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Escherichia coli DISCENTES: HILDA VALÉRIA KALINE TERRA PAULA MELO STÊNIO ANDRADE WALQUIRIA DOCENTE: PROFA. VIVIANE KROMINSKI 1 enteropatogênica Escherichia coli enteropatogênica Doença inflamatória que agride a mucosa e submucosa intestinal Bactéria bacilar Gram-negativa Flagelos Anaeróbica facultativa e que não produzem esporos 2 FATORES DE VIRULÊNCIA 3 4 CICLO DE CONTAMINAÇÃO PELA E.COLI 5MECANISMO DE INFECÇÃO DA E.coli PATOGÊNESE FATORES DE VIRULÊNCIA 1ª fase: Adesão superficial ao intestino -BFP(fimbrias); -filamento formado por EspA, do flagelo e de outras estruturas fimbriais 2ª fase: Transmissão de sinais , montagem do SSTT (sinais de secreção tipo III) -Fosforilação de moléculas de Tir e sua inserção na membrana do enterócito 3ª fase: Adesão íntima à mucosa do intestino -Mediada pela intimina, que interage com seu receptor (Tir) promovendo alterações no citoesqueleto que culminam com lesão A/E (attaching-effacing) 6PATOGÊNESE X FATORES DE VIRULÊNCIA SINTOMAS • DIARREIA AGUDA E COLERIFORME HÁ 10 DIAS; • COLITES AGUDAS; • CÓLICAS ESTOMACAIS ABDOMINAIS; • VÔMITOS; • FEBRE BAIXA; • DESIDRATAÇÃO; • PERDA DE PESO; • DIARREIA NÃO SANGUINOLENTA. 7 COMO CHEGA ESSA CRIANÇA? 8 • DESIDRATADAS; • BAIXO PESO AO NASCER; • HISTÓRICO DE DESNUTRIÇÃO E INTERNAÇÕES NOS PRIMEIROS MESES DE VIDA; • GERALMENTE SÃO NEONATOS OU CRIANÇAS COM MENOS DE 12 MESES QUE NÃO FORAM AMAMENTADAS OU SE FORAM, FOI TIRADO PRECOCEMENTE DO ALEITAMENTO MATERNO; • MORAM EM REGIÃO SEM SANEAMENTO BÁSICO. 9 DIAGNOSTICO DIAGNOSTICO É feito pelo isolamento da bactéria das fezes e sua identificação; Meio de cultura: Macconkey Métodos de detecção tem duração de aproximadamente 48h, que é o tempo necessário para o estabelecimento do processo típico de adesão e destruição das microvilosidades do epitélio intestinal. Quadro clinico pode se agravar rapidamente pela dificuldade na eliminação da bactéria, podendo implicar em infecção do trato urinário e meningite, por exemplo. 10 TRATAMENTO Na maioria dos casos, não há necessidade de tratamento com drogas antimicrobianas; Preconiza-se para diarréia aguda: reposição hídrica e de eletrólitos, por via oral ou venosa; 11 Nos casos severos pode ser administrado Trimetoprim/Sulfametoxazol (TMP-SMX) 10- 50mg/Kg/dia, dividido em 3-4 doses, durante 5 dias, que tem-se mostrado eficaz para diminuir a gravidade da diarréia e seu tempo de duração; 12 A escolha do antimicrobiano deve ser levado em consideração o conhecimento do perfil local/regional de suscetibilidade, devido a associação com a resistência bacteriana; Frequência elevada de resistência a Ampicilina, Cefalotina e Sulfametoxazol /Trimetoprim; 13 MEDIDAS PREVENTIVAS Visa alcançar duas medidas: 1ª. Reduzir a transmissão dos agentes patogênicos, diminuindo o número de episódios; 2ª. Manter o bom estado nutricional da criança, diminuindo as complicações e mortalidade por diarréia. 14 O principal mecanismo de transmissão é fecal-oral. Inclusão de abordagem social – educação e saneamento básico; 15 Os animais domésticos são importantes reservatórios para aEPEC, deve-se ter atenção à infecção por meio das excretas; *Foto apenas representativa do animal como hospedeiro 16 Importante: considerar todas as medidas preventivas, visto que não existe vacina anti-EPEC disponível; Aleitamento materno exclusivo. Notificação de surtos - a ocorrência de surtos (2 ou mais casos) requer a notificação imediata às autoridades de vigilância epidemiológica; 17 18 19 Tipo de E.coli Epidemiologia Tipo de diarreia Mecanismo Patogênico Enterohemorrágica Colite hemorrágica e síndrome hemolítica Sanguinolenta Produção de citocinas Enteropatogênica Diarreia aguda ou crônica endêmica ou epidêmica em lactantes Aquosa Aderência e destruição Enterotóxigénica Diarreia dos lactantes em países subdesenvolvidos e diarreia do viajante Aquosa Aderência e produção de enterotoxinas Enteroinvasivas Diarreia com febre em todas as idades Sanguinolenta Aderência, invasão da mucosa e inflamação Enteroagregativa Diarreia aguda ou crônica em lactantes Aquosa, ocasionalmente sanguinolentas Aderência e dano da mucosa REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Site] Ministério da Saúde - http://portalsaude.saude.gov.br [Site] Ria Novosti - http://www.sputniknews.com [Monografia] - Escherichia coli Enteropatogênica; Roger Teixeira Franco, Universidade Federal de Minas Gerais, 2010. [Revisão Bibliográfica] - Escherichia Coli ENTEROPATOGÊNICA (EPEC), AO CONTRÁRIO DA Escherichia Coli COMENSAL, ADERE, SINALIZA E LESA ENTERÓCITOS; Juliana Azevedo Silva E Wilmar Dias Da Silva, REVISTA DE PATOLOGIA TROPICAL, 2006. 20 21