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Letícia Nano – Medicina Unimes 
 
Patologias mamárias 
 
Mama normal: 
As mamas abrangem três estruturas principais: a pele, o tecido subcutâneo e o tecido mamário propriamente dito, o 
qual é composto de elementos epiteliais e o estroma 
Cada mama possui de 15 a 20 lobos mamários independentes, separados por tecido fibrosos. Os lobos são formados 
por um conjunto de lóbulos que se ligam à papila por meio de um ducto lactífero. 
Os lóbulos são compostos por conjunto de ácinos, glândulas capazes de produzir leite, que formam a parte terminal 
da “árvore mamária “. Cada lobo tem a sua via de drenagem, que converge para a papila, por meio do sistema 
ductal. O sistema ductal compõe-se de ductos lactíferos responsáveis por conduzir o leite até a papila do mamilo, 
onde desembocam os ductos lactíferos ( composição: fibras musculares elásticas ) 
Origem embrionária: linha láctea. É linha anterior, derivado 
de uma glândula sudorípara apócrina. Essa derivação é 
importante em algumas patologias onde ocorre a 
metaplasia apócrina. São dependentes e responsivas a 
estrógeno. Maturação total ocorre durante a lactação. 
Antes da menarca: ação dos estrógenos 
Alterações fisiológicas: ciclo menstrual (epitélio e estroma), 
maturidade ( lactação) e menopausa (predomínio tecido 
adiposo). Após a menopausa a mama atrofia, pela 
diminuição da produção de estrógeno principalmente, e são 
chamadas de liposubstituídas. 
 
 
Histologia: mamilo, ductos galactóforos, ductos ramificados, unidade lobular com ácinos 
(células epitelial ( interna e mioepitelial) e estroma. 
A célula mioepitelial refaz as células epiteliais secretoras, e tem função contrátil para auxiliar 
a ejeção das secreções produzidas. O estroma é fibroso, composto de colágeno especial pois 
também responde ao estrógeno. 
Obs.: o tumor de mama é considerado maligno, quando há ausência de células mioepiteliais. 
 
Patologias Mamárias: 
Mais comum em mulheres de alta condição socioeconômica. Isso se dá pela diferença de hábitos, comparado às 
mulheres menos favorecidos ( fumo, pílula anticoncepcional, alimentação etc) . No brasil, prevalente no sudeste. 
Anomalias congênitas mamárias 
Inversão do mamilo: não tem importância clínica, apenas dificuldade na amamentação. No entanto, uma das 
características do câncer de mama pode ser a retração do mamilo. Se a retração for súbita, em uma idade mais 
avançado, é necessário investigar neoplasias. 
Mamilo supranumerário : alteração cutânea, localizado superior ou inferior ao mamilo normal. Não é funcional, 
remoção cirúrgica estética. 
Tecido mamário ectópico: parênquima mamário fora da mama, comum na axila ou linha axilar anterior. Relacionado 
intimamente com o período menstrual: durante o período menstrual a região fica aumentada de tamanho e 
Figura 1- anatomia da mama 
Figura 2- histologia da mama 
Letícia Nano – Medicina Unimes 
 
dolorida, após o período essas alterações regridem. Remoção cirúrgica somente se a sintomatologia for intensa. 
Obs.: pode ter as mesmas patologias que o tecido mamário normal , necessário a vigilância contra neoplasias. 
Galactocele: dilatação de um ducto lactófero, por uma obstrução causando acúmulo de 
secreção, em forma de cisto. Relacionado ao período de amamentação. Importância: pode 
favorecer infecção ou evoluir para mastite e abcesso mamário. 
Histologia: ductos aumentados de tamanho, presença de secreção na luz, secreção láctea 
caracterizada por vacúolos citoplasmáticos de gordura 
 
Necrose gordurosa : ocasionado por trauma, principalmente cirúrgico, por exemplo , após 
mamoplastia. Desperta reação inflamatória granulomatosa de corpo estranho. Tem aspecto 
nodular, e pode fibrosar durante o tempo. A fibrose retrai o tecido adjacente, dando 
aspecto enrugado à pele da mama, característica também de neoplasias mamárias. Além 
disso, a cicatrização desse granuloma pode conter focos de calcificação ( calcificação 
distrófica ), que também são comuns em achados de neoplasias. É necessário a biópsia para 
diferenciá-los. 
 
Histologia: adipócitos sem núcleo, e presença de células multinucleadas. 
Obs.: pacientes com ruptura das próteses mamárias de silicone formarão granulomas de corpo estranho no tecido 
mamário. O local da ruptura pode ser tamponado pela própria gordura mamária, mas na maioria das vezes é 
retirado cirurgicamente. 
 
Mastites: é a inflamação das mamas, pode ser aguda, como após a galactocele, ou crônica: luértica, tuberculosa ou 
plasmocitária. A luértica é proveniente da sífilis, na forma secundária principalmente. O tegumento apresenta 
eritema e roséolas sifilíticas. A mastite tuberculosa não é comum, e geralmente é secundária a uma tuberculose do 
mediastinal ou pulmonar, que ultrapassa o gradiente costal. Na biópsia se encontra necrose caseosa, associada à 
presença de caverna tuberculosa no pulmão no raio x. A plasmocitária, é idiopática e tem infiltrado plasmócitário, 
associado à provável ruptura de ductos, com extravasamento de secreção. 
Gigantomastia: mamas extremamente aumentadas de volume, em relação a idade e tamanho do paciente (3 a 4 X o 
tamanho das mamas da população normal). Pode evoluir com dor nas costas intensas. Pode ser realizada a 
mamoplastia redutora. 
 
1) Lesões benignas Mamárias 
Podem ser chamadas de proliferação epitelial. É incomum ter proliferação só 
do estroma. Antigamente chamados de displasia mamária, hoje se classifica: 
I )Alteração fibrocística : são comuns 
Fibrose: alteração do estroma 
Adenose simples : só proliferação epitelial desordenada ( sem atipia ) 
Freqüência: comum em mulheres jovens (20 a 40 anos. Fisiopatologia: mama pode responder irregularmente à 
alteração/desequilíbrio hormonal. A alteração nos receptores de estrógeno pode ter distribuição anormal. O 
quadrante superior esquerdo é comumente afetado pois possui maior quantidade de tecido mamário. 
Quadro clínico: nodulação, geralmente bilateral, dor na 2a. fase do ciclo menstrual, radiologicamente densa. 
Macroscopia: estroma denso, dilatações císticas, cistos azulados. 
Microscopia: Fibrose intra e interlobular , microcistos com metaplasia apócrina. 
I) Lesões não proliferativas 
II) Lesão proliferativa sem atipias 
III) Lesão proliferativa com atipias 
 
Figura 3- mama em lactação 
Figura 4-necrose gordurosa com 
granuloma de corpo estranho 
Letícia Nano – Medicina Unimes 
 
Metaplasia apócrina: células maiores, mais róseas, e presença de decapitação, na secreção, parte da glândula vai 
junto. 
*Adenose esclerosante : proliferação epitelial desordenada com distorção da arquitetura, com estroma é muito 
fibroso e irregular ( “ desmoplásico “ ) Pacientes com adenose esclerosante possuem 12 vezes mais chance de ter 
câncer de mama. Pode ser considerado uma lesão pré maligna. A vigilância é importante, e deve ser feita 
frequentemente. 
II)Hiperplasia epitelial: ductal e/ou lobular típica. Proliferação 
ductal desodernada. 
 III) Hiperplasia atípica 
Etiologia: hiperestrogenismo 
Sem quadro clínico evidente, no raio x pode ter microcalcificações. 
Relação com o carcinoma da mama: associada ao quadro de 
hiperplasia epitelial. 
Perda de maturação total. Aspecto cribiforme: ducto dentro de 
ducto.2) Neoplasias benignas da mama 
A) Fibroadenoma: o mais comum, é mesenquimal e epitelial . 
Idade: 20 a 30 anos (estrógeno dependente) 
Macro: nódulo circunscrito e móvel, geralmente quadrante superior esquerdo, 2 a 10 cm, cor 
esbranquiçada. Únicos ou múltiplos, uni ou bilateral. Celularidade aumentada. 
Micro: proliferação de ductos e estroma com aspecto frouxo, mixóide( colágeno jovem ), fibroso 
ou hialinizado ( mais velho ). Forma fendas, que são ductos intramurais , comprimidos pelo 
crescimento excessivo do parênquima. 
Predomínio do componente epitelial: Adenoma tubular. 
Remoção cirúrgica somente se houver sintomatologia, ou grande área de extensão. Próximo ao 
período de menopausa, é interessante esperar para analisar a influência hormonal, e possível 
regressão. 
 
B) Tumor Filóides da mama ou Cistossarcoma filóides (Fibroadenoma gigante) 
Nomenclatura: aspecto foliáceo do tumor. 
Macro: volumoso, com 10 a 15 cm de diâmetro, com fendas. 
Figura 7-adenose esclerosante Figura 6--hiperplasia ductal sem atipia Figura 8- hiperplasia ductal atípica 
Figura 5- evolução da neoplasia mamária 
Figura 9- mascrocopia 
do fibroadenoma 
Figura 10- microscopia do 
fibroadenoma 
Figura 5- macroscopia do tumor 
filóide 
Letícia Nano – Medicina Unimes 
 
Micro: estroma com celularidade aumentada, com número variado de mitoses e de atipias 
celulares (histologicamente benigno ou maligno), além do componente epitelial, com ductos 
císticos ou em fendas. Ênfase no componente estromal. 
Comportamento clínico: recorrência local, metástases em apenas 15% dos casos. 
Apresentação como tumor filóide benigno, borderline ou maligno. Benigno e borderline são 
mais comuns. 
-Benigno: Hipercelularidade e poucas mitoses (4 mitoses por 10 campos microscópicos de 
grande aumento ) 
-Borderline : hipercelularidade, aumento no número de mitoses ( 4 a 9 mitoses por 10 campos microscópicos de 
grande aumento) e atipia leve. 
-Maligno: hipercelularidade, aumento excessivo no número de mitoses (>10 mitoses por 10 campos microscópicos 
de grande aumento ) e atipia intensa. 
Obs.: diferentemente do carcinoma de mama, em estágio maligno, o tratamento cirúrgico é apenas a mastectomia 
simples, isto é, retirada do tecido mamário, sem esvaziamento linfonodal axilar. A remoção do tecido linfático axilar 
não é necessária, pois como se trata de um tumor sarcoma que não evolui para metástase regional linfonodal, e sim 
à distância, como no pulmão. 
 
C) Papiloma intraductal: neoplasia benigna menos freqüente. 
É retroareolar, já com traumas moderados há sangramentos, pois o estroma é fibrovascular. Pode formar obstrução 
ductal. 
Localização: ductos maiores. 
Clínica: secreção sanguinolenta pelo mamilo ( unilateral ), nódulo subareolar ou 
retroareolar, retração. 
Macro: projeções sésseis ou pediculadas na luz de ductos que se tornam císticos. 
Micro: crescimento dentro de ductos, com papilas revestidas por células ductais 
cúbicas e pelas células mioepiteliais. Frequente metaplasia apócrina, focos de 
esclerose e hialinização. 
** A forma maligna desse tumor é o carcinoma papilífero da mama. 
 
3) Neoplasias malignas da mama: 
Frequência: alta, maior causa de óbito entre as mulheres do primeiro mundo. 
No Brasil é mais frequente na região sul. 
Relação homem/mulher: 1:100 a 1:200 
Idade: a partir da 5a. década, peri-menopausa ( entre 45 e 55 mais comum ); 
raro antes dos 25 anos. 
Maior incidência: antecedentes familiares de carcinoma de mama, de 
endométrio e de ovário ( BRCA 1 e 2 ), com mais de 50 anos, obesas, com ciclos 
anovulatórios, nulíparas, menarca precoce ( abaixo de 12 anos ) e menopausa 
tardia, hiperplasia atípica/adenose esclerosante. 
 
 
Sintomas do câncer de mama 
- Presença de nódulos na palpação, que não 
diminuem de tamanho; 
- Liberação de líquido pelo mamilo, especialmente 
sangue; 
-Vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da 
mama; 
-Alteração na coloração ou forma da aréola ou 
alterações do tamanho ou forma da mama; 
- Mamilo retraído; 
-Formação de crostas ou feridas na pele junto ao 
mamilo ou coceira; 
-Endurecimento da pele da mama, semelhante a 
casca de laranja. 
Figura 6- microscopia do tumor 
filóide benigno 
Figura 11 -papiloma intraductal 
Letícia Nano – Medicina Unimes 
 
Fatores de Risco do Câncer Mamário: 
a) Genético: gene autossômico dominante. BRCA 1 e 2. Associado ao câncer de mama de pacientes jovens. 
b) Hormonal: predomínio de ação estrogênica por longos períodos da vida. 
c) Ambientais: dieta rica em gorduras, álcool, cafeína, irradiação, tabagismo. 
d) Fator viral: em camundongos foi detectado um retrovírus que poderia ser transmitido através do leite, sem 
comprovação em humanos. 
 
Alterações genéticas nos tumores: 
carcinoma lobular in situ → Mutação na E-caderina 
Carcinoma ductal - não possui alteração na E- caderina : 
Carcinoma intraductal grau I ou baixo grau→ mutação no cromossomo 16 
Carcinoma intraductal grau II ou grau intermediário→ mutação no cromossomo 11 
Carcinoma intraductal grau II ou alto grau→ mutação no cromossomo 17 
Obs.: somente no câncer de mama é observado em um mesmo tipo de câncer, mutações genéticas em diferentes 
cromossomos , que alteram a morfologia e comportamento desses tumores. 
 
Localização das lesões: quadrante superior esquerdo em 50% dos casos (maior quantidade de tecido mamário). 
Clínica: nódulo firme e aderido, doloroso ou não, alterações da pele ou do mamilo. Pele enrugada com poros 
evidentes semelhantes a “ casca de laranja “. 
Macro: nódulo endurecido, com microcalcificações na mamografia, esbranquiçado com áreas amareladas de 
necrose, contornos infiltrativos ( há desmoplasia na composição ). 
Micro: Carcinoma de origem: 
-Ductal (90%) 
-Lobular (10%) 
 
Classificação do Carcinoma Mamário 
A) Carcinoma ductal ( 90% ) 
 I) In situ – 15 a 30% 
 Intraductal 
 II) Invasivo – 70 a 85% 
 Não especial – 66% - morfologia não diferente, sem especificidade. 
 Tubular – 6% - forma ducto igual ao normal, e tem o melhor prognóstico (grau I ). 
 Medular – 2% - mulheres jovens, não apresenta calcificação, com pouca capacidade metastática, e grande 
infiltrado linfocitário. 
 Papilífero – 1% - bom prognóstico, provém de um papiloma intraductal. 
 Mucinoso – 2% - produz material mucóide, frequente em pacientes idosas. 
 Epidermóide – extremamente raro porque a mama não tem epitélio pavimentoso estratificado (exceto em 
metaplasia escamosa ). 
 Apócrino - raro 
 Adenóide-cístico – raro –cresce com aspecto de glândula salivar, semelhante ao mesmo câncer na parótida 
 Metaplásico – raro - forma outros tecidos como osso, cartilagem.Ocorre pois o fibroblasto excessivamente 
ativado pode se diferenciar em condroblasto ou cartilaginoso. Tumor gressivo, altamente metastatizante. 
Figura 12- câncer de mama 
Letícia Nano – Medicina Unimes 
 
B) Carcinoma lobular ( 10% ) nos ácinos 
 I) In situ – não invade a membrana basal e é 100% curável. 
 II) Invasivo – 10% 
 
A) Carcinoma Ductal da mama : 
Ca. ductal “in situ” ou Intraductal: membrana basal íntegra, ductos preenchidos por células 
carcinomatosas, em arranjo sólido, cribriforme, papilífero ou com necrose central → 
Comedocarcinoma: mais agressividade ( o tipo histológico determina a agressividade ). 
Remoção cirúrgica como tratamento. 
Invasivo: agrupamentos celulares em cordões, ninhos sólidos, túbulos, invadindo o estroma 
da mama, que se torna denso, desmoplásico. Invasão angiolinfática frequente (maior chance 
de metástase ). 
Tecido mamário normal: parênquima intercalado com tecido gorduroso. Cancer: massa unica, 
sólida. Macroscopia: massa de grandevolume, de consistencia endurecida, áreas elevadas em 
forma nodular,com ulceração, e pele em "peau d'orange“, aspecto de casca de laranja. 
*Na fibrose como processo cicatricial, há retração da pele, secundário à desmoplasia, e em 
áreas proximas ao mamilo, o mamilo tambem pode retrair. 
Para diferenciar se o câncer é primário ou metastático em uma nova incidência na outra 
mama, investiga-se os achados histológicos encontrados no carcinoma in situ, afinal, as 
metástases não migram via ducto. 
**Padrão esquirroso: estroma muito denso e maligno. 
Diagnóstico: mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética 
 
Variações histológicas (Tipos especiais) do Carcinoma ductal: 
-Carcinoma medular : blocos de células tumorais, não forma ducto nem papila, com grande 
volume, caráter mole, atipia acentuada, faixa de infiltrado inflamatório ao redor e relacionado a melhor sobrevida. 
-Carcinoma colóide ou mucinoso: forma ducto e grande quantidade de muco ao seu redor. 
-Carcinoma Tubular : apenas 1 camada de células , diagnóstico diferencial com a adenose esclerosante. 
 
***Doença de Paget: carcinoma ductal, que se estende pelos ductos principais até a mamilo e aréola. As células 
tumorais na epiderme são atípicas, secretoras de muco, citoplasma claro. Clinicamente surge como lesão 
eczematosa, ulcerativa e pruriginosa do mamilo. No parênquima mamário há foco de carcinoma intraductal ou 
ductal invasivo. 
A manifestação é a distância, tumor na profundidade que se exterioriza pelo mamilo, crescendo através dos ductos. 
Na microscopia se observa alteração na epiderme. As células tumorais são mucosecretroras, e o método PAS é 
positivo ( Ácido periódico – Schiff ). É necessário o diagnóstico diferencial com melanoma. 
B) Carcinoma lobular da mama: 
 “In situ” ou intralobular: proliferação celular com perda da dupla população, que preenche 
a luz dos ácinos, dentro dos lóbulos. 
 Invasivo: invasão estromal em fila indiana, células pequenas, de aspecto monótono. 
Tem tendência à bilateralidade e à multicentricidade na mesma mama. 
Figura 13- Carcinoma intra-ductal 
in situ de padrão sólido com 
micro-calcificações. 
Figura 14- Carcinoma intra-
ductal de padrão cribriforme 
Figura 15- Carcinoma intra-ductal 
do tipo comedocarcinoma com 
foco de calcificação. 
Figura 16-Carcinoma lobular 
invasivo em fila indiana 
Letícia Nano – Medicina Unimes 
 
Disseminação dos carcinomas mamários: 
I) Via linfática( predomínio ): várias pacientes já apresentam metástases linfonodais 
na época do diagnóstico. 
Quadrantes externos dão metástases para os linfonodos axilares em 50% dos casos 
e para a cadeia mamária interna em 15%. 
Quadrantes internos e da região central dão metástases para LN mediastinais e 
axilares. 
II) Via sanguínea: pulmões, fígado, ossos, ovários, pele, etc.. 
Carcinoma Inflamatório: 
Infiltração da pele e êmbolos carcinomatosos em vasos linfáticos da derme. Clinicamente com aspecto de inflamação 
da pele: calor, rubor e dor ( simula uma mastite ). Pele em casca de laranja, com espessamento, retração e 
linfedema. 
É uma linfangite carcinomatosa da pele. É grave pois se já invadiu os 
vasos linfático da pele, são grandes as chances de disseminação 
sistêmica. 
Tratamento: quimioterapia. 
 
 
 
Sobrevida e Prognóstico 
Métodos diagnósticos: PAAf/citológico, Mamografia, Ultrassonografia, Biópsia. Na PAAF o diagnóstico é difícil pois 
as células são pequenas. O mais indicado é a biópsia, pois o mais importante é a visualização da alteração estrutural 
e não atipia celular. 
Tratamento: Cirurgia, Radio e Quimioterapia 
Receptores Hormonais: uso de anti-estrogênicos e ooforectomia. 
Sobrevida: depende do estadiamento 
 - Ausência de metástases linfonodos axilares: 84% em 5 anos 
- 2 ou 3 linfonodos axilares com metástase: 70 a 80% em 5 anos 
 - Metástases grandes e fixos: 30% em 5 anos 
Recidivas: são comuns, até muitos anos depois da cirurgia. Comum a administração de anti-estrógeno pós câncer. 
Lesões da Mama Masculina 
1) Ginecomastia 
Causas : desequilíbrio estrógeno/andrógeno, cirrose, Klinefelter(XXY), Tumores Leydig ou Sertoli, drogas: 
maconha(?), anabolizantes esteróides, agentes psicoativos. Às vezes retirada cirúrgica. 
 2) Carcinoma da Mama Masculina: 
Muito raro, Idade avançada, relacionado ao metabolismo dos estrógenos: Insuficiência hepática ( comum no idoso 
com cirrose ), retirada dos testículos por carcinoma de próstata. 
Tecido mamário escasso: rápida infiltração da pele e da parede torácica. Tipo histológico mais comum: Ca ductal 
invasivo ( é ductal pois não há ácinos nos homens). 
Figura 17- Carcinoma ductal com 
embolização em linfáticos dérmicos 
(Carcinoma “inflamatório”) 
Figura 18- carcinoma 
inflamatório

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