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FARMACOLOGIA VETERINÁRIA
AULA 3 FARMACOCINÉTICA
FARMACOCINÉTICA
 A farmacocinética é o estudo do movimento de uma substância química,
em particular, um medicamento no interior de um organismo vivo, ou
seja, é o estudo dos processos de absorção, distribuição,
biotransformação e excreção.
 Para que o medicamento consiga provocar a resposta farmacológica ele
precisa ser dissolvido em líquidos orgânicos e atravessar as barreiras
celulares para que alcance o seu local de ação (biofase).
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
VISÃO GERAL DA 
FARMACOCINÉTICA
2/14/2019
ABSORÇÃO DE MEDICAMENTOS
14/02/2019
ABSORÇÃO DE MEDICAMENTOS
 Absorção é uma série de processos pelos quais uma substância
externa a um ser vivo nele penetre sem lesão traumática,
chegando até o sangue.
 Para que um determinado medicamento possa ser absorvido é
necessário que ele atravesse as diversas membranas biológicas,
como o epitélio gastrintestinal, endotélio vascular e também as
próprias membranas celulares.
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
MEMBRANAS 
CELULARES
2/14/2019
MEMBRANAS 
CELULARES
2/14/2019
MEMBRANAS CELULARES
As membranas celulares são envoltórios com espessura
de aproximadamente 7,5 nm, constituídas de uma
camada dupla de lipídios com a cabeça hidrofílica em
uma extremidade e na outra estruturas hidrofóbicas
denominadas cauda apolar.
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
MEMBRANAS CELULARES
14/02/2019
MEMBRANAS CELULARES
 A camada dupla de lipídios das membranas tem como característica a
impermeabilidade à maioria das moléculas polares e aos íons,
sendo entretanto, permeável às moléculas não polares.
 As moléculas não polares por se dissolverem em gordura, têm a
capacidade de atravessar a camada lipídica das membranas pelo processo
de difusão simples.
 Por esta razão, os medicamentos lipossolúveis são facilmente absorvidos,
enquanto aqueles com características hidrossolúveis precisam de
processos especiais para atravessar essas membranas.
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
PASSAGEM DE MEDICAMENTOS POR 
MEMBRANAS BIOLÓGICAS
14/02/2019
PASSAGEM PELAS MEMBRANAS BIOLÓGICAS
 As moléculas da droga movem-se através das membranas por
transferência passiva ou por participação ativa da membrana.
 Na transferência passiva, a membrana comporta-se como um poro lipoide
inerte, e as moléculas da droga atravessam a barreira por difusão através
da região lipídica, ou, se de tamanho suficientemente pequeno, por
filtração através dos poros (canais) aquosos postulados.
 Tanto os compostos lipossolúveis não polares como as substâncias
hidrossolúveis polares que apresentam solubilidade lipídica suficiente
podem atravessar a membrana plasmática predominantemente.
PROCESSOS PASSIVOS
1. Filtração
Mecanismo comum para a transferência de muitas
substâncias de tamanho pequeno (hidrossolúveis, polares
ou apolares).
Os medicamentos atravessam as membranas celulares
através de canais existentes nessas membranas.
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
PROCESSOS PASSIVOS
1. Filtração
14/02/2019
PROCESSOS PASSIVOS
I1. Difusão simples ou
passiva – moléculas
apolares de tamanhos
pequenos.
14/02/2019
TRANSPORTE 
MEDIADO 
POR 
CARREADOR
III. DIFUSÃO FACILITADA –
TEM CARREADOR, SEM
GASTO DE ENERGIA, A
FAVOR DO GRADIENTE DE
CONCENTRAÇÃO.
( MOYES E SCHULTE, 2010, P 67 ; FLÓRIO E SOUZA, 2011) 2/14/2019
TRANSPORTE 
MEDIADO POR 
CARREADOR
IV. Transporte ativo 
– tem carreador, 
com gasto de 
energia, contra o 
gradiente de 
concentração. 
( MOYES E SCHULTE, 2010, P 67 ; FLÓRIO E SOUZA, 2011) 14/02/2019
TIPOS DE BARREIRAS TISSULARES CORPORAIS
14/02/2019
TIPOS DE BARREIRAS
1. Mucosa gastrointestinal
2. Barreiras epiteliais de pele, córnea e bexiga
3. Barreira hematoencefálica
4. Barreria hematotesticular
5. Barreria placentária
6. Barreiras capilares
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
TIPOS DE BARRERIAS
1. Mucosa gastrointestinal 
 Apresentam células epiteliais muito unidas – medicamentos 
precisam se difundir através dessas células. 
 Por isso substâncias devem ser solúveis na membrana para 
atravessarem a barreira gastrointestinal. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
TIPOS DE BARREIRAS
2. Barreiras epiteliais de pele, córnea e bexiga 
 Apresentam células epiteliais muito unidas – medicamentos 
precisam se difundir através dessas células e precisam ser 
apolares para que isso ocorra. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
TIPOS DE BARREIRAS
3. Barreira hematoencefálica
 Esta barreira é formada por paredes contínuas dos capilares, 
células endoteliais e células da glia. 
 Impede que substâncias polares ou de peso molecular elevado
penetrem no SNC. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
TIPOS DE BARREIRAS
4. Barreira hematotesticular
 Somente penetram nessa barreira as substâncias pouco polares 
com capacidade de atravessar as membranas celulares por 
difusão ou transporte ativo. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
TIPOS DE BARREIRAS
5. Barreira placentária
 Substâncias químicas de baixo peso molecular e lipossolúveis 
atravessam as camadas celulares que separam o feto da mãe 
por simples difusão, mas também difusão facilitada, transporte 
ativo e pinocitose. 
 Avaliar risco/benefício para a utilização de medicamentos nessa 
fase. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
TIPOS DE BARREIRAS
6. Capilares 
 Substâncias químicas não ligadas a proteínas plasmáticas podem 
sair do interior dos vasos capilares para o espaço extracelular. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
14/02/2019
VIAS DE 
ADMINISTRAÇÃO
NA ESCOLHA DA VIA DE 
ADMINISTRAÇÃO DE UM 
MEDICAMENTO DEVEM-SE 
CONSIDERAR VÁRIOS FATORES, 
COMO: NECESSIDADE DE 
EFEITO SISTÊMICO OU 
LOCALIZADO, LATÊNCIA PARA 
O EFEITO (CURTO OU 
LONGO), CARACTERÍSTICAS 
FÍSICO-QUÍMICAS DO 
MEDICAMENTO (RESISTÊNCIA 
À HIDRÓLISE EM MEIO ÁCIDO), 
ENTRE OUTROS FATORES. 
( FLÓRIO E SOUZA, 2011) 2/14/2019
PRINCIPAIS VIAS DE 
ADMINISTRAÇÃO 
 1. Vias digestivas
• Via oral
• Via retal
• Via ruminal
 2. Vias parenterais
• Intravenosa
• Intramuscular
• Subcutânea
• Outras: intraperitoneal, intracardíaca, intratecal, 
epidural, intra-articular
( FLÓRIO E SOUZA, 2011) 14/02/2019
PRINCIPAIS VIAS 
DE 
ADMINISTRAÇÃO 
14/02/2019 ( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
3. Vias transmucosas ou tópicas 
Pour on
Inalatória
intramamária
(DYER, 1997, P 14) 14/02/2019
VIAS DIGESTIVAS
2/14/2019
VIAS DIGESTIVAS
 Para que um medicamento seja absorvido pelas vias digestivas e passe 
para a circulação sistêmica, é necessário que ele seja liberado da sua 
forma farmacêutica (suspensão, comprimido, cápsula...), ou seja, que 
ocorra a dissolução do medicamento e que este tenha a capacidade de 
atravessar as barreiras celulares do trato gastrointestinal. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
VIAS DIGESTIVAS
 O intestino delgado é o principal local de absorção de todos os 
medicamentos administrados por via oral por apresentar uma extensa 
área com rica vascularização. Mas pode ocorrer absorção em outras 
áreas do aparelho digestório. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
1. VIAS 
DIGESTIVAS
 Via Oral
➢ Segura e conveniente economicamente.
➢ Meio ácido do estômago e as enzimas digestivas 
podem destruir o medicamento. 
➢ Em ruminantes, as enzimas bacterianas podem inativar 
o medicamento, ou os processos digestivos podem ser 
alterados pelo medicamento. 
➢ Antibióticos aminoglicosídeos, quando administradospor via oral, não são absorvidos, mas são ativos contra 
micro-organismos presentes no trato gastrointestinal. 
14/02/2019 ( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
1. VIAS 
DIGESTIVAS
 Via Oral
➢ Algumas drogas irritam a mucosa gastrointestinal e a 
presença de alimento pode prejudicar a absorção.
➢ Algumas drogas (propranolol) são extensivamente 
metabolizadas pela mucosa gastrointestinal e pelo 
fígado antes de alcançar a circulação sistêmica –
chama-se efeito de primeira passagem - ao ser 
absorvido no intestino delgado esse medicamento vai 
pela veia porta até o fígado onde é metabolizado 
(biotransformação hepática) para depois ir para o 
coração e ser distribuído por todos os 
compartimentos do organismo. 
14/02/2019 ( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
1. VIAS 
DIGESTIVAS
 Retal
➢ Utilizada em animais inconscientes ou com vômitos.
➢ O medicamento absorvido pela via retal sofre 
parcialmente o efeito de primeira passagem. 
➢ Possui absorção irregular, incompleta e causa irritação 
da mucosa retal. 
➢ Exemplo: diazepan em gatos com epilepsia.
 Ruminal
➢ Possui uso restrito a medicamento com ação no 
rúmen. 
➢ Exemplos: alguns anti-helmínticos. 
14/02/2019 ( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
1. VIAS DIGESTIVAS
 Em carnívoros e onívoros, a velocidade de esvaziamento gástrico 
representa o fator fisiológico mais importante no controle da velocidade 
de absorção dos medicamentos, pois é no intestino o principal local de 
absorção. 
 Em herbívoros ruminantes, os fatores que determinam a absorção de 
medicamentos não estão ligados ao esvaziamento gástrico, uma vez que 
dificilmente os compartimentos gástricos dos ruminantes ficam vazios. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
VIAS PARENTERAIS2/14/
2
0
1
9
2. VIAS PARENTERAIS
 Possuem início rápido.
 Útil quando os animais estão inconscientes ou vomitando.
 Absorção é mais uniforme e previsível.
 É necessária a assepsia.
 Pode provocar dor e existe o risco de penetrar algum vaso sanguíneo durante a 
injeção intramuscular. 
 Em animais destinados ao consumo humano pode ocorrer alteração na cor da carne 
ou a formação de abcessos com a desvalorização da carcaça. 
( FLÓRIO E SOUZA, 2011) 14/02/2019
2. VIAS PARENTERAIS
 As vias mais comuns são a via intravenosa IV), intramuscular (IM) e a 
subcutânea (SC). 
Via intravenosa
 Vantagem – obtenção rápida de efeitos farmacológicos, possibilidade de 
administração de grandes volumes em infusão lenta, e de substâncias 
irritantes devidamente diluídas; possibilita melhor controle da dose 
administrada. 
( FLÓRIO E SOUZA, 2011) 14/02/2019
2. VIAS PARENTERAIS
Via intravenosa
 Desvantagem – riscos de embolias, infecções por contaminação, sendo 
imprópria para administração de substâncias oleosas ou insolúveis. 
Veias mais utilizadas
 Para animais de grande porte utiliza-se a veia jugular. 
 Para suínos utiliza-se a veia marginal da orelha e a cava-cranial. 
 Para cães e gatos as veias mais utilizadas são a radial, femoral e a tarsal-
recorrente. 
( FLÓRIO E SOUZA, 2011) 14/02/2019
VIA 
INTRAVENOSA 
EM SUÍNOS
2/14/2019
VIA INTRAVENOSA EM BOVINOS
14/02/2019
Veia jugular e veia mamária
VIA INTRAVENOSA EQUINOS
2/14/2019
VIA INTRAMUSCULAR
 Vantagem – absorção relativamente rápida, sendo adequada para 
administração de volumes moderados, de veículos aquosos, oleosos, 
suspensões ou preparações de depósito. 
 Desvantagem – dor, e aparecimento de lesões musculares pela aplicação 
de substâncias irritantes ou substâncias com pH distante da neutralidade, 
podendo promover o aparecimento de processos inflamatórios. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
LOCAIS DE APLICAÇÃO
As regiões mais utilizadas para via intramuscular são os 
músculos da coxa ou da tábua do pescoço das diferentes 
espécies animais. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
VIA SUBCUTÂNEA
 Esta via é apropriada para administração de medicamentos que 
necessitem ser absorvidos de forma lenta e contínua; é bastante utilizada 
em cães e gatos. 
 É necessário que o pH e a osmolaridade da forma farmacêutica não 
sejam muito diferentes daqueles existentes nos tecidos, para evitar o 
aparecimento de escaras ou lesões no local da administração. 
 Os medicamentos são absorvidos por difusão, atravessando grandes 
poros e fenestrações dos capilares vasculares e dos vasos linfáticos. 
( FLÓRIO E SOUZA, 2011) 14/02/2019
VIA SUBCUTÂNEA
 Vantagens: absorção constante para soluções e lenta para 
suspensões e pellets. 
 Desvantagem: facilidade em produzir sensibilização, dor, necrose 
na utilização de substâncias irritantes. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
OUTRAS VIAS PARENTERAIS
 Intradermal – usada para diagnóstico como aplicação de tuberculina, e 
identificação de alérgenos. 
 Intraperitonial – aplicação de grandes volumes de solução – diálise 
peritonial e aplicação de medicamentos em pequenos roedores (animais 
de laboratório).
 Intracardíaca – é utilizada eventualmente para eutanásia em animais de 
laboratório. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
OUTRAS VIAS PARENTERAIS
 Intratecal – envolve a penetração de membranas que revestem o SNC. 
Tem utilização restrita para diagnósticos radiológicos. 
 Epidural – é utilizada para cirurgias abdominais em grandes animais. 
 Intra-articular – é utilziada quando se necessita de efeito anti-
inflamatório localizado em uma determinada articulação. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
VIAS TRANSMUCOSAS OU 
TÓPICAS
2
/1
4
/2
0
1
9
3. VIAS TRANSMUCOSAS OU TÓPICAS
 São utilizadas normalmente para a obtenção de efeitos terapêuticos não 
sistêmicos, isto é, localizados. 
 A absorção é maior onde a pele é menos espessa (região abdominal) –
pode levar a intoxicação se pele lesionada onde o medicamento será 
aplicado. 
 Pode ser absorvido pela pele quantidade suficiente para chegar até a 
circulação sanguínea, com potencial de intoxicação. 
14/02/2019
( FLÓRIO E SOUZA, 2011)
3. VIAS TRANSMUCOSAS OU TÓPICAS
 Aplicação tipo pour on (dorso) ou spot on (cernelha). Exemplos: 
praguicidas organofosforados e piretróides (lipossolúveis e se difundem 
pela camada gordurosa da epiderme agindo em toda superfície 
corpórea). 
 Via inalatória – usada quando o agente terapêutico é um gás, utilização 
em veterinária de uso restrito para a anestesia inalatória. 
 Via intramamária – tratamento de doenças da glândula mamária como a 
mastite. 
( FLÓRIO E SOUZA, 2011) 14/02/2019
BIODISPONIBILIDADE
BIODISPONIBILIDADE
 A biodisponibilidade mede a quantidade de um medicamento contido em 
determinada forma farmacêutica, que ao ser administrada a um 
organismo vivo, atinge a circulação sanguínea de forma inalterada e ainda 
o local de ação (a biofase). 
 Obs.: forma farmacêutica – exemplos: cápsula, drágea, comprimido, 
pastilha, xarope, injeções, premix...
BIODISPONIBILIDADE
Os dados de biodisponibilidade determinam:
 A quantidade de medicamento absorvido a partir de uma 
determinada forma farmacêutica;
 A velocidade de absorção do medicamento;
 A permanência do medicamento nos líquidos do organismo e 
sua correlação com as respostas farmacológicas e ou tóxicas. 
BIODISPONIBILIDADE 
 Os estudos de biodisponibilidade trazem informações de importância 
para a determinação da posologia de um medicamento e da sua forma 
farmacêutica, principalmente quando da utilização de medicação com 
pequena margem de segurança, como digitálicos e alguns antibióticos. 
 Os estudos de biodisponibilidade possibilitam ajustes da dose em 
pacientes portadoresde insuficiência hepática ou renal. 
DISTRIBUIÇÃO DOS 
MEDICAMENTOS
DISTRIBUIÇÃO 
Após a absorção, um medicamento pode: 
 Ficar sob a forma livre no sangue
 Ligar-se a proteínas plasmáticas
 Ser sequestrados para depósitos no organismo
Somente medicamentos em sua forma livre são distribuídos para os 
tecidos. 
DISTRIBUIÇÃO 
Conceito: é o fenômeno em que o 
medicamento após ter chegado no sangue 
(após a sua absorção), sai do sangue 
(compartimento sanguíneo) e vai para o seu 
local de ação. 
* Os medicamentos abandonam a via 
circulatória para o espaço intercelular por 
processos de difusão através das membranas 
celulares dos capilares ou ainda por poros ou 
fenestrações existentes nas paredes dos 
capilares. 
DISTRIBUIÇÃO 
DISTRIBUIÇÃO 
 A velocidade em que a concentração de determinado medicamento livre 
demora para se equilibrar entre o plasma e o líquido dos demais 
compartimentos depende basicamente do grau específico de 
vascularização de determinado tecido. 
 Este equilíbrio ocorre de forma rápida em órgãos bem perfundidos, 
como o coração, fígado, rins e cérebro – compartimento central. 
 Já órgãos como a pele, ossos e depósitos gordurosos são denominados 
compartimentos periféricos. 
DISTRIBUIÇÃO
 Quantidade significativa de medicamento absorvido por um organismo 
tende a se ligar de forma reversível às proteínas plasmáticas. 
 Somente a fração livre do medicamento tem a capacidade de deixar o 
plasma para alcançar seu local de ação. 
 Quando a fração do medicamento livre abandona a circulação, uma nova 
porção do medicamento ligado se libera das proteínas, refazendo este 
equilíbrio. 
 Assim, a ligação com as proteínas plasmáticas pode ser considerada 
como um reservatório circulante do medicamento potencialmente ativo. 
DISTRIBUIÇÃO 
 Os conhecimentos sobre a distribuição, acumulação e estoque 
de medicamentos e no organismo são importantes para o 
cálculo da dose necessária para se obter a concentração do 
medicamento livre suficiente para causar o efeito terapêutico 
desejado, e não os efeitos adversos. 
DISTRIBUIÇÃO 
 Meia-vida de eliminação – definida como o tempo necessário para que a 
concentração plasmática de um determinado agente terapêutico se 
reduza a metade.
 A meia-vida de eliminação é importante para: 
 Estimar a duração da ação após uma única dose;
 O tempo necessário para eliminação;
 Frequência da dose, entre outros parâmetros. 
BIOTRANSFORMAÇÃO DOS 
MEDICAMENTOS 
(METABOLIZAÇÃO DOS 
MEDICAMENTOS)
BIOTRANSFORMAÇÃO
 A biotransformação consiste na transformação química de 
substâncias, sejam elas medicamentos ou agentes tóxicos, 
dentro do organismo vivo, visando favorecer sua eliminação. 
 Este processo permite a formação de metabólitos que são 
habitualmente mais polares e menos lipossolúveis do que a 
molécula original, favorecendo a eliminação desta. 
BIOTRANSFORMAÇÃO
 A biotransformação não apenas favorece a eliminação de um 
medicamento, como também, com frequência, resulta na 
inativação farmacológica deste medicamento. 
 Porém, muitos metabólitos apresentam ainda atividade 
farmacológica, podendo provocar efeitos similares ou diferentes 
das moléculas originais e podem ser responsáveis por 
importantes efeitos tóxicos que se seguem à sua administração. 
BIOTRANSFORMAÇÃO
 Toda substância química absorvida pelo trato gastrointestinal vai 
obrigatoriamente até o fígado através da veia porta, onde é 
biotransformada (efeito de primeira passagem), para posteriormente 
poder alcançar o restante do organismo. 
 Nas células do fígado há enzimas que metabolizam substratos endógenos 
e exógenos (medicamentos), mas essas enzimas se encontram em outros 
órgãos também. 
FASES DA 
BIOTRANSFORMAÇÃO
REAÇÕES DE FASE I
 As reações da fase I de biotransformação acontecem no retículo 
endoplasmático liso dos hepatócitos onde ocorrem reações de oxidação, 
redução e hidrólise com o auxílio de isozimas citocromo P450 (são as 
catalizadoras dessas reações). 
 Essas reações convertem a molécula original do medicamento em 
moléculas mais polares (mais hidrossolúveis), resultando em metabólitos 
mais ativos ou menos ativos que a molécula original ou ainda em 
metabólitos inativos. 
REAÇÕES DE FASE II OU SINTÉTICAS
 Reações de fase II envolvem o acoplamento entre o medicamento ou seu metabolito 
a um substrato endógeno, como o ácido glicurônico, radicais sulfato, acetatos, ou 
ainda aminoácidos.
 Os produtos das oxidações originados na fase I podem na fase II sofrer reações mais 
profundas que em geral inativam os medicamentos quando estes ainda possuem 
atividade farmacológica, levando a um aumento de sua hidrossolubulidade – mais fácil 
a excreção. 
 Um das reações mais importantes dessa fase na biotransformação são as reações de 
conjugação com o ácido glicurônico e o glutation na proteção dos hepatócitos 
contra lesões tóxicas. 
FATORES QUE AFETAM A 
BIOTRANSFORMAÇÃO 
DE DROGAS
DOENÇA
 Patologias ou disfunções hepáticas 
reduzem a habilidade do fígado em 
biotransformar as drogas. 
 Insuficiência cardíaca congestiva, 
doença renal podem alterar a 
distribuição das drogas e alterar o seu 
metabolismo.
14/02/2019
FATORES QUE AFETAM A BIOTRANSFORMAÇÃO DE DROGAS
DIFERENÇAS DE ESPÉCIES
 Anfíbios aquáticos e peixes possuem baixas concentrações de enzimas 
metabolizadoras de drogas. 
 O sistema citocromo P-450 está desenvolvido primariamente em animais 
terrestres. 
 Gatos possuem reduzida atividade da glicuronil-transferase e 
biotransformam fármacos como a aspirina lentamente. 
14/02/2019
FATORES QUE AFETAM A BIOTRANSFORMAÇÃO DE DROGAS
DIFERENÇAS DE ESPÉCIES
 Cães não possuem a habilidade de acetilar grupos amino aromáticos 
como os presentes nas sulfonamidas. 
 Ruminantes possuem baixos níveis de colinesterases plasmáticas, por isso 
drogas como a succinilcolina tem uma duração de ação mais prolongada 
em ruminantes do que em cavalos, cães ou gatos. 
14/02/2019
EXCREÇÃO DE 
MEDICAMENTOS
EXCREÇÃO DE MEDICAMENTOS
 Um medicamento pode ser excretado após a biotransformação ou 
mesmo na sua forma inalterada. 
 Os três principais órgãos responsáveis pela excreção de medicamentos 
são: 
 Os rins onde os medicamentos hidrossolúveis são excretados;
 O fígado onde após biotransformação os medicamentos são excretados 
pela bile;
 Os pulmões, responsáveis pela excreção de medicamentos voláteis. 
DEPURAÇÃO RENAL
 Principal processo de eliminação de medicamentos, 
principalmente os polares ou pouco lipossolúveis em pH 
fisiológico. 
 Medicamentos ligados à proteínas plasmáticas impossibilitam 
sua passagem pelos poros dos glomérulos. 
 A eliminação dos medicamentos ocorrem por depuração renal. 
( FLÓRIO, 2011) 2/14/2019
14/02/2019( FLÓRIO, 2011)
DEPURAÇÃO RENAL
 Ocorre por filtração glomerular, secreção ativa nos túbulos 
proximais e reabsorção passiva da urina para o sangue ao longo 
de todo o túbulo renal. 
 Filtração glomerular: somente o medicamento não ligado ás 
proteínas plasmáticas poderá ser filtrado do sangue para os 
túbulos renais. 
DEPURAÇÃO RENAL
 Secreção ativa nos túbulos proximais – através de transporte ativo há a 
passagem do medicamento do sangue para o túbulo renal, mecanismo 
denominado secreção tubular. 
 Reabsorção passiva da urina para o sangue – a reabsorção do 
medicamento dos túbulos renais de volta para o sangue depende da 
capacidade deste medicamento em atravessar as membranas dos túbulos 
e retornar aos capilares sanguíneos , etambém do grau de ionização do 
medicamento no pH urinário. 
DEPURAÇÃO RENAL
Carnívoros como cães e gatos, apresentam pH urinário 
com características ácidas, oscilando normalmente entre 
5 e 7. 
Nos herbívoros (bovinos, equinos e ovinos), o pH 
urinário tende a ser alcalino, oscilando entre 7 e 8. 
DÚVIDAS???
( FLÓRIO, 2011) 2/14/2019
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS
 Flório JC, Souza AB. Farmacocinética. Spinosa HS, Górniak
SL, Bernardi MM. Farmacologia aplicada à medicina 
veterinária. 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. p 
27-33. 
 MOYES, C. D.; SCHULTE, P. M. Princípios de fisiologia animal. 
Porto Alegre: Artmed, 2010. p 67. 
 Dyer D. C. Princípios da absorção, distribuição e ação de 
drogas. Ahrens FA. Farmacologia veterinária. Porto Alegre: 
Artes médicas, 1997. p. 14.
14/02/2019