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LESÕES BRANCAS DA CAVIDADE ORAL Nevo branco esponjoso Caracteristicas clinicas: Mais comum ao nascer e também no inicio da infância, mas pode ocorrer durante a adolescência. - Normalmente na mucosa jugal bilateral (Ventre lingua, mucosa labial, palato mole, mucosa alveolar, soalho bucal) - - Assintomático - Não é necessário tratamento, o prognóstico é bom.. Líquen Plano: - acomete normalmente mulheres adultas de meia idade * Liquen plano reticular : normalmente acomete região posterior da mucosa jugal bilateral - pode aparecer como linhas brancas entrelaçadas ou papulas - característica patognomonica - assintomático - não necessita de tratamento, salvo quando a candidiase esta presente. *Liquen plano erosivo: - lesões sintomáticas - áreas eritematosas, atroficas, com graus variáveis de ulceração - a periferia da região atrofica é cincundada por finas estrias brancas - geralmente aparece como gengivite descamativa, confinada a gengiva - geralmente também na região posterior da mucosa jugal - Tratamento: Corticosteroides tópico : (propionato clobetasol em orabase 50% ou Dipropionato de betametasona 0,6mg=Diprosone o creme 0,04mg = 0,5mg de betametasona) Sistêmicos: Prednizona – doses baixas a moderadas por períodos curtos (Meticorten 5mg – 20 a 40mg/dia 1 sem. Desmame durante uma semana. Intralesional – Betametasona 5mg injetável Bochechos: Betametasona – Celestone elixir 5ml=0,5mg; Celestone gotas1ml=20gts=0,5mg Leucoedema: - Mais comum em negros e crianças - apresenta-se como estrias esbranquiçadas ou rugosidades - lesões NÃO são destacáveis - acomete normalmente a mucosa jugal bilateralmente e pode estender-se até a mucosa labial - diagnostico através da distensão da mucosa, ou seja, quando a mucosa é distendida, a lesão some praticamente por completo. - nenhum tratamento é necessário Linha Alba: - Linha branca que geralmente é bilateral - pode ser escamosa - normalmente localizada na altura da linha de oclusão - não necessita de tratamento Candidíase: Candidíase pseudomembranosa: - caracterizada pela presença de placas brancas aderidas a mucosa que saem com raspagem - são destacáveis - causam sensação de queimação - tem como localização comum a mucosa jugal, palato e língua - pode ser acometida pelo uso de antibiótico de amplo espectro ou pela imunossupressão (leucemia e HIV) - crianças de ate 2 anos também podem ser efetadas – sapinho Candidíase eritematosa: - apresenta-se como manchas vermelhas, ou quando na língua, atrofia das papilas - mais comum no dorso da língua, região posterior do palato, mucosa jugal - pode ser acometida pela antibioticoterapia, xerostomia, imunosupressão ou idiopática - apresenta sensação de queimação Candidíase atrofica crônica (PROTESE) - lesão avermelhada, assintomática - confinada a superfície mucosa do palato que suporta a prótese Candidíase Hiperplásica (leucoplasia por cândida): - placas brancas não destacáveis - assintomática - normalmente encontrado na mucosa jugal anterior - idiopática / imunossupressão. Queilite angular: Alterações eritematosas e fissuradas na pele da comissura labial(ângulo). TRATAMENTO: - Fluconazol 100mg/150mg, dose única via oral. -Suspensão de nistatina em bochechos 4 a 5x ao dia. Durante 10 a 14 dias. - Clotrimazol pastilhas (hiperplásica) 4 a 5x ao dia durante 10 a 14 dias. DESORDENS POTENCIALMENTE MALIGNAS DA CAVIDADE ORAL Leucoplasia: Definição: “uma placa ou mancha branca que não pode ser caracterizada clinica ou patologicamente como qualquer outra doença” - A coloração clinica resulta de um espessamento da camada de ceratose, que da uma colocaração branca que mascara a coloração normal “vermelha” do tecido. - Predileção pelo gênero masculino - Normalmente acima dos 40 anos - Causa (hipótese): tabaco, álcool, sanguinária, radiação ultra, microorganismos (t. pallidum, hpv,c. albicans) , trauma. - 70% no vermelhão, mucosa jugal e gengiva - 90% na língua (borda lateral), vermelhão do lábio e soalho bucal. - Podem se apresentar de diversas formas, como: * Delgada e lisa * Espessa e Fissurada * Verruciforme e granular * Leucoeritroplasia Leucoplasia Verrucosa Proliferativa - Multiplas placas ceratóticas com projeções superficiais - Crescimento persistente - Carcinoma Verrucoso - Acomete mais as mulheres - Associação minica com tabaco, mais associado a mutações genéticas. - Tratamento/ Prognostico: Observar os aspectos clínicos, biopsiar varias vezes, acompanhar as recidivas porque mais ou menos 4% evoluem para carcinoma em media de 3 a 5 anos. Em mulheres não tabagistas acomete mais o soalho da boca, de 16 a 39% se transformam em lesões malignas e acomete em media 47% das mulheres. Eritroplasia: Definição: “mancha vermelha que não pode ser clinica ou patologicamente diagnosticada como qualquer outra condição” - Predominante em adultos de meia idade a idosos - Sem predileção por gênero - Soalho de boca, língua e palato mole são os locais mais acometidos - Macula ou placa eritematosa bem delimitada com textura macia e aveludada - Geralmente assintomática - Tratamento e prognostico: * deve ser biopsiada sempre que encontrada em soalho de boca e região ventral e lateral de língua * 90% tem displasia ou carcinoma in situ Queilite Actinica - Alteração pré maligna comum no vermelha do lábio inferior resultante da exposição freqüente aos raios ultravioleta da luz solar - Mais comum em pessoas de pele clara - Normalmente em pessoas acima dos 45 anos de idade - Tem forte predileção pelo sexo masculino - Lesoes precoces apresentam atrofia da borda do vermelhão do lábio inferior caracterizada por uma superfice lise com ares de manchas claras - O apagamento da linha de transição entre a porção cutânea do lábio e o vermelhão do lábio é comum. - Tem desenvolvimento lento - Tem aspecto áspero e descamação - Apresenta ulceras frequentes - Tratamento e prognóstico: * usar filtro solar *lesões irreversíveis * nas áreas endurecidas devem ser realizada a biópsia Lúpus Eritematoso Doença autoimune mais comumente econtrada - Lupus eritematoso sistêmico: As mulheres são as mais acometidas. Os achados comuns incluem febre, perda de peso, artrite, fadiga e mal estar generalizado. Na mucosa oral as lesões acometem o palato, a mucosa jugal e a gengiva. As vezes elas aparecem como lesões liquenoides, mas podem aparecer como granulomatosas. Areas eritematosas centrais, delimitada com discretas estriações periféricas ladeada por telangiaectasias. CÂNCER BUCAL O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), em sua publicação de estimativas de incidência de câncer para o Brasil, considera Neoplasias Malignas da Cavidade Oral aquelas cuja localização primária acomete: os lábios, a cavidade oral, as glândulas salivares e a orofaringe. Acomete lábio e cavidade oral (gengivas, palado duro, língua, assoalho da boca, glândulas salivares maiores, amigdala e orofaringe) Tipo histopatológico principal, carcinoma epidermóide, também chamado espinocelular ou de células escamosas (95%) Ooutros tipos: Sarcoma, linfome, melanona e adenocarcinoma de glândulas salivares menores No Brasil, os cânceres de lábio e cavidade oral são mais frequentes entre homens, a partir dos 40 anos e em indivíduos de cor Branca. A orofaringe é o sítio mais acometido pela doença. Quando consideradas apenas as estruturas da boca, a língua (principalmente suas bordas laterais) é a principal localização. Epidemiologia: Corresponde a 10% dos CA de cabeça e pescoço Distribuição variável nas diferentes regiões do Brasil e do Mundo - maior incidência em locais pobres 4° ou 7° mais comum na população masculina brasileira e 9° ao 15° na população feminina Predomínio em brancos > 40 anos de idade Estimativa (INCA) 2010 - 2011 = 14.120 novos casos 2012 - 2013 = 9.990 em homens e 4180 em mulheres2014 - 2015 = 15290 (11.280 novos casos em homens e 4.010 em mulheres) 15.490, sendo 11.140 homens e 4.350 mulheres (2016-2017) As taxas variam consideravelmente entre as regiões e até mesmo entre Unidades da Federação (UF) de uma mesma região Etiologia: Interação de fatores ambientais (químicos, físicos e biológicos) Fumo, álcool Fatores do hospedeiro (herança genética, sexo e idade) Fatores de riscos: São fatores de risco bem estabelecidos para os cânceres de lábio e cavidade oral: Tabagismo Etilismo Uso de betel Infecção pelo papilomavírus humano (HPV) tipo 16 Exposição à radiação solar (para o câncer de lábio) Idade superior a 40 anos Sexo masculino Tabagistas crônicos Etilistas crônicos (acetaldeido - mutações no DNA celular) Má higiene oral Radiação solar Mutações genéticas (gene TP53 - gene supressor tumoral) Infecção pelo vírus HPV - Epstein - Barr Imunossupressão Próteses mal-ajustadas ou irritação crônica da mucosa bucal Lesões Precursoras - leucoplasia (mais frequentes, eritroplasia (alto potencial de cancerização), queilite actínica Como funciona o processo de carcinogênese? O desenvolvimento está associado à exposição a fatores cancerígenos, principalmente os ambientais Agentes físicos, químicos e biológicos lesam o DNA nuclear, produzindo mutações, fraturas cromossômicas e outras alterações no material genético O processo de carcinogênese, ou seja, de formação de cancer, em geral se dá lentamente, podendo levar varios anos para que uma celula cancerosa prolifere e dê origem a um tumor visivel. Esse processo passa por vários estágios antes de chegar ao tumor. São eles: Estágio Inicial: É o primeiro estágio da carcinogênese. Nele as celulas sofrem o efeito dos agentes cancerigenos ou carcinógenos, que provocam modificações em alguns de seus genes. Nesta fase as celulas se encontram, geneticamente alteradas, porem ainda não é possivel se detectar um tumor clinicamente. Encontram-se “preparadas”, ou seja, “iniciadas” para a ação de um segundo grupo de agente que atuará no proximo estágio. AULA: Exposição a um carcinógeno e a sua interação com o DNA da célula, provocando alteração permanente A célula alterada permanece latente, podendo ser eliminada do organismo pelos mecanismos homeostáticos ou vir a desenvolver outras alterações, dependendo de novos estímulos Estágio de promoção: É o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as celulas geneticamente alteradas, ou seja, “iniciadas”, sofrem o efeito dos agentes cancerigenos classificados como oncopromotores. A celula iniciada é transformada em celular maligna, de forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessario um longo e continuado contado com agentes cancerigenos promotor. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesses estágio. Alguns componenetes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormonios são exemplos de fatores que promovem a transformação de celulas iniciadas em malignas. AULA: Após a lesão inicial, as células iniciadoras, se submetidas à exposição aos agentes promotores, apresentam os efeitos carcinogênicos Estes agentes não são mutagênicos, seus efeitos podem ser reversíveis numa fase inicial e somente uma exposição prolongada pode induzir efetivamente o processo de carcinogênese Estágio de progressão: É o terceiro e ultimo estagio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversivel das celulas alteradas. Nesse estagio o cancer já esta instalado, evoluindo ate o surgimento das primeiras manifestações clinicas da doença. Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados de oncoaceleradoes ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos tres estagios da carcinogênese. AULA: São ultrapassados os mecanismos que regulam a replicação celular, assim como sua organização espacial, estabelecendo-se o fenótipo maligno As alterações celulares que resultam da exposição da mucosa bucal aos agentes cancerígenos inicialmente se manifestam por lesões inflamatórias inespecíficas Se esta agressão é intensa e prolongada, levará ao desenvolvimento das displasias - de um grau leve até um grau intenso e, finalmente para o carcinoma in situ → Regiões anatômicas (em ordem de frequência) Língua (principalmente borda lateral) Soalho Bucal Lábio inferior Gengiva Área retromolar Palato Mole Mucosa jugal Palato Duro Características Clínicas (1): Carcinoma epidermóide - 1a Assintomático na fase inicial Áreas de leucoplasia e eritroplasia (inicial) Úlceras (indolor, bordas endurecidas, infectadas e elevadas) Dor (tardia, quando existe invasão de músculo e nervo) Sialorréia Sangramentos Mobilidade dentária Halitose Trismo Emagrecimento Lesão única (na maioria dos casos) Nódulo ou Vegetação (aspecto de couve-flor) Disseminação metastática mais frequente para linfonodos regionais Metástases à distância (pulmão, ossos e fígado) pouco frequentes, geralmente associadas à presença de múltiplos linfonodos metastáticos Disfagia, disfonia ou dispnéia (atenção para outros tumores associados) Características Clínicas (2): Carcinoma Verrucoso Invasivo Evolução lenta Oligossintomático Raramente metastático, inclusive para linfonodos regionais Diagnóstico: Relativamente fácil e simples Exame físico adequado - inspeção cuidadosa com boa iluminação detecção de alguma lesão (principalmente em indivíduos de alto risco) Palpação das áreas em torno da úlcera e de todas as cadeias linfáticas cervicais (consistência endurecida, superfície irregular, pouca mobilidade) Biópsia Citologia (resultados falso - negativos) Métodos de imagem - panorâmica, ultra-sonografia, tomografia (tec. ósseo), ressonância magnética (tec. Moles), PET-TC (emissão de pósitrons através de glicose radioativa) Diagnóstico diferencial: Leishmaniose Tuberculose Paracoccidioidomicose Cancro sifilítico Tumores malignos e benignos de glândulas salivares Estadiamento do Câncer de Boca (1): Classificação TNM Classificação clínica com base somente nos dados observados antes de qualquer tratamento Considera-se o conjunto de dados da oroscopia, palpação do pescoço, radiografias e TC T-Tumor primário: TX - Tumor primário não pode ser avaliado T0 - Sem evidência de tumor primário Tis - Carcinoma in situ T1 - Tumor com 2 cm ou menos em seu maior diâmetro T2 - Tumor com mais de 2 cm e até 4 cm no seu maior diâmetro T3 - Tumor com mais de 4 cm em seu maior diâmetro T4 - Lábio: o tumor invade cortical óssea, nervo alveolar inferior, soalho de boca ou pele de face Cavidade bucal: T4a - o tumor invade as estruturas adjacentes (ex: cortical óssea, musculatura extrínseca da língua), seio maxilar, pele de face T4b: O tumor envolve espaço mastigatório, placa pterigóidea, base de crânio ou envolve a artéria carótida N-Linfonodos Regionais (Lr): NX - Lr não podem ser avaliados N0 - Ausência de metástases em Lr N1 - Metástase em um único linfonodo homolatrera, com 3 cm ou menos em sua maior dimensão N2a - Metástase em um único linfonodo homolateral, com mais de 3 cm e até 6 cm em sua maior dimensão N2b - Metástase em múltiplos linfonodos homolaterais, com até 6 cm em sua maior dimensão N2c - Metástase em linfonodos bilaterais ou contralaterais, onde nenhum tenha mais de 6 cm em sua maior dimensão N3 - Metástase em linfonodo com mais de 6 cm em sua maior dimensão M-Metástase á distância: MX - Presença de metástase à distância não pode ser avaliada M0 - Ausência de metástase à distância M1 - Metástase à distância Estadiamento Clínico do Carcinoma Bucal de Células Escamosas: Estádio Designação TNM I ------------------------------------ T1, N0, M0 II ----------------------------------- T2, N0, M0 III ------------------------------------ T3, N0, M0 / T1-3, N1, M0 IV ------------------------------------ T4, N0, M0T4, N1, M0 T qualquer, N2-3, M0 T qualquer, N qualquer, M1 Tratamento: Deve ser adequado ás necessidades de cada caso, com base em resultados esperados de tempo e qualidade de sobrevida Participação do paciente cada vez maior (após esclarecimento dos riscos e benefícios de cada alternativa de tratamento) A escolha terapêutica depende do local e estadiamento do tumor, estado geral, aceitação do paciente, recursos médicos e infra-estrutura disponíveis Tratamento (1): Cirurgia Radioterapia/Braquiterapia Quimioterapia (Cisplatina) SEMIOLOGIA DAS LESÕES OSSEAS Osteomielites: → Osteomielite supurativa aguda: Ocorre quando um processo inflamatório agudo se dissemina pelos espaços medulares do osso e o tempo é insuficiente para permitir a reação do corpo na presença do infiltrado inflamatório. - pacientes com essa patologia apresentam sinais e sintomas de processos inflamatórios agudos - tumefação dos tecidos moles da área afetada pode estar presentes - as radiografias podem não demonstrar alterações ou podem demonstrar imagens radiolucida mal definidas - normalmente tem formação de seqüestro ósseo → Osteomielite supurativa crônica: Existe quando a resposta de defesa leva a produção de tecido de granulação, o qual subsequentemente forma um tecido de cicatrização denso, na tentativa de isolar a área infectada. O espaço morto circundado atua como um reservatório para as bactérias e os antibióticos tem grande dificuldade em alcançar essa região. Este padrão começa a evoluir cerca de 1 mês após a disseminação da infecção aguda inicial e resulta em um processo latente que é dificil de ser resolvido a não ser que seja tratado de modo agressivo. - evolução da osteomielite aguda que não foi tratada rapidamente - pode estar presente tumefação, dor, fistula, drenagem purulenta, formação de seqüestro, perda de dente ou fratura patológica - as radiografias apresentam imagens radiolucidas mal definidas, irregulares, que em geral contem seqüestro ósseo radiopacos centrais. - pode apresentar linha radiopaca circundando a imagem radiolucida As osteomielites tem grande preferência pelo sexo masculino, cerca de 75%. A maioria dos casos envolve a mandibula Osteíte condensante ( Osteomielite esclerosante focal) Areas localizadas de esclerose óssea associada a ápices de dentes com pulpite (proveniente de grandes lesões cariosas ou restauração coronária profundas) ou necrose pulpar. - mais freqüente em crianças e adultos jovens mas pode aparecer em pessoas mais idosas. - zona localizada geralmente uniforme de radiopacidade aumentada adjacente ao ápice de um dente que exibe um aumento de espaço do ligamento periodontal ou uma lesão inflamatória apical. - a maioria dos casos acontece na região de pré molares e molares inferiores e a polpa dentaria do dente envolvido apresenta pulpite ou necrose. - o tratamento consiste na resolução do foco de infecção. - Caso o tratamento seja efetuado e o ligamento periodontal continuar espesso deve ser feita uma reavaliação. - Caso a radiopacidade não regredir após a resolução do foco inflamatório fica o que chamamos de cicatriz óssea. Osteomielite com periostite proliferativa (osteomielite de garré) Reação periosteal a inflamação. O periósteo afetado forma varias fileiras de osso vital reacional, paralelamente umas as outras, expandindo a superfície do osso afetado. - normalmente os acometidos são crianças ou adultos jovens, faixa etária media de 13 anos. - causa mais frequente é a carie dentária com doença inflamatória periapical associada - a maioria dos casos se origina na região de pré molares e molares inferiores - a hiperplasia é mais comumente localizada na margem inferior da mandíbula mas pode acometer a cortical vestibular também - radiografias mostram a presença de laminas ósseas radiopacas paralelas - radiografia panorâmica ou lateral obliqua ou oclusais - o tratamento direciona-se para a eliminação da fonte de infecção Displasia Fibrosa Substituição do osso normal por uma proliferação excessiva de tecido conjuntivo fibroso celularizado entremeado por trabéculas ósseas irregulares. Expansão óssea de crescimento lento e indolor Tende a ser limitada Não apresenta característica neoplasica → Displasia Fibrosa Monostótica: - quando a doença esta limitada a somente um osso gnático - normalmente na primeira e segunda década de vida - não tem predileção por sexo - aumento de volume indolor da área afetada – característica mais comum - crescimento lento, e os pais ou o paciente não se lembra quando começou a crescer - a maxila esta envolvida mais frequentemente que a mandíbula - quando na maxila, pode causar uma displasia crânio facial invadindo o esfenóide, zigomático e occiptal - tem consistência dura a palpação - a característica radiográfica é de uma opacificação tipo “vidro despolido”. As margens da lesão não são bem definidas e se confundem com o osso adjacente. → Displasia Fibrosa Poliostótica - quando tem-se o envolvimento de dois ou mais ossos - pode estar associado a síndrome de Jaffe – Linchtenstein, síndrome de McCune-Albright ou síndrome de Mazabraud > Sindrome de Jaffe-Linchtenstein : Displasia fibrosa poliostótica + pigmentação café au lait > Sindrome deMcCune-Albright : Displasia fibrosa poliostótica +pigmentação café au lait + múltiplas endocrinopatias tais como precocidade sexuais, adenoma ptuitário ou hipertireoidimo > Sindrome de Mazabraud: Displasia fibrosa poliostótica + mixomas intramusculares - tratamento: se necessário cirurgia estética. - em muitos casos a doença tente a se estabilizar quando a maturação esquelética é atingida Displasia cemento óssea focal: - exibe um único sitio de envolvimento - predileção pela terceira a sexta década de vida - alta porcentagem dos casos em brancos - predominante no sitio POSTERIOR da mandíbula, mas pode ocorrer em qualquer local dos ossos gnáticos - assintomática e descoberta nos exames radiográficos de rotina - muitas lesões são menores que 1,5cm de diâmetro. - radiograficamente ela varia de completamente radiolucida a densamente radiopaca com um fino halo radiolucido na periferia. Entretanto, é mais comum haver um misto de padrão radiolucido e radiopaco. - bem definida mas com margens levemente irregulares - ocorre em áreas dentadas e edentulas (pode ocorrer em sítios de extração) Displasia cemento óssea periapical: - preferencialmente a região periapical da mandíbula ANTERIOR - podem ocorrer lesões solitárias, mas múltiplos focos são mais comuns - predileção pelo gênero feminino e raça negra - acomente mais a terceira e quinta década de vida - os dentes associados com as lesões são quase sempre invariávelmente vitais e quase nunca tem restaurações. - é assintomática e descoberta em exames radiográficos de rotina - as lesões inicias aparecem como áreas radiolucidas cincunscritas envolvendo a área periapical de um dente. Posteriormente aparenta um misto de radiolucidez e radiopacidade. Nos estágios finais apresenta uma calcificação densa circunscrita por um halo radiolucido estreito. - o ligamento periodontal permanece intacto e não é visível fusão com o dente - as lesões individuais quase nunca excedem 1cm de diâmetro. Displasia cemento óssea florida: Aparece com envolvimento multifocal não limitado somente a região posterior da mandíbula, mas sim, anterior e posterior - envolve predominante mulheres negras - predileção por adultos de meia idade - tendência acentuada para envolvimento bilateral, quase sempre simétrico - pode ocorrer nos quatro quadrantes - assintomática e descoberta por radiografias de rotina, mas pode ter dor persistente de baixa intensidade - pode apresentar fistula - mesmas características radiográficas da displasia cemento óssea periapical - em alguns casos pode aparecer algo semelhante ao cemento, de cor amarelada, na cavidade oral. Tratamento: Paciente assintomático - acompanhamento regular com profilaxia e reforço na higiene bucal, paracontrolar doença periodontal e prevenir perda do dente Paciente sintomático (componente inflamatório - osteomielite crônica envolvimendo osso displásico e cemento) - antibióticos podem ser indicados, mas geralmente não são eficazes. A sequestração das massas escleróticas de cemento ocorrem lentamente e são seguidas por reparo. Fibroma Ossificante: - Mais comum em terceira e quarta decada de vida - predileção pelo genero feminino - mandibula envolvida muito mais frequentemente que a maxila - a area de pre molares e molares inferiores é o sitio mais afetado - pequenas lesões são assintomáticas - lesoes maiores causam aumento de volume indolor na area do osso envolvido - elas podem causar assimetria facial obvias - radiograficamente a lesão é normalmente unilocular e bem definida - podem se apresentar completamente radiolucido mas frequentemente são notados graus variáveis de radiopacidade - podem ser observadas divergencia radicular ou reabsorção das raizes envolvidas no tumor - é uma neoplasia benigna, com crescimento excessivo porém lento, destruição ossea e recidiva, de causa indeterminada, raro e assintomático SEMIOLOGIA DAS DOENÇAS GRANULOMATOSAS INFECCIOSAS Sífilis: Doença infecciosa causada pelo Treponema Pallidum Sífilis primária: - é caracterizada pelo cancro que se desenvolve na área de inoculação tonando-se clinicamente evidente de 3 a 90 dias ápós a exposição inicial. - podem ocorrer múltiplas lesões, mas na maioria das vezes o cancro é ÚNICO. - as lesões orais são vistas mais nos lábios, mas outras áreas inclui a língua, palato, gengiva e amígdalas. - o lábio superior é mais acometido em homens e o inferior em mulheres. - a lesão oral apresenta-se como uma ulcera de base clara e indolor, ou raramente, com uma proliferação vascular semelhante a um granuloma piogênico - a linfadenopatia regional, que pode ser bilateral, é comum. - caso não seja tratada, a lesão inicial cicatriza dentro de 3 a 8 semanas Sífilis Secundária: - é identificada de 4 a 10 semanas após a infecção inicial - as lesões da sífilis secundária pode surgir antes da resolução completa da lesão primária - apresenta já sinais sistêmicos como linfadenopatia indolor, dor de garganta, mal estar, cefaléia, perda de peso, febre e dor músculo-esquelética. - um sinal consistente é uma erupção cutânea maculopapular difusa e indolor, disseminada por todo o corpo e que pode acometer inclusive a região palmo-plantar. - na cavidade oral apresenta-se como áreas maculopapulares vermelhas - na maioria das vezes cicatriza sem deixar marcas - apresenta placas mucosas e pode ter exposição do conjuntivo, essas lesões podem são mais encontradas na língua, nos lábios, na mucosa jugal e no palato. - lesões múltiplas são típicas da sífilis secundária - a resolução espontânea em geral ocorre dentro de 3 a 12 semanas. - recidivas podem ocorrer depois de um ano Sífilis Terciária: - após a sífilis secundária o paciente entra num período de latência, que é chamado de sífilis latente, que pode durar de 1 a 30 anos, e então, pode-se desenvolver a sífilis terciária, em 30% dos pacientes. - na sífilis terciária o sistema vascular pode ser afetado significativamente - pode ocorrer aneurisma da artéria aorta ascendente, hipertrofia ventricular esquerda e insuficiência cardíaca congesticva. - o SNC também pode ser envolvido causando paralisia generalizada, psicose, demência, paresia e morte. - apresenta a inflamação granulomatosa denominada goma que se apresenta como uma lesão endurecida, nodular ou ulcerada que pode causar extensa destruição tecidual - lesões intraorais geralmente o palato e língua. - quando o palato é envolvido a ulceração com freqüência o perfura em direção a cavidade nasal. - a língua quando afetada apresenta-se aumentada, lobulada e com formato irregular. Esse padrão lobular é chamado de glossite intersticial e acredita-se que seja resultado da contratura da musculatura da língua após a cicatrização das gomas. - apresenta atrofia difusa e perda das papilas do dorso da língua, situação clinica chamada de glossite luética. Acreditava-se que essa condição era pré-cancerosa. Paracoccidioidomicose: - marcante predileção pelo sexo masculino - normalmente em pacientes de meia idade e trabalhadores rurais - apresenta-se inicialmente como uma infecção pulmonar que ocorre após a exposição aos esporos dos microorganismos. - o fungo pode se espalhar pelas vias sanguineas e linfáticas para a pele, linfonodos e glândulas adrenais que muitas vezes resulta em doença de addison. - aspecto histológico característico de orelha de Mickey Mouse. - as lesões orais apresentam-se como ulceras moriormes geralmente na mucosa alveolar, gengiva e palato. Acomete mais de uma área da boca normalmente. - o tratamento dos casos leves a moderados é feito com o uso dos derivados das sulfonamidas. Para casos graves indica-se o uso de anfotericina B intravenosa. Nos casos em que não há risco de morte o intraconazol é a melhor opção embora seja necessário o tratamento por vários meses. O cetoconazol também pode ser utilizado, porém, ele apresenta muitos efeitos colaterais. - AULA: lesão ulcerada de aspecto vermelho esbranquiçada com superfície granulosa salpicada por pontilhado hemorrágico acometendo gengiva e lábio inferior Tuberculose: - doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium Tuberculosis - a maioria das infecções ocorre como resultado da disseminação direta de pessoa para pessoa por gotículas respiratória de um paciente com a doença ativa Tuberculose Primária: - ocorre em indivíduos nunca expostos previamente ao microorganismo - envolve quase sempre o pulmão - na maioria das vezes resulta apenas na formação de um nódulo localizado fibrocalcificado no sitio inicial de envolvimento. - normalmente nos infectados podem ficar com o microorganismo latente e 5 a 10% progridem par doença ativa. A reativação do microorganismo normalmente ocorre quando a defesa do hospedeiro encontra-se comprometida, progredindo então para a tuberculose secundária. - geralmente é assintomática, mas pode ocorrer febre e efusão pleural Tuberculose secundária: - pode ocorrer a disseminação do microorganismo através do sistema sanguineo produzindo muitas vezes pequenos focos múltiplos da infecção que lembra macroscopia e radiograficamente, sementes de milhos, resultando no apelido tuberculose miliar. - a tuberculose segundária esta associada a imunosupressão, que pode ser causada por imunosupressores, diabetes, idade avançada, probreza e condição de vida e principalmente pacientes com HIV. - os pacientes apresentam caracteristicamente febre baixa, mal estar, anorexia, perda de peso e sudorese norturna. - com a progressão pulmonar da doença desenvolve-se tosse produtiva, usualmente acompanhada de hemoptise(expectoração de sangue) ou dor toraxica. A tuberculose progressiva pode levar a uma síndrome debilitante que no passado era chamada de consumação porque parecia que o corpo do paciente estava sendo consumido ou destruído Quando a tuberculose toma envolvimento da pele do paciente é chamada de lúpus vulgar. Os sítios mais envolvidos da cabeça e do pescoço são os linfonodos ceervicais, seguido pela laringe e pelo ouvido médio. As lesões na cavidade oral são raras e normalmente apresentam-se como uma ulcera crônica e indolor. Apresentações menos frequentes incluem áreas nodulares, granulares ou raramente áreas leucoplásicas firmes. Quando a tuberculose oral primaria esta presente envolve usualmente gengiva, fundo de vestíbulo e áreas de inflamação adjacentes a dentes ou locais de exodontia e costumam estar associada a aumento de volume dos linfonodos regionais. Lesões secundárias são observadas com maior freqüência na língua, palato e lábios. - Um protocole frenquente de tratamento é utilizado e consiste em oito semanas de isoniazida, rifampicina e pirazinamida, seguida por 16 semanas de isoniazida e rifampicina. PROCESSOS PROLIFERATIVOS NÃO NEOPLÁSICOS Hiperplasia FibrosaInflamatória (Fibroma): - são lesões associadas com algum tipo de traumatismo, mordida crônica, sucção da mucosa. - não são neoplasias verdadeira, mas sim, hiperplasias, porque esta associada a um trauma. - é mais freqüente em adultos de quarta a sexta década de vida - mais comum em mulheres - na cavidade oral é mais comum na mucosa jugal, principalmente em linha de oclusão, mucosa labial e gengiva irritada por calculo, placa, restauração mal adaptadas ou excesso e próteses. - é visto na clinica como um nódulo de base séssil ou pode ser pediculado. - normalmente tem a cor normal da mucosa. - assintomático -cresce lentamente. - tratamento: remove com biopsia excisional – remove a lesão toda. Hiperplasia Papilar Inflamatória: - acontece normalmente no palato - esta relacionado a próteses totais superiores mal adaptadas - crescem varias papulas assintomáticas com crescimento lento, normalmente com coloração normal, mas pode ter uma cor vermelha que caracteriza a associação com a candidiase. - no palato são observadas varias papulas com aspecto de “cachos de uva”. Granuloma Piogênico: - esta relacionado a algum fator irritante - tecido de granulação que cresce em determinado local (é um tecido conjuntivo fibroso rico em vascularização e com muitas células inflamatórias) - mais comum na gengiva, principalmente na papila gengival. Mas, pode ocorrer na língua, mucosa jugal, labial, ou em qualquer região da boca associado a algum fator irritante. - normalmente associado com placa, calculo e restaurações deficientes. - apresenta-se como um nódulo de base séssil ou pediculado, assintomático, com coloração bem avermelhada (ou arroxeado), com sangramento ao menor toque ou espontâneo devido ao epitélio de revestimento ser extremamente fino. - TTO: biópsia excisional e encaminhamento para exame histopatológico. - mais comum em pacientes jovens e tem grande prevalência em mulheres grávidas que pode ser chamado de Tumor gravídico. Fibroma Ossificante Periférico: - também está relacionado a estimulo irritante - só acontece onde tem dente – GENGIVA - apresenta-se como um nódulo assintomático com crescimento lento que pode ter base séssil ou pediculada, localizada preferencialmente na papila gengival e tem preferência pela região anterior da maxila entre canino e incisivo lateral. Lesão firme a palpação e as vezes pode causar deslocamento dentário. - na radiografia aparece material calcificado dento da lesão se tiver calcificação em grande quantidade. - TTO: biopsia excisional e resolver a causa. Granuloma Periférico de Celulas Gigantes: - acontece normalmente na GENGIVA e REBORDO ALVEOLAR - acontece também por fatores de irritação local - há presença de muitas células gigantes, provenientes da reabsorção radicular das raízes dos dentes decíduos, no tecido hiperplásico. - apresenta-se como um nódulo de base séssil ou pediculada, assintomático, de cor mais arroxeada. É uma lesão superficial que não atinge osso - o osso que apóia essa lesão apresenta uma pequena reabsorção e fica em forma de taça. Epúlide Fissurada: - é uma hiperplasia fibrosa causada por trauma causado por próteses mal adaptadas. - apresenta-se como uma prega no fundo de vestíbulo abraçando a prótese, tanto pela vestibular quando pela lingual. - cresce lentamente e tem cor normal - normalmente tem base séssil e é assintomática. - acomete mais as mulheres - mais freqüente no rebordo alveolar inferior porque a mandíbula sofre mais reabsorção óssea, e na porção anterior. - TTO: remoção da lesão e tratamento da causa. Fibromatose Gengival: Crescimento excessivo de colágeno do tecido conjuntivo fibroso gengival. A causa pode ser por herança genética ou de causa idiopática. O tratamento conservador consiste em gengivectomia associada a um rigoroso programa de higiene oral. O acompanhamento é recomendado pelo risco de recorrência. Hiperplasia gengival associada a medicamento: O aumento da gengiva se deve pelo aumento da matriz extracelular, predominantemente o colageno. Há uma forte associação com ciclosporina A, fenitoina, nifendipina, verapamil, valpropoato de sodio,diltiazen, O tratamento normalmente se dá pela substituição do medicamento. SEMIOLOGIA DAS GLÂNDULAS SALIVARES Mucocele: - Cavidade cheia de saliva, pode apresentar-se de 1mm a 2cm - Acontece muito em lábio inferior e em pacientes jovens - se forma através de um rompimento de um ducto de uma glândula através de mordida e começa a aparecer saliva no tecido conjuntivo fibroso o que não é normal e o organismo reconhece como corpos estranhos e começa a chamar células inflamatórias e circundar esse muco. Ela fica cirncudada por um tecido de granulação, células inflamatórias, macrófagos que ficam cheios de saliva. - na clinica, vê-se um aumento de volume que pode ter a cor normal ou ligeiramente azulado de base séssil e indolor. - Faz diagnostico diferencial com o fibroma através da consistência. A consistência do fibroma é firme, e da mucocele sente-se flutuação. - paciente pode relatar que já esvaziou, saiu liquido e encheu de novo. Pode esvaziar porque o paciente pode morder e romper. -TTO: excisão da glândula acessória associada a lesão. Rânula: - termo utilizado para mucoceles que acontecem no soalho da boca. - aumento de volume arrocheado que lembra o ventre de uma rã, por isso o nome. - normalmente esta associada a extravazamento de muco da glândula sublingual, mas pode vir da submandibular ou acessórias presentes no soalho da boca. - apresenta-se como um aumento de volume flutuante de formato abaulado e colocaração azulada presente no soalho da boca. - são vistas mas frequentemente em crianças e adultos jovens. - normalmente são maiores que as mucoceles. - localiza-se geralmente lateralmente a linha média, o que permite o diagnostico diferencial com o cisto dermoide, que se localiza centralizado na linha média. Rânula cervical ou mergulhante: ocorre quando a mucina extravazada disseca o músculo milo-hioide e produz aumento de volume dentro do pescoço - TTO: remoção da glândula salivar envolvida na lesão ou marsupialização. Queilite Glandular: Condição inflamatória rara das glândulas salivares menores Causa incerta, porém relatam injúrias actinica, o tabaco, má higiene, sífilis e a hereditariedade - ocorre preferencialmente no labio inferior, mas casos raros podem ser encontrados no labio superior e palato - apresenta aumento de volume e eversão do labio inferior como resultado da hipertrofia e inflamação das glandulas. - as aberturas dos ductos das glandulas salivares menores apresentam-se inflamadas e dilatadas e pode ter secreção mucopurulentas - mais frequente em homens de meia idade e idosos. - TTO: vermilionectomia (raspagem do labio) Sialorreia: Etiologia: Irritações locais: úlceras, próteses mal adaptadas, dor, pulpite Envenenamento por metais pesados (intoxicação por chumbo, mercúriio) Medicações - colinérgicas Desordem neurológica Ressecção da mandíbula Síndromes genéticas Gravidez Doenças hepáticas Medicações Desordem neurológica Quais os sintomas relatados pelo paciente com Sialorréia? Salivação excessiva Dificuldade de deglutir saliva Dor ao redor da boca Sinais Clínicos da Sialorréia: Escorrimento salivar Engasgos Feridas ao redor da boca Tratamento: Cirurgia: excisão da glândula submandibular e ligadura do ducto da parótida: relocalização do ducto parotídeo e mandibular, neurectomia timpânica com secção da corda do tímpano Toxina Botulínica tipo A (injeção) Escopolamina Terapia de fala – Fono Xerostomia: Etiologia da Xerostomia: Aplasia da glândula Salivar Idade Fumo Ansiedade Respirador Bucal Radioterapia local Causas da Xerostomia: Doenças das glândulas salivares, como; Aplasia da glândula salivar Síndrome de Sjogren Sarcoidose Parotidectomia Fibrose cística Displasia ectodérmica Cirrose biliar primária Infecções (HIV, hepatite C, EBV, vírus linfotrópico humano) Outros vírus Quais exames para diagnosticarXerostomia: Sialometria: Fluxo inferior a 0,1 ml / mim significa Hipossalivação Fluxo entre 0,1 e 0,25 / min significa baixo fluxo de saliva Fuxo entre 0,25 e 0,35 / mim significa salivação normal Exames complementares para Xerostomia: Sialografia Cintilografia - Radiolúcido emissor de raios Y Análise de urina Exames de sangue Biópsia de glândulas salivares Quais sinais clínicos da Xerostomia? Diminuição da secreção salivar Saliva residual espumosa e espessa Mucosa seca Cárie Quielite angular Superfície lingual com atrofia de papilas lobulada Sintomas de Xerostomia: Secura na boca Dificuldade de deglutição Alteração do paladar Dificuldade do uso de próteses Sensibilidade na mucosa Halitose Tratamento da Xerostomia: Salivas artificiais Beber bastante líquido Caramelos sem açúcar Pilocarpina 5,0 mg - 8/8h Trocar medicações (médico) Bochechos diários CLOREXIDINA 0,15 % solução aquosa Visitas frequentes ao dentista Sindrome de Sjogren: A síndrome de Sjögren é uma desordem autoimune crônica sistêmica que envolve principalmente as glândulas salivares e lacrimais, resultando em xerostomia (boca seca) e xeroftalmia (secura ocular). É observada principalmente em adultos de meia-idade, porém, casos raros têm sido descritos em crianças. O principal sintoma oral é a xerostomia, que é causada pelo decréscimo das secreções salivares; entretanto, a intensidade desta secura pode variar amplamente de paciente para paciente. A saliva pode se apresentar espumosa, com perda do reservatório usual de saliva no soalho da boca. Os pacientes afetados podem queixar-se de dificuldades durante a deglutição, de alterações do paladar, ou de dificuldades de usar próteses removíveis. A língua geralmente se torna fissurada e exibe atrofia das papilas. A mucosa oral pode se apresentar vermelha e dolorida, usualmente como resultado de uma candidíase secundária. São comuns as úlceras causadas pelas próteses e a queilite angular. A falta da ação da limpeza da saliva predispõe o paciente a cáries dentárias, especialmente as cáries cervicais. Cerca de um terço à metade dos pacientes apresentam um aumento firme e difuso das glândulas salivares maiores durante o curso da doença. Este aumento geralmente é bilateral, pode ser indolor ou levemente sensível, e pode ser de natureza intermitente ou persistente. Quanto maior a gravidade da doença, maior a probabilidade do aumento das glândulas salivares. Embora não seja diagnóstica, a sialografia geralmente revela sialectasia pontual e perda da arborização normal do sistema ductal, tipicamente demonstrando um padrão de “árvore carregada de frutos, sem galhos” Diagnóstico da Síndrome: Biópsia das glândulas salivares menores em lábio inferior Exames laboratorias - VHS e IgG, fator reumatóide Sialografia da glândula parótida sialectasia puntiforme - árvore sem ramificações, carregadas de frutos Sialodenose(Sialose): A sialadenose é uma desordem não-inflamatória incomum caracterizada pelo aumento de volume das glândulas salivares, particularmente envolvendo as glândulas parótidas. A condição está frequentemente associada a um problema sistêmico subjacente, que pode ser de origem endócrina, nutricional ou neurogênica. As condições associadas mais conhecidas são a diabetes melito, a má nutrição generalizada, o alcoolismo e a bulimia. A sialadenose usualmente se apresenta como um inchaço de evolução lenta nas glândulas parótidas, que podem ou não ser dolorosas. A condição geralmente é bilateral, mas também pode ser unilateral. Em alguns pacientes, as glândulas submandibulares podem estar afetadas,mas o envolvimento das glândulas salivares menores é distintamente raro. A redução da secreção salivar pode ocorrer. A sialografia exibe um padrão de “árvore sem folhas”, que se acredita ser causado pela compressão dos ductos finos pelas células acinares atróficas. TTO: Se o inchaço começar a causar problemas cosméticos, então a parotidectomia parcial pode ser realizada. Sialodenite: Virais comuns: Caxumba (Parotidite epidérmica), Citomegalovírus Bacterianas: Obstrução do ducto ou diminuição do fluxo Características da Sialoadenite: Sialodenite bacteriana aguda na parótida é a mais comum Edemaciada, dolorosa e a pele adjacente eritematosa Drenagem de secreção purulenta Tratamento da Sialoadenite: Sialoadenite aguda antibióticos, hidratação Sialoadenite crônica, Depende da gravidade do bloqueio Sialolitíase (calculo salivar): Sialolitíase (Cálculo salivar): Desenvolvimento de sialolitos no interior do sistema ductal Sialolitos se formam de deposição de sair de cálcio e do acúmulo de restos orgânicos (muco, bactérias, células epiteliais) no lúmen do ducto Características da Sialolitíase: É comum sialolitos no interior do sistema ductal da glândula submandibular Glândulas salivares menores raro Jovens e adultos de meia idade Dor, tumefação (próximo as refeições) devido a grande salivação antes de começar a comer Tratamento da Sialolitíase: Sialolitos pequenos - Massagens leves, ordenhando a pedra para o orifício do ducto Sialogogos, calor úmido e aumento da ingestão de líquidos podem promover a eliminação Sialolitos grandes: Remoção cirúrgica Sialometaplasia Necrosante: A sialometaplasia necrosante é uma condição inflamatória incomum e localmente destrutiva das glândulas salivares. Embora a causa seja incerta, a maioria dos autores acredita que seja o resultado de uma isquemia do tecido glandular que leva ao infarto local. Vários fatores predisponentes em potencial têm sido sugeridos, incluindo os seguintes: Lesões traumáticas Anestesias odontológicas Próteses mal adaptadas Infecções do trato respiratório superior Tumores adjacentes Cirurgias prévias Os investigadores têm sugerido que estes fatores podem exercer um papel no comprometimento do suprimento sanguíneo das glândulas envolvidas, resultando em necrose isquêmica. Entretanto, muitos casos ocorrem sem que nenhum fator predisponente conhecido esteja presente. - se desenvolve mais frequentemente nas glândulas salivares menores do palato, normalmente região posterior e mais frenquentemente no palato duro que no palato mole - 2/3 são unilaterais, sendo o restante bilateral ou acometendo a linha média. - e mais comum em adultos e a idade media de acontecer é 46 anos. - os homens são duas vezes mais acometidos que as mulheres. - inicialmente se apresenta como um aumento de volume não ulcerado, associado a sintomatologia dolorosa e a parestesia. Dentro de duas ou três semanas o tecido necrótico é perdido e apresenta uma ulcera creteriforme que pode variar de 1cm a mais de 5cm de diâmetro. Em rarar situações pode haver uma destruição do osso palatino subjacente. - TTO: Devido à aparência clínica preocupante, a biópsia geralmente é indicada para excluir a possibilidade de uma doença maligna. Uma vez que o diagnóstico tenha sido estabelecido, nenhum tratamento específico é indicado ou necessário. A lesão tipicamente se resolve espontaneamente, com um tempo médio de cicatrização de 5 a 6 semanas. Pode-se fazer uso de corticóides tópicos.