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QUESTÕES DO ENADE COMENTADAS 
 
 
 
Curso: 
FISIOTERAPIA 
 
 
 
Organizador(es): 
Prof. Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
QUESTÃO Nº 11 
Autor(a): Cláudio Lísias Monteiro da Cruz 
QUESTÃO Nº 12 
Autor(a): Maysa Ferreira Martins Ribeiro 
QUESTÃO Nº 13 
Autor(a): Gabrielly Craveiro Ramos 
QUESTÃO Nº 14 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
QUESTÃO Nº 15 
Autor(a): Dalley César Alves 
QUESTÃO Nº 16 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
QUESTÃO Nº 17 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
QUESTÃO Nº 18 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
QUESTÃO Nº 19 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
QUESTÃO Nº 20 
Autor(a): Patrícia Leite Álvares Silva 
QUESTÃO Nº 21 
Autor(a): Fabiana Pavan Viana 
QUESTÃO Nº 22 
Autor(a): Erikson Custódio Alcântara 
QUESTÃO Nº 23 
Autor(a): Gabriella Assumpção Alvarenga 
QUESTÃO Nº 24 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
QUESTÃO Nº 25 
Autor(a): Cejane Oliveira Martins Prudente 
QUESTÃO Nº 26 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
 
QUESTÃO Nº 27 
Autor(a): Adroaldo José Casa Junior 
QUESTÃO Nº 28 
Autor(a): Francine Aguilera 
QUESTÃO Nº 29 
Autor(a): Fabiana Pavan Viana 
QUESTÃO Nº 30 
Autor(a): Dálley Cesar Alves 
QUESTÃO Nº 31 
Autor(a): Valéria Rodrigues Costa de Oliveira 
QUESTÃO Nº 32 
Autor(a): Zíngarah Májory Tôrres de Arruda 
QUESTÃO Nº 33 
Autor(a): Elizabeth Rodrigues de Morais 
QUESTÃO Nº 34 
Autor(a): Adriana Marcia Monteiro Fantinati 
QUESTÃO Nº 35 
Autor(a): Zíngarah Májory Tôrres de Arruda 
QUESTÃO Nº 36 
Autor(a): Adroaldo José Casa Junior 
QUESTÃO Nº 37 
Autor(a): Priscila Valverde Oliveira Vitorino 
QUESTÃO Nº 38 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
QUESTÃO Nº 39 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
QUESTÃO Nº 40 
Autor(a): Fabiana Pavan Viana 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO Nº 11 
O tecido conjuntivo forma uma rede contínua responsável pelas relações espaciais entre as 
células, os tecidos e os órgãos do corpo. Os constituintes do tecido conjuntivo são quase 
sempre os mesmos: fibras (colágenas, elásticas e reticulares); substância fundamental amorfa 
ou matriz extracelular, e células. As características do tecido conjuntivo dependerão da função 
de cada região. A combinação de proporções específicas dos constituintes resulta em tipos de 
tecido conjuntivo estruturalmente diferentes, com propriedades mecânicas próprias: o frouxo 
ou areolar e o denso. São os estresses mecânicos da atividade motora normal que determinam a 
constituição do tecido conjuntivo. 
A partir das informações acima, avalie as afirmações a seguir. 
I. O tecido conjuntivo frouxo adapta-se com o encurtamento e contração de suas fibras caso 
não haja movimento adequado, como no caso de uma imobilização. 
II. As cicatrizes são formadas por tecido denso e sem orientação, se não forem submetidas a 
estímulos mecânicos. 
III. As fáscias musculares estão em continuidade com os tendões e aponeuroses musculares, 
formando um sistema interligado, adaptado à transmissão de tensões mecânicas. 
IV. As diversas fases do processo de reparo do tecido conjuntivo não interferem na redução do 
risco de recidiva das lesões musculoesqueléticas. 
V. O tecido conjuntivo pode apresentar maior proporção de fibras e se tornar denso se houver 
necessidade de resistência. Se a resistência é requerida em direção preferencial, haverá 
orientação das fibras colágenas segundo esta orientação. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
 
A) I, II, III e IV 
B) I, II, III e V 
C) I, II, IV e V 
D) I, III, IV e V 
E) II, III, IV e V 
 
Gabarito: Letra B 
 
Tipo de questão: Objetiva 
 
Conteúdo avaliado: Tecido Conjuntivo 
 
Autor(a): Cláudio Lísias Monteiro da Cruz 
 
Comentário: 
Em primeiro lugar, é bom destacar que esta questão foi muito bem elaborado, 
mostrando a necessidade de conhecimentos multidisciplinares, por parte dos acadêmicos 
de fisioterapia. 
 
Quem não tem uma boa base de histologia, anatomia, fisiologia e clínica, não tem condições de 
responde-la correta. 
 
Em segundo, consideremos a necessidade do fisioterapeuta ter, em sua 
formação, conhecimento sobre terapias manuais no trabalho específico do tecido conjuntivo, 
local de desenvolvimento de diversas doenças incapacitantes e deformantes, portanto 
disfuncionais. 
 
Autores com Bloom- Fawcet falam da histologia, inclusive destacando que as fibras 
reticulares do TC, possivelmente sejam fibras de colágeno ou elastina, que ainda 
se encontram em fase de maturação, aguardando os depósitos de licina ou valina 
que as definirão como um, ou outro tipo de fibra. 
 
Também é bom destacar que a Osteopatia de Leon Chaitow, estudando a manipulação do TC, 
conclui que o tensionamento, em suas diversas maneiras, é um fator determinante na 
organização do tecido conjuntivo. 
 
Amélia Pascoal Marques também demonstrou o que ocorre com o tecido 
conjuntivo imobilizado em tensão e sem tensão, destacando a desorganização de TC não 
posicionado, portanto a perda das funções, quando em aproximação de suas fixações. 
Para Ida Rolf, bioquímica estudiosa da manipulação do TC, é com a mão que o terapeuta 
atento, treinado e embasado cientificamente, consegue fazer a liberação mio-fascial. 
Para exercer suas funções estruturais e imunológicas, o TC precisa estar bem organizado, 
 sem sobreposições e aderências, que impeçam o livre deslocamento do líquido lacunar, 
que faz a osmose ser uma realidade mantenedora e restauradora da vida celular. 
A reparação adequada de órgãos e tecidos diversos do corpo humano, portanto, depende da boa 
condição do TC que os envolve, forma, fixa, protege, une, nutre e muito mais. 
Desta forma, o TC precisa ser corretamente mobilizado ou mesmo imobilizado, normalmente 
em posição de "alongamento", para que ocorra reparação e diminuição de risco de recidiva de 
lesão musculoesquelética. 
 
A teoria do "icosaedro" de tensão, fala da continuidade da fascia com as aponeuroses 
musculares, mostrando que as tensões são transmitidas a todas as estruturas interligadas, tanto 
quando corretamente desencadeadas, quanto em acidentes ou posturas e gestos inapropriados. 
Os estímulos tensionais lentos, graduais e progressivos, tornam o TC mais livre e organizado, 
enquanto os contínuos e frequentes, provocam uma resposta em densificação tecidual, muitas 
vezes protetora e funcional. 
 
Referências: 
 
QUESTÃO Nº 12 
No estudo do córtex cerebral, é abordada a consolidação da aprendizagem/reaprendizagem 
motora. Algumas estratégias mimetizam ações pelo pensamento e outras envolvem observação 
do ato motor. As propostas que geram plasticidade adaptativa cortical favorável à recuperação 
funcional envolvem 
 
A) imagética e abordagem da reaprendizagem motora. 
B) conceito Bobath e conceito de aprendizagem motora. 
C) prática mental e sistema cortical de neurônios espelho. 
D) método de facilitação neuromuscular proprioceptiva e conceito Bobath. 
E) Abordagem da reaprendizagem motora e facilitação neuromuscular proprioceptiva. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Tipo de questão: Objetiva 
 
Conteúdo avaliado: Neurologia 
 
Autor(a): Maysa Ferreira Martins Ribeiro 
 
Comentário: 
O córtex motor é capaz de se reorganizar e de se adaptar em resposta a inúmeras perturbações. 
 
Essa capacidade é conhecida como plasticidade e é refletida pela reorganização do mapa motor 
e pela recuperação da função perdida. A prática mental e a açãodos neurônios espelho são 
fundamentais no processo de plasticidade neuronal cortical e na reabilitação funcional. A 
prática mental é um método utilizado para facilitar a aprendizagem ou melhorar o movimento. 
 
A técnica consiste em ativar áreas corticais através da imaginação repetida do ato motor que 
será executado por meio de uma concentração mental. Construindo a representação visual do 
movimento que será executado posteriormente, imitando as ações pelo pensamento. Estudos 
relacionados à plasticidade do córtex pré-motor de macacos constatou que os “neurônios 
espelho” são células que disparam impulsos quando o animal realiza uma ação específica. As 
mesmas células disparam quando o animal observa alguém realizar a mesma tarefa. Envolvem, 
portanto, a observação do ato motor. Estudos recentes têm mostrado que estes neurônios estão 
fortemente relacionados com a nossa capacidade de aprender. O cérebro parece associar a visão 
de movimentos alheios ao planejamento de seus próprios movimentos. 
 
Referências: 
COHEN, H. Neurociência para fisioterapeutas: incluindo correlações clínicas. 2ª ed. São Paulo: 
Manole, 2001. 
BARATO, G. et al. Plasticidade cortical e técnicas de fisioterapia neurológica na ótica da 
neuroimagem. Revista Neurociência, v. 17, n. 4, 342-348, 2009. 
 
QUESTÃO Nº 13 
Entre as afirmações abaixo, identifique quais descrevem condutas de atenção primária de um 
fisioterapeuta inserido no Núcleo de apoio à Saúde da Família (NASF): 
I. Realizar palestras nas escolas acerca da importancia da postura na infância e adolescência. 
II. Montar grupos multiprofissionais para trabalhar técnicas de relaxamento, prevenção e 
analgesia para diminuição e (ou) alívio da dor. 
III. Identificar e encaminhar as crianças e adolescentes para tratamento junto a um serviço de 
fisioterapia ou centro de reabilitação. 
IV. Participar de equipes multiprofissionais destinadas ao planejamento, à implementação, ao 
controle e à execução de projetos e programas de ações básicas em saúde. 
V. Orientar os pais ou responsáveis, pois qualquer procedimento realizado em pediatria deve 
contar com a dedicação e colaboração da família para que este seja completo e eficaz. 
 
É correto apenas o que se afirma em: 
 
a) I, II e III. 
b) I, II e IV 
c) I, IV e V 
d) II, III e V 
e) III, IV e V 
 
Gabarito: Anulada 
 
Tipo de questão: Múltipla Escolha 
 
Conteúdo avaliado: Saúde pública – atenção básica 
 
Autor(a): Gabrielly Craveiro Ramos 
 
Comentário: questão sem alternativa no gabarito. 
 
Referências: Ministério da Saúde – programa saúde da família 
 
QUESTÃO Nº 14 
Nas figuras estão apresentados quadros gráficos que representam diferentes formas de ondas 
elétricas utilizadas como recurso fisioterapêutico. Dependendo da forma de onda, a quantidade 
de carga elétrica que se movimenta em cada direção pode ser igual (equilibrada) ou desigual 
(desequilibrada). 
 
 
ROBERTSON, V; WARD, A; LOW, J; REED, A. Eletroterapia explicada: princípios e 
práticas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 
 
Apresentam carga movimentada equilibrada apenas as ondas expressas nas figuras 
A) I e II 
B) I e III 
C) II e III 
D) II e IV 
E) III e IV 
 
Gabarito: Letra D 
 
Tipo de questão: Múltipla Escolha 
 
Conteúdo avaliado: Eletroterapia 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
Diferentes formas de corrente elétrica tem sido utilizadas como proposta terapêutica na área da 
saúde. As correntes usadas na eletroterapia clínica podem ser divididas em três tipos: contínua 
(fluxo unidirecional contínuo), alternada (fluxo bidirecional contínuo) e pulsada (fluxo uni ou 
bidirecional de partículas carregadas, que param por um período de tempo finito). 
As características das correntes elétricas, são melhor compreendidas, quando interpretadas 
graficamente. A corrente pulsada produzida de forma intermitente com movimento de elétrons 
em uma só direção, é referida como monofásica; enquanto a corrente intermitente com 
movimento de elétrons bidirecional é referida como bifásica. 
Em relação ao equilíbrio, as formas de onda podem ser consideradas equilibradas ou 
desequilibradas. Para formas de ondas bifásicas simétricas, a quantidade total de corrente para 
uma fase é igual à corrente que flui na segunda fase. Essa situação pode não ser verdadeira nas 
ondas bifásicas assimétricas. Se para esta, o tempo integral para a corrente na primeira fase não 
for igual ao da segunda fase, então a forma de onda é chamada de Desequilibrada. Ou seja, se a 
área da primeira fase de uma forma de onda bifásica não é a mesma da segunda fase, a forma 
de onda é Desequilibrada e se for igual à área sob a segunda fase, é Equilibrada. 
Em relação às figuras: I- Corrente Monofásica (não se aplica) 
 II- Corrente Bifásica Equilibrada (primeira fase equivalente à segunda) 
 III- Corrente Bifásica Desequilibrada (primeira fase diferente da segunda) 
 IV- Corrente Bifásica Equilibrada (primeira fase equivalente à segunda). 
 
 
Referências: 
HAAR, GAIL TER. Eletroterapia Prática Baseada em Evidências, São Paulo: Manole:2003 
ROBINSON, ANDREW.J.; SNYDER-MACKLER, L. Eletrofisiologia Clínica, Eletroterapia 
e Teste Eletrofisiológico. Porto Alegre: Artmedica, 2001 
 
QUESTÃO Nº 15 
 
LANGONE. F.; MARQUES, M.J. Atlas seccional da medula espinhal e do 
encéfalo humanos. Campinas: UNICAMP, 1999. 
 
Na figura acima, observa-se um corte transverso do segmento cervical da medula espinhal. No 
caso de um paciente com meningeoma na parte posterior da medula espinhal e perda de função 
na área hachurada representada na figura, os sintomas apresentados seriam 
 
A) Déficit na propriocepção e estereognosia. 
B) Baixa sensibilidade vibratória, ataxia e paralisia 
C) Ataxia e diminuição na sensibilidade à dor e à temperatura 
D) Diminuição da sensibilidade à dor e à temperatura e paralisia flácida 
E) Paralisia espástica abaixo do segmento e diminuição da propriocepção 
 
Gabarito: Letra A 
 
Tipo de questão: Objetiva 
 
Conteúdo avaliado: 
 
Autor(a): Prof. Dalley César Alves 
 
Comentário: 
A letra A é a que atende ao enunciado, pois a região posterior da medula, ou o corno posterior 
da medula espinhal é responsável pela parte sensitiva, sendo assim lesão nesta área gera 
alteração sensitiva. Na letra A é citada alteração proprioceptiva, ou seja, sensibilidade 
proprioceptiva, ou de posição, reconhecimento ou identificação de posição de segmentos 
corporais , já estereognosia (sensibilidade epicrítica ou discriminativa), a estereognosia é um 
tipo de sensibilidade mais elaborada que é testada através do reconhecimento de objetos com 
os olhos fechados. Sendo também um tipo de sensibilidade. 
 
As demais letras citam ataxia ( alteração principalmente cerebelar ), paresia ( fraqueza 
muscular ) que afeta a região anterior da medula e não a posterior. Paralisia ou plegia que 
também é caracterizada por lesão na região anterior da medula e não posterior. Paralisia flácida 
que geralmente é causada por lesão em neurônio motor inferior. Já paralisia espástica citada na 
letra “e” é caracterizada por lesão cortical ou piramidal, ou até mesmo lesão na região anterior 
da medula espinhal e não na região posterior. 
 
Referências: 
 
QUESTÃO Nº 16 
A bioética, que a alguns desavisados parecia tratar-se de uma nova versão da ética médica 
tradicional e hipocrática, ampliou seu espectro para muito além dos limites tradicionais que 
tratam dos problemas deontológicos decorrentes das relações entre os profissionais de saúde 
com seuspacientes 
PORQUE 
O neologismo ganhou notoriedade mundial, afirmando-se na prática por: multiplicação de 
comitês bioéticos por todo o mundo, organização de novas disciplinas especializadas nas 
universidades e criação de revistas científicas. 
GARRAFA, V. Reflexões bioéticas sobre ciência, saúde e cidadania. 
Bioética. V.7, n. 1, p. 13-20, 1999. 
 
Analisando essas afirmações, assinale a opção correta. 
A) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
B) As duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. 
C) A primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
D) A primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
E) As duas afirmações são falsas. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Tipo de questão: Múltipla Escolha 
 
Conteúdo avaliado: Bioética 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
O termo “Bioética” tem o objetivo de deslocar a discussão acerca dos novos problemas 
impostos pelo desenvolvimento tecnológico, de um viés tecnicista para um caminho mais 
humanista. E é justamente neste contexto atual de crise e contradições, que a sociedade 
contemporânea desperta para o ser humano. É no meio destas indagações, preocupações e 
discussões que a ética vem à tona, representando o elemento necessário à tomada de posição do 
homem diante de si mesmo, e, sobretudo, diante da natureza que o cerca. 
A Bioética tem um aspecto global e nela são incluídas as visões de profissionais de saúde, 
filósofos, advogados, sociólogos, administradores, economistas, teólogos e leigos. É uma 
abordagem global, pois não considera apenas a relação médico-paciente. A Bioética inclui os 
processos de tomada de decisão, as relações interpessoais de todos os segmentos e pessoas 
envolvidas: o paciente, o seu médico, os demais profissionais, a sua família, a comunidade e as 
demais estruturas sociais e legais. A bioética acontece quando as pessoas expandem suas 
mentes em suas reflexões, de forma compartilhada, pois ninguém realiza uma reflexão 
isoladamente, é necessária a participação de outros seguimentos. Daí decorre sua característica 
interdisciplinar, onde cada indivíduo, fazendo uso de suas experiências pessoais e profissionais, 
enfoque a bioética e aprofunde a discussão, sobre prismas diferentes. 
Portanto, quando imaginava-se que na Conferência Geral da UNESCO (2005), quando foi 
adotada a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, consolidando os princípios 
fundamentais da bioética, os conceitos permaneceriam restritos apenas à relação terapeuta-
paciente, o que observou-se foi uma expansão das discussões éticas e bioéticas para além dos 
limites anteriores, com a participação de vários segmentos da sociedade e ampliação de 
discussões, fóruns e comitês de bioética. 
 
Referências: 
BORBA MARCHETTO, Patricia. A 12nalysis12e12 da bioética e do biodireito na sociedade 
atual. In:Âmbito Jurídico, Rio Grande, XII, n. 69, out 2009. Disponível em: 
<http://www.ambito-
juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=6606>. Acesso em 
jun 2013. 
 
QUESTÃO Nº 17 
Considere que uma bailarina tenha procurado atendimento fisioterapêutico, com diagnóstico 
médico de início de necrose avascular da cabeça do fêmur, apresentando fortes dores ao 
realizar rotação lateral e abdução da coxa. 
Com base nesse caso clínico e considerando que o objetivo inicial do atendimento 
fisioterapêutico é reestabelecer a irrigação da articulação, o tratamento correto para a paciente 
seria 
 
A) Hipertrofiar os músculos rotadores laterais e abdutores da coxa. 
B) Fortalecer, globalmente, os músculos envolvidos na articulação do quadril. 
C) Estabilizar a articulação do quadril, aproximando a cabeça do fêmur ao acetábulo. 
D) Aumentar o espaço articular com alongamento dos rotadores laterais e abdutores 
E) Alongar os adutores e rotatores mediais para aumentar a amplitude de movimento de 
abdução 
 
Gabarito: Letra D 
 
Tipo de questão: Múltipla Escolha 
 
Conteúdo avaliado: Músculo-Esqueletica 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
A osteonecrose avascular da cabeça femoral é uma doença que causa dor durante a marcha 
(região inguinal, face interna da coxa e do joelho) e é agravada durante a movimentação do 
quadril. Caracteriza-se pela morte do tecido ósseo em decorrência da privação de suprimento 
sanguíneo. Ocorre limitação de movimentos, principalmente da rotação interna e abdução, 
além de claudicação. O primeiro sinal clínico pode ser uma rotação interna dolorosa. Espasmos 
musculares são evidentes nas fases iniciais da afecção. Provoca diversas limitações nas 
atividades da vida diária e na própria deambulação. 
 
O tratamento conservador inicia-se com a prevenção e afastamento ou diminuição de todos os 
fatores de risco. O controle dos sintomas que inclui a proteção da descarga de peso, uso de 
antiinflamatórios não hormonais, analgésicos e fisioterapia, além da observação sistemática 
desse quadril. 
 
O objetivo do tratamento fisioterapêutico é manter a função do membro acometido, diminuir a 
crepitação e os estalidos através da mobilização articular, promover a conscientização corporal 
evitando as compensações posturais, treinar a marcha com órteses e preparar o paciente para 
uma possível intervenção cirúrgica. 
 
Dentro dos objetivos de tratamento a curto prazo, estão a melhor irrigação da região afetada, 
com aumento do espaço articular. Este aumento pode ser conseguido através do alongamento 
das estruturas musculares envolvidas, no caso os músculos rotadores e abdutores. Em relação 
às alternativas A e B, o objetivo inicial não é o fortalecimento ou hipertrofia. Na questão C, a 
aproximação da cabeça do fêmur de encontro ao acetábulo, agrava os sintomas apresentados. 
Em relação à alternativa E, os músculos adutores e rotadores mediais alongados não trariam 
beneficio imediato direto à paciente. 
 
Referências: 
Balderston, R.A.; Rothman, R.H.; Booth, R.E.; Hozack, W.J.: O Quadril Procedimentos 
Clínicos e Cirúrgicos. Revinter, cap 11, 1ª 13n, 1996. 
Drumond, S.N; Magalhães, M.J.; Oliveira, D.J.; Bessa, I.S.S.: Tratamento da necrose 
isquêmica não-traumática da cabeça femoral. Ver.Bras. Ortop. 19: 163-168, 1984. 
Teixeira, M.J. n. n. Dor nos membros inferiores. Ver. Med. (São Paulo), 80( n. Esp. n.2):391-
414, 2001 
Sizínio & Renato Xavier: Ortopedia e Traumatologia Princípios e Práticas. Artmed, pg 388-
389, 3a ed., 2003. 
 
QUESTÃO Nº 18 
O treinamento de movimentos em frente a um espelho é utilizado para diferentes recursos em 
cinesioterapia, por diferentes especialidades, seja durante a terapia sob orientação do 
fisioterapeuta, seja como orientação dos cuidadores para realização de exercícios no domicílio. 
Esse tipo de treinamento auxilia na correção dos movimentos pela via visual, especialmente 
nos casos em que o aprender e o reaprender movimentos funcionais estejam dificultados e (ou) 
impedidos pela doença de base. A adoção desse tipo de treinamento motor funcional justifica-
se, em termos fisiológicos, pelo fato de incluir 
 
A) homúnculo motor no aprendizado do engrama sensorial. 
B) arquivamento de padrões motores pelo homúnculo motor. 
C) aprendizado de padrões motores pela área cortical pré-motora. 
D) arquivamento de padrões motores pela área cortical motora primária. 
E) Engrama sensorial no aprendizado motor e reconhecimento de padrões motores 
já aprendidos. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Tipo de questão: Múltipla Escolha 
 
Conteúdo avaliado: Neurofisiologia 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
O engrama sensorial e o reconhecimento dospadrões motores aprendidos, facilitarão o 
aproveitamento da técnica de utilização de objeto espelhado na terapia motora. 
 
As repetições de movimentos frente ao espelho, favorecem a correção visual e o reaprendizado. 
Uma habilidade aprendida e executada várias vezes deixa uma marca no córtex motor. Esta 
capacidade de “memorizar” seqüências de movimentos freqüentemente executadas é conhecida 
como Engrama. 
 
O Engrama Sensorial é uma marca permanente deixada por um estímulo no tecido nervoso, é a 
representação física ou a localização de uma memória resultante de aprendizado, experiência 
ou treinamento. Com este aprendizado, as sinapses interneurais se tornam mais amplas, com 
presença de mais neurotransmissores e receptores pós-sinápticos e, portanto, capazes de 
transmitir mais rapidamente e intensamente seus potenciais de ação. 
 
Os Engramas utilizados para movimentos extremamente rápidos são chamados de engramas 
motores. Quando se vivencia uma situação parecida com a que está memorizada no cérebro ou 
se deseja reproduzir um movimento, estes engramas lançam mão dos mecanismos de ajuste 
para adequar o movimento aprendido anteriormente ao movimento necessário no momento, 
verificando se está correto ou necessita correção. 
 
Com esse mecanismo, ao realizar os movimentos em frente ao espelho, o paciente será capaz 
de reconhecê-los, reproduzi-los e corrigi-los 
 
Referências: 
BEAR, Mark F. et alii, Neurociências. Desvendando o Sistema Nervoso. 
REY, Luís. Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde. Rio de Janeiro, Guanabara 
Koogan, 2003. 2 ed. 
 
QUESTÃO Nº 19 
Os avanços da biotecnologia vêm auxiliando sobremaneira a avaliação cinético-funcional 
realizada pelo fisioterapeuta, o que permite a elaboração de planos de intervenções específicos 
e individualizados. Nesse sentido, para os testes de equilíbrio estático, as plataformas de força 
orientam o profissional, fornecendo impressões sobre deslocamentos do centro de gravidade, 
rearranjos posturais, entre outros. 
EKMAN, L.L. Neurociencias fundamentos para a reabilitação. 
3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
UMPHRED, Darcy A. Reabilitação neurológica. 
5. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. 
Entre os vários testes que podem ser realizados com o paciente que está sobre a plataforma de 
força para sensibilizar o equilíbrio, incluem 
A) Apoio unipodal e manobra de Barré. 
B) Alcance funcional e Romberg simples. 
C) Pliometria e prova dos passos de Fukuda. 
D) Manobra de Dix-Hallpike e Romberg sensibilizado 
E) Sentar e levantar cronometrado e teste de caminhada. 
 
Gabarito: Letra B 
 
Tipo de questão: Múltipla escolha 
 
Conteúdo avaliado: Avaliação cinético funcional 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
O equilíbrio postural ortostático é uma capacidade importante do ser humano. O controle do 
equilíbrio envolve a integração de diferentes sistemas sensoriais, levando informações ao 
Sistema Nervoso Central (SNC) de como o corpo está posicionado em relação ao meio. Os 
sistemas visual, somatosensorial e vestibular são responsáveis por suprir o SNC das 
informações sobre o ambiente e sobre o posicionamento relativo do corpo. 
 
O ser humano nunca está em perfeito equilíbrio, que se dá quando a soma das forças que atuam 
sobre o corpo é zero. Ao contrário, está sempre promovendo ações musculares para retomar 
posições mais eficientes e próximas ao ponto de equilíbrio. A movimentação do corpo causa 
variação na distribuição do peso nos pontos de suporte, permitindo que as oscilações corporais 
sejam identificadas. Essas tentativas de retornar o corpo à sua posição de equilíbrio chama-se 
estabilidade. 
 
A estabilometria é a técnica utilizada para medir e registrar as oscilações corporais (medida de 
valores sucessivos do centro de pressão exercida pelos pés na plataforma) e permite a avaliação 
do equilíbrio através da quantificação das oscilações ântero-posteriores e latero-laterais do 
corpo na plataforma de força. 
 
Alguns testes de equilíbrio estático que podem fornecer impressões sobre deslocamentos do 
centro de gravidade são o de Alcance funcional e o de Romberg simples. No teste de Alcance 
Funcional, o paciente se posiciona com os pés juntos e ombro flexionado a 90°; o paciente 
então estende o braço para adiante até onde for possível. É registrada a distância atingida, os 
resultados podem ser usados para predizer a probabilidade de quedas. Já no Teste de Romberg, 
o paciente fica de pé com os braços cruzados no peito, pés juntos. Marcar por quanto tempo o 
paciente consegue manter o equilíbrio com os olhos abertos, depois com os olhos fechados. 
Parar o teste se o tempo ultrapassar 1 minuto. Se o paciente tiver dificuldade em manter o 
equilíbrio com os olhos abertos e fechados, é indicativo de um problema cerebelar. Enquanto o 
equilíbrio melhor com os olhos abertos do que fechados, pode indicar um problema 
proprioceptivo. 
 
Referências: 
EKMAN, L.L. Neurociencias fundamentos para a reabilitação. 3. Ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2008. 
MAINENTI, M.R.M. (2005), Análise de sinais estabilométricos em testes com estímulos 
sonoros. Dissertação Programa de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do 
Rio de Janeiro. 
 
QUESTÃO Nº 20 
A goniometria é uma das técnicas mais usuais para mensuração da amplitude de movimento 
(ADM) articular. Durante a mensuração, o fisioterapeuta deve observar: a) posição do paciente, 
b) amplitude normal de movimento articular, c) posição do pivô d) posição do braço fixo, e) 
posição do braço móvel. Com base na sequencia metodológica apresentada para a medição do 
movimento de flexão de cotovelo, assinale a alternativa correta. 
 
A. Decúbito dorsal (supinação), 120º a 130º de ADM, epicôndilo medial do úmero, face 
medial do antebraço, ao longo do eixo longitudinal. 
B. Decúbito ventral (pronação), 140º a 160º de ADM, epicôndilo medial do úmero, face 
medial do antebraço, ao longo do eixo longitudinal. 
C. Decúbito ventral (pronação), 140º a 160º de ADM, epicôndilo medial do úmero, face 
medial do antebraço, ao longo do eixo longitudinal e face medial do antebraço, ao longo de seu 
eixo longitudinal. 
D. Decúbito dorsal, 140º a 160º de ADM, epicôndilo lateral do úmero, face lateral do 
antebraço, ao longo do eixo longitudinal e face lateral do antebraço, ao longo de seu eixo 
longitudinal. 
E. Decúbito dorsal, 120 a 160º de ADM, epicôndilo lateral do úmero, face medial do 
antebraço, ao longo de seu eixo longitudinal e face medial do antebraço, ao longo de seu eixo 
longitudinal. 
 
Gabarito: LETRA D 
 
Tipo de questão: Objetiva 
 
Conteúdo avaliado: SEMIOLOGIA FISIOTERAPÊUTICA 
 
Autor(a): Patricia Leite Alvares Silva 
 
Comentário: 
É uma articulação em dobradiça uniaxial. O movimento teste ocorre no plano sagital. O 
movimento de extensão é considerado o retorno da flexão. 
 
a. Posição: Indivíduo em decúbito dorsal, com o membro superior paralelo à linha média 
lateral do tronco e o antebraço na posição anatômica. O braço é posicionado o mais próximo 
possível do tronco. 
b. Amplitude normal de movimento articular, 
0-145°(MARQUES, 2003; PALMER; APLER, 2000) 
0-140°/150° (MAGEE, 2002). 
0-150º (GROSS; FETTO; ROSEN, 200) 
c. Posição Do Pivô epicôndilo lateral do úmero 
d) posição do braço fixo  Face lateral do antebraço, ao longo do eixo longitudinal. Ao longo 
da linha média lateral o úmero em linha com o acrômio. 
e) posição do braço móvel  face lateral do antebraço, ao longo de seu eixo longitudinal. Ao 
longo da linha média lateral do rádio em linha com o processo estilóide do radio. 
 
Referências: 
MARQUES, A.P.Manual de Goniometria –2ª Ed. 2003. 
GROSS, J. ; Fetto J;Rosen E.Exame Musculoesquelético.2 ed. ARTMED. 2005 
MAGGE, D. J. Avaliação Musculoesquelética.4 ed. Manole 2005 
PALMER, M. L; EPLER, M. E. Técnicas de avaliação musculoesquelética. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 
 
QUESTÃO Nº 21 
Um projeto de pesquisa foi apresentado como proposta para o desenvolvimento de uma nova 
tecnologia em instrumentação de medida de movimento humano de baixo custo. Os objetivos 
desse projeto foram definidos como se segue: 
 
 Geral: Desenvolver tabelas com valores de referência para avaliações cinemáticas e da 
função muscular respiratória em crianças de 7 a 12 anos de idade. 
 Específicos: (a) validar um processo de fotogrametria a partir da correlação de seus 
resultados com método padrão ouro para estudo da biomecânica postural e respiratória; 
(b) utilizar o processo de fotogrametria para medidas da geometria da postura, 
flexibilidade, razões diametrais, áreas toracoabdominais em movimentos respiratórios 
e contribuições relativas destas áreas para a composição da área total da parede 
torácica, em crianças de 7 a 12 anos de idade; (c) classificar os resultados de medidas 
cinemáticas de acordo com os resultados de baropodometria, de testes espirométricos e 
de função muscular respiratória. 
 Hipóteses a serem testadas: O processo de fotogrametria em tela, como recurso 
cinemático, pode ser tomado como um exame complementar de baixo custo e boa 
efetividade no acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento postural e 
respiratório de escolares com idade entre 7 e 12 anos. 
 
Considerando o texto apresentado, avalie as informações a seguir. 
A mensuração de precisão pode resolver problemas ou esclarecer dúvidas sobre movimentos 
nos cenários profissionais dedicados à recuperação das funções motoras apenas na doença e no 
período residual do processo de atenção à saúde 
 
PORQUE 
 
O movimento é o principal objeto da ação de muitos profissionais da saúde, tanto nas suas 
características funcionais quanto na disfunção; assim, o desenvolvimento de uma 
instrumentação que viabilize mensuração de modo preciso e dinâmico apresenta-se como 
potencial recurso no estabelecimento de novas evidências, aumentando a qualidade do 
atendimento prestado, inclusive nos serviços públicos de atenção à saúde. 
 
A) As duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
B) As duas afirmações são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. 
C) A primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
D) A primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
E) As duas afirmações são falsas. 
 
Gabarito: Alternativa D 
 
Tipo de questão: OBJETIVA 
 
Conteúdo avaliado: CONHECIMENTOS BIOTECNOLÓGICOS 
 
Autor(a): Fabiana Pavan Viana 
 
Comentário: 
 A alternativa correta é àquela que refere que a afirmação primeira é falsa e a segunda 
afirmação é verdadeira. A primeira afirmação é falsa, porque declara que a mensuração de 
precisão somente é realizada nas situações de doença e no período residual do processo de 
atenção a saúde. Na realidade a mensuração da precisão, pode ser feita em indivíduos 
saudáveis, para que sirva de parâmetro para futuras avaliações. Ou ainda, por exemplo, para o 
acompanhamento do crescimento e desenvolvimento postural e respiratório de escolares 
saudáveis, como, apontado no enunciado da questão. 
 
Referências: http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/5mostra/4/563.pdf 
 
 
QUESTÃO Nº 22 
A eletromiografia de superfície é uma técnica bastante utilizada na área de ciências biomédicas 
para analisar o movimento humano e mostrar, por meio do eletromiograma (EMG), a atividade 
elétrica do músculo, dada a somatória dos potenciais de ação na área abaixo do eletrodo. 
Na realização da eletromiografia de superfície, além das configurações técnicas do 
equipamento e do isolamento do sistema, a qualidade do sinal capturado depende 
 
I. do posicionamento e fixação dos eletrodos, considerando o trajeto das fibras 
musculares e a distância entre os eletrodos. 
II. Do modo de contração (isométrico, concêntrico, excêntrico). 
III. Dos cuidados com a pele (tricotomia, abrasão e limpeza) para baixar a impedância 
tecidual. 
IV. Da razão de rejeição do modo comum (RRMC) 
V. Da posição inicial do sujeito durante o teste. 
 È apenas correto o que se afirma em 
 
A) I, II e III. 
B) I, II e IV. 
C) I, IV e V. 
D) II, III e V. 
E) III, IV e V. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Tipo de questão: objetiva 
 
Conteúdo avaliado: eletromiografia de superfície 
 
Autor(a): Prof. Erikson Custódio Alcântara 
 
Comentário: 
I. a primeira afirmativa é verdadeira, pois a qualidade do sinal capturado depende da 
posição dos eletrodos de superfície e disposição das fibras musculares para manter condições 
necessárias a determinação da velocidade de condução e detectar o potencial de ação. Isso 
requer que os eletrodos de captação estejam alinhados com as fibras musculares durante a 
obtenção de sinais na EMG de superfície. E a distância dos eletrodos estima a velocidade de 
condução, portanto uma variação na distância entre os eletrodos interfere no sinal, não somente 
no domínio da frequência, mas também na amplitude, comprometendo a interpretação dos 
mecanismos de gradação da força muscular. 
II. a afirmativa II é verdadeira, a força que o músculo pode gerar depende de fatores como 
comprimento e velocidade do músculo. Para cada tipo de contração muscular a uma forma 
específica de colocar o eletrodo a fim de melhorar a qualidade do sinal capturado. Por exemplo, 
no caso da contração isométrica é recomendável colocar os eletrodos entre o ponto motor mais 
distal e o tendão. 
III. a afirmativa III é verdadeira, os cuidados com a pele como tricotomia, abrasão e limpeza 
são grandes influenciadores da captação do sinal elétrico de forma que a presença desses pode 
influenciar de forma desfavorável a melhor captação e qualidade do sinal da EMG, não 
podemos deixar de comentar que características individuais do paciente como, aumento de 
espessura da pele, aumento de tecido subcutâneo, oleosidade, presença de pêlos e redução do 
fluxo sanguíneo local também interfere na qualidade do sinal capturado pela EMG de 
superfície. Quanto menor o ruído, menor será o risco de desequilíbrio entre os eletrodos, 
melhorando a qualidade do sinal capturado entre eletrodo-pele. 
IV. a afirmativa IV esta falsa, quanto maior a RRMC, melhor o cancelamento do sinal de modo 
comum (interferência) ruídos comuns entre os eletrodos de registro. Quando isolado o 
equipamento não sofrerá interferência de outros sinais. 
V. a afirmativa V esta falsa, o eletrodo é posicionado no ventre muscular e a captação do sinal 
depende do correto posicionamento do eletrodo e não da posição inicial do sujeito durante o 
teste. 
 
Referências: 
- Klyvia JRM, Andrade RC, Gomes OL, Andrade DC, Justino HS. Eletromiografia de 
superfície: padronização de técnica. Neurobiologia, 73(3), jul/set, 2010. 
- Bassani E, Candotti CT, Pasini M, Melo M, La Torre M. Avaliação da ativação 
neuromuscular em indivíduos com escoliose através da eletromiografia de superfície. Rev Bras 
Fisioter 2008;12(1):13-9. 
- Veneziano WH. Estudo do comportamento do sinal eletromiográfico de superfície em 
atividades subaquáticas. Tese de doutorado em Engenharia Elétrica – Universidade de Brasília 
– UnB - DF. PPGENE, 137p. 2006. 
 
QUESTÃO Nº 23 
João, aluno do último semestre do curso de fisioterapia, está realizando seu trabalho de 
conclusão de curso (TCC) e decidiu fazer uma pesquisa experimental usando dados de crianças 
com problemas respiratórios atendidas na clínicade fisioterapia da faculdade. Para evitar as 
faltas dos pacientes, pois alguns moram longe e não tem dinheiro para a passagem de ônibus, o 
aluno remunerou alguns deles para garantir o cumprimento do cronograma proposto pelo 
orientador da pesquisa. 
Com base na situação hipotética apresentada, João, com essa atitude, não seguiu as diretrizes e 
normas regulamentadoras de pesquisas estabelecidas no (a) 
 
A Código de Ética do Fisioterapeuta. 
B Resolução no 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. 
C Constituição da República Federativa do brasil de 1988. 
D Estatuto da Criança e do Adolescente. 
E Declaração de Helsinque. 
 
Gabarito: Letra B 
 
Tipo de questão: fechada de múltipla escolha 
 
Conteúdo avaliado: pesquisa na área de fisioterapia 
 
Autor(a): Gabriella Assumpção Alvarenga 
 
Comentário: 
De acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, o pesquisador não está 
autorizado a remunerar os sujeitos da pesquisa pois na segunda diretriz desta resolução, no item 
de número 10, encontramos a definição do sujeito da pesquisa como: “ II.10 - Sujeito da 
pesquisa - é o(a) participante pesquisado(a), individual ou coletivamente, de caráter 
voluntário, vedada qualquer forma de remuneração.” Isto evidencia que a conduta de João não 
seguiu as diretrizes e normas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. 
 
Referências: 
Brasil. Resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996. Conselho Nacional de Saúde. [online] 
1996. [acesso 09 jun. 2013] Disponível:conselho.saude.gov.br/docs/Reso196.doc. 
 
QUESTÃO Nº 24 
Cabe ao fisioterapeuta, quanto à sua atuação em centros de reabilitação e respeitando sua 
deontologia profissional, 
I. avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da doença clínica intercorrente, de 
exames laboratoriais e de imagens, da anamnese funcional e do antagonismo das estruturas 
anatômicas envolvidas. 
II. participar das reuniões de estudos e das discussões de caso, de forma ativa e contributiva, 
assim como desenvolver atividades, de forma harmônica, na equipe multidisciplinar de saúde. 
III. integrar a equipe multidisciplinar, com participação plena na atenção de saúde prestada a 
cada cliente, na integração das ações multiprofissionalizadas, na sua resolutividade e, 
principalmente, na área da saúde. 
IV. zelar pela autonomia científica de cada um dos membros da equipe, abdicando da isonomia 
nas relações profissionais da área da saúde. 
V. registrar no prontuário do paciente todas as prescrições e ações nele desenvolvidas, a fim de 
se ter o controle de seu quadro clínico e da evolução fisioterapêutica. 
É correto apenas o que se afirma em 
A I e II. 
B I e III. 
C II e V. 
D III e IV. 
E IV e V 
 
Gabarito: Letra C 
 
Tipo de questão: Múltipla Escolha 
 
Conteúdo avaliado: ética e deontologia 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
Como a afirmativa I (avaliar o estado funcional do cliente, a partir da identidade da doença 
clínica intercorrente, de exames laboratoriais e de imagens, da anamnese funcional e do 
antagonismo das estruturas anatômicas envolvidas) é incorreta quando diz que a avaliação é 
feita através da doença intercorrente, ou seja, que ocorre concomitante à original. 
E a afirmativa IV (zelar pela autonomia científica de cada um dos membros da equipe, 
abdicando da isonomia nas relações profissionais da área da saúde) é invalidada pela 
abdicação da isonomia profissional. 
Resta como resposta a alternativa, considerando válidas as informações das afirmativas II e IV. 
 
Em relação ao Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia que trata dos direitos e deveres 
do fisioterapeuta, no que tange ao controle ético do exercício de sua profissão no mercado de 
trabalho, temos que: 
CAPÍTULO IV – DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE/ PACIENTE/USUÁRIO 
Art. 16 - O fisioterapeuta deve atualizar o prontuário, com informações que fundamentem o 
processo fisioterapêutico, de forma compreensível, evitando excesso de siglas e abreviaturas, 
devendo ser estas de conhecimento geral da equipe de saúde, conforme legislação específica. 
CAPÍTULO V - DO RELACIONAMENTO COM A EQUIPE DE SAÚDE. 
Art. 19 - O fisioterapeuta é participante de equipes multiprofissionais e interdisciplinares 
constituídas em programas e políticas de saúde, tanto no âmbito público quanto privado, 
colaborando com os seus conhecimentos na assistência ao ser humano, envidando todos os 
esforços para o desenvolvimento de um trabalho harmônico na equipe. 
 
Em relação à Resolução-RDC nº 7, de 24 de fevereiro de 2010 da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária, SEÇÃO V - PROCESSOS DE TRABALHO 
Art. 22 - A evolução do estado clínico, as intercorrências e os cuidados prestados devem ser 
registrados pelas equipes médica, de enfermagem e de fisioterapia no prontuário do paciente, 
em cada turno, e atendendo as regulamentações dos respectivos conselhos de classe 
profissional e normas institucionais. 
 
Referências: 
Código de ética profissional de fisioterapia e terapia ocupacional. ConScientiae Saúde, v. 3, p. 
147-152. São Paulo: UNINOVE, 2004. 
 
RESOLUÇÃO-RDC Nº 7, de 24 de fevereiro de 2010 (Nº 37 – DOU de 25/02/10 – seção 1 – 
p. 48) 
 
QUESTÃO Nº 25 
A terapia por restrição e indução de movimentos (TRIM) tem por objetivos restringir os 
movimentos do dimídio sadio de pacientes com limitações funcionais por lesões neurológicas. 
Hemiparéticos por sequela de doença cérebro-vascular são comumente sujeitos de pesquisas 
nesse campo. Um dos motivos pelo qual o lado corporal acometido diminui consideravelmente 
sua funcionalidade é o desuso aprendido. Esse desuso interfere sobremaneira: 
A) nos geradores centrais de padrões medulares. 
B) em padrões motores mediados pela medula espinal. 
C) no funcionamento cerebelar, limitando suas modulações. 
D) em respostas eferentes e aferentes em todo o sistema nervoso central. 
E) nas representações corticais do lado lesado, diminuindo-a em níveis relativamente 
baixos. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Tipo de questão: Objetiva 
 
Conteúdo avaliado: Fisioterapia Neurológica 
 
Autor(a): Cejane Oliveira Martins Prudente 
 
Comentário: 
O mapa cortical de um adulto está sujeito a constantes modificações com base no uso ou 
atividade de seus caminhos sensoriais periféricos. O treinamento motor é fator fundamental no 
desenvolvimento cerebral, produzindo mudanças neuroplásticas, contribuindo diretamente na 
reparação dos danos provocados por lesões encefálicas (LUNDY, 2000). 
 
Na fase aguda, ou seja, imediatamente após a ocorrência do Acidente Vascular Encefálico, o 
paciente passa a encontrar cada vez mais dificuldades para realizar movimentos com o membro 
superior e quase sempre não o conseguindo. Com a impossibilidade de retomar o controle 
desses movimentos, a tendência é de que o indivíduo tente fazê-los cada vez menos, entrando 
numa fase que é chamada de condicionamento inibitório. Em função da perda de memória 
sensório-motora e após um período de aprendizagem pós-paralisia, os pacientes hemiparéticos 
passam a utilizar apenas o membro não comprometido e muitas vezes se tornam incapazes de 
utilizar o membro parético em suas AVD’s. Estudos tem mostrado que pelo menos parte da 
deficiência motora não está ligada a paralisia, mas está relacionada ao desuso aprendido. 
 
A Terapia de Restrição e Indução do Movimento (TRIM) é respaldada pelo desuso aprendido, 
também conhecido como “teoria de inatividade”. É uma técnica que envolve um treinamento 
repetido de atividades motoras, que podem melhorar a função e o uso da extremidade superior 
hemiparética. Ela se dá por meio da utilização de dois mecanismos:superação do “não uso 
aprendido” e indução de uma reorganização cortical uso-dependente (LIEPERT et al., 2000). 
 
Baseado no que foi dito, pode-se afirmar que um dos motivos pelo qual o lado corporal 
acometido diminui consideravelmente sua funcionalidade é o desuso aprendido, sendo que esse 
desuso interfere sobremaneira nas representações corticais do lado lesado, diminuindo-a em 
níveis relativamente baixos, sendo correta a afirmativa “E”. 
 
Referências: 
LIEPERT, J.; BAUDER, H.; MILTNER, H.R.W.; TAUB, E.; WEILLER, C. 
Treatment-induced cortical reorganization after stroke in humans. Stroke. v.31, n.6, p.1210-6, 
2000. 
 
LUNDY, L. E. Neurociência: fundamentos para a reabilitação. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan; 2000. 
 
QUESTÃO Nº 26 
O teste muscular manual (TMM) destina-se a medir o grau de tensão muscular gerado contra 
uma resistência. Essa tensão pode variar de acordo com o número de unidades motoras (UM’s) 
ativadas, o comprimento do músculo durante a contração, a área de secção transversa (AST) do 
músculo, a predominância do tipo de fibra muscular, o ponto de aplicação da resistência, a 
técnica de estabilização e o estado de motivação do indivíduo. È fato que os fatores anatômicos 
e fisiológicos que influenciam a força muscular não podem ser controlados em uma situação de 
teste, porém muito deles (posicionamento do paciente, estabilização, ponto de aplicação da 
resistência e motivação) podem e devem ser controlados. Esses fatores devem ser padronizados 
para cada teste muscular a fim de manter-se a consistência e aprimorar a validade e 
confiabilidade do TMM 
HISLOP, H.J.; MONTGOMERY, J. Provas de função muscular: técnicas 
 de exame manual. 8.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008 (adaptado) 
 
A partir do texto e com relação ao TMM dos isquiotibiais (semitendinoso, semimembranoso e 
bíceps femoral), após a demonstração do movimento a ser executado, o paciente deve 
 
A)Postar-se na posição de decúbito ventral; realizar o movimento de flexão do joelho 
apenas contra a ação da gravidade enquanto o examinador estabiliza o quadril para 
evitar a semiflexão ao mesmo tempo em que observa se o paciente realizou a amplitude 
parcial de movimento para atribuir ao TMM o grau 2. 
B)ficar na posição de decúbito dorsal; realizar o movimento de flexão do joelho seguida de 
uma resistência moderada, por parte do examinador, na parte distal da perna do paciente 
tentando estendê-la, ao mesmo tempo em que estabiliza o quadril para evitar a semiflexão do 
mesmo para atribuir ao TMM o grau 5. 
C)manter a posição de decúbito dorsal; realizar o movimento de flexão do joelho apenas contra 
a ação da gravidade enquanto o examinador estabiliza o quadril para evitar a semiflexão, ao 
mesmo tempo em que se observa se o paciente realizou a amplitude completa de movimento 
para atribuir ao TMM o grau 3. 
D) adotar a posição de decúbito ventral; realizar o movimento de flexão do joelho seguida de 
uma resistência moderada, por parte do examinador, na parte distal da perna do paciente 
tentando estendê-la, ao mesmo tempo em que se estabiliza o quadril para evitar a semiflexão do 
mesmo para atribuir ao TMM o grau 3. 
E)Adotar a posição de decúbito dorsal; realizar o movimento de flexão do joelho seguida de 
um resistência moderada, por parte do examinador, na parte distal da perna do paciente 
tentando estendê-la, ao mesmo tempo em que estabiliza o quadril para evitar a semiflexão do 
mesmo para atribuir ao TMM o grau 4. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Tipo de questão: Múltipla Escolha 
 
Conteúdo avaliado: Provas e Funções Musculares 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
A posição facilitadora para a realização do teste muscular para a flexão de joelho com o 
paciente deitado é a manutenção da posição de decúbito ventral. Das duas alternativas que 
adotam essa posição: A e D, ao verificar os resultados obtidos pelo paciente durante o teste, 
pode-se enquadrar como verdadeira a resposta da afirmativa A, onde o paciente realiza o 
movimento de flexão do joelho PARCIAL apenas contra a ação da gravidade e deste modo 
obteve graduação TMM grau2. 
 
Para a Avaliação muscular global, as medidas da força muscular são obtidas utilizando-se o 
Teste Muscular Manual (TMM) e são classificados de acordo com a tabela abaixo. Os grupos 
musculares normalmente testados são das articulações dos ombros, quadris e joelhos. 
 
Grau 5 Força normal 
Grau 4++ Força capaz de vencer a gravidade e uma resistência significativa, mas com 
força abaixo do normal 
Grau 4+ Força capaz de vencer a gravidade contra uma resistência moderada 
Grau 4 Força capaz de vencer a força da gravidade contra uma resistência pequena 
Grau 3 Força capaz de vencer a força da gravidade sem resistência externa 
Grau 2 Incapaz de realizar o movimento articular em um plano 
Grau 1 Esboço de contração ou contração muscular discreta vencer a força da 
gravidade, mas capaz de mover a musculatura sem movimentação articular 
Grau 0 Paralisia total do músculo 
Escala de Força Muscular (Miller & Hahn,1996) 
 
Referências: 
Miller DW Hahn JF.Chapter 1: General methods of clinical examination. pags 31-32. 
IN: Youmans.JR. Neurological Surgery 4 edition. W.B. Saunders Company. 1996. 
 
QUESTÃO Nº 27 
 
Um menino com 8 anos de idade apresenta dor na epífise de crescimento do joelho direito e 
aumento de volume do tubérculo tibial. O exame radiológico (em perfil) demonstra uma 
epifisite em toda a região, apontada pela seta na figura, com imagens de irregularidade do 
contorno ósseo. 
 
Com base na situação e na análise radiográfica apresentada, a tarefa para a qual existe restrição 
de movimentos desse menino é 
A) subir e descer escadas. 
B) andar de bicicleta em superfície plana. 
C) nadar (modalidade crawl). 
D) deambular em superfície plana. 
E) permanecer sentado em frente ao computador. 
 
Gabarito: A 
 
Tipo de questão: Específica (Fisioterapia) 
 
Conteúdo avaliado: Ortopedia – Saúde da Criança e do Adolescente 
 
Autor(a): Adroaldo José Casa Junior 
 
Comentário: 
A descrição em questão refere-se à Doença de Osgood-Schlatter, que se caracteriza pela 
avulsão parcial da tuberosidade anterior da tíbia em crescimento, sendo, usualmente, provocada 
pelo excessivo uso do quadríceps e tração repetida na inserção deste grupo muscular. Acomete, 
principalmente, meninos ativos, sendo a dor na face anterior do joelho e abaixo da patela 
agravada quando a criança/adolescente ajoelha-se, corre, realiza atividade física com maior 
esforço e contrai excentricamente o quadríceps (como ocorre no ato de subir e descer escadas). 
Na radiografia (perfil), a tuberosidade anterior da tíbia mostra-se mais volumosa e com áreas 
de deposição e reabsorção ósseas irregulares. Diante disso, a resposta mais adequada à 
assertiva em questão é a letra "A". 
 
Referências: 
FALOPPA, Flávio; ALBERTONI, Walter Manna. Ortopedia e Traumatologia. Barueri: 
Manole, 2008. 
MAGEE, David J. Avaliação Musculoesquelética. 4 ed. Barueri: Manole, 2005. 
SALTER, Robert B. Distúrbios e Lesões do Sistema Musculoesquelético. 2 ed. Rio de 
Janeiro: Medsi, 1985. 
 
QUESTÃO Nº 28 
Um paciente portador de doença de Charcot-Marie-Tooth (DCMT) apresenta queixa em sua 
marcha. A identificação de particularidades desse tipo de marcha e os grupos musculares 
alterados são pontos significantes na avaliação cinético-funcional. Considerando o quadro 
clínico apresentado, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o nome de músculo 
com fraqueza e o tipo de marcha desse paciente. 
 
A) Plantar e ebriosa. 
B) Fibular longo e ceifante. 
C) Tibial posterior e ebriosa. 
D) Tibialanterior e escarvante. 
E) Gastrocnêmio (cabeça medial) e miopática. 
 
Gabarito: letra D; tibail anterior e escarvante 
 
Tipo de questão: 
 
Conteúdo avaliado: 
 
Autor(a): Francine Aguilera 
 
Comentário: 
A doença de Charcot-Marie Tooth (CMT) ou polineuropatia periférica hereditária é constituída 
de um grupo geneticamente heterogêneo de distúrbios que têm o mesmo fenótipo clínico e 
hederodegenerativa do sistema nervoso periférico, se caracterizando clinicamente por 
alterações motoras, sensitivas, tróficas e vegetativas, de evolução lenta e progressiva. 
Na doença Charcot-Marie Tooth (CMT) são afetados os músculos dorsiflexores (tibial 
anterior), determinando marcha escarvante em virtude da queda dos mesmos (pé cavo) durante 
a deambulação e na musculatura intrínseca da mão dificultando atividades que exijam 
motricidade fina. O déficit motor leva a amiotrofia distal bilateral simétrica afetando a 
musculatura do pé e do terço inferior da coxa, ocasionando deformidades e escolioses, além de 
déficits na marcha. A avaliação da marcha permite revelar uma atrofia distal, levando a 
tendência de arrastar a marcha de forma compensatória. 
 
Referências: 
 
1.Matos A, Geraldo A, Cerqueira R, Lameiras L, Gabriel H, Fernandes Ar, et al. Charcoot 
Marie Tooth ligada ao X por deleção do gene da Cx32- primeiro caso português. Rev Sinapse 
2007;4:92-3. 
2.Stokes M. Neurologia para fisioterapeutas. In: Nicklin J. Distúrbios nervosos II: 
Polineuropatias. São Paulo: Premier 2000, p. 201-13 
3.Zanotelli E . Doenças neuromusculares. In: Fernades AC, Ramos ACR, Casalis MEP, Hebert 
SK. AACD Medicina e reabilitação: princípios e prática. São Paulo: Artes Médicas 2007, 
p.120-1. 
 
 
Questão 29 
O Sistema Único de Saúde (SUS) se apoia nos princípios da universalidade, integralidade e 
equidade, consistindo em um direito de todos no Brasil. A atuação do fisioterapeuta no SUS 
tem como objetivos, entre outros, 
 
I. divulgar métodos fisioterapêuticos e trabalhar em equipe. 
II. garantir assistência integral e não-hierarquizada. 
III. atender prioritariamente a idosos e crianças em urgências e emergências clínicas. 
IV. atuar em todos os níveis de atenção à saúde e trabalhar sempre que possível em equipes 
 
É correto apenas o que se afirma em 
 
A) I e II. 
B) I e III. 
C) II e III. 
D) II e IV. 
E) III e IV. 
 
Gabarito: ANULADA 
 
Tipo de questão: OBJETIVA 
 
Conteúdo avaliado: CONHECIMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS 
 
Autor(a): Fabiana Pavan Viana 
 
Comentário: 
 Não existiam alternativas corretas para esta questão, pois o fisioterapeuta deve atuar em todos 
os níveis de atenção à saúde (primário, secundário e terciário) e trabalhar dentro de equipe 
interdisciplinar. 
 
REFERÊNCIA: 
- Naves, Cristiane Roberta; Brick, Vanessa de Souza. Análise quantitativa e qualitativa do nível 
de conhecimento dos alunos do curso de fisioterapia sobre a atuação do fisioterapeuta em saúde 
pública. Ciênc. saúde coletiva vol.16 supl.1 Rio de Janeiro 2011.Disponível em 
http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011000700088. 
 
 
QUESTÃO Nº 30 
A fisioterapia baseada em evidências, que teve origem em cursos como medicina e farmácia, 
vem crescendo e se consolidando nos vários campos de trabalho do fisioterapeuta. Neste 
sentido, quando se usa a expressão “baseada em evidências” significa dizer que 
A) A conduta fisioterapêutica tem que ser fundamentada em experiências compartilhadas 
entre terapeuta e paciente. 
B) O profissional deve concentrar seus trabalhos nas evidências que vem dando certo no 
âmbito do seu consultório. 
C) O contexto gerado na avaliação e no atendimento deve centrar-se nas melhores 
constatações feitas ao longo da experiência profissional. 
D) O fisioterapeuta traça estratégias de avaliação e tratamento segundo as evidências que 
observa com resultados favoráveis na sua rotina de trabalho. 
E) O tratamento e os procedimentos da avaliação fisioterapêutica devem ser 
fundamentados em artigos científicos validados e com bom nível de evidência. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Tipo de questão: 
 
Conteúdo avaliado: 
 
Autor(a): Prof. Dalley César Alves 
 
Comentário: 
Fisioterapia baseada em evidências, significa baseada em artigos científicos confiáveis, 
pesquisas feitas com metodologias adequadas, baseadas em comprovações científicas, portanto 
a afirmativa "E" é a correta, as demais citam experiência do terapeuta, paciente, baseadas em 
experiências dos profissionais em consultórios, durante os atendimentos, não sendo baseadas 
em dados científicos. 
 
Referências: 
 
QUESTÃO Nº 31 
Quando um indivíduo tem sua rotina alterada por condições que afetam sua saúde, essas 
atividades e a participação do indivíduo no âmbito social são bastante modificadas. As 
condições de saúde são influenciadas pelas estruturas e funções do corpo, assim como pelo 
nível de atividade funcional do indivíduo e sua participação na sociedade. O fisioterapeuta 
deve ter conhecimento acerca dos modelos de saúde hierarquizados. O pensar desse 
profissional deve ser voltado para uma visão global na avaliação e no tratamento. O modelo da 
Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) considera os fatores 
 
A) sociais e econômicos. 
B) ambientais e pessoais 
C) individuais e alimentares. 
D) coletivos e organizacionais. 
E) psicológicos e integracionistas. 
 
Gabarito: letra B 
 
Tipo de questão: Componente específico/múltipla escolha 
 
Conteúdo avaliado: Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) 
 
Autor(a): Valéria Rodrigues Costa de Oliveira 
 
Comentário: 
 
O modelo de entendimento da funcionalidade humana A Classificação Internacional de 
Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) foi publicada pela Organização Mundial de Saúde 
(OMS) em 2001 e fundamenta-se num modelo de entendimento da funcionalidade e da 
incapacidade que integra os modelos biomédico e social. Segundo esse modelo, a 
funcionalidade de um indivíduo com uma determinada condição de saúde depende de aspectos 
de corpóreos, bem como de fatores pessoais e ambientais. Assim como os demais membros da 
Família Internacional de Classificações da Organização Mundial de Saúde, a CIF tem por 
objetivo a homogeneização de terminologias na área de saúde, permitindo a comparabilidade 
de dados entre locais e momentos históricos diferentes. As informações colhidas a partir do uso 
da CIF são, portanto, destinadas a coleta sistemática de dados na população, permitindo a 
elaboração de relatórios e estatísticas de saúde pública a respeito de condições funcionais 
relacionadas à saúde que podem vir a ser usadas para políticas públicas para esse setor, mas 
também para securidade social, trabalho, justiça entre outros. 
Os componentes deste modelo são: Estado de Saúde (distúrbio ou doença), Funções e 
Estruturas do Corpo (Deficiências), Atividades (Limitações), Participações (Restrições), 
Fatores ambientais e Fatores pessoais. 
Os estados de saúde são doenças, transtornos, lesões ou traumas e podem referir-se a outras 
circunstâncias como envelhecimento, estresse, anomalias congênitas ou predisposição genética. 
Pode também incluir informação sobre a patogênese ou etiologia. Em geral, são descritos pela 
Classificação Internacional de Doenças. Funções do corpo são as funções fisiológicas dos 
sistemas corpóreos, incluindo as funções psicológicas. As estruturas do corpo são as partes 
anatômicas do corpo, como órgãos, membros e seus componentes. 
Anormalidades nas funções ou das estruturas são chamadas deficiências, as quais são definidas 
como perdas ou alterações significantes (por exemplo, deformidades)de estruturas (como as 
articulações) e/ou funções (por exemplo, redução da amplitude de movimento, fraqueza 
muscular, dor e fadiga). 
Atividade é a execução de uma tarefa ou ação por um indivíduo e representa a perspectiva 
individual de funcionalidade. Participação refere-se ao envolvimento de um indivíduo em uma 
situação de vida e representa a perspectiva social da funcionalidade. 
Dificuldades para realizar atividade são limitações de atividades (por exemplo, limitação para 
andar ou carregar objetos). Problemas que um indivíduo pode enfrentar numa situação de vida 
são conceituados como restrições às participações (por exemplo, na vida comunitária e lazer). 
Fatores de contexto representam o pano de fundo global da vida de uma pessoa. 
Os fatores ambientais englobam aspectos físico, social e de atitudes no qual as pessoas vivem e 
conduzem suas vidas. Esses fatores são externos ao indivíduo e podem ter influência positiva 
ou negativa, desempenhando papeis de barreiras ou facilitadores. Fatores pessoais são aspectos 
particulares da vida de uma pessoa e abrangem características que não são parte da condição de 
saúde, ou seja, gênero, idade, raça, forma física, estilos e hábitos de vidas e antecedentes 
sociais. Fatores pessoais não podem estar deficientes, limitados ou restritos. Assim como os 
fatores ambientais, eles podem modular a funcionalidade positiva ou negativamente. 
O objetivo da classificação é agrupar aspectos semelhantes da funcionalidade humana, 
organizá-los numa estrutura lógica e defini-los de forma que os termos usados nessa 
classificação sejam equivalentes no âmbito internacional. A CIF presta-se à classificação da 
funcionalidade das pessoas e não à classificação das pessoas. Portanto, os componentes do 
modelo da funcionalidade correspondem aos componentes da classificação. Dentro de cada 
componente, existe uma lista exaustiva de categorias (representadas por códigos), que são as 
unidades da classificação. As categorias da CIF são hierarquicamente organizadas e sinalizadas 
por códigos alfanuméricos, elas são dispostas segundo uma organização de tronco-ramo-folha 
dentro de cada componente. 
Com suas 1.454 categorias, a CIF aborda, de forma completa, a funcionalidade humana, 
esgotando os componentes descritos acima, o que a torna uma classificação extremamente 
abrangente e significa uma grande vantagem da classificação, porque aumenta seu poder 
descritivo. Contudo, este também é um dos maiores desafios ao seu uso prático, pois todas as 
categorias deveriam ser avaliadas em todas as pessoas, o que é impraticável. 
 
Referências: 
 
Farias N, Buchala CM. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e 
Saúde. 
 
Conceitos, usos e perspectivas. Rer Bras Epidemiol 2005;8(2):187-93. 
 
Riberto, M. Core sets da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. 
 
Rev. bras. enferm. [online]. 2011, vol.64, n.5, pp. 938-946. ISSN 0034-7167. 
 
Organização Mundial de Saúde. CIF: Classificação Internacional de Funcionalidade, 
 
Incapacidade e Saúde. São Paulo: EDUSP; 2003, 325p. 
 
QUESTÃO Nº 32 
QUESTÃO 32 - O gerente de uma empresa, no ato da visita de um fisioterapeuta contratado 
como consultor, mostrou os computadores, as mesas, a disposição física das salas, os locais de 
recreação e lazer, os banheiros e o estacionamento adaptado. Após a visita, o fisioterapeuta foi 
questionado acerca da prestação de serviços também na área de ergonomia e ginástica laboral, 
além consultoria permanente. Nesse contexto, pelo código de ética e pelas habilidades e 
competências inerentes à profissão, cabe ao fisioterapeuta: 
 
A) a exclusividade em orientar ou prescrever ginástica laboral dentro das empresas. 
B) orientar quanto à confecção dos móveis da empresa e à construção física do mobiliário. 
C) sugerir, em caso de necessidade, adaptação ao espaço físico dentro das empresas, 
assim como a orientação da ginástica laboral. 
D) orientar a gerência da empresa a procurar profissional competente nesse tipo de consultoria, 
pois ele não recebe, em sua formação acadêmica, informações em como atuar em âmbito 
empresarial. 
E) realizar consultorias quanto ao espaço físico e orientação da ginástica laboral apenas na 
ausência de arquitetos e (ou) terapeutas ocupacionais, visto que esses profissionais são os mais 
indicados para realizar esse tipo de trabalho. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Tipo de questão: Objetiva 
 
Conteúdo avaliado: Saúde do Trabalhador 
 
Autor(a): Zíngarah Májory Tôrres de Arruda 
 
Comentário: 
Letra A (incorreta) – Justificativa: No Brasil, as profissões que possuem regulamentação para 
executarem a ginástica laboral são a educação física e a fisioterapia. Cada uma dessas 
profissões tem definido o seu campo de atuação. A atuação do Fisioterapeuta na Ginástica 
Laboral está prevista na legislação regulamentadora da Fisioterapia, em que declara que esse 
profissional pode fazer o uso de técnicas e procedimentos fisioterapêuticos com a finalidade de 
“restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente”, conforme estabelece o 
Art. 3º do Decreto Lei nº 938/69. Observa-se, também, que a resolução nº. 259, de 18 de 
dezembro de 2003, em seu artigo 1º declara que: “São atribuições do Fisioterapeuta que presta 
assistência à saúde do trabalhador, independentemente do local em que atue: II – Prescrever a 
prática de procedimentos cinesiológicos compensatórios as atividades laborais e do cotidiano, 
sempre que diagnosticar sua necessidade”. Já o educador físico poderá atuar na prescrição, 
orientação e dinamização do exercício físico, aí incluída a Ginástica Laboral, nas suas diversas 
formas, manifestações e objetivos, conforme a Resolução do CONFEF (Conselho Federal de 
Educação Física) n° 73/2004, publicada no Diário Oficial da União em 18 de maio de 2004 - 
Seção 1 - pág. 78 e 79, que dispõe sobre a Ginástica Laboral e dá outras providências. 
Letra B (incorreta) - Justificativa: De acordo com a resolução nº. 259, de 18 de dezembro de 
2003, artigo 1º, inciso III, cabe ao fisioterapeuta “identificar, avaliar e observar os fatores 
ambientais que possam constituir risco à saúde funcional do trabalhador, em qualquer fase do 
processo produtivo, alertando a empresa sobre sua existência e possíveis conseqüências”. Em 
relação à confecção dos móveis da empresa e à construção física do mobiliário, os profissionais 
mais habilitados são os engenheiros e arquitetos. 
 
Letra C (correta). 
 
Letra D (incorreta): Segundo a resolução nº. 259, de 18 de dezembro de 2003, “o Fisioterapeuta 
é qualificado e legalmente habilitado para contribuir com suas ações para a prevenção, 
promoção e restauração da saúde do trabalhador”. 
 
Letra E (incorreta): A resolução nº. 259 de 18 de dezembro de 2003 apresenta em seu Art. 2º 
que “o Fisioterapeuta no âmbito da sua atividade profissional está qualificado e habilitado para 
prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria especializada”. Contudo, os arquitetos e 
(ou) terapeutas ocupacionais não são os mais indicados para realizar orientar a prática da 
ginástica laboral. 
 
Referências: 
 
- resolução nº. 259, de 18 de dezembro de 2003. 
 - http://www.coffito.org.br 
 - BAÚ, Lucy Mara Silva. Fisioterapia do Trabalho: ergonomia, legislação, 
reabilitação. Curitiba: CLADOSILVA, 2002. 
 - LIMA, Valquíria. Ginástica Laboral: atividade física no ambiente de trabalho. 
São Paulo: PHORTE, 2003. 
 
QUESTÃO Nº 33 
Copiar a questão 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: letra B 
 
Tipo de questão: múltipla escolha 
 
Conteúdo avaliado: volumes e capacidadespulmonares, espirometria e avaliação da força 
muscular respiratória 
 
Autor(a): Elizabeth Rodrigues de Morais 
 
Comentário: 
Ao avaliar o gráfico representativo dos volumes e capacidades pulmonares observa-se: 
Intervalo “C”- volume corrente (VC)= volume de ar que entra e sai dos pulmões a cada ciclo 
ventilatório. 
Intervalo “A”- volume residual (VR)= volume de ar que permanece nos pulmões após 
expiração máxima 
 Intervalo “D”- volume de reserva inspiratório (VRI): maior volume de ar que pode ser 
inspirado após a inspiração do volume corrente 
Intervalo “H”- volume de reserva expiratório (VRE): maior volume de ar que pode ser exalado 
após a exalação do volume corrente 
Intervalo “E”- capacidade inspiratória (CI= VC + VRI) somatória de volume corrente com 
volume de reserva inspiratório 
Intervalo “G”- capacidade residual funcional (CRF= VRE + VR) somatória de volume de 
reserva expiratório com volume residual, representa o volume de ar que permanece nos 
pulmões no fim de uma expiração basal. 
Intervalo “B”- capacidade vital (CV= VC+VRI+VRE) somatória de volume corrente com 
volume de reserva expiratório e volume de reserva inspiratório, pode ser avaliado tnto na 
inspiração quanto na expiração. 
Intervalo “I”- capacidade pulmonar total (CPT= VC+VRI+VRE+VR) somatória de volume 
corrente, volume de reserva inspiratório e expiratório e volume residual. 
 Avaliando os itens temos: 
A) A avaliação da pressão expiratória máxima (PEmáx) pode ser realizada por duas 
metodologias: com componente elástico e sem o componente elástico: 
1- Com componente elástico: avalia-se a pressão expiratória partindo da capacidade 
pulmonar total (intervalo B ) e 
2- Sem o uso do componente elástico: avalia-se ao nível da capacidade residual 
funcional (final da expiração do volume corrente), portanto intervalo H 
Por isso a proposição é FALSA 
B) Para avaliar a pressão inspiratória máxima (Pimáx) também poderão ser utilizadas as 
duas metodologias. 
1- Com componente elástico: avalia-se partindo do volume residual (intervalo B) e 
2- Sem o componente elástico: também ao nível da capacidade residual funcional 
(final da expiração do volume corrente), portanto intervalo E 
Portanto a proposição é VERDADEIRA 
 
C) Ao avaliar testes espirométricos recomenda-se avaliar no intervalo da capacidade vital 
(inspirações e expirações máximas) portanto intervalo B. 
Item FALSO 
 
D) Testes de pico de fluxo expiratório (PFE) devem ser realizados partindo de uma 
inspiração máxima até que todo o ar seja exalado em um esforço rápido e máximo, 
portanto no intervalo B. Ítem FALSO 
 
E) O volume corrente corresponde ao intervalo C, portanto Item FALSO 
 
Referências: 
1) BARBARA, C; RODRIGUES, F. Pressões máximas respiratórias: proposta de um 
protocolo de procedimentos. Rev. Port. Pneumologia, v.5, p. 297-307, 2000. 
2) BETHLEM, N. Pneumologia. 4ª ed. São Paulo: Atheneu, 2001. 
3) BRITO, R.R; BRANT, T.C.S; PARREIRA,V.F. Recursos Manuais e Instrumentais 
em Fisioterapia Respiratória. 1ª ed. São Paulo: Manole, 2008. 
4) PEREIRA, C.A.C. Consenso de Espirometria, v. 28 (Supl 3), p. S1-S82, 2002 
 
QUESTÃO Nº 34 
O ciclo da marcha humana pode ser dividido em uma fase de apoio, que se inicia com o apoio 
de calcanhar, e uma fase de oscilação, que se inicia com a retirada e elevação dos dedos do pé, 
do solo. A fase de apoio pode ainda ser subdividida em contato inicial, reação à carga, apoio 
médio, apoio terminal e pré-oscilação, enquanto qua a fase de oscilação é composta pelas 
subfases oscilação inicial, média e final. 
 
Perry, J. Análise da marcha: marcha normal. Vol.1, 1.ed., Barueri: Manole, 2004. 
 
Carr, J; Shepherd, R. Reabilitação neurológica: otimizando o desempenho motor. Barueri: 
Manole, 2010. 
 
A figura acima mostra registros eletromiográficos associados a três diferentes cadências de 
marchas, mas que apresentam, mas que apresentam a mesma forma de onda. A partir do texto 
apresentado e com base na figura, a subfase de pré-oscilação ocorre aproximadamente no meio 
da passada e pode ser caracterizada pelo pico de atividade do músculo 
 
A) reto femoral. 
B) vasto lateral. 
C) bíceps femoral 
D) tibial anterior 
E) sóleo. 
 
Gabarito: letra E 
 
Tipo de questão: 
 
Conteúdo avaliado: 
 
Autor(a): Adriana Marcia Monteiro Fantinati 
 
Comentário: 
De acordo com o texto, observa-se que o avaliador divide a marcha em duas fases: fase de 
apoio (que corresponde a 60% desse período) e a fase de oscilação (40% do período). Ele ainda 
pede para analisar o pico de atividade muscular na subfase de oscilação nos exames 
eletromiográficos. De acordo com o gráfico, o único músculo que tem o seu pico de atividade 
muscular entre as porcentagens da passada (40% - 60%) é o sóleo. 
O sóleo é um importante músculo estabilizador e da progressão do corpo à frente durante as 
fases da marcha (apoio-60% e oscilação-40%). Durante a fase inicial de apoio unipodal 
(contato inicial), a principal função do sóleo é promover a estabilidade desacelerando o 
deslocamento anterior do tronco. Nas fases de apoio terminal e pré-oscilação ele é importante 
músculo promotor da progressão do corpo à frente. Então, conclui-se que, na subfase de 
oscilação esse músculo estabiliza a perna e desacelera a tíbia à frente do pé. 
 
Referências: 
 
QUESTÃO Nº 35 
QUESTÃO 35 - Uma empresa, após tomar conhecimento de queixas de lombalgia e dorsalgia 
da maior parte dos funcionários de um setor, contratou um serviço de fisioterapia. O 
fisioterapeuta traçou um plano de ação que envolveu duas etapas para cada funcionário do 
referido setor: 1ª) Anamnese e exame físico; 2ª) Avaliação da Postura e da Flexibilidade. Na 
segunda etapa, o fisioterapeuta optou por utilizar equipamentos que disponibilizassem dados 
quantitativos objetivos acerca dos movimentos analisados. Com isso, o fisioterapeuta 
apresentou à empresa as evidências visuais e quantitativas das alterações cinético-funcionais 
presentes em cada funcionário do setor e traçou o perfil de cada um deles. Tais evidências 
seriam o princípio norteador do trabalho fisioterapêutico a ser desenvolvido junto aos 
funcionários e também caberia a ele acompanhar a evolução das disfunções detectadas na 
avaliação inicial e revisar, periodicamente, o plano de intervenção adotado. Com base na 
situação hipotética apresentada, os recursos de avaliação e diagnóstico utilizados na segunda 
etapa do trabalho seriam 
I. Avaliação postural por medidas em imagens fotográficas ou fotogrametria. 
II. Avaliação postural por plataforma de força. 
III. Teste do banco de Wells. 
IV. Flexiteste. 
 
É correto apenas o que se afirma em: 
A I e II. 
B I e III. 
C I e IV. 
D II e III. 
E III e IV. 
 
Gabarito: Letra B 
 
Tipo de questão: Objetiva 
 
Conteúdo avaliado: Saúde do Trabalhador 
 
Autor(a): Zíngarah Májory Tôrres de Arruda 
 
Comentário: 
I. Avaliação postural por medidas em imagens fotográficas ou fotogrametria. 
(correta) 
 
 A fotogrametria é um importante instrumento de avaliação postural. Sua 
principal característica é a demonstração quantitativa das alterações posturais. É 
uma ferramenta largamente utilizada em Perícias Técnicas Judiciais. 
 Esse método possibilita obter informações precisas sobre suas alterações 
posturais, avaliar (em medidas e ângulos) as limitações das amplitudes de 
movimento, levantar a suspeita de futuros acometimentos dolorosos, acompanhar a 
evolução da melhora postural, utilizando comparação das imagens fotográficas 
iniciais com as finais. 
 II. Avaliação postural por plataforma de força. (incorreta) 
 A plataforma deforça utiliza sensores de resistência para avaliar as forças 
aplicadas sobre o solo. Dessa forma, permite monitorar as componentes 3D da força e dos 
momentos gerados durante o contato com o solo. A avaliação da estabilidade pela plataforma é 
feita com o indivíduo em pé, com olhar a frente e braços relaxados ao longo do corpo. Durante 
a manutenção desta postura, são monitorados os três componentes de força (Fx, Fy e Fz) e três 
momentos (Mx, My e Mz) que permitem calcular o centro de pressão. Os dados obtidos na 
avaliação podem ser observados, na prática fisioterapêutica, através de sinais enviados ao 
software. A partir da análise desses sinais, o profissional consegue realizar uma avaliação 
postural do sujeito, identificando possíveis distúrbios. Constatamos que a aplicação desta 
ferramenta propicia a oportunidade de conhecer e compreender as avaliações quantitativas e 
qualitativas para análise do movimento humano, assim como a possibilidade de perceber o 
papel da biomecânica dentro do estudo do movimento humano, em especial a postura e 
locomoção. 
 
III . Teste do banco de Wells (correta) 
 A flexibilidade é uma das principais variáveis da aptidão física relacionada à saúde. 
Define-se como a máxima amplitude fisiológica passiva em um determinado movimento 
articular, sendo específica para a articulação e para o movimento. O banco de Wells (Wells e 
Dillon) é utilizado para medir a flexibilidade da parte posterior do tronco e pernas. O indivíduo 
senta-se de frente para o banco, colocando os pés no apoio com os joelhos estendidos. Ergue os 
braços com as mãos sobrepostas, levando ambas para frente e empurrando o marcador para o 
mais distante possível na régua. É aconselhável realizar uns 3 movimentos antes do teste como 
aquecimento. Não devem ser feitos impulsos ou insistências. Para o teste, deve ser feita uma 
única execução máxima e o resultado deve ser anotado em centímetros. Podem ser feitas várias 
testagens do mesmo indivíduo ao longo do tempo, para avaliação e monitoramento da evolução 
de sua flexibilidade ou a comparação com valores médios estatísticos. 
IV. Flexiteste (incorreto) 
 O Flexiteste proposto por Pável e Araújo (1980) permite a medida da flexibilidade de 
20 movimentos articulares, em uma escala crescente de números inteiros entre 0 e 4 e a 
obtenção de um resultado global denominado de Flexíndice. Flexiteste consiste na medida e 
avaliação da mobilidade passiva máxima de vinte movimentos articulares corporais (36 se 
considerados bilateralmente), que engloba as articulações do tornozelo, joelho, quadril, 
“tronco”, punho, cotovelo e ombro. Dentre os vinte movimentos, oito são realizados nos MMII, 
três no tronco e nove restantes nos MMSS. A numeração dos movimentos é feita em um 
sentido distal-proximal. A medida é feita pela execução lenta do movimento até a obtenção do 
ponto máximo da amplitude e a posterior comparação entre os mapas de avaliação e a 
amplitude máxima obtida pelo avaliador no avaliado. 
Como a questão aborda que o fisioterapeuta traçou um plano de tratamento para os problemas 
da empresa, em que tomou conhecimento de queixas de lombalgia e dorsalgia da maior parte 
dos funcionários de um setor. O Flexiteste não seria o recurso mais indicado, pois envolve a 
medida de várias partes do corpo que não estão ligadas a quantificação das melhorias 
almejadas pela intervenção fisioterapeutica. Sendo mais indicado, portanto, o Teste do banco 
de Wells. 
 
Referências: 
 
- BAÚ, Lucy Mara Silva. Fisioterapia do Trabalho: ergonomia, legislação, reabilitação. 
Curitiba: CLADOSILVA, 2002. 
- NASCIMENTO, Nivalda Marques; MORAES, Roberta de Azevedo Sanches. Fisioterapia nas 
Empresas: saúde x trabalho. Rio de Janeiro: Taba Cultural, 2000. 
- COUTO, Hudson de Araújo. Ergonomia aplicada ao trabalho em 18 lições. Belo Horizonte: 
Ergo, 2002. 
 
QUESTÃO Nº 36 
 
Uma mulher, com 45 anos de idade, foi encaminhada a uma clínica de fisioterapia para o 
tratamento de sequela de lesão nervosa de membro superior esquerdo decorrente de acidente 
automobilístico. No exame físico e funcional apresentou sinais de alteração sensitiva e motora, 
características de lesão do nervo radial. De acordo com o quadro clínico descrito a paciente 
apresentava 
A) incapacidade de aduzir, opor ou flexionar o polegar. 
B) supinação fraca, perda de flexão do polegar e perda do desvio ulnar do punho. 
C) perda de extensão do polegar, perda do desvio radial do punho e supinação fraca. 
D) pronação fraca ou ausente, perda da adução do polegar e desvio radial do punho. 
E) ausência de flexão dos dedos da mão e pronação fraca, especialmente a 90º de flexão 
de cotovelo. 
 
Gabarito: C 
 
Tipo de questão: Específica (Fisioterapia) 
 
Conteúdo avaliado: Ortopedia e Traumatologia 
 
Autor(a): Adroaldo José Casa Junior 
 
Comentário: 
O nervo radial passa pela face lateral do cotovelo, antebraço e punho e tem origem em C5 à T1. 
É responsável pela inervação do dorso da mão (dois terços laterais), dorso e face lateral do 
polegar e dois terços proximais dorsais dos dedos indicador e médio e da metade do dedo 
anular, bem como, dos músculos: ancôneo, braquiorradial, extensores radiais longo e curto do 
carpo, extensor dos dedos, extensores longo e curto do polegar, abdutor longo do polegar, 
extensor ulnar do carpo e extensores dos dedos mínimo e indicador. Na lesão do nervo radial a 
expectativa é de alteração sensorial em seu dermátomo, além de fraqueza e limitação nos 
movimentos de supinação do antebraço, desvio radial do punho, extensão do punho, extensão 
dos dedos (inclusive do polegar) e abdução do polegar. A resposta mais adequada à assertiva 
em questão é a letra "C". 
 
Referências: 
FALOPPA, Flávio; ALBERTONI, Walter Manna. Ortopedia e Traumatologia. Barueri: 
Manole, 2008. 
MAGEE, David J. Avaliação Musculoesquelética. 4 ed. Barueri: Manole, 2005. 
 
QUESTÃO Nº 37 
O treinamento de resistência aeróbia é fundamental para o aperfeiçoamento das funções 
cardiorrespiratórias e pode ser aplicado de forma contínua ou intervalada. De acordo com o 
tempo de realização, o treinamento contínuo pode ser executado em períodos de curta (até 
10min), média (de 10 a 30 min) e longa (acima de 30 min) duração. O treinamento aeróbio 
intervalado deve ser individualizado, estabelecendo-se a duração total do esforço físico, do 
nível de intensidade, do número de repetições para cada intensidade e da duração de cada 
intensidade. Assim, o fisioterapeuta, antes de iniciar o tratamento de resistência aeróbia, deve 
levar em consideração algumas variáveis, alem da estratificação do risco cardiovascular, tais 
como: idade, frequência cardíaca máxima (FC Max) e consumo de oxigênio máximo 
(VO2Máx) 
Determinação da frequência Cardíaca de Treinamento (FCT), segundo a faixa etária 
 
 
Nota: Correspondência entre os valores percentuais do consumo máximo de oxigênio e da 
frequência cardíaca máxima sugerida para indivíduos normais e cardiopatas. Para cada faixa 
etária observa-se o valor mínimo do consumo máximo de oxigênio (ml.kg/min) e da frequência 
cardíaca (bpm em 15s), de acordo com a faixa escolhida para o treinamento. 
I Consenso Nacional de Reabilitação Cardiovascular: fase crônica. Arquivos Brasileiros de cardiologia. 1997, v.69, n.4, p.267-291 
 
Com base no quadro apresentado, assinale a alternativa que apresenta a estratificação de risco 
cardiovascular e faixa etária correta para treinamento, levando-se em consideração VO2Máx 
(%) de treinamento. 
 
A)Em indivíduos de 30 anos de idade, saudável e sedentário, com orientação clínica para 
realizar exercício físico, deve utilizar uma faixa de 90% de consumo máximo de oxigênio ou 
92% da frequênciacardíaca máxima, encontram-se valores de 176 bpm ou 44 batimentos /15s. 
B)Em indivíduo de 40 anos de idade, saudável e sedentário, com orientação para realizar 
exercício físico na faixa de 50% de consumo máximo de oxigênio ou 64% da frequência 
cardíaca máxima, encontram-se valores de 128 bpm ou 32 batimentos /15s. 
C) Em indivíduo de 50 anos de idade, saudável e sedentário, com orientação para iniciar a 
prática do exercício físico na faixa de 60% de consumo máximo de oxigênio ou 72% da 
frequência cardíaca máxima, encontram-se valores de 128 bpm ou 32 batimentos /15s. 
D) Em indivíduo de 60 anos de idade, apresentando sinais de isquemia miocárdica ao ECG de 
esforço físico, com orientação para realizar exercício na faixa aproximada de 30% de consumo 
máximo de oxigênio ou 51% da frequência cardíaca máxima, encontram-se valores de 100 bpm 
ou 25 batimentos /15s. 
E) Em indivíduo de 70 anos de idade, saudável e ativo, que já realiza exercícios físicos 
regularmente com orientação para realizar exercício faixa aproximada de 100% de consumo 
máximo de oxigênio ou 100% da frequência cardíaca máxima, encontram-se valores de 164 
bpm ou 41 batimentos /15s. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Tipo de questão: Múltipla Escolha 
 
Conteúdo avaliado: Fisiologia do Exercício 
 
Autor(a): Priscila Valverde Oliveira Vitorino 
 
Comentário: 
Para responder essa questão basta apenas analisar a tabela de Fox que é um instrumento 
utilizado para a prescrição de atividade física em pessoas com baixo risco cardiovascular. 
Verificando na coluna a idade de 50 anos e na linha o VO2máx de 60mlO2/Kg/min encontra-se 
na intersecção o valor da frequência cardíaca de treinamento . Na parte superior da célula 
encontra-se a frequência cardíaca para 1 minuto que corresponde a 128 e na parte inferior da 
mesma célula a frequência cardíaca em 15 segundos (32). (veja a figura) 
 
Referências: 
 
QUESTÃO Nº 38 
A diferença no comportamento de diversos tipos de fibras nervosas diante de um estímulo 
elétrico externo pode ser observada em um gráfico de intensidade-duração do pulso elétrico. A 
figura apresentada a seguir mostra um gráfico de intensidade-duração em que se explicita a 
voltagem necessária para se produzir determinada resposta (dolorosa, motora ou sensorial), ao 
serem utilizados pulsos elétricos de diferentes durações. 
 
ROBERTSON, V.; WARD, A., LOW, J. e REED, A. Eletroterapia explicada: princípios e práticas. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2009. 
 
A partir dessas informações, elabore um texto, com até 15 linhas, justificando as razões para 
as diferenças entre os limiares para as respostas dolorosa, motora e sensorial, mostradas no 
gráfico, independentemente da duração de pulso. (valor: 10,0 pontos) 
 
Gabarito: Questão Discursiva 
 
Tipo de questão: Discursiva 
 
Conteúdo avaliado: Eletroterapia 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
Um impulso nervoso é a transmissão de uma alteração elétrica ao longo da membrana do 
neurônio a partir do ponto em que ele foi estimulado. O impulso nervoso é conhecido por 
potencial de ação. O potencial de ação é um fenômeno de natureza eletroquímica e ocorre 
devido a modificações na permeabilidade da membrana do neurônio. Essas modificações de 
permeabilidade permitem a passagem de íons de um lado para o outro da membrana. 
 
A disposição estrutural da membrana celular, constituída por cadeias de polipeptídeos imersas 
em uma bicamada lipídica, permite um acúmulo de cargas elétricas distintas ao longo da sua 
superfície, funcionando como o dielétrico de um capacitador. Assim, em um estado normal, as 
fibras nervosas mais calibrosas e as fibras musculares esqueléticas apresentam uma diferença 
de potencial entre os meios intra e extracelulares, que equivale no estado de repouso a 
aproximadamente –90 milivolts. Isto se deve às diferentes concentrações iônicas de sódio e 
potássio nos dois meios, apresentando uma eletronegatividade no meio intracelular em relação 
ao meio extracelular. 
 
Além da habilidade das membranas do nervo e do músculo em desenvolver e manter o 
potencial de repouso, elas possuem a propriedade de serem excitáveis. No entanto, para que 
proceda a transmissão do um impulso elétrico nesses tecidos, faz-se necessário que o potencial 
de membrana atinja um nível superior ao seu limiar. 
 
Os tecidos excitáveis respondem diferentemente aos estímulos elétricos. As fibras nervosas 
necessitam de corrente de baixa intensidade e de curta duração, enquanto as fibras musculares, 
necessitam de correntes de alta intensidade e longa duração. Assim dependendo da qualidade 
do estímulo elétrico, obtêm-se diferentes respostas do tecido estimulado. 
 
A figura indica que para alcançar o limiar sensorial, foi necessário estímulo de curta duração e 
pequena amplitude. O limiar sensorial foi atingido primeiro porque nervos mais próximos aos 
eletrodos são nervos sensoriais com receptores nos tecidos cutâneos e subcutâneos. As fibras 
motoras, que como as fibras sensoriais tem maior diâmetro e mielinizadas, são rapidamente 
estimuladas. Enquanto as fibras dolorosas, de menor diâmetro, necessitam uma amplitude 
maior de estímulo para serem excitadas 
 
Referências: 
GUYTON, C. A. ; HALL, E. J. Tratado de Fisiologia Médica. 10 ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2002. 
WILMORE, H.J.; COSTILL,L.D. Fisiologia do Esporte e do Exercício. 2 ed. São Paulo: 
Manole, 2001. 
 
QUESTÃO Nº 39 
Na avaliação sensorial cutânea, geralmente realizada por meio de estesiometria, são usados 
frequentemente dois mapas sensoriais distintos, sendo um deles baseado na distribuição dos 
dermátomos e outro baseado na distribuição de nervos sensoriais periféricos, os quais estão 
apresentados na figura a seguir. 
 
 
A partir dessas informações e considerando a diferença entre os mapas sensoriais apresentados 
na figura, elabore um texto, com até 15 linhas, justificando as diferentes situações em que cada 
um desses mapas deve ser utilizado na avaliação fisioterapêutica da sensibilidade. (valor: 10,0 
pontos) 
 
Gabarito: Questão Discursiva 
 
Tipo de questão: Questão Discursiva 
 
Conteúdo avaliado: Semilologia 
 
Autor(a): Larissa Mariana Veloso de Oliveira 
 
Comentário: 
 
A organização segmentar dos nervos espinhais e a inervação sensorial da pele estão 
relacionados entre si. A área da pele inervada por fibras sensoriais originadas das raízes dorsais 
de cada lado de um único segmento espinhal é chamado de dermátomo. Um dermátomo é 
definido como a área cutânea inervada por uma única raiz nervosa e recebe o nome da raiz que 
inerva. Cada paciente apresenta pequenas diferenças e os dermátomos também apresentam um 
grande grau de superposição. 
 
Cada nervo espinal, portanto, carrega informações sensitivas somáticas de uma área específica 
na superfície do corpo. O teste da sensibilidade tátil nestas zonas autônomas de um paciente 
consciente pode ser usado para localizar lesões de um nervo espinal específico ou em um nível 
específico da medula espinal. 
 
A distribuição dos nervos periféricos e o mapa dos dermátomos, podem ajudar diante de um 
quadro de alteração ou perda de sensibilidade cutânea, determinando se existe acometimento 
medular, em nervo periférico ou nas raízes espinhais. Enquanto o mapa de nervos periféricos é 
apropriado para a avaliação de alterações na sensibilidade, decorrentes de lesões nervosas 
periféricas. 
 
Referências: 
Fernandes, JHM – 2012: E-Book ilustrado de Semiologia Ortopédica – Módulo 09 - Coluna 
Cervical e Módulo 11 - Coluna Torácica e Lombar 
EKMAN, L.L. Neurociencias fundamentos para a reabilitação. 3. Ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2008. 
 
QUESTÃO Nº 40 
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem é desenvolvida pelo Ministério da 
Saúde, em parceria com gestores do SUS, sociedades científicas, sociedade civil organizada, 
pesquisadores, acadêmicos e agências de cooperação internacional. 
A pluralidade das instituições envolvidas nessa construção é um convite e um desafio à 
consideração da saúde do homem brasileiro, nas suas idiossincrasias e similaridades, nos 5, 561 
municípios, 26 estados e no Distrito Federal. Nesse sentido, a política traduz um longo anseio 
da sociedade ao reconhecer que os agravos do sexo masculino constituem verdadeiros 
problemas de saúde pública. Um dos principais objetivos dessa Política é promover ações de 
saúde que contribuam, significativamente, para a compreensão da realidade singular masculina, 
nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos. Outro é o respeito aos 
diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de 
gestão. Esse conjunto possibilita o aumento da expectativa de vida e a redução dos índices de 
morbimortalidade por causas previsíveis e evitáveis nessa população. Para isso, a Política 
Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem está alinhada com a 
Política Nacional de Atenção Básica – porta de entrada do Sistema Único de Saúde – com as 
estratégias de humanização, e em consonância com os princípios do SUS, fortalecendo ações e 
serviços em redes e cuidados da saúde. 
 
Considerando as ideias do texto acima, redija um texto dissertativo acerca do tema: 
 
A saúde do homem e suas interfaces com a sociedade moderna. 
Aborde em seu texto os seguintes aspectos: 
a) o atendimento ao homem na atenção primária à saúde; (valor: 5,0 pontos) 
b) a relação entre homem, trabalho e doença. (valor: 5,0 pontos) 
 
Gabarito: 
Parte (a) 
O estudante deve relacionar o homem e o processo de adoecimento com os níveis de atenção 
a saúde. Deve considerar a entrada do homem no atendimento à saúde, sendo que este só 
aparece na saúde especializada e raramente, ou quase nunca, na atenção primária o que gera 
a maioria dos agravos e perturbações nestes indivíduos. 
Parte (b) 
Finalizando a redação, o estudante deverá abordar o mundo moderno e suas interfaces com a 
vida destes homens; o que este cotidiano pode trazer de problemas para estes indivíduos que 
se apresentam de forma heterogênea; e a necessidade de cuidados que se deve ter com a 
saúde do homem, tanto quanto com a da mulher. 
 
Tipo de questão: Questão discursiva 
 
Conteúdo avaliado: Conhecimentos Fisioterapêuticos 
 
Autor(a): Fabiana Pavan Viana 
 
Comentário: 
a) O estudante deve relacionar o homem e o processo de adoecimento com os níveis de atenção 
à saúde (primário, secundário e terciário). Ademais, deverá fundamentar que o sistema de 
saúde púbico não está cumprindo com um dos seus princípios norteadores, à integralidade. Pois 
na maioria das vezes o atendimento realizado tem caráter curativo e de áreas especializadas, 
não sendo priorizado o nível de atenção primário. 
 (b) O estudante deverá abordar os principais problemas relacionados ao trabalho na atualidade, 
em diferentes contextos. Relatar sobre os principais fatores de risco do ambiente laboral, que 
podem contribuir para o desenvolvimento de patologias relacionadas ao trabalho. 
Posteriormente, deverá explicar a necessidade de implantação, nas empresas, de Programas de 
Saúde, a fim, de promover uma qualidade de vida satisfatória do trabalhador, minimizando os 
riscos decorrentes da atividade laboral. 
 
Referências: 
- Naves, Cristiane Roberta; Brick, Vanessa de Souza. Análise quantitativa e qualitativa do 
nível de conhecimento dos alunos do curso de fisioterapia sobre a atuação do fisioterapeuta em 
saúde pública. Ciênc. saúde coletiva vol.16 supl.1 Rio de Janeiro 2011.Disponível em 
http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011000700088 
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. 
Brasília: Secretaria de Atenção à Saúde, 2008. 
 
Botomé, SP; Rebelatto, JR. Fisioterapia no Brasil – Fundamentos para uma ação 
preventiva e perspectivas profissionais. 2ª edição, São Paulo, Manole, 1999. 
Campos, GW S. et al. Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo, Hucitec; Rio de Janeiro, Ed. 
Fiocruz, 2006. 
Deliberato, PCP. Fisioterapia Preventiva - Fundamentos e Aplicações. 1ª edição. São Paulo, 
Manole, 2002. 
 
 http://acheprovas.com/enade/provas-do-enade-2010-fisioterapia.htm

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