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~
/'
Músculo
oblfquo
abdominal
externo
12-3G
Vfsceras
,y;
{
I'
"/
/
12-3H
CirurgiaDentáriae GastrintestinaldoEqüinoI 227
Músculooblíquo
abdominalexterno
Músculooblíquo
abdominalinterno
12-31 Músculoabdominal
transverso
228I CirurgiaDentáriaeGastrintestina/doEqüino
Fechamento
dapele
Subcutâneo
Po
As hérniasumbilicaispodemsercongênitasouadquiridaseaparecemnos
potros,bezerrose porcos.Muitasdaspequenashérniasumbilicaisparecem
queseresolvemespontaneamente,masashérniasumbilicaislargasouestran-
guladasexigemcorreçãocirúrgica.VariadQSmétodossãodescritosnalitera-
tura paratratamentodahérniaumbilical:contra-irritação,grampeamento,
suturasdetransfixação,e mesmo'alfinetesdesegurançacomfaixasdebor-
rachadisponíveiscomercialmente.A maispopulardestastécnicaséatécni-
ca do grampo(pinçaumbilical)deborrachaou demetal(aspinçasencon-
tram-seilustradasnadiscussãodosinstrumentosaplicadosnapráticaanimal.
degrandeporteno Capítulo3). Estemétodopoderáresultareminfecção,
perdadegrampos,ou necroseprematurado sacoherniário.A últimacom-
plicaçãopoderáprovocarumferimentoaberto,epossivelmente,evisceração
ou formaçãode f(stula.Estesmétodossãoobviamenteinadequadospara
hérniaestranguladaocasional.
Idealmente,a cirurgiadeveserefetuadaapóssetenhacertezaqueuma
aparenteresoluçãoexternanão irá ocorrerantesqueo animalsejamuito
grande(umahérniatrpicaestárepresentadana Figura 12-4A).Deforma
geral,o sacoherniárioé alinhadocomo peritÔl1io,e contémumpoucode
intestinooudeomento.A técnicaquedescrevemoséaplicávelnosbezerros,
porcose tambémnospotros.Naturalmentequenosanimaisdomésticosde
grandeportedevaserconsideradoo fatoreconômicoantesdetentara ci-
rurgia.Outrofatorqueo cirurgiãosempredeveconsideraréa possívelhere-
ditariedadedashérnias.
Se o pacientepossuigrandesdefeitosnaparedecorpóreaouhérniainci-
sionalprovenientedeumacirurgiaabdominalprévia,poderáserumcandi-
datatoà inserçãodeumaprõtesedemalha.A aplicaçãodestatécnicaestá
alémdoalcancedestelivro. .
Anestesiae PreparaçãoCirúrgica
E preferívelaanestesiadeinalação.Ospotrospequenospodemserinduzi-
doscomhalotanoadministradopormáscara.A anestesianosanimaisaté2
anosde idadeé induzidaintravenosamentee mantidacomumanestésico
deinalação.O animalé posicionadoemdecúbitodorsalepreparadoparaa
cirurgiaassépticadeformarotineira.
TécnicaCirúrgica
Umaincisãodapeleelíptica,queé afiladaemambasasextremidades,é
feitaao redordo sacoherniário(Figura12-48).Usandoestaformaevita-se
o enrugarou a "dobraemfolhadelivro"naextremidadedoferimentodu->
ranteo fechamentodapele.O formatodaincisãodevesertalquepelesufi-
cientepermaneçanasbordasdo ferimentoparapermitirumaaposiçãosem
tensãoindevida.Aplicandodissecçãooutesouradepontaromba,ocirurgião
dissecao tecidosubcutâneoparabaixoatéo sacoherniárioeo anel(Figura
CirurgiaDelltáriae Gastrillte~.tillaldoEqüilloI 229
12-4C).A porçãodapelesobreo sacoherniárioédescoladaeospontossan-
grantessão ligadose cauterizadosconformeos mesmosvenhamsendoen-
contrados.Fazendo-semaisdissecçãofinaao redordabasedósacoherniá-
rio delineia-seo anelherniário;estadissecçãodeveseestenderaoredordo
anele paraforaporvoltade 1cm (Figura12-40).Noscasosemqueo in-
testinofoi encarceradono sacoherniário,geralmenteseránecessárioen-
trarnosacocuidadosamenteparareporo pedaçodeintestinono interiorda
cavidadeabdominal.Quandoseabreo sacoherniário,deve-setomarcuida-
do paranãocortaratravessandoqualqueralçaintestinaladerente,porquea
contaminaçãogravedo sítio cirúrgicoirá ocorrer.Seo cirurgiãonãopuder
cortarno interiordo sacoherniáriosemcortaro intestino,oabdomepreci-
saserabertocuidadosamenteao longoda linhaalba,numadireçãocaudal
oucranialemrelaçãoaoanel.
Quandoo sacoherniárioe o anelforamliberadosdafáscia,o sacoé in-
vertidono interiordo abdomee o anelherniárioé fechadocomumpadrão
desuturahorizontaldecolchoeiromodificada,ou técnicadesobreposição
deMayo.EstepadrãodesuturaapresentaessencialmenteumformatoemU.
O dedoindicadore o dedomédiodamãoesquerdasãoinseridosno interior
do anelherniário;istopressionao sacodahérniacontraa paredeabdomi-
nal.Usandoo dedoindicadorcomoguia,aagulhaeasuturasãointroduzi-
dasporvoltade 1,5cmaté2cmdabordadoanel(Figura12-4E),O ponto
desaídadaagulhatemporvoltademetadedaespessuradoanelherniário.
Paraa próximaporçãodesutura,o dedoindicadore o dedomédiodamão
esquerdasãotransferidosparao outroladodo anelherniário.A agulhaé
introduzidano interiordo anelpor voltade 1cm da bordadoanele dire-
tamenteparalelaàs bordasparasairpor voltade 1cm além,ao longoda
bordado anel.A escorafina!dasuturaéparalelaàprimeiraeentranoanel
nametadedasuaespessurasaindodistantede1,5até2cmdaborda(Figu-
ra 12-4F).As suturashorizontaisdecolchoeiromodificadassãoposiciona-
dasno anelherniárioconformeelasvãosendoexigidas(sãonormalmente
de 2 até4 suturas),As extremidadesdecadasuturadevemserpresaspor
hemostatos(Figura12-4G),e o sacoé maisumavezinvertidono interior
doabdome.Umatraçãoconstantesobretodasasextremidadesdasuturafe-
cha o anelherniário(Figura12-4H),O resultadoé umasobreposiçãodas
duasbordasdoanel(Figura12-41),Enquantoestatraçãoémantida,ocirur-
giãoamarraassuturasindividualmente:aI'entãoa bordadesobreposiçãodo
anelherniárioé suturadaatéaparededocorpo,usandoo modelodesutura
interrompidasimples(Figura12-4J),
O materialdesuturaparaaherniorrafiaéumaquestãodeescolha.Prefe-
rimosumasuturaabsorvívelsintética,talcomoo ácidopoliglicólicooupo-
Iyglactin910(OexonouVicryl), OexonouVicryl nO2sãonormalmentesa-
tisfatóriosparaa maioriadospotrosdediferentestamanhos.Antesda in-
troduçãodestestiposde materialde sutura,nósfizemosusodecategute
cromado(duplo)n92 ou nQ3 emmuitasdashérniasumbilicaiscomresul-
tadossatisfatórios.Sea hérniaestiversendooperadapelasegundaoutercei-
ravez,recomendamoso usodesuturasinabsorvíveissintéticasetrançadas
sobcondiçõesassépticas.
Apóssuturaro retalho,o fechamentoconsistedesuturasubcutâneacon-
tl'nuasimplesaplicandomaterialabsorvívelsintético2-0 ou O (Figura
12-4K).O fechamentodapeleéefetuadocommaterialinabsorvíveldapre-
ferênciadocirurgião(Figura12-4L).
230/ CirurgiaDentáriae Gastrintestinaldo Eqüino
12-4A
12-4B
Anel herniário
Sacoherniário
12-4C
12-4D
Fig. 12-4. Herniorrafia umbilical no potro.
CirurgiaDentáriae Gastrintestinaldo Eqüino / 231
Técnicade
sobreposiçãode
Mayoconcluída
12-4F
12-4E
12-4G
!
'/
12-41
12-4H
232I CirurgiaDentáriae Gastrintestinaldo Eqüino
12-41
12-4K
CondutaPós-Operatória
12-4L
Deixa-separaa discriçãodocirurgiãoa decisãoa respeitodousodeanti-
blóticos.Sea cirurg,'aforexecutadasobcondiçõesassépticas,normalmente
nãoserequerantibióticos.Nósrecomendamosantibióticosquandoseesti-
ver fazendouso de algumasuturainabsorvívelsintéticatrançada.O exer-
c(ciopós-operatóriopareceminimizaro edemapresentenosítiocirúrgico.
Usualmenteumaplacadeedemaaparecenosegundoouterceirodiaapósa
operaçãoe persistedurante2a3 semanas.Assuturassãoremovidas10a 14
diasapósa operação.Algunscirurgiõespreferemfundasoubarrigueiraspa-
ra auxiliara reduçãodo edema,masnósnãoasutilizamosparaashérnias
umbilicaisderotina.
Comentários
A operaçaoquedescrevemostambémé adequadaparao reparodahérnia
umbilicaldosbezerrose dosporcos.As hérniasnestasespéciespoderãoser
consideravelmentemaiorese podem-secomplicarpelaformaçãodeabsces-
sos.Emtaiscasossãoindicadosantibióticosanteseapósaoperação.Tam-
bémé sensatoresolvero abscessoantesdesetentaro reparo,especialmente
seo abscessofor grande.Na presençadeabscesso,o usodematerialinab-
sorvívelsintéticotrançadodeveserevitado.
Parao reparodahérniaumbilicalnosporcosmachos,a incisãodeveevi-
taro divertículoprepuciale o prepúcio.
Cirurgia Dentáriae Gastrintestinaldo Eqüino I 233
13
CIRURGIA
GASTRINTESTINAL
DOBOVINO
A laparotomiaécomumenteexecutadaparaobjetivosexploratóriosquan-
idoo diagnósticoclínicoaindaé incerto,ouparafinalidadeespedfica,quan-
do odiagnósticoclínicojáfoi feito.A laparotomiadoflancoexecutadacomo animalempée sobanestesialocaléatécnicahabitualmentepraticada.A
laparotomiado flancoatravésdafossaparalombaresquerdaénormalmente
utilizadacomolaparotomiaexploradorasesuspeitarmosqueQproblemaes-
tá no ladoesquerdosendoespecificamenteindicadaparaa abomasopexia
do ladoesquerdo,a rumenotomia,e a cesariana.A abordagemparalombar
direitaé empregadaparaa laparotomiaexploradoraseacreditarmosqueo
problemaencontra-seno ladodireito,sendoespecificamenteindicadapara
asalteraçõescirúrgicasdo abomaso(incluindoa omentopexiaouaaboma-
sopexia),do intestinodelgado,ceco,e do cólon.A abordagemdo flanco
peloladodireitotambémpodeserusadaparaa cesarianaquandoa disten-
sãodo rúmenou o posicionamentodo ladodireitodosfetosfazcomqueo
cirurgiãoconsidereo ladodireitoumaabordagemsuperiorao ladoesquer-
do. Emboraa laparotomiado flancosejageralmenteexecutadacomo ani-
mal em pé, a anestesiageralpoderáser indicadaquandoa cirurgiafor
efetuadaatravésdo flancodireitoparaumpequenoproblemaintestinalou
colônico,já quea dor e o choqueassociadocomacirurgiapodemcausaro
tombamentoduranteo procedimento.
A laparotomiaparamedianaventralé umatécnicaalternativaqueneces-
sitaqueo animalsejaimobilizadoe/ousedado,emdecúbitodorsal.Asduas
indicaçõesprincipaisdestatécnicasãoaabomasopexiaventraleacesariana,
onde elaoferecevantagensno partodefetosenfisematososdetamanho
desproporcional,ou nospartoscomplicadosincluindolaceraçõesuterinas.
Outravantagemda laparotomiaparamedianaventralé queelavisivelmente
acarretamenoscicatrizespós-operatóriasnosnovilhosdecurral.A incisão
paramedianaé paralelaã linhamediana,entrea linhamedianaeaveiaabdo-
minalsubcutânea.A incisãoparaaabomasopexiasubcutâneaestende-sedo
umbigona direçãocranialatéo processoxifóide(detalhesdesteprocedi-
CirurgiaGastrintestinaldoBovino/ 235
mentoencontram-seilustradosposteriormentenestecap(tulo).A incisão
paraa cesarianaparamedianaestende-seprovenientedo umbigonadireção
caudalindoatéo úbere,estandoilustradanoCap(tulo14.
Umaterceiraabordagemdeusomenospopular,é a incisãoobl(quaven-
trolateral,quepodeserefetuadano ladoesquerdooudireitosendotambém
apontadaparaa cesariana.Tal comonaabordagemparamediana,osdebris
fetaise uterinospoderãosereficientementeretiradoscomumamenorcon-
taminaçãopotencialdoperitOniodo queseriapossívelcomumaabordagem
do flanco.A incisãoobl(quaventrolateraléconsideradafavorávelparaa in-
cisãoparamediananasvacasleiteirasdealtaproduçãoquepossuemlargas
veiasabdominaissubcutânease um potencialparahemorragiagrave.1Esta
técnicapodeserconvenientementeefetuadacomavacaemdecúbitolateral.
Referências
1. Noorsdy,J. L: Selectionofanincisionsiteforcesareansectioninthecow.VM/SAC,
75:530,1979.
236I CirurgiaGastrintestinaldo Bovino
A seguirtemosasindicaçõesparaalaparotomiadoflancoesquerdo:ala-
parotomiaexploradora,particularmenteseumproblemasens(velaotrata-
mentodo ladoesquerdofor suspeito;a rumenotomia;aabomasopexiado
flancoesquerdo;eacesarianaquandoo fetoviáveléapenasmoderadamen-
tedesproporcionalsendoavacacapazdeaturaracirurgiaempé.A laparoto-
miado flancodireitoé indicadanasseguintescircunstâncias:laparotomia
exploradoraquandoumproblemasens(velaotratamentodoladodireito
forsuspeito,aabomasopexiadoflancodireitoeaomentopexia;acorreção
cirúrgicadointestinodelgado;asalteraçõescecaisecolônicas;eacesariana,
devidoaumadistensãodorúmenouaoposicionamentotetal;ouquandoa
remoçãodobezerroporabordagemdoflancoesquerdoformuitodif(cil,ou
quandotemospresenteumahidropsiadoâmniooudoalant6ide.
A laparotomiado flancoesquerdotemumavantagem,jáqueaeviscera-
çãoabdominalégeralmenteprevenidapelovolumeeposiçãodorúmen.
AnestesiaePreparaçãoCirúrgica
Tipicamente,esteprocedimentocirúrgicoé realizadocomo animalem
pée a anestesiasugeridaéumbloqueioemcunha,emL invertido,oupara-
vertebral(refira-seaoCap(tulo2 paraestastécnicas).Paraacirurgiadotra-
to intestinaldelgadoougrosso,adore o choqueassociadotantocoma pr6-
priacondiçãocomoa manipulaçãocirúrgicapoderãocausaro tombamento
do animaldurantea cirurgia,ocasionandoevidentecomprometimentoda
técnicaasséptica.Em taispacientes,o anestésicogeralouanestésicoepidu-
ralaltopoderãoserutilizados.
A regiãocirúrgicaétosadae preparadaparaacirurgiaassépticademanei-
rarotineira.Habitualmentenãosecobreoanimalcomcamposporqueficadi-
fícil mantera posiçãodo camponoanimalempé.Qualquertroncodabaía
queestejaadjacenteaocampooperatóriodesercobertocomcampos.
TécnicaCirúrgica
O localdaincisãoparaa laparotomiado flancoesquerdoestáilustradana
Figura13-2A.A incisãoverticalé feitanomeiodafossaparalombaresten-
dendo-se3a 5 cmventralmenteao processotransversodavértebralombar
porumadistânciade20 até25 cm.Paraa rumenotomiadasvacasgrandes,
poderáserproveitosofazerumaincisãocranialatéo pontocentral.Paraa
cesariana,a incisãopoderácomeçar10cm nadireçãoventralaoprocesso
transversoampliando-se30a40cm.
Paracortara pele,umapressãorazoáveldeveráserexercidasobreo
bisturiparaassegurarumapenetraçãocompleta.Estaincisãoserácontinua-
danadireçãoventraldemodoquea pelesejaabertaemumúnicomovimen-
CirurgiaGastrilltestilla/doBoL'ÍlloI 237
to suave.A separaçãodapelee dotecidosubcutâneoapresentaasfibrasdo
músculooblíquoabdominalexterno(Figura13-28).Estacamadaé incisa
verticalmentepararevelaro músculooblíquoabdominalinterno(Figura
13-2C).Umaincisãosimilaratravésdo músculomostraa aponeurosedo
músculoabdominaltransverso(Figura13-20).O músculoé entãopresopor
umapinçae chanfradocomumbisturinapartedorsaldaincisão,evitando-
secortaro rúmen.A incisãoatravésdomúsculoabdominaltransversoedo
peritôniopoderáseralargadacomtesouraou bisturiparapenetrarnacavi-
dadeperitoneal(Figura13-2E).
Um complexoexamesistemáticodo abdomedeveserconduzidoantes
quea manipulaçãocirúrgicaespecíficasejaefetuadasobreavíscera.A não
serqueumdeslocamentoparao ladoesquerdodoabomasoestejapresente,
o rúmenencontrar-se-ávisívelapósaconclusãodaincisãodalaparotomiado
flancoesquerdo,e a cor daserosapoderáserdenotada(Figura13-2F).O
rúmené palpadoparadeterminara naturezadoseuconteúdo.O rimesquer-
do estásuspensoe tambémpoderáserpalpadodiretamentenaincisãoseo
rúmenestivervazio.Seo rúmenestivercheio,o rimé localizadopassando-se
a mãoao redore inferiormenteaosacodorsaldo rúmen.Avançandoamão
no ladoesquerdodo rúmen,o baço,o retículoea regiãodiafragmáticapo-
demserpalpadose a presençade aderênciasou abscessosnestaáreasão
averiguados.Movendo-seatrásdo rúmene sobreo ladodireito,asvísceras
no interiorda bursaomentalsãopalpadas.Maisparaa frenteno ladodirei-
to, ficapossívelpalparo lobocaudadodotrgadoeavesículabiliar.A região
pélvica,queincluio útero(navaca)e a bexiga,deveserpalpada.Questio-
na-seseapalpaçãodosováriosedasfímbriasdotubouterinoéadequadanas
vacas,especialmentesetemosperitonitepresenteno abdome.E possível
quea infecçãolocale asaderênciasconsigamgerarproblemascoma repro-
dução.Apósestaexploração,qualquerprocedimentoespecíficoquesejain-
dicado- talcomoa rumenotomiaouaabomasopexia- éefetuado.
A exploraçãoabdominalpoderásersimilarmenteexecutadaatravésdain-
cisãono flancodireito;seasvíscerasestiveremnaposiçãonormal,o duode-
no poderáserencontradocorrendohorizontalmenteatravésdapartedorsal
da incisãocomo mesoduodenodorsale o omentomaiorventral.O piloro
e o abomasopodemserpalpadosventralmente.O omentomaiorpoderáser
puxadonadireçãocranialparapermitirumexamedo jejuno,íleo,cocoe
cólon.Os rinsea regiãopélvicatambémpodemserpalpadosnestaetapa.O
rúmenpodeserpalpado,maso examedo retículoedodiafragma,comoé
feito na laparotomiado flancoesquerdo,nãoé possível.O omaso,o lobo
caudadodo trgado,a vesículabiliare o diafragmapodemserpalpadosna
direçãocranialpeloladodireito.As peculiaridadesanatõmicascomo deslo-
camentodo abomasoencontram-sediscutidasnosprocedimentosdeabo-
masopexiaeomentopexia.
Normalmente,a incisãode laparotomiado flancoé fechadaemtrêsca-
.madas.O peritônioe o músculoabdominaltransversosãofechadosconjun-
tamentecommodelosdesuturacontínuasimplesusandocategutecromado
nq 2ou nq3. (Figura13-2G)..Posicionandoestacamadadesuturanadireçãoventralatéadorsal,é degrandeauxíliomanterasv(scerasno interiordain-
cisão,particularmenteno ladodireito.Osmúsculosabdominaisexternoe in-
ternoe a fásciasubcutâneapodemserfechadoscomumasegundacamada
238/ CirurgiaGastruintestinaldo Bovino
~,',
\ \ /1 \
j
Músculo
oblfquo
abdominal
externo
'I
Músculo
oblíquo
abdominal
interno
13-2A
Músculo abdominal
transverso
Músculo
abdominal
interno
l3-2D
l3-2E
Fig. 13-2. Laparotomia do flanco e exploração abdominal.
CirurgiaGastrintestinaldoBovinoI 239
contínuasimples,aplicando-secateguten~3(Figura13-2H).Estalinhadesu-
turaéancoradanomúsculotransversoprofundoemdiversosintervalospara
obliteraro "espaçomorto".E desejávelconseguircortesiguaisemambosos
ladoscomo fechamentodosmúsculos,deformaquevenhamaseunirsem
defeitosouenrugamento.Seascamadasdomúsculooblíquoabdominalin-
ternoouexternoforemsubstanciaisnasvacasgrandes,o fechamentoéfeito
emcamadasseparadas.Habitualmente,ofechamentodapeleérealizadocom
o padrãodesuturacontínuaancorada,aplicando-secaprolactampolimeri-
zado(Vetafil)(Figura13-2H).Assuturasdapelesãoancoradaseminterva-
losquandorelacionadasaotecidosubjacente,paraobliterarespaçomorto.
Naescolhadocirurgiãoduasoutrêssuturasinterrompidassimplespoderão
serposicionadasnoaspectoventraldaincisão(Figura13-2H);estamedida
permiteumadrenagemfácilsehouverinfecçãosobreaincisão(taleventoé
umapossibilidadeparacondiçõescomprometidasquandoesteprocedimen-
tocirúrgiconecessitaráserefetuado).Seaincisãodapeleforevidentemen-
tecontaminada,comonopartodeumfetoenfisematoso,umpadrãodesu-
turainterrompidasimplespoderásermaisapropriado.
CondutaPós-Operatória
Sãoadministradosantibióticosseforemindicados,dependendodopro-
cedimentoefetuado.A terapêuticade suportetambémé estabelecidade
acordocoma condiçãodoanimal.As suturaspoderãoserretiradas10a 14
diasapósacirurgia.
240I CirurgiaGastrintestinaldoBovino
~
-----------
=
Rúmen
Peritôni o
e mt1sculo
abdominal
transverso
13-2F
Camadasmusculares
dos músculos
oblfquo abdominal,
externo e interno
13-2H
13.2G
CirurgiaGastrintestinaldoBovinoI 241
A rumenotomiaé indicadaparaa remoçãodecorposestranhosmetálicos
cujapresençaacarretareticulitetraumáticaoureticuloperitonitetraumática,
materiaiscomofiosde fardoou sacosplásticosqueobstruemo orifíciodo
retículodo omaso,e corposestranhosabrigadosnoesôfagodistalousobre
a basedocoração.
A rumenotomiatambémé indicadaparaaevacuaçãodoconteúdodorú-
menemcasosselecionadosdesobrecargado rúmen.Geralmentea rumeno-
tomiaficalimitadaàquelescasosondeo agentecausadorestáprimariamente
no rúmen.A forragemfina facilmentepassaparao interiorda regiãodo
omasoe doabomaso,masummaterialfibrosomaisgrosseiropermaneceno
rúmenpor períodosmaiores.Outrasindicaçõesparaa rumenotomiainclu-
ema impacçãodo rúmenea impacçãoeatoniadoomasooudoabomaso.
AnestesiaePreparaçãoCirúrgica
A alimentaçãoea águadevemsersuspensasdo pacienteantesdacirurgia.
A regiãodo flancoesquerdoé preparadaparaa cirurgiaassépticademodo
rotineiro,e a anestesialocalé instituídapelobloqueioemlinha,peloblo-
queioemL invertidoouo bloqueioparavertebral.
InstrumentalAdicional
Seo rúmennãofor suturadoatéapelecomoestádescritoaqui,umaseta
pararumenotomiaouumanelparafixaçãoserãonecessários.
TécnicaCirúrgica
A rumenotomiaé realizadaatravésdeumaincisãoparalombaresquerda
(geralmenteumaincisãode20cmé suficiente)como animalempé.A téc-
nicaparaa laparotomiado flancoesquerdofoi descritaanteriormente.Nas
vacasgrandes,asincisõesno flancoparaasrumenotomiasalgumasvezessão
feitasnadireçãocaudaleparalelaemrelaçãoàúltimavértebraparaposicio-
nara incisãomaispróximaaoretículo.Entretanto,éessencialdeixartecido
caudalsuficienteatéa últimavértebraparasuturG.
Acompanhandoa aberturae a exploraçãosistemáticada cavidadepe-
ritoneal(nenhumatentativaé feitapararomperasfirmesaderênciasnare-
giãodo retículo)é necessárioancoraro rúmenatéa incisão,demodoquea
contaminaçãodamusculaturaabdominale doperitôniosejaevitadadurante
o procedimentodarumenotomia.A técnicaparasuturaro rúmenatéape-
le antesda rumenotomiaestáilustradanasFiguras13-3Aa 13-30. Um
padrãode suturacontínua invertidaé usadode modo que o rúmené
puxadosobrea bordadaincisãodapele(Figuras13-3A,13-38).Duassutu-
rasinvertidaslargassãocolocadasnoaspectoventralda incisãoprojetando
bemo rúmensobrea bordadapele;istoimpedeacontaminaçãonaregião
ventral(Figura13-3C).Técnicasalternativasparao isolamentodorúmene
242/ CirurgiaGastrintestinaldoBovino
Pele
--------
13-3A
Musculatura
abdominal
13-3C
-~
Musculatura
abdominal ~
Pele
Musculatura
abdominal
Pele
Fig.13-3.Rumenotomia.
CirurgiaGastril/testil/aldoBoril/o / 243
a prevençãodacontaminaçãocompreendemo usodesuturasparaapoio,
umcampodeborrachapararumenotomia,umanelparafixação(Wein-
gart),2ouumkitpararumenotomia.Estasalternativassãomaisrápidasque
asuturadorúmen,massãodeslocadasmaisfacilmente;acontaminaçãore-
sultantepoderáserdesastrosa.
O rúmené incisoporumbisturi(Figura13-30),eo cirurgião,vestindo
longasluvasde borracha,o evacuae explora(Figura13-3E).O interior
do rúmene o retículosãoexplorados,e se umcorpoestranhoestiver
presente,omesmoéretirado.Apósestaexploração,o retículopodeservar-
ridoporumímãparaaderirosfragmentosmetálicosadicionais.O ímãéco-
locado(ourecolocado)sobreo retículo,e o conteúdofrescodesteúltimo
(sedisponível)écolocadonorúmen.Produtosdealcalinizaçãopodem.serin-
seridosnesteestágionocasodesobrecargadorúmen,eóleomineraltambém
poderáserinstiladoquandoindicado.Quandoistojáfoiexecutado,asluvas
contaminadasdocirurgiãosãodescartadas.
A incisãodo rúmené fechadaporumalinhadesuturascontínuasin-
vertidasdecategutecromadon~2ounq3(Figura13-3F).Umaúnicacamada
é normalmenteadequada,2masumalinhaduplapoderásernecessáriapara
umgranderúmendistendido.Entãoo localcirúrgicoéirrigadocomlíquido
poli-iônicocomousemsoluçãodeiodo-povidonadiluída,antesdaremoção
dasuturadefixaçãodorúmenoudoaparato.Ofechamentodaincisãode
laparotomiafoi relatadoanteriormente.
CondutaPós-Operatória
A medicaçãopós-operatóriavariaráconformea razãopelaquala rume-
notomiafoi reàlizada.Emboraasobrecargado rúmenfreqüentementeexija
terapiade líquido intensiva,a reticulitetraumáticarequerpoucocuidado
intensivo.Antibióticossãoindicadosapósa remoçãodoscorposestranhos
do retículo.Fluidosoraispodemseradministradoslogoapósa rumenoto-
mia,e laxativososmóticosbrandos,comoo hidróxidodemagnésio,muitas
vezesauxiliamnapromoçãodamotilidadeintesti{1al.
Refen!ncias
1. Baker,J.S.: Abomasalimpactionandrelatedobstructionsof theforestomachsincat-
tle.J. Am.VetoMed.Assoe.,175:1250,1979.
2. Hofmeyer,C.F.B.:The digestivesystem.In Textbookof LãrgeAnimalSurgery.
EditedbyF. W.OehmeandJ.E.Prier.Baltimore,Williams&Wilkins,1974.
.z.wI Cirurx;aGaS(rilltestilla/do BoL'illo
Exploração do rúmen
e do reUculo
---J " 13-3E
Fechamentode
inversãodo
rúmen
13-3F
CirurgiaGastrintestinaldoBovinoI 245
As técnicasdefistulizaçãodo rúmenforamdesenvolvidasparaobjetivos
experimentais,assimcomoparaaliviara distensãocrônicacausadapeloacú-
mulodegasesde fermentação.Os métodosexperimentaisforamdesenvol-
vidosusando-sediversostiposdecânulasparacriarumaaberturapermanen-
te, enquantoquea técnicaterapêuticaprovidenciaalíviosintomáticotem-
porário.A distensãocrônicado rúmenorigina-sedafunçãoanormaldosu-
primentodo nervoparassimpáticoatéacárdiadoestômagoe o sacodorsal
do rúmen.Estasituaçãopoderáresultarda reticuloperitoniteou dapneu-
monia-pleuritefibrinosaenvolvendoo nervovago.A distensãodo rúmen
tambémpodesersecundáriaà adenomegaliaouabscessohepático;também
é ocasionalmenteobservadanasvacasqueestãoamamentandoeacredita-se
que estejaassociadacomo metabolismoalteradodo rúmen.A técnicade
rumenostomiaque relatamosaqui foi usadacomodispositivoterapêutico
nosanimaiscomdistensãocrônicadorúmen.
Anestesiae PreparaçãoCirúrgica
Esteprocedimentocirúrgicoéefetuadocomoanimalempé.Setivermos
a presençade timpanismodo rúmen,eleé aliviadopelasondaestomacal;
estamedidafacilitarámaistardea exteriorizaçãodo rúmen.A fossapara-
lombaresquerdaé preparadacirurgicamentedamaneirahabitual.Umaárea
circularimediatamenteventralao processotransversodavértebralombar
e comaproximadamente10cmdediâmetroé infiltradacomanestésicolo-
cal.
TécnicaCirúrgica
Umpedaçocirculardepeledeaproximadamente4 cmdediâmetroé re-
tiradoparaexpora musculaturaabdominalsubjacente(Figura13-4A).Os
músculosabdominaise o peritôniosãodissecadosrombamenteparaexibir
o rúmen.Talveztorne-senecessárioretirarumpoucodo músculooblíquo
abdominalexternoseesteforespessoe limitaraexposiçãodorúmen.A pa-
rededorúmenéagarradaporfórcepseumaporçãodamesmaéarrastadapa-
rao exterior.Destaforma,um "cone"do rúmené trazidoatéasuperfrcie
da peleondefica fixadocomquatrosuturashorizontaisdecolcheirode
caprolactampolimerizado(vetafil)(Figura13-48);estassuturasdecolcheiro
atravessamo rúmene a pele.A porçãocentraldo rúmenexpostoé retirada
(Figura13-48)e a bordaincisionadado rúmené suturadaatéa pelecom
suturasinterrrompidassimplesdematerialinabsorvível(Figuras13-4C,13-
40). A fístulado rúmenqueseoriginadesteprocedimentonãopoderáser
maislargado que2 ou 3 cmdediâmetro.Ascamadasmuscularesefetuam
umafunçãotipoválvula,auxiliandonocontroledovazamentodoconteúdo
do rúmenenquantopermitema liberaçãodegásacumulado.
2-16/ CirurRillGlI.I[rill[Cs[illllldo Boril/(}
13-4B
A - Locaisde excisãona
parededorúmen
B-Suturasancoradas
Suturahorizontal
decolchoeiro
13-4C
13-4D
Fig.13-4.Rumenostomia.
CondutaPós-Operatória
Quandoa cirurgiaé realizadaapropriadamente,nãoéprecisoadministrar
antibióticose cuidadosposterioresnãosãousualmenteindicados.Muitos
dosanimaiscomdistensãescrônicasdevidoaoacúmulodegasesdafermen-
taçãonuncarecuperama eructaçãonormal;assimsendo,a fístuladeveser
permanente.Sea fístulafor feitanasdimensõesindicadas,eladeveperma-
necerpatenteporum períododetemposuficiente.UmaHstulamenorfe-
charámaiscedo.
CimrRiaGastrill1C'stillllldoBorillo /247
A omentopexiapeloflancodireitopoderáserempregadanotratamento
do deslocamentoparao ladoesquerdodo abomaso(OEA) e paraadilata-
çãodo ladodireitodo abomasocomou semtorção(DOAouTOA). Esta
técnicaé umaentretrêsdescritasnestetextoparaa fixaçãodo abomaso
apósa correçãodo deslocamento.Elaenvolvea suturada camadasuperfi-
cialdo omentomaiorna regiãodopiloroatéa paredeabdominalno flanco
direito.
Nasmãosdeumcirurgiãoexperiente,aomentopexiapeloflancodireito
parao tratamentodo OEA temgrandeprobabilidadede sucesso.'Também
foi utilizadacomêxitono tratamentodaTOA.3 A manutençãodefixação
de longaduraçãodo abomaso,nãoobstante,podeserquestionada,particu-
larmentecomoscirurgiõesinexperientes.Otecidoadiposoéfraco,eotrauma
davacaao serderrubadapoderásersuficientepararasgarouestirara inser-
çãodo omento.O deslocamentoparaadireitadoabomasotambémpoderá
ocorrerseo abomasorodar(torcer)aoredordaaderénciadoomentointac-
ta.' Nósacreditamosqueestastécnicasdeabomasopexiasãomaisconfiá-
veise previsíveisno suprimentodeumafixaçãode longaduraçãodoabo-
maso.Alémdisso,umOEA nãopodeservisualizadoantesdacorreçãocom
estatécnica,o quepodecriarproblemasseexistiremaderências.
AnestesiaePreparaçaãCirúrgica
O procedimentocirúrgicoéefetuadocomo animalempé.A regiãodirei-
ta paralombaré tosadae preparadacirurgicamente.Poderáserutilizadaa
anestesialocalutilizandoo bloqueioparavertebral,emL invertidoou linear.
TécnicaCirúrgica
O abdomeé penetradoatravésdeumaincisãoverticalde20cmnafossa
paralombarcomeçando4 a 5 cm ventralmenteaoprocessotransversoda
vértebralombar(Figura13-5A).Quandoacavidadeperitonealfor penetra-
danocasodeum OEA. o duodenoserápuxadonadireçãoventralaoinvés
deestarnasuaposiçãohorizontalnormal.Vestindoluvasestéreis,o cirur-
giãopalpao ladoesquerdodo abomasodeflectindoo omentomaiornadi-
reçãocranial;a seguiro cirurgiãopassao seubraçoesquerdonumadireção
caudalemrelaçãoaoabomasoeao rúmenparapalparo abomasodistendi-
docomgásnoladoesquerdodorúmen.lstoconfirmaodiagnósticodaOEA.
O abomasopoderáseresvaziadousando-seagulhasdeespessura 12ou
13como auxíliodeumdrenoestéril.Carrega-seaagulhanumadireçãocau-
dalemrelaçãoao rúmenatéapartemaisdorsaldoabomasodeslocadosen-
do inseridaobliquamenteatravésdaparededo abomaso.Aplica-sepressão
firmementecomo antebraçoe amâ'oparaliberaro gás.A agulhaé recolhi-
dae retiradacuidadosamentecomo drenocobertoparaimpediracontami-
nação.
248I CirurgiaGa:>trin(e,\linaldo Bovino
\
-
l J;
~
I I
I Incisão
~ i , dapele\\. \
~
~.
Peritõnio e
músculo abdominal
transverso
13-5C
Fig. 13-5. Omentopexia pelo flanco direito.
13-5A
""\
-~
maior
I
J Posição normal
do duodeno
13-5B
Peritônio e
músculo
abdominal
transverso
13-5D
Cirur~ill GlIslrillll.'.llilllll do Borillo I 249
o abomasoretomaàsuaposiçãonormalcolocando-seoantebraçoesquer-
do notopodoabomasodeslocadoeafastandoo mesmonadireçãoventrale
caudalao redordaparteventraldo abdomeenquantosepuxagentilmente
sobreo omento(quetambémfoi deslocadoparaaesquerda)nadireçãodor-
saloucranialparafacilitaro retorno.Se o rúmenestivercheio,talvezseja
necessárioelevaro sacocegoventralecaudaldo rúmencomo ladointerno
do cotovelopermitindoqueo abomasosejapuxadosobo rúmen.Apóso
retornodo abomasoàsuaposiçãonormal,o duodenoretomarásuaposição
horizontalnormal(Figura13-58)e écomumenteobservadoseuenchimen-
to comgás.O omentomaiorobservadoatravésdaincisãoabdominal,tam-
bémpareceficarsolto(Figura13-58).A manipulaçãodesnecessáriadoduo-
denodurante.oprocedimentopoderáocasionarduodeniteapósacirurgia.
Sea cirurgiaestiversendorealizadaparao tratamentodeDOAouTOA,
deve-setomarcuidadoparanãocortaro abomasodilatadoquandoseentra
nacavidadeperitoneal.Asdiversasmá-posiçõesdo ladodireitodoabomaso
quandoseutilizaabordagempeloflancodireitoestãodetalhadasnasecção
da abomasopexiapelo flancodireito.O abomasonormalmenteexigeuma
evacuaçãoantesqueo deslocamentosejacorrigido.UmaTOA habitualmen-
te temgrandesquantidadesde líquido.O posicionamentocorretodo abo-
masoé reconhecidoda mesmaformaquenumOEA. Umavezqueo abo-
masovoltaà suaposiçãonormal,a técnicadaomentopexiaéamesmatan-
to noOEA, naDOA comonaTOA.
O omentoé agarradoe puxadoparaforada incisão.Eleé gentilmente
retraídonadireçãodorsalparalocalizarumpedaçodoomentoquetornou-
seespessoqueestáadjacenteao piloro.Estadobrado omentopoderáser
suspendidapor umassistenteou presanapartesuperiordaincisãodapele
com umapinçaparacampoenquantosecolocamsuturasancoradas.Duas
suturasdecolchoeirodecategutecromadonC!3 (umatendodireçãocranial
e a outracaudalemrelaçãoà incisão)sãodepositadasatravésdoperitônio
e do músculoabdominaltransversoatravessandoambasascamadasdado-
bra do omento(Figura13-5C).O peritônioe o músculoabdominaltrans-
versosãosuturadosno padrãodesuturacontCnuasimplescomcategutenQ
2 ou n~ 3, eo omentoé incorporadoà linhadesuturanosdoisterçosven-
traisda incisão(Figura13-50).As camadasdosmúsculosoblíquosabdo-
minaisexternoe internoe a pelesãofechadascomona laparotomiapelo
flancoderotina.
CondutaPós-Operatória
A condutapós-operatóriadependedecadacasoindividual.Algunsani-
maisprecisamdepoucoounenhumcuidadoposterior,outrosanimaispode-
rãoter metriteséptica,mastiteouatécetosedevidoàsuspensãodealimen-
taçãoe água.Taisanimaiscarecemdeumafluidoterapiaadequada.Osani-
maisqueforamoperadosporTOA sãoparticularmentecríticos.Estespaci-
entesdevemsercontro.la~osregularmentequantoaossinaisclínicos,produ-
çãode leitee cetonasnaurina.Se for indicado,o propilenoglicoldeveser
administrado.Os estimulantesdo rúmenpodemserdadosseo apetitedo
animalnãovoltardentrode2 dias,atravésdeinoculaçãodo rúmen.Vacas
commetriteoumastitedevemsertratadasadequadamente.
250 / Cirurgill GlI.\{rill{C,I!illll!do Boril/o
Comentários
As desvantagensdestatécnicaparao tratamentodafixaçãodoabomaso
foramrelatadasnaintrodução.~reconhecidoquealgunsdeslocamentospe-
riódicospodemserprevenidosatravésdeumaboatécnica,assegurando-sequeo pontode fixaçãodo omentonãoestejamuitolongenumdirecionamento
dorsaloucaudaldo piloro.Mesmonasmãosdecirurgiõesexperientes,um
novodeslocamentodo abomasopoderáacontecercomo tempo.Istosede-
veàrotaçãopotencialdoabomasoaoredordainserçãodoomento,sendoa
técnicacertamentequestionávelparao tratamentodoDDAoudaTDA.A 0-
mentopexiado flancodireitofoi desenvolvidaquandoa únicaalternativa
eraaabomasopexiaparamediana,queexigiaqueo pacienteestivesseemde-
cúbitodorsal.Em algumasvacas,estaposiçãoeraindesejfrvel,demodoque
o procedimentocirúrgicoquepodeserefetuadocomo animalempétem
vantagensóbvias.O desenvolvimentosubseqüentedatécnicadaabomaso-
pexiapeloflancoofereceuumaterceiraalternativa.
Refer~ncias
1. Baker,J.S.: Displaeementofthe abomasumin dairyeows.PraeticingVeterinarian,
SummerFali: 1,1973.
2. Gabei,AA., and Heath,R.B.: Correctionandright-sidedomentopexyin treatment
of left-sideddisplaeementof the abomasumindairyeattle.J. AmoVetoMedoAssoe.,
155:632, 1969.
3. Gabei,AA., andHeath,R.B.: Treatmentof right-sidedtorsionof the abomasumin
eattle.J. Am. VetoMed.Assoe.,155:642, 1969.
CirurgiaGastrintestinaldoBovinoI 251
A abomasopexiaparamedianaventralpodeseraplicadanotratamentodo
deslocamentoparao ladoesquerdoou direitodoabomaso(DEA ou DDA)
e noscasosprecocesdetorçãoparao ladodireitodoabomaso.
AnestesiaePreparaçãoCirúrgica
A vacaésedada(hidratodecloraldadointravenosamenteparaqueoefeito
sejasatisfatório.eeconômico),sendocolocadaemdecúbitodorsaJ.As per-
nasdavacasãoatadas,e o seucorpoé suportadoporumcochoouumaes-
truturacompanos.O pacientedeveserlevementeinclinadoparaaesquerda
de modoquea regiãoparamedianadireitasejaa partemaisaltadoabdome.
Umaregiãoprovenientedo processoxifóideatéo umbigoétosadaecirur-
gicamentepreparadade formarotineira.A anestesialocalé feitapelain-
filtraçãolocalao longoda incisãopropostaou do bloqueioemLinvertido
naregiãoparamedianadireita.
InstrumentalAdicional
Esteprocedimentorequerumaagulhadeespessura12comtubulaçãode
borracha.
TécnicaCirúrgica
Umaincisãode20cmé feitaentrea linhamedianae aveiasubcutânea
abdominaldireita,começandoaproximadamente8 cmatrásdoprocessoxi-
fóidee finalizandoemdisposiçãoimediatamentecranialaoumbigo(Figura
13-6A,B). Ospequenosramosdaveiasubcutâneaabdominalquesãocorta-
dosquandoseatravessaapelee o tecidosubcutâneodevemserligadosdevi-
do à deficiênciadetecidomuscularnestaregião,queinibeumahemostasia
natural,o quepoderáresultaremhematomaou formaçãodeseroma,Con-
tinua-sea incisãoatravésda bainhaexternado reto (aponeurosedos
músculosabdominaisoblíquointernoe externo(Figura13-6C)eo múscu-
lo retoabdominalpararevelarasfibrasdabainhainternado reto(aponeu-
rose abdominaltransversal)correndotransversalmentesobrea linha de
incisão.A aponeuroseabdominaltransversae o peritôniosãoincisionados
(Figura13-6D).A aponeurosetransversapodesercortadaseparadamente
por um bisturi e o peritônioé penetradocom o uso de tesouras,ou
ambasascamadassãoconjuntamenteabertasportesouras.
Na maioriadoscasosde DEA, o abomasoteráretomadoaumaposição
relativamentenormalduranteo procedimentode imobilizaçãodoanimal.
Se necessário,coloca-seo abomasoemsuaposiçãonormaleesvazia-seo seu
conteúdodegáscomumaagulhae tubulaçãodeborracha(Figura13-6E).
Tendoaveriguadoa posiçãocorretadoabomaso,o aspectolateraldacurva-
turamaiordo abomaso(ondeelaestálivredoomento)ésuturadaaoperi-
252/ CirurgiaGastrintestinaldo Bovino