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Amanda Strama XXVI B
DISTÚRBIOS CIRCULATÓRIOS – INFARTO E HEMORRAGIA
1. GENERALIDADES DO SISTEMA CIRCULATÓRIO
Circulação: capacidade de manutenção de perfusão tecidual (irrigação, drenagem e drenagem linfática desse sangue)
Circuito fechado de vasos com uma bomba propulsora central (coração)
Função: manter a perfusão adequada dos tecidos
Componentes: Sangue, Vasos sanguíneos e linfáticos, Coração
Distúrbios circulatórios: Alterações da manutenção da perfusão tecidual, por falência de um dos três componentes, isolados ou em conjunto.
Tipos de distúrbios circulatórios: Hiperemia; Congestão; Edema; Hemorragia; Choque; Trombose; Embolia; Infarto
2. HEMORRAGIA
Conceito: saída de sangue dos vasos ou coração para o meio externo, para o interstício ou para as cavidades pré-formadas; podem ser internas ou externas e recebem nomes particulares.
2.1. MORFOLOFIA 
Petéquias: diminutas áreas hemorrágicas, geralmente múltiplas, resultam de defeitos qualitativos ou quantitativos de plaquetas.
Púrpura: lesão superficial um pouco maior do que as petéquias, geralmente na pele, múltipla, plana ou discretamente elevada
Equimose: mancha azulada ou arroxeada, mais extensa do que a púrpura, pode causar aumento discreto de volume local; frequentes em traumatismos.
Hematoma: sangue se acumula e forma uma tumoração; frequente após traumatismos
Víbice: hemorragias lineares
2.2. MORFOLOGIA – EXTERIORIZAÇÃO POR ORÍFICIOS 
Epistaxe: eliminação de sangue pelas narinas 
Hemoptise: eliminação de sangue em grande volume pela tosse e vindo do sistema respiratório 
Escarro: eliminação de sangue discreta pela tosse e vindo do sistema respiratório
Hematêmese: eliminação de sangue pela boca vindo do sistema digestório e eliminado por vômito
Melena: eliminação, pelo ânus, de sangue digerido, conferindo cor escura às fezes (borra de café)
Hematoquezia: eliminação, pelo ânus, de sangue não digerido, de cor vermelha
Metrorragia: eliminação de sangue originado do útero fora da menstruação
Menorragia/ Hipermenorréia: perda excessiva de sangue na menstruação
2.3. MORFOLOGIA – CAVIDADES PRÉ-FORMADAS
Hemartrose: cavidade articular
Hemopericárdio, hemotórax e hemoperitônio: para as respectivas cavidades serosas. 
Hemossalpinge, hematométrio e hematocolpo: coleções sanguíneas na luz da tuba uterina, na cavidade uterina e na cavidade vaginal, respectivamente. 
Hemobilia: hemorragia na vesícula biliar ou dos ductos biliares.
2.5. ETIOPATOGÊNESE
Causas de hemorragia: lesão vascular; alterações dos mecanismos de coagulação sanguínea; modificações das plaquetas; 
Rexe: ruptura da parede do vaso por lesão traumática (física)
Diabrose: ruptura da parede do vaso por lesão química 
Diapedese: lesão da parede do vaso pela saída/escape de sangue/hemácias através de espaços entre as células endoteliais; resulta de aumento da pressão intravascular; causada por alterações de permeabilidade, podendo ser: 
Alteração nas junções intercelulares (diapedese paracelular);
Formação de poros nas células endoteliais (diapedese transcelular)
3. ISQUEMIA
Conceito: redução ou falta de fluxo sanguíneo (perfusão) para um tecido
Causa hipóxia (redução) ou anóxia (falta)
Mesmo sendo processo localizado pode acometer vários órgãos
Causa: redução da luz do vaso: interrompimento/obstrução total ou parcial de artéria, veias ou capilares
Isquemia sem obstrução vascular: hipoperfusão sistêmica (choque)
Consequências: redução no fornecimento de oxigênio (hipóxia) até ausência do seu suprimento (anóxia), capazes de provocar necrose (infarto). 
4. INFARTO 
Conceito: área localizada de necrose isquêmica, por interrupção do fluxo sanguíneo arterial ou venoso
Pode ser branco ou vermelho (hemorrágico).
Etiologia: Trombose, embolia (TEP, embolia sistêmica); CPC; Vasoespasmo; Compressão extrínseca
Patogênese: Obstrução do fluxo sanguíneo (isquemia) - Interrupção da irrigação; Redução da drenagem
Aspectos morfológicos: em rins, baço e pulmões os infartos são lesões de forma piramidal (ou em cone), tendo o vértice em correspondência com o local da obstrução vascular e a base na região periférica; em outros locais, a forma do infarto é irregular.
Microscopicamente: necrose isquêmica do tipo necrose por coagulação com infiltrado neutrofílico; material necrótico fica misturado com sangue
4.1. ANÊMICO
Infarto branco/anêmico: região afetada fica mais clara (branca ou amarelada) 
Causado por obstrução arterial em lugares sem ou com escassa circulação colateral
Ramos colaterais podem evitar lesões isquêmicas, ainda mais se formados por tecidos que resistem mais à hipóxia ou à anóxia. 
Ocorre em órgãos com circulação terminal (simples), com poucos ramos colaterais ou obstrução arterial: coração, no encéfalo, nos rins e no baço
Em situações de aumento da demanda de oxigênio, queda abrupta da PA, choque ou anemia 
Aspectos morfológicos: 
Nas margens do infarto se forma um halo hiperêmico-hemorrágico;
Infartos recentes tem saliência discreta na superfície do órgão; 
Com a reabsorção dos tecidos necrosados e a cicatrização em seguida, a região de infarto se retrai
SNC: áreas de amolecimento pelo caráter liquefativo da necrose. 
Curam-se por reabsorção do material necrótico por macrófagos
4.2. HEMORRÁGICO
Infarto vermelho/hemorrágico: região afetada fica vermelha em razão da hemorragia que se forma na área infartada
Causado por obstrução arterial ou venosa
Ocorre em órgãos com estroma frouxo (pulmões) e/ou com circulação dupla (anastomoses vasculares) ou rica rede de vasos colaterais 
Obstrução de uma artéria em órgão que ramos colaterais podem suprir sangue não causa necrose isquêmica. 
Pulmões: a circulação pelas artérias brônquicas é suficiente para manter a viabilidade do parênquima pulmonar quando há obstrução da artéria pulmonar (embolia). 
Se o paciente tem insuficiência cardíaca, com hiperemia passiva e aumento da pressão venosa, o fluxo sanguíneo pelas A.a. brônquicas não é suficiente para garantir a irrigação; se tiver obstrução da A. pulmonar há infarto pulmonar
Infarto pulmonar: dispneia, dor torácica e tosse com sangue por causa da necrose no parênquima pulmonar
Intestinos: obstrução de um ramo da A. mesentérica (ateroma, trombose, embolia) gera isquemia e necrose, mas o local continua recebendo sangue por outro ramo das arcadas mesentéricas
OBS: Obstrução arterial em órgão com circulação única pode resultar em infarto vermelho: se o trombo ou êmbolo que causou o infarto sofre lise, o fluxo sanguíneo é restabelecido e o sangue inunda a região infartada (infarto secundariamente hemorrágico).
Aspectos morfológicos: 
Nos pulmões têm forma piramidal e nos Intestinos, forma irregular. 
Material necrótico tem cor vermelho-escura, pela mistura dos restos celulares com o sangue extravasado.

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