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ENADE - Distribuição de Renda, Desigualdade e Pobreza Responda as questões a seguir e justifique as alternativas incorretas. Questão 12/2006 - Numa economia há apenas duas pessoas, uma delas aufere 10% da renda, e a outra, os 90% restantes. Neste caso, a Curva de Lorenz desta economia será representada por OAB no gráfico abaixo. Considerando o gráfico e as informações acima, é correto afirmar que: (A) o Coeficiente de Gini é igual a 40%. (B) a concentração de renda vai reduzir a demanda a 50%. (C) se a renda fosse distribuída equalitariamente, a Curva de Lorenz seria OCB. (D) se a renda fosse distribuída equalitariamente, o Coeficiente de Gini seria igual a 100%. (E) não é possível calcular o Coeficiente de Gini para duas pessoas. Falsa – pois o coeficiente de Gini é uma das principais medidas de desigualdade, ele estabelece o valor de uma medida de desigualdade deve aumentar sempre que for feita uma transferência regressiva de renda, ou seja, ele pode ser feito com quantas pessoas possíveis, desde que se tenha todas as informações solicitadas. Questão 19/2012 - Suponha que o Ministério da Educação contrate um economista como consultor para mensurar o efeito do gasto público com a educação sobre a renda da população. O consultor propõe o modelo a seguir. Nesse modelo, lnYt e lnGEt são, respectivamente, o logaritmo da renda da população e do gasto público com educação no período t; , são variáveis de controle; β1, β2 e γj , j = 1, ..., k , são os coeficientes da regressão; ut é o termo de erro aleatório. Admitindo-se que a transformação logarítmica é estacionária para todas as variáveis da equação, verifica-se que: A) β2 é a elasticidade renda com respeito ao nível de escolaridade da população. B) a renda aumenta em R$ 1,00 para cada R$ 1,00 gasto com educação, se β2 = 1. Falso, pois não é possível mensurar esse gasto levando em consideração uma elasticidade unitária, umas vez que há outros fatores que envolvem a análise. C) β1 é o nível médio de gasto com educação, controlado pelas demais variáveis do modelo. D) a variação percentual da renda será maior que a variação percentual do gasto público com educação, se β2 > 1. E) a renda da população aumenta menos que 1% quando o gasto público com educação aumenta em 1%, se β1 < 1. Questão 20/2012- Dois estudantes de Economia, João e Pedro, estão debatendo sobre a estimação de modelos de crescimento econômico. João propõe uma formulação em que a taxa de crescimento do PIB dos países, gY , depende da taxa de crescimento do capital físico, iK; da taxa de crescimento do capital humano, iH ; e da taxa de crescimento da força de trabalho, n . Pedro propõe incluir na formulação de João uma proxy para captar o diferencial de qualidade institucional, INST. Segundo a argumentação de Pedro, quanto maior o nível de qualidade institucional, maior será a taxa de crescimento do PIB. Assuma que a variável INST tenha alguma correlação com as outras variáveis incluídas nos modelos, de acordo com as formulações a seguir. João: Pedro: Nesses modelos, j = 1,..., N representa os N países da amostra e as variáveis uj e εj são os termos de erro aleatório. Se forem estimados os dois modelos pelo método de mínimos quadrados ordinários, pode-se ter um problema de inclusão de variável irrelevante ou de exclusão de variável relevante. Nesse contexto, testa-se a hipótese nula H0: α5 = 0. Na situação acima descrita, A) se for rejeitada H0, então, na estimativa do modelo proposto por João, os coeficientes estimados são viesados. B) se não for rejeitada H0, então, na estimativa do modelo proposto por João, os coeficientes estimados são viesados. Falsa, pois se ela for aceita o modelo proposto por Joao os coeficientes estimadores seriam não-viesados. C) se não for rejeitada H0, então, na estimativa do modelo proposto por Pedro, os coeficientes estimados são eficientes. D) se for rejeitada H0, então, na estimativa do modelo proposto por Pedro, os coeficientes estimados são não eficientes. E) se não for rejeitada H0, então, na estimativa do modelo proposto por João, os coeficientes estimados são não eficientes. Questão 29/2012 - Na discussão sobre os determinantes da renda dos indivíduos, argumenta-se que a experiência e a educação influenciam positivamente a renda no mercado de trabalho. Contudo, o efeito da educação é convexo, enquanto o da experiência é côncavo, ou seja, um ano a mais de educação aumenta cada vez mais a renda, ao passo que um ano a mais de experiência aumenta cada vez menos a renda. Além disso, indivíduos com mesmo nível de educação e escolaridade podem ter níveis de renda diferentes no mercado de trabalho devido a um efeito segmentação ou efeito discriminação. Entre os fatores que explicam a segmentação, incluem-se a formalidade do trabalho, o setor de atividade e a sindicalização. Já a discriminação se expressa pelos diferenciais de renda por gênero e etnia para indivíduos que possuem mesmos atributos produtivos. Suponha que um técnico do Ministério do Trabalho resolva testar as hipóteses mencionadas acima propondo o modelo seguinte. em que lnY é o logaritmo da renda do trabalho; EDUC é a variável que expressa anos de escolaridade; EXP é a variável referente a anos de experiência; Xj são as variáveis de controle para segmentação e discriminação; β1, β2, β3, β4 e γj são os parâmetros a serem estimados; u é o termo de erro aleatório, com média zero e variância constante. Entre os resultados da estimação do modelo, seria adequado o técnico conjecturar que D – Falsa, pois comprovar a experiencia um ano a mais não geraria um aumento substancial no salario, uma vez que a contratação exige tempo mínimo para receber determinado salario, um aumento por um ano a mais só ocorreria se fosse definido e anunciado de tal forma. Questão 12/2015 – Os dados da tabela a seguir apresentam a evolução dos principais indicadores de desenvolvimento econômico selecionados de dados do Banco Mundial, relativos ao Brasil no período de 1990 a 2014. A partir dos dados apresentados e da dinâmica observada em relação aos indicadores de produção, sociais e ambientais para o período, avalie as afirmações a seguir: I – O Brasil vem apresentando resultados positivos em seus indicadores sociais, tais como a menor incidência de pobreza, maior expectativa de vida ao nascer e menores taxas de mortalidade infantil. II – Os indicadores de produção e renda sinalizam um aumento da capacidade produtiva, com maior estabilidade no nível de preços e definição da indústria como indutora da dinâmica produtiva. III – O país vem demonstrando uma tendência de expansão no comércio exterior, mediante o aumento na parcela de exportações de produtos de elevado conteúdo tecnológico a partir de 2000. IV – Em relação as três dimensões de desenvolvimento sustentável, percebe-se que os indicadores associados à dimensão social melhoraram mais que os indicadores associados às dimensões produtiva e ambiental. É correto apenas o que se afirma em: A) I e III – Falso – III o Brasil apresentou uma crescente na taxa de exportação, porém decaiu na exportação de tecnologia, por esse motivo é falso. B) I e IV C) II e III D) I, II e IV E) II, III e IV Questão 19/2015 – De 2001 a 2005, o grau de desigualdade de renda no Brasil declinou de forma acentuada e contínua, tendo atingindo, em 2005, o nível mais baixo dos últimos 30 anos. O coeficiente de Gini declinou quase 5%, e a razão entre a renda dos 20% mais ricos e a dos 20% mais pobres, mais de 20%. Essa redução na desigualdade contribuiu para a diminuição substancial da pobreza e para a melhoria das condições de vida da população mais pobre, mesmo em um período de relativa estagnação da renda per capita. BARROS, R. P. et al. Determinantes Imediatos da Queda da Desigualdade de Renda Brasileira. Texto para discussão, n.1253, IPEA, 2007 (adaptado). O fragmento de texto acima retratauma alteração importante no cenário da economia brasileira na primeira metade da década de 2000. Essa mudança pode ser representada por instrumentos que a Economia do Bem-Estar nomeia de Escolha Social, obtida pela comparação entre a Fronteira de Possibilidade de Produção de uma economia e a sua Curva de Indiferença Social, na qual a utilidade pode ser associada ao nível de renda dos indivíduos. Considerando o exposto e assumindo que: (1) a redução na desigualdade de renda no Brasil ocorreu apesar de a capacidade de produção de bens e serviços no país ter-se mantido constante no mesmo período; e (2) o país saiu de um ponto de equilíbrio em 2001 para outro ponto de equilíbrio em 2005, assinale a opção em que o gráfico representa a passagem da economia brasileira de 2001 (ponto A) para 2005 (ponto B). A – Falsa, pois nos dados apresentados é informado que ouve a diminuição na desigualdade da renda sem se alterar a fronteira de produção, e o gráfico A apresenta um ponto fora da curva. Questão 32/2015 – Em estudo realizado em 2008, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) analisou o efeito da desigualdade de renda sobre a condição de saúde individual no Brasil, tendo por base espacial os municípios brasileiros. A variável utilizada para analisar a desigualdade foi o coeficiente de Gini, enquanto a probabilidade de ser saudável foi baseada nas autodeclarações dos cidadãos, extraídas das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílio (PNADs). As conclusões estão apresentadas nos gráficos abaixo. Com base nas informações acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I – Existe relação negativa entre desigualdade de renda e a proxy para saúde, de modo que políticas públicas que visem reduzir a desigualdade de renda tendem a gerar efeitos positivos sobre a saúde da população PORQUE II – Quanto maior o coeficiente de Gini, isto é, quanto mais perto da perfeita igualdade =1, menor a probabilidade das pessoas se autodeclararem saudáveis. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. C) As asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. D) As asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. E) As asserções I e II são proposições falsas. Falso – pois existe uma relação positiva entre a desigualdade da renda e a proxy de saúde, uma vez que quanto mais elevada a renda, maiores condições tem a pessoa de se tratar e prevenir suas doenças. Questão 33/2015 – Sabe-se que o aumento de anos de experiência em certas atividades profissionais acarretam acréscimos salariais. Porém, acredita-se que esses acréscimos sejam decrescentes ao longo do ano. Para estudar esse problema, foi obtida, a partir de uma amostra aleatória de 526 indivíduos, os dados de salário por hora (w), medidos em reais (R$), e a experiência (x), medidas em anos de exercício na profissão. O modelo econométrico foi especificado como: Os resultados encontrados para a estimação foram: Nessa expressão, a probabilidade exata do teste t para cada parâmetro estimado encontra-se, respectivamente, entre parênteses (p-valor). Considere as seguintes hipóteses: H0= a experiência não tem efeito sobre o salário ao longo dos anos; H1= a experiência tem efeito sobre o salário ao longo dos anos. Considerando o comportamento do salário em relação à experiência, tendo em conta os resultados encontrados, avalie as afirmações a seguir. I. Não é possível rejeitar H0 ao nível de significância de 5%. II. Em face dos resultados, ao nível de significância de 1%, rejeita-se H0. III. Ao serem representados graficamente os resultados acima, em que o salário por hora é função da experiência, observa-se que, inicialmente, a experiência pode exercer uma influência crescente sobre o salário, porém, após alguns anos, passa a ser decrescente. É correto o que se afirma em: A) I, apenas. Falsa – pois ao longo dos anos é possível sim que a experiencia aumente o salario do indivíduo, porém não pode manter dessa uma significância de apenas 5% pois a taxa de variação é maior. B) III, apenas. C) I e II, apenas. D) II e III, apenas. E) I, II e III.