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ACIDENTES EM MARQUIsES DE EDIFÍCIOS
Pedro Porfírio Ganzo
Introdução
No inicio de 1992, um segundo desabamento de marquise chamou a atenção dos profissionais ligados a área de estruturas para a instabilidade deste elemento arquitetônico.
Analise de regulamentação edilícia
Estética dos Edifícios – O Art. 192 recomendava que o balanço da marquise deveria ter um limite máximo de 3,0m que a mesma deveria ser constituída de material incombustível e resistente a ação do tempo e ter na face superior caimento em direção a fachada do edifício, para através do condutor encaminhar as águas pluviais para a sarjeta.
O art. 194, que contribuiu para dar um grande incremento na construção das marquises, tornava obrigatória a sua construção nos prédios comerciais a seres construídos nos logradouros de zona comercial.
O art. 200 previa a necessidade de apresentação da estrutura. Havia a previsão ainda de permissão a Administração a exigir, sempre que julgasse necessário o cálculo de resistência da obra a ser executada.
O Decreto 8272/88 trouxe uma inovação em relação aos prédios comerciais. Ao invés de obrigar, a Prefeitura permitiu o uso livre de toldos ou marquises para a proteção do acesso a lojas ou salas.
Com a diminuição dessas exigências pressupõe que o profissional contratado deva assumir as suas responsabilidades eximindo o Código de Obras de excesso de detalhes.
Abordagem Estrutural
As marquises são elementos constitutivos das edificações caracterizados como balanços, vinculados ao plano da fachada e que se projetam sobre o logradouro publico.
Existem certas peculiaridades que tornam a manutenção ainda mais importante. 
Posicionamento das armaduras.
Manutenção inadequada da impermeabilização.
No caso do Rio de Janeiro, as mesmas estão expostas a ação agressiva dos gases poluentes e da maresia, com grande quantidade de partículas de cloreto de sódio.
Relatos de alguns acidentes
	Serão descritos três acidentes ocorridos em Copacabana, sendo dois deles com vitimas fatais.
Marquise situada no imovel 391 da Rua Barata Ribeiro, esquina com Rua Siqueira Campo (Ed. Mercurio)
Estruturada com lajes e vigas de concreto armado apoiados em tirantes também de concreto armado.
08/11/90 um pedaço da marquise desabou vitimando um pedestre.
Motivo: Corrosão acentuada da base da armação dos tirantes, em decorrência do cobrimento insuficiente da massa.
Marquise situada no imóvel 25 da Rua Sá Ferreira, esquina com a Av. Nossa Sra. De Copacabana
Construída ao nível do teto do primeiro pavimento projetando-se sobre via publica, com 3m de balanço e 30m de comprimento ao longo da rua. E estruturada com vigas invertidas
18/02/92 ocorre o acidente provocando a morte de um camelo.
Motivo: Quantidade excessiva de revestimento na parte superior gerando acréscimo de carga permanente altíssimo, e a corrosão da armadura negativas de algumas vigas.
Marquise situada no imovel 637 da Av. Nossa Sra de Copacabana
15/01/95 desaba mais uma marquise desta vez por falta de cuidado na demolição.
Estruturada com laje engastada, foram observadas as seguintes ocorrência
 Trincas no revestimento
Sistema de coleta de águas pluviais ineficiente
Existência de letreiro apoiado na marquise.
Conclusões	
 Com base nos resultados de 250 marquises vistoriadas da Av. Nossa Sra. de Copacabana, foram analisados três quesitos
Tipos das ocorrências detectadas nas vistorias
Procedimentos de emergência adotados 
Qualidade e teor dos pareceres técnicos.
Ocorrências em marquises
A- desplacamento do revestimento
B- Existência de trincas
C-corrosão das ferragens
D- manchas de infiltração
E- impermeabilização deteriosa
F- coleta ineficiente das águas pluviais
G- deformação excessiva
H- existência de letreiros
I- manutenção deficiente
J- revestimento excessivo
K- outros
Os procedimentos de emergência são de dois tipos: Adotados por ocasião da vistoria, através do simples exame visual. E aqueles após análise da elaboração do parecer técnico.
O que se observa é a importância de uma manutenção realizada por profissional habilitado e de um detalhamento associado a uma boa execução, que previna ou retarde o processo de corrosão da estrutura.
Impermeabilização		 Manchas de infiltração
Armadura com corrosão	 Existência de trincas

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