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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA 
FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS 
BACHARELADO ESTUDO DE GÊNERO E DIVERSIDADE 
FCHE39 – ORGANIZAÇÃO POLITICA DO BRASIL 
 
 
 GABRIELA SAMPAIO SENA SILVA 
 
 Salvador, 24 de Setembro de 2018. 
 
RESENHA DA CIDADANIA NO BRASIL: CAP IV 
 
No quarto capítulo do livro “Cidadania no Brasil. O longo Caminho”, de José 
Murilo de Carvalho, é abordado sobre a cidadania após a redemocratização. O autor traz 
os avanços e mudanças na política brasileira que surgiram depois o fim da ditadura 
militar, que durou cerca de 21 anos. O primeiro presidente civil eleito nessa nova etapa 
foi Tancredo Neves, porem o mesmo morreu antes de tomar posse. 
Passados três anos da morte de Tancredo Neves, o Brasil ganhou uma nova 
Constituição Federal (ou Constituição Cidadã). Ela foi responsável por instaurar diversos 
Direitos e melhorias na vida da população brasileira. O voto passou a ser universal e 
obrigatório (no caso de pessoas analfabetas e jovens maiores de 16 e menores de 18 o 
voto é facultativo); A exigência da fidelidade partidária deixou de existir; Deficientes e 
idosos (maiores de 65 anos) passaram a receber pensões e aposentadoria, independente 
da contribuição previdenciária; Surgimento da licença-maternidade; Mandado de 
injunção; Direito de liberdade de expressão, de impressa e de organização; dentre outros. 
O racismo e tortura viraram crime inafiançável. 
A redemocratização e a nova constituição trouxeram consequências favoráveis para 
o país, como a diminuição na taxa da mortalidade infantil e de analfabetos, a expectativa 
de vida aumentou junto com a escolarização da população entre 7 – 14 anos. Porém, fatos 
desfavoráveis também tomaram forças, a desigualdade econômica cresceu rapidamente 
entre 1990 e 1998. Segundo Carvalho, essa desigualdade deixa nas mãos de poucos a 
riqueza nacional causando um desequilíbrio financeiro entre a população junto com uma 
enorme situação de pobreza e miséria. Direitos não faltam com a Constituição de 1988, 
mas até 1997, pelo menos, a população não tinha tanto conhecimento deles. Do que 
adiantar ter uma constituição recheada e não saber nem o básico do seu conteúdo? O é 
que mesmo ciente deles muitos direitos não são bem executados, ou seja, existe um 
grande déficit na falta de garantia dos direitos civis, por exemplo “o acesso à justiça é 
limitado a pequena parcelada população. A maioria ou desconhece seus direitos, ou, se 
os conhece, não tem condições de os fazer valer. Os poucos que dão queixa à polícia têm 
que enfrentar depois os custos e a demora do processo judicial” (CARVALHO, Jose M. 
pag. 214), existe a assistência jurídica gratuita porem a demanda é muito grande. 
Com a morte de Tancredo Neves, o seu vice Jose Sarney assumiu a presidência da 
república. Grande parte da população estava com grandes expectativas com relação a 
democratização, porem após três anos desde o início do governo de Sarney as pessoas 
perceberam que a solução dos problemas do país não seria tão simples. A corrupção 
estava de volta. Em 1989, aconteceu em trinta e nove anos a primeira eleição direta para 
presidente. Fernando Collor aparentemente era o melhor candidato para melhorar o 
Brasil, ele venceu de Lula no segundo turno. Só que seu mandato decepcionou a 
população brasileira, a corrupção era numa dimensão absurda, “Por meio de chantagens, 
da venda de favores governamentais, de barganhas políticas, milhões de dólares foram 
extorquidos de empresários para financiar campanhas, sustentar a família do presidente e 
enriquecer o pequeno grupo de seus amigos” (CARVALHO, Jose M. pag. 2105). Seu 
irmão que foi responsável por denuncia-lo ao povo e tornar as duvidas certezas. Os 
brasileiros ficaram revoltados e foram as ruas protestar, as campanhas populares surtiram 
efeito e Collor foi afastado do mandato. Itamar Franco, o vice-presidente da época, passou 
a assumir o poder. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso ganhou as eleições e se tornou 
presidente do Brasil por oito anos consecutivos. 
REFERENCIAS 
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de 
Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.