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PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
 Monittyelle Matos Couto Neves 
RESUMO
Com a engenharia civil em constante evolução, nota-se o avanço do crescimento das construções, crescimento que contribui na elevação do nível econômico da sociedade, garantindo segurança, estabilidade e comodidade do meio de vida da população. A partir disso, surgiu a necessidade de determinar os itens monetários envolvidos na construção civil para avaliar os custos com materiais, mão de obra, custos diretos e custos indiretos relacionados em cada empreendimento. Essa necessidade passou a ser esclarecida a partir do planejamento de valores definido como orçamento. O orçamento da construção tem como objetivo efetuar um estudo criterioso dos preços de todos os insumos integrantes da obra de modo a reduzir o grau de incerteza na tomada de decisão, analisando a viabilidade econômica do empreendimento e o retorno do investimento.
Palavras-chave: Planejamento Orçamentário. Construção Civil.
 1 INTRODUÇÃO
	
O orçamento, sendo uma ferramenta de planejamento empresarial, contém em sua formação, informações de receitas previstas e estimativa de despesas com o propósito de controlar as atividades que repercutem as premissas da empresa. 
A elaboração de um orçamento começa antes do início da obra e sua preparação deve estabelecer fundamentos rigorosos para que não aconteçam lacunas na composição do custo e considerações incertas que iriam interferir na decisão eficiente da administração.
	Sendo uma peça importante de previsões, o orçamento procura ajudar no planejamento das necessidades operacionais, desde a compra de insumos, custos com mão de obra, bonificações de despesas indiretas (BDI), investigando entre eles, o grau de interferência e as dificuldades para a realização dos serviços. 
A elaboração do orçamento deve ser atestado em planilha, constando a descrição dos serviços, a composição dos preços unitários, identificando as unidades de medidas e quantidades, tanto da mão de obra quanto dos materiais e demonstrar o valor total por item e o valor global da obra. 
Tendo como base previsões, o orçamento gera estimativas utilizadas no empreendimento considerando as demandas necessárias para sua execução, dando assim condições para a empresa estimar os resultados que poderão ser alcançados. O planejamento orçamentário visa a alocação de estratégias a serem adotadas para controle das despesas e das receitas a fim de identificar o resultado total. 
Neste trabalho será utilizado como exemplo , planilhas orçamentárias da praça da Serra, que fica localizada na cidade de Ijaci MG.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
 
A construção civil no Brasil têm passado por grandes avanços e mudanças ao longo das últimas décadas. Com o crescimento acelerado do país se abriram novas oportunidades de investimentos nessa área e o volume de incorporações aumentou consideravelmente. Esse aumento constante teve como resultado o crescimento da área, a geração de empregos e renda direta e indiretamente e a retomada de uma grande competitividade entre as incorporadoras e construtoras do país. 
Essa competitividade fez com que muitas dessas empresas abrissem seu capital e tiveram seus resultados expostos publicamente, o que chama atenção para busca de investidores nacionais e internacionais. Para que o nome dessas empresas e sua credibilidade fossem mostrados tanto no mercado imobiliário quanto no mercado de investimentos, era necessário que os novos empreendimentos e incorporações garantissem uma boa garantia de resultados. Ou seja, passou a ser muito importante para o crescimento das empresas um bom controle do custo de suas obras. 
Quando se fala em custo de obra, se fala exatamente de orçamento e planejamento de obra. O setor de construção civil é famoso por ter uma baixa produtividade de serviço e um alto índice de desperdício de materiais se for comparado a outros ramos industriais. O maior desafio que as novas empresas se deparam para que seu resultado final fosse semelhante ou melhor que o projetado no lançamento do empreendimento, foi o controle de custo durante a execução da obra. Tal controle é necessário para que o orçamento original fosse o mais próximo possível do orçamento executivo. Ter o gasto estimado semelhante ao real passou a ser de fundamental importância para o crescimento dessas empresas e o aumento de geração de lucro.
	Torres (2010) cita que “Um orçamento bem elaborado, que antecipe com o máximo de exatidão o custo de uma construção, é a chave para reduzir riscos e viabilizar negócios bem-sucedidos.” 
2.1 Evolução da engenharia civil
A evolução histórica da engenharia civil iniciou-se desde os tempos das cavernas, quando os povos começaram a desenvolver as primeiras ferramentas e a pensar em uma moradia mais segura e confortável para se abrigarem. Com os descobrimentos vindouros da audácia e dos recursos precedidos da própria natureza, o homem edificou a primeira arquitetura, permitindo a vida em grupo e tomando consciência do meio social. (RIBARD, 1964).
Segundo Valle (2007), o desenvolvimento histórico da engenharia motivou os aspectos relacionados à garantia de determinado padrão de qualidade, surgindo normas de execução para a realização de obras. Pode-se citar uma das construções mais antigas como as pirâmides do Egito, com grandiosa estrutura, sendo o símbolo de poder do antigo Egito e a Muralha da China, um dos maiores empreendimentos já realizados no mundo, surgiu por causa de uma série de guerras realizadas por volta de 450 a.C.; obras estas, que causam admiração até os dias de hoje.
 2.2 Processo orçamentário na engenharia civil
	A modernização de alguns processos construtivos e o aumento da oferta de empreendimentos residenciais, junto outros agentes de grande influência para a viabilidade do lançamento de novos negócios, têm sido determinantes para a evolução constante da construção civil nas últimas décadas. Todavia, para que uma obra seja bem executada e possa gerar lucros para a construtora é necessário um bom planejamento e gerenciamento de todos os recursos disponíveis SILVA ( 2009). 
	No cenário atual a otimização de custos é fator imprescindível para o êxito de um empreendimento, portanto a consideração deste agente, assim como dos indicadores que classificam e quantificam as perdas em uma obra, é de extrema importância para o setor. 
Segundo Andrade e Souza (2003), estes custos podem ser definidos como o montante financeiro, proveniente de gastos com bens, serviços e transações financeiras, necessários à execução de um empreendimento, desde a etapa de estudo de viabilização até sua utilização, durante um prazo pré-estabelecido. 
	A consideração dos custos leva em conta o grau de média (custo total ou unitário), variabilidade (variável, fixo ou semi-variável), facilidade de atribuição (direto ou indireto) e momento de cálculo (histórico ou pré-determinado). Dentro da construção civil, os semivariáveis são os mais predominantes, de acordo com CAMERINI (1991) e FERNANDEZ (1993). 
	Para Lima (2000) o orçamento deve satisfazer os objetivos de definir custo da execução de cada atividade ou serviço, constituir-se em documento contratual servindo de base para o faturamento, servir de referência para a análise de investimento e fornecer informações para o desenvolvimento de coeficientes técnicos confiáveis.
	Em seu trabalho, Torres (2010) apresenta o conceito de orçamento evolutivo definido por Assumpção e Fugazza (2000). Esse modelo propõe que a quantidade de informação melhora de acordo com o avanço do empreendimento e com o detalhamento dos projetos. Na etapa inicial os custos dos insumos e serviços são estimados, na etapa intermediária, parte ainda é estimada e outra parte já é compromissada, e na etapa de execução existem os custos já incorridos, custos comprometidos e custos estimados. 
2.3 Estimativa de custos
	Conforme PMBOK4 (2009), a grande diferença entre estimar o custo e orçar, é que o últimojá está com recursos financeiros aprovados para possível execução do projeto. 
	Uma das formas que o orçamento estimativo pode ser obtido é através do custo unitário do m² de construção, que é um valor fornecido por revistas técnicas ou sindicatos da construção. Custo corresponde a um padrão especificado, onde se calcula através da área equivalente ou também se pode estimar conforme os principais itens de construção, calculando-se através de dados históricos ou atuais de obras passadas ou que estão acontecendo (GOLDMAN, 2004).
 Através de projetos parecidos ou dados históricos podem-se realizar estimativas de custo. Mattos (2006) cita a grande utilização do Custo Unitário Básico (CUB), custo médio, para estimar obras de edificações, como já mencionado acima, é o cálculo por m² de construção, através de 17 alguns padrões já estabelecidos. Existindo também o custo unitário PINI de edificações, tabela SETOP e etc
2.3.1 Custo direto
	Maffei (2006) conceitua custos diretos como sendo os custos que estão diretamente relacionados com os serviços a serem executados na obra. E afirma que antigamente esses custos foram denominados como variáveis, porque os mesmos variam para cada serviço. Alguns autores utilizam essa denominação, apesar de não ser mais considerada adequada pelos economistas. 
O custo direto é resultado do somatório de todos os custos unitários dos serviços que forem necessários para a construção da edificação, alcançados pela aplicação dos consumos dos insumos sobre os preços de mercado, multiplicando-se pelas respectivas quantidades, mais os custos da infra-estrutura necessária para a realização da obra (TISAKA, 2006). Estes insumos são representados pela mão de obra, pelos materiais e equipamentos.
2.3.2 Custo indireto
	Para Maffei (2006), os custos indiretos são denominados como sendo um percentual a ser aplicado sobre os custos diretos. Neste percentual são incluídas as despesas para manter a empresa em funcionamento. A um tempo atrás esses custos eram classificados como custos fixos, pois consideravam os custos da empresa como sendo fixos.
 É importante salientar o BDI (Benefícios e Despesas Indiretas), considerado como um custo indireto adicionado ao lucro. Normalmente essa parcela inclui lucros e pró-labore dos diretores. Também podem ser considerados outros benefícios, como divulgação e ampliação do espaço de atuação da empresa (MAFFEI, 2006). 
Coêlho (2001) ressalta que o BDI constitui-se de uma parcela obtida exclusivamente do custo indireto originário da administração central. 
González (2007) trata o BDI como tendo a função de complementar o orçamento discriminado, incluindo as verbas que não são possíveis de discriminar ou detalhar.
Por considerar que alguns custos são de difícil medição, sugere a indicação de valores estimados. Porém, a empresa pode não ter interesse em expor ao cliente elementos como o lucro pretendido ou os custos do escritório. 
O BDI pode ser incluído como um percentual aplicado sobre todos os preços unitários do orçamento, ou como uma verba geral, incluída ao final, ou um misto destas duas formas
2.4 Preço SETOP
	É a planilha referencial de preços para as obras do Estado de Minas Gerais. São mais de 3 mil itens de composições de custos unitários, com preços regionalizados e atualizados, para garantir melhores condições de execução e maior resultado econômico das obras.
	Os preços unitários da planilha são referenciais, limites máximos e correspondem ao custo de cada serviço. Estão incluídos nos custos de cada serviço: material + mão-de-obra + encargos sociais + encargos complementares; os Encargos Complementares são custos associados à mão de obra – alimentação, transporte, equipamentos de proteção individual, ferramentas e outros -, cuja obrigação de pagamento decorre das Convenções Coletivas de Trabalho e de Normas que regulamentam a prática profissional na construção civil; não estão contemplados os Encargos Sociais Complementares para a mão de obra mensalista, ou seja, engenheiros, encarregados, e demais profissionais técnicos e administrativos da obra. Esses custos deverão ser calculados.
3 MATERIAIS E MÉTODOS
	O estudo aqui contemplado será realizado a partir de pesquisa descritiva, com o intuito de levantar o volume de alterações de orçamento tanto em consideração a quantidade quanto em consideração ao custo. Trata-se de coleta de dados através de acesso a um determinado tipo de população e entrevista com os envolvidos com fim em estabelecer uma relação entre as variáveis encontradas. 
A pesquisa também tem caráter quantitativo e qualitativo já que busca análises de resultados através de números e induções. 
	Tal pesquisa está sendo realizada na praça da Serra situada no município da cidade de Ijaci no sul do estado de Minas Gerais.
4 BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, A. C.; SOUZA, U. E. L. A Críticas ao processo orçamentário tradicional e recomendações para a confecção de um orçamento integrado ao processo de produção de um empreendimento. In: III simpósio brasileiro de gestão e economia da construção. São Carlos, 2003. 
ASSUMPÇÃO, J. F. P.;FUGAZZA, A. E. C. Execução de orçamento por módulos para obras de construção de edifícios. In: IIX ENTAC. Salvador, 2000. v. 1, p 469-476. 
CAMERINI, Lúcia de Abreu Rosas. Planejamento de execução de obras. Dissertação de mestrado. Universidade Federal Fluminense. Niterói, RJ, julho 1991. 
FERNANDEZ, Maria Carmen Pardellas. Orçamentação de casas - aplicação a casas isoladas da classe média. Dissertação de mestrado. Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, set. 1993.
GOLDMAN, Pedrinho. Introdução ao Planejamento e Controle de Custos na Construção Civil Brasileira. 4. ed. São Paulo: Pini, 2004. 176 p. 
 
LIMA, J. L. P.; Custos da construção civil. 2000. 122 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Centro Tecnológico, Universidade Federal Fluminense, 2000. 
PMI – Project Management Institute. Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK). 4. ed. Estados Unidos: PMI, 2009. 386 p. 
SILVA, C. M.; SILVA, D. J.; COSTA, L. F. M.; BRANDSTETTER, M. C. Diagnóstico de alterações no processo de orçamentos para edificações – Construção de indicadores. 2009. Artigo científico de conclusão do curso (Especialização em Construção Civil)- Universidade Federal de Goiás. Orientadora: Maria Carolina Gomes de Oliveira Brandstetter. 
TORRES, G. S., THOMÉ FILHO, R. U., BARROS, T. M. Diretrizes para apoio da elaboração de indicadores de desempenho orçamentários. 2010. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Engenharia Civil) - Universidade Federal de Goiás. Orientadora: Maria Carolina Gomes de Oliveira Brandstetter. 
http://www.transportes.mg.gov.br/municipio/consulta-a-planilha-de-precos-setop

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