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6/16/2014 1 INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS INSTRUMENTAIS DE ANÁLISE MÉTODOS DE SEPARAÇÃO Prof. Wendell Coltro CROMATOGRAFIA Tipos de Métodos de Separação 1) CLÁSSICOS: precipitação, destilação e extração 2) INSTRUMENTAIS: cromatografia e eletroforese - Tiveram uso intenso até a metade do século XX; - Técnicas úteis para amostras com poucos componentes (em altas concentrações) e relativamente puras; - Porém são pouco seletivas e apresentam baixa sensibilidade. - Técnicas “imbatíveis” na separação de amostras multicomponentes; - Apresentam alta seletividade e sensibilidade; - Sistema “integrado” (análise é feita de modo completo). 6/16/2014 2 Introdução a Métodos Cromatográficos CROMATOGRAFIA (Definição): técnica analítica (clássica ou instrumental) que permite a separação de misturas por interação diferencial dos seus componentes entre uma FASE ESTACIONÁRIA (líquido ou sólido) e uma FASE MÓVEL (líquido ou gás). A Cromatografia foi inventada (e assim denominada) no início do século 20 (1903) pelo botânico russo Mikhail Tswett. Ele empregou a técnica para separar vários pigmentos de plantas (como a clorofila e a xantofila) passando soluções desses componentes através de uma coluna de vidro empacotada com carbonato de cálcio (CaCO3). As espécies separadas apareciam como bandas coloridas na coluna, daí originando o nome da técnica: CROMATOGRAFIA: do grego CHROMA (COR) + GRAPHEIN (ESCREVER) EXPERIMENTO DE TSWETT PRINCÍPIO BÁSICO DE UMA SEPARAÇÃO CROMATOGRÁFICA 6/16/2014 3 CLASSIFICAÇÃO DOS MÉTODOS CROMATOGRÁFICOS EM COLUNA Classificação Geral Método Específico F.E. Tipo Equil. Cromatografia Líquida (CL) (F.M.: líquido) Líquido-líquido ou partição Líquido ads. sólido Partição Fase líquido-ligado Esp. org. ligadas sólido Partição Líquido-sólido ou adsorção sólido Adsorção Troca iônica Resina de troca iônica Troca iônica Exclusão por tamanho Líquido interstícios sólido Cromatografia Gasosa (CG) (F.M.: gás) Gás-líquido Líquido ads. sólido Partição Fase gás-ligado Esp. org. ligadas sólido Partição Gás-sólido sólido Adsorção Cromatografia c/ fluido supercrítico (CFS) (F.M.: fluido supercrítico) Esp. org. ligadas sólido Partição CARACTERÍSTICAS DE UM PICO GAUSSIANO - A eficiência de uma coluna (medida do alargamento da banda de um pico) pode ser medida quantitativamente através de duas grandezas: Quanto maior tR e menor s (ou wb ou wh ), maior será N. N é adimensional. F (1) NÚMERO DE PRATOS TEÓRICOS (N) - N mede a relação entre o tempo de retenção de um pico e a sua variância (σ) N t N t w N t w R R b R h s 2 2 2 2 2 2 16 5 54, [7] 6/16/2014 4 PRATO TEÓRICO: equivalente a uma etapa de equilíbrio entre as duas fases PRATO TEÓRICO: equivalente a uma etapa de equilíbrio entre as duas fases IMPORTÂNCIA DO NÚMERO DE PRATOS TEÓRICOS N1 > N2 > N3 6/16/2014 5 N=2500 N=1500 IMPORTÂNCIA DE N NA SEPARAÇÃO CROMATOGRÁFICA EXEMPLO DE CÁLCULO DE N - Assumindo que tR= 5 minutos e wb= 0,5 min (atenção: tR e wb devem estar na mesma unidade; N é adimensional!!!) - Substituindo-se esses valores na equação de N = ????? (2) ALTURA EQUIVALENTE A UM PRATO TEÓRICO (H): compara eficiência de colunas de diferentes comprimentos L= comprimento da coluna N= número de pratos teóricos da coluna - H nos dá o comprimento da coluna que corresponde ao valor de um prato. H L N [8] - No exemplo anterior de cálculo de N, se considerarmos que a análise foi realizada em uma coluna de 30 cm, e sabendo-se que N=1600, substituindo-se na equação [8], temos: H = 30 cm / 1600 H = 0,01875 cm 6/16/2014 6 INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS INSTRUMENTAIS DE ANÁLISE MÉTODOS DE SEPARAÇÃO CROMATOGRAFIA GASOSA CROMATOGRAFIA À GÁS (ou GASOSA): CG (“GC”) Fase móvel: gás Fase estacionária: sólido ou líquido X CROMATOGRAFIA À GÁS (CG) 1) Cromatografia gás-sólido: F.M. é um gás; F.E. é um sólido. - Retenção dos analitos ocorre por adsorção física; - Não tem ampla aplicação (retenção irreversível de analitos); - Aplicada a analitos de baixo P.M. e pouco polares (isômeros). 6/16/2014 7 CROMATOGRAFIA À GÁS (CG) 1) Cromatografia gás-sólido: F.M. é um gás; F.E. é um sólido. 2) Cromatografia gás-líquido: F.M. é um gás; F.E. é um líquido adsorvido ou quimicamente ligado a um suporte sólido. - Retenção dos analitos ocorre por adsorção física; - Não tem ampla aplicação (retenção irreversível de analitos); - Aplicada a analitos de baixo P.M. e pouco polares (isômeros). - Técnica denominada simplesmente de cromatografia gasosa; - Separação dos analitos baseada no fenômeno de partição; - Ampla aplicação em todas as áreas da ciência. CROMATOGRAFIA GÁS-LÍQUIDO (CGL) ou apenas (CG) - F.M. é um gás (não interage com analito); - F.E. é um líquido de alto ponto de ebulição adsorvido física ou quimicamente a um suporte sólido. suporte fase líquida Gás - O fenômeno físico-químico responsável pela interação do analito + F.E. líquida é a ABSORÇÃO. O equilíbrio envolvido no processo de eluição do analito da coluna é a PARTIÇÃO do analito entre a F.M. (gás) e a F.E. (líquido). - A absorção ocorre no INTERIOR da F.E. líquida (fenômeno INTRAfacial). 6/16/2014 8 1 2 3 4 5 6 7 1. Pressurização da fase móvel 2. Controle de fluxo 3. Introdução da amostra 4. Forno 5. Coluna 6. Detector 7. Aquisição e tratamento dos dados COMPONENTES DE UM SISTEMA DE CG Estação de gases Integrador Forno e Coluna Painel de controle Injetor FOTOGRAFIA DE UM SISTEMA DE CG Gás de arraste Injetor Forno com coluna Coluna capilar Detector FID Integrador 6/16/2014 9 Gás de arraste Injetor Coluna Detector Registrador Tratamento de dados Aquecido para vaporizar amostra Aquecida para controlar tR Aquecido para manter limpo COMPONENTES AQUECIDOS EM UM SISTEMA DE CG AMOSTRAS TÍPICAS ANALISADAS POR CG ⇒ Gases, líquidos ou sólidos (introduzidos na vapor de vapor); ⇒ A amostra necessita ser VOLÁTIL; ⇒ Massa molecular entre 2 e 1000 daltons; ⇒ Compostos orgânicos ou inorgânicos. CROMATOGRAMA TÍPICO tempo de retenção re s p o s ta 6/16/2014 10 SISTEMA DE INTRODUÇÃO DE AMOSTRA: MICROSERINGAS Gás arraste P/ coluna P/ coluna Posição de injeção da amostra Posição de envio da amostra para coluna amostra “loop” injeção SISTEMA DE INTRODUÇÃO DE AMOSTRA: VÁLVULAS DE INJEÇÃO INTRODUÇÃO DE AMOSTRA EM CG: DEVE-SE EVITAR INTRODUZIR AMOSTRAS NA FORMA DE “BANDAS LARGAS”!!! t = 0 t = x Banda Estreita Banda Larga t=0 t=x 6/16/2014 11 Seringa Coluna Gás de arraste Septo Bloco aquecido Lã de vidro INJETOR TÍPICO DE UM SISTEMA DE CG MODOS DE INJEÇÃO DA AMOSTRA: “SPLIT” (divisão da amostra) p/ coluna 1 mL/min descarte: 100 mL/min descarte: 1 mL/min Fluxo total: 102 mL/min MODOS DE INJEÇÃO DA AMOSTRA: “SPLITLESS” (sem divisão da amostra) p/ coluna 1 mL/min descarte: 0 mL/min descarte: 1 mL/min Fluxo total: 2 mL/min 6/16/2014 12 MODOS DE INJEÇÃO DA AMOSTRA: “ON COLUMN” (inj. direta na coluna) p/ coluna 1 mL/min descarte: 0 mL/min descarte: 0 mL/min Fluxo total: 1 mL/min MANIPULAÇÃO CORRETA DA SERINGA DE INJEÇÃO SISTEMA DE INTRODUÇÃO DE AMOSTRA: MICRO EXTRAÇÃO EM FASE SÓLIDA (SPME) 6/16/2014 13 SPME: INTRODUÇÃO DA FIBRA NO SISTEMA DE CG SISTEMAS DE DETECÇÃO PARA CG - CARACTERÍSTICAS DO DETECTOR IDEAL PARA CG: 1. Sensibilidade adequada; 2. Boa estabilidade e reprodutibilidade; 3. Resposta linear por várias ordens de grandeza; 4. Suportar altas temperaturas; 5. Resposta rápida; 6. Seletivo; 7. Não destrutivo. Nenhum detector apresenta todas as características citadas, sendo que sua escolha deve basear-se na finalidade analítica, bem comono tipo de amostra a ser analisada. Análise Qualitativa usando CG - A CG é um excelente método para a confirmar a presença ou ausência de um determinado analito em uma amostra (após a adição do padrão do composto de interesse, nenhum novo pico deve aparecer no cromatograma). - Existem basicamente três meios de ser realizar uma análise qualitativa utilizando a técnica de CG: 1. Tempo de Retenção 2. Métodos Gráficos (Índices) 3. Métodos Analíticos Auxiliares 6/16/2014 14 Tempo de Retenção Tempo de Retenção Vantagens da CG Elevada resolução Alta velocidade de análise Alta sensibilidade Ótima exatidão 6/16/2014 15 OTIMIZAÇÃO DE UMA SEPARAÇÃO POR CG - Comprimento da coluna; - Diâmetro interno da coluna; - Tubulação da coluna; - Fase líquida presente na F.E.; - Tamanho da amostra (quantidade injetada). INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS INSTRUMENTAIS DE ANÁLISE MÉTODOS DE SEPARAÇÃO CROMATOGRAFIA LÍQUIDA CROMATOGRAFIA LÍQUIDA (ou a LÍQUIDO) (CLAE OU “HPLC”) Fase móvel: líquido Fase estacionária: sólido ou líquido X CLAE: Cromatografia Líquida de Alta Eficiência HPLC: High Performance Liquid Chromatography 6/16/2014 16 EFICIÊNCIA DE UMA COLUNA DE CLAE Efeito do diâmetro da partícula 3 µm 5 µm 10 µm Tamanho da partícula Dp (µm) tR (min) No pratos (N) Pressão (bar) 5,0 30 25000 19 3,0 18 42000 87 1,5 9 83000 700 1,0 6 125000 2300 Eficiência como função do Dp Cromatograma mostrando o efeito da eficiência como função do Dp - CLAE não pode ser realizada em colunas capilares abertas : problema da baixa difusão do soluto na fase móvel líquida. 6/16/2014 17 Em quais casos deve-ser usar a CLAE? MODOS DE CROMATOGRAFIA LÍQUIDA 1) CROMATOGRAFIA DE PARTIÇÃO (LÍQUIDO-LÍQUIDO) 2) CROMATOGRAFIA DE ADSORÇÃO (LÍQUIDO-SÓLIDO) 3) CROMATOGRAFIA DE TROCA IÔNICA 4) CROMATOGRAFIA DE EXCLUSÃO POR TAMANHO (OU CROMATOGRAFIA EM GEL) APLICAÇÕES DA TÉCNICA DE CLAE 6/16/2014 18 Componentes de um sistema de CLAE Fotografia de uma sistema de CLAE (1) 6/16/2014 19 Fotografia de uma sistema de CLAE (2) Componentes de um sistema de CLAE Reservatórios de F.M. a) Eluição com gradiente b) Eluição isocrática F.M.: 50:50 (v/v) de metanol/H2O durante toda a análise. F.M.: início 40:60 (v/v) de metanol/H2O ; aumento do metanol numa razão de 8%/min. 6/16/2014 20 Sistemas de Bombeamento - Requisitos para um eficiente sistema de bombeamento: 1. Geração de pressões de até 6000 psi; 2. Saída com ausência de pulsos; 3. Velocidades de fluxo (vazão) variando de 0,1 a 10 mL/min; 4. Controle e reprodutibilidade relativa de fluxo de 0,5%; 5. Componentes resistentes a corrosão (aço inox ou teflon). Existem 3 tipos de bombas para CLAE: 1) bombas recíprocas, 2) bombas do tipo seringa e 3) bombas pneumáticas Sistemas de Injeção de Amostras - O método mais utilizado para introdução de amostras em CLAE está baseado em alças (em inglês, loop) de amostragem que podem ser trocadas de acordo com a necessidade analítica (volumes de 5 a 500 µL). - Alças de amostragem permitem a introdução de amostras a pressões de até 7000 psi com excelente precisão. Sistema de alça de amostragem para CLAE Posição de Carregamento da Amostra (load) Posição de Injeção (Inject) 6/16/2014 21 Colunas para CLAE - As colunas para CLAE geralmente são construídas em tubos de aço inox. Os custos variam em torno de 200 a 1000 doláres (ou mais), dependendo do tipo de F.E. Coluna típica para CLAE Colunas analíticas usadas em CLAE Detectores utilizados em CLAE - Diferente do que ocorre em CG, em CLAE não existe um detector universalmente aplicável, como o FID. - O detector ideal em CLAE deve ter as mesmas propriedades listadas para os detectores de CG, com exceção do fornecimento de resposta em grande intervalo de temperatura. - Os detectores usados em CLAE são de dois tipos básicos: 1) Detectores de propriedades universais: respondem a propriedades da F.M. como um todo (ex: índice de refração) 2) Detectores de propriedades do soluto: respondem a certas propriedades do soluto, como absorbância no UV ou fluorescência. 6/16/2014 22 Principais detectores utilizados em CLAE Detectores de Absorbância > Volume cela pequeno: 1 a 10 µL > L da cela: 2 a 10 mm > Cela em “Z”: aumento do caminho óptico Detectores de Absorbância UV 1) UV com Filtros - São fotômetros, com uma lâmpada de mercúrio como fonte. A linha em 254 nm (mais intensa) é isolada por filtros. - Outras linhas podem ser isoladas: 250, 313, 334 e 365 nm. - Esse tipo de detector é restrito a compostos que absorvem radiação em tais comprimentos de onda. - Fontes de filamento de deutério e de tungstênio com filtros apropriados também podem ser úteis para algumas aplicações. 6/16/2014 23 1) UV com Monocromadores - A maioria dos equipamentos de CLAE vem equipados com um espectrofotômetro de varredura com redes ópticas, incluindo a radiação UV e Visível. - Com esses equipamentos pode-se utilizar-se de diferentes comprimentos de ondas (aquele apropriado para cada pico sendo eluído da coluna) se os compostos são suficientemente separados um do outro. - Os detectores espectrofotométricos UV mais poderosos são aqueles equipados com arranjo de diodos, que permitem a coleta de dados de um espectro inteiro em cerca de 1 segundo. Detector de UV com arranjo de diodos para CLAE Detectores de Fluorescência - O esquema desse tipo de detector é similar aos fluorímetros e espectrofluorímetros, com a fluorescencia sendo observada perpendicularmente ao eixo de excitação. - Os detectores mais simples usam uma fonte de mercúrio com um ou mais filtros para isolar a bande de emissão de radiação. - A grande vantagem dos detectores de fluorescência está na sua alta sensibilidade. - Detectores de fluorescência são utilizados em CLAE na análise de compostos farmacêuticos, produtos naturais e produtos do petróleo. 6/16/2014 24 Detectores de Índice de Refração - Esse tipo de detector tem a vantagem de responder a quase todos os analitos. As desvantagens incluem sua alta sensibilidade a mudanças de temperatura e a sua baixa sensibilidade de detecção. Esquema de um detector de índice de refração diferencial Detectores Eletroquímicos - São baseados nos fenômenos de amperometria, polarografia, coulometria e condutometria. Sendo que o mais utilizado baseia-se na amperometria (simplicidade). Grupos funcionais detectáveis por amperometria Cela de um detector amperométrico para CLAE 6/16/2014 25 MODOS DE OPERAÇÃO EM CLAE MODOS DE OPERAÇÃO EM CLAE Cromatografia de Partição - Pode ser subdividida em: cromatografia líquido-líquido e cromatografia de fase ligada. - Cromatografia líquido-líquido: a F.E. líquida é adsorvida fisicamente sobre a superfície de um suporte sólido. - Cromatografia fase ligada: a F.E. é quimicamente ligada sobre a superfície de um suporte. Colunas para Cromatografia de Fase Ligada - A grande maioria dos suportes para F.E. utilizados em CLAE são preparados à base de sílica. 6/16/2014 26 - Os recobrimentos mais utilizados como fase ligada são siloxanos formados por reação da superfície hidrolisada da sílica com um organoclorossilano: - A cobertura por silanização está limitada a 4 µmol/m2 devido a efeitos estéricos. Para desativar os grupos SiOH restantes faz-se umareação com trimetilcloro-silano (processo chamado endcapping). Cromatografia de Fase Ligada: Fase Normal e Fase Reversa - A subdivisão da cromatografia de fase ligada em fase normal e fase reversa está baseada na polaridade relativa das fases móvel e estacionária. CROMATOGRAFIA DE FASE NORMAL - Nesse modo de cromatografia, a F.E. é polar e a F.M. é não-polar. - Em cromatografia de fase normal, a F.E.tem caráter polar (sintetizada a partir da sílica com grupos funcionais polares): Fase estacionária polar (sílica, NH2, CN) Fase móvel apolar (Hexano, diclorometano) Analito mais apolar Analito mais polar amostra - Em cromatografia de fase normal, os analitos polares tem maior afinidade pela F.E. (polar) e, portanto, ficam mais retidos na coluna e são os últimos a serem eluídos da coluna: - A F.M. não contém água. Os solventes mais comumente utilizados são: hexano e diclorometano. Um solvente e característica polar (como metanol) pode ser usado em pequenas proporções para dar seletividade a F.M. na eluição de analitos mais polares. - A cromatografia de fase normal é mais utilizada na análise de compostos lipofílicos: óleos, gorduras, lípidios. 6/16/2014 27 CROMATOGRAFIA DE FASE REVERSA - Nesse modo de cromatografia, a F.E. é não-polar e a F.M. é polar. - Em cromatografia de fase reversa, a F.E. tem caráter apolar (sintetizada a partir da sílica com grupos funcionais apolares): Octadecil (C18) Octil (C8) - Em cromatografia de fase reversa, os analitos apolares tem maior afinidade pela F.E. (apolar) e, portanto, ficam mais retidos na coluna e são os últimos a serem eluídos: Área intersticial (F.M.) Suporte da partícula Fase ligada (A) – analito mais polar (B) – analito menos polar 6/16/2014 28 Fase estacionária apolar (C8, C18) Fase móvel polar (metanol, acetonitrila, água) amostra Analito mais apolar Analito mais polar - A F.M. contém água. Os solventes mais comumente utilizados são: metanol e acetonitrila. A força de eluição para os analitos é dada pela proporção do solvente orgânico. A proporção de água na F.M. é utilizada para controlar o processo de retenção dos analitos. - Fase Reversa é o modo de CLAE mais utilizado (em cerca de 75% dos métodos). Pode ser utilizado na separaç ão de compostos não iônicos, polares, até a compostos de polaridade intermediária. separação rápida separação lenta separação muito lenta Efeito do Solvente em Fase Reversa 6/16/2014 29 Efeito do Tamanho do Cadeia sobre a Eficiência de Separação Fase Normal x Fase Reversa: tempos de eluição para uma mistura de compostos Desenvolvimento de Métodos em Cromatografia de Partição (Fase Normal e Fase Reversa) Seleção da Coluna - A polaridade da F.E. da coluna deve ser combinada de maneira próxima com a polaridade dos analitos a serem separados. A F.M. (de polaridade diferente) é usada para eluição. - Polaridade dos analitos: hidrocarbonetos Isso pode ser feito variando-se a proporção dos solventes utilizados na F.M. > Isso pode ser feito mudando-se a composição dos solventes usados na F.M. APLICAÇÕES DA CROMATOGRAFIA DE PARTIÇÃO - A cromatografia de partição, mais especificamente a cromatografia em fase reversa, aproxima-se de um sistema universal ideal para a cromatografia líquida devido à sua ampla aplicabilidade e facilidade de manipulação dos fatores k e α quando se utiliza uma fase móvel aquosa.