Prévia do material em texto
Corrente Galvânica Definição É uma corrente de baixa frequência polar, com fluxo constante e ordenado de elétrons sempre em uma direção. O fluxo corrente não sofre interrupção e nem varia a sua intensidade na unidade de tempo. O exemplo mais comum é o da bateria de uma carro. ✓Corrente Contínua (CC) ✓Corrente Constante (CC) ✓Corrente Direta (CD) ✓Corrente Uniderecional (CU) ✓Também chamada de Corrente Galvânica (CG) MACHADO (1991) Esse tipo de corrente é gerado por baterias: De automóveis ou de motos (6, 12 ou 24V), Pequenas baterias (geralmente 9V), Pilhas (1,2V e 1,5V), Dínamos, células solares e fontes de alimentação de várias tecnologias, que retificam a corrente alternada para produzir corrente contínua. Característica da corrente ✓1 polo negativo (preto) – dispersivo ou de retorno ✓1 polo positivo (vermelho) – ativo Caracterizada por uma Regra Universal: ✓Polo (+): de cor vermelha (ânodo), porque atrai ânions que são polos (-) ✓Polo (–): de cor preta (cátodo), porque atrai cátions que são polos (+) A intensidade da corrente cresce no início até um ponto máximo e aí mantém-se contínua sem se alterar. Quando desligada, diminui até zero e extingue-se. MACHADO (1991) Efeitos foréticos Polo negativo (-) ✓É chamado de cátodo porque atrai cátions que são pólos (+) ✓Os cátions são menores, com maior velocidade ✓Aumento de concentração ✓Vasodilatação ✓Deslocamento de cátions para o cátodo é chamado de cataforese e neste caso o pH aumenta se tornando alcalino Polo positivo (+) ✓É chamado de ânodo porque atrai ânions que são negativos (-) ✓Os ânions são maiores, com menor velocidade ✓Diminuição de concentração ✓Vasoconstrição ✓Deslocamento de ânions para o ânodo é chamado de anaforese e neste caso o pH diminui se torna ácido Efeitos Tônicos Cataletrônico (-) ✓Diminui o limiar de excitabilidade ✓Aumenta a excitabilidade e se torna excitada Hiperestimula (+) ✓Ocorre mais rápido a despolarização Analetrônico (+) ✓Aumenta o limiar de excitabilidade ✓Diminui a excitabilidade e se torna sedativa Analgesia (-) ✓Ocorre de forma mais lenta a despolarização Obs: Polo positivo (+) ✓Aumenta o limiar de excitabilidade da célula ✓Portanto diminui a excitabilidade desta célula ✓Ocorre mais lentamente a despolarização e se torna mais sedativo e diminui a dor Polo negativo (-) ✓Diminui o limiar de excitabilidade da célula ✓Portanto aumenta a excitabilidade desta célula ✓Ocorre mais rapidamente a despolarização e se torna mais excitada Obs: ✓Ânodo (+): Analgesia ✓Cátodo (-): Estimulante Portanto quando a patologia for: ✓Causa vascular é preferível usar o pólo positivo (+) forético ✓Causa de artrose é preferível pólo negativo (-) tônico Obs: A corrente galvânica tem 2 efeitos Tônico que ocorrem de forma simultânea Forético Efeitos sobre os nervos sensitivos A corrente galvânica ao ser aplicada nos tecidos provoca uma sensação inicial de cócegas ou comichão. A medida que a sua intensidade é aumentada, produz uma sensação de formigamento e recrudesce cada vez mais. Ao aumentar mais ainda a sensação passa para agulhada, queimação, ardência, dor e lesão. MACHADO (1991) Ação físico - químico a) Produção de calor: relação direta com a resistência específica do meio utilizado b) Dissociação: aplicação da eletroterapia faz as cargas começarem a se orientar no sentido da corrente que passa e as moléculas se separam c) Iontoforese: deslocamento da partícula fluída, provocando uma zona edemaciada d) Ação estimulante: diretamente proporcional a intensidade e) Mudança de permeabilidade. Efeito físico - iônico A corrente ao penetrar nos tecidos, provoca uma dissociação eletrolítica ou decomposição eletroquímica do cloreto de sódio tissular (Na+Cl-). O cloreto de sódio, que é composto de íons de cloro (-) e íons de sódio (+), é dissociado eletricamente. O cloro, sendo um íon eletricamente (-), flui em direção ao polo (+), reagindo quimicamente com a água dos tecidos (H2O), produzindo uma reação ácida (H Cl - ácido clorídrico). O sódio, sendo (+), flui para o polo (-), reagindo quimicamente com a água tecidual (H2O), produzindo uma reação alcalina (Na OH - hidróxido de sódio) MACHADO (1991) Fórmula das reações (-) (+) Polo negativo cátodo (-): 2Na + 2H2O = 2Na OH + H2 (liberado) Hidróxido de sódio Reações ocorridas: ✓Ocorrerá uma reação básica ✓Liberação de H2 ✓Necrose por liquefação MACHADO (1991), GUIRRO e GUIRRO (2004) Fórmula das reações (-) (+) Polo positivo ânodo (+): 2Cl + 2H2O = 2H Cl + 1/2O2 (liberado) Ácido clorídrico Reações ocorridas: ✓Ocorrerá uma reação ácida ✓Liberação de O2 ✓Necrose de coagulação MACHADO (1991), GUIRRO e GUIRRO (2004) EFEITOS FISIOLÓGICOS São determinados pela ação da corrente sobre os nervos vasomotores A hiperemia ativa ocorre nos 2 pólos: polo positivo (+) e polo negativo (-). A hiperemia ativa é várias vezes maior no polo negativo (-) do que a ocorrida no polo (+) Os nervos vasomotores permanecem horas hipersensibilizados, produzindo reflexamente hiperemia ativa Devido a hiperemia haverá: ✓Maior oxigenação tecidual ✓Aumento na irrigação ✓Aumento da defesa ✓Aumentando o metabolismo ✓Maior aporte de nutrientes e eletrólitos (Mg, Ph, Na, K, Cl, etc) A presença de metabólitos produz reflexamente vasodilatação dos capilares e arteríolas, aumentando ainda mais a circulação local, acelerando o metabolismo favorecendo o reparo tecidual Períodos de hiperemia Primário Após certo tempo de aplicação da corrente galvânica (contínua), a parte que fica sob os eletrodos torna-se avermelhada (vasodilatação) e, o tempo que ela permanecer assim, denomina-se período primário. Latente É quando a hiperemia desaparece Retardado Quando acontece o reaparecimento da hiperemia (ativa). A hiperemia produzida pela corrente contínua é característica da própria corrente e não de um pólo apenas, pois, tanto o: polo positivo (+) como o polo negativo (-) Produz hiperemia em maior ou menor grau, como fica demonstrado na pele após o uso da mesma. Em uma visão perpendicular a hiperemia causada pelo POLO NEGATIVO (-) é mais difusa Enquanto do POLO POSITIVO (+), toma a forma do eletrodo utilizado. MACHADO (1991) Em uma visão tangencial ao local, a hiperemia do POLO NEGATIVO (-) forma um abaulamento tecidual. Enquanto a hiperemia do POLO POSITIVO (+), forma uma depressão localizada sob o eletrodo. MACHADO (1991) Em corrente polarizadas como a CORRENTE GALVÂNICA os efeitos fisiológicos ocorrem de 2 maneiras: ✓Polar: acontece um efeito ABAIXO da(s) PLACAS NEGATIVAS (-) e PLACAS POSITIVAS (+) ✓Interpolar: acontece efeitos ENTRE a PLACA NEGATIVA (-) e a PLACA POSITIVA (+) MACHADO (1991) Indicações da Corrente Galvânica A corrente Galvânica embora não seja muito utilizada atualmente, tem várias indicações em áreas bem específicas: ✓Analgesia ✓Efeito anti-inflamatório ✓Efeito anti-bactericida ✓Eletroendosmose ou eletrosmose ✓Iontoforese ✓Eletrólise capilar EFEITOS ANALGÉSICOS ✓A corrente contínua (CC) aumenta o limiar de excitabilidade das fibras nervosas sensitivas, ocorre a diminuição dos estímulos dolorosos. Por isso, a corrente galvânica ou corrente contínua produz analgesia pela diminuição da pressão nos lugares edemaciados (congestionados), uma vez que a condução (fuga) de líquidos ocorre do POLO POSITIVO(+) para o POLO NEGATIVO(-). ✓Assim, acontece uma diminuição da acidez e diminuição do tônus das fibras nervosas simpáticas condutoras de dor, promovendo a analgesia. (MACHADO,1991) MACHADO (1991) ELETROENDOSMOSE OU ELETROSMOSE ✓A passagem da corrente contínua ou corrente direta pelos tecidos provoca a transferência, deslocamento ou fuga de líquido de um pólo para outro pólo (isto é de uma região para outra) ✓Isso ocorre do POLO POSITIVO(+) para o POLO NEGATIVO(-), em outras palavras, facilitar a drenagem de edema. ✓O uso desta corrente para facilitar a drenagem está apoiado nas duas teorias(Teoria de Cohen e a Osmose). MACHADO (1991) TEORIA DE COHEN E A OSMOSE ✓A teoria de Cohen é uma das teorias que justificam o deslocamento da água no sentido do POLO POSITIVO(+) para o POLO NEGATIVO(-). ✓Esta teoria afirma que quando fazemos circular água por uma rede de cavidades (como ocorre em nosso organismo), essa água começa a apresentar uma carga, esta carga é tão POSITIVA(+) quanto maior for sua constante dielétrica (que é o caso da água). ✓Em outras palavras, a água é apolar (sem polaridade), mas apresenta características (vestígios) POSITIVAS(+) em nosso organismo, e isso faz ela ser atraída pelo POLO NEGATIVO(-). MACHADO (1991) ✓A presença da força osmótica, deve-se ao fato de em geral, as CARGAS POSITIVAS(+) presentes em nosso organismo estarem associadas a estruturas mais leves do que aquelas de CARGAS NEGATIVAS(-). ✓Devido a este fator, haverá um acúmulo de moléculas mais rapidamente no POLO NEGATIVO(-) do que no POLO POSITIVO(+), já que é mais fácil deslocar as moléculas POSITIVAS(+) do que as NEGATIVAS(-). ✓Isso faz a água ir de encontro a região de maior concentração de soluto: POLO NEGATIVO(-). MACHADO (1991) EFEITOS ANTINFLAMATÓRIO E BACTERICIDA ✓As células mortas, bactérias e corpos estranhos do local da lesão tornam-se eletricamente POSITIVAS(+) ✓Enquanto os leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos - macrófagos) são eletricamente NEGATIVOS(-) e por atração quimiotáxica dirigem-se para a lesão (são atraídos), por ela ser eletricamente POSITIVA(+). MACHADO (1991) Como ocorre o efeito anti-inflamatório? ✓Ocorre pela ação do ELETRODO POSITIVO ou POLO POSITIVO(+) que também atrai neutrófilos e macrófagos (que são células eletricamente negativas), produzindo assim uma ação ou efeito antinflamatório. Como ocorre o efeito bactericida? ✓Considera-se que a corrente, ao carregar o líquido do edema em lesões abertas ou cirúrgicas provoque uma ação antinflamatória e bactericida, porque carrega também bactérias do local da lesão que SÃO IONS(+) para o POLO NEGATVO(-) evitando sua proliferação (efeito bactericida) além da ação dos macrófagos, que é altamente bactericida. MACHADO (1991) TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DRENAGEM DE EDEMAS ✓Utilizar eletrodos especiais (esponja embebido em água), ✓Eetrodo negativo (-) posicioná-lo um pouco acima do edema ✓Eletrodo positivo (+) em uma região bastante vascularizada e mais proximal, se possível próximo a um gânglio para drenar o edema. ✓O eletrodo deve ser de preferência, maior ou igual à área a ser drenada. ✓Obs: Esta técnica não deve ser utilizada com o objetivo de resolver a situação de edema do paciente, mas com o objetivo de facilitar uma drenagem. ANALGESIA ✓Utilizar eletrodos especiais (esponja embebido em água), ✓Eletrodo positivo (+) em cima do quadro álgico cobrindo todo região ou boa parte dela. ✓Eletrodo negativo (-) posicioná-lo no mesmo plano respeitando um distância mínima de 10 a 15cm. EFEITO ESPECIAL ✓A corrente produz uma diminuição do limiar de excitabilidade das fibras nervosas motoras, favorecendo sua função, ação e reação neuromuscular. ✓As fibras nervosas motoras reagirão com mais efetividade, elevando sua função, principalmente nos casos de paresias e atrofias. MACHADO (1991) ✓Analgésico ✓Bactericida ✓Vasoconstritor ✓Libera oxigênio ✓Endurece os tecidos ✓Desidrata os tecidos ✓Produz depressão tecidual CARACTERÍSTICAS DO POLO POSITIVO(+) MACHADO (1991) ✓Produz menos hiperemia ✓Reduz pequeno edemas ✓Atrai os íons negativos(cátions) ✓Repele os íons positivos (ânions) ✓Reação ácida (H Cl- ácido clorídrico) ✓Diminui a irritabilidade local-aneletrotônos ✓Antinflamatório: o polo positivo(+) atrai leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos), que são eletricamente negativos(-). Os leucócitos negativos(-) são atraídos quimiotaxicamente por células lesadas e mortas, corpos estranhos e bactérias positivas(+), provocando defesa e limpeza do local ✓Vasodilatador ✓Maior hiperemia ✓Libera hidrogênio ✓Hidrata os tecidos ✓Amolece os tecidos ✓Fluidifica os tecidos ✓Estimula a circulação ✓Estimula o metabolismo ✓Atrai íons positivos (ânions) ✓Repele íons negativos (cátions) ✓Provoca um abaulamento tecidual ✓Cateletrotônus - aumenta a irritabilidade ✓Reação alcalina (OH Na - hidróxido de sódio) CARACTERÍSTICAS DO POLO NEGATIVO(-) MACHADO (1991) POLO NEGATIVO(-) CÁTODO: ✓Artrose ✓Contusão ✓Distensão ✓Fibrose ✓Hidratação tecidual ✓Transtornos tróficos ✓Enfermidade de Raynaud ✓Introdução de íons negativos(-) POLO POSITIVO(+) ÂNODO: ✓Artrite (fase crônica); ✓Artralgia ✓Ciatalgia ✓Distensão ✓Bursite ✓Lombalgia ✓Mialgia ✓Neuralgia ✓Neurite ✓Tendinite ✓Introdução de íons positivos (+) INDICAÇÕES DA CORRENTE GALVÂNICA MACHADO (1991) ✓Lesões de pele ✓Alterações de sensibilidade cutânea na área à ser tratada ✓Históricos de reações alérgicas ✓Região abdominal, pélvica e lombar de grávidas ✓Presença de metais na área a ser tratada ✓Marca-passo cardíaco ✓Tumores malígnos ✓Áreas infectadas ✓Trombose ou tromboflebites ✓Seio carotídeo ✓Nervo vago CONTRA-INDICAÇÕES DA CORRENTE GALVÂNICA COHEN e ABADALLA (2015) IONTOFORESE Pivati (1747) primeiro cientista a propor este método. ✓Stéphane Le Duc (1903) administração de drogas tornou-se polpular. ✓Pode ser definida como a introdução de medicamentos (drogas) ou íons ativos através da pele (via tecido cutâneo) com a utilização da corrente contínua (direta). COHEN e ABADALLA (2015) JUSTIFICATIVA ✓A justificativa é que com a utilização de drogas polares, conseguimos aumentar sua penetração devido a presença da corrente elétrica, e também, relata-se que a corrente utilizada aumenta a permeabilidade cutânea. ✓A base teórica da iontoforese consiste na dissociação de compostos químicos em íons positivos e íons negativos e na repulsão eletrostática dos íons de mesma polaridade. ✓Outra teoria sugere que o aumento da permeabilidade do estrato córneo da epiderme durante a iontoforese também favorece a passagem transdérmica dos medicamentos (LI e SCUDDS,1995). COHEN e ABADALLA (2015) MECANISMO DE AÇÃO A iontoforese transdérmica de analgésicos envolve o uso da força eletromotriz (voltagem) através de um ânodo carregado positivamente e um cátodo carregado negativamente para induzir a infiltração percutânea de um agente terapêutico via transporte ativo para entrega local, regional ou sistêmica. Entre os eletrodos (ânodo e cátodo) e a pele, existem compressas ou esponjas embebidas por solução medicamentosa. O ânodo (eletrodo positivo) repele os positivos, enquanto o cátodo (eletrodo negativo) repele os íons negativos presentes na compressa ou esponja. Assim, o clínico deverá conhecer qual é a polaridade do princípio ativo receitado pelo médico do paciente e utilizar, sob a região a ser tratada, uma compressa ou esponja embebida pela solução do referido medicamento, apenas sob o eletrodo de mesma polaridade do princípio ativo, de tal forma que o eletrodo facilite a penetração no organismo. Os medicamentos de interface primária devem passar pelo estrato córneo da pele com aproximadamente 10 a 100 micrômetros de espessura (RAWAT et al., 2008). Existem três vias pelas quais a droga vai penetrar: ✓(1) – Folículos pilosos; ✓(2) – Extrato córneo ✓(3) – Poros das glândulas sudoríparas. ✓Esta terceira via é a principal delas, pois as outras apresentam uma impedância elevada á passagem da corrente. FATORES QUE INFLUENCIAM A PENETRAÇÃO DA DROGA: ✓Propriedades da droga, ✓Características do equipamento utilizado para aplicação, ✓Características do local da aplicação. ✓Os eletrodos devem ser do tipo esponjoso e embebidos em água. ✓A concentração utilizada é conseguida com uma diluição entre 1% e 10%. ✓A técnica para aplicação no entanto não é tão complicada, pois estes valores geralmente vêm determinados quando se adquire a droga para uso na iontoforese. Nas substâncias ionizáveis a serem utilizadas encontramosinformações como: ✓Concentração da substância ✓Carga iônica da substância, ✓Indicação da patologia. ✓Basta a partir destas informações citadas, colocar o medicamento em um dos pólos: ✓Ex: se a carga do medicamento for positiva(+), colocamos a medicação na esponja do polo positivo(+), para que ele seja atraído pelo outro polo negativo(-) e assim penetre na pele. Veja exemplo de aplicação de um medicamento com carga positiva, na figura abaixo. Cálculo da concentração da substância Peso do tubo = 60g x (mg) Proporção = 1 11,6. 11,6 mg/g do total ou seja tem 11,6 mg (miligrama) para cada grama do produto 60 x 11,6 = 696mg ÷ 1000mg = 0,696 é a quantidade total de diclofenaco no tubo 60 100% do tubo 0,696 X 100 X 0,696 = 69,6 = 1,16% OU 11,6 ÷ 10 = 1,16% = 11,6mg x 100% 60 1000mg SUBSTÂNCIAS IONIZÁVEIS UTILIZADAS EM IONTOFORESE B IS S C H O P , B IS S C H O P E C O M M A N D R É ( 2 0 0 1 ) SUBSTÂNCIAS IONIZÁVEIS UTILIZADAS EM IONTOFORESE B IS S C H O P , B IS S C H O P E C O M M A N D R É ( 2 0 0 1 ) No contexto geral o eletrodo ✓Ativo ou de distribuição: eletrodo que contém o princípio ativo (fármaco ou droga), deverá ser colocado na área a ser tratada (área- alvo, área da lesão). ✓Passivo ou dispersivo: também chamado de inativo ou de retorno, deve ser acoplado na pele do paciente a 10-15cm de distância do eletrodo ativo. ✓Mas de uma maneira geral a distância mínima entre os eletrodos dever ser MAIOR do que a área do ELETRODO MENOR. (BÉLANGER, 2010) COHEN e ABADALLA (2015) PROFUNDIDADE DE PENETRAÇÃO ✓A profundidade exata que os íons serão introduzidos ainda é incerta, mas estudos têm observado a presença de íons variando entre 3 a 20mm de profundidade. (GLASS, STEPHEN, JACOBSSEN, 1980 e SINGH, ROBERTS, 1993). COHEN e ABADALLA (2015) DOSIMETRIA ✓Um dos aspectos fundamentais para dose do tratamento para iontoforese é o tempo a ser utilizado durante a aplicação. ✓Esse é um fator importante para a dosimetria que deverá estar relacionada com a amplitude (intensidade) da corrente (HARRIS, 1982). ✓A dose utilizada para introdução da droga na iontoforese, varia conforme alguns fatores: ✓O tempo de aplicação, ✓A intensidade da corrente, ✓A carga do íon. ✓Para a corrente produzir efeito é necessário no mínimo uma densidade de corrente a partir de 0,15mA/cm2 a 0,20mA/cm2. (AGNE, 2013). ✓Calculando a dosimetria da corrente Área total do eletrodo X densidade da corrente ✓Então pensando-se em um eletrodo de 4cm X 4cm temos uma área total de 16cm2. ✓16cm2 X 0,20mA = 3,2 mA/cm2. (Se o aparelho não proporcionar valores de 0,5mA arredonde para 3,0mA/cm2). ✓3,2mA x 15min = 48mA (DENSIDADE TOTAL) ✓3,2mA ÷ 16cm2 = 0,2mA/cm2. ✓Quando estiver aplicando a corrente galvânica ela não pode exceder 0,7mA/cm2 pois é PERIGOSO queimar o paciente, mas por precaução usa-se 0,5mA/cm2 ✓Portanto no slide anterior a intensidade girou em torno de 0,2mA/cm2 de intensidade que não gera riscos de queimadura para o paciente. DOSIMETRIA ✓Depende das sensações subjetivas relatadas pelo paciente, sendo a intensidade ideal , aquela que produzir apenas um leve formigamento. ✓Durante o tratamento questionar ao paciente sobre as sensações sentidas, para que se possa manter sempre a sensação de formigamento. ✓Se o paciente sentir agulhada, ardência, queimação, dor ou desconforto, a causa poderá ser: ✓Eletrodos muito apertados, ✓Colocados de eletrodos irregularmente à pele, ✓Partes metálicas em contato a pele, ✓Má saturação ou intensidade elevada. ✓Observar se está ocorrendo pequenas lesões na pele, pois causam desconforto BAIXOS NÍVEIS DE INTENSIDADE ✓Baixos níveis de intensidade são mais efetivos com a força motriz do que as altas intensidades de corrente. ✓Altas intensidades aparentemente afetam de forma adversa o fenômeno inter-iônico e dificultam a penetração. TEMPO DE APLICAÇÃO ✓25 minutos (MACHADO, 1991) ✓20 a 40 minutos (COHEN e ABADALLA, 2015) TAMANHO DAS ESPONJAS ✓Quando usamos eletrodos de placa, as esponjas devem ser um centímetro mais largas do que as placas e possuir um centímetro de espessura, pois desta forma, evita-se o contato metal/pele e proporciona uma melhor saturação, favorecendo a condutibilidade elétrica placa/esponja/pele. MACHADO (1991) FORMAS DE APLICAÇÃO Eletrodos de tamanhos iguais Eletrodos de placa de metal (moldável) CUIDADOS ✓Evitar contato direto metal/pele,usando esponja adequada; ✓Retirar objetos metálicos, bem como não aplicar em implantes metálicos superficiais; ✓ Observar a polaridade correta, segundo a enfermidade; ✓ Testar a sensibilidade térmica, tátil e dolorosa do paciente ✓Saturar adequadamente e frequentemente as esponjas para manter boa condutibilidade; ✓Colocar os eletrodos uniformemente à pele; ✓Zerar o aparelho antes do tratamento, ✓ Não aumentar ou diminuir bruscamente a intensidade; ✓Não desligar o aparelho, sem zerá-lo; ✓ Explicar as sensações ao paciente; ✓Manter em boa manutenção o aparelho, ✓O contato irregular e direto do jacaré de fixação provoca queimaduras; TÉCNICA DE APLICAÇÃO ✓Antes de se acoplar os eletrodo é necessário que se faça uma assepsia do local (limpar a área com álcool ou sabão neutro) ✓Despir a área, posicionar o paciente comodamente e relaxamente; ✓Examinar a área a ser tratada, ✓ Testar sensibilidade; ✓Questionar sobre implantes metálicos; ✓Fixar os cabos,observando polaridade; ✓Aumentar gradativamente a corrente galvânica até o formigamento e a intensidade desejada ✓Questionar todo o tempo o pacientes sobre as sensações sentidas (durante a fase de tratamento) ✓Desligar o aparelho e examinar a área tratada.