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POP: PROCEDIMENTO DE ENFERMAGEM Nº 04 DATA EMISSÃO JUL/2018 EXAME CABEÇA-PESCOÇO Monitor: Wenderson Costa da Silva Disciplina: Semiologia da Enfermagem Definição: Exame detalhado da cabeça e pescoço, inclui: crânio, couro cabeludo, face, olhos, nariz, boca e pescoço. Objetivo: Avaliar esses segmentos corpóreos mediante a inspeção e palpação. Responsabilidade: médico e enfermeiro. Material Necessário: Álcool a 70%; Lanterna; Otoscópio; Abaixador de língua. Procedimentos: Incialmente, deve ser observada a posição da cabeça do paciente, que deve estar ereta e em perfeito equilíbrio, sem movimentos involuntários. Alterações na postura, com inclinação para a frente ou para trás, por exemplo, pode indicar doenças de pescoço ou das meninges. Movimentos involuntários ou tremores, sugerem parkinsonismo ou coreia; movimentos de confirmação especialmente sincronizados com o pulso, podem estar associados a insuficiência aórtica, e a cabeça inclinada para o lado pode indicar perda unilateral da visão. CRÂNIO Observar: Tamanho: Varia de acordo com a idade e o biótipo do indivíduo. Procurar alterações como: Macrocefalia; Microcefalia; Hidrocefalia: é possível observar o tamanho desproporcional em relação ao crânio, (decorrente do aumento do liquido cerebrospinal); Outras alterações no crânio: Analisar: presença de Lesões, cistos sebáceos, tumores ósseos, hematomas ou nódulos no couro cabeludo; Analisar a característica dos cabelos: distribuição, quantidade, alterações na cor, higiene, seborreia e presença de parasitos. FACE Alteração na coloração da pele: Palidez Icterícia Cianose Manchas Localizadas podem caracterizar determinadas doenças, exemplo: Analisa-se também os tipos de Fáceis: p.ex. Por fim analisa também a presença de lesões e cicatrizes. Eritema nas regiões malares, produzido por lúpus eritematoso (Sinal da asa de borboleta). Face leonina: Aspecto de cara de leão; Bochechas e mento deformados por nódulos. Comum na Hanseníase Face hipocrática: Olhos fundos; Nariz e lábios afilado; Palidez cutânea e suor; Cianose labial. Comum no final de várias doenças Face de lua cheia ou cunchingóide: Face arredondada e avermelhada com aumento da quantidade de pelos e acnes. Comum nos indivíduos que fazem uso de cortisol há muito tempo, por exemplo. Face renal: Edema palpebral e palidez cutânea. Comum nas doenças renais. Face Basedowiana: Olhar fixo, brilhantes e salientes; Rosto com aspecto de espanto ou de ansiedade. Comum no hipertireoidismo. Face Parkinsoniana: face Imóvel; Olhar fixo; Expressão de espanto. Comum no portador de Parkinson OLHOS Pálpebras: analisar: Fenda Palpebral: normal de 8 a 11 mm de altura (abertura vertical), em média de 10 mm e 27 a 30 mm de extensão (abertura horizontal). Analisar o fechamento das pálpebras; Processos inflamatórios das glândulas; Edema palpebral; Já na região dos cílios analisar a simetria, distribuição e presença de pelos, a sua ausência é denominada: madarose; Lagoftalmia: incapacidade total ou parcial de fechar os olhos; Entropio: inversão palpebral; Ectrópio: eversão da pálpebra inferior; Ptose Palpebral (queda da pálpebra); Podem ser palpadas para analisar presença de nódulos e lesões. Os globos oculares: Analisar Enoftalmia: (olhos profundos) – p.ex. desidratação grave; Exoftalmia: (olhos protrusos) p. ex. hipertireoidismo; Estrabismo: desvio ocular Nistagmo: movimentos involuntários do globo ocular. Conjuntiva: Apresenta coloração rósea, onde é possível ver uma rede vascular, pode tornar-se: Pálida: comum em anemias; Ictérica: comum na anemia hemolítica, hiperbilirrubinemia, etc. Hiperemiada ou secreção mucopurulenta: comum na conjuntivite. Estrabismo Córnea: Analisar a presença de ulcerações; Corpos estranhos; Analisar se é uma córnea opaca – característico de catarata; Analisar o reflexo córneopalpebral: deve encostar delicadamente uma gaze na superfície temporal de cada córnea, enquanto o paciente olhar para cima, a resposta esperada é o piscar de olhos e lacrimejamento. Esclerótica: Alteração na sua coloração pode ser fisiológica, como por exemplo placas pigmento marrom normalmente encontrado nos indivíduos negros. Porém, pode ser encontrada doenças se esse pigmento for com uma coloração amarelo forte (icterícia); Observar também presença de hemorragias causada por rompimentos de vasos. Aparelho Lacrimal: Obstrução do aparelho lacrimal pode levar ressecamento da córnea e a produção de lesões (ulceras na córnea, ceratite); Acuidade Visual: Amaurose é a perda total da visão uni ou bilateral, ou seja, em um, ou ambas, os olhos; Para testar a acuidade visual solicita-se que o paciente acompanhe com o olhar a movimentação de determinado objeto ou o dedo indicador do examinador, deve acompanhar o dedo, da direita pata esquerda, para cima e para baixo. Qualquer dificuldade para seguir o objeto, é anormal. (p. ex. Lesões oculares, processos cerebrais). Exemplo: Iris: Procurar Iridociclite aguda: analisar presença de dor, miose (quando a pupila fica contraída), hiperemia, visão embaçada, fotofobia (usar uma lanterna), lacrimejamento, etc. Pupilas: Devem ser esféricas, negras e isocóricas (apresentam diâmetro igual em ambos os olhos). Midriase, quando a pupila encontra-se dilatada. Miose, quando a pupila encontra-se em constrição. O tamanho normal varia de 2 a 6 mm. Analisar a fotorreação, verificando se ambas são fotorreagentes; As pupilas também podem apresenta-se anisocoricas (diâmetro diferente em cada olho, normal de 1 a 2mm, tamanho bem acentuado pode indicar lesão neurológica). Exemplo de pupilas anisocoricas: Em poucas palavras analisar: se as pupilas são esféricas e enegrecidas, se são fotorreagentes, se são isocoricas (tamanhos iguais) ou anisocoricas (tamanhos diferentes). Nariz e seios paranasais Observar: Forma e tamanho do nariz (poderão estar alterados em casos de traumatismos, tumores, doenças endócrinas como na acromegalia); Deve-se examinar a superfície externa nariz, observando simetria e a presença de deformidades e o movimento das asas de nariz (comum na dispneia); Desvio de septo: Para realizar o exame endonasal, inclina-se a cabeça do paciente para trás e se, possível, usa-se um otoscópio e uma espátula. Deve-se verificar: Presença de sangue (epistaxe); Secreções mucopurulentas; Crostas; Obstrução; E avaliar a integridade da mucosa nasal. Os seios Paranasais ou seios da face São cavidades situadas ao lado das fossas nasais. São quatro cavidades: seios frontais, maxilares, etmoidais e esfenomoidais. O de interesse para o exame são apenas os seios frontais e maxilares. No exame, por meio da palpação, deve-se verificar a hipersensibilidade (dor) nos seios paranasais. Para avaliar os seios frontais, é preciso pressionar o osso frontal com os polegares sobre as sobrancelhas, e depois, pressionar os seios maxilares com os polegares, fazendo movimentos para cima. A hipersensibilidade, quando presente, sugere sinusite. OUVIDOS: Na inspeção do pavilhão auricular, devem-se verificar: Forma e tamanho; Deformações congênitas ou adquiridas; Nódulos; Tumorações; Hematomas. No conduto de auditivo externo é utilizado com auxílio de um otoscópio, devem-se analisar: Quantidade de cerume presente no canal auditivo; Procurar processos inflamatórios como: eczema (inflamação cutânea), furúnculos ou micoses; Presença de sangue (otorragia); Presença de Pus (otorreia) – sinal de otite, possui odor fétido. BOCA: A boca deve ser inspecionada com auxílio de luvas e espátula, observando-se: Coloração da cavidade oral e hálito. Lábios podem apresentar deformações congênitas (lábio leporino ou fissura labial, fenda palatina, etc) Ou deformações adquiridas, como ulcerações, lesões neoplásicas; Deve-se analisar a presença de rachadura nas comissuras (canto dos lábios), que é decorrente da deficiência vitamínica; Analisar também presença de edema. Com ajuda de uma espátula, deve-se inspecionar: Gengivas: podem apresentar alterações como lesões ulceradas ou hemorrágicas, além de processos inflamatórios periodontais; Dentes: Analisar a quantidade e a conservação dos dentes, presença de cáries ou lesões em suas raízes (quando o paciente apresentar prótese dentaria, analisar o ajuste na gengiva e sua higiene); Língua: analisar tamanho e sua coloração: Analisar ainda na língua: lesões como ulcerações, tumorações, manchas e sangramento; Tonsilas: devem se apresentar pequenas ou ausentes (na inflamação ocorre seu aumento e presença de placas de pus). Analise das estruturas internas com otoscópio Coloração avermelhada Lisa e sem papilas Volumosa Seca Hiperemia Anemia perniciosa Hipertireoidism o Desidratação EXAME DO PESCOÇO Ao examinar o pescoço deve-se observar: Tamanho e forma do pescoço (pescoço grande ou curto, fino ou grosso); Analisar alterações na postura (inclinações para o lado ou para outro, pode indicar paralisia da musculatura); Rigidez da nuca (meningite); Cicatrizes, cianose, aumento das glândulas parótidas ou submaxilares; Estase jugular (ingurgitamento das veias jugulares) Glândula tireoide: não é visível, nem palpável em situações normais. Devem-se tentar palpar, e se palpável, avaliar: tamanho, forma, consistência, sensibilidade (dor), mobilidade e volume. Obs: seu aumento indica nódulo ou bócio (aumento da glândula), alertando sobre disfunção da glândula. Para palpar a glândula tireoide: 1. O examinador posiciona-se atrás do paciente ou de frente ao paciente; 2. Localiza a glândula tireoide, que está logo a baixo do Pomo de Adão; 3. Em seguida posiciona com uma das mãos os dedos entre o espaço da traqueia e o musculo esternocleidomastóideo; 4. A traqueia é suavemente deslocada para um lado e depois para o outro; 5. E durante essa deslocação, o examinador palpa o lobo direito e depois o lobo esquerdo da glândula tireoide a procura de alterações; 6. Outro meio também para fazer a palpação, os dedos ficam posicionados sobre a glândula, faça- se a palpação solicitando que o paciente degluta; 7. Durante essas palpações, procurar a presença de mobilidade, nódulos, aumento da glândula, a presença de dor, massas, consistência, frêmito, etc. Analisar pulsações das artérias, normalmente não são visíveis (quando presente pode indicar hipertireoidismo, insuficiência aórtica, etc.); Estase jugular, é o ingurgitamento das veias do pescoço, que não desaparece na posição sentado, pode indicar insuficiência cardíaca. Deve ser examinada com o paciente em decúbito de 45 graus. (Posição de fowler). Devem também palpar os linfonodos, utilizando os dedos indicador e médio: 1. Pré-auriculares; 2. Auriculares posterior; 3. Occipitais; 4. Tonsilares; 5. Submandibulares; 6. Submetoneanos; 7. Cervicais superiores; 8. Cervicais profundos; 9. Cervicais posteriores; 10. Supraclaviculares. REFERÊNCIAS: TIMBY, B. K. Conceitos e habilidades fundamentais no atendimento de enfermagem. 8 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. BARROS, A. L. B. L. Anamnese e Exame Físico. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 7 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. Analisar tamanho, forma, consistência, sensibilidade, mobilidade e volume.