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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – SETOR TRIAGEM E COLETA 11/02 O primeiro dia no estágio supervisionado no Labo ratório de Análises Clínicas foi baseado em conhecer os colaboradores do local, os setores internos e a estrutura do laboratório no qual é constituído pela recepção central e área de espera para pacientes, sanitários, salas de coleta, copa para os colaboradores, setor administrativo, setor para leitura de resultados, setor de liberação dos resultados, almoxarifado, e setor técnico dividido em triagem, bioquímica, hematologia, imunologia, microbiologia, urinálise e parasitologia. Feito isso, as devidas orientações sobre Equipamentos Individuais de Segurança (EPIs) foram transmitidas. As coletas de sangue do laboratório são realizadas no período da manhã, com exceção de alguns casos que são realizadas no período da tarde. O local onde as coletas de sangue são realizadas é subdivido em pequenas salas, em cada uma há uma poltrona com apoio para os braços, uma pequena mesa de apoio com materiais como: tubos, grade para tubos, agulhas descartáveis para coleta de sangue a vácuo com dispositivo de segurança de 7mm ou 8mm, canhão adaptador para coleta, garrote com trava, luvas de látex, algodão, álcool 70%, curativos tipo blood stop e caixa coletora para materiais perfurocortantes. Observei que no setor de triagem há uma abertura na parede com uma campainha, para comunicação com o local da coleta e pessoal externo, normalmente funcionários do Hospital que encaminham exames para realização urgente, em geral, para recebimento de amostras. Ao lado, uma bancada com banqueta, na bancada as amostras recebidas são reservadas em grades, bandejas ou recipientes plásticos até que o cadastro seja realizado, exceto alguns tubos específicos que são transferidos imediatamente a centrífuga. Na mesma há displays em acrílico com divisórias para separação das solicitações de exames em: Pacientes internados no Hospital Universitário São Francisco (pedidos verdes), pacientes que não estão internados no HUSF (Pronto Socorro – pedidos brancos), e solicitações externas. Há uma pia com tubos de Clorexidina, Álcool 70% e esponjas, próximo a pia duas centrifugas da marcam Fanem, ao lado de cada centrífuga estão grades e pinças a fim de auxiliar no manuseio dos tubos. No chão, um lixo para descarte de material contaminado e outro pa ra descarte de lixo comum. Em local separado por uma pequena bancada estão dois computadores, uma cadeira e uma banqueta, grades para tubos, tubos vazios e tampas, duas pipetas e caixa com ponteiras, livros para registro de amostras pendentes provenientes do HUSF e das Unidades Básicas de Saúde. Próximo ao local estão dois equipamentos de Gasometria, sendo um GEM Premier 3000 e outro GEM Premier 4000, ao lado de cada equipamento estão bandejas de alumínio, gaze, álcool 70% e caixa coletora de material perfurocortante de papelão (Descarpack), além de um lixo para descarte de materiais contaminados e outro para lixo comum. Nas gavetas abaixo da bancada estão materiais de escritório, documentos em geral do setor, e recipientes esterilizados para realização de Hemocultura. O setor recebe coleta de sangue, urina, fezes, secreção vaginal, anal, inguinal e axial, líquido cefalorraquidiano, pleural, sinovial e ascítico, entre outros materiais biológicos provindos de coletas realizadas no próprio laboratório, no Hospital Universitário São Francisco, e em laboratórios externos. Os materiais enviados são confrontados com os exames solicitados no pedido médico, se corretos, são reservados e os pedidos são enviados á recepção para cadastro dos dados do paciente e exames solicitados no sistema Tasy. Feito isso, são impressas etiquetas com as informações do paciente e código de barras, uma para cada tipo de exame solicitado, para que os colaboradores do setor de triagem identifiquem cada tubo ou recipiente com material coletado, com sua respectiva etiqueta. Sendo de extrema importância e exigindo atenção redobrada dos colaboradores, o setor de triagem faz parte da fase pré-analítica do processo, a partir de uma etiquetagem errada inúmeros transtornos podem ser causados ao laboratório, e claro, ao paciente. Além disso, a forma de proceder com cada tipo de exame também pode interferir nos resultados. Por isso é necessário que seja realizada uma dupla conferência do nome do paciente, tubos e tipos de exames. Nesse dia, também conheci a rotina realizada dentro do HUSF, onde a cada 30 minutos um colaborador do laboratório vai até as clínicas para recolher as amostras coletadas e transportar ao laboratório para devidos fins. Observei que o transporte adequado dessas amostras também é um grande fator influenciador nos resultados, pois as caixas de transporte dos materiais devem estar na temperatura adequada, o transporte deve ser rápido, cuidadoso para evitar poss hemólise das amostras, por exemplo. 12/02 No segundo dia, já familiarizada com o laboratório e o setor em si, participei mais ativamente na rotina do setor. Na triagem recebemos diversos tipos de amostras, e o sangue deve ser coletado no tubo de acordo com a pesquisa desejada, os principais tubos que recebemos na rotina do laboratório são: Tubos de tampa vermelha ou amarela que são utilizados para soro e possuem ativador de coágulo, a fim de realizar dosagem sorológica, bioquímica, imunológica ou até hormonal, podendo conter ou não gel separador. Tubos de tampa roxa possuem EDTA, utilizados principalmente na hematologia, pois mantém a morfologia das células. Os tubos de tampa azul contém Citrato de Sódio, e são utilizados para realização de testes de coagulação. Os tubos de tampa verde contém Heparina e são mais utilizados na bioquímica. Para dosagem de glicose e lactato, são utilizados tubo de tampa cinza, pois possuem Fluoreto de Sódio e anticoagulante. Já os tubos de tampa branca são utilizados para análise de metais como alumínio, zinco e chumbo. Após conferência e etiquetação dos tubos, separamos os tubos onde o protocolo é diferente, feito isso, é observado se há presença de coágulos e colocamos para centrifugar, quando necessário é realizada alíquota das amostras. No caso de tubos de tampa branca, o protocolo é levar o tubo em banho-maria por 2 horas antes de levar á centrifuga. Amostras de conteúdo líquido, como o líquido cefalorraquidiano, por exemplo, anotamos na etiqueta a cor, a quantidade aproximada em mililitros e turbidez. Realizados os procedimentos necessários, as amostras são triadas via sistema, ou seja, em cada etiqueta há um código de barras onde é passado por leitura. Feito isso, as amostras são encaminhadas ao seu respectivo setor. Diversas vezes há divergência entre o pedido médicoXfísico, onde o exame é solicitado, porém a amostra não é encaminhada ao laboratório. Nesse caso, ligamos para o setor responsável, informamos que a amostra não foi enviada e solicitamos envio com urgência. Também é realizado esse procedimento em casos onde a amostra está coagulada, ou qualquer outra ocorrência que impeça a realização do exame. Após informar ao solicitante, o exame é colocado como pendência no sistema e anotado no caderno para que todos fiquem cientes. 13/02 Realizei a rotina do setor, sendo identificação e conferência das amostras recebidas, inclusão dos códigos de barras de cada amostra no sistema, distribuição para respectivos setores. Além disso, aprendi a realizar o exame de Gasometria arterial e venosa, que normalmente é realizada em pacientes internados na UTI ou que estão no Centro Cirúrgico, no segundo caso, na maioria das vezes, o aparelho para realização da gasometria é levado na própria sala de cirurgia para maior rapidez dos resultados. A gasometria deve ser realizada rapidamente após a coleta, e consiste basicamente em verificar se as trocas gasosas estão ocorrendo da maneira correta ou se há necessidade de oxigênio extra, além de avaliar o pH sanguíneo, função pulmonar e metabolismo. O sangue é coletado e enviado ao laboratório na seringa, o exame é rápido de ser realizado. Após conferir as informaçõesdo paciente, homogeneizamos a amostra, e no aparelho de gasometria, informamos se o sangue a ser analisado é arterial ou venoso, com cuidado a agulha é desroscada e a amostra é posicionada no aparelho para aspiração do material, posteriormente a seringa é descartada no coletor de material perfurocortante. Feito isso o nome do paciente é incluso na tela do aparelho, e após alguns minutos o resultado é impresso, uma via é encaminhada ao solicitante, e outra é triada normalmente no sistema e encaminhado ao setor de liberação. 14/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02 e 13/02. 15/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02 e 13/02. 18/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02 e 13/02, e aprendi a realizar o exame de Troponina. O exame de troponina é realizado com urgência para que não haja alteração nos resultados, é o principal marcador bioquímico para confirmação de infarto. É utilizado para avaliar a quantidade de proteínas Troponina T e Troponina I no sangue, que indicam lesão no miocárdio, resultantes de infartos, na maioria das vezes. Sendo assim, após a triagem da amostra e encaminhado ao setor de Imunologia, as informações da amostra são carregadas e a mesma é posicionada no local adequado do equipamento, no qual realiza o exame e emite o resultado para que os profissionais realizem a leitura. 19/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02 e 13/02. 20/02 Observei a realização de coleta de sangue. Primeiramente o colaborador do Laboratório conferiu o nome do paciente com as etiquetas impressas pela recepção e identificou os tubos. Feito isso, o paciente posicionou o braço esquerdo no apoio de braços da poltrona, e após colocação das luvas o colaborador localizou a veia a ser puncionada. A assepsia do local foi realizada com algodão e álcool 70% em movimentos circulares, e o algodão foi descartado. O braço do paciente foi garroteado, e o colaborador iniciou a coleta abrindo uma agulha descartável e a posicionando em um ângulo de aproximadamente 45º e bisel direcionado para superfície, o garrote foi retirado do braço do paciente, e com auxílio do canhão os tubos foram encaixados de acordo com pedido médico. Terminado a coleta, a agulha foi descartada no Descarpack, com um algodão o local onde a punção foi realizada foi pressionado por alguns segundos, e depois foi colocado o blood stop. Os tubos coletados foram encaminhados a Triagem para andamento do processo. 21/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02. 22/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02. Além disso, realizei a higienização adequada das bancadas, utensílios e equipamentos do setor com Clorexidina e Álcool 70%. 25/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02, observei o procedimento de coleta realizado da mesma forma que no dia 20/02. 26/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02. 27/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02. 28/02 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02. Além disso, sob supervisão, realizei a coleta de sangue em uma paciente que foi encaminhada ao laboratório para realização do exame beta HCG, exame quantitativo do hormônio HCG quando há suspeita de gravidez. Primeiramente falei com a paciente conferindo seu com a etiqueta, e identifiquei o tubo de tampa cor vermelho e amarelo. Coloquei a luva de látex e pedi a paciente que posicionasse o braço no apoio da poltrona, assim, observei e identifiquei o melhor local para punção, sendo orientada pelo colaborador que me acompanhava. Após identificar o local, realizei assepsia com algodão embebido em álcool 70%. Pedi que a paciente fechasse a mão e garrotei o braço da mesma, e então inseri a agulha descartável com bisel pra cima, com canhão posicionei o tubo e quando o sangue começou a fluir, orientei que a paciente abrisse a mão e retirei o garrote. Assim que o limite do tubo foi atingido o retirei e tampei, deixei reservado na estante para tubo. Posicionei um algodão no local para evitar extravasamento de sangue, conforme fui orientada, e assim retirei a agulha. Pedi a paciente que pressionasse levemente o local com o algodão, até que coloquei o blood stop. Homogeneizei a amostra e encaminhei a triagem. 01/03 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02. 06/03 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02. 07/03 Realizei as atividades citadas nos dias 12/02, 13/02 e 18/02. CASO CLÍNICO Paciente de 3 anos, sexo feminino, foi levada ao laboratório para realização de exames de rotina conforme solicitação do pediatra. A criança encontrava-se agitada, inquieta, e a mãe não conseguia conte-la mesmo com ajuda dos colaboradores do Laboratório. Foram realizadas duas tentativas de punção venosa, na segunda vez, apesar da dificuldade, o sangue foi coletado. No setor de bioquímica e hematologia, após inserção dos tubos nos equipamentos, os resultados foram discrepantes. Logo, o Biomédico responsável pelo laboratório solicitou realização de lâminas de esfregaço de sangue da paciente, onde foi identificado presença de hemólise. Foi solicitado recoleta dos exames da paciente. Na segunda vez em que a mesma foi levada ao laboratório, estava mais calma e cooperativa, a coleta de sangue foi realizada sem interferências. Os resultados dos exames foram dentro dos padrões de referência. Paciente do sexo masculino, 52 anos vai ao laboratório para realização de exames