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1 
 
 
 
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ – CEAP 
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO 
 
 
 
 
 
 
 
ANA KELLY DIAS 
JORGE GOMES 
PAULO JOSÉ 
TAYNÁ MATOS 
 
 
 
 
 
 
CENTRO CULTURAL VER O MUNDO: proposta para um centro cultural, 
Macapá - AP 
 
 
 
 
MACAPÁ - AP 
2018 
2 
 
ANA KELLY DIAS 
JORGE GOMES 
PAULO JOSÉ 
TAYNÁ MATOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
CENTRO CULTURAL VER O MUNDO: proposta para um centro cultural, 
Macapá – AP 
 
 
Trabalho interdisciplinar de um Centro 
Cultural referente às disciplinas de Projeto 
de Arquitetura e Urbanismo I, Projeto de 
Paisagismo I, Sistemas Construtivos, 
Conforto Ambiental Sonoro, Arquitetura e 
Urbanismo Contemporâneo II e 
Instalações e Equipamentos Elétricos 
orientado pelos professores Juliane Silva, 
Leonardo Beltrão, Sérgio Orlando, Tatiana 
Saraiva, Emilson Pereira e Camila 
Sampaio, respectivamente, a turma 6º 
semestre do Centro de Ensino Superior do 
Amapá. 
 
 
 MACAPÁ-AP 
2018 
3 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1: Levantamento de Teatro no País. ..................................................... 7 
Figura 2: Centro Cultural de Paraty. .............................................................. 12 
Figura 3: Volume. ........................................................................................... 12 
Figura 4: Espaço interno. ............................................................................... 13 
Figura 5: Centro Cultural Teopanzolco. ......................................................... 14 
Figura 6: Teatro. ............................................................................................ 15 
Figura 7: Circulação........................................................................................16 
Figura 8: Ministério de Educação. .................................................................. 17 
Figura 9: Vista de cima. ................................................................................. 18 
Figura 10: Vista frontal. .................................................................................. 19 
Figura 11: Espaço interno. ............................................................................. 19 
Figura 12: Vista superior. ............................................................................... 20 
Figura 13: Teatro antes/depois da implantação. ............................................ 23 
Figura 14: Espaço Interno .............................................................................. 23 
Figura 15: Fachada ........................................................................................ 23 
Figura 16: Museu Sacaca. ............................................................................. 25 
Figura 17: Escultura Sacaca. ......................................................................... 25 
Figura 18: Auditório Waldemiro Gomes. ........................................................ 26 
Figura 19: Planta de situação ........................................................................ 28 
Figura 20: Mapa de Setorização Urbana de Macapá. .................................... 29 
Figura 21: Usos e Atividades. ........................................................................ 29 
Figura 22: Intensidade de Ocupação. ............................................................ 30 
Figura 23: Sistema Viário. .............................................................................. 30 
Figura 24: Setorização do entorno ................................................................. 31 
Figura 25: Calçada/ Passeio público .............................................................. 31 
Figura 26: Iluminação pública ........................................................................ 32 
Figura 27: Fachada Norte (Carta Solar)......................................................... 33 
Figura 28: Fachada Sul (Carta Solar) ............................................................ 33 
Figura 29: Fachada Oeste (Carta Solar) ........................................................ 33 
Figura 30: Fachada Leste (Carta Solar) ......................................................... 33 
Figura 31: Ventos às 12h. .............................................................................. 34 
4 
 
Figura 32: Ventos às 15h. .............................................................................. 35 
Figura 33: Ventos às 18h ............................................................................... 36 
Figura 34: Setorização Inicial ......................................................................... 42 
Figura 35: Setorização final ........................................................................... 43 
Figura 36: Organograma inicial. ..................................................................... 44 
Figura 37: Fluxograma Inicial. ........................................................................ 45 
Figura 38: Fluxograma final ........................................................................... 46 
Figura 39: Organograma térreo final. ............................................................. 47 
Figura 40: Organograma 2º pavimento final. ................................................. 48 
Figura 41: Croqui da ideia inicial .................................................................... 49 
Figura 42: Implantação inicial simples ........................................................... 50 
Figura 43: Volumetria final ............................................................................. 51 
Figura 44: Volumetria final colorida ................................................................ 52 
Figura 45: Fachada principal .......................................................................... 54 
Figura 46: Fachada Lateral Esquerda ............................................................ 55 
Figura 47: Materiais ....................................................................................... 57 
Figura 48: Áreas definidas ............................................................................. 58 
Figura 49: Lixeira ........................................................................................... 59 
Figura 50: Assento ......................................................................................... 60 
Figura 51: Tempo Ótimo de reverberação ..................................................... 62 
Figura 52: Corte do Teatro ............................................................................. 64 
Figura 53: Tempo Ótimo do Teatro ................................................................ 64 
Figura 54: Materiais e cálculo ........................................................................ 65 
Figura 55: Localização luminária eixo x ......................................................... 68 
Figura 56: Localização luminária no eixo Y .................................................... 69 
Figura 57: luminância diversos pontos da sala .............................................. 70 
Figura 58: Resultados obtidos pelo software ................................................. 70 
Figura 59: Representação 3D da sala de teoria musical................................ 71 
Figura 60: Cores falsas da sala de teoria musical ......................................... 72 
 
 
 
5 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................... 6 
2 REFERENCIAL TEÓRICO ......................................................................... 9 
2.1 CONCEITOS REFERENTES À CENTRO CULTURAL ......................... 10 
2.1.1 ARQUITETURASCONTEMPORÂNEAS DE REFERÊNCIA: 
CORRELATOS ...................................................................................................... 11 
2.2 A NECESSIDADE DE ESPAÇOS CULTURAIS NA CIDADE DE MACAPÁ
 ............................................................................................................................... 20 
2.2.1 LEVANTAMENTO DAS EDIFICAÇÕES LOCAIS ............................... 22 
2.2.2 JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA ....................................................... 26 
3 ESTUDOS PRELIMINARES .................................................................... 28 
3.1 ESCOLHA DO TERRENO ..................................................................... 28 
3.2 ESTUDO DO ENTORNO ...................................................................... 30 
3.3 ESTUDOS DE INSOLAÇÃO E VENTILAÇÃO ...................................... 32 
3.4 PROGAMA DE NECESSIDADES E PRÉ-DIMENSIONAMENTO ......... 38 
3.5 SETORIZAÇÃO ..................................................................................... 42 
3.6 ORGANOGRAMA E FLUXOGRAMA .................................................... 43 
3.7 PARTIDO ARQUITETÔNICO ................................................................ 49 
4 APRESENTAÇÃO DO ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO .................. 54 
4.1 FACHADAS ........................................................................................... 54 
4.2 PROJETO DE PAISAGISMO ................................................................ 56 
4.3 PROJETO ACUSTICO .......................................................................... 56 
4.4 PROJETO LUMINIOTECNICO .............................................................. 68 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................... 73 
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................ 74 
APÊNDICES ................................................................................................ 76 
 
6 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
“Cultura, um todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, 
moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo 
homem como membro de uma sociedade. ” Esse é um dos primeiros conceitos 
de cultura já registrado em 1871, definido por Edward B. Tylor. 
Por mais debatida e polêmica a definição do que é cultura, não se pode 
negar o fato de que a memória é um elemento fundamental na formação da 
identidade cultural individual e coletiva de um povo, e que todo registro ou 
tradição são relevantes e devem ser preservadas e valorizadas, objetivando 
sua perpetuação. 
Os espaços dedicados à preservação da história e também de 
manifestações culturais e artísticas são essenciais e para que isso ocorra e 
devem-se ganhar cada vez mais destaque nas políticas de Estado, como já 
vem acontecendo com a construção de centros especializados para prática de 
lazer, cultura e arte. 
 Entretanto, no cenário nacional é discrepante a diferença de espaços 
para cultura entre as regiões do Brasil, substituindo apenas um desses espaços 
como museus. 
Regiões como Sul e Sudeste concentram quase 70% dos museus do 
país, sendo a região Norte com a menor concentração com 4,7% dos museus 
do país. (IBRAM, 2015). Isso reflete principalmente nos estados mais pobres 
onde há uma escassez maior de investimento não só na área da cultura, mas 
também na saúde e educação por exemplo 
Agora se levarmos em consideração os teatros na região Norte 
oficialmente detém também apenas 4% dos teatros do Brasil (figura 1). 
(VIÉGAS, 2011) 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
 
Figura 1: Levantamento de Teatro no País. 
 
Fonte: Realidades Urbanas, 2011. 
 
E não se trata somente da quantidade, mas também de infraestrutura, a 
condição da realidade do Amapá, em levantamento, cujo espaço não 
representa sua demanda, como o Teatro das Bacabeira e o Museu sacaca, por 
exemplo. Sendo estes apresentando barreiras de forma geral, não foram 
projetados para certos eventos, em destaque o Teatro das Bacabeira que 
possui dicotomia acústica e o Museu sacaca, tem capacidade reduzida para 
um conclame de médio porte. 
O objetivo geral deste trabalho é apresentar um projeto arquitetônico de 
um Centro Cultural, na cidade de Macapá, para incentivar a inserção de mais 
espaços culturais, caracterizando maior valorização da cultura local. Não foca 
apenas na quantidade, mas sim na qualidade inexistente na capital. Que além 
de valorizar, irá promover a cultural no seu conteúdo, pensando nisso o terreno 
escolhido está inserido nesse proposito, sua localização privilegiada, no Araxá, 
a orla de Macapá, um importante ponto estratégico para o turismo. 
No plano geral, foram estabelecidos requisitos específicos, que 
pudessem agregar aspectos sócio cultural, intercambio, econômico e de 
integração urbana: 
8 
 
 Descrever o referencial teórico através dos conceitos referentes a centro 
cultural, correlatos e a necessidade desses espaços em Macapá e o 
levantamento das edificações existentes 
 Analisar os estudos preliminares a partir da escolha do terreno, estudo 
do entorno e conforto ambiental. 
 Justificar o anteprojeto arquitetônico bem como o partido gerado 
Sendo estes respeitando a legislação e as normas de forma que 
possamos desenvolver um projeto que de fato atenda a necessidade local. O 
Centro Cultural Ver o Mundo (Araxá, ará em tupi-guarani, significa mundo e Xá 
significa ver). Possui acessos para diferentes grupos sociais, valorizando e 
contribuindo para a identificação, registro, memoria e reconhecendo as 
manifestações regionais da cidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
Para este trabalho de pesquisa cientifica, foi utilizado obra: 
Fundamentos da metodologia cientifica (2003), dos autores Marina de Andrade 
Marconi e Eva Maria Lakatos, que explica os procedimentos didáticos e a 
ciência e conhecimento cientifico. 
De acordo com Marconi e Lakatos (2003), a Metodologia Científica, mais 
do que uma disciplina, significa introduzir o discente no mundo dos 
procedimentos sistemáticos e racionais, base da formação tanto do estudioso 
quanto profissional, pois ambos atuam, além da prática, no mundo das ideias. 
Podemos ao afirmar até: que a prática nasce da concepção sobre o que deve 
ser realizado e qualquer tomada de decisão fundamenta-se naquilo que se 
afigura como o mais logico, racional, eficiente e eficaz. 
O método de estudo é hipotético-dedutivo, pois se inicia pela percepção 
de uma lacuna nos conhecimentos, acerca da qual formula hipóteses e, pelo 
processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos 
abrangidos pela hipótese. 
A coleta de dados é essencial para consolidar os argumentos aqui 
expostos e precisam ser analisados, interpretados, comprovados refutáveis. 
O subcapitulo primeiro do Referencial teórico: Conceitos referentes à 
centro cultural, trata sobre a parte teórica do trabalho. Para isso foi utilizado a 
pesquisa bibliográfica que segundo Marconi e Lakatos (2003), estas abrangem 
toda bibliografia já tornada, pública em relação ao tema de estudo, desde 
publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, 
teses, material cartográfico etc., até meios de comunicação orais: rádio, internet 
e audiovisuais: filmes e televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em 
contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou fIlmado sobre determinado 
assunto, inclusive conferencias seguidas de debates que tenham sido 
transcritos por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas.O subcapitulo primeiro do Referencial teórico: Correlatos, foram 
utilizadas pesquisas em websites, assim como publicações de artigos sobre a 
edificação, na qual são Centro Cultural de Paraty projeto vencedor do concurso 
Nacional de Arquitetura e Urbanismo para o Centro Cultural, de eventos e 
10 
 
exposições de Paraty, Centro Cultural de Teopanzolco no México, Ministério de 
Educação e Saúde no Rio de Janeiro e California Academy of Sciences na 
California. 
O terceiro capitulo: A necessidade de espaços culturais na cidade de 
Macapá, também se utilizou de pesquisa bibliográfica com o uso de artigos 
científicos e teses acerca do assunto sobre a necessidade desses espaços de 
forma geral, bem como levantamento feitas através visitas in loco para a 
verificação da edificação. 
 
2.1 CONCEITOS REFERENTES À CENTRO CULTURAL 
 
Centro Cultural vem sendo utilizado de forma genérica, especialmente 
por órgãos públicos. Então surge o questionamento de quais seriam as suas 
características, entretanto o mesmo está associado ao próprio conceito de 
cultura, cujo sempre é pauta de debate e polêmica. 
Segundo a definição de Renata Neves (2013) o Centro Cultural, pode 
ser definido pelo seu uso e atividades nele desenvolvidas. Podendo ser tanto 
um local especializado, de múltiplo uso, proporcionando opções como consulta, 
leitura em biblioteca, realização de atividades em setor de oficinas, exibição de 
filmes e vídeos, audição musical, apresentação de espetáculos, etc, tornando-
se um espaço acolhedor de diversas expressões ao ponto de propiciar uma 
circulação dinâmica da cultura. 
Significa que, o papel de um centro cultural é gerar, executar e difundir 
as atividades culturais e bens simbólicos, cujo o mesmo deve ser acessível a 
todas as classes sociais. São espaços para produzir a cultura, através de todo 
tipo de arte e conhecimento, capazes de desenvolver um pensamento crítico, 
criativo, provocativo, grupal e dinâmico. 
Devido a diversas interpretações de cultura que dependem muito da 
região na qual se localiza, o Centro Cultural não poder ser visto como um 
modelo único, porém as suas características permitem diferenciá-lo de 
qualquer outro edifício, como uma academia ou supermercado. Contudo, 
existem hall de shopping que é chamado de corredor cultural ou uma antessala 
como uma galeria, por exemplo. O que realmente vai diferencia-los de um 
11 
 
Centro Cultural, são as experiências vividas nele, que devem ser significativas 
tanto para si próprio quanto à sua volta. 
Portanto Centro Cultural, costuma ser um ponto de encontro nas 
comunidades menores, onde as pessoas se reúnem para conservar tradições 
e desenvolver atividades culturais que incluem a participação de toda a família. 
Sendo regra geral, as atividades dos Centros Culturais são gratuitas ou 
bastante acessíveis, de modo que nenhuma pessoa fique de fora ou afastada 
por questões econômicas. A propriedade dos centros culturais costuma ser 
estatal ou cooperativa, uma vez que não costuma tratar-se de instituições com 
fins lucrativos. (CONCEITO, 2013) 
 
 2.1.1 ARQUITETURAS CONTEMPORÂNEAS DE REFERÊNCIA: 
CORRELATOS 
 
 Centro Cultural Paraty 
Projetado pelo arquiteto Filipe Gebrim Doria, este Centro Cultural é 
vencedor de Menção Honrosa do concurso Nacional de Arquitetura e 
Urbanismo para o Centro Cultural, em eventos e exposições de Paraty. A área 
escolhida para o CCEE está situada em um bairro fora do centro histórico, o 
mesmo possui urbanização mais recente, ainda pouco consolidada. O terreno 
encontra-se no limiar entre a área loteada e o início da mata Atlântica que se 
estende em direção a Serra do Mar. O partido adotado responde em um só 
tempo a todas as questões, o que se propõe não é um único edifício, mas um 
conjunto de elementos edificados e não edificados que gere um espaço que 
atenda ao programa e se insira no meio urbano e na paisagem de forma clara 
e precisa. 
12 
 
 
Fonte: Archdaily, 2014. 
 
Conforme a figura 2 é possível perceber um grande pavilhão que é de 
100x60 metros, com malha modular de 5x5 metros materializados por um 
conjunto de vigas e pilares de madeira. Sendo estes aspectos que inicialmente 
ajudaram a formular uma ideia de volumetria e material para nosso centro 
cultural. 
Figura 3: Volume. 
 
Fonte: Archdaily, 2014. 
 
Os volumes internos que abrigam os espaços fechados são dispostos a 
partir de uma rígida lógica baseada no atendimento funcional e na modulação 
racional vistos na figura 03. O projeto explora essa tensão tornando uma 
aparente limitação em um fator de criação de espaços diversos. Mantem-se 
dentro de uma forma prismática a flexibilidade necessária para abrigar a 
variação de usos e espaços, todas elas contidas pelas proporções precisas dos 
Figura 2: Centro Cultural de Paraty. 
13 
 
limites. “Na tensão entre a afirmação da ordem e a aleatoriedade da vida 
encontra-se um sentido”. (Archdaily) 
 
Figura 4: Espaço interno. 
Fonte: Archdaily, 2014. 
 
Como na figura 4, a disposição rompe com o usual para este tipo de 
programa, alterando a relação entre circulações, espaços de permanência e 
usos, tornando o um espaço uno, onde a noção de começo e fim, dentro e fora, 
abrigado e não abrigado passa a ser questionada. 
 
 Centro Cultural de Teopanzolco 
O projeto do Centro Cultural está localizado em um prédio em frente à 
área arqueológica de Teopanzolco, localizado no México, projetado pelos 
arquitetos Isaac Broind, Productora, com área de 7000.0 m², construído em 
2017. O projeto traz duas estratégias fundamentais: por um lado potencializar 
a relação com o terreno arqueológico e por outro gerar espaços públicos 
significativos. O edifício se organiza através de dois elementos, uma planta 
triangular que contém os programas públicos (hall, serviços, bilheteria, guarda-
volumes, auditório) e uma plataforma que o rodeia e que abriga as áreas 
privadas de operação (camarins, depósitos, etc.) incluindo uma caixa negra 
para multiuso. 
 
 
 
14 
 
Figura 5: Centro Cultural Teopanzolco. 
 
Fonte: Archdaily, 2017. 
 
A plataforma horizontal que rodeia a planta triangular serve como 
mirante para a zona arqueológica e para a cidade. A grande base contém uma 
série de pátios, um deles surge em frente ao acesso secundário do auditório e 
cria um pequeno teatro ao ar livre possível ser bem visível de cima. Essa 
plataforma é capaz de gerar espaços exteriores diversos e resolver os acessos 
secundários ao interior do auditório ou à própria plataforma além de incorporar 
grandes árvores existentes. Por outro lado, a cobertura principal de forma 
triangular consiste em uma grande rampa escalonada que nasce da 
intersecção com a plataforma horizontal que a rodeia e faz com que a presença 
física e o impacto visual da nova edificação sejam diminuídos, além de 
converter a cobertura em um auditório adicional ao ar livre que tem como fundo 
o sítio arqueológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
Figura 6: Teatro. 
Fonte: Archdaily, 2017. 
 
 Essa grande esplanada triangular é a cobertura da sala principal do 
auditório e contém outra esplanada triangular menor que é a cobertura do hall 
principal. Ambas plataformas descendem em direções opostas e criam um jogo 
visual de planos inclinados que podem ser apreciados durante todo o percurso. 
(Archdaily, 2017.) 
16 
 
Figura 7: Circulação. 
 
Fonte: Archdaily, 2017. 
 
O hall principal possui aberturas permanentes estrategicamente 
dispostas que permitem sua ventilação com circulação cruzada, evitando o uso 
de sistemas elétricosde acondicionamento térmico. O eixo de composição de 
a planta triangular do acesso foi disposto intencionalmente no mesmo eixo da 
pirâmide principal. Desta maneira, o hall disposto exatamente em frente á 
pirâmide converte-se em um mirante e em um lugar de encontro antes ou 
depois dos eventos: um espaço que estabelece um diálogo continuo entre a 
vida cultural contemporânea e a presença do passado. (Archdaily, 2017) 
 
 Ministérios de Educação e Saúde / Lucio Costa 
Com alterações resultantes de análises do terreno e do programa de 
necessidades entre outros, cujo mais adiante serão melhor explicados, 
procuramos projetos que melhor se encaixasse em nossa realidade de partido. 
E o projeto que é ícone da arquitetura moderna Brasileira, o Palácio Gustavo 
Capanema, também conhecido como Ministério da Educação e Cultura (MEC) 
de Lucio Costa e equipe, possuí aspectos que puderam ser aproveitados no 
partido. (Vitruvius, 2014) 
17 
 
 
Com alterações resultantes de análises do terreno e do programa de 
necessidades entre outros, cujo mais adiante serão melhor explicados, 
procuramos projetos que melhor se encaixasse em nossa realidade de partido. 
E o projeto que é ícone da arquitetura moderna Brasileira, o Palácio Gustavo 
Capanema, também conhecido como Ministério da Educação e Cultura (MEC) 
de Lucio Costa e equipe, possuí aspectos que puderam ser aproveitados no 
partido. (Vitruvius, 2014) 
Figura 8: Ministério de Educação. 
 
Fonte: Vitruvius, 2014. 
 
Construído no ano de 1936 no Centro no Rio de Janeiro como é possível 
identificar logo acima. É composto por dois edifícios que se interceptam-se 
perpendicularmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
Figura 9: Vista de cima. 
 
Fonte: Vitruvius, 2014. 
 
Com características marcantes do movimento moderno como o uso dos 
pilotis em ambos edifícios, terraços verde e jardins e um volume acentuado de 
cobertura plana além dos brise-soleils. Foi fundamental para consolidar a ideia 
do partido. (Vitruvius, 2014) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 California Academy of Sciences / Renzo Piano 
Figura 10: Vista frontal. 
 
 
Fonte: Portal Metálica, 2010. 
 
A California Academy of Sciences (Academia de Ciências da Califórnia) 
está situado no Golden Gate Park em São Francisco, Califórnia, Estados 
Unidos, destacado na figura 10. É composto por um, aquário, planetário, museu 
de história natural e floresta tropical indoor, também se destaca por ser uma 
edificação totalmente baseada em tecnologias e práticas sustentáveis. (Portal 
Metálica, 2010) 
Figura 11: Espaço interno. 
 
Fonte: Portal Metálica, 2010. 
20 
 
A sua grande composição em vidro que busca integrar o interno e o 
externo e principalmente por prezar uma iluminação natural cujo 90% a usam 
ao invés da elétrica. 
Figura 12: Vista superior. 
 
Fonte: Portal Metálica, 2010. 
 
Assim como o “telhado vivo" que possuí funções importantíssimas para 
ajudar a temperatura interna e absorver a água da chuva além de aproveitar o 
mesmo em outras partes do museu. Com essas medidas e outras fazendo parte 
do conceito de sustentabilidade é fundamental ser levado em consideração nos 
projetos atuais. (Portal Metálica, 2010). 
 
2.2 A NECESSIDADE DE ESPAÇOS CULTURAIS NA CIDADE DE 
MACAPÁ 
 
Com as características já definas sobre o que são centros culturais, 
precisamos entender a necessidades desses espaços. 
Para isso, primeiramente é preciso analisar o interesse das pessoas 
nesses locais. De acordo com a pesquisa de 2014, ‘Públicos de Cultura: hábitos 
e demandas’, realizada pelo Sesc em parceria com a Fundação Perseu 
Abramo, as atividades que 58% dos brasileiros praticam em seu tempo livre de 
segunda a sexta-feira são dentro de suas casas. Já aos finais de semana, 34% 
dizem preferir atividades de lazer, e 9%, de cunho religioso. Programações 
21 
 
culturais, como os museus, não são as preferidas no Brasil: 61% afirmam nunca 
terem assistido a uma peça de teatro, e 71% nunca visitaram uma exposição 
de pinturas ou esculturas. (SESC, 2014) 
No que diz respeito às produções culturais, a pesquisa revela que 
apenas 15% dos entrevistados afirmam que cantam em grupo ou 
individualmente, 13% praticam alguma dança e 10% tocam instrumentos. As 
atividades menos produzidas são teatro e expressão corporal, cada uma soma 
apenas 1% dos entrevistados. (SESC, 2014) 
Isso é um reflexo que depende do contexto urbano em que a população 
está inserida e a dificuldade e acesso a equipamentos culturais que muitas 
vezes estão mal localizados, onde pessoas que moram na periferia da cidade 
enfrentam uma barreira maior para frequentar esses espaços. 
Entretanto a distância não é a única barreira, pois os valores elevados 
dos bilhetes de teatro, cinema entre outros, por sua vez não colaboram para 
inclusão, mesmo os que pagam meia preferem fazer download de filmes, por 
exemplo, a ter custo para uma experiência no cinema. E mesmo que um evento 
seja gratuito a falta de contato com qualquer vivência cultural dificulta o 
despertar do interesse público. 
O tempo livre dos brasileiros anda curto: apenas 18,4% da população 
diz ter horário de lazer de sobra. O restante, 35,4%, afirma que o tempo é 
insuficiente para fazer tudo o que se deseja e 44,9% dizem que o horário de 
lazer é suficiente, mas sempre há algo a mais para fazer. (IEAP, 2010). E se 
pudessem escolher o que fazer num tempo livre “esticado”, os brasileiros 
preferem primeiro frequentar cursos, depois fazer atividades físicas e em 
terceiro lugar descansar. Ir a espaços culturais está na sexta posição neste 
planejamento. 
Isso resulta em uma pequena classe com poder aquisitivo maior que de 
fato tem mais acesso a esses espaços. Por essas razões apresentadas através 
de pesquisas sobre o habito cultural do brasileiro torna-se essencial que esses 
espaços culturais existem e que principalmente sejam acessíveis para o público 
geral. Pois somente assim a população pode se tornar mais frequente ales. 
Compreendendo o interesse popular e justificando-o, pode-se partir para 
os já existentes em Macapá, não entrado em detalhes pois o tópico a seguir já 
22 
 
o faz. Podemos citar dois, o principal é o Teatro das Bacabeira, apesar de ser 
de sua área ser grande assim como sua capacidade, o mesmo não foi 
corretamente projetado para receber orquestras, pois o seu fosso não tem 
espaço para abriga-la, entre outras deficiências, como o tratamento de som que 
possui um tempo de reverberação acima do recomendado, e que impossibilita 
a vinda de uma opera ou de grandes peças nacionais. 
Segundo é o Museu sacaca, cujo o auditório Waldemiro Gomes conta 
com capacidade para 280 pessoas sentadas. Que além de também não possuir 
o tratamento de som adequado sua capacidade é ainda menor. 
Esses e outros com status de espaços culturais cujo possuem certas 
deficiências justifica ainda mais a necessidade de um espaço melhor projetado 
para que possa suprir as demandas da sociedade. Pois devido à grande 
carência da cidade de Macapá, de espaços voltados a cultura, restando poucas 
alternativas de lazer para a população, o trabalho apresenta como sugestão um 
novo centro cultural totalmente integrado e inserido para toda a população 
 
2.2.1 LEVANTAMENTO DAS EDIFICAÇÕES LOCAIS 
 
 Teatro das Bacabeiras 
Dos teatros da Amazônia, o Teatro das Bacabeiras, em Macapá - cidade 
das bacabas (tipo de palmeira), localizado na rua Cândido Mendes, 368; Bairro 
Central; cidade de Macapá, capital do Estado do Amapá, instituiçãopública 
vinculada à Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap), sendo 
destinada inicialmente as apresentações de eventos artísticos-culturais de 
gêneros diversos, sendo Teatro, Música, Cinema e Dança. 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
Figura 13: Teatro antes/depois da implantação. 
Fonte: Acadêmicos de Pedagogia, 2010. 
 
Sua construção teve início 1984 e concluída em 1990, ocorrendo com 
inúmeras críticas negativas pois local era espaço para a realização do 
tradicional “Arraial de São José”. (ACADÊMICOS DE PEDAGOGIA, 2011) 
Caracteriza-se pela arquitetura moderna, estilo que o guarneceu de 
grande imponência, atribuindo-lhe especial destaque no patrimônio 
arquitetônico da cidade de Macapá. Em sua inauguração, foi denominado de 
Cine Teatro de Macapá. Em 09 de março de 1992, passa a ser chamado de 
Teatro das Bacabeiras. 
 
 
 O Teatro das Bacabeiras é de tipo italiano e possui uma fachada em 
arcos com volumetria em linhas retas, vale destacar o uso de expressivo 
concreto com apenas alguns vidros e paredes pintadas, com capacidade para 
705 pessoas (sentadas) salas secundárias que seriam destinadas à realização 
Fonte: G1 Amapá, 2018. Fonte: Governo do Estado, 2018. 
Figura 15: Fachada Figura 14: Espaço Interno 
24 
 
de oficinas, à projeção de filmes e aos ensaios dos espetáculos, mas estão sem 
atividades. Foi inaugurado em 09 de março de 1990, com espetáculo teatral 
que reuniu vários grupos. Neste primeiro espetáculo, não foi cobrado ingresso. 
(ASSIS, 2006) 
Não há em Macapá outro teatro destinado a pequenos espetáculos. Isso 
torna a marcação de pautas no Teatro das Bacabeiras um problema para 
grande parte dos grupos artísticos, a maioria amadores, que precisavam 
disputar, com eventos de maior público, uma vaga para apresentação. Com a 
formação do conselho de cultura do Estado do Amapá, espera-se mudanças 
neste sentido. (ASSIS, 2006). 
E com o passar dos anos o prédio encontra-se por um total abandono 
por órgãos e entidades da administração pública, o teatro enfrenta vários 
problemas estruturais. Com as dificuldades sentidas por aqueles que precisam 
mais espaços como o teatro e apropriados que se faz necessária a implantação 
do mesmo. 
Como dependências, o Teatro das Bacabeiras, possui : 
 Sala de entrada de artistas e funcionários; Fosso de orquestra; Sala de 
oficinas; Foyer; Bilheterias; Palco; Camarins; Plateia composta também de 01 
mezanino; Sala administrativa; Balcão para plateia; Vestiário; Sala de projeção 
de filmes; Salas de ensaio; Depósitos; Banheiros. 
 
 Museu Sacaca 
O Museu Sacaca (figura 16) é um espaço de histórias vivas que promove 
ações museológicas de pesquisa, de preservação e de comunicação do nosso 
patrimônio cultural. A Exposição a Céu Aberto do Museu Sacaca foi construída 
com a participação de comunidades indígenas, ribeirinhas, extrativistas e 
produtoras de farinha. E a cada ano, no aniversário da Exposição, essas 
pessoas participam da programação “Museu Vivo”, mostrando em cada 
ambientação o seu modo de vida e seus costumes, valorizando seus 
conhecimentos tradicionais. (IEPA). 
 
 
 
25 
 
Figura 16: Museu Sacaca. 
 
Fonte: Manoel Fonseca, 2015. 
 
O Museu foi inaugurado em 1997, com o objetivo de promover ações 
museológicas de pesquisa, preservação e comunicação, abrangendo o saber 
científico e o saber popular dos povos amazônicos, além de divulgar as 
pesquisas realizadas pelo Iepa, por meio de exposições e atividades didáticas. 
(DIÁRIODOAMAPÁ, 2015). 
Desde 1999 o museu recebeu o nome de “Museu Sacaca de 
Desenvolvimento Sustentável, em homenagem a Raimundo dos Santos Souza 
(1926-1999), o mestre “Sacaca” (figura 17), curandeiro local de grande 
importância para a difusão da medicina natural junto à população amapaense. 
Em 2002, após a criação de um novo estatuto, o museu foi reinaugurado com 
o nome atual: “Centro de Pesquisas Museológicas Museu Sacaca”. 
(DIÁRIODOAMAPÁ, 2015). 
Figura 17: Escultura Sacaca. 
 
Fonte: G1 Amapá, 2013. 
26 
 
Primando pela diversidade natural e cultural, o museu reconstitui casas típicas 
de ribeirinhos, caboclos, seringueiros, castanheiros e índios. E conta também com 
auditório (figura 18) com capacidade para 200 pessoas, uma praça de alimentação e 
salas de exposição. 
Figura 18: Auditório Waldemiro Gomes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Maksuel Martins, 2012. 
 
Recentemente o Museu Sacaca completou 16 anos de história, em 2018. 
Mas muitos amapaenses não o conhecem ou não tem o hábito de frequentá-lo. 
Que se confirma através de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas 
Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) na capital do Estado, Macapá, para 
apurar o quantitativo de pessoas que conhecem e frequentam o museu. Os 
dados apontaram que, a cada 10 pessoas, seis não conhecem o local. Onde 
possíveis causa já foram apresentadas no tópico da necessidade de espaços 
culturais, seja a sua localização que dificulta o acesso até mesmo a pouca 
divulgação do mesmo. Questões como essas aliadas a pouca capacidade do 
auditório contribui para fomentar ainda mais ideia para um Centro Cultural 
 
2.2.2 JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA 
 
O Centro cultural ver o mundo recebeu esse nome em homenagem ao 
bairro, localizado no Araxá, ará (em tupi-guarani), significa mundo e Xá significa 
ver. Sua localização tem forte ligação com as barreiras enfrentadas para quem 
deseja ter acesso a esses espaços. Tem como objetivo principal atender a 
27 
 
demanda de um teatro que servira tanto para peças teatrais, orquestras e 
congressos. Com uma capacidade maior do que o do Museu Sacaca e menor 
que do Teatro das Bacabeira, compensará com a qualidade sonora que falta 
em ambas. Pois não se trata apenas de poucos espaços culturais em Macapá, 
mas da infraestrutura necessária para atende-la. Além de contar com espaços 
para biblioteca e exposições. 
 
Teatro 
O teatro servirá como um recinto destinado a várias atividades, o público 
em geral comparece para contemplar uma expressão artística, como uma peça 
de teatro, uma apresentação de dança, uma peça musical ou um monólogo, 
sendo um recinto este reservado a qualquer atividade que possa transmitir um 
conhecimento, como uma conferência, um debate ou um comício político. 
(CONCEITO, 2011), caracterizando-se assim por ser um espaço para 
diferentes grupos que desejam expressar das diversas formas suas artes. 
 
Biblioteca (Acervo e versão digital) 
O termo biblioteca se refere a um lugar físico destinado a abrigar uma 
organização de livros a fim de serem consultados pelos leitores. Neste sentido, 
uma biblioteca mante toda a forma de administração e de organização de modo 
que a informação contida seja de fácil acesso. Na atualidade, com o uso de 
informática, este tipo de administração tem facilitado graças à implementação 
de ferramentas informáticas. (CONCEITO, 2016), a criação de uma biblioteca 
com acervo e versão digital oportunizará mais amplitude nos documentos e 
acervos, caracterizando maior acessibilidade. 
Área de Exposições Permanentes e Temporárias 
A área destinada às exposições é o local onde os artistas expõem suas 
obras aos visitantes para apreciar suas criações, podendo variar de trabalhos 
como pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, performances de artistas etc. 
A principal característica é a contemplação, necessitando de um espaço 
totalmente amplo, com interações culturais proporcionando conforto para os 
visitantes. 
 
28 
 
Restaurante 
O restaurante do centro cultural terá uma área de alimentação, onde seráservida comidas típicas para os visitantes, com degustação de pratos regionais, 
um lugar espaçoso, confortável, que permita que seus clientes desfrutem pratos 
tipicamente regionais com sorveteria e café gourmet. 
 
3 ESTUDOS PRELIMINARES 
 3.1 ESCOLHA DO TERRENO 
O terreno fica localizado no bairro do Araxá, na zona sul de Macapá, 
entre a Jovino Dinoá e a rodovia do Araxá, próximo a rotatória, por ser 
localizado na orla da cidade, sendo um ponto estratégico que posteriormente 
servirá como um ótimo ponto turístico da cidade. Não se trata apenas pelo o 
turismo, pois através das análises já apresentadas, uma das grandes 
dificuldades para o acesso da população se dar a sua localização, apesar de 
está situada na zona sul tem uma proximidade muito grande com o centro e 
estar na orla. Além de estar no setor de lazer Lei do Uso e Ocupação do Solo, 
que respalda a nossa ocupação. Sendo este o mais perto dos requisitos que 
que o grupo procurava. 
Figura 19: Planta de situação 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
29 
 
Com terreno com área aproximada de 17.615,50 m² e estar localizado 
no setor de lazer segundo Lei do Uso e Ocupação do Solo conforme a figura 
20 e detalhada melhor na figura 00. 
Figura 20: Mapa de Setorização Urbana de Macapá. 
 
Fonte: Anexo I, pagina 34 - Lei Complementar nº109/2014 – DO USO E OCUPAÇÃO 
DO SOLO DO 
MUNICÍPIO DE MACAPÁ. 
 
Conforme o plano diretor de Macapá o centro cultural é dentro dos usos 
e atividades do setor (figura 21), dentre elas está inserida o Centro Cultural o 
que foi decisivo para a escolha do terreno. 
Figura 21: Usos e Atividades. 
 
 
Fonte: Anexo III, pagina 42 - Lei Complementar nº109/2014 – DO USO E 
OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ. 
30 
 
No quadro de intensidade de Ocupação a legislação caracteriza o 
terreno como baixa intensidade (figura 22). Com coeficiente de aproveitamento 
de 1,0, altura máxima 8 metros, taxa de ocupação máxima de 60%, taxa de 
permeabilização mínima de 20%. 
 
Figura 22: Intensidade de Ocupação. 
Fonte: Anexo V, pagina 53 - Lei Complementar nº109/2014 – DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO 
DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ. 
 
3.2 ESTUDO DO ENTORNO 
Como já mencionado o terreno está localizado em uma área nobre de 
Macapá, com um fluxo de pessoas e principalmente de carros muito intenso, 
pois está em frente a uma rotatória e rodovia importantes da cidade (figura 23), 
sendo a Rua Jovino Dinoá onde se encontra as paras para o uso do transporte 
coletivo. 
Figura 23: Sistema Viário. 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
31 
 
No entorno conta muitos usos variados entre eles, quiosques, bares, 
distribuidoras, residências, mas predominante uso comercial. (figura 00). Além 
do Parque Marlindo Serrano e órgãos públicos como a Procuradoria geral da 
Justiça e o Tribunal de Contas da União. 
Figura 24: Setorização do entorno 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
O estado das vias como a Rua Jovino Dinoá e a Rua do Araxá assim 
como a calçada (figura 25) e iluminação pública (figura 26) são regular, mas 
deixam a desejar pois a vias não possuem ciclovias e a iluminação por sua vez 
Figura 25: Calçada/ Passeio público 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
32 
 
Figura 26: Iluminação pública 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Não consta em total funcionamento em todos os postes. Além de não 
possuir saneamento básico o que é o reflexo da maioria dos bairros em 
Macapá. 
 
 3.3 ESTUDOS DE INSOLAÇÃO E VENTILAÇÃO 
A cartografia solar de Macapá possui uma divisão simétrica devido sua 
latitude ser 0º, a diferença de cada divisão correspondente aos pontos cardeais 
dar-se pelo período de insolação em cada fachada (edificações). Na qual a 
diferença entre os solstícios e o equinócio são mínimas. 
A fachada Norte (figura 27) possui pouca insolação devido está voltada 
para a direção do terreno onde há uma vegetação com arvores de grande porte, 
onde a insolação é maior no solstício de inverno (março, abril, maio, junho, 
julho, agosto e setembro). 
Na fachada Sul (figura 28) possui uma insolação predominante no 
solstício de verão (janeiro, fevereiro, outubro, novembro e dezembro). 
Entretanto sua insolação é nas horas finais do dia. 
 
33 
 
 
 
 
Na fachada leste (figura 29) a isolação ocorre durante a manhã no 
equinócio (23 set - 21 mar) e no solstício de verão, possuindo uma intensidade 
maior do que as duas fachadas anteriores. 
Na fachada oeste (figura 30) é onde a insolação é mais intensa durante 
o ano todo, recebendo todo o sol do horário da tarde, sendo que no equinócio 
a intensidade é menor comparado com do solstício de inverno e verão. 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Figura 30: Fachada Leste 
(Carta Solar) 
Figura 29: Fachada Oeste 
(Carta Solar) 
Figura 27: Fachada Norte (Carta Solar) Figura 28: Fachada Sul (Carta Solar) 
34 
 
Conclui-se que a futura fachada Oeste durante o ano é que recebe a 
maior incidência solar e a fachada Sul é a que recebe menos. 
Em relação aos ventos predominantes a maior parte se dar devido ao 
Rio Amazonas que fica na direção Nordeste em relação ao terreno, atuando 
com bastante intensidade. Com ajuda do site Winfinder foi possível ver sua 
direção e força durante o dia. De forma geral possui uma boa ventilação 
As 12h a direção é ENE ( és-nordeste) com força de 4 kts(7.408 km/h) 
(figura 31). 
Figura 31: Ventos às 12h. 
 
 
 
Fonte: Winderfinder, editado, 2018. 
 
35 
 
 
 
Sendo as 15h na direção E (Leste) com força de 6 kts(11.112 km/h). (figura 32). 
Figura 32: Ventos às 15h. 
 
 
 
 
Fonte: Winderfinder, editado, 2018. 
 
36 
 
18h na direção ENE (és-nordeste) com força de 6 kts(11.112 km/h) 
(figura 33). 
Figura 33: Ventos às 18h 
 
 
 
 
Fonte: Winderfinder, editado, 2018. 
 
37 
 
Por último as 21h na direção NE (Nordeste) com força de 6 kts(11.112 km/h) 
(figura 34). 
 
 
 
 
Fonte: Winderfinder, editado, 2018. 
 
38 
 
3.4 PROGAMA DE NECESSIDADES E PRÉ-DIMENSIONAMENTO 
 
O programa de necessidades foi elaborado a partir de um estudo sobre 
os espaços existentes, porém funcionando de maneira inadequadas ou até 
mesmo a falta deles. Que conta com teatro, salas de exposições, oficinas entre 
outros listados logo abaixo. 
Setor administrativo 
 
Assim como toda instituição é necessário que se tenha um setor 
administrativo que contará com secretaria, arquivo, direção geral, sala de 
monitoramento, almoxarifado entre outros listados na tabela 00. 
Setor cultural 
O setor cultural contará com salas de exposições com capacidade para 
mais de 200 pessoas, sendo espaço para exposição permanente e temporária 
além da área técnica que é necessária para a assistência do mesmo. 
Área de alimentação 
Também se fez uma área de alimentação como capacidade de menos 
de 100 pessoas, apesar de não ser o foco no centro a área de alimentação será 
importante para divulgar a culinária local para turistas, contando com 
restaurante sorveteria e café gourmet. 
Teatro 
Sendo o setor mais importante para o centro cultural, este foi pensado 
para atender 500 pessoas, sendo este com maior área, e contará com plateia, 
palco, fosso , camarins coletivos e privado além de uma sala para ensaio. Sua 
infraestrutura é foi projeta para servir desde apresentações musicais até 
palestras. 
Setor artísticoPensando no social este tem sala para estudo da música, além de salas 
para o estudo do mesmo. Onde são fundamentais para desenvolver as 
atividades culturais 
Biblioteca 
A biblioteca se divide em outros setores com social, que possuirá a 
fotocopiadora, e acervos de brailer, infantil e acervo além de biblioteca digital e 
39 
 
multimídia. Salas de estudos e informática darão apoio a demanda que será de 
capacidade máxima de mais de 300 pessoas. 
Na tabela abaixo detalha-se melhor os setores, ambientes e dimensões. 
 
Tabela de Pré-dimensionamento 
SETORES 
SUB-
SETORES 
AMBIENTES 
DIMENSÕES 
(m²) 
SETOR 
ADMINISTRATIVO 
HALL DE 
ENTRADA 
RECEPÇÃO 
CENTRAL 
151 
 
SALA DE 
VIGILÂNCIA E 
MONITORAMENTO 
16,32 
SECRETARIA 15,91 
DIREÇÃO GERAL 12,83 
ARQUIVO 7,40 
ALMOXARIFADO 12 
SALA DE 
REUNIÕES 
ADMINISTRATIVAS 
25,98 
ACHADOS E 
PERDIDOS 
 11,89 
BANHEIRO 
FEMININO 
26 
BANHEIRO 
MASCULINO 
26 
TOTAL 305,33 
SETOR CULTURAL 
 
SALÃO 
NOBRE – ESPAÇO 
CULTURAL 
ESPAÇO DE 
EXPOSIÇÃO PERMANENTE 
143,23 
SALA TÉCNICA DE 
EXPOSITORES 
43,49 
DMT – DEPÓSITO 
DE MAT. TEMPORÁRIOS 
15,18 
BANHEIRO 
FEMININO 
26 
BANHEIRO 
MASCULINO 
26 
ÁREA TÉCNICA 43,40 
ESPAÇO 
CULTURAL – 
MULTIUSO 
ESPAÇO DE 
EXPOSIÇÃO 
TEMPORÁRIOS 
148,28 
SALA TÉCNICA DE 
EXPOSITORES 
43,49 
DMT – DEPÓSITO 
DE MAT. TEMPORÁRIOS 
16 
BANHEIRO 
FEMININO 
26 
BANHEIRO 
MASCULINO 
26 
TOTAL 493,59 
 RESTAURANTE 93,25 
40 
 
ÁREA DE 
ALIMENTAÇÃO 
 
 
CAFÉ GOURMET/ 
SORVETERIA 
38,25 
 
BANHEIRO 
FEMININO 
24 
 
BANHEIRO 
MASCULINO 
24 
 BANHEIRO PDC 24 
 FRAUDÁRIO 7,8 
 DML 3,04 
TOTAL 190,7 
TEATRO 
 
AMBIENTES 
DE APOIO E 
ESTRUTURAS 
PALCO 86,95 
PLATEIA 502,23 
ANTESSALAS 
DE CAMARINS 
78,92 
CAMARINS 
INDIVIDUAIS 
14 
CAMARIM 
COLETIVO 
18,70 
SALA DE ENSAIO 104,74 
FOSSO DE 
ORQUESTRA 
100 
ALMOXARIFADO – 
DEPÓSITO DE MOBILIÁRIO 
22 
 
BANHEIRO 
FEMININO 
25,38 
 
BANHEIRO 
MASCULINO 
25,38 
TOTAL 978,30 
SETOR ARTÍSTICO 
 
SALA DE 
OFICINAS – TEORIA 
E PRÁTICA 
MUSICAL 
SALA DE ESTUDO 
EM GRUPO 
20 
SALA DE ESTUDO 
INDIVIDUAL 
6 
SALA DE TEORIA 
MUSICAL 
50 
ALMOXARIFADO – 
SALA DE GUARDA DE 
INSTRUMENTOS 
25 
BANHEIRO 
FEMININO 
27 
BANHEIRO 
MASCULINO 
27 
TOTAL 190 
BIBLIOTECA 
SOCIAL 
 
RECEPÇÃO E 
ATENDIMENTO 
40 
FOTOCOPIADORA 15 
ACERVO 
 
ACERVO INFANTIL 20 
ACERVO BRAILE 20 
ACERVO 250 
BIBLIOTECA 
DIGITAL 
60 
MULTIMIDIA 30 
BANHEIRO 
FEMININO 
27 
BANHEIRO 
MASCULINO 
27 
41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO 
 
SALAS DE AULA 90 
ÁREA DE LEITURA 250 
SALAS DE ESTUDO 50 
TOTAL 1.065 
SETOR PÚBLICO E 
DE CONVENIÊNCIA 
 
 ESTACIONAMENTO 7.000 
 TOTAL 7.000 
APOIO 
SERVIÇO COPA 4 
 VESTIÁRIO 25 
 
BANHEIRO 
FEMININO 
27 
 
BANHEIRO 
MASCULINO 
27 
 BANHEIRO PDC 4 
TOTAL 87 
INFRAESTRUTURA 
 
 
CASA DE 
MÁQUINAS 
30 
TOTAL 30 
42 
 
3.5 SETORIZAÇÃO 
A setorização pode ser utilizada em todo tipo de projeto de arquitetura, 
mesmo que seja apenas um ambiente, pois se consideramos que cada parte 
deste ambiente único vai ter algum tipo de finalidade e agruparmos essas 
partes em setores, dispondo-os da melhor maneira, através de 
esquematizações. 
Foram produzidas duas setorizações uma antes e depois da volumetria 
final, é notável as mudanças que ocorrem devido à área do terreno que é 
pequena em relação a tudo que queríamos no começo. 
Na setorização inicial foi planejado os espaços todos interligados no 
térreo com o acesso principal direto. 
 
Figura 34: Setorização Inicial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
43 
 
 
Já na setorização final, com a ideia dos pilotis, abriram dois acessos principais 
sendo um indireto por uma escada que dará acesso as salas de exposições, biblioteca 
entre outro. E o acesso no térreo que será direto a praça de alimentação e teatro. 
 
Figura 35: Setorização final 
Fonte: Acervo pessoal, 2018 
44 
 
3.6 ORGANOGRAMA E FLUXOGRAMA 
Usado para representar as relações hierárquicas de uma distribuição de 
setores ou unidades funcionais, o organograma deve ser flexível e de fácil 
interpretação. E os fluxogramas utilizam-se símbolos padronizados para uma 
sequência lógica das etapas de realização de um processo de trabalho. Deve 
apresentar uma visualização de detalhes críticos do processo de trabalho, 
identificação do fluxo do processo de trabalho, identificação de melhorias, 
facilitar a leitura e entendimento do projeto. Ambos esquematizados. 
No esquema abaixo é possível ver com mais clareza as mudanças do 
primeiro organograma (figura 36) e fluxograma (figura 37) para os últimos. 
Como resultado da implantação no térreo e 2° pavimento, entretanto desde o 
início foi pensado da melhor forma para que flua um bom fluxo entre os setores. 
Figura 36: Organograma inicial. 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018 
 
 
45 
 
Figura 37: Fluxograma Inicial. 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018 
 
 
46 
 
 No fluxograma final os acessos do teatro e área alimentação são 
diretos enquanto de forma indireta o acesso ao estacionamento, onde o mesmo 
ajuda a faz a ligação para o pavimento superior que apesar de uma área 
reduzida possui ótimo fluxo de pessoas. 
Figura 38: Fluxograma final 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018 
47 
 
Na figura logo abaixo consiste em detalhar o organograma que foi 
alterado do inicial, a principal mudança foi que somente o teatro, área de 
alimentação e apoio da infraestrutura ficaram no térreo e áreas significativas 
para vagas de estacionamento. 
Figura 39: Organograma térreo final. 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
48 
 
E no superior ficou o restante das áreas como artístico educacional, biblioteca e 
administrativo com um acesso principal e outro laterais. 
Figura 40: Organograma 2º pavimento final. 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
49 
 
3.7 PARTIDO ARQUITETÔNICO 
 
A ideia inicial do projeto partiu da vontade de se obter uma volumetria 
plana e retilínea com aberturas dentro da própria edificação para entrada de luz 
e colocação de árvores (figura 41) cujo o mesmo obteve parte dessa inspiração 
no correlato do Centro Cultural de Paraty, onde possui vigamentos em madeira, 
com uma planta que flui bem os espaços, além de uso de espelho d’água e 
vegetação. 
Tudo isso fazia parte de se construir usando materiais locais como a 
própria madeira, além de ser um projeto cujo atendesse principalmente uma 
eficiência energética com estrada de luz e ventilação natural, visto que projetos 
locais pouco atentem a este fato, além de uma vegetação fora e dentro do 
centro. 
Figura 41: Croqui da ideia inicial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Mas assim como toda ideia inicial de um conceito de partido pensado 
por um arquiteto quase sempre sofre alterações logo após do levantamento do 
programa de necessidades e pré-dimensionamento. Isso foi refletido em nossa 
ideia inicial visto que quando feito uma implantação simples, no terreno não 
favorecia uma forma plana e retilínea devido ao pouco espaçoque tinha que 
50 
 
até então pensávamos ser maior, cujo foi encarado como um desafio a ser 
superado. 
Figura 42: Implantação inicial simples 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Com uma volumetria ocupando mais de 50% do terreno (figura 42), não 
sobrando espaços para o paisagismo e estacionamento que também possuía 
uma área grande, tornou-se inviável essa proposta, levando a repensar boa 
parte da ideia inicial. 
A solução parecia ser simples, seria usar mais de um pavimento, 
contudo segundo a Lei de uso e ocupação de solo de Macapá, a altura máxima 
só poderia ser 8 metros, sendo este pouco para se trabalhar dois pavimentos. 
Outra ideia foi implantar um subsolo, porém também a dificuldade surgiu após 
constatar que havia certa declividade no terreno e em sua topografia também 
não era possível mexer com a terra abaixo. Então com todas essas limitações 
ao terreno foi determinante para a definição do partido arquitetônico. 
O objetivo agora era pensar em algo funcional que pudesse se aliar a 
alguns conceitos iniciais. Foi então que sob orientação foi sugerido o uso de 
Pilotis, na qual foi de relevância significativa para o desenvolvimento do projeto. 
Portanto foi buscado novos correlatos que tivesse uma ligação maior com o 
projeto atual. 
 
51 
 
Figura 43: Volumetria final 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Foi dessas decisões do partido que as ideias se encaixaram melhor, com 
o uso do piloti cujo a sua altura não precisara ser muita alta, e no mesmo o 
espaço para o uso de vagas de estacionamento (figura 43). Contribui para 
sobrar mais espaço para o paisagismo. Pensando nos conceitos iniciais como 
a eficiência energética trabalharia a fachada sul e leste em vidro para a entrada 
de luz natural, e na fachada Oeste que recebe maior incidência solar os brise-
soleil. Considerando esses novos aspectos que foi levantando novos correlatos 
como o Ministério de Educação e Saúde devido ao uso dos pilotis. 
Em relação a sua implantação está favorável ao conforto ambiental, pois 
sua fachada principal é a que recebe menor incidência solar durante o ano e os 
ventos também ajudam. 
Então a disposição ficou da seguinte maneira, o teatro e o restaurante 
por possuírem um fluxo de pessoas bem maior do que as outras áreas ficaram 
no térreo, e outros como setor cultural, artístico, biblioteca e administrativo 
ficaram no segundo pavimento. 
Tratando o conforto acústico importante principalmente no teatro, que 
não colocamos de frente para a rodovia para evitamos menos ruídos. 
 Considerando em um conceito novo, entretanto que já vem sendo 
aplicado antes mesmo de defini-lo, é a arquitetura verde, que no caso seria 
52 
 
aplicado uma cobertura verde em cima do teatro que contribuiria tanto para o 
conforto acústico quanto térmico, e uma parte que absorvida pela cobertura 
seria usada em outras partes do centro cultural. Onde o correlato California 
Academy of Sciences foi essencial com suas propostas sustentáveis. 
 
Então surgiu outras medidas no âmbito da sustentabilidade, como uso 
de madeira de reflorestamento, brises, revestimentos e materiais como a lã de 
pet que contribuem para o conforto acústico, aplicados em áreas estratégicas 
como as salas de teoria musical e teatro cujo será melhor detalhado, este e 
outros aspectos que garantam o mínimo impacto na construção. 
Figura 44: Volumetria final colorida 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
O projeto busco criar uma relação com o programa de necessidades, 
fluxo e setorização alinhadas as restrições impostas pelo plano diretor e espaço 
delimitado. 
O centro cultural ver-o-mundo tem como reponsabilidade de 
proporcionar um espaço que valoriza a cultura local e a divulgar que por 
consequência também valoriza o turismo na qual agregara valores econômicos, 
além de um teatro cujo atenda às necessidades das quais Macapá precisa. 
53 
 
Que oferece a população espaços para conhecimento e convívio. Tudo 
isso alinhado dentro de uma proposta sustentável que garante ao centro 
mistura de arquitetura moderna, contemporânea e verde, mas todas em 
harmonia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
4 APRESENTAÇÃO DO ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO 
4.1 FACHADAS 
Figura 45: Fachada principal
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Essa primeira fachada (figura 45) é a frontal do Centro Cultural que fica na 
direção sul e através dos estudos de conforto foi verificado que é a fachada que recebe 
a menor insolação durante o ano tudo. Sua principal característica é uma fachada em 
vidro, mas o destaque principal é da escada cujo marca a entrada que dar acesso ao 
segundo pavimento. Com os pilotis inseridos problemas com vagas de 
estacionamento foi resolvido, além de melhorar o desempenho da ventilação. 
 
 
 
 
 
55 
 
Figura 46: Fachada Lateral Esquerda 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Essa fachada fica na direção Oeste (figura 46), diferentemente da primeira, ela 
possui a maior incidência solar, e por isso solicitava por uma atenção maior. Foi 
proposto então o uso de brise-soleils em madeira, sendo a estrutura principal em 
concreto. Outra característica importante são as escadas como elemento de volume 
e em vidro na qual são necessárias pois são escadas de emergência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
4.2 PROJETO DE PAISAGISMO 
 
 Partido 
Inicialmente, foi observado que o estilo dos jardins italianos para o uso das 
retas nos passeios e fluxos básicos. Em uma vista superior, destaca-se o contraste 
nas cores devido aos materiais e as formas naturais utilizadas, a leveza das curvas, 
com a interação da água e a grama, remetendo os espaços abertos como era nos 
jardins renascentistas. 
 Plano conceitual 
Com base, foi identificado como prioridade inicial, pensar no fluxo de carros e 
os outros acessos. A partir disso, delimitado vias de trafego, e consequentemente, foi 
delimitado espaços para o fluxo de pessoas integrando com a natureza gerada para 
o centro cultural. Após a definição do espaços para o trafego é definido as vagas de 
estacionamento, na qual, foi um fator primordial, tanto para estabelecer quantidade de 
área a ser utilizado e para definições de acessos e deslocamentos. Após os cálculos, 
foi concretizado o número de XXX vagas de estacionamento. Definido acessos, foi 
projetado áreas de passeio ao público, deixando o ambiente mais harmônico. 
Se tratando dos materiais, boa parte da área de passeio público é revestida por 
cimento permeável, dando durabilidade, apresentar um material antiderrapante e 
muito resistente as intempéries. 
Outro material semelhante pelas propriedades de durabilidade é o ladrilho, 
escolhido na cor branca para fins estéticos de contraste. Para a adição de mais um 
elemento para dar continuidade nas formas (curva) tem a aplicação de uma estrada 
de tijolos ‘’brick road’’ (figura 47) na entrada do centro cultural pelo acesso mediante 
a rotatória. Adição de espécies de vegetação dentre os espaços de passeio, de forma 
secundaria no grau de importância, remetendo mais uma característica dos jardins 
italianos. 
 
 
 
 
 
57 
 
Figura 47: Materiais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
Além disso foi definido as espécies apesentadas na figura abaixo. 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
58 
 
 
 
 Planta baixa 
É apresentado a planta baixa na sua última versão, identificando terreno; fluxos;vegetação; setores(figuras 00); distâncias e tudo mais para o entendimento da mesma 
para explicações. Apresenta-se detalhes de composição arquitetônica para assim, ser 
válida, mediante normas e leis na arquitetura. 
Figura 48: Áreas definidas 
 
 Ajuste volumétrico 
Com base nas imagens a seguir, pode-se ter uma base no que se localiza 
vegetação; fluxo; passeio de pedestre; humanização e toda a composição. Dessa 
forma, é apresentado diversos componentes presentes para a execução correta de 
harmonia no entorno e interior do terreno com a edificação. 
 
 
 
59 
 
 
 Mobiliário urbano 
Na ideia de se encontrar uma ligação entre o que está presente no paisagismo 
e o ponto inicial da criação da ideia, foi projetado um assento e uma lixeira (figura 47) 
personalizada para incluir no centro cultural. 
 
Figura 49: Lixeira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
O pontapé inicial é a criação de peças de uso público que remetam 
características conceituais referente ao centro cultural. Para apresentar tais 
características, foram destacas no assento e a lixeira, podemos destacar as formas 
utilizadas tanto para a o assento e para a lixeira. Para a segurança do público na 
utilização das peças, foram projetadas com boleamento especifico para cada peça. 
Assim, nada compromete o uso do assento (figura 48) e a lixeira. 
Figura 50: Assento 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
4.3 PROJETO ACUSTICO 
 
 Introdução 
Este projeto consiste em um estudo sobre a acústica da sala de 
espetáculos do Teatro do centro cultura Ver o mundo, localizado localizado no 
bairro do Araxá, na zona sul de Macapá, entre a Jovino Dinoá e a rodovia do 
Araxá, que na qual é responsável de muito ruído. Como parte do levantamento 
de dados do trabalho final teve como objetivo usar o máximo de recursos para 
melhorar a acústica. 
 Medições do nível de intensidade sonora no local, e cálculos do tempo 
de reverberação acústica foram realizados sobre orientação da professora 
Tatiana Saraiva. Após as análises, medições e cálculos, foram utilizados 
materiais e correções na geometria, a fim de que possa abrigar diferentes tipos 
de eventos com qualidade acústica. 
 Objetivo 
Este projeto tem a finalidade de elaborar uma acústica para o Teatro Ver 
o mundo que sejam adequadas à sua função, a partir da análise dos materiais 
empregados, de medições de nível de intensidade sonora, do estudo da 
geometria inicial da sala e do cálculo do tempo de reverberação. Pretendeu-se, 
com a análise dos resultados, detectar as necessidades de intervenções na 
sala para melhor qualificação do espaço, considerando as normas NBR 10152 
(ABNT, 1987) e NBR 12179 (ABNT, 1992). 
 Método 
Levantamento de dados – análise dos materiais absorventes e/ou 
refletores para se obter o tempo de reverberação real e compará-lo com o 
tempo de reverberação ótimo; estudo da geometria do ambiente interno; cálculo 
para verificação da necessidade de elementos refletores; 
 Medições – medições de níveis de intensidade sonora da sala, com o 
auxílio de decibelímetro digital, modelo HOMIS – 413, no terreno existente; 
Análise e diagnóstico dos dados – análise dos resultados para 
elaboração do projeto. 
 
 
62 
 
 Levantamento de Dados 
Cálculo do Tempo de Reverberação 
Segundo Carvalho (2006) reverberação consiste no prolongamento 
necessário de um som produzido para alcançar uniformemente todo o recinto 
em questão. De acordo com Bispo, Oiticica e Teles (2005) o tempo ótimo de 
reverberação de um local é o dado mais preciso sobre a qualidade do som, 
sendo imprescindível o seu cálculo para se conseguir uma boa acústica. A partir 
do volume e a finalidade a que o local se destina é possível estabelecer o tempo 
de reverberação ótimo a 512 Hz que pode ser extraído através do gráfico a 
seguir. 
Figura 51: Tempo Ótimo de reverberação 
 
Fonte: SOUZA, ALMEIDA E BRAGANÇA, 2006, p. 134. 
 
Após o levantamento, será feita uma planilha de cálculo do tempo de 
reverberação onde estarão listados todos os materiais utilizados no teatro, a 
área que ocupa e seu coeficiente de absorção na frequência 500Hz. A absorção 
63 
 
de cada superfície é resultante da multiplicação da área da superfície do 
material pelo seu coeficiente de absorção sonora. A partir da soma dos valores 
obtidos é possível calcular o tempo de reverberação real do recinto. 
O tempo de reverberação será calculado a partir da fórmula de Sabine: 
T = 0,16 x V/A 
Onde: 
T = Tempo de reverberação em segundos (s); 
V = volume do recinto em m³; 
A = absorção total do recinto em Sabine métricos (sm²). 
De acordo com Carvalho (2010), o Tempo Real de Reverberação é 
considerado satisfatório quando não ultrapassar o limite de 10% o Tempo 
Ótimo de Absorção, para mais ou para menos, em todas as frequências 
analisadas. 
 
 Medições 
Outro fator importante na qualidade acústica de um teatro é o nível de 
ruídos externos, com ele pode-se determinar o quanto o ruído de fora atrapalha 
na acústica interna. Será utilizada a relação Sinal/Ruído (SR), onde o nível 
sonoro do ruído em dB será subtraído do nível sonoro do fundo do teatro em 
dB, utilizado o decibelímetro digital, modelo DEC – 46. 
De acordo com a NBR 10152 (ABNT, 1987), o nível de ruído aceitável 
para teatros é de 30 a 40 dB, enquanto 30dB representa o nível sonoro para 
conforto e 40dB o máximo aceitável. 
 Resultados 
5.1. Cálculo do Tempo de Reverberação 
 
 
 
 
 
 
 
64 
 
O volume do teatro é de 3378,11 m³. Visto na figura logo abaixo. 
Figura 52: Corte do Teatro 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
Em uma média para música, encontra-se o tempo ótimo de reverberação 
de 1,4s para a frequência de 500 Hz (figura 53) 
Figura 53: Tempo Ótimo do Teatro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: (SOUZA, ALMEIDA E BRAGANÇA, 2006, p. 134) 
 Resultado das medições 
O teatro está localizado às margens da Rua do Araxá, pois essa posição 
favorece devido está um pouco afastado da Rodovia JK que produziria um ruído 
bem maior. Entretanto a Rua do Araxá produz um ruído intermitente, com pouca 
frequência, proveniente do tráfego de veículo leve e pesado, que ficaram entre 
65 
 
de 55Db e no máximo 65dB. e o sentido da ventilação, que empurra o ruído 
contrário do teatro. 
 Predefinição dos materiais 
Materiais aplicados no teatro (figura 00). Conforme a tabela abaixo é 
possível notar que uso de materiais foram adequados pois o seu tempo de 
reverberação real resultou em 0,52s onde abaixo do limite de 1,4s. Na qual está 
conforme a NBR 10152 (ABNT, 1987). 
Figura 54: Materiais e cálculo 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
66 
 
Para chegar ao tempo de reverberação que encontramos através do 
gráfico de Sabine, propõe se alguns materiais refletores e absorventes, que 
serão necessários para atingir o objetivo desta pesquisa, que é a boa acústica 
do local. Tomando com base as diretrizes mencionadas anteriormente, o palco 
foi contemplado com tábua de madeira bem como a sua testa, pois tem 
característica de material fonorrefletente e ajudará na reflexão do som (palavra 
falada) para a platéia. A cortina será de veludo com dobras de 50% de sua 
área, pois se trata de um material muito absorvente, o que evita os ecos no 
palco. 
Nas paredes laterais foram projetadas carpete. Bem como na parede de 
fundo com Chapa de lã de madeira de 25mm em parede rígida com espaço de 
5 cm preenchido comabsorvente acústico para que o som não seja refletido, 
evitando o eco. 
No teto os materiais devem trazer equilíbrio à acústica de forma que seja 
utilizado material como Forrovid, forros removíveis com propriedades termo 
acústica para tetos, o material é apresentado em painéis modulados 
constituídos por lã de vidro revestida em PVC microperfurado 
 As poltronas são projetada para aplicação de suas poltronas em 
módulos, permitindo a utilização racional do espaço disponível com conforto. E 
estão disponíveis com duas opções de altura de encosto. No modelo com 
prancheta, que fica embutida no braço quando fora de uso. 
O piso será revestido com carpete que tem características como 
resistência, isolante térmico, elétrico e acústico, alta densidade. Para 
quantificação dos materiais, os dados foram lançados na tabela do método de 
Sabine 
 Conclusão 
A implementação para soluções de caráter acústico tem um impacto 
positivo na qualidade total do edifício, visto que a qualidade do espaço é 
avaliada pelo equilíbrio e harmonia da forma e função, pela sua iluminação, sua 
temperatura e pelo ambiente sonoro. Por isso o teatro priorizou pelo o conforto 
e a adequação do som no ambiente. 
Atualmente, a acústica e arquitetura cada vez andam juntos, pois muito 
problema de acústica poderia ser solucionado durante o projeto de arquitetura. 
67 
 
Para isso é preciso ser feito um levantamento para que se adeque a as NBR 
10152 (ABNT, 1987) e NBR 12179 (ABNT, 1992). 
Além de se tornar possível se projetar um ambiente com um mínimo de 
impactos, convivendo com eles, inclusive sem causar incômodo aos usuários, 
à vizinhança e/ou interferência na boa acústica do recinto. Inclusive a proposta 
apresentada foi com objetivo de proporcionar uma melhor acústica diante de 
outro auditórios e teatro em Macapá, podendo proporcionar desde uma palestra 
até mesmo um concerto de musica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
4.4 PROJETO LUMINIOTECNICO 
Foi proposto o projeto luminotécnico para uma sala de teoria musical do Centro 
Cultural Ver o mundo que mede de largura 5 metros e de comprimento 10 metros e o 
pé direto de 3 metros. Na qual recebemos orientação pela professora Camila Sampaio 
na utilização do software Dialux para obtemos os resultados. 
 Lista de luminárias e dados 
Luminária Φ(Luminária) [lm] Potência [W] Rendimento luminoso 
[lm/W] 
Luminocenter – LAA02 3404 37.0 92.0 
 
 Luminárias localização 
Figura 55: Localização luminária eixo x 
 
69 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
Figura 56: Localização luminária no eixo Y 
 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
 
 
 
 
70 
 
 
 Resultados luminotécnicos 
Figura 57: luminância diversos pontos da sala 
Fonte: Acervo pessoal, 2018. 
Fonte: Dialux, editado para sala, 2018. 
 
Figura 58: Resultados obtidos pelo software 
Fonte: Dialux, editado para sala, 2018. 
71 
 
 Representação 3 D 
 
Figura 59: Representação 3D da sala de teoria musical 
Fonte: Dialux, editado para sala, 2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
 
 
 
 Representação cores falsas 
Figura 60: Cores falsas da sala de teoria musical 
Fonte: Dialux, editado para sala, 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A proposta para um Centro Cultural em Macapá apresentada como um requisito 
para o interdisciplinar do curso de Arquitetura e Urbanismo se originou da necessidade 
de espaços culturais na cidade e principalmente de infraestrutura adequada. 
Foi possível identificar que o Amapá não possui muitos espaços para receber 
desde uma palestra até mesmo uma orquestra, sendo destacado no trabalho apenas 
dois como o Teatro das Bacabeira e o Museu sacaca. 
Para a proposta, fora necessária uma análise da edificação com visitação in 
loco, pesquisas bibliográficas para ajudar a compreender a importância de se ter um 
centro cultural. Com este trabalho e toda a pesquisa feita, foi possível compreender a 
importância que um Centro Cultural para um povo. 
Depois de todo o levantamento foi então definido muitos aspectos no projeto e 
o que se pretendia priorizar, um dos principais foi teatro, devido a sua escassez na 
cidade. Além de aspectos com propostas sustentáveis e sociais que definiram todo 
um partido, a agregação de valores econômicos também foi visada porem sendo este 
principalmente como consequência de sua localização. 
Acreditamos que o desenvolvimento desse projeto que não foi só projetual, 
mas complementado por outras, como paisagismo, conforto acústico e luminiotécnico. 
É de grande importância para desenvolvemos nossas habilidades de pensar como 
arquitetos em todos os detalhes. Seja com pesquisadores ou projetistas. Todo o 
conhecimento desenvolvido servira para complementar ainda mais nossa formação 
acadêmica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
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Revista Especialize On-line IPOG. Goiânia, v. 01/2013, n. 005. p. 2-3, 2013. 
VIÉGAS, Harife. Teatros da Região Norte. Disponível em: < 
http://realidadeurbanas.blogspot.com.br/2011/> Acesso em: 12 de abril de 2018. 
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de 
metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003. 
CONCEITO. Conceito de centro cultural. Disponível em: < 
https://conceito.de/centro-cultural > Acesso em: 12 de abril de 2018 
ArchDaily Brasil. (Trad. SBEGHEN GHISLENI, Camila). Centro Cultural 
Teopanzolco / Isaac Broid + PRODUCTORA. Disponível em: 
<https://www.archdaily.com.br/br/885782/centro-cultural-teopanzolco-isaac-broid-
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BARATTO, Romullo. Menção Honrosa no concurso para o Centro Cultural de 
Exposições e Eventos de Paraty - RJ" 07 Jul 2014. ArchDaily Brasil. Disponível 
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SANTOS, Cecilia Rodrigues. Revisitando a sede do Ministério da Educação e 
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SESC, Fundação Perseu Abramo. Públicos de Cultura: hábitos e demandas. 
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PEDAGOGIA, Acadêmicos. Ontem, Arraial de São José. Hoje, Teatro das 
Bacabeiras. Sempre: Centro de Fomento Cultural!. Disponível em: < 
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http://minhamacapaontemehojee.blogspot.com.br/2011/11/ontem-arraial-de-sao-
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DESTAQUE, Amapá. Teatro das bacabeiras. Disponível em: < 
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ASSIS, Carol. Teatro das Bacabeiras. Disponível em: < 
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Amapá, Diário. Museu Sacaca: cultura do povo da floresta. Disponível em: < 
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CONCEITO. Conceito de centro teatro. Disponível em: < https://conceito.de/teatro 
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CONCEITO. Conceito de biblioteca. Disponível em: < 
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10152 – Níveis de 
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12179 – Tratamento 
acústico em recintos fechados. Rio de Janeiro: ABNT, 1992. 
BISPO, Ana Cíntia Martins; OITICICA, Maria Lúcia Gondim da Rosa; TELES, Valéria 
Rodrigues. Qualidade acústica em um teatro. estudo de caso. In: IV Encontro 
Latino-Americano e VIII Encontro Nacional Sobre Conforto no Ambiente Construído, 
Maceió, 2005, Anais... Maceió, ENCAC-ELAC 2005. CD-ROM. 
CARVALHO, Régio Paniago. Acústica Arquitetônica. 2. ed. Brasília: Theasurus, 
2010. 238p. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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