Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

BABESIOSE 
EQUINA
DEFINIÇÃO
� Enfermidade causada por 
protozoários intra-eritrocitários
ETIOLOGIA
� Babesia caballi
�Esporozoitos
�Eritrocitos
�Merozoitos
� Theileria equi
�ESQUIZOGONIA
�GAMETOGONIA
�ESPOROGONIA
�AUSÊNCIA DE 
TRANSMISSÃO
TRANSOVARIANA
ETIOLOGIA
� Vetores (carrapatos):
�Anocentor nitens
�Amblyomma cajennense
�Rhipicephalus everstieversti
�Rhipicephalus turanicus
�Rhipicephalus (Boophilus)
microplus
EPIDEMIOLOGIA
�Acomete equinos, asininos, muares e 
zebras
�A ocorrência está relacionada à 
distribuição geográfica dos carrapatos 
vetores
�Recém-nascidos de mães infectadas 
recebem AC através do colostro
�Entre 6 a 12 meses de idade ocorrem 
infecções mais intensas
Planalto 
Catarinense
PATOGENIA
Babesia caballi
INOCULAÇÃO ESPOROZOÍTOS
ERITRÓCITOS
MEROZOITOS
Hemólise
PATOGENIA
� Esporozoitos
� ESQUIZOGONIA
� LINFÓCITO 
� MEROZOITOS
Theileria equi
PATOGENIA
HEMÓLISE HEMOGLOBINEMIA HIPERBILIRRUBINEMIA
SINAIS CLÍNICOS
�CRISE AGUDA SEVERA 
�Imobilidade repentina e relutância ao 
movimento
�Podem permanecer em decúbito esternal ou 
lateral (não respondendo quando 
estimulados)
�Anorexia
�Febre acima de 40°C (em 24h pode atingir 
41,5°C)
�Ciclo febril intermitente: oscilação de 2°C 
(Theileria equi)
�Taquicardia e taquipneia
SINAIS CLÍNICOS
� CRISE AGUDA SEVERA 
�Mucosas de coloração róseo-pálida e sinais de 
icterícia
�Hemoglobinúria: mais comum nas infecções 
por Theileria equi
�Desconforto abdominal agudo (ocasional)...
�Esplenomegalia e distensão da cápsula
SINAIS CLÍNICOS
� CASOS CRÔNICOS
� Perduram meses
� Animal mantém o apetite
� Anemia discreta podendo ser progressiva
� Mucosas rósea clara
� Emagrecimento progressivo
� Queda no rendimento
� Taquicardia leve
ANIMAIS 
PORTADORES
DIAGNÓSTICO
� Anamnese
� Sinais clínicos
� Exames complementares
� Hemograma e pesquisa de hemoparasitas
� Esfregaço sanguíneo de ponta de orelha
� AST, GGT, FA E BILIRRUBINAS TOTAIS
� PCR
� Sorologia (IFI)
� ELISA
DIAGNÓSTICO
� Necropsia: verifica-se anemia, icterícia, 
hidropericárdio, hidrotórax, ascite, hepato
e esplenomegalia, rins aumentados de 
tamanho pálidos ou vermelho escuro e 
aumento de linfonodos
TRATAMENTO
� Dipropionato de imidocarb: 4 mg/kg, IM 4 
aplicações (cada 72h)
� Diaceturato de diminazeno: 11mg/kg IM por 2 
dias;
TRATAMENTO
� Fluidoterapia
� Transfusão (sangue total ou papa de hemácias)
� Vitaminas do complexo B na dose de 10mg/Kg 
ANEMIA HEMOLÍTICA DO 
RECÉM NASCIDO 
(ISOERITRÓLISE NEONATAL)
DEFINIÇÃO
� Consiste no processo de anemia hemolítica, 
resultante da isoimunização da égua contra 
hemácias do potro
EPIDEMIOLOGIA
� 1 a 2% dos potros neonatos
� Uma égua de risco é a que não possui os 
fatores de grupos sanguíneos Aa ou Qa
� 2% das éguas puro-sangue são deficientes em 
grupos Aa (a maioria irá desenvolver AC anti-
Aa) e 16% são deficientes do antígeno Qa
� Canisso et al. (2008), sugerem a existência de 
uma predisposição racial,sendo os animais das 
raças Puro Sangue Inglês e os muares, os mais 
propensos a desenvolver esta patologia
ETIOPATOLOGIA
FETO HERDA DO PAI OS ANTÍGENOS Aa OU Qa
MÃE TEM DEFICIÊNCIA PARA Aa OU Qa
CONTATO DA MÃE COM OS EPÍTOPOS DAS HEMÁCIAS ESTRANHAS
PRODUÇÃO DE ANTICORPOS DIRECIONADOS CONTRA OS EPÍTOPOS 
DAS HEMÁCIAS DO FETO
HÁ A FORMAÇÃO ALTOS NÍVEIS DE ANTICORPOS NO COLOSTRO
INGESTÃO DO COLOSTRO PELO POTRO
HEMÓLISE
ANEMIA, HEMOGLOBINÚRIA, ICTERÍCIA, HIPÓXIA ANÊMICA E MORTE
SINAIS CLÍNICOS
� Gestação e parto tranquilos e potro normal 
por algumas horas após o nascimento
� Em geral anticorpos contra Aa produzem 
doença mais grave
SINAIS CLÍNICOS
� CASOS HIPERAGUDOS
� Desenvolvem-se dentro de 8 às 36hs do 
nascimento
� Primeira indicação pode ser o colapso
� Hemoglobinúria e palidez são evidentes
� Icterícia não é aparente inicialmente
� Alta taxa de mortalidade
SINAIS CLÍNICOS
� CASOS AGUDOS
� Sinais não se manifestam até 2 a 4 dias 
após o nascimento
� Icterícia acentuada
� hemoglobinúria moderada a discreta
SINAIS CLÍNICOS
� CASOS SUBAGUDOS
� Podem não apresentar sinais até 4 a 5 dias 
após o nascimento
� Icterícia acentuada
� Não ocorre hemoglobinúria
� Muitos casos se recuperam sem tratamento
SINAIS CLÍNICOS GERAIS
� Cansaço
� Fraqueza e indisposição para mamar
� Decúbito esternal por longos períodos
� Taquicardia e taquipneia
� Não há febre
� Fase final: tem-se convulsões e dispneia
DIAGNÓSTICO
� Anamnese e História Clínica
� Exame Físico
� Exames Complementares
� Hemograma (eritrograma, leucograma, plaquetas)
� Análise bioquímica: Bilirrubina indireta
� Ureia
� Creatinina
DIAGNÓSTICO
� Confirmação do diagnóstico:
� Teste de aglutinação
� Mistura-se partes iguais de sangue (SOLUÇÃO 
DE ERITRÓCITOS) do potro com PLASMA da 
mãe ou uma gota de sangue do potro (SOLUÇÃO 
DE ERITRÓCITOS) com uma gota do colostro
DIAGNÓSTICO
� Confirmação do diagnóstico:
� Necropsia: na forma hiperaguda verifica-se 
palidez acentuada, icterícia discreta, 
aumento discreto do fígado e 
esplenomegalia sendo o baço quase negro 
� Casos menos graves verifica-se icterícia 
acentuada, palidez moderada, rins pálidos e 
urina castanho escuro
TRATAMENTO
� OBJETIVOS:
� Evitar os efeitos deletérios da anemia
� Evitar ou tratar a nefrose hemoglobinúrica
� Evitar infecções secundárias em animais 
gravemente acometidos
� Restabelecer o equilíbrio hidroeletrolítico e 
acido-básico
� Proporcionar nutrição adequada;
� Minimizar o estresse
TRATAMENTO
� ANIMAIS COM SINAIS CLÍNICOS BRANDOS
� Suporte nutricional adequado (fornecimento 
de colostro de mães não isoimunizadas)
� Proteção ao ambiente e enfermagem
� No entanto devem ser acompanhados com 
cautela para que a situação não piore
TRATAMENTO
� ANIMAIS GRAVEMENTE ACOMETIDOS
� Fluidoterapia (propiciar um fluxo urinário 
adequado)
� Oxigênioterapia
� Glicocorticóides: em caso de choque
� Dexametasona: 0,1 a 0,2mg/kg IM - SID
TRATAMENTO
� ANIMAIS GRAVEMENTE ACOMETIDOS
� Prometazina: 0,25mg/kg
� Amoxicilina: 10 a 30mg/kg VO ou IM - TID ou QID
� Gentamicina: 2 a 4mg/kg SC, IM ou IV - BID a QID
� Sulfa + trimetroprim: 15 a 30mg/kg IV - BID
TRATAMENTO
� CUIDADOS DE ENFERMAGEM
� TRANSFUSÃO SANGUÍNEA
� Deve-se basear na condição clínica do potro 
e não apenas no hematócrito baixo
� Antígenos sanguíneos estão agrupados em 
7 sistemas: A, C, D, K, P, Q e U (400.000 
grupos)
� SELEÇÃO DO DOADOR
� Equinos
� Peso 450kg
� Negativo para anemia infecciosa equina
� Não possui os grupos sanguíneos Aa e Qa
nem anticorpos
� Saudáveis
PRINCÍPIOS GERAIS
UM EQUINO PODE 
DOAR 20%-25% 
DA VOLEMIA
TRATAMENTO
� TRANSFUSÃO SANGUÍNEA
� A mãe é a fonte ideal de ERITRÓCITOS
� Prova de reação cruzada
� Volume de sangue transfundido: 1 a 4 litros 
de sangue ou 500ml de papa de hemácias
� Administrar lentamente monitorando o 
estado do potro durante a transfusão
DUVIDAS!!!

Mais conteúdos dessa disciplina