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A FRAUDE ELEITORAL ESTÁ MONTADA E CONTINUARÁ PERANTE O QUADRO DE CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA E QUE PERMANECE IMPUNE Todo o angolano que se prese tem interesses em conhecer a verdade a respeito dos governantes que estão no poder há quase meio século. O que a imprensa angolana não publica nem divulga nos meios de comunicação do regime, nós que estamos fora de Angola temos acesso. Por isso decidimos compartilhar aqui a nossa indignação. Leia até ao fim, leia as duas matérias, não tenha pressa, e se tiver, vá lendo devagar, e certamente te indignarás, como eu me indignei. FRAUDE ELEITORAL PERMANENTE A oposição angolana sabe, mas finge, e fecha os olhos para o cenário que está montado para mais uma vez perderem as eleições. O MPLA não tem medo de nada nem de algum líder da oposição angolana. Está claramente demonstrado que hoje a maior oposição ao regime são os jovens que, com coragem, tiveram a capacidade de sair às ruas e inaugurar uma nova era no país. O MPLA sabe quem é a UNITA, quem é a CASA-CE e quem é a FNLA. Sabe que estes partidos são constituídos por homens que foram guerrilheiros, traumatizados com a guerra, muitos deles foram derrotados em combate, desmoralizados militarmente depois de verem tombar o líder da oposição militar, único capaz de enfrentar o MPLA por 27 seguidos anos de guerra. O MPLA de José Eduardo dos Santos fez muito bem a tarefa de casa. Puxou militares da UNITA e enquadrou-o no aparelho do estado, colocou como chefe de estado maior e general das FAA um ex-guerrilheiro da UNITA, enriqueceu a todos eles, enriqueceu aos juízes, aos seus deputados, aos seus diretores, administradores municipais, comunais, e ficou clara, ampla e fortemente demonstrado que o plano do MPLA e de José Eduardo dos Santos foi meticulosamente traçado, e rigorosamente cumprido. É um plano recheado de meandros macabros, mas que não poderia vir de mentes militares. Tinha que ter sido elaborado por empresários perspicazes, homens de negócios com faro para os diamantes, o petróleo, as riquezas e ao luxo. A Odebrecht e outras empresas brasileiras, a pedido do ditador angolano, construíram essa imagem, e ajudaram a perpetuar tal regime, FRAUDANDO ELEIÇÕES. E tudo indica que enquanto a maior parte do povo for analfabeto as eleições continuarão a ser fraudadas livremente, já que a oposição angolana foi enfraquecida e empobrecida, proposital e estrategicamente. É um grande estrategista do mal. O Poder de Fogo da oposição face ao do MPLA. Empobrecer ao extremo todos os angolanos que não são simpatizantes do MPLA, e debilitar completamente qualquer possibilidade de financiamento à oposição angolana é estratégia que deu certo. O MPLA invocou diversas vezes que não queria que a comunidade internacional injetasse dinheiro nos partidos da oposição para não financiar o terrorismo nem injerir-se em assuntos internos do país. Mas, enquanto eles exigem que os outros não recebam nada de fora, todos os dinheiros que vêm do Brasil, da China, dos Estados Unidos, Alemanhã, têm seus destinos desviados para contas bancárias dos membros do poder, eles financiam as atividades do MPLA a qualquer hora do dia ou da noite. O Financiamento das Campanhas Eleitorais em Angola Segundo o portal de notícias angonoticias, o financiamento das anteriores campanhas eleitorais em Angola decorreram sempre sobre a égide e controle do MPLA. A reportagem que passo a citar na íntegra ajudará a esclarecer pontos cinzentos que me propus analisar. - A CAMPANHA ELEITORAL DE 2008 – MODUS OPERANDI DO PARTIDO NO PODER- “Governo angolano disponibiliza verba para campanhas dos partidos 08-08-2008 | Fonte: Lusa Brasil. Doze dos 14 partidos e coligações concorrem nas eleições de setembro em Angola receberam do governo parte do dinheiro previsto por lei para financiar a campanha eleitoral, que começou terça-feira. O governo disponibilizou US$ 17 milhões para os 14 concorrentes às eleições legislativas e vários partidos queixaram-se de não conseguirem suportar a campanha eleitoral sem o financiamento estatal. Partidos Três dias depois de ter iniciado a campanha para as eleições de 5 de setembro, a UNITA, maior partido da oposição, ainda não recebeu. A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), apesar afirmar que o financiamento é muito reduzido, admite já ter recebido o valor. Em declarações à Agência Lusa, o chefe da campanha da FNLA, Benjamim da Silva, afirmou que o dinheiro chegou "em cima da hora" e não permitirá que o partido faça as aquisições do material de propaganda no exterior. A UNITA afirma não ter recebido a verba para a campanha eleitoral, ressaltando que está atravessando "enormes dificuldades" neste período que antecede as eleições legislativas de setembro. "Não se pode compreender que o Estado angolano esteja a fazer a campanha pelo MPLA ao não disponibilizar verbas para a UNITA e outros partidos", disse o secretário para a Comunicação e Marketing, Adalberto da Costa Júnior. Para Adalberto da Costa Júnior, trata-se de "concorrência desleal", porque o MPLA, partido no poder, não enfrenta o problema da falta de verbas. "Recurso insuficiente" O Partido da Aliança da Juventude Operário-Camponesa (Pajoca) confirmou ter já recebido o dinheiro, mas alega ser "insuficiente". "Os nossos ativistas são forçados a andar à pé, viajar de bicicleta e motorizada pelo país inteiro para se encontrarem com o eleitorado e o dinheiro disponibilizado não chegará", disse Alexandre Sebastião André, líder do partido . Para o líder do Partido Democrático para o Progresso de Aliança Nacional Angolana (PDP/ANA), Sediangani Mbimbi, a verba disponibilizada é uma "gota de água no oceano". "Se tivermos em conta que teremos 14 mil Assembléias de Voto, nas quais teremos um militante nosso como testemunha ao qual atribuiremos um subsídio de US$ 50, vai absorver já US$ 900 mil e sobrará US$ 300 mil para serem empregadas na compra de carros para a campanha eleitoral, pouco restará para comprar camisolas que custam cada uma US$ 7", afirmou Sediangani Mbimbi. A reportagem completa encontra-se postada neste link: http://www.angonoticias.com/Artigos/item/19280/governo-angolano-disponibiliza-verba-para-campanhas-dos-partidos . E a celeuma continuou em 2012. - CAMPANHA ELEITORAL – MODUS OPERANDI DO PARTIDO NO PODER - “Eleições: PRESIDENTE fixa verba global a ser atribuída aos partidos políticos 13-07-2012 | Fonte: RNA O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, decretou a verba global orçamentada em U$D 788.500.000,00, a ser atribuída aos partidos políticos e coligações para apoio à campanha das próximas eleições gerais. O documento distribuído Quinta-feira, 12/07, em Luanda, indica que o Ministério das Finanças deve disponibilizar a referida verba à Comissão Nacional Eleitoral, para atribuição aos partidos políticos ou coligações concorrentes ao pleito de 31 de Agosto. Clarifica que a subvenção a ser atribuída a cada formação política, cujas candidaturas tenham sido admitidas pelo Tribunal Constitucional como concorrentes às eleições gerais, deve ser determinada pela Comissão Nacional Eleitoral. Avança que compete a este órgão fiscalizar a regularidade da utilização da subvenção para os fins que justificaram a sua atribuição. Deste modo, o decreto determina que todas as verbas atribuídas pelo Estado neste âmbito, que não sejam utilizadas ou tenham sido utilizadas para fins distintos do estabelecido na lei, devem ser devolvidas à CNE. Nove partidos e coligações vão participar nas eleições gerais de 31 de Agosto, nomeadamente MPLA, UNITA, FNLA, PRS, Nova Democracia, PAPOD, FUMA, CPO e CASA-CE.”. Estes nove partidos dividiram entre si, de forma equitativa, esta verba de campanha, liberada, como sempre, encima do tempo. Não é consciência, tudo isso é estratégia política traçada nos gabinetes de grandes marqueteiros conselheiros de José Eduardo dos Santos.. Enquanto isso, os partidos da oposição nem técnicos de informática conseguem pagar. Continuemos… Segundo informações postas a circular pelo jornal de Angola, “Os partidos políticos vão ter acesso à verbaantes do início da campanha, prevista para trinta dias antes do dia 23 de Agosto, data das eleições gerais. A verba destinada a apoiar a campanha das seis formações políticas concorrentes às eleições de gerais de 23 de Agosto, avaliada em 1.040. 000. 000 de kwanzas (cerca Jde 6,2 milhões de dólares) foi já aprovada por um decreto presidencial publicado no Diário República de sete de Junho. O decreto lembra aos partidos políticos a obrigação de prestarem contas das verbas atribuídas pelo Estado. De acordo com o decreto, o valor para financiamento da campanha eleitoral dos partidos políticos e coligações de partidos será repartido de modo equitativo (173.333.333,33 kwanzas para cada formação), com base na lei de financiamento dos partidos políticos.O mesmo decreto, assinado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, aprova a abertura de um crédito adicional a favor da Unidade Orçamental, Ministério das Finanças, no valor acima referido para o pagamento das despesas inerentes à campanha dos partidos políticos. Para as eleições de 23 de Agosto próximo, o Tribunal Constitucional validou as candidaturas dos partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN e a coligação CASA-CE. Nas eleições de 31 de Agosto de 2012, o Estado atribuiu, de modo igual, a todos os partidos políticos legalmente constituídos, a verba no valor de AKZ. 9.600.000.00 (nove milhões e seiscentos mil kwanzas). As informações constam da publicação do jornal de Angola postadas no link que segue: http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/partidos_ja_tem_financiamento . ANÁLISE DAS AÇÕES CRIMINOSAS E FRAUDULENTAS DO MPLA A forma de financiamento de campanha praticada pelo partido que governa Angola, assinadas por decreto do seu presidente cuja competência extrapola a de qualquer estado de direito, é obscura e cheia de incongruências. DESLEALDADE NOS PRAZOS DE LIBERAÇÃO E INÍCIO DA CAMPANHA ELEITORAL O primeiro aspecto que manifesta a deslealdade do MPLA e do presidente José Eduardo dos Santos, com a sempre conivência de seus coitados funcionários da CNE que apenas obedecem ordens superiores, está nos prazos de liberação de tal insignificante ajuda de custo. “ Os partidos políticos vão ter acesso à verba antes do início da campanha, prevista para trinta dias antes do dia 23 de Agosto, data das eleições gerais.” Enquanto aos demais partidos da oposição é negado a possibilidade de realizaram comícios, campanhas e distribuição de material de campanha, o MPLA começou a realizar a sua campanha eleitoral já no ano passado, isto para não dizer que realiza campanha eleitoral todos os dias em que a TPA funciona. Os partidos recebem dinheiro 15 dias antes do começo da campanha eleitoral oficialmente estipulada pela lei, e debatem-se para confeccionar material de campanha durante esse exíguo espaço de tempo, enquanto o MPLA é detentor das empresas de comunicação que produzem material multimídia, gráfico e vestuários, e distribuem aos milhões, muito acima do que a verba disponibilizada pelo estado pode pagar. DESPROPORCIONALIDADE FINANCEIRA DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL Este é o ponto fulcral da estratagema do MPLA para se manter e perpetuar no poder em Angola por vários anos, e vai conseguir enquanto a oposição não atentar-se que terá que lutar contra o poderio econômico do MPLA, antes de se debater para enfraquece-lo politicamente. O MPLA não tem a força política que alardeia merecer na comunidade angolana atual, principalmente perante a geração de jovens universitários que tem contacto com a informação do mundo globalizado. Mas tem dinheiro para corromper tudo e todos e manter-se no poder por esta via. Costuma dizer-se que “o mundo respeita os fortes, e aos fracos domina”. É sob está lógica de funcionamento que opera do MPLA. Não detemos dados concretos a respeito de quanto custou e como foi realizado o financiamento da primeira campanha eleitoral realizada em Setembro de 1992. Mas sabemos que naquela altura o poderio econômico de Savimbi esteve a altura de concorrer com o MPLA e vence-lo. O partido estava organizado e muito forte economicamente. Mas o fim da guerra e a rendição incondicional o enfraqueceu sob todos os aspectos, principalmente na sua capacidade de liderança ao ter perdido seu corajoso líder, carismático e determinado. Mas, mais uma vez revela-nos a Lava-Jato como é que têm vindo a ser financiadas as campanhas eleitorais do MPLA. Os marqueteiros que levaram dois candidatos brasileiros à presidência, depois de realizarem campanhas excepcionais, os ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva, e a ex-presidente caçada Dilma Rousseff, foram apanhados na malha fina da Lava-Jato por terem praticado crimes de corrupção e participado de organização criminosa. Como evoquei anteriormente, o princípio da extraterritorialidade da lei penal brasileira confere à justiça poderes para investigar qualquer cidadão brasileiro por qualquer ilicitude praticada no país ou fora, julgar, e se condenado punir. Existem diversos acordos de extradição de condenados pela justiça e que estejam foragidos, e por ser um estado de direito, os instrumentos de apuração de fatos têm vindo a ser perfeitamente executados. O advento da tecnologia facilita a busca de dados, e na época da internet a acareação dos fatos tem sido feita em tempo e velocidade muito hábil. A operação lava-jato conduzida pelo ministério Público e por um juiz federal, Dr. Sérgio Moro, têm estado a devolver ao Brasil o significado de país. A classe política brasileira decepcionou o cidadão de bem de uma forma generalizada. São poucos os políticos brasileiros não envolvidos em escândalo de corrupção. O sentimento do povo brasileiro não será compartilhado pelo povo angolano tão cedo, porque se no Brasil, mesmo sendo democrático, demorou até 2015 para se dar vazão ao mensalão e prisões de criminosos de colarinho branco, em Angola, um Estado dirigido por militares, altamente armado, com governantes em sua maioria generais, ex-guerrilheiros, devemos estar conscientes que o caminho para a democracia em Angola ainda é muito longo. Mas como dizíamos, João Santana e Mônica Moura, ao se verem à braços com a justiça brasileira, que tem total autonomia para mandar bloquear contas, levantar sigilos bancários, mandar seguir o rastro das fortunas, o fez muito bem, e continua a fazer. A aprovação da lei que permite ao preso colaborar coma justiça para redução de penas tem trazido ao Brasil a revelação de uma novela macabra, onde os protagonistas realizaram ilicitudes assustadoras. Esses marqueteiros também foram contratados pela Odebrecht para realizar as campanhas eleitoras do MPLA em 2012, e são eles que revelam os valores astronômicos usados para custear seus elevadíssimos preços em Angola. Em um país sério, depois de tais revelações o presidente angolano teria sido deposto por impeachment e o MPLA sido interditado, impedido de concorrer à eleições em Angola por pelo menos 20 anos, ou mesmo ser extinto. São medidas como estas que a oposição angolana não tem coragem (talvez nem moral) para exigir que a justiça faça cumprir, legando assim Angola a um estatuto de permanente Quimbo do Soba grande. Ao longo destes anos todos em que houve eleições em Angola, todas as campanhas eleitorais do MPLA foram financiadas e projetadas pela Odebrecht e em parceria com ela, dado ao seu interesse em saquear o país com a comparticipação dos seus “donos” políticos e militares. A Odebrecht contratou sempre empresas brasileiras para levarem a cabo esta missão, como cita o Portal Toda Bahia. “Relação antiga A campanha de 1992 já fora organizada por brasileiros, especificamente por Carlos Manhanelli. “A aproximação do MPLA com Manhanelli é anterior à eleição de 2008, quando o marketing político da campanha foi conduzido pela Propeg (EMPRESA DE MARKETING E PUBLICIDADE http://www.propeg.com.br/). Na Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), a qual preside, Manhanelli realizou diversos cursos para dirigentes do MPLA e do governo angolano, a partir de 2007. Essa aproximação tem sido creditada a Rui Falcão, dirigentedo MPLA e hoje governador da província de Benguela, no litoral sul de Angola. Os pioneiros A longa e constante presença de marqueteiros baianos (ORIGEM E REDUTO DA ODEBRECHT) em Angola teve início em 1992, com a Propeg. Naquele ano, a empresa baiana, sob a batuta do já falecido Geraldo Walter (na foto, de camisa branca) e Ricardo Noblat, fez a campanha vitoriosa do MPLA e do seu candidato a presidente, José Eduardo dos Santos, contra o líder da Unita, Jonas Savimbi.” MOVIMENTOS FINANCEIROS DO MPLA VIOLAM A LEI ELEITORAL Reparem que o MPLA sempre movimento uma máquina de marketing, publicidade e inteligência estrangeira para realizarem suas campanhas eleitorais tendo à cabeça a empresa Odebrecht. Como é que um partido faria tudo isso, teria capacidades de organizar tal logística tendo que manusear um milhão de dólares, dados 15 dias antes de se iniciar 30 dias de campanha eleitoral? Enquanto os comissários políticos da UNITA e outros partidos são formados no Huambo e Bié, os do MPLA vêm a São Paulo para serem treinados pelos mais caros marqueteiros e consultores políticos brasileiros. Quem pagou tais custos e como? Com a palavra Mônica Moura, marqueteira da campanha eleitoral do MPLA em 2012: Em delação premiada os Marqueteiros brasileiros tiveram que se debruçar sobre as suas atividades em Angola, e revelaram detalhes simplesmente aterradores. Eles afirmaram que o mpla contratou para elaborar a duas primeiras campanhas eleitorais na área de marketing e publicidade, a empresa propeg, só em 2012 pagaram para todos os serviços quase o dobro daquilo que foi pago em 2012. Ou seja, mais de 100 milhões de dólares. Para ter acesso aos depoimentos do casal de marqueteiros acesse o link: http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/videos/t/depoimento-de-joao-santana-e-monica-moura/v/depoimento-de-monica-moura-campanha-exterior-angola/5864574/ . As informações prestadas à justiça por Mônica Moura e João Santana são corroboradas pelas notícias veiculadas pela BBC: MPLA VIOLA A LEI NO QUESITO IGUALDADE DE CONDIÇÃO REFERENTE AO TEMPO DE PROPAGANDA ELEITORAL NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E NA VIA PÚBLICA “Longa preparação Embora a propaganda política obrigatória nas rádios e TVs só tenha começado em 31 de julho, boa parte da equipe brasileira está em Angola desde fevereiro. Nos últimos meses, com a chegada de reforços para a reta final da campanha, o grupo passou a somar em torno de 120 pessoas (dos quais cerca de 75 brasileiros), segundo estimativa de integrantes angolanos. Pessoas próximas à cúpula do MPLA calculam que a propaganda custou cerca de US$ 75 milhões, valor elevado inclusive para uma disputa presidencial no Brasil, país de dimensões continentais e com população dez vezes maior que a angolana (o PT declarou ter gasto a mesma quantia na campanha de Dilma em 2010). O preço estimado da campanha em Angola soa ainda mais alto se considerado que o programa do MPLA ocupa somente cinco minutos na TV e dez minutos no rádio por dia – os outros oito partidos concorrentes têm direito a tempo igual. Ainda assim, a legislação angolana não impõe limites aos gastos dos partidos e os exime de revelar a quantia arrecadada e seus doadores. Somente repasses de órgãos públicos, governos e ONGs estrangeiras são vedados. Hospedagem Durante os quase seis meses de produção, os brasileiros chefiados por Santana se hospedaram em dois dos hotéis mais caros de Luanda – o cinco estrelas HCTA (diária de US$ 575 para quartos individuais) e o Alvalade (US$ 407). Nas viagens pelo interior do país, a equipe usou aviões. Vinhetas, jingles, cenas de obras e retratos de angolanos ocupam a maior parte dos programas, que contam ainda com fotografias tiradas pelo premiado fotógrafo Juca Varella, ex-editor de �O Estado de São Paulo�. CAMPANHA DO MPLA SEMPRE FOI DESPROPORCIONAL EM RELAÇÃO AOS SEUS OPONENTES, MAS ATO PASSA IMPUNE A opulência da campanha do MPLA contrasta com a fraca publicidade dos outros partidos, que contaram cada um com financiamento público de US$ 700 mil para as eleições. Em programas televisivos simples, seus candidatos fazem promessas e atacam o longo mandato do presidente angolano. Na África, esse mandato só é menor do que o do líder da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, que chegou ao poder um mês antes que o angolano. Os oposicionistas também afirmam que os órgãos de comunicação estatais angolanos – que no país têm peso muito maior que os meios privados – desequilibram a campanha ao apoiar abertamente o MPLA. Único diário de alcance nacional, o "Jornal de Angola" estampou na terça-feira grande foto do candidato do MPLA com a seguinte legenda: "no coração do povo já é presidente". A diferença na exposição dos vários candidatos também é gritante nas ruas de Luanda. Pôsteres, bandeiras do MPLA e outdoors de Dos Santos (com o slogan "Angola a crescer mais e distribuir melhor", cunhado por Santana) espalham-se por toda a cidade e quase escondem a publicidade das demais siglas. No centro da capital, os sinais da oposição basicamente se resumem a algumas bandeiras da Unita e a cartazes da Casa-CE (Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral). Não é a primeira vez que brasileiros comandam a campanha do MPLA. Nas eleições de 1992, o jornalista Ricardo Noblat chefiou a propaganda do partido, a cargo da agência baiana Propeg. Em 2008, a tarefa coube ao jornalista da TV Globo Carlos Monforte, também à frente de uma equipe da Propeg.” Fonte: João Fellet Enviado especial da BBC Brasil a Luanda (Angola) Atualizado em 30 de agosto, 2012 - 04:55 (Brasília) 07:55 GMT [REPAREM QUE VEDAM À TODOS A POSSIBILIDADE DE SEREM AJUDADOS POR ENTIDADES ESTRANGEIRAS OU GOVERNO, ENQUANTO ELES MESMOS ESTÃO MANCOMUNADOS COM EMPRESAS E INTERESSES ESTRANGEIROS PRATICANDO ATOS CLARAMENTE IMPEDIDOS PELA LEI QUE APROVARAM, EM CLARA DESLEALDADE PARA COM O PAÍS, COMETENDO CRIMES DE TRAIÇÃO À PÁTRICA. A OPOSIÇÃO É CLARAMENTE RIDICULARIZADA, CONCORRE EM DESIGUALDADE DE CONDIÇÕES GERAIS, E MESMO ASSIM ALIMENTA A ILUSÃO DE VIR A SER GOVERNO PELA VIA DO VOTO NA ATUAL LEGISLATURA ANGOLANA, QUANDO O ESQUEMA DE CORRUPÇÃO EM ANGOLA ESTÁ PERFEITAMENTE ENGENDRADO PARA PERPETUAR ESTE PARTIDO NO PODER PELOS PRÓXIMOS 100 ANOS SE AINDA EXISTIR MUNDO. DA FORMA COMO O MPLA FEZ AS LEIS PARA BARRAR OUTROS, E NADA OS ATINGIR, NÃO EXISTE POSSIBILIDADE ALGUMA DE ALGUÉM GANHAR ELEIÇÕES. AQUI ABORDAMOS FRAUDE FISCAL E FINANCEIRA. AINDA EXISTE A FRAUDE ELETRÔNICA NA CONTAGEM DOS VOTOS. É PRECISO QUE A OPOSIÇÃO ANGOLANA SE UNA E BOICOTE DE UMA VEZ OS PRÓXIMOS PROCESSOS ELEITORAIS EM ANGOLA, PORQUE OS TRIBUNAIS FORAM FEITOS PARA PROTEGER O MPLA, O EXÉRCITO É DO MPLA, O DINEHEIRO É DO MPLA, E A ODEBRECHET ESTÁ AO LADO DO MPLA, TENDO CONSTRUÍDO ESSE GOVERNO]. A propeg faturou mais de 100 milhões de dólares em 2008, mais alguns milhões de dólares em 1992, talvez muito mais dinheiro os dois pleitos eleitorais subsequentes. E o MPLA doou generosamente os risíveis 700 mil dólares para os partidos se movimentarem. Em 2017 o presidente angolano autorizou que os partidos dividam entre si uma verba de 5 milhões de dólares norte americano, enquanto o MPLA, que não presta contas a ninguém, contratou mais uma vez outra empresa de profissionais brasileiros. E certamente, toda a logística empenhada e profissionais altamente requisitados do mercado brasileiro, não custará aos cofres do Estado angolano menos de 50 milhões de dólares. Em nenhum Estado normal, a menos que um milagre divino aconteça durante a realização do pleito eleitoral como uma invasão de um exército estrangeiro ou alienígena, o que certamente não acontecerá, um candidato munido com uma trotinete (VEÍCULO DE LOCOMOÇÃO DOS PARTIDOS DE OPOSIÇÃO EM ANGOLA, FEITO DE MADEIRA E ROLAMENTO) pode concorrer com o campeão mundial da fraude correndo com sua Mercedes Bens, modelo fórmula 1 que custa 100 milhões de dólares (A CONDIÇÃO DO MPLA PERANTE OS DEMAIS CONCORRENTES É ESTA). CONCENTRAÇÃO DE FORÇAS DA OPOSIÇÃO EM ANGOLA Claro está que não existem condições de se competir com um adversário altamentetrapaceiro como o é este MPLA. Não existe absolutamente nenhuma condição. Pelo que os partidos da oposição em Angola deveriam começar a organizar-se para inviabilizar a realização das eleições em Angola por via do boicote dos seus eleitores às urnas. Posteriormente, impugnar urgentemente a candidatura do MPLA alegando todas as irregularidades praticadas durantes os anteriores pleitos eleitorais (apesar do governo angolano por via dos seus tribunais terem dado ganho de causa ao MPLA que paga os salários dos coitados juízes, pois se paga 100 milhões à uma só empresa, qual juiz angolano os conseguiria impedir de agirem como organização criminosa?), pedir que o tribunal exija que o MPLA os apresente agora a sua declaração de gastos eleitorais e compara-las com as revelações dos marqueteiros João Santa e Mônica Moura que delataram o esquema de corrupção praticado. É hora também dos partidos da oposição angolana processarem a Odebrecht perante os tribunais brasileiros mesmos, o penal internacional, por corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, uso fraudulento do sistema financeiro angolano. A menos que a nossa oposição tenha consciência destes fatos e deixe de ter ilusões, sabemos que esperamos o anúncio de mais uma vitória do “Halmiton MPLA com sua Mercedes Fórmula 1 cujo motor e estrutura valem pelo menos 100 milhões de dólares” enquanto o Alonso este ano corre com uma Honda cujo motor nunca termina uma corrida, tão fraca é a sua performance. O investimento financeiro faz toda a diferença. Mas no caso do MPLA, os meios usados são fraudulentos. Se um partido serve-se de meios fraudulentos para financiar as suas campanhas, como se esperam resultados livres e justos? É utopia. CAMPANHA DO MPLA EM 2017 EM 2017 ODEBRECHT SEM PERNAS PARA INJETAR DINHEIRO SUJO, OS MEMBROS DO PARTIDO ESTÃO A FAZER CONTRIBUIÇÕES “A queda da monarquia Parece ter chegado ao fim o longo reinado das empresas baianas de marketing político em Angola, substituídas que foram por marqueteiros paulistas. A campanha política do partido governista MPLA será comandada este ano pelo triunvirato formado por Carlos Manhanelli, conhecido pelas muitas campanhas para vereador e prefeito no interior de São Paulo e em estados do Norte e Nordeste, Luiz Henrique Romagnolli, oriundo do rádio, e Volmar Malgarin, que já trabalhou com televisão em Angola. (De novo, como o MPLA pagará esses milhões aos brasileiros? Quem fiscaliza as fontes de recursos do MPLA? Ninguém. MPLA é a lei) Fator Odebrecht A campanha deste ano deve ser bem mais barata do que as anteriores, por não contar com nomes de ponta do marketing político, como João Santana, responsável pela campanha de 2012, nem com o apoio de empresas do porte da Odebrecht, ambos enrolados na Lava Jato. O efeito disso é que o MPLA está até passando o chapéu para recolher algum trocado da sua massa de militantes (MPLA ESTÁ RECOLHENDO DOAÇÕES DOS MEMBROS ABASTADOS DO SEU PARTIDO, ESTÃ A FAZER CONTRIBUIÇÕES, EM SEGREDO).” Fonte: Portal Toda Bahia, 22 de fevereiro de 2017, 11:30, por Zeca Fontes. Mesmo com a redução de despesas, ainda assim o MPLA não disputará as eleições em igualdade de condições. Os membros que financiam o partido são aqueles que desviaram milhões de dólares dos bancos falidos em Angola, dos que são sócios de todas as empresas e negócios, e o MPLA continua a contratar brasileiros, a importar meios para a sua campanha, a usar a televisão e rádio, gastando muito mais do que a lei angolana lhe garante e permite, e tudo isto: FEITO SEM NENHUM CONSTRANGIMENTO OU PRESTAÇÃO DE CONTAS. A lei em Angola serve apenas para punir a oposição. O MPLA não se submete à tais critérios. A CIÊNCIA DOS EMPRESÁRIOS BRASILEIROS AO LIDAREM COM UM GOVERNO DITADOR, E DE ESTAREM A COLABORAR PARA QUE O POVO ANGOLANO SEJA MAIS POBRE. Quando perguntada como conseguiu movimentar tanto dinheiro de Angola para fora, a senhora Mônica Moura afirmou que o MPLA é proprietário do BANCO SOL. Ela sorriu e disse que só viu isso em Angola, país onde até Banco Privado o Partido MPLA tem como sua propriedade, e um banco com milhares de clientes. Mencionaram também a Produtora ORION, apesar da depreciação que faz daquela empresa, ela deixa muito claro que é uma empresa que serve apenas para operacionalizar os interesses do MPLA em Angola.. No âmbito do processo todo, os marqueteiros tentaram transferir o dinheiro de Angola para a República Dominicana, mas, segundo Mônica Moura, e choque começou quando o gerente do Banco naquele país, depois de ter recebido todos os documentos das autoridades angolanas a confirmarem a “legalidade” das transferências dos valores, mandou um e-mail dizendo que não podiam aceitar NADA QUE VIESSE DE ANGOLA. ANGOLA “É BLACK-LIST”. O gerente do Banco da República Dominicana para onde pretendiam transferir o dinheiro a partir de Angola continuou dizendo que “NENHUM BANCO NO MUNDO TODO, QUE MANTENHA COMUNICAÇÕES COM O BANCO CENTRAL DOS ESTADOS UNIDOS, PODE TER RELAÇÕES COMERCIAIS COM O SISTEMA FINANCEIRO ANGOLANO. NÃO IMPORTA QUAL DOCUMENTO ELES APRESENTEM, O SISTEMA FINANCEIRO ANGOLANO NÃO É CONFIÁVEL, E SERVE PARA LAVAGEM DE DINHEIRO, BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS E FINANCIAMENTO AO TERRORISMO (grifo nosso)”. A senhora Mônica Moura continua a dizer que a Empresa Odebrechet tem participação em tudo em Angola. Eles tinham interesse em manter o presidente no poder, e por isso investiram milhões de dólares para manter o MPLA e José Eduardo dos Santos no Poder. Isto significa dizer que Emílio Odebrechet e sua família são causadores da Miséria dos Angolanos, pois estes milhões de dólares que deixaram de ser investidos em saúde, educação, habitação e na indústria para criação de novos postos de trabalho, foram criminosamente desviados para as suas contas a fim de enriquecerem ainda mais estes senhores. Continuou a dizer que “Eles têm minas de diamantes em parceria com o presidente de Angola.” Pode-se concluir que até hoje, a Odebrecht funcionou como um verdadeiro enviado de satanás para matar os angolanos com a miséria, fome e corrupção, só para se manterem no poder, a despeito de qualquer coisa. Eles passam por cima de qualquer valor ético ou moral, tudo para manterem os seus interesses financeiros em primeiro lugar e no topo. Como é que uma empresa destas pode ter moral para continuar a funcionar em Angola? Mônica Moura deixa claro que durante a realização da campanha eleitoral de 2012, a cada dois meses o MPLA pagava a eles 10 milhões de dólares. O partido MPLA pagou-lhes um total de 30 milhões de dólares cash. E a Odebrecht, nesta parceria para manutenção do projeto de poder do MPLA e do senhor José Eduardo dos Santos, pagou-lhes 20 milhões. Ela apresentou provas de tudo isto à justiça brasileira, tais como prova diversas passagens para Angola, o contrato assinado pelo MPLA, e-mails, o extrato que consta o pagamento dessa campanha de 2013. CONCLUSÃO Por conta de tão reveladoras informações está decretada a vitória do MPLA nas eleições de Agosto de 2017, com maioria absoluta, sem nenhuma chance para a oposição pobre. E é também por conta disto que se aconselha que os juristas angolanos que assessoram os partidos da oposição estudem mecanismos para processarem a Odebrechet e o senhor José Eduardo dos Santos, e todos os membros da sua equipe diretamente ligados ao esquema delatado por Emílio Odebrecht. Sabemos que os “juristas do MPLA” estão preocupados com esta possibilidade que se abrirá com o abandono do poder, e por isso lutam para aprovarem leis atípicas que blindem o cidadão José Eduardo dos Santos, a fim de que ele não sofra nenhuma represália depois de abandonar o poder. A oposição já disse que vai perdoa-lo por todos os seus crimes e nenhum ato seu será investigado depois de cumprir o seu longevo consulado presidencial, de quase 50 anos. Mas este sentimento certamente não é partilhado por milhões de angolanos como eu que foram, ao longo desses anos todos, lesados e impossibilitados de trabalhar de forma leal e justa, pois em Angola não é possível concorrer comos empresários ou profissionais liberais que funcionam com o combustível da corrupção. Os cidadãos Emílio Odebrecht e José Eduardo dos Santos devem ser processados, investigados, e se condenados, punidos pelos muitos crimes cometidos contra o Estado angolano, e contra os cidadãos que empobreceram enquanto eles enriqueceram-se e à seus familiares, e tudo isto sem o argumento da guerra, porque as eleições de 2008 e 2012 foram realizadas em tempo de paz. Situação revoltante, a oposição a angolana não deve funcionar apenas como uma POSIÇÃO ESTÁTICA. Precisa agir com muita força e inteligência, e mostrar aos angolanos que valeu a pena os nossos pais terem se batido e morto pela independência nacional, alguns terem perdido suas vidas durante 27 anos de guerra, e milhares de ex-guerrilheiros, mutilados de guerra, órfãos, todos a viver numa situação de extrema pobreza, enquanto o homem pelo qual nos batemos e acreditamos ser o pai da nação, enriquecem-se ilicitamente, desviam dinheiro, corrompem, mentem, enganam os partidos todos, ao olhar impávido dos tribunais angolanos. Domingos Amândio Eduardo Graduado em Teologia pela Faculdade Teológica Refidim Acadêmico de Direito da Faculdade de Joinville CNEC Pós graduando em Sociologia pela universidade Estácio Pós graduando em Ciência Política Pela universidade Estácio Pós graduando em Direito: Direitos Humanos e Regionalidades pela Unicesumar. Membro do Grupo de Pesquisa em Ciências Sociais domingosaeduardo@gmail.com image2.jpeg image1.jpeg