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1 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – CEAP CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO ANA KELLY DIAS JORGE GOMES PAULO JOSÉ TAYNÁ MATOS CENTRO CULTURAL VER O MUNDO: proposta para um centro cultural, Macapá - AP MACAPÁ - AP 2018 2 ANA KELLY DIAS JORGE GOMES PAULO JOSÉ TAYNÁ MATOS CENTRO CULTURAL VER O MUNDO: proposta para um centro cultural, Macapá – AP Trabalho interdisciplinar de um Centro Cultural referente às disciplinas de Projeto de Arquitetura e Urbanismo I, Projeto de Paisagismo I, Sistemas Construtivos, Conforto Ambiental Sonoro, Arquitetura e Urbanismo Contemporâneo II e Instalações e Equipamentos Elétricos orientado pelos professores Juliane Silva, Leonardo Beltrão, Sérgio Orlando, Tatiana Saraiva, Emilson Pereira e Camila Sampaio, respectivamente, a turma 6º semestre do Centro de Ensino Superior do Amapá. MACAPÁ-AP 2018 3 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Levantamento de Teatro no País. ..................................................... 7 Figura 2: Centro Cultural de Paraty. .............................................................. 12 Figura 3: Volume. ........................................................................................... 12 Figura 4: Espaço interno. ............................................................................... 13 Figura 5: Centro Cultural Teopanzolco. ......................................................... 14 Figura 6: Teatro. ............................................................................................ 15 Figura 7: Circulação........................................................................................16 Figura 8: Ministério de Educação. .................................................................. 17 Figura 9: Vista de cima. ................................................................................. 18 Figura 10: Vista frontal. .................................................................................. 19 Figura 11: Espaço interno. ............................................................................. 19 Figura 12: Vista superior. ............................................................................... 20 Figura 13: Teatro antes/depois da implantação. ............................................ 23 Figura 14: Espaço Interno .............................................................................. 23 Figura 15: Fachada ........................................................................................ 23 Figura 16: Museu Sacaca. ............................................................................. 25 Figura 17: Escultura Sacaca. ......................................................................... 25 Figura 18: Auditório Waldemiro Gomes. ........................................................ 26 Figura 19: Planta de situação ........................................................................ 28 Figura 20: Mapa de Setorização Urbana de Macapá. .................................... 29 Figura 21: Usos e Atividades. ........................................................................ 29 Figura 22: Intensidade de Ocupação. ............................................................ 30 Figura 23: Sistema Viário. .............................................................................. 30 Figura 24: Setorização do entorno ................................................................. 31 Figura 25: Calçada/ Passeio público .............................................................. 31 Figura 26: Iluminação pública ........................................................................ 32 Figura 27: Fachada Norte (Carta Solar)......................................................... 33 Figura 28: Fachada Sul (Carta Solar) ............................................................ 33 Figura 29: Fachada Oeste (Carta Solar) ........................................................ 33 Figura 30: Fachada Leste (Carta Solar) ......................................................... 33 Figura 31: Ventos às 12h. .............................................................................. 34 4 Figura 32: Ventos às 15h. .............................................................................. 35 Figura 33: Ventos às 18h ............................................................................... 36 Figura 34: Setorização Inicial ......................................................................... 42 Figura 35: Setorização final ........................................................................... 43 Figura 36: Organograma inicial. ..................................................................... 44 Figura 37: Fluxograma Inicial. ........................................................................ 45 Figura 38: Fluxograma final ........................................................................... 46 Figura 39: Organograma térreo final. ............................................................. 47 Figura 40: Organograma 2º pavimento final. ................................................. 48 Figura 41: Croqui da ideia inicial .................................................................... 49 Figura 42: Implantação inicial simples ........................................................... 50 Figura 43: Volumetria final ............................................................................. 51 Figura 44: Volumetria final colorida ................................................................ 52 Figura 45: Fachada principal .......................................................................... 54 Figura 46: Fachada Lateral Esquerda ............................................................ 55 Figura 47: Materiais ....................................................................................... 57 Figura 48: Áreas definidas ............................................................................. 58 Figura 49: Lixeira ........................................................................................... 59 Figura 50: Assento ......................................................................................... 60 Figura 51: Tempo Ótimo de reverberação ..................................................... 62 Figura 52: Corte do Teatro ............................................................................. 64 Figura 53: Tempo Ótimo do Teatro ................................................................ 64 Figura 54: Materiais e cálculo ........................................................................ 65 Figura 55: Localização luminária eixo x ......................................................... 68 Figura 56: Localização luminária no eixo Y .................................................... 69 Figura 57: luminância diversos pontos da sala .............................................. 70 Figura 58: Resultados obtidos pelo software ................................................. 70 Figura 59: Representação 3D da sala de teoria musical................................ 71 Figura 60: Cores falsas da sala de teoria musical ......................................... 72 5 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................... 6 2 REFERENCIAL TEÓRICO ......................................................................... 9 2.1 CONCEITOS REFERENTES À CENTRO CULTURAL ......................... 10 2.1.1 ARQUITETURASCONTEMPORÂNEAS DE REFERÊNCIA: CORRELATOS ...................................................................................................... 11 2.2 A NECESSIDADE DE ESPAÇOS CULTURAIS NA CIDADE DE MACAPÁ ............................................................................................................................... 20 2.2.1 LEVANTAMENTO DAS EDIFICAÇÕES LOCAIS ............................... 22 2.2.2 JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA ....................................................... 26 3 ESTUDOS PRELIMINARES .................................................................... 28 3.1 ESCOLHA DO TERRENO ..................................................................... 28 3.2 ESTUDO DO ENTORNO ...................................................................... 30 3.3 ESTUDOS DE INSOLAÇÃO E VENTILAÇÃO ...................................... 32 3.4 PROGAMA DE NECESSIDADES E PRÉ-DIMENSIONAMENTO ......... 38 3.5 SETORIZAÇÃO ..................................................................................... 42 3.6 ORGANOGRAMA E FLUXOGRAMA .................................................... 43 3.7 PARTIDO ARQUITETÔNICO ................................................................ 49 4 APRESENTAÇÃO DO ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO .................. 54 4.1 FACHADAS ........................................................................................... 54 4.2 PROJETO DE PAISAGISMO ................................................................ 56 4.3 PROJETO ACUSTICO .......................................................................... 56 4.4 PROJETO LUMINIOTECNICO .............................................................. 68 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................... 73 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................ 74 APÊNDICES ................................................................................................ 76 6 1 INTRODUÇÃO “Cultura, um todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade. ” Esse é um dos primeiros conceitos de cultura já registrado em 1871, definido por Edward B. Tylor. Por mais debatida e polêmica a definição do que é cultura, não se pode negar o fato de que a memória é um elemento fundamental na formação da identidade cultural individual e coletiva de um povo, e que todo registro ou tradição são relevantes e devem ser preservadas e valorizadas, objetivando sua perpetuação. Os espaços dedicados à preservação da história e também de manifestações culturais e artísticas são essenciais e para que isso ocorra e devem-se ganhar cada vez mais destaque nas políticas de Estado, como já vem acontecendo com a construção de centros especializados para prática de lazer, cultura e arte. Entretanto, no cenário nacional é discrepante a diferença de espaços para cultura entre as regiões do Brasil, substituindo apenas um desses espaços como museus. Regiões como Sul e Sudeste concentram quase 70% dos museus do país, sendo a região Norte com a menor concentração com 4,7% dos museus do país. (IBRAM, 2015). Isso reflete principalmente nos estados mais pobres onde há uma escassez maior de investimento não só na área da cultura, mas também na saúde e educação por exemplo Agora se levarmos em consideração os teatros na região Norte oficialmente detém também apenas 4% dos teatros do Brasil (figura 1). (VIÉGAS, 2011) 7 Figura 1: Levantamento de Teatro no País. Fonte: Realidades Urbanas, 2011. E não se trata somente da quantidade, mas também de infraestrutura, a condição da realidade do Amapá, em levantamento, cujo espaço não representa sua demanda, como o Teatro das Bacabeira e o Museu sacaca, por exemplo. Sendo estes apresentando barreiras de forma geral, não foram projetados para certos eventos, em destaque o Teatro das Bacabeira que possui dicotomia acústica e o Museu sacaca, tem capacidade reduzida para um conclame de médio porte. O objetivo geral deste trabalho é apresentar um projeto arquitetônico de um Centro Cultural, na cidade de Macapá, para incentivar a inserção de mais espaços culturais, caracterizando maior valorização da cultura local. Não foca apenas na quantidade, mas sim na qualidade inexistente na capital. Que além de valorizar, irá promover a cultural no seu conteúdo, pensando nisso o terreno escolhido está inserido nesse proposito, sua localização privilegiada, no Araxá, a orla de Macapá, um importante ponto estratégico para o turismo. No plano geral, foram estabelecidos requisitos específicos, que pudessem agregar aspectos sócio cultural, intercambio, econômico e de integração urbana: 8 Descrever o referencial teórico através dos conceitos referentes a centro cultural, correlatos e a necessidade desses espaços em Macapá e o levantamento das edificações existentes Analisar os estudos preliminares a partir da escolha do terreno, estudo do entorno e conforto ambiental. Justificar o anteprojeto arquitetônico bem como o partido gerado Sendo estes respeitando a legislação e as normas de forma que possamos desenvolver um projeto que de fato atenda a necessidade local. O Centro Cultural Ver o Mundo (Araxá, ará em tupi-guarani, significa mundo e Xá significa ver). Possui acessos para diferentes grupos sociais, valorizando e contribuindo para a identificação, registro, memoria e reconhecendo as manifestações regionais da cidade. 9 2 REFERENCIAL TEÓRICO Para este trabalho de pesquisa cientifica, foi utilizado obra: Fundamentos da metodologia cientifica (2003), dos autores Marina de Andrade Marconi e Eva Maria Lakatos, que explica os procedimentos didáticos e a ciência e conhecimento cientifico. De acordo com Marconi e Lakatos (2003), a Metodologia Científica, mais do que uma disciplina, significa introduzir o discente no mundo dos procedimentos sistemáticos e racionais, base da formação tanto do estudioso quanto profissional, pois ambos atuam, além da prática, no mundo das ideias. Podemos ao afirmar até: que a prática nasce da concepção sobre o que deve ser realizado e qualquer tomada de decisão fundamenta-se naquilo que se afigura como o mais logico, racional, eficiente e eficaz. O método de estudo é hipotético-dedutivo, pois se inicia pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos, acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese. A coleta de dados é essencial para consolidar os argumentos aqui expostos e precisam ser analisados, interpretados, comprovados refutáveis. O subcapitulo primeiro do Referencial teórico: Conceitos referentes à centro cultural, trata sobre a parte teórica do trabalho. Para isso foi utilizado a pesquisa bibliográfica que segundo Marconi e Lakatos (2003), estas abrangem toda bibliografia já tornada, pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartográfico etc., até meios de comunicação orais: rádio, internet e audiovisuais: filmes e televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou fIlmado sobre determinado assunto, inclusive conferencias seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas.O subcapitulo primeiro do Referencial teórico: Correlatos, foram utilizadas pesquisas em websites, assim como publicações de artigos sobre a edificação, na qual são Centro Cultural de Paraty projeto vencedor do concurso Nacional de Arquitetura e Urbanismo para o Centro Cultural, de eventos e 10 exposições de Paraty, Centro Cultural de Teopanzolco no México, Ministério de Educação e Saúde no Rio de Janeiro e California Academy of Sciences na California. O terceiro capitulo: A necessidade de espaços culturais na cidade de Macapá, também se utilizou de pesquisa bibliográfica com o uso de artigos científicos e teses acerca do assunto sobre a necessidade desses espaços de forma geral, bem como levantamento feitas através visitas in loco para a verificação da edificação. 2.1 CONCEITOS REFERENTES À CENTRO CULTURAL Centro Cultural vem sendo utilizado de forma genérica, especialmente por órgãos públicos. Então surge o questionamento de quais seriam as suas características, entretanto o mesmo está associado ao próprio conceito de cultura, cujo sempre é pauta de debate e polêmica. Segundo a definição de Renata Neves (2013) o Centro Cultural, pode ser definido pelo seu uso e atividades nele desenvolvidas. Podendo ser tanto um local especializado, de múltiplo uso, proporcionando opções como consulta, leitura em biblioteca, realização de atividades em setor de oficinas, exibição de filmes e vídeos, audição musical, apresentação de espetáculos, etc, tornando- se um espaço acolhedor de diversas expressões ao ponto de propiciar uma circulação dinâmica da cultura. Significa que, o papel de um centro cultural é gerar, executar e difundir as atividades culturais e bens simbólicos, cujo o mesmo deve ser acessível a todas as classes sociais. São espaços para produzir a cultura, através de todo tipo de arte e conhecimento, capazes de desenvolver um pensamento crítico, criativo, provocativo, grupal e dinâmico. Devido a diversas interpretações de cultura que dependem muito da região na qual se localiza, o Centro Cultural não poder ser visto como um modelo único, porém as suas características permitem diferenciá-lo de qualquer outro edifício, como uma academia ou supermercado. Contudo, existem hall de shopping que é chamado de corredor cultural ou uma antessala como uma galeria, por exemplo. O que realmente vai diferencia-los de um 11 Centro Cultural, são as experiências vividas nele, que devem ser significativas tanto para si próprio quanto à sua volta. Portanto Centro Cultural, costuma ser um ponto de encontro nas comunidades menores, onde as pessoas se reúnem para conservar tradições e desenvolver atividades culturais que incluem a participação de toda a família. Sendo regra geral, as atividades dos Centros Culturais são gratuitas ou bastante acessíveis, de modo que nenhuma pessoa fique de fora ou afastada por questões econômicas. A propriedade dos centros culturais costuma ser estatal ou cooperativa, uma vez que não costuma tratar-se de instituições com fins lucrativos. (CONCEITO, 2013) 2.1.1 ARQUITETURAS CONTEMPORÂNEAS DE REFERÊNCIA: CORRELATOS Centro Cultural Paraty Projetado pelo arquiteto Filipe Gebrim Doria, este Centro Cultural é vencedor de Menção Honrosa do concurso Nacional de Arquitetura e Urbanismo para o Centro Cultural, em eventos e exposições de Paraty. A área escolhida para o CCEE está situada em um bairro fora do centro histórico, o mesmo possui urbanização mais recente, ainda pouco consolidada. O terreno encontra-se no limiar entre a área loteada e o início da mata Atlântica que se estende em direção a Serra do Mar. O partido adotado responde em um só tempo a todas as questões, o que se propõe não é um único edifício, mas um conjunto de elementos edificados e não edificados que gere um espaço que atenda ao programa e se insira no meio urbano e na paisagem de forma clara e precisa. 12 Fonte: Archdaily, 2014. Conforme a figura 2 é possível perceber um grande pavilhão que é de 100x60 metros, com malha modular de 5x5 metros materializados por um conjunto de vigas e pilares de madeira. Sendo estes aspectos que inicialmente ajudaram a formular uma ideia de volumetria e material para nosso centro cultural. Figura 3: Volume. Fonte: Archdaily, 2014. Os volumes internos que abrigam os espaços fechados são dispostos a partir de uma rígida lógica baseada no atendimento funcional e na modulação racional vistos na figura 03. O projeto explora essa tensão tornando uma aparente limitação em um fator de criação de espaços diversos. Mantem-se dentro de uma forma prismática a flexibilidade necessária para abrigar a variação de usos e espaços, todas elas contidas pelas proporções precisas dos Figura 2: Centro Cultural de Paraty. 13 limites. “Na tensão entre a afirmação da ordem e a aleatoriedade da vida encontra-se um sentido”. (Archdaily) Figura 4: Espaço interno. Fonte: Archdaily, 2014. Como na figura 4, a disposição rompe com o usual para este tipo de programa, alterando a relação entre circulações, espaços de permanência e usos, tornando o um espaço uno, onde a noção de começo e fim, dentro e fora, abrigado e não abrigado passa a ser questionada. Centro Cultural de Teopanzolco O projeto do Centro Cultural está localizado em um prédio em frente à área arqueológica de Teopanzolco, localizado no México, projetado pelos arquitetos Isaac Broind, Productora, com área de 7000.0 m², construído em 2017. O projeto traz duas estratégias fundamentais: por um lado potencializar a relação com o terreno arqueológico e por outro gerar espaços públicos significativos. O edifício se organiza através de dois elementos, uma planta triangular que contém os programas públicos (hall, serviços, bilheteria, guarda- volumes, auditório) e uma plataforma que o rodeia e que abriga as áreas privadas de operação (camarins, depósitos, etc.) incluindo uma caixa negra para multiuso. 14 Figura 5: Centro Cultural Teopanzolco. Fonte: Archdaily, 2017. A plataforma horizontal que rodeia a planta triangular serve como mirante para a zona arqueológica e para a cidade. A grande base contém uma série de pátios, um deles surge em frente ao acesso secundário do auditório e cria um pequeno teatro ao ar livre possível ser bem visível de cima. Essa plataforma é capaz de gerar espaços exteriores diversos e resolver os acessos secundários ao interior do auditório ou à própria plataforma além de incorporar grandes árvores existentes. Por outro lado, a cobertura principal de forma triangular consiste em uma grande rampa escalonada que nasce da intersecção com a plataforma horizontal que a rodeia e faz com que a presença física e o impacto visual da nova edificação sejam diminuídos, além de converter a cobertura em um auditório adicional ao ar livre que tem como fundo o sítio arqueológico 15 Figura 6: Teatro. Fonte: Archdaily, 2017. Essa grande esplanada triangular é a cobertura da sala principal do auditório e contém outra esplanada triangular menor que é a cobertura do hall principal. Ambas plataformas descendem em direções opostas e criam um jogo visual de planos inclinados que podem ser apreciados durante todo o percurso. (Archdaily, 2017.) 16 Figura 7: Circulação. Fonte: Archdaily, 2017. O hall principal possui aberturas permanentes estrategicamente dispostas que permitem sua ventilação com circulação cruzada, evitando o uso de sistemas elétricosde acondicionamento térmico. O eixo de composição de a planta triangular do acesso foi disposto intencionalmente no mesmo eixo da pirâmide principal. Desta maneira, o hall disposto exatamente em frente á pirâmide converte-se em um mirante e em um lugar de encontro antes ou depois dos eventos: um espaço que estabelece um diálogo continuo entre a vida cultural contemporânea e a presença do passado. (Archdaily, 2017) Ministérios de Educação e Saúde / Lucio Costa Com alterações resultantes de análises do terreno e do programa de necessidades entre outros, cujo mais adiante serão melhor explicados, procuramos projetos que melhor se encaixasse em nossa realidade de partido. E o projeto que é ícone da arquitetura moderna Brasileira, o Palácio Gustavo Capanema, também conhecido como Ministério da Educação e Cultura (MEC) de Lucio Costa e equipe, possuí aspectos que puderam ser aproveitados no partido. (Vitruvius, 2014) 17 Com alterações resultantes de análises do terreno e do programa de necessidades entre outros, cujo mais adiante serão melhor explicados, procuramos projetos que melhor se encaixasse em nossa realidade de partido. E o projeto que é ícone da arquitetura moderna Brasileira, o Palácio Gustavo Capanema, também conhecido como Ministério da Educação e Cultura (MEC) de Lucio Costa e equipe, possuí aspectos que puderam ser aproveitados no partido. (Vitruvius, 2014) Figura 8: Ministério de Educação. Fonte: Vitruvius, 2014. Construído no ano de 1936 no Centro no Rio de Janeiro como é possível identificar logo acima. É composto por dois edifícios que se interceptam-se perpendicularmente. 18 Figura 9: Vista de cima. Fonte: Vitruvius, 2014. Com características marcantes do movimento moderno como o uso dos pilotis em ambos edifícios, terraços verde e jardins e um volume acentuado de cobertura plana além dos brise-soleils. Foi fundamental para consolidar a ideia do partido. (Vitruvius, 2014) 19 California Academy of Sciences / Renzo Piano Figura 10: Vista frontal. Fonte: Portal Metálica, 2010. A California Academy of Sciences (Academia de Ciências da Califórnia) está situado no Golden Gate Park em São Francisco, Califórnia, Estados Unidos, destacado na figura 10. É composto por um, aquário, planetário, museu de história natural e floresta tropical indoor, também se destaca por ser uma edificação totalmente baseada em tecnologias e práticas sustentáveis. (Portal Metálica, 2010) Figura 11: Espaço interno. Fonte: Portal Metálica, 2010. 20 A sua grande composição em vidro que busca integrar o interno e o externo e principalmente por prezar uma iluminação natural cujo 90% a usam ao invés da elétrica. Figura 12: Vista superior. Fonte: Portal Metálica, 2010. Assim como o “telhado vivo" que possuí funções importantíssimas para ajudar a temperatura interna e absorver a água da chuva além de aproveitar o mesmo em outras partes do museu. Com essas medidas e outras fazendo parte do conceito de sustentabilidade é fundamental ser levado em consideração nos projetos atuais. (Portal Metálica, 2010). 2.2 A NECESSIDADE DE ESPAÇOS CULTURAIS NA CIDADE DE MACAPÁ Com as características já definas sobre o que são centros culturais, precisamos entender a necessidades desses espaços. Para isso, primeiramente é preciso analisar o interesse das pessoas nesses locais. De acordo com a pesquisa de 2014, ‘Públicos de Cultura: hábitos e demandas’, realizada pelo Sesc em parceria com a Fundação Perseu Abramo, as atividades que 58% dos brasileiros praticam em seu tempo livre de segunda a sexta-feira são dentro de suas casas. Já aos finais de semana, 34% dizem preferir atividades de lazer, e 9%, de cunho religioso. Programações 21 culturais, como os museus, não são as preferidas no Brasil: 61% afirmam nunca terem assistido a uma peça de teatro, e 71% nunca visitaram uma exposição de pinturas ou esculturas. (SESC, 2014) No que diz respeito às produções culturais, a pesquisa revela que apenas 15% dos entrevistados afirmam que cantam em grupo ou individualmente, 13% praticam alguma dança e 10% tocam instrumentos. As atividades menos produzidas são teatro e expressão corporal, cada uma soma apenas 1% dos entrevistados. (SESC, 2014) Isso é um reflexo que depende do contexto urbano em que a população está inserida e a dificuldade e acesso a equipamentos culturais que muitas vezes estão mal localizados, onde pessoas que moram na periferia da cidade enfrentam uma barreira maior para frequentar esses espaços. Entretanto a distância não é a única barreira, pois os valores elevados dos bilhetes de teatro, cinema entre outros, por sua vez não colaboram para inclusão, mesmo os que pagam meia preferem fazer download de filmes, por exemplo, a ter custo para uma experiência no cinema. E mesmo que um evento seja gratuito a falta de contato com qualquer vivência cultural dificulta o despertar do interesse público. O tempo livre dos brasileiros anda curto: apenas 18,4% da população diz ter horário de lazer de sobra. O restante, 35,4%, afirma que o tempo é insuficiente para fazer tudo o que se deseja e 44,9% dizem que o horário de lazer é suficiente, mas sempre há algo a mais para fazer. (IEAP, 2010). E se pudessem escolher o que fazer num tempo livre “esticado”, os brasileiros preferem primeiro frequentar cursos, depois fazer atividades físicas e em terceiro lugar descansar. Ir a espaços culturais está na sexta posição neste planejamento. Isso resulta em uma pequena classe com poder aquisitivo maior que de fato tem mais acesso a esses espaços. Por essas razões apresentadas através de pesquisas sobre o habito cultural do brasileiro torna-se essencial que esses espaços culturais existem e que principalmente sejam acessíveis para o público geral. Pois somente assim a população pode se tornar mais frequente ales. Compreendendo o interesse popular e justificando-o, pode-se partir para os já existentes em Macapá, não entrado em detalhes pois o tópico a seguir já 22 o faz. Podemos citar dois, o principal é o Teatro das Bacabeira, apesar de ser de sua área ser grande assim como sua capacidade, o mesmo não foi corretamente projetado para receber orquestras, pois o seu fosso não tem espaço para abriga-la, entre outras deficiências, como o tratamento de som que possui um tempo de reverberação acima do recomendado, e que impossibilita a vinda de uma opera ou de grandes peças nacionais. Segundo é o Museu sacaca, cujo o auditório Waldemiro Gomes conta com capacidade para 280 pessoas sentadas. Que além de também não possuir o tratamento de som adequado sua capacidade é ainda menor. Esses e outros com status de espaços culturais cujo possuem certas deficiências justifica ainda mais a necessidade de um espaço melhor projetado para que possa suprir as demandas da sociedade. Pois devido à grande carência da cidade de Macapá, de espaços voltados a cultura, restando poucas alternativas de lazer para a população, o trabalho apresenta como sugestão um novo centro cultural totalmente integrado e inserido para toda a população 2.2.1 LEVANTAMENTO DAS EDIFICAÇÕES LOCAIS Teatro das Bacabeiras Dos teatros da Amazônia, o Teatro das Bacabeiras, em Macapá - cidade das bacabas (tipo de palmeira), localizado na rua Cândido Mendes, 368; Bairro Central; cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá, instituiçãopública vinculada à Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap), sendo destinada inicialmente as apresentações de eventos artísticos-culturais de gêneros diversos, sendo Teatro, Música, Cinema e Dança. 23 Figura 13: Teatro antes/depois da implantação. Fonte: Acadêmicos de Pedagogia, 2010. Sua construção teve início 1984 e concluída em 1990, ocorrendo com inúmeras críticas negativas pois local era espaço para a realização do tradicional “Arraial de São José”. (ACADÊMICOS DE PEDAGOGIA, 2011) Caracteriza-se pela arquitetura moderna, estilo que o guarneceu de grande imponência, atribuindo-lhe especial destaque no patrimônio arquitetônico da cidade de Macapá. Em sua inauguração, foi denominado de Cine Teatro de Macapá. Em 09 de março de 1992, passa a ser chamado de Teatro das Bacabeiras. O Teatro das Bacabeiras é de tipo italiano e possui uma fachada em arcos com volumetria em linhas retas, vale destacar o uso de expressivo concreto com apenas alguns vidros e paredes pintadas, com capacidade para 705 pessoas (sentadas) salas secundárias que seriam destinadas à realização Fonte: G1 Amapá, 2018. Fonte: Governo do Estado, 2018. Figura 15: Fachada Figura 14: Espaço Interno 24 de oficinas, à projeção de filmes e aos ensaios dos espetáculos, mas estão sem atividades. Foi inaugurado em 09 de março de 1990, com espetáculo teatral que reuniu vários grupos. Neste primeiro espetáculo, não foi cobrado ingresso. (ASSIS, 2006) Não há em Macapá outro teatro destinado a pequenos espetáculos. Isso torna a marcação de pautas no Teatro das Bacabeiras um problema para grande parte dos grupos artísticos, a maioria amadores, que precisavam disputar, com eventos de maior público, uma vaga para apresentação. Com a formação do conselho de cultura do Estado do Amapá, espera-se mudanças neste sentido. (ASSIS, 2006). E com o passar dos anos o prédio encontra-se por um total abandono por órgãos e entidades da administração pública, o teatro enfrenta vários problemas estruturais. Com as dificuldades sentidas por aqueles que precisam mais espaços como o teatro e apropriados que se faz necessária a implantação do mesmo. Como dependências, o Teatro das Bacabeiras, possui : Sala de entrada de artistas e funcionários; Fosso de orquestra; Sala de oficinas; Foyer; Bilheterias; Palco; Camarins; Plateia composta também de 01 mezanino; Sala administrativa; Balcão para plateia; Vestiário; Sala de projeção de filmes; Salas de ensaio; Depósitos; Banheiros. Museu Sacaca O Museu Sacaca (figura 16) é um espaço de histórias vivas que promove ações museológicas de pesquisa, de preservação e de comunicação do nosso patrimônio cultural. A Exposição a Céu Aberto do Museu Sacaca foi construída com a participação de comunidades indígenas, ribeirinhas, extrativistas e produtoras de farinha. E a cada ano, no aniversário da Exposição, essas pessoas participam da programação “Museu Vivo”, mostrando em cada ambientação o seu modo de vida e seus costumes, valorizando seus conhecimentos tradicionais. (IEPA). 25 Figura 16: Museu Sacaca. Fonte: Manoel Fonseca, 2015. O Museu foi inaugurado em 1997, com o objetivo de promover ações museológicas de pesquisa, preservação e comunicação, abrangendo o saber científico e o saber popular dos povos amazônicos, além de divulgar as pesquisas realizadas pelo Iepa, por meio de exposições e atividades didáticas. (DIÁRIODOAMAPÁ, 2015). Desde 1999 o museu recebeu o nome de “Museu Sacaca de Desenvolvimento Sustentável, em homenagem a Raimundo dos Santos Souza (1926-1999), o mestre “Sacaca” (figura 17), curandeiro local de grande importância para a difusão da medicina natural junto à população amapaense. Em 2002, após a criação de um novo estatuto, o museu foi reinaugurado com o nome atual: “Centro de Pesquisas Museológicas Museu Sacaca”. (DIÁRIODOAMAPÁ, 2015). Figura 17: Escultura Sacaca. Fonte: G1 Amapá, 2013. 26 Primando pela diversidade natural e cultural, o museu reconstitui casas típicas de ribeirinhos, caboclos, seringueiros, castanheiros e índios. E conta também com auditório (figura 18) com capacidade para 200 pessoas, uma praça de alimentação e salas de exposição. Figura 18: Auditório Waldemiro Gomes. Fonte: Maksuel Martins, 2012. Recentemente o Museu Sacaca completou 16 anos de história, em 2018. Mas muitos amapaenses não o conhecem ou não tem o hábito de frequentá-lo. Que se confirma através de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) na capital do Estado, Macapá, para apurar o quantitativo de pessoas que conhecem e frequentam o museu. Os dados apontaram que, a cada 10 pessoas, seis não conhecem o local. Onde possíveis causa já foram apresentadas no tópico da necessidade de espaços culturais, seja a sua localização que dificulta o acesso até mesmo a pouca divulgação do mesmo. Questões como essas aliadas a pouca capacidade do auditório contribui para fomentar ainda mais ideia para um Centro Cultural 2.2.2 JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA O Centro cultural ver o mundo recebeu esse nome em homenagem ao bairro, localizado no Araxá, ará (em tupi-guarani), significa mundo e Xá significa ver. Sua localização tem forte ligação com as barreiras enfrentadas para quem deseja ter acesso a esses espaços. Tem como objetivo principal atender a 27 demanda de um teatro que servira tanto para peças teatrais, orquestras e congressos. Com uma capacidade maior do que o do Museu Sacaca e menor que do Teatro das Bacabeira, compensará com a qualidade sonora que falta em ambas. Pois não se trata apenas de poucos espaços culturais em Macapá, mas da infraestrutura necessária para atende-la. Além de contar com espaços para biblioteca e exposições. Teatro O teatro servirá como um recinto destinado a várias atividades, o público em geral comparece para contemplar uma expressão artística, como uma peça de teatro, uma apresentação de dança, uma peça musical ou um monólogo, sendo um recinto este reservado a qualquer atividade que possa transmitir um conhecimento, como uma conferência, um debate ou um comício político. (CONCEITO, 2011), caracterizando-se assim por ser um espaço para diferentes grupos que desejam expressar das diversas formas suas artes. Biblioteca (Acervo e versão digital) O termo biblioteca se refere a um lugar físico destinado a abrigar uma organização de livros a fim de serem consultados pelos leitores. Neste sentido, uma biblioteca mante toda a forma de administração e de organização de modo que a informação contida seja de fácil acesso. Na atualidade, com o uso de informática, este tipo de administração tem facilitado graças à implementação de ferramentas informáticas. (CONCEITO, 2016), a criação de uma biblioteca com acervo e versão digital oportunizará mais amplitude nos documentos e acervos, caracterizando maior acessibilidade. Área de Exposições Permanentes e Temporárias A área destinada às exposições é o local onde os artistas expõem suas obras aos visitantes para apreciar suas criações, podendo variar de trabalhos como pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, performances de artistas etc. A principal característica é a contemplação, necessitando de um espaço totalmente amplo, com interações culturais proporcionando conforto para os visitantes. 28 Restaurante O restaurante do centro cultural terá uma área de alimentação, onde seráservida comidas típicas para os visitantes, com degustação de pratos regionais, um lugar espaçoso, confortável, que permita que seus clientes desfrutem pratos tipicamente regionais com sorveteria e café gourmet. 3 ESTUDOS PRELIMINARES 3.1 ESCOLHA DO TERRENO O terreno fica localizado no bairro do Araxá, na zona sul de Macapá, entre a Jovino Dinoá e a rodovia do Araxá, próximo a rotatória, por ser localizado na orla da cidade, sendo um ponto estratégico que posteriormente servirá como um ótimo ponto turístico da cidade. Não se trata apenas pelo o turismo, pois através das análises já apresentadas, uma das grandes dificuldades para o acesso da população se dar a sua localização, apesar de está situada na zona sul tem uma proximidade muito grande com o centro e estar na orla. Além de estar no setor de lazer Lei do Uso e Ocupação do Solo, que respalda a nossa ocupação. Sendo este o mais perto dos requisitos que que o grupo procurava. Figura 19: Planta de situação Fonte: Acervo pessoal, 2018. 29 Com terreno com área aproximada de 17.615,50 m² e estar localizado no setor de lazer segundo Lei do Uso e Ocupação do Solo conforme a figura 20 e detalhada melhor na figura 00. Figura 20: Mapa de Setorização Urbana de Macapá. Fonte: Anexo I, pagina 34 - Lei Complementar nº109/2014 – DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ. Conforme o plano diretor de Macapá o centro cultural é dentro dos usos e atividades do setor (figura 21), dentre elas está inserida o Centro Cultural o que foi decisivo para a escolha do terreno. Figura 21: Usos e Atividades. Fonte: Anexo III, pagina 42 - Lei Complementar nº109/2014 – DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ. 30 No quadro de intensidade de Ocupação a legislação caracteriza o terreno como baixa intensidade (figura 22). Com coeficiente de aproveitamento de 1,0, altura máxima 8 metros, taxa de ocupação máxima de 60%, taxa de permeabilização mínima de 20%. Figura 22: Intensidade de Ocupação. Fonte: Anexo V, pagina 53 - Lei Complementar nº109/2014 – DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ. 3.2 ESTUDO DO ENTORNO Como já mencionado o terreno está localizado em uma área nobre de Macapá, com um fluxo de pessoas e principalmente de carros muito intenso, pois está em frente a uma rotatória e rodovia importantes da cidade (figura 23), sendo a Rua Jovino Dinoá onde se encontra as paras para o uso do transporte coletivo. Figura 23: Sistema Viário. Fonte: Acervo pessoal, 2018. 31 No entorno conta muitos usos variados entre eles, quiosques, bares, distribuidoras, residências, mas predominante uso comercial. (figura 00). Além do Parque Marlindo Serrano e órgãos públicos como a Procuradoria geral da Justiça e o Tribunal de Contas da União. Figura 24: Setorização do entorno Fonte: Acervo pessoal, 2018. O estado das vias como a Rua Jovino Dinoá e a Rua do Araxá assim como a calçada (figura 25) e iluminação pública (figura 26) são regular, mas deixam a desejar pois a vias não possuem ciclovias e a iluminação por sua vez Figura 25: Calçada/ Passeio público Fonte: Acervo pessoal, 2018. 32 Figura 26: Iluminação pública Fonte: Acervo pessoal, 2018. Não consta em total funcionamento em todos os postes. Além de não possuir saneamento básico o que é o reflexo da maioria dos bairros em Macapá. 3.3 ESTUDOS DE INSOLAÇÃO E VENTILAÇÃO A cartografia solar de Macapá possui uma divisão simétrica devido sua latitude ser 0º, a diferença de cada divisão correspondente aos pontos cardeais dar-se pelo período de insolação em cada fachada (edificações). Na qual a diferença entre os solstícios e o equinócio são mínimas. A fachada Norte (figura 27) possui pouca insolação devido está voltada para a direção do terreno onde há uma vegetação com arvores de grande porte, onde a insolação é maior no solstício de inverno (março, abril, maio, junho, julho, agosto e setembro). Na fachada Sul (figura 28) possui uma insolação predominante no solstício de verão (janeiro, fevereiro, outubro, novembro e dezembro). Entretanto sua insolação é nas horas finais do dia. 33 Na fachada leste (figura 29) a isolação ocorre durante a manhã no equinócio (23 set - 21 mar) e no solstício de verão, possuindo uma intensidade maior do que as duas fachadas anteriores. Na fachada oeste (figura 30) é onde a insolação é mais intensa durante o ano todo, recebendo todo o sol do horário da tarde, sendo que no equinócio a intensidade é menor comparado com do solstício de inverno e verão. Fonte: Acervo pessoal, 2018. Fonte: Acervo pessoal, 2018. Fonte: Acervo pessoal, 2018. Fonte: Acervo pessoal, 2018. Figura 30: Fachada Leste (Carta Solar) Figura 29: Fachada Oeste (Carta Solar) Figura 27: Fachada Norte (Carta Solar) Figura 28: Fachada Sul (Carta Solar) 34 Conclui-se que a futura fachada Oeste durante o ano é que recebe a maior incidência solar e a fachada Sul é a que recebe menos. Em relação aos ventos predominantes a maior parte se dar devido ao Rio Amazonas que fica na direção Nordeste em relação ao terreno, atuando com bastante intensidade. Com ajuda do site Winfinder foi possível ver sua direção e força durante o dia. De forma geral possui uma boa ventilação As 12h a direção é ENE ( és-nordeste) com força de 4 kts(7.408 km/h) (figura 31). Figura 31: Ventos às 12h. Fonte: Winderfinder, editado, 2018. 35 Sendo as 15h na direção E (Leste) com força de 6 kts(11.112 km/h). (figura 32). Figura 32: Ventos às 15h. Fonte: Winderfinder, editado, 2018. 36 18h na direção ENE (és-nordeste) com força de 6 kts(11.112 km/h) (figura 33). Figura 33: Ventos às 18h Fonte: Winderfinder, editado, 2018. 37 Por último as 21h na direção NE (Nordeste) com força de 6 kts(11.112 km/h) (figura 34). Fonte: Winderfinder, editado, 2018. 38 3.4 PROGAMA DE NECESSIDADES E PRÉ-DIMENSIONAMENTO O programa de necessidades foi elaborado a partir de um estudo sobre os espaços existentes, porém funcionando de maneira inadequadas ou até mesmo a falta deles. Que conta com teatro, salas de exposições, oficinas entre outros listados logo abaixo. Setor administrativo Assim como toda instituição é necessário que se tenha um setor administrativo que contará com secretaria, arquivo, direção geral, sala de monitoramento, almoxarifado entre outros listados na tabela 00. Setor cultural O setor cultural contará com salas de exposições com capacidade para mais de 200 pessoas, sendo espaço para exposição permanente e temporária além da área técnica que é necessária para a assistência do mesmo. Área de alimentação Também se fez uma área de alimentação como capacidade de menos de 100 pessoas, apesar de não ser o foco no centro a área de alimentação será importante para divulgar a culinária local para turistas, contando com restaurante sorveteria e café gourmet. Teatro Sendo o setor mais importante para o centro cultural, este foi pensado para atender 500 pessoas, sendo este com maior área, e contará com plateia, palco, fosso , camarins coletivos e privado além de uma sala para ensaio. Sua infraestrutura é foi projeta para servir desde apresentações musicais até palestras. Setor artísticoPensando no social este tem sala para estudo da música, além de salas para o estudo do mesmo. Onde são fundamentais para desenvolver as atividades culturais Biblioteca A biblioteca se divide em outros setores com social, que possuirá a fotocopiadora, e acervos de brailer, infantil e acervo além de biblioteca digital e 39 multimídia. Salas de estudos e informática darão apoio a demanda que será de capacidade máxima de mais de 300 pessoas. Na tabela abaixo detalha-se melhor os setores, ambientes e dimensões. Tabela de Pré-dimensionamento SETORES SUB- SETORES AMBIENTES DIMENSÕES (m²) SETOR ADMINISTRATIVO HALL DE ENTRADA RECEPÇÃO CENTRAL 151 SALA DE VIGILÂNCIA E MONITORAMENTO 16,32 SECRETARIA 15,91 DIREÇÃO GERAL 12,83 ARQUIVO 7,40 ALMOXARIFADO 12 SALA DE REUNIÕES ADMINISTRATIVAS 25,98 ACHADOS E PERDIDOS 11,89 BANHEIRO FEMININO 26 BANHEIRO MASCULINO 26 TOTAL 305,33 SETOR CULTURAL SALÃO NOBRE – ESPAÇO CULTURAL ESPAÇO DE EXPOSIÇÃO PERMANENTE 143,23 SALA TÉCNICA DE EXPOSITORES 43,49 DMT – DEPÓSITO DE MAT. TEMPORÁRIOS 15,18 BANHEIRO FEMININO 26 BANHEIRO MASCULINO 26 ÁREA TÉCNICA 43,40 ESPAÇO CULTURAL – MULTIUSO ESPAÇO DE EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIOS 148,28 SALA TÉCNICA DE EXPOSITORES 43,49 DMT – DEPÓSITO DE MAT. TEMPORÁRIOS 16 BANHEIRO FEMININO 26 BANHEIRO MASCULINO 26 TOTAL 493,59 RESTAURANTE 93,25 40 ÁREA DE ALIMENTAÇÃO CAFÉ GOURMET/ SORVETERIA 38,25 BANHEIRO FEMININO 24 BANHEIRO MASCULINO 24 BANHEIRO PDC 24 FRAUDÁRIO 7,8 DML 3,04 TOTAL 190,7 TEATRO AMBIENTES DE APOIO E ESTRUTURAS PALCO 86,95 PLATEIA 502,23 ANTESSALAS DE CAMARINS 78,92 CAMARINS INDIVIDUAIS 14 CAMARIM COLETIVO 18,70 SALA DE ENSAIO 104,74 FOSSO DE ORQUESTRA 100 ALMOXARIFADO – DEPÓSITO DE MOBILIÁRIO 22 BANHEIRO FEMININO 25,38 BANHEIRO MASCULINO 25,38 TOTAL 978,30 SETOR ARTÍSTICO SALA DE OFICINAS – TEORIA E PRÁTICA MUSICAL SALA DE ESTUDO EM GRUPO 20 SALA DE ESTUDO INDIVIDUAL 6 SALA DE TEORIA MUSICAL 50 ALMOXARIFADO – SALA DE GUARDA DE INSTRUMENTOS 25 BANHEIRO FEMININO 27 BANHEIRO MASCULINO 27 TOTAL 190 BIBLIOTECA SOCIAL RECEPÇÃO E ATENDIMENTO 40 FOTOCOPIADORA 15 ACERVO ACERVO INFANTIL 20 ACERVO BRAILE 20 ACERVO 250 BIBLIOTECA DIGITAL 60 MULTIMIDIA 30 BANHEIRO FEMININO 27 BANHEIRO MASCULINO 27 41 ESTUDO SALAS DE AULA 90 ÁREA DE LEITURA 250 SALAS DE ESTUDO 50 TOTAL 1.065 SETOR PÚBLICO E DE CONVENIÊNCIA ESTACIONAMENTO 7.000 TOTAL 7.000 APOIO SERVIÇO COPA 4 VESTIÁRIO 25 BANHEIRO FEMININO 27 BANHEIRO MASCULINO 27 BANHEIRO PDC 4 TOTAL 87 INFRAESTRUTURA CASA DE MÁQUINAS 30 TOTAL 30 42 3.5 SETORIZAÇÃO A setorização pode ser utilizada em todo tipo de projeto de arquitetura, mesmo que seja apenas um ambiente, pois se consideramos que cada parte deste ambiente único vai ter algum tipo de finalidade e agruparmos essas partes em setores, dispondo-os da melhor maneira, através de esquematizações. Foram produzidas duas setorizações uma antes e depois da volumetria final, é notável as mudanças que ocorrem devido à área do terreno que é pequena em relação a tudo que queríamos no começo. Na setorização inicial foi planejado os espaços todos interligados no térreo com o acesso principal direto. Figura 34: Setorização Inicial Fonte: Acervo pessoal, 2018. 43 Já na setorização final, com a ideia dos pilotis, abriram dois acessos principais sendo um indireto por uma escada que dará acesso as salas de exposições, biblioteca entre outro. E o acesso no térreo que será direto a praça de alimentação e teatro. Figura 35: Setorização final Fonte: Acervo pessoal, 2018 44 3.6 ORGANOGRAMA E FLUXOGRAMA Usado para representar as relações hierárquicas de uma distribuição de setores ou unidades funcionais, o organograma deve ser flexível e de fácil interpretação. E os fluxogramas utilizam-se símbolos padronizados para uma sequência lógica das etapas de realização de um processo de trabalho. Deve apresentar uma visualização de detalhes críticos do processo de trabalho, identificação do fluxo do processo de trabalho, identificação de melhorias, facilitar a leitura e entendimento do projeto. Ambos esquematizados. No esquema abaixo é possível ver com mais clareza as mudanças do primeiro organograma (figura 36) e fluxograma (figura 37) para os últimos. Como resultado da implantação no térreo e 2° pavimento, entretanto desde o início foi pensado da melhor forma para que flua um bom fluxo entre os setores. Figura 36: Organograma inicial. Fonte: Acervo pessoal, 2018 45 Figura 37: Fluxograma Inicial. Fonte: Acervo pessoal, 2018 46 No fluxograma final os acessos do teatro e área alimentação são diretos enquanto de forma indireta o acesso ao estacionamento, onde o mesmo ajuda a faz a ligação para o pavimento superior que apesar de uma área reduzida possui ótimo fluxo de pessoas. Figura 38: Fluxograma final Fonte: Acervo pessoal, 2018 47 Na figura logo abaixo consiste em detalhar o organograma que foi alterado do inicial, a principal mudança foi que somente o teatro, área de alimentação e apoio da infraestrutura ficaram no térreo e áreas significativas para vagas de estacionamento. Figura 39: Organograma térreo final. Fonte: Acervo pessoal, 2018. 48 E no superior ficou o restante das áreas como artístico educacional, biblioteca e administrativo com um acesso principal e outro laterais. Figura 40: Organograma 2º pavimento final. Fonte: Acervo pessoal, 2018. 49 3.7 PARTIDO ARQUITETÔNICO A ideia inicial do projeto partiu da vontade de se obter uma volumetria plana e retilínea com aberturas dentro da própria edificação para entrada de luz e colocação de árvores (figura 41) cujo o mesmo obteve parte dessa inspiração no correlato do Centro Cultural de Paraty, onde possui vigamentos em madeira, com uma planta que flui bem os espaços, além de uso de espelho d’água e vegetação. Tudo isso fazia parte de se construir usando materiais locais como a própria madeira, além de ser um projeto cujo atendesse principalmente uma eficiência energética com estrada de luz e ventilação natural, visto que projetos locais pouco atentem a este fato, além de uma vegetação fora e dentro do centro. Figura 41: Croqui da ideia inicial Fonte: Acervo pessoal, 2018. Mas assim como toda ideia inicial de um conceito de partido pensado por um arquiteto quase sempre sofre alterações logo após do levantamento do programa de necessidades e pré-dimensionamento. Isso foi refletido em nossa ideia inicial visto que quando feito uma implantação simples, no terreno não favorecia uma forma plana e retilínea devido ao pouco espaçoque tinha que 50 até então pensávamos ser maior, cujo foi encarado como um desafio a ser superado. Figura 42: Implantação inicial simples Fonte: Acervo pessoal, 2018. Com uma volumetria ocupando mais de 50% do terreno (figura 42), não sobrando espaços para o paisagismo e estacionamento que também possuía uma área grande, tornou-se inviável essa proposta, levando a repensar boa parte da ideia inicial. A solução parecia ser simples, seria usar mais de um pavimento, contudo segundo a Lei de uso e ocupação de solo de Macapá, a altura máxima só poderia ser 8 metros, sendo este pouco para se trabalhar dois pavimentos. Outra ideia foi implantar um subsolo, porém também a dificuldade surgiu após constatar que havia certa declividade no terreno e em sua topografia também não era possível mexer com a terra abaixo. Então com todas essas limitações ao terreno foi determinante para a definição do partido arquitetônico. O objetivo agora era pensar em algo funcional que pudesse se aliar a alguns conceitos iniciais. Foi então que sob orientação foi sugerido o uso de Pilotis, na qual foi de relevância significativa para o desenvolvimento do projeto. Portanto foi buscado novos correlatos que tivesse uma ligação maior com o projeto atual. 51 Figura 43: Volumetria final Fonte: Acervo pessoal, 2018. Foi dessas decisões do partido que as ideias se encaixaram melhor, com o uso do piloti cujo a sua altura não precisara ser muita alta, e no mesmo o espaço para o uso de vagas de estacionamento (figura 43). Contribui para sobrar mais espaço para o paisagismo. Pensando nos conceitos iniciais como a eficiência energética trabalharia a fachada sul e leste em vidro para a entrada de luz natural, e na fachada Oeste que recebe maior incidência solar os brise- soleil. Considerando esses novos aspectos que foi levantando novos correlatos como o Ministério de Educação e Saúde devido ao uso dos pilotis. Em relação a sua implantação está favorável ao conforto ambiental, pois sua fachada principal é a que recebe menor incidência solar durante o ano e os ventos também ajudam. Então a disposição ficou da seguinte maneira, o teatro e o restaurante por possuírem um fluxo de pessoas bem maior do que as outras áreas ficaram no térreo, e outros como setor cultural, artístico, biblioteca e administrativo ficaram no segundo pavimento. Tratando o conforto acústico importante principalmente no teatro, que não colocamos de frente para a rodovia para evitamos menos ruídos. Considerando em um conceito novo, entretanto que já vem sendo aplicado antes mesmo de defini-lo, é a arquitetura verde, que no caso seria 52 aplicado uma cobertura verde em cima do teatro que contribuiria tanto para o conforto acústico quanto térmico, e uma parte que absorvida pela cobertura seria usada em outras partes do centro cultural. Onde o correlato California Academy of Sciences foi essencial com suas propostas sustentáveis. Então surgiu outras medidas no âmbito da sustentabilidade, como uso de madeira de reflorestamento, brises, revestimentos e materiais como a lã de pet que contribuem para o conforto acústico, aplicados em áreas estratégicas como as salas de teoria musical e teatro cujo será melhor detalhado, este e outros aspectos que garantam o mínimo impacto na construção. Figura 44: Volumetria final colorida Fonte: Acervo pessoal, 2018. O projeto busco criar uma relação com o programa de necessidades, fluxo e setorização alinhadas as restrições impostas pelo plano diretor e espaço delimitado. O centro cultural ver-o-mundo tem como reponsabilidade de proporcionar um espaço que valoriza a cultura local e a divulgar que por consequência também valoriza o turismo na qual agregara valores econômicos, além de um teatro cujo atenda às necessidades das quais Macapá precisa. 53 Que oferece a população espaços para conhecimento e convívio. Tudo isso alinhado dentro de uma proposta sustentável que garante ao centro mistura de arquitetura moderna, contemporânea e verde, mas todas em harmonia. 54 4 APRESENTAÇÃO DO ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO 4.1 FACHADAS Figura 45: Fachada principal Fonte: Acervo pessoal, 2018. Essa primeira fachada (figura 45) é a frontal do Centro Cultural que fica na direção sul e através dos estudos de conforto foi verificado que é a fachada que recebe a menor insolação durante o ano tudo. Sua principal característica é uma fachada em vidro, mas o destaque principal é da escada cujo marca a entrada que dar acesso ao segundo pavimento. Com os pilotis inseridos problemas com vagas de estacionamento foi resolvido, além de melhorar o desempenho da ventilação. 55 Figura 46: Fachada Lateral Esquerda Fonte: Acervo pessoal, 2018. Essa fachada fica na direção Oeste (figura 46), diferentemente da primeira, ela possui a maior incidência solar, e por isso solicitava por uma atenção maior. Foi proposto então o uso de brise-soleils em madeira, sendo a estrutura principal em concreto. Outra característica importante são as escadas como elemento de volume e em vidro na qual são necessárias pois são escadas de emergência. 56 4.2 PROJETO DE PAISAGISMO Partido Inicialmente, foi observado que o estilo dos jardins italianos para o uso das retas nos passeios e fluxos básicos. Em uma vista superior, destaca-se o contraste nas cores devido aos materiais e as formas naturais utilizadas, a leveza das curvas, com a interação da água e a grama, remetendo os espaços abertos como era nos jardins renascentistas. Plano conceitual Com base, foi identificado como prioridade inicial, pensar no fluxo de carros e os outros acessos. A partir disso, delimitado vias de trafego, e consequentemente, foi delimitado espaços para o fluxo de pessoas integrando com a natureza gerada para o centro cultural. Após a definição do espaços para o trafego é definido as vagas de estacionamento, na qual, foi um fator primordial, tanto para estabelecer quantidade de área a ser utilizado e para definições de acessos e deslocamentos. Após os cálculos, foi concretizado o número de XXX vagas de estacionamento. Definido acessos, foi projetado áreas de passeio ao público, deixando o ambiente mais harmônico. Se tratando dos materiais, boa parte da área de passeio público é revestida por cimento permeável, dando durabilidade, apresentar um material antiderrapante e muito resistente as intempéries. Outro material semelhante pelas propriedades de durabilidade é o ladrilho, escolhido na cor branca para fins estéticos de contraste. Para a adição de mais um elemento para dar continuidade nas formas (curva) tem a aplicação de uma estrada de tijolos ‘’brick road’’ (figura 47) na entrada do centro cultural pelo acesso mediante a rotatória. Adição de espécies de vegetação dentre os espaços de passeio, de forma secundaria no grau de importância, remetendo mais uma característica dos jardins italianos. 57 Figura 47: Materiais Fonte: Acervo pessoal, 2018. Além disso foi definido as espécies apesentadas na figura abaixo. Fonte: Acervo pessoal, 2018. 58 Planta baixa É apresentado a planta baixa na sua última versão, identificando terreno; fluxos;vegetação; setores(figuras 00); distâncias e tudo mais para o entendimento da mesma para explicações. Apresenta-se detalhes de composição arquitetônica para assim, ser válida, mediante normas e leis na arquitetura. Figura 48: Áreas definidas Ajuste volumétrico Com base nas imagens a seguir, pode-se ter uma base no que se localiza vegetação; fluxo; passeio de pedestre; humanização e toda a composição. Dessa forma, é apresentado diversos componentes presentes para a execução correta de harmonia no entorno e interior do terreno com a edificação. 59 Mobiliário urbano Na ideia de se encontrar uma ligação entre o que está presente no paisagismo e o ponto inicial da criação da ideia, foi projetado um assento e uma lixeira (figura 47) personalizada para incluir no centro cultural. Figura 49: Lixeira Fonte: Acervo pessoal, 2018. 60 O pontapé inicial é a criação de peças de uso público que remetam características conceituais referente ao centro cultural. Para apresentar tais características, foram destacas no assento e a lixeira, podemos destacar as formas utilizadas tanto para a o assento e para a lixeira. Para a segurança do público na utilização das peças, foram projetadas com boleamento especifico para cada peça. Assim, nada compromete o uso do assento (figura 48) e a lixeira. Figura 50: Assento Fonte: Acervo pessoal, 2018. 61 4.3 PROJETO ACUSTICO Introdução Este projeto consiste em um estudo sobre a acústica da sala de espetáculos do Teatro do centro cultura Ver o mundo, localizado localizado no bairro do Araxá, na zona sul de Macapá, entre a Jovino Dinoá e a rodovia do Araxá, que na qual é responsável de muito ruído. Como parte do levantamento de dados do trabalho final teve como objetivo usar o máximo de recursos para melhorar a acústica. Medições do nível de intensidade sonora no local, e cálculos do tempo de reverberação acústica foram realizados sobre orientação da professora Tatiana Saraiva. Após as análises, medições e cálculos, foram utilizados materiais e correções na geometria, a fim de que possa abrigar diferentes tipos de eventos com qualidade acústica. Objetivo Este projeto tem a finalidade de elaborar uma acústica para o Teatro Ver o mundo que sejam adequadas à sua função, a partir da análise dos materiais empregados, de medições de nível de intensidade sonora, do estudo da geometria inicial da sala e do cálculo do tempo de reverberação. Pretendeu-se, com a análise dos resultados, detectar as necessidades de intervenções na sala para melhor qualificação do espaço, considerando as normas NBR 10152 (ABNT, 1987) e NBR 12179 (ABNT, 1992). Método Levantamento de dados – análise dos materiais absorventes e/ou refletores para se obter o tempo de reverberação real e compará-lo com o tempo de reverberação ótimo; estudo da geometria do ambiente interno; cálculo para verificação da necessidade de elementos refletores; Medições – medições de níveis de intensidade sonora da sala, com o auxílio de decibelímetro digital, modelo HOMIS – 413, no terreno existente; Análise e diagnóstico dos dados – análise dos resultados para elaboração do projeto. 62 Levantamento de Dados Cálculo do Tempo de Reverberação Segundo Carvalho (2006) reverberação consiste no prolongamento necessário de um som produzido para alcançar uniformemente todo o recinto em questão. De acordo com Bispo, Oiticica e Teles (2005) o tempo ótimo de reverberação de um local é o dado mais preciso sobre a qualidade do som, sendo imprescindível o seu cálculo para se conseguir uma boa acústica. A partir do volume e a finalidade a que o local se destina é possível estabelecer o tempo de reverberação ótimo a 512 Hz que pode ser extraído através do gráfico a seguir. Figura 51: Tempo Ótimo de reverberação Fonte: SOUZA, ALMEIDA E BRAGANÇA, 2006, p. 134. Após o levantamento, será feita uma planilha de cálculo do tempo de reverberação onde estarão listados todos os materiais utilizados no teatro, a área que ocupa e seu coeficiente de absorção na frequência 500Hz. A absorção 63 de cada superfície é resultante da multiplicação da área da superfície do material pelo seu coeficiente de absorção sonora. A partir da soma dos valores obtidos é possível calcular o tempo de reverberação real do recinto. O tempo de reverberação será calculado a partir da fórmula de Sabine: T = 0,16 x V/A Onde: T = Tempo de reverberação em segundos (s); V = volume do recinto em m³; A = absorção total do recinto em Sabine métricos (sm²). De acordo com Carvalho (2010), o Tempo Real de Reverberação é considerado satisfatório quando não ultrapassar o limite de 10% o Tempo Ótimo de Absorção, para mais ou para menos, em todas as frequências analisadas. Medições Outro fator importante na qualidade acústica de um teatro é o nível de ruídos externos, com ele pode-se determinar o quanto o ruído de fora atrapalha na acústica interna. Será utilizada a relação Sinal/Ruído (SR), onde o nível sonoro do ruído em dB será subtraído do nível sonoro do fundo do teatro em dB, utilizado o decibelímetro digital, modelo DEC – 46. De acordo com a NBR 10152 (ABNT, 1987), o nível de ruído aceitável para teatros é de 30 a 40 dB, enquanto 30dB representa o nível sonoro para conforto e 40dB o máximo aceitável. Resultados 5.1. Cálculo do Tempo de Reverberação 64 O volume do teatro é de 3378,11 m³. Visto na figura logo abaixo. Figura 52: Corte do Teatro Fonte: Acervo pessoal, 2018. Em uma média para música, encontra-se o tempo ótimo de reverberação de 1,4s para a frequência de 500 Hz (figura 53) Figura 53: Tempo Ótimo do Teatro Fonte: (SOUZA, ALMEIDA E BRAGANÇA, 2006, p. 134) Resultado das medições O teatro está localizado às margens da Rua do Araxá, pois essa posição favorece devido está um pouco afastado da Rodovia JK que produziria um ruído bem maior. Entretanto a Rua do Araxá produz um ruído intermitente, com pouca frequência, proveniente do tráfego de veículo leve e pesado, que ficaram entre 65 de 55Db e no máximo 65dB. e o sentido da ventilação, que empurra o ruído contrário do teatro. Predefinição dos materiais Materiais aplicados no teatro (figura 00). Conforme a tabela abaixo é possível notar que uso de materiais foram adequados pois o seu tempo de reverberação real resultou em 0,52s onde abaixo do limite de 1,4s. Na qual está conforme a NBR 10152 (ABNT, 1987). Figura 54: Materiais e cálculo Fonte: Acervo pessoal, 2018. 66 Para chegar ao tempo de reverberação que encontramos através do gráfico de Sabine, propõe se alguns materiais refletores e absorventes, que serão necessários para atingir o objetivo desta pesquisa, que é a boa acústica do local. Tomando com base as diretrizes mencionadas anteriormente, o palco foi contemplado com tábua de madeira bem como a sua testa, pois tem característica de material fonorrefletente e ajudará na reflexão do som (palavra falada) para a platéia. A cortina será de veludo com dobras de 50% de sua área, pois se trata de um material muito absorvente, o que evita os ecos no palco. Nas paredes laterais foram projetadas carpete. Bem como na parede de fundo com Chapa de lã de madeira de 25mm em parede rígida com espaço de 5 cm preenchido comabsorvente acústico para que o som não seja refletido, evitando o eco. No teto os materiais devem trazer equilíbrio à acústica de forma que seja utilizado material como Forrovid, forros removíveis com propriedades termo acústica para tetos, o material é apresentado em painéis modulados constituídos por lã de vidro revestida em PVC microperfurado As poltronas são projetada para aplicação de suas poltronas em módulos, permitindo a utilização racional do espaço disponível com conforto. E estão disponíveis com duas opções de altura de encosto. No modelo com prancheta, que fica embutida no braço quando fora de uso. O piso será revestido com carpete que tem características como resistência, isolante térmico, elétrico e acústico, alta densidade. Para quantificação dos materiais, os dados foram lançados na tabela do método de Sabine Conclusão A implementação para soluções de caráter acústico tem um impacto positivo na qualidade total do edifício, visto que a qualidade do espaço é avaliada pelo equilíbrio e harmonia da forma e função, pela sua iluminação, sua temperatura e pelo ambiente sonoro. Por isso o teatro priorizou pelo o conforto e a adequação do som no ambiente. Atualmente, a acústica e arquitetura cada vez andam juntos, pois muito problema de acústica poderia ser solucionado durante o projeto de arquitetura. 67 Para isso é preciso ser feito um levantamento para que se adeque a as NBR 10152 (ABNT, 1987) e NBR 12179 (ABNT, 1992). Além de se tornar possível se projetar um ambiente com um mínimo de impactos, convivendo com eles, inclusive sem causar incômodo aos usuários, à vizinhança e/ou interferência na boa acústica do recinto. Inclusive a proposta apresentada foi com objetivo de proporcionar uma melhor acústica diante de outro auditórios e teatro em Macapá, podendo proporcionar desde uma palestra até mesmo um concerto de musica. 68 4.4 PROJETO LUMINIOTECNICO Foi proposto o projeto luminotécnico para uma sala de teoria musical do Centro Cultural Ver o mundo que mede de largura 5 metros e de comprimento 10 metros e o pé direto de 3 metros. Na qual recebemos orientação pela professora Camila Sampaio na utilização do software Dialux para obtemos os resultados. Lista de luminárias e dados Luminária Φ(Luminária) [lm] Potência [W] Rendimento luminoso [lm/W] Luminocenter – LAA02 3404 37.0 92.0 Luminárias localização Figura 55: Localização luminária eixo x 69 Fonte: Acervo pessoal, 2018. Figura 56: Localização luminária no eixo Y Fonte: Acervo pessoal, 2018. 70 Resultados luminotécnicos Figura 57: luminância diversos pontos da sala Fonte: Acervo pessoal, 2018. Fonte: Dialux, editado para sala, 2018. Figura 58: Resultados obtidos pelo software Fonte: Dialux, editado para sala, 2018. 71 Representação 3 D Figura 59: Representação 3D da sala de teoria musical Fonte: Dialux, editado para sala, 2018 72 Representação cores falsas Figura 60: Cores falsas da sala de teoria musical Fonte: Dialux, editado para sala, 2018. 73 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A proposta para um Centro Cultural em Macapá apresentada como um requisito para o interdisciplinar do curso de Arquitetura e Urbanismo se originou da necessidade de espaços culturais na cidade e principalmente de infraestrutura adequada. Foi possível identificar que o Amapá não possui muitos espaços para receber desde uma palestra até mesmo uma orquestra, sendo destacado no trabalho apenas dois como o Teatro das Bacabeira e o Museu sacaca. Para a proposta, fora necessária uma análise da edificação com visitação in loco, pesquisas bibliográficas para ajudar a compreender a importância de se ter um centro cultural. Com este trabalho e toda a pesquisa feita, foi possível compreender a importância que um Centro Cultural para um povo. Depois de todo o levantamento foi então definido muitos aspectos no projeto e o que se pretendia priorizar, um dos principais foi teatro, devido a sua escassez na cidade. Além de aspectos com propostas sustentáveis e sociais que definiram todo um partido, a agregação de valores econômicos também foi visada porem sendo este principalmente como consequência de sua localização. Acreditamos que o desenvolvimento desse projeto que não foi só projetual, mas complementado por outras, como paisagismo, conforto acústico e luminiotécnico. É de grande importância para desenvolvemos nossas habilidades de pensar como arquitetos em todos os detalhes. Seja com pesquisadores ou projetistas. Todo o conhecimento desenvolvido servira para complementar ainda mais nossa formação acadêmica. 74 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NEVES, Renata Ribeiro. Centro Cultural: a Cultura à promoção da Arquitetura. Revista Especialize On-line IPOG. Goiânia, v. 01/2013, n. 005. p. 2-3, 2013. VIÉGAS, Harife. Teatros da Região Norte. Disponível em: < http://realidadeurbanas.blogspot.com.br/2011/> Acesso em: 12 de abril de 2018. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003. CONCEITO. Conceito de centro cultural. Disponível em: < https://conceito.de/centro-cultural > Acesso em: 12 de abril de 2018 ArchDaily Brasil. (Trad. SBEGHEN GHISLENI, Camila). Centro Cultural Teopanzolco / Isaac Broid + PRODUCTORA. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/885782/centro-cultural-teopanzolco-isaac-broid- plus-productora> Acesso em: 13 abril 2018 BARATTO, Romullo. Menção Honrosa no concurso para o Centro Cultural de Exposições e Eventos de Paraty - RJ" 07 Jul 2014. ArchDaily Brasil. 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Rio de Janeiro:ABNT, 1987. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12179 – Tratamento acústico em recintos fechados. Rio de Janeiro: ABNT, 1992. BISPO, Ana Cíntia Martins; OITICICA, Maria Lúcia Gondim da Rosa; TELES, Valéria Rodrigues. Qualidade acústica em um teatro. estudo de caso. In: IV Encontro Latino-Americano e VIII Encontro Nacional Sobre Conforto no Ambiente Construído, Maceió, 2005, Anais... Maceió, ENCAC-ELAC 2005. CD-ROM. CARVALHO, Régio Paniago. Acústica Arquitetônica. 2. ed. Brasília: Theasurus, 2010. 238p. 76 APÊNDICES