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Redação
Empresarial
FIEG - FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE GOIÁS 
SENAI - SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL 
SESI - SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA 
DEPARTAMENTO REGIONAL DE GOIÁS 
Paulo Afonso Ferreira (2000 a 2010)
Pedro Alves de Oliveira (2010 a 2014)
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás 
Presidente do Conselho Regional do SENAI e do SESI de Goiás 
Diretor Regional do SESI de Goiás 
Paulo Vargas 
Diretor Regional do SENAI 
Superintendente do SESI 
Manoel Pereira da Costa 
Diretor de Educação e Tecnologia do SESI e SENAI 
Cristiane dos Reis Brandão Neves 
Gerente de Tecnologia e Inovação do SENAI 
Ítalo de Lima Machado 
Gerente de Educação Profissional do SENAI 
Ângela Maria Ferreira Buta
Gerente de Educação Básica do SESI 
Para fazer inscrições ou obter informações sobre os cursos a distância contactar: www.sesigo.org.br e www.senaigo.com.br
FIEG - FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE GOIÁS 
SENAI - SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL 
SESI - SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA 
DEPARTAMENTO REGIONAL DE GOIÁS 
Paulo Afonso Ferreira (2000 a 2010)
Pedro Alves de Oliveira (2010 a 2014)
Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás 
Presidente do Conselho Regional do SENAI e do SESI de Goiás 
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Diretor Regional do SENAI 
Superintendente do SESI 
Manoel Pereira da Costa 
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Cristiane dos Reis Brandão Neves 
Gerente de Tecnologia e Inovação do SENAI 
Ítalo de Lima Machado 
Gerente de Educação Profissional do SENAI 
Ângela Maria Ferreira Buta
Gerente de Educação Básica do SESI 
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Redação
Empresarial
Rebeca Maria Olmos Avelino
Goiânia/GO
2010
© SESI - SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA
© SENAI - SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL 
Recurso didático elaborado pela docente Rebeca Maria Olmos Avelino, a ser utilizado na Rede SESI de Educação
Equipe técnica que participou da elaboração desta obra
Goiás
Manoel Pereira da Costa
Diretor de Educação e Tecnologia
Ângela Maria Ferreira Buta 
Gerente de Educação Básica
 
Cristiane dos Reis Brandão Neves 
Gerente de Tecnologia e Inovação
Ariana Ramos Massensini
Apoio Técnico
S514i 
 SESI-GO. Redação empresarial. Goiânia. 2010. 174p. : Il. 
 
 1.Educação a distância. 2. Gestão 3. Redação empresarial. 
 4. Plano de estudo. 5. Metodologia de ensino. 
 
 I. Autor. II. Título 
 
 CDD – 652 
Para fazer inscrições ou obter informações sobre os cursos a distância contactar: www.sesigo.org.br e www.senaigo.com.br
Santa Catarina
Beth Schirmer
Coordenação Geral 
Caroline Batista Nunes Silva
Coordenação de EaD 
FabriCo
Revisão Ortográfica e Normatização
Equipe de Recursos Didáticos do Núcleo 
de Educação a Distância- SENAI/SC em 
Florianópolis
Design Gráfico, Design Educacional, 
Diagramação e Ilustrações
Fotografias
Banco de Imagens SENAI/SC
http://www.sxc.hu/
http://office.microsoft.com/en-us/
images/
http://www.morguefile.com/
Sumário Carta ao Aluno | Apresentação | Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor | Referências |
5
Sumário Carta ao Aluno | Apresentação | Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor | Referências |
Carta ao Aluno ............................................................................................................................7
Apresentação ..............................................................................................................................9
Plano de Estudos ........................................................................................................................11
Módulo 1: Trabalhando a Escrita ...............................................................................................13
Módulo 2: Funções de Linguagem .............................................................................................43
Módulo 3: Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita .....................................63
Módulo 4: Documentos Comerciais ...........................................................................................89
Módulo 5: Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento ................................113
Módulo 6: Documentos Oficiais .................................................................................................139
Sobre o Autor ..............................................................................................................................169
Palavras do Autor .......................................................................................................................171
Referências .................................................................................................................................173
 | Sumário Carta ao Aluno Apresentação | Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor | Referências |
7
Prezado aluno,
Na perspectiva de que somos convidados a buscar continuamente a aprendizagem e tendo 
como referência inúmeras pesquisas indicando que pessoas com maior escolaridade têm 
diversas oportunidades no mercado de trabalho, o SESI/SENAI - Departamento Regional de 
Goiás, atento a essas demandas, desenvolve cursos de aperfeiçoamento profissional na moda-
lidade Educação à Distância (EaD).
Com isso, objetivamos democratizar o acesso à educação, possibilitando uma aprendizagem 
efetiva e autônoma, em que você aluno, não precise se ausentar do trabalho ou de casa para 
ampliar seus conhecimentos. Vale ressaltar que os cursos de Educação Continuada na moda-
lidade EaD, foram criados tendo em vista às atuais demandas de qualificação, por isso ofere-
cemos à você cursos de informática básica, geohistória, novas regras ortográficas, empreen-
dedorismo, educação ambiental e outros.
Dessa forma, este material foi preparado para auxiliá-lo em seus estudos, contribuindo como 
fonte de pesquisa e consulta, estando disponível nas bibliotecas do SESI e do SENAI em Goi-
ás. 
Desejamos sucesso em sua caminhada e que você continue sendo parceiro na promoção con-
tínua de uma educação de qualidade.
 | Sumário Carta ao Aluno Apresentação | Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor | Referências |
 | Sumário | Carta ao Aluno Apresentação Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor | Referências |
9
 | Sumário | Carta ao Aluno Apresentação Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor | Referências |
Prezado aluno, seja bem-vindo ao curso Redação Empresarial, que tem como objetivo forne-
cer os conhecimentos necessários para a consolidação das habilidades e competências neces-
sárias para sua atuação nesta área. 
Em nosso cotidiano, percebemos que a leitura e a escrita são instrumentos imprescindíveis 
para uma correta comunicação do profissional moderno. Atualmente, as empresas precisam 
de funcionários que estejam aptos a atuar nesse mundo de trabalho ágil e globalizado. 
Devido à crescente demanda do mundo do trabalho por profissionais capacitados e atuantes, 
este curso surge para atender a necessidade de formação profissional de Secretários, Em-
presários e demais profissionais que utilizam a comunicação escrita em seu cotidiano. Você 
estudará a importância da leitura e da escrita, os princípios para uma comunicação eficiente 
e as funções de linguagem. Também conhecerá quais são os tipos de documentos comerciais, 
oficiais, sua utilização e suas particularidades.
Bons estudos!
Rebeca Maria Olmos Avelino
 | Sumário | Carta ao Aluno | Apresentação Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor | Referências |
11
 | Sumário | Carta ao Aluno | Apresentação Planode Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor | Referências |
OBjETIVOS DE APRENDIZAGEM
Geral
 ● Desenvolver habilidades de comunicação, leitura e escrita dos documentos. 
Específicos
 ● Avaliar a importância da leitura e da análise crítica de textos.
 ● Descrever as funções de linguagem.
 ● Conhecer os princípios para se ter eficiência na comunicação escrita.
 ● Compreender as normas de escrita e diferenciar os diferentes tipos de documentos da 
comunicação escrita.
METODOLOGIA DE ESTUDOS
Este curso está dividido em seis módulos de estudos, cada um contendo aulas. O curso foi 
elaborado de forma a desenvolver suas habilidades e competências operacionais. Assim, em 
todo o conteúdo, você encontrará os personagens do curso apresentando tópicos importan-
tes, que estarão disponíveis para explorar conceitos e aspectos centrais dos assuntos estuda-
dos.
Desse modo, dedique momentos do seu dia para o estudo. Nossa sugestão é de no mínimo 
uma hora por dia em local calmo e arejado. Lembre-se de fazer um pequeno intervalo de dez 
minutos nesse momento de estudo.
Faça da sua aprendizagem uma construção significativa, utilizando a teoria para uma prática 
profissional com excelência.
Prepare-se para iniciar esta trajetória e enriquecer seus conhecimentos!
Trabalhando 
a Escrita 1
Trabalhando a Escrita Módulo I
15
Trabalhando a Escrita Módulo I
Preciso 
me atualizar 
sempre.
Puxa! 
Este livro é 
interessante.
Olá, 
Raul, há quanto 
tempo!
Olá, 
Jonas, tudo 
bem? 
Tempo depois...
Horas depois...
Estou quase 
terminando este 
livro.
Como é bom 
ler.
No horário 
de almoço, vou ao 
shopping.
Vou 
passar na 
livraria para ver 
novos livros.
Sumário
A importância da leitura 
Compreensão crítica 
Análise de textos 
Elaboração de textos 
Utilização da redação comercial
Quais são os 
assuntos? 
raul na livraria
16
Redação Empresarial
Módulo I | Trabalhando a Escrita
Comigo 
tudo bem. E 
você, o que faz por 
aqui? 
Vim 
almoçar, e comprar 
um livro.
Em 
uma sociedade 
permeada por vícios 
de linguagem, é preciso 
dominar a norma 
culta.
Que coincidência! 
Também vim comprar 
um livro!
A 
gente precisa ler 
sempre.
É, amigo, ler é 
essencial.
O ato 
de ler vai além do 
mero ato de decifrar 
morfemas.
A 
leitura vem carregada 
de poder e pode construir 
ideais, assim como pode 
destruí-los.
Ler é 
abrir caminho para 
mudar-se, para entender a 
si e ao outro.
E eu 
tenho que voltar 
ao escritório.
Não vejo a 
hora de iniciar a 
leitura do livro que 
comprei.
Foi bom 
te ver. Tenho que 
ir, vou passar na 
livraria.
Até 
logo. Passe 
outro dia no 
escritório!
Combinado.
Até 
mais, Raul.
Redação Empresarial
17Módulo I | Trabalhando a Escrita
OBjETIVOS DE APRENDIZAGEM
Ao final deste módulo, você terá subsídios para: 
 ● Aceitar a leitura como fonte de informação.
 ● Compreender que o hábito da leitura é imprescindível para escrever bem.
 ● Compreender os diversos significados de um mesmo objeto.
 ● Analisar a necessidade da uma compreensão crítica.
 ● Explorar a necessidade da análise textual.
 ● Verificar como deve ser feita a análise de textos.
 ● Elaborar textos com eficiência comunicativa. 
 ● Conhecer a importância de se saber empregar o vocabulário adequado.
 ● Verificar os tipos de correspondência comercial.
 ● Otimizar sua redação comercial.
Aulas
 
Acompanhe neste módulo o estudo das seguintes aulas:
Aula 1 – A importância da leitura
Aula 2 – Compreensão crítica
Aula 3 – Análise de textos
Aula 4 – Elaboração de textos
Aula 5 – Utilização da redação comercial
18 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
PARA INÍCIO DE CONVERSA
Você estudará neste módulo sobre a relevância da leitura e da escrita em nossos dias atuais, 
como ambas estão intimamente ligadas e são fundamentais em todos os setores de nossa 
vida. O processo de compreensão crítica e os fatores que influenciam esse processo também 
será assunto estudado. Na sequência, você aprenderá como analisar e elaborar textos. Por 
fim, verá como a redação comercial é utilizada e quais são os tipos de documentos existentes. 
Bom estudo!
Aula 1
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Você já parou para pen-
sar como seria sua vida 
sem a leitura e a escrita?
Redação Empresarial 19Módulo I | Trabalhando a Escrita
Sem dúvida, essa é uma das convenções sociais que mais contribuíram para o desenvolvi-
mento da humanidade em todos os campos das ciências. Talvez o mais complexo de aceitar 
seja que ainda existam pessoas e povos que não dominem essa conquista e que, por isso, 
vivem à margem social.
Se você analisar nossa linguagem rotineira, perceberá que usamos dois tipos de linguagem: 
 ● linguagem escrita;
 ● linguagem oral. 
A escrita originou-se a partir da comunicação oral, mas tem particularidades e regras pró-
prias e, por isso, não é uma reprodução fiel de nossa língua falada.
Importância da escrita
 
É impossível conceber a so-
ciedade tal como se encontra 
sem esses dois elementos.
Para você, o que é a escrita? Você sabe escrever? 
Você lê o que você escreve? Os outros compreen-
dem o que você escreveu?
20 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
A escrita é um importante instrumento de comunicação e, assim como na linguagem oral, 
possui variações conforme a região, a classe social, a idade, a origem e o grau de escolaridade. 
Assim, para transmitir a informação ao receptor/destinatário, é necessário que o que esti-
ver redigido seja claro, de fácil entendimento. Na fala pode-se corrigir o que você acabou de 
dizer, no papel isso não ocorre, o texto não pode ter remendos, nem mesmo incorreções.
A linguagem escrita é caracterizada por ser uma linguagem mais formal, que obedece a nor-
mas gramaticais e ortográficas. O escritor deve levar em consideração o seu contexto social e 
dele retirar elementos para a elaboração de um texto legível.
Esse processo se desenvolve desde os primeiros 
bilhetes escolares até textos mais complexos, 
como os de nível empresarial.
Redação Empresarial 21Módulo I | Trabalhando a Escrita
A importância da leitura
O ato de ler vai além do mero ato de decifrar morfemas. Ler é abrir caminho para mudar-se, 
para entender a si e ao outro. A leitura vem carregada de poder, pode construir ideais, assim 
como pode destruí-los.
O tipo de leitura depende muito do leitor, cada pessoa tem um comportamento durante a 
leitura, dependente de variações como: 
 ● a maturidade do leitor;
 ● a complexidade do texto;
 ● o objetivo da leitura;
 ● o conhecimento prévio que o leitor tem do assunto; 
 ● o estilo do leitor (sua individualidade). 
O exposto leva-o a concluir que ler é um processo complexo (KATO, 2002).
Os diferentes tipos de textos são fontes de informação e conhecimento. Na compreensão de 
um texto, o leitor deve usar sua capacidade de atribuir sentido ao que está lendo. Esse proces-
so depende do grau de formação e leituras anteriores. Quando falamos em leitura, podemos 
nos referir também à leitura de mundo, o qual você já nasce com ela e vai desenvolvendo à 
medida que adquire diferentes conhecimentos. 
Você deve se conscientizar que, à medida que 
fizer leituras inerentes ao seu meio profissional, 
sua escrita ficará mais eficiente e contará com 
recursos que facilitarão a interpretação do leitor/
receptor.
22 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
Como você pode perceber, ler e escrever estão intimamente ligados, mas são dois elementos 
sociais totalmente distintos. Uma boa escrita depende de bons hábitos de leitura. Se você 
quer redigir correspondências eficientes, deve ler assuntos referentes ao seu contexto. É claro 
quecorrespondências oficiais possuem regras específicas e praticamente imutáveis e estas 
devem ser seguidas. Porém, não basta seguir as normas se a redação não estiver em conso-
nância com o seu objetivo.
Leia e escreva, faça exercícios diários e perceberá 
o quanto pode melhorar e tornar-se mais eficiente 
tanto na leitura quanto na escrita.
Redação Empresarial 23Módulo I | Trabalhando a Escrita
Na próxima aula, você verá que é necessário ter uma compreensão crítica da realidade, do 
meio e dos contextos inseridos nas leituras e na vida em sociedade. Prepare-se para trilhar 
um novo caminho de conhecimento.
Aula 2
COMPREENSÃO CRÍTICA
Essa complexidade na comunicação nos obriga a ler nas entrelinhas e tentar entender o 
subentendido. Leva-nos também à necessidade de sermos críticos, não críticos no sentido de 
falar mal de tudo e não apresentar soluções, e sim ser críticos no sentido daquele que “avalia 
fundamentando” e não “que(m) deprecia” (HOUAISS, 2003, p. 138). Portanto, uma compre-
ensão crítica é a capacidade de fazer julgamentos.
Fatores de compreensão da leitura
Alliende e Condemarím (2005) dizem que a compreensão de um texto é variável, depende 
das circunstâncias da leitura e de fatores complexos que se inter-relacionam.
Você sabia que vivemos em 
uma sociedade que está sen-
do denominada de complexa?
24 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
Autor/leitor
“A relação autor/leitor refere-se aos conhecimentos linguísticos, esquemas cognitivos, baga-
gem cultural, circunstâncias em que o texto foi produzido” (KOCH; ELIAS, 2006, p. 24). 
Quando ele requer do leitor conhecimentos prévios de contextos contidos no texto que são 
necessários para a compreensão integral do conteúdo.
O autor mobiliza um conjunto de conhecimentos para a construção do texto e espera-se que 
o leitor leve em consideração esses conhecimentos. Existem leituras destinadas a públicos 
específicos. Por exemplo, se você pertence ao mundo empresarial, pode ter dificuldades de 
Conheça os fatores relativos ao autor/leitor e ao 
texto e como esses fatores podem dificultar ou 
facilitar o processo de leitura.
Quer saber quando o 
texto exige seus es-
quemas cognitivos?
Redação Empresarial 25Módulo I | Trabalhando a Escrita
interpretar um texto literário datado do século XIX. Ao mesmo tempo em que um crítico lite-
rário pode ter dificuldade em compreender uma redação empresarial.
O texto 
Além dos fatores que você viu anteriormente, há fatores relacionados ao texto que facilitam 
sua legibilidade. Pode-se dividir em aspectos materiais e linguísticos (KOCH; ELIAS, 2006):
Tabela 1 - Aspectos Materiais e Linguísticos
Aspectos materiais Fatores linguísticos
 ● tamanho e clareza dos caracteres
 ● cor e textura do papel
 ● comprimento das linhas fonte empre-
gada
 ● parágrafos muito longos
 ● excesso de abreviações.
 ● léxico
 ● estruturas sintáticas complexas
 ● falta de nexo nas relações causa e efeito
 ● espaciais
 ● temporais
 ● uso inadequado dos sinais de pontua-
ção.
Leitor crítico
Seja crítico no sentido de saber ler nas entrelinhas e questione aquilo que está expresso no 
papel. Às vezes na primeira leitura não se identifica a real mensagem, “após várias leituras, 
encontra-se o fio condutor” (PLATÃO; FIORIM, 2007, p. 35) que o levará ao teor final do tex-
to. Para isso, é necessária uma leitura de mundo e conhecimentos específicos para que, por 
meio da leitura, possa nascer um novo profissional, que entenda sua função no mercado de 
trabalho, que compreenda as relações de poder e que faça a diferença. A figura a seguir é uma 
obra de Salvador Dalí, O nascimento de um novo homem. 
26 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
Figura 1 - O Nascimento de um Novo Homem 
Fonte: (DALI, 1943).
Ser leitor crítico é saber o que realmente o autor quer passar. Muitas vezes a leitura tende a 
persuadi-lo a acreditar naquilo que os mecanismos e as organizações de “poder” querem que 
você acredite. Isso acontece muito nos documentos políticos, jornalísticos. Os veículos de 
cultura de massa cumprem bem essa função.
Que você renasça, a cada 
leitura crítica, um novo 
homem/profissional.
Redação Empresarial 27Módulo I | Trabalhando a Escrita
Na próxima aula, você é convidado a fazer análise de textos. Com determinação e entusiasmo, 
você pode fazer da aprendizagem uma grande descoberta.
Aula 3
ANÁLISE DE TExTOS 
Analisar é ir além do que está explícito, buscar entender o oculto de um texto, tentar entrar 
na mente do autor, é a busca do real ao subentendido.
Você já pode se 
considerar um 
leitor crítico?
Você tem o hábito 
de analisar o que lê? 
O que vê?
28 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
Você recebe correspondências, assina documentos o tempo todo e faz sua elaboração tam-
bém. Muitas vezes um texto que você redigiu às pressas e não fez uma análise final pode ter 
ficado com duplo sentido e prejudicar a sua imagem e da empresa onde trabalha.
Para fazer uma analise textual, é necessário conhecer o assunto constante do material a ser 
lido. Esse conhecimento varia em intensidade, durabilidade e qualidade (KOCH; ELIAS, 
2006).
E qual a necessidade 
da análise textual no 
meio empresarial?
Redação Empresarial 29Módulo I | Trabalhando a Escrita
Como fazer análise de textos
Analisar um texto significa estudar, decompor, dividi-lo para conseguir fazer uma interpreta-
ção eficiente. Analisam-se as partes para facilitar a compreensão do todo. O objetivo principal 
é ver o que há de mais importante no contexto.
Analisa-se um texto a partir:
 ● dos elementos básicos; 
 ● das relações entre si desses elementos; 
 ● da estrutura do texto.
No processo de atribuição de sentido ao texto, é necessário colocar em ação estratégias so-
ciais e cognitivas, que buscarão na memória conhecimentos referentes ao assunto do texto.
O processamento textual para fins de análise recorre a três sistemas de conhecimento:
Figura 2 - Sistemas de conhecimento
30 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
Ao entrar em contato com um texto, você coloca em ação seus conhecimentos gramaticais. 
Assim, o texto precisa ter coesão e coerência para fazer sentido ao leitor. O referido leitor fará 
relações entre o conteúdo e seus conhecimentos prévios sobre ele e interagirá com o conteú-
do, o que irá levá-lo a montar o significado global do texto. 
À medida que você se acostumar a analisar tudo que lê, isso se tornará um exercício automá-
tico e facilitará muito sua vida profissional, tanto na leitura como na escrita de documentos.
Fazer essa análise é estar 
preparado para dissecar o 
texto em minúcias e frag-
mentá-lo para entendê-lo.
Permita-se uma autocrítica, 
analise o que você faz na 
busca da perfeição textual.
Redação Empresarial 31Módulo I | Trabalhando a Escrita
É importante considerar que uma análise sua pode diferenciar-se da de um colega.
A sua bagagem sociocognitiva1, seus conhecimentos sobre a língua portuguesa, seus conhe-
cimentos sobre o mundo são diferentes do outro. Somos mais, ou menos, capacitados para 
interpretar determinados tipos de textos.
Leia tudo que puder sobre sua área de atuação, esteja concatenado com o que acontece no 
mundo, seja o que acontece ao seu redor ou de forma global, reveja seus conhecimentos gra-
maticais e lexicais. Esses passos facilitarão suas análises textuais.
Agora que você já aprendeu a fazer análises consistentes de textos empresariais, a próxima 
etapa é aprender a elaborar textos. Vamos lá?
1 Sociocognitivo: vinculação do desenvolvimento das inteligências por meio do meio social da pes-
soa.
Como isso 
acontece?
32 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
Aula 4
ELABORAÇÃO DE TExTOS
Com certeza você deve ter pensado: “eu disse isso? Setivesse escrito assim, ficaria melhor!”. 
Possuímos um mecanismo de autocrítica que nos leva a algumas exigências pessoais.
Na redação empresarial, é necessário ler e reler o que está se escrevendo, seguindo alguns 
elementos básicos. Os pensamentos devem estar alinhados com os seus objetivos redacionais.
Elaboração de textos
Você já parou e releu 
algum texto seu após al-
guns meses de escrito?
Se alguém pedisse a você agora para fazer um 
texto para o executivo com o qual você deseja 
trabalhar, qual a primeira coisa que faria? Você 
organizaria o texto mentalmente? Ou pegaria o 
dicionário para escrever palavras diferentes e re-
buscadas de difícil entendimento?
Redação Empresarial 33Módulo I | Trabalhando a Escrita
Se você disse sim para as duas respostas, deve rever alguns conceitos. Se respondeu sim 
apenas para a primeira resposta, parabéns, esse é o primeiro passo para a a elaboração de um 
texto.
Confira as frases que você deve evitar em textos formais 
 ● Modismos: “enfiar o pé na jaca”, “arrebentar a boca do balão”, “deitar e rolar”, “botar 
para quebrar”, “chover no molhado” etc.
 ● Lugares comuns: “presente de grego”, “agradar a gregos e troianos”, “quem tem boca 
vai a Roma” etc.
 ● Clichês: são termos que se popularizaram pelo uso constante, como: “grande maioria”, 
“todo-poderoso”, “espetáculo da natureza”, “doce esperança” etc.
 ● Frases longas;
 ● Termos ambíguos: frases com duplo sentido;
 ● Excesso de adjetivos;
 ● Gerúndios desnecessários;
 ● Vícios de linguagem.
Escrever bem não significa 
escrever difícil. Devemos ter 
simplicidade ao escrever.
Você já ouviu 
falar em vícios 
de linguagem?
34 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
Conheça a seguir alguns vícios de linguagem.
a. Pleonasmo: repetição, em um enunciado, de palavras quem têm o mesmo sentido. 
Exemplo: “Vou sair para fora de casa”. Você só pode sair se for para fora, não acha?
b. Plebeísmo: utilização de termos muito informais, gírias ou palavras de baixo calão. 
Exemplo: “Tá ligado que a gente vai ter que estudar pra prova, brother?”
c. Hipérbole: figura de retórica que consiste na ênfase resultante de um exagero delibe-
rado. Exemplo: “Já enviei milhões de cartas e não obtive resposta”. É melhor dizer que se 
enviou muitas cartas ou informar o número correto de cartas enviadas, mas dizer que se 
mandou milhões de cartas é incoerente.
d. Tautologia: vício ou figura retórica que consiste em repetir a mesma ideia utilizando 
termos diferentes. Exemplo: “Eu tenho certeza absoluta da minha resposta”. Se você tem 
certeza, ela é absoluta, se fosse relativa, seria uma dúvida, concorda?
e. Cacofonia: som desagradável ou palavra obscena, resultante da união das sílabas fi-
nais de uma palavra com as iniciais de outra. Exemplo: “Me dá uma mão?”. O vsom da 
frase nos faz entender que a pessoa está pedindo a fruta “mamão”.
f. Eco: repetição desagradável de sons iguais. Exemplo: “O momento é propício para 
fomento e desenvolvimento”. É melhor deixar as rimas para quando for escrever uma 
poesia, certo?
Você percebe agora como é importante escrever bem? Uma boa redação na elaboração de 
textos abre portas. Em uma sociedade permeada por vícios de linguagem, é preciso dominar 
a norma culta para estar à frente no mercado de trabalho.
O nome já diz tudo, é a for-
ma errada como usamos as 
palavras rotineiramente.
Redação Empresarial 35Módulo I | Trabalhando a Escrita
Ler muito é um bom começo para aprimorar a escrita, por isso leia textos referentes à sua 
profissão e busque sempre aprimorar-se.
Como utilizar a redação comercial no seu dia a dia profissional será o assunto da próxima 
aula. Siga em frente e prepare-se para muitas descobertas da aprendizagem.
36 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
Aula 5
UTILIZAÇÃO DA REDAÇÃO COMERCIAL
Você viu que existem diferenças de contextos e destinatários para as suas correspondências 
e, por esse motivo, você deve adequar o vocabulário adotando a norma culta para o seu meio 
profissional. 
Mas, mesmo que a escrita esteja adequada às normas e regras, se não estiver bem elaborada, 
você colocará em risco a imagem da empresa perante seus clientes.
No meio comercial existem dife-
rentes documentos a serem ela-
borados, os quais devem seguir 
normas e regras preestabelecidas.
Você sabe quais são as cor-
respondências comerciais? Já 
redigiu uma carta comercial?
Redação Empresarial 37Módulo I | Trabalhando a Escrita
Correspondência comercial
O livro Manual de modelos de cartas comerciais, de Manuela M. Rodrigues (2003), nos diz 
que a carta comercial é o espelho da empresa e revela o seu caráter e a sua personalidade.
 
A redação comercial é de grande importância para as empresas, visto que faz a intermedia-
ção entre os clientes (interno e externo) com a empresa e, por muitas vezes, é decisiva para o 
sucesso nos negócios.
Edméa Garcia e Maria Elizabete Silva D›Elia, em seu livro Secretária Executiva (2005), fa-
zem a seguinte divisão dos tipos de documento:
a. Documentação oficial
 São os papéis com chancela do Poder Público:
 ● Atos de correspondência: ofícios;
 ● Atos processuais: pareceres;
 ● Atos de registros: atas, termos;
 ● Atos normativos: decretos-leis, leis;
 ● Atos probatórios: atestados, laudos;
 ● Atos de administração de pessoal: portarias;
 ● Atos contratuais: contratos;
 ● Atos representativos ou de confiança: procurações;
 ● Atos mistos: ofício circular e ofício parecer.
Uma carta redigida com aten-
ção, cuidado e inteligência au-
menta o respeito que o destina-
tário possui pela organização.
38 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
b. Documentação empresarial
 São todos os papéis relativos à empresa, gerados dentro ou fora dela.
 ● Correspondência interna: comunicados, memorandos, comunicações internas (Cls);
 ● Correspondência externa: cartas de pessoas física e jurídicas;
 ● Documentos contábeis e fiscais: orçamentos, nota fiscal, folha de pagamento, recibos;
 ● Documentação de pessoal: currículos, cartas de desligamento, cartões de ponto;
 ● Documentação jurídica: contratos, escrituras, atas;
 ● Documentação técnica: projetos, propostas, pedidos, requisições.
c. Documentação descartável
 É aquela que perde rapidamente a validade.
Redação Empresarial 39Módulo I | Trabalhando a Escrita
d. Documentação artificial
Considera-se documentação artificial toda documentação original que foi transcrita 
no todo ou parcialmente. Exemplos: mapas, fotocópias, filmes, impressos.
Veja que estar no contexto comercial/empresarial requer conhecimentos e habilida-
des diferenciados. Elaborar uma boa correspondência oficial requer alguns cuidados, 
como você pôde observar Tenha sempre em mãos um bom manual e um bom dicioná-
rio. 
 
Lembrar-se de todos os modelos não é tarefa fácil, mas não impossível. Por via de esqueci-
mento, vale manter lembretes por perto. 
SAIBA MAIS
 ● BLIKSTEIN, Izidoro. Técnicas de comunicação escrita. 21a edição, São Paulo, 
Ática, 2005. 
 
Por que 
essa dica?
Para ampliar seus conhecimentos sobre os assun-
tos estudados neste módulo, confira as sugestões 
a seguir. Lembre-se de que outras fontes de pes-
quisa são importantes para o seu aprendizado!
40 Redação Empresarial Módulo I | Trabalhando a Escrita
COLOCANDO EM PRÁTICA
RELEMBRANDO
É difícil imaginar como seria nossa vida sem a leitura e a escrita. Essas são algumas das con-
venções sociais que mais contribuíram para o desenvolvimento da humanidade em todos os 
campos das ciências. 
A escrita é um importante instrumento de comunicação e, assim como na linguagem oral, 
possui variações conforme a região, a classe social, a idade, a origem e o grau de escolaridade. 
Assim, para transmitir a informação ao receptor/destinatário, é necessário que oque estiver 
redigido no papel esteja claro, ou seja, de fácil entendimento. 
Vivemos em uma sociedade que está sendo denominada complexa. Essa complexidade na 
comunicação nos obriga a ler nas entrelinhas e tentar entender o subentendido. Leva-nos 
também à necessidade de sermos críticos, de avaliar fundamentando. Portanto, uma com-
preensão crítica é a capacidade de fazer julgamentos. A compreensão de um texto é variável, 
depende das circunstâncias da leitura e de fatores complexos que se inter-relacionam. 
Vamos acessar o ambiente virtual de aprendiza-
gem (AVA) para realizar as atividades propostas? 
Será um ótimo momento para construção de novo 
aprendizado unindo teoria e prática.
Redação Empresarial 41Módulo I | Trabalhando a Escrita
Na redação empresarial, é necessário ler e reler o que está se escrevendo, seguindo alguns 
elementos básicos. Os pensamentos devem estar alinhados com os seus objetivos redacionais. 
Lembre-se também de que escrever bem não significa escrever difícil. Procure ter simplicida-
de ao escrever.
Em textos formais evite modismos, lugares comuns, clichês, frases longas, excesso de adjeti-
vos, termos ambíguos e gerúndios desnecessários.
Existem diferenças de contextos e destinatários para as suas correspondências e, por esse 
motivo, você deve adequar o vocabulário e adotar a norma culta para o seu meio profissional. 
No meio comercial existem diferentes documentos a serem elaborados, os quais devem seguir 
normas e regras preestabelecidas. Mas, mesmo que a escrita esteja adequada às normas e 
regras, se não estiver bem elaborada, você estará colocando em risco a imagem da empresa 
perante seus clientes.
Funções de 
Linguagem 2
Funções de Linguagem Módulo 2
45
Funções de Linguagem Módulo 2
Ester, eu sei 
que você escreve 
muito bem.
Obrigada, seu 
Raul. Por que você 
está me dizendo 
isso?
Tempo depois...
Recebi um 
convite para um 
curso sobre funções da 
linguagem.
Você gostaria de 
fazer?
Então, 
vou enviar as 
informações para 
você.
Faça sua 
inscrição e 
aproveite!
Espero 
que goste do 
assunto.
 No e-mail que 
enviei, estão os 
temas que serão 
abordados.
Já recebi 
seu e-mail, seu 
Raul.
Puxa! Os 
assuntos são 
interessantes.
É claro que 
sim, seu Raul! 
um curso para ester
46
Redação Empresarial
Módulo 2 | Funções de Linguagem
Curso Funções da Linguagem
Temas 
Ênfase na informação
Ênfase no receptor
Ênfase no comunicador
Ênfase no canal
Ênfase no código
Que bom 
que você gostou 
da ideia!
Vou adorar 
esse curso, seu 
Raul.
A 
linguagem 
escrita tem suas 
particularidades.
É 
importante 
se aperfeiçoar 
sempre.A 
informação escrita 
precisa ser clara para 
não confundir o 
leitor.
Entender 
a importância 
dos canais da 
comunicação é 
essencial.
O estudo 
da escrita e da 
leitura faz parte da 
nossa rotina.
Agora, 
preciso ligar para 
um cliente.
E eu 
preciso responder 
um e-mail.
Ester, 
aproveite bem 
o curso!
Terminando 
podemos conversar 
sobre os assuntos. 
ok?
Pode 
deixar, seu 
Raul. 
Não vejo 
a hora de 
começar!
Redação Empresarial
47Módulo 2 | Funções de Linguagem
OBjETIVOS DE APRENDIZAGEM
Ao final deste módulo, você terá subsídios para: 
 ● Entender que, na elaboração de textos, é preciso dar ênfase na informação a ser transmitida.
 ● Explicitar a importância da ênfase na informação.
 ● Elaborar textos com ênfase no receptor.
 ● Elaborar um texto com ênfase no receptor.
 ● Compreender a elaboração de textos com ênfase no comunicador.
 ● Identificar os cuidados que devem ocorrer com a informação centrada no comunicador.
 ● Conhecer as diferentes formas de transmitir uma informação.
 ● Avaliar a importância da escolha do canal comunicativo.
 ● Conhecer as diferentes formas de redigir uma informação.
 ● Compreender a importância da escolha do código para a informação.
Aulas
 
Acompanhe neste módulo o estudo das seguintes aulas:
Aula 1 – Ênfase na informação
Aula 2 – Ênfase no receptor
Aula 3 – Ênfase no comunicador
Aula 4 – Ênfase no canal
Aula 5 – Ênfase no código
48 Redação Empresarial Módulo 2 | Funções de Linguagem
PARA INÍCIO DE CONVERSA
Para que haja um processo de comunicação, é necessário que existam as seguintes partes: 
informação (a mensagem que deve ser transmitida), receptor (a pessoa que recebe a infor-
mação), comunicador (a pessoa que passa a informação), o canal (a forma que a mensagem 
é transmitida) e o código (idioma que a mensagem é transmitida). Para ter sucesso, é preciso 
analisar todas essas partes, para que em nenhuma delas ocorra algum ruído que atrapalhe a 
comunicação. Os temas que você estudará neste módulo são complementares e cada um deles 
dá ênfase em determinado ator desse processo. 
Bom estudo!
Aula 1
ÊNFASE NA INFORMAÇÃO
Caro aluno, é importante compreender que, na elaboração de uma correspondência, seja ela 
comercial ou não, é necessário que esteja escrita de forma a facilitar o entendimento do leitor. 
Vale ressaltar que a linguagem escrita tem suas particularidades em relação à fala. Quando 
você está diante do seu interlocutor e ele não entende a mensagem enviada, ele te dará um 
feedback na mesma hora. Se na redação de um documento a mensagem não estiver clara, seu 
interlocutor/destinatário poderá não entender o conteúdo da mensagem ou interpretar de 
maneira errônea o que você queria expressar.
Daí a necessidade de dar ênfase no conteúdo da correspondência a ser redigida de forma a 
deixar claro quais os objetivos constantes na carta.
Redação Empresarial 49Módulo 2 | Funções de Linguagem
Interferências no processo de comunicação
 ● Causadas pelo comunicador: se o emissor falar muito baixo ou usar termos que o 
receptor desconhece, a comunicação pode não acontecer.
Você sabia que algumas interferências 
ou ruídos podem ocorrer no processo de 
comunicação, gerando, assim, desenten-
dimentos, desencontros e conflitos?
Para que o processo de comunica-
ção ocorra com sucesso, é neces-
sário que essas interferências não 
existam ou sejam minimizadas.
Conheça os tipos 
de interferências:
50 Redação Empresarial Módulo 2 | Funções de Linguagem
 ● Causadas pelo canal: por exemplo, se o texto estiver escrito com letra ilegível ou em 
idioma que o receptor não conheça.
 ● Causadas pelo receptor: por exemplo, se o receptor não dominar o idioma ou tiver 
dificuldades para ouvir.
 ● Ter bem definidos os objetivos da correspondência.
 ● Deixar claro o que você deseja.
 ● Não usar termos que possam confundir o destinatário.
Veja que, se a informação escrita, não estiver redigida de maneira clara, pode confundir o 
leitor e atrapalhar os seus objetivos comerciais e até mesmo pessoais.
Como dar ênfase 
à informação?
Redação Empresarial 51Módulo 2 | Funções de Linguagem
É importante ter em mente qual informação deseja transmitir e, ao transferir seus pensa-
mentos para o papel, assegurar-se de que o leitor terá facilidade de compreensão do teor do 
documento, para isso é necessário afastar as interferências que podem ocorrer. 
 
Como se dá a ênfase no receptor será o assunto da próxima aula. Prepare-se para percorrer 
mais um trajeto de aprendizagem.
52 Redação Empresarial Módulo 2 | Funções de Linguagem
Aula 2
ÊNFASE NO RECEPTOR
Você já prestou aten-
ção na linguagem usa-
da nas propagandas? 
Redação Empresarial 53Módulo 2 | Funções de Linguagem
Você se lembra da função conativa ou apelativa, que é aquela que está centrada no receptor? 
Sempre que você for elaborar um texto, deve considerar as características do receptor. Isso 
significa elaborar uma mensagem adaptada às características sociais e psicológicas de quem 
vai receber.Para elaborar um texto com ênfase na função conativa, você deve deixar evidente a presença 
do receptor. Isso deve ser feito por meio de pronomes de tratamento ou do uso da segunda 
pessoa (você, tu, vós, Vossa Senhoria).
Essa modalidade de texto implica diretamente o receptor no processo de comunicação, 
procurando atingi-lo diretamente, sem rodeios. Os meios de comunicação utilizam-se muito 
dessa linguagem a fim de convencê-lo de algo, fazê-lo aderir a alguma ideia.
Estão sempre tentando convencer que o produto 
que produzem ou vendem é o melhor. Usam uma 
linguagem que induze você a concordar com eles 
e, quando você percebe, comprou um produto 
que nem precisava tanto.
Mas como elaborar 
um texto centrado 
no receptor?
54 Redação Empresarial Módulo 2 | Funções de Linguagem
Aspectos da função conativa
 ● Mudar hábitos.
 ● Influenciar.
 ● Convencer.
 ● Persuadir.
 ● Ordenar.
 ● Convidar.
 ● Apelar.
 ● Sugestionar.
Características
 ● Verbos no imperativo.
 ● Orações que expressam desejos.
 ● Referência no receptor.
Redação Empresarial 55Módulo 2 | Funções de Linguagem
 Agora você já está preparado para elaborar documentos que visem a convencer seu receptor, 
expressar suas ideias a fim de convencer seu interlocutor.
Faça bom uso dessa linguagem para convencer de suas ideias; seja persuasivo – quando for 
conveniente, é claro.
Na próxima aula, você aprenderá a elaborar textos cujo interesse central será em você, ou 
seja, centrados no comunicador. Preparado para mais essa jornada?
Aula 3
ÊNFASE NO COMUNICADOR
Você deve se lembrar das funções de linguagem. Quando o texto está centrado no emissor, 
ou seja, na pessoa que elabora o texto, este pertence à função emotiva. Isso acontece quando 
você elabora um texto em primeira pessoa.
Quando usar
Função emotiva, também denominada expressiva, tem seu texto centrado no remetente. Você 
utilizará essa função quando o objetivo da sua mensagem for expressar as emoções, as atitu-
des e o estado de espírito do emissor.
Características
 ● Subjetividade – predomínio da primeira pessoa.
 ● Unilateralidade.
 ● Preocupação com o eu.
 ● Opiniões e relatos pessoais.
56 Redação Empresarial Módulo 2 | Funções de Linguagem
Não sei quem sou, que alma tenho. 
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. 
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... 
Sinto crenças que não tenho. 
Enlevam-me ânsias que repudio. 
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta 
traições de alma a um caráter que talvez eu não tenha, 
nem ela julga que eu tenho. 
Sinto-me múltiplo. (PESSOA, 1915)
Agora você já sabe que, ao elaborar um texto em primeira pessoa, você escreve um texto cen-
trado no emissor. Esse tipo de texto se faz útil quando é necessário relatar uma experiência 
ou expressar sua opinião sobre determinado assunto.
Cuidado para não exagerar na hora de elaborar um texto em primeira pessoa e cair no pedan-
tismo. Na próxima aula você aprenderá como fazer um documento centrado no canal comu-
nicativo. Vamos lá? Faça da sua aprendizagem um momento prazeroso e dinâmico.
Você conhece este 
poema de Fernan-
do Pessoa?
Redação Empresarial 57Módulo 2 | Funções de Linguagem
Aula 4
ÊNFASE NO CANAL
Entender a importância do canal de comunicação e de que determinadas mensagens necessi-
tam de canais comunicativos específicos faz parte desta aula.
 
Quando se trata de mensagem escrita, o canal é o papel onde estão grafados sinais gráficos 
para que a comunicação se efetue.
 
A função fática manifesta-se justamente nos elementos do texto que englobam estabeleci-
mento e a permanência do contato feito entre o emissor e o seu interlocutor.
Podemos usar diferentes recursos gráficos: em documentos manuscritos, a caligrafia é um 
importante recurso gráfico, e convém observar como está a sua letra grafada no papel. Outros 
recursos utilizados quando se dá ênfase ao canal comunicativo é o uso de recursos psicológi-
cos, que prendem a atenção do leitor.
O canal usado na comu-
nicação é o suporte pelo 
qual a mensagem vai 
do emissor ao receptor. 
Qual a utilização 
da função fática?
58 Redação Empresarial Módulo 2 | Funções de Linguagem
 ● Cuidado com o uso de palavras longas.
 ● Frases complexas: use construções simples, em ordem direta.
 ● Redundância: pode ser utilizada quando a intenção for fixar uma mensagem.
Usos
 ● Verificar o canal de comunicação.
 ● Verificar o nível de entendimento.
Uma mensagem com ênfase no canal é aquela que visa a testar o canal comunicativo para 
averiguar se está acontecendo uma comunicação eficiente, se o seu receptor está entendendo 
a mensagem que você quer transmitir.
Em um mundo globalizado, onde existem várias linguagens concomitantes, volta e meia é 
necessário testar se estamos sendo entendidos. No meio empresarial são enviados muitos e-
mails e pede-se confirmação do seu recebimento, nesse momento você está testando o canal 
comunicativo.
Nesta aula, você teve a oportunidade de compreender como dar ênfase à informação, ao 
receptor, centrar a mensagem em você, ou seja, no comunicador e no canal, agora só falta 
Esses recursos psicológicos estão liga-
dos à legibilidade do texto, ou seja, o 
texto deve ser de fácil entendimento.
O que dificul-
ta a leitura de 
um texto?
Redação Empresarial 59Módulo 2 | Funções de Linguagem
 ● Cuidado com o uso de palavras longas.
 ● Frases complexas: use construções simples, em ordem direta.
 ● Redundância: pode ser utilizada quando a intenção for fixar uma mensagem.
Usos
 ● Verificar o canal de comunicação.
 ● Verificar o nível de entendimento.
Uma mensagem com ênfase no canal é aquela que visa a testar o canal comunicativo para 
averiguar se está acontecendo uma comunicação eficiente, se o seu receptor está entendendo 
a mensagem que você quer transmitir.
Em um mundo globalizado, onde existem várias linguagens concomitantes, volta e meia é 
necessário testar se estamos sendo entendidos. No meio empresarial são enviados muitos e-
mails e pede-se confirmação do seu recebimento, nesse momento você está testando o canal 
comunicativo.
Nesta aula, você teve a oportunidade de compreender como dar ênfase à informação, ao 
receptor, centrar a mensagem em você, ou seja, no comunicador e no canal, agora só falta 
aprender a possibilidade de dar ênfase ao código que será tema da nossa próxima aula. Siga 
adiante com entusiasmo e determinação.
Aula 5
ÊNFASE NO CóDIGO
É a mensagem que explica a própria linguagem. Isso acontece quando você usa o código para 
explicar ou definir seus elementos. 
 
Pare um pouco e pense nas vezes em que alguém explicou algo a você e você não entendeu, ou 
quando expressões usadas requereram explicação. Nessas ocasiões, faz-se uso da ênfase no 
código, ou seja, no código usado para a comunicação, no caso, a língua portuguesa. 
Você sabe o 
que é meta-
linguagem?
Como?
60 Redação Empresarial Módulo 2 | Funções de Linguagem
À primeira vista, você pode pensar que essa função se aplicaria unicamente a livros gramati-
cais ou a dicionários, mas a usamos em situações do dia a dia, por exemplo, quando você diz 
“O que você quer dizer com isso?” ou “Explique o que você acabou de dizer”.
No contexto empresarial, quando se comunica em inglês, por exemplo, acontece de pedir 
explicações dos termos usados pelo interlocutor, por se tratar de termos técnicos que normal-
mente não aprendemos em cursos dessa língua.
 
Muitas vezes usamos a função metalinguística no cotidiano. Sempre que você busca entender 
algo que não entendeu em função do código usado, está fazendo uso dessa função.
Como 
usar?
Redação Empresarial 61Módulo 2 | Funções de Linguagem
Ao ler alguns textos didáticos, análises literárias, trabalhos de interpretaçãoou críticas, você 
se depara com um texto centrado no código.
No próximo módulo, você adentrará o universo dos princípios que visam à eficiência na co-
municação escrita. 
SAIBA MAIS 
 ● CHALHUB, Samira. Funções da linguagem. 11. ed. São Paulo: Ática, 2003. 63 p
 
COLOCANDO EM PRÁTICA
Para ampliar seus conhecimentos sobre os assun-
tos estudados neste módulo, confira as sugestões 
a seguir. Lembre-se de que outras fontes de pes-
quisa são importantes para o seu aprendizado.
Vamos acessar o AVA para realizar as 
atividades propostas? Será um ótimo 
momento para construção de um novo 
aprendizado, unindo teoria e prática.
62 Redação Empresarial
RELEMBRANDO
Você viu que a informação escrita que não esteja redigida de maneira clara pode confundir 
o leitor e atrapalhar os seus objetivos comerciais e até mesmo pessoais. É importante ter em 
mente qual informação deseja transmitir e, ao transferir seus pensamentos para o papel, 
assegurar-se de que o leitor terá facilidade de compreensão do teor do documento, para isso é 
necessário afastar as interferências que podem ocorrer.
Para elaborar um texto com ênfase na função conativa, você deve deixar evidente a presença 
do receptor. Isso deve ser feito por meio de pronomes de tratamento ou do uso da segun-
da pessoa (você, tu, vós, Vossa Senhoria). Essa modalidade de texto implica diretamente o 
receptor no processo de comunicação, procurando atingi-lo diretamente, sem rodeios. Os 
meios de comunicação utilizam-se muito dessa linguagem a fim de convencê-lo de algo, fazê-
lo aderir a alguma ideia.
Quando o texto está centrado no emissor, ou seja, na pessoa que elabora o texto, este perten-
ce à função emotiva. Função emotiva, também denominada expressiva, tem seu texto centra-
do no remetente. Você utilizará essa função quando o objetivo da sua mensagem for expres-
sar as emoções, as atitudes e o estado de espírito do emissor. 
O canal usado na comunicação é o suporte pelo qual a mensagem vai do emissor ao receptor. 
Quando se trata de mensagem escrita, o canal é o papel onde estão grafados sinais gráficos 
para que a comunicação se efetue. A função fática manifesta-se justamente nos elementos do 
texto que englobam estabelecimento e permanência do contato feito entre o emissor e o seu 
interlocutor.
A metalinguagem também foi assunto deste módulo, ou seja, a mensagem que explica a pró-
pria linguagem. Isso acontece quando você usa o código para explicar ou definir seus elemen-
tos. Pare um pouco e pense nas vezes que alguém explicou algo a você e você não entendeu ou 
quando expressões usadas requereram explicação. Nessas ocasiões, faz-se uso da ênfase no 
código, ou seja, no código usado para a comunicação, no seu caso a língua portuguesa.
Princípios 
Gerais para
Eficiência na
Comunicação 
Escrita
3
Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita Módulo 3
65
Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita Módulo 3
 
Preciso 
organizar tudo 
antes de sair.
Hoje, estou 
muito 
atarefada.
Vou ligar 
para Paula.
Combinado. 
Até mais tarde.
Oi, 
Paula!
Oi, Ester, 
que bom que 
você já chegou.
Quero 
lhe mostrar 
uma coisa.
Recebi essa 
correspondência. Estou 
tentando ler, mas está 
difícil entender.
Tempo depois...
Alô, 
Paula!
Tudo bem?
Estou ligando 
para convidar você 
para almoçarmos 
juntas.
Claro, 
Ester. Vamos, 
sim!
Você 
passa aqui no 
escritório?
o almoço entre amigas
66
Redação Empresarial
Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Até agora não 
consegui saber o que 
o cliente quer.
Pois é, Paula, 
quando não há clareza, 
no texto, realmente fica 
difícil entender.
Esse é um 
dos problemas 
da comunicação 
escrita.
As pessoas 
precisam aprender 
a escrever textos 
coesos.
E agora? O 
que respondo para 
o cliente?
Liga para 
ele e esclarece 
suas dúvidas. 
Acho 
que essa minha 
conversa com o 
cliente será longa.
Cada vez mais, 
é preciso conhecer 
os princípios gerais da 
comunicação escrita.
Talvez 
o cliente não 
conheça esses 
princípios. 
É bem 
provável. 
Ester, você 
veio aqui para irmos 
almoçar. Então, 
vamos?
Vamos, 
sim.
Assim, 
aproveitamos para 
colocar a conversa 
em dia.
Ótima 
ideia, Ester.
Mas, antes 
de ligar, vamos 
almoçar?
Redação Empresarial
67Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
OBjETIVOS DE APRENDIZAGEM
Ao final deste módulo, você terá subsídios para: 
 ● Compreender a importância da simplicidade na elaboração de textos.
 ● Compreender a necessidade da clareza para o entendimento do leitor.
 ● Ser objetivo na elaboração de textos.
 ● Compreender a importância de ser conciso.
 ● Refletir sobre o desenvolvimento de um texto coeso.
 ● Identificar a importância da coesão textual.
 ● Construir textos coerentes.
 ● Identificar a importância da coerência textual.
 ● Redigir um texto dentro das normas gramaticais.
 ● Entender que um texto com erros gramaticais pode comprometer a imagem do remetente.
Aulas
 
Acompanhe neste módulo o estudo das seguintes aulas:
Aula 1 – Simplicidade e clareza
Aula 2 – Objetividade e concisão
Aula 3 – Coesão
Aula 4 – Coerência
Aula 5 – Correção
68 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
PARA INÍCIO DE CONVERSA
Alguns elementos são imprescindíveis no processo de comunicação para que o nosso texto, a 
nossa mensagem, seja passada de forma correta. Esses elementos são a simplicidade, clareza, 
objetividade, concisão, coesão, coerência e correção. Neste módulo, você verá detalhadamen-
te cada um desses elementos, analisando a sua importância e os meios práticos para que você 
possa utilizá-los.
Bom estudo! 
Aula 1
SIMPLICIDADE E CLAREZA
Simplicidade não significa ausência de linguagem culta, clareza quer dizer ser direto naquilo 
que pretende com a correspondência, explicitando de forma eficiente a sua finalidade.
Clareza e simplicidade são dois aspectos que estão diretamente ligados à compreensão da 
escrita. 
Pare um minuto e pense: o que 
é ser simples e claro na produ-
ção de um texto? Como ser sim-
ples usando a linguagem culta?
Redação Empresarial 69Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Simplicidade
O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (FERREIRA, 1988) define simplicidade como:
1. Qualidade do que é simples, do que não apresenta dificuldade ou obstáculo; 
2. Naturalidade, espontaneidade, elegância; 
3. Caráter próprio, não modificado por elementos estranhos; 
4. Forma simples e natural de dizer ou escrever, elegância; 
5. Ingenuidade, desafetação; 
6. Sinceridade, franqueza.
Clareza
De acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2003, p. 113), clareza significa: 
1. “Qualidade do que é claro; 
2. Qualidade do que é fácil de entender; 
3. Estado que permite distinguir bem objetos, avaliar fatos [...]”. 
Para escrever um texto com qualidade, um dos aspectos mais importantes é a clareza, é 
escrever de forma que o receptor entenda a mensagem e não tenha dúvidas sobre o que está 
escrito. 
Vamos conhecer um 
pouco melhor esses 
dois aspectos.
70 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
É fundamental termos cuidado para não utilizar palavras ambíguas, que gerem duplo sentido 
e permitam que o receptor tenha mais de uma interpretação da mensagem lida. 
A utilização desses termos faz com que você não tenha confiança no que está sendo escrito e 
gera insegurança.
Independentemente do tipo de texto, é relevante 
escrevermos de forma estruturada, respeitando 
as regras e as características específicas de cada 
tipo de documento.Devemos utilizar introdução, 
desenvolvimento e conclusão.
Por exemplo: hoje você é uma uva, cuidado, uva 
passa.
Também orienta-se não utilizar termos que de-
monstrem dúvida e indefinição, como “Eu penso 
que...”; “Achamos que...”, “Talvez seja importan-
te...”.
Redação Empresarial 71Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Agora que você compreendeu a necessidade de redigir textos com simplicidade e clareza, com 
certeza sua produção textual se tornará mais eficiente. Não use linguagem muito rebuscada, 
use palavras de fácil entendimento, seja direto e objetivo, tenha clareza.
Na próxima aula, você aprenderá como ser objetivo em seus textos e construir textos conci-
sos. Prepare-se para esse novo desafio.
72 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Aula 2
OBjETIVIDADE E CONCISÃO
Vamos agora entender a importância de redigir textos concisos e com objetivos bem defi-
nidos. Muitas pessoas, ao serem solicitadas para elaborar um texto, sentem-se intimidadas 
diante dessa tarefa.
 
Segundo Houaiss (2003, p. 123), algo conciso está “reduzido ao essencial”. Portanto, é ne-
cessário objetividade e escrever apenas o essencial, ambos se interpenetram resultando no 
mesmo significado, se você for direto à essência da informação, terá escrito um texto objetivo.
Objetividade
Atualmente, vivemos em um mundo de rotina corrida, no qual as pessoas não dispõem de 
tempo para longas leituras. A todo o momento, chegam correios, e-mails, mensagens corpo-
rativas, as pessoas passam boa parte do tempo recebendo mensagens e, assim, devem filtrá-
las e compreendê-las.
Como você se sente? 
Tem dificuldade de 
ser objetivo? O que 
é um texto conciso?
Redação Empresarial 73Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
 
Objetividade refere-se a escrever “sem rodeios”, de forma direta. Textos longos têm um efeito 
negativo em seu leitor, pois cansam e desmotivam a leitura. Antes de começar a escrever, 
orienta-se selecionar quais informações são importantes e devem ser transmitidas, que argu-
mentos devem ser noticiados e que ações precisam ser tomadas.
Sugere-se começar o texto com pequena introdução, visando a situar o receptor sobre o as-
sunto da mensagem. Em seguida, o texto deve transmitir seu assunto principal. A conclusão 
também deve ser curta, mas não deve deixar de existir.
A seguir, uma lista de expressões que devem ser evitadas e sugestões de substituição.
As pessoas não estão mais 
habituadas a ler textos lon-
gos, com palavras rebusca-
das, de difícil compreensão.
74 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Quadro 1 - Expressões que devem ser evitadas
Evite Utilize
Em anexo/Seguem em anexo Anexo
Vimos solicitar Solicitamos
Temos a informar que Informamos que
Vimos agradecer Agradecemos
Estamos enviando Enviamos
Concisão 
Você já deve escrever textos objetivos e concisos, mas é necessário aprofundar um pouco 
mais sobre esse assunto. 
Para produzir textos concisos, é preciso delimitar-se na informação, sem rodeios indo direto 
ao assunto, sendo objetivo.
Se conseguir conciliar esses elementos na elaboração de seus textos, você estará apto a escre-
ver cartas comerciais. 
Ser conciso e ter a cer-
teza do quer expressar 
e o fazer de forma clara.
Redação Empresarial 75Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Na próxima aula, você descobrirá como construir um texto coeso e entenderá o que é a coesão 
textual. Confira!
Aula 3
COESÃO
Coerência refere-se à forma como os elementos do texto constroem na mente do leitor uma 
rede de sentidos (KOCH, 2000),. Podemos sintetizar dizendo que é a forma que se organiza o 
significado do texto para o interlocutor.
Se coerência diz respeito ao significado, o que é a coesão? Como escrever um texto coeso? 
Pode-se dizer que coesão é a harmonia entre os segmentos do texto.
É muito importante a 
leitura na construção 
de textos eficientes.
Você já deve ter ouvido, por di-
versas vezes, a sua professora de 
português dizendo: faça um texto 
que tenha coesão e coerência.
76 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Coesão textual
Coesão “é o relacionamento harmônico entre termos ou segmentos de um texto, resultante do 
correto emprego dos recursos (vocabulares, sintáticos e semânticos) de que a língua dispõe” 
LEME,(2003,p.624)
Explicita que é a continuidade que existe entre as partes do texto, ou seja, é a ligação de cada 
elemento do discurso ligando um segmento ao outro anterior.
Para Koch (2000), escrever um texto coeso significa interligar os elementos linguísticos por 
meio de recursos – também linguísticos – formando textos que expressem sentido.
Esses recursos linguísticos supracitados são chamados de conectores porque estabelecem 
relações entre as diferentes unidades do texto. Podemos chamá-los de elementos de coesão.
1. Coesão por antecipação ou retomada: são recursos para evitar repetições exces-
sivas, podem ser:
 ● Anafóricos: evita a repetição de um elemento que apareceu na frase.
 João era meu vizinho, mas eu nunca havia falado com ele. Conhecia-o apenas de vis-
ta.
 ● Catafóricos: antecipam elementos que ainda vão aparecer na frase.
 Não perca isto de vista: seus pais são seus melhores amigos.
Conheça alguns 
conectores ou ele-
mentos de coesão:
Redação Empresarial 77Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
2. Coesão por elipse: supressão de palavras ou expressões. 
 Jairo formou-se em Contabilidade, Roni em Administração.
3. Coesão lexical: mecanismo para evitar repetições.
 A professora Ana Maria lecionava há mais de 30 anos, esse modelo de dedicação não 
lhe permitia abandonar sues alunos. Quando estes resolveram homenagear a velha 
mestra.
4. Conjunções e locuções conjuntivas: estabelecem entre os conteúdos relação de 
natureza lógica.
 Ela me disse o número do seu telefone, mas não consigo lembrá-lo.
 Mostrei-lhe a rua no mapa para que ele não se perdesse.
5. Outros conectores
Sinais de pontuação são importantes elementos de coesão;
Expressões como: por outro lado, sendo assim, por conseguinte, aliás, diante disso, 
não obstante etc.
Como você pôde ver, não há nenhum mistério em 
redigir textos coesos, com certeza você não se 
lembrava dessas regrinhas gramaticais, mas nun-
ca deixou de escrever textos coesos. Caso hou-
vesse esquecido, agora não terá mais problemas 
de coesão textual.
78 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
 
 
Como você viu nesta aula, a coerência busca dar significado ao texto. Como escrever textos 
coerentes é o que você estudará a seguir. Vamos juntos?
Aula 4
COERÊNCIA 
Escrever exige atenção, organização e um prévio 
conhecimento de regras como essas que acaba-
mos de aprender, que deixarão seu texto mais 
estético e de fácil entendimento.
Você sabia que os passos 
para construir um texto coe-
rente já foram estudados du-
rante a sua vida estudantil?
Redação Empresarial 79Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Se coerência é fazer relação com o significado do conteúdo, logo todos os textos são coeren-
tes? Você já leu algo confuso, sem nexo, do qual você poderia tirar várias interpretações e ao 
mesmo tempo nenhuma? 
São pequenos cuidados que você deve ter na elaboração de um texto que o deixarão de fácil 
entendimento.
Coerência 
Um conjunto de caracteres denominados letras, só pode ser considerado texto se a sequência 
tiver uma unidade significativa, ou seja, um texto só é considerado coerente se for dotado de 
significado e puder ser interpretado.
Para criar um texto coerente, devemos levar em consideraçãoas três seguintes fases (KOCH, 
2000):
Mas o que vem a ser coerência textual? Todos os 
professores de Ensino Médio dizem sempre: faça 
redação com coesão e coerência. Por que esses 
termos estão intimamente ligados?
80 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Figura 2 - As 3 fases de um Texto Coerente
Segundo Van Dijk e Kintsh (1983), existem vários tipos de coerência, são elas:
 ● Coerência semântica: relaciona o significado dos elementos frasais em sequência no 
texto com o todo;
 ● Coerência sintática: refere-se aos elementos sintáticos com finalidade de expressar a 
coerência semântica por meio do uso de conectivos, pronomes etc.;
 ● Coerência estilística: refere-se ao uso de elementos linguísticos1, como tipos de estru-
turas, frases e léxico2, que pertencem ao mesmo estilo linguístico;
 ● Coerência pragmática: relaciona o texto como uma sequência falada, ou seja, deve 
satisfazer uma situação comunicativa.
1 Linguística: ciência que estuda a linguagem verbal humana.
2 Léxico: reunião das significações da língua portuguesa.
Redação Empresarial 81Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Coerência interna e externa
Coerência externa 
Quando falamos de coerência externa, estamos nos referindo à adequação do significado do 
texto com a realidade do mundo exterior. Um exemplo: alguém que citasse a partir do in-
cidente de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos que resultou na queda das torres do 
prédio World Trade Center dizendo que “mesmo tomando cuidado estamos fadados a ter um 
avião batendo em nossos prédios”.
Figura 3 - Queda das Torres Prédio World Trade Center
82 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
A pessoa que redigiu essa frase partiu do princípio de que a qualquer hora um avião pode 
colidir com um prédio, assim como acontecem acidentes automobilísticos.
Coerência interna
É a relação das ideias contidas no texto. Observe o seguinte fragmento para entender melhor: 
“Surgem questionamentos éticos sobre o poder do homem de matar, procriar e mexer com 
cobaias indiscriminadamente”.
Outra forma de não respeitar a coerência interna de um texto é usar palavras ou expressões 
inadequadas ao tipo de linguagem escolhido na elaboração do texto. Como exemplo, ao 
redigir uma correspondência interna representando o presidente de uma organização, usar 
termos como: “Caros colaboradores, galerinha do bem, no dia do trabalhador vamos chutar o 
pau da barraca em uma gincana em que conto com a participação de todos”.
Esse fato é uma incoerência externa. Seu 
texto deve relacionar-se com fatos e dados 
reais, como já foi apresentado antes, a 
partir do contexto no qual estiver inserido.
A incoerência interna que está 
contida no fato de o autor da fra-
se deixar entender que o homem 
tem poder de “procriar cobaias”.
Redação Empresarial 83Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Coesão é amarração do texto por meio de elementos linguísticos, e coerência nada mais é que 
a sequência lógica das ideias no texto. Conclui-se, portanto, que o primeiro está no plano da 
linguagem e o último no plano das ideias.
Aula 5
CORREÇÃO
Se a resposta foi sim, parabéns. Se for não, você vai entender que é necessário gastar alguns 
minutos do seu tempo na correção da sua correspondência.
Você verá, por meio de comparação de correspondências anteriores, a melhora na qualidade 
da sua produção. Essa melhora terá reflexo na sua postura profissional e pessoal.
Ao ser solicitado a elaborar uma correspondência, faça um esboço da mensagem que deseja 
enviar. Em seguida, faça uma análise do conteúdo exposto, partido de dois princípios básicos:
Uma redação coerente é aque-
la em que o leitor identifica o 
significado com facilidade.
Você tem o hábito de, ao término da 
redação de um texto, lê-lo na ínte-
gra para fazer correção gramatical?
84 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Figura 4 - Princípios Básicos para Análise de Correspondências
Concluída essa análise e seguidos todos os passos sugeridos, faça a revisão ortográfica e de 
acentuação gráfica.
Uma forma simples de resolver problemas de ortografia e de acentuação, quando não se 
conhece a forma correta ou se tem alguma dúvida, é substituir a palavra por outra de mesmo 
significado. 
O correto é ter em 
mãos um dicionário 
e uma gramática da 
língua portuguesa.
Redação Empresarial 85Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
 
 ● “fazem” cinco anos – faz cinco anos;
 ● “houveram” muitos acidentes – houve muitos acidentes;
 ● “Existe” muitas esperanças – existem muitas esperanças;
 ● Para “mim” fazer – para eu fazer (mim não faz);
 ● Entre “eu” e você – entre mim e você (depois de preposição usa-se mim);
 ● “Entrar dentro” – entrar em;
 ● Vai assistir “o” jogo hoje – vai assistir ao jogo; vai à missa;
 ● Preferia ir “do que ficar” – preferiria ir a ficar;
 ● Quebrou “o” óculos – quebrou os óculos (concordância no plural);
 ● Comprei “ele” para você – comprei-o para você (pronomes pessoais não podem ser ob-
jeto direto);
 ● Nunca “lhe” vi – nunca o vi;
 ● Chegou “em” São Paulo – chegou a São Paulo;
 ● Estávamos “em” quatro à mesa – estávamos quatro à mesa.
Acompanhe a seguir alguns 
erros gramaticais e ortográfi-
cos e, ao lado de cada um de-
les, a forma correta de grafar:
86 Redação Empresarial Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
Erros comuns
Quadro 1 - Erros comuns.
Errado Certo
Paralizar Paralisar
Beneficiente Beneficente
Previlégio Privilégio
Cincoenta Cinquenta
Ascenção Ascensão
Impecilho Empecilho
Envólucro Invólucro
Uma boa redação é imprescindível para o mercado de trabalho. Construir textos com erros 
gramaticais pode denegrir a sua imagem, por isso, procure revisar sua produção antes de 
encaminhá-la, mesmo que esse procedimento custe um pouco do seu tempo.
Tenha sempre na sua gaveta um bom dicionário e uma gramática para sanar as dúvidas que 
aparecerem.
Agora que você já sabe a importância de fazer uma correção textual, na próxima aula poderá 
aprender a elaborar documentos de circulação interna, como circular e memorandos.
No próximo módulo serão abordados os documentos comerciais e como devem ser elabora-
dos.
Redação Empresarial 87Módulo 3 | Princípios Gerais para Eficiência na Comunicação Escrita
SAIBA MAIS
 ● TEIXEIRA, Leonardo. Comunicação na empresa. Rio de Janeiro: FGV, 2007.
COLOCANDO EM PRÁTICA 
Para ampliar seus conhecimentos sobre os assun-
tos estudados neste módulo, confira as sugestões 
a seguir. Lembre-se de que outras fontes de pes-
quisa são importantes para o seu aprendizado!
Vamos acessar o AVA para realizar as atividades 
propostas? Será um ótimo momento para cons-
trução de um novo aprendizado, unindo teoria e 
prática.
88 Redação Empresarial
RELEMBRANDO 
O que é ser simples e claro na produção de um texto? Como ser simples usando a linguagem 
culta? Simplicidade não significa ausência de linguagem culta, clareza quer dizer ser direto 
naquilo que pretende com a correspondência, explicitando de forma eficiente a sua finalida-
de.
Para escrever um texto com qualidade, um dos aspectos mais importantes é a clareza, é 
escrever de forma que o receptor entenda a mensagem e não tenha dúvidas sobre o que está 
escrito. Independentemente do tipo de texto, é relevante escrevermos de forma estruturada, 
respeitando as regras e características específicas de cada tipo de documento. Devemos utili-
zar introdução, desenvolvimento e conclusão.
Objetividade refere-se a escrever “sem rodeios”, de forma direta. Textos longos têm um efeito 
negativo em seu leitor, pois cansam e desmotivampara a leitura. Antes de começar a escre-
ver, orienta-se selecionar quais informações são importantes e devem ser transmitidas, que 
argumentos devem ser noticiados e que ações precisam ser tomadas.
Coerência refere-se à forma como os elementos do texto constroem na mente do leitor, é a 
forma que se organiza o significado do texto para o interlocutor. Coesão é a harmonia entre 
os segmentos do texto. Coesão “é o relacionamento harmônico entre termos ou segmentos 
de um texto, resultante do correto emprego dos recursos (vocabulares, sintáticos e semânti-
cos) de que a língua dispõe” (LEME, s.d.). Azevedo (1993) explicita que é a continuidade que 
existe entre as partes do texto, ou seja, é a ligação de cada elemento do discurso ligando um 
segmento ao outro anterior.
Ao ser solicitado a elaborar uma correspondência, faça um esboço da mensagem que dese-
ja enviar, a seguir faça uma análise do conteúdo exposto, partido de dois princípios básicos 
vistos anteriormente.
v
Documentos
Comerciais 4
Documentos Comerciais Módulo 4
91
Documentos Comerciais Módulo 4
Será que 
aconteceu alguma 
coisa com o seu 
Raul?
Ele nunca 
chega atrasado.
Vou esperar uns 
minutinhos. Se ele 
não chegar, vou ligar 
para ele.
Tudo bem, 
Ester. E por 
aqui? 
Olá, seu 
Raul, tudo 
bem?
Tive 
problema no 
trânsito.
Nossa 
cidade está 
cada vez mais 
complicada!
Que 
beleza! Você pode 
encaminhá-lo por 
e-mail, por favor?
Seu 
Raul, fiz o 
relatório.
Sim, 
senhor. Caso 
tenha dúvida, me 
chame, por favor.
Obrigado, 
Ester.
Algum tempo depois...
Tudo bem 
também.
Estava 
preocupada, pois 
o senhor nunca se 
atrasa.
Ester, 
analisei o relatório 
e fiz algumas 
considerações.
Leia e, 
em seguida, 
complemente as 
informações que 
faltaram.
a rotina no escritório
Tempo depois...
92
Redação Empresarial
Módulo 4 | Documentos Comerciais
Tenho de 
estar sempre atenta 
aos documentos 
comerciais.
Ao 
identificar objetivo, 
destino e finalidade dos 
documentos, meu trabalho 
estará de acordo com as 
exigências da empresa.
Você 
recebeu esse 
currículo por 
e-mail?
Como 
assim? 
Quem 
procura emprego 
deve aprender a 
fazer o currículo.
Caso 
contrário, pode 
perder grandes 
oportunidades.
A 
finalidade da 
ata é registrar as 
principais discussões 
e decisões.
Desculpe, 
seu Raul, essa 
falha não se 
repetirá.
Pode deixar, 
seu Raul. Farei o 
que o senhor está 
pedindo.
Ah! 
Vou deixar na 
sua mesa um 
currículo.
O currículo é 
o primeiro contato 
com a empresa, 
deve causar boa 
impressão. 
Infelizmente, 
não vamos guardar 
no banco de dados.
Ah, você vai 
fazer a ata da 
nossa reunião?
O correto 
é fazê-la no 
decorrer da 
reunião.
Não, 
seu Raul. Foi 
entregue na 
recepção.
Ele está 
manuscrito e tem, 
inclusive, erros 
ortográficos.
Redação Empresarial
93Módulo 4 | Documentos Comerciais
OBjETIVOS DE APRENDIZAGEM
Ao final deste módulo, você terá subsídios para: 
 ● Identificar a necessidade da comunicação interna.
 ● Elaborar circulares, memorandos e atas.
 ● Conhecer a finalidade de uma ata.
 ● Elaborar relatórios.
 ● Compreender a importância dos relatórios.
 ● Elaborar um curriculum vitae.
 ● Aprender a otimizar a utilização do fax.
 ● Otimizar o uso do telex.
Aulas
 
Acompanhe neste módulo o estudo das seguintes aulas:
Aula 1 – Comunicação interna, circular e memorandos
Aula 2 – Ata
Aula 3 – Relatório
Aula 4 – Curriculum Vitae
Aula 5 – Fax/Telex
94 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
PARA INÍCIO DE CONVERSA
Neste módulo, você conhecerá alguns dos documentos comerciais mais utilizados: comunica-
ção interna, circular, memorandos, ata, relatórios, curriculum vitae, fax e telex. Todos esses 
documentos fazem parte do cotidiano das empresas e é fundamental que você saiba qual o 
objetivo de cada um, qual seu formato, seu destino e sua finalidade. Você verá todos esses de-
talhes nas aulas. Muito conhecimento está à sua disposição para que sua atuação profissional 
seja ampliada.
Bom estudo! 
Aula 1
COMUNICAÇÃO INTERNA, CIRCULAR 
E MEMORANDOS
Toda instituição comercial ou pública possui uma 
comunicação interna para facilitar o fluxo de in-
formações entre todos os colaboradores. Atual-
mente, usa-se muito o correio eletrônico para 
agilizar o processo de comunicação.
Redação Empresarial 95Módulo 4 | Documentos Comerciais
Circular
Circular é um informativo interno que abrange um número maior de pessoas, reproduzido 
em vias com teor igual e encaminhados a vários receptores.
Esse documento pode ser interno ou externo e sua função é: 
1. Cientificar de leis, portarias, decretos, editais, resoluções etc.
2. Dar avisos, pedidos, ordens e instruções.
Pode ser escrita:
1. Em papel almaço simples (tamanho oficial). 
2. Em papel in-octavo (21 cm x 15 cm).
Elementos de uma circular
a. Timbre: nome do órgão, da entidade ou da empresa e endereço localizados no alto do 
papel.
b. Título e número: cerca de três linhas abaixo do timbre escreve-se a palavra circular, 
centralizada em caixa-alta seguido do número; após o número pode-se indicar o ano se-
parado por barra oblíqua.
c. Data: existem duas formas para indicar a data:
1. Após o número:
 ● CIRCULAR No 01, DE 10 DE JUNHO DE 2010
2. Sob o título e o número:
 ● CIRCULAR No 01,
 ● Em 10 DE JUNHO DE 2010
3. À direita da folha na mesma linha do título e número:
 ● CIRC. 01/10 Brasília, 10 de junho de 2010. 
96 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
d. Ementa (opcional): abaixo da data cerca de três linhas escreve-se a palavra ementa 
e faz-se um resumo do conteúdo da circular.
e. Invocação: a quatro linhas abaixo da ementa deve-se dizer a quem se destina a cir-
cular.
f. Texto: três linhas abaixo da invocação inicia-se o texto.
g. Cumprimento final: deve conter a despedida com votos de apreço.
h. Assinatura: cerca de quatro linhas do cumprimento final, no canto direito da página, 
escreve-se o nome civil do emissor e o cargo. 
i. Anexos: se a circular for acompanhada de outros papéis, abaixo duas linhas da assina-
tura escreve-se anexo e indicação do que for se anexar.
j. Iniciais: na última linha à esquerda do papel, escreve-se as iniciais do redator e do 
digitador. Assim: MGP/RL.
Memorando
O memorando é um documento de simples confecção. O formato do papel normalmente é o 
in-octavo (21 cm de largura x 15 cm de altura).
O memorado pode ser interno ou externo. Existem vários modelos de memorandos, conheça 
o mais simples e de fácil confecção. 
a. Timbre: impresso no alto do papel.
b. Código e número: três linhas abaixo do timbre à esquerda do papel devem constar o 
código do setor/departamento emissor e o número do memorando;
1. DC-55;
2. 021/10.
c. Localidade e data: na mesma linha do código à direita.
d. Ementa: na linha abaixo ao código e número alinhado à esquerda, escreve-se ementa 
e indica-se o assunto.
Redação Empresarial 97Módulo 4 | Documentos Comerciais
e. Receptor: duas linhas abaixo da ementa alinhado à esquerda, escreve-se a palavra 
memorando em caixa-alta, seguida de para e o título do receptor.
f. Texto: cinco linhas abaixo do receptor inicia-se o primeiro parágrafo que deve ser nu-
merado. O texto deve ser sucinto. 
g. Cumprimento final: esse documento dispensa cortesia, duas linhas abaixo do texto 
escreva saudações, grato ou qualquer outro similar de sua preferência.
h. Assinatura: três linhas abaixo do cumprimento final à direita escrevem-se o nome 
civil do emissor, indicando na linha abaixo o cargo em caixa-alta.
i. Anexos: caso existam documentos que devam seguir junto com o memorando, proce-
da da seguinte maneira.● Anexos: 5 
Você pode concluir que os documentos aqui apresentados não são de difícil elaboração, mas 
que devem ser seguidas as normas básicas para a elaboração de cada um.
Aprender como se faz uma ata é assunto da próxima aula. Reúna disciplina e motivação para 
seguir esse percurso de aprendizagem.
Aula 2
ATA 
Você já participou de 
uma reunião de condo-
mínio? Reunião para de-
cidir melhorias no clube?
98 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
Na maioria das reuniões são feitas atas, esse documento tem a finalidade de registrar as prin-
cipais discussões e decisões dessas reuniões. 
Uma ata é um resumo fiel das ocorrências de uma reunião. Existe um livro próprio que deve-
rá possuir uma indicação da finalidade do livro chamado de termo de abertura, escrito na 
primeira página por uma pessoa designada para essa função. Todas as páginas deverão ser 
numeradas e rubricadas e constar no termo que deverá ser datado e assinado.
Termo de abertura. Esse livro contém cem folhas numeradas e por mim rubricadas, Ma-
falda Mafalde, e se destina ao registro das atas das reuniões ordinárias e extraordinárias 
do conselho de diretores da Empresa Alimentícia Castelo Branco.
Quadro 3 - Termo de abertura
Ao finalizar o livro, deve-se fazer o termo de encerramento, que também deverá ser datado e 
assinado.
Termo de encerramento. Eu, Mafalda Mafalde, secretária desta empresa, declaro encer-
rado esse livro de atas. Goiânia, 12 de junho de 2010. Mafalda Mafalde.
Quadro 4 - Termo de encerramento
Mas o que 
é uma ata?
Redação Empresarial 99Módulo 4 | Documentos Comerciais
Componentes da ata
a. Cabeçalho: deve constar o número da ata e o número da reunião.
b. Abertura: indicar dia, mês, ano, hora e local da reunião.
c. Legalidade: havendo quorum declara-se a legalidade da reunião.
d. Relação nominal: indica-se o nome dos presentes ou a quantidade de pre-
sentes indicando que os nomes constam na lista de presença.
e. Aprovação da ata anterior: é feita a leitura da ata anterior para discussão e apro-
vação.
f. Desenvolvimento: em ordem cronológica, são narrados os assuntos e suas decisões, 
deve-se mencionar de quem partiu a colocação.
g. Fecho: normalmente, o fecho segue sempre o mesmo modelo, ocorrendo depois de 
finalizados todos os acontecimentos.
 
 
As atas seguem sempre os mesmos procedimentos, alterando sempre o desenvolvimento. 
Muitas empresas adotam atas digitadas, impressas e, após aprovação, assinada por todos os 
participantes, cola-se o papel no livro ata. Não se pode fugir aos procedimentos supracitados. 
Em uma ata não podem existir espaços em bran-
co, nem mesmo parágrafos; os numerais são es-
critos por extenso, podendo ser repetido em alga-
rismos entre parênteses; as ressalvas (correções) 
no corpo do texto devem ser precedidas de digo; 
se percebido ao final da lavratura da ata deve-se 
anteceder de em tempo.
100 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
Com a prática constante da elaboração, você automatizará os passos necessários.
Aula 3
RELATóRIO
 
Esse é um documento que tem como finalidade descrever fatos passados, orientar ou infor-
mar pessoas a respeito de um serviço (GUIMARÃES, 2001).
E a fazer relatórios? Você 
gostaria de aprender? Pre-
pare-se para estudar esse 
assunto na próxima aula.
Você já elaborou um re-
latório? O que continha 
o seu relatório? Em que 
consiste um relatório?
Redação Empresarial 101Módulo 4 | Documentos Comerciais
Relatar os fatos não basta, deve ser feita uma minuciosa análise, seguida das considerações 
dos objetivos que se pretende atingir. 
Figura 5 - Modelo de Relatório
Fonte: Ver na Tabela de ilustras
O que se 
espera de um 
relatório?
102 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
Primeiramente, deve-se ver o que é útil e essencial para constar no relatório. A prática diária 
o levará, a saber, rapidamente o que é dispensável.
Os fatos devem ser observados de maneira disciplinada, evitando-se distrações e dispersões, 
concentre-se nos pormenores relevantes, nas características e nas sugestões que importem.
O relatório deve permitir ao leitor que desconheça o assunto, se inteirar corretamente da 
realidade. Guimarães (2001, p. 136) sugere que para elaborar um relatório de qualidade é 
necessário fazer uma interpretação fiel da realidade:
 ● Apreciar os dados e perguntar sempre: como? Por quê?
 ● Encarar as soluções possíveis.
 ● Escolher a solução mais eficaz (pelo menos aparecendo como tal, no nível em que é feita 
a observação).
 ● O relatório deve ter como prioridade a apresentação de propostas práticas.
O destinatário do relatório, muitas vezes, é seu único leitor; sendo escrito expressamente 
para ele, que normalmente é quem fez a solicitação. Pode ser um diretor da empresa ou uma 
comissão designada para tomar determinadas decisões. 
A quem se 
destina o 
relatório?
Redação Empresarial 103Módulo 4 | Documentos Comerciais
Sua responsabilidade como relator
Quando for elaborar um relatório, não o faça de qualquer maneira, às pressas, somente para 
cumprir uma obrigação. Ao traduzir o pensamento do relator, o relatório compromete-o e 
responsabiliza-o.
“A partir dele julgar-se-ão os conhecimentos, a competência, a consciência e o próprio valor 
humano do seu autor” (GUIMARÃES, 2001, p. 137).
A elaboração de um relatório não envolve apenas a transcrição de dados da realidade empre-
sarial, seguida de suas sugestões. Esse documento vai carregado com impressões pessoais, 
daí a necessidade de fazê-lo com eficiência e eficácia.
O tempo normalmente é inimigo das boas redações. Siga os passos até aqui sugeridos para 
escrever bons textos, adequando às normas de um relatório e às necessidades que deverão 
estar contidas nesse documento.
Na próxima aula a elaboração de um curriculum vitae de acordo com as novas exigências de 
mercado será o assunto que necessitará da sua atenção e disciplina para que você possa atin-
gir o resultado esperado.
Tenha em mente 
que os leitores do 
seu relatório são 
pessoas qualificadas.
104 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
Aula 4
CURRICULUM VITAE
Bom, se você fez essa pausa, você já conhece a primeira finalidade de um curriculum vitae. 
Esse documento, que se traduz literalmente por “curso de vida” (GUIMARÃES, 2001), tem 
como finalidade demonstrar seu potencial de trabalho.
O primeiro passo que você deve ter em mente é que os modelos longos, com excesso de infor-
mação, já estão obsoletos. 
Nada de currículo de leitura cansativa, os currículos devem ser objetivos. Muitos empregado-
res não avaliam currículos mal elaborados.
Você pode dar 
uma olhada na 
elaboração do seu 
curriculum vitae?
Surge a dúvida, qual o 
melhor modelo para currí-
culos? Como elaborar esse 
documento tão importante?
Redação Empresarial 105Módulo 4 | Documentos Comerciais
Critério de classificação 
Faça um levantamento dos dados, leve em consideração as informações importantes. Feito 
esse levantamento você deve fazer a classificação dos dados. Coloque-os por ordem de impor-
tância, as mais significativas devem aparecer primeiro. Se você considera alguma informação 
depreciativa, pode omiti-la. Segundo a psicóloga Eliana de Carvalho, suas falhas profissionais 
ou deficiências não entram no curriculum vitae (GUIMARÃES, 2001).
Elaboração final
O currículo pode ser elaborado de três formas:
Figura 6 - Formas de ElaboraÇÃo de CurrÍculos
106 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
A maioria dos currículos organiza suas informações por ordem de importância das informa-
ções.
a. Cabeçalho: nome, estado civil, sexo, nacionalidade, número de filhos, endereço e te-
lefone.
b. Objetivo: o que se pretende com o currículo.
c. Resumo de qualificação: explicite sucintamente suas qualificaçõesprofissionais.
d. Histórico profissional: relacione os locais/empresas que você já trabalhou inclusive 
o atual.
e. Experiência profissional: sua vivência, o que você fazia, funções exercidas.
f. Formação: em ordem de importância, listar sua formação incluindo as insti-
tuições; podem constar aqui cursos extracurriculares que julgar importantes.
g. Publicações: listar publicações editadas e trabalhos de sua autoria. 
h. Atividades extraprofissionais: listar todos os cursos e atividades de extensão uni-
versitária e informações que julgar necessárias para o trabalho que almeja. 
i. Outras informações: viagens realizadas, disponibilidade para viajar, para trabalhar 
em outros locais, hobbies.
j. Conhecimento de línguas: ajuda a compor sua imagem profissional. 
k. Fotografia: alguns empregadores consideram necessária a fotografia.
Confira os passos 
para que um currículo 
fique bem elaborado:
Redação Empresarial 107Módulo 4 | Documentos Comerciais
Observe os espaços entre as seções, cuidado para não deixá-lo carregado para a leitura. 
Recomenda-se duas páginas, mas há casos especiais que ultrapassam essa numeração.
A próxima aula terá como tema fax/telex, portanto você aprenderá como utilizar esses dois 
instrumentos de trabalho de forma correta. Como profissional você quer ampliar seus conhe-
cimentos, certo? Então siga adiante com determinação e motivação. 
Aula 5
FAx/TELEx
Atualmente, com as ferramentas que permitem anexar documentos do Word pela internet, 
sua utilização foi um pouco reduzida.
Nunca faça um currículo manuscrito, com erros 
de digitação ou ortográficos, assim como cópias 
malfeitas. Lembre-se de que esse é o seu primei-
ro contato com a empresa que pretende trabalhar, 
deve causar boa impressão.
Você sabia que antes do 
correio eletrônico o fax 
era o meio mais rápido 
para enviar documentos?
108 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
Apesar da eficiência dos correios eletrônicos, não substituem o fax pela falta de comprova-
ção de envio. No meio empresarial tudo deve ser documentado e arquivado por determinado 
tempo.
Os telex são formas eficientes de se constatar o envio de documentos de maneira rápida.
Simples, se você usar o telefone para fazer uma cobrança, é a sua palavra contra a do devedor 
que você ligou para tratar sobre esse assunto. Se você enviar um telex, passará a existir uma 
prova escrita do envio e do seu recebimento.
Fax
 
Por que 
não usar o 
telefone?
Você sabe qual 
a utilidade do 
fax?
Redação Empresarial 109Módulo 4 | Documentos Comerciais
O fax é utilizado para enviar e receber documentos. Antes do advento da internet, as empre-
sas enviavam documentos pelo fax e, se necessário fosse, o remetia pelo correio. A diferença 
é que, pelo fax, a entrega era no momento da necessidade de envio, o correio demoraria no 
mínimo cinco dias para a entrega dos documentos. 
 
Os computadores possuem fax modem que substituem o fax convencional, é preciso um 
manuseio mais elaborado. Existem também disponíveis no mercado serviço de fax online que 
podem ser contratados pela empresa. 
O fax leva a um desperdício de papel, o material 
recebido por fax tende a se apagar em um curto 
período de tempo, o que acarreta a necessidade 
de cópias ou digitalizações para arquivo.
110 Redação Empresarial Módulo 4 | Documentos Comerciais
Telex 
Veículo de comunicação escrita muito utilizado no século passado. Apresenta declínio porque 
a utilização de e-mails é mais econômica.
Caracteriza-se como um sistema internacional de comunicação escrita, que utilizava apare-
lhos semelhantes às máquinas de escrever conectados a uma rede igual à telefônica.
Em fins da primeira década do século XXI, ainda existem sistemas de fax e telex. Possivel-
mente muito em breve esses aparelhos sejam peças de museus, graças ao advento da internet 
e dos sistemas de proteção ambiental em prol da otimização do uso de papéis.
No próximo módulo você continuará a conhecer os documentos comerciais e aprenderá como 
utilizar corretamente os pronomes de tratamento. 
Não menospreze a eficiência desses dois meca-
nismos de comunicação e envio de documentos. 
É importante saber manuseá-los, já que muitas 
empresas ainda os utilizam.
Redação Empresarial 111Módulo 4 | Documentos Comerciais
SAIBA MAIS
 ● Acesse http://www.scribd.com/doc/2274783/Modelos-de-Documentos-Comerciais
COLOCANDO EM PRÁTICA
Para ampliar seus conhecimentos sobre os assun-
tos estudados neste módulo, confira as sugestões 
a seguir. Lembre-se de que outras fontes de pes-
quisa são importantes para o seu aprendizado! 
Vamos acessar o AVA para realizar as ativida-
des propostas? Será um ótimo momento para 
construção de novo aprendizado unindo teoria e 
prática.
112 Redação Empresarial
RELEMBRANDO
No decorrer do módulo você viu que circular é um informativo interno que abrange um nú-
mero maior de pessoas, reproduzido em vias com teor igual e encaminhados a vários recepto-
res. Esse documento pode ser interno ou externo e sua função é:
1. Cientificar de leis, portarias, decretos, editais, resoluções etc.
2. Dar avisos, pedidos, ordens e instruções. Pode ser escrita: em papel almaço simples 
(tamanho oficial) ou em papel in-octavo (21 com x 15 cm).
Uma ata é um resumo fiel das ocorrências de uma reunião. Existe um livro próprio que deve-
rá possuir uma indicação da finalidade do livro, chamado de termo de abertura, escrito na 
primeira página por uma pessoa designada para essa função. Todas as páginas deverão ser 
numeradas e rubricadas e constar no termo que deverá ser datado e assinado.
O relatório é um documento que tem como finalidade descrever fatos passados, orientar ou 
informar pessoas a respeito de um serviço (GUIMARÃES, 2001). Além de relatar os fatos, 
deve ser feita uma minuciosa análise, seguida das considerações dos objetivos que se preten-
de atingir. 
Curriculum vitae, ou currículo, é um documento que se traduz literalmente por “curso de 
vida” (GUIMARÃES, 2001) e tem como finalidade demonstrar seu potencial de trabalho. 
Para elaborar um currículo, o primeiro passo que você deve ter em mente é que os modelos 
longos, com excesso de informação, já estão obsoletos. Os currículos devem ser objetivos. 
Antes do correio eletrônico, o fax era o meio mais rápido para enviar documentos. Atualmen-
te, com as ferramentas que permitem anexar documentos do Word pela internet, sua utiliza-
ção foi um pouco reduzida. Apesar da eficiência dos correios eletrônicos, não substituem o fax 
devido a sua grande utilização pelas empresas e pela facilidade de comprovação de envio. No 
meio empresarial tudo deve ser documentado e arquivado por determinado tempo.
Demais 
Documentos
Comerciais
e Pronomes 
de Tratamento
5
Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento Módulo 5
115
Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento Módulo 5
as correspondências
Nossa! 
Que lindo esse 
convite. Hum, 
inauguração com 
coquetel, dia 20 à 
noite, seu Raul vai 
gostar.
Em 
breve, também 
tenho de enviar um 
convite aos nossos 
clientes.
Hum, 
que estranha essa 
correspondência! 
Vossa excelência 
senhor Raul?
Preciso 
ver alguns 
modelos.
Mas, 
antes, vou ler as 
correspondências.
Carta para 
seu Raul, vou 
deixar na mesa 
dele.
Recibo, 
vou arquivar.
116
Redação Empresarial
Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
Tudo 
organizado! Vou 
pesquisar sobre 
pronomes de 
tratamento.
Para 
facilitar a 
comunicação, os textos 
devem estar de acordo 
com a transação.
Devem 
ser claros, não 
deixando dúvidas nem 
margens para variadas 
interpretações.
Vou 
continuar minha 
pesquisa sobre 
documentos comerciais, pois 
preciso explorar mais esse 
assunto.Tempo depois...
Ainda 
tenho 
todas essas 
correspondências 
para arquivar.
Puxa, quanta 
informação, tenho 
muito o que ler.
Preciso conhecer 
também os documentos 
comerciais para o bom 
andamento das minhas 
atividades.
Será 
que é correto 
usar esse pronome 
de tratamento para o 
meu chefe?
É um bom 
assunto para 
pesquisar.
Redação Empresarial
117Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
OBjETIVOS DE APRENDIZAGEM
Ao final deste módulo, você terá subsídios para: 
 ● Conhecer um conjunto de mensagens necessárias ao dia a dia.
 ● Suscitar a criatividade para a elaboração eventuais mensagens.
 ● Descrever os objetivos de uma carta.
 ● Elaborar uma carta.
 ● Elaborar um convite.
 ● Identificar subsídios para a elaboração de convites para diferentes ocasiões.
 ● Elaborar recibos.
 ● Reconhecer a importância dos recibos no contexto comercial.
 ● Conhecer as formas de tratamentos mais utilizados no meio empresarial.
 ● Empregar corretamente as formas de tratamento.
Aulas
 
Acompanhe neste módulo o estudo das seguintes aulas:
Aula 1 – Mensagem
Aula 2 – Carta
Aula 3 – Convite
Aula 4 – Recibo
Aula 5 – Emprego e pronomes de tratamento
118 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
PARA INICIO DE CONVERSA
Caro aluno, o estudo sobre os documentos comerciais mais utilizados pelas empresas conti-
nuará neste módulo.
Você conhecerá sobre mensagem, carta, convite, recibo e o emprego dos pronomes de tra-
tamento. Trata-se de documentos imprescindíveis para o bom andamento das atividades 
comerciais e do processo de comunicação. 
Bons estudos!
Aula 1
MENSAGEM
No seu cotidiano no trabalho, às vezes é necessário elaborar mensagens não inerentes ao 
contexto empresarial, mas sim social. Existem datas e comemorações de colegas, chefes, 
companheiros comerciais, representantes comerciais, ou simplesmente conhecidos de seu 
networking.
 
 
 
 
Conheça a seguir alguns exemplos 
que devem ser utilizados para ela-
borações mensagens: 
Redação Empresarial 119Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
EMPRESARIAIS
a. Informamos-lhe que o assunto tratado em sua carta de .................. não é da alçada 
desta empresa.
b. Comunicamos-lhe que, a seu pedido, sua carta de .......................não é da alçada desta 
empresa.
c. Por incumbência do Sr./Dr. .......................... estamos lhe enviando, anexa, a informa-
ção prestada pela (o) ........................................ a respeito de assunto do seu interesse.
d. Agradeço suas congratulações por motivo de minha investidura no cargo de ................
....................
DIFERENTES SOLENIDADES
Convite
1. A ............................... tem o prazer de convidar o Sr. ............................. para o coquetel 
de lançamento do novo carro da Wolksvagem, a ser oferecido no dia 23 de maio de 2010, 
às 20 horas, no Espaço Lunne, na BR 153, 1367.
Agradecimentos
a. Agradecemos o convite para a inauguração do edifício-sede dessa prestigiosa entidade, 
congratulando seus dirigentes pelo importante acontecimento.
b. Cumprimento-o cordialmente e agradeço a gentileza do convite para a abertura da 
exposição do(a) ...................................................
a. Justificando a ausência
120 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
c. Recebemos seu atencioso convite para a FEIRA DE ESTOFADOS. Impossibilitados de 
comparecer, agradecemos, desejando-lhes expressivo sucesso nessa iniciativa
Atenciosamente,
Cumprimentos 
Recebemos com apreço o convite de V.Sa., datado de ....................... em que nos comunica a 
eleição da nova diretoria dessa empresa. Queira fazer chegar aos diretores os nossos votos de 
pleno êxito no desempenho de suas funções.
Homenagens 
Cumprimentando-a pelo “dia das mães”, a ................................. desejo que as alegrias desta 
data sejam constantes em sua vida e a felicidade se estenda a todos de sua família.
Redação Empresarial 121Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
Pêsames
b. Meus sentimentos pelo passamento de seu querido ...........................
c. O meu abraço de solidariedade pelo passamento do seu .......................
d. A diretoria do(a)........................., profundamente consternada pelo passamento do Sr. 
................................, envia-lhe um abraço de solidariedade.
Aniversários 
Formal:
Ao receber os nossos parabéns pelo seu aniversário, aceite também o abraço afetuoso de uma 
comunidade que deseja ter a sua companhia por muitos e muitos anos.
Informal:
Não posso deixar de estar presente com tudo aquilo que lhe desejo de bom.
 
Todos esses exemplos ajudam 
no nosso dia a dia no momen-
to de enviar uma mensagem.
122 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
 
Na elaboração dessas mensagens é importante 
a sua criatividade, seja original, cordial sem cair 
no exagero. Lembre-se das mensagens de ami-
go oculto, formaturas, boas festas, casamentos, 
nova residência, nascimentos, batizados, dentre 
outros eventos que se fizerem necessárias felici-
tações.
Na próxima aula, você aprenderá a elaborar uma carta empresarial. Mais um caminho a 
trilhar, em que você pode fazer da sua aprendizagem um belo momento de construção do 
conhecimento.
Aula 2
CARTA
Redação Empresarial 123Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
 
Você sabia que a carta é o meio 
de comunicação mais antigo que 
persiste em existir em meio às 
tecnologias?
A carta, como instrumento de informações pessoais, existe, segundo os historiadores, desde 
antes de Cristo. E, com o passar do tempo, a carta foi adquirindo inúmeras funções (FERREIRA, 
1994).
Ela não é simplesmente mais um meio de comu-
nicação ou troca de informações, é um documen-
to textual trocado entre empresas, sejam co-
merciais, industriais ou com clientes, para iniciar, 
manter ou encerrar movimentações comerciais. 
124 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
UMA CARTA COMERCIAL PRECISA:
 ● Ser eficiente, para alcançar os objetivos propostos, visando sempre a beneficiar o emis-
sor.
 ● Levar em consideração todos os detalhes que mantêm a boa impressão do emissor.
 ● Ter em mente que é um agente publicitário.
O REDATOR PRECISA:
 ● Deixar transparecer que gosta da empresa como se fosse própria.
 ● Seus pensamentos e ações devem ser/estar de acordo com as ações características da 
empresa.
 ● Mostre-se cordial mesmo em situações difíceis de mostrar cordialidade.
 ● Ter em mente que suas declarações são entendidas como da empresa.
 ● Ter abertura para acreditar que os pontos de vista dos outros estão certos.
 ● Ter a nobreza de ao analisar opiniões contrárias, considerá-las corretas quando o forem.
 ● Redigir para comunicar, não para impressionar.
 ● Usar a criatividade para conseguir formas de comunicação que sejam simples e eficien-
tes.
 
Agora, conheça as 
partes de uma carta 
comercial:
Redação Empresarial 125Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
a. Timbre: aparece impresso no papel. Deve conter o nome, a especialidade e o endereço 
da empresa.
b. Índice e número: cerca de três linhas abaixo do timbre, escreve-se à esquerda o índi-
ce e o número da carta e os dois últimos algarismos do ano:
 ● DP-124/10. 
c. Localidade e data: na mesma linha do índice e número, escreve-se o local e a data:
Goiânia, 14 de junho de 2010.
d. Endereço: cerca de três linhas abaixo da localidade e data, à esquerda, escreve-se o 
endereçamento em linhas diferentes:
Ilmo. Sr.Vigilato Vililancio da Silva
Rua 5, 3209
Jardim América 
CEP 74000–876 – Goiânia/GO
Obs: quando se remete diretamente a uma empresa, coloca-se: à, às, ao ou aos.
e. Referência: cerca de três linhas abaixo do endereço, escreve-se a palavra referência 
de forma abreviada (Ref.:) e acrescenta-se o assunto tratado na carta. Há variações quan-
to à posição, ficando à esquerda do papel quando em bloco inteiro e a direita em bloco 
simples e semibloco. 
f. Invocação: cerca de três linhas abaixo da referência, faz-se a invocação, à esquerda:
Senhor:
Prezados Senhores: 
Podendo demonstrar maior simpatia se a invocação for nominal.
126 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
g. Texto: se inicia abaixo, a duas linhas da invocação, e pode conter: exposição, apelo e 
impulso.
h. Cumprimento final: deve ser um novo parágrafo e pode ter frases de agradecimento, 
de apreço e de disponibilidade.
i. Assinatura: cerca de três linhas do cumprimento final, escreve-se o nome civil do 
emissor e, abaixo, o cargo que ele ocupa em caixa-alta.
j. Anexos: caso existam documentos que acompanhem a carta, abaixo da assinatura 
deve-se escrever a palavra anexo e discriminar o que a acompanha.
k. Iniciais: na última linha do papel grafam-se as iniciais do redator e do digitador: 
MGP/ RL. Se você redigiu e digitou não é necessário repetir.
Redigir uma carta dentro das normas comerciais é uma necessidade do profissional da área. 
Lembre-se de adequar a linguagem, de construir textos coerentes ao assunto e, é claro, ter 
sempre em mente quem é o seu receptor. Vamos para a próxima aula? Sabe qual é o assunto? 
Redigir convites.
Aula 3
CONVITE 
 
Você convida a namorada para 
sair, os amigos para assistir a um 
jogo de futebol na sua casa ou 
para festas, entre outras possí-
veis ocasiões.
Redação Empresarial 127Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
Mas já se imaginou convidando empresários para o lançamento de um produto da empresa 
em que você trabalha? Já foi convidado para um desfile de modas, lançamento da coleção da 
estação? Já pensou em convidar alguém que você não conhece, mas que vai enobrecer o seu 
evento?
No mundo empresarial é assim, você faz convites pessoais e impessoais a pessoas e a empre-
sas para que prestigiem o seu evento, e o segredo de muitos comparecerem é a redação do seu 
convite, que está acessível, clara e objetiva e com cordialidade. 
CARTA CONVITE
Existem ocasiões que você precisa convidar em nome da instituição que você representa. 
Preste atenção na clareza do convite e na objetividade do texto. O leitor deve identificar com 
facilidade para o que está sendo convidado e a que horas acontecerá o evento.
Veja o exemplo a seguir:
128 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
Prezado José Muñoz:
No próximo dia 29, elegeremos os novos membros do Conselho do Clube. Ficaremos hon-
rados se aceitar participar como membro do júri.
Como você é um dos sócios mais antigos, temos certeza de que sua participação será de 
grande valia para todos.
Antes das eleições, faremos um almoço no salão de festas do clube, às 12h. A eleição será às 
15h.
Muito apreciamos sua presença.
Atenciosamente. 
 
Veja mais alguns modelos de convi-
tes. Esses modelos não substituem 
a sua criatividade, são para facilitar 
e norteá-lo a princípio.
Ilmo. (a) Sr. (a)
A Empresa Flor & Cia tem o prazer de convidar Vossa Senhoria para o coquetel de inau-
guração de sua nova loja, a ser realizado no dia 23 de junho, às 19h, no Jóquei Clube de 
Goiânia.
Traje: Esporte.
Atenciosamente,
Angelina Feliz 
Redação Empresarial 129Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
A MODA FASHION tem o prazer de convidar V. Sa. para o coquetel de lançamento da Co-
leção Primavera/Verão, a ser realizado no dia 15 de setembro, às 21h, no Espaço de Even-
tos do Shopping Brasil.
Atenciosamente.
Srta. Lua Feliciana
Contamos com vossa presença para abrilhantar a festa de comemoração do 15º aniversário 
da empresa, dia 17 de julho, às 17h, no salão de festas do Clube Samambaia.
Aguardamos confirmação.
 
Esse modelos podem facilitar na 
hora de criar um convite, mesmo 
assim devemos usar a criatividade.
Espera-se que, diante desses modelos, você possa elaborar com criatividade os convites que 
se fizerem necessários no contexto da empresa em que trabalha. Lembre-se de ser sempre 
cordial: a educação e a simpatia podem ser o seu diferencial.
Na próxima aula, você aprenderá a elaborar recibos e a importância de emitir ou exigir esse 
documento.
130 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
Aula 4
RECIBO 
Ao entregar um documento importante, você requer algo que comprove a entrega 
desse documento? 
 
Alguma vez já foi vítima de 
extravio de documentos e 
não teve como comprovar a 
entrega?
 
Para eventuais problemas existem os recibos, que são documentos escritos em que uma 
pessoa ou firma declara ter recebido algo de alguém que estará ali especificado.
Não existe uma convenção para o tamanho usado na elaboração de um recibo, 
isso varia de acordo com a empresa ou órgão.
 
Conheça a seguir as 
partes constituintes 
de um recibo.
 
Redação Empresarial 131Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
a. Título: centralizado na folha, escreve-se a palavra RECIBO.
b. Número: cerca de duas linhas do título, à margem esquerda do papel, indica-se o nú-
mero do recibo, podendo ser precedido das iniciais do órgão emissor e sucedido dos dois 
últimos algarismos do ano:
 ● N.º 139; N.º RH-139/10.
c. Valor: quando se trata de transações financeiras, escreve-se o valor do recibo do lado 
direito do papel.
d. Texto: a cerca de três a oito linhas do papel inicia-se o texto, que deve conter todos 
os elementos da transação, listados os documentos que foram entregues ou o motivo do 
recebimento, que pode ser venda, salário, prestação de serviço, gratificação. 
e. Data: a cerca de três linhas abaixo do texto, escreve-se a localidade e a data completa.
f. Assinatura: a cerca de duas linhas da data, escreve-se o nome do recebedor.
g. Identificação do recebedor: abaixo da assinatura, escreve-se o endereço, CPF ou 
CGC.
h. Testemunhas: embora dispensável, existem transações que, por precaução, é neces-
sário contar com testemunhas. Do lado esquerdo do papel escreve-se o nome, em uma 
linha abaixo, o endereço, e em outra linha, o CPF.
 
Recibo é um tipo de documento escrito em 
que uma pessoa ou uma empresa declara 
ter recebido algo. Normalmente é utilizado 
para comprovar pagamentos efetuados.
132 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
 
 Algumas papelarias vendem blo-
cos de recibos, sendo necessário 
apenas o preenchimento de seus 
dados. 
Vale lembrar que os textos são de acordo com a transação, deve ser claros, não deixando dú-
vidas nem margens para variadas interpretações.
Na próxima aula, um novo assunto proporcionará a você muitas descobertas significativas a 
sua rotina profissional
Aula 5
EMPREGO E PRONOMES DE TRATAMENTO 
 
Como você usa os pronomes de trata-
mento? Tem facilidade ou dificuldade 
em tratar as pessoas de acordo com 
suas devidas posições?
Redação Empresarial 133Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
Se tiver dificuldade, não se preocupe, você não é único. A maioria das pessoas passa por isso.
No meio empresarial, é muito importante conhecer corretamente as formas de tratamento. 
Para facilitar o aprendizado, vamos dividir o estudo em formas de tratamento direto e indire-
to.
TRATAMENTO DIRETO
Na comunicaçãoescrita, ao redigir uma correspondência, o emissor deve ter em mente o seu 
receptor e qual o grau de importância que ele ocupa na hierarquia social. A forma de trata-
mento a ser escolhida dependerá da posição do receptor na escala hierárquica.
 
Temos alguns exemplos 
para conhecer?
134 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
 
Claro! Confira 
alguns exemplos 
importantes.
a. Vossa Santidade: uso exclusivo para o papa. Por questão de respeito, não é aconse-
lhável abreviar.
b. Vossa Excelência: é reservada a altas autoridades:
 ● Presidente e vice-presidente da República.
 ● Presidentes do: Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional, Senado Federal e 
Câmara Federal.
 ● Membros do: Poder Judiciário; casas legislativas federais; corpo diplomático.
 ● Ministros, governadores e secretários de Estado.
 ● Prefeitos das capitais.
 ● Generais das Forças Armadas.
 ● Procuradores-gerais.
 ● Membros dos legislativos estaduais.
c. Vossa Eminência: é usado para cardeais, não é aconselhável abreviaturas.
d. Vossa Excelência Reverendíssima: usada para bispos e arcebispos.
e. Vossa Reverendíssima: usado para religiosos, padres e pastores.
f. Vossa Meritíssima: usado para juízes.
g. Vossa Magnificência: usado para reitores, também não se recomenda abreviações.
h. Vossa Senhoria: demais casos em que não exista intimidade, ou não se queira de-
monstrar.
Redação Empresarial 135Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
i. Você: forma de tratamento usada para os íntimos, modernamente tem substituído o 
V.S.a como forma de aproximação entre emissor e receptor.
TRATAMENTO INDIRETO
É comum ao se redigir um texto, que o emissor se dirija diretamente ao receptor, mas faça 
referencias a outras pessoas. Deve-se observar o tratamento a ser usado em função da escala 
hierárquica supracitada. 
Para referir-se indiretamente, basta substituir Vossa, Vossas, por Sua e Suas. 
Exemplo:
 ● Sua Santidade. 
 ● Sua Excelência. 
 ● Sua Magnificência. 
 ● Sua Senhoria.
 ● Etc.
Você pode perceber que existe uma escala hierárquica a ser respeitada na hora 
de referir-se a determinadas pessoas. É importante ter sempre isso em mente. 
Imagine só tratar um juiz como vossa excelência (isso acontece muito) e um 
governador por meritíssimo.
 
É um pequeno detalhe que, se não em-
pregado corretamente, gera ofensa ao 
receptor, podendo comprometer todo o 
objetivo da correspondência.
136 Redação Empresarial Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
SAIBA MAIS
 
Para ampliar seus conhecimentos sobre os 
assuntos estudados neste módulo, confira 
as sugestões a seguir. Lembre-se de que 
outras fontes de pesquisa são importantes 
para o seu aprendizado!
 ● MOREIRA, Izabel. Correspondência Comercial. 2. ed. Coimbra, Portugal: ETEP, 
2010. 323 p.
COLOCANDO EM PRÁTICA
 
Vamos acessar o (AVA) para realizar as 
atividades propostas? Será um ótimo 
momento para construção de um novo 
aprendizado, unindo teoria e prática.
Redação Empresarial 137Módulo 5 | Demais Documentos Comerciais e Pronomes de Tratamento
RELEMBRANDO 
Em seu cotidiano no trabalho, às vezes é necessário elaborar mensagens não inerentes ao 
contexto empresarial, mas sim social. Existem datas e comemorações de colegas, chefes, 
companheiros comerciais, representantes comerciais, ou simplesmente conhecidos de seu 
networking.
A carta comercial é um documento textual trocado entre empresas ou com clientes para ini-
ciar, manter ou encerrar movimentações comerciais. Uma carta comercial precisa ser eficien-
te para alcançar os objetivos propostos, visando sempre a beneficiar o emissor; deve levar em 
consideração todos os detalhes que mantém a boa impressão do emissor e ter em mente que 
é um agente publicitário.
No mundo empresarial, existem ocasiões que você precisa convidar em nome da instituição 
que você representa. São feitos convites pessoais e impessoais a pessoas e empresas para que 
prestigiem o seu evento e, muitas vezes, o segredo de muitos comparecerem é a redação do 
seu convite, que deve estar acessível, clara e objetiva. E não se esqueça de ser cordial.
Recibo é um tipo de documento escrito, em que uma pessoa ou uma empresa declara ter 
recebido algo. Normalmente, é utilizado para comprovar pagamentos efetuados. Algumas pa-
pelarias vendem blocos de recibos, sendo necessário apenas o preenchimento de seus dados. 
Vale lembrar que os textos são de acordo com a transação e devem ser claros, não deixando 
dúvidas nem margens para variadas interpretações.
Por último, você estudou sobre o uso correto dos pronomes de tratamento. No meio empresa-
rial é muito importante conhecer corretamente as formas de tratamento.
v
Documentos 
Oficiais 6
Documentos Oficiais Módulo 6
141
Documentos Oficiais Módulo 6
Puxa, 
como existem 
documentos 
falsificados!
Pelo que 
sei, documentos 
oficiais seguem 
normas, têm 
padrão.
Tempo depois...
Que 
legal, posso 
adquirir a revista 
que o entrevistado 
divulgou.
A revista 
traz modelos de ofício,
atestado, declaração, 
procuração, requerimento 
e portaria.
Esses 
são documentos 
que fazem parte 
do dia a dia das 
empresas. 
Por isso, 
devo conhecer 
a utilização e os 
objetivos de cada 
um deles.
Esse 
programa é 
muito bom, pena 
que acabou.
Amanhã, 
no escritório, vou 
fazer o pedido da 
revista.
a revista
142
Redação Empresarial
Módulo 6 | Documentos Oficiais
Agora, 
preciso 
descansar.
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Está 
abrindo o 
endereço.
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em cinco dias 
úteis. 
Agora, 
preciso esperar a 
revista chegar para 
conhecer os modelos 
dos documentos 
oficiais.
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isso, preciso 
frear minha 
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envio é gratuito.
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trabalho, vou acessar 
o site que vi na 
televisão.
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da revista. 
Pede 
para que eu me 
cadastre...
Redação Empresarial
143Módulo 6 | Documentos Oficiais
OBjETIVOS DE APRENDIZAGEM
Ao final deste módulo, você terá subsídios para: 
 ● Aprender como elaborar um ofício.
 ● Compreender a função de um ofício no contexto empresarial.
 ● Identificar a importância de um atestado.
 ● Elaborar atestados.
 ● Aprender a fazer declarações.
 ● Aprender a elaborar uma procuração.
 ● Compreender os diferentes tipos de procuração.
 ● Elaborar um requerimento.
 ● Saber quando emitir/receber um requerimento.
 ● Conhecer o que é uma portaria.
 ● Analisar a utilização da portarias.
 
Aulas
 
Acompanhe neste módulo o estudo das seguintes aulas:
Aula 1 – Ofício
Aula 2 – Atestado
Aula 3 – Declaração
Aula 4 – Procuração
Aula 5 – Requerimento
Aula 6 – Portaria
144 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
PARA INÍCIO DE CONVERSA
Neste módulo, você estudará sobre ofício, atestado, declaração, procuração, requerimento e 
portaria. São documentos que fazem parte do dia a dia não só das empresas, mas também de 
órgãos públicos. Conheça a utilização, a importância, a diagramação e os objetivos de cada 
um desses documentos. 
Bom estudo! 
Aula 1
OFÍCIO
Esse documento é usado para a comunicação oficial dos órgãos públicos. 
Você já 
elaborou um 
ofício antes?
Redação Empresarial 145Módulo 6 | Documentos Oficiais
Um ofício contém:
a. Timbre: o papel timbrado é de uso exclusivo para as comunicações do órgão, não po-
dendo ser utilizado para outras finalidades.
b. Índice e número: três linhas abaixo do timbre, escreve-se Ofício n.º, na margem 
esquerda, seguido do número, uma barra e os dois últimosalgarismos do ano.
c. Data: coloca-se a data na mesma linha do índice e do número, escreve-se a localidade 
e a data completa.
d. Ementa: duas linhas abaixo da data e localizado à esquerda, escreve-se ementa, se-
guida do assunto do ofício. Alguns órgãos optam por indicar quem é o emissor e o recep-
tor. Assim:
 ● Do Secretário Municipal de Anápolis
 ● Ao Diretor do PSF
 ● Assunto: Epidemia de Dengue
e. Invocação: três linhas abaixo da ementa, escreve-se o cargo do receptor, precedido 
do tratamento pertinente a sua função. Após a indicação fica a escolha do redator o uso 
de ponto ou dois pontos.
f. Texto: a cerca de três linhas da invocação, inicia-se o texto digitado em espaço dois. 
Os conteúdos do texto podem ser: exposição, apelo e impulso. Caso o texto seja longo, 
pode-se numerar os parágrafos a partir do segundo.
O que 
contém 
um ofício?
146 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
g. Cumprimento final: é um novo parágrafo, mas não recebe numeração. A despedida 
deve ter votos de apreço ou estima;
h. Assinatura: a quatro linhas do cumprimento final, escreve-se o nome civil do emis-
sor com apenas as iniciais maiúsculas, com indicação do cargo que ocupa em maiúscula. 
Pode ser escrito do lado direito ou esquerdo.
i. Anexos: caso tenha documentos ou outros papéis que acompanham o ofício, digita-se 
a esquerda duas linhas abaixo da assinatura a palavra anexo e indicam-se os documentos.
j. Endereço: à esquerda do papel, na parte inferior, a cerca de duas linhas do anexo, 
escreve-se em linhas diferentes:
 ● forma de tratamento pertinente, apenas as iniciais maiúsculas.
 ● nome civil do receptor, com todas as letras maiúsculas.
 ● cargo do receptor com iniciais maiúsculas.
 ● endereço completo do receptor.
 ● código de endereçamento postal.
k. Iniciais: última linha do papel escreve-se as iniciais do redator e do digitador, separa-
das por barra oblíqua. 
Redação Empresarial 147Módulo 6 | Documentos Oficiais
Figura 7 - Modelo de OfÍcio 
Fonte: Pegar na Lista
Confira o que é impor-
tante em um ofício. 
148 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
 ● Cada ofício contém um único assunto.
 ● O número de linhas contidas na separação dos itens do ofício pode ser alterado, o impor-
tante é manter a estética do texto no papel.
 ● Caso seja escrito em mais de uma folha:
 ● não se repetem endereço e iniciais.
 ● repetem-se índice e número, seguido da numeração da pagina.
 ● Deve-se fazer cópia do ofício a fins de arquivo do órgão emissor.
 ● Não se admitem borrões ou rasuras;
 ● A dobra do papel deve ser horizontal, de modo a obter três partes iguais em forma de Z, 
deixando visível o timbre.
Agora que você já sabe qual a utilização de um ofício e como elaborá-lo, já pode colocar esse 
conhecimento em prática. 
Lembre-se sempre dos detalhes a serem observados: ao elaborar esse tipo de documento, 
você está representando um órgão público ou empresa e não pode comprometer a sua ima-
gem nem a da instituição que representa.
Atestado, esse será o assunto da próxima aula. Vamos explorar o tema? 
Redação Empresarial 149Módulo 6 | Documentos Oficiais
Aula 2
ATESTADO
Imagino que você sorriu ao ler esses dois últimos pedidos, mas, para o ingresso em qualquer 
órgão público, você precisa apresentar esses documentos. 
Não. O atestado é fornecido a pedido do interessado por uma pessoa credenciada, que declara 
a ocorrência de um fato ou a existência de determinada situação. Esse documento deve ser 
expedido.
Você já solicitou algum 
atestado médico? Um ates-
tado de sanidade mental? 
De antecedentes criminais?
E qualquer pes-
soa pode dar 
um atestado?
150 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
Um atestado contém:
a. Timbre: deve vir impresso no alto do papel e contém o nome do órgão e da empresa. 
Nos atestados particulares usa-se papel sem timbre. 
b. Título: a cerca de dez linhas do timbre, no centro da folha, escreve-se a palavra ATES-
TADO centralizado.
c. Texto: o texto inicia-se cerca de quatro linhas abaixo do título e deve conter os seguin-
tes elementos:
 ● identificação do(s) emissor(es).
 ● o verbo atestar aparece no presente do indicativo, terceira pessoa do singular ou do 
plural no caso de mais de um emissor
 ● finalidade do documento: fins escolares, previdenciários etc.
 ● nome do interessado e seus dados de identificação.
 ● indicação do fato ou situação a ser atestada.
d. Localidade e data: cerca de três linhas abaixo do texto escreve-se a localidade e a 
data.
e. Assinatura: abaixo cerca de três linhas da localidade e da data, o emissor faz sua as-
sinatura.
Redação Empresarial 151Módulo 6 | Documentos Oficiais
Figura 8 - Modelo de atestado 
Fonte? fonte da figura
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Faculdade de Pedagogia
ATESTADO
Jovina Luz Iluminada, Diretora da Faculdade de Pedagogia, atesta, 
para fins de serviço público, que Margarida das Flores, brasileira, 
solteira, filha de Minervina Maravilha Flores e Jozio das Flores, con-
cluiu o Curso de Pedagogia nesta Instituição de Ensino Superior.
 
 
 Jovina Luz Iluminada
DIRETORA
152 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
Um atestado não é um documento redigido em qualquer empresa para diferentes finalidades. 
Deve-se prestar atenção nesses detalhes em relação aos documentos para não correr os riscos 
de confusão.
Na próxima aula você aprenderá o que é uma declaração e como redigi-la. Mais uma jornada 
o espera. Vamos juntos!
Aula 3
DECLARAÇÃO
Atestado é um documento no qual 
se afirma se determinado fato ou 
situação é verdadeiro. Pode tam-
bém comprovar um ato consumado.
Você já pediu alguma 
declaração? Quanto 
tempo demoraram para 
entregá-la a você?
Redação Empresarial 153Módulo 6 | Documentos Oficiais
Existem órgãos que pedem determinado prazo para a entrega desse documento.
Se você já redigiu alguma Deve lembrar-se de que assunto tratava,como estava distribuído o 
texto e a forma como foi elaborado.
Você agora saberá se estava de acordo com o convencional.
Para que uma declaração sirva realmente de prova, o declarante precisa conhecer o fato que 
declara para que tenha capacidade e liberdade de afirmativa.
A declaração não se difere muito do atestado, só no fato que o atestado é emitido por pessoa 
credenciada.
a. Timbre: pode haver timbre ou não, dependendo do emitente; caso haja, deve estar no 
alto do papel.
b. Título: deve-se escrever DECLARAÇÃO em caixa alta, centralizado no papel.
Uma declaração é um documento 
que pode ser feito por uma pessoa 
física ou jurídica: é a afirmação da 
existência de um fato ou situação.
Confira a seguir 
como elaborar 
uma declaração.
154 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
c. Texto: inicia-se com “declaro” ou, no plural, “declaramos” que; ou para os devidos fins 
que; em seguida, colca-se o nome do interessado com RG e termo do qual você declara.
d. Assinatura: deve ficar no canto direito inferior do papel, quatro linhas abaixo do tex-
to, constando local e data.
 
Figura 9 - Modelo de declaração
Conheça 
agora alguns 
modelos.
DECLARAÇÃO
Declaro que Dr. Vicentino Rodrigues, portador do RG n.º ...................... não é mais fun-
cionário deste restaurante, não estando mais autorizado a efetuar compras de qualquer 
espécie em nosso nome.
Goiânia, 13 de junho de 2010. 
COMIDA BOA
Josi Finzz – Gerente de Compras
Redação Empresarial 155Módulo 6 | Documentos Oficiais
Figura 10 - Modelo de declaração
Você aprendeu como elaborar uma declaração e já sabe diferenciar um atestado de uma 
declaração entre os documentos empresariais. Não há nenhum mistério na redação desse 
documento, mas vale ressaltara atenção na hora da elaboração do texto para não deixar am-
biguidades.
Muitas vezes a correria no departamento leva a elaborar documentos sem que se averigúe 
o seu conteúdo final. Cuidado: são o seu nome e o da empresa que vão aparecer em outros 
contextos. Evite que lhe peçam para repetir a declaração, fazendo-a com perfeição. A seguir, 
acompanhe mais um assunto que poderá contribuir para o seu aperfeiçoamento profissional.
DECLARAÇÃO
Declaramos para os devidos fins que a nota promissória n.º 51, com vencimento em 21 
de junho de 2010, no valor R$....... , em nome da empresa MODA FASHION S.A., Rua 
Servidor, 400, Goiânia- GO, de nossa emissão foi indevidamente para protesto. A referi-
da nota promissória foi liquidada. A firma mencionada continua merecedora de confian-
ça e crédito.
Goiânia, 30 de julho de 2010 
TECIDOS AURORA
Jonas Peixe
156 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
Aula 4
PROCURAÇÃO
Por meio desse documento, uma pessoa concede a outra poderes para agir em seu nome. 
Nomenclatura
 ● Mandante, outorgante ou constituinte: quem concede os poderes.
 ● Mandatário, outorgado ou procurador: quem recebe os poderes.
O que é uma procuração? Para 
que serve esse documento? 
Quem pode emitir uma procu-
ração? O que a torna válida?
Esse documento é muito utilizado 
no cotidiano da maioria das pesso-
as, não só em nível empresarial e 
comercial, mas também pessoal.
Redação Empresarial 157Módulo 6 | Documentos Oficiais
Uma procuração pode ser:
a. Pública: quando elaborada em cartório (tabelionato), lavrada em livro de notas, fa-
zendo o traslado, que ficará em poder do procurador.
b. Particular: quando redigida de próprio punho ou digitada, sem registro em livro de 
notas de tabelião.
c. Geral: quando os poderes declarados são gerais, amplos, ilimitados.
d. Especial: quando são estipulados no documento quais serão os poderes outorgados.
Partes de uma procuração
a. Titulo: centralizado, em caixa alta, deve-se escrever PROCURAÇÃO.
b. Texto: cerca de quatro linhas abaixo do título inicia-se o texto, que deve constar de:
 ● dados do mandante: nome, nacionalidade, estado civil, profissão, documentação 
pessoal, endereço.
 ● dados do mandatário: nome, nacionalidade, estado civil, profissão, documenta-
ção pessoal, endereço; declarando-o procurador.
 ● especificação do tipo de poderes concedidos.
c. Local e data: cerca de três linhas abaixo do texto, escreve-se o nome da localidade e a 
data, que podem ser escritas à direita ou à esquerda do papel, a critério do redator.
Para elaborar uma procu-
ração, é preciso diferen-
ciar os diferentes tipos de 
um mesmo documento.
158 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
d. Assinatura: cerca de três linhas abaixo do local e da data, o constituinte faz a assina-
tura.
e. Testemunhas: na procuração particular, há necessidade de duas testemunhas. Es-
creve-se cerca de seis linhas abaixo do texto e, à esquerda, a palavra testemunhas. Três 
linhas abaixo procede-se o nome, o endereço e o RG, em linhas diferentes; três linhas 
abaixo faz-se da mesma forma com a segunda testemunha.
Antes de elaborar uma procuração, verifique qual é o tipo mais correto e que poderes ela 
poderá outorgar.
Esse documento facilita a vida de pessoas que viajam muito e não têm tempo para cuidar de 
suas contas bancárias, por exemplo. Quando muitos filhos precisam cuidar de um arrolamen-
to, podem outorgar poderes a uma pessoa que responderá pelos irmãos, além de suprir tantas 
outras necessidades que podem surgir.
Na próxima aula, você aprenderá a fazer um requerimento. Já conhece alguma coisa sobre o 
assunto? Prepare-se para investigar esse conteúdo.
Redação Empresarial 159Módulo 6 | Documentos Oficiais
Aula 5
REQUERIMENTO
Requerimento é uma solicitação de algo de direito a uma autoridade e, assim como outros do-
cumentos aqui tratados, não é um documento específico do meio empresarial ou comercial, 
mas é bastante utilizado por estes, quer pela pessoa física ou jurídica, no relacionamento com 
repartições públicas.
Esse documento deve ser redigido em papel ofício, podendo ser manuscrito, digitado ou até 
mesmo datilografado.
Partes constituintes do requerimento
a. Vocativo ou destinatário: escreve o cargo ou função e, se necessário, acrescente o 
endereço. Nunca escreva o nome civil da autoridade.
b. Corpo do requerimento: de preferência, em um único parágrafo devem constar os 
dados do requerente: nome, estado civil, nacionalidade, endereço, numeração dos docu-
mentos pessoais, profissão e endereço residencial.
c. Texto: faz a exposição do pedido, podendo ser fundamentada em leis, decretos e por-
tarias. Expressam-se o motivo e a finalidade, em uma linguagem precisa, clara e objetiva.
Você já fez um requerimento antes? A 
quem se faz um requerimento? Como 
se faz um requerimento? Qualquer 
pessoa pode fazer um requerimento?
160 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
d. Fecho: compreende a finalização do documento, que, costumeiramente, encerra-se 
assim:
 ● Nestes termos, pede deferimento.
 ● Termos em que pede deferimento.
 ● Pede deferimento.
 ● Espera deferimento.
 ● Aguarda deferimento.
Obs.: essas formas tendem a ser abolidas, segundo Rodrigues (2003), pois o requerimento é 
um pedido e, a quem pediu, não há outra opção, senão esperar.
e. Local e data: do lado direito do papel, algumas linhas abaixo do texto, coloca-se a 
localidade e a data por extenso.
f. Assinatura: à direita ou à esquerda do papel, assina-se o requerimento.
 ●
 ●
 ●
 ●
 ●
 ●
 ●
 ●
 ●
Excelentíssimo Senhor Prefeito de Aracaju.
INDÚSTRIAS CASTANHA DE CAJU LTDA., com sede nesta capital, na Avenida Mar 
Aberto, 98, CGC n.º ......................................, alterou sua razão social, conforme consta 
em certidão anexa. Vem requerer a Vossa Excelência que determine a necessária modi-
ficação nos registros dessa prefeitura, a fim de que os novos registros de impostos sejam 
feitos em nome da nova razão social. 
Termos em que pede deferimento.
Aracaju, 21 de junho de 2010.
Figura 11 - Modelo de Requerimento
Redação Empresarial 161Módulo 6 | Documentos Oficiais
Muitos órgãos vão determinar um tempo para a providência ao seu pedido. Aguarde o tempo 
necessário para procurar e, caso não tenha sido providenciado, faça novo requerimento, em 
que conste cópia do anterior para provar o que se está falando. 
A seguir, você vai aprender o que é uma portaria e sua utilização Reúna disposição e autono-
mia para percorrer esse novo roteiro de aprendizagem.
Aula 6
PORTARIA
Conhecer o que é uma portaria e suas aplicações e implicações para o mundo empresarial é 
muito importante para você profissional da área. 
 
Ao elaborar um requerimento, você deve 
cuidar para que a redação seja concisa e 
objetiva. No seu pedido, expresse a sua 
necessidade de forma clara e formal.
Mas o que é 
uma portaria?
162 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
Uma portaria deve ser elaborada com o cuidado para que não seja inconstitucional e não se 
choque com leis, uma vez que as leis são publicações do Congresso Nacional e as portarias 
são edições que autorizam as leis, ou seja, são atos de regulamentação legal.
Portaria normativa
Esse é um importante documento de democratização das decisões judiciais. Para que tenha 
ação efetiva na fase de elaboração.,deve ser bem formulada e fundamentada, fazendo minu-
cioso estudo da realidade a ser alcançada, principalmente na legislação já existente.
É um ato editado pelo chefe máximo da ad-
ministração pública, ou quem a lei autorizar/
decretar. Esse documento só tem força de 
lei se editada de forma regulamentar por lei.
Redação Empresarial 163Módulo 6 | Documentos Oficiais
 
As portarias são editadas em duas fases sucessivase complementares: a administrativa e a 
jurisdicional.
Fase administrativa
 ● O primeiro passo é detectar a necessidade da edição da portaria.
 ● Depois, determina-se o juízo do estudo com elaboração de minuta e opiniões do minis-
tério público.; 
 ● Finalmente, há a sentença do juiz para determinar a elaboração da portaria.
Fase jurisdicional
Realiza-se uma audiência especial, após divulgar a sua realização e os motivos por meio da 
imprensa, que normalmente se faz presente nessas audiências, dando destaque aos prazos 
para recursos que serão cumpridos. Após o prazo, juntar os recursos e enviá-los ao juiz, que, 
em seguida, os encaminha ao parecer do Ministério Público, que devolve para sentença final. 
Pode acontecer de haver ressalvas à proposta inicial. Só após todos esses trâmites publica-se 
uma portaria.
Veja os passos 
para a elaboração 
de uma portaria.
164 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
Estrutura
a. Título: “PORTARIA”, seguido do número e da data.
b. Ementa: apresentação resumida do conteúdo da PORTARIA, cujo texto será iniciado 
sempre com o verbo na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo.
c. Fundamentação legal: citação da legislação superior e dos poderes conferidos que 
credenciam a autoridade a tomar a decisão de editar a PORTARIA.
d. Texto: o texto deverá estar disposto em artigos numerados, a partir do primeiro, e 
poderá conter tantos parágrafos quantos forem necessários, podendo, ainda, ser subdivi-
dido em incisos e alíneas. Os artigos, exceto o último, deverão ser iniciados com o verbo 
no infinitivo.
e. Local e data: o local e a data devem ser escritos por extenso.
f. Assinatura: nome do diretor-presidente ou do seu substituto legal, digitado.
Como você pode ver, esse não é o tipo de documento que se elabora no escritório: é algo mais 
complexo. Mas em se tratando de órgãos públicos, essa é uma prática comum.
Deve-se atentar aos estudos das leis, pois, muitas vezes, existe uma portaria para regulamen-
tá-la que altera partes do seu teor. 
Redação Empresarial 165Módulo 6 | Documentos Oficiais
SAIBA MAIS 
 ● BLIKSTEIN, I. Técnica de comunicação escrita. São Paulo: Ática, 2005.
 ● BOOTH, W.C. et al. A arte da pesquisa. Trad. Henrique A. Rego Monteiro. São Pau-
lo: Martins Fontes, 2000. 
COLOCANDO EM PRÁTICA 
Para ampliar seus conhecimentos sobre os assun-
tos estudados neste módulo, confira as sugestões a 
seguir. Lembre-se de que outras fontes de pesqui-
sa são importantes para o seu aprendizado!
Vamos acessar o AVA para realizar as 
atividades propostas? Será um óti-
mo momento para construir um novo 
aprendizado, unindo teoria e prática.
166 Redação Empresarial Módulo 6 | Documentos Oficiais
RELEMBRANDO
Ofício é o tipo de documento usado para a comunicação oficial dos órgãos públicos. Cada 
ofício contém um único assunto; o número de linhas contidas na separação dos itens do 
ofício pode ser alterado, o importante é manter a estética do texto no papel; caso seja escrito 
em mais de uma folha, não se repetem endereço e as iniciais e repetem-se índice e número, 
seguidos da numeração da página; deve-se fazer cópia do ofício a fins de arquivo do órgão 
emissor; não se admitem borrões ou rasuras. Lembre-se: ao elaborar esse tipo de documen-
to você está representando uma empresa e não pode comprometer a sua imagem nem a da 
instituição que representa.
O atestado é fornecido a pedido do interessado por uma pessoa credenciada, que declara a 
ocorrência de um fato ou a existência de determinada situação. Esse documento deve ser ex-
pedido. Atestado é um documento no qual se afirma se determinado fato ou situação é verda-
deiro. Pode, também, comprovar um ato consumado.
Uma declaração é um documento que pode ser feito por uma pessoa física ou jurídica: é a 
afirmação da existência de um fato ou situação. Para que uma declaração sirva realmente de 
prova, o declarante precisa conhecer o fato que declara, para que tenha capacidade e liber-
dade de afirmativa. A declaração não se difere muito do atestado, apenas no fato de que o 
atestado é emitido por pessoa credenciada. 
Procuração é um documento muito utilizado no cotidiano da maioria das pessoas, em nível 
empresarial, comercial e pessoal. Por meio desse documento, uma pessoa concede a outra 
poderes para agir em seu nome. 
Requerimento é uma solicitação de algo de direito a uma autoridade, e, assim como outros 
documentos aqui tratados, não é um documento específico do meio empresarial ou comer-
cial, mas é bastante utilizado por estes, quer pela pessoa física ou jurídica, no relacionamento 
com repartições públicas.
Redação Empresarial 167Módulo 6 | Documentos Oficiais
Portaria é um ato editado pelo chefe máximo da administração pública, ou por quem a lei 
autorizar/decretar. Esse documento só tem força de lei se for editado de forma regulamentar 
por lei. Uma portaria deve ser elaborada com o cuidado para que não seja inconstitucional, 
uma vez que as leis são publicações do Congresso Nacional e as portarias são edições que 
autorizam as leis, ou seja, são atos de regulamentação legal.
169
 | Sumário | Carta ao Aluno | Apresentação | Plano de Estudos Sobre o Autor Palavras do Autor | Referências |
Rebeca Maria Olmos Avelino
Possui graduação em Secretariado Executivo Trilíngue pela Pontifícia Universidade Católica 
de Goiás. É gerente de Relacionamento Pessoa Física do Banco do Brasil S.A. Atuou como se-
cretária executiva da Gerência de Informática do Banco Itaú S.A. e como secretária executiva 
da diretoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae/
GO). 
 | Sumário | Carta ao Aluno | Apresentação | Plano de Estudos | Sobre o Autor Palavras do Autor Referências |
171
 | Sumário | Carta ao Aluno | Apresentação | Plano de Estudos | Sobre o Autor Palavras do Autor Referências |
Caro Aluno,
Você chegou ao final do Curso de Redação Empresarial. Espero que você tenha assimilado os 
conteúdos e que estes facilitem o seu dia a dia no trabalho e na vida, em todas as suas mani-
festações.
Que seus textos possam ser orgulho seu, do seu chefe e, principalmente, que o receptor tenha 
satisfação em fazer a leitura de um documento bem redigido.
É com apreço que lhe desejo sucesso profissional e pessoal, pois somos unos e dotados de 
necessidades que perpassam esses dois âmbitos sociais.
Espero poder atendê-lo em outras oportunidades, auxiliando na sua formação profissional.
Sucesso!
 | Sumário | Carta ao Aluno | Apresentação | Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor Referências 
173
 | Sumário | Carta ao Aluno | Apresentação | Plano de Estudos | Sobre o Autor | Palavras do Autor Referências 
ALLIENDE, Felipe.; CONDEMARIN, Mabel. A leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. 
8. ed. Porto Alegre: Artes Medicas, 2005. 215p.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Escolar da Língua Por-
tuguesa. Rio de Janeiro, RJ: Nova Fronteira, 1988.
GARCIA, Edméia; D’ELIA, Maria Elizabete Silva. Secretária executiva. São Paulo: 
Thompson. 2005.GRION, Laurinda; PAZ, Sebastião. Como ser uma secretária de suces-
so. São Paulo, SP: Érica, 2002.
GUIMARÃES, Márcio Eustáquio. O livro azul da secretária moderna. 19. ed. rev. e atu-
al. São Paulo, SP: Érica, 2001.
HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello. Mini-
dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro, RJ: Objetiva, 2003. 567p.
INFANTE, Ulisses. Do texto ao texto: curso prático de leitura e redação. São Paulo, SP: 
Scipione, 1998.
LEME, Odilon Soares. Linguagem, literatura, redação. São Paulo, SP: Ática, 2003. 624 
p.
KATO, M. A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolinguística. São Paulo, SP: Ática, 
2002.
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 
2.ed. São Paulo, SP: Contexto, 2006.
KOCH, Ingedore. Villaça. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo, SP: Contexto, 
2000.
MORIN, Edgar. Da necessidade de um pensamento complexo. In: MARTINS, Francisco Me-
nezes; MACHADO DA SILVA, Juremir (Orgs.). Para navegar no século XXI. 3. ed. Porto 
Alegre, 2003. 
174
Redação Empresarial
PLATÃO, Francisco; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 17. ed. 
São Paulo, SP: Ática, 2007.
RODRIGUEZ, Manuela M. Manual de modelos de cartas comerciais. 8. ed. São Paulo, 
SP: Atlas, 2003. 194 p.
VAN DIJK, T. A.; KINTSHI, W. Strategies of discourse comprehension. New York: 
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