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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE CIDADE, ESTADO DO XXX Autos n° NÚMERO DOS AUTOS NOME DA PARTE, já qualificados nos autos da ação em epígrafe, por seus advogados in fine assinados, vem, mui respeitosamente, perante Vossa Excelência, REITERAR E RENOVAR O PEDIDO DE CONCESSÃO DE GRATUIDADE DE JUSTIÇA, já formulado com a Petição Inicial, com espeque na Lei n° 1060/50, expondo, para ao final requerer o que segue. Em atenção à decisão retro, convém informar e reiterar o pedido de Gratuidade de Justiça já formulado na Petição Inicial, conforme declaração de hipossuficiência financeira em nome dos Autores, bem como o comprovante de rendimentos em nome da 1ª Requerente, anexado ao movimento 1.8, a qual recebe apenas um benefício de aposentadoria. Cumpre esclarecer que, o 2º Requerente encontra-se inacessível no presente momento, em razão de que o mesmo viajou para visitar seus familiares em outra cidade e a previsão de retorno é apenas para o próximo mês, não sendo possível emitir o comprovante de rendimentos em nome do mesmo, o qual também recebe apenas um benefício de aposentadoria. Mister frisar, ainda, que os Requerentes são pessoas idosas, ele atualmente com 79 (setenta e nove) anos, e ela com 67 (sessenta e sete) anos, razão pela qual requesta a prioridade da tramitação da presente demanda, nos termos do Estatuto do Idoso – Lei nº 10.741/2003 e nos termos do art. 1.048, inciso I, do CPC. Importante salientar que os Autores necessitam, com urgência, obter os valores referentes ao débito dos Requeridos, para que assim, se torne possível honrar com seus credores, e proceder a retirada do nome da Autora do cadastro de inadimplentes. Desse modo, torna-se claro que é inviável o custeio das despesas processuais pelos Requerentes, pleiteando, portanto, os benefícios da Gratuidade de Justiça, assegurados pela Lei nº 1060/50 e consoante o art. 98, caput, do CPC, verbis: Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei. Ainda sobre a gratuidade a que tem direito os Requerentes, o CPC dispõe em seu art. 99, § 3º, que “presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural”. Assim, à pessoa natural basta a mera alegação de insuficiência de recursos, sendo desnecessária a produção de provas da hipossuficiência financeira. Portanto, preenchidos os requisitos exigidos para a concessão do benefício ora pleiteado, como medida de Justiça e de Direito que se vislumbra neste momento, requer: a) Deferimento do pedido a fim de que seja concedida a GRATUITADE DE JUSTIÇA, ante a comprovação pelos Requerentes de que faz jus ao benefício, consoante os arts. 99 e seguintes do CPC e a Lei nº 1.060/50; Termos em que, Pede e espera-se deferimento. LOCAL E DATA ADVOGADO OAB