 960 décimos correspondem a 9600 centésimos. 
 O quociente 2,56 é exato, pois o resto é nulo. 
Logo, o quociente de 4,096 por 1,6 é 2,56. 
 
• 0,73 : 5 
 Igualamos as casas decimais 0,73 : 5,00 
 Suprimindo as vírgulas 73 : 500 
 
Efetuando a divisão 
 
 Podemos prosseguir a divisão, colocando uma vírgula no quociente e acrescentamos um zero à 
direita do três. Assim: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 15/78 Curso Adsumus 
 
 Continuamos a divisão, obtemos: 
 
 
 Logo, o quociente de 0,73 por 5 é 0,146. 
 
 Em algumas divisões, o acréscimo de um zero ao resto ainda não torna possível a divisão. 
Nesse caso, devemos colocar um zero no quociente e acrescentar mais um zero ao resto. 
Exemplos: 
• 2,346 : 2,3 
 
Verifique 460 (décimos) é inferior ao divisor 
(2.300). Colocamos, então, um zero no 
quociente e acrescentamos mais um zero ao 
resto. 
 
 
 Logo, o quociente de 2,346 por 2,3 é 1,02. 
 
 Observação: 
 Para se dividir um número decimal por 10, 100, 1.000, ..., basta deslocar a vírgula para a 
esquerda uma, duas, três, ..., casas decimais. Exemplos: 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 16/78 Curso Adsumus 
2º : Divisão não exata 
 No caso de uma divisão não exata determinamos o quociente aproximado por falta ou por 
excesso. 
 Seja, por exemplo, a divisão de 66 por 21: 
 
Tomando o quociente 3 (por falta), ou 4 (por excesso), estamos cometendo um erro que uma 
unidade, pois o quociente real encontra-se entre 3 e 4. 
 Logo: 
 
 Assim, na divisão de 66 por 21, temos: afirmar que: 
 3 é o quociente aproximado por falta, a menos de uma unidade. 
 4 é o quociente aproximado por excesso, a menos de uma unidade. 
 Prosseguindo a divisão de 66 por 21, temos: 
 
 Podemos afirmar que: 
 3,1 é o quociente aproximado por falta, a menos de um décimo. 
 3,2 é o quociente aproximado por excesso, a menos de um décimo. 
 Dando mais um passo, nessa mesma divisão, temos: 
 Podemos afirmar que: 
 3,14 é o quociente aproximado por falta, a menos de um centésimo. 
 3,15 é o quociente aproximado por excesso, a menos de um centésimo. 
Observação: 
1. As expressões têm o mesmo significado: 
 - Aproximação por falta com erro menor que 0,1 ou aproximação de décimos. 
 - Aproximação por falta com erro menor que 0,01 ou aproximação de centésimos e, assim, 
sucessivamente. 
 2. Determinar um quociente com aproximação de décimos, centésimos ou milésimos 
significa interromper a divisão ao atingir a primeira, segunda ou terceira casa decimal do 
quociente, respectivamente. Exemplos: 
 13 : 7 = 1,8 (aproximação de décimos) 
 13 : 7 = 1,85 (aproximação de centésimos) 
 13 : 7 = 1,857 (aproximação de milésimo) 
Cuidado! 
 No caso de ser pedido um quociente com aproximação de uma divisão exata, devemos 
 
Matemática – Prof. César Loyola 17/78 Curso Adsumus 
completar com zero(s), se preciso, a(s) casa(s) do quociente necessária(s) para atingir tal 
aproximação. Exemplo: 
 O quociente com aproximação de milésimos de 8 de 3,2 é 
2º : Divisão não-exata 
 No caso de uma divisão não-exata determinamos o quociente aproximado por falta ou por 
excesso. 
 Seja, por exemplo, a divisão de 66 por 21: 
 
 Tomando o quociente 3 (por falta), ou 4 (por excesso), estamos cometendo um erro que uma 
unidade, pois o quociente real encontra-se entre 3 e 4. 
 Logo: 
 
 Assim, na divisão de 66 por 21, temos: afirmar que: 
 3 é o quociente aproximado por falta, a menos de uma unidade. 
 4 é o quociente aproximado por excesso, a menos de uma unidade. 
 Prosseguindo a divisão de 66 por 21, temos: 
 
 Podemos afirmar que: 
 3,1 é o quociente aproximado por falta, a menos de um décimo. 
 3,2 é o quociente aproximado por excesso, a menos de um décimo. 
 Dando mais um passo,nessa mesma divisão, temos: 
 Podemos afirmar que: 
 3,14 é o quociente aproximado por falta, a menos de um centésimo. 
 3,15 é o quociente aproximado por excesso, a menos de um centésimo. 
Observação: 
1. As expressões têm o mesmo significado: 
 - Aproximação por falta com erro menor que 0,1 ou aproximação de décimos. 
 - Aproximação por falta com erro menor que 0,01 ou aproximação de centésimos e, assim, 
sucessivamente. 
 2. Determinar um quociente com aproximação de décimos, centésimos ou milésimos 
significa interromper a divisão ao atingir a primeira, segunda ou terceira casa decimal do 
quociente, respectivamente. Exemplos: 
 13 : 7 = 1,8 (aproximação de décimos) 
 13 : 7 = 1,85 (aproximação de centésimos) 
 
Matemática – Prof. César Loyola 18/78 Curso Adsumus 
 13 : 7 = 1,857 (aproximação de milésimo) 
Cuidado! 
 No caso de ser pedido um quociente com aproximação de uma divisão exata, devemos 
completar com zero(s), se preciso, a(s) casa(s) do quociente necessária(s) para atingir tal 
aproximação. Exemplo: 
 O quociente com aproximação de milésimos de 8 de 3,2 é 
 
 
Representação Decimal de uma Fração Ordinária 
 Podemos transformar qualquer fração ordinária em número decimal, devendo para isso dividir o 
numerador pelo denominador da mesma. Exemplos: 
• Converta em número decimal. 
 
 Logo, é igual a 0,75 que é um decimal exato. 
• Converta em número decimal. 
 
 Logo, é igual a 0,333... que é uma dízima periódica simples. 
• Converta em número decimal. 
 
 Logo, é igual a 0,8333... que é uma dízima periódica composta. 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 19/78 Curso Adsumus 
Dízima Periódicas 
 Há frações que não possuem representação decimal exata. Por exemplo: 
= 0,333... = 0,8333... 
 Aos numerais decimais em que há repetição periódica e infinita de um ou mais algarismos, dá-
se o nome de numerais decimais periódicos ou dízimas periódicas. Em uma dízima periódica, o 
algarismo ou algarismo que se repetem infinitamente, constituem o período dessa dízima. As 
dízimas classificam-se em dízimas periódicas simples e dízimas periódicas compostas. 
Exemplos: 
= 0,555... (Período: 5) = 2,333... (Período: 3) = 0,1212... (Período: 12) 
 São dízimas periódicas simples, uma vez que o período apresenta-se logo após a vírgula. 
= 0,0222... 
Período: 2 
Parte não periódica: 0 
= 1,15444... 
Período: 4 
Parte não periódica: 15 
= 0,1232323... 
Período: 23 
Parte não periódica: 1 
São dízima periódicas compostas, uma vez que entre o período e a vírgula existe uma parte não 
periódica. 
Observações 
1. Consideramos parte não periódica de uma dízima o termo situado entre a vírgula e o 
período. Excluímos portanto da parte não periódica o inteiro. 
2. Podemos representar uma dízima periódica das seguintes maneiras: 
0,555... ou ou 0,0222... ou ou 
2,333... ou ou 1,15444... ou ou 
0,121212... ou 0,1232323... ou 
 
Geratriz de uma Dízima Periódica 
 É possível determinar a fração (número racional) que deu origem a uma dízima periódica. 
Denominamos esta fração de geratriz da dízima periódica. 
 Procedimentos para determinação de uma dízima: 
 Dízima simples 
 A geratriz de uma dízima simples é uma fração que tem para numerador o 
período e para denominador tantos noves quantos forem os algarismos do 
período. 
Exemplos: 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 20/78 Curso Adsumus 
Dízima composta 
 A geratriz de uma dízima composta é uma fração da forma , onde: 
 
n parte não-periódica seguida do período, menos a parte não-periódica. 
d tantos noves quantos forem os algarismos do período seguidos de 
tantos zeros quantos forem os algarismos da parte não-periódica. 
Exemplo: 
 
12,53262626... = 12 + 0,53262626... = 
Potenciação 
 As potências nas quais a base é um número decimal e o expoente um número natural seguem 
as mesmas regras desta operação, já definidas. Assim: 
(3,5)2 = 3,5 · 3,5 = 12,25 (0,64)1 = 0,64 
(0,4)3 = 0,4 · 0,4 · 0,4 = 0,064 (0,18)0 = 1 
 Raiz Quadrada 
 A raiz quadrada de um número decimal pode ser determinada com facilidade, transformando o 
mesmo numa fração decimal. Assim: 
 
 
 
 
Expressões Numéricas 
 No cálculo de expressões numérico envolvendo números decimais seguimos as mesmas regras 
aplicadas às expressões com números fracionários. 
 Em expressões contendo frações e números decimais, devemos trabalhar transformando todos 
os termos em um só tipo de número racional. Exemplo: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 21/78 Curso Adsumus 
 
 
 
= 0,05 + 0,2 · 0,16 : 0,4 + 0,25 
= 0,05 + 0,032 : 0,4 + 0,25 
= 0,05 + 0,08 + 0,25 = 0,38 
 Em expressões contendo dízimas, devemos determinar imediatamente suas geratrizes. 
Exemplos: 
 
 
 
 
 
7 - RAZÕES - INTRODUÇÃO 
Vamos considerar um carro de corrida com 4m de comprimento e um kart com 2m de 
comprimento. Para compararmos as medidas dos carros, basta dividir o comprimento de um 
deles pelo outro. Assim: 
 (o tamanho do carro de corrida é duas vezes o tamanho do kart). 
 Podemos afirmar também que o kart tem a metade do comprimento do carro de corrida. 
 A comparação entre dois números racionais, através de uma divisão, chama-se razão. 
 A razão pode também ser representada por 1:2 e significa que cada metro do kart 
corresponde a 2m do carro de corrida. 
 
Matemática – Prof. César Loyola 22/78 Curso Adsumus 
Denominamos de razão entre dois números a e b (b diferente de zero) 
o quociente ou a:b. 
 A palavra razão, vem do latim ratio, e significa "divisão". Como no exemplo anterior, são 
diversas as situações em que utilizamos o conceito de razão. Exemplos: 
• Dos 1200 inscritos num concurso, passaram 240 candidatos. 
Razão dos candidatos aprovados nesse concurso: 
 (de cada 5 candidatos inscritos, 1 foi aprovado). 
• Para cada 100 convidados, 75 eram mulheres. 
Razão entre o número de mulheres e o número de convidados: 
 (de cada 4 convidados, 3 eram mulheres). 
 
 Observações: 
 1) A razão entre dois números racionais pode ser apresentada de três formas. Exemplo: 
 Razão entre 1 e 4: 1:4 ou ou 0,25. 
 2) A razão entre dois números racionais pode ser expressa com sinal negativo, desde que 
seus termos tenham sinais contrários. Exemplos: 
 A razão entre 1 e -8 é . 
 A razão entre é . 
 
 
- TERMOS DE UMA RAZÃO 
Observe a razão: 
 (lê-se "a está para b" ou "a para b"). 
 Na razão a:b ou , o número a é denominado antecedente e o número b é 
denominado consequente. Veja o exemplo: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 23/78 Curso Adsumus 
 3:5 = 
 Leitura da razão: 3 está para 5 ou 3 para 5. 
 
Razões inversas 
Considere as razões . 
 Observe que o produto dessas duas razões é igual a 1, ou seja, . 
 Nesse caso, podemos afirmar que são razões inversas. 
Duas razões são inversas entre si quando o produto delas é igual a 1. 
 Exemplo: 
 são razões inversas, pois . 
 Verifique que nas razões inversas o antecedente de uma é o consequente da outra, e vice-
versa. 
 
 Observações: 
 1) Uma razão de antecedente zero não possui inversa. 
 2) Para determinar a razão inversa de uma razão dada, devemos permutar (trocar) os seus 
termos. 
 Exemplo: O inverso de . 
 
Razões equivalentes 
Dada uma razão entre dois números, obtemos uma razão equivalente da seguinte maneira: 
Multiplicando-se ou dividindo-se os termos de uma razão por um 
mesmo número racional (diferente de zero), obtemos uma razão 
equivalente. 
 Exemplos: 
 são razões equivalentes. 
 
Matemática – Prof. César Loyola 24/78 Curso Adsumus 
 são razões equivalentes.Razões entre grandezas da mesma espécie 
O conceito é o seguinte: 
Denomina-se razão entre grandezas de mesma espécie o quociente entre os 
números que expressam as medidas dessas grandezas numa mesma unidade. 
 Exemplos: 
 1) Calcular a razão entre a altura de dois anões, sabendo que o primeiro possui uma altura 
h1= 1,20m e o segundo possui uma altura h2= 1,50m. A razão entre as alturas h1 e h2 é dada por: 
 
 2) Determinar a razão entre as áreas das superfícies das quadras de vôlei e basquete, 
sabendo que a quadra de vôlei possui uma área de 162m2 e a de basquete possui uma área de 
240m2. 
 Razão entre as área da quadra de vôlei e basquete: . 
 
Razões entre grandezas de espécies diferentes 
O conceito é o seguinte: 
Para determinar a razão entre duas grandezas de espécies diferentes, 
determina-se o quociente entre as medidas dessas grandezas. Essa razão deve 
ser acompanhada da notação que relaciona as grandezas envolvidas. 
 Exemplos: 
 1) Consumo médio: 
• Beatriz foi de São Paulo a Campinas (92Km) no seu carro. Foram gastos nesse percurso 8 
litros de combustível. Qual a razão entre a distância e o combustível consumido? O que 
significa essa razão? Solução: 
 Razão = 
 Razão = (lê-se "11,5 quilômetros por litro"). 
 Essa razão significa que a cada litro consumido foram percorridos em média 11,5 km. 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 25/78 Curso Adsumus 
 2) Velocidade média: 
• Moacir fez o percurso Rio-São Paulo (450Km) em 5 horas. Qual a razão entre a medida 
dessas grandezas? O que significa essa razão? 
Solução: 
 Razão = 
 Razão = 90 km/h (lê-se "90 quilômetros por hora"). 
 Essa razão significa que a cada hora foram percorridos em média 90 km. 
 
 3) Densidade demográfica: 
• O estado do Ceará no último censo teve uma população avaliada em 6.701.924 habitantes. 
Sua área é de 145.694 km2. Determine a razão entre o número de habitantes e a área 
desse estado. O que significa essa razão? 
Solução: 
 Razão = 
 Razão = 46 hab/km2 (lê-se "46 habitantes por quilômetro quadrado"). 
 Essa razão significa que em cada quilômetro quadrado existem em média 46 habitantes. 
 
 4) Densidade absoluta ou massa específica: 
• Um cubo de ferro de 1cm de aresta tem massa igual a 7,8g. Determine a razão entre a 
massa e o volume desse corpo. O que significa essa razão? 
Solução: 
 Volume = 1cm . 1cm . 1cm = 1cm3 
 Razão = 
 Razão = 7,8 g/cm3 (lê-se "7,8 gramas por centímetro cúbico"). 
 Essa razão significa que 1cm3 de ferro pesa 7,8g. 
 
 
8 - PROPORÇÕES - INTRODUÇÃO 
Rogerião e Claudinho passeiam com seus cachorros. Rogerião pesa 120kg, e seu cão, 40kg. 
Claudinho, por sua vez, pesa 48kg, e seu cão, 16kg. 
 Observe a razão entre o peso dos dois rapazes: 
 
 Observe, agora, a razão entre o peso dos cachorros: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 26/78 Curso Adsumus 
 
 Verificamos que as duas razões são iguais. Nesse caso, podemos afirmar que a igualdade 
é uma proporção. Assim: 
Proporção é uma igualdade entre duas razões. 
 
Elementos de uma proporção 
Dados quatro números racionais a, b, c, d, não-nulos, nessa ordem, dizemos que eles formam 
uma proporção quando a razão do 1º para o 2º for igual à razão do 3º para o 4º. Assim: 
 ou a:b=c:d 
(lê-se "a está para b assim como c está para d") 
 Os números a, b, c e d são os termos da proporção, sendo: 
• b e c os meios da proporção. 
• a e d os extremos da proporção. 
 
 Exemplo: 
 Dada a proporção , temos: 
 Leitura: 3 está para 4 assim como 27 está para 36. 
 Meios: 4 e 27 Extremos: 3 e 36 
 
Propriedade fundamental das proporções 
Observe as seguintes proporções: 
 
Produto dos meios = 4.30 = 120 
Produto dos extremos = 3.40 = 120 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 27/78 Curso Adsumus 
 
Produto dos meios = 9.20 = 180 
Produto dos extremos = 4.45 = 180 
 
 
Produto dos meios = 8.45 = 360 
Produto dos extremos = 5.72 = 360 
 De modo geral, temos que: 
 
 Daí podemos enunciar a propriedade fundamental das proporções: 
Em toda proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos. 
 
Aplicações da propriedade fundamental 
Determinação do termo desconhecido de uma proporção 
 Exemplos: 
• Determine o valor de x na proporção: 
 
 Solução: 
 5 . x = 8 . 15 (aplicando a propriedade fundamental) 
 5 . x = 120 
 
 x = 24 
 Logo, o valor de x é 24. 
• Determine o valor de x na proporção: 
 
 Solução: 
 5 . (x-3) = 4 . (2x+1) (aplicando a propriedade fundamental) 
 5x - 15 = 8x + 4 
 5x - 8x = 4 + 15 
 -3x = 19 
 3x = -19 
 
Matemática – Prof. César Loyola 28/78 Curso Adsumus 
 x = 
 Logo, o valor de x é . 
 Os números 5, 8, 35 e x formam, nessa ordem, uma proporção. Determine o valor de x. 
 Solução: 
 (aplicando a propriedade fundamental) 
 5 . x = 8 . 35 
 5x = 280 
 
 x = 56 
 Logo, o valor de x é 56. 
 
 Resolução de problemas envolvendo proporções 
 Exemplo: 
• Numa salina, de cada metro cúbico (m3) de água salgada, são retirados 40 dm3 de sal. 
Para obtermos 2 m3 de sal, quantos metros cúbicos de água salgada são necessários? 
 Solução: 
 A quantidade de sal retirada é proporcional ao volume de água salgada. 
 Indicamos por x a quantidade de água salgada a ser determinada e armamos a 
proporção: 
 
 Lembre-se que 40dm3 = 0,04m3. 
 (aplicando a propriedade fundamental) 
 1 . 2 = 0,04 . x 
 0,04x = 2 
 
 x = 50 m3 
 Logo, são necessários 50 m3 de água salgada. 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 29/78 Curso Adsumus 
9 - GRANDEZAS – INTRODUÇÃO 
 Entendemos por grandeza tudo aquilo que pode ser medido, contado. As grandezas podem 
ter suas medidas aumentadas ou diminuídas. 
 Alguns exemplos de grandeza: o volume, a massa, a superfície, o comprimento, a 
capacidade, a velocidade, o tempo, o custo e a produção. 
 É comum ao nosso dia-a-dia situações em que relacionamos duas ou mais grandezas. Por 
exemplo: 
 Em uma corrida de "quilômetros contra o relógio", quanto maior for a velocidade, menor será 
o tempo gasto nessa prova. Aqui as grandezas são a velocidade e o tempo. 
 Num forno utilizado para a produção de ferro fundido comum, quanto maior for o tempo de 
uso, maior será a produção de ferro. Nesse caso, as grandezas são o tempo e a produção. 
 
Grandezas diretamente proporcionais 
Um forno tem sua produção de ferro fundido de acordo com a tabela abaixo: 
Tempo (minutos) Produção (Kg) 
5 100 
10 200 
15 300 
20 400 
Observe que uma grandeza varia de acordo com a outra. Essas grandezas são variáveis 
dependentes. Observe que: 
Quando duplicamos o tempo, a produção também duplica. 
5 min ----> 100Kg 
10 min ----> 200Kg 
Quando triplicamos o tempo, a produção também triplica. 
5 min ----> 100Kg 
15 min ----> 300Kg 
Assim: 
Duas grandezas variáveis dependentes são diretamente proporcionais quando a 
razão entre os valores da 1ª grandeza é igual a razão entre os valores 
correspondentes da 2ª 
Verifique na tabela que a razão entre dois valores de uma grandeza é igual a razão entre os dois 
valores correspondentes da outra grandeza. 
 
Grandezas inversamente proporcionais 
 Um ciclista faz um treino para a prova de "1000 metros contra o relógio",mantendo em cada 
volta uma velocidade constante e obtendo, assim, um tempo correspondente, conforme a tabela 
abaixo 
Velocidade (m/s) Tempo (s) 
5 200 
 
Matemática – Prof. César Loyola 30/78 Curso Adsumus 
8 125 
10 100 
16 62,5 
20 50 
Observe que uma grandeza varia de acordo com a outra. Essas grandezas são variáveis 
dependentes. Observe que: 
Quando duplicamos a velocidade, o tempo fica reduzido à metade. 
5 m/s ----> 200s 
10 m/s ----> 100s 
Quando quadriplicamos a velocidade, o tempo fica reduzido à quarta parte. 
5 m/s ----> 200s 
20 m/s ----> 50s 
Assim: 
Duas grandezas variáveis dependentes são inversamente proporcionais 
quando 
a razão entre os valores da 1ª grandeza é igual ao inverso da razão entre os 
valores correspondentes da 2ª. 
Verifique na tabela que a razão entre dois valores de uma grandeza é igual ao inverso da razão 
entre os dois valores correspondentes da outra grandeza. 
 
 
 
 
10 - REGRA DE TRÊS SIMPLES 
 
Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam quatro 
valores dos quais conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos 
três já conhecidos. 
 Passos utilizados numa regra de três simples: 
 1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e 
mantendo na mesma linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência. 
 2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais. 
 3º) Montar a proporção e resolver a equação. 
 Exemplos: 
 1) Com uma área de absorção de raios solares de 1,2m2, uma lancha com motor movido a 
energia solar consegue produzir 400 watts por hora de energia. Aumentando-se essa área para 
1,5m2, qual será a energia produzida? 
 Solução: montando a tabela: 
Área (m2) Energia (Wh) 
1,2 400 
1,5 x 
 
Matemática – Prof. César Loyola 31/78 Curso Adsumus 
 Identificação do tipo de relação: 
 
 Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna). 
 Observe que: Aumentando a área de absorção, a energia solar aumenta. 
 Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta), podemos afirmar que as 
grandezas são diretamente proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no mesmo 
sentido (para baixo) na 1ª coluna. Montando a proporção e resolvendo a equação temos: 
 
 
Logo, a energia produzida será de 500 watts por hora. 
 
 2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado 
percurso em 3 horas. Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada 
fosse de 480km/h? 
 Solução: montando a tabela: 
Velocidade (Km/h) Tempo (h) 
400 3 
480 x 
 Identificação do tipo de relação: 
 
 Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna). 
 Observe que: Aumentando a velocidade, o tempo do percurso diminui. 
 Como as palavras são contrárias (aumentando - diminui), podemos afirmar que as 
grandezas são inversamente proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no 
sentido contrário (para cima) na 1ª coluna. Montando a proporção e resolvendo a equação temos: 
 
 
Logo, o tempo desse percurso seria de 2,5 horas ou 2 horas e 30 minutos. 
 3) Bianca comprou 3 camisetas e pagou R$120,00. Quanto ela pagaria se comprasse 5 
camisetas do mesmo tipo e preço? 
 
Matemática – Prof. César Loyola 32/78 Curso Adsumus 
 Solução: montando a tabela: 
Camisetas Preço (R$) 
3 120 
5 x 
 Observe que: Aumentando o número de camisetas, o preço aumenta. 
 Como as palavras correspondem (aumentando - aumenta), podemos afirmar que as 
grandezas são diretamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a equação 
temos: 
 
Logo, a Bianca pagaria R$200,00 pelas 5 camisetas. 
 
 4) Uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia, realizou determinada obra em 20 
dias. Se o número de horas de serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo essa equipe fará 
o mesmo trabalho? 
 Solução: montando a tabela: 
Horas por dia Prazo para término (dias) 
8 20 
5 x 
 Observe que: Diminuindo o número de horas trabalhadas por dia, o prazo para término 
aumenta. 
 Como as palavras são contrárias (diminuindo - aumenta), podemos afirmar que as 
grandezas são inversamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a equação 
temos: 
 
 
11 - DÍZIMAS PERIÓDICAS 
 
Há frações que não possuem representações decimal exata. Por exemplo: 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 33/78 Curso Adsumus 
 Aos numerais decimais em que há repetição periódica e infinita de um ou mais algarismos, dá-
se o nome de numerais decimais periódicos ou dízimas periódicas. 
 Numa dízima periódica, o algarismo ou algarismos que se repetem infinitamente, constituem o 
período dessa dízima. 
 As dízimas classificam-se em dízimas periódicas simples e dízimas periódicas compostas. 
Exemplos: 
 (período: 5) 
 (período: 3) (período: 12) 
São dízimas periódicas simples, uma vez que o período apresenta-se logo após a vírgula. 
 
Período: 2 
Parte não periódica: 0 
 
Período: 4 
Período não periódica: 15 
 
Período: 23 
Parte não periódica: 1 
São dízimas periódicas compostas, uma vez que entre o período e a vírgula existe uma parte 
não periódica. 
Observações: 
Consideramos parte não periódica de uma dízima o termo situado entre vírgulas e o período. 
Excluímos portanto da parte não periódica o inteiro. 
Podemos representar uma dízima periódica das seguintes maneiras: 
 
 
Geratriz de uma dízima periódica 
 É possível determinar a fração (número racional) que deu origem a uma dízima periódica. 
Denominamos esta fração de geratriz da dízima periódica. 
 Procedimentos para determinação da geratriz de uma dízima: 
 Dízima simples 
 A geratriz de uma dízima simples é uma fração que tem para numerador o período e para 
denominador tantos noves quantos forem os algarismos do período. 
Exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 34/78 Curso Adsumus 
 Dízima Composta: 
 A geratriz de uma dízima composta é uma fração da forma , onde 
n é a parte não periódica seguida do período, menos a parte não periódica. 
D tantos noves quantos forem os algarismos do período seguidos de tantos zeros 
quantos forem os algarismos da parte não periódica. 
Exemplos: 
 
 
 
12 - RESOLUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DO 1º GRAU 
 Resolver uma equação consiste em realizar uma espécie de operações de operações que 
nos conduzem a equações equivalentes cada vez mais simples e que nos permitem, finalmente, 
determinar os elementos do conjunto verdade ou as raízes da equação. Resumindo: 
Resolver uma equação significa determinar o seu conjunto verdade, 
dentro do conjunto universo considerado. 
 Na resolução de uma equação do 1º grau com uma incógnita, devemos aplicar os princípios de 
equivalência das igualdades (aditivo e multiplicativo). Exemplos: 
• Sendo , resolva a equação 
.
 
 MMC (4, 6) = 12 
 
 
 
 
 -9x = 10 => Multiplicador por (-1)
 
 
 9x = -10
 
 
 
 
 
 Como , então .
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 35/78 Curso Adsumus 
• Sendo , resolva a equação 
2 . (x - 2) - 3 . (1 - x) = 2 . (x - 4).
 
 
 Iniciamos aplicando a propriedade distributiva da multiplicação:
 
 
2x - 4 - 3 + 3x = 2x - 8 
 
2x + 3x -2
x = - 8 + 4 + 3
 
3x = -1
 
 
 
 
Como , então 
 
 
 
13 - SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU 
 Considere o seguinte problema: 
 Pipoca, em sua última partida, acertou x arremessos de 2 pontos e y arremessos de 3 pontos. 
Ele acertou 25 arremessos e marcou 55 pontos. Quantos arremessos de 3 pontos ele acertou? 
 Podemos traduziressa situação através de duas equações, a saber: 
 x + y = 25 (total de arremessos certo) 
 2x + 3y = 55 (total de pontos obtidos) 
 
 Essas equações contém um sistema de equações. 
 Costuma-se indicar o sistema usando chave. 
 
 O par ordenado (20, 5), que torna ambas as sentenças verdadeiras, é chamado solução do 
sistema. Um sistema de duas equações com duas variáveis possui uma única solução. 
 
- RESOLUÇÃO DE SISTEMAS DO 1º GRAU 
 A resolução de um sistema de duas equações com duas variáveis consiste em determinar um 
par ordenado que torne verdadeiras, ao mesmo tempo, essas equações. 
 Estudaremos a seguir alguns métodos: 
 Método de substituição 
 
 
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 Solução 
• determinamos o valor de x na 1ª equação. 
 x = 4 - y 
• Substituímos esse valor na 2ª equação. 
 2 . (4 - y) -3y = 3 
• Resolvemos a equação formada. 
8 - 2y -3y = 3 
8 - 2y -3y = 3 
 -5y = -5 => Multiplicamos por -1 
5y = 5 
 
 
y = 1 
• Substituímos o valor encontrado de y, em qualquer das equações, determinando x. 
x + 1 = 4 
x = 4 - 1 
x = 3 
• A solução do sistema é o par ordenado (3, 1). 
 V = {(3, 1)} 
Método da adição 
 Sendo U = , observe a solução de cada um dos sistemas a seguir, pelo método da adição. 
 Resolva o sistema abaixo: 
 
 Solução 
• Adicionamos membros a membros as equações: 
 
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 2x = 16 
 
 x = 8 
 Substituímos o valor encontrado de x, em qualquer das equações, determinado y: 
 8 + y = 10 
 y = 10 - 8 
 y = 2 
 A solução do sistema é o par ordenado (8, 2) 
 V = {(8, 2)} 
14 - RADICIAÇÃO 
 Potenciação de Radicais 
 Observando as potencias, temos que: 
 
 
 De modo geral, para se elevar um radical a um dado expoente, basta elevar o radicando 
àquele expoente. Exemplos: 
 
 Divisão de Radicais 
 Segundo as propriedades dos radicais, temos que: 
 
 
 
 
 De um modo geral, na divisão de radicais de mesmo índice, mantemos o índice e dividimos os 
radicais: Exemplos: 
 : =
 
 
 Se os radicais forem diferentes, devemos reduzi-los ao mesmo índice e depois efetue a 
operação. Exemplos: 
 
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15 - MEDIDAS DE COMPRIMENTO 
 Sistema Métrico Decimal 
Desde a Antiguidade os povos foram criando suas unidades de medida. Cada um deles 
possuía suas próprias unidades-padrão. Com o desenvolvimento do comércio ficavam cada vez 
mais difíceis a troca de informações e as negociações com tantas medidas diferentes. Era 
necessário que se adotasse um padrão de medida único para cada grandeza. 
Foi assim que, em 1791, época da Revolução francesa, um grupo de representantes de vários 
países reuniu-se para discutir a adoção de um sistema único de medidas. Surgia o sistema 
métrico decimal. 
 
 Metro 
A palavra metro vem do gegro métron e significa "o que mede". Foi estabelecido inicialmente 
que a medida do metro seria a décima milionésima parte da distância do Pólo Norte ao Equador, 
no meridiano que passa por Paris. No Brasil o metro foi adotado oficialmente em 1928. 
 
 Múltiplos e Submúltiplos do Metro 
 Além da unidade fundamental de comprimento, o metro, existem ainda os seus múltiplos e 
submúltiplos, cujos nomes são formados com o uso dos prefixos: quilo, hecto, deca, deci, centi e 
mili. Observe o quadro: 
Múltiplos 
Unidade 
Fundamental 
Submúltiplos 
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro 
km hm dam m dm cm mm 
1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m 
 Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, 
para pequenas distâncias. 
 Leitura das Medidas de Comprimento 
 A leitura das medidas de comprimentos pode ser efetuada com o auxílio do quadro de 
unidades. Exemplos: Leia a seguinte medida: 15,048 m. 
Seqüência prática 
 1º) Escrever o quadro de unidades: 
km hm dam m dm cm mm 
 
 2º) Colocar o número no quadro de unidades, localizando o último algarismo da parte inteira 
sob a sua respectiva. 
 
Matemática – Prof. César Loyola 39/78 Curso Adsumus 
km hm dam m dm cm mm 
 1 5, 0 4 8 
 3º) Ler a parte inteira acompanhada da unidade de medida do seu último algarismo e a parte 
decimal acompanhada da unidade de medida do último algarismo da mesma. 
15 metros e 48 milímetros 
 Outros exemplos: 
6,07 km lê-se "seis quilômetros e sete decâmetros" 
82,107 dam 
lê-se "oitenta e dois decâmetros e cento e sete 
centímetros". 
0,003 m lê-se "três milímetros". 
 
Transformação de Unidades 
 
 Observe as seguintes transformações: 
• Transforme 16,584hm em m. 
km hm dam m dm cm mm 
 Para transformar hm em m (duas posições à direita) devemos multiplicar por 100 (10 x 
10). 
 16,584 x 100 = 1.658,4 
 Ou seja: 
 16,584hm = 1.658,4m 
 
• Transforme 1,463 dam em cm. 
km hm dam m dm cm mm 
 Para transformar dam em cm (três posições à direita) devemos multiplicar por 1.000 (10 
x 10 x 10). 
 1,463 x 1.000 = 1,463 
 Ou seja: 
 1,463dam = 1.463cm. 
 
• Transforme 176,9m em dam. 
 
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km hm dam m dm cm mm 
 Para transformar m em dam (uma posição à esquerda) devemos dividir por 10. 
 176,9 : 10 = 17,69 
 Ou seja: 
 176,9m = 17,69dam 
 
• Transforme 978m em km. 
km hm dam m dm cm mm 
 Para transformar m em km (três posições à esquerda) devemos dividir por 1.000. 
 978 : 1.000 = 0,978 
 Ou seja: 
 978m = 0,978km. 
Observação: 
 Para resolver uma expressão formada por termos com diferentes unidades, devemos 
inicialmente transformar todos eles numa mesma unidade, para a seguir efetuar as operações. 
 
Perímetro de um Polígono 
Perímetro de um polígono é a soma das medidas dos seus lados. 
Perímetro do retângulo 
 
 b - base ou comprimento 
 h - altura ou largura 
 Perímetro = 2b + 2h = 2(b + h) 
Perímetro dos polígonos regulares 
 
Triângulo equilátero Quadrado 
P = l+ l + l 
P = 3 · l 
P = l + l + l+ l 
P = 4 · l 
 
 
 
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Comprimento da Circunferência 
Um pneu tem 40cm de diâmetro, conforme a figura. Pergunta-se: 
 Cada volta completa deste pneu corresponde na horizontal a quantos centímetros? 
 
Envolva a roda com um barbante. Marque o início e o fim desta volta no barbante. 
 Estique o bastante e meça o comprimento da circunferência correspondente à roda. 
 
 
 Medindo essa dimensão você encontrará aproximadamente 125,6cm, que é um valor um 
pouco superior a 3 vezes o seu diâmetro. Vamos ver como determinar este comprimento por um 
processo não experimental. 
 Você provavelmente já ouviu falar de uma antiga descoberta matemática: 
 Dividindo o comprimento de uma circunferência (C) pela medida do seu 
diâmetro (D), encontramos sempre um valor aproximadamente igual a 3,14. 
 Assim: 
 O número 3,141592... corresponde em matemática à letra grega (lê-se "pi"), que é a primeira 
lera da palavra grega perímetro. Costuma-se considera = 3,14. 
 Logo: 
 Utilizando essa fórmula, 
podemos determinar o 
comprimento de qualquer 
circunferência. 
 Podemos agoraconferir com 
auxílio da fórmula o comprimento 
da toda obtido experimentalmente. 
C = 2 r C = 2 3,14 · 20 · 
 C = 125,6 cm 
 
3,141592... 
 
 
 
16 - MEDIDAS DE ÁREA (SUPERFÍCIE) 
 Introdução 
 As medidas de superfície fazem parte de nosso dia a dia e respondem a nossas perguntas 
mais corriqueiras do cotidiano: 
• Qual a área desta sala? 
 
Matemática – Prof. César Loyola 42/78 Curso Adsumus 
• Qual a área desse apartamento? 
• Quantos metros quadrados de azulejos são necessários para revestir essa piscina? 
• Qual a área dessa quadra de futebol de salão? 
• Qual a área pintada dessa parede? 
 Superfície e área 
Superfície é uma grandeza com duas dimensòes, enquanto área é a medida dessa grandeza, 
portanto, um número. 
 Metro Quadrado 
 A unidade fundamental de superfície chama-se metro quadrado. 
O metro quadrado (m2) é a medida correspondente à superfície de um quadrado com 1 metro de 
lado. 
Múltiplos 
Unidade 
Fundamental 
Submúltiplos 
quilômetros 
quadrado 
hectômetro 
quadrado 
decâmetro 
quadrado 
metro 
quadrado 
decímetro 
quadrado 
centímetro 
quadrado 
milímetro 
quadrado 
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 
1.000.000m2 10.000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2 
 
 O dam2, o hm2 e km2 são utilizados para medir grandes superfícies, enquanto o dm2, o cm2 e o 
mm2 são utilizados para pequenas superfícies. 
 Exemplos: 
 1) Leia a seguinte medida: 12,56m2 
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 
 12, 56 
 Lê-se “12 metros quadrados e 56 decímetros quadrados”. Cada coluna dessa tabela 
corresponde a uma unidade de área. 
 2) Leia a seguinte medida: 178,3 m2 
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 
 1 78, 30 
 Lê-se “178 metros quadrados e 30 decímetros quadrados” 
 3) Leia a seguinte medida: 0,917 dam2 
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 
 0, 91 70 
 Lê-se 9.170 decímetros quadrados. 
 
 Medidas Agrárias 
 As medidas agrárias são utilizadas parea medir superfícies de campo, plantações, pastos, 
fazendas, etc. A principal unidade destas medidas é o are (a). Possui um múltiplo, o hectare (ha), 
e um submúltiplo, o centiare (ca). 
 
Matemática – Prof. César Loyola 43/78 Curso Adsumus 
Unidade 
agrária 
hectare (ha) are (a) centiare (ca) 
 Equivalência 
de valor 
100a 1a 0,01a 
Lembre-se: 
1 ha = 1hm2 
1a = 1 dam2 
1ca = 1m2 
Transformação de unidades 
 No sistema métrico decimal, devemos lembrar que, na transformação de unidades de 
superfície, cada unidade de superfície é 100 vezes maior que a unidade imediatamente 
inferior: 
 
 Observe as seguintes transformações: 
• transformar 2,36 m2 em mm2. 
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 
 Para transformar m2 em mm2 (três posições à direita) devemos multiplicar por 1.000.000 
(100x100x100). 
 2,36 x 1.000.000 = 2.360.000 mm2 
 
• transformar 580,2 dam2 em km2. 
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 
 Para transformar dam2 em km2 (duas posições à esquerda) devemos dividir por 10.000 
(100x100). 
 580,2 : 10.000 = 0,05802 km2 
 
 Pratique! Tente resolver esses exercícios: 
 1) Transforme 8,37 dm2 em mm2 (R: 83.700 mm2) 
 2) Transforme 3,1416 m2 em cm2 (R: 31.416 cm2) 
 3) Transforme 2,14 m2 em dam2 (R: 0,0214 dam2) 
 4) Calcule 40m x 25m (R: 1.000 m2) 
 
17 - MEDIDAS DE VOLUME 
 Introdução 
 Frequentemente nos deparamos com problemas que envolvem o uso de três dimensões: 
comprimento, largura e altura. De posse de tais medidas tridimensionais, poderemos calcular 
medidas de metros cúbicos e volume. 
 
Matemática – Prof. César Loyola 44/78 Curso Adsumus 
 Metro cúbico 
 A unidade fundamental de volume chama-se metro cúbico. O metro cúbico (m3) é medida 
correspondente ao espaço ocupado por um cubo com 1 m de aresta. 
 Múltiplos e submúltiplos do metro cúbico 
Múltiplos 
Unidade 
Fundamental 
Submúltiplos 
quilômetro 
cúbico 
hectômetro 
cúbico 
decâmetro 
cúbico 
metro cúbico 
decímetro 
cúbico 
centímetro 
cúbico 
milímetro 
cúbico 
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3 
1.000.000.000m3 
1.000.000 
m3 
1.000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 
0,000000001 
m3 
 Leitura das medidas de volume 
 A leitura das medidas de volume segue o mesmo procedimento do aplicado às medidas 
lineares. Devemos utilizar porem, tres algarismo em cada unidade no quadro. No caso de alguma 
casa ficar incompleta, completa-se com zero(s). Exemplos. 
• Leia a seguinte medida: 75,84m3 
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3 
 75, 840 
 Lê-se "75 metros cúbicos e 840 decímetros cúbicos". 
 
• Leia a medida: 0,0064dm3 
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3 
 0, 006 400 
 Lê-se "6400 centímetros cúbicos". 
 Transformação de unidades 
 Na transformação de unidades de volume, no sistema métrico decimal, devemos lembrar que 
cada unidade de volume é 1.000 vezes maior que a unidade imediatamente inferior. 
 
 Observe a seguinte transformação: 
• transformar 2,45 m3 para dm3. 
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3 
 Para transformar m3 em dm3 (uma posição à direita) devemos multiplicar por 1.000. 
 2,45 x 1.000 = 2.450 dm3 
 
Matemática – Prof. César Loyola 45/78 Curso Adsumus 
 
 Pratique! Tente resolver esses exercícios: 
 1) Transforme 8,132 km3 em hm3 (R: 8.132 hm3) 
 2) Transforme 180 hm3 em km3 (R: 0,18 km3) 
 3) Transforme 1 dm3 em dam3 (R: 0,000001 dam3) 
 4) Expresse em metros cúbicos o valor da expressão: 3.540dm3 + 340.000cm3 (R: 3,88 
m3) 
 
18 - MEDIDAS DE CAPACIDADE 
 A quantidade de líquido é igual ao volume interno de um recipiente, afinal quando enchemos 
este recipiente, o líquido assume a forma do mesmo. Capacidade é o volume interno de um 
recipiente. 
 A unidade fundamental de capacidade chama-se litro. 
 Litro é a capacidade de um cubo que tem 1dm de aresta. 
 1l = 1dm3 
 Múltiplos e submúltiplos do litro 
Múltiplos Unidade Fundamental Submúltiplos 
quilolitro hectolitro decalitro litro decilitro centilitro mililitro 
kl hl dal l dl cl ml 
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l 
Cada unidade é 10 vezes maior que a unidade imediatamente inferior. 
Relações 
1l = 1dm3 
1ml = 1cm3 
1kl = 1m3 
 Leitura das medidas de capacidade 
• Exemplo: leia a seguinte medida: 2,478 dal 
kl hl dal l dl cl ml 
 2, 4 7 8 
 Lê-se "2 decalitros e 478 centilitros". 
 Transformação de unidades 
 Na transformação de unidades de capacidade, no sistema métrico decimal, devemos lembrar 
que cada unidade de capacidade é 10 vezes maior que a unidade imediatamente inferior. 
 
Matemática – Prof. César Loyola 46/78 Curso Adsumus 
 
 Observe a seguinte transformação: 
• transformar 3,19 l para ml. 
kl hl dal l dl cl ml 
 Para transformar l para ml (três posições à direita) devemos multiplicar por 1.000 (10x10x10). 
 3,19 x 1.000 = 3.190 ml 
 
 Pratique! Tente resolver esses exercícios: 
 1) Transforme 7,15 kl em dl (R: 71.500 dl) 
 2) Transforme 6,5 hl em l (R: 650 l) 
 3) Transforme 90,6 ml em l (R: 0,0906 l) 
 4) Expresse em litros o valor da expressão: 0,6m3 + 10 dal + 1hl (R: 800 l) 
 
19 - EQUAÇÕES DO 2º GRAU 
Definições 
 Denomina-se equação do 2º grau na incógnita x, toda equação da forma: 
ax2 + bx + c = 0; a, b, c IR e 
 Exemplo: 
• x2 - 5x + 6 = 0 é um equação do 2º grau com a = 1, b = -5 e c = 6. 
• 6x2 - x - 1 = 0 é um equação do 2º grau com a = 6, b = -1 e c = -1. 
• 7x2 - x = 0 é um equação do 2º grau com a = 7, b = -1 e c = 0. 
• x2 - 36 = 0 é um equação do 2º grau com a = 1, b = 0 e c = -36. 
 Nas equações escritas na forma ax² + bx + c = 0 (forma normal ou forma reduzida de uma 
equação do 2º grau na incógnita x) chamamos a, b e c de coeficientes.a é sempre o coeficiente de x²; 
b é sempre o coeficiente de x, 
c é o coeficiente ou termo independente. 
Equações completas e Incompletas 
 Uma equação do 2º grau é completa quando b e c são diferentes de zero. Exemplos: 
x² - 9x + 20 = 0 e -x² + 10x - 16 = 0 são equações completas. 
 Uma equação do 2º grau é incompleta quando b ou c é igual a zero, ou ainda quando ambos 
são iguais a zero. Exemplos: 
• x² - 36 = 0 • x² - 10x = 0 • 4x² = 0 
 
Matemática – Prof. César Loyola 47/78 Curso Adsumus 
(b = 0) (c = 0) (b = c = 0) 
Raízes de uma equação do 2º grau 
 Resolver uma equação do 2º grau significa determinar suas raízes. 
Raiz é o número real que, ao substituir a incógnita de uma equação, 
transforma-a numa sentença verdadeira. 
 O conjunto formado pelas raízes de uma equação denomina-se conjunto verdade ou 
conjunto solução. Exemplos: 
• Dentre os elementos do conjuntos A= {-1, 0, 1, 2}, quais são raízes da equação 
x² - x - 2 = 0 ? 
 Solução 
 Substituímos a incógnita x da equação por cada um dos elementos do conjunto e 
verificamos quais as sentenças verdadeiras. 
Para x = -1 
(-1)² - (-1) - 2 = 0 
1 + 1 - 2 = 0 
0 = 0 
(V) 
Para x = 0 
0² - 0 - 2 = 0 
0 - 0 -2 = 0 
-2 = 0 
(F) 
Para x = 1 
1² - 1 - 2 = 0 
1 - 1 - 2 = 0 
-2 = 0 
(F) 
Para x = 2 
2² - 2 - 2 = 0 
4 - 2 - 2 = 0 
0 = 0 
(V) 
 Logo, -1 e 2 são raízes da equação. 
• Determine p sabendo que 2 é raiz da equação (2p - 1) x² - 2px - 2 = 0. 
 
Solução 
Substituindo a incógnita x por 2, determinamos o valor de p. 
 
• Logo, o valor de p é . 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 48/78 Curso Adsumus 
Resolução de equações incompletas 
 Resolver uma equação significa determinar o seu conjunto verdade. 
 Utilizamos na resolução de uma equação incompleta as técnicas da fatoração e duas 
importantes propriedades dos números reais: 
 1ª Propriedade: 
 2ª Propriedade: 
 1º Caso: Equação do tipo . 
 Exemplo: 
• Determine as raízes da equação , sendo . 
 
Solução 
Inicialmente, colocamos x em evidência: 
 
 Para o produto ser igual a zero, basta que um dos fatores também o seja. Assim: 
 
 Obtemos dessa maneira duas raízes que formam o conjunto verdade: 
 
 De modo geral, a equação do tipo tem para soluções e . 
 2º Caso: Equação do tipo 
 Exemplos: 
• Determine as raízes da equação , sendo U = IR. 
 Solução 
 
 De modo geral, a equação do tipo possui duas raízes reais se for um 
número positivo, não tendo raiz real caso seja um número negativo. 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 49/78 Curso Adsumus 
 Resolução de equações completas 
 Para solucionar equações completas do 2º grau utilizaremos a fórmula de Bhaskara. 
 A partir da equação , em que a, b, c IR e , desenvolveremos passo 
a passo a dedução da fórmula de Bhaskara (ou fórmula resolutiva). 
1º passo: multiplicaremos ambos os membros por 4a. 
 
2º passo: passar 4ac par o 2º membro. 
 
 
3º passo: adicionar aos dois membros. 
 
4º passo: fatorar o 1º elemento. 
 
5º passo: extrair a raiz quadrada dois membros. 
 
6º passo: passar b para o 2º membro. 
 
7º passo: dividir os dois membros por . 
 
 Assim, encontramos a fórmula resolutiva da equação do 2º grau: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 50/78 Curso Adsumus 
 
 Podemos representar as duas raízes reais por x' e x", assim: 
 
 
 
 Exemplos: 
• resolução a equação: 
Temos 
 
 Discriminante 
 Denominamos discriminante o radical b2 - 4ac que é representado pela letra grega (delta). 
 
 Podemos agora escrever deste modo a fórmula de Bhaskara: 
 
Matemática – Prof. César Loyola 51/78 Curso Adsumus 
 
 De acordo com o discriminante, temos três casos a considerar: 
1º Caso: O discriminante é positivo . 
 O valor de é real e a equação tem duas raízes reais diferentes, assim representadas: 
 
 Exemplo: 
• Para quais valores de k a equação x² - 2x + k- 2 = 0 admite raízes reais e desiguais? 
 
Solução 
 
Para que a equação admita raízes reais e desiguais, devemos ter 
 
 Logo, os valores de k devem ser menores que 3. 
2º Caso: O discriminante é nulo 
 O valor de é nulo e a equação tem duas raízes reais e iguais, assim representadas: 
 
 Exemplo: 
• Determine o valor de p, para que a equação x² - (p - 1) x + p-2 = 0 possua raízes iguais. 
Solução 
 
Para que a equação admita raízes iguais é necessário que . 
 
Matemática – Prof. César Loyola 52/78 Curso Adsumus 
 
 Logo, o valor de p é 3. 
3º Caso: O discriminante é negativo . 
 O valor de não existe em IR, não existindo, portanto, raízes reais. As raízes da equação 
são número complexos. 
 
 Exemplo: 
• Para quais valores de m a equação 3x² + 6x +m = 0 não admite nenhuma raiz real? 
 
Solução 
Para que a equação não tenha raiz real devemos ter 
 
 Logo, os valores de m devem ser maiores que 3. 
Resumindo 
 Dada a equação ax² + bx + c = 0, temos: 
 Para , a equação tem duas raízes reais diferentes. 
 Para , a equação tem duas raízes reais iguais. 
 Para , a equação não tem raízes reais. 
 
EQUAÇÕES LITERAIS 
As equações do 2º grau na variável x que possuem alguns coeficientes ou alguns termos 
independentes indicados por outras letras são denominadas equações literais. 
As letras que aparecem numa equação literal, excluindo a incógnita, são denominadas 
parâmetros. 
 
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Exemplos: 
ax2+ bx + c = 0 incógnita: x 
parâmetro: a, b, c 
ax2 - (2a + 1) x + 5 = 0 incógnita: x 
parâmetro: a 
 
 Equações literais incompletas 
 A resolução de equações literais incompletas segue o mesmo processo das equações 
numéricas. 
 Observe os exemplos: 
• Resolva a equação literal incompleta 3x2 - 12m2=0, sendo x a variável. 
 Solução 
 3x2 - 12m2 = 0 
 3x2 = 12m2 
 x2 = 4m2 
 
 x= 
Logo, temos: 
• Resolva a equação literal incompleta my2- 2aby=0,com m 0, sendo y a variável. 
 Solução 
 my2 - 2aby = 0 
 y(my - 2ab)=0 
Temos, portanto, duas soluções: 
 y=0 
 ou 
 my - 2ab = 0 my = 2ab y= 
Assim: 
 
 Na solução do último exemplo, teríamos cometido um erro grave se tivéssemos assim 
resolvido: 
 my2 - 2aby= 0 
 my2 = 2aby 
 
Matemática – Prof. César Loyola 54/78 Curso Adsumus 
 my = 2ab 
 
Desta maneira, obteríamos apenas a solução . 
O zero da outra solução foi "perdido" quando dividimos ambos os termos por y. 
Esta é uma boa razão para termos muito cuidado com os cancelamentos, evitando desta maneira 
a divisão por zero, que é um absurdo. 
 
Equações literais completas 
As equações literais completas podem ser também resolvidas pela fórmula de Bhaskara: 
Exemplo: 
 Resolva a equação: x2 - 2abx - 3a2b2, sendo x a variável. 
 Solução 
 Temos a=1, b = -2ab e c=-3a2b2 
 
 
 
 
Portanto: 
 
Assim, temos: V= { - ab, 3ab}. 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 55/78 Curso Adsumus 
RELAÇÕES ENTRE OS COEFICIENTES E AS RAÍZES 
 Considere a equação ax2 + bx + c = 0, com a 0 e sejam x'e x'' as raízes reais dessa equação. 
 Logo: 
 
Observe as seguintes relações:• Soma das raízes (S) 
 
 
 
• Produto das raízes (P) 
 
 Como ,temos: 
 
 
 
 Denominamos essas relações de relações de Girard. Verifique alguns exemplos de 
aplicação dessas relações. 
• Determine a soma e o produto das raízes da equação 10x2 + x - 2 = 0. 
Solução 
Nesta equação, temos: a=10, b=1 e c=-2. 
A soma das raízes é igual a . O produto das raízes é igual a 
Assim: Assim: 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 56/78 Curso Adsumus 
• Determine o valor de k na equação x2 + ( 2k - 3)x + 2 = 0, de modo que a soma de suas 
raízes seja igual a 7. 
Solução 
Nesta equação, temos: a=1, b=2k e c=2. 
 S= x1 + x2 = 7 
 
Logo, o valor de k é -2. 
 
• Determine o valor de m na equação 4x2 - 7x + 3m = 0, para que o produto das raízes seja 
igual a -2. 
Solução 
Nesta equação, temos: a=4, b=-7 e c=3m. 
 P= x1. x2= -2 
 
Logo, o valor de m é . 
• Determine o valor de k na equação 15x2 + kx + 1 = 0, para que a soma dos inversos de 
suas raízes seja igual a 8. 
 
Solução 
Considere x1 e x2 as raízes da equação. 
A soma dos inversos das raízes corresponde a . 
Assim: 
 
 
Logo, o valor de k é -8. 
• Determine os valores de m para os quais a equação ( 2m - 1) x2 + ( 3m - 2) x + m + 2 = 0 
admita: 
a) raízes simétricas; 
 
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b) raízes inversas. 
 Solução 
Se as raízes são simétricas, então S=0. 
 
Se as raízes são inversas, então P=1. 
 
COMPOSIÇÃO DE UMA EQUAÇÃO DO 2º GRAU, CONHECIDAS AS RAÍZES 
 Considere a equação do 2º grau ax2 + bx + c = 0. 
 Dividindo todos os termos por a , obtemos: 
 
 
Como , podemos escrever a equação desta maneira. 
x2 - Sx + P= 0 
 Exemplos: 
• Componha a equação do 2º grau cujas raízes são -2 e 7. 
Solução 
A soma das raízes corresponde a: 
S= x1 + x2 = -2 + 7 = 5 
O produto das raízes corresponde a: 
P= x1 . x2 = ( -2) . 7 = -14 
A equação do 2º grau é dada por x2 - Sx + P = 0, onde S=5 e P= -14. 
Logo, x2 - 5x - 14 = 0 é a equação procurada. 
 
 
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• Formar a equação do 2º grau, de coeficientes racionais, sabendo-se que uma das raízes é 
. 
Solução 
Se uma equação do 2º grau, de coeficientes racionais, tem uma raiz , a outra raíz será 
. 
 
 Assim: 
 
Logo, x2 - 2x - 2 = 0 é a equação procurada. 
 
20 - INEQUAÇÕES DE 1º GRAU 
Introdução 
 Denominamos inequação toda sentença matemática aberta por uma 
desigualdade. 
 As inequações do 1º grau com uma variável podem ser escritas numa das seguintes formas: 
, , , , como a e b reais . 
Exemplos: 
 
 
 
 
21 - PORCENTAGEM 
 É frequente o uso de expressões que refletem acréscimos ou reduções em preços, números ou 
quantidades, sempre tomando por base 100 unidades. Alguns exemplos: 
• A gasolina teve um aumento de 15% 
Significa que em cada R$100 houve um acréscimo de R$15,00 
• O cliente recebeu um desconto de 10% em todas as mercadorias. 
Significa que em cada R$100 foi dado um desconto de R$10,00 
 
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• Dos jogadores que jogam no Grêmio, 90% são craques. 
Significa que em cada 100 jogadores que jogam no Grêmio, 90 são craques. 
 
 Razão centesimal 
 Toda a razão que tem para consequente o número 100 denomina-se razão centesimal. 
Alguns exemplos: 
 
 Podemos representar uma razão centesimal de outras formas: 
 
 As expressões 7%, 16% e 125% são chamadas taxas centesimais ou taxas percentuais. 
 Considere o seguinte problema: 
 João vendeu 50% dos seus 50 cavalos. Quantos cavalos ele vendeu? 
 Para solucionar esse problema devemos aplicar a taxa percentual (50%) sobre o total de 
cavalos. 
 
 Logo, ele vendeu 25 cavalos, que representa a porcentagem procurada. 
 Portanto, chegamos a seguinte definição: 
Porcentagem é o valor obtido ao aplicarmos uma taxa percentual a um determinado 
valor. 
 Exemplos: 
• Calcular 10% de 300. 
 
 
• Calcular 25% de 200kg. 
 
 
Logo, 50kg é o valor correspondente à porcentagem procurada. 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 60/78 Curso Adsumus 
 EXERCÍCIOS: 
 1) Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato, cobrou 75 faltas, transformando em 
gols 8% dessas faltas. Quantos gols de falta esse jogador fez? 
 
 Portanto o jogador fez 6 gols de falta. 
 2) Se eu comprei uma ação de um clube por R$250,00 e a revendi por R$300,00, qual a taxa 
percentual de lucro obtida? 
 Montamos uma equação, onde somando os R$250,00 iniciais com a porcentagem que 
aumentou em relação a esses R$250,00, resulte nos R$300,00. 
 
 Portanto, a taxa percentual de lucro foi de 20%. 
 
 Uma dica importante: o FATOR DE MULTIPLICAÇÃO. 
 Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo 
valor apenas multiplicando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for 
de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim por diante. Veja a tabela abaixo: 
Acréscimo ou Lucro 
Fator de 
Multiplicação 
10% 1,10 
15% 1,15 
20% 1,20 
47% 1,47 
67% 1,67 
 Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos: 10 * 1,10 = R$ 11,00 
 No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será: 
 Fator de Multiplicação = 1 - taxa de desconto (na forma decimal) 
 Veja a tabela abaixo: 
Desconto 
Fator de 
Multiplicação 
10% 0,90 
25% 0,75 
34% 0,66 
60% 0,40 
90% 0,10 
 Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos: 10 * 0,90 = R$ 9,00 
 
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22 – PRODUTOS NOTÁVEIS E FATORAÇÃO 
 
São produtos que aparecem com muita frequência na resolução de equações ou no 
desenvolvimento de expressões. 
 
Os três produtos notáveis principais são: 
 
( )
2 2 22a b a ab b+ = + + 
 
( )
2 2 22a b a ab b− = − + 
 
( ) ( ) 2 2.a b a b a b+ − = − 
 
 
Fatoração – Fatorar uma expressão algébrica é transformá-la em produto. Vejamos alguns 
casos: 
 
1º Caso – Fator comum em evidência: 
( )2 3 4 2 26 12 10 2 3 6 5x x z x a x xz x a+ − = + − 
 
2º Caso – Agrupamento: 
( ) ( ) ( )( )xy xz ay az x y z a y z y z x a+ + + = + + + = + + 
 
3º Caso – Diferença de dois quadrados: 
2 2 ( )( )x y x y x y− = + − 
 
4º Caso – Trinômio quadrado perfeito 
2 2 2) 2 ( )a x xy y x y+ + = + 
2 2 2) 2 ( )b x xy y x y− + = − 
 
5º Caso – Trinômio do 2º Grau 
São expressões de forma x² + Sx + P, em que S e P representam, respectivamente, a soma e o 
produto de dois números a e b tal que se pode escrever: 
² ( )( )x Sx P x a x b+ + = + + 
Exemplos: 
a) x² + 7x + 12 = (x + 3)(x + 4) 
b) x² – 6x + 8 = (x – 2)(x – 4) 
c) x² + 2x – 8 = (x – 2)(x + 4) 
 
 
 
23 – EQUAÇÕES EXPONENCIAIS 
 
Chamamos de equações exponenciais toda equação na qual a incógnita aparece em expoente. 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 62/78 Curso Adsumus 
Exemplos de equações exponenciais: 
1) 3x =81 (a solução é x=4) 
2) 2x-5=16 (a solução é x=9) 
3) 16x-42x-1-10=22x-1 (a solução é x=1) 
4) 32x-1-3x-3x-1+1=0 (as soluções são x’=0 e x’’=1) 
 
Para resolver equações exponenciais, devemos realizar dois passos importantes: 
1º) redução dos dois membros da equação a potências de mesma base; 
2º) aplicação da propriedade: 
)0 e 1( == aanmaa nm 
 
 
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS: 
 
1) 3x=81 
Resolução: Como 81=34, podemos escrever 3x = 34 
E daí, x=4. 
 
2) 9x = 1 
Resolução: 9x = 1  9x = 90 ; logo x=0. 
 
3) 23x-1 = 322x 
Resolução: 23x-1 = 322x  23x-1 = (25)2x  23x-1 = 210x ; daí 3x-1=10, 
de onde x=-1/7. 
 
4) Resolva a equação 32x–6.3x–27=0. 
Resolução: vamos resolver esta equação através de uma transformação: 
32x–6.3x–27=0  (3x)2-6.3x–27=0 
Fazendo 3x=y, obtemos: 
y2-6y–27=0 ; aplicando Bhaskara encontramos y’=-3 e y’’=9 
Para achar o x, devemos voltar os valores para a equação auxiliar 3x=y: 
 
y’=-3  3x’ = -3  não existe x’, pois potência de base positiva é positiva 
y’’=9  3x’’ = 9  3x’’ = 32  x’’=2 
 
Portanto a solução é x=2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 63/78 Curso Adsumus 
 
QUESTÕES EM GERAL 
 
 
1) O valor da expressão 
2
1 1
1
6 3
1 1 3
6 2 2
 
− − 
 
 
+ + 
 
 é: 
a) 1/2 
b) 3/2 
c) 3/5 
d) 4/5 
e) 1/3 
 
 
 
2) O resultado de 
1 2
0,333... : 2
2 3
 
+ − 
 
 é: 
a) 2/3 
b) 1/2 
c) 1/3 
d) 3/2 
e) 1 
 
 
 
3) Determine o valor da expressão 
0,081 0,32 0,008
1,28 0,004 2,7
x x
x x
. 
a) 0,015 
b) 0,025 
c) 0,08 
d) 0,16 
e) 0,4 
 
4) Simplificando a expressão 
20,00001 0,01 1000
0,001
x x
: 
a) 10³ 
b) 10² 
c) (0,1)³ 
d) (0,1)² 
e) 1 
 
 
 
5) Determine o valor da expressão 
3,2 4000 0,0008
25,6 0,02
x x
x
. 
a) 5 
b) 8 
c) 16 
d) 18 
e) 20 
 
Matemática – Prof. César Loyola 64/78 Curso Adsumus 
 
6) Qual o valor da expressão 2
1
1 (0,333...)
3
+ − : 
a) 2/3 
b) 3/5 
c) 7/5 
d) 4/7 
e) 11/9 
 
 
 
7) O valor de 
3 4
5
(0,01) .(0,001)
(0,0001)
 é 
a) 1000 
b) 100 
c) 10 
d) 1 
e) 0,1 
 
 
 
8) Calcule a expressão abaixo e marque a opção correta. 
( )
2
7 1,25 0,2
3,6 :1,8 0,5
x−
+
 
a) 3 
b) 5,5 
c) 5,75 
d) 6 
e) 9 
 
 
 
9) O inverso do número 3,333... é 
a) 0,2 
b) 0,222... 
c) 0,25 
d) 0,3 
e) 0,333... 
 
 
10) O valor exato de 
0,2929... 0, 222...
0,555... 0,333...
−
+
 é: 
a) 
3
25
 
b) 
3
28
 
c) 
4
34
 
d) 
6
58
 
e) 
7
88
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 65/78 Curso Adsumus 
11) Ordenando os números racionais 
13
24
p = , 
2
3
q = e 
5
9
r = , conclui-se que: 
a) p r q  
b) q p r  
c) r p q  
d) q r p  
e) r q p  
 
 
 
12) Calcule a média aritmética dos números 
3
5
, 
13
4
e 
1
2
 e assinale a opção correta. 
a) 1,25 
b) 1,45 
c) 2,95 
d) 3,65 
e) 4,25 
 
 
13) Dada a dízima x = 0,222... , então o valor numérico da expressão 
1
1
1
1
x
x
x
x
+ −
+ +
 é representado por 
a) 67/103 
b) 65/103 
c) 67/105 
d) 65/104 
e) 67/104 
14 ) O valor de 1,936.10 é 
a) 4,8 
b) 4,7 
c) 4,6 
d) 4,5 
e) 4,4 
 
 
 
15) Dada a expressão algébrica mn – m², determinar o ser valor numérico quando m = 1,1 e n = 
0,8. 
a) – 0,33 
b) – 0,12 
c) – 1 
d) 0,16 
e) 0,24 
 
 
16) Qual é o valor numérico da expressão (x + y).(x – y), quando x = 2/3 e y = - 1? 
a) 2/3 
b) 1/3 
c) 1 
d) – 2/3 
e) – 5/9 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 66/78 Curso Adsumus 
17) Se (x , y) é solução de 
3 1
2 2 1
x y
x y
+ =

− =
 então o valor de x + y é: 
a) 
1
4
− 
b) 
1
2
− 
c) 
1
4
 
d) 
3
4
 
e) 1 
 
 
 
18) Dada a inequação x/3 - (x+1)/2 < (1 - x) / 4, para que valores em será possível: 
a) x >2 
b) x <2 
c) x >3 
d) x <9 
e) x >9 
 
 
 
19) Resolva a seguinte inequação em : 
3(1 - 2x) < 2(x + 1) + x – 7 
a) x < 8/9 
b) x > 8/9 
c) x < 2/3 
d) x > 2/3 
e) x < ¼ 
 
 
 
20) Quais são as raízes da equação 
2
1 0
6 6
x x
− − + = : 
a) – 3 e 2 
b) – 2 e 3 
c) – 3 e - 2 
d) 2 e 3 
e) 3 e 2 
 
 
 
21) Resolvendo a equação 2
5 3
0
2 2
x x+ − = , quais as raízes que satisfazem a sua resolução. 
a) – 2 e 3 
b) – 3 e - 2 
c) – 3 e 1/2 
d) 1/2 e 3 
e) 2 e 5 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 67/78 Curso Adsumus 
22) Quais são as raízes da equação 2
2 3
0
5 5
x x− − = : 
a) – 3 e 2 
b) 1/2 e 5 
c) – 1 e 4 
d) – 3/5 e 1 
e) 2 e 3 
 
 
23) De um recipiente cheio de água tiram-se 2/3 de seu conteúdo. Recolocando-se 30 litros de 
água, o conteúdo passa a ocupar a metade do volume inicial. Qual a capacidade do recipiente? 
a) 160 l 
b) 180 l 
c) 200 l 
d) 210 l 
e) 230 l 
 
 
24) Uma piscina de 12 m de comprimento por 6 m de largura e 3m de profundidade está cheia até 
os 5/8 de sua capacidade. Quantos metros cúbicos de água ainda cabem na piscina? 
a) 78 m³ 
b) 80 m³ 
c) 81 m³ 
d) 82 m³ 
e) 85 m³ 
 
 
 
25) Numa piscina retangular com 10 m de comprimento e 5 m de largura, para elevar o nível da 
água em 10 cm, são necessários (litros de água): 
a) 3.500 l 
b) 4.000 l 
c) 4.500 l 
d) 5.000 l 
e) 5.500 l 
 
 
26) As dimensões internas de um reservatório de água com forma de paralelepípedo são: 1,2 m, 
80 cm e 60 cm. Qual a quantidade de água, em litros, que cabe nesse reservatório? 
a) 0,576 
b) 5,676 
c) 57,66 
d) 576,0 
e) 5,760 
 
 
 
27) As raízes da equação 0,25 x² − x + 0,25 = 0 são 
a) 1 e 4 
b) 2 3e 
c) 3 2 3 2e− + 
d) 2 3 2 3e− + 
e) 1 e 1/4 
 
Matemática – Prof. César Loyola 68/78 Curso Adsumus 
28) Sejam a e b as raízes da equação x² + x − 3 = 0 . O valor de a³ + b³ é 
a) - 10 
b) 10 
c) – 9 
d) 9 
e) – 7 
 
 
29) Um triângulo tem base medindo (6 6)− cm e altura no valor de (6 6)+ cm. Sua área é igual 
a: 
a) 9 cm² 
b) 12 cm² 
c) 15 cm² 
d) 18 cm² 
e) 21 cm² 
 
 
 
30) Um retângulo tem lados medindo (3 3)− cm e (3 3)+ cm. Sua área é igual a 
a) 3 cm² 
b) 6 cm² 
c) 9 cm² 
d) 12 cm² 
e) 15 cm² 
 
 
 
31) Simplificando a expressão ( ) ( )2 3 . 2 3E = + − que valor obtém-se para E? 
a) 4 
b) 3 
c) 2 
d) 1 
e) 0 
 
 
32) O valor da expressão 
3 313 25 8 64+ + − é: 
a) 4 
b) 6 
c) 8 
d) 12 
e) 18 
 
 
 
33) O produto ( ) ( )3 2 . 3 2− + é igual a: 
a) 6 
b) 1 
c) 0 
d) – 1 
e) – 6 
 
Matemática – Prof. César Loyola 69/78 Curso Adsumus 
34) Aumentando o lado de um quadrado de 20% de sua medida, sua área aumentará de: 
a) 20% 
b) 25% 
c) 30% 
d) 40% 
e) 44% 
 
 
35) Uma mercadoria custava X real e seu preço sofreu um aumento de 12%. Se ao novo preço 
for dado um desconto de 12% ele passará a custar: 
a) 88% de X 
b) X 
c) 88,88% de X 
d) 98,56% de X 
e) 92,12 de X 
36) Quando aumentamos cada lado de um triângulo eqüilátero em 20% de seu comprimento sua: 
a) área aumenta em 40% 
b) área aumenta em 44% 
c) altura aumenta em 10% 
d) altura não se altera 
e) área não se altera 
 
 
 
37) A rede “Lojas BBB”, numa promoção relâmpago, estava oferecendo um desconto de 20% em 
todas as suas mercadorias. Ilda se interessou por um sofá e pagou pelo mesmo o valor de 
R$400,00. O valor original do sofá, sem o desconto de 20%, era de: 
a) R$480,00 
b) R$500,00 
c) R$520,00 
d) R$540,00 
e) R$560,00 
 
 
 
38) Sabendo que ab =10, a + c = 15 , e c = 5 , então o valor da expressão (a²b + abc)/c² é 
a) 4 
b) 6 
c) 8 
d) 10 
e) 12 
 
 
 
39) Na equação 
( )
2
2
3
a b a b
a ab a
+ − −
=
+ −
, sendo a e b números reais não nulos, o valor de 
a
b
 é: 
a) 0,8 
b) 0,7 
c) 0,5 
d) 0,4 
e) 0,3 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 70/78 Curso Adsumus 
 
40) Resolva as seguintes equações fracionárias: 
3 1 11
) ( 0)
4 22
a x
x
+ =  
 
 
 
 
3 1 3
) 1 ( 0)
2
x x
b x
x x
+ −
= +  
 
 
 
2
1 3 1
) ( 0)
6 2 4
x
c x
x x x
−
+ =  
 
 
 
 
 
3 3
) ( 3)
3 5
x
d x
x
−
=  −
+
 
 
 
 
 
 
2 5 1
) , 1
2 1 1 2
e x x
x x
 
=   − 
− +  
 
 
 
 
 
 
 
41) Efetue as operações com expressões algébricas, reduzindo os resultados à forma mais 
simples: 
)(3 ² 2 9) (3 1)( 4)a x x x x− + − − + 
 
 
 
 
 
4 6 2
) ( 1)
2
a b
b a a b
− +
− + + 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 71/78 Curso Adsumus 
 
 
)( 4)² 2( 3)² ( 5)²c x x x− + + − − 
 
 
 
 
 
)( 6)( 2) ( 4)( 4)d x x x x+ − + + − 
 
 
 
 
 
6( 1)( 2)
)
(2 5) 2( 1)
x x
e
x x
− +
− − −
 
 
 
 
 
 
 
42) Fatore as expressões algébricas: 
a) 30x² - 12x + 18xy 
 
 
 
 
b) 25x² - 4y² 
 
 
 
 
c) x² - 5x + xy – 5y 
 
 
 
 
d) x² - 16x + 64 
 
 
4 4)e x y− 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 72/78 Curso Adsumus 
43) Fatore completamente: 
a) 2x + bx + x² 
 
 
 
 
b) ax + bx + ay + by 
 
 
 
 
c) 4x² - y² 
 
 
 
d) 4 – m² 
 
 
e) x² + 2xy + y² 
 
 
 
f) a² -4a + 4 
 
 
 
 
g) (a + b)x + a + b 
 
 
 
 
h) ax + 2x + ab + 2b 
 
 
 
 
i) 4b² - 1 
 
 
 
 
j) z² - 8z + 16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 73/78 Curso Adsumus 
44) Simplifique as frações algébricas: 
26 9
)
15
x x
a
x
−
 
 
 
 
 
2
2
25
)
10 25x
b
x x
−
+ +
 
 
 
 
 
 
3 220
)
35 ² ²
x yz
c
xy z
 
 
 
 
 
2 2
2
2
)
3 3
x xy y
d
x xy x y
+ +
+ − −
 
 
 
 
 
 
2
5 10
)
2
x
e
x x
−
−
 
 
 
 
 
3
6
)
36
x
f
x x
+
−
 
 
 
 
 
45) Desenvolva e simplifique: 
a) (x – 3)² 
 
 
 
b) (2x – 1/4)² 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 74/78 Curso Adsumus 
c) (x²a² + y²b²)(x²a² - y²b²) 
 
 
 
d) (2x + 3y)² - (2x + 3y)(2x – 3y) 
 
 
 
e) (a + b)² - (a + b)(a – b) 
 
 
 
f) (x – y)(x + y)(x² + y²) 
 
 
 
g) (x + y)² - (x – y)² 
 
 
 
 
46) Resolva as equações do 1º Grau: 
)5(3 1) 4(2 4 ) 2( 4)a x x x− − − = − 
 
 
 
 
)2 ² ( 2) ( 3)( 3) 2( 1)²b x x x x x x+ + − + − = + 
 
 
 
 
) 2( 1)
3 2 4
x x x
c x+ + = − 
 
 
 
 
 
 
 
1 2 1 2
)
4 2 3
x x
d
− +
− = 
 
 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 75/78 Curso Adsumus 
2 3 4 1 1
)
3 2 4
x x x
e
− − −
− = 
 
 
 
 
 
 
 
5 1 4
) 0
1 ²
x
f
x x x x
−
+ − =
+ +
 
 
 
 
 
 
 
 
47) Determine o conjunto solução das equações de 2º grau: 
a(x – 6)(x + 5) + x = 51 
 
 
 
 
 
 
b) x² + 3x(x – 12) = 0 
 
 
 
 
 
 
8
) ( 1)( 1)
1 3 1
x x
c x x
x x
= +  − 
+ −
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2
3 1
) 1 ( 2)( 2)
4 2
x
d x x
x x
−
+ =  − 
− −
 
 
 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 76/78 Curso Adsumus 
 
2 2
2 1 5 1
) ( 0)
8
x
e x
x x x
−
+ = +  
 
 
 
 
 
 
9
) 10 ( 0)f x x
x
+ = −  
 
 
 
 
 
3 5
)6 5 ( 1)
1
x
g x x
x
+
+ = 
−
 
 
 
 
 
 
 
1 3 1
) ( 0)( 1)
2 1
h x x
x x
= −  
−
 
 
 
 
 
 
 
( )( )
3 3
) ( 1)( 2)
2 1 2 1
x
i x x
x x x x
− =  
− − − −
 
 
 
 
 
 
 
1 1 1
) ( 2)( 3)
3 2 2
j x x
x x
− =  
− −
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 77/78 Curso Adsumus 
48) Resolva as equação exponencial 
14 32x+ = . 
a) 1/2 
b) 3/2 
c) 2/3 
d) 1 
e) 2 
 
49) A solução da equação ( )
2
1
27
81
x
x
−
 
= 
 
 pertence ao intervalo: 
a)  0,1 
b)  1,2 
c)  2,3 
d)  3,4 
e)  3,4− 
 
50) Resolva a seguinte equação exponencial: 
a) – 1 
b) 0 
c) 1 
d) 2 
e) 4 
 
 
51) Qual o valor de x para a seguinte equação exponencial: 
 
a) 3 
b) 2 
c) 1 
d) 0 
e) – 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matemática – Prof. César Loyola 78/78 Curso Adsumus 
 
GABARITO 
 
1 – c; 2 – b; 3 – a; 4 – c; 5 – e; 6 – e; 7 – b; 8 – a; 9 – d; 10 – e; 11 – a; 12 – 
b; 13 – a; 14 – e; 15 – a; 16 – e; 17 – c; 18 – d; 19 – b; 20 – a; 21 – c; 22 – d; 
23 – b; 24 – c; 25 – d; 26 – d; 
27 – d; 28 – a; 29 – c; 30 – b; 31 – d; 32 – a; 33 – b; 34 – e; 35 – d; 36 – b; 37 – 
b; 38 – b; 39 – c; 40 – a) - 4 b) – 5/3 c) – 3/17 d) 12 e) 7/8 ; 41 – a) 13 – 13x b) a² - 
ab + 3a - 3b + 1 c) 2x² + 14x + 9 d) 2x² + 4x – 28 e) – 2x² - 2x + 4; 42 – a) 6x(5x – 2 + 3y) 
b) (5x – 2y)(5x + 2y) c) (x + y)(x – 5) d) (x – 8)² e) (x – y)(x + y)(x² + y²); 43 – a) x(2 + b + x) 
b) (x + y)(a + b) c) (2x + y)(2x – y) d) (2 – m)(2 + m) e) (x + y)2 f) (a – 2)² g) (a + b)(x + 1) 
h) (x + b)(a + 2) i) (2b + 1)(2b – 1) j) (z – 4)²; 44 – a) 2x – 3/5 b) (x – 5)/(x + 5) c) 4x²/7y d) 
(x + y)/(x – 3) e) 5/x f) 1/x(x – 6); 45 – a) x² - 6x + 9 b) 4x² - x + 1/16 c) 4 4 4 4x a y b− d) 12xy + 
18y² e) 2ab + 2b² f) 4 4x y− g) 4xy; 46 – a) 5/29 b) 7/2 c) 24/11 d) 1/16 e) – 9/13 f) – 1/7; 
47 – a) (-9, 9) b) (0, 9) c) (-2, 2) d) (- 3, 3) e) 8/5 f) (- 9, - 1) g) (- 1, 5/3) h) (1/3, 2) i) 3 j) 
(1, 4); 48 – b; 49 – b; 50 – a; 51 – e. 
 
G 
E 
O 
G 
R 
A 
F 
I 
A 
 
 
 
 
 
 
1 
 
 
 
GEOGRAFIA ECONÔMICA - MÓDULO I – PROF. ODILON LUGÃO 
SUMÁRIO 
1. Revisão de alguns conceitos básicos em Geografia ....................................................................... 02 
1.1 - Argumentos para a revisão conceitual 
1.2 - Localização: Pontos cardeais e colaterais, visualização dos continentes 
1.2.1 - Regionalização do continentes: Europa, Américas, África, Ásia e Oceania 
1.3 - Há outras formas de regionalização e que todos conhecem 
1.4 - Conteúdo político-ideológicos dos mapas: projeções de Mercator e Peters 
2. Repensando as Visões de Mundo..................................................................................................... 10 
2.1 - Metrópole e colônia 
2.2 - Primeiro Mundo Segundo Mundo e Terceiro Mundo 
2.3 - Países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em desenvolvimento 
2.4 - Países do Norte e do Sul 
2.5 - Países centrais, periféricos e emergentes 
2.6 - O problema das classificações 
2.7 - As contradições das classificações nas instituições especializadas 
2.7.1 - Distribuição da pobreza 
2.7.2 - Índice de desenvolvimento humano (IDH) 
2.7.3 - Entre os motivos da pobreza 
2.7.4 - Paraísos fiscais 
2.7.5 - A violência e a pobreza 
2.7.6 - Objetivos de desenvolvimento do milênio 
3. O processo de desenvolvimento do capitalismo .......................................................................... 18 
3.1 - Breve caracterização 
3.2 - O capitalismo comercial 
3.2.1 - Doutrina Mercantilista 
3.3 - O capitalismo industrial 
3.3.1 - Primeira Revolução Industrial 
3.3.2 - Doutrina: Liberalismo 
3.4 - O início do capitalismo financeiro 
3.4.1 - Formas de organização das empresas 
3.4.2 - Segunda Revolução Industrial 
3.4.3 - Imperialismo 
3.4.4 - Formas de organização do trabalho: Taylorismo e Fordismo 
3.4.5 - Doutrina Keynesiana 
3.5 - O capitalismo informacional - A revolução informacional 
3.5.1 - Forma de organização do trabalho: Toyotismo/produção flexível 
3.5.2 - Doutrina: Neoliberalismo 
4. Globalização e Fragmentação do Mundo Contemporâneo 
4.1 - Do pós - guerra aos dias atuais (Da velha ordem à nova ordem mundial) ......................... 27 
4.1.1 -A Segunda Guerra Mundial 
4.1.2 - A Guerra fria - a velha ordem mundial 
4.1.3 - Alianças militares dos EUA 
4.1.4 - Divisão da Alemanha – socialista e capitalista 
4.1.5 - Aliança militar da URSS: Pacto de Varsóvia 
4.1.6 - A ordem econômica da Guerra Fria - Instituições internacionais criadas no período 
4.1.7 - Pós - Guerra Fria: a nova ordem mundial 
5. Exercícios ........................................................................................................................................ 39 
 
 
 
2 
 
1. REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS EM GEOGRAFIA 
 
1.1 - Argumentos para a revisão conceitual: a abordagem é elementar, isto porque refere-se a conceitos do 
atual ensino fundamental e muitos alunos não se lembram ou ainda têm dúvidas. É necessário muita atenção 
na leitura dos textos e, principalmente, nas questões durante as provas. Pois, o eixo da questão pode estar na 
localização do fenômeno contextualizado. 
Estes conceitos não serão comentados individualmente ao longo das aulas, salvo quando manifestado pelo(s) 
aluno(s). Logo, não deve(m) deixar passar quaisquer dúvidas durante as aulas. Isto porque a(s) mesma(s) 
pode(m) se transformar em dívida(s) na hora da prova!!!!! 
Qual será a reação do candidato ???? 
 
1.2 - Localização: preferencialmente consultar mapas, quando estudar em casa, principalmente para aqueles 
que não estudam Geografia por muito tempo ou não tem interesse com atualidades. Qual é o objetivo: saber 
onde está localizado o fato ou fenômeno estudado (no país ou no continente citado) e maior facilidade na 
fixação/compreensão do assunto. 
 
PONTOS CARDEAIS E COLATERAIS – EXPRESSÕES SINÔNIMAS PARA AS PRIMEIRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VISUALIZAÇÃO DOS CONTINENTES: QUANTO AOS HEMISFÉRIOS GEOGRÁFICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
DIVISÃO DOS CONTINENTES: AMÉRICAS, EUROPA, ÁFRICA, ÁSIA E OCEANIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.2.1 - Regionalização dos continentes: EUROPA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mesmo tendo a segunda menorextensão territorial do mundo, o continente europeu possui grandes 
diversidades espaciais ao longo da sua área. Formada por muitos países de espaços territoriais pequenos e 
médios, com exceção da Rússia (maior país do mundo), a Europa é palco de várias regionalizações 
caracterizadas pelas diferenças físicas e socioeconômicas. Com uma grande história sobre as sociedades 
 
 
4 
 
geradas neste continente, analisar cada nação europeia requer sempre um trabalho complexo, pois 
necessitamos conhecer o seu passado para compreender suas questões atuais. Dessa forma, divide-se a 
Europa em seis regiões: Europa Nórdica, Europa Central, Península Ibérica, Leste Europeu, Península dos 
Bálcãs e Países Bálticos. 
 
Europa Nórdica - Situada no extremo norte da Europa, os países Nórdicos são caracterizados por serem de 
alto padrão de vida social e economias estáveis. Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia fazem 
parte desta região, o que demonstra que problemas sociais não são temas desses países. Com índices de 
renda per capta entre US$ 19.000 (o valor mais baixo) até US$ 28.000, essas nações estão a anos-luz da 
realidade mundial. Particularmente, a Noruega que, segundo o IDH (ONU) tem sido classificado entre os 
cinco maiores nos últimos 15 anos. O padrão de vida nórdico chega a diferenciar-se do padrão europeu. Com 
pouca população e muito dinheiro circulando em seus territórios, esses países distribuem muito bem suas 
riquezas. No campo físico, a região é muito conhecida pelos fiordes noruegueses que estão na península 
Escandinava (Noruega e Suécia), enquanto que a ilha da Islândia, que situa-se bem afastada da massa 
continental europeia, possui grandes processos vulcânicos por estar num falha tectônica. Outro fato 
interessante da Europa Nórdica, é o acontecimento do “sol da meia-noite” (no verão) e da aurora boreal (no 
inverno). Isto é possível em virtude da região estar localizada na proximidade do Polo Norte (países 
setentrionais). 
 
Europa Central - Conhecida também como centro geoeconômico da Europa, por agrupar os países mais 
ricos e influentes em questões mundiais, essa região é na verdade o coração europeu em todos os sentidos. 
Esta área é formada por doze nações que são difundidas em todo o mundo como governantes da União 
Europeia (UE), pois nesta região está localizada a sede da UE em Bruxelas, capital da Bélgica. Países como: 
Alemanha, Reino Unido, França e Itália, são grandes potências econômicas e também participam como 
membros do G-7, e Áustria, Bélgica, Irlanda (Eire), Holanda, Luxemburgo, Liechtenstein, Suíça, Mônaco, 
San Marino e Vaticano dão suporte econômico para a União Europeia. Os países dessa região possuem 
economias estáveis e bons níveis de vida. O território da Europa Central é caracterizado por diferentes 
formas de relevo, podemos encontrar desde extensas planícies (como na região dos Países Baixos – 
Holanda) até grandes montanhas, onde está localizado o Mont Blanc (Monte Branco) com 4.810 metros de 
altitude (ponto mais alto da Europa), situado na região dos Alpes, entre a França e a Itália. 
 
Península Ibérica - São três nações que compõem esta região: Andorra, Espanha e Portugal. Mas nem por 
isso deixa de ter significativa importância para a Europa. Esses países (Espanha e Portugal) foram grandes 
potências na época da colonização das Américas, sendo que atualmente suas influências estão mais 
relacionadas com o continente europeu. Participam da União Europeia desde a sua criação e são grandes 
produtores agrícolas na Europa por terem suas terras em latitude mais baixa, o que condiciona um clima 
mais quente do que outros países do continente. São grandes os atrativos turísticos da região, tanto suas 
famosas praias mediterrâneas, como pelas questões históricas. O relevo da região é muito peculiar, pois se 
tem áreas de montanhas (Serra Nevada) e extensas planícies e planaltos. O nome Ibérica provém da 
península em que se localizam essas nações. 
 
Leste Europeu - Com a maior extensão territorial das divisões regionais da Europa, o Leste Europeu é 
composto por países originados com o fim da Guerra Fria e com nações que faziam parte do bloco socialista 
da Europa. Em consequência deste fato, a inserção na EU dependeu de muitos investimentos dos vizinhos 
ocidentais e rigorosos ajustes na economia, que geraram crises, principalmente na década atual. Alguns deles 
também se uniram para reunir forças e formaram a CEI (ex-URSS). Esta região é “liderada” pela Rússia, 
mas possui outras nações importantes e conhecidas: Polônia, Romênia, Hungria, República Tcheca, Ucrânia, 
Eslováquia, Moldávia, Belarus, Geórgia, Armênia e Azerbaidjão. No que se refere ao relevo local podemos 
citar os montes Urais, que fazem a divisão da Europa com a Ásia, e extensas planícies que são áreas 
agrícolas de suma importância para estes países. 
 
Península dos Balcãs ou Balcânica - Conhecida nos últimos anos como palco da Guerra da Iugoslávia, essa 
região está mergulhada em diversos problemas de ordem sociais e econômicos, onde Iugoslávia, Croácia, 
5 
 
Bosnia-Herzegovina e Macedônia levarão anos para se reestruturar internamente. Porém, Grécia, Bulgária, 
Eslovênia, Albânia e Turquia (parte europeia), antes da crise econômica e imigratória atual não se 
encontravam em situação tão precária, vale destacar que a Grécia é um país-membro da União Europeia 
desde a sua criação. Em consequência da guerra nos Balcãs, a região necessitou de ajuda financeira 
internacional pois teve sérios problemas em sua infraestrutura. Por outro lado, observamos o turismo grego 
se destacando no panorama mundial. Caracterizado por regiões montanhosas, as Balcãs possuem um relevo 
peculiar ao longo de sua extensão, encontrando planícies somente no norte desta região. 
 
Países Bálticos - Tendo o menor território de todas as regiões da Europa, os Países Bálticos são formados 
por três nações provindas do extinto mundo socialista: Estônia, Letônia e Lituânia. Vale lembrar que esta 
região possui este nome em razão do mar que banha essas três nações, o Mar Báltico. Estes países 
conseguiram sua independência com o fim da URSS e este fato se explica o atraso dos mesmos em relação 
aos vizinhos ocidentais. As empresas de celulose e pesqueiras têm investido muito na modernização. Desde 
o fim da URSS se manifestaram a favor da inserção na UE. As três nações se uniram de tal forma que é 
muito difícil relacionar uma delas sem pensar na outra, isto pode ser explicado pela proximidade geográfica, 
cultural e religiosa que elas possuem. A região é caracterizada por extensas planícies, mas também é 
composta por montanhas em seu interior. 
 
AMÉRICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
ÁFRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regionalização do continente africano - Quem tem alguma noção do processo histórico de ocupação e 
partilha da África entre as potências europeias, bem como de sua descolonização, regionalizar o continente 
africano não é uma tarefa nada fácil, tendo em vista a coexistência de fronteiras artificiais herdadas pela 
partilha de seu território. As formas de regionalização mais usuais de dividir a África são baseadas na 
divisão regional política e/ou na divisão regional étnica. 
 
1. Divisão Regional Política - De acordo com a sua divisão político-administrativa e a localização dos 
países, o continente africano se apresenta dividido em 5 regiões. Alguns autores consideram 6 regiões, pois 
consideram a “África do oceano Índico” (ou África Indo-Oceânica) como uma região distinta, 
desarticulando-a da “África Oriental”. 
Outras divisões regionais políticas, no entanto, não conferem as mesmas áreas das regiões. 
 
A divisão, aqui, apresentada foi extraída do material didático do curso sobre o Continente Africano oferecido 
pelo CEDERJ. E, de acordo com este, politicamente,o continente apresenta-se dividido nas seguintes 
 
 
7 
 
regiões: 
 I. África Setentrional ou do Norte: distribuídos sob 2 sub-regiões: o Machrsch (leste) e o Magreb (oeste); 
 II. África Ocidental; 
 III. África Central; 
IV. África Oriental: disposta em duas sub-regiões, a Norte-Oriental (Chifre da África) e a Centro-Oriental; 
 V. África Meridional ou Austral. 
 
2. Divisão Regional Étnica - Esta divisão se baseia na grande diversidade étnico-cultural do continente 
africano. E, em linhas gerais, o continente é dividido em dois grandes complexos regionais, a saber: 
 I. África Branca ou Setentrional (Norte): constituída por 5 países e o território de Saara Ocidental. Alguns 
autores, no entanto, incluem Mauritânia nesta região, que se caracteriza pelo predomínio da população 
branca, de influência árabe e islâmica. Alguns autores denominam-na com “África do Norte ou Islâmica”. 
Embora todos sejam subdesenvolvidos, mas comparados com os demais países africanos, apresentam 
melhores indicadores sociais e econômicos. 
O deserto do Saara representa um obstáculo natural da África Branca, se constituindo em uma área 
anecúmena, ou seja, de baixa densidade demográfica. 
Áreas de difícil acesso e fixação do homem. 
II. África Negra ou Subsaariana: esta região é formada por 48 países, sendo predominantemente de 
população negra. 
Esta região é caracterizada por uma grande diversidade étnico-cultural (povos, línguas, religiões etc.), 
correspondendo a área do continente africano marcada pelo subdesenvolvimento crônico, pelos conflitos 
armados, epidemias, Aids, miséria, desnutrição, fome, entre outros problemas socioeconômicos. 
 
 
ÁSIA - A Ásia está localizada 
a leste do meridiano de 
Greenwich, ou seja, no Oriente, 
o continente está situado no 
hemisfério norte. De todos os 
continentes existentes, a Ásia é 
o maior, sua área é de 44 
milhões de quilômetros 
quadrados. 
Os limites de fronteira que 
existem no continente asiático 
são: ao norte, Oceano Glacial 
Ártico; ao sul, Oceano Índico; 
a leste, Oceano Pacífico; a 
oeste, Mar Vermelho, que o 
separa do continente africano, o 
Mar Mediterrâneo e os Montes 
Urais que o separa da Europa. 
Além de ser o maior continente 
do mundo, abriga cinco dos dez 
países mais populosos do 
planeta, são eles: 
- China (1,3 bilhões habitantes), Índia (1,1 bilhão), Indonésia (234 milhões), Paquistão (169 milhões), 
Bangladesh (150 milhões), Japão (127 milhões). 
O produto da soma de todos os países citados representa, aproximadamente, 60% do total da população do 
planeta. 
 
 
 
 
8 
 
OCEANIA - 
 
 
A Oceania tem 8.923.000 Km², dos quais 85% correspondem à Austrália. É um conjunto de ilhas situadas no 
Oceano Pacífico. Dividido em três grupos de ilhas: Melanésia ou ”ilhas negras”; de Micronésia, as 
”pequenas ilhas”; e Polinésia, compreende o maior número de ilhas. 
A Austrália e a Nova Zelândia localizam-se na Oceania ou Novíssimo Continente, são países desenvolvidos 
do continente. Os demais são economicamente dependentes. São os únicos países do chamado Norte 
industrializado ou mundo desenvolvido que se situam ao sul do Equador. 
A Nova Zelândia é um arquipélago constituído por duas ilhas principais e outras menores, localizadas ao sul 
da Oceania. 
Alguns de seus países procuram desenvolver o turismo ou atrair investimentos estrangeiros com isenção de 
impostos e garantia de anonimato, o que os caracteriza como "paraísos fiscais". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.3 - Há outras formas de regionalização 
 que todos conhecem – 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.4 - Conteúdo político-ideológicos dos mapas: projeções de Mercator e Peters 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A primeira vista você pode estranhar o mapa-múndi apresentado, que pode dar a impressão de estar 
 
 
10 
 
“invertido” e “distorcido”. Isso acontece porque estamos acostumados a observar os mapas “normais” 
centrados na Europa, com o hemisfério norte acima do sul, e, em geral, com as terras do hemisfério norte 
desproporcionalmente maiores. Como o nosso planeta é esférico, podemos representá-lo tendo qualquer 
ponto como centro. A opção entre diferentes representações cartográficas não é simplesmente técnica mas, 
também, política ou geopolítica. Na verdade, qualquer mapa contém uma visão de mundo e um conteúdo 
político-ideológico. 
 
Projeções de Mercator e Peters: Diferentes maneiras de ver o Mundo 
Projeção de Mercator: 
- Nesta projeção os meridianos e os paralelos 
são linhas retas que se cortam em ângulos 
retos. 
- Manteve as formas dos continentes mas não 
respeitou as proporções reais. 
- Nela as regiões polares aparecem muito 
exageradas. 
- Favorece as desigualdades econômicas, pois 
amplia de maneira desigual, e aumenta mais o 
Hemisfério Norte. 
- Excelente para a navegação. 
- Perfeita nos ângulos e formas. 
 
- Coloca a Europa no centro do mapa (Eurocentrismo). 
 
Projeção de Peters: 
- Alterou as formas em para manter as reais 
proporções dos continentes. 
- Apesar de deformar a forma dos continentes, esta 
projeção mantém a área proporcional dos 
continentes, mais próxima do tamanho real. 
- Destaque ao continente Africano no centro do 
mapa. 
- Propostas de Peters: Valorização do mundo 
subdesenvolvido, mostrando sua área real. 
 
Lembre-se: 
"por trás de cada mapa, sempre existe um 
conteúdo Político-Ideológico". 
 
 
2. REPENSANDO AS VISÕES DE MUNDO 
 
Vamos estudar a origem e as principais características das diferentes classificações dos países Os 
países ao longo da história passou por diferentes formas de classificação ou regionalização que segue 
critérios segundo: o índice de desenvolvimento humano, social, econômico e tecnológico. 
 
2.1 - Metrópole e colônia 
A primeira forma de classificar e regionalizar o mundo dividiu os países em dois grupos de chamados 
de metrópoles e colônias. Desde o descobrimento até o começo do século XX, o mundo estava dividido 
nessas duas áreas distintas: metrópoles e colônias. As metrópoles eram os países da Europa e dos Estados 
Unidos que exploravam as colônias e retiravam suas riquezas. As colônias eram países da América, África e 
Ásia. 
O colonialismo ocorreu entre o século XVI e início do século XIX com a exploração da América. As 
 
 
11 
 
principais metrópoles eram Portugal, Espanha e Inglaterra. 
A partir do século XIX com o processo de independência da América teve início o imperialismo ou 
neocolonialismo. Foi quando houve uma busca das metrópoles por novas colônias e o alvo passou a ser a 
África, a Ásia e a Oceania. 
Durante a Segunda Guerra Mundial, desencadeou-se o processo de independência política das colônias 
(África e Ásia) que até então viviam sob o controle das potências europeias. Esse processo histórico ficou 
conhecido como descolonização. Entre as décadas de 1940 e 1960 várias guerras e guerrilhas de libertação 
nacional eclodiram na África e na Ásia e houve um generalizado processo de descolonização nesses 
continentes. 
Nessa época surgiram vários novos países independentes todos marcados por profundos problemas 
socioeconômicos: altas taxas de natalidade e mortalidade, baixa expectativa de vida, subnutrição, 
analfabetismo e muitos outros problemas associados à pobreza extrema. No pós segunda guerra, com vários 
países independentes, aumentou a visibilidade desses problemas e levou o mundo a ter maior consciência 
das desigualdades entre os países e por isso foram criados novas classificações. 
Os países que foram colônias no passado, hoje, possuem na maioria da sua população, um padrão de 
vida muito inferior ao considerado mínimo para atendimento das necessidades básicas de alimentação, 
moradia, saneamento básico, saúde, educação e trabalho, segundo estatísticas e avaliações de organismosinternacionais, como a ONU e suas agências e o Banco Mundial. Esses países que foram colônias e que hoje 
são chamados de países em desenvolvimento ou subdesenvolvido, apresentam profundas desigualdades 
sociais e regionais e baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Muitos dos Estados africanos e 
asiáticos (que conquistaram sua independência na segunda metade do século XX) e das nações latino-
americanas (independentes desde o século XIX) têm, além de diversos problemas em sua estrutura social e 
política, economias frágeis e dependentes. Grande parte deles não conseguiu diversificar sua economia e 
continua exportando produtos primários de origem agropecuária e mineral, como na época do colonialismo. 
Com o fim da Segunda Guerra mundial, se consolida, em termos geopolíticos, um mundo bipolar, ou 
seja, um mundo dividido em países: capitalistas e socialistas. Os países capitalistas eram influenciados pelos 
EUA e os socialistas eram influenciados pela URSS. Com essa nova organização geopolítica do mundo, que 
recebeu no nome de Guerra Fria, dar se início a uma nova forma de regionalizar o mundo que classifica os 
países em Primeiro, Segundo e Terceiro mundo. 
 
2.2 - Primeiro, Segundo e Terceiro mundo. 
No período da Guerra Fria (1947-1989) era comum classificar os Estados nacionais em um dos "três 
mundos": o Primeiro formado por países capitalistas desenvolvidos e industrializados, são os países ricos, 
que no período colonial eram as metrópoles e por isso se transformaram em economias mais diversificadas; 
o Segundo composto pelos países socialistas sob a liderança da União Soviética, com economia estatal e 
planificada e o Terceiro integrado pelos países subdesenvolvidos capitalistas, na sua maioria, mas também 
por alguns socialistas não alinhados com a então superpotência socialista, no período colonial e neocolonial 
eram as colônias e por isso menos desenvolvidos. 
As nações do Terceiro Mundo localizavam-se na Ásia, na África, a maioria recém independente 
naquele momento, e na América Latina. As exceções de países que foram colônias e na nova geopolítica da 
Guerra Fria eram classificados como primeiro mundo foram os EUA e a Austrália. Ambos colônia de 
povoamento e não de exploração. A expressão "Terceiro Mundo" foi criada pelo economista francês Alfred 
Sauvy (1898-1990), em 1952, para se referir às nações pobres que estavam à margem do cenário político-
econômico internacional naquele momento histórico. 
 
Conferência de Bandung 
Em 1955, foi realizada em Bandung na Indonésia, uma conferência que reuniu as nações recém 
independentes da Ásia e da África. Nesse encontro, o termo Terceiro Mundo passou a ser identificado como 
uma terceira via de desenvolvimento, uma alternativa ao capitalismo norte-americano e ao socialismo 
soviético. Com isso a Conferência de Bandung lançou as bases do movimento dos países não alinhados 
com a URSS e com os EUA. 
O objetivo era estabelecer o futuro de uma nova força política global constituída de países do Terceiro 
Mundo, visando a promoção da cooperação econômica e cultural afro-asiática, como forma de oposição ao 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terceiro_Mundo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terceiro_Mundo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Coopera%C3%A7%C3%A3o_Internacional_para_o_Desenvolvimento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oposi%C3%A7%C3%A3o
12 
 
que era considerado colonialismo ou neocolonialismo, por parte dos Estados Unidos e da União Soviética. 
Após a Segunda Guerra mundial, o fato de pertencer ao Terceiro Mundo tinha um significado 
geopolítico e socioeconômico e expressava alguma identidade entre os países que pertenciam a esse grupo 
por isso da organização da conferência. Essa conferência foi a primeira forma de união entre os países 
pobres em busca de fortalecimento de seus interesses. Hoje, com alguns objetivos similares e funcionando de 
forma mais forte no cenário mundial existe os BRICS, o G-20 o IBAS, organizações que estudaremos 
adiante. 
 
Essa classificação do mundo é datada historicamente e pertence ao contexto da Guerra Fria. A 
regionalização caracterizada pela divisão entre Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo foi amplamente 
utilizada durante a Guerra Fria, período em que prevaleceu a rivalidade entre as duas superpotências EUA e 
URSS. Assim, embora eventualmente ainda seja usada, essa classificação, atualmente não faz sentido 
empregar essas expressões por que: 
- No começo da década de 1990, com a extinção da União Soviética e o enfraquecimento do socialismo, o 
termo Segundo Mundo tornou-se obsoleto, pois deixou de ser representativo como realidade político-
econômica global. Ou seja, com o com o fim da União Soviética e, portanto, da Guerra Fria, o países 
classificados como de segundo mundo deixaram de existir. 
A partir de então, as preocupações mundiais voltaram-se muito mais para as desigualdades existentes 
entre os diversos países no que diz respeito ao acesso às tecnologias, à distribuição de renda e ao nível de 
vida das populações. Nesse contexto, foram mais utilizadas novas regionalizações, com o objetivo de 
expressar com mais exatidão a organização do espaço mundial contemporâneo. Entre elas, cabe destacar a 
divisão do mundo em países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em desenvolvimento e a em países 
centrais, periféricos e emergentes. 
 
2.3 - Países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em desenvolvimento 
É outro critério de regionalização que leva em conta os aspectos relacionados às desigualdades 
socioeconômicas entre as nações e o nível de desenvolvimento socioeconômico. Ou seja, considera o 
patamar em que se encontra a economia do país e o padrão de vida de sua população em relação aos demais 
países do mundo. De acordo com o critério utilizado para essa regionalização, podemos considerar os: 
Países desenvolvidos são aqueles com alto nível de industrialização, diversificado mercado de consumo de 
bens e de serviços e cuja população usufrui de um elevado padrão de vida. De maneira geral, a economia dos 
países desenvolvidos é vigorosa, e seu crescimento depende, basicamente, de suas forças produtivas internas. 
Possuem altos investimentos em tecnologia e pesquisa o que permite exportar produtos com alto valor 
agregado e ter uma balança comercial favorável. As características principais são: 
Elevada escolaridade e expectativa de vida, exporta tecnologia, baixo crescimento natural da população, 
baixa concentração de renda, industrializado e população predominantemente urbana, renda per capita alta, 
PIB Alto e são países que são sede das Multinacionais. 
 
Países subdesenvolvidos possuem um nível de industrialização muito baixo ou com economia baseada 
predominantemente no setor primário (agropecuária e atividade extrativa), dependentes tecnológica e 
financeiramente dos países ricos e cuja população, em sua maioria, apresenta baixo padrão de vida. As 
principais características desses países são: baixo escolaridade e expectativa de vida, alto crescimento 
populacional, alta concentração de renda, dependente dos países ricos, país exportador de produtos 
primários, a população rural é predominante, renda per capita baixa, PIB baixo e voltado predominantemente 
para produtos primário, poucas multinacionais se instalam nesses países por causa da falta de infra estrutura. 
 
Países em desenvolvimento países que tem características dos países pobres e dos países ricos. 
Características que são dos países pobres são: a população na maioria possuem péssimas condições de vida 
com muita desigualdade, corrupção e pobreza, a escolaridade e expectativa de vida em transição, exporta 
tecnologia e matéria prima, crescimento da população em transição( redução), alta concentração de renda, 
dependente dos países ricos, renda per capita em transição, PIB voltado para produtos primários e o fato de 
ser nesses países que predomina a localização do processo produtivo das multinacionais.Contudo esses 
países possuem reduzidas empresas que podem ser consideradas multinacionais. Já em relação as 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Colonialismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neocolonialismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Sovi%C3%A9tica
13 
 
características que são dos países ricos podemos mencionar a industrialização e o predomínio da população 
urbana. Contudo a industrialização é resultado de investimentos externos, pois esses países não investem em 
desenvolvimento tecnológico. 
Os conceitos de desenvolvimento e de subdesenvolvimento passaram a ser usados com mais 
frequência a partir da década de 1950, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) começou a divulgar 
periodicamente dados estatísticos de diferentes nações do mundo, como taxa de mortalidade infantil, 
expectativa de vida, analfabetismo, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e renda per capita. Esses 
dados revelaram a existência de grandes contrastes entre as nações desenvolvidas e as menos desenvolvidas 
economicamente: nos dias atuais, sabe-se que cerca de 50,5% da população mundial vive em países cuja 
renda per capita anual é igual ou inferior a mil dólares, o que caracteriza uma situação de 
subdesenvolvimento; já uma parcela restrita da população do planeta vive em países considerados 
desenvolvidos, nos quais a renda per capita anual é igualou superior a 30 mil dólares. 
 
2.4 - Países do Norte e do Sul 
As nações desenvolvidas e as subdesenvolvidas também são chamadas, respectivamente, de países do 
Norte e países do Sul. Essa denominação leva em conta, basicamente, a posição geográfica dessas nações, 
pois, com exceção da Austrália e da Nova Zelândia, os países desenvolvidos encontram-se na porção 
setentrional do hemisfério Norte, enquanto os subdesenvolvidos situam-se, de maneira geral, ao sul das 
nações desenvolvidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.5 - Países centrais, periféricos e emergentes 
Nesse contexto, foram estabelecidas novas regionalizações, com o objetivo de expressar com mais exatidão 
a organização do espaço mundial contemporâneo. Entre elas, cabe destacar os: 
- Países ricos ou centrais - grupo formado pelas nações mais ricas e industrializadas (como Estados Unidos, 
Canadá, Japão, Austrália, Nova Zelândia e países da União Europeia), que se encontram no centro do 
sistema capitalista, exercendo forte domínio econômico e tecnológico sobre as nações mais pobres. 
- Países pobres ou periféricos - grupo formado pelo restante das nações do mundo, que apresentam 
desenvolvimento tecnológico e econômico menor, assim como forte dependência financeira em relação aos 
países ditos centrais, 
estando, por isso, na periferia do sistema capitalista onde a maioria da população apresenta más condições de 
vida. 
- Países emergentes grupo formado por países que se encontram em transição e com industrialização 
recente. Possui características dos países ricos e características dos países pobres. Contudo o que predomina 
são as características dos países pobres como desigualdade social elevada, carência dos serviços públicos, 
infra estrutura precária, exportação, em sua maioria, de produtos primários. Dentre as características dos 
 
14 
 
países ricos esta a exportação de produtos industrializados, apesar de predominar produtos primários, e 
população urbana. 
2.6 - O problema das classificações 
Essas classificações são utilizados por instituições internacionais, como a ONU e o Banco Mundial em 
seus relatórios. Contudo há divergências entre a lista dos países emergentes das instituições internacionais e 
até mesmo nas listas que são recorrentes na mídia internacional. Isso ocorre por que na atualidade é inviável 
qualquer tentativa de agrupar os mais de duzentos países do mundo em apenas duas ou três categorias, pois 
há uma grande heterogeneidade entre esses países do ponto de vista social e econômico, especialmente 
no interior do grupo considerado países em desenvolvimento ou também chamados de emergentes. Com o 
surgimento dos países de industrialização recente, denominados emergentes, o grupo de países então 
classificados de terceiro mundo ficou muito heterogêneo. 
Mesmo no interior dos países desenvolvidos têm aumentado as diferenças econômicas e sociais, pois 
tem países ricos que os índices de desigualdade social, marginalização e pobreza tem aumentado mais do 
que em outros países também ricos. Isso especialmente a partir do início da crise financeira nos Estados 
Unidos em 2008/2009 que posteriormente atingiu vários países europeus. 
A ONU criou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e usa a expressão "combate à pobreza", e 
não "ao subdesenvolvimento". O termo “em desenvolvimento” transmite a ideia de que em algum momento 
futuro o país irá atingir o desenvolvimento. Isso é reforçado quando os países pobres são chamados de 
"países em desenvolvimento" ou de "países menos desenvolvidos" pelos organismos internacionais. 
Entretanto, os países desenvolvidos de hoje não foram considerados subdesenvolvidos no passado. 
Desenvolvimento e "subdesenvolvimento" são realidades opostas, porém inseparáveis, resultantes do 
processo de mundialização do capitalismo e das formas de explorações. Tanto o subdesenvolvimento quanto 
o desenvolvimento são resultados das do período colonial e neocolonial quando houve uma grande 
transferência de riqueza das colônias para as metrópoles, fruto da exploração colonialista e imperialista, 
criando as condições para o desenvolvimento econômico, que com o tempo elevaria as condições de vida da 
população. 
A diferença de renda no mundo não era muito pronunciada no início das Grandes Navegações, mas foi 
aumentando ao longo do desenvolvimento desigual do capitalismo e tornou-se muito profunda no período 
contemporâneo. O desenvolvimento econômico foi maior no novo mundo, sobretudo nos Estados Unidos, no 
Japão e na Europa ocidental, onde se encontram os países desenvolvidos. O desenvolvimento foi muito 
baixo na América Latina, na Ásia (excetuando o Japão) e principalmente na África, o continente que mais 
sofreu com o imperialismo europeu e que menos se desenvolveu economicamente. 
Essa situação vem modificando lentamente a partir da década de 1990 com o rápido crescimento 
econômico que vem ocorrendo em diversos países em desenvolvimento. Países emergentes como China, 
Brasil, Rússia, Índia e México, entre outros são em muitos aspectos como PIB, produção industrial, recursos 
naturais e potencial do mercado interno são mais ricos que muitos países classificados como desenvolvidos. 
Porém, apesar de as elites desses países terem alto padrão de vida o IDH da maioria da população é inferior 
ao dos países desenvolvidos o que significa um baixo desenvolvimento social. Além disso, a infraestrutura 
produtiva (energia, telecomunicações, portos, rodovias, etc.) muitas vezes apresenta problemas. Exemplos 
dessa dinâmica são: 
- Os países do golfo Pérsico produtores de petróleo como Arábia Saudita e Kuwait, estão no grupo dos 
países de alta renda per capita. Entretanto como a riqueza desses países se concentra nas mãos de uma 
pequena minoria eles não podem ser considerados desenvolvidos. 
- O Brasil país de renda média - alta tem uma das piores distribuições de renda do mundo de acordo com 
pesquisa do Banco Mundial. A riqueza está distribuída de forma muito mais desigual nos países em 
desenvolvimento. 
 
2.7 - As contradições das classificações nas instituições especializadas 
Não há uma classificação consensual sobre quais são os países incluídos na categoria "emergente". 
De acordo com o glossário do G-20 (Grupo dos 20), "países emergentes" são aqueles que estão em 
rápido processo de crescimento econômico e industrialização; são considerados em transição entre a situação 
de "países em desenvolvimento" para a de "países desenvolvidos". 
Segundo a Unctad, há os "paísesemergentes" e os "países menos desenvolvidos". A Unctad lista 
15 
 
apenas dez países como economias emergentes. Para a Unctad, os "países menos desenvolvidos", aqueles 
que apresentam graves problemas socioeconômicos e os piores índices de desenvolvimento humano, são os 
mais vulneráveis e os países mais pobres do mundo. Estão nessa categoria 49 países: 34 localizados na 
África, 14 na Ásia/Pacífico e um na América (Haiti). São os países que despertam mais atenção por parte 
dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Essa organização classifica também alguns dos antigos 
países socialistas de "economias em transição". A Unctad reconhece que é difícil classificar os países e faz 
a seguinte ressalva: 
"As designações 'desenvolvido', 'em transição' e 'em desenvolvimento' foram adotadas por 
conveniência estatística e não necessariamente expressam um julgamento sobre o estágio alcançado por um 
país em particular no processo de desenvolvimento". 
Já na mídia especializada em negócios, é comum países como China, Rússia, Índia, Indonésia, 
Turquia, África do Sul, Marrocos e Colômbia, entre outros, também serem apontados como economias 
emergentes. 
Entre os diversos exemplos da dificuldade de classificar os países e suas consequentes inconsistências, 
podemos destacar: 
- a Coréia do Sul, país com um índice de desenvolvimento humano bastante elevado e uma das economias 
mais modernas e competitivas do mundo, ainda aparece no grupo das economias emergentes da Unctad, 
embora a própria ONU já a classifique como país desenvolvido; 
- a Romênia, país do antigo bloco socialista que, embora tenha um Índice de Desenvolvimento Humano 
elevado, é um dos mais atrasados da Europa. Por ser membro da União Europeia está no grupo das 
economias desenvolvidas. 
Contudo há divergências entre a lista dos países emergentes da Unctad e a denominação recorrente na 
mídia internacional. Os países que eram socialistas, mas que entraram na União Europeia, como o exemplo 
citado, não foram classificados como "economias em transição', mas sim como "desenvolvidos". A Rússia, 
por sua vez, herdeira da União Soviética, é considerada uma "economia em transição". 
No Atlas do desenvolvimento global 2011, o Banco Mundial faz o seguinte comentário: "Economias 
de baixa e média renda são muitas vezes definidas como economias em desenvolvimento.” Não se pretende 
com isso concluir que todas as economias deste grupo estão vivenciando desenvolvimento similar ou que as 
outras economias são superiores ou atingiram o estágio final de desenvolvimento'. Por sua vez, os países de 
alta renda são em geral definidos como economias desenvolvidas. Mas há várias exceções, como a Arábia 
Saudita, um país de alta renda que não é considerado desenvolvido. 
Segundo o Banco Mundial mesmo nos países por ele designados "em desenvolvimento" há um elevado 
percentual de pobres na população, sobretudo nos do Sul da Ásia e nos da África subsaariana onde está a 
maioria dos "países menos desenvolvidos". São pessoas que vivem com menos de 2 dólares por dia portanto 
abaixo da linha de pobreza internacional (sobrevivem na pobreza extrema aquelas que têm renda inferior a 
1,25 dólar/dia). 
 
2.7.1 - Distribuição da pobreza 
A maioria dos países que apresentam elevados percentuais de pobreza em sua população se localiza na 
África subsaariana, entretanto o maior contingente de pobres ainda se encontra no Sul da Ásia e sobretudo 
na Índia: em 2008 eram 862 milhões de indianos vivendo com menos de 2 dólares por dia. Os africanos 
nessa situação perfaziam 562 milhões de indivíduos, mas espalhados por 47 países da região ao sul do Saara. 
A China ainda possuía 399 milhões de pobres, mas foi o país que mais reduziu a pobreza desde o 
início da década de 1980 quando começou seu acelerado crescimento econômico. 
Em 2008 apenas três regiões - Leste da Ásia/ Pacífico, Sul da Ásia e África subsaariana - 
concentravam 95% das pessoas que vivem com menos de 2 dólares/dia. 
Entre 1981 e 2008 houve uma redução da pobreza no mundo e quem mais contribuiu para isso foi o 
Leste da Ásia e sobretudo a China. A pobreza é muito desigual entre os países, mesmo nas regiões onde há 
mais concentração de pessoas pobres. 
 
2.7.2 - Índice de desenvolvimento humano (IDH) 
O IDH é uma medida sumária do desenvolvimento humano, que mede as realizações médias de um 
país em três dimensões básicas do desenvolvimento: uma vida longa e saudável, o acesso ao conhecimento e 
16 
 
um padrão de vida digno. Por isso o IDH permite analisar as condições de vida de uma população, para além 
dos indicadores econômicos tradicionais (como renda per capita e PIB), pois são considerados os sociais 
(expectativa de vida, mortalidade infantil e analfabetismo) 
Analisar o desenvolvimento de um país apenas do ponto de vista macroeconômico significa obter uma 
visão parcial e limitada da realidade devem ser considerados os aspectos políticos (respeito aos direitos 
humanos, participação política da população, entre outros) e a sustentabilidade ambiental. 
O economista indiano Amartya Sen, um dos criadores do IDH, define o desenvolvimento como um 
processo de expansão das liberdades reais dos seres humanos, o que inclui o acesso a bons serviços de 
educação e saúde, garantias de direitos civis, etc. Segundo ele, não podemos encarar o desenvolvimento 
apenas do prisma dos indicadores econômicos. 
Desde 1990, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) calcula e divulga o 
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de quase todos os países. Esse índice fornece um retrato mais 
preciso das condições de vida das populações. 
As tradicionais explicações que enfatizam as relações econômicas entre os países ao longo da História, 
embora não sejam falsas, consideram apenas uma faceta desse complexo problema. Ao darem destaque à 
relação Norte-Sul e aos antagonismos entre os países ricos e os pobres (e muitos nem são tão pobres) como 
responsáveis pelas desigualdades sociais, encobrem as contradições internas tanto dos países em 
desenvolvimento quanto dos países desenvolvidos. 
 
2.7.3 - Entre os motivos da pobreza 
Com poucas exceções, os países em desenvolvimento, principalmente os "países menos 
desenvolvidos", são, ou foram por longo período, governados por ditaduras ou regimes democráticos pouco 
consolidados, sob o comando de elites em geral indiferentes ao bem-estar social do restante da população. 
Por isso, o Estado deixa de cumprir muitas de suas atribuições básicas e dedica-se a satisfazer aos interesses 
da classe social ou do grupo étnico que detém o poder. Essa apropriação do Estado por um setor da 
sociedade (clã ou etnia, por exemplo) é mais comum nos países menos desenvolvidos, sobretudo na África 
subsaariana, e denominada pelo sociólogo espanhol Manuel Castells de "Estado predatório". Em casos 
extremos, uma pessoa ou uma família chega a comandar um país. 
Em países em desenvolvimento que atingiram certo grau de industrialização, como muitos dos 
emergentes, é frequente um grupo social ou partido político se apropriar do aparelho de Estado. Nesse caso, 
é comum a concessão de subsídios e de generosos incentivos fiscais a diversos grupos econômicos ligados 
ao poder instituído, muitas vezes em detrimento de investimentos sociais que poderiam beneficiar a maioria 
pobre da população. O desvio das funções do governo, a relação entre o Estado e o capital, o governo e o 
partido político, a impunidade e o desrespeito à cidadania acabaram intensificando nos países em 
desenvolvimento, especialmente nos menos desenvolvidos, outro fenômeno: a corrupção. 
Embora não seja exclusividade desses países, este problema está fortemente arraigado na maioria 
deles, devido à falta de transparência e à impunidade, e consome vultosos recursos, que poderiam ser 
investidos na solução dos graves problemas sociais que enfrentam. A corrupção é um problema que aparece 
em todos os países: desenvolvidos,emergentes e menos desenvolvidos. Entretanto, ela é muito mais séria 
nos países em desenvolvimento, especialmente nos menos desenvolvidos, onde o sistema jurídico é frágil e a 
cidadania, pouco consolidada. 
 
2.7.4 - Paraísos fiscais 
Estreitamente ligada ao problema da corrupção está a questão dos "paraísos fiscais". Muitas vezes o 
dinheiro obtido em esquemas ilícitos é transferido para paraísos fiscais no exterior, muitos deles localizados 
em países desenvolvidos ou em territórios ultramarinos desses países. 
É importante salientar que o IPC avalia apenas a corrupção no setor público, portanto, não leva em 
consideração que muitos países na lista dos menos corruptos dão suporte financeiro aos criminosos que 
atuam no mundo, principalmente nos países mais pobres. Ou seja, alguns países ricos e "altamente limpos" 
são coniventes com a corrupção. Por exemplo: a Suíça, um dos países menos corruptos do mundo (IPC 8,8), 
tem um histórico de abrigar em seu sistema bancário - em contas secretas - dinheiro oriundo de esquemas de 
corrupção de países em desenvolvimento. Por isso vem crescendo a pressão sobre os paraísos fiscais para 
que seus sistemas financeiros sejam mais transparentes e menos coniventes com a corrupção internacional. 
17 
 
 
2.7.5 - A violência e a pobreza 
Outro sério problema que várias das nações menos desenvolvidas enfrentam, sobretudo as africanas e 
asiáticas, são as guerras civis que as arruínam social e economicamente. De acordo com a publicação lhe 
State ofthe WorldAtlas 2012, das trinta guerras em andamento em 2010, dezessete ocorriam na Ásia (sendo 
cinco no Oriente Médio), nove na África (sete na região subsaariana), três na América Latina e uma na 
Europa. Essas guerras atingiam principalmente os chamados "Estados falidos", aqueles países em que a 
sociedade está em maior ou menor grau mais vulnerável aos conflitos violentos e à desagregação social e 
econômica. 
Dos quinze Estados com maior índice de falência, dez são da África subsaariana, quatro da Ásia e um 
do Caribe. 
Alguns dos países mais pobres do mundo, muitos dos quais na lista dos "Estados falidos", têm mais 
despesas públicas com as forças armadas do que com saúde e educação. É exatamente o oposto do que 
ocorre nos países mais desenvolvidos. Entretanto, deve ser lembrado que o percentual gasto com armas nas 
maiores potências econômicas mundiais, embora pequeno em termos percentuais, representa muito dinheiro 
devido ao tamanho de seus PIBs. 
Em 2010, os Estados Unidos foram o país que mais gastou, em termos absolutos, com armamentos no 
mundo. Em termos relativos está longe da Arábia Saudita, mas como o PIB norte-americano era de 14.587 
bilhões de dólares naquele ano, os 4,8% do orçamento de suas forças armadas corresponderam a 700 bilhões 
de dólares. Os sauditas comprometeram 10,4% de um PIB de 435 bilhões de dólares, o que correspondeu a 
um gasto total de 45 bilhões de dólares. O valor dos gastos norte-americanos com armas é quinze vezes 
maior do que o dos sauditas e corresponde a uma vez e meia o PIB desse país do Oriente Médio, que é a 23ª 
economia mundial (os dispêndios armamentistas da maior potência militar do planeta superam o PIB de mais 
de 90% dos países-membros da ONU). Note como a situação dos países mais pobres é perversa: têm um PIB 
pequeno e gastam proporcionalmente mais com armas, sobrando menos para investimentos sociais. 
É importante lembrar também que os países "menos desenvolvidos" não são produtores de 
armamentos, por isso importam dos países desenvolvidos (e de alguns "emergentes"), principalmente das 
grandes potências militares, os maiores exportadores mundiais de material bélico. Apenas os Estados Unidos 
são responsáveis por 30% do comércio internacional de armas. 
Enquanto bilhões de dólares são gastos em armas no mundo todo, milhões de pessoas não têm o que 
comer. Nos países pobres, principalmente na África subsaariana há adultos, jovens e crianças morrendo em 
guerras, nas quais se usam armamentos caros importados dos países ricos, e de fome, porque não têm como 
produzir alimentos nem comprar comida. 
Em muitos "países menos desenvolvidos" e com graves problemas institucionais a falta de perspectivas 
socioeconômicas faz com que muitos jovens principalmente do sexo masculino sejam aliciados por grupos 
armados. A superação da falta de perspectivas socioeconômicas, do desalento que impera nos países pobres, 
passa antes de tudo por romper o círculo vicioso pobreza-guerra-pobreza, principalmente nos chamados 
"Estados falidos". Contudo, essa não é uma tarefa fácil, por causa dos interesses envolvidos tanto dos grupos 
que detêm o poder nesses países quanto dos exportadores de armas. Mas a tomada de consciência 
internacional da importância de combater a pobreza e a desesperança mobilizou os países do mundo em 
torno dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. 
 
2.7.6 - Objetivos de desenvolvimento do milênio 
Na Cúpula do Milênio, realizada em 2000 na sede da ONU, em Nova York, foi lançada uma ambiciosa 
proposta para reduzir a pobreza mundial e melhorar os indicadores de desenvolvimento humano dos países 
da África, da Ásia e da América Latina, onde se encontra a maioria dos pobres do mundo. Os Objetivos de 
Desenvolvimento do Milênio (ODM) constam da Declaração do Milênio das Nações Unidas, documento 
assinado pelos países-membros da ONU (na ocasião eram 189). Todos os países-membros da organização 
assumiram oito compromissos, a serem postos em prática até o ano de 2015. 1º Erradicar a extrema pobreza 
e a fome, 2º Atingir o ensino básico universal, 3º Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das 
mulheres, 4º reduzir a mortalidade infantil, 5º Melhorar a saúde materna, 6º Combater o HIV, a Malária e 
outras doenças, 7º Garantir a sustentabilidade ambiental, 8º Estabelecer uma parceria mundial para o 
desenvolvimento. 
18 
 
 
 
 
 
3. O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO 
 
3.1 - Breve caracterização 
Sistema econômico que se desenvolveu na Europa com a crise do feudalismo e se expandiu econômica 
e territorialmente pelo mundo a partir do século XVI e sobrepôs-se a outros sistemas de produção, até se 
tornar hegemônico. No capitalismo é caracterizado por um sistema econômico em que os meios de 
produção e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos; decisões 
sobre oferta, demanda, preço, distribuição e investimentos devem ser equilibrada pelo mercado e não pelo 
governo como ocorre no socialismo, os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em 
empresas e pagam salários aos trabalhadores com interesse sempre no lucro. 
Desde o século XVI vem se transformando e passou por diversas etapas marcadas por características 
diferentes no que tange às relações de produção e de trabalho (1ª, 2ª e 3º R.I.) , às tecnologias empregadas e 
às doutrinas que orientam seu funcionamento (mercantilismo, liberalismo, keynesianismo e neoliberalismo). 
O capitalismo é também chamado de economia de mercado tem como base o lucro, a propriedade 
privada e o pluripartidarismo. Considerando seu processo de desenvolvimento, costuma- se dividir o 
capitalismo em quatro etapas: comercial, industrial, financeira e informacional. 
Quais são as características mais importantes de cada uma das etapas do processo de desenvolvimento 
do capitalismo? 
O que diferencia o capitalismo em seu atual momento de expansão das etapas precedentes? 
Como as mudanças nesse sistema econômico levam a transformações no espaço geográfico? 
É o que veremos a seguir. 
 
3.2 - O capitalismo comercial - Séc. XVI até a primeira metade do séc. XVIII 
O capitalismo comercial estendeu-se do fim do século XV até o século XVIII. Durante esse período a 
produção de mercadorias era essencialmente artesanal e a maior fonte de riquezas era o comércio. Tudo o 
que pudesse ser vendido com muito lucro, como perfumes, sedas tapetes, especiarias eaté mesmo seres 
humanos escravos, transformava-se em mercadoria nas mãos dos comerciantes europeus. 
Essas transações comerciais se intensificaram com a expansão marítima das potências econômicas da 
Europa ocidental na época (Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Países Baixos) em busca de novas rotas 
de comércio, sobretudo para as Índias. Foi o período das Grandes Navegações, descobrimentos de novas 
terras e povos, das conquistas territoriais e também da escravização e genocídio de milhões de nativos da 
América e da África. Com as Grandes Navegações, as trocas comerciais proporcionaram grande acúmulo de 
capitais por parte dos Estados europeus por isso a primeira etapa desse sistema econômico é chamada 
capitalismo comercial. Ou seja, quase todo o lucro acumulado pelos capitalistas era oriundo do 
comércio. Tem início o processo de globalização. 
Nesse período a riqueza e o poder de um país eram medidos pela quantidade de metais preciosos 
acumulados, prática conhecido como Metalismo. Para garantir a acumulação de metais os países europeus, 
as metrópoles, colonizaram vários territórios em outros continentes, sendo que no início nas Américas, e o 
mundo foi dividido entre as potências europeias da época. O objetivo das metrópoles eram explorar os 
metais preciosos presentes nas colônias período conhecido como Colonialismo. As regiões colonizadas no 
início da expansão marítima formaram o chamado "comércio triangular": produtos europeus para a África, 
escravos africanos para as colônias americanas e produtos tropicais americanos para a Europa. 
Os metais preciosos eram explorados das colônias e proporcionou grande acúmulo de riquezas nos 
países europeus, principalmente à Inglaterra, que emerge como principal potência no final desse período. 
Esse acúmulo inicial de capitais foi fundamental para a eclosão da Revolução Industrial, que marcou o 
começo de uma nova etapa do capitalismo chamado de Capitalismo industrial, já no século XVIII. 
 
3.2.1 - Doutrina: Mercantilismo 
A economia, nessa fase inicial de expansão do capitalismo, funcionava segundo a doutrina 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_econ%C3%B4mico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Meios_de_produ%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Meios_de_produ%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade_privada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oferta
http://pt.wikipedia.org/wiki/Demanda
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pre%C3%A7o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucro
19 
 
mercantilista, que defendia a intervenção governamental nas relações comerciais, a fim de promover a 
prosperidade nacional e aumentar o poder dos Estados. O poder político estava centralizado nas mãos dos 
monarcas, ou seja do governo. 
 
3.3 - O capitalismo industrial - Segunda metade do séc. XVIII até a segunda metade do séc. XIX 
O comércio não era mais a essência do sistema, embora continuasse importante para fechar o ciclo 
produção-consumo. Nessa nova fase, o lucro provinha principalmente da produção de mercadorias com 
auxílio de máquinas, que tornaram a produção mais rápida, realizada por trabalhadores assalariados que 
sofria e ainda sofre com a mais-valia. O lucro se dava com a produção em quantidade de tecidos, máquinas, 
ferramentas e armas. E com os rápidos avanços nos transportes, com o surgimento dos trens e dos barcos a 
vapor, aumentavam os ganhos dos capitalistas. 
É com o capitalismo industrial que se consolida um mecanismo da exploração capitalista, definindo 
como mais-valia. A mais valia é resultado da grande diferença da remuneração que o trabalhador ganha 
com o que ele produz. Toda jornada de trabalho corresponde a uma remuneração, que garantirá a 
subsistência do trabalhador. No entanto, o trabalhador produz um valor maior de produtos do que aquele que 
recebe como salário. Essa quantidade produtos, produzidas pelo trabalho e que não é pago ao trabalhador, é 
o lucro que fica com os proprietários das fábricas, fazendas, minas, lojas e outros empreendimentos. Dessa 
forma, em todo produto ou serviço está embutido esse valor, que é apropriado pelo dono desses meios de 
produção e permite o acúmulo de lucro pela burguesia (a classe dos capitalistas do período). 
O regime assalariado é, portanto, a relação de trabalho mais adequada ao capitalismo e se disseminou à 
medida que o capital se acumulava em grande escala nas mãos dos donos dos meios de produção. O aumento 
da produção desse período motivado pelas máquinas provocou uma crescente necessidade de expansão dos 
mercados consumidores para consumir a produção em larga escala. Ao mesmo tempo o trabalhador 
assalariado, além de apresentar maior produtividade que o escravo, tem renda disponível para o consumo. 
Por isso a escravidão entrou em decadência e o trabalho assalariado passou a predominar, embora ainda hoje 
exista escravidão no mundo, até mesmo no Brasil. A Inglaterra foi o país que mais incentivou o fim da 
escravidão com interesse em ampliar o mercado consumidor dos seus produtos industrializados. 
 
3.3.1 - Primeira Revolução Industrial 
Nas primeiras décadas do século XVIII, o Reino Unido da Grã-Bretanha (formado em 1707 com a 
unificação entre a Inglaterra e a Escócia) comandou a primeira Revolução Industrial que deu início a uma 
nova fase do capitalismo, o capitalismo industrial. A revolução motivada principalmente pela inclusão de 
máquinas nas fábricas, que antes só funcionavam de forma manual, gerou uma grande transformação no 
sistema de produção de mercadorias, na organização das cidades e do campo e nas condições de 
trabalho. 
Essa fase deu início a um grande aumento da capacidade de transformação da natureza, por meio da 
utilização de máquinas hidráulicas e a vapor, o que provocou grande aumento no volume de mercadorias 
produzidas e a consequente necessidade de ampliação do mercado consumidor em escala mundial. Esse 
período também foi marcado por uma crescente aceleração da circulação de pessoas e mercadorias, graças à 
expansão das redes de transporte terrestre, com o trem (a locomotiva a vapor foi criada em 1805), e 
marítimo, com o barco a vapor (criado em 1814), intensificando o processo de globalização. 
 
3.3.2 - Doutrina: Liberalismo 
Ao contrário da doutrina mercantilista, presente no capitalismo comercial, em que o estado interferia 
na economia, na nova etapa do capitalismo, industrial, era conveniente para a burguesia que a economia 
funcionasse segundo a lógica do mercado, com o Estado interferindo cada vez menos diretamente na 
produção e no comércio. Essa nova fase do estado interferindo menos na economia é denominada 
Liberalismo. A partir de então, caberia ao Estado, nos limites de seu território, garantir a livre-iniciativa, a 
concorrência entre as empresas e o direito à propriedade privada, e, no comércio internacional, o apoio às 
empresas nacionais na concorrência com as de outros países e a proteção do mercado interno contra a 
concorrência desleal. 
 Consolidou-se, assim, uma nova doutrina econômica: o liberalismo. Essa doutrina afirma que cada 
20 
 
um, ao buscar seu próprio interesse econômico, contribuiria para o interesse coletivo de modo mais eficiente. 
Por isso é contrário à intervenção do Estado na economia e defende a "mão invisível" do mercado. Os 
princípios liberais aplicados às trocas comerciais internacionais redundaram na defesa do livre-comércio, ou 
seja, a defesa da redução, e até abolição, das barreiras tarifárias para a livre circulação de mercadorias, o que 
servia perfeitamente aos interesses do Reino Unido, país mais industrializado - a potência da época e 
interessado em abrir mercados para seus produtos em todo o mundo. 
Portanto, o liberalismo permanecia muito mais como ideologia capitalista, porque, na prática, a livre 
concorrência, característica da etapa industrial do capitalismo, era bastante limitada. O Reino Unido que 
estava com sua industrialização consolidada, enquanto que os outros países europeus, que aindaestavam na 
fase principiante da industrialização, permaneciam com práticas protecionistas. O Estado, por sua vez, 
passou a intervir na economia como agente produtor ou empresário, mas, sobretudo, como planejador e 
coordenador. Essa atuação intensificou-se, principalmente, após a crise econômica de 1929 que resultou em 
acentuada queda da produção industrial e do comércio e aumento do desemprego em todo o planeta. 
 
3.4 - O início do capitalismo financeiro - (2ª metade do séc. XIX até a 2ª metade do séc. XX) 
Nessa etapa do capitalismo, os bancos assumiram um papel mais importante como financiadores da 
produção. Incorporaram indústrias, que, por sua vez, incorporaram ou criaram bancos para lhes dar suporte 
financeiro. Por esse motivo tornou-se cada vez mais difícil distinguir o capital industrial (também o agrícola, 
comercial e de serviços) do capital bancário. Uma melhor denominação para essa nova organização 
econômica, bancos fortemente vinculados às industrias, passou a ser o capitalismo financeiro. 
Uma das características mais importantes do crescimento acelerado da economia capitalista, na 
segunda metade do século XIX, foi a formação de grandes empresas industriais e comerciais e o acelerado 
aumento do número de bancos e outras empresas financeiras. A concorrência acirrada favoreceu as grandes 
empresas, levando a fusões e incorporações que resultaram na formação de monopólios ou oligopólios em 
muitos setores da economia. Monopólio é quando uma única empresa domina o mercado e oligopólio é 
quando um grupo de empresas controla o mercado controlando a oferta de determinado bem ou serviço. O 
monopólio é ruim para o mercado, pois acaba com a concorrência. É bom lembrar que, por ser intrínseco à 
economia capitalista, esse processo continua acontecendo, e grandes corporações da atualidade foram 
fundadas nessa época. 
Esse capitalismo foi se consolidando, inicialmente nos Estados Unidos, com um vigoroso mercado de 
capitais. As empresas deixaram de ser familiares e se transformaram em sociedades anônimas de capital 
aberto, isto é, empresas que negociam suas ações em Bolsas de Valores e os sócios (sociedade) são 
anônimos em sua maioria. Isso permitiu a formação das grandes corporações da atualidade, cujas ações 
estão, em parte, distribuídas entre milhares de acionistas. Em geral, essas grandes empresas têm um acionista 
majoritário, que pode ser uma pessoa, uma família, uma fundação, um banco ou uma holding, ao passo que 
os pequenos investidores são proprietários do restante, muitas vezes milhões de ações. A Petrobrás é um 
exemplo desse tipo de empresa sendo que o maior acionista é o governo. A expansão do mercado de 
capitais é uma das marcas do capitalismo financeiro. É nas Bolsas de Valores que se negociam as ações de 
empresas de capital aberto. O mercado passou a ser dominado por grandes corporações através de diferentes 
formas de organizações das indústrias e empresas. 
 
3.4.1 - Formas de organização das empresas - Trustes, Cartéis e Conglomerados 
Foi no capitalismo financeiro que as empresas começaram a se organizar de forma que pudessem aumentar 
seus lucros. As principais formas de organização são os Trustes, Cartéis e Conglomerados. 
Trustes - empresa que costumam controlar todas as etapas da produção, desde a extração da matéria-
prima da natureza e sua transformação em produtos até a distribuição das mercadorias. Desde o final 
do século XIX, em cada setor da economia - petrolífero, elétrico, siderúrgico, têxtil, ferroviário, etc. - 
passaram a predominar algumas grandes empresas, que ficaram conhecidas como trustes. O truste resulta 
de fusões e incorporações ocorridas em determinado setor de atividade, como aconteceu, sobretudo, com 
empresas petrolíferas e automobilísticas, que se tornaram gigantescas. Sendo assim o truste é quando várias 
empresas (transporte, extração, produção, logística, mercado) se unem, perdem autonomia e viram uma 
única empresa. 
21 
 
Conglomerados - vários trustes constituídos no final do século XIX e início do século XX transformaram-se 
em conglomerados, ou seja, uma única empresa que atua em diferentes setores da economia (produz 
desde caneta, computador e carros). Resultando em uma ampliado processo de concentração de capitais e 
de uma crescente diversificação dos negócios. Os conglomerados, também chamados grupos ou corporações, 
visam dominar a oferta de determinados produtos ou serviços no mercado e são o exemplo mais bem-
acabado de empresas do capitalismo monopolista. Por exemplo: o grupo General Electric, sediado nos 
Estados Unidos, atua em diversos ramos industriais. Fabrica uma grande variedade de produtos - lâmpadas 
elétricas, fogões, geladeiras, equipamentos médicos, motores de avião, turbinas para hidrelétricas, etc. - e 
atua nos setores financeiro e de comunicações. 
 Há, especialmente nos países desenvolvidos, variados exemplos de conglomerados que atuam em 
diversos setores da economia: Daimler (Alemanha), Sony (Japão), Fiat (Itália), Nestlé (Suíça), Unilever 
(Reino Unido e Países Baixos), mas já há também importantes conglomerados em países emergentes: 
Sinopec (China), Hyundai (Coreia do Sul), Tata (Índia), Pemex (México), etc. 
 No Brasil também há conglomerados importantes, como a Petrobras, maior empresa brasileira, que 
atua na distribuição de derivados de petróleo e gás natural, biocombustíveis e energia elétrica e funciona 
como um truste no ramo energético, pois realiza desde a exploração, a produção, o refino e a 
comercialização de petróleo. O exemplo da Petrobras nos faz entender que uma única empresa pode ser: um 
conglomerado, um truste e um monopólio. A Itaúsa, o Bradesco, a Vale, a Ultrapar e a Votorantim também 
são importantes conglomerados brasileiros. 
 Ao se transformar em conglomerados, as grandes corporações diversificaram os setores e os 
mercados de atuação. Expandindo-se pelo mundo, principalmente após a Segunda Guerra, transformaram-se 
em empresas transnacionais. Surgidas da tendência expansionista do capitalismo, essas empresas se 
caracterizam por desenvolver uma estratégia de atuação internacional a partir de uma base nacional, onde 
está sua sede e o controle das filiais espalhadas por outros países. 
 
Cartel - ocorre quando vários trustes, ou mesmo empresas de menor porte, fazem acordos entre si 
estabelecendo um preço comum, dividindo os mercados potenciais e, portanto, inviabilizando a livre 
concorrência em determinado setor da economia. Formam um oligopólio. Diferentemente do que acontece 
no truste, no cartel não há a perda de autonomia das empresas envolvidas, nem tampouco participação 
acionária entre os participantes. O cartel é consequência de acordos entre empresas, em geral grandes, com o 
intuito de compartilhar determinados setores da economia, controlar os preços dos produtos no mercado e 
combinar preços em licitações públicas. Esses acordos abusivos entre empresas inibem a competição no 
setor em que ocorrem - elevando o preço dos produtos e prejudicando os consumidores - e a concorrência 
em obras públicas - elevando seu preço e prejudicando os contribuintes - cidadãos. Por isso na maioria dos 
países foram criadas leis que proíbem a cartelização. No Brasil, a lei 12.529, de 30 de novembro de 2011, 
sobretudo em seu artigo 116, define esse abuso de poder das empresas como crime contra a ordem 
econômica. 
Holding - Empresas que são controladas por uma outra empresa. Tem como objetivo a manutenção da 
estabilidade da empresa controladora, garantindo uma lucratividade média, já que pode haver rentabilidades 
diferentes em cada setor e, consequentemente, em cada empresa do grupo. A Petrobras é uma Sociedade 
Anônima, isto é, uma companhia de capital aberto cujas ações são negociadas em Bolsa de Valores. O 
governo brasileiro é seu principal acionista: em 2012 a União Federal era proprietária de 50% das ações 
ordinárias. O conglomerado é composto de diversasempresas comandadas diretamente pela holding 
Petrobras. 
 
3.4.2 - Segunda Revolução Industrial 
No fim do século XIX, e ainda na fase do capitalismo financeiro, mudanças importantes estavam 
acontecendo dentro das fábricas: a produtividade e a capacidade de produção aumentavam rapidamente, 
devido à introdução de novas máquinas e fontes de energia mais eficientes, como o petróleo e a eletricidade; 
aprofundava-se a especialização do trabalhador em uma única etapa da produção; e crescia a fabricação em 
série. 
Nessa fase a industrialização foi se expandindo para outros países europeus, como a Bélgica, a França, 
a Alemanha, a Itália e até para fora da Europa, alcançando os Estados Unidos e, de forma incipiente, o Japão 
22 
 
e o Canadá. Esses países que se industrializaram só na segunda revolução, praticaram medidas protecionistas 
à sua indústria nascente. Mesmo os Estados Unidos, país que hoje tem forte tradição liberal, só passou a 
defender o liberalismo no comércio internacional quando já tinham estruturado uma indústria competitiva. 
Na Segunda Revolução Industrial ocorre a introdução de novas tecnologias e novas fontes de energia 
no processo produtivo e a criação dos primeiros laboratórios de pesquisa das atuais grandes corporações 
industriais. Tendo como pioneiros os Estados Unidos e a Alemanha, a ciência passou a ser cada vez mais 
apropriada pelo capital, ou seja, posta a serviço das empresas para o desenvolvimento de novos produtos e a 
melhora de produtos já existentes. 
A siderurgia avançou significativamente, assim como a indústria mecânica, graças ao aperfeiçoamento 
da fabricação do aço. Na indústria química, com a descoberta de novos elementos e materiais, ampliaram-se 
as possibilidades para novos setores, como o petroquímico. A descoberta da eletricidade beneficiou as 
indústrias e a sociedade como um todo, pois proporcionou o aumento da produtividade, a melhora nas 
condições de vida e maior autonomia das indústrias com relação a definição de suas localizações frente aos 
demais que influenciam nos custos da produção. O desenvolvimento do motor a combustão interna e a 
consequente utilização de combustíveis derivados de petróleo abriram novos horizontes para as indústrias 
automobilísticas e aeronáuticas, possibilitando sua expansão e a dinamização dos transportes. Com o 
crescente aumento da produção e a industrialização expandindo-se para outros países, acirrou-se a 
concorrência entre as empresas. 
Era cada vez maior a necessidade de garantir novos mercados consumidores e melhores oportunidades 
de investimentos lucrativos, além de acesso a novas fontes de energia e de matérias-primas era o início de 
muitas das atuais grandes corporações e pela expansão imperialista. 
 
3.4.3 - Imperialismo 
Foi nesse contexto do capitalismo que ocorreu a expansão imperialista europeia na África e na Ásia. 
As potências imperialistas buscavam ampliar seus territórios, e os empresários, seus lucros na busca por 
matéria prima e mercado consumidor. O capitalismo, desde sua origem na Europa, foi ampliando sua área de 
atuação no planeta. A expansão imperialista disseminou o sistema para outras partes do mundo. 
No Congresso de Berlin (1884-1885), as potências industriais da europeias partilharam o continente 
africano entre elas. Na Ásia, extensas áreas também foram partilhadas, como a Índia que passou a ser o 
território colonial britânico mais importante. 
A partilha imperialista estabelecida pelas potências industriais consolidou a divisão internacional do 
trabalho (DIT), pela qual as colônias, sobretudo as africanas, especializaram-se em fornecer matérias-
primas, especialmente minérios como o ferro, chumbo e cobre, além de produtos de origem agrícola, como 
algodão, aos países que então se industrializavam e exportavam produtos industrializados. 
Essa divisão, inicialmente delineada no capitalismo comercial, consolidou-se na etapa do capitalismo 
industrial. Assim, estruturou-se nas colônias uma economia complementar e subordinada à das potências 
imperialistas. No fim do século XIX também emergiram potências industriais fora da Europa, com destaque 
para o Japão, na Ásia, e principalmente os Estados Unidos, na América. 
A expansão imperialista japonesa, como a europeia, foi marcada pela ocupação e anexação de 
territórios. Iniciou-se com a tomada de Formosa (China), após a vitória na Guerra Sino-Japonesa (1894-
1895), seguida pela ocupação da península da Coreia (anexada em 1910) e da Manchúria (China), em 1931, 
entre outros territórios. O imperialismo norte-americano sobre a América Latina foi um pouco diferente do 
europeu sobre a África e a Ásia e do japonês, também sobre a Ásia. 
Enquanto nas colônias africanas e asiáticas as potências imperialistas mantinham controle político e 
militar direto, os norte-americanos exerciam controle indireto, patrocinando golpes de Estado, 
principalmente na América Central e no Caribe, e apoiando a ascensão de ditadores nacionais, alinhados 
com os interesses dos EUA. As intervenções militares eram localizadas e temporárias, como o controle 
exercido sobre Cuba (1899-1902) e em seguida as intervenções seguiram para diversos países da região. 
Com o fim da Segunda Guerra, já em 1945, agravou-se o processo de decadência das antigas potências 
europeias, que já vinha ocorrendo desde o fim da Primeira Guerra Mundial. Aos poucos, elas foram 
perdendo seus domínios coloniais na Ásia e na África e, com a destruição provocada pela Grande Guerra, as 
colônias conquistaram sua independência num processo que ficou conhecido como descolonização. 
Outra característica específica desse período foi o surgimento de duas forma de organização do 
23 
 
trabalho conhecidas como Taylorismo e Fordismo. 
 
3.4.4 - Formas de organização do trabalho: Taylorismo e Fordismo 
 Foi nesse contexto de Segunda Revolução Industrial e consolidação de capitalismo financeiro é que 
surge as primeiras formas de organização de trabalho padronizadas com o objetivo de aumentar a 
produtividade através da racionalização do trabalho. Essas organizações foram criadas nos EUA pais que se 
destacou nessa fase da industrialização. 
 
Taylorismo - foi a primeira e consistia basicamente em controlar os tempos e os movimentos dos 
trabalhadores e fracionar as etapas do processo produtivo de forma que o operário desenvolvesse tarefas 
ultra especializadas e repetitivas com o objetivo de aumentar a produtividade no interior das fábricas. Eram 
novos procedimentos organizacionais aplicados à indústria. O criador dessa nova forma de trabalho o 
engenheiro Americano Frederick W. Taylor desenvolveu essa teoria a partir da observação dos 
trabalhadores nas indústrias e concluiu que para dinamizar a produção era necessário hierarquizar e 
sistematizar o trabalhador, monitorar o tempo de trabalho e premiar os que realizam uma tarefa em menor 
tempo. 
 
Fordismo - é conhecido como uma evolução nos procedimentos de Taylor. O industrial norte-americano 
Henry Ford inovou os métodos de produção de Taylor ao introduzir esteiras rolantes na sua linha de 
montagem de automóveis: as peças chegavam até os operários que, parados, executavam sempre as mesmas 
tarefas referentes à produção de cada parte do carro. O fordismo distingue-se do taylorismo por apresentar 
uma visão abrangente da economia, não fica restrito as mudanças organizacionais no interior das fábricas. 
Ford percebeu que a produção em grande escala exigia consumo em massa, o que pressupunha produtos 
mais baratos e salários mais altos para os trabalhadores. Com isso havia uma economia em crescimento com 
salários em ascensão, trabalhadores consumindo, os empresários com grandes lucros e o estado arrecadando 
mais impostos. 
 Contudo, a superprodução nas indústrias devido a linha de produção fordista gerou um grande 
estoque de produtos que não estavam sendo absorvidos pelos consumidores. A consequência disso foi a 
Crisede 1929. 
 
3.4.5 - Doutrina: Keynesianismo 
A doutrina que surgiu nessa fase do capitalismo financeiro foi a Keyneziana que criticava o 
pensamento econômico clássico e o princípio da "mão invisível", ou seja, criticava o liberalismo e o suposto 
equilíbrio espontâneo do mercado. 
O keynesianismo, que passa a ser valorizada, após a crise de 1929, defendia a intervenção do Estado 
na economia para evitar crises de superprodução, como a de 1929. Propunha o aumento dos gastos públicos 
como mecanismo para estimular o crescimento econômico e a geração de empregos. Essa crise ocorreu por 
causa da quebra da Bolsa de Nova York. A quebra da bolsa ocorreu por causa do excesso de produção das 
indústrias devido a linha de produção fordista e a falta de controle sobre a especulação sobre as ações das 
empresas, principalmente industriais. 
Em 1933, Franklin Roosevelt, então presidente dos Estados Unidos, pôs em prática um plano de 
combate à crise que se estendeu até 1939. Chamado New Deal ('novo plano' ou 'novo acordo), foi um clássico 
exemplo de intervenção do Estado na economia. Baseado em um audacioso plano de construção de obras 
públicas e de estímulos à produção, visando reduzir o desemprego, o New Deal foi fundamental para a 
recuperação da economia norte-americana e, posteriormente, do restante do mundo. Essa política de 
intervenção estatal numa economia fortemente oligopolizada ficou conhecida como keynesianismo, por ter 
sido o economista John Maynard Keynes seu principal teórico e defensor. Representou claramente uma 
contraposição ao liberalismo clássico, que até então permanecia como ideologia capitalista dominante. 
Superada a crise, com a retomada do crescimento da economia, principalmente após a Segunda Guerra 
Mundial (1939-1945), começam a se consolidar os grandes conglomerados capitalistas. Ou seja, do ponto de 
vista econômico, o pós-Segunda Guerra foi marcado por acentuada mundialização da economia capitalista, 
sob o comando das transnacionais. Foi a época de gestação das profundas transformações econômicas pelas 
quais o mundo vem passando, sobretudo a partir do fim dos anos 1970, como a Terceira Revolução 
24 
 
Industrial e o processo de globalização da economia. 
 
3.5 - O capitalismo informacional - A revolução informacional 
Com o início da Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-
Científica ou Revolução Informacional, o capitalismo, como propõe o sociólogo espanhol Manuel 
Castells, atingiu seu período informacional. Essa nova etapa começou a se gestar no pós-Segunda Guerra, 
mas se desenvolveu, sobretudo a partir dos anos 1970 e 1980. 
A partir daí, empresas, instituições e diversas tecnologias foram responsáveis pelo crescente aumento 
da produtividade econômica e pela aceleração dos fluxos materiais e imateriais - de capitais, mercadorias, 
informações e pessoas. Nessa etapa do capitalismo, os avanços tecnológicos potencializaram a produção 
industrial e o sistema financeiro. 
As novas tecnologias empregadas no processo produtivo, a exemplo da robótica, permitiram grande 
aumento da produtividade industrial e da diversificação dos produtos. Além disso, os avanços tecnológicos 
na informática permitiram que os fluxos de capitais ocorressem sem a necessidade física do dinheiro, 
possibilitando um enorme crescimento do setor financeiro globalizado. 
 Entretanto, a característica fundamental dessa etapa do desenvolvimento capitalista é a crescente 
importância do conhecimento. Os produtos e serviços têm um conjunto cada vez maior de conhecimentos 
a eles agregados, valorizando-os. A fabricação de um televisor ou um automóvel, por exemplo, envolve, 
além do material e da mão de obra (também cada vez mais qualificada), uma série de conhecimentos 
específicos. Produtos e serviços têm, portanto, uma nova característica - seu crescente teor informacional. 
Mas o conhecimento também vai se incorporando ao território, constituindo o que o geógrafo Milton 
Santos chamou de meio técnico-científico-informacional, que aparece predominantemente nos países 
desenvolvidos e nas regiões mais modernas dos países emergentes, e é a base para os fluxos da globalização. 
Os países na vanguarda da Revolução Informacional são aqueles que lideram a Pesquisa e Desenvolvimento 
(P&D) com destaque para os EUA, país que mais investe em P&D em termos absolutos, que possui o maior 
número de pesquisadores, que mais publica artigos técnicos e científicos em revistas especializadas e que 
obtém as maiores receitas de royalties e taxas de licenciamento sobre novas tecnologias de produtos e 
serviços. 
As duas revoluções industriais anteriores foram impulsionadas pelo desenvolvimento de novas fontes 
de energia a primeira, por carvão, e a segunda, por petróleo e eletricidade. A revolução ora em curso é 
impulsionada pelo conhecimento, embora, evidentemente, a energia continue sendo crucial (um computador 
de última geração não funciona sem energia elétrica ou bateria). 
Durante a expansão imperialista era imprescindível para as indústrias o acesso a fontes de matérias-
primas e de energia para a manutenção do processo produtivo. Hoje, na época da globalização embora o 
acesso a recursos naturais continue sendo muito importante, é imprescindível o acesso ao conhecimento, 
fruto de investimentos em P&D. 
Desde os primórdios da espécie humana, as sociedades produzem conhecimentos diversos: uma 
ferramenta, como um arado puxado por algum animal, por exemplo, que produziu avanços na agricultura, 
implica algum conhecimento para produzi-lo e utilizá-lo. 
O que mudou hoje, então? 
Atualmente o conhecimento é o principal responsável pelo desenvolvimento, pela produção e pela 
utilização dos produtos e serviços. Por isso, quanto mais avançados forem, mais incorporam conhecimentos, 
que são a base da atual Revolução Técnico-Científica e Terceira Revolução Industrial 
As primeiras indústrias, da era das chaminés, desenvolveram-se em torno das bacias carboníferas. 
Atualmente, as empresas de alta tecnologia estão próximas a universidades e outras instituições de pesquisa, 
onde se desenvolvem os parques tecnológicos ou tecnopolos. Nesses centros industriais, há grande 
concentração de indústrias de informática (hardware e software), telecomunicações, robótica e 
biotecnologia, entre outras de alta tecnologia. Os parques tecnológicos são um exemplo evidente do meio 
técnico-científico-informacional. Nos países emergentes há pouco investimentos em pesquisa científica e 
tecnológica e as que tem são desenvolvidas em sua maioria por instituições governamentais e universidades. 
Exemplo no Brasil: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Instituto Tecnológico de 
Aeronáutica – (ITA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) entre outros. Já nos países desenvolvidos as pesquisas 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Tecnol%C3%B3gico_de_Aeron%C3%A1utica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Tecnol%C3%B3gico_de_Aeron%C3%A1utica
http://portal.fiocruz.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Pesquisas_Espaciais
25 
 
tecnológicas são desenvolvidas principalmente pelo setor privado. A falta de grandes investimentos nos 
países emergentes ocorre devido a falta de interesse, corrupção e graves problemas sociais para serem 
resolvidos como fome, miséria e desemprego. 
Desde a década de 1970, está havendo uma grande revolução nas unidades de produção, nos serviços e 
nas residências. Grande parte dessa revolução deve-se a uma aos novos materiais como uma pequena peça 
de silício chamada chip, que possibilitou a construção de computadores cada vez mais rápidos, precisos e 
baratos. O desenvolvimento de satélites e de cabos de fibra óptica, entre outras tecnologias, tem permitido 
grandes avanços nas telecomunicações. As tecnologias da informação e comunicação têm facilitado ogerenciamento de dados e acelerado o fluxo de capitais, mercadorias e informações em escala mundial por 
diversos meios, entre os quais se destaca a internet. 
Com a aceleração contemporânea, o capitalismo atingiu o estágio planetário, a atual fase de 
globalização. Estrutura-se um mundo cada vez mais integrado por modernos meios de transportes e 
telecomunicações. Por isso podemos dizer que vivemos em um capitalismo informacional-global. 
Entretanto, como veremos no próximo capítulo, a globalização e seus fluxos abarcam o espaço geográfico de 
forma bastante desigual, pois alguns países e regiões estão mais integrados que outros, e os "comandantes" 
desse processo estão concentrados em poucos lugares. 
 
3.5.1 - Forma de organização do trabalho: Toyotismo/produção flexível 
Com o avanço para a Terceira Revolução Industrial e um capitalismo informacional ocorre também um 
avanço para novos métodos de organização de produção chamados de Toyotismo ou produção flexível. O 
fordismo começa a perder espaço. Essas novos métodos de organização do trabalho começaram a ser 
desenvolvidas na fábrica da Toyota Motor Company, em Toyota City no Japão, após a Segunda Guerra. As 
principais mudanças foram: 
- as grandes fábricas que possibilitavam a produção em série e escala, foram substituídas ou 
complementadas pela economia de escopo, desenvolvida em plantas menores e flexíveis, que podem mudar 
a organização interna; 
- substituiu a linha de produção, típica da fábrica fordista, por equipes de trabalho ou células de produção, 
nas quais cada equipe fica encarregada de todo o processo produtivo. Essa inovação ficou conhecida como 
círculos de controle de qualidade (CCQ) e reduziu significativamente os defeitos de fabricação, pois tal 
controle passou a ser feito pela própria equipe ao longo do processo produtivo, e não apenas no final, como 
na produção fordista; 
- o just-in-time ("no momento certo", em inglês) procura estabelecer uma sintonia fina entre a fábrica, seus 
fornecedores e consumidores. A organização da produção pressupõe um abastecimento contínuo dos 
insumos (peças e matérias-primas) necessários para a fabricação de determinado produto. Dessa forma, 
eliminam-se ou reduzem-se drasticamente os estoques. O escoamento da produção também é planejado 
para ocorrer "no momento certo". 
Junto com essa nova organização do trabalho foram surgindo no processo produtivo máquinas cada 
vez mais sofisticadas e, finalmente, robôs. No início, eles desempenhavam as tarefas repetitivas ou as mais 
perigosas e insalubres, mas, com o passar do tempo, substituíram mais e mais operários. Com a crescente 
automação das fábricas, muitos operários passaram a trabalhar em outros setores, particularmente nos 
serviços. Já outros perderam seus postos de trabalho, que desapareceram definitivamente, caracterizando o 
desemprego estrutural. Com essas mudanças, o mercado de trabalho tem exigido trabalhadores mais 
qualificados, mais versáteis, com capacidade de aprendizagem permanente e mais envolvidos com a sua 
profissão. 
Essas inovações implantadas no sistema produtivo, particularmente nos países desenvolvidos, ficaram 
conhecidas como produção flexível, em contraposição à rigidez do fordismo, e permitiram nova fase de 
expansão para muitas empresas. Entretanto, enquanto o toyotismo ficou mais associado aos métodos 
organizacionais no interior das fábricas, a produção flexível se refere ao contexto mais amplo no qual se 
insere, contemplando, além das formas de organização produtiva, também as relações de trabalho e as 
políticas econômicas. O desenvolvimento dessa nova organização da produção tem gerado novas relações de 
trabalho, como a terceirização, novos processos de fabricação e novos produtos. As novas relações de 
trabalho são caracterizadas pela terceirização, salários mais baixos e direitos trabalhistas mais restritos ou 
inexistentes e profissionais com cada vez mais poder de adaptação e estudo. A maior parte desses empregos 
26 
 
tem sido criada nos países em desenvolvimento, onde ainda em grande parte se mantém o método de 
produção fordista, baseado na superexploração dos trabalhadores. A terceirização consiste em repassar para 
outras empresas atividades de suporte, como limpeza, segurança, manutenção, alimentação etc. A palavra de 
ordem passa a ser competitividade e, para aumenta-la, as empresas buscam incessantemente racionalizar a 
produção, cortando custos e implantando novos processos produtivos nas indústrias. Tudo isso visando a 
aumentar seus lucros. Nesta, a produção passa a se descentralizar em escala nacional e mundial. 
 
3.5.2 - Doutrina: Neoliberalismo 
Doutrina que valoriza a redução da intervenção do estado na economia, baseia-se no liberalismo 
clássico e acrescenta novas normas. Se desenvolveu desde o final dos anos 1930, mas só foi colocada em 
prática já no capitalismo informacional com os EUA, sob a presidência de Ronald Reagan (1981-1988), e no 
Reino Unido, sob o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher (1979-1990). Na década de 1990, as 
políticas neoliberais se disseminaram para os países em desenvolvimento através de organismos como o 
Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial através do Consenso de Washington que ocorreu 
em 1989 nos EUA. Nessa reunião os EUA “sugeriram” que os esses países aderissem ao neoliberalismo. 
Ao assumir a Presidência dos EUA, Ronald Reagan (Partido Republicano), em seu discurso de posse 
proferido em 20 de janeiro de 1981, afirmou: "Na atual crise, o governo não é a solução de nossos 
problemas; o governo é o problema’’. Ele se referia à crise capitalista dos anos 1970, que evidenciava 
certo esgotamento das políticas keynesianas e era agravada pelos choques do petróleo (elevação dos preços 
do barril em 1973 e 1979). O governo Reagan, baseado na doutrina neoliberal, foi marcado por redução do 
papel regulador do Estado na economia, por cortes de impostos - beneficiando especialmente os mais 
ricos -, supostamente para estimular o investimento e a produção, e por imposição da doutrina 
neoliberal aos países em desenvolvimento, que estavam enormemente necessitados do apoio do FMI para 
obterem novos empréstimos externos para minimizarem a crise na balança de pagamentos. 
O Brasil, que aderiu a política neoliberal a partir da década de 1990, o Estado funciona como um 
fiscalizador e regulador dos serviços prestados pelas empresas privatizadas, através de agências reguladoras. 
Por exemplo a ANAEL, ANATEL, ANAC, ANTT entre outras. Houve uma grande quantidade de 
privatizações de empresas privadas para reduzir o papel do estado na economia, além da flexibilização das 
leis trabalhistas com medidas que reduziram os direitos dos trabalhadores através de novas relações de 
trabalho como a terceirização e contratos. 
O neoliberalismo, no plano internacional, tinha o objetivo de reduzir as barreiras aos fluxos globais de 
mercadorias e capitais (abertura econômica e financeira), o que beneficiou principalmente os países 
desenvolvidos e suas corporações transnacionais. 
Entretanto, alguns países emergentes, como a China, a Índia, os Tigres Asiáticos, o México e o Brasil, 
também se beneficiaram ao receber muitos investimentos produtivos e ampliar sua participação no comércio 
mundial. Contudo, há entre os emergentes, aqueles que continuam dependendo muito da exportação de 
produtos primários o que faz com que sua balança comercial não seja favorável. 
A ampliação dos fluxos de capitais, principalmente o financeiro, e a falta de controle estatal sobre o 
mercado - sobretudo nos Estados Unidos, país de forte tradição liberal - acabou levando o capitalismo a uma 
grave crise econômica em 2008/2009. 
 
Consequências do Neoliberalismo para os EUA 
Nos EUA, a crise teve seu auge em setembro de 2008 com a falência do Lehman Brothers, centenário 
banco de investimento norte-americano. A mais grave crise, desde 1929, originou-se no sistemafinanceiro 
norte-americano e em pouco tempo se espalhou pelo mundo, atingindo também a economia real dos países. 
Dessa forma, o neoliberalismo foi posto em xeque, como fica evidente no discurso de posse do presidente 
dos Estados Unidos Barack Obama (Partido Democrata), proferido no dia 20 de janeiro de 2009: 
"Tampouco a pergunta diante de nós é se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder para 
gerar riqueza e expandir a liberdade não tem igual, mas esta crise nos fez lembrar que, sem um olhar 
atento, o mercado pode sair do controle - e que uma nação não pode prosperar por muito tempo se 
favorece apenas os prósperos". Trata-se de um discurso muito diferente do feito por Ronald Reagan 28 
anos antes. 
Como admitiu o então presidente dos Estados Unidos, o principal motivo da crise econômica foi a 
27 
 
fiscalização deficiente do mercado, principalmente financeiro, por parte do Estado. Com o propósito de 
corrigir essa falha, em junho de 2009 o governo norte-americano lançou um plano de regulação, considerado 
a maior intervenção do Estado na economia desde os anos 1930 (pós-crise de 1929). Entre outras medidas, 
esse plano assegurou amplos poderes ao Federal Reserve (ou Fed, o Banco Central dos EUA) para regular e 
supervisionar todo o sistema financeiro do país. Para isso foi criada uma agência com o intuito de 
supervisionar os bancos. O governo poderá intervir em empresas "grandes demais para quebrar", evitando, 
assim, que possam contaminar o mercado. Também foi criada a Agência de Proteção dos Consumidores, 
cujo objetivo é coibir práticas abusivas do setor financeiro, como ocorreu no caso das hipotecas. Num país 
de forte tradição liberal, é natural que esse plano encontrasse resistência por parte da oposição, do Partido 
Republicano e, especialmente, das empresas financeiras, que não teriam mais total liberdade de atuação no 
mercado. Um dia antes do lançamento do plano, Obama já alertava para esse fato: "Vamos ouvir muita 
conversa de que não precisamos de mais regulação e de que não queremos as mãos do governo sobre o 
mercado. Mas não podemos esquecer o desastre em que nos metemos exatamente pela falta dessa 
regulamentação mais rigorosa, o que levou a um comportamento irresponsável de alguns". 
 
4. GLOBALIZAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO 
 
4.1 - Do pós - guerra aos dias atuais (Da velha ordem à nova ordem mundial) 
Para entender as transformações desse período é necessário estudar a ordem internacional, ou seja, o 
arranjo geopolítico e econômico que regula as relações entre as nações do mundo nesse momento histórico 
que vai desde o fim da Segunda Guerra até os dias de hoje. 
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial o mundo vem passando por importantes mudanças 
geopolíticas e econômicas. Com o fim da Segunda Guerra Mundial teve início a Guerra Fria (1947-1991) 
período marcado pelo antagonismo geopolítico-ideológico entre os Estados Unidos e a União Soviética, pela 
bipolarização de poder entre as duas superpotências e pelo medo da eclosão de uma guerra nuclear. Para 
compreender esse período vamos entender a Segunda Guerra Mundial. 
 
4.1.1 -A Segunda Guerra Mundial 
Durante a Segunda Guerra Mundial a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), criada em 
1922, o Reino Unido, França e os EUA, grupo dos Aliados, lutaram do mesmo lado, visando derrotar as 
forças do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). 
A União Soviética sofreu grandes perdas humanas (mais de 20 milhões de pessoas morreram, a 
maioria civis) e prejuízos materiais (grande parte das indústrias, cidades e fazendas foi destruída) por causa 
da guerra, por isso estabeleceu como metas a reconstrução do país e a busca do equilíbrio bélico com o rival 
ocidental. 
Diferentemente, os EUA, que ingressaram no conflito somente em 1941, além de perderem 
relativamente poucos combatentes, conseguiram manter intactas suas cidades, indústrias e propriedades 
agrícolas, e ainda aumentaram a produtividade industrial e acumularam vultosas reservas. Emergiam, 
portanto, duas superpotências no cenário mundial: a URSS e os EUA. 
No final da guerra, em 1945, a derrota dos países do Eixo e, ao mesmo tempo, o enfraquecimento 
econômico, militar e político do Reino Unido e da França, levaram o mundo a um período de grandes 
transformações econômicas e geopolíticas. As 
potencias europeias perderam importância 
geopolítica, já que o poder passou para as novas 
potencias que emergiram. Essas novas 
transformações deram início a um período 
conhecido como Guerra Fria causando uma 
divisão política e econômica da Europa, 
principalmente, de acordo com os interesses das 
duas grandes potencias. 
 
4.1.2 - Guerra Fria - A Velha Ordem Mundial 
A divergência ideológica entre Estados 
 
28 
 
Unidos, que defendia a expansão do capitalismo pelo mundo, e a União Soviética, que defendia o 
socialismo, seguiam linhas político-econômicas diferentes. O capitalismo é um sistema que defende a 
economia de mercado, o pluripartidarismo e uma sociedade dividida em classes sociais. Já o socialismo é um 
sistema que organiza o território a partir de uma economia planificada, sem divisão de classes sócias, do 
ponto de vista teórico, e unipartidária. O mundo era bipolar, ou seja, havia duas superpotências que 
comandavam o mundo e essas duas potencias dividiram a Europa em zonas de influências como mostra o 
mapa ao lado, a Europa Ocidental também conhecida como países do oeste e Europa Oriental como países 
do leste. 
Com o fim da Segunda Guerra Mundial a relação se transformou num confronto indireto. Um 
confronto indireto porque como definiu bem o cientista político francês Raymond Aron: "Guerra Fria, paz 
impossível, guerra improvável". A paz era impossível porque as superpotências apresentavam, em vários 
aspectos, um antagonismo insuperável. A guerra era improvável porque, se ocorresse e culminasse num 
enfrentamento nuclear, não haveria vencedores, podendo mesmo levar ao fim da humanidade ou ao menos a 
barbárie. Isso porque as armas de destruição em massa - mísseis carregados com bombas nucleares - eram 
construídas pelas duas superpotências. 
Como cada uma das superpotências tentava disseminar seus respectivos sistemas econômicos e seus 
valores político - ideológicos, a divisão do mundo em dois blocos rivais e a emergência do conflito Leste-
Oeste foram marcadas pelo antagonismo geopolítico-militar e pela propaganda ideológica. Cada uma delas, 
ao mesmo tempo que fazia esforços para ampliar sua área de influência, tentava conter a expansão da outra, 
numa época marcada pela bipolarização de poder entre os EUA e a URSS, que ficou conhecida como 
Guerra Fria. 
Nesse período as duas superpotências, buscando manter o equilíbrio bélico e a paridade nuclear, 
mantiveram uma acirrada corrida armamentista em que as armas eram construídas não para serem usadas, 
sobretudo os letais mísseis nucleares, e sim para servir de instrumento para demonstração de força. Nenhum 
dos lados admitia ficar em posição de inferioridade. Em suma, o que garantiu a paz durante esse período foi 
a premissa de que o conflito bélico asseguraria a mútua destruição por isso imperou uma "paz armada". 
 
Que fato marcou o início da Guerra Fria? 
A Guerra Fria teve início a partir do final da Segunda Guerra mundial. Contudo, em 1947, quando os 
Estados Unidos lançaram as bases da Doutrina Truman e do Plano Marshall, é considerado um dos 
marcos do início desse período histórico. 
Nesse ano o presidente Harry S. Truman (que governou o país de 1945 a 1953) incentivou a 
concessão de créditos para a Grécia e a Turquia com o objetivo de sustentar governos pró-ocidentais 
naqueles países. O objetivo geopolítico fundamental da Doutrina Truman era a contenção do socialismo, 
isolar a União Soviética e impedir a expansão de sua área de influência. 
Complementando a Doutrina Truman, o então secretário de Estado norte-americano,George C. 
Marshall, idealizou o Plano Marshal de ajuda econômica para acelerar a recuperação econômica dos 
países da Europa Ocidental. Esse plano tinha como objetivo, além dos já citados acima, o de recuperar 
mercados para produtos e capitais norte americanos. 
Além do Plano Marshall, direcionado à Europa no início da década de 1950, foi elaborado o Plano 
Colombo, voltado para estimular o desenvolvimento de países do Sul e Sudeste da Ásia através de ajuda 
financeira. O Japão foi beneficiado por um programa de ajuda bilateral e, entre 1947 e 1950, recebeu 
US$2,5 bilhões (em valores da época) diretamente do Tesouro dos Estados Unidos. 
Todos esses planos de ajuda econômica possibilitaram o fluxo de produtos e capitais norte-americanos 
e, junto com a Doutrina Truman, a contenção do expansionismo soviético. Para administrar e distribuir os 
recursos do Plano Marshall, em 1948 foi constituída a Organização Europeia de Cooperação Econômica 
(OECE) que depois passou a se chamar Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico 
(OCDE). 
 
4.1.3 - Alianças militares dos EUA 
Com o mesmo objetivo de conter o socialismo, além das ajudas econômicas foram feitas também 
alianças militares. No início da Guerra Fria, muitos setores da sociedade norte-americana acreditavam que, 
se a União Soviética estendesse sua influência a outros países além do Leste Europeu e da China (que aderiu 
29 
 
ao socialismo em 1949), todos os países, sucessivamente, acabariam caindo nas "garras" do inimigo. Esse 
pressuposto geopolítico ficou conhecido como efeito dominó. Para contê-lo, os Estados Unidos criaram 
várias alianças militares: na Europa Ocidental a Organização do tratado do Atlântico Norte - Otan, no 
Sudeste Asiático a Organização do Tratado do Sudeste da Ásia - Otase) e no Oriente Médio o Pacto de 
Bagdá. Além de acordos bilaterais com alguns países como o Japão e a Coreia do Sul, estabelecendo um 
cinturão de isolamento em torno da superpotência rival, que ficou conhecido como cordão sanitário. A mais 
importante dessas organizações militares foi a Otan. 
Aliança militar Norte Americana - OTAN 
A Otan, criada em 1949 e com sede em Bruxelas 
(Bélgica), para defender a Europa Ocidental da ameaça 
soviética. Com a criação da Otan, os EUA delimitaram sua zona 
de influência na Europa Ocidental por meio da construção de 
uma série de bases militares e da constituição de um gigantesco 
mercado de armamentos convencionais e nucleares para seu 
complexo industrial-militar e também de seus aliados. 
A Otan foi uma criação norte-americana em represália ao 
bloqueio, por terra, feito a Berlim Ocidental pelos soviéticos. 
Para furar o bloqueio os aliados capitalistas abasteceram Berlim 
Ocidental pelo ar, por meio de uma "ponte aérea", furando o 
bloqueio terrestre imposto pela URSS, entre junho de 1948 e 
maio de 1949, foi uma reação à implantação do marco, moeda 
que circulava na parte ocidental da Alemanha. Depois de onze 
meses, o bloqueio foi suspenso, mas esse acontecimento foi a primeira grave crise da Guerra Fria. 
Outra consequência importante do bloqueio a Berlim feito pelos soviéticos foi a criação da República 
Federal da Alemanha (RFA) ou Alemanha Ocidental, em maio de 1949, nas zonas ocupadas pelos 
Estados Unidos, Reino Unido e França. A resposta soviética veio em outubro daquele mesmo ano com a 
criação da República Democrática Alemã (RDA) ou Alemanha Oriental em sua respectiva zona e 
ocupação. 
Atualmente, entre as novas funções constam garantir a paz na Europa e dar apoio em intervenções 
internacionais, como no Afeganistão. Ao ampliar sua atuação: fixou-se nas trocas militares de técnicas de 
segurança com a Europa, nas intervenções de conflitos e até no combate ao narcotráfico. 
Além disso, vem ganhando novos países-membros: em 1999 entraram na organização a Hungria, a 
Polônia e a República Tcheca. Durante as negociações para a incorporação de países do Leste na 
organização, a Rússia posicionou-se contra essa política expansionista, alegando que isso poria em risco a 
sua segurança, mas acabou aceitando-a em troca de sua entrada no G-7, rebatizado de G-8. Finalmente, no 
início de 2002, com a criação do Conselho Otan-Rússia, esse país passou a ser considerado um aliado 
estratégico, encerrando mais um capítulo da história da Guerra Fria. Em 2004, mais sete países do antigo 
bloco oriental ingressaram na Otan, e, em 2009, mais dois, elevando para 28 o número de países-membros. 
O ingresso de ex-integrantes do Pacto de Varsóvia demonstra como o mundo mudou do ponto de vista 
geopolítico desde o fim da Guerra Fria. 
 
4.1.4 - Divisão da Alemanha - socialista e capitalista 
A divisão da Alemanha foi uma das consequências do período da Guerra Fria onde o mundo era 
dividido entre capitalismo e socialismo. Com o fim da Segunda Guerra a Alemanha foi dividida entre os 
vencedores: americanos, britânicos, franceses que ficaram com a Alemanha ocidental e a URSS com a 
Alemanha oriental. O mesmo aconteceu com Berlim, sua antiga capital que ficou dividida entre a parte 
oriental socialista e a ocidental capitalista. 
 
30 
 
 
Até a década de 1960 muitos berlinenses deixaram o setor oriental em busca de melhores 
oportunidades de trabalho no setor ocidental. Para acabar com esse êxodo de trabalhadores e reafirmar a 
soberania sobre seu setor da cidade, as autoridades orientais construíram em 1961 o Muro de Berlim, com 
extensão de 159 km, um dos símbolos mais significativos do mundo bipolar e das tensões da Guerra Fria. Ao 
dividir Berlim, com um muro de concreto, materializava-se no território de uma cidade todo o antagonismo 
dessa época: o conflito Leste-Oeste, ou socialismo versus capitalismo. 
 
4.1.5 - Aliança militar da URSS: Pacto de Varsóvia 
Quando a Alemanha Ocidental ingressou na Otan, em 
1955, a resposta soviética veio com a criação de uma aliança 
militar sob seu comando: o Pacto de Varsóvia. O Pacto de 
Varsóvia é uma aliança militar assinada na capital da Polônia. A 
União Soviética delimitava, assim, sua própria zona de 
influência e seu principal mercado de armas com a Alemanha 
Oriental, o que consolidou a divisão da Europa pela "cortina de 
ferro" [expressão criada em 1946 por Winston Churchill, então 
primeiro-ministro inglês). Os países europeus orientais eram 
também conhecidos como "países da cortina de ferro". 
Com o fim da Guerra Fria, a importância das alianças 
militares tem diminuído, e aquelas que não foram extintas 
sofreram reestruturação. A mais importante delas, a OTAN, 
reduziu seu arsenal militar, ganhou mais mobilidade, 
flexibilidade e novas atribuições. 
 
4.1.6 - A Ordem Econômica da Guerra Fria - Instituições internacionais criadas no período 
A seguir faremos uma breve descrição sobre as principais instituições ou organismos internacionais 
criadas no período da Velha ordem mundial (Guerra Fria) e que ainda estão em funcionamento. Contudo 
muitas delas ampliaram suas funções e mudaram de nomes. Vamos entender o funcionamento dessas 
instituições antes e após a Guerra fria. Essas instituições permanecem com grande importância no mundo 
contemporâneo. 
 
Conferência de Bretton Woods - No últimos meses antes do final da Segunda Guerra, norte-americanos e 
britânicos, preocupados com a recuperação econômica de um mundo devastado pelo conflito bélico, 
convocaram a Conferência de Bretton Woods, em 1944. Os representantes dos 44 países participantes 
temiam a ocorrência de uma crise econômica, como a dos anos 1930, e lançaram um plano que visava 
garantir a reconstrução e a estabilidade da economia mundial após o término da guerra. Nessa reunião, foi 
estabelecido um novo padrão monetário - o dólar-ouro, em substituição ao ouro, padrão vigente até então. 
Apesar da participação de várias nações, incluindo a União Soviética e o Brasil, quem definia as regras do 
plano eram os Estados Unidos e, em menor grau, o Reino Unido. 
Durante aConferência de Bretton Woods foram constituídos dois organismos que até hoje são muito 
 
31 
 
atuantes no cenário político, econômico e financeiro mundial: 
- o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), a instituição mais conhecida do 
Banco Mundial, e 
- o Fundo Monetário Internacional (FMI). 
Ambos com sede em Washington, capital dos EUA, já nasceram controladas pela potência 
hegemônica. Ao Bird coube, inicialmente o financiamento da reconstrução dos países devastados pela 
guerra e, atualmente, o financiamento a longo prazo de projetos visando o desenvolvimento dos países-
membros (188 em 2012). Em 1960 foi criada a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), que 
hoje concede empréstimos sem juros e assistência técnica aos 81 países mais pobres do mundo (39 dos quais 
na África subsaariana). 
A AID, o Bird e mais três instituições compõem o Grupo Banco Mundial. Originalmente chamado 
Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento BIRD, atualmente é mais conhecido como 
Banco Mundial. A principal atividade do Banco Mundial é fornecer empréstimos para os países em 
desenvolvimento em diversos programas de capital. 
O que primeiro foi uma motivação para financiar a reconstrução dos países mais prejudicados pela 
segunda guerra, quando era mais conhecido como BIRD, com o passar do tempo, se tornou uma 
possibilidade para dar espaço aos países mais desfavorecidos em cooperação ao desenvolvimento da sua 
economia e capacidade produtiva com a constituição do AID. Através das suas iniciativas como o AID, o 
Banco Mundial executa programas de redução da pobreza nas regiões mais críticas a nível mundial, dá apoio 
a programas de capital, promove iniciativas no âmbito da melhora do meio ambiente apoiando soluções 
inovadoras, entre outras. 
O Banco Mundial oferece empréstimos para dar impulso a diversas iniciativas destinadas a projetos de 
melhoria em áreas como saúde, energia, saneamento, infra-estrutura e, a partir deste século, mitigação dos 
impactos no meio ambiente, decorrentes dos projetos sócio-econômicos. 
O FMI foi criado para zelar pela estabilidade financeira mundial através de duas atribuições básicas: 
garantir empréstimos aos países que tenham dificuldade para fechar seu balanço de pagamentos e assegurar a 
estabilidade nas taxas de câmbio, sempre tendo o dólar como padrão de referência. 
Constituído no ano 1944, o Fundo Monetário Internacional é a organização encarregada do controle e 
monitoramento do sistema financeiro mundial através da regulação de taxa cambial e balança de pagamentos 
dos países membros, prestando assistência técnica e financeira nos casos que for necessário. Objetiva evitar 
acontecimentos críticos se repetirem, como a crise do ano 1929 nos Estados Unidos. O FMI concede 
empréstimos a países credenciados com problemas financeiros e estabelece rigorosas regras que os países 
deverão cumprir para atingir as metas impostas pelo organismo. 
 
Conferência Econômica de Havana - Para complementar as medidas econômicas idealizadas em Bretton 
Woods, foi constituído, em 1947, na Conferência Econômica de Havana, o Acordo Geral de Tarifas e 
Comércio (Gatt, do inglês General Agreement on Tariffs and Trade). Com sede em Genebra (Suíça), seu 
objetivo principal era combater medidas protecionistas e estimular o comércio mundial. O Gatt, assim como 
o Bird e o FMI, sempre atuou em cooperação com a ONU. Desde 1995, quando passou a denominar-se 
Organização Mundial do Comércio (OMC), tem procurado aumentar sua influência nas questões 
comerciais mundiais. Durante o GATT foram realizadas sete rodadas de negociações para estimular o 
comércio entre seus países membros. Quando se diz estimular o comércio entre os países significa reduzir ou 
acabar com as tarifas alfandegárias e estimular o livre comércio, acabar com medidas conhecidas como 
dumping, reduzir a presença de medidas não tarifárias como as restrições impostas a produtos através de 
requisitos sanitários, ambiental e trabalhistas e hoje se discute muito dos subsídios agrícolas. 
As 5 primeiras foram para discutir a redução das tarifas: 1ª Rodada de Genebra em 1947, 2º Rodada 
Annecy em 1949, 3º Rodada Torquay em 1951, 4º Rodada Genebra em 1956 e a 5º Rodada Dillon em 
1960/1961. A sexta Rodada Kennedy e a sétima Rodada Tóquio além de permanecerem discutindo formas 
de diminuir as tarifas começou a discutir também medidas antidumping. 
A sétima rodada é tida como a mais importante por ter ampliado ainda mais as discussões e incluído 
medidas não protecionistas aos produtos agrícolas, têxtil, serviços. Até então as rodadas se limitavam a 
privilegiar a liberdade comercial de produtos industriais, ou seja, produtos dominados pelos países ricos. 
A oitava rodada recebeu o nome de Rodada Uruguai, durou até 1994 e foi quando o GATT passou a 
32 
 
denominar-se Organização Mundial do Comércio (OMC). O GATT era apenas um conjunto de acordos, 
no que se transformou, em OMC passou a ter o mesmo status do BIRD e do FMI. Por isso teve mais força 
para fiscalizar o comércio mundial e fortalecer o multilateralismo. 
 
ONU - A Organização das Nações Unidas foi criada ao final da Segunda Guerra Mundial com o objetivo 
de preservar a paz e a segurança no mundo, além de promover a cooperação internacional para resolver 
questões econômicas, sociais, culturais e humanitárias. O principal objetivo era evitar a eclosão de uma 
nova guerra. Sediada em Nova York, a ONU substituiu a Liga das Nações, criada após a Primeira Guerra. 
Em 1945, representantes de 51 países, reunidos na Conferência de São Francisco (Estados Unidos), 
aprovaram uma Carta de Princípios que deveria orientar as ações da entidade no mundo após a Segunda 
Guerra. Contudo, durante a Guerra Fria, num mundo bipolar, a ONU tinha sua capacidade de ação bastante 
limitada, pois suas decisões ora contrariavam interesses norte-americanos, ora soviéticos. O lado que se 
sentia prejudicado vetava a resolução que lhe contrariasse. 
A ONU e sua organização - Atualmente, a ONU conta com diversas agências e vários órgãos, dos 
quais os mais importantes são a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança (CS). 
A Assembleia Geral congrega as delegações dos países membros (193 em 2012). Faz uma reunião por ano 
(pode haver, entretanto, sessões de emergência), mas não decide sobre questões de segurança e cooperação 
internacional, limitando-se a fazer recomendações. 
O Conselho de Segurança é o órgão de maior poder da ONU. É composto de delegados de quinze 
países-membros, dos quais cinco são permanentes e dez eleitos a cada dois anos. O poder desse órgão está 
concentrado nas mãos dos cinco membros permanentes, que têm poder de veto: qualquer decisão só é posta 
em prática se houver consenso entre Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia (que substituiu a 
extinta União Soviética). 
O CS pode investigar disputas e conflitos internacionais ou no interior de um país, propor soluções 
visando a acordos de paz e adotar sanções que vão desde o corte das comunicações ou das relações 
diplomáticas até o bloqueio econômico. Em último caso, pode autorizar o uso da força militar, como ocorreu 
em intervenções na Somália (1993), na Guerra de Kosovo (1999) e na ocupação do Afeganistão (2001), 
todas sob a liderança dos Estados Unidos. 
A alocação das forças de paz da ONU, como a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti 
(Minustah), enviadas àquele país em 2004, sob o comando do Brasil, também passa por aprovação do CS. 
 
A ONU e sua força de decisão ameaçada - Um episódio que pôs a ONU em xeque: na guerra contra 
o Iraque (2003), os Estados Unidos, com apoio solitário do Reino Unido, optaram por invadir o território 
iraquiano sem a autorização do CS, com o intuito de derrubar o ditador Saddam Hussein (ele foi condenado 
à morte e executado em 2006). Sabendo que não teria o apoio necessário dos membros do CS, o governo 
norte-americano,sob a Presidência de George W Bush (2001-2009), resolveu apostar no unilateralismo e 
ignorou o órgão. Tal atitude desgastou a ONU e, por extensão, o multilateralismo construído desde sua 
criação, porque fez com que a ONU perdesse a prerrogativa de decidir sobre intervenções militares. O fato 
de a ONU estar sediada em Nova York é uma das evidências da influência que os Estados Unidos tinham 
quando ela foi criada. 
Conselho de segurança da ONU na atualidade - O Conselho de Segurança da ONU continua sendo 
o órgão mais importante da ONU. Contudo a sua composição não expressa a correlação de forças do mundo 
atual, e sim a de quando a ONU foi criada, resultante do desfecho da Segunda Guerra. Por isso, em 2004, o 
Brasil, a Alemanha, o Japão e a Índia formaram um grupo para tentar acelerar sua reforma. Em 2005 esse 
grupo apresentou à Assembleia Geral um projeto que previa a expansão do número de membros 
permanentes. Diante da falta de consenso, o projeto não foi acatado, mas o Brasil não desistiu de seu 
propósito. Por ser o maior da América Latina em termos territorial, populacional e econômico, o país é um 
candidato natural a uma vaga permanente caso o CS seja ampliado. O governo brasileiro tem feito 
articulações diplomáticas no sentido de conquistar um assentos permanentes no Conselho de segurança. É 
importante um Conselho mais representativo e democrático que contemple uma expansão dos assentos 
permanentes e não permanentes, com países em desenvolvimento da África, da Ásia e da América Latina. É 
inaceitável a perpetuação de desequilíbrios contrários ao espírito do multilateralismo. 
Portanto, mesmo os EUA, que têm procurado se manter neutros nesse debate, e os outros membros 
33 
 
permanentes vierem a concordar em ampliar o CS, os postulantes ainda enfrentarão problemas, já que a 
entrada no CS depende da aprovação de dois terços dos Estados-membros da ONU. 
Na América Latina, o México e possivelmente a Argentina, apesar da parceria no Mercosul, poderiam 
questionar a entrada do Brasil. Na África, também há outros pretendentes, como o Egito e a Nigéria, que 
podem concorrer com a África do Sul. Na Ásia o conflito indo-paquistanês poderia se acirrar porque o 
Paquistão não se conformaria com a entrada da Índia, seu inimigo histórico. Ainda na Ásia, a China tende a 
vetar a entrada do Japão por não querer vê-lo fortalecido política e militarmente na região. Na Europa a 
situação da Alemanha não é confortável porque os italianos também são pretendentes a uma vaga no 
Conselho e não querem ser preteridos. Cada pretendente terá de angariar o máximo de apoios para conseguir 
seu objetivo, principalmente na região em que se localiza. O Brasil já obteve apoio de quase todos os 
membros permanentes do CS, com exceção dos EUA, que até 2012 não tinham se posicionado. O apoio da 
China e da Rússia foi formalizado no primeiro encontro do Brics. 
 
Da OECE a OCDE - Para administrar e distribuir os recursos do Plano Marshall, em 1948 foi constituída a 
Organização Europeia de Cooperação Econômica (Oece). Entre 1948 e 1952 foram transferidos recursos 
da ordem de US$13 bilhões a dezoito países europeus ocidentais. Os principais beneficiados pelo programa 
de recuperação foram: Reino Unido (24%), França (20%), Alemanha Ocidental (11%) e Itália (10%). 
Grande parte desse dinheiro foi usada para comprar máquinas e equipamentos, matérias-primas, fertilizantes 
e alimentos, entre outros bens, que ajudaram a recuperar a economia europeia, mas também a estimular a 
indústria e a agricultura norte-americanas. A maioria dos produtos era adquirida dos Estados Unidos porque 
parte desse dinheiro era doação, vinculada à compra de produtos de empresas do país, e outra parte era 
empréstimo. 
 
OCDE - Em 1961 a OECE passou a se chamar Organização de Cooperação e Desenvolvimento 
Econômico (OCDE), porque nações não europeias foram admitidas e novos objetivos foram traçados. Os 
novos países não europeus desenvolvidos admitidos foram: Japão (1964), Finlândia (1969), Austrália (1971) 
e Nova Zelândia (1973). Está sediada em Paris e seus fundadores foram os 18 países beneficiados pelo plano 
Marshal mais os EUA e o Canadá. Durante décadas a OCDE foi conhecida como o "clube dos ricos", 
congregando alguns' dos países mais ricos e industrializados do mundo. 
De acordo com a Convenção assinada pelos vinte países fundadores, seus objetivos são: 
- alcançar um crescimento econômico vigoroso e sustentável, gerando empregos e melhorando o padrão de 
vida da população dos países-membros, enquanto mantém a estabilidade financeira; 
- contribuir para a expansão econômica sustentada dos países-membros e não membros e para o 
desenvolvimento da economia mundial e 
- contribuir para a expansão do comércio mundial com base em acordos multilaterais. 
 
OCDE na atualidade - A partir da década de 1990, com a entrada de México, República Tcheca, Hungria, 
Polônia, Coreia do Sul, Eslováquia, Chile, Eslovênia, Estônia e Israel, a OCDE não é mais composta apenas 
de países desenvolvidos, como no início. Entre os 34 países que hoje compõem a organização há economias 
emergentes e países do antigo bloco socialista. 
Em contrapartida, Brasil e China, por exemplo, ainda não fazem parte da OCDE, apesar de maiores e 
mais industrializados do que muitos membros da organização. Desde 1998 o Brasil vem mantendo um 
programa de cooperação com a OCDE em diversas áreas. Por exemplo, tem participado do Programa 
Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês). Em maio de 2007, o Conselho de Ministros 
da OCDE adotou uma resolução que iniciou tentativas com o governo brasileiro visando à sua entrada na 
organização. Negociações semelhantes foram iniciadas com os governos da Rússia, China, Índia, Indonésia e 
África do Sul. Portanto, há forte tendência de a OCDE ampliar o número de seus membros. 
 
OMC - começou a funcionar em 1995 e em 2008 eram 153 membros. A China entrou em 2001. A função 
dela é servir de conciliadora em relação a problemas ligados ao comércio mundial. Quando um país se sente 
prejudicado no comércio internacional tem o direito de apresentar a OMC um pedido de sanção contra esta 
nação que esta transgredindo as regras da organização. Cabe o OMC chegar a uma decisão consensual. 
Liderada pela OMC aconteceram 4 rodadas chamadas de Conferências Ministeriais da OMC. A 
34 
 
primeira em 1996 foi em Cingapura, a segunda em 1998 em Genebra, a terceira em Seattle no EUA, a quarta 
em 2001 em Doha no Catar e a quinta em 2003 em Cancún. Nessas reuniões lideradas pela OMC as 
discussões tinham como objetivo conquistar a total liberalização do comércio mundial. Contudo, há 
divergências de interesses entre os países emergentes e os países centrais. Os países centrais se recusam a 
diminuir os subsídios agrícolas na sua agricultura e essa política protecionista prejudica os países emergentes 
e periféricos. 
Foi nesse contexto que foi criado o G-20 comercial que é uma união entre países emergentes para 
pressionar os países ricos a abolir as políticas protecionistas. Mesmo com a articulação desses países 
emergentes que tem grande legitimidade por sua capacidade de traduzir os interesses dos países emergentes 
em propostas concretas e consistentes a intransigência dos países ricos faz com que o impasse permaneça até 
os dias de hoje. 
 
O FIM DA GUERRA FRIA 
 O fim desse período marcante no pós-guerra deve ser entendido como um processo que teve início 
com a adoção das políticas da perestroika e glasnot, com a chegada de Mikhail Gorbatchev ao poder na 
URSS. Nesse primeiro momento o governo soviético definia que a sua política para o seu exterior próximo, 
o leste europeu, seria de não intervenção nas respectivas políticas domésticas – era o início do 
enfraquecimento do Pacto de Varsóvia. Na sequência, foi dado início a política de flexibilização que 
possibilitaria o surgimento de novos partidos e a realização de eleiçõesaos parlamentos das repúblicas 
soviéticas - logo o fim da política de partido único. 
O segundo momento foi a retomada da liberdade política no leste europeu, com a realização de 
eleições livres e novos partidos políticos. O fato mais marcante foi a queda do Muro de Berlim em 1989, 
derrubado por seus cidadãos, 
O último advento foi a dissolução da União Soviética em 1991, dando origem a quinze novos países. 
Com isso chegou ao fim o arranjo geopolítico e econômico que vigorou no pós-guerra. Com o término da 
Guerra fria o sistema que prevaleceu em grande parte dos países foi o capitalismo. 
 Entretanto, mesmo com o fim da Guerra Fria ainda há resquícios daquele período histórico, como o 
bloqueio imposto a Cuba, que desde 2014 vem diminuindo com ações do atual presidente Barack Obama, e 
a divisão da península da Coréia. Ambos os países ainda são socialistas. 
 
Países que permaneceram socialistas pós Guerra Fria: Cuba e Coreia do Norte 
Cuba - os EUA mantêm um embargo econômico a Cuba desde 1962, ano em que o país caribenho foi expulso da OEA. 
O embargo e a expulsão se deram em retaliação ao alinhamento de Cuba com a URSS, após a vitória da revolução de 
1959, sob o comando de Fidel Castro, que depôs o ditador Fulgêncio Batista, então aliado dos EUA. Em 2012, Fidel 
Castro ainda continuava no poder, mas o Poder Executivo era exercido efetivamente por seu irmão, Raul Castro. Apesar 
de algumas concessões do regime, como a permissão de viagens de cidadãos cubanos ao exterior, o embargo norte-
americano vem sofrendo uma redução gradual. 
 
Coreia do Sul e do Norte 
 Com a derrota do Eixo na Segunda Guerra Mundial, a Coreia, que havia sido dominada pelo Japão nesse 
período, foi dividida entre norte-americanos e soviéticos, com o intuito de provocar a rendição e a desocupação 
japonesa. Mesmo depois de terminada a Grande Guerra, a península permaneceu dividida de um lado, a Coreia do Norte, 
socialista, aliada da URSS (hoje da China), e, de outro, a Coreia do Sul, capitalista, aliada dos EUA - e foi palco de uma 
guerra regional no período 1950-1953. 
 Ampliando o foco de tensão que vem desde o final dessa guerra, a Coreia do Norte tem investido no 
desenvolvimento de armas nucleares e se transformou em um dos principais focos de instabilidade do mundo atual. Em 
2006, o país fez seu primeiro teste nuclear subterrâneo e, apesar das sanções internacionais impostas pelo CS da ONU, 
em 2009 fez uma segunda explosão em local de grande profundidade, com uma bomba mais potente. 
 Em 2003, o governo do Japão estimava que as Forças Armadas norte-coreanas dispunham de cerca de cem 
mísseis com alcance de 1300 quilômetros, portanto capazes de atingir qualquer ponto do território japonês. Atualmente, 
a Coreia do Norte já possui mísseis de maior alcance, que podem atingir 3 mil quilômetros. Esses mísseis foram 
exibidos numa parada militar na capital do país em 2010. 
 
35 
 
Com o fim do mundo bipolar da Guerra Fria, a tendência era que a ordem internacional fosse 
multipolar porque o Japão e a Alemanha se recuperaram da destruição sofrida na Segunda Guerra e 
despontaram como potências econômicas e tecnológicas. 
A recuperação japonesa foi tão consistente que nos anos 1980 muitos analistas creditavam que o país 
alcançaria os EUA e talvez até se transformasse na maior potência econômica do mundo. Paralelamente a 
isso, a Alemanha e a França lideraram a formação da União Europeia (integração iniciada na década de 
1950, com o objetivo principal de recuperar e fortalecer as economias de seus membros). Entretanto, com o 
passar do tempo nenhum deles se mostrou à altura de desafiar a hegemonia norte-americana e consolidar um 
mundo multipolar. O mundo multipolar só começou a se consolidar no século XXI, 10 anos após o fim da 
Guerra Fria. 
 
4.1.8 - Pós - Guerra Fria: a nova ordem mundial 
A Ordem Unipolar - alguns especialistas afirmam que com o fim da Guerra Fria o mundo mudou a ordem 
geopolítica de bipolar para unipolar. A unipolaridade ocorre pelo fato de que nenhum país conseguiu superar 
ou se igualar a superpotência norte americana. Veja os motivos abaixo: 
1 - O Japão, mesmo no auge de seu poder econômico, era uma potência com limitações geopolíticas. Por 
causa da derrota na Segunda Guerra e da constituição elaborada no período de ocupação norte-
americana, renunciou à posse de armas nucleares e mesmo de forças armadas com capacidade de 
intervenção externa. O país possui apenas forças de autodefesa, e parte de sua segurança está a cargo 
dos EUA. Além disso, desde meados da década de 1990, o Japão entrou num período de baixo 
crescimento econômico alternado com anos de recessão. Em 1985, o PIB japonês correspondia a 32% 
do PIB norte-americano; em 1995, essa relação atingiu 71% (maior aproximação); mas, em 2005, caiu 
para 36%, voltando aos níveis dos anos 1980. 
2 - A Alemanha, embora seja uma grande potência econômica e tecnológica, recuperado sua plena soberania 
e se fortalecido economicamente após a reunificação de 1990, também tem limitações geopolíticas: suas 
forças armadas estão sob o controle da Otan, organização sempre comandada por um general norte-
americano. 
3 - A Rússia, apesar de herdeira do poderoso arsenal nuclear soviético, mergulhou em profunda crise 
econômica nos anos 1990, da qual começou a se recuperar somente na década passada. Porém, tem sido 
fortemente atingida com a queda das commodities energéticas no mercado internacional e da forte 
redução de investimentos externos, em decorrência da pressão dos governos das potências ocidentais 
contrários ao envolvimento do governo Putin nos movimentos separatistas na Ucrânia. 
4 - A China, nos anos 1990, apesar de vir crescendo a taxas elevadas desde o início dos anos 1980, antes de 
almejar se alçar a potência mundial tinha muitos problemas internos a resolver, como garantir o 
crescimento econômico sustentado e gerar empregos para sua enorme população. Na metade da década 
atual tem mostrado dificuldade em manter as elevadas taxas de crescimento econômico. 
Em razão disso, na década de 1990 muitos especialistas em relações internacionais argumentavam que 
o mundo bipolar da Guerra Fria tinha sido substituído por um mundo unipolar, onde reinava apenas uma 
superpotência com poder geopolítico e militar incontestável e enorme superioridade no campo econômico e 
tecnológico: os Estados Unidos. A tese da unipolaridade se fortaleceu com a reafirmação do poder militar 
norte-americano após a eleição de George W. Bush em janeiro de 2001 e, sobretudo, após os ataques de 11 
de setembro daquele ano. 
Esse atentado terrorista levou os Estados Unidos à guerra no Afeganistão, cujo objetivo era capturar 
Osama bin Laden e destruir as bases da organização Al Qaeda naquele país. Dois anos depois, à guerra 
contra o Iraque, cujo intento era depor Saddam Hussein, que supostamente armazenava armas de destruição 
em massa. Essa última guerra, na realidade uma invasão nos moldes do antigo imperialismo, ocorreu sem a 
legitimação de urna resolução aprovada no CS da ONU, reforçando o unilateralismo norte-americano. 
Essas medidas refletiam a chamada Doutrina Bush, que consistia em desencadear ataques preventivos 
contra países que, segundo o Pentágono, poderiam abrigar ou apoiar terroristas e ameaçar a segurança dos 
Estados Unidos. Além do Afeganistão e do Iraque, já atacados, desde o governo de George W. Bush 
36 
 
constam da lista do Pentágono como ameaças à segurança dos Estados Unidos o Irã e a Coreia do Norte, 
países situados, de acordo com o então presidente norte-americano, em seu linguajar maniqueísta, no 
chamado eixo do mal. Num de seus discursos, Bush chegou a ameaçar: "Cada nação e cada religião têm 
de tomar uma decisão agora. Ou estão conosco ou estão com os terroristas". A unipolaridade só começa 
a dar sinais de declínio com a crise dos EUA em 2008. Com a eclosão da crise mundial em 2008, houve 
mudanças significativas- políticas, econômicas e consequentemente geopolíticas - no cenário descrito 
anteriormente. Com essa crise houve um enfraquecimento da economia norte-americana, embora deva ser 
lembrado que ela já vinha dando sinais de que não estava bem desde o início dos anos 2000. 
 
A Ordem Multipolar - com a eleição do democrata Barack Obama, em 2008 (assumiu em janeiro de 2009), 
em grande parte ajudado pela crise de 2008, houve uma importante mudança de rumo na política externa 
norte-americana. Com o novo governo, os EUA abandonaram o unilateralismo da Doutrina Bush e vêm 
apostando no multilateralismo, que representa a valorização da negociação e do diálogo, até mesmo com 
países antes inseridos no chamado eixo do mal. Também se reaproximaram de tradicionais aliados, como a 
França e a Alemanha, cujas relações estavam estremecidas desde a intervenção no Iraque, ação que esses 
países não apoiaram. Com a reeleição de Obama, em novembro de 2012, para mais um mandato de quatro 
anos, essa política externa teve continuidade. 
A tese da unipolaridade foi totalmente superada diante de vários motivos entre eles: a nova postura 
política e econômica norte-americana, o fortalecimento econômico da China, considerada à segunda 
economia mundial (em 2010) e principal credora dos EUA, à emergência do G-20 financeiro e comercial e 
do grupo conhecido como Brics. Outro importante indicador das mudanças na correlação de poder 
econômico entre as potências atuais é o fato de os Estados Unidos serem o país mais endividado do mundo e 
ser justamente a China seu maior credor, superando recentemente o Japão. 
Embora os Estados Unidos continuem com mais poder do que os outros países, as relações entre as 
potências consolidadas e emergentes caminham para uma situação de maior equilíbrio, de maior simetria e 
até mesmo de maior interdependência; enfim, para um mundo multipolar. Previsões são sempre sujeitas à 
prova de realidade, mas apontam um cenário de mudanças na correlação de forças em futuro próximo, 
indicando a emergência de novas potências no mundo. 
 
Mundo multipolar: novas potências - Vários governos de países em desenvolvimento têm se empenhado 
no aprofundamento da cooperação entre si e na busca por um mundo mais representativo. Essa cooperação, 
segundo alguns especialistas, chamam de cooperação Sul-Sul. Com isso visam aumentar a aproximação 
tecnológica e econômica entre eles e o poder de negociação com os países desenvolvidos - muitas vezes 
chamados de países do Norte. Abaixo veremos grupos que realizam fóruns de discussão para aumentar o 
poder político e ter maior participação e decisão no cenário mundial. 
 Os principais grupos são: BRICS, IBAS e o G20. Todos esses grupos são compostos na maioria por 
países emergentes ou periféricos o que demonstra uma maior 
organização desses países para lutarem por maior participação política e 
decidirem seus destinos. 
O grupo Brics não é um bloco econômico, não é uma aliança 
política nem militar. Brics é um acrônimo que define um grupo formado 
por cinco importantes países emergentes no cenário internacional - 
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (que se juntou ao grupo em 
2011). Esse grupo começa a se destacar no cenário mundial por causa 
de coleta de dados feita por especialistas que previram que esses quatro 
países estarão entre as seis maiores potências econômicas do mundo em 
2050. Os dados coletados que mostram um futuro promissor foram: tamanho do PlB, taxa de crescimento 
econômico, renda per capita; tamanho da população, participação no consumo global e movimentação 
financeira . O Brasil e Rússia possuem abundância de recursos naturais, enquanto China e Índia, de mão de 
obra mercado consumidor é isso que lhes dá esse potencial de crescimento. 
Os países do Brics, principalmente a China, são os que têm maior potencial para ocupar uma vaga 
entre as grandes potências de um mundo multipolar em construção. Dois membros do Brics - Brasil e Rússia 
estão entre os maiores compradores de títulos públicos do governo norte-americano e consequentemente 
 
37 
 
passa a ser credores o que significa uma interdependência. 
Fóruns de discussões do BRICS 
Há, contudo, apesar de muitas diferenças internas, pontos em comum e interesses convergentes entre seus 
membros, e por isso esse grupo acabou realizando fórum de discussões. 
Em 16 de junho de 2009, aconteceu na Rússia a primeira reunião dos chefes de Estado e de governo dos 
quatro países do grupo (antes do ingresso da África do Sul, que só viria a ocorrer em 2011), e desde então 
eles se reuniram outras vezes. 
O objetivo deles é, antes de tudo: 
a) mostrar unidade diante das potências já estabelecidas, 
b) discutir estratégias para terem maior participação nas decisões políticas e econômicas que afetam o 
mundo e 
c) obter maior projeção internacional. 
 Durante a III Cúpula do Bric, realizada em Sanya (China) em 2011, a África do Sul foi convidada a 
fazer parte do grupo, que assim ganhou o "S" de South Africa. Apesar de ser a maior economia africana, a 
África do Sul tem um PlB pequeno comparado aos outros quatro. No entanto, tem um peso político 
importante como representante desse continente. 
 
IBAS - O Fórum de Diálogo da Índia-Brasil-África do Sul (lBAS) reúne três grandes sociedades pluralistas, 
multiculturais e multirraciais de três continentes, isto é, Ásia, América do Sul e África, como um 
agrupamento puramente Sul-Sul de países com ideais compartilhados e comprometidos com o 
desenvolvimento sustentável inclusivo, na busca de bem-estar para seus povos. O que tem de comum entre 
essas nações que realizam o fórum esta: são potências intermediarias, com forte influencia nas regionais, 
democracias consolidadas e economias em ascensão. Os problemas em comum são a alta desigualdade 
interna o que permite encontrar soluções juntas já que possuem o mesmo desafio. 
O grupo tem como objetivo reformas nos mecanismos de tomada de decisões em nível global como 
exemplo: reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas e são contra os subsídios dos países ricos 
aos produtos agrícolas locais. Ou seja, buscam em suas reuniões estratégias de conseguirem uma ordem 
multipolar com maior atenção as opiniões dos países emergentes. O grupo busca atuar de forma coordenada 
nos fóruns internacionais para aumentar o poder de negociação de seus membros e, como candidatos a 
membro permanente do CS da ONU, defendem a reforma desse órgão. 
 
G-20 Financeiro - Com as sucessivas crises que atingiram as economias emergentes no final da década de 
1990, tornou-se necessária a criação de um novo fórum para discutir formas de regulação do sistema 
financeiro internacional. O G-20, criado em 1999, é composto pelos países do G-8, pela Austrália, pelos dez 
países emergentes com maior peso econômico no mundo e, ainda, a União Europeia. Trata-se do 
reconhecimento da crescente importância econômica dos países emergentes, principalmente China, Brasil e 
Índia, e também da aceitação de que até então eles não tinham uma participação adequada nos destinos da 
economia mundial. 
 A Europa já está super representada pois além de abrigar quatro países como representantes 
individuais - Alemanha, França, Reino Unido e Itália -, ainda tem a própria União Europeia, que representa 
os 27 países do bloco. 
 Atualmente, o fórum que tem ganhado projeção, 
especialmente depois da crise de 2008/2009. É o G-20 (Grupo 
dos 20), que congrega também as principais economias 
emergentes. 
O G-20 congrega cerca de dois terços da população do planeta, 
90% do PIB mundial e 80% do comércio internacional. 
A reunião inaugural do fórum aconteceu em dezembro de 
1999, em Berlim (Alemanha) e desde então vêm ocorrendo 
reuniões anuais. 
A décima reunião regular do G-20 realizou-se em 
novembro de 2008 em São Paulo, alguns dias depois ocorreu 
 
38 
 
uma nova reunião em Washington. Só que nessa reunião extraordinária,convocada para buscar saídas para a 
crise financeira, os países do G-20 estiveram pela primeira vez representados por seus chefes de Estado e de 
governo. Foi mais uma demonstração da crescente importância das economias emergentes as menos 
atingidas pela crise mundial. 
Dando continuidade às negociações os chefes de Estado e de governo do G-20 reuniram-se novamente 
em abril de 2009 em Londres quando foi lançado um plano com medidas visando à superação da crise 
financeira global. Em razão do agravamento da crise houve outra reunião do G-20 ainda em setembro 
daquele ano em Pittsburgh (Estados Unidos) e mais duas em 2010: Toronto (Canadá) e Seul (Coreia do Sul). 
Em 2012 realizou-se a sétima cúpula do G-20 em Los Cabos (México). Nela foi acordado o "Plano de 
Ação de Los Cabos" com medidas voltadas à estabilização financeira e à recuperação da demanda do 
mercado consumidor para assegurar a continuidade do crescimento econômico e a recuperação do emprego. 
Para contribuir para atingir esses objetivos foi acertado entre os líderes do grupo um aumento da capacidade 
de empréstimo do FMI com um aporte de novos recursos da ordem de 456 bilhões de dólares (os Brics se 
comprometeram com 83 bilhões de dólares). 
 
G 20 comercial - Outro exemplo do fortalecimento dos países 
em desenvolvimento ocorreu na 5ª Conferência Ministerial da 
OMC, realizada em Cancún (México), em setembro de 2003. 
Nela foi constituído, mais uma vez sob a iniciativa da 
diplomacia brasileira e dos aliados do IBAS, um grupo de países 
que ficou conhecido como G-20 (Grupo dos 20) comercial. O 
G-20 comercial busca defender os interesses dos países em 
desenvolvimento nas negociações comerciais com os países 
desenvolvidos - outro exemplo de cooperação Sul-Sul. O 
objetivo é pressionar os países ricos a reverem suas medidas 
protecionistas no setor agrícola. 
O G-20 comercial (do qual faziam parte, em 2012, 23 
membros) é composto apenas de países em desenvolvimento: doze da América Latina, seis da Ásia e cinco 
da África a Rússia não faz parte do grupo. Representam 60 % dos habitantes do planeta e 70% de sua 
população rural. São responsáveis por 26% das exportações agrícolas. Seu principal objetivo é pressionar os 
países desenvolvidos a reduzirem os subsídios no setor agrícola. Esses subsídios são responsáveis pela 
menor exportação de produtos dos países pobres para os países ricos. 
 
G-7 / G-8 X G-20 - Ainda no período da Guerra Fria, além das organizações econômicas criadas em 
Bretton Woods e em Havana, os países mais ricos constituíram um fórum de debates sobre a conjuntura 
econômica e política mundial, conhecido durante muito tempo como G-7. Esse grupo é composto por países 
ricos que organizavam a política econômica de acordo com seus interesses muitas vezes não levando em 
consideração os países emergentes e periféricos. Por se caracterizar como um fórum, o grupo não tem uma 
sede fixa, e a cada ano o encontro acontece num país-membro, quando são debatidas as questões mundiais 
de interesse do grupo. 
O G-7 (Grupo dos 7) teve sua origem em um encontro realizado em 1975, no qual se reuniram 
representantes das principais potências capitalistas da época: França (o país anfitrião), Estados Unidos, 
Alemanha, Reino Unido, Itália e Japão. Nasceu, portanto, como G-6. 
Em 1977, o Canadá passou a fazer parte do grupo, que se transformou em G-7. Durante anos esse 
fórum aglutinou as sete maiores economias do mundo. 
Em 1997, num encontro realizado em Denver (Estados Unidos), a Rússia foi admitida como membro 
do grupo, que passou a ser chamado de G-8. A entrada da Rússia no grupo dos países mais ricos do mundo é 
contraditória porque o país é classificado como emergente. Mas como durante as negociações para a 
incorporação de países do Leste na OTAN a Rússia posicionou-se contra, alegando que isso poria em risco a 
sua segurança, o Grupo do G 7 ofereceu a participação da Rússia no grupo. A Rússia acabou concordando 
com a entrada de países do leste europeu na OTAN em troca de sua entrada no G-7, rebatizado de G-8. 
O G-8 está descaracterizado porque não reúne mais as maiores economias do planeta e o cenário 
econômico mundial está muito mais complexo do que na época em que foi criado. O grupo não dispõe mais 
 
39 
 
de condições para continuar a ser o diretor da economia mundial. Muitas de suas atribuições foram 
transferidas para o G20 financeiro que congrega países emergentes países centrais na busca do 
fortalecimento da economia mundial, proporcionando uma estabilidade financeira no mercado global, 
garantindo um futuro sustentado para todos os países. Diante disso os emergentes adquiriram um peso maior 
nas decisões mundiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
01. 27) QOAM 2003 O termo “subdesenvolvimento” surgiu após a Segunda Guerra Mundial, 
principalmente nos documentos dos organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas para 
a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), sendo depois usado com frequência pela imprensa. 
Assinale a opção correta sobre o “subdesenvolvimento”. 
(A) Para superarem o atraso sócio- econômico, os países ditos subdesenvolvidos devem seguir o modelo dos 
países desenvolvidos. 
(B) Os países ditos subdesenvolvidos compõem um conjunto homogêneo, já que os contrastes que existem 
entre eles e os países ditos subdesenvolvidos são traços comuns. 
(C) Os países ditos subdesenvolvidos resultaram da expansão do capitalismo a partir da Europa ocidental, o 
qual interligou e dividiu o mundo em países centrais e países periféricos. 
(D) As culturas tradicionais são as grandes responsáveis pelos problemas dos países ditos subdesenvolvidos, 
pois não permitem à introdução de investimentos produtivos 
(E) O índice que melhor classifica a condição de subdesenvolvimento é renda per capital, já que ela é 
fundamental para a medida de acumulação de capital de um Estado. 
 
02. 31) QOAM 2003 Como resposta à crise do modelo de produção em massa, consumo em massa 
(fordismo), as empresas passaram a introduzir equipamentos tecnológicos cada vez mais sofisticados, 
implementando mudanças nas relações de produção e trabalho que passaram a constituir a política do 
neoliberalismo, que propõe o: 
(A) estado mínimo, ou seja, que deve atuar o mínimo possível, de preferência como regulador da economia e 
não como empresário. 
(B) combater à privatização das empresas estatais, fortalecendo o papel do Estado na economia. 
(C) Fortalecimento de medidas nacionais frente à concorrência global. 
(D) Aumento dos direitos trabalhistas e do poder dos sindicados. 
(E) Estímulo à competitividade através do fortalecimento da economia de escala, fim da terceirização dos 
serviços e incentivo à política de subsídio fiscais. 
 
03. 27) QOAM 2004 “Durante a Guerra Fria, era comum classificar os países do globo em um dos três 
mundos: o primeiro era composto pelos países capitalistas desenvolvidos e era liderado pelos Estados 
Unidos; o segundo, formado pelos países socialistas, sob a liderança da União Soviética; e o terceiro, 
integrado pelos países subdesenvolvidos, capitalistas em sua maioria e localizados na América Latina, na 
África e na Ásia”. 
(MOREIRA, João C. & SENE, Eustáquio de. Geografia para o Ensino Médio, 2002) 
Sobre o Terceiro Mundo, pode-se afirmar que: 
(A) A luta anticolonial gerou novas nações independentes na Ásia e África que procuravam alterar as regras 
do comércio mundial, as quais estavam fundadas nos preços aviltados dos produtos industrializados que 
exportavam e nos altos preços dos produtos agrícolas que importavam. 
(B) A Conferência de Bandung, de 1955, lançou os princípios políticos do “não-alinhamento”, ou seja, uma 
40 
 
posição diplomática e geopolítica de afastamento das principais superpotências, fortalecendo a partir daí 
o conceito de conflito Norte-Sul. 
(C) A convergência político-ideológica entre os participantes da Conferência de Bandung, estimulouposições importantes quanto aos problemas da economia mundial, fato que permitiu o aumento dos 
preços dos produtos que aqueles países exportavam. 
(D) A Conferência de Bandung consolidou a posição “terceiro-mundista” que procurou definir uma “terceira 
via” de desenvolvimento, a qual deveria estar atrelada ao capitalismo norte-americano. 
(E) O conceito de Terceiro Mundo está relacionado principalmente ao fator pobreza, o qual é exclusivo da 
América Latina, da África e da Ásia. 
 
04. 20) QOAM 2005 O capitalismo passou a ser dominante no mundo ocidental a partir do século XVI, 
ocorrendo de forma desigual no espaço e no tempo. Em sua fase industrial, impôs-se como forma de 
produção hegemônica a outros sistemas. 
Assinale a opção correta em relação ao processo de desenvolvimento do capitalismo. 
(A) A relação social é baseada no interesse coletivo com ausência de conflitos entre as classes. 
(B) Na economia, não há a intervenção estatal e seu funcionamento é oligopolizado por grandes empresas 
transnacionais. 
(C) A acumulação primitiva baseou-se exclusivamente em fatores internos, como a exploração agrícola e 
mineral. 
(D) A expansão imperialista na África e Ásia consolidou a divisão internacional do trabalho, fortalecendo a 
relação centro-periferia na economia mundial. 
(E) A aceleração econômica favoreceu a descentralização de capitais, evitando acirrada concorrência entre as 
empresas. 
 
05. 21) QOAM 2005 A expansão capitalista vem tornando cada vez mais complexa, principalmente a partir da 
intensificação do meio científico-informacional que integrou as regiões do planeta num único sistema. 
Sobre esse período, pode-se afirmar que: 
(A) ocorreu uma descentralização geográfica dos centros de poder político e econômico, proporcionando 
maior participação da sociedade na gestão do sistema-mundo. 
(B) os fluxos de capitais produtivos deslocam-se democraticamente entre as regiões do mundo, privilegiando 
principalmente as regiões ditas “subdesenvolvidas”. 
(C) as empresas transnacionais não mantêm mais vínculos com os seus Estados de origem, permitindo que 
acionistas estrangeiros tenham maior participação nas decisões estratégicas 
(D) a intensificação da conectividade permitiu a expansão dos fluxos de capitais especulativos, os quais 
deixaram a economia mundial mais vulnerável. 
(E) os capitais de curto prazo detiveram as crises financeiras nos países emergentes, contribuindo para a 
recuperação destes no final dos anos 90. 
 
06. 23) QOAM 2006 Ao analisarem-se os indicadores econômicos e sociais entre países, verificam-se 
disparidades entre os mesmos. Assinale a opção que explica as desigualdades mundiais. 
(A) A capacidade para a produção e trabalho é determinada pelo clima temperado, característica 
predominante nos países do Norte. 
(B) A superação do Subdesenvolvimento é uma questão de tempo, pois os países ditos desenvolvidos 
passaram pela mesma situação no passado. 
(C) A economia capitalista é marcada pelas fortes desigualdades sócio-econômicas entre as regiões do 
mundo, apresentando um desenvolvimento desigual e combinado. 
(D) As relações comerciais estão baseadas na deterioração dos termos de trocas, onde os países do Sul 
especializaram-se em bens de capital e os do Norte em bens primários. 
(E) A fragilidade dos países do Sul deve-se a ausência de blocos econômicos entre eles, fato que impede 
maior articulação frente às pressões impostas pelos países do Norte. 
 
41 
 
07. 19) QOAM 2008 Em 1990, nos Estados Unidos da América, houve uma difusão de ideias que 
defendiam a adoção de práticas neoliberais, junto aos países da América Latina, como forma de recuperação 
econômica deste subcontinente. Tais recomendações ficaram conhecidas como: 
(A) Plano Colombo. 
(B) Consenso de Washington. 
(C) Acordo Geral de Tarifas e Comércio. 
(D) Área de Livre Comércio Latino Americano. 
(E) Pacto Econômico para as Américas. 
 
 
 
08. 20) QOAM 2008 Em seu livro o capitalismo tardio, o economista belga Ernest Mandel afirma que a 
Terceira Revolução Industrial ou Tecnológica teve início a partir da Segunda Guerra Mundial, junto aos 
países mais desenvolvidos, ficando os países periféricos do capitalismo, como o Brasil, um tanto distante 
desta realidade, ainda sendo esta revolução um processo em curso e que caracteriza a atual fase do 
capitalismo. 
Assinale a opção correta sobre a realidade em questão. 
(A) Os avanços científicos e tecnológicos, observados nessa fase do capitalismo, só encontraram condições 
de desenvolvimento a partir do fim da Guerra Fria, quando então a globalização econômica propiciou 
avanços nas áreas de informática, robótica, transporte e comunicação, ficando o Brasil sem condições de 
acompanhar esse processo. 
(B) No Brasil a pesquisa científica e tecnológica é realizada, principalmente, por instituições governamentais 
ou universidades, enquanto nos países mais desenvolvidos isto ocorre principalmente junto as 
instituições ligadas a empresas de caráter particular, estimulando tanto os investimentos financeiros 
quanto o seu retorno sob forma de lucro. 
(C) Na década de 1970, com as políticas neoliberais adotadas no Brasil, somadas ao incremento das 
importações tecnológicas e da política governamental de apoio à pesquisa, surge no território nacional 
vários polos tecnológicos, contribuindo para deslocar o país de uma posição de importador de tecnologia 
de ponta para um exportador neste setor. 
(D) o período atual, técnico-científico informacional, em que o conhecimento ou o saber se torna o grande 
diferencial na economia, melhorou a distribuição dos conhecimentos e das riquezas entre as diversas 
nações do globo, uniformizando os chamados padrões de consumo a nível mundial. 
(E) No caso de nações periféricas da economia global, como o Brasil, as fracas poupanças internas acabam 
gerando dificuldades para os grandes investimentos em P&D, o que acarreta um total desestímulo por 
parte das nações centrais do capitalismo em transferir qualquer segmento produtivo para aqueles países. 
 
09. 22) QOAM 2008 No final da 2ª Guerra Mundial, a derrota das forças do Eixo e, ao mesmo tempo, o 
enfraquecimento econômico, milita e político do Reino Unido e da França levaram o mundo a um período de 
grandes transformações econômicas e geopolíticas, denominado Guerra Fria. Assinale a opção correta sobre 
as instituições que tiveram importância nas articulações geopolíticas no período da Guerra Fria. 
(A) Para administrar e distribuir os recursos do Plano Marshall entre os países europeus ocidentais, em 1948 
foi constituída a Organização Europeia de Cooperação Econômica (OECE), que em 1961 passou a se 
chamar OCDE, com a finalidade de incentivar o crescimento econômico, o desenvolvimento em geral e 
o comércio multilateral entre os países-membros. 
(B) Na década de 1940, durante a Conferência de Bretton Woods, nos EUA, foi criado o BIRD, conhecido 
como Banco Mundial, ao qual caberia, especificamente, o financiamento da reconstrução econômica dos 
países latino-americanos afetados pelo período da guerra, como também, zelar pela estabilidade 
financeira da região. 
(C) No início da década de 1950 foi criado o Plano Colombo, similar ao Plano Marshall, que apesar de ser 
menos ambicioso estimulou o desenvolvimento de vários países africanos e do SE da Ásia, 
possibilitando entre outros objetivos a reconstrução japonesa e uma maior aproximação dos EUA com o 
Egito. 
(D) Em 1947, com a intenção de complementar as medidas econômicas idealizadas pelo grande capital, foi 
42 
 
criada na Conferência Econômica de Havana, o Gatt, possuindo como objetivos centrais estimular o 
comércio mundial, combater medidas protecionistas e desincompatibilizar as grandes desigualdades 
socioeconômicas entre os países centrais e periféricos. 
(E) A criação do FMI, em 1944, definiu um novo padrão monetário, o dólar-ouro, fato que acabou 
favorecendo a maioria das nações periféricasda América Latina, Ásia e África, uma vez que nestes 
continentes se encontram as maiores reservas de ouro do planeta, possibilitando assim a conversão deste 
metal em dólar. 
 
10. 19) QOAM 2009 “Com o fim da Guerra Fria, falou-se muito sobre uma “nova ordem mundial”, na qual 
teria ocorrido a vitória do capitalismo e da democracia. Em 1989, Francis Fukuyama, filósofo e ideólogo do 
Departamento de Estado dos Estados Unidos, escreveu um ensaio, transformado no livro O fim da história e 
o último homem, decretando o “fim da história”. Fukuyama argumentava que, com a vitória do capitalismo, 
o modelo político e econômico norte-americano se tornaria dominante e, por isso, não haveria mais 
conflitos. Que houve uma vitória dos EUA sobre a URSS, numa disputa de Estados rivais com sistemas 
político-econômicos diferentes, parece não restar dúvida. Entretanto, os ditos vencedores enfrentam uma 
série de problemas socioeconômicos”. Sobre esta questão, assinale a opção correta. 
(A) Com déficits comercial e orçamentário, alto endividamento interno e externo, que em parte se devem aos 
elevados gastos bélicos, os EUA, a partir da Guerra Fria, vem atravessando sérios problemas 
socioeconômicos, tendo se agravado recentemente com a crise dos seu setor imobiliário. 
(B) O capitalismo, por ser um sistema muito mais dinâmico, produtivo e competitivo do que o socialismo, 
não presenciou um aprofundamento das suas desigualdades sociais junto aos seus integrantes, ao 
contrário do que ocorreu com os países adeptos ao socialismo. 
(C) No sistema capitalista, a sua estrutura produtiva é muito menos vulnerável em relação ao sistema 
socialista, no qual seus adeptos se recuperam rapidamente após uma crise ou recessão, tanto em termos 
econômicos quanto em relação ao número de empregos gerados, especialmente os ditos formais. 
(D) A fase informacional do capitalismo possibilitou um rompimento histórico dentro do sistema, ou seja, o 
fim das distâncias econômicas existentes entre os ditos desenvolvidos e subdesenvolvidos, fato que 
acabou se estendendo aos países que antes faziam parte do sistema socialista. 
(E) Com o fim do conflito Leste X Oeste, de natureza essencialmente econômica, os EUA passaram a liderar 
uma outra forma de conflito, o Norte X Sul, de natureza especificamente geopolítica, credenciando, 
assim, esse país como o grande líder econômico dentro do cenário global. 
 
11. 23) QOAM 2009 Pouco antes do término da Segunda Guerra Mundial, com a criação da Conferência de 
Bretton Woods, os EUA já se articulavam para estabelecer novas políticas econômicas, que agilizassem a 
dinâmica comercial global, fato que acabaria por condicionar toda uma reorganização da conjuntura 
internacional inerente aos interesses do capital. A partir dessa conferência, assinale a opção que apresenta a 
criação de uma nova articulação nesse sentido. 
(A) O padrão-ouro, utilizado para definir o valor das moedas a partir do peso do ouro ou equivalente, foi 
substituído pelo padrão dólar-ouro, tornando a moeda norte-americana a nova referência monetária 
internacional, ao mesmo tempo em que os EUA se comprometiam a trocar, sempre que necessário, 
dólares por ouro. 
(B) O FMI, com a função de garantir a estabilidade e a recuperação do sistema financeiro global, acabou 
tornando-se o maior articulador da recuperação socioeconômica dos países mais pobres, uma vez que os 
capitais produtivos investidos nesses territórios são oriundos dessa instituição. 
(C) O Banco Mundial, criado em 1950, com a finalidade de financiar a reconstrução dos aliados asiáticos 
especialmente o Japão, tornou-se a instituição mais importante para os anseios comerciais dos EUA 
regionalmente, além de coordenar e fiscalizar os empréstimos destinados aos investimentos de 
infraestrutura aos países endividados. 
(D) O Gatt, de 1959, cuja finalidade básica foi integrar as tarifas comerciais entre todos os países latino-
americanos, exceção feita a Cuba, acabou sendo estendido a todo o bloco capitalista durante a Guerra 
Fria, no entanto, com o fim da bipolarização, acabou sendo substituído pela OMC. 
(E) A OCDE, criada na década de 1940, surgiu como um órgão de consulta e coordenação de políticas 
econômicas e sociais, cuja finalidade básica foi aproximar a relações comerciais entre os países pobres e 
43 
 
ricos, contribuindo, assim, para a circulação de pessoas, bens e serviços em seus territórios. 
 
12. 17) QOAM 2014 Analise as afirmativas abaixo. 
Da segunda metade do século XVIII até o final do XIX, o capitalismo concorrencial ou liberal, comandou a 
ordem mundial. No final do século XIX, após a consolidação das relações assalariadas de produção, 
começou a ganhar terreno o capitalismo monopolista. Com relação ao capitalismo monopolista e seus 
desdobramentos, pode-se dizer que: 
 I - baseou-se na concentração de capitais e da produção em grandes empresas. No caso brasileiro, isso se 
deu quando sua economia já gravitava em torno, principalmente, da cafeicultura. 
 II - esse período foi marcado por uma livre concorrência em qualidade e preço dos produtos. Nesse sentido, 
vale considerar a não intervenção do Estado nos negócios ou na economia. 
III - no século XX, os oligopólios ganham força. Esses são formados por um pequeno número de empresas, 
as quais dominam a maior parte da produção e da distribuição de determinado bem ou serviço. 
IV - o truste, organização financeira típica da fase monopolista, caracteriza-se por acordos comerciais entre 
empresas autônomas entre si, as quais se associam para dominar o mercado. 
Assinale a opção correta. 
(A) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras. 
(B) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras. 
(C) Apenas a afirmativa III é verdadeira. 
(D) Apenas a afirmativa IV é verdadeira. 
(E) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras. 
 
13. 18) QOAM 2014 Leia o texto abaixo. 
"[...] A análise econômica limita-se a expor friamente a realidade. Sabemos que o desenvolvimento de que 
tanto nos orgulhamos, ocorrido nos últimos decênios, em nada modificou as condições de vida de três 
quartas partes da população do país. Sua característica principal tem sido uma crescente concentração social 
e geográfica da renda." (Celso Furtado. A pré-revolução brasileira. SP; Moderna, 2007 p.14.) 
Ainda que a fala do autor esboce uma realidade vivenciada pela evolução social, espacial e industrial 
brasileira, também é fato que, na atualidade, mudanças estão ocorrendo nesse sentido. Sendo assim, é correto 
afirmar que essa evolução: 
(A) nos séculos XVIII e XIX, possibilitou que o Brasil reduzisse a sua dependência aos interesses da 
metrópole, o que não só eliminou barreiras ao nosso desenvolvimento industrial mas também gerou 
forte concentração da renda no país. 
(B) somente a partir dos anos 1930, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder e os incentivos dados à 
imigração por seu governo, permitiu que o país tivesse condições de promover a criação de um mercado 
consumidor capaz de impulsionar a industrialização nacional. 
(C) entre a segunda metade dos anos 1950 e início dos anos 1960, vivenciou grande aporte de recursos 
financeiros aos setores energéticos e de transportes, o que contribuiu para o adensamento populacional e 
industrial na região Sudeste. 
(D) nos anos 1980, impulsionou o crescimento industrial nacional, aproveitando-se dos juros baixos no 
mercado externo, estimulou o revigoramento das indústrias de base no Centro-Sul, atraindo grandes 
contingentes populacionais para essa área. 
(E) somente no século XXI, em função do desenvolvimento dos transportes, da comunicação e de 
informática, possibilitou a transferência das sedes administrativas das grandes empresas para as 
pequenas e médias cidades do interior do país. 
 
14. 22) QOAM 2014 O Sistema capitalista se desenvolveu na Europa com a crise do feudalismo e se 
expandiu econômica e territorialmente pelo mundo a partir do século XVI. Desdeentão, veio passando por 
diversas características diferentes no que se refere às relações de produção e de trabalho, às ideologias e às 
tecnologias empregadas. Com relação ao capitalismo financeiro, assinale a opção correta. 
(A) No final do século XIX, houve a introdução de nova fonte de energia no processo produtivo através do 
predomínio do carvão mineral sobre o petróleo, levando países carboníferos, como Alemanha e 
Inglaterra, a direcionarem a economia no século seguinte. 
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(B) O crescente aumento da produção e da industrialização iniciado pela Europa expandiu-se por todo o 
planeta, permitindo que a desigualdade econômica entre países centrais e periféricos na Divisão 
Internacional do Trabalho fosse reduzida drasticamente. 
(C) A economia capitalista foi marcada pela doutrina mercantilista com elevado número de empresas 
concorrendo entre si e com forte intervenção do Estado na produção e no comércio. A partir de então, 
consolidou-se o keynesianismo no final do século XIX e início do XX. 
(D) Nesse período, os avanços tecnológicos potencializaram a produção industrial e o sistema financeiro. As 
novas tecnologias, como robótica, informática, engenharia genética, entre outros, projetaram os Estados 
Unidos na vanguarda da economia mundial. 
(E) No final do século XIX, os bancos assumiram um papel mais importante como financiadores da 
produção e promoção de indústrias. Para complementar, a Conferência de Berlim definiu a expansão 
imperialista europeia sobre a África e a Ásia e consolidou a Divisão Internacional do Trabalho. 
 
15. Nas últimas décadas, muitos países que tinham uma economia voltada basicamente para o setor primário 
têm recebido em seus territórios filiais ou subsidiárias de multinacionais, fato que vem modificando 
profundamente seus perfis econômicos e suas funções dentro da atual divisão internacional do trabalho. 
(BOLIGIAN; BOLIGIAN, 2004, p. 276). 
Com base nas informações do texto e nos conhecimentos sobre a DIT e suas implicações, é correto afirmar: 
(A) A implantação das multinacionais, nos países periféricos, geraram grandes lucros, porque o lucro era 
reinvestido no seu território, diversificando o processo produtivo. 
(B) A nova DIT não alterou as desigualdades no processo produtivo, mas possibilitou o dinamismo da 
economia de todos os países do Terceiro Mundo, devido à interferência estatal. 
(C) Os países de industrialização clássica, como o Brasil, o México e a Argentina, saíram mais fortalecidos 
que os demais países periféricos, porque os investimentos externos produtivos priorizam esses 
mercados. 
(D) Essa nova Distribuição Internacional do Trabalho caracteriza-se pela mudança do perfil econômico das 
nações periféricas e pela diminuição da dependência econômica dessas nações. 
(E) Os países centrais, na nova Distribuição Internacional do Trabalho, fornecem produtos e serviços com 
alto conteúdo tecnológico e os países periféricos, produtos de primeira e segunda geração industrial. 
 
16. As duas grandes marcas do século XX foram as guerras mundiais e o socialismo, ocasiões que geraram 
um terceiro grande fenômeno: a Guerra Fria, em que a moldura de uma ordem mundial bipolar se baseava na 
rivalidade entre os EUA e a União Soviética. Analise as proposições seguintes sobre as grandes 
transformações do século XX: 
 I - A partir de 1945, o mundo esteve dividido, predominantemente, em blocos de países sob influência dos 
EUA e da União Soviética, que entraram em confronto de forma direta, o que levou o mundo a temer o 
deflagrar de uma guerra nuclear iminente. 
 II - No Plano Marshall encontra-se a origem da Guerra Fria. Esse Plano representou a resposta americana à 
crise europeia, por meio do financiamento americano da reconstrução da Europa. 
III - O zênite da Guerra Fria aconteceu no momento em que duas graves crises colocaram à prova a 
resolução das duas superpotências e comprovaram o perigo de uma guerra total. Trata-se da crise de 
Berlim, em 1961, e a crise dos mísseis em Cuba, em 1962. 
IV - Por consequência do fim da Guerra Fria e da queda o muro de Berlim, o socialismo definitivamente 
deixou de existir e de orientar a política de diversos países. 
 V - Pode-se concluir que, para o quadro histórico do final do século XX e início deste século, tanto o 
socialismo quanto o capitalismo conseguiram consolidar diretrizes para os graves problemas 
socioeconômicos e políticos que afligem a humanidade. 
Após a análise das proposições, assinale a alternativa verdadeira: 
(A ) Apenas o item III é correto. 
(B) Os itens II e III estão errados. 
(C) Apenas o item V é correto. 
(D) Os itens II e III estão corretos. 
(E) Os itens I, II e III estão corretos. 
45 
 
 
17. A “queda do muro de Berlim”, ocorrida no final de 1989, é um dos marcos do surgimento de uma “nova 
ordem mundial”, que pode ser compreendida a partir de duas dimensões: a geopolítica e a econômica. 
Quais as mudanças geopolíticas e econômicas decorrentes dessa “nova ordem mundial”. 
Marque a opção INCORRETA: 
(A) Do ponto de vista geopolítico, a principal mudança foi o fim do período denominado de Guerra Fria e, 
por conseguinte, da bipolaridade de poder das superpotências mundiais (União Soviética e Estados 
Unidos) e dos blocos mundiais por elas comandados. 
(B) Na “nova ordem geopolítica mundial”, denominada “ordem multipolar”, as superpotências se impõem 
mais em face do seu poderio econômico do que bélico. 
(C) A “nova ordem mundial” é o processo de globalização da economia, com a formação de blocos 
econômicos regionais, tais como a União Europeia e o Nafta. 
(D) Na “nova ordem”, o poder está vinculado diretamente ao avanço tecnológico, a níveis de produtividade, 
à disponibilidade de capitais, à competitividade e à qualificação da mão- de-obra. 
(E) Na “nova ordem mundial” ocorreram as maiores guerras e crises econômicas que colocou em 
questionamento a funcionalidade e eficiência do capitalismo 
 
18. O avanço tecnológico das últimas décadas deu origem a setores muito sofisticados do ponto de vista 
técnico, tais como a microeletrônica, a biotecnologia, a robótica etc. Eles integram a chamada fábrica global, 
determinando uma nova distribuição espacial das indústrias, cujas características atendem, em última 
análise, à lógica do lucro. 
Com relação aos fatores determinantes da teoria de localização industrial identifique a alternativa que 
explica de forma INCORRETA os fatores que foram fundamentais para a localização industrial na primeira 
e na terceira Revolução Industrial. 
(A) A Primeira Revolução Industrial de um lado depende de capital acumulado, existência de minérios em 
abundância como o ferro e o manganês (custo do transporte, distâncias e quantidade) e fontes de 
energia. 
(B) Um mercado consumidor com poder aquisitivo e mão de obra abundante foram importantes na Primeira 
revolução industrial 
(C) A Terceira Revolução Industrial ocorre sobre novas bases como a energia elétrica, informatização, 
integração pesquisa – tecnologia, terceirização, Toyotismo (just in time), automação e robotização. 
(D) Os avanços tecnológicos ocorrem em áreas como microeletrônica, nanotecnologia, biotecnologia, 
química fina entre outras. 
(E) Na Primeira Revolução Industrial houve o desenvolvimento de mecanismos que favoreceram a produção 
flexível com desconcentração espacial. 
 
19. O Poder do FMI 
O voto do representante dos Estados Unidos na diretoria executiva do FMI vale 16,79% dos votos totais. 
Japão, Alemanha, Grã-Bretanha e França ocupam as posições seguintes: somados, seus votos equivalem a 
21,62% do total. A China ingressou na instituição com direito de voto equivalente a 3,66% do total, mais 
que o da Rússia, que vale 2,7% do total. O voto do Brasil vale 1,38% do total. 
MAGNOLI, D. Geografia para o EnsinoMédio. São Paulo: Atual, 2008. p.383-385 
De acordo com o texto, podemos afirmar que a ordem de poder nas tomadas de decisões pelo FMI: 
(A) respeita as relações históricas de poder, o que enuncia o seu caráter eminentemente democrático. 
(B) resulta, basicamente, de um consenso entre os seus membros fundadores, aqueles citados no texto. 
(C) obedece à ordem econômica internacional, uma vez que o peso dos votos é distribuído conforme o 
poderio econômico de cada nação. 
(D) é resultante da relevância militar de cada país no contexto político mundial. 
(E) é calcada na atribuição de força àquelas nações cuja dívida externa é mais elevada. 
 
 
GABARITO DA BATERIA DE EXERCÍCIOS DE GECON 
MÓDULO I - QOAM/2019 
46 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 
C A B D D C B B A A A E C E E B A E C 
 
 
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HISTÓRIA MILITAR-NAVAL Prof. Vagner Souza 
Módulo 1 - 1 - QOA-AA-AFN 2018/2019 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Caro Aluno, 
Este Módulo faz parte de um conjunto de elementos didáticos que por ocasião de sua produção 
visava dois objetivos: o primeiro deles é oferecer um material de fácil leitura, que possa lhe ajudar a elucidar 
e compreender os fatos da história, contribuindo com isso para a aquisição de informações que ajudam não só 
na busca dos seus ideais, mas também para toda sua vida. O segundo foi de elaborar um material que 
seja resumido sem deixar de descrever todos os dados imprescindíveis para o fim que se destina. 
Buscamos elaborar um manual de história centrado na própria história, trazendo à tona informações dos 
fatos dentro de uma ótica precisa, a partir do acúmulo de conhecimentos descritos pelas obras citadas pela 
Bibliografia do Edital do Concurso para o QOAA/AFN em 2018. No entanto, como prevê os editais dos 
concursos anteriores, a bibliografia sugerida serve apenas como base para o estudo da matéria, sem excluir 
outras publicações de natureza histórica, fato este que ocorreu, eventualmente, nos últimos anos do concurso, 
onde foram utilizadas várias citações de revistas e autores de história não contidos na bibliografia sugerida. 
Portanto, este Módulo serve como base de estudo sem excluir para o Candidato a leitura dos livros sugeridos pela 
MB e nem outras fontes de História. 
 
O Módulo 1 é o primeiro de um conjunto de unidades teóricas, sempre revistas e corrigidas com base 
no Edital e na Bibliografia do concurso de 2018, sendo, portanto, um material aprimorado e atualizado. No 
entanto, como nosso período letivo inicia-se antes da publicação do Edital 2019, caso haja alguma alteração 
no edital do concurso, será fornecido material complementar para estudo. 
 
O concurso anterior para o QOA, e outros concursos internos e externos recentes que tiveram a matéria 
de História Militar Naval, teve como característica principal o modelo de questões acadêmicas para as perguntas 
propostas. Esse modelo, hora apresenta a pergunta especificamente “presa” a uma publicação ou autor, hora 
apresenta a questão buscando a junção ou “acúmulo” de informações diversas, que de modo composto fornece a 
solução da questão. Por tais motivos, buscaremos, também, apresentar aos nossos alunos essas características, 
adequando-se ao novo modelo do Concurso. 
 
Como sempre afirmamos, não existem fórmulas mirabolantes em educação, o que há é dedicação 
contínua, tanto por parte de quem leciona quanto por parte dos alunos. A conjunção destes esforços é, no 
mínimo, razão suficiente para a construção de um saber, para aquisição de cultura e para uma melhor 
qualidade de vida social, tanto para você quanto para seus familiares. 
 
O sucesso em concursos sempre é traduzido em números, mas o sucesso pessoal, este sim, é 
medido pela satisfação plena do dever cumprido e da busca incessante pelos ideais de cada um. 
Um abraço, 
Prof. Vagner P. de Souza 
Curso Adsumus 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA MILITAR-NAVAL Prof. Vagner Souza 
Módulo 1 - 2 - QOA-AA-AFN 2018/2019 
 
INTRODUÇÃO 
1) Conceituando História: 
 
 O estudo de História permite ao homem o conhecimento necessário para compreender sua trajetória, 
facilitando entender de que forma ele alcançou o estágio atual, onde errou e acertou, possibilitando um 
melhor planejamento de suas ações, contribuindo para melhores resultados em seus objetivos. 
 A História abrange todas as faces da ação humana. Podemos “contar” histórias de cunho social, 
político, religioso ou militar, e, independente de “qual” história estivermos falando, ela nunca será isolada 
no tempo ou no espaço e sempre terá uma íntima relação de causa e consequência com outro(s) fato(s) que 
pode anteceder ou suceder a ele. Tudo o que ocorreu com o homem, e este pôde registrar ou deixar ser 
registrado, é parte integrante de sua história. 
Nenhuma sociedade chegou a qualquer patamar sem contato com outro grupo social, e o fruto dessas 
relações é que fazem parte do estudo que será demonstrado em nossos módulos. 
 
 
2) Datando a História: 
 
 De uma forma geral, a História é dividida em Pré-História e História. O advento da escrita permitiu 
grandes avanços aos grupos sociais humanos e é o marco divisório entre uma e outra fase deste 
desenvolvimento primário. A partir da escrita o homem pôde descrever por si só sua trajetória. 
Em relação à Pré-História, cabe aos estudiosos desvendar os segredos a partir de vestígios deixados 
por estas comunidades/sociedades, o que é genericamente denominado de Documento Histórico. 
 Dividimos a História Ocidental, e por influência cultural e econômica também a Oriental, em antes 
e depois do nascimento de Cristo. Apesar desta figura – Jesus Cristo – ser representativa apenas para a Fé 
Cristã, o domínio exercido pelos povos seguidores desta filosofia religiosa a outros povos como judeus e 
mulçumanos, acabou por influenciar suas culturas. A essa classificação descrevemos como antes de Cristo 
(aC ou AC) e depois de Cristo (dC ou DC). Há também a inscrição AD (Anno Domini – “Ano do Senhor”) 
para o período compreendido apenas após o nascimento de Cristo. Só é obrigatório escrever a referência se 
ela for antes do nascimento de Cristo, como exemplo, podemos utilizar a Batalha Naval de Salamina, entre 
gregos e persas, ocorrida no ano de 480aC. 
Os judeus se encontram em um calendário que está 3761 anos à frente do calendário cristão e os 
mulçumanos começaram a contar seu tempo no ano 622 da era cristã. Assim, quando nossas aulas 
começaram neste ano de 2017, no dia 02 de janeiro, os judeus estavam no ano de 5777, e 1439 para os 
povos islâmicos. Os calendários judaicos e islâmicos são fortemente marcados pelos dogmas religiosos 
dessas sociedades, o que determina, por exemplo, que o calendário islâmico seja lunar e não solar. Essas 
características fazem com que os anos não sejam de 365 dias. 
 Existem e existiram também outros calendários que servem e serviram para a contagem do tempo 
por diversos povos, mas nenhum de interesse para nosso concurso. 
 O marco histórico “Cristo” permitiu ao homem ocidental datar um calendário que regride do infinito 
(∞) até o ano 0 (zero) e progride do ano 0 até os dias atuais. Essa datação é marcada por dia, mês e ano (não 
necessariamente nesta ordem para todas as sociedades cristãs) em números arábicos e os séculos em 
números romanos. Para comparação entre uma data e seu século basta escrever o número do ano sempre 
com quatro dígitos. Caso os dois últimos números da direita terminem em 00 (zero zero), será o número 
formado pelos dois dígitos da esquerda. Exemplo: nascimento de Cristo – 0000 – século 0, ou 
descobrimento do Brasil – 1500 – século XV (quinze). Caso os dois números da direita terminem diferente 
de zero, será o da esquerda mais um (+1). Exemplo: Proclamação da Independência do Brasil – 1822 – 
século XIX (dezenove), Primeira Guerra Mundial – 1914 a 1918 – século XX (vinte). 
 Nosso atual calendário é denominadoGregoriano por ter sido instituído pelo papa Gregório XIII em 
1582. O calendário gregoriano foi instituído a partir do calendário de Dionísio, um abade de Roma, que o 
fez no ano 525, a partir do calendário romano. Portanto, pode haver algumas discrepâncias em relação à 
datação de alguns fatos, principalmente os encontrados na época aC, não comprometendo a história. 
 Os números romanos são representados pelas letras latinas I, V, X, L, C, D e M, relacionando-os 
aos números arábicos são: 1, 5, 10, 50, 100, 500 e 1000. Os conjuntos numéricos se somam caso estejam à 
HISTÓRIA MILITAR-NAVAL Prof. Vagner Souza 
Módulo 1 - 3 - QOA-AA-AFN 2018/2019 
direita de uma unidade numérica e subtraem caso estejam à esquerda. Portanto a data de proclamação da 
independência do Brasil, em números romanos foi: VII – IX – MDCCCXXII (7-9-1822). 
Há diversos marcos históricos. Eles servem para delimitar determinados fatos, épocas ou períodos 
sem, no entanto, resumi-los. Conforme já demonstrado, a história não é estática e sim dinâmica e, mesmo 
sendo relativa a fatos passados, ela encontra-se em constante evolução devido a novas fontes históricas que 
possam surgir ou a uma nova verdade construída a partir de uma nova visão de algum historiador. Mas os 
fatos são os fatos e estes não podem ser, e não serão, mudados jamais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA MILITAR-NAVAL Prof. Vagner Souza 
Módulo 1 - 4 - QOA-AA-AFN 2018/2019 
 
CAPÍTULO I 
 
A IDADE ANTIGA 
 
 Compreende-se como História Antiga o período que vai do início da História, a partir da invenção 
da escrita, aproximadamente 4000aC, até 476dC, ano da queda de Roma Ocidental, como capital do Império 
Romano do Ocidente. A queda de Roma finaliza a Idade Antiga e inicia o período conhecido como Idade 
Média. 
 
1) A Relação Entre as Primeiras Civilizações e o Mar: 
 
Os aspectos geográficos são os mais importantes para a determinação de um povo como sendo de 
caráter terrestre ou não. Terras férteis e abundância de matérias-primas que suprissem um povo 
obrigatoriamente o fixariam em sua posição geográfica, no entanto, a escassez de alimentos, ou de produtos, 
forçosamente o impeliria a sair de suas terras em busca de suas necessidades. 
Notadamente, as vias de comércio e transporte fluvial ou marítimo sempre foram – e são – as mais 
fáceis e baratas de serem exercidas. 
Ao longo da história temos exemplos de povos que saíram de suas terras em busca de áreas mais 
férteis e promissoras, e até mesmo de povos denominados nômades, que nunca tiveram uma localidade 
fixa. Na maioria das vezes, o que ocorreu para que um povo deixasse seu território foi a busca pelos 
produtos que lhes faltavam, o entanto, a ganância econômica, a vontade política ou a influência religiosa (e 
cultural) também foram determinantes. 
Essa busca ocorreu através da guerra e da dominação física, passando a controlar as áreas produtoras 
e seus habitantes, ou através do comércio, principalmente pela troca dos excedentes de produção1 entre 
povos ou regiões, e da influência cultural ou política. 
Mas o comércio, ou a necessidade de busca por produtos, não explica por si só a opção de um povo 
pelo mar. Temos vários exemplos de que esta opção se deu de modo forçado, pelas próprias necessidades 
naturais advindas do progresso social de seus habitantes, pela agressão de outros povos ou pelo contínuo 
contato com sociedades de características marítimas. 
 
1.1) As Profissões Marítimas: 
 
A figura do armador, ou seja, do homem que prepara navios para viagens, dotando-o de equipamento 
e de tripulação, é muito antiga na História. O armador nem sempre foi o comerciante marítimo ou 
proprietário do navio, no entanto, na Antiguidade o mais comum era ser as três coisas ao mesmo tempo. 
O comandante do navio, vulgarmente chamado de capitão, era geralmente um experimentado 
marinheiro. 
O marinheiro, muitas vezes iniciado na profissão à força (costume que chegou até o século XX em 
muitos países), era geralmente um homem inculto que só conhecia bem a sua profissão (também isso chegou 
até o século XX). A bordo cuidava das velas, dos cabos e fazia um sem-número de funções variadas. 
O mestre era um experimentado marinheiro cuja atribuição principal era a manobra do velame e a 
supervisão geral do convés. 
Havia ainda a figura do piloto, que às vezes era o próprio capitão; seu mister era a navegação e, para 
isso, tinha conhecimentos técnicos acima da maioria do pessoal. 
 
1.2) Comparação entre o Navio Mercante e o Navio de Guerra Antigo: 
 
Se compararmos os dois tipos básicos de navios na Antiguidade, vemos que o primeiro era lento e 
bojudo, ao passo que o segundo era rápido e esguio, o que se explica pelas suas finalidades. Enquanto o 
mercante pretendia transportar o máximo possível de carga com um mínimo de custo operacional, o navio 
 
1 Entende-se como excedente de produção produtos agrícolas ou fabris que, não tendo mercado interno ou sendo produzido 
exclusivamente para o mercado externo, passam a ser dispostos para trocas comerciais. 
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Módulo 1 - 5 - QOA-AA-AFN 2018/2019 
de guerra queria chegar o mais rapidamente junto do inimigo para combatê-lo, pouco importando quanto 
custasse isso em termos de dinheiro. Sim, porque, enquanto um navio mercante tinha uma tripulação 
pequena, um navio de combate levava, em média, 200 homens, mesmo considerando que os remadores não 
eram pagos pelo seu trabalho (a maioria era formada de escravos, 
prisioneiros e condenados), a necessidade de alimentá-los e mais a despesa com todos os guerreiros e 
tripulantes fazia com que o navio de guerra fosse caro, que só os governos podiam permanentemente 
manter. 
O transporte de riquezas pelo mar deu ensejo ao surgimento da pirataria, tão antiga quanto o próprio 
comércio marítimo. Isso suscitou a necessidade de os navios mercantes se defenderem, para o quê se 
embarcaram guarnições aguerridas, aptas para o combate de abordagem2. A crescente ameaça ao comércio 
marítimo, contudo, só pôde efetivamente ser controlada pela criação de navios especiais, com 
grande capacidade de manobra, cujo fim era a defesa dos poucos “navios redondos”. Assim surgiu o navio 
de guerra, a serviço dos navios mercantes e, portanto, da economia de cada nação ou império. 
 O navio de guerra egípcio, do qual temos a melhor descrição entre os mais remotos, tinha pouca 
boca, o que lhe valeu ser chamado de “navio comprido”, pois, ao contrário do mercante, era bem mais 
estreito. Tinha o fundo chato, o que, juntamente com a característica anterior, fazia com que oferecesse 
pouca resistência à água. Sua propulsão principal era o remo. Havia uma longa fileira de remos de ambos 
os bordos, manejados pelos remadores que eram acorrentados aos bancos para que não tentassem fugir na 
hora do combate; obviamente morriam quando o navio afundava. 
Os navios de guerra possuíam também velas, cujos mastros eram arriados na hora da batalha para 
evitar que sua queda atingisse os ocupantes do navio. 
As velas eram usadas nas travessias longas, longe do inimigo, a fim de poupar os remadores, e no 
caso de haver necessidade de bater em retirada para aumentar a velocidade de fuga; de fato, “içar as velas” 
era, no combate, sinônimo de “fugir”. 
Por causa do seu fundo chato e de sua pouca resistência aos temporais, os navios de guerra não 
fundeavam como os mercantes; eram puxados para terra, ficando em seco. Essa circunstância ocasionou 
algumas “batalhas navais” travadas em terra, quando acontecia de um inimigo atacar a esquadra antes que 
os navios pudessem ser postos a flutuar. Os principais eventos ocorreram na Batalha de Micale (479aC), na 
qual os gregos venceram os persas, e na Batalha de Egos-Pótamos (405aC) em que os espartanosvenceram 
os atenienses. 
Quanto às suas dimensões, sabemos que uma trirreme grega tinha geralmente 25 metros de 
comprimento por apenas seis metros de boca. O navio de guerra conduzia a bordo, além do pessoal marítimo 
como qualquer navio, os guerreiros e os remadores. Os guerreiros eram soldados terrestres que 
simplesmente embarcavam e seus comandantes lideravam a batalha naval. 
Mais tarde, porém, o combatente do mar foi se distinguindo do combatente de terra, e o ateniense 
Formion3 será o primeiro “general do mar”, ou seja, o primeiro almirante. A arma principal do navio de 
guerra não era o soldado que ia a bordo, mas uma protuberância colocada na proa à linha d’água chamada 
esporão, aríete ou rostrum, destinada a penetrar profundamente na nave inimiga e, assim, pô-la a pique; 
acontecia, porém, muitas vezes, que o esporão se quebrava com o choque e o navio atacante, com um rombo 
na proa, também ia a pique. Foram os fenícios os grandes aperfeiçoadores do esporão, que passou a ser 
revestido de bronze, o que o tornou ainda mais temível. 
 
 
2) Os Povos da Antiguidade: 
 
 Vários povos participaram do início de nossa jornada na terra. A região compreendida pelo Mar 
Mediterrâneo, abrangendo o continente Africano, Asiático e Europeu, foi o cenário para o florescimento 
das principais nações que compreenderam este período. A presença do homem é comprovada neste mesmo 
período no continente Americano e na Oceania, mas infelizmente não fazem parte de nosso estudo povos 
 
2 A abordagem era a principal técnica utilizada nos combates navais na Antiguidade. 
3 Vencedor dos espartanos e seus aliados em vários combates, principalmente na batalha do golfo de Corinto (429 aC), quando 
fez inteligente manobra antes de atacar. É considerado o pai da tática naval, que, depois dele, passou a ser feita pela combinação 
de choque e movimento; só no século XIV surgiu o terceiro elemento, o fogo, isto é, o canhão. 
Típico navio de guerra da Antiguidade 
 
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Módulo 1 - 6 - QOA-AA-AFN 2018/2019 
como os astecas e os aborígines, bem como os povos asiáticos da face leste do continente, banhados pelo 
oceano Pacífico e dos africanos voltados ao oceano Atlântico Sul ou ao Índico. 
 O Mediterrâneo (terra do meio) foi a principal via de formação das culturas ocidentais e de várias 
asiáticas e africanas. As primeiras civilizações4 surgiram nesse cenário até a região compreendida pela 
Mesopotâmia (“Terra entre Rios” – Tigre e Eufrates) denominada de Oriente Próximo. 
 Portanto, a Antiguidade é dividida em Antiguidade Oriental, a Leste ou ao Oriente, compreendendo 
os povos fenícios, hebreus, persas, egípcios e a Mesopotâmia, e Antiguidade Ocidental ou Clássica, a Oeste, 
participando povos como os gregos e romanos. 
 
2.1) A Civilização Egípcia: 
 
A natureza especial do solo e do sistema hidrográfico característico do Egito fez das margens do rio 
Nilo uma terra fértil. Desde sua remota origem até a queda da antiga monarquia, o povo egípcio se dedicou, 
sobretudo, à agricultura e teve poucos contatos com os povos vizinhos. 
Fatores diversos, porém, fizeram com que, ao lado da agricultura, conseguisse também a indústria5 
alcançar nível elevado, e por volta do ano 3.300aC, a fabricação de tecidos, motivada em grande parte pela 
esplêndida qualidade do linho daquelas regiões, já alcançava importância. 
Instalada no extremo nordeste da África, em região desértica, a civilização egípcia floresceu as 
margens do rio Nilo, se beneficiando de seu regime de cheias. As abundantes chuvas que caem durante 
certos meses do ano na nascente do rio, ao sul, nas terras altas do interior do continente africano, provocam 
o transbordamento de suas águas e o consequente depósito de húmus, fertilizando suas estreitas margens. 
Ao final do período de cheias, o rio volta ao seu leito normal e as margens, naturalmente fertilizadas, tornam 
possível uma rica agricultura. 
Contudo, diante do aumento populacional que aconteceu durante a época neolítica, faziam-se 
necessárias obras hidráulicas, como a construção de diques e canais, para o cultivo agrícola. Estudos e 
pesquisas arqueológicas e históricas apuraram que a organização do trabalho às margens do Nilo, a 
construção de diques e outras obras hidráulicas coube inicialmente às coletividades locais e regionais, 
conhecidas como nomos, que mais tarde foram articuladas a uma estrutura governamental central mais 
complexa. 
Ao longo da história egípcia, a organização político-social se estruturou em torno da terra e dos 
canais de irrigação, tendo o Estado despótico6 o controle de toda a estrutura econômica, social e 
administrativa. Por meio de suas instituições burocráticas, militares, culturais e religiosas, o Estado 
subordinava toda a população e garantia a realização das obras de irrigação. 
Juntamente com seus cereais, que em período de escassez eram solicitados pelos países vizinhos, 
fornecia o Egito uma série de produtos artísticos, dando com isso potente estímulo ao comércio. Como o 
Nilo era navegável, mesmo no período de seca, e os canais que sulcavam o país contribuíam para 
intensificar o tráfego, se explica a existência de um animado tráfego interior cujo centro foi Pelusio, cidade 
solidamente fortificada que ficava perto da fronteira oriental. O tráfego marítimo teve, em compensação, 
escassa importância durante a época dos faraós. As costas desprovidas de abrigos e perigosas para a 
navegação, a falta de madeiras e os preceitos sacerdotais que predicavam a aversão ao mar, serviram de 
estímulo para a repulsa que esse povo de agricultores sentia pela água. 
Entretanto, o governo interveio por diversas vezes no comércio por meio de expedições navais em 
que o faraó tomava a iniciativa, com o fim de estabelecer relações diretas de troca com os países do Ponto 
(Ponto Euxino ou Mar Negro), situados na Arábia Meridional e fornecedoras de incenso, produto então 
muito procurado. 
Semelhantes expedições, determinadas pelos faraós e organizadas pelo Estado, foram, sobretudo, 
frequentes durante as XII e XIII dinastias. Depois da instalação da Nova Monarquia, o tráfego pelo mar 
Vermelho, quase completamente interrompido sob a dominação dos Icsos, retornou, graças ao poder real, 
 
4 Civilização: Termo empregado a partir da Revolução Francesa por estudiosos iluministas para classificar uma sociedade pelo 
seu estágio de desenvolvimento. 
5 A concepção de indústria não pode ser vista aos olhos da atualidade no sentido de fábrica mecanizada. Os produtos eram 
rudimentares e o sistema de produção, ou transformação, era primário. 
6 Déspota: governo tirano, opressivo ou dominador onde não há liberdade plena para os cidadãos. 
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com uma força e um arrojo até então desconhecidos. As expedições marítimas se multiplicaram, sobretudo 
devido à iniciativa dos faraós da XVIII dinastia, ao mesmo tempo em que aumentavam as trocas com a 
Núbia. Esse período foi conhecido como Renascimento Saíta, devido a transferência da capital para a cidade 
de Saís. Após as conquistas realizadas nas costas asiáticas, o centro político do Egito se transportou, com 
Ramsés II, para o Norte, ou mais exatamente para o delta Oriental. O Egito se abriu então largamente ao 
contato com os povos navegadores do Mediterrâneo. 
Os últimos faraós se esforçavam por completar e aperfeiçoar a obra de organização do comércio 
egípcio realizado por seus predecessores. Psamético fundou numerosos centros de negócios e uma grande 
frota mercante. Necao, mais empreendedor ainda, deu forte impulso ao comércio arábico com o fim de 
colocar nas mãos dos egípcios o monopólio do tráfego das especiarias7. A expedição naval mais importante 
foi favorecida pelo Faraó Necao, onde navegadores fenícios fizeram o périploafricano, ou seja, 
contornaram todo o continente africano, feito este só repetido vinte séculos mais tarde por Vasco da Gama, 
navegador português, em 1498, partindo de Lisboa. Esse feito fez dos fenícios os primeiros a circum-
navegar a África. 
Os eventos relacionados com a era de Necao foram descritos pelo historiador grego Heródoto. Este 
historiador, segundo texto do livro “Atlântico, a história de um oceano”, organizado pelo Historiador 
Francisco Teixeira, visitou o Egito “por volta de 450 aC, apenas um século depois dos eventos do fim da 
XXVI Dinastia”, e o monarca referido no texto, Necau (ou Necao), reinou entre 610 e 595 aC. Essa dinastia, 
chamada saíta, foi marcada, entre outras coisas, pela ampliação do comércio marítimo, majoritariamente 
tocado por marinheiros gregos contratados. Logo, financiamento estatal para uma expedição naval não seria 
algo absurdo nesses tempos. 
Embora os fenícios tenham sido os principais navegadores da Antiguidade, a melhor descrição que 
temos de um navio mercante provém dos egípcios. O navio mercante, de um modo geral, apresentava forte 
calado e tinha boca relativamente larga; por esta última característica era chamado “navio redondo”, o que 
evidentemente era força de expressão. Seu meio de propulsão era a vela, embora possuísse alguns remos 
para auxiliar a manobra de entrada e saída dos portos, assim como para o caso de completa calmaria. Essa 
evolução veio junto com o desenvolvimento egípcio apoiado no comércio marítimo fenício. 
Conquistado através dos séculos8, pelos assírios, persas, e por fim pelos gregos, sob Alexandre “O 
Grande”, o Egito não perdeu a importância comercial. Bem pelo contrário, com um gesto de vidente, o 
conquistador macedônio Alexandre fundou a cidade de Alexandria numa situação incomparável, na costa 
vasta e sem refúgios de um país interior, incomensuravelmente rico, na desembocadura do seu único rio de 
grande porte, no limite de duas partes do mundo asiático e africano e unido com a Europa pelo mar 
Mediterrâneo. Desenvolveu-se Alexandria com inesperada rapidez, se convertendo não só em magnífico 
centro de arte e de ciência como também na praça comercial mais grandiosa do mundo antigo. Ela 
concentrava ao mesmo tempo os gêneros e os produtos manufaturados do vale do Nilo, os gêneros e as 
matérias-primas vindas da Etiópia, da África Oriental, da Arábia e da Índia, os quais, por seu intermédio, 
se espalhavam em todo o mundo grego até o Ocidente. Sua população, onde se misturavam gregos, egípcios 
e judeus orientais, já se distinguia pela fisionomia cosmopolita que caracteriza hoje os grandes portos do 
Levante9. 
Não obstante, convém observar que, no Nilo como no Eufrates, o centro de gravidade da vida 
econômica era constituído pela agricultura e que a indústria e o comércio só secundariamente ocupavam a 
vida dos moradores. A principal atividade do povo egípcio foi sempre a cultura dos campos e a criação de 
animais, sendo os principais produtos o trigo, o algodão, o linho e o papiro, porquanto o comércio em 
Alexandria era exercido em grande parte por judeus e gregos, e o emprego nas construções públicas de 
 
7 Compreende-se por especiarias todos os produtos que alcançavam grande valor econômico, seja para uso culinário, cosmético, 
farmacológico ou de ornamentação. Os produtos de cunho religioso geralmente alcançavam os mais elevados preços, tornando-
se os principais nas relações de troca. 
8 As invasões constantes tiveram grande efeito sob a cultura egípcia, sobretudo o domínio macedônio de Alexandre que permitiu 
a penetração da ideias gregas na sociedade egípcia. Esse domínio instaurou uma dinastia de origem macedônica chamada 
ptolomaica ou álgida, à qual pertenceu Cleópatra. Seu filho com o imperador romano Júlio César foi o último faraó ptolomaico, 
tendo todo o Egito caído nas mãos dos romanos de modo definitivo. Até o fim da dinastia ptolomaica a dominação romana se 
restringia a retirar do Egito apenas os grãos necessários para a subsistência do povo romano em todo o Império. 
9 Levante: lado onde o sol nasce, a leste, também chamado de Nascente em contraposição de Poente (onde o sol se põe). 
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obras hidráulicas, palácios ou tumbas era feito durante o período de cheia do rio, onde não se podia trabalhar 
a terra. 
As referências feitas por Plutarco, um pensador e filósofo grego, e por outros historiadores ao 
número de navios queimados pelos soldados de Júlio César em Alexandria, durante a conquista romana, e 
às forças navais de Antônio, na guerra contra Augusto10, mostram não terem sido pequenos os recursos do 
Egito no mar, malgrado o caráter terrestre de seu povo. 
Em suma, o Egito antigo se caracteriza, sob o ponto de vista marítimo, como uma nação continental 
que se desenvolveu inicialmente livre da influência das rotas oceânicas e que, por força do próprio 
progresso, foi levada a participar cada vez mais das atividades nos mares. A evolução egípcia exemplifica 
também a tendência de povos interiores buscarem a saída livre das rotas marítimas, como decorrência 
inevitável do seu desenvolvimento. 
 
2.2) A Civilização Mesopotâmica: 
 
 A Mesopotâmia se situa no Oriente Médio entre os rios Tigre e Eufrates, que ficam no atual Iraque, 
na região conhecida como Crescente Fértil. Seu nome vem do grego (meso = meio e potamos = água) e 
significa "terra entre rios", mostrando a causa da fertilidade dessa região, embora esteja localizada em meio 
a montanhas e desertos. 
No que se refere à organização socioeconômica, existem grandes semelhanças entre a civilização 
egípcia e mesopotâmica. No entanto, algumas diferenças de caráter físico-geográfico podem ser destacadas. 
Enquanto o Egito apresentava grande isolamento geográfico, o que lhe possibilitou longos períodos de 
estabilidade política, a Mesopotâmia é, ainda hoje, uma planície aberta a invasões por todos os lados. Além 
disso, o regime de cheias do Tigre e do Eufrates não é tão regular como o do Nilo, não sendo raras violentas 
inundações e até períodos de seca na região banhada por eles. 
Em termos políticos, o Egito se caracterizou por ter na instituição monárquica, personificada no 
faraó, o seu principal fator de unidade, enquanto na Mesopotâmia esse fator era a cidade. Logo, enquanto 
os egípcios entendiam-se como parte de algo maior, que incluía aldeias, nomos e o faraó acima de tudo, na 
Mesopotâmia a identidade era dada pela cidade à qual os indivíduos pertenciam. 
Os primeiros vestígios de sedentarismo humano na Mesopotâmia datam de aproximadamente 
10.000aC. O crescimento dos primeiros núcleos urbanos da região se fez acompanhar do desenvolvimento 
de um complexo sistema hidráulico, que tornou possível a drenagem de pântanos, a construção de diques e 
barragens, para evitar inundações e armazenar água para épocas de seca. 
O sucesso dos empreendimentos feitos nas atividades produtivas levou à formação de grandes 
cidades com mais de mil habitantes já por volta de 4.000aC, como Uruk. Tais cidades tinham 
principalmente função militar, protegendo a população e a riqueza gerada pela agricultura, e tornando 
possível o controle político. 
Participaram da história dessa região principalmente os povos sumérios e acádios. Ao final do 
Período Neolítico, diversas cidades já haviam sido criadas na região, todas elas autônomas e habitadas por 
sumérios, povo oriundo do vizinho planalto do Irã. Ur, Nipur, Lagash, além da já citada Uruk, foram os 
principais cidades desses centros urbanos. Eram governados por patesís, mistura de chefe militar e 
sacerdote. Eles controlavam a população, cobrando impostos e administrando as obras hidráulicas junto 
com numerosos auxiliares. As terras eram consideradas propriedade dos deuses, cabendo ao homem servi-
los, não só com o trabalho agrícola, mas também com a construção de templos - oszigurates. 
Os sumérios chegaram a estabelecer relações comerciais com povos vizinhos, tanto na direção 
Oeste, para o mar Mediterrâneo, como na direção Leste, rumo à Índia. Desenvolveram a escrita cuneiforme, 
composta de símbolos fonéticos em forma de cunha, fundamentais para registrar as complexas transações 
econômicas características desses povos. 
Por volta de 2.400aC, o povo acádio, que há algum tempo vinha se introduzindo na região, 
estabeleceu sua hegemonia na Mesopotâmia. O rei acádio Sargão I unificou o centro e o sul do vale, 
submetendo os sumérios ao mesmo tempo em que incorporava sua cultura, porém, contínuas invasões 
estrangeiras inviabilizaram a permanência do Império Acádio, que acabou desaparecendo por volta de 
2.100aC. 
 
10 O fato mais importante foi a Batalha Naval de Ácio ou Actium, na guerra contra o triunvirato romano. 
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Logo após foi a vez dos babilônios. Os amoritas vindos do sul do deserto árabe derrubaram os 
acádios. Seu principal líder foi Hamurabi, responsável por uma gama de normas sociais conhecidas como 
Código de Hamurabi ou Leis de Talião, que determinavam a pena imposta para as transgressões, geralmente 
de forma violenta como por mutilações e morte. 
Os amoritas foram seguidos por hititas, cassitas e por fim assírios. Foram os assírios que 
organizaram militarmente a região, usando carros de guerra e armas de ferro, muito superiores as de cobre 
utilizadas pelos seus vizinhos. Após estes, vieram os caldeus e os medos. Estes foram tão importantes nas 
guerras organizadas entre os persas e os gregos, que por tal motivo foram chamadas de Guerras Medas. 
Ciro I (559 - 529 aC), rei persa, foi quem dominou a região do Império Babilônico em 539 aC, 
submetendo seus vizinhos medos. Com a prática expansionista, os persas logo invadiram a Mesopotâmia, 
a Palestina e a Fenícia, chegando ao Ocidente à Ásia Menor e, no Oriente, à Índia. 
Ciro, o principal conquistador, foi bastante hábil em se aliar às elites locais dos territórios 
conquistados em vez de simplesmente submetê-las, garantindo relativa estabilidade a um vasto império. 
Seu filho e sucessor, Cambises, atacou o Egito, conquistando o vale do Nilo após a vitória na batalha de 
Pelusa (525 aC). Contrariando as regras de tolerância de seu pai, deu início a um período de centralização 
autoritária e de submissão dos povos conquistados. 
O período de maior florescimento persa ocorreu no reinado de Dario I (524 - 484 aC), que dividiu 
o império em províncias, as satrápias. Os sátrapas eram encarregados da cobrança e do pagamento de 
impostos ao imperador. Foi Xerxes I, sucessor de Dario I, que deu prosseguimento às invasões a Grécia 
que acabaram resultando na decadência do Império Persa e o início do apogeu do povo grego nas Guerras 
Medas. 
Os hebreus foram um caso à parte da história da região. Voltados diretamente para o Mediterrâneo 
tiveram vários episódios de contato com os demais povos mesopotâmicos, ora sendo invadidos por esses 
ora sendo os dominadores. Estão os hebreus e os judeus11 diretamente relacionados às culturas religiosas 
mais influentes do mundo atual, concentrando mais de 90% da população mundial entre cristãos, judeus e 
mulçumanos. 
 
2.3) A Civilização Cretense: 
 
 O povo mais antigo que se constituiu como uma talassocracia12 é o cretense, que habitava a ilha de 
Creta, hoje pertencente à Grécia. Suas origens remontam a 3400aC. Desde cedo, os minoanos (cretenses) 
se entregaram a um ativo intercâmbio comercial com os povos da região do Levante; por volta de 2000aC, 
suas relações mercantis com o Egito eram intensas. Os cretenses dominaram todo o Mediterrâneo Oriental, 
mas, em 1750aC, um grande cataclismo arruinou o poderio de Creta e favoreceu a invasão de um povo 
continental vindo da Grécia. O poderio cretense não existia mais em 1400aC. A herança dos cretenses foi 
recolhida pelos fenícios, que vieram a dominar não apenas o Mediterrâneo Oriental, mas todo o referido 
mar até o estreito de Gibraltar (as “Colunas de Hércules” na denominação grega). 
 
2.4) A Civilização Fenícia: 
 
O povo mais antigo que achou na indústria e no comércio seu principal interesse econômico foi o 
fenício. A Geografia provê a explicação para esse interesse. A Fenícia, na época mais brilhante de sua 
história, não era mais que uma região estreita que, desde Arad até o Monte Carmelo, entendia-se num 
comprimento de 50 léguas do 35º ao 33º grau de latitude norte e numa largura, entre o Mediterrâneo e as 
escarpas rochosas do Líbano, de 3 a 10 quilômetros. Tal território não podia sustentar seus habitantes, pois 
a agricultura oferecia um rendimento mísero pela escassa fecundidade do solo. O país se compunha de 
ravinas por onde desciam torrentes de neve fundida. 
Compreende-se porque os habitantes consideravam, desde época muito remota, o mar como fonte 
de seu sustento. O Monte Líbano não lhes permitia ir para o interior das terras, no entanto fornecia-lhes 
 
11 Os judeus são parte do povo hebreu, sendo resultado de uma divisão que ficou conhecida como diáspora, ficando os hebreus 
com a capital em Samaria e os judeus na Judéia. 
12 Talassos = mar e cratos = governo, ou seja, literalmente, “governo do mar”; diz-se do governo que é dominado por homens 
ligados ao mar, como os do comércio marítimo, da pesca, da marinha de guerra etc. 
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madeira de construção naval, como pinheiros, ciprestes e cedros. A costa, por sua vez, oferecia uma série 
de portos naturais, nos quais os fenícios construíram as cidades onde se instalou uma população de 
pescadores e marinheiros com uma aristocracia13 (talassocracia) de comerciantes. 
Depois de terem buscado na pesca a subsistência que a terra não lhes podia oferecer, eles se fizeram 
mercadores e piratas, favorecidos pela posição geográfica de seu território em frente aos países fecundos 
da Bacia Mediterrânea, ao lado dos estados antigos de maior desenvolvimento cultural e industrial e 
colhendo, por meio do comércio, as riquezas do Levante e distribuindo-as pelas regiões do Oeste. Foram 
os fenícios os primeiros a romperem com a tradição do comércio terrestre. 
Organizavam-se em cidades-estados interdependentes chefiadas pela elite mercantil. Beirute, Aca, 
Jaffa e, sobre todas elas, Biblos, Tiro e Sidon, se tornaram os pontos de apoio de uma atividade mercantil 
que enlaçava os círculos culturais asiáticos e egípcios, tornando os fenícios depositários de uma vasta 
cultura mediterrânea que influenciou a cultura dos gregos e, mais tardiamente, dos romanos. 
Os fenícios exploraram sucessivamente as costas do Mediterrâneo e as ilhas dos arquipélagos, 
oferecendo aos gregos, ainda bárbaros, os produtos da indústria egípcia ou asiática. Quando podiam 
aprisionavam mulheres e crianças para as venderem como escravos noutro lugar. Com intuição feliz, 
andavam e procuravam, nos vários centros, a matéria-prima que escasseava, não só no próprio país, mas 
nas regiões e nos estados vizinhos. Souberam se tornar indispensáveis a tal ponto, que obtiveram dos faraós 
egípcios o monopólio da grande e pequena cabotagem14 entre os portos daquele Império. 
Unindo a audácia aventureira do marinheiro à habilidade do mercador, eles conseguiram 
rapidamente estabelecer entre os povos disseminados ao longo do Mediterrâneo e além das Colunas de 
Hércules (estreito de Gibraltar) um sistema de trocas intensas. 
As invasões egípcias efetuadas sob as dinastias XVII, XIX e XX não parecem ter afetado o 
desenvolvimento comercial dos fenícios. Aceitando o domínio dos faraós, em troca obtiveram o monopólio 
do comércio egípcio e puderam estender suas relações ao mesmo tempo sobre o Mediterrâneo e o mar 
Vermelho. É nessa época que se situa a fundaçãodas primeiras colônias fenícias na costa da Cária e da 
Kilídia, em Chipre, em Creta, em várias ilhas dos arquipélagos e do norte da África. Sidon que não tinha 
sido na origem senão uma cidade de pescadores herdou a supremacia antes exercida pelas cidades de Arad 
e Biblos, tornando-se a metrópole de um vasto império marítimo. 
 Forçados mais tarde pelos progressos da Marinha grega a se retirarem, pouco a pouco, das ilhas dos 
arquipélagos do mar Egeu, os fenícios estabeleceram numerosos empórios na parte ocidental do 
Mediterrâneo, na Espanha, Gália, Itália, Sicília, Malta, Córsega, Sardenha e ilhas Baleares. Entre os séculos 
XI e IX aC, depois da fundação da Utica (na Tunísia) e de Cádiz, antes de Cartago, os fenícios 
desenvolveram as trocas comerciais na parte ocidental do Mediterrâneo. Para proteger a rota mercantil de 
Gades (Cádiz) e de Malaca (Málaga), criaram estações marítimas na Sicília da mesma forma que na Tunísia, 
nos pontos do litoral onde havia os melhores portos naturais. As ilhas vizinhas, Malta, Gozo, Pantelaria e 
Lampedusa, foram transformadas em estações marítimas. 
Na Sicília, o avanço dos colonos gregos no começo do século VIII aC, provocou a retirada gradual 
dos fenícios para o noroeste da ilha onde eles conservaram as cidades de Panormium (mais tarde Palermo), 
Motya e Solans, que estavam bem colocadas para curtas travessias à vela em direção a Cartago, esta já uma 
cidade florescente. 
Provavelmente, os fenícios estabeleceram também ponto de apoio no local onde hoje se situa Lisboa. 
Alguns historiadores admitem mesmo que os fenícios tenham estendido suas expedições marítimas até as 
ilhas Canárias, em pleno Atlântico, e talvez ainda mais ao sul, às ilhas do Cabo Verde. Outros historiadores 
admitem apenas que navegantes isolados talvez tenham chegado às costas do mar Vermelho, às ilhas 
Canárias e às Scilly (Inglaterra); em compensação, a hipótese de uma influência mercante fenícia na África 
Meridional e de uma navegação em caráter regular pelo mar Vermelho e pelo oceano Índico, ou de 
verdadeiras expedições à Grã-Bretanha e às costas nórdicas, são hoje consideradas como desprovidas de 
 
13 Aristocracia: tipo de organização social e política em que o governo é monopolizado por um número reduzido de pessoas 
privilegiadas, não raro por herança como fidalguia, nobreza. Grupo de indivíduos que se distinguem pelo saber. 
14 Cabotagem: termo utilizado para fazer referência às navegações de Cabotto, navegador italiano que percorria a costa de ponto 
em ponto para demarcá-la. A navegação de cabotagem é aquela feita de porto em porto de pequena distância, em contraponto a 
navegação de longo curso. 
 
 
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fundamento. Gades (Cádiz), na parte meridional da península Ibérica, é a colônia fenícia mais avançada 
que se conhece com segurança. 
Um dos registros de viagens atlânticas mais fascinante que sobreviveram é o Périplo de Hano, o 
navegador e um dos reis de Cartago, empreendido por volta de 500 aC. As fontes para o conhecimento 
dessa expedição são fragmentadas: imortalizada em placas expostas num templo em Cartago, foi 
posteriormente citada por autores gregos e latinos em seus textos sobre geografia e história. Até nós, chegou 
um único relato do Périplo, compilado já na Idade Média. 
As cidades fenícias não se comunicavam facilmente uma com as outras, a não ser por mar, e 
conservaram entre si uma autonomia, constituindo mesmo cada centro urbano uma unidade política 
independente. Compreende-se que entre elas tenham nascido rivalidades ferozes, chegando algumas a 
emprestar esquadras às potências estrangeiras para abater a rival. Ao que consta, Tiro foi obrigada certa 
vez a enfrentar navios de Sidon cedidos aos assírios. 
Naturalmente as dissensões internas facilitaram a agressividade das nações próximas e, além dos 
egípcios, os fenícios sofreram o domínio de vários outros povos no decorrer de sua história. A opressão de 
estados mais poderosos talvez tenha concorrido para incrementar a expansão marítima fenícia. A própria 
Cartago, ao que parece, foi fundada por imigrantes que fugiam ao domínio estrangeiro ou a lutas internas. 
Muitas vezes, porém, favorecidas pela posição de suas cidades, geralmente construídas em ilhas ou em 
penínsulas de fácil defesa, os fenícios resistiram ferozmente às invasões. Provavelmente, a posse livre do 
mar garantiu o suprimento das cidades sitiadas, pois de outra forma é difícil explicar como Tiro, por 
exemplo, só tenha caído em poder dos assírios após cinco anos de assédio, ou tenha resistido por treze anos 
ao cerco dos babilônios sob o comando de Nabucodonosor. 
Através dos séculos e apesar das múltiplas vicissitudes15, o comércio marítimo ficou sendo sempre 
a principal atividade do povo fenício. Por causa dele, tiveram os fenícios que conquistar e conservar o 
domínio absoluto do mar, o que conseguiram, graças a instituições particulares. Para conservar o monopólio 
do tráfego marítimo, as comunidades fenícias guardavam rigorosamente secretos seus itinerários 
comerciais. Aos artigos trazidos de países longínquos associavam lendas de serpentes aladas e gigantescos 
pássaros venenosos. Quando preciso, assaltavam os navios de outros povos que ousassem concorrer aos 
mesmos mercados e indicavam derrotas16 erradas com o fito de causar a perda dos rivais. Para estenderem 
as suas navegações tornaram-se exímios construtores navais. Os seus navios eram quase redondos e de 
pouco calado, a fim de poderem navegar junto à praia. Venciam o vento contrário por meio de velas largas 
e grandes remos. Para a guerra construíam navios longos e afilados. Ainda foram os fenícios os primeiros 
a aproveitarem no mar as observações astronômicas de que os outros povos se serviam para adivinhações. 
A superioridade dos fenícios no setor marítimo era reconhecida por todos os demais povos que, ou 
recorriam diretamente à utilização de sua Marinha, ou encomendavam a construção de suas frotas nos 
estaleiros de Tiro e Sidon. Ao que consta, a frota de Salomão bem como a de Semiramis e a de Sesóstris 
foram construídas nos estaleiros daquelas cidades; Assurbanipal valeu-se de uma esquadra fenícia para o 
transporte de seus exércitos, Nilo acima, na conquista do Egito e os babilônios recorriam aos navios de 
Sidon para o deslocamento de tropas ao longo do rio Eufrates. Também foram em navios fenícios que os 
persas procuraram disputar aos gregos o domínio do mar Egeu no decorrer das Guerras Medas. 
Embora recente investigação tenha reduzido as exageradas ideias que prevaleciam a respeito da 
indústria, do comércio e do tráfego dos fenícios, não pode haver dúvida alguma de que, como mestres na 
navegação, deram grande impulso ao tráfego marítimo no Mediterrâneo onde foram os primeiros portadores 
da cultura, difundindo as invenções feitas pelo Egito e pela Ásia. Concentraram igualmente em suas mãos 
todo o comércio mundial daquela época. Na história dos grandes monopólios mercantis, o procedimento 
dos fenícios foi considerado como exemplar pelo espaço de vários séculos. 
A potência econômica fenícia foi arruinada pela conquista macedônica e pela fundação de 
Alexandria cerca de 332aC. Cartago, a mais importante de suas colônias, que já possuía o comércio do 
Mediterrâneo Ocidental, herdou o comércio fenício. Foi, assim, a Fenícia a primeira nação no mundo antigo 
a se constituir e evoluir sob a influência contínua e direta do mar. 
 
 
 
15 s.f. Mudança das coisas que se sucedem, alternativa, alternância, eventualidade, acaso, azar, revés, instabilidade. 
16 Derrota: termo utilizado na marinharia significando rota, caminho ou direção tomada pelos navios. 
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2.5) A Civilização (Fenícia) Cartaginesa: 
 
 A fundaçãode Cartago é posterior, cerca de três séculos, ao começo da colonização fenícia no 
Oriente. Pode-se datá-la, sem medo de errar, dos fins do século IX aC. 
Graças à sua situação geográfica favorável, no norte da África, do lado ocidental do Mediterrâneo 
e de frente à península17 Itálica, e à intensa atividade comercial exercida por seus habitantes, Cartago se 
tornou a mais poderosa das colônias fenícias do Ocidente. Ela era o único grande centro africano ao qual 
afluíam as caravanas do interior do Continente Negro, de modo que o tráfego incessante a enriqueceu com 
singular rapidez. 
Depois que Tiro perdeu a primazia comercial e política em consequência do desastroso domínio 
assírio, Cartago a substituiu na proteção das colônias fenícias e se converteu no centro de um verdadeiro 
império marítimo e comercial. No começo do século V aC, sua preponderância era reconhecida pelas 
comunidades que Tiro e Sidon haviam fundado ao longo da costa do Mediterrâneo Ocidental, até além das 
“Colunas de Hércules” (Estreito de Gibraltar). Cartago exercia hegemonia na Sicília Ocidental, na 
Sardenha, nas ilhas Baleares, nas costas meridionais da Espanha e em toda África do Norte até a Cirenaica. 
Tanta riqueza fácil ensoberbeceu a classe dirigente que cedeu à tentação de uma política imperialista, com 
dano das terras vizinhas, para usufruir em proveito próprio e monopolizar em sua exclusiva vantagem os 
recursos do mundo Mediterrâneo Ocidental. Os territórios submetidos passaram a constituir não somente 
pontos de apoio para o imperialismo marítimo cartaginês, mas também zonas de ocupação e barreiras que 
abrangiam a Bacia Ocidental do Mediterrâneo. Esse mar formava assim uma espécie de mar fechado, 
submetido ao domínio ilimitado e ao controle rigoroso dos cartagineses. Os cartagineses tinham por norma 
atacar e afundar os navios estrangeiros surpreendidos nas zonas marítimas reservadas ao seu tráfego. 
Para atingirem o império absoluto do comércio do Mediterrâneo, os cartagineses fizeram de sua 
cidade um porto privilegiado. Para ele afluíam todos os produtos transportados dos empórios, colônias e 
portos estrangeiros. Assim, o porto de Cartago se tornou o grande mercado do Mediterrâneo Ocidental e o 
ponto de cruzamento de todas as vias marítimas pelas quais refluíam em seguida para a periferia as 
mercadorias importadas. Cartago tomou, por outro lado, medidas enérgicas para guardar no Atlântico, e ao 
longo de toda a costa mediterrânea da África do Norte, o monopólio do comércio. Se no mar Tirreno, nos 
golfos de Gênova e de Lião e ao longo da Espanha Oriental ela não pôde afastar os gregos, conseguiu lhes 
interditar o acesso a todas as regiões sobre as quais exercia autoridade política ou hegemonia econômica. 
Pode-se dizer que a política cartaginesa do monopólio do mar deu resultados surpreendentes, 
considerando que os gregos no século V aC não se aventuravam no Mediterrâneo Ocidental. 
Toda essa série de medidas e o empenho com que foram mantidas demonstram que a política geral 
de Cartago parece ter sido, sobretudo, inspirada por preocupações comerciais. Ao contrário da Roma 
Republicana, negociar para o cartaginês era uma grande honra. A aristocracia não se considerava diminuída, 
consagrando seus recursos e atividades aos afazeres comerciais. Muitos nobres eram armadores ou 
banqueiros. Cartago foi uma das cidades antigas onde o comércio foi mais poderoso e onde pesou mais 
pelos destinos da nação. Aníbal, depois da derrota de Zama, parece ter compreendido isso. Ele se esforçou 
por medidas enérgicas para tirar o Estado da tirania dos magnatas financeiros. 
Contudo, a intervenção do Estado se mostrou muito eficaz na organização de expedições de fins 
comerciais através dos mares ainda inexplorados. A esse respeito, convém notar a viagem marítima 
realizada por Hannon ao longo da costa ocidental da África. Os novos itinerários marítimos descobertos 
pelos exploradores cartagineses eram mantidos secretos e cuidadosamente guardados nos arquivos do 
Estado (protecionismo)18. A tendência dos cartagineses a reforçarem constantemente seu domínio 
comercial, a combaterem toda concorrência estrangeira e a dominarem as rotas marítimas também é 
constatada pelo fato de o Estado Púnico possuir uma frota mercante e militar inteiramente nacionais, ao 
contrário das forças de terra, que eram constituídas por mercenários. Com isso eles queriam evitar que um 
dia surgissem cidades rivais de Cartago, mesmo entre as cidades fenícias confederadas. 
 
17 Península: Porção de terra cercada de água por três lados e mantendo sua ligação com uma porção de terra maior. 
18 Protecionismo: Prática ou doutrina de proteção aos produtores de um país ou região, em geral pela imposição de obstáculos à 
importação de produtos concorrentes, por meio de tarifas alfandegárias, etc. 
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Nas vésperas das Guerras Púnicas19, o domínio comercial de Cartago, tanto no Mediterrâneo como 
no Atlântico, era considerável. Para explorar esse domínio, Cartago dispunha de um aparelhamento do qual 
se conhecem certos elementos. A frota mercante era conhecida pelas dimensões de suas unidades, grandes 
galeras que navegavam a vela e, na falta de vento, a remo, pela habilidade das guarnições e dos comandantes 
que não se contentavam em seguir o litoral, mas enfrentavam o alto-mar, observando os astros. Essa frota 
encontrava escalas, refúgios, pontos de apoio habilmente escolhidos e bem aparelhados. As construções 
navais tinham lá lugar importante, empreendidas e dirigidas algumas por armadores e outras pelo próprio 
Estado. Políbio, um Geógrafo e Historiador grego, registrou na sua obra Histórias que os cartagineses eram 
hábeis nessa indústria. A África lhes fornecia as madeiras e a Espanha o esparto20 para o aparelho. O 
aparelhamento dos portos e a organização dos estaleiros e oficinas especiais progrediram juntamente com 
a navegação. Para conservar as comunicações livres e manter as colônias na dependência absoluta, grandes 
frotas de guerra impediram o desembarque de rivais ou inimigos. 
As forças de Cartago aumentaram mais ainda nas sucessivas lutas com os etruscos, gregos, massílios 
e finalmente com os romanos, e era espantosa a rapidez com que suas perdas eram substituídas, graças à 
padronização dos meios navais. A sua base principal era a própria Cartago. 
No começo, a frota de guerra era constituída apenas por trirremes21, cujo tamanho foi aumentado 
no tempo de Alexandre. 
Por ocasião das guerras púnicas, Cartago construiu navios de cinco (quinquirremes) e de sete 
(septirremes) fileiras de remos os quais podiam transportar cento e vinte soldados e trezentos marinheiros. 
Contra Siracusa, Cartago armou cento e cinquenta e dois navios, e contra Roma muitos mais. Para Xerxes 
consta que Cartago forneceu dois mil grandes navios de transporte por ocasião das guerras medas. 
A política comercial cartaginesa, se foi nociva para os povos marítimos rivais, como os gregos e 
romanos, não o foi menos nociva para as comunidades fenícias confederadas cujos interesses foram 
sacrificados aos fins particulares exclusivistas da cidade que as dominava. É fácil compreender como o 
princípio do mar livre (mare nostrum), pregado pelos romanos durante a luta com o estado cartaginês 
(Guerras Púnicas), atraiu bem cedo o favor e o apoio das populações 
submetidas ao jugo marítimo de Cartago, com grande dano para esta. 
Assim, Roma, ao destruir o domínio cartaginês sobre os mares, não somente livrou a classe 
comerciante italiana de um longo pesadelo, mas abriu as rotas marítimas do Mediterrâneo a todos os povos 
que por muito tempo haviam sido oprimidos. 
Qualquer que sejam as lacunas de nosso conhecimento sobre o comércio púnico, não é menos certo 
que o tráfego, sobretudo marítimo, foi o elemento mais importante da economia cartaginesa.Foi graças ao 
intercâmbio que Cartago teve prosperidade; foi pelo comércio que desempenhou papel proeminente na 
história do Mediterrâneo Ocidental, foi o comércio que lhe deu, entre as grandes cidades do Mundo Antigo, 
sua fisionomia original. 
 
2.6) A Civilização Grega: 
 
 Uma das características físicas fundamentais da Grécia é a íntima penetração entre o mar e a terra. 
Enquanto pelos golfos sumamente ramificados que oferecem admiráveis ancoradouros o mar penetra 
profundamente no país montanhoso, a terra firme, por sua vez, em incontáveis ilhas e penínsulas, avança 
no elemento líquido. Por outro lado, a Grécia sempre foi um país de escassa extensão, com solo pobre e 
difícil à comunicação interna. 
 A civilização grega se concentrou no sul da península Balcânica, nas ilhas do mar Egeu e no litoral 
da Ásia Menor. A origem da civilização grega está intimamente ligada à ilha de Creta, no sul do mar Egeu. 
O relevo e o isolamento das localidades facilitaram a organização de cidades-estados autônomas. 
 
19 Púnico: relativo ou pertencente aos cartagineses ou a Cartago, cidade-estado fundada pelos fenícios em 814 aC, na região 
próxima à atual Túnis (Tunísia, N. da África), e que foi destruída pelos romanos em 146 aC e pelos árabes em 698 dC. 
20 Esparto: planta medicinal, da família das gramíneas (Stipa tenacissima), cujas folhas se empregam no fabrico de cestas, cordas, 
esteiras, etc... 
21 Trirremes: embarcações com três ordens de remo de cada lado do costado, armados em três pavimentos e eventualmente com 
uma vela redonda. O máximo que se conseguiu produzir foram as embarcações de sete ordens de remo sendo que as mais 
utilizadas foram as trirremes e as quinquirremes. 
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 No século XV aC ocorreu uma onda invasora formada pelos aqueus e, posteriormente, pelos dórios, 
eólios e jônios, habitantes do norte da península Balcânica. Esses povos fazem parte do grupo linguístico 
indo-europeu que formam esta sociedade. As invasões dórias impuseram um violento domínio, forçando a 
população a um processo que ficou conhecido como Primeira Diáspora Grega, retirando grande parte da 
população grega do continente para as ilhas, favorecendo o contato marítimo destas comunidades e levando 
ao atraso as comunidades continentais, obrigando a deixarem a vida urbana e comercial, dedicando-se às 
atividades rurais. A consequência desse fato foi o desenvolvimento marítimo das comunidades insulares e 
o atraso para as comunidades peninsulares ou continentais. 
O baixo rendimento da agricultura grega tornou na antiguidade a importação de grãos, 
principalmente trigo, em muitas cidades, particularmente em Atenas, uma necessidade de primeira ordem. 
A produção de cereais do território ateniense representava anualmente cerca de um terço das necessidades 
de sua população. Nos anos de má colheita, ela nem isso atingia. O que faltava era importado quase 
exclusivamente por via marítima e provinha do Ponto (Ponto Euxino ou mar Negro), do Egito, da Sicília e 
da Líbia. 
A continuidade da expansão demográfica e a permanente escassez de terras na Grécia fizeram com 
que os excedentes populacionais balcânicos e insulares buscassem outras áreas para sua sobrevivência, em 
um processo de colonização grega na península balcânica e no mar Negro, saindo das ilhas e passando para 
o continente, sendo chamado esse processo de Segunda Diáspora Grega. A consequência desse fato foi a 
difusão da cultura grega (helenismo) por todas as áreas do entorno da península e dos conhecimentos 
náuticos das populações marítimas que viviam nas ilhas gregas. 
Para atender a esse suprimento indispensável, os atenienses trocavam o azeite da Ática pelos cereais 
da Cítia. Para colocar o seu azeite no mercado cita, tiveram de envasilhá-lo em ânforas22 e embarcá-lo para 
o além-mar. Essas atividades é que deram origem às olarias e à Marinha Mercante da Ática. Face à pobreza 
do solo, se compreende também que a pesca tenha assumido um papel importante na vida grega. Ela se 
tornou a ocupação habitual de numerosas populações marítimas, não somente na Grécia propriamente dita, 
mas no golfo de Taranto e nas costas da Sicília, a Oeste, e nos Dardanelos, na Propôntida e no Bósforo, a 
Nordeste. 
Ao lado dos alimentos vegetais e das carnes fornecidas pelo pastoreio, o peixe fresco, salgado ou 
seco se tornou um dos pratos frequentes e preferidos dos gregos. A insuficiência dos recursos naturais do 
solo e as possibilidades agrícolas muito limitadas compeliram o povo ateniense a procurar na indústria e no 
comércio marítimo seus principais recursos econômicos. A par da pobreza do solo, outras causas, sem 
dúvida, devem ter concorrido para a expansão grega no Mediterrâneo. Tudo indica, porém, ter sido essa a 
razão preponderante. 
Aproveitando a experiência adquirida na pesca e no tráfego marítimo, do século IX mais ou menos 
até o fim do século VII aC, os gregos se espalharam em todos os sentidos no Mediterrâneo. Fundaram 
numerosas colônias no Mediterrâneo Oriental e no Mediterrâneo Central; pelos Dardanelos e o Bósforo, 
atingiram o Ponto Euxino (mar Negro); penetraram além do estreito de Messina no Mediterrâneo Ocidental. 
A Grécia propriamente dita, antes confinada na parte meridional da península dos Bálcãs, foi acrescentada, 
entre outros territórios, a Grécia asiática que se ocupava do litoral ocidental da Ásia Menor, e a Grande 
Grécia, cujas cidades se agrupavam no sul da Itália e na maior parte na Sicília. O mar Egeu e o mar Jônio 
foram incluídos ao mundo helênico23. Se a penúria da terra, resultado de circunstâncias diversas, 
determinou as primeiras partidas de colonos gregos, mais tarde, progressivamente, outros fatores tiveram 
papel importante no progresso da expansão helênica. A necessidade no começo, depois a experiência e o 
gosto da navegação, encorajaram os gregos para a vida marítima. Então, a função do mar na vida nacional 
dos gregos adquiriu toda a sua importância. Era pelo mar, e só por ele, que as colônias se comunicavam 
com a mãe pátria. Sua independência, ao mesmo tempo política e econômica, a salvaguarda mesmo de sua 
existência, exigiu uma marinha poderosa. Corinto, Cádiz de Eubra, Mileto, Fócida, Rodes, Siracusa, 
 
22 são vasos antigos de origem grega de forma geralmente ovóide, confeccionados em barro ou terracota e possuidoras de duas 
alças, geralmente terminado em sua parte inferior por uma ponta ou um pé estreito, e que servia sobre tudo para o transporte e 
armazenamento de gêneros de consumo, sobretudo líquidos, especialmente o vinho. Servia também para conter azeite, frutos 
secos, mel, derivados do vinho, cereais ou mesmo água. 
23 Em referência a Helena, uma divindade mãe, protetora e geradora de todos os indivíduos dessa sociedade de características 
nítidas matriarcais. 
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Taranto e Marselha armavam frotas numerosas de comércio e guerra, bem antes que Atenas se tornasse a 
rainha dos mares helênicos. 
Assim, os helenos, ao mesmo tempo em que ocupavam fora de seu país de origem, novas terras, 
quase todas ricas, criavam em muitas paragens longínquas centros de influência e de negócios e tomavam 
posse do mar que separava e ligava simultaneamente todas as partes do mundo grego. Essa supremacia das 
esquadras nas rotas marítimas teve por efeito transformar a economia grega superando a sociedade fenícia. 
Se antes, nas baías gregas, os fenícios desembarcavam suas mercadorias, que eram trocadas pelos produtos 
locais, ao que parece mais seguidamente por gado, depois foram os próprios marinheiros gregos que 
levaram ao Egito, à Síria, à Ásia Menor, e aos povos da Europa, alguns civilizados como os etruscos, outros 
ainda atrasados como os citas, os gauleses e os iberos,

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