Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Gestão da Responsabilidade 
Social e Ambiental
W
BA
01
50
_V
1.
1
2/218
Gestão da Responsabilidade Social e Ambiental
Autor: Diego Correia
Como citar este documento: CORREIA, Diego. Gestão da Responsabilidade Social e Ambiental. 
Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015.
Sumário
Apresentação da Disciplina 04
Unidade 1: Responsabilidade Corporativa 06
Assista suas aulas 25
Unidade 2: Produção mais limpa (P+L) 33
Assista suas aulas 53
Unidade 3: Cultura Organizacional 61
Assista suas aulas 81
Unidade 4: Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à 
Responsabilidade
89
Assista suas aulas 109
2/218
3/2183
Unidade 5: Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos 117
Assista suas aulas 137
Unidade 6: Ecoeficiência em Serviços 145
Assista suas aulas 160
Unidade 7: Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem AmbienSal 168
Assista suas aulas 187
Unidade 8: Marketing Ambiental 195
Assista suas aulas 210
Sumário
Gestão da Responsabilidade Social e Ambiental
Autor: Diego Correia
Como citar este documento: CORREIA, Diego. Gestão da Responsabilidade Social e Ambiental. 
Valinhos: Anhanguera Educacional, 2015.
4/218
Apresentação da Disciplina
Em tempos de Globalização, as 
expectativas sobre o papel das 
organizações estão mudando. Hoje, o 
desempenho de uma empresa é avaliado 
não apenas pela sua lucratividade, valor 
de mercado ou inovação, mas também 
sobre a forma como ela se relaciona 
com os aspectos econômicos, culturais, 
sociais e ambientais na sua área de 
influência. As ações estratégias que as 
empresas desenvolvem ao considerar 
a abrangência de suas ações nesses 
campos estão contidas dentro do escopo 
conhecido como Responsabilidade Social 
Corporativa (RSC).
Trata-se de um conceito amplo, 
correlacionado a uma rede de interesses e 
de fatores, que se vincula diferentemente 
a depender dos diferentes contextos 
políticos, sociais e econômicos, a partir de 
uma série de estratégias e ferramentas de 
articulação e de gestão.
Por meio dos oito temas propostos para o 
estudo, esperamos que você possa:
• Identificar os benefícios e 
desafios de um posicionamento 
empresarial proativo sob a égide da 
responsabilidade social e ambiental;
• Aplicar modelos conceituais, a fim 
de melhorar a compreensão sobre 
os impactos diretos das políticas 
corporativas, e a resolução de 
problemas;
• Reconhecer e conciliar as demandas 
conflitantes de políticas corporativas 
5/218
e interesses das partes interessadas 
a partir da elaboração de um plano 
estratégico;
• Prever o impacto positivo e negativo 
de políticas e ações de forma a 
reduzir o risco corporativo;
• Demonstrar o valor da 
Responsabilidade Empresarial, a 
fim de melhor informar a tomada 
de decisão, e valorizar a imagem da 
empresa.
De forma geral, pretendemos que 
essa disciplina possa auxiliá-lo com 
conhecimentos e habilidades necessárias 
para ajudá-lo a formular e gerir uma 
agenda socialmente responsável. Em 
particular, pretendemos que você 
consolide uma compreensão abrangente 
das influências sobre os impactos sociais 
e ambientais do processo de produção 
de uma empresa, e adquira subsídios 
teóricos-metodológicos sobre a gestão 
de impactos e demandas, dentro de uma 
perspectiva de proatividade e liderança 
ética. Nós vamos ajudá-lo a alcançar esse 
objetivo este através da exposição de oito 
temas diferentes, porém, associados com 
a proposta da RSC. Estes incluem estudos 
de negócios, estudos culturais, economia, 
engenharia, ciência política, metodologia 
de pesquisa e sociologia.
6/218
Unidade 1
Responsabilidade Corporativa
Objetivos
1. Avaliar criticamente o atual contexto de negócios, e 
os esforços na elaboração de um plano empresarial 
de atuação responsável.
2. Identificar os investimentos necessários para a 
melhora da capacidade da organização em se 
vincular e se comprometer com as demandas sociais, 
ambientais e econômicas de seus stakeholders. 
3. Melhorar a capacidade de comunicação e diálogo, 
com o objetivo de criar relações produtivas positivas 
com as partes interessadas e compartilhar valores.
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa7/218
Introdução
Atualmente diferentes áreas do 
conhecimento têm se dedicado a estudos e 
pesquisas sobre aquilo que chamamos de 
crise ambiental (ou crise socioambiental). 
Entre outras conceituações, podemos dizer 
que a crise socioambiental é um fenômeno 
global, resultado da conjunção de várias 
perturbações que revelam uma condição 
extrema que nosso meio ambiente vive, 
tendo a sua capacidade de suporte no 
limite, com potencial de ameaça às 
espécies e aos ecossistemas existentes.
Entre essas perturbações, talvez a 
mais visível seja a poluição, que nada 
mais é do que a “alteração indesejável 
das características físicas, químicas e 
biológicas da biosfera” (ODUM, 2004, 
p. 475). Ela é causada principalmente 
pela produção e lançamento de resíduos 
sólidos, líquidos e gasosos, em quantidade 
suficiente para alterar a qualidade do 
ambiente. 
Toda essa problemática está relacionada 
ao aumento da população humana e a 
forma que ela produz, consome e rejeita 
determinados materiais. Nesse sentido, 
é importante relembrar um importante 
pressuposto da Lei da Conservação de 
Massas, desenvolvido pelo pai da Química 
Moderna, Antoine Lavoisier, que afirma: 
“Na natureza nada se cria, nada se perde, 
tudo se transforma”. 
Outro postulado científico bastante 
importante é a segunda lei da 
termodinâmica, que observa que as 
“transformações de energia se realizam 
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa8/218
das mais nobres para as menos nobres, 
com aumento da entropia”, ou seja, a 
degradação processual da matéria. 
Tendo como pressuposto os referidos 
postulados, podemos afirmar que a 
transformação da matéria exige o 
dispêndio de recursos nobres convertidos 
em energia. A utilização de recursos 
naturais e de energia resulta no acúmulo 
de rejeitos que não desaparecem, e que 
são menos significativos em termos de 
potencial de uso. Ainda, a energia residual 
(calor) liberada na natureza pode facilitar 
o fenômeno conhecido como “efeito 
estufa”, um dos contribuintes para aquilo 
que alguns cientistas vêm chamando de 
aquecimento global. 
Para saber mais
Dentro do atual contexto socioambiental, sabe-se 
que as corporações, sobretudo as industriais, são 
os principais produtores e emissores de diferentes 
tipos de poluentes. Bem como outras áreas do 
conhecimento, a Filosofia também nos ajuda a 
refletir a respeito do nosso posicionamento ético 
em relação ao mundo e aos outros, sobretudo 
em situações de crise. Um canal da plataforma 
YouTube, chamado “Saber Filosófico”, hospeda 
uma série de palestras com renomados filósofos 
brasileiros, tais como Mário Sérgio Cortella, Clóvis 
de Barros Filho, Leandro Karnal, entre outros. Vale 
a pena conhecer um pouco mais, através do link a 
seguir: <https://www.youtube.com/channel/
UCWdXgfpEIZIGzah9_yCL-Xw>.
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa9/218
1. A Responsabilidade Social Corporativa (RSC)
Na página virtual do Instituto Ethos, encontramos a seguinte definição sobre as características 
e os objetivos da responsabilidade social corporativa (ou empresarial):
[...] deve estar diretamente ligada aos valores da companhia e o 
direcionamento a ela deve estar claro para os empregados, fornecedores 
e consumidores/clientes, bem como para a própria comunidade e para o 
governo. Engana-se aquela empresa que enxerga sua responsabilidade 
como limitada apenas às suas ações diretas. E isso vale também para o 
governante e para o cidadão comum. Adotar uma gestão socialmente 
responsávelimplica, necessariamente, atuar buscando trazer benefícios 
para a sociedade, propiciar a realização profissional dos empregados 
e promover benefícios para os parceiros e para o meio ambiente, sem 
deixar de lado o retorno para os investidores.
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa10/218
Nesse sentido, a troca e o aprendizado permanentes são tão importantes 
para a empresa quanto as reflexões internas [...] o diálogo criado a partir 
daí pode dar as condições necessárias para a legitimação de diferentes 
atores – mais influentes nesse novo modelo de gestão participativa 
–, bem como para a definição de metas claras e a promoção do 
comprometimento das partes para uma mudança efetiva de foco, do 
momento atual para o futuro (INSTITUTO ETHOS, s/d, p. 1).
Para saber mais
O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma Oscip cuja missão é “mobilizar, 
sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as 
parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável”. O seu website disponibiliza uma série de 
materiais, notícias e relatos de experiência que podem servir de inspiração e fonte de pesquisa para a sua 
própria iniciativa. Saiba mais em: <http://www3.ethos.org.br/>.
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa11/218
Trata-se de uma definição interessante, 
pois destaca a necessidade da ampliação 
do papel e dos objetivos da empresa 
− isto é, um investimento financeiro 
e humano que está além do objetivo 
tradicional de “lucro”, e que não se limita 
ao ajustamento de restrições normativas 
ou regulamentares. É uma iniciativa 
voluntária que busca beneficiar, de 
forma direta ou indireta, a coletividade. 
Entre outros exemplos, é possível citar 
o investimento em equipamentos que 
reduzem as emissões de gases de efeito 
estufa, a melhoria das condições de 
trabalho, o apoio público à defesa dos 
direitos humanos em localidades de alta 
fragilidade institucional, entre outros. 
Nesse sentido, a Responsabilidade Social 
Corporativa é um compromisso de integrar 
práticas socialmente responsáveis nas 
operações de negócios. Entre outros 
aspectos, é uma maneira para que uma 
empresa possa alcançar um equilíbrio 
de imperativos econômicos, sociais 
e ambientais, que também atende as 
expectativas das partes interessadas na 
atuação da empresa (stakeholders). Ou seja, 
um ativo “de impulsão” que beneficia toda 
a sociedade, e tem um potencial de atrair 
clientes, satisfazer acionistas e motivar os 
funcionários. 
A teoria dos stakeholders, ou teoria das 
partes interessadas, defende que há um 
contrato implícito entre a empresa e a 
sociedade. Se a empresa quebra esse 
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa12/218
contrato, perde sua legitimidade. Por 
conseguinte, a empresa deve gerir suas 
relações com as partes interessadas, ou 
seja, todos aqueles que podem afetar ou 
ser afetados pelas atividades da empresa. 
Assim, agora segue responsável por todos 
os seus stakeholders. 
Para os teóricos dos stakeholders, as 
pessoas e os trabalhadores passam a 
ser reconhecidos como um dos agentes 
interessados. Apesar de não fazerem 
nenhum tipo de investimento em capital 
humano, financeiro, ou qualquer outro 
valor na empresa, não colocadas em 
risco, como resultado das atividades da 
empresa. Nesse sentido, segundo Starik 
(1994), o meio ambiente é uma das partes 
interessadas ainda que quem falará pelo 
seu nome, qual o seu poder de influência e 
legitimidade posam não estar claras. 
De acordo com essa teoria, podemos 
distinguir quatro níveis de responsabilidade 
social das empresas: econômica, jurídica, 
ética e discricionária (CARMO, 2010). 
A responsabilidade econômica é 
produzir produtos e serviços confiáveis, 
proporcionar empregos, gerar dividendos 
para os acionistas, e utilizar tecnologias 
de baixa emissão, de modo que 
reflita em custos nos preços finais. A 
responsabilidade legal é a obediência 
às leis e aos regulamentos. Também, é 
possível tirar proveito das obrigações 
regulamentares para inovar em produtos e 
tecnologias. 
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa13/218
A responsabilidade ética é seguir os 
princípios éticos fundamentais e, por 
exemplo, fornecer informações completas 
e precisas, além das exigências legais. A 
responsabilidade discricionária, por sua 
vez, ultrapassa os limites das obrigações 
legais, assumindo o papel de “bom cidadão 
corporativo”, através, por exemplo, de 
ações filantrópicas. 
Porém, esse conceito esconde uma 
variedade de práticas e áreas de atuação, 
normalmente agrupadas em três 
dimensões: a ambiental, a social e a de 
governança. 
A dimensão ambiental se refere à 
incorporação de tecnologias, adoção de 
design, prevenção e controle da poluição 
advindos da produção e distribuição, 
proteção dos recursos hídricos, 
conservação da biodiversidade, gestão de 
resíduos, gestão da poluição local, e outros. 
A dimensão social se refere a práticas 
inovadoras em gestão de recursos 
humanos (formação e gestão de carreira, 
participação dos trabalhadores, qualidade 
das condições de trabalho), e também 
podem incluir contribuições para as causas 
de interesse local ou global, como: o 
respeito pelos direitos humanos, ou o apoio 
da eliminação do trabalho infantil. 
E, finalmente, a dimensão de governança, 
que incide sobre práticas de transparência 
da gestão, garantindo a independência e as 
competências dos diretores, a clareza sobre 
a remuneração de executivos, e outros. A 
transparência pode ser estendida também 
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa14/218
na relação com clientes e fornecedores. Uma 
relação mais próxima (para evitar os conflitos 
de interesse e as práticas de corrupção, a 
insegurança do produto, divulgação de boas 
práticas de produção, e outros). 
2. Por que Investir nesse 
Propósito?
Primeiramente, adotar uma postura de 
responsabilidade social projeta uma 
imagem de um compromisso ético na 
relação construída com a sociedade. Esses 
esforços imbuem a ideia de prosperidade 
e qualidade dos produtos e serviços da 
empresa, e proporciona um crescente 
reconhecimento e valorização por parte 
da comunidade de negócios e da opinião 
pública. 
Para a empresa, a instituição de uma 
postura de RSC é boa porque inclui 
(BERTONCELLO; CHANG JÚNIOR, 2007; 
FERREIRA; ÁVILA; FARIA, 2010; PESSOA et 
al., 2009):
Para saber mais
Nesse sentido, a Teoria de Sistemas das 
Organizações (termo emprestado da Física), 
pode nos ajudar a refletir sobre nosso lugar (e 
da empresa) no mundo. Façam uma pesquisa 
sobre o assunto. Um primeiro passo pode ser 
dado através do link abaixo: <https://www.
pucpcaldas.br/graduacao/administracao/
revista/artigos/esp1_8cbs/15.pdf>.
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa15/218
• A oportunidade de melhorar o 
envolvimento do cliente com a 
empresa.
• A oportunidade de melhorar o 
envolvimento dos funcionários com a 
empresa. 
• A RSC fornece a oportunidade 
de uma maior interação com a 
comunidade local e, assim, melhorar 
a reputação da empresa, o que pode 
ter resultados positivos em termos 
de contratação de bons talentos da 
comunidade. 
• A oportunidade para diferenciação 
da marca.
• A economia de custos através da 
eficiência – redução de custos 
acumulados através da eficiência 
energética, redução de uso de 
materiais e reciclagem de resíduos. 
A relação com os clientes é também 
beneficiada, visto que:
• Os clientes desejam se 
posicionar como responsáveis 
por transformações positivas e, 
como resultado, têm interesse 
de se relacionar com empresas 
com comprovado histórico de 
responsabilidade social. 
• A cidadania corporativa permite 
que a empresa encontre meios de 
envolver os seus clientes, de formamais profunda, com outras bandeiras, 
relativamente desvinculados dos 
produtos e serviços comercializados. 
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa16/218
• Cria a oportunidade de construir 
um programa de comunicação mais 
efetiva entre a empresa e o cliente, 
facilitando a fidelização dos mesmos.
E, enfim, o envolvimento dos funcionários 
com o projeto permite:
• Programas abrangentes de recursos 
humanos que irão auxiliar o processo 
de contratação e retenção de 
talentos. 
• Gerar no funcionário o sentimento 
de orgulho em participar de uma 
iniciativa que está além da lógica da 
venda e do lucro. 
• Uma oportunidade de envolvimento 
coletivo e integrado entre 
funcionários, inclusive entre aqueles 
de diferentes linhas de produção, 
melhorando a habilidade de trabalho 
em equipe. 
3. Como Implantar um Plano 
Estratégico de Responsabilidade 
Corporativa?
3.1 Diagnóstico
A construção de um plano estratégico 
de responsabilidade corporativa exige 
um diagnóstico prévio sobre o contexto 
no qual a empresa pretende atuar e, 
posteriormente, um acompanhamento que 
permita a produção de relatórios anuais 
sobre os impactos sociais e ambientais 
(BERTONCELLO; CHANG JÚNIOR, 2007; 
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa17/218
FERREIRA; ÁVILA; FARIA, 2010; PESSOA 
et al., 2009). Abaixo, seguem alguns 
importantes dados para apuração:
Os indicadores sociais:
• A capacitação dos funcionários (tipo 
e tempo de formação).
• Pesquisas junto aos funcionários 
sobre satisfação, reconhecimento, 
e percepção sobre os objetivos 
e estratégias de cada linha de 
produção. A percepção sobre 
a empresa, a marca, a gestão, 
o plano de carreiras, entre 
outras considerações sobre o 
desenvolvimento de talentos. 
• Percepção sobre autonomia de 
trabalho e espaços para sugestões e/
ou críticas. 
• Avaliação da saúde do empregado, 
sua segurança e bem-estar. Nesse 
sentido, inclui-se aspectos como 
atividades desportivas e de lazer, 
flexibilidade, avaliação dos benefícios 
dados pela empresa, entre outros. 
Os indicadores ambientais:
• O consumo de eletricidade para 
iluminação, aquecimento e 
refrigeração.
• A utilização de materiais de consumo, 
tais como papel, toner, gasolina, 
entre outros. 
• Quantidade de resíduo produzido. 
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa18/218
Os indicadores culturais e comunitárias:
• Áreas de lazer e esporte. 
• Escolas locais.
• Projetos da iniciativa privada e do 
poder público. 
• Carências.
Governança e ética: 
• Tipo de negócio e 
marketing adotado. 
• Transparência da gestão financeira 
(auditorias, por exemplo). 
• Proteção dos dados e da privacidade 
dos clientes. 
• Serviços de atendimento ao cliente. 
3.2 Estratégia e ação:
A estratégia é um passo de planejamento 
onde são feitas as atribuições de funções, 
e estabelecidas as metas que devem 
ser constantemente revisitadas. Nesse 
momento, alguns passos são sugeridos 
(BERTONCELLO; CHANG JÚNIOR, 2007; 
FERREIRA; ÁVILA; FARIA, 2010; PESSOA et 
al., 2009).
1. Formar uma equipe de RSC 
integrando membros da área de 
Recursos Humanos, de instalações, e 
financeiro. A nomeação de um líder é 
importante. 
2. Eleja ou priorize os indicadores 
para a realização do diagnóstico. 
Desenvolva um diagnóstico com 
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa19/218
dados plausíveis de serem obtidos e 
acompanhados. 
3. Além dos dados quantitativos, 
obtido, por exemplo, da equipe de 
instalações e de finanças, estabelecer 
indicadores com base qualitativa, 
sobretudo aqueles ligados ao sistema 
de recursos humanos. 
4. Estabeleça metas e proponha 
metodologias para alcançar cada 
índice desejado. 
5. Realizar uma auditoria 
independente com os dados do 
projeto de responsabilidade social 
periodicamente. Essa pode ser 
realizada por uma equipe interna ou 
independente da empresa. 
6. Apresentar os índices e os progressos 
alcançados ao público interessado 
(gestores, acionistas, funcionários, 
entre outros). 
7. Uma consultoria independente, 
especialista no assunto, pode auxiliar 
nessa empreitada.
Para saber mais
Para saber mais sobre a concepção e as 
principais características da Responsabilidade 
Social Corporativa, leia as seções introdutórias 
do artigo A Efetividade dos Estrategistas 
da Responsabilidade Social Empresarial, de 
autoria de Ometto, Bulgacov e May (2015), 
disponível em: <http://www.scielo.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-
92302015000300423&lang=pt>.
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa20/218
Glossário
Impactos diretos: termo utilizado para definir os efeitos ambientais e sociais resultados diretos 
do funcionamento de uma empresa (emissão de poluentes, geração de empregos, alteração 
paisagística, entre outros) (EMBRAPA, s/d).
Governança: importante aspecto da estratégia de desenvolvimento sustentável, é o conjunto 
de regras e de processos que regulam a gestão de uma organização (DIGITRO, s/d).
Stakeholder: indivíduo, grupo ou organização suscetível de ser afetado, direta ou 
indiretamente, por uma atividade, programa, ou arranjo de uma empresa. Inclui todos os 
grupos que estão diretamente envolvidos com as atividades de uma empresa (empregados, 
clientes, fornecedores, acionistas), os que acompanham (ONGs e sindicatos) e os que são 
impactados diretamente com as atividades (meio ambiente, comunidade de vizinhança, entre 
outros) (DIGITRO, s/d).
Questão
reflexão
?
para
21/218
Atualmente, não é possível que as empresas se sintam desconectadas 
de outros agentes e do contexto que convive. Problemas sociais e 
ambientes de seu entorno acabam se convertendo em situações de 
insustentabilidade para a própria empresa.
Compreendendo que há uma necessidade de mudança de valores 
em termos de posicionamento e responsabilidade empresarial, e 
pela escassez de um plano, são propostas aqui algumas questões: 
Quais são os termos e os desafios da adoção de uma postura proativa 
e responsável socialmente? Quais papéis ela pode desempenhar? 
Quais as responsabilidades das empresas diante desse contexto 
de insustentabilidade ambiental? Como estruturar um modelo de 
negócios que seja, ao mesmo tempo, responsável e agregador de 
valor?
22/218
Considerações Finais
A reponsabilidade social corporativa (RSC) é uma forma de autorregulação 
das empresas, integrada a um modelo de negócio. A proposta da RSC vai além 
da conformidade e respeito às normas e regras, e tem o intuito de promover 
algum bem social, para além dos interesses de lucros da empresa. 
Um plano estratégico de RSC deve conter objetivos de benefícios ao meio 
ambiente e às partes interessadas, incluindo os consumidores, colaboradores, 
investidores, comunidades, entre outros. 
A empresa tem muito a ganhar com a adoção de práticas de responsabilidade 
social, tanto em termos de reputação e ganhos de valor, quanto de 
envolvimento de seus funcionários nas práticas de negócios desenvolvidas. 
Cada contexto ou tipo de negócio demanda um tipo de atuação particular. 
Dessa forma, não há fórmulas prontas, e um diagnóstico prévio é necessário. 
Esse documento deve conter indicadores sociais, ambientais, culturais e 
de governança, e, a partir desses dados, montar um plano estratégico que 
contenha dados mensuráveis para acompanhamento processual, e metas. 
Uma consultoria pode ser contratada para auxiliar a empresa nesse processo.
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa23/218
Referências
BERTONCELLO, S. L. T.; CHANG JÚNIOR, J. A importância da Responsabilidade Social Corporativa 
como fator de diferenciação. FACOM, n. 17, 2007. p. 70-76. Disponível em: <http://www.faap.
br/revista_faap/revista_facom/facom_17/silvio.pdf>. Acesso em: mar. 2016.
CARMO, P. Governança e Responsabilidade Social Corporativa(RSC). Ti especialistas: 
desenvolvimento ideias. 2010. Disponível em: <http://www.tiespecialistas.com.br/2010/11/
governanca-e-responsabilidade-social-corporativa-rsc/>. Acesso em: 3 jan. 2016. 
CLARKSON, M. B. E. Corporate Social Performance in Canada. In: PRESTON, L. E. (ed.). Research 
in Corporate Social Performance and Policy, Greenwich. CT: JAI Pres., v.10, p. 241-265, 1988. 
______. A stakeholder framework for analyzing and evaluating corporate social performance. 
Academy of Management Review. Ada, v. 20, n. 1, p. 92-117, 1995.
DIGITRO. Glossário. s/d. Disponível em: <http://www.digitro.com/pt/index.php/sala-imprensa/
glossario>. Acesso em: 18 fev. 2016.
EMBRAPA. Glossário Ambiental. s/d. Disponível em: <http://www.biodiversidade.cnpm.
embrapa.br/glossario>. Acesso em 15 jan. 2016. 
INSTITUTO ETHOS. Valores, transparência e Governança. s/d. Disponível em: <http://www3.
ethos.org.br/conteudo/gestao-socialmente-responsavel/valores-transparencia-e-governanca/#.
Vso3NPIrLIU>. Acesso em: 15 fev. 2016.
Unidade 1 • Responsabilidade Corporativa24/218
FENKER, E. Gestão Corporativa Socioambiental: uma visão sistêmica. Disponível em: <http://
noticias.ambientebrasil.com.br/artigos/2008/04/17/37621-gestao-corporativa-socioambiental-
uma-visao-sistemica.html>. 2008. Acesso em: 21 dez. 2015.
FERREIRA, D. A.; ÁVILA, M. FARIA, M. D. Efeitos da responsabilidade social corporativa na 
intenção de compra e no benefício percebido pelo consumidor: um estudo experimental. 
Revista de Administração da Universidade de São Paulo, p. 285-296, 2010.
MORIN, E. Introdução do pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005.
ODUM, E. P. Fundamentos de Ecologia. 7. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.
OMETTO, M. P., BULGACOV, S., MAY, M. R. Organizações & Sociedade, v. 22, n. 74, p. 423-442, 
2015.
PESSOA, R. W. A.; NASCIMENTO, L. F.; NEVES, J. A. D.; OLIVEIRA FILHO, G. S. Estratégia e 
vantagem competitiva da responsabilidade social empresarial. Gestão e Regionalidade, p. 79-
93, 2009.
STARIK, M. Reflection on Stakeholder Theory. Business & Society, v. 33, p. 82-131, 1994.
25/218
Assista a suas aulas
Aula 1 - Tema: Responsabilidade Corporativa - 
Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
f0bb05916cbf0f5f9ec74a2a1d4f3e0d>.
Aula 1 - Tema: Responsabilidade Corporativa - 
Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/d4a-
ce57e86c49c43ef497f58263e5823>.
26/218
1. Sobre a crise socioambiental, é INCORRETO AFIRMAR:
a) Chama a atenção o alto índice de poluição, derivado, sobretudo, das atividades produtivas 
e econômicas.
b) Tem caráter global. 
c) É multifacetado, pois abrange diferentes contextos, de diferentes formas. 
d) Apresenta-se como ameaça real à vida na Terra. 
e) É tema de interesse apenas de disciplinas ligadas às ciências biológicas, florestais e 
geográficas.
Questão 1
27/218
2. Quanto à Responsabilidade Social Corporativa, é CORRETO afirmar:
a) Deve estar ligado aos sistemas de valores de uma empresa. 
b) A lucratividade é um fator preponderante a ser contemplado na avaliação das ações de 
responsabilidade social. 
c) Amplia o papel da empresa no seu conjunto de relações. 
d) É um aspecto de interesse de acionistas e demais investidores. 
e) Todas as opções estão corretas.
Questão 2
28/218
3. Carmo (2010) afirma que a Responsabilidade Social Corporativa se 
firma em quatro níveis. Dos destacados abaixo, qual não é tratado pelo 
autor:
a) A responsabilidade econômica, que, entre outras coisas, trata sobre a promoção do 
emprego e renda.
b) A responsabilidade legal, que tem a ver com o respeito às normas e leis. 
c) A responsabilidade educacional, incutida no ideal de que a empresa tem responsabilidade 
na educação sobre consumo, finanças e outros. 
d) A responsabilidade ética, que, entre outras coisas, prega a transparência sobre o processo 
de produção. 
e) A responsabilidade discricionária, que solicita uma maior solidariedade empresarial, 
sobretudo em casos considerados emergenciais.
Questão 3
29/218
4. A postura de responsabilidade social corporativa consolida algumas 
vantagens, exceto:
a) Melhora a relação do cliente com a empresa.
b) Melhora a reputação da empresa junto à comunidade do entorno da área de produção. 
c) Valoriza a marca da empresa. 
d) Reduz custos por diminuir o número de funções da empresa. 
e) Todas as opções estão corretas.
Questão 4
30/218
5. Considerando um planejamento estratégico de Responsabilidade 
Social Corporativa, é CORRETO AFIRMAR:
a) Há uma melhora de desempenho dos funcionários, visto que são relegados a estes a única 
função de melhorar a qualidade da produção e garantir mais lucro. 
b) Aspectos como o bem-estar dos funcionários devem estar desassociados do plano de 
negócios da empresa, pois incide num incremento de gastos somados com aqueles 
direcionados com impostos direcionados para tal. 
c) Os dados dos clientes devem ser expostos publicamente no intuito de maior transparência 
das ações empresariais. 
d) Uma consultoria externa e independente pode ser contratada com fins de auditoria. 
e) Nenhuma das opções está correta.
Questão 5
31/218
Gabarito
1. Resposta: E.
A questão socioambiental é tema de 
interesse e de necessidade de diferentes 
áreas do conhecimento. Aspectos 
sociais, culturais, econômicos, físicos, 
socioespaciais e históricos são relevantes 
para o entendimento da complexidade 
socioambiental.
2. Resposta: E.
Aspectos como segurança, valorização 
da marca, inserção no campo político, 
entre outros, são atributos que devem 
ser considerados dentro de um plano 
estratégico em RSC. É sugerido que um 
plano de ação socioambiental esteja 
permanentemente interligado ao plano de 
negócios da empresa.
3. Resposta: C.
Carmo (2010) indica quatro níveis 
de responsabilidade, são eles: 
responsabilidade econômica, 
responsabilidade legal, responsabilidade 
ética e responsabilidade discricionária. 
Apesar de importante, o nível educacional 
não é mencionado pelo autor.
4. Resposta: D.
A postura de RSC aumenta o número de 
funções que a empresa atribui a si. Nesse 
esforço, algumas estratégias podem 
32/218
incidir num menor custo global para o seu 
funcionamento, porém, não tem a ver com 
a diminuição de objetivos e papéis.
5. Resposta: D.
Uma auditoria independente permite uma 
maior relação de transparência da ação da 
empresa junto aos seus stakeholders. Além 
disso, possibilita processos de avaliação 
contínuos e uma revisão ampla de todo o 
planejamento estratégico da empresa.
33/218
Unidade 2
Produção mais limpa (P+L)
Objetivos
1. Fornecer conhecimentos teóricos 
e aplicados e compreensão de 
estratégias e tecnologias para uma 
produção industrial mais limpa.
2. Apresentar os prerrequisitos para 
uma gestão mais eficaz, tendo como 
pressuposto a estratégia P+L.
3. Propor e motivar estratégias e 
ações para diferentes problemas 
ambientais presentes nas cadeias 
produtivas
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)34/218
Introdução
De maneira geral, todas as atividades 
produtivas causam algum efeito sobre 
o meio ambiente. Porém, a adoção do 
modelo de produção em larga escala 
após a Revolução Industrial, induziu 
que, por muito tempo, não fosse dada a 
devida atenção aos impactos ambientais 
significativos causados pelas atividades 
econômicas. 
A partir da década de 1960, em virtude 
das denúncias de movimentos sociais, 
dos alertas de grupos científicos, e 
da exposição de grandes catástrofes 
ambientais pela mídia, a sociedade passou 
a exigir normatizações e técnicas que 
garantissem padrõesambientais menos 
impactantes. Ao mesmo tempo, alguns 
segmentos industriais se convenceram dos 
benefícios do investimento na modificação 
de seus processos de produção, sobretudo 
pela economia de matéria-prima e 
consumo de energia.
Vale destacar que o tipo e a intensidade 
dos impactos ambientais variam conforme 
a tecnologia específica utilizada, a 
localização geográfica, e uma série de 
outros fatores. Ao compreender o processo 
histórico, os problemas atuais e potenciais 
ambientais associados a cada processo 
produtivo, podemos tomar medidas 
para evitar ou minimizar os danos sem 
menosprezar a importância das atividades 
econômicas. 
O conceito de “Produção Mais Limpa” 
(P+L) foi cunhado em 1988, dentro das 
atividades do Programa das Nações Unidas 
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)35/218
para o Meio Ambiente, como sendo uma 
“[...] aplicação contínua de uma estratégia 
ambiental preventiva, aplicada a processos, 
produtos e serviços, com o intuito de 
aumentar a eficiência global e reduzir os 
riscos para a saúde dos seres humanos e ao 
meio ambiente” (ALVES; OLIVEIRA, 2007, p. 
131-132). 
Especificamente, trata-se de uma 
concepção de cadeia produtiva que visa 
otimizar o emprego de matérias-primas de 
modo a eliminar ou minimizar ao máximo 
a geração de resíduos, reduzindo assim, os 
impactos ambientais e trazendo benefícios 
econômicos para a empresa devido ao 
aumento da eficiência do processo. Nesse 
sentido, busca a gestão sustentável dos 
resíduos sólidos, tendo como referência 
os princípios dos “3 (três) Rs” (Reduzir, 
Reutilizar, Reciclar) (GASPAR; SPERANDIO, 
2009).
Link
Os 3 Rs são propostas de ações práticas no 
intuito de estabelecer relações mais sustentáveis 
de consumo. Segundo esse princípio, é 
possível diminuir o custo de vida, além de 
facilitar o desenvolvimento econômico com 
maior respeito e proteção ao meio ambiente. 
<http://www.mma.gov.br/component/k2/
item/7589?Itemid=849>.
O P+L pode ser adotado em todos os níveis 
de tomada de decisão. Inova pela adoção 
de tecnologias e técnicas mais limpas, 
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)36/218
de forma a ser aplicada a diversas atividades, tais como: serviços, indústria, infraestrutura, 
habitação, hotelaria, independentemente do porte da organização, seja um grande parque 
petroquímico ou uma pequena empresa de prestação de serviços. 
Os tradicionais procedimentos de controle de poluição, focalizados no controle de rejeito de 
resíduos, são substituídos por uma estratégia que reduz e evita a poluição e o desperdício em 
todas as etapas de produção. Nesse sentido, o primeiro aspecto a ser refletido é a respeito 
do design do produto (tipos de materiais e suas qualidades, complexidade e outros) para, 
em seguida, propor mecanismos para o uso eficiente de matérias-primas, água e energia 
(HINZ; VALENTINA; FRANCO, 2006; BARROS, et al., 2012). Um bom início é propor soluções 
de minimização de impacto dentro do ambiente interno de trabalho, tal como os exemplos 
ilustrados no Quadro 1, a seguir:
Quadro 1 – Exemplos de Ação para a minimização da produção de resíduos 
Ação Exemplo
Redução do uso de matérias-primas e de energia Tecnologias e técnicas que façam um uso mais 
eficiente de material e energia (menos para mais) 
Uso excessivo de copos plásticos Distribuição de garrafas e/ou canecas para os 
funcionários
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)37/218
Ação Exemplo
Redução do uso de água e energia em hospitais Escolha de chuveiros, torneiras e outras instalações 
que minimizem o desperdício; trocas de lâmpadas
Redução do uso de energia utilizada pelo ar-
condicionado
Levantar a possibilidade de utilização de teto/
parede verde; plantio de árvores no entorno
Fonte: O autor
Perceba através dos exemplos acima que a Produção Mais Limpa enfatiza tanto a diminuição 
do uso de energia, quanto a melhoria da eficiência dos recursos em matéria de organização, 
materiais e melhores práticas. O P+L resulta em benefício para todas as partes, pois protege 
o meio ambiente, o consumidor e o trabalhador, melhorando a eficiência industrial, a 
lucratividade e, consequentemente, a competitividade.
1. Os Principais Objetivos e Desafios da P+L
Como anotado anteriormente, a proposta de P+L é uma estratégia caracterizada pela 
permanente averiguação do desempenho e busca por melhorias. Quanto ao uso de recursos, 
algumas ações são primordiais:
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)38/218
• Buscar o valor de referência 0 (zero) 
de produção de resíduos, tomando 
como base a análise do processo 
de entrada – processo – saída das 
matérias primeiras utilizadas. 
• Identificar e quantificar as 
oportunidades para reduzir, reutilizar 
e reciclar recursos. 
• Realizar avaliações sistemáticas da 
Cadeia de Produção (CP), tendo como 
base metas e comparação em termos 
de ganhos e perdas após a adoção do 
modelo P+L. 
No entanto, alterar uma cultura 
organizacional muitas vezes se revela 
ser um desafio bastante significativo. 
Porém, quando o projeto se sustenta 
numa proposta de responsabilidade social 
e/ou sustentabilidade socioambiental, 
percebe-se uma maior abertura na adoção 
de um senso e um compromisso coletivo. 
Quando adotado pelos diferentes agentes 
interessados (stakeholders), a própria 
cadeia produtiva acaba por contribuir 
ondas de inovação que vão além dos limites 
imediatos de desempenho (GASI; FERREIRA 
apud VILELA JÚNIOR; DEMAJOROVIC, 2006; 
FONSECA et al., 2013). 
Dessa forma, as empresas devem 
inicialmente focar em estratégias de 
sustentabilidade interna. Este é o lugar 
onde é possível obter um maior controle, 
resultados mais rápidos, e benefícios 
diretos. O passo seguinte é examinar o 
fluxo total dos recursos utilizados em 
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)39/218
toda a cadeia da atividade econômica 
da qual participam, observando assim 
os resultados de impactos diretos e 
indiretos causados pela sua operação. 
Essas atividades “integradas” agregam 
todas as organizações que fornecem 
produtos, materiais ou serviços, bem 
como outras que são intermediários, até 
o consumidor final. Quando uma empresa 
adota a postura P+L pode estimular 
seus fornecedores a melhorar o seu 
desempenho dentro da cadeia produtiva 
(GASI; FERREIRA apud VILELA JÚNIOR; 
DEMAJOROVIC, 2006; FONSECA et al., 
2013). 
A expansão da iniciativa P+L demanda 
esforços substanciais na coleta de dados, 
análise, normalização e relatórios globais. 
Nessa etapa, são esperados alguns tipos de 
resistências. Assim, para evitar conflitos, 
é essencial que (1) a empresa já adote e 
execute um programa de P+L interno, e 
demonstre seu compromisso e possíveis 
ganhos após a iniciativa; e (2) a empresa 
se comunique com seus fornecedores 
e clientes, explicando o porquê está 
solicitando os dados, quais são os 
compromissos subsequentes, mostrando-
lhes os benefícios de seus esforços. Dessa 
forma, a empresa proativa, líder desse 
processo, pode/deve oferecer (ou vender) 
seus conhecimentos sobre eficiência aos 
seus fornecedores e clientes, no intuito 
de apoiar a replicação dessas práticas 
(FONSECA, et al., 2013).
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)40/218
2. Estratégias Possíveis para 
uma P+L
Atualmente, muitas empresas estão 
melhorando a eficiência energética 
dos seus produtos e serviços. Como 
metodologia, estimam a pegada ecológica 
(total de emissões de carbono de produtos 
e serviços ao longo de sua vida útil). Entre 
os principais motivadores, observa-
se a pressão de órgãos ambientais e 
defensorias públicas, a concorrência, o 
marketing, e busca por maior receita e 
lucro. 
Não há uma estratégia ideal e/ou única 
para a consolidação de um programa P+L 
efetiva, até porque cada atividade, porte, 
lugar e público envolvido demandauma 
ação particular. A única característica 
comum entre as Cadeias Produtivas 
eficazes é o envolvimento de todas as 
unidades operacionais da empresa. Não há 
a necessidade de uma equipe/consultoria 
externa para executar o projeto. No intuito 
de facilitar a integração, geralmente 
se aproveita o(a)s líder/gestor(es)(a) 
responsável(is) por cada unidade da 
empresa, o(s) qual(is) irá(ão) compor 
uma equipe interfuncional, multinível 
e matricial, responsável pela execução, 
acompanhamento e avaliação do projeto. 
Esse tipo de composição minimiza a 
possibilidade de “problema do agente 
principal” ou “dilema da agência”, 
visto que a empresa busca o sucesso do 
empreendimento através da construção 
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)41/218
de um programa que convida esses agentes a seguir um objetivo comum. Coletivamente, 
podem ser discutidos contratos, estratégias, metas, faturamento, operações das instalações e 
investimentos necessários (PRINDLE, 2010).
Para saber mais
Em entrevista, quando questionado sobre o problema do agente principal, Michael Jensen disse:
A TEORIA DA AGÊNCIA explica como as relações humanas inevitavelmente levam a conflitos de 
interesse. É simples de entender se você for casado, tiver um parceiro, for sócio de alguém... Em qualquer 
ocasião em que duas pessoas ou mais tentam se engajar em esforços cooperativos, inevitavelmente vai 
surgir algum conflito. É um fato da vida inerente às relações humanas quando elas exigem cooperação 
entre as partes. No caso das empresas, em especial nas de capital aberto, isso costuma acontecer entre 
os executivos responsáveis pela gestão e os acionistas. Tento entender os custos resultantes desses 
conflitos e como eles podem ser controlados e reduzidos. Há muitos benefícios no esforço cooperativo. 
A saída é estruturar as relações para que os conflitos sejam mitigados” (GODOY; MARCON, 2006).
A maioria dos investimentos em P+L ainda é pequena, ainda mais quando comparados com 
outras oportunidades corporativas. Ao final, estratégias vencedoras acabam por poupar gastos 
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)42/218
e otimizar lucros, gerando repercussão 
positiva em termos de gestão e de 
reconhecimento público, podendo ampliar 
os investimentos nesse tipo de proposta. 
É indicado que haja um coordenador 
visível da equipe P+L que tenha como 
característica a capacidade de liderar/
mediar a construção e execução coletiva 
de um projeto de cadeia de produção 
eficaz. Essa equipe deve ser composta 
por diferentes partes interessadas, 
incluindo os técnicos da empresa, 
consultores externos, representantes 
de chão de fábrica, engenheiros, 
gestores financeiros e administrativos. 
A campanha deve criar ferramentas de 
recompensas, reconhecimento e incentivos 
para encorajar todos os funcionários 
para participar na identificação de 
oportunidades e implementação de 
mudanças. Essa empreitada deve ser 
comunicada de maneira clara, enfatizando 
os benefícios para o trabalhador, para a 
comunidade, para a empresa e o meio 
ambiente. 
Um relatório patrocinado pela Pew 
Center resume os elementos centrais 
das melhores estratégias de eficiência 
corporativa através dos “Sete Hábitos das 
Empresas Altamente Eficazes” (PRINDLE, 
2010). Embora o estudo seja focado em 
eficiência energética, seus resultados e 
conclusões podem ser adaptados, de forma 
geral, para quaisquer cadeias produtivas.
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)43/218
Quadro 2 – Os sete hábitos das empresas Eficazes. 
1. A eficiência é uma estratégia central, e não apenas um aparador de custos ou iniciativa pontual. 
2. A liderança e suporte organizacional é um processo real e contínuo. Ao menos uma pessoa deve 
se dedicar integralmente ao planejamento estratégico da corporação. Os funcionários devem ser 
estimulados e recompensados por propor inovações. 
3. A companhia tem metas de eficiência quantificáveis, responsáveis e sustentáveis, com a 
indicação de previsão de prazos. 
4. Estratégia se baseia em um sistema de monitoramento e medição robusto. 
5. Organização faz investimentos substanciais no sistema para eficiência.
6. A estratégia de eficiência mostra resultados concretos. 
7. Empresa comunica efetivamente os custos e resultados de eficiência energética.
Fonte: (PRINDLE, 2010).
É preciso salientar que a etapa de coleta e de dados é um passo crítico em qualquer estratégia 
corporativa. Em muitas organizações, as principais informações da cadeia produtiva, tais como 
os de energia e água, são tragados em maiores categorias de custo operacional e, portanto, 
não podem ser vistas como elementos separados. Um programa P+L requer um sistema em que 
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)44/218
todas as unidades controlem seus custos 
e consumos. Com esse fim, é necessário 
conjunto de unidades padronizadas que 
facilite a construção de uma base de 
medição de desempenho consistente. 
Uma medida de desempenho é 
considerada útil quando a utilização dos 
recursos é quantificada por um ou mais 
fatores que a organização considera 
fundamental para o desempenho global. 
Dados de energia, por exemplo, são 
quantificados em termos de “kWh por X” 
(pode também ser quilogramas, metro 
quadrado de área útil, ou unidade de 
produto, entre outros). Além da quantidade 
de “produtos” utilizados, os sistemas 
eficazes devem desenvolver uma linha do 
tempo sobre o desempenho alcançado 
antes e após as iniciativas, ou num ano 
específico. Esse traçado servirá de base 
na fixação de metas, com o intuito do 
diagnóstico dos progressos em relação ao 
objetivo desejado. 
O relatório de desempenho em relação 
às metas em ciclos regulares deve ser 
apresentado, primeiramente, aos agentes 
executivos com poder de decisão. Em 
seguida, a lista de verificação orientação 
operacional deve ser divulgada entre os 
funcionários dos diferentes níveis, e aberto 
espaços de apresentação de feedbacks, 
avaliação e coleta de sugestões para a 
manutenção ou melhoria de desempenho. 
Além disso, os líderes das unidades de 
produção devem saber quem contatar em 
caso de atrasos em uma instalação, ou 
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)45/218
em outra unidade operacional da qual ele 
depende. 
É possível observar que os melhores 
programas de P+L não se restringem ao 
recolhimento de dados e de informação 
como um requisito de conformidade, 
embora eles também achem que um 
elemento de cumprimento é necessário 
para obter uma ampla participação, 
especialmente na fase de elaboração 
da proposta. Isso facilita a construção 
de uma cultura organizacional mais 
ampla e participativa, com vistas à 
melhoria contínua, usando o sistema 
de comunicação como ferramenta 
que envolve e capacita as pessoas a 
perseguirem a eficiência e as inovações 
associadas.  
Link
Com uma rápida pesquisa na web conseguimos 
encontrar uma série de estudos de casos de 
aplicação da iniciativa de P+L. É interessante 
observar o seu alcance em diferentes áreas e 
atividades econômicas. Seguem alguns estudos 
interessantes:
Ecoeficiência e produção mais limpa para a 
indústria de celulose e papel de eucalipto (por Celso 
Foekel). Disponível em: <http://www.eucalyptus.
com.br/capitulos/PT09_ecoeficiencia.pdf>. 
Programa de produção mais limpa em indústria 
de médio porte de laticínios (por Leandro Eric 
Sessin), em: <https://repositorio.ufsc.br/
handle/123456789/126180>.
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)46/218
Glossário
Ciclo de Vida: combinação de processos necessários para um produto cumprir a função 
especificada pela unidade de produção. As fases do ciclo de vida incluem a produção, o uso e o 
processamento após o descarte, incluindo o processamento dos resíduos gerados (EMBRAPA, 
s/d).
Ecoeficiência: maximização da qualidade da produção industriala partir dos recursos 
utilizados, com o intuito de garantir uma produção mais limpa e a utilização adequada de 
recursos renováveis e não renováveis (EMBRAPA, s/d).
Produção Mais Limpa: aplicação contínua de uma estratégia ambiental preventiva e integrada 
de produção, a fim de reduzir os riscos para os seres humanos e o meio ambiente. Não deve 
ser confundido com outros termos mais ambíguos, tais como a prevenção da poluição, 
minimização de resíduos, ou a avaliação ambiental (EMBRAPA, s/d).
Questão
reflexão
?
para
47/218
O conceito de “Produção mais Limpa” criado pelo Programa das Nações 
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) reforça o entendimento de que 
todo processo produtivo resulta em algum tipo de produção de resíduos. 
No entanto, evidencia também um compromisso por uma abordagem de 
redução contínua de produção de poluentes, em todas as fases do ciclo de 
vida do produto. 
Diante do exposto até aqui, qual o maior desafio para a viabilidade de 
uma iniciativa de P+L? Você já teve experiência com uma proposta nesse 
sentido? Caso não haja, pesquise alguns estudos de caso, e trace quais as 
ferramentas e experiências que mais lhe chamou atenção. 
Nessa reflexão, é importante que não se confunda o P+L com outras 
propostas isoladas: como projetos de redução de resíduos, prevenção de 
poluição, etc. É importante ressaltar que a proposta de produção mais 
limpa coloca uma forte ênfase na mudança global de atitude.
48/218
Considerações Finais (1/3)
A priori, o benefício mais convincente do P+L é a redução dos custos 
operacionais e melhoria da produtividade de uma empresa. Trata-se 
de uma justificativa econômica que proporciona melhorias físicas e 
ambientais de um produto ou processo, e pode agir como um gatilho 
para a inovação a nível estratégico. Em muitos casos, aumenta o acesso 
a determinados nichos de mercado, ou impede a sua exclusão. Muitas 
vezes, ele serve como uma abordagem proativa para futura legislação.
Trata-se de um investimento altamente rentável, com rápido retorno, e 
que amplia a competitividade da empresa a baixo custo e, geralmente, 
baixo risco. Além disso, o investimento em uma cadeia de produção mais 
eficiente agrega uma melhor reputação, diante de um mercado cada vez 
mais exigente, à empresa, aos seus funcionários, aos seus investidores e 
a outras partes interessadas. 
49/218
As inovações geradas pela eficiência também possibilitam 
oportunidades de elaboração de novas tecnologias e práticas que 
agreguem novos valores e ofertas aos clientes, gerando um duplo 
fluxo de benefícios. Porém, barreiras podem surgir da combinação de 
diferentes fatores, tais como: falta de sensibilização sobre a economia de 
recursos, relutância no investimento quanto aos custos iniciais, falta de 
capacidade técnica para identificar mecanismos rentáveis, a percepção 
do risco sobre a produção de produtos fora das normas/padrões 
industriais, dificuldade de acesso a financiamento, entre outros. 
Encontrar os recursos financeiros para a implementação talvez seja a 
maior dificuldade no avanço de programas de P+L. Diante desse quadro, 
uma abordagem eficaz é o estabelecimento de metas de eficiência 
agressivas, tornando-as prioritárias, e forçando as tomadas de decisão 
a uma redefinição de prioridades de investimento com o intuito de 
favorecer a eficiência. 
Considerações Finais (2/3
50/218
Aparentemente, o período de melhor oportunidade para implementar 
uma produção mais limpa é durante a fase pré-operacional de uma 
organização, mas também pode ocorrer durante qualquer outro 
momento, sobretudo quando observado um alto grau de ineficiência. 
No decorrer dessa disciplina, algumas metodologias e ferramentas 
serão apresentadas com esse intuito, bem como padrões e certificações, 
processos de engenharia, e técnicas de desenvolvimento e investigação.
Considerações Finais (3/3)
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)51/218
Referências 
ALVES, S. M.; OLIVEIRA, J. F. G. Adequação ambiental dos processos usinagem utilizando 
Produção mais Limpa como estratégia de gestão ambiental. Prod. [on-line]. 2007, v. 17, n. 1, p. 
129-138. 
BARROS, D. A.; BORGES, L. A. C.; NASCIMENTO, G. O.; PEREIRA, J. A. A.; REZENDE.; J. L. P.; SILVA, R. 
A. Breve análise da política de gestão ambiental brasileira. Política & Sociedade, v. 11, n. 22, p. 
155-179, 2012.
CLAYTON, A.; SPINARDI, G.; WILLIAMS, R. Policies for cleaner technology: a new agenda for 
government and industry. Earthscan: London, 1999.
EMBRAPA. Glossário Ambiental. s/d. Disponível em: <http://www.biodiversidade.cnpm.
embrapa.br/glossario>. Acesso em: 15 jan. 2016.
FONSECA, R. A.; LIMA, A. B.; REZENDE, J. L. P.; NAZARETH, L. G. C.; SANTIAGO, T. M. O. Produção 
Mais Limpa: Uma nova estratégia de produção. In: Anais do Simpósio de Excelência em 
Gestão e Tecnologia − SEGET, p. 1-12, 2013.
GASI, T. M. T.; FERREIRA, E. Produção mais limpa. In: VILELA JÚNIOR, A.; DEMAJOROVIC, J. 
(org.). Gestão ambiental: desafios e perspectivas para as organizações. São Paulo: Senac, 2006. 
cap. 3, p. 45-82.
Unidade 2 • Produção mais limpa (P+L)52/218
GASPAR, M. A.; SPERANDIO, S. A. Gestão socioambiental em empresas industriais. Revista de 
Administração da Universidade Federal de Santa Maria [on-line], 2009.
GODOY, P.; MARCON, R. Teoria da agência e os conflitos organizacionais: a influência das 
transferências e das promoções nos custos de agência em uma instituição bancária. Revista de 
Administração Mackenzie, v. 7, n. 4, p. 168-210, 2006.
HINZ, R. T. P.; VALENTINA, L. V. D.; FRANCO, A. C. Sustentabilidade ambiental das organizações 
através da produção mais limpa ou pela avaliação do ciclo de vida. Estudos Tecnológicos, v. 2, 
n. 2, p. 91-98, 2006.
PRINDLE, W. From shop floor to top floor: best business practices in energy efficiency. 
Arlington, VA, EUA: Pew Center, 2010.
53/218
Assista a suas aulas
Aula 2 - Tema: Produção mais Limpa – Definição 
e Objetivos - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
0c8958363fb2614b0288e40ace47feeb>.
Aula 2 - Tema: Produção mais Limpa – Definição 
e Objetivos - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f-
1d/116ec2db4df224f7e5a7fff185ed9d86>.
54/218
1. Sobre a Produção Mais Limpa, podemos dizer que:
a) É um termo cunhado na década de 1960, com o objetivo de minimizar o impacto de 
poluentes produzidos pelas grandes indústrias.
b) Trata-se de uma estratégia que se circunscreve na melhoria da qualidade do resíduo antes 
de sua emissão na natureza. 
c) O design do produto objetivado pela empresa é relevante.
d) Leva em consideração apenas a unidade de produção da empresa. 
e) Todas as opções estão corretas.
Questão 1
55/218
2. Quanto aos objetivos e efeitos da P+L, é INCORRETO afirmar:
a) Busca-se o valor 0 (zero) de produção de resíduos. 
b) Pretende-se melhores mecanismos de redução, reutilização e reciclagem de produtos. 
c) Permite uma única etapa de avaliação da cadeia produtiva, diminuindo custos. 
d) Possibilita maiores ganhos em termos de melhor aproveitamento da matéria-prima. 
e) Todas as alternativas estão corretas.
Questão 2
56/218
3. Quais dessas estratégias NÃO pode ser considerada de P+L:
a) Mudança das estruturas sanitárias da unidade de produção.
b) Redução de gastos com energia a partir da mudança de estruturas de condicionamento.
c) Aproveitamento dos resíduos para outros tipos de produção.
d) Concentrar resíduos perigosos ou tóxicos para reduzir volume. 
e) Melhoria do processo de controle.
Questão 3
57/218
4. Sobre um planejamento em P+L, é CORRETO afirmar que:
a) Seja um processo altamente horizontalizado, sem líderes ou coordenadores, para facilitara 
participação coletiva do processo. 
b) Deve ser executada unicamente por uma empresa terceirizada, com o intuito de maior 
transparência e independência. 
c) A sensibilização voluntária dos funcionários não pode estar atrelada a qualquer aspecto de 
negócios da empresa. 
d) É aconselhável que a comunidade do entorno da empresa não seja comunicada sobre o 
projeto, para evitar quaisquer tipos de interferência externa. 
e) Todas afirmações acima estão incorretas.
Questão 4
58/218
5. A eficiência é o termo mais próximo para caracterizar os objetivos de 
uma P+L. Nesse sentido, qual dos hábitos a seguir não deve ser adotado.
a) Priorizar o tratamento de efluentes, resíduos e emissão.
b) Adotar ao menos uma figura de referência ao longo de um processo de P+L. 
c) Esboçar metas relativas à produtividade. 
d) Investir em estruturas que incidam em menor desperdício. 
e) Mensurar e avaliar dados concretos.
Questão 5
59/218
Gabarito
1. Resposta: C.
O redesign de produtos se consolida como 
um importante passo na consolidação de 
uma P+L, visto que possibilita a avaliação 
e a escolha de matérias-primas mais 
eficientes, tanto com o intuito de qualidade 
e menor desperdício, como num processo 
de produção menos poluente.
2. Resposta: C.
A avaliação contínua da cadeia produtiva 
permite a avaliação dos ganhos e perdas de 
um processo de P+L. Se pensarmos que a 
ideia de “poluição e efeito zero” é utópica, 
ou de difícil alcance, é possível sempre a 
melhoria do processo produtivo.
3. Resposta: D.
O intuito da P+L é a minimização 
da produção de resíduos, e não a 
sua contenção, transferência ou 
condicionamento.
4. Resposta: E.
Apesar de desejável que todos os 
participantes de um projeto de P+L possam 
e sejam incentivados opinar e participar 
ativamente das ações, é importante que 
haja um núcleo destacado para servir de 
referência de coordenação, para evitar 
desvios de funções. Uma empresa de 
consultoria pode ser contratada com esse 
fim, porém, todos os setores da empresa 
devem se sentir participantes do processo, 
60/218
seja por meio de incentivos salariais ou de 
recompensas, ou pela sensibilização sobre 
a causa/missão. A comunidade deve ser 
comunicada sobre os planos da empresa, 
pois ela é diretamente afetada pelas ações 
a serem implantadas. Isso permite uma 
repercussão positiva, e um auxílio adicional 
sobre os instrumentos e mecanismos que 
podem ser adotados.
5. Resposta: A.
O principal hábito de eficiência de 
produção a ser adotado numa P+L é a 
de evitar o desperdício de qualquer tipo 
de material. Priorizar o tratamento de 
efluentes, por exemplo, além de ser mais 
caro, descola as ações da empresa no 
intuito de evitar os efeitos indesejados.
61/218
Unidade 3
Cultura Organizacional
Objetivos
1. Analisar as ligações entre a estratégia de 
responsabilidade social corporativa e os 
impactos sobre os princípios funcionais, tais 
como a missão e a visão organizacionais.
2. Fortalecer a estratégia de RSC como fonte de 
vantagem competitiva.
3. Sistematizar estratégias de ação, no intuito 
de sensibilizar e envolver os funcionários 
da empresa dentro das atividades de 
responsabilidade proposta pela organização.
Unidade 3 • Cultura Organizacional62/218
Introdução
Apesar das similitudes (existência de 
oficinas, armazéns, escritórios, movimento 
constante de pessoas e de mercadorias), 
sabe-se que nenhuma empresa é 
totalmente comparável a outra. Cada uma 
tem sua própria personalidade e imagem a 
zelar. Esses traços de identificação acabam 
por consolidar compromissos materiais 
e simbólicos entre os agentes de uma 
organização, consolidando aquilo que é 
conhecido como “cultura organizacional”. 
O conceito de cultura corporativa não 
é novo. De modo geral, trata-se de um 
conjunto de valores partilhados por todos 
os funcionários de uma empresa. Para 
Edgar Morin (2005) é um sistema de 
comunicação onde a troca de experiências 
e de conhecimentos pessoais elaboram um 
sentido de existência coletiva. 
Praticar a responsabilidade social 
corporativa exige que uma empresa mescle 
os objetivos de negócio com algumas 
expectativas da sociedade. Embora não 
seja muitas vezes o foco prioritário dos 
projetos, o investimento em atividades 
com foco na ética e no comportamento 
individual humano, sobretudo dos 
funcionários e colaboradores da empresa, 
pode desempenhar um grande papel nos 
esforços para a RSC. 
O tratamento interpessoal no local de 
trabalho − quer se trate de um gerente 
que interage com um funcionário, um 
empregado que interage com um cliente, 
um executivo que interage com um 
jornalista, ou qualquer outra interação 
em nome de uma empresa − pode trazer 
impactos sociais que beneficiam ou 
Unidade 3 • Cultura Organizacional63/218
prejudicam outros. A falta de cuidado com essa questão pode colocar em risco os esforços 
de comprometimento da empresa com os seus stakeholders. Compreender o comportamento 
humano como componente da responsabilidade social é fundamental para desenvolver uma 
reputação positiva da empresa e melhorar a qualidade de vida na sua comunidade.
A partir desses entendimentos, é possível uma reflexão geral sobre a cultura corporativa, e as 
novas concepções de cultura de negócios atualmente necessárias para uma RSC efetiva. 
Para saber mais
Os sentimentos de existência, de pertencimento e de comprometimento não são fragmentados a 
cada episódio específico de nossa vida – por exemplo, alguém que prima pela pontualidade, busca 
respeitar prazos e horários em quaisquer situações, seja em suas atividades profissionais, ou em sua 
informalidade, como um encontro num bar. Ao mesmo tempo, nossa formação cultural, ética e social 
é uma construção social em movimento, dotada de uma grande capacidade de transformação a partir 
de nossas experiências e contatos com o mundo. Em um mundo globalizado e altamente acelerado e 
conectado, devemos tomar cuidado em “robotizar” também as relações humanas. Procurar compreender 
e se vincular com o outro parece uma tarefa cada vez mais difícil em nossos tempos. Com esse intento, 
alguns pensadores nos ajudam a refletir a necessidade de fortalecer vínculos humanos genuínos para 
que possamos fazer alguns enfrentamentos em termos de alguns colapsos socioambientais.
Unidade 3 • Cultura Organizacional64/218
1. A Cultura como Construção Social 
Cada comunidade desenvolve uma cultura própria. Em termos empresariais, por muito tempo, 
foi desenvolvida uma “cultura de trabalho”, cuja noções de solidariedade e amor ao trabalho 
suplantavam os valores ligados ao lucro de negócios. 
Essa perspectiva foi sendo alterada, gradativamente, durante a década de 1980. A 
desconstrução da empresa como um agente de exploração, a partir, por exemplo, da política 
Para saber mais
Nesse sentido, deixamos o convite para que conheça um pouco sobre o pensamento de dois autores: 
o filósofo francês Edgar Morin, um dos percussores da Teoria da Complexidade, e do sociólogo polonês 
Sygmunt Bauman, criador do conceito de Modernidade Líquida. Os dois pequenos vídeos abaixo 
apresentam pontos de partidas para essa reflexão (outros vídeos estão disponibilizados na plataforma 
YouTube):
<https://www.youtube.com/watch?v=8_ifW0Gym0I>.
<https://www.youtube.com/watch?v=LcHTeDNIarU>.
Unidade 3 • Cultura Organizacional65/218
de distribuição de lucros entre os funcionários, favoreceu a construção de uma “comunidade 
de criação de riquezas” e a consolidação de culturas corporativas genuínas (TIRIBA, 2008; 
LEANDRO; REBELO, 2011). 
A cultura corporativa é a combinação de diferentes elementos culturais, cada um com suas 
características próprias, são eles: a cultura nacional, a cultura profissional e os acontecimentos 
importantes que já tenham ocorrido naempresa. 
A cultura nacional pode ser definida como um conjunto de elementos que direcionam o pensar 
e o agir dos membros de uma determinada corporação, mesmo que eles possuam diferentes 
origens ou formações. Isso só é possível a partir da consolidação de normas e regras que 
orientam as ações de seus membros e servem como apoio na resolução de conflitos. 
A cultura organizacional é o modelo de pressupostos básicos, que um dado 
grupo desenvolve no processo de aprendizagem, para lidar com o problema 
de adaptação externa e integração interna. Esse modelo é desenvolvido 
e vivenciado dentro da organização, sedimentando processos, atitudes, 
crenças, valores, ritos, atos e mitos levando a organização a criar sua própria 
identidade cultural na forma de ajuizar, discorrer e aprender a lidar com 
dificuldades advindas da diversidade cultural (MARTINS, 2006, p. 39).
Unidade 3 • Cultura Organizacional66/218
Nessa seara, os fundadores da empresa 
são os elementos principais na construção 
desse capital. É a partir de suas 
experiências, conhecimentos, crenças, 
personalidades e filosofias que é traçada a 
“filosofia” e o futuro da empresa. 
Já a cultura profissional tem a ver como 
a cultura de trabalho adquirido em 
outras experiências de vida, inclusive a 
formação adquirida em outras empresas. 
Já os acontecimentos, ou marcos, são 
os mitos heroicos, ou seja, os tempos de 
glória vivida pela empresa, que auxiliam 
a produzir mitos, imagens e rituais de 
uma empresa. Observe que nenhum dos 
elementos apresentados são “naturais”, 
surgidos do “nada”. São aspectos que são 
construídos socialmente e, assim sendo, 
são passíveis de transformação, conforme 
necessidades, demandas ou estímulos. 
Para saber mais
Para saber mais sobre o conceito de cultura, 
deixamos a sugestão de um pequeno livro, 
intitulado “O que é cultura?”, da Coleção 
Primeiros Passos, escrito por José Luiz dos Santos 
e publicado pela Editora Brasiliense. É possível 
encontrar esse livro em formato de e-book em 
sites direcionados com esse fim.
2. Operação e Formalização da 
Cultura dentro das Organizações
A cultura corporativa é uma variável 
essencial para explicar a vida diária e as 
Unidade 3 • Cultura Organizacional67/218
escolhas estratégias feitas por um grupo 
social. É, em certo sentido, um subproduto 
cultural nacional e, portanto, um 
conjunto de valores, mitos, rituais, tabus 
e sinais compartilhada pela maioria dos 
funcionários. 
Mais do que um plano de gestão, são 
esses valores que consolidam aquilo que 
conhecemos como “a filosofia da empresa”, 
e acabam por determinar as regras de 
procedimento, os posicionamentos, e 
até mesmo o sistema de recompensas e 
sanções adotadas. Impor-se contra esse 
sistema pode acarretar em conflitos e 
sentimento de aversão dos componentes 
de uma empresa (MARTINS, 2006). 
Tem a função de agrupar as normas 
informais e não escritas sobre a rotina e 
o comportamento dos membros de uma 
organização, no intuito de direcionar ações 
em prol dos objetivos organizacionais. Com 
esse intuito, são firmados alguns rituais, 
presentes em vários momentos da vida 
corporativa: no recrutamento, nas reuniões 
de negócios, nas recepções, entre outros. 
A cultura organizacional inclui símbolos, 
como uniformes ou crachás que 
distinguem os membros da organização 
daqueles que são externos a ela. Mais 
sutilmente, a linguagem aparece como 
símbolo cultural mais expressivo. Esse 
compartilhamento facilita o movimento, 
a informação, a comunicação social e a 
tomada de decisão. Esta linguagem se 
consolida em um vocabulário específico, 
mas também nas formas e nos estímulos 
Unidade 3 • Cultura Organizacional68/218
de comunicação adotados: cartas, relatórios, ordens, etc., assim como nos procedimentos de 
controle (FAIR RIDGE GROUP, 2009). Todo esse conjunto de relações permite a cada indivíduo a 
se identificar como parte de um projeto maior, de uma existência necessária para a sociedade. 
Para saber mais
Para saber mais sobre o conceito de cultura organizacional, sugerimos a leitura dos seguintes artigos:
Modelo de gestão e cultura organizacional: conceitos e interações, escrito por Jaime Crozatti, publicado na 
revista Cadernos de Estudos em 1998. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-92511998000200004>. 
A responsabilidade social das empresas: incursão ao conceito e suas relações com a cultura 
organizacional”, escrito por Alexandra Leandro e Tereza Rebelo, publicado em uma edição especial da 
revista Exedra, em 2011. Disponível em: <http://www.exedrajournal.com/docs/s-CO/01-11-40.pdf>.
Unidade 3 • Cultura Organizacional69/218
3. Visão Instrumental da Cultura 
Organizacional: um Projeto de 
Negócio
O plano de negócios é um documento 
unificador, que traduz dinamicamente os 
desejos da corporação para os períodos 
futuros. Às vezes, é resumido numa 
carta que reúne aspectos essenciais 
(o que nós somos, o que fazemos, e o 
que pretendemos – nessa parte, são 
apresentados os principais objetivos da 
empresa). 
No entanto, é importante observar que 
a empresa é um ambiente de conflitos, 
pois há grupos com diferentes aspirações 
e possíveis interesses divergentes que 
devem trabalhar em conjunto. Esses 
conflitos podem ser resolvidos por meio de 
negociações ou de confronto, mas também 
por meio de um rigoroso planejamento de 
trabalho (BIO, 1987). Nesse sentido, um 
documento norteador deve:
• Num ambiente influenciado pela 
complexidade e incerteza, garantir 
mecanismos de decisão que possuam 
certa flexibilidade. 
• Priorizar a qualidade em relação à 
quantidade. Dessa forma, evita-se o 
desperdício numa linha de produção 
prejudicada por uma eventualidade 
ou acidente. 
• Consolidar uma visão de futuro 
compartilhada por todos os seus 
participantes. 
Unidade 3 • Cultura Organizacional70/218
• Incluir a cultura corporativa como 
uma ferramenta de gestão. 
• Compreender o funcionário como 
o “coração da empresa”, e deve 
contar com um espaço de diálogo 
para manifestar suas aspirações, 
reclamações e sugestões. O setor 
de Recursos Humanos deve levar 
esses aspectos em consideração, no 
intuito de apresentar estratégias de 
melhoria do ambiente de trabalho, 
de segurança, e outros aspectos 
coletivos de trabalho (plano de 
carreiras, seguridade social, e outros). 
• Apresentar a pirâmide organizacional 
da empresa, no intuito de fortalecer 
o sentimento de pertencimento 
de grupo, e gerar expectativas de 
promoção. 
4. Os Benefícios e Desafios da 
Consolidação de uma Cultura 
Organizacional
A cultura corporativa permite uma 
maior competividade e desempenho 
das empresas. Crenças, práticas e 
mitos comuns são um mecanismo de 
coordenação informal que sincroniza 
os esforços dos funcionários. Os novos 
funcionários adquirem determinados 
valores, objetivos e práticas da empresa 
a partir do convívio e ensinamento dos 
funcionários mais antigos. 
Nesse sentido, a cultura organizacional é 
socialmente construída. Nesses casos, a 
motivação são qualitativamente melhores 
do que aqueles impostos por algum tipo 
Unidade 3 • Cultura Organizacional71/218
de autoridade hierárquica. O custo do 
trabalho também é inferior, permitindo 
um melhor desempenho financeiro da 
empresa, num fenômeno conhecido como 
“efeito da cultura” (SOUZA; JORDÃO, 2012). 
Porém, uma cultura mal gerida pode 
ocasionar alguns problemas, tais como: 
a) a não identificação no crescimento 
dos negócios (em virtude de limitação 
das promoções, medidas de contenção, 
entre outros). Quando restrito ao aspecto 
financeiro, a cultura organizacional é 
fragilizada, como: b) a falta de uma cultura 
de comunicação efetiva, ou uma que 
possua apenas uma direção (do posto mais 
alto para o posto mais baixo)– criando uma 
percepção de ação totalitária, que pode 
facilitar situações de resistência. 
Diante dessas e outras dificuldades, por 
que não fazer esforços para a constituição 
de um projeto maior? A consolidação 
de uma cultura organizacional que 
integre não só a vida profissional dos 
funcionários da empresa, mas também os 
entendimentos sobre ética, valores sociais, 
sonhos e criatividade? Uma estratégia em 
RSC pode auxiliar nesse sentido. 
5. Cultura Organizacional e 
Responsabilidade Social, Uma 
Ponte Possível
Atualmente, assim como clientes cada 
vez mais ávidos por uma postura de 
consumo sustentável, também se observa 
a ampliação de indivíduos, sobretudo mais 
Unidade 3 • Cultura Organizacional72/218
jovens, com a expectativa de uma profissão 
que agregue melhores condições para à 
sociedade e o ambiente. 
Profissionais orgulhosos em serem 
associados com uma organização 
responsável, recomenda a outros 
o lugar como ótimo de trabalhar. 
Consequentemente, isso facilita a atração 
de talentos e contribui para uma melhoria 
da reputação com os clientes. Mas como 
iniciar essa sensibilização?
Primeiramente, deve-se descobrir a atual 
percepção sobre os assuntos de interesse 
da empresa. Uma pesquisa individual ou 
em grupo pode ser utilizada para aferir 
o quanto os funcionários percebem o 
compromisso da sua empresa com a 
sustentabilidade socioambiental, bem 
como os seus próprios pensamentos 
pessoais. 
É interessante também recolher as ideias 
sobre quais medidas são percebidas 
como necessárias para progredir nessa 
questão, e se eles estão interessados em 
serem envolvidos. Essa informação poderá 
auxiliar a construção de uma estratégia de 
engajamento. 
Um projeto de engajamento dos 
funcionários não obtém êxito sem uma 
infraestrutura de gestão que apoie as 
iniciativas de sustentabilidade. Isso 
significa integrar a sustentabilidade dentro 
do próprio local de trabalho, e também a 
integração desta na estratégia global de 
negócios, com uma visão clara de metas. 
Também, deve obter forte apoio da equipe 
Unidade 3 • Cultura Organizacional73/218
executiva da empresa, e uma estrutura de 
governança colaborativa, para a tomada de 
decisão e alocação de recursos. 
Um programa de recompensas e 
reconhecimento são bastante eficazes. 
Uma equipe que acolha representantes de 
todas as unidades de produção também 
é importante. Uma infraestrutura mínima 
também deve ser perseguida, e deve 
conter, minimamente, instrumentos de 
coleta de dados e armazenamento, metas 
e ferramentas de avaliação, espaço para 
discussões e comunicação, entre outros. 
Abaixo, seguem algumas sugestões 
para a construção de uma estratégia de 
engajamento (FAIR RIDGE GROUP, 2009): 
• Articule uma visão de 
sustentabilidade, sua importância, e 
o que as pessoas precisam fazer para 
garanti-la. 
• Dialogue sobre as expectativas de 
desempenho e como o progresso será 
medido. 
• Clarifique os papéis e as 
competências requeridas para 
gerenciar/participação em iniciativas 
de sustentabilidade.
• Forneça educação e formação sobre 
o tema “sustentabilidade”, no que se 
refere às habilidades técnicas e de 
negócios, incluindo a colaboração, 
inovação e gerenciamento de projeto. 
Unidade 3 • Cultura Organizacional74/218
• Envolva os funcionários no 
planejamento e na implantação 
do projeto, desde o diagnóstico 
até a divulgação do feedback dos 
resultados para uma melhoria 
contínua. 
• Estabeleça equipes funcionais que 
auxiliem na produção de diretrizes e 
metodologias de ação. 
• Consolide um programa de melhoria 
contínua para rever processos, 
questões ambientais e priorização de 
novas iniciativas. 
• Estabeleça um espaço de 
compartilhamento ou de excelência 
em sustentabilidade para 
compartilhar e desenvolver melhores 
práticas. 
• Forneça os recursos necessários 
para apoiar o engajamento, tais 
como: recursos financeiros e 
estruturais para treinamento, troca 
de informação, infraestrutura, 
divulgação, entre outros. 
• Motive, inspire, energize os 
funcionários a se comprometer com a 
estratégia: evidencie os benefícios e 
a importância de suas contribuições. 
• Solicite e aborde questões e 
preocupações. 
• Recompense comportamentos 
necessários para o sucesso do 
projeto. 
• Comemore realizações. 
Unidade 3 • Cultura Organizacional75/218
Para saber mais
Pesquise sobre propostas de oficinas 
motivacionais que sejam criativas, e que 
possibilite a participação do maior número de 
pessoas. Evite ferramentas onde o funcionário, 
alvo da sua ação, seja um mero expectador. Ele 
deve sentir-se influente na ação da empresa. Isso 
facilitará o compromisso e engajamento. Um 
consultor/palestrante com bastante experiência 
pode ser uma boa alternativa.
Unidade 3 • Cultura Organizacional76/218
Glossário
Participação: ato de juntar-se com outros com um objetivo. Tornar-se parte (DIGITRO, s/d).
Comunicação: compartilhamento de informações com outras. Isso pode ser feito através de 
diferentes mecanismos, e pode incluir: sites, mídias sociais, relatórios, fóruns, murais, entre 
outros (DIGITRO, s/d). 
Planejamento ou projeto estratégico: iniciativa ou documento de uma organização que, 
quando aprovado pelo conselho administrativo, indica a missão e as diretrizes a serem 
seguidas, juntamente com estratégias e metas que se espera atingir durante um determinado 
período (DIGITRO, s/d).
Questão
reflexão
?
para
77/218
Dentro do contexto brasileiro, sabe-se que a maior 
parte dos empregadores e empregados vivem numa 
situação de micro ou pequena empresa. Apesar da 
menor repercussão, há um grande potencial dessas 
empresas em atividades e projetos de sustentabilidade 
socioambiental. Nesse sentido, como incentivar as 
ações sustentáveis de funcionários e gestores em 
pequenos negócios? Quais são os ganhos nesse tipo de 
ação?
78/218
Considerações Finais
A cultura é um repositório de aspectos apreendidos através da interação 
social, construída no seio de uma comunidade, e influenciada por aspectos 
sociais, ambientais e econômicos.
A cultura organizacional é uma variável estratégica que associa valores 
organizacionais e valores éticos, e fortalece no indivíduo um sentimento de 
participação de um projeto “maior”. 
Ao mesmo tempo, é um complexo pouco palpável. Apesar disso, quando 
a empresa reconhece sua riqueza é possível capitalizar o seu potencial 
humano. Embora possa haver resistências, a gestão sustentável da cultura 
organizacional tem o potencial de valorização da marca, e estimula a 
criatividade e o talento dentro da organização. 
Para quaisquer estratégias de Responsabilidade Social e Ambiental 
Corporativa, é imprescindível o estímulo da participação dos funcionários, de 
todas as funções e áreas. É essa participação que garantirá o sentimento de 
pertencimento, e sucesso do projeto.
Unidade 3 • Cultura Organizacional79/218
Referências 
BIO, S. R. Desenvolvimento de sistemas contábeis-gerenciais: um enfoque comportamental 
e de mudança organizacional. São Paulo, 1987. Tese (Doutorado) − Faculdade de Economia, 
Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, 1987.
CROZATTI, J. Modelo de gestão e cultura organizacional: conceitos e interações. Cad. estud. 
[on-line], p. 1-20, 1998.
DIGITRO. Glossário. s/d. Disponível em: <http://www.digitro.com/pt/index.php/sala-imprensa/
glossario>. Acesso em: 18 fev. 2016.
FAIR RIDGE GROUP. Building an organizational culture of sustainability: employee 
engagement. Triple Pundit, 2009. Disponível em: <http://www.triplepundit.com/2009/09/
building-an-organizational-culture-of-sustainability-employee-engagement/>. Acesso em: 12 
jan. 2016.
JORDÃO, R. V. D.; SOUZA, A. A. Efeitos da cultura organizacional no sistema de controle 
gerencialpós-aquisição: um estudo de sucesso numa empresa brasileira. REGE - Revista de 
Gestão. v. 19, n. 1, 2012.
LEANDRO, A.; REBELO, T. A responsabilidade social das empresas: incursão ao conceito e suas 
relações com a cultura organizacional. Exedra, ed. esp., p. 11-39, 2011.
Unidade 3 • Cultura Organizacional80/218
MARTINS, M. G. O. M. Cultura nacional e cultura organizacional: um estudo de caso em 
uma cooperativa de crédito (Dissertação de mestrado) − Programa de Pós-Graduação em 
Administração, Faculdade Novos Horizontes, Belo Horizonte, MG, 2006. 
MORIN, E. Introdução do pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2005.
MOTTA, F. C. P.; CALDAS, M. P. Cultura organizacional e cultura brasileira. São Paulo: Atlas, 
1997.
PRAHALAD, C.; HAMEL, G. Competindo pelo futuro. Rio de Janeiro: Campus, 1995.
SILVEIRA, L. F. A influência da cultura nacional na cultura organizacional: estudo de caso de 
aquisição no setor de biotecnologia. Revista Gestão e Planejamento, p. 24-43, 2010.
SOUZA, R. V. D.; SOUZA, A. A. Efeitos da cultura corporativa no sistema de controle gerencial 
pós-aquisição: um estudo de sucesso numa empresa brasileira. REGE − Revista de Gestão da 
Universidade de São Paulo, p. 55-72, 2010.
TIRIBA, L. Cultura de trabalho, autogestão e formação de trabalhadores associados na 
produção: questões de pesquisa. Perspectiva, p. 69-94, 2008.
81/218
Assista a suas aulas
Aula 3 - Tema: Cultura Organizacional: 
Conscientização Ambiental no Âmbito 
Corporativo - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f-
1d/39a85747e4b52703f5f278c4e86b8db3>.
Aula 3 - Tema: Cultura Organizacional: 
Conscientização Ambiental no Âmbito 
Corporativo - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
fc386803279e4042dc2d3f41f0e2c1d2>.
82/218
1. Quanto à cultura organizacional, podemos dizer que:
a) Ela auxilia a promover entre os diferentes componentes de uma empresa, uma missão 
institucional.
b) Relaciona-se a fatores externos de uma empresa, como, por exemplo, à cultura nacional. 
c) Os valores compartilhados podem influenciar comportamentos, inclusive fora do eixo 
organizacional. 
d) Pode ser percebida como como variável estratégica, capaz de gerar diferencial competitivo. 
e) Todas as sentenças estão corretas.
Questão 1
83/218
2. Abaixo, é listado motivações para uma mudança de Cultura 
Organizacional, com EXCEÇÃO:
a) A adequação a um novo contexto social, econômico e ambiental. 
b) Uma nova missão institucional. 
c) Sensibilização a uma causa considerada importante. 
d) Inibir a existência de normas informais existentes dentro de uma corporação. 
e) Implementação de gestão inovadoras, como os de gestão ambiental.
Questão 2
84/218
3. Para utilizar a cultura organizacional como ferramenta estratégia, o 
gestor deve:
a) Não interferir nos perfis de trabalho dos funcionários da empresa. 
b) Recusar aspectos ligados à história da empresa, com o intuito de inovação. 
c) Evitar mecanismos de compensação, pois esses acabam por incentivar o perfil de 
funcionários voluntários. 
d) Definir progressão de carreira e sistemas de avaliação, buscando reforçar a filosofia, 
crenças e mitos.
e) Todas as ações possuem relação direta com a utilização da cultura organizacional como 
ferramenta estratégica empresarial.
Questão 3
85/218
4. São ações de engajamento:
a) Articulação com vistas à sustentabilidade. 
b) Uso de metas de desempenho e regimes de avaliação. 
c) Envolvimento de funcionários em toda a cadeia de ações. 
d) Consolidação de programas de melhoria contínua. 
e) Todas as afirmações estão corretas.
Questão 4
86/218
5. Tendo como referência a cultura organizacional para a promoção de 
uma cultura para a sustentabilidade, podemos dizer que:
a) A questão salarial passa a ser uma questão de pouca relevância. 
b) O principal aspecto que deve ser tratado por um gestor é o combate às diferenças 
existentes entre os indivíduos que participam no interior da organização. 
c) A questão da qualidade dos produtos se torna um aspecto relevante a ser tratado. 
d) Relatórios de avaliação devem estar restritos aos gestores administrativos, com o intuito de 
preservar a empresa de vazamento de dados sigilosos. 
e) A cultura organizacional não deve focar as relações estabelecidas com agentes políticos e 
legais de uma empresa, no intuito de evitar conflitos.
Questão 5
87/218
Gabarito
1. Resposta: E.
A cultura organizacional tem a ver com 
todo o corpo de trabalho existente dentro 
de uma empresa, e com as relações que 
são estabelecidas no exterior dela. São 
os valores compartilhados por todos os 
pertencentes a ela, e serve como referência 
para um projeto de futuro. Dessa forma, 
não se consegue restringir a outros 
aspectos da vida, como a cultura de um 
determinado povo.
2. Resposta: D. 
A cultura pode ser representada por 
aspectos formalizados, como o corpo 
jurídico e normativo de uma sociedade, 
comunidade ou mesmo uma empresa. 
Porém, ela também abarca concepções 
coletivas que são simbólicas, que não 
estão estabelecidas como regras, mas são 
aceitas como necessárias. A forma de se 
vestir, por exemplo, é determinada mais por 
concepções informais (a escolha da roupa 
para ir a um bar, um trabalho, uma praia), 
do que regras impostas.
3. Resposta: D.
O conhecimento sobre a história da 
fundação de uma empresa, as conquistas 
atingidas, e o seu comprometimento com 
determinadas causas, ao longo do tempo, 
permite um sentimento de pertencimento 
a um grupo maior, ou a um projeto mais 
importante. Ao mesmo tempo, projetos 
de progressão de carreira e valorização 
88/218
Gabarito
salarial, reforçam a ideia de futuro, e 
importância de um maior envolvimento 
com as atividades e as missões que a 
empresa prega para si, e para aqueles que 
dela fazem parte.
4. Resposta: E.
Todos as ações que buscam o 
compartilhamento de informações, 
missões e projetos facilitam um maior 
engajamento daqueles que estão 
envolvidos, direta ou indiretamente, das 
ações de uma corporação.
5. Resposta: C.
O debate e projetos que buscam melhorar 
a qualidade dos produtos, dentro de um 
projeto de sustentabilidade, permite aos 
funcionários conhecerem, dialogarem, 
e auxiliarem num processo de maior 
eficiência da cadeia produtiva.
89/218
Unidade 4
Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à 
Responsabilidade
Objetivos
1. Apresentar o plano de negócios como um 
processo de identificação de metas de 
longo prazo, estimulando estratégias para 
o alcance de metas de amplo alcance. 
2. Incentivar a estratégia de educação 
global para a organização, a partir 
de programas de sensibilização para 
diferentes públicos-alvo. 
3. Propor subsídios para a construção 
de projetos em Educação Ambiental 
Corporativa, da sua elaboração até a fase 
de avaliação.
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade90/218
Introdução
A questão ambiental é complexa e urgente, 
e envolve uma infinidade de diferentes 
agentes: gestores públicos, órgãos de 
fiscalização e controle, judiciário, ONGs, 
mídia, comunidades de resistência, 
produtores agrícolas, empresas, entre 
outros. 
Nesse sentido, o setor econômico 
desenvolve as principais atividades que 
incidem num tipo de impacto ambiental 
negativo. Dessa forma, ele não pode se 
eximir de participar em prol de medidas 
mitigadoras para minimizar os danos sobre 
o ambiente que compartilha. 
É preciso destacar que, a concepção 
de ambiente como simples sinônimo 
de natureza há muito é questionada 
pordiferentes áreas do conhecimento. 
Trata-se de um espaço de interação 
entre a sociedade, culturas e a base 
física e biológica dos processos vitais que 
garantem a manutenção da vida neste 
planeta. Nesse entendimento, o “meio 
ambiente” torna-se o espaço relacional, 
em que a presença humana, longe de ser 
entendida como intrusa, aparece como 
agente da teia de relações da vida natural, 
social e cultural (CARVALHO, 2008).
Dentro do âmbito corporativo-empresarial, 
as medidas com maior repercussão estão 
relacionadas com a adoção de tecnologias 
que minimizam impactos ou danos, ou 
mesmo, que conseguem reverter um 
quadro de danos. Simultaneamente, 
percebe-se a adoção de outras medidas, 
que tem a ver com a diminuição da 
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade91/218
produção de resíduos, reaproveitamento 
de reciclagem de materiais, otimização do 
ciclo de vidas de produtos, entre outros. 
Porém, é de conhecimento geral que nem 
mesmo toda a tecnologia atual é capaz de 
dar plena segurança, ou mesmo, reverter 
quadros extremos de degradação. 
No sentido de prevenção e transformação 
do atual quadro de crise socioambiental, na 
década de 1960, percebemos os primeiros 
esforços para a consolidação de uma 
proposta pedagógica para a sensibilização 
sobre os problemas ambientais e para a 
transformação de consciências. 
Loureiro (2006, p. 106) chama a atenção 
para o fato de que, no atual momento, a 
educação ambiental “é uma ação efetiva 
e coletivamente organizada, pautada 
em permanentes reflexões teóricas que 
qualificam sua prática, sendo por esta 
revista [...]”, caracterizando-a como 
uma atividade política intensa. É isto 
que segundo o pesquisador a consolida 
e a amplia em lugares conquistados, 
fortalecendo experiências, debates e o 
diálogo entre os diferentes agentes. Mas 
alerta: “[...] cabe a nós evitarmos a prática 
à ação estritamente pedagógica e às 
mudanças comportamentais individuais, 
acreditando em uma educação vista 
como a ‘a salvação de todos’, idealmente 
concebida e deslocada da dinâmica 
histórico-social concreta [...]”.
Assim, é necessário que consolidemos 
uma educação que ultrapasse as fronteiras 
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade92/218
de transmissão de conhecimento. Uma 
Educação Ambiental crítica é aquela 
que adota um enfoque complexo que se 
debruce tanto sobre o exame das raízes 
como das causas da crise e trabalhe a 
mudança cultural e a transformação social 
de modo simultâneo ao enfrentamento 
pedagógico da crise.
Loureiro (2006) enfatiza, ainda, a 
necessidade de se avançar numa proposta 
de educação ambiental crítica, cuja 
ação permita a apropriação reflexiva de 
conhecimentos e saberes na construção 
e a reelaboração de valores éticos para a 
relação dos sujeitos entre si e deles com 
o ambiente, priorizando a participação 
política de todos, com o objetivo de 
promover a transformação social no 
ambiente. A educação não é restrita 
a uma sala de aula, ela deve envolver 
todos os espaços possíveis: a mídia, os 
espaços públicos e coletivos, as igrejas, as 
empresas, entre outros.
Segundo Tozoni-Reis (2008) a dimensão 
crítica da educação ambiental inicia-se 
com a intencionalidade de imprimir ao 
desenvolvimento individual um caráter 
social, em sua relação com a natureza 
[com o ambiente] e com os outros seres 
humanos, com o objetivo de potencializar a 
atividade humana, tornando-a mais plena 
de prática social e de ética ambiental, 
exigindo, portanto, uma sistematização 
através dos processos de transmissão/
apropriação crítica de conhecimentos, 
atitudes e valores políticos, sociais e 
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade93/218
históricos. Na concepção deste autor, o 
movimento de fazer-se humano ocorre 
na apropriação/transmissão crítica e 
transformadora da totalidade histórica e 
concreta da vida dos homens no ambiente 
(TOZONI-REIS, 2008).
Um aspecto a destacar na busca dessa 
autonomia e consciência refere-se 
ao entendimento de que vivemos 
atualmente em um mundo amplamente 
interconectado, caracterizado por um 
fluxo crescente e encadeado de pessoas, 
de ideias, de conhecimentos, de bens e de 
riquezas. Desse fenômeno, advêm questões 
desafiadoras, tais como a aceleração das 
desigualdades socioeconômicas, dos 
padrões de consumo, dos conflitos, do 
desequilíbrio ambiental, da necessidade 
de novas estruturas de convivência, entre 
outros.
Sendo fruto dessa situação complexa, a 
Educação Ambiental (EA) caracteriza-se 
como uma proposta interdisciplinar, que 
tem entre seus desafios, o de reorganizar o 
conhecimento para favorecer a apreensão 
da realidade. A partir desta consideração, a 
seguir, serão recuperadas algumas ideias, 
conceitos e proposições que permitem 
pensar o ambiente como um poderoso 
instrumento de planejamento e gestão 
empresarial, com vistas à consolidação de 
um amplo programa de responsabilidade 
social corporativa. 
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade94/218
Para saber mais
Em termos conceituais, as ações e práticas educativas realizadas ou facilitadas por empresas e 
corporações, que objetivam “a sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais, e à sua 
organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente”, são atividades de educação 
ambiental-não formal (ou informal) (BRASIL, 1999, p. 1). Essa modalidade se diferencia da EA formal 
por não acontecer dentro do ambiente escolar, e requerer metodologias condizentes com o público-
alvo a ser atingido. Em 1999, o Estado brasileiro oficializou a Política Nacional de Educação Ambiental 
(Lei nº 9.795, de 1999), que dispõe algumas diretrizes para a realidade brasileira. Para saber mais 
indicamos a leitura da lei, disponível no link a seguir: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l9795.htm>.
1. Educação Ambiental e a Complexidade
Juntamente com outros escritores, Layrargues (2004) faz uma severa crítica ao reducionismo 
apresentado pela Educação Ambiental tradicional, que se compromete unicamente pelas raízes 
da crise ambiental, pautando-se exclusivamente para uma mudança de comportamentos (por 
exemplo: economizar água, jogar lixo em locais adequados, entre outros). O mesmo autor alerta 
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade95/218
que é improvável uma alteração cultural 
sem que observemos também outros 
aspectos da vida social, como as relações 
de produção e comércio.
Treinamentos, em casos específicos para 
a formação de habilidades podem ser 
aproveitados como elemento adicional de 
processos educativos maiores. Contudo, 
quando se visa o desenvolvimento de 
novos comportamentos, de valores, e uma 
relação mais ética com o meio ambiente, as 
organizações precisam adotar a educação 
ambiental como estratégia de conexão à 
cultura das organizações (LINDNER, 2001).
Para saber mais
Em suas últimas obras, o filósofo francês Edgar 
Morin vem analisando criticamente a forma 
de pensar a educação e os resultados que 
estamos obtendo. Em uma palestra, intitulada 
“Educação na Era Planetária” ele afirma que 
“parece que aprendemos a analisar, a separar, 
mas não a relacionar e fazer com que as coisas se 
comuniquem”. A gravação da referida palestra 
está disponibilizada através do seguinte link: 
<http://www.youtube.com/watch?v=C_
hNtktX8m4> (versão com aproximadamente 55 
minutos).
Segundo Meigar (2005, p. 24-25), as 
organizações devem conhecer e avaliar os 
Unidade 4 • Planejamentoe Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade96/218
conteúdos que elas trabalham, para assim ter uma concepção que forneça ao indivíduo a plena 
consciência do significado da educação ambiental, tais como:
a) aquele que gera um resíduo ou causa um impacto nocivo sobre o 
meio ambiente deve arcar com os custos de sua reparação – princípio de 
“quem polui paga”; 
b) o gerador responde pelo resíduo, mesmo que esse resíduo seja 
transferido de local, tenha mudado de depositário, ou até mesmo de 
forma, mantendo suas mesmas características nocivas; 
c) a responsabilidade por danos causados ao meio ambiente é 
objetiva, e não subjetiva, ou seja, uma empresa que causa um dano 
ao meio ambiente é responsável pelo mesmo, independentemente da 
comprovação da culpa ser sua ou de terceiros, pela simples existência de 
nexo causal entre o prejuízo e sua atividade;
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade97/218
d) o Artigo 129, da Constituição Federal, inclui, entre as funções do 
Ministério Público, a de promover inquérito civil e propor Ação Civil 
Pública contra o poluidor, para a proteção do meio ambiente e de 
outros interesses difusos e coletivos da sociedade. Outras entidades 
ou organismos também podem ser autores de Ações Civis Públicas: a 
União, estados, municípios, autarquias, empresas públicas, fundações, 
sociedades de economia mista e associações que incluam, entre suas 
finalidades, a proteção do meio ambiente. As condenações judiciais em 
dinheiro, decorrentes dessas ações, devem constituir um fundo, visando à 
recomposição dos bens e interesses lesados; e) para se realizar uma obra 
ou implantar um empreendimento que seja considerado potencialmente 
poluidor, torna-se necessária a realização de Estudos de Impacto 
Ambiental – EIA (MEIGAR, 2005, p. 24-25).
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade98/218
Para saber mais
A lei de Crimes Ambientais é um importante instrumento para o (re)conhecimento das principais 
aspectos de cuidados ambientais devem ser tomadas por uma empresa. Outras legislações, mais 
condizentes com a área de atuação da empresa podem ser estudadas. Há cartilhas e manuais 
institucionais de fácil leitura para diferentes públicos. Uma delas é a cartilha sobre crimes ambientais 
produzida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA, 2004). 
Para saber mais, clique no link a seguir: <http://ecolmeia.org.br/cartilha-leis-dos-crimes-
ambientais-ibama/>.
O Conselho Nacional de Meio Ambiente é órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do 
Meio Ambiente-SISNAMA, responsável por estabelecer normas e critérios ambientais para atividades 
produtivas. Ter acesso e discutir coletivamente as motivações das resoluções do referido conselho é 
uma metodologia interessante de educação ambiental informal dentro das empresas. Saiba mais em: 
<http://www.mma.gov.br/port/conama/estr.cfm>
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade99/218
2. Educação Ambiental nas 
Empresas
Além do encargo ético, atualmente 
a competividade entre as empresas 
pressiona por posicionamento proativo 
e por uma relação mais equilibrada 
e sustentável com o meio/natureza. 
A “postura verde” se consolida como 
instrumento de valorização da imagem 
empresarial perante os seus stakeholders, 
pois a insere como importante contribuinte 
nos processos de discussão e decisão sobre 
o acesso e uso dos recursos ambientais.
Tal posicionamento foi consolidado a 
partir da década de 1990, a partir da 
iniciativa Business Council for Sustainable 
Development, promovida pela ONU, 
no intuito de promover o engajamento 
empresarial para as atividades que 
perseveram a consolidação de um 
desenvolvimento sustentável.
Apesar de não consensual, o conceito de 
Desenvolvimento Sustentável facilitou e 
publicitou a necessidade de mecanismos 
que proporcionassem uma relação 
de produção menos danosa ao meio 
ambiente. 
Diante do alto índice de crescimento 
populacional, esgotamento dos recursos, 
mais urbanização, industrialização e 
consumo, leis e normas ambientais mais 
severas foram sendo implantadas na 
maioria dos países desenvolvidos, e, por 
pressão, nos países em desenvolvimento. 
Nesse sentido, a sustentabilidade 
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade100/218
empresarial passou a ser uma exigência 
dos stakeholders, no intuito de não 
comprometer o atendimento das 
necessidades de negócios. 
A Educação Ambiental desenvolvida numa 
empresa deve ser um processo horizontal 
(coletivo, sem protagonistas), participativo 
(o aluno deve atuar enquanto aprende, e 
o professor aprender enquanto ensina), 
contínuo e permanente. É importante 
que a ação pedagógica possa, ao mesmo 
tempo: a) sensibilizar o público-alvo sobre 
as questões ambientais; e b) oferecer 
subsídios para a implantação de um 
Sistema de Gestão Ambiental na empresa 
(ABREU, 2000). Para isso, alguns passos são 
sugeridos: 
• 1º passo: o diagnóstico sobre o 
público-alvo e sua realidade = faixa 
etária, renda, formação, tipos de 
atividades exercidas, problemas 
enfrentados – temas geradores, 
potenciais dificultadores durante a 
execução do projeto, entre outros. 
• 2º passo: consolidação do projeto, 
situando os objetivos, metas, 
programa de ensino, organização da 
equipe e atribuições, cronograma, 
estratégias e procedimentos, 
recursos e materiais necessários, 
técnicas de apoio pedagógico e de 
avaliação. 
• 3º passo: envolve o desenvolvimento 
das ações propostas no projeto, no 
caso, um plano de ensino em ação, 
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade101/218
a consolidação do planejamento 
e instrumento de trabalho do 
facilitador (execução). 
• 4º passo: é o momento onde 
acontece a avaliação das ações 
desenvolvidas. Tem como objetivo 
anotar dificuldades e satisfações com 
o intuito de corrigir deficiências e 
reaproveitar/melhorar as ferramentas 
de sucesso. Essa avaliação deve ser 
coletiva. 
• Ao final, é importante que a equipe 
organizadora emita feedbacks sobre 
o processo, apresentando a todos 
os partícipes informações, objetivos 
e metas atingidas, entre outros 
(ABREU, 2000).
Para saber mais
Uma série de metodologias em Educação 
Ambiental são encontrados na literatura. Uma 
que destacamos aqui é produzida pela FEHIDRO 
(Fundo Estadual de Recursos Hídricos do Estado 
de São Paulo) (SEMA/SP, 2010). Disponível em: 
<http://disciplinas.stoa.usp.br/pluginfile.
php/316037/mod_resource/content/1/
roteiro-para-elaboracao-de-projetos-
fehidro-caap-set2010.pdf>. Sugerimos 
que faça a leitura da proposta, e reflita sobre 
as possibilidades de projetos na sua área de 
atuação.
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade102/218
Glossário
Comportamento: sistema de ações interligadas que servem como expediente recorrente de um 
organismo ou grupo social (DIGITRO, s/d). 
Modelos alternativos de desenvolvimento: escolha entre duas ou mais alternativas sociais 
possíveis, no intuito do desenvolvimento com a conservação do meio ambiente (EMBRAPA, s/d). 
Impacto ecológico: efeito total de uma mudança ambiental causado por meios natural ou 
humano sobre o ecossistema de uma área (EMBRAPA, s/d).
Questão
reflexão
?
para
103/218
É comum na literatura sobre Educação Ambiental 
a discussão sobre como a percepção atual sobre 
crescimentoeconômico, tecnologia e ciência, tem uma 
influência negativa sobre as práticas sustentáveis. 
Nesse sentido, concorda com o que diz alguns autores 
que existe na sociedade contemporânea um modelo 
único de desenvolvimento que prevalece entre os 
países e prejudica as relações sociedade x natureza?
104/218
Considerações Finais (1/2)
Os princípios e as práticas da Educação Ambiental suscitam um pensamento 
complexo como forma de compreensão da realidade. Trata-se de uma 
proposta crítica sobre o tradicional modelo pedagógico (aprendizado 
passivo e descontextualizado) e provoca a revisão sobre o fazer pedagógico, 
incentivando, inclusive, o uso de outros espaços, que não os escolares, para a 
reflexão sobre o meio ambiente e a própria educação. 
O estudo e a interpretação de normas e leis ambientais facilitam o 
entendimento da responsabilidade empresarial e de cidadania, e proporciona 
uma reflexão mais ampla sobre as necessidades e os cuidados em diferentes 
dimensões, quais sejam: econômicas, sociais, territoriais, entre outros.
Não é possível uma atividade em Educação Ambiental que inclua diferentes 
agentes e abordagens, pois a questão ambiental é muito complexa para 
ficar ao cargo de um determinado grupo social, ou uma única área do 
conhecimento.
105/218
Não é possível a indissociabilidade da teoria da prática na atividade 
humana consciente de transformação do mundo, ou seja, devemos buscar a 
permanente reflexão sobre as condições de vida numa prática concreta, “[...] 
como parte inerente do processo social e como elemento é indispensável 
para a promoção de novas atitudes e relações que estruturam a sociedade” 
(LOUREIRO, 2012, p. 84).
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade106/218
Referências
ABREU, D. Sem ELA, nada feito: Educação Ambiental e ISO-14000. Salvador: Casa da 
Qualidade, 2000. 
BORDALLO, M. A. N.; GUIMARÃES, M. M.; CARRICO, M. K.; 
DOBBIN, J. Função gonadal de sobreviventes de doença de Hodgkin tratados na infância e 
adolescência com quimioterapia. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 
45, n. 1, p. 87-95, 2001.
BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a 
Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 28 abr. 1999. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>. 
Acesso em: mar. 2016.
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico 
(3ª ed). São Paulo. Cortez. 2008.
DIGITRO. Glossário. s/d. Disponível em: <http://www.digitro.com/pt/index.php/sala-imprensa/
glossario>. Acesso em 18 fev. 2016.
EMBRAPA. Glossário Ambiental. s/d. Disponível em: <https://www.embrapa.br/codigo-
florestal/entenda-o-codigo-florestal/glossario>. Acesso em: 15 jan. 2016.
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade107/218
IBAMA − INSTITUTO BRASILEIRO DE MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS 
SUSTENTÁVEIS. Cartilha lei dos crimes ambientais. IBAMA: Brasília, 2004.
LAYRARGUES, P. P. Muito além da natureza: educação ambiental e reprodução social. In: 
Loureiro, C.F.B.; Layrargues, p.P. & Castro, R.C. De (Orgs.) Pensamento complexo, dialética e 
ambiental educação. São Paulo: Cortez. 2006, p. 72-103. 
LIDNER, N. Uma proposta metodológica de Educação Ambiental para a integração do Sistema 
de Gestão Ambiental à cultura organizacional. Revista de Estudos Ambientais. Revista de 
Estudos Ambientais (Online), v. 3, p. 51-58, 2001.
LOUREIRO, Carlos Frederico. B. Problematizando conceitos – contribuição à práxis em educação 
ambiental. In: LOUREIRO, C.F.B; LAYRARGUES, P.P; CASTRO, R.S. Pensamento Complexo, 
dialética e educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2006.
MELGAR, M. J. A. Educação ambiental nas empresas: um estudo de caso na Fischer Fraiburgo 
Agrícola Ltda (Dissertação). Programa de Pós-Graduação em Mestrado em Administração - 
Universidade Federal de Santa Catarina, 2005.
SEMA/SP − SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Educação Ambiental: 
roteiro para elaboração de projetos. FEHIDRO, SEMA: São Paulo, 2010.
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade108/218
TOZONI-REIS, M. F. C. Educação ambiental: natureza, razão e história. Campinas, SP: Autores 
Associados, 2008.
109/218
Assista a suas aulas
Aula 4 - Tema: Planejamento e Gestão 
Empresarial - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
e3507c2332321bdb256fa326edcdc7b5>.
Aula 4 - Tema: Planejamento e Gestão Empresarial 
- Bloco II 
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/71cd-
29d205f35944b96b8399479e6959>.
110/218
1. Sobre a questão ambiental, é possível dizer:
a) Trata-se de uma questão complexa, onde se inserem aspectos sociais, políticos, 
econômicos, paisagísticos, entre outros.
b) As problemáticas ligada à questão são de responsabilidade exclusiva do poder público. 
c) É uma temática que trata exclusivamente sobre questões de preservação e conservação da 
natureza. 
d) Possui pouca atenção da mídia e da opinião pública. 
e) Todas as afirmações acima são corretas.
Questão 1
111/218
2. Quanto à proatividade e o engajamento empresarial com vistas à 
sustentabilidade, podemos fazer as seguintes afirmações, EXCETO:
a) As atividades econômicas são consideradas aquelas com o maior impacto sobre o meio 
ambiente. Dessa forma, as corporações têm um significativo papel para a minimização dos 
impactos causados por suas ações. 
b) Uma das principais e tradicionais ferramentas de ação empresarial tem a ver com a adoção 
de tecnologias que minimizam os danos ambientais. 
c) Empresas e governos podem formar parcerias com o intuito de uma melhor qualidade 
ambiental nas áreas de suas abrangências. 
d) A educação para o meio ambiente é uma ferramenta estratégia de curto e longo prazo, e 
pode resultar em bons resultados em diferentes contextos. 
e) A educação ambiental tem como limitação a restrição às salas de aula, pois é difícil de ser 
adotada em outros espaços.
Questão 2
112/218
3. Como características, a Educação Ambiental deve ser:
a) Crítica.
b) Contextualizada. 
c) Interdisciplinar. 
d) Sensibilizadora. 
e) Todas as opções estão corretas.
Questão 3
113/218
4. Para Meigar (2005), as organizações devem conhecer e avaliar os 
conteúdos que elas se propõem a trabalhar. Das questões abaixo, qual 
o tema tem menor relação com normas legais e controle ambiental 
governamental?
a) Princípio poluidor – pagador. 
b) Produção Mais Limpa. 
c) Legislação sobre crimes ambientais. 
d) Estudos de impacto ambiental.
e) Nexo causal sobre competências e responsabilidades sobre uma atividade.
Questão 4
114/218
5. Quanto à Educação Ambiental nas Empresas, NÃO é possível afirmar:
a) Seus pressupostos são consolidados no bojo nas discussões da Conferência das Nações 
Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida como Rio-92.
b) O conceito de desenvolvimento sustentável, uma das bases da Educação Ambiental, é um 
complexo consensual adotado mundialmente. 
c) Políticas de Educação Ambiental no Brasil foram adotadas, sobretudo, por pressões 
internacionais, sobretudo por governos e organizações de países considerados 
desenvolvidos. 
d) É importante que os projetos pedagógicos permitam o diálogo de saberes, dentro de um 
processo participativo, e sem hierarquias, com o objetivo de consolidar propostas eficazes 
quanto à problemática ambiental. 
e) Para um projetopedagógico efetivo é necessária a realização de um mapeamento que 
trace particularidades e interesses do público-alvo.
Questão 5
115/218
Gabarito
1. Resposta: A.
A questão ambiental engloba a associação 
de diferentes conjunturas (social, espacial, 
econômica, cultural, etc.), dentro de um 
espaço em comum. Dessa forma, devemos 
prevenir e gerir colaborativamente os efeitos 
de degradação ocasionados pela subtração 
e processamento de recursos naturais, tais 
como: desmatamentos, contaminações 
por poluentes, inviabilização de recursos 
hídricos, entre outros.
2. Resposta: E.
Tal como previsto em convenções 
internacionais e no próprio Programa 
Nacional de Educação Ambiental, a 
Educação Ambiental pode e deve ser 
adotada em diferentes contextos, não se 
restringindo ao espaço escolar.
3. Resposta: E.
Para ser efetiva, a Educação Ambiental 
deve se apropriar de temas de interesses 
de um determinado público. Deve 
ser crítica, por não adotar modelos e 
respostas prontas, pois cada contexto 
possui suas peculiaridades. Deve ser 
interdisciplinar, pois não há uma área do 
conhecimento com o arcabouço necessário 
para sua englobar sua complexidade. 
Deve sensibilizar, pois a mudança de 
comportamentos se inicia a partir de 
comprometimentos éticos.
116/218
Gabarito
4. Resposta: B.
Embora possa estar relacionada a uma 
condicionante ambiental, a Produção 
Mais Limpa não está diretamente ligada a 
aspectos de normatização governamental, 
do mesmo modo que estão previstas as 
outras sentenças.
5. Resposta: B.
O conceito de Desenvolvimento 
Sustentável ainda promove uma discussão 
complexa e não consensual, pois não há 
parâmetros seguros sobre a possibilidade 
de atividades que não causem efeitos em 
quaisquer prazos.
117/218
Unidade 5
Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos
Objetivos
1. Apresentar o papel e os objetivos da 
Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) 
na área de negócios. 
2. Apresentar as etapas necessárias 
para a viabilizar um processo de AIA 
eficaz.
3. Discutir os aspectos necessários da 
AIA sob o ponto de vista da gestão.
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos118/218
Introdução
A pavimentação de uma planta industrial, 
a expansão de uma área residencial, a 
construção de uma estrutura viária, a 
ampliação de um aeroporto. Esses são alguns 
exemplos típicos de projetos que por sua 
magnitude, na maioria dos países, só podem 
ser executados se um órgão competente pelo 
planejamento conceder autorização. 
De forma geral, as autorizações são 
concedidas quando efeitos positivos são 
percebidos como maiores do que os impactos 
negativos. No passado, esses aspectos eram 
avaliados sob a perspectiva socioeconômica, 
e se restringiam às questões como: o custo 
do projeto, as vantagens de mercado, as 
consequências para a qualidade de vida, a 
geração de empregos, entre outros. 
A partir dos anos 60 há uma crescente 
preocupação dos efeitos da atividade 
humana sobre o meio ambiente, e as 
suas lesivas consequências a longo prazo 
para o planeta. Temas como emissão de 
gases poluentes, contaminação da água 
e do solo, e a escassez de alguns recursos 
naturais, começaram a surgir e serem 
debatidos. A partir de então, consolidou-
se a perspectiva de que o desenvolvimento 
além de sentidos e necessidades sociais e 
econômicas, deveria observar e perseguir 
padrões de controle, viabilidade e impacto 
ambiental. 
Nesse sentido, entende-se por impacto 
ambiental como o resultado ou efeito 
de uma ação humana, que é a sua causa 
− que pode estar associada à supressão 
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos119/218
ou inserção de certos elementos no 
ambiente ou à sobrecarga, no sentido 
da introdução de fatores de estresse que 
extrapolam a resiliência do meio, gerando 
um desequilíbrio (SANCHEZ, 2006).
Para saber mais
Cuidado: não confundir causa com efeito. Por 
exemplo, uma rodovia por si só, não deve ser 
considerado um impacto, mas sim os efeitos 
causados por ele. Para saber mais, acesse o 
Manual de Impactos Ambientais, produzido pelo 
Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: 
<http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_
pnla/_arquivos/manual_bnb.pdf>.
Graficamente, este conceito pode ser 
expresso como indica a figura, destacando-
se a baseline e os aspectos temporais (início 
da manifestação dos efeitos sobre o meio, 
variação na qualidade ambiental, entre 
outros).
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos120/218
Gráfico 1 – Impacto Ambiental: resultado da relação da ação humana dentro de um quadro espacial. 
Fonte: Adaptado de Sanches (2006).
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos121/218
Já em termos operacionais, no campo 
da avaliação, o impacto ambiental pode 
ser entendido como a diferença entre a 
provável situação futura de um indicador 
ambiental (após a instalação de um 
determinado projeto proposto) e a sua 
situação presente (SANCHEZ, 2006).
Uma das ferramentas disponível para 
satisfazer essa demanda é o processo de 
Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). 
Esse procedimento envolve a identificação 
e a avaliação sistemática dos prováveis 
impactos ambientais de uma proposta 
de projeto ou de desenvolvimento, 
inter-relacionando-os a impactos 
socioeconômicos, culturais e da saúde 
humana, sejam eles benéficos ou adversos. 
Atualmente adotada em vários países 
do globo, sua função como facilitadora 
do desenvolvimento sustentável foi 
reconhecida durante a conferência Rio-92. 
O Programa das Nações Unidas para o 
Meio Ambiente (PNUMA) define Avaliação 
de Impacto Ambiental como uma 
ferramenta utilizada para identificar os 
impactos ambientais, sociais e econômicos 
de um projeto antes da tomada de decisão. 
Destina-se a prever impactos ambientais 
numa fase precoce no planejamento e 
concepção do projeto, encontrar formas 
e meios de reduzir os impactos negativos, 
moldar projetos para se adequar ao 
ambiente local e apresentar as previsões 
e opções para as autoridades públicas. A 
AIA tem um potencial de fazer alcançar, 
ao mesmo tempo, benefícios ambientais 
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos122/218
e econômicos, tais como redução de custo 
e tempo de implementação do projeto, 
ou mesmo evitar algum tipo de embargo 
normativo (PNUMA, 1991). 
Embora a legislação e as práticas variem 
ao redor do mundo, o processo de uma AIA 
segue algumas fases fundamentais: 
a) A triagem para determinar quais 
os projetos ou atividades exigem 
um estudo de avaliação do impacto 
reduzido ou mais amplo. 
b) A delimitação do âmbito para 
identificar quais os potenciais 
impactos são relevantes para 
avaliação (com base em requisitos 
legislativos, convenções 
internacionais, conhecimentos 
especializados e participação 
pública), para identificar soluções 
alternativas que evitem, mitiguem ou 
compensem os impactos negativos 
sobre a biodiversidade (incluindo 
a opção de não prosseguir com o 
prosseguimento do projeto, encontrar 
modelos alternativos, incorporar 
salvaguardas na concepção do 
projeto, ou fornecer compensação 
por impactos adversos) e, finalmente, 
preencher os termos de referência 
para a avaliação de impacto.
c) A apreciação e a avaliação dos 
impactos de uma proposta de 
projeto, incluindo a elaboração 
detalhada de alternativas. 
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos123/218
d) Relatoria dos Impactos Ambientais, 
incluindo um plano de gestão 
ambiental (PGA), e um resumo não 
técnico para o público em geral.
e) Revisão da Estudode Impacto 
Ambiental (EIA), com base nos 
termos de referência (escopo), das 
autoridades e da consulta pública. 
f) A possibilidade de aprovação ou não 
do projeto, e em sob quais condições, 
através de um licenciamento prévio. 
g) Monitoramento, cumprimento, 
execução e auditoria ambiental. Já 
com o projeto em vigência, monitora-
se os impactos previstos e a eficácia 
das medidas de mitigação propostas, 
tal como definido no PGA. É 
importante uma ampla revisão 
sobre os termos não identificados 
previamente (impactos ou medidas 
de mitigação). 
Ao final, o procedimento de AIA gera 
um documento − o Relatório de Impacto 
Ambiental (RIMA) que resume as 
conclusões da avaliação e discute a 
aceitabilidade dos impactos ambientais 
previstos. Tal relatório é apresentado às 
autoridades para apoiar a tomada de 
decisões relacionadas com a aprovação do 
desenvolvimento em consideração.
1. A AIA no Brasil
Durante a década de 1980, observou-se 
a adoção em massa do sistema AIA em 
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos124/218
países em desenvolvimento, facilitado em 
virtude de:
• A questão ecológica passa a conter 
um apelo político e midiático, 
transparecendo a ideia de 
modernidade. 
• Trata-se de uma ferramenta com 
grande flexibilidade para diferentes 
contextos institucionais, geográficos 
e socioeconômicos. 
• A pressão de ONGs ambientalistas. 
• A influência das agências multilaterais 
(BIRD, Banco Mundial, FMI).
Muitas das agências de fomento 
estabeleceram seus critérios para AIA, 
que influenciaram a normatização em 
alguns países. Em junho de 1985, o 
Conselho Diretor da OCDE (Organização 
para Cooperação e Desenvolvimento 
Econômico) aprovou uma resolução 
que conclamava os países-membros a 
assegurar que a AIA seria aplicada em 
projetos e programas de desenvolvimento. 
Por sua vez, o Banco Mundial sofreu muita 
pressão para que avaliasse os impactos 
decorrentes de seus projetos financiados, 
o que teve repercussões até mesmo no 
Congresso dos EUA (seu principal acionista) 
(ROCHA; CANTO; PEREIRA, 2005).
No Brasil, a incorporação da AIA de 
modo compulsório a uma estrutura 
governamental se deu a partir da 
promulgação da Lei de Política Nacional 
de Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981), 
em 1981. Posteriormente, em 1986, foi 
regulamentada pela Resolução Conama 
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos125/218
nº 01/1986, que passou a delimitar o 
alcance da AIA e o conteúdo mínimo 
dos Estudos de Impacto Ambiental. É 
importante ressaltar que formalização 
do processo também foi recepcionada 
pela Constituição de 1988 (artigo 225): 
“Todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado (...)”. “Para 
assegurar este direito, incumbe ao Poder 
Público” (parágrafo 1o) “(...) exigir, na 
forma da lei, para instalação de obra ou 
atividade potencialmente causadora 
de significativa degradação ambiental, 
estudo prévio de impacto ambiental, a 
que se dará publicidade” (inciso IV).
As regulamentações posteriores 
consolidaram a aplicação da AIA 
vinculada ao processo de licenciamento 
ambiental (Resolução Conama 
nº 237/1997 e Decreto Federal 
nº 99.274/1990), podendo ser 
instrumentalizada pelo EIA/RIMA no caso 
de atividades potencialmente causadoras 
de significativa degradação ambiental 
(orientada pela listagem contida na 
resolução Conama nº 01/1986, mas não 
restrita a ela).
Link
É fundamental que você consulte e estude a Política 
Nacional de Meio Ambiente, e a Resolução Conama 
nº 01/1986, disponíveis nos links a seguir:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
LEIS/L6938.htm>.
<http://www.mma.gov.br/port/conama/res/
res86/res0186.html>.
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos126/218
Inicialmente, a AIA voltava-se quase que 
exclusivamente a projetos de engenharia. 
Atualmente, é aplicada na avaliação 
ambiental de planos, programas e 
políticas (AAE), dos impactos da produção, 
consumo e descarte de bens e serviços 
(ACV), e recentemente, para a avaliação da 
contribuição líquida de um determinado 
projeto, plano ou programa para a 
sustentabilidade ambiental (análise de 
sustentabilidade).
Seu objetivo não é o de forçar os tomadores 
de decisão a escolher a alternativa de 
menor dano ambiental – a AIA não é a 
solução para todas as brechas jurídicas e 
falhas de planejamento, que permitem, 
consentem e facilitam a continuidade da 
degradação ambiental. Assim, a prevenção 
do dano ambiental deve começar pelo 
começo (na formulação da proposta), e não 
pelo fim (na tomada de decisão). 
Talvez, a principal pergunta a ser 
feita, mesmo que intuitivamente, pelo 
analista/gestor seja: consigo perceber as 
perturbações causadas pelo impacto? Ao 
se manifestar positivamente, deve expor 
seu entendimento, e solicitar informações 
complementares, que irão demandar, cada 
caso, metodologias específicas. 
2. Métodos de Avaliação de 
Impacto Ambiental
Apesar de ser recomendado alguns 
passos de pesquisa e ação, há uma série 
de métodos que possibilitam a avaliação 
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos127/218
do impacto ambiental, destacamos as 
seguintes (CARVALHO; LIMA, 2010):
• Métodos ad hoc
Reunião de um grupo de especialistas 
multidisciplinar, que busca, na primeira 
abordagem, identificar os impactos mais 
importantes a serem avaliados. Visa 
assegurar que questões relevantes não 
serão omitidas, e pode ser útil em casos 
onde uma nova tipologia é identificada. 
• Checklists (listagens de controle)
Trata-se de uma lista dos impactos 
ambientais que devem ser considerados 
ou dos componentes do ambiente que 
podem vir a sofrer os impactos. Tem 
caráter qualitativo e pode ser útil na 
hierarquização de impactos. Porém, não 
permite identificar impactos de segunda 
ordem (pois não foi inserido na lista). 
Pode ser adotada vários tipos: simples/ 
detalhada, com/sem questionário. 
• Matrizes de identificação de 
impactos
Nesse método, são utilizadas listas 
dispostas em linhas e colunas que 
permitem comparar: a) ações programadas 
em cada fase do empreendimento x 
componentes ambientais; e b) ações 
programadas x impactos previstos. 
Trata-se de uma ferramenta de caráter 
qualitativo, que tem como restrição 
a não identificação de impactos de 
segunda ordem. Porém, é muito útil para a 
comunicação de resultados. 
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos128/218
• Diagramas ou redes de interação
Ferramenta de caráter qualitativo, se utiliza 
de gráficos ou diagramas representando 
cadeias de impactos gerados a partir de 
uma ação. Entre outros, permite identificar 
inter-relações entre ações (impactos 
de segunda, terceira ordem, etc.). Sua 
limitação consiste na dificuldade de 
representar sistemas complexos (sistemas 
não lineares de casualidade, múltiplas 
retroalimentações). 
• Superposição de cartas
Útil para a delimitação da área de 
influência (visualização espacial dos 
impactos). É necessário o auxílio de 
computador (e softwares de Sistema de 
Informações Geográficas − SIG). A partir 
dele, é possível analisar diversos cenários 
e identificar alternativas de localização 
do empreendimento. Porém, o custo é 
relativamente caro. 
• Modelos matemáticos
Esse método, de caráter quantitativo, 
busca a simulação simplificada da 
realidade. Apesar de requererem um 
grande volume de dados, e terem 
custos relativamente elevados, permite 
a avaliação de diversos cenários, 
normalmente aplicado para a previsão de 
impactos sobre o meio físico. 
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos129/2183. Potencialidades e Limites da 
AIA
Diante do exposto, podemos considerar 
a AIA como uma ferramenta bastante 
comum de exigência legal para 
consideração dos efeitos ambientais dos 
projetos, em diferentes contextos políticos 
e geográficos. Além disso, várias agências 
internacionais de desenvolvimento 
ajustaram sistemas próprios de avaliação 
ambiental, no intuito de financiar projetos 
de desenvolvimento (é o caso do Banco 
Mundial). 
Tal popularidade é, talvez, devido ao fato 
de funcionar em seu principal objetivo: 
prever os efeitos adversos sobre o 
ambiente causados por um projeto, de 
Para saber mais
Como podemos perceber, há uma infinidade de 
recursos que podem auxiliar a gestão de uma 
iniciativa em AIA. Além da questão ambiental, 
podemos somar outras questões pertinentes 
a gestão de diferentes tipos e portes de 
corporações. Além da pesquisa em revistas 
acadêmicas (recomendamos aqueles indexados 
no Scielo – <http://www.scielo.org>), 
sugerimos uma visita ao site da ABAI (Associação 
Brasileira de Avaliação de Impacto), onde você 
encontrará sugestões bibliográficas, divulgação 
de eventos e cursos, entre outros. <http://
avaliacaodeimpacto.org.br/conhecimento/>
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos130/218
forma a ser evitado, mitigado ou mesmo 
cancelado. Tal efeito é confirmado no 
estudo apresentado por Lee (apud LEE; 
GEORGE, 2000), que revelou que a maioria 
dos projetos sujeitos à AIA são modificados 
para reduzir os impactos ambientais. 
Também relatou sobre financeiros líquidos 
derivados da diminuição do custo de 
produção e uma maior celeridade na 
aprovação do projeto. 
Porém, infelizmente, a maior parte do 
tempo e recursos dedicados à AIA é na 
preparação de documentos para registro 
em órgãos técnicos. Também, geralmente, 
é um exercício realizado em apenas um 
momento (de implantação do projeto), 
enquanto a concepção empresarial 
costuma ser cíclica e interativa. Além disso, 
a AIA é muitas vezes realizada no final de 
muito tempo de planejamento. 
Nesse sentido, a transparência é 
fundamental num sistema de AIA, pois 
facilita a participação efetiva do público, 
o que proporciona reações, discussões 
e críticas que proporcionam base para 
revisões e melhorias. Assim, a participação 
eficaz só é possível quando as críticas 
são dirigidas a etapas específicas do 
procedimento, e não nos seus termos 
globais.
Unidade 5 • Avaliação de Impacto Ambiental e seu Papel na Gestão de Empreendimentos131/218
Glossário
Baseline: informação que é utilizado como um ponto de partida para a comparação com outros 
dados (DIGITRO, s/d). 
Conama: órgão criado em 1982 pela Lei nº 6.938/1981, que estabelece a Política Nacional 
do Meio Ambiente, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é o órgão consultivo e 
deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). Em outras palavras, o Conama 
existe para assessorar, estudar e propor ao Governo as linhas de direção que devem tomar as 
políticas governamentais para a exploração e preservação do meio ambiente e dos recursos 
naturais. Além disso, também cabe ao órgão, dentro de sua competência, criar normas e 
determinar padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial 
à sadia qualidade de vida (Fonte: site “O ECO”).
Viabilidade Ambiental: propriedade que expressa a adequação das atividades antrópicas sobre 
o meio ambiente, frente aos padrões de qualidade estabelecidos, levando-se em consideração 
a capacidade do meio em assimilar as alterações (impactos) provocadas por estas atividades. 
Sendo assim, concorrem para a viabilidade ambiental – de modo pleno – as características 
do meio (físico, biótico e antrópico) e as características (tecnológicas) da atividade ou 
empreendimento que se pretende implantar (EMBRAPA, s/d).
Questão
reflexão
?
para
132/218
Como definir “obra ou atividade potencialmente 
causadora”?
Como definir “significativa degradação ambiental”?
133/218
Considerações Finais (1/2)
Em qualquer atividade de negócios, é a prática usual, a partir dos pontos 
de vista da engenharia e da economia, que acontece a preparação de 
uma análise da necessidade de uma avaliação sobre custos e benefícios 
monetários. Mais recentemente, a sociedade tem reconhecido que, para além 
a essas análises econômicas costumeiras e discussões de necessidade, deve 
haver uma avaliação detalhada do efeito de um projeto de desenvolvimento 
sobre o ambiente e, assim, sua ecológica, separar de seus benefícios 
monetários, e custos; juntos, essas avaliações compreendem uma Avaliação 
de Impacto Ambiental (AIA).
A finalidade da AIA é considerar os impactos ambientais em um momento 
anterior a uma decisão que possa acarretar significativa degradação da 
qualidade do meio ambiente.
Para cumprir esse papel, a AIA é organizada a partir de um conjunto de 
atividades concatenadas de maneira lógica – constituindo o processo de 
avaliação de impacto ambiental.
134/218
Alguns passos para uma eficaz AIA são necessários: triagem, delimitação do 
âmbito de impacto, apreciação e avaliação dos impactos, Produção da RIMA, 
apresentação ao órgão competente e o aguardo da avaliação do mesmo, 
monitoramento e cumprimento à execução de auditoria ambiental. Os dados 
podem ser coletados e analisados por diferentes métodos, e sua realização 
dependerá do contexto, do âmbito e do porte do projeto.
A eficácia de uma AIA depende de dois pontos principais: da inserção 
da avaliação ambiental em todo o planejamento da empresa, de forma 
continuada, e da transparência e comunicação com o público que mantém 
interesse na intervenção.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade135/218
Referências
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio 
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Diário 
Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 2 set. 1981. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm>. Acesso em: mar. 2016.
______. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº 001, de 23 de janeiro de 1986. 
Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA. 
Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 17 fev. 1986.
CARVALHO, D. L.; LIMA, A. V. Metodologias para avaliação de impactos ambientais de 
aproveitamentos hidrelétricos. In: Anais XVI Encontro Nacional dos Geógrafos, Porto Alegre: 
AGB, 2010.
DIGITRO. Glossário. s/d. Disponível em: <http://www.digitro.com/pt/index.php/sala-imprensa/
glossario>. Acesso em: 18 fev. 2016.
EMBRAPA. Glossário ambiental. s/d. Disponível em: <https://www.embrapa.br/codigo-florestal/
entenda-o-codigo-florestal/glossario>. Acesso em: 15 jan. 2016.
LEE, N., Reviewing the quality of environmental assessments. In: LEE, N.; GEORGE, C. (eds.). 
Environmental assessment in developing and transitional countries. Chichester: Wiley, 2000.
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade136/218
MMA − MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Manual de Impactos Ambientais: orientações 
básicas sobre aspectos ambientais de atividades produtivas, s/d. Disponível em: <http://www.
mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/manual_bnb.pdf>. Acesso em: 18 fev. 2016.
PNUMA − PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE. Levantamento de 
impacto ambiental. Escritório Regional da Ásia e Pacífico, Bangkok, Tailândia, s/d. Tradução 
publicada pela Revista SOS: Saúde Ocupacional e Segurança, Ano XXVI, jan./dez. 1991.
ROCHA, E. C.; CANTO, J. L.; PEREIRA, P. C. Avaliação de impactosambientais nos países do 
Mercosul. Ambiente & Sociedade, v. 8, n. 2, 2005.
SANCHEZ, L. E. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de 
textos, 2006.
137/218
Assista a suas aulas
Aula 5 - Tema: Avaliação de Impacto Ambiental 
e seu Papel na Gestão de Empreendimentos - 
Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
fd1d03f83c3e9f4d98206111b3adeccd>.
Aula 5 - Tema: Avaliação de Impacto Ambiental e 
seu Papel na Gestão de Empreendimentos - Bloco 
II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/16b-
1d40a43527112c0a8e60242e3a63f>.
138/218
1. Considerando (A1) como a situação de contexto sem nenhum tipo de 
intervenção, e (A2) como o contexto pós-intervenções de um projeto sobre 
o mesmo local, assinale qual alternativa melhor representa o (X) como os 
impactos decorrentes da ação:
a) X = (A1) + (A2) 
b) X = (A2)
c) X = (A2) – (A1) 
d) X = (A1) / (A2)
e) (A2) = X - (A1)
Questão 1
139/218
2. Qual dessas etapas NÃO É considerada como um estágio de uma 
Avaliação de Impacto Ambiental?
a) Triagem.
b) Produção do RIMA.
c) Monitoramento do projeto.
d) Pavimentação do local.
e) Delimitação do âmbito de identificação dos impactos.
Questão 2
140/218
3. Sobre a Avaliação Ambiental Estratégica, NÃO PODEMOS dizer que:
a) É um conjunto estruturado de procedimentos.
b) É delimitação do âmbito de identificação dos impactos.
c) Incide no monitoramento do projeto.
d) Envolve diversos participantes.
e) É obrigatória em todos os casos de impacto ambiental.
Questão 3
141/218
4. Foram fundamentais para a implantação da AIA do Brasil:
a) Movimentos sociais com variadas bandeiras.
b) Bancos de fomento de desenvolvimento.
c) ONGs.
d) Organizações multilaterais de economia e comércio.
e) Todas as opções acima estão corretas.
Questão 4
142/218
5. Para uma AIA, qual é o instrumento que tem o maior potencial de ser 
considerada, simultaneamente, de base qualitativa e quantitativa?
a) Superposição de cartas.
b) Questionários.
c) Ad docs.
d) Checklist.
e) Simulação computacional.
Questão 5
143/218
Gabarito
1. Resposta: C.
A melhor equação é aquela que transmite 
a ideia de que os impactos são aqueles 
que os considera como as transformações 
ocorridas após a implantação de um 
empreendimento. Dessa forma, podemos 
pensar que: Os impactos = (são iguais) 
às transformações empreendidas num 
contexto – (menos) o contexto original.
2. Resposta: D.
A pavimentação do local é um processo 
de intervenção a partir do projeto 
de implantação da empresa. Não é 
considerada uma etapa da avaliação de 
impacto em si.
3. Resposta: E.
No caso brasileiro, exige-se a AIA a apenas 
projetos de impacto de alta magnitude.
4. Resposta: E.
Todos os atores citados deram a sua 
contribuição para a implantação da AIA no 
Brasil.
5. Resposta: B.
Os questionários são utilizados 
principalmente no intuito de diagnóstico 
(baseline). Ela pode, por exemplo, buscar 
dados sobre a satisfação da implantação 
de uma determinada empresa numa 
localidade, em termos quantitativos, ou, de 
144/218
Gabarito
alguma forma, requerer informações sobre 
as expectativas materiais e simbólicas 
geradas pelo empreendimento, em termos 
qualitativos.
145/218
Unidade 6
Ecoeficiência em Serviços
Objetivos
1. Apresentar o conceito e os objetivos 
da ecoeficiência. 
2. Apresentar as principais 
características de um programa de 
ecoeficiência.
3. Expor os principais benefícios 
advindos com a adoção desse 
modelo.
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços146/218
Introdução
Como tantas outras iniciativas ambientais, 
os pressupostos de eficiência ambiental 
começaram a adquirir forma entre as 
décadas de 1960-1970. Porém, foi 
apenas na década de 1990, com a junção 
dos termos “eco” + “eficiência”, que se 
consolidou como uma estratégia de 
produção cuja ideia central era a de criar 
mais valor com menos prejuízos ecológicos. 
Tal conceito começou a ser popularizado 
pela World Business Council for 
Sustainable Development (WBCSD), 
no bojo das discussões entre setores 
empresariais dedicados à Conferência 
das Nações Unidas sobre o Ambiente 
e o Desenvolvimento, em 1992 
(ECOEFICIENTES, s/d). 
Logo ao ser publicitado, o modelo recebeu 
atenção significativa dentro dos debates 
sobre desenvolvimento sustentável. Foi 
utilizado como uma abordagem prática 
do setor empresarial como contribuição 
para o desenvolvimento sustentável, 
defendendo que a busca de lucros a longo 
prazo poderia incorporar o respeito à 
capacidade de suporte do planeta. Desde 
então, o conceito de ecoeficiência foi 
abraçado por várias empresas com bons 
resultados de benefícios econômicos e 
minimização de danos ambientais. 
De modo geral, a ecoeficiência envolve 
a avaliação sistemática das práticas 
existentes no intuito de identificar 
oportunidades de melhoria. Uma 
abordagem-chave para melhorar a 
ecoeficiência é através da minimização 
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços147/218
da produção de resíduos. Isso possibilita 
uma maneira estruturada para identificar 
oportunidades, cujo objetivo final é 
evitar a utilização de um recurso ou 
eliminar a produção de um desperdício 
completamente. 
Com esses pressupostos, soluções 
inteligentes para as práticas existentes 
devem ser investigadas e discutidas. 
Comumente, são práticas e metodologias 
que visam reduzir, reutilizar, recuperar 
ou reciclar os recursos e resíduos. As 
oportunidades de ecoeficiência geralmente 
podem ser categorizadas em cinco 
grupos principais: melhorias domésticas, 
modificação de produtos, substituição 
de insumos, melhorias de processos e 
reciclagem no local. 
Como ferramenta corporativa, centra-se 
primeiramente em práticas de reutilização 
e utilização mais eficiente de recursos, 
com menor emissão de poluentes. Com 
Para saber mais
É importante ressaltar que o conceito de 
ecoeficiência é aplicável para operações 
de qualquer tamanho ou tipo. Grandes e 
pequenas empresas são capazes de identificar 
oportunidades para operar de forma mais 
eficiente e economizar. O site ecoeficientes é 
uma fonte bastante interessante de pesquisa 
sobre métodos e experiências. Para saber mais 
entre no endereço a seguir: <http://www.
ecoeficientes.com.br/>
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços148/218
esse fim, busca minimizar a necessidade de 
recursos utilizados em todas unidades de 
produção e setores da empresa, gerando 
economia, e otimizando a capacidade de 
concorrência.
Como visto, a ecoeficiência é apresentada 
como uma ferramenta útil para o setor 
industrial, porém, também pode ser 
aplicada em outros setores, tais como os 
de prestação de serviços e organismos 
governamentais. 
No entanto, aplicar o princípio da 
ecoeficiência apenas em nível micro ou 
de produção, não irá aliviará as atuais 
pressões sobre o ambiente natural. 
Particularmente, uma das consequências 
não intencionais das políticas de 
ecoeficiência é um efeito inverso: uma 
melhora em termos de preço/valor que 
facilite e estimule uma alta de consumo. 
Também, deve-se considerar a qualidade 
e o período de vida útil dos produtos, 
de maneira a minimizar a produção de 
poluentes em virtude de descarte. 
Nos últimos anos, uma série de medidas 
ou indicadores de ecoeficiência foram 
sugeridas, tais como a pegada ecológica 
e indicadores de sustentabilidade. Porém, 
ainda, nenhuma mostrou um caminho 
eficaz para o crescimento econômico 
com menor consumo de recursos e 
poluição – ideia-chave do conceito de 
desenvolvimento sustentável. Mesmos 
os índicesambientais mais populares 
consideram pouco a relação entre a 
sociedade, a economia e o ambiente. Ainda 
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços149/218
assim, as propostas estão contribuindo 
com a familiarização do gestor e seus 
subordinados com a formulação de 
projetos de sustentabilidade, assim como 
facilitar a disseminação dos esforços 
empreendidos pela empresa para o público 
em geral. 
Entre os desafios para a consolidação de 
um modelo de ecoeficiência, está a de 
reconhecer: 
• Os impactos da atividade econômica 
sobre o meio ambiente (consumo de 
recursos, a emissão de resíduos, etc.).
• Os efeitos da produtividade dos 
recursos na economia (eficiência 
econômica).
• Os impactos da degradação 
ambiental sobre a produtividade 
econômica (a redução da capacidade 
de acesso a recursos hídricos, 
matérias-primas e outros).
• Os efeitos da melhoria ambiental 
na sociedade (acesso a serviços, 
produtos e outros).
Para saber mais
Conheça a proposta da pegada ecológica 
desenvolvida pela ONG WWF. É uma ferramenta 
simples, com grande potencial lúdico, que 
permite a reflexão sobre os impactos das 
atividades humanas sobre o planeta. Para 
saber mais, entre em <http://www.wwf.org.
br/natureza_brasileira/especiais/pegada_
ecologica/>.
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços150/218
Tais questões não estão isoladas de uma 
forte atuação e necessidade de uma 
agenda política nacional e mundial para 
a ecoeficiência. Nesse sentido, algumas 
ações são necessárias:
1. Identificação e eliminação de 
subsídios para atividades danosas ao 
meio ambiente. 
2. Valoração de custos ambientais.
3. Maior fiscalização sobre as atividades 
produtivas, sobretudo em questões 
de utilização de recursos naturais, 
emissão de resíduos e trabalho. 
4. Promover incentivos econômicos 
para as que adotarem o modelo de 
ecoeficiência. 
5. Promover o voluntariado e os acordos 
coletivos.
Para saber mais
Como você pode perceber, a adoção da 
ecoeficiência pode ser integrada a todos os 
níveis da economia, seja ela micro, macro ou 
regional. Os governos podem fazer definições 
de metas de ecoeficiência em termos micro 
e macroeconômicos, que correspondesse às 
suas metas de desenvolvimento sustentável, 
refletindo nas estratégias nacionais de 
desenvolvimento. Há alguns manuais que podem 
ajudá-lo nesse exercício. Indicamos o manual A 
Ecoeficiência na Vida das Empresas, produzido 
pela BCSC Portugal, em 2013, encontrado no 
seguinte link: <http://www.bcsdportugal.org/
wp-content/uploads/2013/10/BEE-Manual-
do-Formando.pdf>.
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços151/218
1. Motivações e Benefícios da 
Ecoeficiência
Originalmente desenvolvido para o setor 
empresarial, o conceito de ecoeficiência 
se concentra em criar mais produtos e 
serviços utilizando menos recursos e 
gerando menos resíduos e poluição. O 
mesmo conceito de ecoeficiência, no 
entanto, pode ser aplicado às atividades 
econômicas, em termos local e 
nacional, podendo, portanto, melhorar 
o funcionamento global da economia 
(DESIMONE; POPOFF, 1997).
Para os gestores e tomadores de decisão, 
há muitas razões para a adoção de 
ecoeficiência. Algumas estão consideradas 
a seguir (DESIMONE; POPOFF, 1997; 
RÖMM, 2003):
• A empresa tem interesse em reduzir 
custos operacionais e melhorar a 
rentabilidade.
• A empresa convive com altos custos 
de energia.
• A empresa convive com altos custos 
para a destinação final de resíduos 
sólidos.
• A empresa tem altos custos para 
abastecimento de água ou está 
enfrentando restrições de acesso à 
água.
• A empresa está tendo dificuldades 
e altos custos com o tratamento de 
águas residuais.
• As estruturas de tratamento de 
águas estão em seu limite.
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços152/218
• Normas ambientais não estão sendo 
cumpridas. 
• Há interesse na minimização de 
resíduos.
• Interesse em certificações 
ambientais. 
• Interesse em criar uma imagem de 
relação sustentável com o ambiente 
e, assim, agregar peso competitivo. 
• Interesse na melhoria da relação com 
órgãos ambientais. 
• Possui interesse na diversificação de 
produtos.
A aplicação de indicadores de ecoeficiência 
nos setores de negócio geralmente é 
baseada na relação entre o produto ou 
serviço sobre o seu impacto ambiental. A 
maioria dos indicadores se concentram 
sobre o consumo de energia, água, 
matérias-primas e emissão de gases 
de efeito estufa, entre outros. Porém, 
práticas de reuso e reciclagem, redução 
de dispersão de resíduos, maximização do 
uso sustentável de recursos renováveis e 
extensão da durabilidade do produto ou do 
serviço também demonstram ser práticas 
com bom retorno econômico e ambiental. 
Há alguns procedimentos básicos para 
iniciar um projeto de ecoeficiência 
(DESIMONE; POPOFF, 1997; RÖMM, 2003)::
• Planejamento integrado com o 
plano de negócios.
• Diagnóstico inicial sobre o uso de 
recursos. Nesse sentido, é importante 
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços153/218
que os dados tenham uniformidade, 
no intuito de análises comparativas e 
disposição de metas. 
• Avaliação de medidas de 
minimização de perdas e 
maximização de ganhos.
• Implementação de práticas de baixo 
custo para evitar resistências e 
angariar apoiadores. 
• Estruturação um processo de 
melhoria e avaliação continua para 
o programa.
• Relatório e comunicação pública 
sobre o progresso e alcance em 
relação às metas.
Ao integrar a ecoeficiência com a 
estratégia de negócios, aumenta a 
capacidade de acesso a diversos tipos de 
benefícios diretos e indiretos:
• Minimiza o risco de incidentes 
ambientais. 
• Facilitação ao acesso de licenças 
ambientais.
• Economia financeira.
• Redução de riscos à imagem de 
responsabilidade socioambiental.
• Melhoria na relação com os órgãos de 
regulação.
De acordo com Petkow e Almeida (2005), 
outros aspectos devem ser ressaltados: 
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços154/218
• Melhoria da saúde e segurança 
dos funcionários: um processo 
de gestão ecoeficiente preza pela 
responsabilidade civil de respeito às 
condutas seguras de trabalho.
• Valorização da marca: a imagem 
pública da empresa é melhorada.
Oportunidade de marketing
A empresa é percebida como um amigo 
“verde”, preocupado com outras relações 
que não a de lucro. Ao mesmo tempo, 
há um aumento de consumidores mais 
conscientes das problemáticas ambientais, 
e que priorizam empresas que seguem 
práticas sustentáveis.
Maior diversidade de produtos
A identificação de usos alternativos para 
resíduos não só reduz a quantidade de 
resíduos depositados em aterros, mas 
também aumenta a eficiência da utilização 
dos recursos, e permite que a empresa 
possa diversificar ainda mais o seu rol de 
produtos, com maior rentabilidade.
Vantagem competitiva
A vantagem competitiva pode ser 
adquirida através da redução de custos 
operacionais, maior capacidade de 
financiamento.
Unidade 6 • Ecoeficiência em Serviços155/218
Glossário
Indicadores: um indicador é um método de mensuração de dados qualitativos ou quantitativos, 
que possa ser comparável e demonstrar mudanças ao longo do tempo. São utilizados para 
avaliar e/ou monitorar desempenhos e o atingimento de objetivos (EMBRAPA, s/d).
Energia Renovável: as energias renováveis são aquelas produzidas a partir de fontes 
renováveis, como a energia hídrica (da água), energia eólica (do ar), energia solar (do sol) e de 
biocombustíveis. É uma das alternativas para a redução de emissões de gases de efeito estufa, 
estabilização dos custos de energia, segurança energética e diminuição da dependência de 
combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) (EMBRAPA, s/d).
Sistema de Gestão Ambiental: sistemaque define as etapas de avaliação, planejamento, 
implementação, monitoramento e revisão de acordo com normas internacionais, com a 
perspectiva de melhoria contínua progressiva. É importante que a empresa trate a questão 
ambiental como um tema transversal em sua estrutura organizacional e o inclua em seu 
planejamento estratégico (EMBRAPA, s/d).
Questão
reflexão
?
para
156/218
Existe uma crítica de que a adoção de ecoeficiência 
não é suficiente para o desenvolvimento sustentável, 
mesmo que exista a possibilidade de zerar os impactos 
diretos decorridos das atividades da empresa. Você 
concorda com essa afirmação? O que é necessário? 
Quais as justificativas para a sua resposta?
157/218
Considerações Finais
A ecoeficiência é o ponto de partida para a aplicação dos princípios do 
desenvolvimento sustentável, com o objetivo de produzir uma ampla 
sociedade mais sustentável.
Trata-se uma estratégia de gestão poderosa para reduzir o desperdício, 
melhorar a eficiência, aumentar a competitividade e produzir uma sociedade 
mais dinâmica. Para isso, busca adotar melhorias de controle sobre os 
recursos para um uso mais eficiente.
A ecoeficiência pode ser integrada a outros instrumentos ambientais, e ser 
desenvolvida por diferentes tipos de empresas, quais sejam o porte. Todos os 
funcionários devem ser envolvidos com a ação.
É imprescindível a elaboração de um sistema de autoavaliação e melhoria 
contínua, além da elaboração de relatórios públicos.
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade158/218
Referências
BCSD PORTUGAL − BUSINESS COUNCIL FOR SUSTAINABLE DEVELOPMENT PORTUGAL. Manual 
do Formando: a ecoeficiência na vida das empresas, 2013. Disponível em: <http://www.
bcsdportugal.org/wp-content/uploads/2013/10/BEE-Manual-do-Formando.pdf>. Acesso em: 19 
fev. 2016.
DESIMONE, L.; POPOFF F. Eco-efficiency: the business link to sustainable development. Londres, 
Cambrigde: MIT, 1997.
DIGITRO. Glossário. s/d. Disponível em: <http://www.digitro.com/pt/index.php/sala-imprensa/
glossario>. Acesso em: 18 fev. 2016.
ECOEFICIENTES. Informação sobre as técnicas da construção sustentável. Disponível em: 
<http://www.ecoeficientes.com.br>. Acesso em: 25 out. 2015. 
______. Histórico do termo ecoeficiência. Disponível em: <http://www.ecoeficientes.com.br/a-
historia-do-termo-ecoeficiencia/>. Acesso em: 25 out. 2015.
EMBRAPA. Glossário ambiental. s/d. Disponível em: <https://www.embrapa.br/codigo-florestal/
entenda-o-codigo-florestal/glossario>. Acesso em: 18 jan. 2016. 
ETHOS, Instituto. Glossário. 2013. Disponível em: <http://www3.ethos.org.br/?post_
type=conteudo&p=8776#.WH9s8lMrLIU>. Acesso em: 25 out. 2015.
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade159/218
PETKOW, M.; ALMEIDA, V. L. Ecoeficiência e o desenvolvimento sustentável − um estudo de caso 
em um hotel certificado pelo ISO 14001. In: Anais do XXV Encontro Nacional de Engenharia 
de Produção. Porto Alegre: ENEGEP, 2005.
RÖMM, Joseph J. Empresas ecoeficientes: como as melhores empresas aumentam a 
produtividade e os lucros reduzindo as emissões de poluentes. São Paulo: Signus Editora, 2003.
160/218
Assista a suas aulas
Aula 6 - Tema: Ecoeficiência em Serviços - Bloco 
I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f-
1d/36e9ebb5608c24e5663ed5fb1de5584b>.
Aula 6 - Tema: Ecoeficiência em Serviços - Bloco 
II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/7fca-
4202540f43f874f8e6f86e82ac30>.
161/218
1. Qual frase melhor representa o conceito de ecoeficiência?
a) “[...] criar mais valor com menos prejuízos ecológicos”.
b) “[...] produtos ecologicamente corretos”. 
c) “[...] quanto menor a produção de resíduos, maior os lucros”.
d) “[...] tratam-se e produtos recicláveis”. 
e) “[...] melhoria na gestão de florestas de cultivo, como as de eucalipto”.
Questão 1
162/218
2. A ecoeficiência tinha como proposta inicial a construção de um 
modelo:
a) Econômico.
b) De sociedade civil organizada.
c) Governamental.
d) Empresarial.
e) Nenhuma das anteriores.
Questão 2
163/218
3. Qual dessas características NÃO podemos atribuir ao modelo de 
ecoeficiência?
a) Flexível.
b) Integradora.
c) Necessariamente onerosa.
d) Participativa.
e) Eficaz.
Questão 3
164/218
4. Entre os benefícios objetivados por um programa de ecoeficiência, 
NÃO consta:
a) Ganho de fatias específicas de mercado. 
b) Diversificação de produtos.
c) Economia de mão de obra.
d) Valorização da marca.
e) Maior competitividade.
Questão 4
165/218
5. Um programa de ecoeficiência deve:
a) Concentrar as decisões a um grupo de técnicos em gestão ambiental.
b) Priorizar as relações que a empresa mantém com o meio ambiente.
c) Apresentar e acompanhar o cumprimento de objetivos e metas. 
d) Instituir um programa de captação de água própria, no intuito de garantir a qualidade 
desse recurso. 
e) Nenhuma das opções.
Questão 5
166/218
Gabarito
1. Resposta: A.
A ideia de “[...] criar mais valor com 
menos prejuízos ecológicos” foi a base 
da construção do conceito proposto pelo 
World Business Council for Sustainable 
Development. O aspecto central da 
proposição é a economia de recursos 
e matérias-primas necessárias para 
a produção, que, subsequentemente 
agregava valor ao produto, melhorando a 
posição de competitividade da empresa ao 
decorrer da prática.
2. Resposta: D.
Com fins de produzir instrumentos 
práticos de desenvolvimento sustentável, 
o World Business Council for Sustainable 
Development, cunhou o conceito de 
ecoeficiência, a partir da revisão do 
conceito de eficiência ambiental, com o 
intuito de otimizar a produção industrial, 
após a Conferência Rio-92.
3. Resposta: C.
De fato, há processos que são considerados 
bastante onerosos, sobretudo quando há a 
substituição de tecnologias, visando o lucro 
a longo prazo. Porém, nem sempre a prática 
é onerosa. Pelo contrário, algumas medidas 
podem ser adotadas com medidas de 
baixo ou nenhum custo, proporcionando, 
inclusive, menores gastos.
167/218
Gabarito
4. Resposta: C.
A economia com a mão de obra não é um 
pressuposto da ecoeficiência. A diminuição 
dos gastos advém de outros fatores, como 
a diminuição do uso de matérias-primas e 
de energia.
5. Resposta: C.
Todo programa de ecoeficiência deve 
prezar pela clareza de seus objetivos e 
o estabelecimento de metas. Esse é um 
passo fundamental para autoavaliação 
dos gestores e dos demais envolvidos, 
e permitirá identificar fissuras e 
necessidades de mudanças.
168/218
Unidade 7
Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental
Objetivos
1. Apresentar o conceito, os objetivos e 
estratégias do modelo de ecodesign.
2. Expor estratégias de planejamento 
e produção para os denominados: 
produtos verdes.
3. Demonstrar a importância e os 
aspectos principais da Avaliação do 
Ciclo de Vida dos Produtos.
4. Apresentar objetivos e características 
gerais da certificação ambiental.
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental169/218
Introdução
O conceito de ecodesign – também 
conhecido como “design sustentável” − 
consiste num modelo de produção que visa 
evitar ou minimizar os impactos ambientais 
ao ponderar sobre as diferentes etapas do 
ciclo de vida de um produto, quais sejam: 
pré-produção, produção, distribuição, 
uso do produto ou serviço, descarte e 
reutilização. Nesse sentido, o ecodesign 
busca sobretudo a “minimização dos 
impactos ambientais durantetodo o ciclo 
de vida de um produto sem comprometer, 
no entanto, outros critérios essenciais, 
como desempenho, funcionalidade, 
estética, qualidade e custo” (GUELERE 
FILHO et al., 2008, p. 5). 
Trata-se da tentativa de desenho, 
ou redesenho, de produtos, serviços, 
processos ou sistemas que satisfaçam 
os requisitos e as necessidades dos 
clientes, ao mesmo tempo que busca 
evitar ou reparar danos ao meio ambiente, 
à sociedade e à economia. Nesse 
esforço, considera cinco pressupostos 
fundamentais da concepção ecológica 
(LANGER, 2011):
1. Utilização de materiais com menor 
impacto ambiental em sua extração e 
descarte.
2. O uso do menor volume possível de 
material na produção. 
3. Garantia que os produtos utilizem 
menos recursos quando usados pelos 
clientes finais.
4. Garantia que os produtos emitam 
menos resíduos e poluição quando 
em uso.
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental170/218
5. Otimização da função de produtos, 
com o propósito de garantir um 
serviço mais completo e adequado, 
facilitando a reutilização e a 
reciclagem. 
A referida proposta deve auxiliar as 
empresas a reduzir o uso de matérias-
primas, diminuir o uso de energia e água, 
eliminar materiais perigosos, lançar 
menos poluição e resíduos, aumentar a 
vida útil e eficiência de seus produtos, e 
garantir maior potencial de reutilização e 
reciclagem.
Entre outros benefícios, o ecodesign 
possibilita a redução dos custos dos 
materiais, minimizar os danos causados 
pela eliminação de resíduos, dar uma 
maior funcionalidade e qualidade aos 
produtos, aprofundar a participação em 
quotas de mercado, oferecer um melhor 
desempenho ambiental, proporcionando 
que o cliente participe de um processo 
ecologicamente correto. Além disso, pode 
levar indiretamente a outros benefícios 
econômicos, como o aproveitamento da 
ferramenta de marketing responsável, 
de inovação e de desenvolvimento de 
produtos (LANGER, 2011): 
Para saber mais
O ecodesign é reconhecido pelo Ministério do 
Meio Ambiente como um importante recurso 
para a construção de práticas sustentáveis. Veja 
esse e outros instrumentos em: <http://www.
mma.gov.br/component/k2/item/7654-
ecodesign>.
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental171/218
projeto de ecodesign (ver mais em NAIME; 
ASHTON; HUPFFER, 2012; GUELERE FILHO, 
2008, CASTRO, 2011). O primeiro tem a ver 
com o desenvolvimento de um conceito, 
a avaliação dos aspectos comerciais e 
técnicos, bem como a viabilidade do 
projeto inicial. 
Após identificadas tais demandas e 
necessidades, há de se detalhar o projeto, 
a partir da definição da forma e das 
funções dos produtos novos ou revistos 
para produzir protótipos que permitam 
testes e readequações de última hora, 
antes de entrarem em produção. 
Já inserido dentro de uma linha de 
produção, é importante estabelecer 
sistemas de verificação de desempenho 
dos produtos novos ou melhorados, no 
1. O Planejamento em 
Ecodesign
O processo de construção do design do 
produto real seguirá demandas, interesses, 
funcionalidades próprias, decididas de 
forma individual, ou coletiva, a depender 
do tipo de negócio. Tal como qualquer 
planejamento de negócios, é necessário 
um diagnóstico sobre a demanda de 
produtos e de oportunidades. Nesse 
momento é importante a identificação da 
necessidade de produtos novos, ou revistos 
dentro do mercado (NAIME; ASHTON; 
HUPFFER, 2012; GUELERE FILHO, 2008). 
No entanto, há um conjunto geral de 
medidas que uma empresa deve observar 
quando interessada em investir num 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental172/218
intuito de se precaver de imprevistos. 
Também é importante organizar 
mecanismos de recolhimento de feedbacks 
regulares dos clientes finais, tanto com a 
avaliação do produto em si, como a sua 
concepção, funcionalidades e acesso aos 
mecanismos de venda. 
Ao mesmo tempo que se dá atenção aos 
aspectos ecológicos do produto, há uma 
série de questões de planejamento que 
exigem atenção: obtenção do apoio da 
gerência sênior, quando esse houver; 
identificar e nomear um “líder” que seja o 
ponto de referência para todas as questões 
ligadas à concepção ecológica do produto, 
realização de oficinas de concepção 
ecológica dentro da empresa, com o 
objetivo de ajudar a equipe a se sensibilizar 
e compreender os aspectos que ajudam 
o produto desenhado a ter um menor 
impacto sobre o ambiente. 
Nesse momento, é importante que se 
enfatize os benefícios econômicos 
que o uso de ecodesign pode trazer ao 
negócio. O exercício de se colocar no 
lugar do cliente final, indagando sobre a 
necessidade e interesse sobre o produto 
também é importante. Deve-se considerar 
se os produtos oferecidos pela empresa 
encarnam os pressupostos ambientais 
defendidos, e se permite que o cliente 
valorize a sua compra. 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental173/218
1.1 O Diagnóstico
Ainda no início, um planejamento 
em ecodesign exige uma série de 
levantamentos e pesquisas que 
consolidarão um diagnóstico sobre as 
demandas de produção e consumo do 
produto proposto, e a identificação de 
oportunidades. 
O primeiro passo é identificar os materiais 
e os acessórios que serão utilizados nos 
produtos que se pretende projetar ou 
reprojetar. Nesse passo, ainda mais em 
produtos de alta inovação, é preciso 
garantir fornecedores, quantidade e 
qualidade da matéria-prima a ser utilizada. 
Nesse momento, é importante buscar 
mecanismos que possibilitem melhorias 
no processo de fabricação. Esse processo 
complexo é facilitado por reuniões 
e oficinas técnicas coletivas, com 
representantes das diferentes unidades de 
produção da empresa. 
Uma pesquisa de mercado deve 
identificar a forma como os produtos 
com as mesmas funções são embalados, 
armazenados, distribuídos e utilizados. 
Como prosseguimento, é importante 
a mensuração dos impactos que esses 
causam sobre o meio ambiente, sobretudo 
através dos produtos em final da sua vida 
útil. 
O design de embalagens é um aspecto 
importante a se verificar ao mesmo tempo 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental174/218
que se processa a estruturação do design 
de seus produtos. Isso pode ajudar você a 
manter a embalagem ao mínimo e pode 
até mesmo oferecer oportunidades de 
reutilização da embalagem com o próprio 
produto, uma vez que ambos são recebidos 
pelo consumidor. 
1.2 O Desenvolvimento do 
Conceito
Quando há a possiblidade da criação 
de produtos a partir do zero, é possível 
considerar a concepção ecológica desde o 
início. Normalmente, é possível especificar 
as matérias-primas mais sustentáveis, 
métodos de produção, entrega, uso e 
critérios de fim de vida.
Porém, em processos de adaptação ou 
revisão, é necessário considerar alguns 
compromissos e aspectos, como a forma 
ou as funções dos produtos ou serviços, as 
instalações e equipamentos anteriormente 
utilizados ou como são usados, e se há 
possiblidade de continuidade ou adaptação 
desse maquinário. 
A pesquisa realizada nos primeiros estágios 
do projeto deve revelar como o seu produto 
pretendido impacta o meio ambiente. 
Dado um conjunto de prioridades a partir 
dos dados recolhidos, é possível traçar 
um conjunto de prioridades que auxiliará 
a empresa a otimizar sua concepção 
ecológica.
Ainda no período de concepção, é 
importante identificar ganhos em termos 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental175/218
ambientais esperados, o cumprimento 
da legislação existente e outras que 
poderão a vir, o montante de redução de 
custos diretos esperados, as potenciais 
estratégias de marketing, melhoriacontínua da relação com o cliente, a 
viabilidade global do trabalho e os 
potenciais riscos que a empresa pode 
enfrentar. 
É importante ressaltar que estas 
considerações não são universais em todos 
os negócios. Os próprios objetivos do 
negócio, do mercado, dos produtos e da 
estratégia global devem determinar quais 
são as considerações mais importantes.
Além disso, é necessário o envolvimento 
de uma equipe ou plano de marketing, de 
vendas, de design que ajude a identificar, 
continuamente, as prioridades do projeto, 
facilitando a compreensão do ecodesign 
como um elemento benéfico dentro do 
negócio.
2. A Avaliação do Ciclo de Vida 
(ACV)
A “Avaliação do Ciclo de Vida” (ACV) é 
um instrumento de avaliação sobre as 
consequências ambientais e a saúde 
humana vinculadas a um produto, serviço, 
processo ou material ao longo de todo 
o seu ciclo de vida, desde a extração e o 
processamento das matérias-primas até o 
descarte final (BARBOZA, 2001).
Uma ACV se atenta para todas as 
características físicas do produto, e 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental176/218
permite identificar as áreas que possibilitam 
uma maior economia, o planejamento de 
viés ecológico com o intuito da redução 
de materiais e energia utilizados, e quais 
os componentes de design que resultaram 
num aumento da quota de mercado e maior 
qualidade do produto. 
No processo de criação de novos produtos 
e serviços, ou mesmo o refinamento de 
antigos desenhos para torná-los mais 
sustentáveis, é necessária a avaliação de 
todo o ciclo de vida do produto proposto 
no âmbito da sua iniciativa de concepção 
ecológica. 
Os aspectos-chave do ciclo de vida de um 
produto que necessitam de avaliação são 
(ZUFIA; ARANA, 2008; VAN DER VELDE; 
KUUSK; KÖHLER, 2015; LANGER, 2011):
O design − o desenho garante que o 
produto cumpra o seu propósito de forma 
mais eficiente em termos de energia e de 
recursos? O produto pode ser reparado, 
remanufaturado, desmontado ou reciclado 
facilmente? A concepção faz uso dos 
materiais mais eficientes e permite que o 
utilizador seja tão eficiente quanto possível 
na utilização do produto?
Matérias-primas – é possível usar 
menos matérias-primas para obter um 
resultado satisfatório? Essas matérias-
primas são reciclados ou recicláveis? São 
utilizados materiais com o menor impacto 
ambiental? Está em conformidade com os 
regulamentos sobre materiais perigosos?
Fabricação – é possível que a fabricação 
seja mais eficiente em termos de energia? 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental177/218
Como reduzir o desperdício e o volume da 
embalagem? Existem outras maneiras de 
obter os mesmos resultados de produção, 
sem perder a eficiência?
Varejo − é a embalagem mais eficiente 
possível? É permitido usar menos 
embalagens? Há redução de custos de 
transporte, encurtando as cadeias de 
fornecimento ou a distância e seus bens 
precisam viajar? A maneira em que o 
produto é exibido pode ser melhorado 
(sem a necessidade de iluminação ou 
refrigeração, por exemplo), e pode o 
desperdício ser reduzido através de uma 
melhor gestão da cadeia de suprimentos? 
A empresa se comunica com seus clientes 
sobre como escolher os produtos mais 
ambientais?
Uso − o produto durar mais tempo, seja por 
uma melhor utilização do componente ou 
de se fazer um reparo? Como a relação com 
os clientes pode ajudar a prolongar a vida 
útil do produto?
Fim de vida − pode o produto ou 
serviço ser reutilizado, reciclado ou 
remanufaturado? Se não, é possível reduzir 
a quantidade que irá para o aterro? A 
empresa cumpre suas responsabilidades 
legais sobre os bens em descarte, como 
elétricos e eletrônicos? 
Bem como o impacto ambiental, você 
também deve considerar o impacto social 
de cada etapa do ciclo de vida do produto, 
tais como os efeitos sobre os trabalhadores 
e as comunidades locais de onde suas 
matérias-primas vêm, sempre que os bens 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental178/218
ou serviços são produzidos e onde eles 
acabam e quando acabarem de ser úteis. 
Veja o nosso guia sobre responsabilidade 
social corporativa.
Se qualquer fase do ciclo de vida do 
produto não é totalmente considerada, 
pode haver um sério desarranjo das 
relações ambientais mantidas pela 
empresa, o que pode comprometer 
seriamente sua sustentabilidade e afetar o 
negócio, a marca e os lucros.
3. Rotulagem e Certificação 
Ambiental
A rotulagem ou a certificação ambiental 
é basicamente um selo que identifica o 
compromisso ambiental de um produto 
ou um serviço baseados no seu ciclo de 
vida útil. Trata-se de uma ferramenta que 
tem o objetivo de auxiliar os compradores 
na escolha, entre uma série de produtos 
e serviços, daqueles que possuem 
maior afinidade com a sustentabilidade 
ecológica, e que mantém um melhor 
desempenho ambiental. 
Existem várias definições para tal 
certificação: rótulo ecológico, selo verde, 
carimbo ambiental, entre outros. Em 
geral, todos eles destacam aspectos e 
características consideradas importantes 
para marcar a diferença entre um simples 
logotipo ou declaração e um rótulo 
ecológico adequado (UNEP, 2009). 
Essa certificação é concedida por uma 
entidade independente, não influenciada 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental179/218
pelas empresas que procuram a 
certificação. Entre outras características, 
pode-se destacar (UNEP, 2009):
• A participação num processo de 
rotulagem ecológica é voluntária. 
Os rótulos ecológicos não visam a 
substituição da legislação existente, 
mas eles fornecem reconhecimento 
(e uma vantagem competitiva) para 
produtos que atinjam padrões mais 
elevados de proteção do ambiente, 
superiores ao nível mínimo imposto 
por lei. Portanto, a participação em 
um esquema de rotulagem ecológica 
não pode ser imposta às corporações 
e seus fornecedores. 
• O rótulo deve comunicar claramente 
que o produto certificado alcançou 
distinção no desempenho ambiental 
em comparação com os produtos 
médios na mesma categoria.
• Um esquema de rotulagem ecológica 
de confiança é baseado em provas 
científicas sólidas. Dessa forma, 
devem transmitir informações 
técnicas simplificadas sobre o 
desempenho ambiental do produto 
ao público geral. É sugestionado 
que os critérios sejam atualizados 
regularmente para refletir as últimas 
inovações tecnológicas.
O processo de certificação é bastante 
padronizado em todos os países. Os 
candidatos apresentam à organização 
responsável pela certificação todos os 
dados técnicos necessários que o produto 
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental180/218
deve seguir. Normalmente, paga-se uma 
taxa inicial, que pode ser diferenciada de 
acordo com a dimensão da empresa, ou 
onde as empresas estão instaladas. 
Em alguns casos, a certificadora organiza, 
executa, inspeciona e audita a empresa 
interessada para verificar o cumprimento 
das exigências estabelecidas. Em 
alguns casos, a declaração pode ser 
suficiente. E, assim, se o produto estiver 
em conformidade com os critérios 
estabelecidos, é atribuído o selo. 
É comum o pagamento de uma taxa anual 
para a utilização do rótulo e renovação da 
certificação (que deve ser periódica). 
Para saber mais
A ABNT NBR ISO 14001 é certificação mais 
conhecida no contexto brasileiro. É aplicável a 
qualquer tipo de organização que preza por um 
desempenho ambiental sustentável. São várias 
as empresas independes que que possuem 
autorização para a emissão da certificação. Faça 
uma pesquisa pelo Google sobre algumas dessas 
empresas.
Unidade 7 • Ecodesign, Avaliação de Ciclo de Vida e Rotulagem Ambiental181/218
Glossário
Ecoeficiência:eficiência com que os recursos da Terra são usados para atender às necessidades 
humanas (EMBRAPA, s/d).
Fim de vida: momento em que um produto deixa de cumprir as funções para que foi projetado. 
Porém, o fim de vida de um produto ainda não é o fim do seu ciclo de vida, pois o impacto 
ambiental persiste, qualquer que seja a fase: desmontagem, reciclagem, incineração e/ou na 
sua forma de resíduo (EMBRAPA, s/d). 
Recursos Renováveis: fontes que se originam a partir do armazenamento de energia do sol, 
organismos vivos, ou em algum sistema físico na Terra (vento, ciclo de chuvas, etc.). Se há 
água suficiente, nutrientes, e luz do sol disponíveis, esses recursos são renovados em ciclos 
contínuos (EMBRAPA, s/d).
Questão
reflexão
?
para
182/218
Considerando as ferramentas e modelos apresentados até aqui 
(ecodesign, avaliação de ciclos de vida e rotulagem ambiental), 
você pode considerar que há uma série de obstáculos à criação 
de produtos que utilizam princípios de concepção ecológica. 
Entre eles, incluem-se: a) o baixo nível de entendimento sobre a 
concepção ecológica dos consumidores; b) os custos adicionais 
envolvidos, que são acrescidos ao preço do produto ou serviço, 
cujo valor os clientes não estão dispostos a pagar. 
No entanto, além dos ganhos em termos ambientais, a superação 
dessas barreiras pode levar a produtos mais avançados, rentáveis 
e sustentáveis, contribuindo inclusive com a consolidação de 
nichos de mercados mais críticos. 
Diante desse quadro, quais estratégias você traçaria para superar 
essas dificuldades?
183/218
Considerações Finais (1/2)
O modelo ecodesign assume a responsabilidade do efeito de um produto 
ou serviço sobre o meio ambiente, e propõe mecanismos de redução dos 
impactos ao longo de todo o seu ciclo de vida. Estes estágios incluem a 
extração da matéria-prima, a fabricação, a comercialização e distribuição, a 
utilização e, finalmente, a eliminação de um produto.
Os produtos de concepção ecológica devem ser “flexíveis, confiáveis, 
duráveis, modulares, biodegradáveis e reutilizáveis”. Além disso, devem 
comprovar razoabilidade econômica e compatibilidade social, esses produtos 
representam uma necessidade ecológica.
A avaliação do ciclo de vida objetiva otimizar todo o sistema socioeconômico 
do produto, bem como ao da sua utilização para satisfazer os critérios de 
desenvolvimento sustentável para o futuro.
184/218
O principal objetivo e benefício da certificação ambiental é apresentar e 
reconhecer produtos, técnicas e estratégias de empresas que adotam o 
modelo de produção mais responsável ecologicamente. Dessa forma, facilita 
e incentiva a informação e a participação pública nas partes interessadas 
na definição de critérios ambientais mais sustentáveis, tais como: 
representantes da indústria, investidores, consumidores, movimentos sociais 
e organizações ambientais.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade185/218
Referências
BARBOZA, E. M. F. Rotulagem ambiental: rótulos ambientais e Análise do Ciclo de Vida (ACV). 
Brasília: IBICT, 2001.
CHANG, D.; LEE, C. K. M.; CHEN, C. Review of life cycle assessment towards sustainable product 
development. Journal of Cleaner Production, Elsevier, n. 83, p. 48-60, 2014.
DIGITRO. Glossário. s/d. Disponível em: <http://www.digitro.com/pt/index.php/sala-imprensa/
glossario>. Acesso em: 18 fev. 2016.
EMBRAPA. Glossário ambiental. s/d. Disponível em: <https://www.embrapa.br/codigo-florestal/
entenda-o-codigo-florestal/glossario>. Acesso em: 15 jan. 2016.
LANGER, E. Aspectos do ecodesign e do ciclo de vida do produto para o consumo 
consciente. Porto Alegre: UFRGS, 2011. Disponível em: <https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/
handle/10183/33344/000786948.pdf?sequence=1>. Acesso em: 29 out. 2015.
NAIME, R.; ASHTON, E., HUPFFER, H. M. Do design ao ecodesign: pequena história, conceitos e 
princípios. Rev. Elet. em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, n. 7, p. 1510-1519, 2012.
CASTRO, F. G. Integração de práticas de ecodesign no processo de desenvolvimento de 
novos produtos. Tese (Mestrado em Engenharia Industrial/Gestão Industrial) − Escola de 
Engenharia da Universidade do Minho, 2011.
Unidade 4 • Planejamento e Gestão Empresarial: o Uso da Educação Ambiental (EA) no Estimulo à Responsabilidade186/218
GUELERE FILHO, A. et al. Ecodesign: Métodos e Ferramentas. In: Anais do XXVIII Encontro 
Nacional de Engenharia de Produção. Rio de Janeiro: ENEGEP, 2008. 
UNEP. A guide to environmental labels for procurement practitioners of the United Nations 
System. ONU: UNOPS, 2009. Disponível em: <http://www.greeningtheblue.org/sites/default/
files/Env%20Labels%20Guide_final_0.pdf>. Acesso em: mar. 2016.
VAN DER VELDE. N. M.; KUUSK, K.; KÖHLER, A. R. Life cycle assessment and eco-redesign of 
smart textiles: the importance of material selection demonstrated through e-textile product 
redesign. Materials and Design, n. 84, Elsevier, p. 313-324, 2015.
ZUFIA, J.; ARANA, L. Life cycle assessment to eco-design food products: industrial cooked dish 
case study. Journal of Cleaner Production, Elsevier, 2008.
187/218
Assista a suas aulas
Aula 7 - Tema: Ecodesign, Avaliação de Ciclo de 
Vida e Rotulagem Ambiental - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
56d9f3be0a03ff85fc5ced28ed83ddc7>.
Aula 7 - Tema: Ecodesign, Avaliação de Ciclo de 
Vida e Rotulagem Ambiental - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
4370cbeb21e4d27d5e2c5b10707fb84e>. 
188/218
1. Qual o principal aspecto avaliado pela proposta de ecodesign?
a) O ciclo de vida de um produto.
b) A destinação final de um produto.
c) O gasto energético utilizado para a transformação de um produto?
d) A lucratividade a partir de estratégias ambientalmente corretas. 
e) O formato final de um produto.
Questão 1
189/218
2. Quanto às características das estratégias a seguir: Ecodesign, Avaliação 
de Ciclo de Vida, Certificação Ambiental, É POSSÍVEL afirmar que:
a) Nenhuma das estratégias possui algum tipo de hierarquia institucional. 
b) A emissão da certificação ambiental é de competência exclusiva de órgãos federais de 
fiscalização e controle ambiental.
c) Uma empresa responsável não deve integrar sua imagem de “amiga do verde” ao seu plano 
de negócios. 
d) Infelizmente, os órgãos públicos não fazem nenhum tipo de reconhecimento ou promoção 
das estratégias de desenvolvimento sustentável. 
e) Nenhuma das opções é verdadeira.
Questão 2
190/218
3. Qual item deve prezar pela transparência de suas movimentações?
a) A rotulagem ambiental.
b) O planejamento do ecodesign.
c) Avaliação do Ciclo de Vida.
d) Centro de atendimento aos clientes.
e) Todas as anteriores.
Questão 3
191/218
4. Qual aspecto tem a menor significância numa Avaliação de Ciclo de 
Vida?
a) O uso.
b) A matéria-prima.
c) O varejo.
d) O custo de produção.
e) O fim de vida.
Questão 4
192/218
5. Quanto à certificação ambiental no Brasil, é CORRETO afirmar:
a) Os rótulos ecológicos, como o selo verde, servem como alternativa ao preenchimento de 
pedidos de licença e relatórios ambientais. 
b) Em alguns casos de produção do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), é obrigatório que 
a empresa tenha sido certificada por uma empresa independente e sem fins lucrativos. 
c) O cumprimento rigoroso da legislação ambiental permite uma empresa receber uma 
certificação ambiental, como a ISO 14001.
d) Para a obtenção de um selo verde, a empresa deve sofrer uma auditoria ambiental, 
independente e contratada especialmente com esse fim,se responsabilizando por todos os 
custos. 
e) É padrão que normas técnicas e padrões científicos sejam utilizados na avaliação de 
empresa que requere a certificação ambiental.
Questão 5
193/218
Gabarito
1. Resposta: A.
O ecodesign é um processo de gestão 
que busca avaliar o impacto ambiental de 
um produto durante todo o seu ciclo de 
vida, desde a extração das matérias-primas 
utilizadas até os efeitos do descarte do 
produto final.
2. Resposta: E.
Dentro de um planejamento em ecodesign, 
é sugerido que seja indicado um “líder” 
que servirá de referência na facilitação 
para o andamento do projeto o que leva a 
um tipo de hierarquização. Como padrão 
internacional, é indicado que a emissão da 
certificação ambiental se realize por meio 
de empresas privadas de terceiros. Há o 
reconhecimento de instituições públicas 
das estratégias de negócios que primam 
pela sustentabilidade ambiental. Como 
ilustração, é possível acessar documentos 
e manuais institucionais de incentivo a 
essas práticas. A integração das atividades 
ambientais com o plano de negócios é um 
desafio que deve ser perseguido no intuito 
da sustentabilidade da prática a longo 
prazo.
3. Resposta: E.
Quaisquer iniciativas de cunho 
ambiental requer a publicidade de 
seus passos, de suas conquistas, e 
de suas limitações. Isso facilita o 
comprometimento e a participação ativa 
194/218
Gabarito
dos stakeholders, aumentando a margem 
de sustentabilidade das iniciativas a longo 
prazo.
4. Resposta: D.
Custos de produção, apesar de inseridos 
e considerados num planejamento de 
projeto ambiental, possuem menor 
relevância na Avaliação de Ciclo de Vida 
do produto em relação ao uso, aos tipos de 
materiais utilizados, condicionamento, e 
demanda de mercado.
5. Resposta: E.
As certificações ecológicas não são 
obrigatórias a nenhuma corporação 
e, apesar de facilitar o processo de 
fiscalização ambiental, por se precaverem 
das exigências legais, não substituem 
nenhum ato normativo, ou mesmo 
legislação pública. De modo geral, apesar 
de nem sempre contar com auditorias, 
as medidas impostas pela empresa 
certificadora são mais restritas do que 
a legislação vigente no país, fazendo 
redobrar os cuidados nas práticas e nos 
processos de produção. Costuma ser 
padrão que normas técnicas e padrões 
científicos sejam utilizados na avaliação 
de empresa que requere a certificação 
ambiental.
195/218
Unidade 8
Marketing Ambiental
Objetivos
1. Introduzir os termos e conceitos de 
marketing verde.
2. Discutir brevemente sobre a 
importância da perspectiva de 
consumo mais responsável. 
3. Examinar algumas razões que as 
organizações estão adotando uma 
filosofia de marketing verde. 
4. Mencionar alguns desafios e 
problemas do marketing verde.
Unidade 8 • Marketing Ambiental196/218
Introdução
A gestão em tempos de aceleradas 
transformações atuais desafia as ideias 
tradicionais a respeito da competitividade 
e do sucesso, elementos fundamentais 
para a sobrevivência e sustentabilidade 
no mundo dos negócios. Os gestores 
devem lidar com a globalização dos 
mercados e suas consequências: o 
aumento da intensidade da concorrência, 
as rápidas transformações tecnológicas, 
a reformulação sobre o capital humano, 
alterações no sistema de valores e de 
preferências dos consumidores, desafios 
ambientais, entre outros (KÄRNÄ; HANSEN; 
JUSLIN, 2003). 
Tais mudanças forçam as empresas 
a considerar os pontos de vistas de 
vários grupos de interesse no processo 
decisório. Construir vínculos com clientes, 
fornecedores, empregados, comunidades 
e outras partes interessadas pode ser um 
fator preponderante em seus esforços 
em termos da competitividade, e tem o 
potencial de formar a base de estratégia 
corporativa centrada nas fontes, e não 
nos sintomas dos desafios de negócios 
enfrentados atualmente. Isso nos 
leva ao aumento da importância da 
responsabilidade corporativa (KÄRNÄ; 
HANSEN; JUSLIN, 2003). 
Quando os clientes entram em um 
mercado para realizar suas compras, 
normalmente há vários valores e 
questionamentos que são requeridos, e 
são objetos dos estudos de marketing, 
tais como: O que faz o custo do produto 
Unidade 8 • Marketing Ambiental197/218
ser considerado razoável, ou que vale à 
pena? Há qualidades especiais disponíveis 
que podem alterar a lista de compras?
Mais recentemente, vem aumentando o 
nicho de compradores que estão fazendo 
perguntas adicionais sobre as suas 
excursões de compras: É o produto amigo 
do ambiente? É o produto orgânico? Valerá 
a pena o custo extra?
Embora diferentes agências e organizações 
ofereçam diversas definições de 
“marketing ambiental” (às vezes chamado 
de marketing verde), geralmente 
há um consenso de que se trata da 
comercialização de produtos e empresas 
que promovem o ambiente de forma 
substancial. Outras definições buscam 
ainda enfatizar a ideia de construção de um 
meio ambiente “seguro” ou “sustentável”, 
enquanto outros procuram reduzir a 
“pegada de carbono” de uma empresa.
Como vimos nos temas anteriores, estão 
disponíveis algumas práticas de negócios, 
tais como a redução dos custos de 
produção de resíduos ou de energia, que 
são bons para o ambiente e aumentam 
a rentabilidade do negócio. Adotar tais 
práticas podem ou não ser percebidas 
como “verde”, dependendo da percepção 
dos consumidores e de outras partes 
interessadas no negócio. No entanto, 
essas ações fortalecem a posição de uma 
empresa “que faz a sua parte”, o que pode 
retornar em reações positivas em relação à 
empresa. 
Unidade 8 • Marketing Ambiental198/218
1. A Demanda Atual e os Nichos 
Atendidos
A maioria das pesquisas indica que os 
consumidores preferem produtos verdes, 
e estão propensos a pagar mais por eles. 
Ao mesmo tempo, contraditoriamente, 
observa-se uma dificuldade dos produtos 
verdes de ganhar participação no mercado 
(KÄRNÄ; HANSEN; JUSLIN, 2003; SOUZA; 
BENEVIDES, 2005). Em muitas indústrias 
eles conseguem apenas 3% da quota total 
de mercado (POLONSKY, 1994). 
Atualmente, consumidores sensíveis 
aos preços são os menos responsivos ao 
marketing verde. Para aqueles com uma 
menor renda disponível, ser cuidadoso 
com os gastos se torna uma preocupação 
mais imediata. Portanto, o marketing verde 
enfrenta um desafio particular, sobretudo 
em tempos de desaceleração econômica, 
em determinados segmentos onde o preço 
é o fator mais importante nas decisões de 
compra dos consumidores.
O marketing verde requer uma abordagem 
holística. Uma empresa não pode ter 
êxito simplesmente por destacar um 
aspecto verde de um determinado 
produto, adicionalmente deve demonstrar 
um compromisso em vários níveis, 
como em processos de produção ou de 
engajamento ambiental. Os clientes são 
particularmente céticos em relação a 
muitas reivindicações, pois sabem que 
as empresas procuram e dependem do 
lucro, e tem dificuldade em acreditar que 
Unidade 8 • Marketing Ambiental199/218
exista uma preocupação genuína com ele 
− consumidor. Por exemplo, um hotel que 
solicita aos seus hóspedes para “salvar o 
meio ambiente”, reutilizando as toalhas 
para conservar a água, provavelmente não 
vai ser percebida estritamente como uma 
empresa consciente, em vez disso, a ação 
pode ser percebida como uma tentativa de 
usar a retórica verde para economizar em 
despesas de lavagem.
Por isso, um dos primeiros desafios 
do marketing verde ser eficaz é 
estabelecendo credibilidade por meio de 
um plano abrangente. Em primeiro lugar, 
o marketing verde deve contemplar todo 
o negócio. Não é bom para anunciar as 
propriedades verdes de um produto, se 
a produção e distribuição da empresa 
inteiramente ignorar preocupações 
ambientais. Em segundo lugar, tem que 
ser honesta − alegaçõesinfundadas 
devem ser evitadas. Em terceiro lugar, 
deve ser transparente. Os consumidores 
precisam de informações sobre uma 
empresa para avaliar as suas reivindicações 
e reputação, portanto, o negócio deve 
promover a conscientização das histórias 
de seus produtos, incluindo a origem e a 
fabricação. Em quarto lugar, um produto 
pode receber uma certificação ambiental 
por um terceiro.
Unidade 8 • Marketing Ambiental200/218
2. O Porquê do Marketing 
Verde?
Atualmente, existe um consenso sobre 
as limitações do uso de recursos da 
Terra e, assim, devemos tentar reverter 
os desejos ilimitados do mundo (LEFF, 
2008). Em sociedades de mercado onde 
existe “liberdade de escolha”, geralmente 
tem sido aceito que os indivíduos e as 
organizações tenham o direito de tentar 
ter seus desejos satisfeitos. Como as 
empresas enfrentam recursos naturais 
limitados, eles devem desenvolver novas 
formas ou alternativas de satisfazer esses 
desejos ilimitados. Em última análise, 
o marketing verde verifica, a partir dos 
instrumentos tradicionais do marketing, 
como explorar as limitações existentes e, 
Para saber mais
Há opções de certificação verde dedicadas às 
qualidades individuais de um método de produção 
(uso de componentes reciclados, métodos 
eficientes de uso da energia) e outros avaliando 
outros atributos. As certificações mais complexas 
envolvem, por exemplo, questões como o Ciclo 
de Vida do produto, e se dedicam à análise de 
métodos e utilização de energia utilizada para a 
produção de um produto, o produto em si, e as 
consequências futuras que o produto causa ao 
meio (considerando o tempo de uso, possiblidades 
de reuso e reciclagem, entre outros). Para saber 
mais, pesquise estudos de caso específico de 
algumas empresas (sugerimos a plataforma Scielo 
ou o Google Acadêmico).
Unidade 8 • Marketing Ambiental201/218
ao mesmo tempo, contemplar a satisfação 
dos clientes, enquanto alcança a venda da 
organização (POLONSKY, 1994).
Para Polonsky (1994 apud DIAS, 2007, 
p. 19), há cinco motivos principais para 
a adoção do marketing verde pelas 
empresas:
1. As organizações percebem que o 
marketing ambiental pode ser uma 
oportunidade que pode ser usada 
para realizar seus objetivos de venda.
2. As organizações acreditam que têm 
uma obrigação moral e social, e, 
dessa forma, precisam adotar uma 
postura proativa.
3. As instituições governamentais 
estão forçando as empresas a serem 
socialmente mais responsáveis.
4. As atividades ambientais dos 
competidores pressionam as 
empresas a modificarem suas 
atividades de marketing e serem mais 
responsáveis socialmente.
5. Fatores de custo associados com a 
disposição de resíduos ou reduções 
da matéria-prima utilizada forçam 
as empresas a modificar seu 
comportamento.
3. Desafios Atuais
Independentemente da motivação, há 
uma série de problemáticas a serem 
enfrentadas quanto ao fazer o marketing 
verde. Um dos principais desafios é 
assegurar que as empresas não exponham 
Unidade 8 • Marketing Ambiental202/218
divulgações enganosas, e nem violem 
quaisquer dos regulamentos ou princípios 
que regem o marketing ambiental. Alguns 
aspectos devem ser claramente expostos:
• As características ambientais do 
produto ou serviço.
• Os benefícios alcançados.
• O diferencial em relação aos 
produtos com as mesmas funções. 
• Só termos e imagens significativas 
devem ser utilizadas.
Outro problema que as empresas 
enfrentam é a necessidade de modificar 
os seus produtos devido a percepções do 
público consumidor que muitas vezes não 
são corretas. Nesse sentido, limitações 
e descobertas científicas também 
podem transtornar o modus operandi de 
uma empresa que busca manter a sua 
responsabilidade socioambiental intacta. 
A pressão para reduzir custos ou aumentar 
os lucros não pode forçar as empresas a 
se desvencilhar da importante questão 
da degradação ambiental. Por exemplo, 
alternativas que não consideram o Ciclo 
de Vida do produto podem não reduzir 
realmente a carga de desperdício, mas 
sim transferi-la para outro lugar ao 
redor. Embora possa parecer benéfica, 
não significa necessariamente a resolução 
de problemas ambientais, mesmo que as 
ações possam minimizar os impactos a 
curto prazo. Em última análise, a maioria 
dos resíduos produzidos entrará no fluxo 
Unidade 8 • Marketing Ambiental203/218
de resíduos, portanto, as organizações 
ambientalmente responsáveis devem 
tentar minimizar os seus resíduos, em vez 
de encontrar uso “apropriado” para eles.
Unidade 8 • Marketing Ambiental204/218
Glossário
Consumo: compra de qualquer produto ou recurso (por exemplo, material ou energia) usado 
num dado momento, por um determinado número de consumidores (DIGITRO, s/d).
Globalização: processo interconexão mundial que evidencia a união de mercados de diferentes 
países, e da quebra de fronteiras entre esses mercados (DIGITRO, s/d). 
Marketing: um conjunto de atividades que envolvem o processo de criação, planejamento 
e desenvolvimento de produtos ou serviços que satisfaçam as necessidades do consumidor. 
Aborda também estratégias de comunicação e vendas no intuito de diferenciação no mercado 
e superação da concorrência (DIGITRO, s/d).
Questão
reflexão
?
para
205/218
Como consumidor, você percebe considerações sobre a 
questão ambiental em ações de marketing? 
Se positivo, quais são os produtos, e qual a mensagem 
que eles transmitem? É eficaz para você? 
Em caso negativo, reflita sobre as causas dessa falta de 
interesse, destacando pelo menos cinco motivos.
206/218
Considerações Finais (1/2)
O marketing verde é uma ferramenta estratégica de comunicação pública, 
com o interesse de apresentar um tipo de ação ou envolvimento ambiental.
O marketing verde tem um compromisso maior do que compromisso com o 
aumento das vendas e do lucro. Se por um lado as empresas começam a se 
responsabilizar por sua parte no processo de degradação ambiental, observa-
se uma pressão de consumidores que exigem uma postura mais sustentável 
em relação ao meio ambiente.
Numa primeira ordem, o marketing verde busca atingir os consumidores que 
requerem um ambiente “mais limpo” e estão dispostas a “pagar” por isso 
(SOUZA; BENEVIDES, 2005). 
O marketing verde exige uma postura verde. Assim, uma organização 
comprometida ambiental pode não só produzir bens que reduzirão seu 
impacto negativo sobre o meio ambiente, eles também podem ser capazes de 
pressionar seus fornecedores a se comportar de uma forma ambientalmente 
207/218
mais “responsável”. Isso tem a ver com um compromisso com todas as etapas 
do ciclo de vida do produto, o que acaba por desvelar práticas tomadas 
como sustentáveis, mas que, porém, só transfere o problema para outros 
contextos/lugares.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 8 • Marketing Ambiental208/218
Referências
DIAS, R. Marketing ambiental: ética, responsabilidade social e ética nos negócios. São Paulo: 
Atlas, 2007.
DIGITRO. Glossário. s/d. Disponível em: <http://www.digitro.com/pt/index.php/sala-imprensa/
glossario>. Acesso em: 18 fev. 2016.
GUIMARÃES, A. F. Marketing verde e a propaganda ecológica. ComCiência [on-line], n. 136, p. 
2012, 2011.
KÄRNÄ, J.; HANSEN, E.; JUSLIN, H. Social responsibility in environmental marketing planning. 
European Journal of Marketing, v. 37, n. 5-6, p. 846-871, 2003.
LEFF, E. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 6. ed. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
LOPES, V. N.; PACAGNAN, M. N. Marketing verde e práticas socioambientais nas indústrias do 
Paraná. Rev. Adm., v. 49, n. 1, p. 116-128, 2014.
PEREIRA, K. L. B. A influência do marketing verde no processo de decisão de compra. In: Anais 
do III Encontro Científico e Simpósio de Educação Unisalesiano,Lins, SP: UNISALESIANO, 
2011.
Unidade 8 • Marketing Ambiental209/218
POLONSKY, M. J. An introduction to green marketing. Market Based Solutions, 1994. 
Disponível em: <http://www.uow.edu.au/~sharonb/STS300/market/green/article2.html>. 
Acesso em: 3 jan. 2016.
SILVA, A. S.; LUIZ FILHO, G.; SILVA, M. C. O. Marketing sustentável: vantagem competitiva ou 
tentativa de sobrevivência. Rios Eletrônica − Revista Científica da FASETE, ano 5, n. 5, p. 136-
145, 2011.
SOUZA, J. N. S.; BENEVIDES, R. C. A. Marketing verde: comportamentos e atitudes dos 
consumidores. In: Anais do II Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia. Rio de Janeiro: 
SEGET, 2005. p. 904-915.
WAISSMAN, V. Como o marketing verde interfere na imagem de marca da indústria de 
celulose: o estudo de caso da Aracruz Celulose S.A. (Dissertação de Mestrado) − Escola 
Brasileira de Administração Pública, Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2001.
210/218
Assista a suas aulas
Aula 8 - Tema: Marketing Ambiental - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
0daf92418e225e4181f424285a2b76e0>.
Aula 8 - Tema: Marketing Ambiental - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
b60b76893976b6b4ee891502ef2171a4>.
211/218
1. Qual dos fatores abaixo NÃO representa um desafio para a implantação 
do marketing verde nas empresas?
a) Resistência a mudanças no interior da própria corporação.
b) Priorização de critérios financeiros e econômicos na compra de produtos.
c) Pressão governamental. 
d) Concorrência com outras empresas. 
e) Sensíveis alterações da percepção do público quanto a um produto ou matéria-prima.
Questão 1
212/218
2. O que certamente NÃO se espera de uma empresa que busca vender a 
sua imagem como amiga do verde?
a) Responsabilidade de integração em relação ao meio ambiente.
b) O envolvimento dos funcionários.
c) Busca contínua de identificação de falhas. 
d) Proteção e não divulgação dos dados relativos à produção. 
e) Proatividade e inovação.
Questão 2
213/218
3. Qual iniciativa não deve ser de interesse de divulgação num plano de 
marketing verde?
a) Ecodesign.
b) Avaliação do ciclo de vida do produto.
c) Rotulagem ambiental.
d) Apoio a causas sociais.
e) Nenhuma das alternativas.
Questão 3
214/218
4. Dentro de um planejamento de marketing verde, qual o aspecto do 
produto deve ser exposto?
a) As características ambientais do produto ou serviço.
b) Os benefícios alcançados pela utilização do produto.
c) Diferenciação no mercado. 
d) Imagem ou termos de ampla repercussão. 
e) Todas as anteriores.
Questão 4
215/218
5. Quanto às considerações sobre demandas e mercados, é INCORRETO 
dizer:
a) Não há nichos de “consumidores verdes” no Brasil. O intuito do marketing verde é criar o 
sentimento da necessidade de uma nova postura ambiental. 
b) A expectativa por produtos verdes vem crescendo no decorrer do tempo.
c) É possível que o cliente acredite que há outros interesses por trás da postura 
“ecologicamente correta”.
d) Uma empresa de marketing pode ser contratada, mesmo que essa não possua tradição 
nesse tipo de divulgação. 
e) Atualmente, há uma segmentação por níveis econômicos no interesse em adotar uma 
postura de consumidor verde
Questão 5
216/218
Gabarito
1. Resposta: C.
A pressão governamental foi um 
facilitador do processo de acolhimento 
do marketing ambiental por muitas 
empresas. É importante ressaltar que, 
além do público consumidor, é de interesse 
de algumas empresas demonstrar 
seu comprometimento com questões 
socioambientais, no intuito de facilitar 
o encaminhamento de processos de 
licenciamento, e outras ações.
2. Resposta: C.
A transparência sobre a cadeia de 
produção é essencial em qualquer plano 
ou planejamento estratégico na área 
socioambiental.
3. Resposta: D.
Todas as causas listadas são interesses de 
uma empresa socialmente responsável. 
O marketing verde não deve se limitar 
às questões ecológicas, mas também, 
demonstrar o compromisso com as causas 
que são demandadas pela sociedade, ou 
grupos sociais específicos.
4. Resposta: E.
Todos os aspectos listados são necessários 
para a divulgação.
5. Resposta: A.
Apesar de ainda reduzido, existe interesse 
crescente pelo consumo de produtos 
217/218
Gabarito
ecologicamente corretos. Por exemplo, em 
determinadas localidades, já se observam 
iniciativas de comércio que divulgam 
boa relação entre a saúde humana e o 
consumo de alimentos orgânicos, menos 
impactantes ao meio ambiente.