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Sistema Nervoso – Enfermagem – UFRJ 
 
 
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Sistema Nervoso – Enfermagem – UFRJ 
INTRODUÇÃO 
O sistema nervoso é a unidade básica de funcionamento do nosso organismo, integra e coordena todas 
as funções dos outros sistemas. Portanto, tudo relacionado com nossa homeostase, nosso bem-estar geral, passa 
pelo sistema nervoso. EX: ele controla nossa frequência cardíaca, respiratória, o estado de contração e dilatação 
dos nossos vasos, controla nossa diurese, ingestão de água, apetite, etc. Além disso, o sistema nervoso é o centro 
de comportamento emocional, maneira como interagimos com outras pessoas, a mobilidade do nosso corpo 
(que abrange não só a contração voluntária como também contração involuntária – musculatura das vísceras). 
 
Tecido nervoso é constituído por: 
 Neurônios – unidade funcional, por onde ocorre a condução 
de estímulo nervoso 
 Células da glia – possuem a função de suporte dos neurônios, 
controlam, por exemplo, o metabolismo extracelular de 
cálcio, sódio, potássio. é formada pelos: 
o Astrócitos 
o Oligodendrócitos 
o Micróglia – faz a defesa do sistema 
Os termos substância (ou massa) cinzenta e substância branca é uma 
divisão básica do tecido nervoso. Na substância cinzenta o que 
encontramos basicamente são os corpos celulares dos neurônios - o núcleo do neurônio; enquanto que a 
substância branca é formada por um feixe de fibras que são formadas normalmente pelas células da glia e pelos 
axônios dos neurônios (o neurônio é constituído por um corpo celular onde encontramos o seu núcleo e o axônio, 
que é envolvido por uma bainha de mielina para aumentar a eficiência da condução do impulso nervoso para 
todas as regiões). 
 
Divisão básica do sistema nervoso 
 Sistema nervoso central – é o sistema alojado pela caixa craniana, compreende nosso encéfalo (cérebro, 
tronco encefálico, cerebelo e medula espinhal) 
ÁLCOOL – é um depressor do sistema nervoso central; reduz a liberação de alguns neurotransmissores no 
cérebro, atrasando a contração muscular e prejudica a coordenação motora (não tem relação com o 
cerebelo como será explicado posteriormente, mas sim com os núcleos da base que estão relacionados 
com as vias de motricidade). Além disso, o álcool afeta regiões do cérebro que oferecem 
dimensionamento do espaço, prejudicando a orientação espacial e o equilíbrio. 
 Sistema nervoso periférico – constituído pelos nervos cranianos e nervos espinhais. O sistema nervoso 
periférico possui uma subdivisão em: 
o Autônomo – funciona independente da nossa vontade como por exemplo a contração da 
musculatura lisa das vísceras, dilatação e contração dos vasos, contração cardíaca, frequência 
respiratória; o sistema autônomo pode ser: 
 Simpático – está relacionado ao “extinto de sobrevivência”. O sistema nervoso simpático 
é ativado em determinadas situações de estresse, de luta ou fuga. OBS: o principal 
neurotransmissor do sistema nervoso simpático é a adrenalina, sendo assim, em condições 
de grande estresse, uma grande quantidade de adrenalina é liberada que atua sobre a 
contração da bexiga, frequência respiratória e cardíaca – aumenta o aporte de sangue 
para os pulmões e musculatura esquelética 
 Parassimpático – porção do sistema nervoso autônomo que atua quando estamos 
relaxados, basicamente nos períodos pós-refeição (digestão). Existe um motivo pelo qual 
não podemos exercer nenhuma atividade depois das refeições porque o fluxo sanguíneo 
é desviado para seu trato digestório para garantir a digestão de maneira eficiente. Após 
refeições temos a diminuição da atividade do sistema nervoso porque precisa que muito 
sangue se direcione para o trato digestório para exercer suas funções relacionadas a 
digestão e absorção de nutrientes 
 Somático -– é basicamente a contração da musculatura esquelética, ou seja, os músculos 
que você consegue movimentar de acordo com sua vontade. 
 
 
 
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O sistema simpático e parassimpático estão 
sempre trabalhando em oposição 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DO SISTEMA NERVOSO 
 
Formação do sistema nervoso 
 A partir do momento em que o tubo neural é formado começam a 
surgir as vesículas encefálicas que é dividido em: 
 
 Prosencéfalo – vai dar origem ao telencéfalo e diencéfalo 
 Mesencéfalo – ele não vai se alterar muito durante o 
desenvolvimento do sistema nervoso central, mantêm a característica 
de região de transição 
 Rombencéfalo – é constituído pelo metencéfalo (da origem ao 
cerebelo), mielencéfalo (da origem ao tronco encefálico) 
 Medula espinhal 
 
Encéfalo 
 Cérebro 
o Telencéfalo – maior porção de substância branca 
e substância cinza do sistema nervoso central 
o Diencéfalo – todas as funções do diencéfalo vão 
estar associadas à hipófise, controle do eixo 
hormonal 
 Tronco encefálico 
o Mesencéfalo – é uma região de transição do 
telencéfalo para o tronco encefálico 
o Ponte – região mais dilatada 
o Bulbo – ele continua formando a estrutura da 
medula espinhal; não existe uma região especifica que delimita esse limite entre as duas 
estruturas, mas usamos em referência anatômica o forame magno e a primeira vertebra (atlas). 
 Cerebelo – importante para a coordenação motora. Enquanto que o cérebro controla contração 
muscular, essa contração é coordenada pelo cerebelo que direciona o impulso. Responsável pelo 
direcionamento da marcha (andar em linha reta), lesões ou tumores no cerebelo geralmente cursam 
como lesões de marcha. Tumor de cerebelo é mais comum em crianças do que em adultos 
LABIRINTITE – labirintite é uma inflamação no labirinto que é uma estrutura localizada no ouvido interno, é 
inervado pelo nervo vestíbulo coclear que está relacionado com a sensação de equilíbrio e audição. Se a pessoa 
tem uma inflamação no labirinto que promova uma vibração errática do líquido no seu interior, esse paciente 
vai ter uma sensação de vertigem uma vez que a vibração do líquido dá uma sensação de movimento. 
Alterações no nervo vestíbulo coclear também pode causar alterações de equilíbrio. 
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I. CÉREBRO - TELENCÉFALO 
 O cérebro dos grandes mamíferos não possui uma superfície regular, apresenta uma série de sulcos que 
marcam as circunvoluções cerebrais. Quando nosso sistema nervoso está se desenvolvendo, a substância 
cinzenta cresce mais rápido do que a substância branca. Sendo assim, a substância branca que se encontra 
adjacente a substância cinzenta começa a puxar e formam-se assim, uma série de sulcos na superfície do 
cérebro. 
 O cérebro é composto por giros delimitados por sulcos, que são reentrâncias que ficam na superfície do 
cérebro. Em uma vista superior do cérebro é possível ver a fissura longitudinal que se localiza no meio dele 
dividindo o cérebro em 2 hemisférios, direito e esquerdo. 
 Na vista lateral do cérebro é possível observar na região anterior é chamada de pólo frontal (em contato 
com o osso frontal); região posterior do cérebro é chamada de pólo occipital, entra em contato com o osso 
occipital; na região lateral temos o pólo temporal em contato com nossas têmporas; segue a orientação dos 
ossos da caixa craniana 
 
Toda superfície externa do cérebro é denominada face súpero-externa; com um corte sagital passando pela 
fissura longitudinal é possível ver a parte de dentro de um hemisfério, essa é a face interna; uma vista inferior do 
cérebro é possível observar a face inferior do cérebro 
 
a. Sulcos e giros 
Ao dissecar o cérebro é possível observar duas regiões de coloração distinta; a sua face externa (toda a sua 
periferia) é mais escura que omeio, essa região escura recebe o nome de córtex cerebral – é no córtex que 
vamos encontrar a substância cinzenta, local onde as informações são recebidas, processadas e emitidas 
devido a presença dos núcleos dos neurônios. Os axônios dos neurônios junto com as células da glia se localizam 
no centro do cérebro formando a substância branca. 
De acordo com o desenvolvimento do sistema nervoso, há o crescimento de corpo celular maior do que o 
crescimento da substância branca. Como essa substância branca não acompanha o desenvolvimento a 
substância cinzenta passando a puxar formando dobras no córtex cerebral formando assim os sulcos e giros 
cerebrais – circunvoluções cerebrais. Cada giro compreende uma região do córtex associado a uma função. 
 
Sulco central – linha na horizontal que divide o cérebro no lobo frontal 
(anterior) e lobo parietal (posterior); 
Sulco lateral – localizado na lateral do cérebro e demarca o lobo 
temporal 
 
Giro pré-central – anterior ao sulco central, localizado no lobo frontal; 
onde está localizado o córtex motor primário sendo relacionado a 
motricidade, mobilidade consciente. Uma lesão de giro pré-central 
gera paralisia. 
 
Giro pós-central – posterior ao sulco central, localizado no lobo parietal; principal região de córtex somestésico, 
somestesia está relacionada a nossa percepção como funções relacionadas ao tato, paladar e próprio-secção 
(ter consciência de si próprio, das várias partes do corpo). Quando praticamos exercícios físicos percebemos 
que o nosso coração fica acelerado, mas como? Conseguimos perceber o batimento cardíaco, o coração tem 
uma série de células receptoras que enviam mensagens ao cérebro do seu local no corpo, assim como todas as 
outras vísceras, órgãos e músculos do nosso corpo. Exemplo: pessoas que apresentam lesões na região do giro 
pós-central, ao serem vendadas e comunicadas a levantarem o braço direito, não saberão conduzir o estimulo. 
A mesma forma ocorre na hora de caminhar de olhos fechados, essa pessoa não consegue dissociar os 
movimentos do corpo com o campo visual. Se você é vendado e em uma mão tem uma caneta e outra um 
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celular, através do tato é possível definir os objetos, esse processo de discriminação tátil também está 
relacionado a somestesia. 
Pessoas que apresentam falta de sensibilidade podem sofrer de alguma lesão no giro pós-central ou na medula 
espinhal, especificamente nos feixes nervosos emitidos por ela até a região. 
Sendo assim, o giro pós-central é fundamental para a percepção e sensibilidade geral, sensações associadas a 
dor, calor, pressão, textura, paladar e tudo associado ao tato; 
Ao perder um membro, você não perde a área do cérebro 
associada a ele, portanto estímulos continuam a ser emitidos e 
processados, essa pessoa pode sentir a dor do membro 
fantasma 
 
Face interna do cérebro 
Por meio de um corte sagital utilizando como orientação a 
sutura sagital é possível observar o interior de uma das cavidades 
do cérebro (um hemisfério). Delimitando o lobo parietal 
(anterior) do lobo occipital (posterior) temos o sulco parieto-
occipital. O sulco não é possível ser observado na face súpero-externa do cérebro 
 
 
b. Lobos 
Regiões do cérebro que compreendem determinadas funções específicas, ela 
obedece a distribuição dos sulcos e o contato dessas regiões com os ossos da 
caixa craniana (os da face supero-externa) 
 
 
 
 
 
 
 
i. Lobo frontal – região do cérebro destinada a fala; quando o paciente se submete a uma ressonância 
magnética funcional e fala, a região do cérebro destinada a fala passa a consumir mais contraste e acende, 
sendo assim o lobo frontal fica mais claro na ressonância. Também está relacionado com nosso comportamento. 
Sulcos: 
1) Sulco Pré-Central - mais ou menos paralelo ao sulco central; primeiramente para identificar esse sulco 
na peça anatômica, se baseie no sulco central que em uma vista superior do cérebro é quase horizontal 
em comparação aos outros sulcos. A frente do sulco central encontramos o giro pré-central, o outro sulco 
que delimita o giro pré-central é a fissura que está localizado anteriormente a ele, o sulco pré-central. 
2) Sulco Frontal Superior – inicia-se na porção superior do sulco 
pré-central e dirige-se anteriormente no lobo frontal. É 
perpendicular a ele; utilizamos como orientação a fissura 
longitudinal por meio de uma vista superior, a próxima linha 
que encontramos paralela a fissura longitudinal é o sulco 
frontal superior 
3) Sulco Frontal inferior – partindo da porção inferior do sulco pré-central, dirige-se para frente e para baixo. 
É o menor, forma uma espécie de ângulo com o sulco pré-central quando chega perto do sulco lateral 
 
Giros: 
1) Giro Pré-central – localiza-se entre o sulco central e o 
sulco pré-central. Neste giro se localiza a área motora 
principal do cérebro (córtex motor). 
2) Giro Frontal Superior – localiza-se acima do sulco 
frontal superior. 
3) Giro Frontal Médio – localiza-se entre o sulco frontal 
superior e inferior. 
4) Giro Frontal Inferior – localiza-se abaixo do sulco 
frontal inferior. O giro frontal inferior do hemisfério esquerdo compreende uma área do cérebro 
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responsável pela articulação da nossa fala, é o centro cortical da palavra falada – recebe o nome de 
área de Broca ou giro de Broca; no lado direito também vai ter o centro cortical da palavra falada mas 
tem menor atividade do que está localizado no hemisfério esquerdo, entretanto, a área de broca só está 
localizada no hemisfério esquerdo! 
 
 
ii. Lobo parietal – possui uma subdivisão própria em lóbulos; é nesse lobo que vão estar localizadas 
regiões associadas com a somestesia, associação e com o paladar (principalmente o giro supramarginal) 
 
Sulcos: 
1) Sulco Pós-central – localiza-se posteriormente ao giro pós-central. É paralelo ao sulco central 
2) Sulco Intraparietal – geralmente localiza-se perpendicular 
ao sulco pós-central (com o qual pode estar unido) e estende-se 
para trás para terminar no lobo occipital 
Os sulcos pós-parietal e intraparietal divide o lobo parietal em 
lóbulos 
 
Giros: 
1) Giro Pós-central – localiza-se entre o sulco central e o sulco pós-central. É no giro pós-central que se 
localiza uma das mais importantes áreas sensitivas do córtex, a área somestésica. 
2) Lóbulo Parietal Superior – localiza-se 
superiormente ao sulco intraparietal. 
3) Lóbulo Parietal Inferior – localiza-se inferiormente 
ao sulco intraparietal. Neste, descrevem-se dois giros: 
a. Giro supramarginal – curvando em torno 
da extremidade do ramo posterior do 
sulco lateral; está relacionado ao paladar 
b. Giro angular – curvando em torno da 
porção terminal e ascendente do sulco 
temporal superior; 
 
 
iii. Lobo temporal – localizado na lateral do cérebro abaixo do sulco lateral, é quase um a projeção 
de cérebro para frente do cérebro. O sulco lateral delimita o lobo temporal. 
O lobo temporal está associado a audição, existem o caso de surdez neurológica – o nervo auditivo (nervo 
vestíbulo coclear) encontra-se em perfeitas condições, mas o lobo temporal apresenta alguma disfunção que 
não processa corretamente a informação; esses casos de surdez neurológica são muito difíceis de serem 
tratados, mas disfunções no nervo vestíbulo coclear podem ser revertidas a partir do implante coclear – a 
UNICAMP é o centro de referência de colocada desse implante, ele é um circuito que fica ligado ao labirinto do 
ouvido interno (no seu aparelho mais interno relacionado com a audição) e ligado ao lobo temporal, esse 
circuito substitui o nervo auditivo ea pessoa volta a escutar; 
O nervo vestíbulo coclear está associado ao ouvido interno, em casos de otite muito grave, infecções, pode 
haver a degeneração desse nervo e desenvolver uma surdez. A utilização de antibióticos muito fortes como 
cloranfenicol pode ser prejudicial a audição, ele apresenta uma toxina que atua sobre o nervo auditivo, então 
a pessoa pode ficar com surdez mas pode fazer o implante coclear para reverter esse caso. 
Sulcos: 
1) Sulco Temporal Superior – inicia-se próximo ao pólo 
temporal e dirige-se para trás paralelamente ao ramo posterior 
do sulco lateral, terminando no lobo parietal. Ou seja, paralelo 
ao sulco lateral temos o sulco temporal superior 
2) Sulco Temporal Inferior – paralelo ao sulco temporal 
superior é geralmente formado por duas ou mais partes 
descontinuas. 
 
 
 
 
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Giros: 
1) Giro Temporal Superior – Entre os sulcos temporal superior 
e o sulco lateral 
2) Giro Temporal Médio – localiza-se entre os sulcos temporal 
superior e o temporal inferior 
3) Giro Temporal Inferior – localiza-se abaixo do sulco 
temporal inferior e se limita com o sulco occípito-temporal. 
 
 
iv. Lobo occipital – apresenta um único sulco, o sulco parieto-occipital; ele só pode ser observado a 
partir de um corte sagital utilizando como orientação a fissura longitudinal que divide o cérebro em hemisférios. 
Olhando para a face interna do cérebro conseguimos enxergar o sulco parieto-occipital, tudo localizado 
posterior ao sulco é lobo occipital e tudo localizado anterior ao sulco é lobo parietal. 
Sulco calcarino – faz um ângulo com o sulco parieto-occipital, está localizado no lobo occipital; só é possível ser 
enxergado na face interna do cérebro e ele delimita as regiões do lobo occipital associadas com a percepção 
visual, córtex visual 
O lobo occipital é o principal centro de percepção visual, o córtex do lobo occipital; da mesma forma que 
temos um caso clinico de surdez neurológica, também existe o caso de cegueira neurológica devido a lesões 
no lobo occipital. Quando o paciente tem um trauma muito grande na nuca, observa se essa pessoa tem 
qualquer problema ou alteração de visão posteriormente o que pode indicar uma lesão no lobo occipital. É 
capaz dessa pessoa perder a visão devido a esse trauma, apesar do nervo ópio, a retina e o globo ocular estejam 
intactos a região por onde essa informação vai ser processada não funciona mais – semelhante ao que 
acontece no computador quando queima a placa de vídeo, não conseguimos enxergar nada na tela. 
OBS 1: Existem 3 pares de nervos cranianos relacionados com a movimentação do globo ocular, suprem os 
músculos que estão associados ao globo ocular: se essa pessoa é, por exemplo, portadora o vírus da herpes, ele 
fica latente nas terminações nervosas que ficam localizadas da face e podem alcançar as terminações nervosas 
desses nervos relacionados ao movimento do globo ocular, prejudicando esses nervos e o seu controle da 
movimentação do globo ocular tendo uma flacidez do musculo, causando uma vesguice. 
OBS 2: se você tem uma lesão global do lobo occipital, você 
pode ter uma cegueira nos 2 olhos. Se você tem uma lesão no 
lobo occipital, mas somente no lobo esquerdo, por exemplo, 
você vai perder a visão do olho direito – o nervo óptico cruza no 
quiasma óptico, na fossa anterior do crânio temos o canal óptico 
por onde passa o nervo óptico, localizada na fossa média, no 
corpo do osso esfenoide esse nervo óptico vai se juntar e assim 
as fibras cruzam. Sendo assim, o enxergamos com o olho direito 
está sendo processado no hemisfério esquerdo. 
Explicação evolutiva: ao longo do desenvolvimento embrionário, 
no momento de crescimento e organização de feixes de fibras 
nervosas, esse nervo precisa fazer um trajeto até o lobo occipital 
passando pelo corpo ventricular lateral (se localiza nas laterais 
do cérebro), se esse nervo fosse reto, passaria por cima dessa 
estrutura dificultando o processamento da visão. 
 
v. Lobo da ínsula – não está em contato com nenhum osso da caixa 
craniana, localizado mais internamente. Recebe esse nome porque ínsula significa 
ilha, portanto é uma pequena ilha localizada no interior do cérebro. Para 
conseguir enxergar a ínsula, é necessário utilizar afastador cirúrgico no sulco 
lateral, abrindo essa região. O lobo da ínsula é visualizado afastando-se os lábios 
do sulco lateral ou a partir de uma dissecção das regiões adjacentes do lobo 
frontal, parietal e temporal. A ínsula tem forma cônica e seu ápice, voltado para baixo e para frente, é 
denominado de límen da ínsula. 
A ínsula está relacionada ao nosso comportamento emocional e gerenciamento da coordenação motora 
Disfunções da ínsula cursam como disfunções greves de epilepsia – movimentos espasmódicos (contração do 
musculo e hipertonia, várias contrações seguidas em que a pessoa pode ficar parada ou tremula), pode 
apresentar descontrole do movimento do globo ocular, da musculatura associada a língua 
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NUNCA coloque a mão dentro da boca de uma pessoa que estiver sofrendo de ataque epilético, ela não 
controla a força e pode travar a mandíbula com força suficiente para decepar um dedo e a língua dela. 
Disfunções na ínsula são mais raras, e geralmente cursam com reações semelhantes a choques anafiláticos, 
acelera a frequência cardíaca e zera, é preciso administra adrenalina imediatamente nesse paciente 
 
Sulcos: 
1) Sulco Central da Ínsula – parte do sulco circular, na 
porção superior da ínsula, e dirige-se no sentido antero-inferior. 
Divide a ínsula em duas partes: giros longos (são posteriores ao 
sulco central) e giros curtos (anteriores ao sulco central). 
2) Sulco Circular da Ínsula – circunda a ínsula na sua borda 
superior delimitando o lobo da ínsula. 
 
Giros: 
1) Giros Longos da Ínsula – estão localizados posteriormente 
ao sulco central da ínsula 
2) Giros Curtos da Ínsula – estão localizados anteriormente 
ao sulco central da ínsula 
 
 
O que dá prazer na comida? Alimentos ricos em cacau, leite (todos os laticíneos em geral), essses alimnetos são 
riquíssimos em triptofano que é o precurssor da cerotonina, que por sua vez é o principal neurotransmissor do 
sistema limbico (sistema associado a sensação de prazer). Esse é um dos mecanismos de compensação do nosso 
corpo; a música tambem tem efeito benéfico sobre o sistema limbico, estimula a liberação de cerotonina 
relaxando e diminuindo a frequancia cardíaca, aliviando sintomas de ansiedade e stresse. 
opióides endogenos são liberados em mecanismos de proteção, são liberados em situações de stresse muito 
grande para proteger sue corpo de um estímulo nocivo. Uma pessoa que sofre um acidente de onibus e o mesmo 
está prestes a incendiar, por mais que ela tenha se machucado/quebrado algum membro, naquele momento 
esses opióides endogenos são liberados pela estimulação da adrenalina e a dor é cessada e ela consegue sair 
daquele local sem sentir nehuma dor. 
Desmaiar de dor é outro mecanismo de proteção para desligar os receptores para aquela dor forte, amenizando 
a dor. 
 
 
 
 
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II. CÉREBRO – CORPO CALOSO (TELENCÉFALO) 
Um cérebro fresco, se colocarmos a mão no meio da fissura longitudinal ela se afasta (o cérebro tem uma 
consistência gelatinosa), ao ir enfiando a mão, chega um momento 
em que o cérebro oferece uma certa resistência – um feixe de 
substância branca que conecta os hemisférios cerebrais, esse é o 
corpo caloso. O corpo caloso é a principal comissura do sistema 
nervoso central que une/comunica os dois hemisférios cerebrais e 
está subdivididaem 4 regiões: Anterior para posterior (sentido 
crânio-caudal) 
 Rostro do corpo caloso 
 Joelho do corpo caloso 
 Tronco do corpo caloso 
 Esplênio do corpo caloso 
 
 
Nessa face interna do cérebro, próximo ao corpo caloso existem algumas estruturas que é possível diferenciar: 
Sulco do corpo caloso – demarca essa estrutura, sulco localizado ao redor do corpo caloso; 
Giro do cíngulo – Giro localizado em cima do corpo caloso, contornando-o. o giro do cíngulo está relacionado 
ao nosso comportamento de sobrevivência; ao atravessar uma rua, olhamos para os dois lados, se um carro 
estiver muito próximo não atravessamos, portanto, o giro do cíngulo está relacionado ao que definimos como 
segurança, também está relacionado ao comportamento de sobrevivência em relação a orientação no espaço 
e a identificação de qualquer estímulo possivelmente danoso; 
O giro do cíngulo também está relacionado a consciência corporal, sua orientação no espaço. 
Sulco do cíngulo – localiza-se a cima do giro do cíngulo 
Sulco calcarino – faz um ângulo com o sulco parieto-occipital, está localizado no lobo occipital; só é possível ser 
enxergado na face interna do cérebro e ele delimita as regiões do lobo occipital associadas com a percepção 
visual, córtex visual 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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III. NÚCLEOS E COMISSURAS (TELENCÉFALO) 
Toda a vez que for referido a um feixe de substância branca no cérebro, isso é o sinônimo de comissura; 
existem regiões fora do córtex cerebral de substância cinzenta, regiões essas onde vamos encontrar núcleos de 
neurônios. Essas regiões fora do córtex cerebral, isoladas, onde encontramos corpo celular de neurônio 
associado a substância cinzenta, chamamos de núcleo 
Temos um feixe de fibras nervosas associadas à nossa 
capacidade cognitiva (ao nosso aprendizado e memória), o 
fórnix. Ele fica localizados abaixo e lateral ao corpo caloso, ele 
forma uma espécie de orelha. 
 Na sua região anterior temos duas projeções arredondadas 
do fórnix que damos o nome de corpos mamilares; local do 
fórnix onde ficam localizados os corpos celulares dos neurônios 
(substância cinzenta - núcleo) 
 Se projetando para cima dos corpos mamilares e para baixo 
do corpo caloso temos as colunas do fórnix (feixe de substância 
branca - comissura) 
 Na parte horizonta do fórnix, temos o corpo do fórnix (feixe 
de substância branca - comissura) 
 Posteriormente temos os ramos do fórnix (feixe de substância branca - comissura) 
 Por último temos uma região de espessamento do fórnix, local onde ficam localizados os corpos celulares dos 
neurônios (substância cinzenta - núcleo) – hipocampo; principal região do cérebro relacionado ao aprendizado 
e consolidação de memória. Lesão de hipocampo leva a amnésia que pode ser dividida em: amnésia 
anterógrada (perda da memória recente, pessoas que sofreram acidentes, traumatismos que comprometeram 
o hipocampo e consequentemente não lembram do que aconteceram com ela. O paciente que tem esse 
tipo de amnésia esquece o que aconteceu ao longo do dia, no dia seguindo se você perguntar o que 
aconteceu no dia anterior ele não lembra) e amnésia retrógrada (consiste em uma perda de memória 
consolidada. Esse tipo de amnésia é muito mais difícil de acontecer do que a anterógrada porque a amnésia 
retrógrada afeta a memória que você adquiriu ao longo dos anos, esses pacotes de memória são formados e 
consolidados no hipocampo e distribuídos para outras regiões do cérebro. Sendo assim, a lesão para ocasionar 
esse tipo de amnesia tem que ser muito grave) 
 
OBS: o Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que não vai só comprometer o hipocampo como também 
todas as regiões do cérebro. No Alzheimer temos morte de neurônios havendo o afinamento do córtex cerebral, 
seus sulcos são muito mais largos e profundo do que um paciente normal; dentre os sintomas do Alzheimer está 
a perda de memória, mas também perda de controle de alguns membros como as mãos, dificuldade para 
engolir – alterações motoras pequenas, elas vão evoluindo e ficando mais evidentes quando afeta os neurônios 
do hipocampo e a primeira coisa que um paciente com Alzheimer perde é a memória recente (passando por 
um quadro semelhante ao da amnésia anterógrada 
 
Diretamente associado ao hipocampo, temos ainda os corpos amidaloides ou amídalas do cérebro – são 
núcleos de substancia cinzenta que também estão associadas à memória e ao comportamento de 
sobrevivência (identificação de um estímulo perigoso – bom senso – reconhecer pessoas perigosas, objetos 
perigosos). Lesão de amídala normalmente deixam a pessoa mais vulnerável a situações de perigo 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Núcleos da base: 
Locais de substancia cinzenta fora do córtex nós 
chamamos de núcleo. Por meio de uma corte coronal, 
mais ou menos localizado na metade do lobo frontal é 
possível observar regiões de coloração diferente no 
meio da substância branca, como se fossem ilhas de 
substância cinzenta, essas ilhas são os núcleos da base 
que vão formar o corpo estriado. Os núcleos da base 
que são divididos em: 
 Núcleo lentiforme 
 Núcleo caudado 
Nesses núcleos passam fibras que levam informações de somestesia, temperatura, dor até o giro pós-central. Da 
mesma forma que estão descendo informações desse córtex em direção a medula espinhal e em direção as 
raízes que controlam os nossos movimentos voluntários e os movimentos das nossas vísceras; o corpo estriado é 
fundamental para as vias ascendentes (levam a informação de sensibilidade) e vias descentes do cérebro (vias 
que trazem informação de mobilidade). Ele é um conjunto de núcleos da base, quando cortamos o cérebro no 
sentido coronal observamos 2 cavidades – os ventrículos laterais. Do lado de cada ventrículo lateral observamos 
um pequeno núcleo redondo que seria a cabeça do núcleo caudado 
Cabeça do núcleo caudado + núcleo lentiforme = corpo estriado 
Núcleo lentiforme vai ser formado por 2 núcleos grandes quase na orientação do lobo da insula. O mais lateral 
e mais escuro vai ser o putame; o núcleo mais próximo do plano medial e mais claro que o putame, temos o 
globo pálido (ele recebe esse nome porque em um corte coronal é possível observar que o globo pálido 
realmente possui uma coloração mais clara que os outros núcleos). Degenerações do putame causa a doença 
Huntington ou coreia de Huntington – coreia significa dança, nesse caso clinico o paciente apresenta 
movimentos espasmódicos semelhantes a uma dança 
OBS 1: quando ocorre alguma disfunção de algum desses 
núcleos, ocorrem doenças neurológicas que cursam com 
prejuízo da sensibilidade do paciente e da coordenação 
motora como a síndrome de tourette – falam coisas 
aleatórias ou movimentos espasmódicos. A síndrome de 
tourette é uma degeneração do globo pálido, esse núcleo 
está quase na altura do lobo frontal que é responsável pelo 
comportamento social – nossa colocação e um grupo 
social 
OBS 2: a história mais famosa é de Phineas Gage, um inglês 
que era mestre de obra de ferrovia no século XIX. Durante 
uma das construções ocorreu uma explosão e uma barra 
de ferro atravessou sua cabeça. Ele perdeu um globo ocular e lesionou o lobo frontal. Ele começou a apresentar 
um transtorno de personalidade após esse acontecimento, ele era uma pessoa calma, contida e depois passou 
a se comportar como uma pessoa agressiva, agitada. Toda essa modificação comportamental se deu pelo 
prejuízo do lobo frontal do cérebro 
OBS 3: as pessoas utilizavam essa referência anatômica do lobo frontal durante a primeira e segunda guerra 
mundial para fazer a lobotomia dos prisioneirosde guerra. Geralmente quando tinha algum paciente agressivo, 
geralmente psiquiátrico, que gerava um distúrbio na sociedade, ela era submetida a uma lobotomia que 
consiste em cortar a conexão do lobo frontal com o restante do cérebro. Esse paciente perdia parte dos núcleos 
da base, parte do sistema límbico e assim assumia um comportamento apático 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Juntos formam o corpo estriado 
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Cabeça do núcleo caudado vai estar diretamente associado ao corpo amidaloide, portanto também tem fibras 
que fazem parte da consolidação da memória e estimulo de sobrevivência; 
Existem um feixe de substancia branca, a capsula interna, que separa os núcleos da base de uma estrutura que 
faz parte do diencéfalo, o tálamo. 
Mais escuro e lateral encontramos o putame enquanto que o globo pálido se encontra mais medial e mais claro; 
O globo pálido pode ser subdividido em interno e externo, no interno encontramos o núcleo accumbens – ele 
está relacionado a paixão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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IV. CÉREBRO – DIENCÉFALO 
Diencéfalo são as estruturas relacionada com o 3° ventrículo; o cérebro possui cavidades que vão se formando 
a medida em que ele vai crescendo e girando sobre ele mesmo. Temos os ventrículos laterais que são os maiores 
e entre o tálamo existe uma cavidade muito estreita que é o 3° ventrículo. As estruturas relacionas ao terceiro 
ventrículo são as estruturas do diencéfalo, ele compreende exatamente a região ao redor desse ventrículo. 
Sobre as estruturas que formam o diencéfalo vale ressaltar o sulco hipotalâmico que delimita o tálamo do 
hipotálamo. 
 
Estruturas que fazem parte do diencéfalo: 
 Tálamo – fica localizado em cima do sulco hipotalâmico. 
O tálamo também está relacionado ao comportamento 
emocional, controla certas fases do sono como o ciclo de vigília 
– o sono compreende 5 estágios sendo o último o sono mais 
profundo, nos estágios iniciais do sono estamos muito suscetíveis 
aos estímulos do ambiente, esse é o estado de vigília. O ciclo de 
vigília é controlado pelo tálamo; além disso o tálamo envia e 
recebe várias fibras nervosas associadas a sensibilidade e a nossa 
mobilidade 
 Hipotálamo – localizado em baixo do sulco hipotalâmico. 
Associado ao hipotálamo temos a glândula da hipófise que é 
fundamental para o controle do eixo hormonal. Ela controla basicamente todas as funções do sistema endócrino 
como oxitocina, FSH, hormônio antidiurético, hormônio adrenocorticotrófico (controla as funções do cortisol 
produzido na glândula sobra renal), GH. Todo o eixo hormonal do organismo que envolve as funções que 
contribuem par aa homeostase são produzidos na hipófise 
e boa parte desses hormônios vão atuar sobre o 
hipotálamo. Sendo assim o hipotálamo controla 
basicamente tudo relaciona a homeostase como apetite, 
diurese – hidratação (controle do equilíbrio 
hidroeletrolítico), temperatura 
O hipotálamo tem um feixe de substância branca que é o 
túber cinério (posterior ao quiasma óptico) que vai se 
afunilando para penetrar na sela turca, esse afunilamento 
é chamado de infundíbulo que associa o hipotálamo a 
hipófise que se localiza na sela turca. 
 
 
OBS 1: é interessante urinar muito? Não, com isso podemos desidratar e perder uma série de íons como sódio, 
potássio, cálcio. Isso prejudica, por exemplo, a contração muscular – quando estamos deficientes em potássio 
sentimos câimbra, que é uma contração e uma degeneração momentânea da fibra muscular – pessoas que 
tomam diuréticos (hipertensas que fazem controle da pressão arterial usando diurético) normalmente precisam 
ser monitoradas com relação a quantidade de potássio, porque se perde muito vai prejudicar a contração 
muscular. Isso não é ruim só para a musculatura esquelética como também músculos do miocárdio, essa pessoa 
pode desenvolver uma insuficiência cardíaca, um colapso cardíaco por falta de potássio 
O hipotálamo controla a ingestão de água (1,5-2 litros de água), se houver uma ingestão excessiva de água 
você aumenta demais o volume sanguíneo, assim como a pressão artéria, essa pessoa fica suscetível a 
rompimento dos capilares. Pessoas que consomem êxtase geralmente ficam com muita sede – o êxtase atua 
sobre o hipotálamo justamente sobre o centro de controle da sede desregulando esse sistema. Essa pessoa 
começa a ingerir água descontroladamente, isso é muito perigoso pois vai atingindo volumes muito acima da 
capacidade dos rins processarem e filtrarem, sobrecarregando os rins ocorrendo um necrose hidrótica. Com um 
volume excessivo de água, ocorre o espessamento dos capilares e assim o extravasamento de água para os 
tecidos, a pessoa começa a ficar inchada devido à sobrecarga do rim, devido ao inchaço o tecido pulmonar 
é prejudicado, diminuindo as trocas gasosas ocasionando um edema pulmonar, água na pleura – esse inchaço 
é semelhante a um afogamento. 
 
 
 
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OBS 2: quando temos febre é devido a uma reação inflamatória em curso devido a invasão do seu organismo 
por uma bactéria, vírus, fungos que disparam a secreção de citosinas inflamatórias pelas células do sistema 
imune, algumas dessas citosinas tem ação sobre o hipotálamo que fazem a sua temperatura corporal subir. É um 
mecanismo de defesa uma vez que o aumento da temperatura serve para desnaturar as enzimas do patógeno 
e assim matar esse patógeno, entretanto, se a temperatura passar os limites de 40°C as suas proteínas serão 
desnaturadas e você pode morrer. 
 Subtálamo 
 Epitálamos – é a região posterior do tálamo, 
voltado para o lobo occipital. Possui a glândula pineal 
ou corpo pineal, ela é importante para produção do 
hormônio melatonina que é liberada nos estágios mais 
profundos do sono. Ajuda no relaxamento e controla 
o ciclo claro-escuro (ciclo circadiano – controle das 
atividades baseados na quantidade de luz solar). O 
ser humano é um animal diurno, nosso maior período 
de atividade é durante o dia e o período de descanso 
durante a noite quando a melatonina é liberada. A 
melatonina “avisa” para o cérebro quando a 
quantidade de luz está baixa e assim diminuir as 
atividades cerebrais para entrar em um período de 
sono e descanso. Por isso devemos dormir com o 
quarto escuro para estimular a liberação de 
melatonina e assim alcançar os estágios mais 
profundos do sono de forma mais rápida. 
A glândula pineal fica localizada na região mais posterior do tálamo, no epitálamo entre dois trígono, são os 
trígonos das habenulas 
 
O 3° ventrículo é uma cavidade pequena que é possível 
ser vista em um corte coronal (em córtex axiais é um pouco 
mais difícil). Essa cavidade fica justamente entre as 
porções do tálamo, quando cortamos o cérebro em corte 
sagital é possível observar um pequeno botão no tálamo 
chamado de aderência intertalâmica – local onde as duas 
porções do tálamo se conectam. O 3° ventrículo é essa 
pequena cavidade que fica ao redor dessa aderência 
intertalâmica 
Logo abaixo da aderência intertalâmica temos o sulco 
hipotalâmico e logo abaixo, o hipotálamo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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V. TRONCO ENCEFÁLICO 
É a estrutura do sistema nervoso que conecta o 
cérebro (as estruturas do encéfalo) com a medula 
espinhal. Anatomicamente o tronco encefálico é 
dividido em 3 regiões: Bulbo, Ponte e Mesencéfalo. 
Dotronco encefálico também estão saindo as raízes 
dos nervos cranianos que são importantes para a 
homeostase do nosso corpo. O núcleo desses 
nervoso se localizam tanto no bulbo, ponte ou 
mesencéfalo. Os nervos cranianos estão 
relacionados com uma série de funções do nosso corpo como por exemplo: sentidos, movimentação dos olhos, 
movimentação do trígono lateral do pescoço, sensibilidade geral e controle da funcionalidade das vísceras. 
 
VI. TRONCO ENCEFÁLICO – BULBO OU MEDULA OBLONGA 
O nome bulbo é dado porque essa estrutura é um espessamento 
da medula espinhal. 
O bulbo é a região localizada abaixo da ponte. Não existe um 
limite anatômico definido que demarca a separação de bulbo da 
medula espinhal, mas utilizamos com orientação o forame magno. 
Abaixo do forame magno o bulbo passa então a ser chamado de 
medula espinhal; a cima do forame magno temos, portanto, o bulbo. 
Na região anterior, é possível observar que o bulbo é dividido em 
fascículos (feixes). Temos o septo mediano-ventral localizado no meio 
do bulbo, dividindo essa estrutura em duas porções; as duas regiões 
mais dilatadas que se encontram laterais ao septo mediano são 
chamadas de pirâmides. 
As pirâmides são muito importantes porque nelas passam uma série de feixes nervosos relacionados com o 
controle dos músculos – controle da movimentação voluntária. Na pirâmide existe um feixe de fibras nervosas 
localizadas na horizontal cruzando entre uma pirâmide e outra, esse feixe é chamado de decussação das 
pirâmides. (Decussação = cruzamento de fibra nervosa); 
O controle da nossa movimentação, sensibilidade não é ipsilateral aos hemisférios cerebrais, ou seja, não 
acontece no mesmo hemisfério cerebral do lado lesionado. As fibras a medida em que vão crescendo, nessa 
decussação elas se cruzam e, portanto, tudo que estiver vindo do lado esquerdo dessa pessoa vai cruzar na 
decussação das pirâmides para ser processado no hemisfério direito. 
Lateral as pirâmides possuímos duas regiões que são mais largas/dilatadas que são as olivas que estão 
localizadas em ambos os lados. Por elas passam feixes de fibras nervosas também relacionados com a 
movimentação 
A região posterior do tronco encefálico é recoberta pelo cerebelo, para que o 
bulbo possa ser observado o cerebelo precisa ser retirado. 
É possível observar mais feixes que se continuam na medula espinhal, são os 
fascículos e tubérculos. 
Na vista posterior temos o septo mediano dorsal, laterais a esse septo temos 2 
fascículos de cada lado: Fascículo grácil e do lado desse fascículo temos o 
fascículo cuneiforme. Localizado bem na lateral, nós temos o funículo lateral; 
A medida em que esses fascículos vão alcançando as regiões mais altas do 
bulbo, eles também vão formar um espessamento que é como se fosse um 
pequeno nódulo, o tubérculo. Cada tubérculo formado vai levar o nome do 
fascículo associado a ele, portanto temos o tubérculo grácil e tubérculo cuneiforme. O único tubérculo que vai 
receber um nome diferente vai ser aquele formado pelo espessamento do funículo lateral, sendo chamado de 
tubérculo trigeminal – recebe esse nome por estar associado a uma das saídas do nervo trigêmeo 
O bulbo vai terminar nos tubérculos, depois disso, temos a ponte na região superior. 
 
Vista anterior do bulbo 
Vista posterior do bulbo 
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VII. TRONCO ENCEFÁLICO – PONTE 
A ponte é uma estrutura semelhante a um losango que está 
quase que completa recoberta pelo cerebelo; a parte superior 
desse losango é chamado de fossa romboide – recebe esse nome 
por estar localizada em uma região que se assemelha a um 
quadrilátero. 
Na fossa romboide é possível observar linhas da transversais que 
cruzam de um lado ao outro. Essas linhas são as estrias medulares, 
são pequenas projeções de tecido no final da fossa romboide que 
delimita o feixe de fibras nervosas que vão em direção ao cerebelo. 
As estrias medulares são feixes de substancia branca que 
conectam estruturas associadas a ponte e bulbo ao sistema 
nervoso periférico como vestíbulo coclear e facial. Essas estrias 
também vão conectar alguns núcleos existentes nessa região com 
o cerebelo 
 Nas laterais da ponte na vista posterior quando dissecamos o cerebelo, conseguimos ver 3 estruturas 
(feixes de fibras nervosas que se projetam) que servem para fixar o cerebelo em sua posição anatômica e 
associar o cerebelo ao sistema nervoso central. Essas estruturas são os pedúnculos cerebelares: pedúnculo 
cerebelar superior, pedúnculo cerebelar médio (o maior deles), pedúnculo cerebelar inferior. 
Na região inferior, abaixo das estrias medulares forma uma estrutura 
em forma de V que é uma projeção de tecido que faz um 
“contorno” na parte superior do bulbo. O vértice desse V recebe o 
nome de óbex. 
Na região anterior da ponte é possível ver um sulco, uma depressão 
na região medial que recebe o nome de sulco basilar – recebe esse 
nome porque a artéria basilar passa por aquela estrutura deixando 
a impressão dessa artéria na ponte. 
A ponte possui projeções laterais que dão origem ao pedúnculo 
cerebelar médio, portanto na região anterior da ponte, nas laterais 
temos os braços da ponte. 
 
VIII. TRONCO ENCEFÁLICO – MESENCÉFALO 
A cima dessa região da ponte, o que temos é o mesencéfalo. 
O mesencéfalo é caracterizado como uma região de transição do sistema nervoso central para o tronco 
encefálico. Ele não sofre grandes modificações durante o nosso desenvolvimento embrionário mantendo o 
mesmo nome desde a sua formação. 
Pelo mesencéfalo passa o aqueduto cerebral e na região anterior temos duas 
projeções de tecido que vão obliquamente para a lateral, esses são os 
pedúnculos cerebrais – estão associados ao cérebro, feixe de substância 
branca que conecta o cérebro ao tronco encefálico 
OBS: não confundir com os pedúnculos cerebelares da ponte! O nome 
confunde, mas não erra essa coisa! 
Na região posterior o que podemos observar são 4 projeções arredondadas 
chamadas de colículos: colículos superiores e colículos inferiores. Na lateral 
desses colículos o que temos é pedúnculo 
cerebral. Em cima dessas estruturas encontramos a glândula pineal (ou corpo 
pineal) que está associado ao diencéfalo. 
Nas laterais dos colículos encontramos 2 estruturas arredondadas: corpos 
geniculados – medial e lateral; esses corpos estão associados ao 
processamento da informação visual e informação de audição. O corpo 
geniculado lateral é uma continuação do nosso nervo óptico 
Corpo geniculado lateral – visão 
Corpo geniculado medial – audição 
 
 Em cima desse corpo pineal o que observamos é o tálamo, estrutura do diencéfalo (estrutura do cérebro). 
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Através de um corte transversal do mesencéfalo, um 
corte do tronco encefálico na altura do mesencéfalo 
e a observação pela vista inferior desse mesencéfalo 
podemos perceber regiões de substância branca e 
regiões de substância cinzenta. 
A região que parece duas faixas obliquas formando 
uma espécie de triangulo no mesencéfalo. Essa é a 
substância nigra ou substância negra – conjunto de 
neurônios que estão associadas ao controle 
voluntário do nosso movimento, a coordenação 
motora fina. 
 Caso clínico: caso você tenha a degeneração ou 
morte desses neurônios presentes na substância nigra, 
nós perdemos nossa coordenação motora se 
caracterizando como caso clínico da doença 
conhecida como mal de Parkinson. 
 Entre as duas faixas de substância nigra possuímos um núcleo, que é uma região arredondada de 
substância cinzenta formada por um conjunto de neurônios – núcleo rubro; ele também está relacionado ao 
controle do movimento,especialmente a contração voluntária, por ele passam feixes de fibras nervosas em 
direção aos músculos posturais, músculos do tórax, membro inferior e membro superior – basicamente a sua 
postura, coordenação motora para caminhar e movimentar os braços está passando pelo núcleo rubro. 
Nessa região é possível observar uma cavidade denominada de aqueduto mesencefálico ou aqueduto 
cerebral ou aqueduto de sylvius. Nesse aqueduto passa liquor dos ventrículos cerebrais em direção ao 4° 
ventrículo e a medula espinhal – todo o nosso sistema nervoso central está banhado por esse liquido 
cefalorraquidiano ou liquor. 
 
 
Essa região em que se encontra a substancia negra é basicamente o pedúnculo cerebral, portanto na 
imagem a cima, o corte foi feito na altura no pedúnculo cerebral para conseguirmos enxergar essa região na 
vista inferior. Esse local que podemos encontrar a substancia negra, o aqueduto mesencefálico e o núcleo rubro 
é o tegmento do mesencéfalo – o tegmento é o conjunto de tecido nervoso por onde saem as raízes nervosas 
que controlam a movimentação dos músculos (controle voluntário – vias descendentes da medula espinhal) – é 
anterior. 
A região localizada a cima do núcleo rubro é denominada tecto do mesencéfalo – região posterior do 
cérebro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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IX. CEREBELO 
Recebe esse nome porque antigamente ele era considerado um pequeno cérebro, entretanto as funções 
do cerebelo são bem menos amplas do que o cérebro. 
O cerebelo está associado principalmente a coordenação motora, as vias nervosas que chegam até o 
cerebelo são importantes para nos direcionar no plano do movimento, portanto ele te dá a orientação 
espacial e a coordenação para determinada direção 
 
Caso clínico: lesos no cerebelo cursam geralmente como lesões de marcha, a pessoa não consegue se 
movimentar em um plano pré-estabelecido. O seu cerebelo não consegue processar a informação e, portanto, 
essa pessoa não consegue se orientar no espaço. 
 
 
 
O cerebelo possui uma subdivisão muito particular, ele é dividido em lobos e lóbulos. Na imagem, 
conseguimos enxergar o cerebelo em uma vista posterior. 
 Possuímos uma estrutura denominada vermis do cerebelo que divide o cerebelo em duas metades (dois 
hemisférios – direita e esquerda). É um feixe de fibras nervosas bem visível, essa estrutura possui uma subdivisão 
própria, os lóbulos do vermis. 
 A divisão em lóbulos do cerebelo é feita por outra estrutura denominada flóculo do cerebelo que fica na 
transversal; tudo localizado anteriormente ao flóculo é chamado de lobo rostral do cerebelo; posterior ao flóculo 
temos o lobo caudal do cerebelo; o próprio flóculo é considerado um lóbulo do cerebelo, denominado lobo 
flóculo-nodular 
 
Se na prova prática tiver um alfinete no flóculo, você tem que escrever: flóculo/lobo flóculo-nodular 
 
 
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X. MEDULA ESPINHAL 
A partir do forame magno a estrutura que temos é a medula espinhal, ela que faz a ponte do sistema nervoso 
central com o sistema nervoso periférico. É nela que estão chegando e saindo os nossos nervos espinhais. 
Os nervos cranianos têm origem no encéfalo enquanto que os nervos espinhais têm origem e chegada na 
medula espinhal. 
 
A medula espinhal é caracterizada como um feixe de tecido nervoso 
alongado que passa por dentro do canal vertebral (formado pelos forames 
vertebrais). Quando estudamos vertebras da coluna, vimos que nem todos 
forames possuíam o mesmo tamanho em todas as regiões. As vertebras 
cervicais e lombares apresentavam maiores forames vertebrais, isso porque a 
medula é mais espessa nessas regiões. Sendo assim, concluímos que a medula 
espinhal não é um cilindro regular durante todo seu trajeto, apresentando 
espessamentos ao passar pela região cervical e pela região lombar – mas por 
que? Nessas regiões, na região cervical principalmente onde essa medula 
espinhal é mais grossa, ela está emitindo e recebendo nervos que vão para os 
membros superiores; o plexo cervical dá origem a nervos que controlam o 
diafragma (nervo frênico). 
Na região do tórax a medula espinhal é mais fina porque emitem ramos 
basicamente associados a estruturas do tórax, portanto são menos raízes 
nervosas chegando e saindo da medula espinhal. 
Na região lombar essa medula volta a ter seu espessamento uma vez que 
vamos ter a chegada e saída de nervos associados aos membros inferiores, 
portanto são mais terminações nervosas na região lombar. 
 
 A medula espinhal não está presente em todo o canal vertebral. Ela vai acabar na altura de L2; a partir 
da segunda vertebra lombar o que temos são múltiplas raízes nervosas denominada de cauda equina – até o 3° 
mês de gestação o crescimento da coluna e da medula espinhal se dá não mesmo ritmo. A partir do final do 3° 
mês chegando no 4° mês de gestação, a coluna cresce mais rápido do que a medula, então as raízes nervosas 
que estão fixadas nas vertebras da região lombar são puxadas junto com essas vertebras. Portanto essas raízes 
nervosas se alongam e a medula fica para trás, sendo assim, a partir de L2 temos um feixe de fibras nervosas 
chamada de cauda equina. 
 Essa característica anatômica é importante para a pulsão de liquor para identificação de diversas 
doenças do sistema nervoso, principalmente a meningite. A pulsão de liquor não pode ser realizada em qualquer 
local da medula, essa pulsão é SEMPRE feita na região LOMBAR, abaixo de L2 – why? Porque não vai correr o 
risco de transpassar a medula com a agulha uma vez que depois dessa vertebra o que temos é raiz nervosa, que 
é um filamento bem fino 
 
 A região onde a coluna vertebral se afunila e termina é chamado de cone medular. Continuando do 
cone medular existe um filamento denominado filamento terminal, ele e o que sobra das meninges que 
recobrem a medula espinhal. As meninges vão revestir as estruturas do encéfalo, toda a medula espinhal e parte 
das raízes nervosas que estão saindo pelo carnal vertebral, quando sai da coluna vertebral não tem mais 
meninge, só tem meninge no canal vertebral – entretanto as raízes nervosas da cauda equina não são mais 
recobertas por meninge. A meninge vai terminar no cone medular e se continua como um filamento único que 
é o filamento terminal. 
 Isso acontece porque a coluna cresce mais rápido do que a medula espinhal a partir do 4° mês de 
gestação, então aquele filamento de medula que ficou preso no cone medular se estica junto com as raízes da 
cauda equina deixando essa estrutura do filamento terminal 
 
Um corte na medula espinhal é possível observar substância branca 
e substância cinzenta, entretanto é invertido em comparação ao 
cérebro. No cérebro a substância cinzenta se localiza no córtex (na 
periferia) enquanto que a substância branca, dentro. Na medula 
espinhal é ao contrário, a substância cinzenta está no centro 
enquanto que a substância branca está em volta. 
A medula tem diferentes espessuras, portanto teremos diferentes 
disposições de substância cinzenta ao longo da medula espinhal. 
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A substância cinzenta forma um desenho chamado de H medular, entretanto esse H medular é muito 
mais grosso nas regiões cervicais e nas regiões lombares. S2 e S3 já são raízes nervosas e não mais a medula 
espinhal. Nas regiões torácicas o H medular é mais fininho. 
 
Na vista anterior conseguimos ver o septo (ou sulco) mediano ventral, que é uma fenda mais aberta, ela 
marca a frente da medula espinhal. Na região posterior conseguimos ver o septo (ou sulco) mediano dorsal que 
é mais fechado; as regiões do H medularque estão voltadas para a vista posterior da medula recebem o nome 
de cornos dorsais enquanto que as regiões do H medular localizadas na vista anterior são chamadas de cornos 
ventrais. Nas laterais temos os cornos laterais da medula 
 
A substância branca forma feixes na medula 
espinhal denominados de fascículos, esses vão se 
continuar até o bulbo. Na região posterior, tudo que 
estiver entre os cornos dorsais é fascículo grácil – próximo 
ao septo mediano dorsal – e fascículo cuneiforme 
(acompanha a divisão do bulbo). Nas laterais vão estar 
presentes os funículos laterais. 
Na região anterior no bulbo tínhamos estruturas 
denominadas de pirâmides, mas esses dois feixes de substancia branca (direito e esquerdo) que se encontram 
entre os cornos ventrais são chamados de funículos anteriores, eles são os únicos a não seguir o mesmo nome 
das estruturas do bulbo 
 
Nessa figura temos um corte transversal de medula na altura da intumescência cervical. Nela observamos 
o H medular composto por substância cinzenta, os cornos dorsais (ou colunas posteriores), cornos ventrais (ou 
colunas anteriores) e a substância branca que está presente entre esses cornos: na região anterior temo o 
funículo anterior – quando chegar no bulbo vai dar origem as pirâmides; nas laterais temos o funículo lateral e na 
região posterior localizado no meio do septo mediano posterior temos o fascículo grácil e depois o fascículo 
cuneiforme – vão continuar com esse mesmo nome até chegar no bulbo . 
A região anterior da medula espinhal está associada a coordenação motora, com as vias descendentes, 
controle dos músculos que estão relacionados com o movimento do nosso corpo; 
As regiões posterior e lateral estão relacionadas a nossa sensibilidade a dor, ao tato e a temperatura 
 
Lesões medulares: dependendo do grau da lesão, pode ser desde uma compressão medular na região anterior 
que gera uma dormência nos membros superiores por exemplo, mas não é o suficiente para comprometer a 
movimentação deles; um esmagamento medular na região posterior pode gerar uma alteração de 
sensibilidade, mas a movimentação é mantida; portanto conhecer a anatomia da medula espinhal e sua 
fisiologia é importante para conhecer e tratar as síndromes medulares. 
 Ao longo da medula espinhal, conectado a substância cinzenta nós temos as raízes nervosas que vão 
dar origem aos nervos espinhais. Os nervos espinhais estão associados a movimentação e sensibilidade do nosso 
corpo. O controle das vísceras que é derivado da medula está sobre ação do sistema nervoso simpático e 
sistema nervoso parassimpático 
O sistema nervoso simpático atua quando estamos em uma situação de estresse, nessas situações o nosso 
coração acelera. Essa aceleração da frequência cardíaca é determinada por raízes nervosas derivadas da 
medula espinhal; quando temos uma lesão completa de medula espinhal e 
esse paciente fica paraplégico o seu coração vai parar de bater? Não, isso 
porque o controle do ritmo cardíaco que determina a sua contração é 
realizado por um nervo vago, que é um nervo craniano. Então se a sua saída 
está intacta e não sofreu nenhuma lesão, então o coração, os pulmões e as 
vísceras abdominais continuarão a funcionar naturalmente. 
 
Apesar de termos 7 vertebras cervicais, temos 8 nervos cervicais porque o 
primeiro nervo cervical sai a cima de atlas (C1), o restante dos nervos sai na 
orientação das outras vertebras. Os nervos torácicos acompanham a divisão 
das vertebras torácicas, portanto temos 12 nervos torácicos. 
Os nervos lombares não vão acompanhar a divisão das vértebras lombares, 
mas sim a quantidade delas, temos, portanto, 5 nervos lombares. 
Originados na cauda equina, temos 5 nervos sacrais e 1 coccígeo 
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Essa figura é um mapa da sensibilidade determinada 
pelos nervos espinhais. Cada faixa de região colorida 
é denominada de dermátomo – uma faixa de pele 
ou musculatura associada que é suprida por um 
nervo espinhal correspondente. 
A sensibilidade da face da cabeça está de fora 
desses dermátomos porque são determinados 
principalmente por nervos cranianos; 
Os nervos espinhais vão suprir a região posterior da 
cabeça e o restante do corpo. 
 
Esse mapa é importante para os casos de dor referia, 
por exemplo casos de apendicite. O apêndice está 
localizado na região inferior do intestino grosso, no 
quadrante direito do abdome e apesar disso, tem 
paciente que relata dor ao redor do umbigo isso 
porque as raízes nervosas que suprem essa região do 
umbigo e do quadrante direito são muito próximas na 
medula, então o estimulo de dor que esta chegando 
no nervo associado a essa região do apêndice pode 
ser conduzido por proximidade pelo nervo que está 
próxima que supre uma região adjacente, como por 
exemplo no umbigo. 
 
 
A dor de infarto geralmente acontece em uma região que não está 
associada ao coração, geralmente no membro superior esquerdo. A 
pessoa tem uma sensação de repuxar o braço, dormência ou dor 
que é causado por uma distensão do pericárdio ou do miocárdio 
devido ao infarto. As raízes nervosas que estão suprindo o pericárdio 
de sensibilidade estão mais ou menos perto de T1 até T3, esses nervos 
estão muito próximos do 5° nervo cervical. Então o estimulo elétrico 
que está chegando na medula por meio desses nervos pode acabar 
se dissipando para a 5° raiz cervical atingindo o membro superior 
 
Nessa figura é possível observar a distribuição da coluna e o 
crescimento da coluna e da medula espinhal. A coluna cresce mais 
do que a medula espinhal, então suas raízes nervosas são puxadas 
para baixo. O 12° nervo torácico já está saindo na altura de L1 isso 
porque a coluna puxou essa raiz nervosa para baixo, isso se reflete no 
mapa dos dermátomos - as estruturas de pele e músculos associados 
as 12° nervo torácico está localizado bem embaixo do abdome e 
não mais no tórax. 
 
 A medula espinhal, como falado antes, possui regiões onde sofre 
espessamento. Essas regiões são chamadas de intumescência: 
intumescência cervical – região de espessamento na região cervical 
e intumescência lombar – região de espessamento da medula 
espinhal. 
 
 
 
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XI. MENINGES 
Meninges são as membranas que revestem todo o sistema nervoso 
central: cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal. 
Temos 3 folhetos de meninge, de fora para dentro temos 
especificadamente – dura-máter, aracnoide e pia-máter 
Um corte de cabeça temos o osso, o periósteo associado a ele, 
embaixo temos a dura-máter (meninge mais resistente que forma o 
saco dural), aracnoide e por último a pia-máter (está em intimo 
contato com o tecido nervoso, é muito difícil dissociar essa camada 
do cérebro e da medula espinhal, reveste todos os giros e sulcos 
cerebrais se refletindo para dentro desses). 
 Na embriologia, no início do desenvolvimento do sistema 
nervoso central, temos 2 folhetos de meninge: paquimeninge e leptomeninge; 
A paquimeninge vai dar origem a dura-máter enquanto que a leptomeninge vai dar origem a aracnoide e pia-
máter. A aracnoide recebe esse nome por possuir uma serie de veias e artérias associadas a ela, então quando 
olhamos para a aracnoide ela possui um desenho que lembra uma teia de aranha. A aracnoide vai se 
desenvolver a partir da leptomeninge a medida que a vascularização do sistema nervoso vai crescendo. 
 Entre os folhetos de meninge está circulando o liquor ou liquido cefalorraquidiano, esse liquido serve para 
absorver impacto (choques mecânicos que possamos ter na cabeça ou coluna), lubrificar todas essas estruturas 
e evitar o atritode uma meninge com a outra ou da meninge com os ossos. 
 
Dura-máter 
 Em um corte coronal de cabeça conseguimos ver osso, a díploe – quando dissecamos a díploe 
conseguimos ver uma série de veias diploicas. Abaixo dos ossos da caixa craniana conseguimos ver as meninges: 
a primeira que conseguimos ver é a dura-máter; 
A dura-máter é riquíssima em fibras colágenas, é um tecido conjuntivo denso e muito resistente a tração. Faz a 
proteção mecânica do sistema nervoso. A aracnoide e a pia-máter são mais finas e delicadas. 
 A dura-máter é importante para a drenagem tanto do liquor quanto para a drenagem venosa do sistema 
nervoso central. No encéfalo nós não temos veias profundas isso porque quem faz a drenagem venosa do 
encéfalo, principalmente do cérebro, são os seios da dura-máter 
 
A dura-máter acompanha a divisão de hemisférios do cérebro e 
do cerebelo, ela se infiltra para dentro da fissura longitudinal e na 
região entre o cérebro e o cerebelo ajudando a dividir um do outro. 
Portanto acompanha toda a face supero-externa do cérebro e do 
cerebelo. 
A princípio o que observamos é que a dura-máter forma uma série 
de pregas: 
 Foice do cérebro - Acompanhando a fissura longitudinal do 
cérebro se projetando para dentro dela, ao cortar no plano sagital 
forma um desenho com formato de foice 
 Tenda do cerebelo - prega da dura-máter que se infiltra na 
região entre o cérebro e o cerebelo formando uma espécie de 
toldo em cima do cerebelo. 
Obs: é importante saber a localização da tenda do cerebelo 
especialmente para trauma de cabeça, quando o paciente sofre 
um trauma na região posterior da cabeça como em casos de 
fratura de occipital. A área lesionada para ser relada utiliza-se 
como orientação sua localização em relação a tenda do 
cerebelo: domínio supratentorial se localiza a cima da tenda do cerebelo e domínio infratentorial 
 Foice do cerebelo - acompanhando a divisão de hemisférios no cerebelo, essa prega de dura-máter se 
infiltra em direção ao vermis do cerebelo 
 Diafragma da sela - Região mais anterior, no final da foice do cérebro temos um revestimento do assoalho 
da fossa anterior do crânio. É uma prega de dura-máter que recobre a hipófise na sela turca 
 
 
 
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Seios da dura-máter 
Junto as pregas da dura-máter, temos estruturas representadas de azul que são os seios da dura-máter. 
Esses seios são pregas da dura-máter revestido por células endoteliais formando uma espécie de veia rudimentar. 
Elas recebem esse nome de seio porque tem um calibre muito maior do que de uma veia e sua constituição é 
diferente, por fora são revestidas de dura-máter e dento por células endoteliais; esses seios recebem o sangue 
drenado das regiões mais profundas do cérebro e do cerebelo 
 Seio sagital superior - recebe esse nome 
por estar bem abaixo da sutura sagital; é o maior seio da 
dura-máter se localiza na região superior do cérebro 
acompanhando toda a foice do cérebro e toda a fissura 
longitudinal. 
 Seio sagital inferior - na região da foice do 
cérebro, em cima do corpo caloso 
 Seio reto - em cima da tenda do cerebelo, 
esse seio vai em direção a região posterior da cabeça; 
nessa região da tenda do cerebelo temos o encontro do 
seio sagital superior, seio reto e dos seios que passam nas 
laterais da cabeça (laterais da tenda do cerebelo) – essa 
região de encontro dos seios é chamada de confluência 
dos seios 
 Seios transversos - ele recebe esse nome 
por estar na horizontal e está passando em cima da 
tenda do cerebelo, nas laterais da tenda do cerebelo, ele continua por toda essa tenda e vai perfurar a dura-
máter e faz um S na lateral da fossa posterior do crânio; ao fazer esse S ele vai em direção a um forame na fossa 
posterior do crânio que o forame jugular. A partir do forame não tem mais seios da dura-máter e sim a veia jugular 
interna. 
 Seio sigmoide - é um seio em forma de S que ao passar pelo forame jugular recebe o nome de 
veia jugular interna. A veia jugular interna não vai ter dura-máter revestindo, mas sim uma adventícia que é um 
tecido característico de veia com fibra elástica e colágena 
 Seios cavernosos - passam na lateral do corpo do esfenoide; ao redor da sela turma tem uma 
espécie de “malha” que compreende um complexo de seios, essa malha recebe o nome de plexo venoso 
basilar – recebe esse nome porque logo abaixo dessa malha encontramos o clivo por onde passa a artéria basilar 
 Seios petrosos - localizados nas laterais, são seios mais finos 
 
OBS: A importância desses seios cavernosos, seios petrosos e plexo venoso basilar se dá pelo fato de que eles 
estão localizados na base do crânio, na fossa média e anterior. Esses seios se comunicam com uma série de 
pequenas veias que são tributárias da veia facial. 
Quando ocorre uma fratura de crânio, ruptura de veia facial ou abcesso na face, cavidade oral ou nasal algum 
patógeno pode entrar e alcançar algumas dessas tributarias da veia facial e chegar nos seios cavernosos, no 
plexo venoso basilar ou nos seios petroso. Ao atingir essas estruturas, esse patógeno vai promover uma 
inflamação na dura-máter que está bem próxima do sistema nervoso central, portanto esse paciente pode 
desenvolver uma encefalite. 
Uma sinusite bacterina não tratada pode promover um desgaste dos seios da face e gerar uma pequena fratura. 
Por meio desse canal o patógeno pode alcançar as veias tributárias da veia facial e chegar aos seios venosos 
da dura-máter 
 
Aracnoide 
 Encontramos estruturas relacionadas a drenagem do 
liquor. O liquor precisa ser drenado pois caso contrário, ele 
aumenta sua concentração e começa a comprimir o cérebro. 
Ela recebe esse nome por ter uma série de veias e algumas 
artérias passando por essa meninge e assim o seu desenho 
lembra uma teia de aranha. A principal veia que passa pela 
aracnoide é a veia cerebral media – drena a maior parte do 
sangue da superfície do cérebro 
 
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 Na aracnoide existem estruturas fundamentais para a 
drenagem do liquor que são as cisternas aracnoides – elas 
recebem o liquor produzidos nos ventrículos cerebrais. 
 
Ao cortar o cérebro em um plano coronal conseguimos ver duas 
cavidades nessa região. Essas duas cavidades são os ventrículos 
laterais, eles são separados por uma pequena porção 
membranosa chamada de septo pelúcido; os ventrículos 
laterais se encontram abaixo e na lateral do corpo caloso, eles 
são os maiores ventrículos que possuímos então é onde a maior 
parte do liquor é produzido. 
O ventrículo possui um revestimento especial é o plexo coroide 
que é rico em células ependimárias que são especializadas na 
produção de liquor, ele reveste os ventrículos laterais, 3° e 4° 
ventrículo. Esse é um liquido incolor, uma solução de sais como cloreto de sódio, magnésio sendo uma solução 
isotônica que serve para banhar todo o nosso sistema nervoso central, nosso canal vertebral e amortecer os 
impactos nessa região. O liquor é produzido nos plexos coroides a conduzidos para a aracnoide. 
 
Os ventrículos laterais vão estra na lateral do corpo caloso 
O 3° ventrículo vai estar localizado entre as porções do tálamo 
O 4° ventrículo vai estar localizado anterior ao cerebelo, posterior 
a ponte 
Em todos esses ventrículos temos um desenho vermelho 
simbolizando o plexo coroide e uma serie de setas que são 
pequenos canais/vasos especializados na distribuição do liquor 
através do sistema nervoso central. Esse liquor através desses 
canais é direcionado para a aracnoide e vai se acumular nas 
bolsas da aracnoide denominadas cisternas aracnoides: 
Cisterna pontina –localizada na frente da ponte 
Cisterna cerebelar ou cerebelo-bulbar – localizada em baixo do 
cerebelo 
Cisterna do corpo caloso – localizada a cima do corpo caloso 
Abaixo da dura-máter, na direção do seio sagital superior temos 
um espaço subaracnóideo, que é um espaço entre o cérebro e 
o osso. Nessa região o liquor circula 
A aracnoide possui uma série de granulações aracnoides que 
estão em contato como os seios da dura-máter; portanto o liquor produzido nos ventrículos no plexo coroide é 
direcionado para as cisternas aracnoides, que passam para as granulações aracnoides que estão em contato 
com os seios da dura-máter; quando o liquor chega nas granulações, ele goteja para esses seios venosos e cai 
na circulação venosa, e assim o liquor é drenado na circulação venosa. 
OBS: É importante o liquor ser direcionado para as cisternas aracnoides porque ele não pode acumular nos 
espaços entre as meninges. Caso isso aconteça o tecido cerebral vai se comprimir, colapsa podendo levar a 
lesões. 
Se o liquor acumular nos seios da dura-máter, cisternas da aracnoide o tecido nervoso colapsa assim como 
qualquer defeito associado as cisternas da aracnoide, seios da dura-máter ou uma má formação determina 
uma doença conhecida como hidrocefalia – nesse caso há um aumento da pressão intracraniana e da pressão 
do carnal vertebral associados a uma disfunção da drenagem do liquor. 
Temos granulações aracnoides relacionadas com outros seios, entretanto com o seio sagital superior que é o 
maior, vai ter muito mais granulações 
 
Circulação do liquor – O liquor produzido nos ventrículos laterais para chegar no 3° ventrículo, ele precisa 
atravessar o forame interventricular de monro. Ao chegar no 3° ventrículo ele atravessa o aqueduto cerebral (ou 
aqueduto de sylvius) e vai em direção ao 4° ventrículo. Ao chegar no 4° ventrículo vai atravessar a abertura 
mediana (ou aberturas de magendie ou forame de magendie) até chegar na medula espinhal. Através das 
aberturas laterais (ou aberturas de luschka) esse liquor sobe e circula no encéfalo. 
Qualquer obstrução nessas estruturas, principalmente no 4° ventrículo, causa um acumulo de liquor no cérebro 
e a pressão aumenta causando hidrocefalia. 
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Espaços entre as meninges: 
Entre a coluna ou crânio com a dura-máter temos o espaço epidural ou extradural 
Entre a dura-máter e aracnoide temos o espaço subdural 
Entre a aracnoide e a pia-máter temos o espaço subaracnóideo 
É importante conhecer esses espaços para as anestesias, pulsão de liquor e principalmente lesões e hematomas 
que possam acometer esses espaços. 
 
Meningite 
Meningite é uma inflamação das meninges que revestem o sistema nervoso central e medula espinhal, é 
mais comum em crianças e a sua forma mais grave é causada por uma bactéria. Existe vacina para meningite 
hoje na rede pública e é importante a vacinação de crianças porque é uma doença potencialmente fatal e 
quando não mata, tem grandes chances de deixar sequelas. Ela leva a uma necrose dos vãos periféricos dos 
membros o que leva a perda desse membro 
A meningite também pode ser viral como a meningite herpética causado pelo vírus da herpes, quando 
um paciente tem alguma imunodeficiência esse vírus da herpes sofre uma reativação e volta a se proliferar 
podendo chegar nas meninges e causar uma inflamação. Entretanto as meningites virais são menos fatais do 
que as bacterianas. 
Uma paciente que é positivo para a herpes genital não pode ter parto normal e se antes do parto for 
identificado bactérias strepto cocos agalactiae essa mulher também não pode fazer parto normal isso porque 
a criança tem um sistema imunológico muito deficiente ainda, portanto ela pode ser contaminar com o vírus da 
herpes genital com o strepto cocos agalactiae e eles atingem o sistema nervoso central. No pós-parto essa 
criança pode vir a desenvolver meningite 
 
Sintomas de meningite em crianças: febre alta (a cima de 40°C), fotofobia, prostrada e rigidez da nuca 
Sintomas da meningite em adultos: a febre não é tão alta, apresenta rigidez na nuca e vômito em jato 
A pulsão de liquor é realizada abaixo de L2, normalmente quando um paciente tem meningite a pulsão do liquor 
está aumentada então na hora da pulsão o liquor espirra. O liquor é um liquido transparente e incolor, se esse 
liquido vem sanguinolento ou amarronzado com pus podemos identificar como meningite bacteriana 
 
Anestesia peridural e raquidiana 
A anestesia raquidiana é dada em partos de cessaria. O espaço em que 
a anestesia é aplicada é no espaço subaracnóideo (entre a aracnoide e 
a pia-máter). A anestesia tem que ser nesse local para que o bloqueio 
ocorra de forma correta nos nervos espinais que vão em direção a parte 
inferior do abdome, pelve e membro inferior. São várias camadas de 
tecidos para serem cortadas: pele, fáscia, músculo, tecido adiposo, 
perimétrio, miométrio, endométrio, placenta 
 
A anestesia raquidiana é dada nos casos de parto normal para a mulher 
não sentir tanta dor. Ela é aplicada no espaço epidural que é fora da 
dura-máter, pegando só as raízes nervosas, portanto o bloqueio dos nevos 
dessa região é um pouco mais leve tanto que o efeito passa muito mais rápido do que a raquidiana. 
 
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XI. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO – NERVOS CRANIANOS 
Nervos cranianos são a parte craniana do sistema nervoso periférico, isso quer dizer que todos esses nervos 
possuem uma saída no crânio (no sistema nervoso central – encéfalo); os núcleos desses nervos cranianos, ou 
seja, os neurônios que dão origem aos nervos cranianos vão estar situados no cérebro, na ponte, mesencéfalo. 
Esses nervos são pares e são numerados em romanos. Na prova você tem que colocar o número do par, você 
pode colocar o número do par e não colocar o nome do nervo, mas você NÃO pode colocar o nome dele sem 
colocar o número romano do par correspondente. 
 
Os nervos cranianos são classificados em: 
 Nervos motores puros – relacionados com a movimentação de estruturas, no caso, os nervos motores 
puros estão relacionados a movimentação do globo ocular; abrange os nervos III, IV e VI (oculomotor, 
troclear e abducente) – são nervos que movimentam o globo ocular, suprem os músculos associados ao 
globo ocular responsáveis pela sua movimentação; essa musculatura ajusta o globo ocular ao 
movimento da cabeça o tempo inteiro, fazemos isso em nível inconsciente e consciente 
OBS: lesões nesses nervos normalmente estão associadas ao estrabismo, quando um ou os dois olhos estão 
desviados do plano mediano, essa pessoa tem dificuldade de focalizar um objeto 
Nistagma é outro tipo de caso onde temos uma dificuldade de manter o globo ocular parado, ele pode 
“balançar” e sair da posição mediana. Pode estar associado a uma compressão dessas raízes nervosas ou uma 
disfunção, uma disfunção no cerebelo ou por aumento na pressão do globo ocular. 
 Nervos sensitivos puros – são nervos sensoriais associados a percepção de algum sentido; I, II e VIII pares 
de nervos cranianos 
 Nervos mistos – estão relacionados a sensibilidade como a dor, tato, temperatura; estão associados aos 
sentidos (como o paladar), portanto também levam informações sensoriais; e por fim, estão associados 
a movimentação, sendo assim, são nervos motores e sensitivos; V, VII, IX e X 
 
Temos ainda 5 pares de nervos cranianos que estão associados ao 
sistema nervoso autônomo vegetativo, manutenção das nossas 
funções basais, esses nervos são: oculomotor (III), facial (VII), 
glossofaríngeo (IX), vago (X) e acessório (XI). São importantes para 
manter os reflexos básicos do nosso corpo, mesmo quando 
estamos em estadode inconsciência como no estado de coma. 
Nervo oculomotor (III) – responsável pelo reflexo de contração e 
dilatação das pupilas 
Nervo glossofaríngeo (IX) – deglutição, capacidade de engolir, 
reflexo de engasgo ou ainda de regurgitação 
Nervo vago (X) – está associado ao funcionamento das vísceras 
Nervo acessório (XI) – além de suprir o ECOM, trapézio e os 
músculos do trígono lateral do pescoço, ele também supre os 
músculos da orelha mantendo algum nível de movimentação 
 
Os nervos cranianos são: 
I. Nervo olfatório – responsável pela percepção do olfato; 
O nervo olfatório está apoiado sobre a placa cribiforme do osso 
etmoide, na fossa anterior do crânio, ele envia seus fascículos 
nervosos através dos forames dessa placa. Uma fratura de placa 
cribiforme esses fascículos serão cortados e interromper a 
passagem de estimulo olfatório e assim esse paciente tem o caso clinico de anosmia. O nervo olfatório também 
pode ser chamado de bulbo olfatório, ele envia suas terminações nervosas para uma região de córtex que é 
conhecida como rinencéfalo – essa é a região de córtex cerebral relacionada ao processamento da informação 
de cheiro; essa região compreende alguns lobos cerebrais como parte do lobo temporal e do lobo frontal. 
Localização do bulbo olfatório: quando dessecamos o cérebro e olhamos ele debaixo, na vista inferior, bem 
abaixo ao lobo frontal e paralelo a fissura longitudinal encontramos o bulbo olfatório apoiado sobre a placa 
cribiforme ou crivosa. 
É um nervo sensitivo puro, relacionado ao olfato. Ele não leva estímulos de dor, de tato, temperatura ou 
mobilidade. 
 
 
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II. Nervo óptico – responsável pela informação da visão; 
Está passando pelo canal óptico localizado na fossa anterior do crânio, na asa menor do osso esfenoide; o nervo 
óptico vai se unir em uma região localizada na fossa média em cima do corpo do esfenoide em cima de sela 
turca, no quiasma óptico. Esses nervos vão se cruzar nessa região, isso quer dizer que o nervo óptico associado 
ao globo ocular direito vai ser processado pelo hemisfério esquerdo do cérebro, no lobo occipital. 
É um nervo sensitivo puro, portanto se o nervo for lesionado, a visão é afetada, entretanto a movimentação do 
globo ocular permanece assim como a sensibilidade. 
 
 
III. Nervo oculomotor – relacionado com a movimentação do globo ocular suprindo os músculos 
relacionados ao seu movimento 
O nervo oculomotor (III), nervo troclear (IV) e nervo abducente (VI) estão relacionados a esse movimento do 
globo ocular. Ao dissecar a orbita encontramos feixes de fibras musculares que se prendem no globo ocular, 
essas fibras musculares se encurtam e se alongam, com isso conseguimos movimentar nossos olhos. 
O nervo oculomotor vai suprir o músculo reto superior, reto medial e reto inferior – os músculos do globo ocular 
são feixes de fibras que estão todas orientadas para o fundo da orbita e movimentam os olhos para cima, baixo, 
para o lado e para o plano mediano 
A passagem do oculomotor, troclear e abducente é a mesma, fissura orbitária superior localizada no fundo da 
orbita; elas estão localizadas na fossa média do crânio 
É um nervo motor puro 
 
IV. Nervo troclear – relacionado com a movimentação do globo ocular suprindo os músculos relacionados 
ao seu movimento 
O nervo troclear supre a musculatura obliqua do olho, localizado na lateral; a musculatura obliqua serve para 
estabilizar o movimento no globo ocular – a classificação de músculos sinergistas são aqueles que fixam a 
inserção do músculo principal e aumenta a eficiência do movimento, essa é a função do músculo obliquo: ele 
fixa e da sustentação para o globo ocular e garante maior eficiência da movimentação dos músculos retos 
É um nervo motor puro 
 
 
V. Nervo trigêmeo 
 
 
VI. Nervo abducente – relacionado com a movimentação do globo ocular suprindo os músculos 
relacionados ao seu movimento 
É um nervo motor puro 
 
VII. Nervo facial 
 
VIII. Nervo vestibulococlear – supre as estruturas do ouvido interno, nosso labirinto, a cóclea. Ele é responsável 
não só pela audição, mas também com o nosso sentido de equilíbrio 
 
IX. Nervo glossofaríngeo – supre os músculos da faringe 
 
X. Nervo vago 
 
XI. Nervo acessório – faz o suprimento da musculatura do trígono lateral do pescoço, especialmente o ECOM 
e trapézio 
OBS: lesões em um dos nervos acessórios temos o caso de torcicolo congênita onde o pescoço pode ficar 
contraído; ou ainda, se essa lesão for mais leve e nos 2 nervos, esse paciente não vai conseguir fazer a rotação, 
flexão da cabeça, flexão lateral e extensão (auxiliado pelo trapézio) 
 
XII. Nervo hipoglosso – o radical “glosso” na anatomia significa língua; esse nervo está associado a 
movimentação da língua, ele não está associado a sensibilidade da língua ou paladar

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