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Técnicas de separação de Amostras Eletroforese Fornece pelo menos 2 informações importantes: 1) O tamanho e/ou peso molecular da molécula, fragmento ou proteína (pela distancia percorrida – deslocamento) 2) A quantidade da molécula, fragmento ou proteína (pelo volume da banda) Eletroforese • Técnica de separação de partículas de acordo com sua carga elétrica e peso molecular. • Permite a separação de frações de moléculas orgânicas como RNA, DNA, proteínas e enzimas, pela migração destas em um gel durante a aplicação de um potencial elétrico. • Na técnica, utiliza-se um cuba com dois compartimentos separados. Os eletrodos determinam os polos positivo e negativo em cada compartimento. • Neles, coloca-se uma solução salina que conduz eletricidade. • Entre os compartimentos, ajusta-se o gel que deve ficar submerso. • As amostras são acondicionadas em pequenos poços de um gel (feitos com um pente durante a sua preparação) e submetidas a uma voltagem (campo elétrico). • Moléculas de menor peso molecular (PM) terão mais facilidade de migrar pelo gel (percorrem uma distância maior em direção ao polo positivo; banda + próxima do polo positivo) do que as de PM. • O tamanho da banda indica a quantidade do fragmento/molécula, enquanto a distância percorrida indica o PM da substância • Existem vários tipos de géis: os mais comuns são de poliacrilamida e gel de agarose • Em qualquer um dos géis, a eficácia da separação das moléculas será determinada pela concentração do polímero, intensidade da voltagem e amperagem aplicadas. • Géis/polímeros mais “frouxos”, com menor densidade e/ou concentração são usados para proteínas e/ou substancias com maior peso molecular; enquanto que géis mais densos/concentrados são usados para corrida eletroferética de segmentos de baixo peso molecular. Eletroforese 1 - Gel 2 - Aplicação do marcador 3 - Aplicação das amostras 4 - Indução de corrente elétrica 5 - Deslocamento e separação dos fragmentos 6-Eletroforese realizada http://www.biomedicinabrasil.com/2010/10/eletroforese.html Eletroforese em gel de agarose • Empregada rotineiramente para separação de ácidos nucléicos. • Agarose: polímero de elevado custo extraído de algas marinhas. Forma uma rede que “segura” as moléculas durante a migração. • Dependendo [agarose]: tem-se uma diferença no gradiente de separação. • Qto [agarose] capacidade de distinguir fragmentos (ie, definição). • Geralmente, os géis de agarose são corados com soluções de brometo de etídio (EtBr), (substância intercalante) que revela os ácidos nucléicos ao fluorescer sob luz ultravioleta. Eletroforese em gel de poliacrilamida • Poliacrilamida é uma mistura de dois polímeros: acrilamida e bisacrilamida. • Acrilamida: molécula linear, enquanto que a bisacrilamida é em forma de "T". • Misturando essas duas moléculas, tem-se a formação de uma "rede". • Diferentes relações entre as concentrações dessa moléculas permitem a criação de diferentes gradientes de separação. • Preparação: misturar as 2 substâncias formadoras nas concentrações desejadas, colocá-las em um suporte de vidro, e adicionar Temed e S208, que atuam como catalizadores da polimerização. • Identificação dos produtos: pode ser feita pelo brometo de etídio, mas o + mais utilizado é o nitrato de prata. Ex.: Separação de DNA por eletroforese em gel: • Amostras/fitas de DNA obtidos por PCR (multiplicação /clonagem do DNA pela técnica do DNA recombinante) são separados por aplicação de uma voltagem. Amostras são acondicionadas em poços do gel e submetidas a uma voltagem (campo elétrico). • Como a carga total do DNA é negativa (pelos oxigênios do grupamento fosfato), no final do processo as cadeias de DNA estarão próximas ao polo positivo (vão migrar). • Amostras de DNA são preparadas e misturadas ao corante gel loading buffer (solução composta de azul de bromofenol (e/ou xileno cianol) e glicerol. Função: a densidade das amostras (impedindo que elas saiam dos poços) e dar coloração (indicador do progresso eletroforético)) • Amostras são colocadas com pipetas nos poços do gel • É aplicado voltagem e corrente elétrica ao sistema p/ migração das amostras • A distância percorrida é comparada com a distância que outros fragmentos de tamanhos conhecidos (ladders) percorreram no mesmo gel. • Obs.: Fragmentos ladders: são marcadores de peso molecular. São misturas de segmentos de DNA de tamanhos variáveis e equidistantes entre si. São aplicados em um poço no gel no início do processo. Técnicas de separação de Amostras Cromatografia Cromatografia • Termo: empregado pela 1ª vez em 1906 pelo botânico Mikhail Semenovich Tswett (fez separação dos componentes de extratos de folhas) • Nesse estudo, a passagem de éter de petróleo (fase móvel) através de uma coluna de vidro preenchida com carbonato de cálcio (fase estacionária), à qual se adicionou o extrato, levou à separação dos componentes em faixas coloridas. • Motivo este pelo nome da técnica: (chrom = cor e graphie = escrita) (mas o processo não depende da cor) • Técnica praticamente ignorada até a década de 30, quando foi redescoberta. • Hoje: está aperfeiçoada, com grande avanço tecnológico e elevado grau de sofisticação aplicação em muitas áreas. Unidades cromatográficas utilizadas por Tswett para a separação de pigmentos de plantas Mikhail Semenovich Tswett Hoje: a Cromatografia é muito utilizada em laboratórios na identificação de substâncias orgânicas. Cromatografia • Método físico-químico de separação . • Fundamentada na migração diferencial dos componentes de uma mistura. A mistura passa por 2 fases imiscíveis (e faz diferentes interações): a fase móvel (como um liquido ou um gás, que ajuda na separação da mistura) e a fase estacionária (material fixo, poroso como um filtro). • Técnica extremamente versátil e de grande aplicação (pq há uma variedade de combinações entre fases móveis e estacionárias). • Os constituintes das misturas interagem com as fases através de forças intermoleculares e iônicas, fazendo a separação. • Pode ser utilizada para: * Identificação de compostos, por comparação com padrões previamente existentes (função analítica) * Purificação de compostos, separando-se as substâncias indesejáveis (função: preparação/ separação) * Separação dos componentes (nas partes distintas) de uma mistura (função: separação). (Obs.: Existem muitas variações e sub-tipos de cromatografia em coluna) Cromatografia por afinidade Cromatografia por troca iônica Adsorção é baseada em uma fase estacionaria solida que adsorve (prende) certas moléculas em seu meio, da parte móvel que deve ser liquida. Essa adsorção é devida a certas interações entre os constituintes da parte liquida e da solida. Cromatografia de partição (separação) se dá pela diferença de solubilidade das substancias que devem ser liquidas, e sua separação se dá com o auxilio de filtros de papel ou em colunas como suporte. Forma + comum de realizar separações biosseletivas. 2ª técnica cromatográfica mais usada na purificação. Os compostos (com afinidade pelo ligante) são imobilizados em matriz cromatográfica mediante ligação (química) seletiva reversível do ligante com a molécula de interesse .Tem alta especificidade . A fase móvel é um liquido. A fase estacionária possui trocadores iônicos – polímeros catiônicos ou aniônicos) e é um sólido. As resinas de trocas iônicas são polímeros contendo íons ativos quepermutam (trocam) reversivelmente de posição com outros íons do liquido “passante”. 1) Classificação de acordo com o sistema cromatográfico 1.a) Em Coluna * Cromatografia líquida * Cromatografia gasosa * Cromatografia supercrítica 1.b) Planar * Centrífuga (Chromatotron) * Cromatografia em camada delgada (CCD) * Cromatografia em papel (CP) 2) Classificação de acordo com a fase móvel 2.a) Utilização de gás * Cromatografia gasosa (CG) * Cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR) 2.b) Utilização de líquido * Cromatografia líquida clássica (CLC) * Cromatografia Lúida de alta eficiência (CLAE) 2.c) Utilização de gás pressurizado * Cromatografia supercrítica (CSC) 3) Classificação de acordo com a fase estacionária 3.a) Líquida 3.b) Sólida 3.c) Quimicamente ligadas em moléculas polares 4) Classificação de acordo com o modo de separação 4.a) Por adsorção 4.b) Por partição 4.c) Por troca iônica 4.d) Por afinidade Classificação das técnicas cromatográficas (Obs.: Existem muitas variações e sub-tipos de cromatografia em coluna) Agora, estudando cada tipo com mais detalhe... Cromatografia • Pode ser classificada considerando-se diversos critérios. • Ex.: Classificação pela forma física do sistema cromatográfico: 1) Cromatografia em coluna (Há diversos subtipos de cromatografia em coluna. São melhor compreendidos quando classificados por outro critério). 2) Cromatografia planar: somente 3 sub-tipos: * Cromatografia em papel (CP), * Cromatografia por centrifugação (Chromatotron) * Cromatografia em camada delgada (CCD), Cromatografia planar • Cromatografia em papel (CP): • Técnica de partição líquido–líquido, estando um deles fixado a um suporte sólido. • Baseia-se na diferença de solubilidade das substâncias em questão entre duas fases imiscíveis, sendo geralmente a água um dos líquidos. • Solvente é saturado em água e a partição se dá devido à presença de água em celulose (papel de filtro). • Método, embora menos eficiente que a CCD, muito útil para a separação de compostos polares, sendo largamente usado em bioquímica. Cromatografia de papel. Separação de tinta de caneta Cromatografia Planar: Cromatografia de Extratos Vegetais Cromatografia planar Cromatografia em camada delgada (CCD) • Técnica de adsorção líquido–sólido. • Separação ocorre pela diferença de afinidade dos componentes de uma mistura pela fase estacionária. • Método simples, rápido, visual e econômico, a CCD é a técnica predominantemente escolhida para o acompanhamento de reações orgânicas, sendo também muito utilizada para a purificação de substâncias e para a identificação de frações coletadas em cromatografia líquida clássica. 2. Classificação pela fase móvel empregada • São três os tipos de cromatografia (qto à fase móvel): 2.1) Cromatografia líquida que se subdivide em: • Cromatografia líquida clássica (CLC): a fase móvel é arrastada através da coluna apenas pela força da gravidade • Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE ou HPLC): Denominada inicialmente cromatografia líquida de alta pressão. Utiliza fases estacionárias de partículas menores, sendo necessário o uso de uma bomba de alta pressão para a eluição da fase móvel. Cromatografia Líquida Clássica 2. Classificação pela fase móvel empregada • São três os tipos de cromatografia (qto à fase móvel): 2.2) Cromatografia gasosa. Se subdivide em (diferença entre os dois tipos está na coluna): • Cromatografia gasosa (CG). Utiliza colunas de maior diâmetro empacotadas com a fase estacionária • Cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR). Utiliza colunas capilares, nas quais a fase estacionária é um filme depositado na mesma. Cromatografia Gasosa 2. Classificação pela fase móvel empregada • São três os tipos de cromatografia (qto à fase móvel): 2.3) Cromatografia supercrítica (CSC): • Usa um vapor pressurizado, acima de sua temperatura crítica. • Utilizações bem especificas • Tem vantagens na área compreendida entre a cromatografia gasosa e a cromatografia líquida • Torna possível, por exemplo, a separação de substâncias não voláteis em colunas abertas, visto que um fluído supercrítico reúne a vantagem da alta difusibilidade do gás e do alto poder de solvatação do líquido. (http://www.pucrs.br/quimica/professores/arigony/cromatografia_FINAL/sfc.htm) Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE ou HPLC) Cromatografia por afinidade Cromatografia por troca iônica Adsorção é baseada em uma fase estacionaria solida que adsorve (prende) certas moléculas em seu meio, da parte móvel que deve ser liquida. Essa adsorção é devida a certas interações entre os constituintes da parte liquida e da solida. Cromatografia de partição (separação) se dá pela diferença de solubilidade das substancias que devem ser liquidas, e sua separação se dá com o auxilio de filtros de papel ou em colunas como suporte. Forma + comum de realizar separações biosseletivas. 2ª técnica cromatográfica mais usada na purificação. Os compostos (com afinidade pelo ligante) são imobilizados em matriz cromatográfica mediante ligação (química) seletiva reversível do ligante com a molécula de interesse .Tem alta especificidade . A fase móvel é um liquido. A fase estacionária possui trocadores iônicos – polímeros catiônicos ou aniônicos) e é um sólido. As resinas de trocas iônicas são polímeros contendo íons ativos que permutam (trocam) reversivelmente de posição com outros íons do liquido “passante”. 3. Classificação pela fase estacionária utilizada • Quanto à fase estacionária: • Fases estacionárias sólidas • Fases estacionárias líquidas • Fases estacionárias quimicamente ligadas. 4. Classificação pelo modo de separação • Por este critério, separações cromatográficas se devem à adsorção, partição, troca iônica, exclusão ou misturas desses mecanismos. • Para se ter uma visão mais ampla dos diferentes tipos de cromatografia: fig • Ênfase especial: • Cromatografia em camada delgada (CCD) • Cromatografia líquida clássica e de alta eficiência (CLAE) • Cromatografia gasosa de alta resolução (CGAR).