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TEXTOS INTERPRETAÇÃO 2018

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Questões resolvidas

O segredo causou incômodo aos guris por quê?
O segredo causou incômodo aos guris por quê?
a) eles também queriam ouvir música.
b) eles queriam muito ter um rádio.
c) Faísca era muito orgulhoso.
d) Faísca deixou-os curiosos.

Os engraxates suspeitavam que Faísca escondesse um rádio em sua caixa por quê?
Os engraxates suspeitavam que Faísca escondesse um rádio em sua caixa por quê?
a) Além de colar ou ouvido na caixa, ele gostava de música.
b) respondia mal aos outros quando lhe perguntavam o que ele ouvia.
c) ele sentava-se à sombra de uma árvore e lá ficava ouvindo música.
d) além de gostar muito de música, estava sempre à porta de uma loja de discos.

“Chegaram a se arrepender quando Gringo perguntou onde estava o Faísca.” Os guris arrependeram-se, pois:
Os guris arrependeram-se, pois:
a) Faísca tinha medo de Gringo.
b) acharam que Gringo iria desvendar o segredo de Faísca.
c) Gringo era um homem que também trabalhava numa cadeira de engraxate.
d) Faísca iria sofrer as consequências de uma situação que eles tinham criado.

Como Faísca reagiu diante da agressão de Gringo?
Como Faísca reagiu diante da agressão de Gringo?
a) Tratou de ir embora o quanto antes.
b) Gritou pedindo ajuda aos outros engraxates.
c) segurou a caixa e se defendeu com pontapés.
d) Ficou distraído e nem se importou com o perigo.

Faísca chorou por sentir-se:
Faísca chorou por sentir-se:
a) irritado e humilhado.
b) invejado e ameaçado.
c) pobre e ameaçado.
d) arrependido e irritado.

Quanto às ideias contidas no texto, assinalar a alternativa correta.
Quanto às ideias contidas no texto, assinalar a alternativa correta.
a) A curiosidade exagerada dos guris revelou a todos o segredo de Faísca.
b) A raiva e o júbilo fizeram com que Faísca aprendesse a se defender.
c) O segredo do pequeno engraxate era apenas gostar de ouvir um grilo cantar.
d) O pensamento de Gringo era que Faísca escondia apenas um grilo na caixa.

Pelos comentários do narrador, notamos que a paisagem é considerada a partir do ponto de vista:
Pelos comentários do narrador, notamos que a paisagem é considerada a partir do ponto de vista:
a) do narrador.
b) dos moradores da favela.
c) de quem está na mansão.
d) dos moradores da favela e de quem está na mansão.

Para os moradores da favela, a vista da mansão despertava:
Para os moradores da favela, a vista da mansão despertava:
a) curiosidade
b) inveja
c) cobiça
d) ódio

Ao perceber que a outra mulher se aproximava, a dona da mansão ficou aterrorizada.
Ao perceber que a outra mulher se aproximava, a dona da mansão ficou aterrorizada.
a) porque teve medo de ser agredida.
b) porque percebeu que sua casa passava a ser objeto de invasão.
c) porque imaginou que a mulher pudesse jogar- se na piscina.
d) porque não gostava dos moradores da favela.

Para o marido, a atitude da mulher da favela significou:
Para o marido, a atitude da mulher da favela significou:
a) um gesto tresloucado.
b) considerando a situação, um gesto natural.
c) um gesto de desafio.
d) um gesto de reivindicação do seu direito de partilhar a água.

Depois do incidente o dono vendeu a mansão:
Depois do incidente o dono vendeu a mansão:
a) porque teve medo de que o fato se repetisse.
b) porque tinha certeza que novas invasões ocorreriam.
c) apenas para proteger sua família.
d) porque sentiu que a “luta” social estava declarada e que ele não poderia evitar a derrota.

Pode-se afirmar que o objetivo principal do texto é:
Pode-se afirmar que o objetivo principal do texto é:
a) Destacar o contraste sacrificado das pessoas pobres.
b) Denunciar o luxo e a ostentação dos ricos.
c) Destacar o contraste entre riqueza de alguns e a miséria de outros.
d) Revelar atitudes incoerentes dos favelados.

Por que não era conveniente atirar lixo em parte alguma?
Por que não era conveniente atirar lixo em parte alguma?
a) porque não havia lugar para atirá-lo;
b) porque do lixo retiravam eles o necessário para sua sobrevivência;
c) porque eles gostavam do lixo;
d) porque, simplesmente, não lhes era conveniente livrar-se dele.

Quando o autor diz que: “Nem todos os dias se pega uma posta de carne” seu objetivo é:
a) comover-nos diante da situação miserável das personagens;
b) observar-nos a dificuldade que encontravam em arranjar alimentos, principalmente carne;
c) fazer-nos crer na importância que tem a carne na alimentação humana;
d) observar que tais pessoas sempre conseguem o que querem.

As personagens sabiam frequentar o vazadouro “de longa e olfativa ciência”:
a) porque desde longo tempo costumavam procurar e encontrar os alimentos pelo olfato;
b) porque já estavam com o olfato acostumado ao mau cheiro do lixo, onde procuravam seus alimentos;
c) porque já haviam perdido o olfato;
d) porque a longo tempo de dificuldades fizera-os desenvolver o olfato na procura de alimentos.

As dores que começaram a sentir após comerem a carne foram atribuídas inicialmente:
a) à falta de costume do organismo de cada um, pela ausência de alimentação;
b) à grande quantidade de carne que comeram;
c) à carne mal preparada;
d) ao sal usado em sua preparação.

No texto, qual a atitude que a mulher deseja para o homem “ao transpor as fronteiras do Segredo”?
a) medo
b) tranquilidade
c) fortaleza
d) vaidade

O autor deseja a morte tranquila, a morte poética. Qual a frase que demonstra esse lirismo ante o mistério da morte?
a) Ao transpor as fronteiras do Segredo;
b) Nós entraremos nos jardins da morte;
c) E eu te olharei também com nostalgia;
d) Sê forte!

Pode-se depreender do texto que a internet é uma ferramenta que instiga a inveja porque:
a) as pessoas que não possuem internet alimentam esse desgosto em relação aos privilegiados que têm acesso à rede mundial de computadores.
b) na internet algumas pessoas ostentam e exibem momentos felizes, e isso incomoda as pessoas invejosas.
c) todas as pessoas querem ter a vida pessoal invadida e divulgada para os usuários das redes sociais.
d) os invejosos se exibem na internet para tentar diminuir suas frustrações.

Assinale a alternativa incorreta quanto ao que se pode depreender do texto.
a) Segundo Bertrand Russel, qualquer pessoa é suscetível à inveja.
b) O Facebook é uma das causas da inveja nos seres humanos.
c) A realidade nem sempre é tão bela quanto a que se pinta nas redes sociais.
d) Já em 1970, Bertrand Russel não se surpreenderia com o fato de a internet instigar a inveja.

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Questões resolvidas

O segredo causou incômodo aos guris por quê?
O segredo causou incômodo aos guris por quê?
a) eles também queriam ouvir música.
b) eles queriam muito ter um rádio.
c) Faísca era muito orgulhoso.
d) Faísca deixou-os curiosos.

Os engraxates suspeitavam que Faísca escondesse um rádio em sua caixa por quê?
Os engraxates suspeitavam que Faísca escondesse um rádio em sua caixa por quê?
a) Além de colar ou ouvido na caixa, ele gostava de música.
b) respondia mal aos outros quando lhe perguntavam o que ele ouvia.
c) ele sentava-se à sombra de uma árvore e lá ficava ouvindo música.
d) além de gostar muito de música, estava sempre à porta de uma loja de discos.

“Chegaram a se arrepender quando Gringo perguntou onde estava o Faísca.” Os guris arrependeram-se, pois:
Os guris arrependeram-se, pois:
a) Faísca tinha medo de Gringo.
b) acharam que Gringo iria desvendar o segredo de Faísca.
c) Gringo era um homem que também trabalhava numa cadeira de engraxate.
d) Faísca iria sofrer as consequências de uma situação que eles tinham criado.

Como Faísca reagiu diante da agressão de Gringo?
Como Faísca reagiu diante da agressão de Gringo?
a) Tratou de ir embora o quanto antes.
b) Gritou pedindo ajuda aos outros engraxates.
c) segurou a caixa e se defendeu com pontapés.
d) Ficou distraído e nem se importou com o perigo.

Faísca chorou por sentir-se:
Faísca chorou por sentir-se:
a) irritado e humilhado.
b) invejado e ameaçado.
c) pobre e ameaçado.
d) arrependido e irritado.

Quanto às ideias contidas no texto, assinalar a alternativa correta.
Quanto às ideias contidas no texto, assinalar a alternativa correta.
a) A curiosidade exagerada dos guris revelou a todos o segredo de Faísca.
b) A raiva e o júbilo fizeram com que Faísca aprendesse a se defender.
c) O segredo do pequeno engraxate era apenas gostar de ouvir um grilo cantar.
d) O pensamento de Gringo era que Faísca escondia apenas um grilo na caixa.

Pelos comentários do narrador, notamos que a paisagem é considerada a partir do ponto de vista:
Pelos comentários do narrador, notamos que a paisagem é considerada a partir do ponto de vista:
a) do narrador.
b) dos moradores da favela.
c) de quem está na mansão.
d) dos moradores da favela e de quem está na mansão.

Para os moradores da favela, a vista da mansão despertava:
Para os moradores da favela, a vista da mansão despertava:
a) curiosidade
b) inveja
c) cobiça
d) ódio

Ao perceber que a outra mulher se aproximava, a dona da mansão ficou aterrorizada.
Ao perceber que a outra mulher se aproximava, a dona da mansão ficou aterrorizada.
a) porque teve medo de ser agredida.
b) porque percebeu que sua casa passava a ser objeto de invasão.
c) porque imaginou que a mulher pudesse jogar- se na piscina.
d) porque não gostava dos moradores da favela.

Para o marido, a atitude da mulher da favela significou:
Para o marido, a atitude da mulher da favela significou:
a) um gesto tresloucado.
b) considerando a situação, um gesto natural.
c) um gesto de desafio.
d) um gesto de reivindicação do seu direito de partilhar a água.

Depois do incidente o dono vendeu a mansão:
Depois do incidente o dono vendeu a mansão:
a) porque teve medo de que o fato se repetisse.
b) porque tinha certeza que novas invasões ocorreriam.
c) apenas para proteger sua família.
d) porque sentiu que a “luta” social estava declarada e que ele não poderia evitar a derrota.

Pode-se afirmar que o objetivo principal do texto é:
Pode-se afirmar que o objetivo principal do texto é:
a) Destacar o contraste sacrificado das pessoas pobres.
b) Denunciar o luxo e a ostentação dos ricos.
c) Destacar o contraste entre riqueza de alguns e a miséria de outros.
d) Revelar atitudes incoerentes dos favelados.

Por que não era conveniente atirar lixo em parte alguma?
Por que não era conveniente atirar lixo em parte alguma?
a) porque não havia lugar para atirá-lo;
b) porque do lixo retiravam eles o necessário para sua sobrevivência;
c) porque eles gostavam do lixo;
d) porque, simplesmente, não lhes era conveniente livrar-se dele.

Quando o autor diz que: “Nem todos os dias se pega uma posta de carne” seu objetivo é:
a) comover-nos diante da situação miserável das personagens;
b) observar-nos a dificuldade que encontravam em arranjar alimentos, principalmente carne;
c) fazer-nos crer na importância que tem a carne na alimentação humana;
d) observar que tais pessoas sempre conseguem o que querem.

As personagens sabiam frequentar o vazadouro “de longa e olfativa ciência”:
a) porque desde longo tempo costumavam procurar e encontrar os alimentos pelo olfato;
b) porque já estavam com o olfato acostumado ao mau cheiro do lixo, onde procuravam seus alimentos;
c) porque já haviam perdido o olfato;
d) porque a longo tempo de dificuldades fizera-os desenvolver o olfato na procura de alimentos.

As dores que começaram a sentir após comerem a carne foram atribuídas inicialmente:
a) à falta de costume do organismo de cada um, pela ausência de alimentação;
b) à grande quantidade de carne que comeram;
c) à carne mal preparada;
d) ao sal usado em sua preparação.

No texto, qual a atitude que a mulher deseja para o homem “ao transpor as fronteiras do Segredo”?
a) medo
b) tranquilidade
c) fortaleza
d) vaidade

O autor deseja a morte tranquila, a morte poética. Qual a frase que demonstra esse lirismo ante o mistério da morte?
a) Ao transpor as fronteiras do Segredo;
b) Nós entraremos nos jardins da morte;
c) E eu te olharei também com nostalgia;
d) Sê forte!

Pode-se depreender do texto que a internet é uma ferramenta que instiga a inveja porque:
a) as pessoas que não possuem internet alimentam esse desgosto em relação aos privilegiados que têm acesso à rede mundial de computadores.
b) na internet algumas pessoas ostentam e exibem momentos felizes, e isso incomoda as pessoas invejosas.
c) todas as pessoas querem ter a vida pessoal invadida e divulgada para os usuários das redes sociais.
d) os invejosos se exibem na internet para tentar diminuir suas frustrações.

Assinale a alternativa incorreta quanto ao que se pode depreender do texto.
a) Segundo Bertrand Russel, qualquer pessoa é suscetível à inveja.
b) O Facebook é uma das causas da inveja nos seres humanos.
c) A realidade nem sempre é tão bela quanto a que se pinta nas redes sociais.
d) Já em 1970, Bertrand Russel não se surpreenderia com o fato de a internet instigar a inveja.

Prévia do material em texto

- 1 - S. O. F. S. 
PR
OF
ES
SO
R 
EV
AN
DR
O 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
TEXTO I 
O SEGREDO 
 
A caixa do Faísca tinha um segredo que os outros guris queriam descobrir. Certas horas do dia, a praça ficava deserta. Os 
engraxates aproveitavam para brincar de pegador ou fazer estripulias. Faísca sentava-se à sombra de uma árvore e colava o ouvido 
na caixa. Se alguém se aproximava para perguntar o que ele estava ouvindo, Faísca ia embora. Os guris ficavam de longe, espiando 
o jeito de Faísca. Parecia que ele ouvia rádio. 
O interessante é que Faísca gostava mesmo de música. Uma tarde, ficou muito tempo à porta de uma loja de discos, e 
por causa disso deixou de ganhar dinheiro. Quem sabe ele tinha um rádio escondido dentro da caixa? Só podia ser isto. Com 
certeza, roubou um rádio portátil. Se não roubou, gastou o dinheiro que devia ter deixado em casa. 
A curiosidade foi tanta que pensaram em tirar a caixa do Faísca. Mas quem se atrevia a fazer isso? Foram então dizer ao 
Gringo que o Faísca tinha um rádio escondido. 
Gringo era um homem que trabalhava numa cadeira de engraxate. Todos sabiam que ele era mau e desonesto. Chegaram 
a se arrepender quando Gringo perguntou onde estava o Faísca. Tarde, no entanto, porque Faísca podia ser visto não muito longe 
dali, ouvido colado à sua caixa, como se estivesse escutando música. 
- Foge, Faísca! 
Não adiantou o grito dos guris. Ele estava tão distraído que nem viu o perigo. Gringo tentou segurar a caixa. Faísca se 
defendeu como um gato brabo e deu-lhe pontapés. Gringo ficou irritado e deu um tapa no Faísca. A caixa caiu e se esparramaram 
as escovas e latas de graxa. Como não viu rádio algum, Gringo tratou de ir embora o quanto antes. 
Faísca não costumava chorar, mas agora tinha o rosto lavado de lágrimas. Apanhou humildemente suas coisas e meteu-
as dentro da caixa. 
O sol estava ameno, os passarinhos cantavam nas árvores, as crianças começavam a chegar para brincar nos balanços. 
Dentro em pouco, a praça estaria movimentada e Faísca teria muito trabalho. 
Já não tinha mais tempo para raiva ou tristeza, toda atenção era pouca para não perder freguês. 
Antes de ir em direção a um senhor que estava lendo o jornal, Faísca levou a caixa ao ouvido. E sorriu, pois o grilo cantou 
duas vezes para dizer que ainda estava lá dentro. 
(Amaury Braga da Silva) 
QUESTÕES REFERENTES AO TEXTO I 
 
01) O segredo causou incômodo aos guris por quê? 
a) eles também queriam ouvir música. 
b) eles queriam muito ter um rádio. 
c) Faísca era muito orgulhoso. 
d) Faísca deixou-os curiosos. 
 
02) Os engraxates suspeitavam que Faísca escondesse um rádio em sua caixa por quê? 
a) Além de colar ou ouvido na caixa, ele gostava de música. 
b) respondia mal aos outros quando lhe perguntavam o que ele ouvia. 
c) ele sentava-se à sombra de uma árvore e lá ficava ouvindo música. 
d) além de gostar muito de música, estava sempre à porta de uma loja de discos. 
 
03) “Chegaram a se arrepender quando Gringo perguntou onde estava o Faísca.” Os guris arrependeram-se, 
pois: 
a) Faísca tinha medo de Gringo. 
b) acharam que Gringo iria desvendar o segredo de Faísca. 
c) Gringo era um homem que também trabalhava numa cadeira de engraxate. 
d) Faísca iria sofrer as consequências de uma situação que eles tinham criado. 
 
 
 
- 2 - S. O. F. S. 
PR
OF
ES
SO
R 
EV
AN
DR
O 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
04) Como Faísca reagiu diante da agressão de Gringo? 
a) Tratou de ir embora o quanto antes. 
b) Gritou pedindo ajuda aos outros engraxates. 
c) segurou a caixa e se defendeu com pontapés. 
d) Ficou distraído e nem se importou com o perigo. 
 
05) Faísca chorou por sentir-se: 
a) irritado e humilhado. 
b) invejado e ameaçado. 
c) pobre e ameaçado. 
d) arrependido e irritado. 
 
06) Quanto às ideias contidas no texto, assinalar a alternativa correta. 
a) A curiosidade exagerada dos guris revelou a todos o segredo de Faísca. 
b) A raiva e o júbilo fizeram com que Faísca aprendesse a se defender. 
c) O segredo do pequeno engraxate era apenas gostar de ouvir um grilo cantar. 
d) O pensamento de Gringo era que Faísca escondia apenas um grilo na caixa. 
 
________________________________________________________________________________________________________ 
 
TEXTO II 
 
PISCINA 
 
Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma piscina. Pena que a 
favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem. 
Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, latas d’água na cabeça. De vez em 
quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias 
mulheres que se detinham e ficavam olhando. 
Naquela manhã de sábado, ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da 
piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto. 
Era um ser encardido, cujos molambos em forma de saia não bastavam para defini-lo como mulher. Segurava uma lata 
na mão, e estava parada à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadas pela piscina. 
De súbito, pareceu à dona da casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergueu-
se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente; já transpusera o gramado, atingia a 
piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. 
Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça – e em pouco tempo 
sumia-se pelo portão. 
Lá no terraço, o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra 
como os instantes tensos de silêncio e paz que antecederam um combate. 
Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa. 
(Fernando Sabino) 
 
________________________________________________________________________________________________________ 
 
QUESTÕES REFERENTES AO TEXTO II 
 
 
 
 
 
 
- 3 - S. O. F. S. 
PR
OF
ES
SO
R 
EV
AN
DR
O 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
01) Pelos comentários do narrador, notamos que a paisagem é considerada a partir do ponto de vista: 
a) do narrador. 
b) dos moradores da favela. 
c) de quem está na mansão. 
d) dos moradores da favela e de quem está na mansão. 
 
02) Para os moradores da favela, a vista da mansão despertava: 
a) curiosidade b) inveja c) cobiça d) ódio 
 
03) Ao perceber que a outra mulher se aproximava, a dona da mansão ficou aterrorizada. 
a) porque teve medo de ser agredida. 
b) porque percebeu que sua casa passava a ser objeto de invasão. 
c) porque imaginou que a mulher pudesse jogar- se na piscina. 
d)porque não gostava dos moradores da favela. 
 
04) Para o marido, a atitude da mulher da favela significou: 
a) um gesto tresloucado. 
b) considerando a situação, um gesto natural. c) um gesto de desafio. 
d) um gesto de reivindicação do seu direito de partilhar a água. 
 
05) Depois do incidente o dono vendeu a mansão: 
a) porque teve medo de que o fato se repetisse. 
b) porque tinha certeza que novas invasões ocorreriam. 
c) apenas para proteger sua família. 
d) porque sentiu que a “luta” social estava declarada e que ele não poderia evitar a derrota. 
 
06) Pode-se afirmar que o objetivo principal do texto é: 
a) Destacar o contraste sacrificado das pessoas pobres. 
b) Denunciar o luxo e a ostentação dos ricos. 
c) Destacar o contraste entre riqueza de alguns e a miséria de outros. 
d) Revelar atitudes incoerentes dos favelados. 
 
______________________________________________________________________________________________________TEXTO III 
A PRIMEIRA VEZ QUE FUI AO RIO 
 
Certa manhã, 
Quando o sol mostrou a cara, Nós pegamos nossas malas 
E eu fui conhecer o Rio. Eu e meu pai. 
Numa rural bem usada, Nos pusemos na estrada, 
Muito longa que nos leva 
Para o Rio de Janeiro. 
 
Eu tinha lá 
Meus quinze anos de idade 
E era tanta a ansiedade 
Que eu nem consegui dormir. 
A noite que precedeu a viagem 
Foi noite de vadiagens 
Pela imaginação 
Fala baixo coração. 
Nos hospedamos num hotel muito elegante 
Em plena Praça Tiradentes, Pois meu pai quis me mostrar Primeiro a parte que é cigana. 
 
- 4 - S. O. F. S. 
PR
OF
ES
SO
R 
EV
AN
DR
O 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
Depois, sim, Copacabana, 
Onde eu fui vestindo um terno 
Passear em frente ao mar. 
 
De noite a gente Conheceu a Cinelândia Com todo o nosso recato, Fomos só apreciar 
Antes do sono, 
Nós ficamos conversando 
Sobre o medo que se sente de bondinho, Um jeito muito carioca de voar. 
 
Foi muito curto 
O nosso tempo de estadia, Mas valeu por muitos dias, De coisas para se contar. 
Pra gente que leva a vida mais tranquila, De um jeito quase caipira, 
Ir ao Rio de Janeiro 
É o mesmo que flutuar. 
(Renato Teixeira) 
 
QUESTÕES REFERENTES AO TEXTO III 
 
01) Nos dois primeiros versos o autor utiliza a linguagem para realçar: 
a) verão b) aurora c) crepúsculo d) poente 
 
02) “Eu tinha lá meus quinze anos.” 
A palavra lá no texto, é exemplo típico de linguagem afetiva, quer dizer, coloquialmente bastante expressiva, 
mas tem influência no campo denotativo. A palavra lá procura realçar: 
 
a) a grande distância que se encontrava do Rio de Janeiro a cidade onde o autor vivia. 
b) Curiosidade inquieta de uma adolescente na iminência de conhecer uma grande cidade. 
c) Timidez receosa de um garoto do interior na imensidão de um grande centro urbano. 
d) Distância temporal existente entre a narrativa e o narrador. 
 
03) “Fala baixo coração...” A frase que o narrador dirige a si mesmo indica que ele: 
a) Não se lembra de todos os lugares que chegou a conhecer no Rio de Janeiro. 
b) Pretende i m p e d i r - s e a inconfidência de algumas imaginosas fantasias, bem próprias da adolescência. 
c) Não consegue esconder o medo que o sossegado menino do interior começava a sentir da grande cidade. 
d) Tentava com argumentos afetivos, acalmar a angustiante expectativa do pai. 
 
 
TEXTO IV 
DEBAIXO DA PONTE 
 
Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava 
aluguéis, impostos prediais, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam 
conta de luz e gás, porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam contra falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. 
Problemas de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. 
Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, recebê-los, fazê-los desfrutar comodidades internas da 
ponte. Tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava; nem só a ponte é 
lugar de moradia para quem dispõe de outro rancho. Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados: a calçada, um pouco 
menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o mar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente no ar da rua. O que 
morava não se sabe onde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne. 
Nem todos os dias se pega uma posta de carne. Não basta procurá-la; é preciso que ela exista, o que acostuma acontecer 
dentro de certas limitações de espaço e de lei. Aquela vinha até eles, debaixo da ponte, e não estavam sonhando, sentiam a presença 
física da ponte, o amigo rindo diante deles, a posta bem pegável, comível. Fora encontrada no vazadouro, supermercado para quem 
sabe frequentá-lo e aqueles três o sabiam de longa e olfativa ciência. 
 
- 5 - S. O. F. S. 
PR
OF
ES
SO
R 
EV
AN
DR
O 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
Comê-la crua ou sem tempero não teria o mesmo gosto. Um de debaixo da ponte saiu à caça de sal. E havia sal jogado a 
um canto de rua, dentro da lata. Também o sal existe sob determinadas regras, mas pode tornar-se acessível conforme as 
circunstâncias. E a lata foi trazida para debaixo da ponte. 
Debaixo da ponte os três prepararam a comida. Debaixo da ponte a comeram. Não sendo operação diária, cada um 
saboreava duas vezes: a carne e a sensação de raridade da carne. E iriam aproveitar o resto do dia dormindo (pois não há coisa 
melhor, depois de um prazer, do que o prazer complementar), quando começaram a sentir dores. 
Dores que foram aumentando, mas podiam ser atribuídas ao espanto de alguma parte do organismo de cada um, vendo-
se alimentado sem que lhe houvesse chegado notícia prévia de alimento. Dois morreram logo, o terceiro agoniza no hospital. Dizem 
uns que morreram da carne, dizem outros que do sal, pois era soda cáustica. Há duas vagas debaixo da ponte. 
(Carlos Drumond de Andrade, 
“A Bolsa e a Vida”, Rio de Janeiro, 1964) 
 
QUESTÕES REFERENTES AO TEXTO IV 
 
01) A quantas pessoas se refere o texto? 
a) uma b) duas c) três d) quatro 
 
02) Por que não era conveniente atirar lixo em parte alguma? 
a) porque não havia lugar para atirá-lo; 
b) porque do lixo retiravam eles o necessário para sua sobrevivência; 
c) porque eles gostavam do lixo; 
d) porque, simplesmente, não lhes era conveniente livrar-se dele. 
 
03) O amigo que veio visitar os de debaixo da ponte: 
a) morava em um lugar que nem ele mesmo sabia; 
b) morava em banco de jardim; 
c) eram apenas pobres criaturas humanas desprovidas de quaisquer recursos; 
d) eram perseguidos da polícia. 
 
04) Quando o autor diz que: 
“Nem todos os dias se pega uma posta de carne” seu objetivo é: 
a) comover-nos diante da situação miserável das personagens; 
b) observar-nos a dificuldade que encontravam em arranjar alimentos, principalmente carne; 
c) fazer-nos crer na importância que tem a carne na alimentação humana; 
d) observar que tais pessoas sempre conseguem o que querem. 
 
05) As personagens sabiam frequentar o vazadouro “de longa e olfativa ciência”: 
a) porque desde longo tempo costumavam pro- curar e encontrar os alimentos pelo olfato; 
b) porque já estavam com o olfato acostumado ao mau cheiro do lixo, onde procuravam sues alimentos; 
c) porque já haviam perdido o olfato; 
d) porque a longo tempo de dificuldades fizera-os desenvolver o olfato na procura de alimentos. 
 
06) As dores que começaram a sentir após comerem a carne foram atribuídas inicialmente: 
a) à falta de costume do organismo de cada um, pela ausência de alimentação; 
b) à grande quantidade de carne que comeram; 
c) à carne mal preparada; 
d) ao sal usado em sua preparação. 
 
 
 
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
07) O autor repete a expressão “debaixo da ponte”: 
a) por não ter outra expressão para substituí-la; 
b) para não nos deixar esquecer onde se passa a história; 
c) porque a ponte é o elemento mais importante do texto; 
d) para enfatizar, realçar a situação miserável de suas personagens. 
 
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TEXTO V 
SONETO DA HORA FINAL 
(Vinícius de Morais) 
Será assim, amiga! Um certo dia Estando nós a contemplar o poente Sentiremos no rosto de repente 
O beijo leve de uma aragem fria. 
 
Tu me olharás silenciosamente 
E eu te olharei, também com nostalgia 
E partiremos tontos de poesia 
Para a porta de treva aberta em frente. 
 
Ao transpor as fronteiras do Segredo 
Tu calmas me dirás: Não tenhas medo, 
E eu calmo te direi: Sê forte. 
 
E como dois antigos namorados 
Noturnamente triste e enlaçadosNós entraremos nos jardins da morte. 
 
QUESTÕES REFERENTES AO TEXTO V 
 
01) O poeta sabe, como nós, que vai morrer. Esta certeza vem na frase: 
a) Estando nós a contemplar o poente. 
b) Será assim, amiga... 
c) Tu me olharás silenciosamente. 
d) Ao transpor as fronteiras do Segredo. 
 
02) A grande indagação se refere a “quando” se vai morrer. No texto isto aparece em: 
a) infância b) velhice c) mocidade d) berço 
 
03) “O beijo leve de uma aragem fria”. Podemos entender a expressão como símbolo de: 
a) beleza da tarde 
b) carícia da natureza 
c) sensação da morte 
d) vida enamorada 
 
04) Duas palavras encerram o sentimento que a aproximação da morte nos oferece. Marque o grupo onde elas se 
encontram. 
a) silenciosamente – nostalgia b) tontos – treva c) segredo – tranquilidade d) medo – 
forte 
 
05) O poeta coloca a palavra Segredo com inicial maiúscula, simbolizando: 
a) que a morte pode ser desvendada; 
b) que a morte contém um mistério; 
c) que todo homem é mortal; 
d) que a vida passa depressa. 
 
 
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
06) No texto, qual a atitude que a mulher deseja para o homem “ao transpor as fronteiras do Segredo”? 
a) medo b) tranquilidade c) fortaleza d) vaidade 
 
07) Pelo texto, pode-se observar que: 
a) as personagens se amam; 
b) as personagens passaram a se amar; 
c) as personagens terminaram o amor; 
d) as personagens sempre se amaram. 
 
08) O autor deseja a morte tranquila, a morte poética. 
Qual a frase que demonstra esse lirismo ante o mistério da morte? 
a) Ao transpor as fronteiras do Segredo; 
b) Nós entraremos nos jardins da morte; 
c) E eu te olharei também com nostalgia; 
d) Sê forte! 
 
 
TEXTO VI 
A rede da inveja 
 
No clássico A Conquista da Felicidade, de 1930, o filósofo britânico Bertrand Russel definiu um sentimento devastador: 
“De todas as características da natureza humana, a inveja é a mais desafortunada. O invejoso não só deseja a desgraça, como é 
rendido à infelicidade.” Russel entendia a inveja como uma emoção universal, que hora ou outra desperta em qualquer um. Morto 
em 1970, ele não se surpreenderia — pelo contrário, provavelmente até acharia natural — com o fato de a internet ser agora uma 
ferramenta a instigar esse sentimento angustiante. Não é difícil entender por que é assim. Só é possível invejar aquilo que se vê ou 
conhece, e a web multiplicou o que se pode saber sobre a vida alheia. 
Um bilhão de pessoas participam do Facebook. O que fazem nele, basicamente, é colocar fotos, contar detalhes pessoais 
ou simplesmente fofocar. Apesar de passarem muito tempo on-line, alguns usuários limitam-se a seguir o que é postado por amigos 
que parecem ser mais felizes e saber aproveitar melhor a vida. A infelicidade virtual nasce, muitas vezes, de uma percepção 
exagerada da felicidade alheia. “Os usuários do Facebook tendem a exibir na rede apenas o melhor de sua vida. Quem se sente 
inferiorizado não percebe que o que se vê não é a vida real do outro, e sim apenas uma versão editada de seus melhores momentos”, 
diz a pesquisadora Hanna Krasnova. 
(Filipe Vilicic, Revista Veja 30/01/13, texto adaptado) 
 
QUESTÕES REFERENTES AO TEXTO VI 
 
01. Pode-se depreender do texto que a internet é uma ferramenta que instiga a inveja porque: 
a) as pessoas que não possuem internet alimentam esse desgosto em relação aos privilegiados que têm acesso à 
rede mundial de computadores. 
b) na internet algumas pessoas ostentam e exibem momentos felizes, e isso incomoda as pessoas invejosas. 
c) todas as pessoas querem ter a vida pessoal invadida e divulgada para os usuários das redes sociais. 
d) os invejosos se exibem na internet para tentar diminuir suas frustrações. 
 
02. Assinale a alternativa incorreta quanto ao que se pode depreender do texto. 
a) Segundo Bertrand Russel, qualquer pessoa é suscetível à inveja. 
b) O Facebook é uma das causas da inveja nos seres humanos. 
c) A realidade nem sempre é tão bela quanto a que se pinta nas redes sociais. 
d) Já em 1970, Bertrand Russel não se surpreenderia com o fato de a internet instigar a inveja. 
 
 
 
 
 
 
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
03. Leia: 
A infelicidade virtual nasce, muitas vezes, de uma percepção exagerada da felicidade alheia. 
Considerando o trecho acima, pode-se concluir que: 
a) o invejoso se sente incomodado com as pessoas que são plenamente felizes. 
b) o invejoso vê, virtualmente, apenas os bons momentos da vida das pessoas. 
c) somente a infelicidade virtual incomoda os invejosos. 
d) a pessoa invejosa sofre porque é exagerada. 
 
04. Seguem abaixo quatro frases famosas. Assinale aquela que resume o conteúdo do texto. 
a) “O essencial é invisível aos olhos.” (Saint Exupèry) 
b) “Meus filhos terão computadores sim, mas antes terão livros.” (Bill Gates) 
c) “O computador veio para resolver todos os problemas que nós não tínhamos.” (Anônimo) 
d) “A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.” (Albert Einstein) 
 
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TEXTO VII 
 
Entro no restaurante, sento-me, consulto o cardápio. E então reparo que alguns dos presentes, nas mesas em volta, não 
comem. Fotografam. O prato está pronto, e eles, antes de usarem os talheres, tiram foto da refeição com os celulares – de todos os 
ângulos, como se tivessem uma Gisele Bündchen na frente. 
Por momentos, penso que o problema é médico: pessoas com primeiros sintomas de demência que gostam de registrar o 
que comeram ao almoço para não repetirem ao jantar. 
Depois sou informado de que não: é moda fotografar os pratos e enviá-los para as redes sociais. Se os “amigos” sabem 
onde estamos e o que fazemos 24 horas por dia, é inevitável saberem também o que comemos. Desconfio até de que existem 
competições gastronômicas em que os pratos são usados como exibição de classe. Se as férias em família já servem para isso – 
esqui na Suíça, praia em Bali – por que não o almoço ou o jantar? 
Mas o pasmo não termina com os fotógrafos. Continua com os enólogos amadores que tomaram conta do espaço público. 
No mesmo restaurante, os clientes giram os copos, cheiram, conferem a cor. Depois provam, fecham os olhos e invariavelmente 
convidam o empregado a servir o vinho. Quando foi que o mundo distribuiu diplomas de enologia pelo pessoal? E por que motivo 
eu não fui convidado? 
(João Pereira Coutinho, In vino veritas. 
Folha de S.Paulo, 21.07.2015. Adaptado) 
 
01. É correto afirmar que o autor 
a) mostra-se incomodado por ter de compartilhar espaço no restaurante com pessoas fotografando a comida. 
b) recusa-se a conviver com provadores de vinho amadores que frequentam espaços públicos. 
c) ironiza os hábitos de divulgar em redes sociais até o que se come e de agir como especialista em vinhos. 
d) declara sua simpatia para com a nova moda de as pessoas ostentarem a classe a que pertencem. 
e) não confia em competições gastronômicas, as quais considera ostentação de ingredientes caros. 
 
02. A frase que inicia o terceiro parágrafo – Depois sou informado de que não – nega o juízo do autor, segundo o qual: 
a) as pessoas tiravam fotos da comida como se fotografassem a modelo Gisele Bündchen. 
b) as pessoas estavam, de fato, fotografando pratos da comida que lhes era servida. 
c) era moda fotografar e expor nas redes sociais os pratos servidos nos restaurantes. 
d) os amigos divulgam fatos da vida pessoal, expondo as atividades desenvolvidas durante 24 horas. 
e) as pessoas fotografavam o que comiam para não repetir a refeição, pois começavam a perder a memória. 
 
 
 
 
 
 
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO03. A expressão destacada na frase – O prato está pronto, e eles, antes de usarem os talheres, tiram foto da refeição 
com os celulares – expressa, no contexto, circunstância com o sentido de: 
a) instrumento. b) companhia. c) lugar. d) finalidade. e) comparação. 
 
04. Observe as expressões destacadas nas frases – ... gostam de registrar o que comeram ao almoço para não 
repetirem ao jantar. – e – Mas o pasmo não termina com os fotógrafos. 
É correto substituí-las, sem prejuízo de sentido, respectivamente, por: 
a) enquanto / entretanto 
b) se / portanto 
c) apesar de / logo 
d) assim que / contanto que 
e) a fim de / porém 
 
05. Assinale a alternativa em que as frases – ... penso que o problema é médico – e – Desconfio até de que existem 
competições gastronômicas... – estão reescritas de acordo com a norma-padrão quanto à colocação do pronome 
destacado e à concordância verbal. 
a) ... penso que se tratava de problemas médicos / Desconfio até de que houve competições gastronômicas… 
b) ... penso que tratava-se de problemas médicos / Desconfio até de que houveram competições gastronômicas… 
c) ... penso que se tratavam de problemas médicos / Desconfio até de que houveram competições gastronômicas… 
d) ... penso que tratava-se de problemas médicos / Desconfio até de que houve competições gastronômicas… 
e) ... penso que tratavam-se de problemas médicos / Desconfio até de que houveram competições gastronômicas… 
 
06. Substituindo-se “Se” por “Caso” e “estamos” por “vamos” no trecho – Se os “amigos” sabem onde estamos... –, 
obtém-se redação de acordo com a norma-padrão de conjugação e regência dos verbos, em: 
a) Caso os “amigos” saibam aonde vamos… 
b) Caso os “amigos” sabem aonde vamos… 
c) Caso os “amigos” saibam onde vamos… 
d) Caso os “amigos” sabiam onde vamos… 
e) Caso os “amigos” saberem aonde vamos… 
 
 
TEXTO VIII 
 
Tato 
Na poltrona da sala 
as minhas mãos sob a nuca 
sinto nos dedos 
a dureza dos ossos da cabeça 
a seda dos cabelos 
que são meus 
 
A morte é uma certeza invencível 
mas o tato me dá 
a consistente realidade 
de minha presença no mundo 
(Ferreira Gullar, Muitas vozes, 2013) 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
01. No momento em que está na poltrona da sala, o eu lírico toma consciência da? 
a) sua presença física no mundo. 
b) força real manifestada na morte. 
c) iminência da indesejada morte. 
d) sua insignificância no mundo. 
e) sua resignação ante a vida. 
 
02. O verso – A morte é uma certeza invencível – pode ser parafraseado da seguinte forma, em conformidade com a 
norma-padrão e com o sentido do poema: 
a) Se vence com certeza a morte. 
b) Não vencer a morte não é certo. 
c) A invencibilidade da morte é certo. 
d) É certo que não se vence a morte. 
e) Certamente vence-se a morte. 
 
03. A leitura do poema revela que a criação poética baseia-se em: 
a) um momento melancólico. 
b) uma situação prosaica. 
c) uma cena imaginária. 
d) uma circunstância irreal. 
e) um fato inusitado. 
 
04. Nos versos – as minhas mãos sob a nuca – e – mas o tato me dá –, o sentido expresso pela preposição “sob” e 
o expresso pela conjunção “mas” são, respectivamente, de: 
a) posição lateral e conclusão. 
b) posição paralela e explicação. 
c) posição superior e adição. 
d) posição contígua e comparação. 
e) posição inferior e oposição.

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