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GST1714_EX_A1_201803544465_V1 LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA 1a aula Lupa Vídeo PPT MP3 Exercício: GST1714_EX_A1_201803544465_V1 06/11/2018 11:41:04(Finalizada) Aluno(a): WILSON CEZAR NEVES 2018.3 EAD Disciplina: GST1714 - LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA 201803544465 1a Questão De acordo com a tradicional classificação dos princípios de Direito do Trabalho, na concepção do jurista Américo Plá Rodriguez, o princípio de proteção estaria melhor expresso na condição mais benéfica e na norma mais favorável. na razoabilidade e na irrenunciabilidade. na irrenunciabilidade e na máxima in dubiopro operario na condição não benéfica na boa-fé e na condição mais benéfica. Explicação: Gabarito: Item D Explicação: Do princípio da proteção já tratamos anteriormente, mas resta-nos destacar as três vertentes que dele se destacam: o in dubio pro misero, a aplicação da norma mais favorável ao trabalhador e a aplicação da condição mais benéfica ao obreiro. A própria enunciação da aplicação da norma mais favorável, per si, já explica o seu conteúdo. É, por exemplo, observar a norma mais benéfica dentre as várias normas a serem aplicadas numa escala hierárquica. A aplicação da condição mais benéfica deve ser entendida sob a ótica de que as vantagens já adquiridas pelos trabalhadores não podem mais ser retiradas, como uma expressão do direito adquirido (art. 5º XXXVI, da CF/88). A revogação de qualquer benefício só será aplicada aos contratos de trabalho futuros e não aqueles que estão sendo executados. Particular atenção merece a regra do in dubio pro misero, pois a partir do seu entendimento, coadunado com os Princípios Gerais do Processo, buscaremos solucionar os questionamentos propostos. Consiste o in dubio pro misero em aplicar, na dúvida, "a regra mais favorável ao trabalhador, ao analisar regra que encerra um preceito trabalhista" , conforme definição objetiva de SERGIO PINTO MARTINS. É aplicar, dentre os diferentes entendimentos da norma, aquele que mais beneficia o trabalhador. Não se trata, entretanto, chama a atenção AMÉRICO PLÁ RODRIGUEZ, de "corrigir uma norma, nem sequer integrá-la: somente cabe utilizar esta regra quando existe uma norma e unicamente para determinar-lhe o verdadeiro sentido, entre os vários possíveis" Destaca-se a afirmação do professor SERGIO PINTO MARTINS: "o in dubio pro operario não se aplica integralmente ao processo do trabalho, pois, havendo dúvida, à primeira vista, não se poderia decidir em favor do trabalhador, mas verificar quem tem o ônus da prova no caso concreto, de acordo com as especificações dos arts. 333 do CPC e 818 da CLT" Gabarito Coment. 2a Questão Considere: I. As convenções coletivas e os acordos coletivos de trabalho são exemplos de fontes formais autônomas do Direito do Trabalho. II. A legislação trabalhista faz referência aos costumes como fonte integradora do Direito do Trabalho. III. A jurisprudência não é considerada fonte formal de Direito do Trabalho, uma vez que não há previsão legal para sua utilização, bem como se refere apenas a casos concretos e específicos. Marque as alternativas Corretas: I e III, apenas. I, II e III. I e II, apenas. III, apenas. II, apenas. Explicação: Explicação / Gabarito - As fontes formais podem ser divididas em autônomas, quando provenientes dos próprios sujeitos participantes da relação de trabalho, ou heterônomas, quando a norma jurídica é elaborada por um terceiro, alheio à relação de trabalho. Assim, podemos apresentar a seguinte classificação: a) fontes materiais: fatores econômicos, sociais, políticos, culturais, religiosos, biológicos, que influenciaram a produção da norma; b) fonte formal autônoma: contrato de trabalho, regulamento de empresa, acordo coletivo de trabalho e convenção coletiva de trabalho, c) fonte formal heterônoma: Constituição Federal, leis, medidas provisórias, tratados internacionais (em especial as convenções da Organização Internacional do Trabalho), normas regulamentares e decretos do Ministério do Trabalho e Emprego, sentença normativa (proveniente do julgamento de dissídio coletivo). Lembramos, ainda, que o art. 8º da CLT aponta como solucionar as lacunas do direito do trabalho, situação que pode ser explorada no exame de Ordem como métodos de integração da norma trabalhista ou identificação das fontes supletivas e subsidiárias do direito do trabalho: CLT, Art. 8º ¿ As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. 3a Questão Quando estiver o aplicador diante de situações em que há duas situações distintas, deverá este acolher aquela mais benéfica ao trabalhador, no entanto nunca afrontando a vontade da lei. Esta determinação respeita o princípio: princípio da ilegalidade Princípio da Inviolabilidade no domicílio Princípio da Impossibilidade de Transferência. Princípio da Supremacia Legal princípio do indubio pro operario 4a Questão A aplicação da condição mais benéfica é garantia para a proteção do trabalhador que por sua vez decorre do princípio da irrenunciabilidade de direitos do princípio da primazia da realidade do princípio da continuidade da relação empregatícia do princípio da razoabilidade do princípio da norma mais favorável Explicação: Gabarito: Item A. Explicação : Princípio da Norma Mais Favorável Enuncia a idéia diversa daquela apresentada por Kant, quanto à hierarquia das normas (com a Constituição Federal no vértice). No direito do trabalho, o ¿vértice¿ da pirâmide é ocupado pela norma mais favorável ao trabalhador. Este princípio informa que havendo conflito entre duas ou mais normas vigentes e aplicáveis à mesma situação jurídica, deve-se preferir aquela mais vantajosa ao trabalhador. O requisito principal de aplicação do princípio é a pluralidade de normas jurídicas vigentes e aplicáveis, em tese a determinado caso concreto. Gabarito Coment. 5a Questão Indique a alternativa que melhor representa o conceito atinente ao Princípio da Irrenunciabilidade o trabalhador não pode renunciar aos seus direitos. o trabalhador não deve reconhecer um acordo trabalhista o trabalhador pode renunciar as horas extras laboradas em período de compensação. o trabalhador deve aceitar todo e qualquer tipo de trabalho. o trabalhador pode decidir quantas horas quer trabalhar, recebendo remuneração integral Explicação: O princípio da irrenunciabilidade indica situações jurídicas em que o trabalhador não pode abrir mão dos direitos sociais conferidos pela Constituição, sob pena de insegurança jurídica destes direitos frente às negociações individuai ou coletivas. Gabarito Coment. Gabarito Coment. Gabarito Coment. 6a Questão Quando falamos que os fatos se sobrepõe aos documentos na relação de trabalho, estamos falamos de um princípio trabalhista. Qual é esse princípio? Norma mais favorável Isonomia Primazia da realidade In dúbio pro operário Irrenunciabilidade de direito Explicação: Na justiça trabalhista os fatos são mais importante de que qualquer documento na relação trabalhista 7a Questão (CESGRANRIO - 2013) A obrigação de pagamento de horas extras a todos os empregados que não possam ser qualificados como ocupantes de cargos de gestão ou exercentes de atividades externas, nos termos do artigo 62 da CLT, é um exemplo da aplicaçãodo princípio da prevalência da norma mais benéfica primazia da realidade irrenunciabilidade de direitos norma de hierarquia continuidade da relação de emprego Explicação: Gabarito: Item C. Explicação - Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados; II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial. 1. O princípio da irrenunciabilidade dos direitos ¿ Os direitos do trabalhador são irrenunciáveis, ou seja, ele não pode abrir mão de direitos que são seus de acordo com as leis trabalhistas. Não se admite que o trabalhador renuncie a direitos trabalhistas. Se ocorrer, não terá validade alguma esse ato. A renúncia a qualquer direito trabalhista é nula, e serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos do direito do trabalho. 8a Questão O prazo prescricional para ajuizamento de ação judicial, após a extinção do contrato de trabalho, para pleitear créditos resultantes das relações de trabalho para os trabalhadores urbanos e rurais, respectivamente, é de cinco anos e cinco anos, até o limite de dois anos. cinco anos e dois anos, até o limite de cinco anos. cinco anos e cinco anos, até o limite de três anos. dois anos e dois anos, até o limite de cinco anos. dois anos e cinco anos, até o limite de cinco anos. Explicação: Gabarito / Explicação: Item C Explicação: CLT - Decreto Lei nº 5.452 de 01 de Maio de 1943 Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Art. 11. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência) I - em cinco anos para o trabalhador urbano, até o limite de dois anos após a extinção do contrato; (Incluído pela Lei nº 9.658, de 5.6.1998) (Vide Emenda Constitucional nº 28 de 25.5.2000) Il - em dois anos, após a extinção do contrato de trabalho, para o trabalhador rural. (Incluído pela Lei nº 9.658, de 5.6.1998) (Vide Emenda Constitucional nº 28 de 25.5.2000)