Prévia do material em texto
PELE E ANEXOS Prof.º Ddo Marcos Antonio/ Ddo Apolonio Alves 1 Pele Maior órgão do corpo humano; Cobre uma área de cerca de 2m quadrados; Peso de 4 Kg (6% do peso corporal) Até 1,8L de sangue em seus vasos; EPIDERME - Externa, avascularizada; DERME - Interna, vascularizada; 4 Derme 5 Hipoderme 6 PELE TIPOS ESPESSA Glãndulas sudoriparas Palma das mãos e plantas dos pés DELGADAS Folículos pilosos e glândulas sebáceas e sudoríparas Restante da pele 7 FUNÇÕES • Homeotermia - Manter sua temperatura corporal relativamente constante • Eliminação de excretas - Processo pelo qual os produtos residuais do metabolismo e outros materiais sem utilidade são eliminados do organismo. • Percepção (Sensorial) - Envolvidas no processamento da informação. • Proteção - Órgãos internos, os nervos da pele recebem estímulos que avisam o seu cérebro que a sua pele foi tocada, protegendo seu corpo contra possíveis ferimentos e entre outros. • Imunologia - Proteção do organismo contra agentes patológicos presentes no ar, no solo e na água. • Renovação e reparação - Restituição completa do tecido lesado. Anexos Glândulas: Sudoríporas Sebáceas Mamárias Pêlos Unhas Cabelos IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DA PELE E ANEXOS A avalição da pele e anexos constitui uma janela para visualização de alterações internas. Frequentemente na avaliação da pele e anexos poderá ser detectado algumas anormalidades. 10 IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DA PELE E ANEXOS Baqueteamento digital ou hipocratismo digital é um sinal caracterizado pela hipertrofia das falanges distais e das unhas. Está associada a diversas doenças, a maioria cardíacas e pulmonares. 11 LEVANTAMENTO DE DADOS DURANTE A ENTREVISTA 1. Investigação da lesão: Característica original; Localização inicial; Modo de extensão; Evolução (contínua ou por surtos); Presença de prurido. 2. Investigação de doença cutânea pregressa. 12 PROPEDÊUTICA DA PELE13 PROPEDÊUTICA DA PELE O processo diagnóstico implica em: Anamnese; Exame físico; Toda a pele; Mucosas; Pêlos; Unhas; Explorações complementares; 14 PROPEDÊUTICA DA PELE O diagnóstico se baseia fundamentalmente na morfologia das lesões; O exame físico é o ponto mais importante. 15 EXAME FÍSICO o exame físico dermatológico tem por finalidade determinar os sintomas subjetivos da doença (colhidos na entrevista) e os sinais objetivos. As lesões são classificadas segundo critérios físicos (cor, estado físico, consistência, etc.). O exame deve abranger todo o tegumento, incluindo-se cabelos, unhas e mucosas. 16 EXAME FÍSICO Condições necessárias: Doente desnudo; Iluminação adequada Lanterna com bom foco; Lupa, se necessário; Passos: Inspeção da lesão; de toda a pele; das mucosas; dos anexos; Palpação; Digitopressão; Compressão; 17 PONTOS CHAVES DO EXAME DA PELE Olhar Forma; Borda Cor Localização Tamanho Superfície 18 Palpar Textura; Dura/Mole Úmida/Seca Móvel/Aderida Superficial/profunda Fria/quente Dolorosa/Indolor PONTOS CHAVES DO EXAME DA PELE 19 OS TIPOS DE LESÃO ELEMENTAR DA PELE Alterações de cor; Elevações edematosas; Formações sólidas; Coleções líquidas; Alterações da espessura; Perdas e reparações teciduais; 20 LESÕES ELEMENTARES Primárias Ocorre sobre a pele sadia; Secundárias Produzidas por agressão externa sobre a pele Consequência das lesões primárias O conjunto de lesões elementares é chamado de ERUPÇÃO Monomorfa (reação alérgica) Polimorfa (varicela) 21 Textura e Turgor Inspecionar a espessura e a mobilidade da pele. Pinçar a pele do braço e segurar por aproximadamente 5 seg e soltar, se retornar imediatamente ao seu local de origem o turgor é normal, porém caso demore a retornar, o turgor está reduzido. Coloração da pele Alterações generalizadas Albinismo Palidez SUPERFÍCIE DA PELE Inspeção e palpação Examinar cada segmento corporal observando a presença de elevações na pele. Palpar superficialmente as lesões encontradas para pesquisa de dor e calor a fim de identificar a consistência (sólida ou líquida), dimensão e mobilidade das lesões. Através do exame da superfície podemos observar a umidade da pele, a presença de secura e oleosidade. 26 Alterações localizadas Manchas Váculo-sanguíneas Eritema: Cor vermelha decorrente de vasodilatação em área limitada da pele Obs: Manchas hemorrágicas: Não desaparecem pela compressão o que as diferencia dos eritemas. São elas: petéquias (puntiformes), víbices (forma linear) e equimoses (placas). 28 Manchas pigmentares/ Mácula Hipocromia: mancha mais clara que a pele, decorre da diminuição de melanina. Hipercromia: Mancha escura, variável (castanho, azulado ou preto). Decorre geralmente do aumento da melanina. Urticária: lesão de conteúdo sólido, de forma irregular, coloração vermelha, pruriginosa. ESPESSURA DA PELE Inspeção e palpação Observar a presença de modificações na textura e na coloração da pele. Para identificar o edema, utiliza-se o sinal de Godet. A turgência, mobilidade e elasticidade da pele variam com a idade e a nutrição. Estão aumentadas na obesidade e diminuídas na desidratação, emagrecimento e caquexia. 31 Quelóide 32 INTEGRIDADE DA PELE Inspeção e palpação Inspecionar a pele observando a presença de soluções de continuidade. Avaliar extensão, profundidade, forma, coloração, presença e volume de secreções, presença de crostras e escamas. A lesão deve ser medida, de forma que qualquer variação possa ser detectada. Observar o aspecto do tecido ao redor da lesão e palpá-lo para pesquisa de sensibilidade. 33 Atrofia- adelgaçamento da superfície cutânea. (diminuição de espessura, largura, volume, estreitamento) Cicatriz- tecido fibrosos de origem traumática, inflamação ou incisão cirúrgica. atrofia Cicatriz Erosão- perda de tecido da epiderme com depressão, sendo úmida brilhante e bem demarcada. Escoriação- perda do tecido da epiderme linear ou escavado com exposição da derme. UNHAS36 UNHAS 37 UNHAS Inspeção e palpação Devem ser inspecionadas e palpadas, avaliando coloração e suas variações à compressão, forma, resistência, espessura e condições da cutícula. 38 UNHAS Parâmetro Normal Problemas Encontrados A unha é incolor (no leito ungueal toma-se rósea) e convexa no diâmetro látero-lateral. A espessura e a resistência variam de acordo com a idade: menores em crianças e idosos. - Palidez: ocorre em anemias, insuficiência aórtica e choque. - Cianose: indicativo de cianose sistêmica ou periférica. - Acastanhada: decorrente de hematomas. - Onicofagia: ato de "comer unha". - Paroníquia: unha grossa. - Escleroníquia: unha dura. - Onicólise: unha frágil, mole e quebradiça. - Sujidade. 39 UNHAS 40 41 42 Na oncólise, as unhas se soltam, podendo até descolar-se do leito ungueal. Quando não estão fixadas firmemente, as unhas se danificam rapidamente e os detritos se acumulam sob elas. Unhas de Reye A síndrome daunha amarela caracteriza-se por unhas amarelas que não possuem cutícula, crescem lentamente e são frouxas ou se descolam (onicólise). A síndrome de unha amarela está associada comumente a doenças pulmonares e linfedema. 43 Quiloníquia Unhas de Reye A síndrome da unha branca também pode ser chamada de leuconíquia, que pode ocorrer na intoxicação por arsênico, doenças cardíacas, IR, pneumonia ou hipoalbuminúria 44 Unhas achatadas com concavidades. Está associada com deficiência de Fe 45 PÊLOS46 PÊLOS 47 PÊLOS Inspeção e palpação Observar quantidade, distribuição, turgência e consistência dos pêlos (duro, mole, sedoso, quebradiço). Parâmetro Normal Problemas de Encontrados No sexo masculino, os pêlos são fortes e grossos abrangendo face, tórax, abdome e membros. No sexo feminino, os pêlos são finos e curtos abrangendo principalmente membros e púbis. O pêlo é sedoso, de consistência mole e não-quebradiço. - Hipertricose ou hirsutismo: proliferação anormal de pêlos em locais fora da implantação habitual. - Hipotricose: diminuição da quantidade de pêlos em todo o corpo. - Alopecia: queda geral ou parcial de pêlos. 48 49 Vietnamita Há 31 anos sem cortar o cabelo 6 m e 20 cm REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIAS Wisocky AB. Anatomy and psysiology of skin and soft tissue. In: Bryant RA, Nix DP. Acute & chronic wounds: current management concepts. 4ª ed. Saint Louis: Mosby Elsevier;cap. 3, pp. 40-62, 2012. Lellis R, Gonçalves F. Dermatopatologia para iniciantes. Noções básicas de dermatopatologia para médicos residentes. 2011. [citado em 2015 Abr 3]. Disponível em: http://dermatopatologiaparainiciantes.blogspot.com.br/2011/05/anexos-cutaneos.html Ramos-e-Silva M, Castro MCR. Fundamentos de dermatologia. 1ed. Rio de Janeiro: Atheneu; 2009. Oliveira RA. Capítulo 2: A pele em diferentes etapas da vida. In: Domansky RC, Borges EL. Manual para prevenção de lesões de pele: recomendações baseadas em evidência. 2ªed. 2014 Jarvis C. Capítulo 5: Pele, cabelos e unhas. In: Exame Físico e Avaliação de Saúde Para Enfermagem - 6ª Ed. 2012; Elsevier – Campus. Paredes I, et al. Propedêutica II: pele – propedêutica da pele. Grupo de Estudos de Semiologia e Propedêutica). Faculdade Evangélica do Paraná. 2007. [acessado em fev 29 2016 ]. Disponível em: http://www.gesepfepar.com/resources/Pele/Apostila.pdf � TODAS AS IMAGENS FORMA OBTIDAS NO GOOGLE. 51 52