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FISIOTERAPIA EM ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA TRAUMATO-ORTOPEDIA E DISTURBIOS OSTEO-MIO-ARTICULARES Ortopedia x Traumatologia • Fisioterapia Ortopédica - Patologias Ortopédicas • Fisioterapia Traumatologia - Patologias na Traumatologia Desvios Posturais Processos Degenerativos Processos Inflamatórios Qualquer tipo de trauma que acometa o sistema musculoesquelético Avaliação Fisioterapêutica Quando começa a nossa avaliação?! Quais os principais pontos da avaliação? - Identificação - Ananmese - Exame Físico Queixa Principal HDA Inspeção Palpação Mobilização Exame Físico • Inspeção - Panorâmica - Localizada • É a etapa da avaliação que utilizamos o nosso olhar. • O que podemos inspecionar no paciente? • Palpação - Superficial - Profunda • É a etapa que utilizamos o toque. • O que palpamos!? • Mobilização • Etapa que utilizamos nossas ferramentas para tentar fechar o diagnóstico cinesiológico funcional. - Reflexo - Sensibilidade - Amplitude de Movimento (ADM) - Medida de comprimento e Edema - Testes Específicos DISTÚRBIOS E AFECÇÕES DO SISTEMA OSTEO-MIO-ARTICULAR ESTRUTURA Músculo Osso Tendão Cápsula articular Membrana sinovial Cartilagem articular Ligamentos Meniscos Bursa Discos Fáscia PATOLOGIA Contratura, distensão, atrofia Fratura, osteoporose, osteomielite Tendinite, tenossinovite Capsulite adesiva Sinovite Artrose Lesão ligamentar Lesão meniscal Bursite Hérnia de disco, discopatia Fascite plantar, esporão de calcâneo Distúrbios e afecções do sistema osteo-mio-articular • AGUDO X CRÔNICO - Aguda: 7 a 10 dias após a lesão (hiperemia, edema, aumento da temperatura, dor em repouso que piora com a ADM ou isometria) - Subaguda: de 10 a 7 semanas; - Crônica: após 3 a 6 meses (fibrose, dor apenas nos extremos da ADM, ou em resistência). Lembrando que os números não são 100% exato. Trauma agudo Uso repetitivo Lesão Resposta inflamatória Dor Repouso Fraqueza, rigidez, etc. Atividade • Sinais e sintomas • dor • atrofia muscular / fraqueza, • edema / derrame articular, • diminuição da ADM / bloqueio / rigidez, • aderência, • instabilidade, • crepitação, • sintomas neurológicos • Pontadas, agulhadas, dormência Distúrbios e afecções do sistema osteo-mio-articular O que é dor? Por que sentimos dor? • Uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada com uma lesão efetiva ou potencial dos tecidos, ou descrita em termos de tal lesão. A dor é sempre subjetiva. • É um mecanismo de demarcação de limites para o organismo, e de aviso sobre a ocorrência de estímulos lesivos provenientes do meio externo ou do próprio organismo International Association for the Study of Pain Dor percepção de sensações diversas como: – Irritação – Inflamação – Fisgada – Latejo Nocicepção processo sensorial que fornece os sinais que desencadeiam a experiência de dor - Nociceptores Mecânicos, Térmicos, Químicos - Nociceptores Polimodais Elementos da Dor • Dor que cessa com a interrupção do estímulo nocivo • Mecanismo adaptativo de sobrevivência • Ativação de fibras nervosas do tipo Aδ ( A-delta -mielínicas) • Alerta para lesão tecidual • Estímulos nocivos em estruturas somáticas ou viscerais Tipos de Dor • Dor que ocorre pelo disparo de reações inflamatórias no tecido lesionado, mesmo após a interrupção do estímulo nocivo • Ativação de fibras nervosas do tipo C (amielínicas) • Pode tornar-se um processo patológico crônico • Causa estresse físico- emocional e sócio-econômico DOR AGUDA DOR CRÔNICA • Dor neuropática: experiência dolorosa crônica, intensa e de difícil tratamento, provocada por disparo desordenado de P.A. nas vias da dor. Comum em síndromes metabólicas como neuropatia diabética, neuralgia trigeminal, neuralgia pós-herpética • Dor referida: dor sentida na superfície corporal, mas que corresponde à ativação de nociceptores localizados nas vísceras. Outros Tipos de Dor • Dor somática não visceral - localizada; em pontada, facada, ardor ou latejamento • Dor visceral - vaga; em cólica, queimor e peso • Dor músculo esquelética - vaga; queimação, latejamento e cãibra • Alodínia - resposta aberrante de dor em resposta a estímulo que antes não causava dor. Ocorre a nível de SNC. • Dor Fantasma - Dor em membro amputado Síndromes Dolorosas Percurso da Dor Transdução do estímulo nocivo Quando há lesão na pele, ocorre ativação direta das fibras de dor rápida (em azul) e indireta das fibras de dor lenta (em vermelho). As células lesionadas (mastócitos) secretam substâncias que geram uma reação inflamatória local, potencializando a dor. Prostaglandina sensibiliza os nociceptores Bradicinina aumenta a condutância iônica nos nociceptores Subst. P sensibiliza os nociceptores, vasodilatação, estimula liberação de histamina (hiperalgesia secundária) Vias ascendentes da dor Ínsula Via Paleo-espinotalâmica ou espinorreticular Medula Formação reticular Tálamo (núcleo medial) Córtex parietal, giro do cíngulo e ínsula Fibras em verde e vermelho Está muito relacionada aos componentes afetivos da dor. Conduz a dor lenta e pouco definida, de localização, devido respectivamente a neurônios mais curtos (com maior número de sinapses) Vias ascendentes da dor Via Neo-espinotalâmica Medula Tálamo (núcleo ventral e posterior) Fibras em verde e vermelho Por ser direta, rápida, fidedigna e específica para cada unidade sensorial, esta via permite boa discriminação do local e da intensidade da dor (somatotopia), e é responsável pela dor aguda, transmitindo principalmente dores em pontadas e térmicas. Córtex parietal TEORIA DAS COMPORTAS DA DOR Mecanismo de controle da dor São mecanismos endógenos de controle da dor - ANALGESIA Neurônios inibitórios da medula são ativados por estimulação tátil concomitante à entrada de estimulação nociceptiva. Ocorre a nível de neurônio de 1° ordem. Mecanismo de controle da dor PEPTÍDEOS OPIÓIDES ENDÓGENOS Devido a presença de receptores específicos para a morfina e seus derivados em diversas regiões cerebrais, investigou-se a presença de opióides naturais Encefalinas Endorfinas Dinorfinas • Análise da dor • Intensidade (EVA) • Análise da dor • Relação temporal • Melhora X Piora • Tratamentos End Feel Fisiológico • Suave (macia): limitação feita por partes moles; • Firme: estiramento muscular, das cápsulas articulares e ligamentares; • Dura: contato osso-osso. End Feel Patológico • Macia: edema de tecidos; • Firme: fibroses, retrações, espasmos musculares; • Dura: compressão articular, osteoartrose, corpos soltos na articulação, fratura (deformidade), contato osso-osso; • Vazia: a dor impede o alcance da adm. Nenhuma resistência é sentida, exceto pela imobilidade protetora (inflamação articular aguda, bursite, fratura); ATROFIA MUSCULAR • Principais causas - Imobilizações - Lesão Nervosa/Neural - Dor Lesão de nervo periférico - Exemplos de traumas que podem acometer a parte neural: TRAUMA NERVO LESADO Fratura ou luxação do ombro N. Axilar ou Circunflexo Fratura 1/3 médio do ombro N. Radial Epicôndilo medial N. Ulnar ou Cubital Luxação do quadril N. Ciático Fratura do côndilo lateral do fêmur N. Ciático poplíteo externo Força Muscular EDEMA/ DERRAME ARTICULAR Derrame dentro da articulação (Intra-articular) Edema fora da articulação (Extra-articular) QUAL É A DIFERENÇA ENTRE DERRAMEE EDEMA? • EDEMA ARTICULAR • AGUDO - Sem cacifo • CRÔNICO - Com cacifo - Dificuldade da circulação/retorno COMO FAZER UM PLANO DE TRATAMENTO? • Objetivos • Fases: preparatória / mobilização • Fase preparatória • Agente Dose Tempo • Técnica Tipo de técnica Local de aplicação • PROGRAMA DE TRATAMENTO • Fase de mobilização • Seleção Cinesioterapia Massoterapia Terapia manual ou postural • Observações Tipo / Tempo / Repetições Reavaliação / Progresso