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TESTES SUPRALIMIARES A finalidade dos testes supralimiares é localizar e quantificar as lesões. No caso avalia as lesões neurossensoriais para saber se a lesão é mais coclear ou retrococlear. Os testes são realizados com som puro, voz humana e ruídos. Coclear: envolve as células ciliadas da cóclea. Se elas estiverem lesionadas, a Lesão é Coclear que é a mesma coisa que Lesão Sensorial. Retrococlear: envolve o VIII par craniano, se ele estiver lesionado a lesão será retrococlear que é a mesma coisa de Lesão Neural. Então... Lesão nas células ciliadas da coclea é Lesão Sensorial/Coclear. Lesão no VIII par é Lesão Neural/ Retrococlear. As perdas neurossensoriais podem envolver a coclear ou/e o nervo VIII (nervo vestibulococlear). E esses testes veem se a lesão é coclear ou retrococlear. Na coclear se pesquisa recrutamento ou distorção, na retrococlear pesquisa a fadiga ou adaptação. Testes para ver se a lesão é mais Lesão Coclear/ Lesão Sensorial (lesão nas células ciliadas da cóclea): SISI, Fowler, Reger e Luscher O Fowler usa apenas um tom nas duas orelhas, ou seja, monotonal e binaural. O tom é 20 dB acima do limiar da pessoa. O Reger é o contrario, usa dois tons em apenas uma orelha, ou seja, bitonal e monoaural. O Luscher usa um tom 40dB acima do limiar da pessoa. O SISI vê a habilidade do paciente de perceber pequenas mudanças de intensidade. Tom em 20 dB acima do limiar da pessoa. Testes para ver se a lesão é mais retrococlear/Neural: Tone Decay e STAT No tone Decay a fono orienta o paciente que fique com a mão levantada enquanto estiver ouvindo o apito. A fono então coloca um apito em 0 dB NS e conta 1 minuto, se o paciente abaixar a mão antes de 1 minuto, então recomeça o teste aumentando 5 dB. Ou seja, começou em 0dB, se o paciente abaixou a mao antes de 1 minuto, começa de novo aumentando em 5 dB. Por exemplo... Coloquei o apito em 0dB e o paciente abaixou a mao antes de completar 1 minuto... Eu começo o teste de novo, mas aumentando 5dB, ou seja, em 5dB, se ele abaixar a mao entes de um 1 minuto de novo, eu recomeço aumentando mais 5, ou seja, em 10 dB, se em 10 dB ele ouve o apito em 1 minuto, então o limiar dele é 10 dB. Se ele ouvir em 0 ou 5dbNS, está normal... Se ele ouvir em 10 ou 15 dbNS é leve.... Se ele ouvir em 20 ou 25 é moderado.... Se ouvir acima de 30 db NS é acentuada. O STAT é bem semelhante ao tone decay, o paciente tb deve ficar com a Mao levantada enquanto ouvir o apito e tb o teste é durante 1 minuto, porem a diferença é que se usa nas frequências de 250, 500 e 1000HZ com intensidade de 100dBNS e o paciente não pode ter uma perda maior que 80dB. Se o paciente deixar de escutar o som em 100dB anntes de 1 minuto, então é sugestão de lesão no nervo auditivo (neural). PERDA FUNCIONAL (PERDA PSICOGENICA OU SIMULADOR) É quanto a pessoa não tem nenhum comprometimento orgânico no ouvido, nenhuma lesão nas vias auditivas periféricas ou centrais. Causado por problemas emocionais, ansiedade, neurose, conflitos de personalidade, histeria, simulador. Diagnostico instrumental: O diagnostico dessa deficiência auditiva só pode ser feito com testes especiais (que serão apresentados) ou com métodos objetivos como a imitânciometria, BERA, EOA e EcochG. Testes clássicos que avaliam perda funcional: Lombard, Prova de Carhart, prova de azzi e Von Bekesy. Lombard: Reflexo cocleofonatorio. Pede ao paciente que leia um texto, enquanto ele Le, aumenta o um ruído branco nos dois ouvidos, a partir do momento que o paciente aumentar a voz, diminui 40dB do limiar do ruído, assim acha-se o limiar aproximado. Prova de Carhart: Falar uma lista de palavras diminuindo 5dB e pedindo ao paciente para repetir, quando ele parr de repetir, vai havar uma diferença entre o limiar tonal e o limiar da fala. Prova de Azzi: O paciente Le um texto e ouve o retorno de sua leitura com atraso de alguns segundos e vai aumentando o volume do retorno, ate ele se confundir com a leitura. Von Bekesy: É tipo V, há uma inversão do traçado continuo. Responde melhor pulsátil que continuo. Tipo I: Normal ou condutiva. Tipo II: Disfunção coclear Tipo III: Problemas retrococleares. Tipo IV: Retrococlear tb. Tipo V: Alteração funcional