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Corrente 
Galvânica
Definição
É uma corrente de baixa frequência polar, com fluxo constante e ordenado
de elétrons sempre em uma direção.
O fluxo corrente não sofre interrupção e nem varia a sua intensidade na
unidade de tempo. O exemplo mais comum é o da bateria de uma carro.
✓Corrente Contínua (CC)
✓Corrente Constante (CC)
✓Corrente Direta (CD)
✓Corrente Uniderecional (CU)
✓Também chamada de Corrente Galvânica (CG)
MACHADO (1991) 
Esse tipo de corrente é gerado por baterias:
De automóveis ou de motos (6, 12 ou 24V),
Pequenas baterias (geralmente 9V),
Pilhas (1,2V e 1,5V),
Dínamos, células solares e fontes de alimentação de várias
tecnologias, que retificam a corrente alternada para produzir corrente
contínua.
Característica da corrente
✓1 polo negativo (preto) – dispersivo ou de retorno
✓1 polo positivo (vermelho) – ativo
Caracterizada por uma Regra Universal:
✓Polo (+): de cor vermelha (ânodo), porque atrai ânions que são
polos (-)
✓Polo (–): de cor preta (cátodo), porque atrai cátions que são
polos (+)
A intensidade da corrente cresce no início até um ponto máximo e aí
mantém-se contínua sem se alterar. Quando desligada, diminui até
zero e extingue-se.
MACHADO (1991) 
Efeitos foréticos
Polo negativo (-)
✓É chamado de cátodo porque atrai
cátions que são pólos (+)
✓Os cátions são menores, com maior
velocidade
✓Aumento de concentração
✓Vasodilatação
✓Deslocamento de cátions para o
cátodo é chamado de cataforese e
neste caso o pH aumenta se tornando
alcalino
Polo positivo (+)
✓É chamado de ânodo porque atrai
ânions que são negativos (-)
✓Os ânions são maiores, com menor
velocidade
✓Diminuição de concentração
✓Vasoconstrição
✓Deslocamento de ânions para o
ânodo é chamado de anaforese e
neste caso o pH diminui se torna
ácido
Efeitos Tônicos 
Cataletrônico (-)
✓Diminui o limiar de excitabilidade
✓Aumenta a excitabilidade e se
torna excitada Hiperestimula (+)
✓Ocorre mais rápido a
despolarização
Analetrônico (+)
✓Aumenta o limiar de
excitabilidade
✓Diminui a excitabilidade e se
torna sedativa Analgesia (-)
✓Ocorre de forma mais lenta a
despolarização
Obs:
Polo positivo (+)
✓Aumenta o limiar de excitabilidade da célula
✓Portanto diminui a excitabilidade desta célula
✓Ocorre mais lentamente a despolarização e se torna mais sedativo e
diminui a dor
Polo negativo (-)
✓Diminui o limiar de excitabilidade da célula
✓Portanto aumenta a excitabilidade desta célula
✓Ocorre mais rapidamente a despolarização e se torna mais excitada
Obs:
✓Ânodo (+): Analgesia
✓Cátodo (-): Estimulante
Portanto quando a patologia for:
✓Causa vascular é preferível usar o pólo positivo (+) forético
✓Causa de artrose é preferível pólo negativo (-) tônico
Obs: A corrente galvânica tem 2 efeitos
Tônico
que ocorrem de forma simultânea
Forético
Efeitos sobre os nervos sensitivos
A corrente galvânica ao ser aplicada nos tecidos provoca uma
sensação inicial de cócegas ou comichão.
A medida que a sua intensidade é aumentada, produz uma
sensação de formigamento e recrudesce cada vez mais.
Ao aumentar mais ainda a sensação passa para agulhada,
queimação, ardência, dor e lesão.
MACHADO (1991) 
Ação físico - químico
a) Produção de calor: relação direta com a resistência específica do
meio utilizado
b) Dissociação: aplicação da eletroterapia faz as cargas começarem
a se orientar no sentido da corrente que passa e as moléculas se
separam
c) Iontoforese: deslocamento da partícula fluída, provocando uma
zona edemaciada
d) Ação estimulante: diretamente proporcional a intensidade
e) Mudança de permeabilidade.
Efeito físico - iônico
A corrente ao penetrar nos tecidos, provoca uma dissociação
eletrolítica ou decomposição eletroquímica do cloreto de sódio tissular
(Na+Cl-).
O cloreto de sódio, que é composto de íons de cloro (-) e íons de
sódio (+), é dissociado eletricamente.
O cloro, sendo um íon eletricamente (-), flui em direção ao polo (+),
reagindo quimicamente com a água dos tecidos (H2O), produzindo uma
reação ácida (H Cl - ácido clorídrico).
O sódio, sendo (+), flui para o polo (-), reagindo quimicamente com a
água tecidual (H2O), produzindo uma reação alcalina (Na OH -
hidróxido de sódio)
MACHADO (1991) 
Fórmula das reações (-) (+)
Polo negativo cátodo (-):
2Na + 2H2O = 2Na OH + H2 (liberado)
Hidróxido de sódio 
Reações ocorridas:
✓Ocorrerá uma reação básica
✓Liberação de H2
✓Necrose por liquefação
MACHADO (1991), 
GUIRRO e GUIRRO (2004) 
Fórmula das reações (-) (+)
Polo positivo ânodo (+):
2Cl + 2H2O = 2H Cl + 1/2O2 (liberado)
Ácido clorídrico
Reações ocorridas:
✓Ocorrerá uma reação ácida
✓Liberação de O2
✓Necrose de coagulação
MACHADO (1991), 
GUIRRO e GUIRRO (2004) 
EFEITOS FISIOLÓGICOS
São determinados pela ação da corrente sobre os nervos
vasomotores
A hiperemia ativa ocorre nos 2 pólos: polo positivo (+) e polo
negativo (-).
A hiperemia ativa é várias vezes maior no polo negativo (-) do que a
ocorrida no polo (+)
Os nervos vasomotores permanecem horas hipersensibilizados,
produzindo reflexamente hiperemia ativa
Devido a hiperemia haverá:
✓Maior oxigenação tecidual
✓Aumento na irrigação
✓Aumento da defesa
✓Aumentando o metabolismo
✓Maior aporte de nutrientes e eletrólitos (Mg, Ph, Na, K, Cl, etc)
A presença de metabólitos produz reflexamente vasodilatação dos
capilares e arteríolas, aumentando ainda mais a circulação local,
acelerando o metabolismo favorecendo o reparo tecidual
Períodos de hiperemia
Primário
Após certo tempo de aplicação da corrente galvânica (contínua), a
parte que fica sob os eletrodos torna-se avermelhada (vasodilatação)
e, o tempo que ela permanecer assim, denomina-se período primário.
Latente
É quando a hiperemia desaparece
Retardado
Quando acontece o reaparecimento da hiperemia (ativa).
A hiperemia produzida pela corrente contínua é característica da
própria corrente e não de um pólo apenas, pois, tanto o:
polo positivo (+) 
como o 
polo negativo (-) 
Produz hiperemia em maior ou menor grau, como fica demonstrado 
na pele após o uso da mesma.
Em uma visão perpendicular a
hiperemia causada pelo POLO
NEGATIVO (-) é mais difusa
Enquanto do POLO POSITIVO
(+), toma a forma do eletrodo
utilizado.
MACHADO (1991) 
Em uma visão tangencial ao
local, a hiperemia do POLO
NEGATIVO (-) forma um
abaulamento tecidual.
Enquanto a hiperemia do POLO
POSITIVO (+), forma uma
depressão localizada sob o
eletrodo.
MACHADO (1991) 
Em corrente polarizadas como a CORRENTE GALVÂNICA os efeitos fisiológicos
ocorrem de 2 maneiras:
✓Polar: acontece um efeito ABAIXO da(s) PLACAS NEGATIVAS (-) e PLACAS
POSITIVAS (+)
✓Interpolar: acontece efeitos ENTRE a PLACA NEGATIVA (-) e a PLACA
POSITIVA (+)
MACHADO (1991) 
Indicações da Corrente Galvânica
A corrente Galvânica embora não seja muito utilizada atualmente,
tem várias indicações em áreas bem específicas:
✓Analgesia
✓Efeito anti-inflamatório
✓Efeito anti-bactericida
✓Eletroendosmose ou eletrosmose
✓Iontoforese
✓Eletrólise capilar
EFEITOS ANALGÉSICOS
✓A corrente contínua (CC) aumenta o limiar de excitabilidade das
fibras nervosas sensitivas, ocorre a diminuição dos estímulos
dolorosos. Por isso, a corrente galvânica ou corrente contínua produz
analgesia pela diminuição da pressão nos lugares edemaciados
(congestionados), uma vez que a condução (fuga) de líquidos ocorre
do POLO POSITIVO(+) para o POLO NEGATIVO(-).
✓Assim, acontece uma diminuição da acidez e diminuição do tônus
das fibras nervosas simpáticas condutoras de dor, promovendo a
analgesia. (MACHADO,1991)
MACHADO (1991) 
ELETROENDOSMOSE OU ELETROSMOSE
✓A passagem da corrente contínua ou corrente direta pelos tecidos
provoca a transferência, deslocamento ou fuga de líquido de um pólo
para outro pólo (isto é de uma região para outra)
✓Isso ocorre do POLO POSITIVO(+) para o POLO NEGATIVO(-), em
outras palavras, facilitar a drenagem de edema.
✓O uso desta corrente para facilitar a drenagem está apoiado nas
duas teorias(Teoria de Cohen e a Osmose).
MACHADO (1991) 
TEORIA DE COHEN E A OSMOSE
✓A teoria de Cohen é uma das teorias que justificam o deslocamento da
água no sentido do POLO POSITIVO(+) para o POLO NEGATIVO(-).
✓Esta teoria afirma que quando fazemos circular água por uma rede de
cavidades (como ocorre em nosso organismo), essa água começa a
apresentar uma carga, esta carga é tão POSITIVA(+) quanto maior for sua
constante dielétrica (que é o caso da água).
✓Em outras palavras, a água é apolar (sem polaridade), mas apresenta
características (vestígios) POSITIVAS(+) em nosso organismo, e isso faz
ela ser atraída pelo POLO NEGATIVO(-).
MACHADO (1991) 
✓A presença da força osmótica, deve-se ao fato de em geral, as
CARGAS POSITIVAS(+) presentes em nosso organismo estarem
associadas a estruturas mais leves do que aquelas de CARGAS
NEGATIVAS(-).
✓Devido a este fator, haverá um acúmulo de moléculas mais
rapidamente no POLO NEGATIVO(-) do que no POLO POSITIVO(+),
já que é mais fácil deslocar as moléculas POSITIVAS(+) do que as
NEGATIVAS(-).
✓Isso faz a água ir de encontro a região de maior concentração de
soluto: POLO NEGATIVO(-).
MACHADO (1991) 
EFEITOS ANTINFLAMATÓRIO E BACTERICIDA
✓As células mortas, bactérias e corpos estranhos do local da lesão
tornam-se eletricamente POSITIVAS(+)
✓Enquanto os leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos -
macrófagos) são eletricamente NEGATIVOS(-) e por atração
quimiotáxica dirigem-se para a lesão (são atraídos), por ela ser
eletricamente POSITIVA(+).
MACHADO (1991) 
Como ocorre o efeito anti-inflamatório?
✓Ocorre pela ação do ELETRODO POSITIVO ou POLO
POSITIVO(+) que também atrai neutrófilos e macrófagos (que são
células eletricamente negativas), produzindo assim uma ação ou
efeito antinflamatório.
Como ocorre o efeito bactericida?
✓Considera-se que a corrente, ao carregar o líquido do edema em
lesões abertas ou cirúrgicas provoque uma ação antinflamatória e
bactericida, porque carrega também bactérias do local da lesão que
SÃO IONS(+) para o POLO NEGATVO(-) evitando sua proliferação
(efeito bactericida) além da ação dos macrófagos, que é altamente
bactericida.
MACHADO (1991) 
TÉCNICAS DE APLICAÇÃO
DRENAGEM DE EDEMAS
✓Utilizar eletrodos especiais (esponja embebido em água),
✓Eetrodo negativo (-) posicioná-lo um pouco acima do edema
✓Eletrodo positivo (+) em uma região bastante vascularizada e mais
proximal, se possível próximo a um gânglio para drenar o edema.
✓O eletrodo deve ser de preferência, maior ou igual à área a ser
drenada.
✓Obs: Esta técnica não deve ser utilizada com o objetivo de resolver
a situação de edema do paciente, mas com o objetivo de facilitar
uma drenagem.
ANALGESIA
✓Utilizar eletrodos especiais (esponja embebido em água),
✓Eletrodo positivo (+) em cima do quadro álgico cobrindo todo região
ou boa parte dela.
✓Eletrodo negativo (-) posicioná-lo no mesmo plano respeitando um
distância mínima de 10 a 15cm.
EFEITO ESPECIAL
✓A corrente produz uma diminuição do limiar de excitabilidade das fibras
nervosas motoras, favorecendo sua função, ação e reação
neuromuscular.
✓As fibras nervosas motoras reagirão com mais efetividade, elevando
sua função, principalmente nos casos de paresias e atrofias.
MACHADO (1991) 
✓Analgésico
✓Bactericida
✓Vasoconstritor
✓Libera oxigênio
✓Endurece os tecidos
✓Desidrata os tecidos
✓Produz depressão tecidual
CARACTERÍSTICAS DO POLO POSITIVO(+)
MACHADO (1991) 
✓Produz menos hiperemia
✓Reduz pequeno edemas
✓Atrai os íons negativos(cátions)
✓Repele os íons positivos (ânions)
✓Reação ácida (H Cl- ácido clorídrico)
✓Diminui a irritabilidade local-aneletrotônos
✓Antinflamatório: o polo positivo(+) atrai leucócitos polimorfonucleares
(neutrófilos), que são eletricamente negativos(-). Os leucócitos negativos(-) são
atraídos quimiotaxicamente por células lesadas e mortas, corpos estranhos e
bactérias positivas(+), provocando defesa e limpeza do local
✓Vasodilatador
✓Maior hiperemia
✓Libera hidrogênio
✓Hidrata os tecidos
✓Amolece os tecidos
✓Fluidifica os tecidos
✓Estimula a circulação
✓Estimula o metabolismo
✓Atrai íons positivos (ânions)
✓Repele íons negativos (cátions)
✓Provoca um abaulamento tecidual
✓Cateletrotônus - aumenta a irritabilidade
✓Reação alcalina (OH Na - hidróxido de sódio) 
CARACTERÍSTICAS DO POLO NEGATIVO(-)
MACHADO (1991) 
POLO NEGATIVO(-) CÁTODO:
✓Artrose
✓Contusão
✓Distensão
✓Fibrose
✓Hidratação tecidual
✓Transtornos tróficos
✓Enfermidade de Raynaud
✓Introdução de íons negativos(-)
POLO POSITIVO(+) ÂNODO:
✓Artrite (fase crônica);
✓Artralgia
✓Ciatalgia
✓Distensão
✓Bursite
✓Lombalgia
✓Mialgia
✓Neuralgia
✓Neurite
✓Tendinite
✓Introdução de íons positivos (+)
INDICAÇÕES DA CORRENTE GALVÂNICA 
MACHADO (1991) 
✓Lesões de pele 
✓Alterações de sensibilidade cutânea na área à ser tratada 
✓Históricos de reações alérgicas 
✓Região abdominal, pélvica e lombar de grávidas 
✓Presença de metais na área a ser tratada 
✓Marca-passo cardíaco 
✓Tumores malígnos
✓Áreas infectadas
✓Trombose ou tromboflebites 
✓Seio carotídeo 
✓Nervo vago 
CONTRA-INDICAÇÕES DA CORRENTE GALVÂNICA 
COHEN e ABADALLA (2015) 
IONTOFORESE
Pivati (1747) primeiro cientista a propor este método.
✓Stéphane Le Duc (1903) administração de drogas tornou-se
polpular.
✓Pode ser definida como a introdução de medicamentos (drogas) ou
íons ativos através da pele (via tecido cutâneo) com a utilização da
corrente contínua (direta).
COHEN e ABADALLA (2015) 
JUSTIFICATIVA
✓A justificativa é que com a utilização de drogas polares,
conseguimos aumentar sua penetração devido a presença da
corrente elétrica, e também, relata-se que a corrente utilizada
aumenta a permeabilidade cutânea.
✓A base teórica da iontoforese consiste na dissociação de compostos
químicos em íons positivos e íons negativos e na repulsão
eletrostática dos íons de mesma polaridade.
✓Outra teoria sugere que o aumento da permeabilidade do estrato
córneo da epiderme durante a iontoforese também favorece a
passagem transdérmica dos medicamentos (LI e SCUDDS,1995).
COHEN e ABADALLA (2015) 
MECANISMO DE AÇÃO
A iontoforese transdérmica de analgésicos envolve o uso da
força eletromotriz (voltagem) através de um ânodo carregado
positivamente e um cátodo carregado negativamente para
induzir a infiltração percutânea de um agente terapêutico via
transporte ativo para entrega local, regional ou sistêmica.
Entre os eletrodos (ânodo e cátodo) e a pele, existem
compressas ou esponjas embebidas por solução
medicamentosa. O ânodo (eletrodo positivo) repele os positivos,
enquanto o cátodo (eletrodo negativo) repele os íons negativos
presentes na compressa ou esponja.
Assim, o clínico deverá conhecer qual é a polaridade do
princípio ativo receitado pelo médico do paciente e utilizar, sob a
região a ser tratada, uma compressa ou esponja embebida pela
solução do referido medicamento, apenas sob o eletrodo de
mesma polaridade do princípio ativo, de tal forma que o eletrodo
facilite a penetração no organismo.
Os medicamentos de interface primária devem passar pelo
estrato córneo da pele com aproximadamente 10 a 100
micrômetros de espessura (RAWAT et al., 2008).
Existem três vias pelas quais a droga vai penetrar:
✓(1) – Folículos pilosos;
✓(2) – Extrato córneo
✓(3) – Poros das glândulas sudoríparas.
✓Esta terceira via é a principal delas, pois as outras apresentam uma
impedância elevada á passagem da corrente.
FATORES QUE INFLUENCIAM A PENETRAÇÃO DA DROGA:
✓Propriedades da droga,
✓Características do equipamento utilizado para aplicação,
✓Características do local da aplicação.
✓Os eletrodos devem ser do tipo esponjoso e embebidos em água.
✓A concentração utilizada é conseguida com uma diluição entre 1% e
10%.
✓A técnica para aplicação no entanto não é tão complicada, pois estes
valores geralmente vêm determinados quando se adquire a droga para
uso na iontoforese.
Nas substâncias ionizáveis a serem utilizadas encontramosinformações como:
✓Concentração da substância
✓Carga iônica da substância,
✓Indicação da patologia.
✓Basta a partir destas informações citadas, colocar o medicamento em um dos
pólos:
✓Ex: se a carga do medicamento for positiva(+), colocamos a medicação na
esponja do polo positivo(+), para que ele seja atraído pelo outro polo negativo(-)
e assim penetre na pele. Veja exemplo de aplicação de um medicamento com
carga positiva, na figura abaixo.
Cálculo da concentração da substância 
Peso do tubo = 60g x (mg)
Proporção = 1 11,6.
11,6 mg/g do total ou seja tem 11,6 mg (miligrama) para cada grama do 
produto
60 x 11,6 = 696mg ÷ 1000mg = 0,696 é a quantidade total de diclofenaco
no tubo
60 100% do tubo
0,696 X 
100 X 0,696 = 69,6 = 1,16% OU 11,6 ÷ 10 = 1,16% = 11,6mg x 100%
60 1000mg 
SUBSTÂNCIAS IONIZÁVEIS UTILIZADAS 
EM IONTOFORESE
B
IS
S
C
H
O
P
, 
B
IS
S
C
H
O
P
 E
 C
O
M
M
A
N
D
R
É
 (
2
0
0
1
) 
 
SUBSTÂNCIAS IONIZÁVEIS UTILIZADAS 
EM IONTOFORESE
B
IS
S
C
H
O
P
, 
B
IS
S
C
H
O
P
 E
 C
O
M
M
A
N
D
R
É
 (
2
0
0
1
) 
 
No contexto geral o eletrodo
✓Ativo ou de distribuição: eletrodo que contém o princípio ativo
(fármaco ou droga), deverá ser colocado na área a ser tratada (área-
alvo, área da lesão).
✓Passivo ou dispersivo: também chamado de inativo ou de retorno,
deve ser acoplado na pele do paciente a 10-15cm de distância do
eletrodo ativo.
✓Mas de uma maneira geral a distância mínima entre os eletrodos
dever ser MAIOR do que a área do ELETRODO MENOR.
(BÉLANGER, 2010)
COHEN e ABADALLA (2015) 
PROFUNDIDADE DE PENETRAÇÃO 
✓A profundidade exata que os íons serão introduzidos
ainda é incerta, mas estudos têm observado a presença de
íons variando entre 3 a 20mm de profundidade. (GLASS,
STEPHEN, JACOBSSEN, 1980 e SINGH, ROBERTS,
1993).
COHEN e ABADALLA (2015) 
DOSIMETRIA
✓Um dos aspectos fundamentais para dose do tratamento para
iontoforese é o tempo a ser utilizado durante a aplicação.
✓Esse é um fator importante para a dosimetria que deverá estar
relacionada com a amplitude (intensidade) da corrente (HARRIS,
1982).
✓A dose utilizada para introdução da droga na iontoforese, varia
conforme alguns fatores:
✓O tempo de aplicação,
✓A intensidade da corrente,
✓A carga do íon.
✓Para a corrente produzir efeito é necessário no mínimo uma densidade de corrente a partir
de 0,15mA/cm2 a 0,20mA/cm2. (AGNE, 2013).
✓Calculando a dosimetria da corrente
Área total do eletrodo X densidade da corrente
✓Então pensando-se em um eletrodo de 4cm X 4cm temos uma área total de 16cm2.
✓16cm2 X 0,20mA = 3,2 mA/cm2.
(Se o aparelho não proporcionar valores de 0,5mA arredonde para 3,0mA/cm2).
✓3,2mA x 15min = 48mA (DENSIDADE TOTAL)
✓3,2mA ÷ 16cm2 = 0,2mA/cm2.
✓Quando estiver aplicando a corrente galvânica ela não pode exceder
0,7mA/cm2 pois é PERIGOSO queimar o paciente, mas por precaução usa-se
0,5mA/cm2
✓Portanto no slide anterior a intensidade girou em torno de 0,2mA/cm2 de
intensidade que não gera riscos de queimadura para o paciente.
DOSIMETRIA
✓Depende das sensações subjetivas relatadas pelo paciente, sendo a
intensidade ideal , aquela que produzir apenas um leve formigamento.
✓Durante o tratamento questionar ao paciente sobre as sensações
sentidas, para que se possa manter sempre a sensação de formigamento.
✓Se o paciente sentir agulhada, ardência, queimação, dor ou desconforto,
a causa poderá ser:
✓Eletrodos muito apertados,
✓Colocados de eletrodos irregularmente à pele,
✓Partes metálicas em contato a pele,
✓Má saturação ou intensidade elevada.
✓Observar se está ocorrendo pequenas lesões na pele, pois causam
desconforto
BAIXOS NÍVEIS DE INTENSIDADE
✓Baixos níveis de intensidade são mais efetivos com a força motriz do
que as altas intensidades de corrente.
✓Altas intensidades aparentemente afetam de forma adversa o
fenômeno inter-iônico e dificultam a penetração.
TEMPO DE APLICAÇÃO
✓25 minutos (MACHADO, 1991)
✓20 a 40 minutos (COHEN e ABADALLA, 2015) 
TAMANHO DAS ESPONJAS
✓Quando usamos eletrodos de placa, as esponjas devem ser um
centímetro mais largas do que as placas e possuir um centímetro de
espessura, pois desta forma, evita-se o contato metal/pele e proporciona
uma melhor saturação, favorecendo a condutibilidade elétrica
placa/esponja/pele.
MACHADO (1991) 
FORMAS DE APLICAÇÃO
Eletrodos de tamanhos iguais
Eletrodos de placa de metal (moldável)
CUIDADOS 
✓Evitar contato direto metal/pele,usando
esponja adequada;
✓Retirar objetos metálicos, bem como não
aplicar em implantes metálicos superficiais;
✓ Observar a polaridade correta, segundo a
enfermidade;
✓ Testar a sensibilidade térmica, tátil e dolorosa
do paciente
✓Saturar adequadamente e frequentemente as
esponjas para manter boa condutibilidade;
✓Colocar os eletrodos uniformemente à pele;
✓Zerar o aparelho antes do tratamento,
✓ Não aumentar ou diminuir bruscamente a
intensidade;
✓Não desligar o aparelho, sem zerá-lo;
✓ Explicar as sensações ao paciente;
✓Manter em boa manutenção o aparelho,
✓O contato irregular e direto do jacaré de fixação
provoca queimaduras;
TÉCNICA DE APLICAÇÃO
✓Antes de se acoplar os eletrodo é necessário que se faça uma assepsia do local
(limpar a área com álcool ou sabão neutro)
✓Despir a área, posicionar o paciente comodamente e relaxamente;
✓Examinar a área a ser tratada,
✓ Testar sensibilidade;
✓Questionar sobre implantes metálicos;
✓Fixar os cabos,observando polaridade;
✓Aumentar gradativamente a corrente galvânica até o formigamento e a
intensidade desejada
✓Questionar todo o tempo o pacientes sobre as sensações sentidas (durante a
fase de tratamento)
✓Desligar o aparelho e examinar a área tratada.