Prévia do material em texto
Comunicação da luz do intestino com o externo através da parede abdominal TIPOS a- modo de exteriorização - 2cm estoma -Terminal: o intestino é seccionado completamente. A boca proximal é trazida à parede, evertida e suturada à pele. A porção distal pode ser removida ou suturada e deixada no abdome. No caso de permanência da boca distal, o paciente eliminará material mucoide pelo ânus. O cirurgião poderá exteriorizar ambas as bocas, em incisões separadas ou na mesma incisão (ostomia em cano de espingarda) - não necessita “procurar” a boca distal no abdome. Descompressivas e desfuncionalizantes. – em Alça: a alça é trazida à parede, parcialmente dividida e ambas as aberturas são suturadas à pele. Pode manter passagem de conteúdo fecal em pequena quantidade para o segmento distal. Pode-se optar por fechar a boca distal e deixá-la junto ao estoma proximal para evitar a passagem do material fecal. Descompressivas, parcialmente desfuncionalizantes. b-segmentos – Jejunostomia:. perda de grande volume de secreções (cerca de 2L/d - início 24h) - balanço hídrico negativo e perda de eletrólitos. A absorção de nutrientes pode ser seriamente comprometida. Indicada na doença de Crohn, trauma e ressecções intestinais extensas – Ileostomia: inicialmente líquido, com aumento progressivo da consistência (início 48h). Nas primeiras semanas >1L/dia. Indicada na retocolite ulcerativa, doença de Crohn, polipose familiar e trauma. – Colostomia: pode ser criada em qualquer parte do cólon, com variação de débito dependendo do segmento. Quanto mais distal, mais espesso e menor é o volume do material efluído. Início em 3 ou mais dias. Indicada nos casos de tumores, trauma, volvo. – Cecostomia: medida de exceção, com a colocação de um tubo no interior do ceco, devido à impossibilidade de exteriorizá-lo. O ceco deve ser fixado à parede abdominal e, no local de inserção do tubo, deve-se fazer sutura ao seu redor para completa vedação. Após o período da utilização da cecostomia, o tubo é retirado e o orifício de sua inserção fecha-se espontaneamente. c- permanência -temporárias: 6-8s se realiza a reconstrução -definitivas: tumores de reto baixo COMPLICAÇÕES – dermatite: causada pelo contato com fezes ou com as secreções intestinais. – retração: deve-se à tensão do intestino exteriorizado ou então à retração da pele por dermatite. Pode necessitar cirurgia para correção. – necrose: dentro das 24h após a cirurgia, causada por isquemia na alça do estoma (tensão na alça, edema, mesentério curto, abertura insuficiente na parede). Cirúrgico. – estenose: isquemia do segmento da ostomia, devido a contração pós-isquêmica ou pela abertura insuficiente da parede. O toque da ostomia faz o diagnóstico. – hérnia parestomal: abertura da parede larga, levando a protrusão de conteúdo abdominal. Imagem confirma o diagnóstico. Cirurgia - fechamento do orifício (recorrência 33%) - ou reposicionamento da ostomia. – prolapso: causado por estoma colocado fora do músculo reto abdominal; abertura excessiva da parede abdominal; fixação inadequada do estoma; fraqueza da musculatura abdominal; distensão e constipação intestinal; aumento da pressão intra-abdominal. Pode ser reduzido manualmente (recorrência frequente), necessitando de revisão da ostomia. – fístula: entre o estoma e a pele ao redor, causado por transfixação da parede pelos pontos de fixação ou devido a doenças como a de Crohn. Cirúrgico na maioria. – hérnia interna: alteração da anatomia intra-abdominal, com novos espaços que podem ser sítios de herniação – edema: regride – infecção local: raro – hemorragia