Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ANATOMIA DENTAL 
 
1. INTRODUÇÃO 
 A palavra anatomia é originária do grego ("anatomé" significando 'incisão') e 
do latim ("anatomìa-" significando 'dissecação do corpo'). Trata-se da ciência que, 
tendo por base os métodos de dissecação e corte, estuda a organização estrutural dos 
seres vivos. 
 O objeto de estudo da anatomia dental é o órgão dental, que é constituído pelo 
dente, e tecidos de sustentação (periodonto de inserção e de proteção). 
 O dente é formado por coroa e raiz(es) unidas em um estrangulamento 
chamado colo. Ele é composto em sua maior parte por um tecido denominado dentina 
que circunscreve a cavidade pulpar. A dentina é recoberta na coroa por esmalte e na 
raiz por cemento. No colo, a união destes dois tecidos delimita uma linha denominada 
linha cervical. 
Possuímos duas definições de coroa, a coroa clínica e a anatômica. A coroa 
anatômica é a parte do dente revestida por esmalte, já a coroa clínica é a parte da 
coroa exposta ao meio bucal. 
A coroa dental é formada por faces, bordas e ângulos. A Face Vestibular (V) é 
voltada para o vestíbulo da boca e é a face que aparece no sorriso. A face Lingual (L) 
está voltada para língua nos dentes inferiores ou para o palato (céu da boca) nos 
dentes superiores, também podendo ser então chamada de face Palatina (P). As faces 
de contato, também chamadas de proximais, se opõe entre si e são chamadas de 
Mesial (M) quando estiver mais próxima do Plano Sagital Mediano e Distal (D) 
quando estiver mais distante do Plano Sagital Mediano. A face Oclusal (O) entra em 
contato com o dente antagonista durante a oclusão (fechamento da boca). Nos 
incisivos e caninos a face vestibular e a face lingual se encontram na face ou borda 
Incisal (I) que correspondem a face oclusal nestes dentes. 
 
2. TERÇOS DENTAIS 
 Com o propósito de facilitar a descrição anatômica de uma porção específica 
dos dentes, estes podem ser divididos em terços por linhas imaginárias. Em uma vista 
vestibular ou lingal podemos traçar duas linhas horizontais e teremos os terços: 
cervical, médio e oclusal (ou incisal). Traçando duas linhas verticais termos os terços: 
mesial, médio e distal. Em uma vista proximal (mesial ou distal) teremos a divisão em 
linhas horizontais formando os terços: cervical, médio e oclusal (incisal) e em linhas 
verticais: vestibular, médio e lingual. 
O ser humano é considerado um difiodonte, por possuir duas dentições, uma 
decídua (dentes de leite) composta por 20 dentes e outra permanente (32 dentes). 
Estes dentes estão inseridos nos ossos da face, maxila (dentes superiores) e mandíbula 
(dentes inferiores). Os dentes permanentes são divididos em quarto grupos de acordo 
com suas características anatômicas e funcionais: incisivos, caninos, pré-molares e 
molares. Na dentição decídua temos: incisivos, caninos e molares. 
 
3. CARACTERÍSTICAS ANATÔMICAS DA COROA DENTAL 
3.1 – CÚSPIDES 
 A cúspide é um estrutura anatômica presente em pré-molares e molares e 
corresponde a uma saliência em forma de pirâmide com base quadrangular, que 
possui vertentes e arestas. As vertentes são as faces das cúspides e podem ser 
divididas em: vertentes triturantes ou oclusais, sendo as duas na face oclusal e se 
caracterizam pela presença de sulcos secundário; e vertentes lisas, duas nas faces 
vestibular ou lingual (palatina). As arestas são as margens que separam as vertentes 
de uma cúspide, e são classificadas em: aresta longitudinal, separando a vertente lisa 
da triturante e aresta transversal, que separa as vertentes mesias das distais. O 
encontro das quarto arestas da cúspide é denominado de vértice da cúspide. 
 
 
3.2 – CÍNGULO 
 É um saliência arredondada encontrada no terço cervical da face lingual dos 
incisivos e caninos. 
 
 
3.3 – CRISTA MARGINAL 
 É uma eminência linear romba situada nas bordas mesial e distal das faces 
oclusais de molares e pré-molares e na face lingual de incisivos e caninos. 
3.4 – SULCO PRINCIPAL 
 Depressão linear que cruza a face oclusal de molares e pré-molares da mesial 
para a distal. Pode haver falta de desenvolvimento formando fendas chamadas de 
fissuras. 
3.5 – SULCOS SECUNDÁRIOS 
 Sulcos pequenos e profundos distribuídos de maneira irregular e variável nas 
vertentes triturantes das faces oclusais. Sua principal função é aumentar a eficiência 
mastigatória por ajudarem a escoar o alimento. 
3.6 – FÓSSULAS 
 Também chamadas de fossetas, são caracterizadas por pequenas fossas na 
junção de dois ou mais sulcos (face oclusal) ou ao final de um sulco (face vestibular). 
3.7 – PONTE DE ESMALTE 
 É uma eminência linear, composta por esmalte dentário que une duas cúspides, 
interrompendo um sulco principal. É encontrada principalmente nos primeiros 
molares superiores e primeiros pré-molares inferiores. 
3.8 – TUBÉRCULO 
 Saliência menor que a cúspide, sem forma definida que pode ser encontrada em 
diversos dentes, porém existem dois constantes: 
- Tubérculo de Carabelli - cúspide mésio-lingual do primeiro molar superior 
- Tubéculo de Zuckerkandl - face vestibular dos molares decíduos 
3.9 – BOSSA 
 Saliência larga e arredondada localizada no terço cervical da face vestibular de 
todos os dentes, entre o terço cervical e médio da face lingual de pré-molares e 
molares e na face de contato de alguns dentes. 
3.10 – FOSSA 
 Depressão larga, rasa e circular encontrada na face lingual de dentes anteriores, 
sendo bem evidente nos incisivos superiores. 
 
 
4. NOTAÇÕES DENTÁRIAS 
 São formas abreviadas para se descrever um determinado dente nas arcadas 
dentárias, facilitando a comunicação entre os profissionais da odontologia. A mais 
utilizada e aceita atualmente foi sugerida pela F.D.I. (Federacion Dental 
Internacional) e é composta por dois dígitos. O primeiro, da casa da dezena, indica a 
qual quadrante o dente pertence, sendo que o superior direito é o número 1, o superior 
esquerdo número 2, o inferior esquerdo número 3 e o inferior direito número quatro. 
A dentição decídua segue a mesma sequência, utilizando os números 5, 6, 7 e 8. O 
segundo número, da casa da unidade, representa o dente, sendo numerado de 1 a 8: 1 
– Incisivo Central; 2 – Incisivo Lateral; 3 – Canino; 4 – Primeiro Pré-molar; 5 – 
Segundo Pré-molar; 6 – Primeiro Molar; 7 – Segundo Molar e 8 – Terceiro Molar. Os 
decíduos são designados da seguinte maneira: 1 – Incisivo Central; 2 – Incisivo 
Lateral; 3 – Canino; 4 – Primeiro Molar; 5 – Segundo Molar. 
Exemplos: 23 – canino superior esquerdo; 46 – primeiro molar inferior direito; 54 – 
primeiro molar superior direito decíduo. 
 
Figura ilustrando os quadrantes utilizados na notção da FDI. 
 
5. DENTES PERMANENTES: 
5.1 – INCISIVOS: 
 A dentição permanente é composta por oito incisivos, sendo 4 Maxilares ( 2 
Centrais e 2 Laterais) e 4 Mandibulares (2 Centrais e 2 Laterais). Com uma 
peculiaridade, nestes dentes encontramos o único contato entre duas faces mesiais, 
sendo localizado entre os incisivos centrais de cada arco dental. As funções dos 
incisivos são: cortar os alimentos, articulação da fala, manutenção da posição labial 
(estética) e participação na protursão (oclusão). 
MORFOLOGIA GERAL: 
 Apresentam sulcos de desenvolvimento em sua face vestibular, sendo 
determinados por duas linhas longitudinais que separam os dentes em três lobos e 
formam, na borda incisal, os mamelões (as “serrinhas” dos dentes) visualizados logo 
que os dentes irrompem na cavidade bucal. 
 No aspecto vestibular apresentam-se relativamente retangulares ou trapezoidais, 
sendo o sentido cérvico-incisal maior que o mésio-distal e a face mesial maiorque a 
face distal. São mais largos no terço incisal do que no terço cervical. No colo, a linha 
cervical se apresenta convexa em direção ao ápice. 
 No aspecto lingual apresentam cristas marginais, fossa lingual e cíngulo, sendo 
estas características mais evidentes nos dentes superiores que nos inferiores. As faces 
mesial e distal convergem em direção ao cíngulo. 
 No aspecto proximal apresentam-se cuneiformes ou em forma de triângulo 
isósceles nos inferiores, com a presença da bossa cervical no lado vestibular e 
proeminência do cíngulo seguida de um contorno côncavo nos terços médio e incisal 
do lado lingual (contorno em “S” mais evidente nos superiores). 
 
INCISIVOS SUPERIORES INCISIVOS INFERIORES 
Coroas mais largas e menos simétricas Coroa simétrica, estreita e longa 
Ângulos disto-incisais mais arredondados Ângulos incisais mais agudos 
Cristas marginais linguais pronunciadas Lingual lisa com cristas marginais 
discretas 
Fossa lingual mais profunda Fossa lingual rasa 
Cíngulos maiores Cíngulos menos proeminentes 
Quadro 1:Características que ajudam a diferenciar incisivos superiores de inferiores. 
 
 5.1.1 INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES 
 Os incisivos centrais superiores são maiores que os laterais no mesmo arco em 
todos os sentidos. Estão localizados na região anterior da arcada, na porção mais 
mesial de cada arco dental. Representados na notação da FDI como 11 e 21. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Possuem forma trapezoidal, tendendo para quadrilátero; 
- Diâmetro cérvico-incisal mais proporcional ao mésio-distal; 
- Bordas proximais convergem para o colo; 
- Ângulo disto-incisal arredondado e mésio-incisal reto; 
- Borda incisal retilínea levemente inclinada para distal. 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Pouca incidência do forame cego; 
- Cristas marginais e cíngulo pronunciados; 
- União indireta das cristas proximais. !
ASPECTO PROXIMAL 
- Ambas as faces proximais possuem forma de triângulo com base voltada para a 
cervical e dimensão cérvico-incisal maior que a vestíbulo-linguaL. 
ASPECTO INCISAL 
- Logo após a erupção apresenta três saliências denominadas mamelões, separadas por 
dois sulcos de desenvolvimento. Estas saliências são perdidas durante o desgaste 
natural da mastigação. Inclina-se no sentido mésio-distal para cervical, já que a face 
mesial é mais longa que a distal. 
5.1.2 INCISIVOS LATERAIS SUPERIORES 
 São os segundos dentes do hemi-arco e estão situados logo após os incisivos 
centrais. São menores, em todas as dimensões, que os incisivos centrais superiores. 
Representados na notação da FDI como 12 e 22 
 
ASPETO VESTIBULAR 
- Forma trapezoidal, tendendo para um triângulo; 
- Diâmetro cérvico-incisal bem maior que o mésio-distal; 
- Convergência das bordas proximais para o colo mais acentuada que nos incisivos 
centrais; 
- Ângulo disto-incisal bastante arredondado, mais do que no incisivo central e ângulo 
mésio-incisal reto. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Presença do forame cego bastante freqüente; 
- União direta das cristas marginais. 
 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- Semelhantes aos incisivos centrais, porém com menores dimensões. Forma 
triangular com base voltada para cervical. 
ASPECTO INCISAL 
- Também pode apresentar mamelões que logo serão desgastados pela mastigação. 
Inclinada no sentido mésio-distal para cervical 
5.1.3 INCISIVOS CENTRAIS INFERIORES 
 Os incisivos centrais são menores que os laterais no mesmo arco e possuem 
inclinação da face vestibular para lingual menos acentuada. Assim como os incisivos 
centrais superiores apresentam contato entre duas faces mesiais. Representados na 
notação da FDI como 31 e 41. 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Trapezoidal tendendo à forma retangular; 
- As bordas mesial e distal tendem ao paralelismo; 
- A borda incisal é horizontal ou inclinada para mesial; 
- Ângulos incisais nítidos. !
 
ASPECTO LINGUAL 
- Nitidamente triangular com cíngulo, fossa e cristas marginais mais tênues do que 
nos incisivos superiores. 
ASPECTO PROXIMAL 
- Forma triangular com ápice voltado para a incisal e base cervical. 
ASPECTO INCISAL 
- Também apresentam três mamelões, menores do que nos superiores e são 
rapidamente desgastados pela mastigação. 
5.1.4 INCISIVOS LATERAIS INFERIORES!
 Fazem contato proximal com os incisivos centrais e caninos inferiores. 
Representados na notação da FDI como 32 e 42. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Forma trapezoidal nítida, com faces proximais convergentes para o colo, sendo a 
borda mesial mais convergente que a distal; 
- Inclinação da borda incisal para distal; 
- Ângulo disto-incisal arredondado. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Apresentam as mesmas características descritas para o incisivo central inferior com 
a diferença que possui o cíngulo desviado para distal. 
ASPECTO PROXIMAL 
- Possui as mesmas características apresentadas pelos incisivos centrais inferiores, 
destacando-se apenas por serem mais convexas e com inclinações mais planas; Face 
mesial mais plana e maior que a face distal. 
ASPECTO INCISAL 
- Inclinação da borda incisal para cervical no sentido mésio-distal, assim como ocorre 
nos incisivos superiores; Ângulo disto-incisal mais arredondado. 
5.2 – CANINOS 
 A dentição permanente é composta por quatro caninos, sendo: 2 Maxilares e 2 
Mandibulares, e estão situados logo após os incisivos, na porção anterior da arcada 
dentária e antes dos primeiros pré-molares. São considerados os alicerces do arco 
dentário, dando sustentação aos cantos da boca. São dentes unirradiculares, isto é, 
possuem uma raiz única e extremamente robusta, sendo então, geralmente os últimos 
dentes a serem perdidos por doença periodontal. Sua principal função é de dilacerar e, 
nos humanos, cortar os alimentos (mesma função que os incisivos).Também são de 
extrema importância na manutenção da posição labial (estética), permitem boa 
fixação em reabilitações orais por possuírem raiz longa e robusta e participam dos 
movimentos mandibulares de lateralidade. 
 
MORFOLOGIA GERAL 
 Os caninos possuem a forma de uma cúspide única sendo os dentes mais longos 
do arco. São divididos, assim como os incisivos, por dois sulcos de desenvolvimento 
que formam três lobos, sendo o medial o maior e denominado de crista labial na face 
vestibular e crista lingual, na face lingual. São maiores no sentido vestíbulo-lingual 
que no mésio-distal. 
 No aspecto vestibular apresentam forma pentagonal com cristas labiais e bossas 
vestibulares proeminentes (principalmente nos superiores). Sua borda incisal tem 
formato em “V” com um segmento mesial menor e menos inclinado que o distal. 
 No aspecto lingual também apresentam forma losangular com os mesmos 
limites que formam a face vestibular. Seus acidentes anatômicos são os mesmos 
descritos para os incisivos , porém mais acentuados. 
 Em vista proximal possuem formato cuneiforme com contorno lingual em 
formato de “S”. Assim como os incisivos, possuem linhas cervicais convexas em 
direção ao ápice. Esta convexidade é mais acentuada na face mesial que na distal. 
 A borda incisal é angulada formada por vertentes assimétricas. 
CANINOS SUPERIORES CANINOS INFERIORES 
- Mais largos (vistal vestibular) - Mais estreitos no sentido mésio-distal 
FACE VESTIBULAR 
- Alargada no sentido mésio-distal; 
lóbulos e sulcos mais nítidos, bordas 
mesial e distal MAIS divergentes; 
PEQUENA diferença entre altura e 
largura. 
FACE VESTIBULAR 
- Alongada no sentido cérvico-incisal; 
lóbulos e sulcos MENOS nítidos, bordas 
mesial e distal MENOS divergentes; 
GRANDE diferença entre altura e 
largura; Inclinação acentuada para 
lingual. 
FACE LINGUAL 
- Saliências MAIS nítidas; cínguloMAIS 
desenvolvido; forame cego frequente. 
FACE LINGUAL 
- Saliências MENOS nítdas; tubérculo 
MENOS desenvolvido; forame cego 
SEMPRE ausente. 
FACE MESIAL 
- Convexa e forma ângulo obtuso com a 
raiz. 
FACE MESIAL 
- MENOS convexa e no mesmo plano da 
raiz. 
FACE DISTAL 
- Muito convexa e de conformação mais 
evidente 
FACE DISTAL 
- Menos convexa e de conformação 
menos marcada 
FACE INCISAL 
Borda incisal deslocada para vestibular 
do longo eixo 
- Cíngulo centralizado 
FACE INCISAL 
 Borda incisal voltada para a lingual do 
longo eixo 
- Cíngulo desviado para distal 
Quadro 2: Características que ajudam a diferenciar caninos superiores de caninos 
inferiores. 
5.2.1 CANINOS SUPERIORES 
 Estão localizados entre os incisivos laterais e primeiros pré-molares superiores. 
Representados na notação da FDI como 13 e 23 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Face vestibular composta por três lobos, sendo o lobo médio o maior e denominado 
crista labial (que corre cérvico-incisalmente); 
- Contorno mesial amplamente convexo no terço médio, achatando-se no terço 
cervical; 
- Lado distal possui forma de um “S” raso, convexo no terço médio e ligeiramente 
côncavo no cervical; 
- Declive mesial mais curto que o declive distal. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- A face palatina é ligeiramente menor que a vestibular; 
- Nesta face o lobo médio é denominado crista lingual e divide a fossa lingual, 
definindo duas pequenas fossas: uma mesial e outra distal; 
- Cíngulo grande e centralizado; 
- Cristas marginais geralmente menos proeminentes que a crista lingual; 
- Nesta face encontramos facetas de desgaste devido ao atrito oclusal. 
ASPECTO PROXIMAL 
- Aspecto de “S”; 
 Na região do colo encontramos a linha cervical mais curva na face mesial do que na 
distal. 
ASPECTO INCISAL 
- A borda incisal é assimétrica pois é formada por uma vertente mesial mais retilínea, 
menor e mais horizontal e uma vertente distal mais comprida, arredondada e oblíqua. 
 
5.2.2 CANINOS INFERIORES 
 Localizados entre os incisivos laterais e primeiros pré-molares inferiores. 
Representados na notação da FDI como 33 e 43. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Menores que os superiores do mesmo arco; 
- Face mais longa e estreita que nos superiores; 
- Lisa e convexa com três lobos, porém a crista labial é mais discreta do que nos 
superiores; 
- Lado mesial convexo, tendendo a plano, quase em linha com a face mesial da raiz; 
- Distal pode ser côncava no terço cervical; 
- As facetas de desgaste decorrentes dos movimentos mastigatórios são encontradas 
nesta face; 
- Parece haver mais da coroa na distal do longo eixo da raiz – aspecto de inclinação 
para distal. 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Coroa e raiz se afilam da vestibular para lingual; 
- Crista lingual e fossas linguais mais discretas, tanto que parece lisa quando 
comparada ao superior; 
- Cíngulo baixo, menos volumoso que nos superiores e levemente deslocado para 
distal. 
 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- Incisal mais fina que nos superiores e inclinada para lingual; 
- Curvatura da linha cervical maior na mesial. 
 
 
ASPECTO INCISAL 
- Borda incisal com vertentes mais assimétricas do que nos caninos superiores, sendo 
a mesial menor e mais horizontal e a distal maior e mais inclinada. 
 
5.3 – PRÉ-MOLARES 
 É um grupo dentário exclusivo da dentição permanente, sendo antecedidos pelos 
molares decíduos. É o primeiro grupo da região posterior da arcada sendo composto 
por oito dentes, destes, quatro são primeiros pré-molares e quatro são segundos pré-
molares, tanto superiores quanto inferiores. 
 Possuem funções semelhantes aos caninos e aos molares, ou seja, participam da 
dilaceração dos alimentos por possuírem características anatômicas semelhantes aos 
caninos e trituração dos alimentos pois também apresentam características anatômicas 
semelhantes aos molares. Além disso, sustentam os cantos da boca e as bochechas e 
mantém a dimensão vertical de oclusão. 
 Se apresentam em ordem decrescente de tamanho no arco superior (1PMS > 
2PMS) e crescente no arco inferior (1PMI < 2PMI). Geralmente apresentam duas 
cúspides (bicuspídeos) e são, na maioria das vezes unirradiculares (raiz única). Assim 
como os caninos também são formados a partir de três lobos e o lobo médio é 
denominado crista bucal. 
 
5.3.1 PRIMEIROS PRÉ-MOLARES SUPERIORES 
 Estão situados entre os caninos e os segundos pré-molares superiores e podem 
ser birradiculares (72% dos casos) podendo apresentar raízes distintas ou fusionadas. 
Representados na notação da FDI como 14 e 24. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
 - Semelhantes aos caninos porém com sulcos de desenvolvimento menos evidentes; 
 - Face com forma pentagonal e convexa em todos os sentidos; 
 - Cúspide vestibular com arestas de tamanho semelhante (ou mesial maior - diferente 
do que ocorre com os caninos); 
- Vértice da cúspide equidistante das faces proximais. 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Forma pentagonal com tamanho menor que a face vestibular; 
- Vertente mesial menor e mais horizontal levando ao deslocamento do vértice da 
cúspide para mesial; 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- Possuem forma de um trapézio com base maior cervical. É convexa em todos os 
sentidos; 
- A face mesial apresenta um prolongamento do sulco principal e uma depressão no 
contorno cervical; 
- A face distal apresenta crista marginal mais baixa que a da mesial. 
 
 
ASPECTO OCLUSAL 
- Apresentam forma pentagonal ou oval; 
- Faces mesial e distal convergem para lingual; 
 - A crista marginal mesial é cortada pelo sulco principal; 
- O vértice da cúspide lingual está inclinado para mesial; 
 - O sulco principal está deslocado para lingual. Isto se deve ao fato de que a cúspide 
vestibular é maior do que a lingual; 
- Sulcos secundários estão raramente presentes. 
 
5.3.2 SEGUNDOS PRÉ-MOLARES SUPERIORES 
 Estão situados entre os primeiros pré-molares e os primeiros molares superiores. 
Apresentam características semelhantes aos primeiros pré-molares porém menos 
marcantes. Representados na notação da FDI como: 15 e 25 
 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Similares aos primeiros pré-molares superiores porém menores e com detalhes 
menos marcados; 
- Cúspides de tamanho similar (vestibular ainda é maior); 
 - Cúspide vestibular com arestas de tamanho semelhante (ou mesial maior) - vértice 
da cúspide equidistante das faces proximais. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
 - Semelhante ao primeiro pré-molar superior; 
- Cúspide vestibular e lingual aproximadamente do mesmo tamanho; 
 - O vértice da cúspide lingual está inclinado para mesial. !
ASPECTO PROXIMAL 
 - Forma trapezoidal, semelhante ao primeiro pré-molar superior, com a diferença de 
que as faces vestibular e lingual possuem a mesma altura; 
- Crista marginal distal mais baixa que a mesial. 
 
ASPECTO OCLUSAL 
- Contorno oval ou circular; 
- Sulco principal menor e mais central que o do primeiro pré-molar superior; 
 - Cristas marginais mais largas; 
 - Sulcos secundários menores e mais freqüentes do que no primeiro pré-molar 
superior. 
 
 
PRIMEIRO PRÉ-MOLAR SUPERIOR SEGUNDO PRÉ-MOLAR SUPERIOR 
- Cúspide vestibular bem maior que a 
lingual 
Cúspide vestibular quase do mesmo 
tamanho que a lingual 
- Geralmente birradicular - Geralmente unirradicular 
 
- Depressão no terço cervical da face 
mesial da raiz 
- NÃO ocorre depressão no terço cervical 
da face mesial da raiz 
Face oclusal com contorno pentagonal - Face oclusal com contorno oval 
Crista bucal proeminente - Face vestibular mais lisa 
Sulco principal invade a face mesial - Sulco principal mais centrale mais 
curto 
Quadro 3: Características que ajudam a diferenciar os pré-molares superiores. 
 
5.3.3 PRIMEIROS PRÉ-MOLARES INFERIORES 
 Situados entre os caninos e o segundos pré-molares inferiores sendo, 
geralmente, unirradiculares (80% dos casos). São representados na notação da FDI 
como 34 e 44. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
 - Semelhante ao canino inferior porém com diâmetro mésio-distal mais proporcional 
ao cérvico-oclusal; 
- Face convexa e inclinada para a lingual; 
- Cúspide vestibular com arestas de tamanho semelhante (ou mesial menor) - vértice 
da cúspide equidistante das faces proximais; 
- Bossa vestibular proeminente. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Face lingual menor que a face vestibular, com inclinação das faces proximais para 
lingual; 
- Cúspide tão pequena que pode ser considerada um tubérculo; 
- Sulco secundário separa a crista marginal mesial da cúspide lingual. 
 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- Forma de trapézio com base maior voltada para vestibular e menor para a lingual; 
 -Lado vestibular mais convexo que o lingual; 
- Bossa vestibular proeminente; 
- Crista marginal mesial mais baixa que a distal - único dente posterior em que isso 
acontece. 
 
ASPECTO OCLUSAL 
- Face com forma ovalada com maior pólo na vestibular; 
- Apresenta grande variação anatômica; 
- Pode apresentar ponte de esmalte ligando a face vestibular à face lingual; 
- Lado vestibular é menos convexo e mais largo; 
- Lado lingual menor e mais irregular - formado por apenas um lobo de 
desenvolvimento; 
 - Lados proximais convergentes para lingual; 
- Lado mesial mais inclinado. 
 
 
5.3.4 SEGUNDOS PRÉ-MOLARES INFERIORES 
 Situados entre os primeiros pré-molares e os primeiros molares inferiores. 
Podem ter duas ou três cúspides, havendo uma grande variação anatômica nestes 
dentes, sendo aproximadamente, 242 formas catalogadas. São unirradiculares (em 
95% dos casos) com raízes cônicas e mais grossas e longas do que nos primeiros pré-
molares inferiores. Representados na notação da FDI como 35 e 45. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Face convexa e inclinada para lingual; 
- Forma de quadrilátero; 
- Vertentes da cúspide pouco inclinadas. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Comprimento cérvico-oclusal menor e mésio-distal maior do que na face vestibular; 
- Quando possui três cúspides: duas são na face lingual, sendo a mesial maior e mais 
acentuada. 
 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- Forma de um quadrilátero; 
- Face mesial mais alta e larga. 
 
 
ASPECTO OCLUSAL 
- Formato quadrangular; 
- Anatomia variada, pode apresentar duas ou três cúspides; 
- Sulco principal em forma de arco com concavidade voltada para vestibular; 
 - FORMA BICUSPIDADA: 
 - Cúspide vestibular mais alta com ápice arredondado, podendo ser 
central ou deslocado pra mesial; 
 - FORMA TRICUSPIDADA: 
 - Três cúspides: vestibular, mésio-lingual (maior) e disto-lingual (menor); 
 - Sulco secundário disto-lingual tão profundo quanto o sulco principal. 
 
5.4 – MOLARES 
 O grupo dos molares se localiza na região mais posterior da arcada dental. A 
dentição permanente apresenta doze molares divididos em três grupos de acordo com 
sua ordem no arco (primeiros, segundos e terceiros), sendo seis maxilares e seis 
mandibulares, representados na FDI como 16, 17, 18, 26, 27, 28, 36, 37, 38, 46, 47, 
48. Os dentes molares não apresentam antecessores decíduos, sendo então 
denominados de monofisários. 
 Suas principais funções são: durante a mastigação na trituração dos alimentos e 
na manutenção da dimensão vertical de oclusão. 
 
MORFOLOGIA GERAL 
 São dentes que apresentam enorme detalhamento morfológico devido a 
presença de inúmeras cúspides e raízes. Se apresentam em série decrescente tanto na 
arcada superior quanto na inferior, ou seja o primeiros molares são maiores que os 
segundos e estes, maiores que os terceiros. 
 No aspecto vestibular, apresentam forma trapezoidal de base maior oclusal, 
convergência das bordas proximais para o colo, presença comum de sulco ocluso-
vestibular e presença comum de fóssula ou forame cego. 
 No aspecto lingual são similares às faces vestibulares, sendo a face lingual mais 
estreita que a vestibular (excessão no primeiro molar superior). 
 No aspecto proximal possuem forma quadrangular, convergência das bordas 
vestibular e lingual para oclusal, comumente invadidas por sulcos secundários de 
origem oclusal. 
 No aspecto oclusal variam de tricuspídeos a pentacuspídeos, ocorre 
convergência das bordas vestibular e lingual para distal e predomínio das cúspides 
mesiais sobre as distais. Possuem cristas marginais mesial e distal, sulco central de 
desenvolvimento (sulco principal) e fóssulas oclusais (mesial, central, distal). 
 
MOLARES SUPERIORES MOLARES INFERIORES 
- Face vestibular com declive lingual das 
coroas 
- Face vestibular sem declive para lingual 
- Diâmetro mésio-distal ligeiramente 
maior que o cérvico-oclusal 
- Diâmetro mésio-distal marcadamente 
maior 
- Bordas mesial e distal convergentes 
para cervical nos 
- Bordas mesial e distal e tendendo ao 
paralelismo 
- Marcada convexidade da face lingual 
 
- Convexidade da face lingual mais suave 
 
- Convergência das bordas vestibular e - Convergência das bordas vestibular e 
lingual para oclusal mais evidente lingual para oclusal mais suave 
 - Trirradiculares - Birradiculares 
- Faces oclusais com formato 
quadrangular tendendo a losângulo nos 
- Faces oclusais com formas mais 
retangulares 
Quadro 4: Características que ajudam a diferenciar os molares superiores e inferiores. 
 
5.4.1- PRIMEIROS MOLARES SUPERIORES 
 Os primeiros molares superiores estão localizados entre os segundos pré-
molares superiores e os segundos molares superiores. São maiores que os segundos 
molares superiores em todos os sentidos quando comparados no mesmo arco dental. 
São dentes tetracuspídeos (quatro cúspides) e trirradiculares (três raízes). 
Representados na notação da FDI como 16 e 26. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Face vestibular com forma trapezoidal, com a maior base voltada para oclusal e 
faces proximais convergentes para cervical; 
- Cúspide mésio-vestibular mais alta e larga do que a disto-vestibular; 
- Presença de sulco ocluso-vestibuar, separando as duas cúspides, e que termina no 
terço médio em uma pequena fosseta; 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Face palatina semelhante a face vestibular, porém maior, diferente do que acontece 
em todos os outros dentes permanentes; 
- Presença de duas cúspides sendo que a mésio-lingual é a maior e possui um 
tubérculo denominado Tubérculo de Carabelli que varia muito de tamanho e forma de 
indivíduo para indivíduo; 
- Estas duas cúspides também são divididas por um sulco oclusal que invade a face 
palatina. 
 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- As faces proximais são retangulares, convergentes para oclusal e possuem diâmetro 
vestíbulo-lingual maior que o cérvico-oclusal; 
- A face distal é mais convexa e a mesial quase plana e de maior tamanho; 
 
ASPECTO OLCUSAL 
- Possui formato rombóide ou losangular com quatro cúspides (tetracuspídeos) e com 
ângulos agudos (mésio-vestibular e disto-lingual) e obtusos (mésio-lingual e disto-
vestibular); 
- As maiores cúspides são as mesiais, sendo que a mésio-lingual é a maior de todas; 
- A crista marginal mesial é mais alta e longa do que a distal; 
- Possui a cúspide disto-lingual arredondada, sendo as demais com formatos mais 
piramidais; 
- Presença de ponte de esmalte ligando a cúspide mésio-lingual à disto-vestibular; 
- Possui três sulcos principais: vestíbulo-ocluso-mesial, linguo-ocluso-distal eo 
transversal, alem de diversos sulcos secundários. 
 
 
5.4.2- SEGUNDOS MOLARES SUPERIORES 
 Localizado entre os primeiros e terceiros molares superiores, possui formato 
semelhante aos primeiros molares superiores porém menores em todos os sentidos. 
Podem ser tetracuspídeos ou tricuspídeos e são trirradiculares. Representados na 
notação da FDI como 17 e 27. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Face vestibular semelhante ao primeiro molar superior porém menor e caracterizada 
pela presença de uma cúspide disto-vestibular acentuadamente menor do que a mésio-
vestibular (nos primeiros molares esta diferença não é tão evidente); 
- Borda oclusal inclinada cervicalmente de mesial para distal; 
- As duas cúspides desta face são separadas por um sulco ocluso-vestibular, mas que 
diferente do primeiro molar superior raramente termina em fosseta. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- A face palatina apresenta duas cúspides, sendo que a disto-palatina apresenta 
tamanho reduzido e muitas vezes pode estar ausente, fazendo com que a cúspide 
mésio-palatina se desloque para o centro da face, formando um dente tricuspídeo; 
- Quando há a presença de duas cúspides, o sulco ocluso-palatino é menor e menos 
evidente do que nos primeiros molares superiores; 
- Não é encontrado o Tubérculo de Carabelli. 
 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- São da mesma forma dos primeiros molares superiores, porém sem a presença do 
Tubérculo de Carabelli. 
 
 
ASPECTO OCLUSAL 
- Face palatina menor que a vestibular; 
- Convergência das faces proximais para lingual, nos casos de dentes tricuspídeos este 
contorno trona-se tendendo para um aspecto triangular; 
- Ponte de esmalte é menos elevada que nos primeiros molares superiores e cortada 
pelo sulco principal; 
 
 
5.4.3 TERCEIROS MOLARES SUPERIORES 
 Localizam-se após os segundos molares superiores, são os últimos dentes da 
arcada superior e são popularmente conhecidos como dentes do siso ou do “juízo”. 
Estes dentes possuem morfologia bastante variada e são os menores dentes do grupo 
dos molares. É comum apresentarem aspecto semelhante aos primeiros ou segundos 
molares superiores, porém com raízes frequentemente fusionadas e face olcusal com 
sulcos bastante irregulares. Representados na notação da FDI como 18 e 28. 
 
 
5.4.4 PRIMEIROS MOLARES INFERIORES 
 É o maior dente da arcada dentária humana e sua coroa apresenta-se alongada, 
forma de paralelepípedo. Representados na notação da FDI como 36 e 46. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Forma trapezoidal com grande base oclusal, a menor base coincide com a linha 
cervical que é praticamente reta e emite uma ponta de esmalte em direção a 
bifurcação das raízes; 
- Possui bossa vestibular acentuada tornando esta face muito convexa no terço 
cervical, os outros terços são mais planos e inclinados para lingual; 
- Nesta face são visualizadas três cúspides, separadas por dois sulcos verticais, sendo 
o mésio-vestibular é mais longo e profundo e frequentemente termina em uma fosseta 
(forame cego); 
- A mésio-vestibular é a mais volumosa e mais alta, seguida em tamanho pela média-
vestibular e a menor de todas a disto-vestibular, sendo assim, a borda oclusal fica 
inclinada de mesial para distal. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Esta face tem contorno menor do que a face vestibular pois há uma convergência das 
faces proximais para lingual; 
- Possui duas cúspides, sendo a maior a mésio-lingual, separadas por um sulco suave 
que não termina em fosseta; 
- É convexa em todos os sentidos e não se inclina como a face vestibular. 
 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- Acentuada inclinação da face vestibular para a lingual; 
- Face mesial maior que a distal pois as faces livres convergem para a distal. 
 
 
ASPECTO OCLUSAL 
- Possui forma pentagonal e cinco cúspides (pentacuspídeo) duas linguais e três 
vestibulares; 
- Mais larga na borda mesial do que na distal; 
- Maior na borda vestibular do que na lingual; 
- As cúspides mesiais, tanto na vestibular quanto na lingual, são as maiores; 
- Sulco principal em formato de “W”. 
- Presença de inúmeros sulcos secundários nas vertentes triturantes. 
 
5.4.5 SEGUNDOS MOLARES INFERIORES 
 São diferentes dos primeiros molares inferiores por serem menores e possuírem 
quatro cúspides (tetracuspídeos). Representados na notação da FDI como 37 e 47. 
 
ASPECTO VESTIBULAR 
- Forma trapezoidal, com base maior oclusal; 
- Apresenta duas cúspides divididas por um sulco vestibular que pode terminar em 
uma fosseta, menos freqüente do que no primeiro molar inferior; 
- Leve convergência das faces proximais para cervical. 
 
 
ASPECTO LINGUAL 
- Semelhante a face vestibular, porém com sulco ocluso-lingual menos evidente; 
- Menor do que a face vestibular. 
 
ASPECTO PROXIMAL 
- Forma semelhante ao primeiro molar inferior; 
- Face mesial mais plana e maior que a distal. 
 
 
ASPECTO OCLUSAL 
- Possui formato retangular com bordas tendendo ao paralelismo; 
- Apresenta quatro cúspides, duas vestibulares e duas linguais divididas por dois 
sulcos principais retilíneos: sulco vestíbulo-lingual e sulco mésio-distal, dispostos em 
forma de cruz; 
- Cúspides linguais são mais altas que as vestibulares; 
- Presença de inúmeros sulcos secundários. 
 
 
5.4.6 TERCEIROS MOLARES INFERIORES 
 Localizados após os segundos molares inferiores, sendo os últimos dentes da 
arcada inferior e os menores do grupo dos molares inferiores. São popularmente 
conhecidos como dentes do siso ou do “juízo”. 
 Apresentam, assim como os terceiros molares superiores, morfologia bastante 
variada, e se assemelham aos primeiros e segundos molares inferiores se destacando 
pela grande presença de sulcos secundários. Representados na notação da FDI como 
38 e 48. 
 
 
6. DENTES DECÍDUOS 
 Os dentes decíduos antecedem os dentes permanentes e são conhecidos 
popularmente como dentes de leite por possuírem coloração própria variando do 
branco-leitoso ao branco-azulado. São menores que os permanentes em todos os 
sentidos (1/3 do volume dos permanentes), possuem coroas mais bojudas (globosas), 
raízes bastante desenvolvidas em comparação ao tamanho da coroa e cavidade pulpar 
ampla. São menos mineralizados que os permanentes o que leva a um maior desgaste 
das cúspides e exposição dentinária devido aos movimentos mastigatórios. Suas 
principais funções são semelhantes aos homólogos permanentes além de manterem 
espaço para a erupção do seu sucessor permanente. Participam da preparação 
mecânica dos alimentos, do desenvolvimento dos músculos mastigatórios, estimulam 
o crescimento dos processos alveolares, servem de “guia” durante a erupção dos 
dentes permanentes e participam do desenvolvimento da fonação (T,F,V,S,Z). 
 
6.1 INCISIVOS 
- Semelhantes aos correspondentes permanentes; 
- Face vestibular lisa e convexa; 
- Face lingual apresenta cristas marginais desenvolvidas; 
 -Raiz apresenta um desvio apical para vestibular. 
- Representados na notação da FDI como 51, 52, 61, 62, 71, 72, 81 e 82. 
 
 
6.2 CANINOS 
- Coroa com forma lanceolada; 
- Crista lingual que se extende do cíngulo ao vértice da cúspide; 
- Face vestibular extremamente convexa; 
- Raiz com desvio apical para vestibular; 
- Representados na notação da FDI como 53, 63, 73, e 83. 
 
6.3 MOLARES 
 
 Os primeiros molares, tanto inferiores quanto superiores não se assemelham a 
nenhum dente. Os segundos molares decíduos se assemelham aos primeiros molares 
permanentes. As raízes dos molares decíduos são divergentes devido a presença dos 
germes dos pré-molares. A morfologia oclusal se apresenta com sulcos e cuspídes 
mais discretasdo que nos molares permanentes. Uma característica marcante é a 
presença do Tubéculo de Zuckerkandl no terço mésio-vestibular. 
 
6.3.1 PRIMEIROS MOLARES SUPERIORES 
 Não se assemelham a nenhum dente permanente. Apresentam face vestibular 
bastante convexa no terço cervical, com a presença do tubérculo molar ou tubérculo 
de Zuckerkandl no terço mésio-vestibular. Possuem diâmetro mésio-distal muito 
maior que o cérvico-oclusal e duas cúspides separadas por um sulco ocluso vestibular, 
sendo a cúspide mesial maior. A face palatina é convexa e lisa com cúspide mesial 
muito mais volumosa sendo que a distal, que de tão pequena pode até estar ausente. A 
face oclusal tem forma de trapézio irregular com quatro cúspides (tetracuspídeo) rasas 
e cristas pouco pronunciadas. 
 
6.3.2 SEGUNDOS MOLARES SUPERIORES 
 Semelhantes ao primeiro molar permanente, tetracuspídeo, com duas cúspides 
vestibulares e duas palatinas. As cúspides vestibulares são separadas por um sulco 
ocluso vestibular, sendo a cúspide mesial maior. A face palatina é convexa e inclinada 
para vestibular. 
 
6.3.3 PRIMEIROS MOLARES INFERIORES 
 
 Não se assemelham a nenhum dente permanente. A face vestibular possui o 
Tubérculo de Zuckerkandl proeminente e duas cúspides que, às vezes, são separadas 
por um sulco. As cúspides são mais proeminentes que nos molares superiores. A face 
lingual se apresenta mais curta sentido cérvico-oclusal que a face vestibular. A face 
oclusal tem formato retangular com quatro cúspides, sendo maior no sentido mésio-
distal. 
 
6.3.4 SEGUNDOS MOLARES INFERIORES 
 
 Semelhantes aos primeiros molares inferiores permanentes, possuindo formato 
retangular e cinco cúspides (pentacuspídeos). A face vestibular possui três cúspides 
sendo a mesial a maior delas. A face lingual apresenta duas cúspides de tamanhos 
semelhantes que são separadas por um sulco ocluso-lingual. !
7. CRONOLOGIA DE ERUPÇÃO 
 Os dentes decíduos iniciam sua erupção na cavidade oral por volta dos 6 
meses de vida e, por volta dos dois anos e meio já teremos o início da erupção de 
todos os dentes decíduos. 
!
 Por volta dos seis anos, os dentes decíduos começam a ser substituídos pelos 
permanentes, em uma fase que são encontram na cavidade bucal dentes decíduos e 
permanentes chamada de dentição mista. Aos doze anos todos os dentes permanentes, 
com exceção dos terceiros molares já iniciaram sua erupção e todos os dentes 
decíduos já esfoliaram. 
 
 
 
 
 
 
8. NOÇÕES DE OCLUSÃO DENTÁRIA 
 A oclusão dentária é o relacionamento fisiológico entre os dentes dos arcos 
superior e inferior, em todas as posições e movimentos da mandíbula. Sendo assim, é 
de suma importância o conhecimentos destes princípios por parte do técnico em 
prótese dentária. 
 
8.1 ARCOS DENTAIS PERMANENTES 
 A forma dos arcos dentais permanentes é variável, estando diretamente 
relacionada às disposições que apresentam os três segmentos: um anterior (canino à 
canino) e dois posteriores (primeiro pré-molar à terceiro molar). 
 As formas dos arcos mais comuns são: 
- Parabólica: segmento anterior curvado com leve divergência dos segmentos 
posteriores; 
- Triangular (em “V”): muito estreita no segmento anterior com divergência dos 
segmentos posteriores; 
- Ovóide: relativa curvatura do segmento anterior com leve convergência dos 
segmentos posteriores; 
- Quadrada (em “U”): segmento anterior quase reto e segmentos posteriores paralelos; 
 
REFAZER AS ILUSTRAÇÕES ABAIXO!!! 
 
8.2 RELAÇÕES INTERPROXIMAIS 
 O ponto de contato é o ponto no qual dois dentes vizinhos do mesmo arco 
entram em contato em suas faces proximais. Quando ocorrem desgastes naturais nos 
dentes permanentes e nos dentes decíduos podemos encontrar uma área de contato. A 
sua localização depende da forma do dente e da convergência de suas faces. No 
sentido vestíbulo-lingual se localizam entre o terço vestibular e o médio e no cérvico-
oclusal entre o terço oclusal e médio. 
REFAZER AS ILUSTRAÇÕES ABAIXO!!! 
 
 
 
8.3 CURVAS DE COMPENSAÇÃO 
 Os arcos dentais são ligeiramente curvos, determinando duas curvas principais: 
CURVA DE SPEE 
 É uma curva ântero-posterior, sendo uma linha imaginária que une o vértice da 
incisal do canino e as cúspides vestibulares de pré-molares e molares. Permite os 
movimentos ântero-posteriores da mandíbula. 
CURVA DE WILSON 
 Curvatura resultante da inclinação lingual das coroas dos dentes inferiores que 
estende-se bilateralmente tocando cúspides vestibulares e linguais. Importante na 
manutenção dos movimentos de lateralidade da mandíbula por ser uma curva de 
compensação transversal. 
 
 
REFAZER AS ILUSTRAÇÕES ABAIXO!!! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8.4 RELAÇÕES MAXILO MANDIBULARES 
8.4.1 Trespasse Vertical 
 Também conhecido como overbite ou sobremordida. É considerado a avaliação 
de quanto o incisivo superior cobre o inferior, em porcentagem o normal é de 30%. 
8.4.2 Trespasse Horizontal 
 Também chamado de overjet ou sobressaliência. É determinado pelo 
distanciamento vestíbulo-lingual entre os incisivos superiores e inferiores. É 
considerado normal uma medida de 2mm e reflete a relação esquelética 
anteroposterior. 
 
 
 
 
8.4.3 RELAÇÃO CÊNTRICA (RC) 
 É a posição mais fisiológica da articulação temporomandibular, na qual o 
conjunto côndilo-disco articular está na posição mais superior e anterior na fossa 
articular. Independe dos contatos oclusais, sendo muito utilizada como referência em 
registros de reabilitações protéticas. 
8.4.4 MÁXIMA INTERCUSPIDAÇÃO HABITUAL (MIH) 
 Também chamada de oclusão habitual e é considerada a posição de maior 
contato entre os dentes antagonistas. Pode ser alterada por problemas oclusais, 
musculares e da articulação temporomandibular. Geralmente ocorre de 0,3 a 1,2mm 
anterior a posição de Relação Cêntrica. Casos em que a Relação Cêntrica coincide 
com a Máxima Intercuspidação Habitual são denominados de Máxima 
Intercuspidação Cêntrica. 
8.4.5 POSIÇÃO DE REPOUSO OU POSTURAL 
 É a posição de equilíbrio entre os músculos elevadores e abaixadores da 
mandíbula quando a boca é mantida fechada com o mínimo de atividade muscular. 
Pode ser considerada a posição de relaxamento da mandíbula quando os dentes estão 
fora de oclusão. O espaço entre os arcos superior e inferior é denominado de Espaço 
funcional livre, e geralmente mede entre 1 e 3 mm e deve ser respeitado durante as 
reabilitações protéticas. 
8.4.6 DIMENSÕES VERTICAIS 
 São medidas verticais entre dois pontos na face, geralmente entre a espinha 
nasal anterior e o mento, que avaliam no sentido vertical o relacionamento da 
mandíbula com a maxila. Quando o paciente está em uma posição de máxima 
intercuspidação habitual, chama-se dimensão vertical de oclusão (DVO) e depende 
da posição dos dentes. Quando a mandíbula está em posição de repouso a medida será 
realizada da dimensão vertical de repouso (DVR) e independe dos contatos oclusais. 
 
 
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
1. DELLA SERRA, Octávio. Anatomia dental. 3ª Ed. São Paulo: Artes Médicas, 
1981. 334p. 
2. MADEIRA, Miguel Carlos. Anatomia do dente. 2ª Ed. São Paulo: Sarvier, 2000. 
99p. 
3. OKESON, Jeffrey P. Tratamento das Desordens Temporomandibulares e Oclusão 
7ª Ed. São Paulo: Elsevier, 2013. 504p. 
4. ORTHLIEB, Jean-Daniel. Oclusão: Princípios Práticos. São Paulo: Artmed, 2002. 
228p 
5. TEXEIRA, Lucília Maria de Souza. Anatomia aplicada a odontologia. 2ª Ed. Rio 
de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2008. 433p. 
6. WEOEFEL, Julian B. Anatomia dental: sua relevância para a odontologia. Rio de 
Janeiro: Guanabara-Koogan, 2000. 319p.