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DSDM 
Rafael Oliveira
Lucas Lima
Introdução
Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas Dinâmicos (do inglês Dynamic Systems Development Methodology - DSDM).
DSDM é um dos modelos de Metodologia Ágil de desenvolvimento de software.
Foco na interação com cliente e usuário final.
Entregas frequentes, Equipe independente e autônoma.
Grande escalabilidade
As Metodologias Ágeis são orientadas às pessoas e não aos processos.
Métodos ágeis estão preparados para as mudanças
Dynamic Systems Development Methodology
Desenvolveu-se nos anos 90 na Inglaterra e foi aplicado pela primeira vez em 1995.
Originalmente uma extensão do em "Desenvolvimento Rápido de Aplicação" (RAD - Rapid Application Development).
Focada em projetos de Sistemas de Informação caracterizados por prazos e orçamentos apertados.
Princípios DSDM
Nenhum sistema é completamente construído na primeira tentativa, segue a filosofia do Princípio de Pareto(ou regra 80/20) "80% de uma aplicação pode ser entregue em 20% do tempo que levaria para entregar a aplicação completa". 
Uma vez que a DSDM é caracterizada por realizar exatamente o que a empresa necessita, é muitas vezes desnecessário chegar à solução perfeita. 
A entrega do projeto deve ser feita na data estipulada, dentro do orçamento previsto e com boa qualidade
As exigências para o Sistema de Informação têm que ser flexíveis.
Entregas frequentes, Equipe independente e autônoma.
Esta metodologia apenas requer que cada etapa do desenvolvimento seja completada até que seja possível iniciar o passo seguinte
O envolvimento dos utilizadores é a chave para esta eficiência.
Pré-requisitos Para o DSDM
Necessária a existência de uma interatividade entre a equipe de desenvolvimento, os utilizadores finais e os gestores de projeto.
Decomposição de todo o projeto em mini projetos.
Requisitos segundo a sua prioridade de implementação.
OBS: Projetos complexos, que são difíceis ou impossíveis de decompor não poderão ser desenvolvidos usando uma abordagem DSDM. Exemplos:
Projetos de segurança crítica - Os testes e validações extensos destes projetos conflitam com os objetivos de custo e prazo do DSDM.
Projetos baseados na reutilização de componentes - A necessidade de perfeição nestes casos é muito alta e conflitam com o princípio 80-20.
Fases DSDM
Pré-Projeto
Ciclo de vida
Pós-Projeto
Pré Projeto
Nessa fase são definidos orçamento e assinatura do contrato. Controlando estes critérios antecipadamente pode-se evitar problemas futuros e em estágios mais críticos. 
Ciclo de Vida
Estudo de viabilidade
É avaliado se o método utilizado cabe ao DSDM através do tipo de projeto, levantamentos de grupos de trabalhos e a procura por interação de clientes experts para comunicação e interação do sistema.
Iteração do Modelo Funcional
Determinar as funcionalidades que serão implementadas e como e quando serão implementadas, desenvolver um protótipo funcional, efetuar correções do protótipo desenvolvido
Ciclo de Vida
Iteração de Desenho e Construção
Identificar requisitos funcionais e não-funcionais que devem estar no sistema testado, viabilizar quando e como serão tratados tais requisitos, criar protótipo do sistema para teste do usuário final, efetuar correção no sistema testado.
Implantação
Orientações e aprovação do usuário, treinamento, entrega do sistema, revisão do negócio gerando um documento de "revisão do projeto"
Pós Projeto
Esta fase garante a eficiência e eficácia do projeto. Através de manutenções, melhorias e ajustes de acordo com os princípios do DSDM. A manutenção pode ser vista como um contínuo desenvolvimento. Invés de finalizar o ciclo de vida de apenas 1 vez, normalmente o projeto pode retomar fases/etapas anteriores a fim de refinar ainda mais o passo concluído. Com isso até mesmo a iniciação de novos projetos, para atualizar o sistema existente ou desenvolver um novo sistema, é possível.
Técnicas do DSDM
Timeboxing, ou encapsulamento do tempo, é uma das técnicas utilizadas nos projetos baseados na metodologia DSDM. Esta técnica é utilizada para suportar um dos objetivos principais da DSDM: realizar o desenvolvimento de um Sistema de Informação no tempo previsto, dentro do orçamento e com a qualidade desejada. A principal ideia por de trás do Timeboxing é dividir o projeto em porções ou mini projetos, cada uma com um orçamento fixo e uma data de entrega estipulada. 
Para cada porção, é selecionado um número de requisitos que são escalonados de acordo com o princípio de MoSCoW. Uma vez que o tempo e o orçamento são fixos, a única variável restante é aquela que representa os requisitos. Portanto, se um projeto está a ficar sem tempo ou dinheiro, os requisitos com menor prioridade são omitidos. Isto significa, efetivamente, que um produto incompleto é entregue, devido aos princípios subjacentes à DSDM de que 80% do projeto pode ser realizado em 20% do tempo que leva a construir o produto completo e de que nenhum sistema é construído na perfeição à primeira tentativa. 
MoSCoW: Forma de priorização de itens. No contexto do DSDM o método MoSCoW é utilizado para priorizar requisitos. 
MUST(TEM que ter isto): requisitos que DEVEM estar de acordo com as necessidades do negócio.
SHOULD(DEVE ter isto): requisitos que devem ser considerados ao máximo, mas que não impactam no sucesso do projeto.
COULD(PODE ter isto): incluir este requisito caso não afete o tamanho das necessidades de negócio do projeto.
WOULD(NÃO VAI ter agora, mas SERIA bom no futuro): Incluir este requisito no caso de futuramente existir tempo sobrando (ou em futuros desenvolvimentos).
Projetos não adequados à utilização da DSDM 
Clientes não disponíveis para efetuar testes. 
Culturas muito hierárquicas. 
Algoritmos complexos de validar e visualizar. 
Sistemas críticos à segurança humana. 
Arquitetura pouco modular. 
Tecnologias que não permitem a Prototipagem.
Falta de confiança dos clientes. 
Bibliográfia
https://www.researchgate.net/publication/237612979_DSDM_-_Dynamic_Systems_Development_Methodology
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metodologia_de_desenvolvimento_de_sistemas_dinâmicos

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