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Planejamento do Projeto de Pesquisa e definição do modelo teórico
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
IPUC – Instituto Politécnico - Curso de Engenharia de Produção 
Disciplina: Metodologia Científica em Engenharia de Produção 
Livrio-texto
MIGUEL, Paulo Augusto Cauchick, Metodologia de Pesquisa em Engenharia de Produção e Gestão de Operações - 2ª Ed., Rio de Janeiro: Elsevier: ABEPRO, 2012, cap.2.
Engenharia de Produção
A Engenharia de Produção trata do projeto, aperfeiçoamento e implantação de sistemas integrados de pessoas, materiais, informações, equipamentos e energia para a produção de bens e serviços, de maneira econômica, respeitando as condições sociais, culturais, éticas e ambientais. Tem como base os conhecimentos específicos e as habilidades associadas as ciências físicas, matemáticas e sociais, assim como os princípios e métodos de análise da engenharia de projeto para especificar, predizer e avaliar os resultados obtidos por tais sistemas.
Pesquisa em EP
EP é interdisciplinar;
Tem métodos de pesquisa próprios;
A pesquisa é uma atividade social. Ninguém faz pesquisa sozinho ou para si mesmo;
É preciso “curtir” o processo de pesquisa.
Engenharia de Produção
Ciclo da produção de bens e serviços. Fonte: Miguel (2012)
Metodologia de Pesquisa
O ciclo da produção de novos conhecimentos. Fonte: Miguel (2012)
Evolução da pesquisa em Engenharia de Produção e Gestão de Operações
Fonte: Miguel (2012)
Evolução da pesquisa em EP
A pesquisa em EP nasceu com practitioners - Frederick Taylor, Administração Científica;
Por muito tempo foram valorizados os resolvedores de problemas complexos do que os geradores de teorias sobre Engenharia de Produção;
No ano de 1996, em Indianápolis, Estados Unidos foi realizada a Production and Operations Management Conference com o tema "Teaching and Researching Production and Operations Management . 
Foi uma importante tomada de posição de que seria necessário estruturar melhor o processo de pesquisa e geração de conhecimento na área de EP para aproximá-la do que se considera conhecimento científico. 
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Pesquisa em EP
A proposta de Lovejoy reforça a idéia do caráter interdisciplinar da Engenharia de Produção e Gestão de Operações e apela para sermos científicos no trabalho de pesquisa. 
Processo de pesquisa na gestão da produção e operações – visão geral 
Fonte: Miguel (2012)
Definição do problema da pesquisa
Todos nós temos uma vaga idéia inicial sobre o tema a pesquisar;
A primeira tarefa é descobrir se essa idéia vaga, esta inquietação, faz sentido como tema de pesquisa. 
Por exemplo, você pretende realizar uma pesquisa porque trabalhou em um banco e observou que as pessoas eram motivadas por recompensas monetárias. Depois trabalhou em uma ONG e viu que as pessoas eram pouco motivadas por dinheiro. A necessidade e a oportunidade de fazer a pesquisa sobre motivação no trabalho surgem de maneira clara.
Consulta a literatura – varredura horizontal
O primeiro passo é fazer uma varredura horizontal na literatura ou revisão da literatura, verificando o que já foi escrito sobre o assunto confrontando pontos de vistas, idéias, correntes, posições científicas, de diversos autores e grupos de pesquisa em publicações. 
Em geral, o orientador da pesquisa oferece as referencias básicas sobre o assunto.
Refinamento e posicionamento 
Você verá um conflito de idéias em diversas correntes científicas e selecionará aquela que mais lhe pareça adequada para aprofundar sua pesquisa e gerar novos conhecimentos sobre o assunto.
Estes conflitos de idéias são naturais na academia e na ciência e são denominados “cortes epistemológicos”. 
Consulta a literatura – varredura vertical
Você já fez uma varredura horizontal (revisão de literatura), identificou uma corrente científica e (re)definiu a sua pergunta de pesquisa em função do interesse e dos desenvolvimentos por ela publicados.
A segunda parte da jornada implica você construir a sua teoria para responder à pergunta de pesquisa. Para desenvolver a sua teoria você deve voltar à literatura.
Só que você deve fazer uma varredura vertical (literature review) e não repetir a varredura horizontal (literature search) a partir da qual você identificou a corrente científica. 
O objetivo agora é ir fundo, é mergulhar e se apropriar dos modelos e conceitos já desenvolvidos e publicados pelos autores da corrente que você escolheu. E a partir deles que você vai construir a sua teoria, o seu modelo. 
Análise crítica de modelos/teorias 
Teorias ou modelos são simplesmente conceitos inter-relacionados.
Para chegar ao seu modelo você vai ter de entender, em detalhe, os outros modelos que já foram desenvolvidos para tratar do fenômeno no qual está interessado e avançar em relação a eles.
Para isso, postura crítica é fundamental. Duvide de tudo e de todos...
Onde é que eles estão errados? O que é que eles não ex¬plicam em relação ao fenômeno no qual você está interessado? Não aceite o que lê sem assumir postura crítica.
Elaboração de um novo modelo/teoria
A questão fundamental é o que diferencia uma pesquisa interessante de uma pesquisa não interessante. Uma pesquisa interessante procura negar as premissas de teorias existentes, enquanto pesquisas não interessantes estão preocupadas apenas em confirmar as teorias existentes. 
É nesse processo, intensamente interativo – você-teoria-existente-fenômeno-pergunta da pesquisa – teoria a ser desenvolvida – que você vai demontrar criatividade, intuição e bom-senso. 
É nessa hora que precisa ocorrer a eureca. 
 O mais importante de tudo é definir o seu modelo antes de fazer a pesquisa de campo. 
Elaboração de um novo modelo/teoria
Uma linha de ação recomendada seria:
Escolher um autor como referência (ou fulano ou sicrano ou beltrano); 
Entender o modelo desse autor nos mínimos detalhes, principalmente em termos das premissas, dos pressupostos que foram adotados;
Criticá-lo na medida em que ele não explica adequadamente o fenômeno que você observou;
Elaborar uma variante ou revisar a teoria/modelo de maneira a torná-la melhor para explicar o fenômeno, respondendo à pergunta de pesquisa; com isso, elaborar o seu modelo; 
Derivar hipóteses ou proposições a partir do seu modelo; 
Testar essas hipóteses, validando ou rejeitando o modelo que você construiu.
Elaboração de um novo modelo/teoria
Na revisão de literatura e no desenvolvimento do seu modelo, mantenha sempre uma enorme atenção com os conceitos. 
Como conceitos são palavras, surgem dois problemas. Primeiro, você tem de manter o mesmo conceito durante todo o texto; e, segundo, garantir que a pessoa que vai ler tenha o mesmo entendimento, a mesma interpretação do conceito que aquela que você quer dar. 
Elaboração de um novo modelo/teoria
Você tem de definir claramente um conceito, sempre fazendo referência a uma definição já existente, se possível uma das consagradas, e manter essa definição por todo o desenvolvimento do trabalho. 
Depois de escolher a definição do conceito mantenha a interpretação durante todo o texto. Não deixe flutuar de acordo com as suas necessidades. Seja sempre rigoroso. Isso exige disciplina, humildade, busca em várias fontes de informação, escolha inteligente. 
 Enquanto você estiver fazendo a revisão da literatura preste atenção aos métodos de pesquisa que foram utilizados nos textos que são relevantes para a sua pesquisa. Eles vão sinalizar para o método que você vai escolher.
Elaboração de um novo modelo/teoria
Em síntese, a pesquisa tem de ser nova, importante, interessante e teórica. Nova no sentido de ser original, revelar um conhecimento novo. Importante e interessante são atributos desejados como em qualquer outro produto. Finalmente, a pesquisa tem de ser teórica: os três anteriores têm de ser referenciados à teoria existente.
Mais importante ainda: uma pesquisa importante não inclui somente a dimensão teórica, mas a dimensão prática. Uma teoria poderá ser considerada verdadeira interessante se ela tem repercussõesem ambos os níveis. 
Se você conseguir, estará atendendo à expectativa de que uma boa teoria, explica prediz e esclarece. 
Hipóteses, proposições e previsões
De posse do seu modelo, o estágio seguinte é a elaboração de hipóteses, proposições e previsões. Se o meu modelo é válido, então... Segue-se a escolha do método que você vai usar para testá-las. Ou seja, depois de todo o esforço para construir o seu modelo, você vai ter de duvidar que ele seja bom e colocá-lo à prova. Não é fácil!
Nas etapas anteriores você já deve ter colecionado um pacote de informações que vão auxiliar a tomar essas decisões. O que testar? Qual é o método a ser utilizado? É um único método ou é uma combinação de métodos?
Delineamento do teste do modelo 
A literatura costuma fazer distinção entre hipótese e proposição. 
A verificação de uma hipótese é feita com indicadores quantitativos: "Se o meu modelo é válido, então o nível de estoque ou o tempo de atravessamento ou o custo do produto..." O indicador pode ser medido. 
Por outro lado, uma proposição é verificada através de indicadores qualitativos: péssimo, regular, bom, muito bom etc. Por exemplo, pode ser que a proposição que você precisa testar tenha de ser enunciada como "a recompensa salarial motiva o trabalhador: pouco, regular ou muito?".
Escolha do método
Ao enunciar a sua hipótese ou proposição você tem de definir quais são os indicadores que vai observar e, para cada indicador, quais são as variáveis que vai medir. Pode ser que um indicador seja composto por mais de uma variável. Por exemplo, a famosa pesquisa de Rensis Likert sobre sistemas de administração previa quatro tipos de estilo administrativo: autoritário, benevolente-autoritário, consultativo e participativo. 
Cada empresa foi analisada em relação a sete dimensões: processo de decisão, sistema de comunicação, relações interpessoais, sistema de recompensas e punições etc. Cada uma dessas dimensões tinha vários indicadores. 
Para cada indicador foi construída uma escala que deu origem à famosa escala Likert.
Escreva o trabalho
Deixe para o fim a elaboração da introdução e do abstract. Primeiro porque, quando você inicia a sua jornada, não tem certeza de onde vai chegar. O seu projeto de pesquisa vai ter uma série de mudanças de rumo e muito retrabalho. Assim, é altamente recomendável que você só escreva a introdução e o abstract depois da conclusão. Segundo, e mais importante, elas são o "lado marketing" do seu trabalho.
Considerações finais
Descreva o fenômeno — de que se trata?
 Relevância - por que é importante estudá-lo?
Questão de pesquisa - qual é o foco da pesquisa?
Conhecimento previamente existente - o que já se sabia?
Lacuna de conhecimento - o que não se conhece?
Contribuição - o que é novo?
Tese - qual é a revelação (insight)?
Método - como a pesquisa foi feita?
Estrutura do trabalho.
Considerações finais
Em um texto de 30 páginas, a introdução deve ser torno de três. Ou seja, aproximadamente 10% do texto final podem ser dedicados introdução.
Antigamente pouco valor era dado ao abstract. Hoje, com os modernos sistemas de busca de conhecimento, o abstract é a única parte eu trabalho que é pública, sempre. Se o seu abstract não vender bem o seu trabalho, o impacto pode ser reduzido.
Considerações finais
Em síntese, o propósito da pesquisa acadêmica é aumentar o entendimento de um fenômeno e avançar as teorias existentes. 
O indicador 
é sempre a contribuição para a teoria. Como os resultados modificam a teoria existente? Como essa contribuição vai alterar o modo como a comunidade científica enxerga o campo de pesquisa? 
Adicionalmente, as conclusões podem ter um rebatimento para a prática da Engenharia de Produção e Gestão de Operações? Qual vai ser o impacto?
Referência
MIGUEL, Paulo Augusto Cauchick, Metodologia de Pesquisa em Engenharia de Produção e Gestão de Operações, 2ª Ed., Rio de Janeiro: Elsevier: ABEPRO, 2012, cap.2.

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