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NOME: JULIANA DE ANDRADE RA:B656700
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 
PROCESSOS DECISÓRIOS
NP1
ASSIS
2017
 PROCESSO DECISÓRIO- HISTÓRIA
Introdução 
A decisão é uma das atividades na qual todos nós estamos envolvidos diariamente e, muitas vezes, não nos damos conta de sua importância. O nosso mundo mudou bastante com o passar do tempo e tornou-se mais complexo. Em conseqüência, o nosso processo de tomada de decisão também mudou bastante e também tornou-se mais complexo. Hoje existem mais fatores que influenciam nesse processo de tomada de decisão do que na antiguidade. Para as empresas, houve uma mudança mais radical ainda nos seus conceitos de administração, com o advento da globalização, da competitividade mais acirrada e das maiores exigências por parte dos clientes. Também o seu processo decisório se tornou muito mais complexo e tornou-se necessário o uso de ferramentas computacionais para dar suporte ao processo de tomada de decisão. Foi necessário desenvolver-se sistemas que proporcionassem o auxílio necessário aos gerentes para que pudessem enfrentar os desafios do nosso tempo. 
 A Decisão na Antiguidade 
Desde o início da civilização, o homem sempre procurou algo que lhe auxiliasse no seu processo decisório. Ele buscava nas divindades esse auxílio para que pudesse tomar decisões consideradas sábias. As diversas culturas antigas buscavam em pessoas com “poderes místicos” o auxílio para as suas decisões. Era considerado que essas pessoas podiam ter contato direto com as divindades e que as orientações que esses místicos forneciam eram orientações divinas. Desta forma, as decisões tomadas eram consideradas sábias e livres de erros. Quando a decisão tomada não proporcionava o resultado esperado, atribuía-se os erros às divindades que não estavam felizes com a pessoa ou com a civilização. Desta forma, as decisões tomadas nesta época eram fortemente influenciadas por entidades divinas e seus representantes. Mais tarde surgiram divindades mais poderosas e populares, como Cristo, Maomé e Buda. Surgiram, também, líderes religiosos nas comunidades que passaram a exercer influência direta nas decisões das pessoas através dos preceitos religiosos de suas divindades. E, a exemplo do passado, quando o resultado das decisões proporciona o sucesso, justificava-se como sendo fruto do amor pela divindade. Porém, quando o resultado era um fracasso, afirmava-se que era falta de fé. Assim, as entidades divinas continuaram a ter grande influência nas decisões. Nos dias de hoje, a religião é um dos fatores de influência sobre as nossas decisões, porém existem alguns outros fatores que, em conjunto, nos auxiliam no processo de tomada de decisão. Esses outros fatores sempre existiram, porém, somente mais recentemente eles ganharam mais importância. Veremos esses fatores em outro tópico.
 A evolução da decisão neste século 
Os critérios de tomada de decisão no começo do século eram centrados no executivo principal, em geral o proprietário, que detinha as prerrogativas de escolher o que julgasse melhor para a empresa e para os trabalhadores. Partia-se do pressuposto que os trabalhadores eram seres passivos e despreparados, sem capacitação e treinamento para atuarem nas decisões, eram avaliados quantitativamente pelo que rendiam e descartados quando não fossem mais produtivos. Como o ambiente era estável, relativamente simples, e as informações eram restritas, supunha-se que os decisores detivessem conhecimento bastante amplo de todas as alternativas e de suas consequências, havendo, portanto, uma única solução correta para os problemas, que deveria ser encontrada pelo decisor. Segundo PEREIRA & FOSECA (1997) a década de 1960 foi precursora de grandes mudanças em todas as áreas, e ficou conhecida como “a década que mudou o mundo”. Na teoria administrativa, surgiu o movimento conhecido como Escola de Relações Humanas, surgido da contribuição da psicologia social, que deu um grande passo ao reconhecer o trabalhador como um ser humano capaz de pensar, de decidir e de ser motivado. Os trabalhadores deixaram de serem simples “mão-de-obra”, ou seja, aqueles que utilizam apenas as mãos para efetuarem seus trabalhos, e passaram a ser chamados de recursos humanos, ou seja, aqueles que trabalham de corpo e alma, se esforçam quando motivados e possuem habilidades que podem ser desenvolvidas e aproveitadas em benefício da empresa. Porém, a contribuição da psicologia social nas empresas foi a captação e a manipulação das pessoas para manter as organizações funcionando produtivamente e aumentando cada vez mais a lucratividade da empresa. Também foi nesta década que se passou a identificar a organização como um sistema aberto, em estreita relação com o meio ambiente. Ficou provado que os sentimentos, as atitudes e os valores do homem afetam, positiva ou negativamente, o processo de produção. Assim, as decisões passaram a ser centralizadas no cumprimento de metas. Este conceito evoluiu bastante, chegando ao seu ápice nos dias de hoje.
PROCESSO DECISÓRIO
Processo decisório é o processo de escolher o caminho mais adequado à empresa, em uma determinada circunstância.
Uma organização precisa ser capaz de otimizar recursos e atividades, assim como criar um modelo competitivo que a permita superar os rivais. Considerando que o mundo é dinâmico e vive em constante mudança, onde as ideias afloram devido às pressões do momento, essa resposta poderia ser simples demais.
Para que um negócio ganhe a vantagem competitiva é necessário que ele alcance um desempenho superior. Para tanto, a organização deve estabelecer uma estratégia adequada, tomando as decisões certas.
Objetivos coerentes e compreensão do negócio
Apenas estabelecer metas de crescimento, de produção, faturamento e de lucro não é suficiente para garantir o sucesso dos empreendimentos: A dinâmica do mercado e as evoluções tecnológica e social constantemente ditam as novas regras de concorrência.
É fundamental compreender bem a área de negócios no qual a organização está inserida, antes de tomar medidas que afetem seu desempenho interno e a sua imagem perante a sociedade. A rentabilidade de uma empresa decorre de dois fatores: a parte que se deve ao setor a qual a empresa se dedica (ou seja, ao negócio propriamente dito) e a que resulta do desempenho superior da organização, que é uma qualidade individual, independente do conjunto do setor.
Uma organização pode ser definida pelo conjunto de atividades que ela executa, com as quais ela cria um produto de valor para os compradores. Portanto, as atividades que ela exerce e a maneira como faz determinam sua vantagem competitiva.
O gerenciamento competitivo não vem da organização como um todo, mas das atividades individuais que as organizações são capazes de desempenhar e da interação entre estas atividades. As atividades possibilitam que a organização atue de duas maneiras genéricas:
a) De modo diferenciado no mercado, podendo cobrar mais caro por isso, ou
b) Com custos reduzidos, podendo vender a preços menores.
Eficiência e eficácia x estratégia
Eficiência Relação entre as saídas (resultados) e entradas (recursos) de um sistema ou processo. Consiste em produzir de forma otimizada e racionalizado, isto é, utilizar os recursos de forma racional evitando desperdício. Maximizar a eficiência significa fazer algo da maneira correta.
Eficácia Relação entre as saídas (resultados) e as metas. Maximiza-la é escolher a coisa certa a ser feita. Em suma, tem de haver uma forte relação entre eficiência e eficácia. Ora, tu podes ser eficiente na produção mas se o bem produzido não for bem aceite no mercado, então não está a ser eficaz. Para tal é preciso traçar fortes políticas e estratégias que permita preconizar os objetivos.
Grandes temas do plano estratégico
Cenário(s) e premissas básicas Propósito Estratégias corporativas Portfólio Objetivos e metas Planos de ação Programa de implantação Ações de controle
Tópicos do plano estratégico
1. Cenário(s) e premissas básicas2. Propósito Visão Missão e abrangência Princípios e valores Posicionamento estratégico 3. Estratégias institucionais Estratégias corporativas Estratégias de diversificação Estratégias de alianças e parcerias Estratégias de expansão
4. Portfólio Á Áreas estratégicas atuais e novas Mapeamento do portfólio Estratégias para rotação do portfólio Estratégias competitivas 5 Objetivos e metas 6. Planos de ação Para mudanças no ambiente Para revisão e adequação do propósito Para capacitação competitiva Para capacitação corporativa 7. Programa de implantação Investimentos estratégicos Orçamento estratégico Cronograma de implantação 8. Ações de Controle
Decisões programadas e não-programadas
As programadas são aquelas que apresentam soluções para problemas rotineiros As não programadas são aquelas que apresentam soluções específicas através de um processo não estruturado para resolver problemas. A resolução desses problemas sempre envolverão riscos e incertezas.
Processo decisório e resolução de problemas
Decisão é a escolha entre alternativas ou possibilidades, efetuada quando o gestor se depara com uma situação-problema, visando à sua solução ou ao aproveitamento de oportunidades, em prol da maior eficiência organizacional. (CASSARO, 1999; MAXIMIANO, 2004)
O processo decisório, por sua vez, é assim conceituado: O processo de tomada de decisão pode ser definido como o conjunto de ações e fatores dinâmicos que têm início com a identificação de um problema desencadeador de uma ação e termina com a escolha específica de uma determinada ação. (MINTZBERG; RAISINGHANI; THÉORÊT, 1976).
O processo decisório é por vezes entendido como o ato de administrar em si (SIMON, 1972). Ao estudar o modo como o gestor lida com o seu ambiente, delineando situações passíveis de serem moldadas e melhoradas por meio de sua interferência, vem ao encontro da melhor compreensão do trabalho gerencial e do desenvolvimento do trabalho do administrador.
Tipos de decisão:
De modo geral, a literatura da área é pacífica em apontar dois tipos principais de decisão, moldados de acordo com as especificidades da situação problema a ser enfrentada. Falamos, então, das decisões, programadas (estruturadas) e das não-programadas (não-estruturadas), assim descritas:
Decisões programadas (estruturadas) → são inerentes aos “problemas que são bem compreendidos, altamente estruturados, rotineiros e repetitivos e que se prestam aos procedimentos e regras sistemáticos. Assim, estas decisões são sempre semelhantes” (MORITZ; PEREIRA, 2006, p. 81). O processo de pagamento de uma fatura a um fornecedor é possivelmente um bom exemplo de decisão programada. Trata-se de uma ação rotineira, na qual as variáveis são usualmente bem conhecidas, havendo muitos precedentes na organização.
Decisões não-programadas (não-estruturadas) → “destinam-se àqueles problemas que não são bem compreendidos, carecem de estruturação, tendem a ser singulares e não se prestam aos procedimentos sistêmicos ou rotineiros” (MORITZ; PEREIRA, 2006, p. 81). Em geral, há um caráter de ineditismo que reveste as decisões não-estruturadas ou, ainda, de rara ocorrência, havendo, assim, uma lacuna de precedentes que possam servir de base para estas decisões.
Em geral, as decisões não-programadas demandam uma maior capacidade de análise e de posicionamento do gestor. Como exemplos, podemos citar as decisões afetas à fusão de empresas, à definição de objetivos estratégicos, à busca por alternativas de financiamento etc.
Categorias de tipos de decisão:
 Em função do nível hierárquico:
Decisões estratégicas: são as decisões tomadas essencialmente pela cúpula organizacional, afetando toda a organização. Geralmente trazem visam à consecução de objetivos definidos em longo prazo. São marcadas, usualmente, pela incerteza, aproximando-se de definições não-programadas;
Decisões táticas (ou administrativas): normalmente tomadas no nível de gestores intermediários na organização, referem-se aos meios que dão o suporte necessário às decisões estratégicas, provendo a ligação necessária entre o estratégico e o operacional;
Decisões operacionais: tomadas, comumente, no nível dos grupos operacionais de trabalho, destinam-se a lidar com problemas de rotina, visando à execução de atividades.
Em função do grau de participação das pessoas no processo:
Decisões individuais: são tomadas pelo gerente, sem a participação efetiva do grupo por ele gerenciado. Podem ser unilaterais, quando a decisão é tomada sem nenhuma consulta (geralmente em face de situações de emergência), ou consultiva, quando há falta de informações ou significativo grau de incerteza (mas a decisão em si é tomada apenas pelo gerente);
Decisões coletivas: são tomadas pelo grupo. Podem ser de duas formas: com e sem a participação do gerente. Neste último caso, a decisão participativa é inerente a grupos ou equipes autogeridas, com relação às quais houve delegação da tomada de decisão.
Em função do resultado almejado:
Decisões satisfatórias: são decisões tomadas sem que todo o contexto seja considerado, aceitando-se “a primeira solução que aparece”. Pode ser motivada por falta de tempo ou de informação, por exemplo. Seria o caso da compra de um produto com base unicamente no preço, sem a ponderação sobre critérios de qualidade (MAXIMIANO, 2000);
Decisões otimizadas: procura-se uma solução média, que atenda um determinado número de critérios. Seria o caso, por exemplo, da decisão pela compra de um produto que demonstre certo equilíbrio entre qualidade e preço (MAXIMIANO, 2000);
Decisões maximizadas: busca-se o melhor resultado possível, com o melhor custo-benefício. É o caso da compra do melhor produto, pelo menor preço (MAXIMIANO, 2000).
Resoluções de problemas:
Etapas do processo decisório:
Vejamos como as principais características dessas etapas:
Análise e identificação da situação → trata-se de uma fase inicial de diagnóstico, aplicado tanto no que concerne às variáveis inseridas nos ambientes interno e externo da organização e que guardam relação com a situação-problema em estudo. Nesta etapa, oportunidades, ameaças, fraquezas e pontos fortes são identificados;
Desenvolvimento de alternativas → a partir do diagnóstico da etapa anterior, parte-se para o esboço de hipóteses acerca das linhas de ação passíveis de serem tomadas. Nem sempre um problema terá alternativas para sua solução. Neste caso, considera-se que está, por si só, resolvido, pelo menos momentaneamente, já que há uma limitação do processo de decisão;
Comparação entre as alternativas → as vantagens e as desvantagens de cada linha de ação são levantadas e, posteriormente, procede-se à comparação entre elas, visando à obtenção de uma visão mais acuradas das consequências quer poderão advir;
Classificação dos riscos de cada alternativa → trata-se de avaliar o grau de risco inerente a cada uma das linhas de ação já levantadas. Há de se ponderar acerca dos riscos sempre tendo como pano de fundo os objetivos a serem atingidos: por vezes grandes objetivos envolvem caminhos de grande risco;
Escolha da melhor alternativa → trata-se da decisão em si, em sentido estrito. De posse de todo o diagnóstico, das vantagens e das desvantagens das alternativas, bem como dos riscos envolvidos, é possível a escolha da linha de ação derradeira a ser tomada;
Execução e avaliação → uma vez feita a opção por determinada alternativa, procede-se à sua execução, mantendo-se, contudo, um monitoramento constante, a fim de se efetuarem eventuais correções de rumo.
Modelos racionais e intuitivos do processo decisório:
Para Maximiano (2000), a depender da quantidade de informação e de opinião envolvida na tomada de decisão, o processo decisório pode tender a ser racional ou intuitivo.
	Modelos do processo decisório
	racional
	intuitivo
	Foco na informação (tida como a priori, perfeita).
	Foco na opinião.
 
	Baseia-se totalmente em informações, e não em sentimentos.
	Baseia-se na opinião, na percepção e na sensibilidade do tomador dedecisão.
	Pressupõe-se a ordenação lógica do processo decisório, seguindo-se todas suas etapas (identificação do problema – diagnóstico – análise de alternativas – decisão)
	Pode haver a formulação de conclusões apressadas, havendo a supressão de etapas no processo decisório (por exemplo, ir diretamente da identificação do problema à
decisão, sem passar pelo diagnóstico)
	Impossível o tomador de decisão adotar um comportamento totalmente racional, haja vista ser impraticável obtenção (e a compreensão) de todas as informações em jogo.
	Quanto maior a disponibilidade de informações de conteúdo técnico, menos apropriado é o comportamento intuitivo.
NOME: JULIANA DE ANDRADE RA:B656700
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 
PROCESSOS DECISÓRIOS
NP2
ASSIS
2017
Tomada de Decisão nas Organizações
A tomada de decisão é um processo responsável pela escolha da melhor solução para um problema ou oportunidade. Dependendo do contexto, o processo decisório é considerado difícil e uma vez feito poderá ocasionar em consequências positivas ou negativas.
A tomada de decisões está relacionada, muitas vezes, com os nossos valores e, também, com parte daquilo que conhecemos ou do que experimentamos. Sempre, o ser humano teve que decidir, ora por questões complexas, ora mais simples. E, conforme o contexto, dar a devida importância ou não para saber qual medida tomar.
Durante muito tempo, o processo decisório tem recebido definições de diversos autores e parte desses conceitos têm obedecido aspectos racionais, políticos, organizacionais, psicológicos e intuitivos. Na Escola Clássica ou Racional (1910 a 1950) esse processo recebeu mais atenção com relação ao seu estudo. Apesar do processo decisório, na Teoria Clássica da Administração, no início do século XX, não ter sido tão expressivo, mais tarde, uma revolução nas comunicações permitiu que a tomada de decisão fosse feita de forma rápida e valorizada.
A partir de vários conhecimentos e experiências, o processo decisório pode ser um facilitador na tomada de decisões. A palavra decisão, vem do latim dis caedere “dis”, parar, interromper, fora e "caedere" cindir, cortar, cujo significado é “deixar fluir” ou "cortar fora". Ao decidir, retiramos algo que está nos atrapalhando e ficamos com o que é importante. Atualmente, com a globalização, as decisões humanas receberam um novo pensamento, um pensar de forma geral, utilizando a informação e a comunicação para facilitar o processo.
Atores do Processo Decisório
Todas as atividades que envolvem o planejamento precisam passar por um processo cuidadoso. Nos ambientes organizacionais existem várias atividades em que o gestor deve tomar as decisões corretas, ao longo do processo. O indivíduo responsável por tomar decisões pode ser um governador, o presidente da organização, um diretor técnico de uma escola, ou grupos, como entidades, conselhos de ministros, comitês, juri, etc. Estes são conhecidos como os atores do processo decisório que irão avaliar e se basear nos valores do sistema que está inserido.
Juntamente com os atores estão todos aqueles que sofrem as consequências das decisões. Tanto para organizações públicas, quanto para privadas existem processos que envolvem o planejamento de projetos que necessitam do processo decisório para evitar possíveis problemas futuros e garantir a eficácia na decisão.
 
Etapas do Processo Decisório
Em Administração, Herbert Simon, um economista americano, foi um dos precursores da Teoria das Decisões. Sua teoria foi  capaz de explicar sobre o comportamento humano dentro das organizações, no livro O Comportamento Administrativo. Ele enfatizou também que, as organizações são sistemas de decisões e de acordo com a Teoria Comportamental, cada funcionário dentro de uma organização participa da tomada de decisões individuais sobre determinado assunto na empresa, sempre considerando os critérios racionais e buscando resultados futuros.
Existem teóricos que se baseiam na tomada de decisão por várias perspectivas, mas conforme os estudos de diversos autores sobre o tema, as organizações seguem os seguintes passos:
Expor o problema;
Fazer um esqueleto do problema e relacionar suas partes, afim de construir um modelo;
Montar o problema de forma técnica;
Fazer uma simulação ou teste do modelo e as possíveis soluções;
Determinar e delimitar uma forma de controle sobre a situação;
Colocar em prática a melhor solução dentro da organização.
Os teóricos Koontz e O`Donnell, entendem a tomada de decisões como parte do planejamento administrativo.  Já Chiavenatodelimita e explica que o processo decisório deve ser o foco do administrador. A cada dia as teorias sobre o processo decisório evoluem e novas perspectivas surgem para descobrir o melhor método para a tomada de decisões.
De acordo com o “pai” da tomada de decisões, Simon define decisão como um processo de análise e escolha das alternativas que uma pessoa poderá definir, sendo parte do processo administrativo a tomada de decisões. Assim, nesse processo existem os seguintes elementos:
» Tomador de decisões – aquele que decide ou escolhe um conjunto de alternativas para a ação.
» Objetivos – que o tomador de decisões quer alcançar;
» Preferências – critérios usados na hora da escolha;
» Estratégia – planos de ação utilizados para atingir determinados objetivos, dependendo dos recursos que possui;
» Situação – compreensão do contexto e do ambiente que irá ser atingido pela sua decisão;
» Resultado – consequência da estratégia utilizada pelo tomador de decisões.
Modelos de Tomada de Decisões
Os modelos organizacionais que envolvem a tomada de decisões são importantes para entender quais suas características principais  e quais poderão se adaptar numa possível resolução de problema. Veja alguns deles:
Modelo Racional de Decisão
Também conhecido como Modelo Decisório Racional da Economia Clássica ou Burocrático é considerado o primeiro modelo de processo decisório e é caracterizado por elevar os objetivos da organização como um todo, levando em consideração as alternativas para atingir esses objetivos. Esse modelo é baseado num raciocínio técnico, em que o tomador de opinião se baseavam na lógica e na objetividade para a resolução de problemas.
É muito criticado por acreditar que o tomador de decisões possui toda a informação necessária para resolver o problema. As etapas desse modelo seriam: Identificar e definir o problema; Identificar as possíveis soluções; Selecionar e aplicar a solução escolhida.
Modelo da Racionalidade Limitada ou de Carnegie
É caracterizado pelo critério de que: não é possível conhecer todas as possibilidades para tomar uma decisão, por falta de recursos, informações e análise das mesmas. Esse modelo defende a tese de Herbert Simon, que a racionalidade é baseada no tomador de decisões e não existe uma racionalidade superior. Segundo o autor, as organizações são um sistema de decisões e cada indivíduo faz parte do processo de tomada de decisões.
Esse modelo entra em contradição com o modelo Decisório Racional da Economia Clássica ou Burocrático que se baseia em uma racionalidade absoluta. Esse modelo utiliza a racionalidade limitada e a heurística (fazer inovações imediatas para atingir metas).
Modelo Incrementalista 
É caracterizado pela praticidade e aliado a realidade que o cerca, esse modelo demonstra que o racionalismo é limitado e que é necessário focar nas informações essenciais para se resolver o problema.
Esse modelo foi criado por Lindblom e Quinn, em 1959, e mostra que não há somente uma decisão correta, mas várias outras que por meio de análises e testes podem se tornar a melhor decisão até alcançar o resultado esperado.
Modelo Desestruturado 
É caracterizado pela tomada de decisões estratégicas desestruturadas que são provenientes de problemas desconhecidos e de difícil resolução. No início da tomada de decisões o problema é desconhecido. Não se conhece alternativas e nem soluções para a resolução. Assim, o processo decisório é umpouco turbulento e sofre alterações quando os gestores enfrentam dificuldades no processo e buscam uma alternativa que se encaixe no contexto. Esse modelo foi proposto por Mintzberg e é aplicado quando o problema está em uma situação de incerteza extrema.
Modelo da Lata de Lixo
Conhecido também como Modelo da Decisão por Omissão é caracterizado pela tomada de decisões, na qual as soluções pensadas não são analisadas criteriosamente. Foi criado por Cohen, March e Olsen e, inicialmente, o problema não é analisado, mas as alternativas são delimitadas.
Esse modelo, segundo os autores, é utilizado em ambientes ambíguos, chamados de “anarquias organizadas”, assim a busca pelas soluções vem antes do problema existir, as pessoas buscam na “lata de lixo” os problemas para serem resolvidos.
Modelo Comportamentalista
Caracterizado pela tomada de decisão mais adequada e baseada no comportamento dos indivíduos dentro das organizações, os gestores devem prever o impacto de suas decisões sobre os indivíduos para evitar conflitos com os mesmos.
Algumas das características do modelo de Carnegie se encontram nesse modelo, como: as informações não são totalmente corretas, são limitadas, algumas alternativas são desconhecidas e o tomador de decisões deve escolher a alternativa mais aceitável. Nesse modelo o indivíduo é visto como homem administrativo, sendo que cada pessoa deve decidir, em todas as áreas da organização e essa decisão irá gerar ações ou comportamentos diferenciados.
Decisões nas Organizações
Com o desenvolvimento das organizações que se tornam a cada dia mais complexas, foram surgindo vários tipos de problemas, dos mais simples aos mais complexos. Muitos gestores decidem adotar a abordagem inicial para a solução de problemas, o pensamento linear, em que cada problema tem uma única solução, que afetará apenas onde está o problema e após implementá-la, sempre será válida.
Porém, com essa evolução, esse pensamento encontra contradições, pois o problema afeta toda a organização, o foco apenas no problema pode ser prejudicial resolvendo-o em partes. Ao acreditar que uma vez implementada a solução para o problema, ela é válida para os outros ignora-se as mudanças que ocorrem nas organizações.
Por esse motivo, teóricos e administradores resolveram definir uma nova abordagem, chamada de pensamento sistêmico, em que o problema é visto de uma forma geral, estando ele relacionado a vários aspectos. Após identificar a melhor solução, o gestor deve observar os efeitos e dar um feedback (resposta), para que o processo de solução de problemas possa ser atualizado.
Níveis de tomada de decisão
Dentro das organizações, a tomada de decisões é feita de acordo com três níveis:
» Estratégico - são as decisões estratégicas capazes de definir os objetivos da organização como um todo e é realizado pela Alta Administração;
» Tático (Administrativas) - são decisões táticas tomadas em um nível intermediário, pelos gerentes. Nelas são desenvolvidas ações para a realização das metas/objetivos estratégicos da organização;
» Operacional - são decisões operacionais abaixo das táticas, geralmente, de supervisão. Ou seja, decisões que irão levar os funcionários a atingir uma forma mais eficaz de realizar as metas propostas no nível tático.
Dentro disso, os administradores, de acordo com o estilo de tomada de decisões exercem essa tomada de decisões em um dos níveis. Os administradores responsáveis pelo processo de tomada de decisão são classificados, geralmente, de:
» Indivíduo avesso a problemas (AP) - preserva o estado atual das coisas, status quo e evita mudanças;
» Indivíduo solucionador de problemas (SP) - é eficaz em solucionar problemas, apesar de não prevê-los, assim pode gerar ilusão numa organização;
» Indivíduo previsor de problemas ( PP) - antecipa os problemas e tenta lidar com eles antes que piorem.
Esses estilos podem ajudar o administrador a conquistar posições elevadas dentro de uma organização, embora possam ser diferentes uns dos outros, cada organização passa por diversos problemas que precisarão de uma solução distinta.
Tipos de decisões
Num processo de decisão racional e comum a todos os administradores, existem diferentes tipos de tomadas de decisões para estabelecer quanta energia deve ser gasta na solução de um problema/oportunidade. Assim, veja os seguintes tipos de decisões gerenciais:
Decisões programadas (estruturadas)
São utilizados para a resolução de problemas rotineiros e repetitivos, das quais é possível seguir procedimentos e regras para resolver. Ex.: processo de pedido de pagamento, retirada de um livro na biblioteca, problemas bancários, etc.
Decisões não-programadas (não estruturadas)
São utilizadas para problemas desconhecidos, únicos e que não seguem procedimentos ou regras para serem resolvidos. Dependem, geralmente, do conhecimento e habilidade dos gerentes em tomar decisões. Ex.: Decidir os resultados econômicos a longo prazo de um país que exporta produtos (quem serão seus investidores, compradores, etc.)
Decisões individuais
São aquelas baseadas no conhecimento do indivíduo, suas experiências passadas e atuais, seus valores e estratégia, em que é envolvido no processo o Modelo do Sistema Aberto para a tomada de decisões. Nesse modelo, se o gestor estiver aberto a procurar novas soluções e informações, mais aberto será o processo de tomada de decisões. Se o gestor tiver a mente seletivamente fechada para determinados assuntos, o processo poderá ser descrito como relativamente fechado. As decisões Individuais classificam-se em:
» Unilaterais - tomadas intuitivamente, geralmente são programadas e são importantes na resolução de situações de conflito ou emergência;
» Consultivas - aqueles que possuem um grau de risco e devem ser estudadas e consultadas.
Decisões coletivas
São aquelas baseadas de acordo com o sistema de valores do grupo, eficiência e eficácia nas decisões, racionalidade, levando em consideração o Modelo do Sistema Aberto, pois dentro de um grupo, os indivíduos pensam de forma diferente. A responsabilidade, diferente das decisões individuais, poderá atingir a todo o grupo. As decisões coletivas classificam-se em:
» Decisões participativas - quanto a tomada de decisões é feita com o gerente e o grupo de funcionários ou quando o grupo toma as decisões sozinho.
Outro tipo de tomada de decisões é definida por Peter Drucker, pai da Administração Moderna. Para ele as decisões podem ser:
Decisões Táticas
Baseadas na intuição por serem mais simples.
Decisões Estratégicas
São mais difíceis de tomar, pois o problema e a solução são desconhecidos, uma vez que é preciso definir estratégias para resolver o problema.
Situação de certeza, risco e incerteza na tomada de decisão
Atualmente, o ser humano é levado a tomar qualquer tipo de decisão, mesmo em situações que envolvam riscos ou incertezas. Não vivemos num mundo perfeito. Dentro das organizações, por não haver o domínio completo de toda a informação pelos gestores, algumas decisões não solucionarão o problema ou não chegarão ao resultado desejado.
Assim, os gestores vivem num misto de risco e incertezas na tomada de decisões em situações estimulantes que o levam a analisar todos os níveis possíveis de alternativas. Para que os riscos sejam minimizados é necessário ter conhecimento do mercado que a organização se insere. No livro Tomada de decisões gerencial: enfoque multicritério, a decisão pode ser tomada nas seguintes condições:
» Condições de certeza - o gestor tem conhecimento de todos os lados do processo decisório, bem como os resultados de sua decisão. Atribui-se uma probabilidade de 100% de certeza da decisão.
» Condições de risco - o gestor não tem conhecimento das etapas do processo decisório e portanto, atribui-se uma probabilidade de 50% a 100% de certeza na decisão.
» Condições de incerteza - o gestor conhece as metas da organização, porém desconhece os resultados futuros da decisão. A probabilidade é desconhecida ou incerta.
» Condições de competição - o gestor conhece as estratégiase os estágios do processo decisório e a decisão é tomada com base nos concorrentes.
As organizações sempre devem estar sendo desafiadas na tomada de decisões para que seus gestores, juntamente com a empresa, possam crescer a nível organizacional , maximizar seu plano de negócios e enfrentar a competitividade e o mundo globalizado.

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