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17/01/2018 1 DQA ESPECTROMETRIA DE MASSA COM FONTE DE PLASMA INDUTIVAMENTE ACOPLADO (ICP-MS) IQA364 – Análise Instrumental Unidade 3a 2017/3º Profª. Aline Soares Freire Professor Assistente A Departamento de Química Analítica - UFRJ DQA Espectrometria de Massa Inorgânica - MS Espectrometria de Massa com Fonte de Plasma Indutivamente Acoplado – ICP-MS. 2 Técnicas baseadas na detecção de íons 17/01/2018 2 DQA nebulização desolvatação partículas + íons fótons vaporização dissociação sólido ionização excitação líquido moléculas átomos 3 Técnicas baseadas na detecção de íons DQA 1A 2A 3B 4B 5B 6B 7B 8B 8B 8B 1B 2B 3A 4A 5A 6A 7A 8A H He Li Be B C N O F Ne Na Mg Al Si P S Cl Ar K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba La Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn Fr Ra Ac Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr LIMITE DE DETECÇÃO: < 1 ppt 1 – 100 ppt 0.1 – 1 ppb Lantanídeos Actinídeos Inductively Coupled Plasma Mass Spectrometry 4 ICP-MS: Elementos passíveis de determinação 17/01/2018 3 DQA 5 ICP-MS: Áreas de aplicação DQA Princípio: Fundamenta-se na determinação de elementos (isótopos, razões isotópicas) utilizando a espectrometria de massa (MS) de íons produzidos através de um plasma indutivamente acoplado (ICP). 6 A técnica de ICP-MS 17/01/2018 4 DQA É um instrumento que separa, rapidamente, íons em movimento com base em suas razões massa/carga (m/z) “Não deve ser confundido com os espectrômetros convencionais de emissão ou absorção de radiação do espectro eletromagnético” 7 Espectrômetro de Massa O nome vem pelo fato do resultado da análise, ser uma distribuição de relações m/z, representada de forma gráfica como um espectro. DQA ICP Torch RF Supply Argon Spray Chamber Mech Pump Turbo Pump Turbo Pump ICP-MS Computer and Control Electronics Ion Lens Electron Multiplier Mass Filter Plasma Spectrometer Interface 8 ICP-MS: instrumentação básica 17/01/2018 5 DQA 9 Opções para a espectrometria de massa inorgânica DQA 10 ICP-MS: fonte de energia Funções: Promover a dissociação dos compostos presentes na amostra formando íons livres. ● Necessidade de energia cinética alta (altas temperaturas) Fonte de Energia 17/01/2018 6 DQA Gás a temperatura elevada contendo moléculas, átomos, íons e elétrons; Plasmas são condutores elétricos; Plasmas são afetados pelo campo magnético; 11 ICP-MS: o plasma Acervo pessoal ICP-MS Thermo Scientific, Modelo ICAP Qc (LaDA - Lab. 518 – DQA / IQ / UFRJ) DQA ICP-MS: o plasma 12 ICP-MS Thermo Scientific, Modelo ICAP Qc (LaDA - Lab. 518 – DQA / IQ / UFRJ) Acervo pessoal 17/01/2018 7 DQA 13 A descarga com ICP – O 1º potencial de ionização DQA Constituída de três tubos concêntricos - peça única ou desmontável Sua montagem é sempre horizontal (axial) – aproximadamente a 10-20 mm da interface 14 ICP-MS: a tocha 17/01/2018 8 DQA Tocha, ICP-MS Thermo Scientific modelo X Series II (UFF - Depto. de Geoquímica - Lab. 108) 15 ICP-MS: a tocha Acervo pessoal DQA ICP-MS: montagem tocha + bobina de RF Tocha, ICP-MS Thermo Scientific, modelo ICAP Qc Injetor sem anel de vedação dispensando alinhamento Porta para gás adicional (orgânicos) Adaptadores para gases fixos (dispensa conexão manual) Tocha desmontável sem anel de vedação Câmara de nebulização sem anel de vedação 16 17/01/2018 9 DQA 17 ICP-MS: a tocha Tocha, ICP-MS Thermo Scientific, modelo ICAP Qc (UFRJ – IQ – DQA – Lab. 518) Acervo pessoal Acervo pessoal Acervo pessoal DQA Faz a ligação entre a fonte de íons em pressão atmosférica com a região de alto vácuo do separador de massa (quadrupolo); Constituída por 2 cones metálicos normalmente feitos em níquel ou platina A interface é resfriada e mantida sob vácuo por uma bomba rotativa mecânica entre 2-10 mbar Cone amostra (sample cone): localizado após o plasma - diâmetro do orifício 0,8 a 1,2 mm Cone escuma (skimmer cone): está fixado no jato supersônico - diâmetro do orifício 0,4 a 0,8 mm 18 ICP-MS: a interface (hifenação) 17/01/2018 10 DQA Sistemas com três câmaras de vácuo são mais comuns. 1º Estágio: ● Interface: situada entre o cone de amostragem e cone escuma é bombeada até aprox. 2-10 mbar via bomba rotativa mecânica. 2º Estágio: ● Óptica de íons, bombeada até aprox. 10-4 mbar via bomba de vácuo. 3º Estágio: ● Analisador de massa e detector, são bombeados até aprox. 10-6 mbar via bomba de vácuo turbomolecular. 2º e 3º estágios não podem partir da pressão atmosférica! (requerem bomba rotativa) 19 ICP-MS: sistema de vácuo DQA Bomba de vácuo rotativa Bomba de vácuo turbomolecular 20 ICP-MS: sistema de vácuo 17/01/2018 11 DQA Função dos cones: extrair os íons do interior do plasma. O primeiro é de amostragem, fica inserido no interior do plasma e passa da pressão atmosférica para cerca de 1 – 4 Torr. O segundo, coleta os íons do ambiente com esta pressão reduzida para o MS com pressão muito baixa (10-5 Torr). Entre os dois cones, as partículas sem carga são eliminadas pelo vácuo da bomba mecânica. Pressão Atmosférica (760 Torr) “Cone escuma (skimmer) Cone de Amostragem 5 x 10-5 Torr 1 Torr Velocidade das partículas 2,5 x 105 cm/s 21 A interfade do ICP-MS: cones de amostragem e escuma DQA A interfade do ICP-MS: cones de amostragem e “skimmer” 22 17/01/2018 12 DQA 23 A interface do ICP-MS: os cones Sample cone (Cone de amostragem) “Skimmer” (Cone escuma) ICP-MS Thermo Scientific, Modelo X Series II (Lab. 108 – GPEAA – Geoquimica/UFF) Acervo pessoal Acervo pessoal Acervo pessoal DQA 24 A interfade do ICP-MS: os cones Sample cone (Cone de amostragem) ICP-MS Thermo Scientific, Modelo ICAP Qc (LaDA - Lab. 518 – DQA / IQ / UFRJ) “Skimmer” (Cone escuma) Acervo pessoal Acervo pessoal Acervo pessoal Acervo pessoal 17/01/2018 13 DQA 25 A interfade do ICP-MS: os cones ICP-MS Thermo Scientific, Modelo ICAP Qc (LaDA - Lab. 518 – DQA / IQ / UFRJ) ICP-MS Thermo Scientific, Modelo X Series II (Lab. 108 – GPEAA – Geoquimica/UFF) Acervo pessoal Acervo pessoal DQA A interface do ICP-MS: cones de amostragem e skimmer ICP-MS Thermo Scientific, Modelo ICAP Qc (LaDA - Lab. 518 – DQA / IQ / UFRJ) Cones de amostragem iCAP Qc: Pt x Ni 26 Acervo pessoal 17/01/2018 14 DQA A interface do ICP-MS: cones de amostragem e skimmer ICP-MS Thermo Scientific, Modelo ICAP Qc (LaDA - Lab. 518 – DQA / IQ / UFRJ) Cones escuma (“skimmer”) iCAP Qc: Pt x Ni 27 Acervo pessoal DQA + Aerossol seco Partículas são decompostas e dissociadas Atomização e Ionização Analito presente como íons M+ População M+ mais alta; menor população poliatômicos Região mais quente do plasma ~ 8000 K Região analítica ~ 6700 K 28 ICP-MS: ionização 17/01/2018 15 DQA AS LENTES IÔNICAS DA Cone escuma Lentes Lentes de extração Válvula deslizante AUMENTO DO VÁCUO Cone de amostragem Feita por um conjunto de “lentes de extração” posicionadas imediatamente após a interface formando um feixe mássico Conjuntos de “lentes” otimizam e direcionam o feixe até focalização na entrada do quadrupolo A eficiência de um sistemabem desenhado de foco dos íons tem habilidade para: Produzir sinais de baixo BG; Sinais estáveis; Bons limites de detecção. 29 ICP-MS: focalização de íons DQA + a.c. - + d.c. - 1. Quatro cilíndros paralelos aos quais aplica-se potencial elétrico e RF: afeta o percurso dos íons através do quadrupolo. 2. Para uma determinada voltagem/RF, somente os íons de uma determinada m/z podem passar através do quadrupolo, sendo os demais atraídos e neutralizados por um dos eletrodos. 3. Um microprocessador comanda a varredura dos potenciais/RF aplicados aos eletrodos, e assim permite a separação sucessiva dos diferentes íons. 30 Quadrupolo: composto por 4 barras metálicas cilíndricas hiperbólicas eqüidistantes montadas em suportes cerâmicos Analisador de massa para ICP-MS: o quadrupolo 17/01/2018 16 DQA 31 Princípio de Separação em Q-ICP-MS DQA 32 Princípio de Separação em Q-ICP-MS 17/01/2018 17 DQA 33 Princípio de Separação em Q-ICP-MS DQA 34 Princípio de Separação em Q-ICP-MS 17/01/2018 18 DQA 35 Princípio de Separação em Q-ICP-MS DQA 36 Princípio de Separação em Q-ICP-MS 17/01/2018 19 DQA 37 Princípio de Separação em Q-ICP-MS DQA 38 Princípio de Separação em Q-ICP-MS 17/01/2018 20 DQA 39 Princípio de Separação em Q-ICP-MS Quadrupolo, ICP-MS Thermo Scientific modelo X Series II (UFF - Depto. de Geoquímica - Lab. 108) Acervo pessoal Acervo pessoal DQA 40 Princípio de Separação em Q-ICP-MS Quadrupolo, ICP-MS Thermo Scientific modelo X Series II (UFF - Depto. de Geoquímica - Lab. 108) Acervo pessoal 17/01/2018 21 DQA 41 Princípio de Separação em Q-ICP-MS Características: Baixa resolução; Sensibilidade relativamente baixa; Baixo custo, robusto e de fácil operação; Escala de massas é linear; Varredura rápida; Facilmente acoplados; Tolerantes a pressões relativamente altas, 10-4 torr. DQA TEMPO DE VÔO ICP-MS: o tempo de vôo 42 Baseia-se na ideia simples de que as velocidades de dois íons, criados no mesmo instante, com a mesma energia cinética, variarão conforme a massas dos íons. O íon mais leve chegará primeiro ao detector. 17/01/2018 22 DQA TEMPO DE VÔO ICP-MS: o tempo de vôo 43 Separa íons de diferentes razão m/z em uma região livre de campo elétrico ou magnético após aceleração por uma voltagem de aceleração fixa; Íons com a mesma energia translacional inicial e diferente m/z levam tempos diferentes para atravessar uma dada distância; A equação que governa a separação de íons por TOF é: Onde, m/z : razão massa/carga do íon; V: potencial elétrico de aceleração; t: tempo de voo do íon; L: comprimento do tubo de voo. DQA TEMPO DE VÔO ICP-MS: o tempo de vôo 44 O refletor usa um campo elétrico estático para inverter o sentido da viagem dos íons e aprimora a resolução de massas, assegurando que os íons de mesma razão m/z, mas com energias cinéticas diferentes, cheguem ao detector ao mesmo tempo. 17/01/2018 23 DQA SF-ICP-MS: a alta resolução 45 DQA SF-ICP-MS: a alta resolução 46 17/01/2018 24 DQA SF-ICP-MS: a alta resolução 47 DQA SF-ICP-MS: a alta resolução 48 17/01/2018 25 DQA SF-ICP-MS: a alta resolução 49 DQA MULTICOLETOR MC-ICP-MS: o multicoletor 50 NuPlasma Nu Instruments 17/01/2018 26 DQA MC-ICP-MS: o multicoletor 51 Neptune Thermo Scientific DQA MC-ICP-MS: o multicoletor 52 Neptune Thermo Scientific 17/01/2018 27 DQA MC-ICP-MS: o multicoletor 53 DQA MC-ICP-MS: o multicoletor 54NuPlasma (Nu Instruments) 17/01/2018 28 DQA MC-ICP-MS: o multicoletor 55 NuPlasma (Nu Instruments) DQA MC-ICP-MS: o multicoletor 56 NuPlasma (Nu Instruments) 17/01/2018 29 DQA QQQ-ICP-MS: Agilent 8800 e o triplo quadrupolo 57 57 DQA QQQ-ICP-MS: Agilent 8800 e o triplo quadrupolo 58 17/01/2018 30 DQA 59 QQQ-ICP-MS: Agilent 8800 e o triplo quadrupolo Operação no modo MS/MS: ambos o quadrupolos Q1 e Q2 uam como filtros de massa. Nest modo, Q1 controla os íons que entram na célula de colisão/reação, de modo que massas não-selecionadas são rejeitadas e qualquer mudança em analitos co-existentes ou em elementos da matriz não rompa o processo de reação usado para remover as interferências de mesma massa que o analito. DQA QQQ-ICP-MS: Agilent 8800 e o triplo quadrupolo Sistema de introdução de amostras 17/01/2018 31 DQA 61 QQQ-ICP-MS: Agilent 8800 e o triplo quadrupolo DQA QQQ-ICP-MS: Agilent 8800 e o triplo quadrupolo 62 17/01/2018 32 DQA ICP-MS: Agilent 8800 com triplo quadrupolo 63 Figure 4. 8800 MS/MS mode Product Ion Scan for Ti with NH3 cell gas DQA 64 QQQ-ICP-MS: Agilent 8800 e o triplo quadrupolo Determinação de S e P em biomoléculas 17/01/2018 33 DQA Dinodo ElétronsÍon M+ e - e - M+ Amplificador Multiplicação de elétrons se baseia no princípio de alguns materiais semicondutores apresentarem a propriedade de emissão secundária, caracterizada pela colisão de um íon resultar na emissão de dois ou mais elétrons. O detector coleta os íons, produzindo uma corrente elétrica proporcional à quantidade destes. MULTIPLICADOR DE ELÉTRONS 65 ICP-MS: o detector DQA Multiplicador de elétrons com dinodos discretos Íons oriundos do quadrupolo colidem com o primeiro dinodo. Elétrons secundários são liberados e acelerados para o próximo dinodo. O pulso é capturado pelo coletor multiplicador (anodo). 66 Detectores para ICP-MS: multiplicador de elétrons 17/01/2018 34 DQA Sinal em pulso Sinal analógico Cross calibration 67 Detectores para ICP-MS: multiplicador de elétrons DQA 68 ICP-MS: Exemplo de montagem ICP-MS Thermo Fisher, modelo X Series II (UFF - Depto. de Geoquímica - Lab. 108)Acervo pessoal 17/01/2018 35 DQA 69 ICP-MS: Exemplo de montagem ICP-MS Thermo Fisher, modelo X Series II (UFF - Depto. de Geoquímica - Lab. 108) Acervo pessoal DQA ICP-MS Thermo Scientific, modelo ICAP Qc (LaDA – Lab. 518 – DQA/IQ/UFRJ) 70 ICP-MS: Exemplo de montagem Acervo pessoal Acervo pessoal Acervo pessoal 17/01/2018 36 DQA Tempo de permanência do analito no plasma é muito curto (ordem de ms), por isso, o aerossol deve ser introduzido de forma adequada 71 ICP-MS: Introdução do aerossol no plasma DQA Transformação da solução em um aerossol NEBULIZAÇÃO 72 ICP-MS: Sistemas de introdução de amostras líquidas 17/01/2018 37 DQA Nebulizador Meinhard GAS DO NEBULIZADOR ENTRADA DE AMOSTRA 73 ICP-MS: nebulizadores pneumáticos Nebulizador MiraMist DQA Gotas 10 m atingem o plasma Função: remover gotas maiores e minimizar pulsos durante a nebulização. Geralmente são resfriadas ( 4 oC ) Ciclônicas 74 ICP-MS: câmaras de nebulização Scott Cônica 17/01/2018 38 DQA Câmara de nebulização cônica + Peltier, ICP-MS Thermo Scientific, modelo X Series II – UFF - Depto. de Geoquímica - Lab. 108 75 ICP-MS: câmara de nebulização cônica – o Peltier Acervo pessoal DQA ICP-MS: o “peltier” Câmara de nebulização ciclônica + Peltier (ICP-MS Thermo Scientific, modelo ICAP Qc – LaDA – Lab. 518 – DQA/IQ/UFRJ) 76 Acervo pessoal 17/01/2018 39 DQA ICP-MS: o “peltier” Câmara de nebulização ciclônica + Peltier (ICP-MS Thermo Scientific, modelo ICAP Qc – LaDA – Lab. 518 – DQA/IQ/UFRJ) 77 Acervo pessoal DQA “LASER ABLATION” (Ablação a Laser) 78 ICP-MS: sistemasde introdução de amostras sólidas Laser do tipo Nd:YAG = granada sintética de Y e Al (Y3Al5O12) com impureza de Nd. 17/01/2018 40 DQA “LASER ABLATION” (Ablação a Laser) 79 ICP-MS: sistemas de introdução de amostras sólidas DQA ABLAÇÃO A LASER (“LASER ABLATION”) ICP-MS: introdução de amostras sólidas 80 Laser Ablation New Wave, Modelo esi 213 (LaDA - Lab. 518 – DQA / IQ / UFRJ) Acervo pessoal 17/01/2018 41 DQA O tratamento da amostra é muito importante para não danificar os orifícios dos cones prolongando a vida útil e sensibilidade Sólidos dissolvidos máx. 0,2 % m/v Máximo de 5 % (v/v) de HNO3 Máximo de 5 % (v/v) de HCl (Cl - interferências) Máximo de 1 % (m/v) H3PO4, H2SO4 ou HF (sistema para introdução de amostra compatível). 81 ICP-MS: outras considerações sobre introdução de amostras DQA Amostrador de platina: a) e b) em estado novo; c): já fortemente corroído EFEITOS CAUSADOS PELA SALINIDADE ELEVADA DE SOLUÇÕES 82 ICP-MS: outras considerações sobre introdução de amostras 17/01/2018 42 DQA 83 Introdução de amostra: alguns “imprevistos”... Desvitrificação ICP OES Thermo Scientific Modelo iCAP 6300 (Lab. 518 – LaDA – IQ /UFRJ) DQA 84 Introdução de amostra: alguns “imprevistos”... ICP OES HJY, Modelo Ultima 2 (Lab. 108 – GPEAA – Geoquimica/UFF) 17/01/2018 43 DQA 85 Introdução de amostra: alguns “imprevistos”... ICP OES HJY, Modelo Ultima 2 (Lab. 108 – GPEAA – Geoquimica/UFF) DQA 86 Introdução de amostra: alguns “imprevistos”... Entupimento ICP OES Thermo Scientific Modelo iCAP 6300 (Lab. 518 – LaDA – IQ /UFRJ) 17/01/2018 44 DQA 87 Introdução de amostra: alguns “imprevistos”... Depósito de “fuligem” (alto teor de matéria orgânica) ICP OES HJY, Modelo Ultima 2 (Lab. 108 – GPEAA – Geoquimica/UFF) DQA 88 Introdução de amostra: alguns “imprevistos”... Depósito de sais (alto teor de sólidos dissolvidos/alta salinidade) ICP OES HJY, Modelo Ultima 2 (Lab. 108 – GPEAA – Geoquimica/UFF) 17/01/2018 45 DQA 89 Introdução de amostra: alguns “imprevistos”... Alta salinidade (NaCl) ICP OES Thermo Scientific Modelo iCAP 6300 (Lab. 518 – LaDA – IQ /UFRJ) ICP OES HJY, Modelo Ultima 2 (Lab. 108 – GPEAA – Geoquimica/UFF) DQA 90 Introdução de amostra: alguns “imprevistos”... Precipitação da amostra ICP OES HJY, Modelo Ultima 2 (Lab. 108 – GPEAA – Geoquimica/UFF) 17/01/2018 46 DQA Calibração externa multielementar: recomendável para matrizes mais simples – assemelhamento de matriz (matrix matching) Semi-quantitativa Baseada na calibração do instrumento feita a partir de uma única solução de calibração. O software usa a calibração de massa para estimar as intensidades de cada isótopo a partir do elemento presente na solução de calibração. Permite a determinação simultânea de cerca de 80 elementos. Quantitativa Construção de curvas de calibração a partir de soluções padrão com diferentes concentrações. 91 ICP-MS: a calibração DQA Padrão Interno Corrige variações nas medidas causadas por flutuações no sistema de introdução de amostra (variações na nebulização) e instabilidade do plasma. Adição de Analito (Adição de Padrão) Utilizada para matrizes mais complexas. 92 ICP-MS: a calibração 17/01/2018 47 DQA Selecionar os isótopos a serem determinados 93 ICP-MS: metodologia analítica DQA Selecionar os isótopos a serem determinados 94 ICP-MS: metodologia analítica 17/01/2018 48 DQA Fixar os parâmetros instrumentais Preparar as soluções de calibração (soluções padrão e tratamento das amostras (ex. diluições) Devem ser otimizados de forma a se obter melhor relação entre sinais dos analitos, menores taxas de formação de óxidos e de íons divalentes, etc. Utilizar padrões rastreáveis e de pureza elevada Métodos de digestão, extração, solubilização 95 ICP-MS: metodologia analítica DQA Parâmetros instrumentais: Potência da radiofreqüência aplicada ao plasma; Vazão de argônio (plasma, auxiliar e do nebulizador); Escolha adequada da distância plasma / cone de amostra; Parâmetros de medição: ●Tempo de residência em cada medida; ● Número de varreduras por medição; ● Número de replicatas ; ● Número de pontos medidos por sinal; ● Tempo de espera para início da medição. O valor ideal para cada parâmetro é determinado experimentalmente durante a otimização do método ICP-MS: metodologia analítica 17/01/2018 49 DQA Quente M++M+MO+ Frio Maximizar M+ Minimizar MO+ Minimizar M++ Amostragem Depende do nebulizador Depende da câmara Gases do plasma Refrigeração Auxiliar Posição da tocha Controles x, y e z 97 ICP-MS: metodologia analítica - otimização do plasma DQA Sistema de ultra-purificação de água adequado 98 ICP-MS: controle de qualidade analítica Capela de fluxo laminar para manipulação Amostragem protegida Acervo pessoal Acervo pessoal Acervo pessoal 17/01/2018 50 DQA As interferências são dependentes da matriz da amostra 99 ICP-MS: interferências DQA Interferências que não dependem da resolução de massa do instrumento. Interferências não-espectrais Supressão de sinal em função de componentes da matriz da amostra; Problemas de transporte na introdução da amostra ● Viscosidade ● Tensão superficial 100 ICP-MS: interferências 17/01/2018 51 DQA INFLUENCIA DA MATRIZ DA AMOSTRA NOS SINAIS ANALÍTICOS Exemplo: Supressão de sinal em soluções ácidas (HNO3); concentração nominal dos elementos: 50 μg/L. 101 ICP-MS: interferências não-espectrais DQA Exemplo: Supressão de sinal em soluções com alta salinidade (NaCl); concentração nominal dos elementos: 50 μg/L. 102 INFLUENCIA DA MATRIZ DA AMOSTRA NOS SINAIS ANALÍTICOS ICP-MS: interferências não-espectrais 17/01/2018 52 DQA Sempre que possível, usar amostras diluídas (TDS < 0,2 %); Utilizar a técnica de “adição de analito”; Considerar a possibilidade de remoção da matriz por métodos de separação adequados (SPE, troca iônica, extração em ponto nuvem, etc.) 103 ICP-MS: interferências não-espectrais - como tratá-las? DQA Problemas de transporte na introdução da amostra (viscosidade e tensão superficial) e instabilidade do plasma Sc, Ga, Ge, Rh, In, Tl, Bi Utilização de padrões internos Geralmente trabalha-se com seis padrões internos cobrindo toda a faixa de massa. 104 ICP-MS: interferências espectrais 17/01/2018 53 DQA Causas da “supressão” de sinais em ICP-MS: Alteração da temperatura (energia) do plasma pela presença da matriz; Competição na ionização dos analitos: Ex.: Na (5,14 eV) > Se (9,75 eV); Efeito de cargas espaciais perto da(s) lente(s) iônica(s); Efeito da discriminação de massa. 105 ICP-MS: interferências espectrais DQA Interferências espectrais Interferências que dependem da resolução de massa do instrumento. Interferências isobáricas Interferências moleculares e/ou poliatômicas ● 58Ni e 58Fe ● 48Ca e 48Ti ● 56ArO e 56Fe ● 51ClO e 51V ● 75ArCl e 75As ● 52ArC e 52Cr ●63ArNa e 63Cu 106 ICP-MS: interferências espectrais 17/01/2018 54 DQA ISÓTOPO PRINCIPAIS ESPÉCIES INTERFERENTES 51 V 35 Cl 16 O, 37 Cl 14 N 52 Cr 36 Ar 16 O, 40 Ar 12 C, 35 Cl 16 OH, 37 Cl 14 NH 53 Cr 36 Ar 16 OH, 40 Ar 13 C, 37 Cl 16 O, 35 Cl 18 O, 40 Ar 12 CH 54 Fe 40 Ar 14 N, 40 Ca 14 N 55 Mn 37 Cl 18 O, 23 Na 32 S, 56 Fe 40 Ar 16 O, 40 Ca 16 O 57 Fe40 Ar 16 OH, 40 Ca 16 OH 58 Ni 40 Ar 18 O, 40 Ca 18 O, 23 Na 35 Cl 59 Co 40 Ar 18 OH, 41 K 18 O, 43 Ca 16 O 60 Ni 44 Ca 16 O, 23 Na 37 Cl 61 Ni 44 Ca 16 OH, 38 Ar 23 Na, 23 Na 37 ClH 63 Cu 40 Ar 23 Na, 12 C 16 O 35 Cl, 12 C 14 N 37 Cl 64 Zn 32 S 16 O2, 32 S2, 36 Ar 12 C 16 O, 38 Ar 12 C 14 N, 48 Ca 16 O 65 Cu 32 S 16 O2H, 32 S2H, 14 N 16 O 35 Cl, 40 Ar 25 Mg, 48 Ca 16 OH ICP-MS: interferências INTERFERÊNCIAS ESPECTRAIS 107 TABELA 3 DQA ISÓTOPO PRINCIPAIS ESPÉCIES INTERFERENTES 66 Zn 34 S 16 O2, 32 S 34 S, 33 S2, 48 Ca 18 O 67 Zn 32 S 34 SH, 33 S2H, 48 Ca 18 OH, 14 N 16 O 37 Cl, 16 O2 35 Cl 68 Zn 32 S 18 O2, 34 S2 69 Ga 32 S 18 O2H, 34 S2H, 16 O2 37 Cl 70 Zn 34 S 18 O2, 35 Cl2 71 Ga 34 S 18 O2H 72 Ge 40 Ar 32 S, 35 Cl 37 Cl, 40 Ar 16 O2 73 Ge 40 Ar 33 S, 35 Cl 37 ClH, 40 Ar 16 O2H 74 Ge 40 Ar 34 S, 37 Cl2 75 As 40 Ar 34 SH, 40 Ar 35 Cl, 40 Ca 35 Cl 77 Se 40 Ar 37 Cl, 40 Ca 37 Cl 78 Se 40 Ar 38 Ar 80 Se 40 Ar2, 40 Ca2, 40 Ar 40 Ca, 40 Ar 39 KH, 79 BrH ICP-MS: interferências INTERFERÊNCIAS ESPECTRAIS 108 TABELA 3 17/01/2018 55 DQA Interferências isobáricas Correção através de equações matemáticas Interferências moleculares/poliatômicas ICP-MS de alta resolução (HR-ICP-MS) ● Alto custo ● Difícil operação ● Cuidados especiais com limpeza do ambiente (sala limpa) Célula de colisão/reação ● Eficiente na redução de interferências poliatômicas 109 ICP-MS: interferências espectrais - como tratá-las? DQA Correções através de equações matemáticas Calcular a intensidade da interferência através da intensidade de outros isótopos; Subtrair a interferência. 75As = sinal (massa 75) – sinal (40Ar35Cl) Arsênio 110 Exemplo: Interferência isobárica – correção por equações 17/01/2018 56 DQA 111 Exemplo:Interferência isobárica “resolvida” por HR-ICP-MS DQA Converte íons interferentes em nova(s) espécie(s) poliatômica(s) – que não causa(m) interferência Converte o analito em uma nova espécie poliatômica com um novo valor para a razão massa/carga (m/z) que não sofre interferência 112 ICP-MS: célula de colisão/reação 17/01/2018 57 DQA Multipolo (flat polo, quadrupolo, hexapolo ou octapolo) em uma célula que precede o analisador de massa (quadruplo); Vazão controlada de um gás (ex.: gás de colisão como He ou gás de reação como H2, NH3, O2); Ocorre interação dos íons com o gás. Como ela funciona? Drástica redução/eliminação de interferências “mantendo” os sinais dos analitos Em que isso acarreta? Multipole Ions in Gas in 113 ICP-MS: célula de colisão/reação DQA Átomo ou molécula do gás de reação/colisão Íon amostra M+ - Pequena colisão cruzada Espécies poliatômicas ArX+ – Grande colisão cruzada Pós célula Célula Pré Célula D e c ré s c im o d e E n e rg ia Barreira Energia plasma Quadrupolo Lente de extração π – garante que a energia dos íons entrando na célula, sejam ideais para a colisão/reação química ICP-MS: célula de colisão/reação 17/01/2018 58 DQA 115 ICP-MS: célula de colisão/reação DQA Entrada do gás reativo (NH3) 56Fe+ Quadrupolo + + Quadrupolo + + + + + + + + + + + + + + + + + 50Ar16O+ 56Fe+ Ar NH3 + Reações e colisões entre moléculas ArO+ + NH3 O + Ar + NH3 + ++ = Isóbaro Analito Gás reativo ex.(NH3) 116 ICP-MS: funcionamento de uma DRC (56Fe) 17/01/2018 59 DQA Modo PADRÃO Modo CCT Água ultra-pura 117 ICP-MS: efeito do uso de uma CCT DQA 118 ICP-MS: efeito do uso de uma CCT Flat Poles (ICP-MS Thermo Scientific, modelo ICAP Qc) Hexapole ICP-MS Thermo Scientific, modelo X Series II – UFRJ - Depto. de Química Analítica - Lab. A518 Acervo pessoal 17/01/2018 60 DQA Gás 1 Célula Gás 2 Célula CFM 1 CFM 2 Detector Ext. L1L2HexapoloL3F Bomba rotativa Plasma Turbobombeamento de fluxo dividido DAQEL Válvula deslizante Quadrupolo D1/2 ICP-MS: X-Series II com CCT (Thermo Scientific) 119