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1 ADM083 – INTRODUÇÃO AO EMPREENDEDORISMO 30 de Agosto de 2018 RESUMO UM “TOC” NA CUCA Roger Von Oech, 14ª Ed., Editora Cultura – SP, 1998 Docente: Prof. Dr. Elzo Alves Aranha Discentes: Ana Carolina Ribeiro Felix 2016002912 Gustavo Henrique Pereira da Silva 34265 Larissa Mérici da Silva Inácio 2016018618 Luana Aparecida Silvestre Braga 33651 Rayssa Thainá de Paiva Alves 34693 INTRODUÇÃO: ROMPENDO OS BLOQUEIOS MENTAIS Nessa introdução, o autor indaga sobre o porquê de se ter criatividade. Novas ideias nascem da mudança da realidade, onde novas informações e novas circunstâncias induzem à pensar diferente. A pessoa criativa é motivada pelo desejo de saber tudo, pois uma nova ideias pode surgir de informações deconexas. Uma pessoa não é criativa só por ter conhecimento. O ponto principal é o que fazer com esse conhecimento e como modificar a realidade a partir de ideias aparentemente bobas. A perspectiva criativa abre a mente para novas possibilidades. As descobertas nascem do pensamento diferente que se tem ao olhar o que todos olham, vislumbrando inovações. Entretanto, não é comum ter um pensamento diferente, pois a rotina não exige criatividade, além dos bloqueios mentais. Nesse ponto, o autor reflete sobre os bloqueios mentais e algumas maneiras de abrir a mente. Segundo ele, basta desaprender o que se sabe para gerar respostas novas! Pode parecer simples, mas as vezes é preciso uma ajuda para sair do pensamento comum. E, para isso, existem ajudas diferentes para cada situação. O “toc” na cuca pode surgir de alguma situação indesejada ou incomum, auxiliando na criação de novas ideias. 2 1. A RESPOSTA CERTA Uma maneira de desenvolver o pensamento crítico é a educação. Desenvolver características que façam pensar é de suma importância, pois saber argumentar sobre um ponto de vista é crucial. Apesar de muitas vezes ser ensinado que só há uma resposta certa, seja para problemas escolares, profissionais ou mesmo pessoais, “não é bem assim que a banda toca”. Tudo depende dos parâmetros de análise abordados e de nunca cessar a busca por outra resposta certa. Muitos estudantes ao longo da vida estudantil perdem parte de sua capacidade criativa na resolução de problemas, deixando passar possibilidades de encontrar várias respostas para uma mesma pergunta ao apelarem para a resposta trivial. Figura 1 – Diferentes pontos de vista Fonte: Uma questão de Ponto de vista? Disponível em <https://templouniversal.blogspot.com/2016/07/uma-questao-de-ponto-de-vista.html>. Acesso em 27 ago. 2018 Saber que um problema pode ter várias respostas certas, dependendo da realidade e do ponto de vista de cada indivíduo, é essencial para a tomada de decisões. Como mostra a Figura 1, nenhum dos dois indivíduos está errado, basta apenas que eles percebam isso. Ter mais de uma saída para uma mesma situação nos dá a possibilidade de refletir sobre qual é a melhor, através de um levantamento de prós e contras de uma ideia frente às outras. Assim, buscar a segunda, a terceira ou a décima resposta certa, por mais inovadora ou inusitada que seja, geralmente é o que torna o problema solucionável da forma mais eficiente possível. 3 2. ISSO NÃO TEM LÓGICA A ideia de um pensamento ser difuso ou concreto nos remete ao fato de que, por exemplo, o pensamento difuso pode ter muitas respostas diferentes e certas, enquanto o pensamento concreto traz a ideia binária de certo e errado. Fazendo-se uma analogia, o pensamento difuso remete a diferentes tons de cinza e o pensamento concreto é apenas preto e branco. No processo de criação de novas ideias, o autor apresenta duas fases importantes, as fases germinativa e prática. O pensamento difuso pode ser associado à fase germinativa, quando há a busca por novas ideias e soluções. Já o pensamento concreto associa-se à fase prática, que é quando se analisa a viabilidade da implantação da ideia. A inconsistência e a contradição fazem parte da essência humana e, por isso, a lógica não se aplica bem às situações cotidianas. Na maior parte do tempo em que estudamos, somos ensinados a pensar concretamente, enquanto deixamos o pensamento difuso de lado. Um exemplo deste fato são os testes de aptidão mental, que levam em consideração quesitos lógicos, como resolução de problemas matemáticos, e deixam coisas abstratas, como arte e culinária de fora da avaliação. Percebe-se que durante a evolução da humanidade, utilizam-se modelos análogos às tecnologias da época para compreender os processos da nossa mente. Na nossa época, fala-se em computador mental, o que, até certo ponto está certo. No âmbito de “entrada”, “saída” e “processamento” de informações esta analogia faz-se correta. Porém, o descarte do pensamento difuso em função do uso do pensamento concreto não é saudável, pois pessoas não são máquinas. Metáforas são utilizadas para explicar ideias com outras ideias, ligadas por um elo de similaridade. Este tipo de pensamento difuso é essencial para a compreensão de novas coisas, as quais fogem de nossa realidade, mas que podem ser comparadas com coisas familiares. Sendo assim, as metáforas são ferramentas bastante úteis para que ideias complexas tornem-se de fácil compreensão para qualquer um. 3. SIGA AS NORMAS A mente humana tende à reconhecer padrões em tudo, sendo alguns bem criativos. Porém, a construção de padrões não torna alguém criativo. O pensamento criativo também é destrutivo, pois há a necessidade de se destituir dos conhecimentos pré-estabelecidos e quebrar padrões para se ter novas visões e invenções. 4 O inovador questiona as regras para chegar em resultados diferentes. No entanto, a sociedade é educada para seguir normas, retraindo as crianças que pensam de modo original e fazendo com o que as pessoas se inclinem à obedecer as regras. Quando uma norma é estabelecida, dificilmente ela é rompida. Para se viver em harmonia, as regras precisam ser respeitadas. Entretanto, isso pode direcionar o foco para que o problema caiba em apenas uma solução, bloqueando a mente de uma pessoa para novas ideias. Ou seja, para se ter um pensamento criativo, as normas devem ser questionadas, mas também esse questionamento não é tudo para ser criativo. 4. SEJA PRÁTICO O ser humano é um ser pensante, podendo planejar o futuro ao antecipar situações. O pensamento humano não é limitado pela realidade, tornando-o capaz de imaginar coisas que não existem. Uma pergunta muito comum para germinar esses pensamentos inicia-se com a expressão “e se”. Tal pergunta pode despertar a criatividade para situações inusitadas como, por exemplo, “e se tivéssemos asas?”, “e se morássemos em Marte?”, “e se a água acabar amanhã?”. A partir disso, vários outros pensamentos diferentes começarão à brotar juntamente com supostas respostas. Para o autor, essas indagações podem ser feitas por qualquer pessoa, ou seja, qualquer um pode ter esse “toc” criativo, sendo um meio de se libertar dos pensamentos metódicos e rotuladores. Contudo, o “e se” não necessariamente proporciona pensamentos práticos e criativos. O autor revela, então, que há outro recurso, caso necessário, o chamado ponto de apoio. O ponto de apoio é constituído por ideias que até podem ser improváveis e impraticáveis, mas que levam à pensar em outras ideias mais viáveis e criativas. Existem três motivos para as pessoas não usarem esses recursos com frequência. O hábito impede as pessoas de utilizarem os resursos “e se” e o ponto de apoio para desenvolverem novas ideias, limitando-as apenas aos fatos. Outro motivo é que essestais recursos não resultam em ideias inovadoras de maneira rápida e prática. O terceiro motivo é que os seres humanos acham que não têm tempo de pensar nisso ou não foram ensinados à pensar assim. Mesmo que esses recursos forneçam ideias com pouca probabilidade de serem aplicadas, algumas ideias podem tornar-se praticáveis. O nosso cotidiano cobra que sejamos mais práticos nas atividades triviais. Contudo, a lógica pode reprimir o pensamento critativo. 5 5. EVITE AMBIGUIDADES Nesse capítulo, o autor reflete sobre o porquê das pessoas não gostarem de situações ambíguas. A ambiguidade podemgerar confusões em situações práticas, mas, em processos de criação, pode ser um estímulo para novas ideias. Um exemplo citado pelo autor é a muralha de madeira. Esse conto ilustra como as pessoas usam sua sabedoria e intuição para considerar alternativas e vencer uma batalha. A ambiguidade pode ser usada em forma de humor. Quando uma pergunta é feita e é esperado uma resposta lógica, o humorista vem com uma outra possível resposta. Para o autor, a geração de ideias não é algo aleatório, e sim uma situação que deve ser cultivada. 6. É PROIBIDO ERRAR O pensamento criativo pode gerar bons resultados. No entanto, podem acontecer equívocos. Temos enraizado no sistema educacional que, a resposta certa sempre é a boa e a errada é a ruim. Gerando, assim, um medo de errar e não refletir sobre o porquê do erro e como aprender com isso. 7. BRINCAR É FALTA DE SERIEDADE Segundo o autor, quando estamos mais propensos à brincadeiras, ou seja, quando nos vemos em momentos onde não estamos lidando com regras, imposições e exigências e não temos medo de errar, são momentos importantes para lidarmos com uma maneira de aprender também. Brincar e trabalhar não necessariamente precisam ser ações extremamente distintas. Pode-se brincar em alguns momentos do trabalho e alcançar objetivos e resultados concretos, além de alta produtividade de ideias quando o ambiente é inclinado à novas ideias. Pessoas extrovertidas e que mostram entusiasmo no que produzem geralmente são pessoas bastante inovadoras, com ideias que podem fazer a diferença em uma empresa, mantendo a criatividade e a inspiração nas ideias desenvolvidas. Problemas e lugares quando são tratados de formas divertidas podem gerar ideias novas e criativas. 6 8. ISSO NÃO É DA MINHA ÁREA Necessita-se utilizar o conhecimento adquirido durante a vida para aplicar não somente em uma área, mas nas mais diversas áreas e nos mais diversos problemas presentes em nossas vidas. Contudo, as pessoas possuem uma dificuldade para desenvolver esse tipo de pensamento, e isto se deve à especialização. A especialização é muito necessária para qualquer área de empreendimento e qualquer área da vida. O autor pondera que é humanamente impossível dominar todos os tipos de informação que chegam até nós. No entanto, para quem quer ter um pensamento criativo, este tipo de estratégia pode ser muito negativo, já que as pessoas tendem a ficar muito restritas a sua área de atuação, pois elas têm mais afinidade. O fato das pessoas não olharem para um problema que seja de uma ou outra área faz com que elas não utilizem uma nova forma de pensar para resolver o problema em questão, não utilizando, portanto, ideias mais inovadoras. Problemas atuais, quando tratados de forma multidisciplinar, podem gerar avanços significativos nas áreas de negócios, artes, medicina, entre outros. Com isso, é sempre importante que as pessoas estejam disponíveis para aplicar ideias de uma área em outra, gerando novas descobertas. A pró-atividade é importante para o desenvolvimento dessas novas ideias, buscando criatividade em outros ramos. Sendo assim, uma pessoa pró-ativa pode se tornar uma pessoa inovadora. 9. NÃO SEJA BOBO De acordo com diversos testes psicológicos, a melhor maneira de se dar bem em um grupo é acompanhar o grupo. A mente das pessoas é influenciada por acontecimentos ao seu redor e por atitudes tomadas por terceiros. Em várias situações, tendemos a agir de modo semelhante às pessoas que estão por perto, mesmo que seja uma ação que não condiz com nossos atos regulares. Adaptar-se ao ambiente em que se encontra é questão de necessidade, do contrário, a vida em sociedade seria extremamente complicada, mas isso vem com o preço da individualidade. Entretanto, essa adaptação pode ser problemática quando se trata da criação de novas ideias, pois estas não costumam surgir em um ambiente conformista, como, por exemplo, o pensamento grupal. No caso do pensamento grupal, as pessoas se preocupam mais em manter a aprovação dos outros do que propor soluções criativas para o problema. 7 Para se livrar dessa pressão imposta pela sociedade, às vezes é necessário ser o “bobo”. O autor argumenta que o bobo é aquela pessoa que propõe uma forma ridícula e lógica para solucionar um problema, que vê algo bom onde ninguém mais vê, que analisa a mais improvável das ideias e percebe algo de bom nelas, é aquela que pensa fora da caixa, ignorando as normas e imaginando o que sairia de bom de uma certa situação. Bancar o bobo pode ser um excelente método para a criação de novas ideias. 10. EU NÃO SOU CRIATIVO A força do pensamento pode se mostrar determinante em diversos setores da vida. A maneira como as pessoas pensam determina como a sociedade funciona. Se as pessoas forem induzidas a pensar que algo é real, aquilo pode tornar-se real devido às ações tomadas pelos que pensam que aquilo é real, isso é considerado uma profecia que se auto-realiza. Uma pessoa tende à atingir seus objetivos com mais facilidade caso acredite que ela vai conseguir atingí-los. Mas, se essa mesma pessoa começar à duvidar de si mesma e à pensar que seu objetivo é muito grande para ela, a tendência é que ela não consiga ou acabe desistindo no meio do caminho. Precisa-se acreditar nas coisas para que elas se tornem realidade. Se alguém pensa que algo é impossível, isso impede essa pessoa de tentar, assim ela cai no comodismo de dizer que tudo é difícil ou que ela não é capaz de fazer, reprimindo-se e pensando que é necessário ter algo que ela não tem, sendo que, a única diferença entre um que é capaz de fazer e um que não é, seria apenas o fato de acreditar. UM “TOC” FINAL Esta parte retrata um homem sentado tendo algum tipo de ideia ou pensamento. Este homem pode representar várias pessoas, como nós que lemos o livro. Portanto, o capítulo aborda que, após a leitura do livro, finalmente podemos desenvolver nossos próprios pensamentos e ideias, mas sendo de extrema importância que os levemos adiante, antes que outra pessoa o faça. Por isso, é bom que coloquemos todas as ideias que temos em prática juntamente com os ensinamentos adquiridos ao longo do livro.